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Introdução

A União das Nações Unidas proveu que a população mundial em 2050 será de 9,3 bilhões. O mundo
deverá produzir 50% a mais de alimentos para alimentar essa população, preservando a biodiversidade
e sem devastar o ecossistema (FAO/WHO, 2003b).
Com o aumento da população mundial, o melhoramento de plantas na busca pelo aumento da
qualidade e quantidade de alimentos talvez constitua uma das soluções ao problema de suprimento
alimentar.
A biotecnologia agrícola apresenta enorme potencial para aumentar a produtividade agrícola,
beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade dos alimentos. Porém, a produção e a
comercialização de plantas transgênicas tem gerado uma série de discussões e debates sob o ponto de
vista toxicológico e nutricional, levando-se em conta a segurança final do consumidor.
Os organismos geneticamente modificados tem gerado questionamentos nas mais diversas áreas, como
a ambiental, a política, a econômica, a social, etc.
Conforme descreve a matéria publicada no site Valor Econômico (junho/2014), neste ano, completase 20 anos desde a aprovação para consumo humano do primeiro alimento geneticamente modificado
criado na Califórnia - um tomate com maior durabilidade, o Flavr Savr. Desde então, os transgênicos
atingiram uma produtividade impressionante. Segundo a própria matéria, a cada 100 hectares de soja
plantados no mundo, 80 são plantados com sementes transgênicas.
A matéria destaca ainda o crescente aumento do interesse por parte dos agricultores pelos transgênicos
e o interesse de empresas para a intensificação e liberação de pesquisas para alimentos transgênicos.
Segundo a matéria, “o avanço está em construir variedades agrícolas com benefícios múltiplos”, desde
o aumento na produção como também, sementes resistentes ao calor e ao estresse hídrico. Destacamse também o desenvolvimento de plantas com resistência natural à pragas, reduzindo a necessidade de
agrotóxicos e, consequentemente danos ao meio ambiente.
O debate se estende acerca das consequências desconhecidas dos transgênicos para a saúde humana,
meio ambiente, economia, etc.
Sendo assim, esse trabalho buscará analisar o tema, alimentos transgênicos, focando em seus avanços
e polêmicas e os impactos econômicos, sociais e ambientais causados por seu desenvolvimento,
durante os 20 anos da aprovação do primeiro alimento transgênico no mundo.
FAO/WHO. Codex Ad Hod Task Force on foods derived from biotechnology.
Codex Alimentarius Commission, Food and Agriculture Organization of the
United Nations. Report of a joint FAO/WHO food standards programme.
Rome, 2001. Disponível em: <ftp://ftp.fao.org/codex/alinorm01/al0134al.pdf>.
Acesso em: 28 jul. 2003a.

Contextualização Teórica
A alimentação como tema de discussões encontra-se presente no cenário mundial há várias
décadas, abordagens sobre falta de alimentos, fome, preço e consequentemente o papel dos
alimentos geneticamente modificados estão em constante debate.
A agricultura encontrou na biotecnologia um de seus maiores aliados para a produção mais eficiente
de plantas. Pragas, doenças e problemas climáticos, por exemplo, sempre foram grandes obstáculos
à produção de alimentos, e a aplicação da engenharia genética na agricultura permitiu o
desenvolvimento de cultivos com mais qualidade e menos perdas. Assim, a produção de alimentos
aumenta.
O plantio global com essa tecnologia, em 2013, cresceu 3%, para o recorde de 175,2 milhões de
hectares, segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia
(ISAAA, na sigla em inglês). Multiplicou-se cem vezes desde a sua criação.
Hoje, ela é usada em 27 países. Predominam Estados Unidos, Brasil, Argentina e Canadá, na ordem,
que representam 83% do total das áreas plantadas com sementes transgênicas de soja (79%),
algodão (70%) e milho (32%).

O surgimento de tais tecnologias aplicadas na produção alimentícia vem, de igual modo, aquecendo
os debates sobre a forma, os objetivos de tais modificações e principalmente, os resultados
alcançados (positivos ou negativos).
Por outro lado, o campo das incertezas ganha contornos imensuráveis, pela falta, até mesmo, de
produção científica sobre os reflexos de tais organismos em favor do das pessoas e do meio
ambiente.
Assim continuamos esta abordagem pela evolução histórica dos organismos geneticamente
modificado, definição de conceitos e, posteriormente, sobre o que mudou, a partir do surgimento
destes alimentos, inclusive quanto a questão positiva (ou não) em favor do consumidor final.
Segundo GUERRANTE (2003) há diferença semântica entre os termos geneticamente modificados
e transgênicos, apesar de comumente utilizá-los como sinônimo, onde, do ponto de vista conceitual,
todo transgênico é um OGM[2], mas nem todo OGM é um transgênico:
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/26913/alimentos-transgenicos-e-o-custo-em-favor-doconsumidor-no-brasil-pos-transgenia#ixzz38MtiQkwE
Como já mencionado um dos pilares motivadores (teórico) da produção geneticamente modificada
de alimentos versa sobre a suposta tentativa de erradicação e combate à fome, a qual, segundo
CAVALLI (2000) teria como causa falta de produção agrícola (insuficiência de oferta) e problemas
na intermediação - distribuição e comercialização (desperdícios e elevação dos preços). Acrescenta
ainda a autora:
Entre as principais características almejadas encontram-se o aumento do rendimento com melhoria
da produtividade e da resistência a pragas, a doenças e a condições ambientais adversas; a melhoria
das características agronômicas, permitindo uma melhor adaptação às exigências de mecanização; o

aperfeiçoamento da qualidade; a maior adaptabilidade a condições climáticas desfavoráveis e a
domesticação de novas espécies, conferindo-lhes utilidade e rentabilidade para o homem (Lacadena,
1998).
Assim, a biotecnologia e a engenharia genética baseado no prisma de colaboradores do meio
ambiente ecologicamente equilibrado e, a partir de então, indispensável para uma produção
significativa (e de qualidade), passariam a desempenhar papel preponderante na alimentação
mundial, em especial quanto ao combate à fome.
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/26913/alimentos-transgenicos-e-o-custo-em-favor-doconsumidor-no-brasil-pos-transgenia#ixzz38MumCIFx

Biotecnologia: O termo biotecnologia foi utilizado originalmente pelo engenheiro húngaro Karl
Ereky, em 1919, para se referir a “todas as linhas de trabalho, cujos produtos eram produzidos a
partirde matéria bruta com auxílio de organismos vivos”. Atualmente, define- se biotecnologia de
dois modos: um mais amplo e outro mais restrito. De modo mais amplo, biotecnologia refere-se a
qualquer técnica que utilize organismos vivos (ou parte deles), para produzir ou modificar produtos,
para melhorar plantas e animais ou para desenvolver microrganismos para usos específicos[1].
Nesse sentido, o homem vem utilizando a biotecnologia desde os primórdios da humanidade. A
partir do momento em que começou a domesticar animais e plantas, a utilizar plantas medicinais
para curar seus males, microrganismos para fabricar bebidas e alimentos e a produzir vacinas para
se imunizar contra doenças, o homem estava dessa forma praticando a biotecnologia.
Os avanços da genética, biologia molecular, bioquímica e microbiologia colocaram uma série de
ferramentas à disposição do homem, permitindo o desenvolvimento de produtos e processo que têm
um impacto direto no bem-estar da humanidade, mesmo não envolvendo a manipulação direta do
material genético, isto é, a Engenharia Genética. As possibilidades de modificação no genoma dos
seres vivos oferecidas pela transferência de genes entre organismos que não se cruzam por vias
naturais, utilizando a engenharia genética abre grandes esperanças de melhoria de qualidade de vida
e da saúde dos seres humanos. Por outro lado, são graves os riscos advindos de intervenções
abusivas, descuidadas e mal-intencionadas. Daí surge a necessidade de uma intervenção do Estado
limitando tais ações e, quando necessário, o emprego de sanções para os casos com maior
abusividade.
3.1 Organismos geneticamente modificados: Há dificuldades para a maioria das pessoas entender o
que é um alimento transgênico, ou organismo geneticamente modificado (OGM). Mas o que é um
organismo geneticamente modificado? é um organismo que possui em seu genoma um ou mais
genes provenientes de outra ou da mesma espécie, desde que tenham sido modificados e inseridos
pelas técnicas da engenharia genética.
Os alimentos transgênicos são definidos como sendo aqueles oriundos de uma planta transgênica ou
de frutos, cereais ou vegetais delas extraídos, que são consumidos direta mente pelos seres humanos
ou indiretamente, através dos produtos alimentares produzidos ou elabora dos a partir da
mencionada matéria prima. O que são genes? Qual a sua utilidade? Todo ser vivo possui genes. Eles
reúnem a informação necessária para que o filhote de uma espécie animal nas ça e cresça igual – e
não ser humano, bactéria ou planta. Em outras palavras, a coleção de genes, ou genoma,
http://egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/26550-26552-1-PB.pdf
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ccj.ufsc.Br
Debates atuais sobre a segurança dos alimentos transgênicos e os direitos dos consumidores
Adriana Carvalho Pinto Vieira

seja para o homem ou para meio ambiente. de início questionam os benefícios trazidos pela tecnologia em questão. Ausência de perigos para a saúde humana e ambiental que se originem de seu uso e que não possam ser adequadamente administrados por regulamentações planejadas. no caso de contaminação de cultura natural ou orgânica.: falta de alimento). o encurtamento das fases produtivas. defendem os especialistas que a concentração de tecnologia em pouquíssimas empresas (laboratório). . sem alcançar o pequeno produtor. suprimindo a existência desta. por exemplo.3. permitindo retorno financeiro maior e em menor espaço de tempo para os produtores. Benefícios medíocres. limitados ao grupo de grande produtores. os críticos e estudiosos. como. havendo vários discursos ao mesmo tempo: As grandes empresas e laboratórios pautam-se. na premissa de que as mudanças só nos apresentam benefícios. mesmo após dias ou semanas. A exemplo desta tese. sem ocasionar riscos inaceitáveis (ex. De outra monta. impede também o acesso por pequenos produtores rurais. sustentando que não estão comprovados a ausência de riscos em desfavor dos seres humanos e do próprio meio ambiente. sustenta-se o melhoramento genético e nutritivo de alimentos. Argumentos contrários Conhecimento incompleto. assim como a prescindibilidade de defensivos agrícolas. proteção de sementes contra pragas e alterações climáticas radicais.Os benefícios e riscos dos transgênicos Muito se debate a respeito dos prós e contras de alterações genéticas e animais ou vegetais. que desconsidera a possibilidade de riscos ao ambiente e dos agrossistemas sustentáveis. Para Câmara (2009) a divisão entre argumentos favoráveis e desfavoráveis aos transgênicos poderia dividir-se em: Argumentos favoráveis Expansão do conhecimento científico. por óbvio. Além disso. além de inviabilizar a redução de custos da produção como se almejava. Grandes benefícios com o uso imediato dos transgênicos (sementes com qualidade nutritiva aumentada). permitindo um melhor aproveitamento pelo corpo humano. que sempre atentam contra a boa economia. sem prejuízo da possibilidade de existência de monopólio ou cartel. maior durabilidade dos alimentos apos serem colhidos. assegurando menos perdas e assegurando maior utilização de seus nutrientes. Inexistência de formas alternativas de agricultura a serem desenvolvidas em seu lugar.

poderiam ser contemplados com a sequência e o aperfeiçoamento de tais experimentos. inclusive o próprio homem. utilizam e protegem a biodiversidade. dentre outros. destacando: PONTENCIAIS BENEFÍCIOS Biorremediação Redução dos impactos ambientais e melhoria do solo Tolerância das plantas a condições climáticas e de solo adversas (frio/seca/salinidade/acidez) Aumento da produtividade das colheitas Redução dos custos de plantio para o agricultor Sementes com características melhoradas qualitativa e quantitativamente Síntese de fármacos e vacinas com menor custo e em maior quantidade Síntese de plásticos e outros materiais No entanto. mas sim aqueles ocasionados pelo contexto socioeconômico da pesquisa e do desenvolvimento de transgênicos e de seus mecanismos associados. confrontando com os motivos principais do avanço dos transgênicos e da própria defesa destes. a dependência e exclusão dos pequenos . máxime quando verificamos no outro extremo. pouco se saiu da teoria otimista quanto aos resultados afirmados. como potenciais riscos a eliminação de insetos e microrganismos do ecossistema. muito pouca certeza científica apresenta-se como suficiente para fechar conclusão a respeitos de tais potenciais. pois. Assim. a insegurança sobre os resultados nos exige cautela! Não são poucas as observações ou críticas razoáveis à transgenia alimentar (em especial). geração de “superpragas”. a oligopolização do mercado de sementes. transferência horizontal de genes. promovem agrossistemas sustentáveis. redução da produtividade das colheitas. principalmente. verifica-se que. a necessidade de aumento de uso de defensivos. se é que se pode atribuir alguma vantagem para este. não obstante todo o avanço tecnológico conhecido. GUERRANTE (2003) apresenta. já apontava uma série de possíveis benesses para o meio ambiente e os demais seres que nele habitam. ao destacar os potenciais benefícios da tecnologia dos OGS. Os maiores riscos podem não ser os que afetam diretamente a saúde humana e o ambiente. e contribuem para a emancipação social das comunidades pobres. GUERRANTE (2003).seu desenvolvimento reflete interesses do sistema de mercado global. o fluxo de genes. é fato que em relação aos alimentos transgênicos ou simplesmente às modificações genéticas. Encontram-se em desenvolvimento métodos agroecológicos que permitem alta produtividade em lavouras essenciais e ocasionam riscos relativamente menores. No mesmo raciocínio. tais como a estipulação que as sementes transgênicas são objetos em relação aos quais os direitos de propriedade intelectual devem ser garantidos. o que favoreceu o consumidor. a presença constantes de alimentos transgênicos na mesa do consumidor e. além das incertezas.

continua sendo pauta das preocupações gerais das nações. mas sim dinamizar a distribuição e mitigar o desperdício diário de alimentos. a questão da erradicação da fome no mundo. comprovado. Ocorre que os fatores de desagregação social. infelizmente. mas. esclarece: [. no entanto. alimentação. não obstante a marca imponente do número de 7 bilhões de pessoas no mundo. existe concentração (fartura) de alimentos em favor de determinados países (ou até mesmo em certas localidades dentro de um mesmo Estado internacional) em detrimento de escassez em desfavor de uma outra parte. que consequentemente. por si só. terá repercussão no acesso e/ou qualidade de alimentos à parcela considerável da população. Fatores que possam justificar esse cenário ainda atual são inúmeros: desde questões políticas (ou de politicagem) que dolosamente enxergam no sofrimento alheio mecanismos de perpetuação no poder ou que seja capaz de projetar dividendos financeiros. de contemplar todos os cidadãos da terra! Tomemos. dentre outros. como exemplo. Parte de nossas riquezas está nas mãos de poucas pessoas/famílias/empresas. moradia. e.agricultores e. o que ocorre no Amazonas. o próprio desperdício de alimentos. Nesse contexto. assim como o rateio de renda.] Quanto ao desperdício. Como já registrado. e não menos importante. sabe-se que... diversos fatores contribuíram e contribuem para o aprofundamento das injustiças sociais. educação. em seguida. inúmeras pesquisas apontam que não precisa produzir mais alimentos. principalmente. somados ao aceleramento da inflação – e mesmo depois da inflação controlada –..[. berço da Amazônia e símbolo mundial da preservação e da biodiversidade. ao que se sabe o problema envolvendo a fome mundial não é em si um problema da produção. havia a ideia de que era necessário o país crescer economicamente para que o “bolo” fosse posteriormente dividido. não obstante a evolução tecnológica e industrial do mundo. notadamente de seus peixes inigualáveis e imensuráveis: anualmente na época principal da safra de peixes.. o aumento do preço final do produto. capaz. a concentração de renda é um dos fatores cruciais para a existência da injustiça social. de distribuição de alimentos. Não se pode ignorar que a impunidade e a corrupção também contribuem intensamente para o agravamento do quadro.A REALIDADE DO CUSTO DOS ALIMENTOS POS TRANSGENIA A fome. de forma geral. É notório que o Brasil não é um país pobre. sem desprestigiar os esforços públicos. ser uma falácia. intermediários (atravessadores) e feirantes optarem pela perda . enquanto parte considerável da população não tem acesso a emprego. Em boa parte dos países pobres. também é visível a má distribuição dos recursos produzidos. 4. um dos pilares justificadores da transgenia nos alimentos sempre foi. ainda.] De modo geral. toneladas e toneladas de peixes ainda são jogadas fora no lixo (ou simplesmente estragam) porque não foram alvo da aquisição esperada! Seria digno dos pescadores. etc. Assim. No Brasil. assim como no Brasil. Entretanto. a relação entre o desenvolvimento econômico e as políticas sociais sempre foram perversas. provocaram o agravamento da concentração de renda. Segundo CAMARGO (2011) ao tratar da injustiça social no Brasil. saúde. assim como a própria política global (principalmente econômica) que acaba por sacrificar determinados países subdesenvolvidos.

Aliado às finalidades supramencionadas da transgenia dos alimentos. às vezes. diga-se. de fato. de menor duração. que tornam seu custo total mais barato! Entretanto. pois é capaz de unir a importância de determinado item na dieta alimentar de um indivíduo. basta o incentivo à boas práticas e a difusão destes conhecimentos. que os organismos geneticamente modificados representam uma economia para o produtor. como já dito. . com itens que darão frutos em menor espaço de tempo. através de produção tecnológica. por óbvio. o leite. combinando-o com genes de outro. as transformações surgidas a partir dos experimentos genéticos. hoje. Neste cenário de tristeza. e muitas incertezas a respeito da autossuficiência global para garantir alimentação de todos os povos. cujos alimentos teriam maior durabilidade. por exemplo. na cadeia produtiva/consumista. Essa unimilitância (característica de se ter uma ou poucas empresas atuando em determinado segmento). é facilmente minimizada! Além disso. o consumidor final. onde se inclui. cujo potencial nutritivo é capaz de ser reutilizado de várias formas e em várias combinações no cardápio doméstico. é a fórmula maléfica que identifica segundo o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). o chocolate. também pode contribuir no combate à fome. proporcionaram uma maior durabilidade para certos tipos de alimentos (frutas. a retórica das empresas/laboratórios destacáveis no segmento dos transgênicos sempre incluem. os alimentos transgênicos surgem com alguns objetivos maiores: garantir alimentos finais de melhor qualidade. reproduzindo menos perdas para o produtor/vendedor. ou fazendo um melhoramento ou aperfeiçoamento de sua genética. com maior qualidade. o próprio reaproveitamento de parte de algumas frutas. mas as respostas precisam de uma contextualização para melhor compreensão do tema: Sem dúvidas a transgenia representa um avanço tecnológico na produção dos alimentos. é um simples exemplo de que. legumes. enquanto destinatário final dos alimentos para consumo doméstico. pois nem um tipo de monopólio é saudável. a fome se não eliminada. vem depois deste. o barateamento dos alimentos seria uma consequência natural deste processo. mais barata. afinal. teve vantagens com a evolução tecnológica transgênica? O cereal. o iogurte. capaz de resultar em um fruto. Mas. inatingíveis por determinadas pragas (responsáveis por perda total ou parcial de determinada safra). Tais fatores. discursos. a margarina. na relação laboratórios x produtores representam ganhos que. notadamente pelas vantagens em favor cultivador. nem mesmo para o produtor. somado ao poder de mercado. verduras etc) reduzindo. de melhor qualidade (estética e nutricional). muito menos por quem. verduras. a existência de um monopólio ou cartel! De outro lado. uma vez combatido o desperdício. não se pode olvidar que os benefícios em prol dos produtores são tantos com sementes preparadas e modificadas que já existe uma consequência negativa: a dependência às pouquíssimas empresas fabricantes (laboratórios)! Dependência perigosa. o óleo ficaram mais baratos? As questões são muitas. o consumidor. Ademais.injustificável de alimentos. evitando ou diminuindo consideravelmente perdas típicas em determinadas culturas. todos unidos no escopo maior de ser mais a nova onda em favor da erradicação da fome no mundo. quando uma boa parcela da população não tem o que comer? Os governantes não poderiam ser mais incisos no combate a este prejuízo coletivo? Enfim. não se imaginam algumas produções em estágios inferiores ao atual. pois encurtam as fases da produção.

GUERRANTE (2003) já acenava com esse desfecho sobre o custo dos alimentos transgênicos. ai inclusos transgênicos ou orgânicos. principalmente no Brasil. foi (ou é) beneficiário destas vantagens trazidas pela transgenia? Inegavelmente. existe(ria) a imputação desse ônus. neste caso. que impedem qualquer vantagem em razão da tecnologia empregada neste processo. é sempre a subida dos preços dos alimentos. em um passado não distante. Isto poderia acarretar aumento nos custos produção.implica. os alimentos (ou produtos) transgênicos revolucionaram a produção! No entanto. como no Amazonas. 2. um dos pilares justificadores da transgenia. podendo reproduzir até um aumento incontrolável de preços ou a suspensão de fornecimento de tais itens. de modo que umas das justificativas. cujas decisões podem ser tomadas a nível unilateral.igualmente. vendedores e até mesmo. Para determinados cenários no Brasil. segundo SOUZA (2012). seria repassados ao consumidor. não é encontrado de forma expressiva. praticamente todo o consumo hortifrutigranjeiro da capital Manaus vinha de outros Estados. enfim. por assim dizer. mesmo na dependência das empresas fabricantes (laboratórios). Da ganância do próprio produtor. 3. ficou apenas no campo teórico. como dito. imediatamente. reproduzir plantios inatingíveis por intempéries climáticas. O que acaba-se tendo notícias. os quais. a necessidade de rastreabilidade da cadeia produtiva do OGM e de seus derivados. muito provavelmente. Se realmente fosse cumprido no Brasil. já que o item da dieta alimentar poderá ser consumido no seu melhor estágio[3] ou fase de amadurecimento! E o consumidor. seja pela esperteza dos laboratórios ou da ganancia do produtores/vendedores. pela sua luta incessante pelo lucro maior. conseguiram reduzir custos da produção. de assegurar o preço justo ao consumidor. a saber: A necessidade de rotulagem para sementes geneticamente modificadas e para produtos que contenham organismos geneticamente modificados-ou deles sejam derivados. principalmente do sul e sudeste. maléfica pela fragilidade com que os fabricantes lidam nesta relação. Para rastrear cada etapa da cadeia produtiva é necessário certificar cada segmento produtivo. desperdício com produtos que não resistiram ao tempo e perdas para todos. onde. evitar pragas. para os consumidores. e. . assegurando a presença ou ausência de transgenes. incapaz. o barateamento dos preço dos produtos em favor do consumidor final. com raríssimas exceções. ao invés de repassar as benesses recebidas com a produção de alimentos transgênicos. de modo que a ampliação da durabilidade de um produto natural ganha relevância. onde uma boa parcela de produtos de ordem alimentícia possui alguma grau de transgenia. produtores. pode ser efeito: 1. apresentar produtos de maior durabilidade. encurtar o tempo para a colheita. o dever de identificar os produtos transgênicos (publicidade) assegurando inclusive o caminho percorrido pelo mesmo até chegar na mesa do consumidor (rastreabilidade). e por outro lado. Da dependência dos produtores às grandes empresas e laboratórios especializados em mutação genética indispensável para a produção eficaz e segura. toda tecnologia empregada representou ganhos em prol do produtor que. ao contrário. que sempre é (seria) repassado à parte hipossuficiente da relação: o consumidor.

conseqüentemente.br/artigos/26913/alimentos-transgenicos-e-o-custo-em-favor-doconsumidor-no-brasil-pos-transgenia#ixzz38MvG0AHA LEITE. Leia mais: http://jus. Karen Rosendo de Almeida. 2014. Alimentos transgênicos e o custo em favor do consumidor no Brasil pós transgenia. 2014.com. e consequentemente.Logo. o sonho de erradicar ou de mitigar a fome. não servindo. Acesso em: 21 jul. a transgenia para assegurar o barateamento sustentado. até este ponto. 15 mar. conclusão esta que não exige muito esforço! Os noticiários em geral demonstram de forma cabal que o preço dos alimentos para o consumidor final aumenta diariamente. n.com. Jus Navigandi.com. o custo em favor do consumidor não foi beneficiado pelo surgimento dos produtos geneticamente modificados ou simplesmente transgênicos. permanecem no plano das ilusões! Leia mais: http://jus.br/artigos/26913>. de .br/artigos/26913/alimentos-transgenicos-e-o-custo-em-favor-doconsumidor-no-brasil-pos-transgenia/2#ixzz38MvyV2ij A biotecnologia agrícola utiliza a transgenia como uma ferramenta de pesquisa agrícola caracterizada pela transferência de genes de interesse agronômico (e. Teresina. SOUZA. ano 19. Alcian Pereira de. Disponível em: <http://jus. 3909.

uma técnica muito utilizada é a introdução de gene inseticida em plantas. Desta forma consegue-se que a própria planta possa produzir resistências a determinadas doenças da lavoura. E ESTES NÃO DERAM CERTO… A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida útil após a colheita. O tomate. não emplacou. a transgenia. como ferramenta da biotecnologia agrícola. Na agricultura. mas sua produção foi encerrada em 97.http://www. vários estudos e trabalhos científicos tem demonstrado avanços significativos na manipulação de material genético de plantas e outros seres vivos. etc. Os organismos geneticamente modificados. Alvos de discussões sobre suas vantagens e desvantagens.06:04 (Brasília) 08:04 GMT . como acontece no melhoramento genético clássico (no cruzamento ocorre a “mistura” de metade da carga genética de cada variedade parental). ele não se mostrou economicamente rentável o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001. são implantados na agricultura ou na pecuária.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_lista_tp. acabou sendo comprada pela Monsanto. depois da fase laboratorial. fusão celular e técnicas de hibridização com criação de novas células ou combinações genéticas diferenciadas.co. Apesar de boas perspectivas iniciais. Ambientalistas acusam os alimentos transgênicos de causar impactos irreversíveis ao meio ambiente. com segurança. a ciência dos transgênicos está em pleno desenvolvimento. técnicas que incluem DNA recombinante.shtml BBC Brasil Thomas Pappon Da BBC Brasil em Londres Atualizado em 8 de fevereiro. Além disso. uma bactéria. 2013 . A Engenharia Genética tem conseguido muitos avanços na manipulação de DNA e RNA. A transgenia permite um melhoramento “pontual” através da inserção de um ou poucos genes e da conseqüente expressão de uma ou poucas características desejáveis. O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas.bbc. Ultimamente. incluindo micro-injeção.) e plantas. e a empresa que o produziu. a Calgene. por exemplo. que não encontramos na natureza. um fungo. mais caro e de pouco apelo ao consumidor. ou seja. Os genes de plantas e animais são manipulados e muitas vezes combinados. com o avanço da engenharia genética. Ele começou a ser vendida em 94. oferece maior precisão do que os cruzamentos. lançada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato. Transgênicos na agricultura Os alimentos transgênicos são modificados geneticamente em laboratórios com o objetivo de conseguir melhorar a qualidade do produto. Através da modificação genética. pois permite a inserção de genes cujas características são conhecidas com antecedência. introdução direta em um ser vivo de material hereditário de outra espécie. o "Flavr Savr tomato". Vários países estão adotando este método como forma de aumentar a produção e diminuir seus custos.características desejadas) entre um organismo doador (que pode ser uma planta. sem que sejam introduzidos outros genes. micro-encapsulação.

5. o que não ocorre naturalmente. No caso dos transgênicos. Esses objetivos baseiam-se em conferir a espécie receptora características da espécie doadora. Entretanto. Por exemplo. sem causar prejuízo para a plantação de interesse. O que são transgênicos? Transgênico é o termo utilizado para designar organismos que foram submetidos à técnicas de engenharia genética para inserção de uma parte do genoma de outra espécie em seu genoma. plantas transgênicas resistentes a herbicidas permitem que agrotóxicos utilizados exterminem apenas as plantas invasoras. corriqueiramente. como plantas e animais. Desde a publicação da primeira bactéria transgênica em 1973.php Centro de Genética Molecular 4. O termo transgênico é específico para plantas? Não. resistentes ao clima e de maior qualidade. comercialmente ou em processos industriais. Atualmente. ou seja.cgm. ou seja. 6. Posteriormente. Então. foram desenvolvidos e também vem contribuindo para estudos das funções de diferentes genes dos seres vivos. Para que servem os transgênicos? Em geral. organismos transgênicos.1.icb. os transgênicos são utilizados para investigação científica e. microrganismos transgênicos para investigação científica. os transgênicos possuem mudança(s) no seu conjunto de genes. o termo pode e é utilizado para animais e microrganismos que sofreram modificações dessa mesma natureza. Existem também espécies que receberam genes de um bacilo e ficaram resistentes a insetos. leite e outros produtos de origem animal e vegetal. Outras promessas de aplicaçòes dessa tecnologia na agricultura e na pecuária baseiam-se na produção de alimentos mais nutritivos. alimentos transgênicos são utilizados para consumo animal e humano. http://www. plantas que tiveram seu genoma modificado pela inserção de sequências de DNA de outro ser vivo por meio de manipulações genéticas realizadas em laboratório. modificação do seu genoma original. Outra grande promessa é a utilização dos transgênicos para a produção de vacinas comestíveis. Desde o primeiro produto comercializado. os laboratórios de pesquisa utilizam. Por que os transgênicos são feitos? . O termo ficou bastante popular com a criação e comercialização de plantas transgênicas. a insulina. vários outros produtos obtidos a partir de transgênicos vem sendo desenvolvidos e comercializados para melhorar a qualidade de vida das pessoas.ufmg. é inserida uma parte do DNA de uma espécie doadora em uma espécie receptora para atender a objetivos específicos. Os métodos e técnicas utilizados na engenharia genética permitem unir e combinar material genético de espécies diferentes.br/oquesao. podem contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. além de contribuir para maximizar a produção de carne.

Nesse mesmo período. a insulina obtida por esse processo. a técnica de amplificação da PCR era desenvolvida. Organismos transgênicos possuem obrigatoriamente partes de DNA de outra espécie inseridos no seu genoma. que trouxe várias vantagens em relação à insulina obtida de porcos. Porém. avaliando cada caso em particular. . representou uma revolução na ciência. A História dos Transgênicos Os transgênicos são amplamente utilizados nas pesquisas científico-tecnológicas atuais e são muito significativos na agropecuária comercial. Vimos que o primeiro transgênico foi utilizado para a síntese de uma proteína muito importante no ponto de vista médico. cabe o direito de se informar e ser informado sobre os transgênicos para escolher se quer ou não consumir um alimento com essa tecnologia. muitas vezes com o objetivo de modificar o genótipo e o fenótipo de um organismo. principalmente foram alvo de grande polêmica. Ë importante ressaltar que muitas descobertas científicas foram realizadas com a ajuda indispensável de transgênicos. ampliando ainda mais os recursos nas pesquisas biotecnológicas. que manipularam a bactéria Escherichia coli para expressar o gene da insulina humana. É importante lembrar que vários avanços na área da saúde foram bastante criticados pela população em geral. a partir da utilização de tais organismos na agricultura comercial. visando à alteração ou adição de uma característica nesse organismo. enquanto OGMs sofrem algum tipo de manipulação genética sem receber partes de DNA de outra espécie. para que as vantagens e desvantagens sejam efetivamente analisadas. pois com freqüência. para o tratamento de diabetes. previamente selecionada. Vale frisar a diferença entre OGM (organismos geneticamente modificados) e transgênicos. os transgênicos passaram a ter mais atenção e. sendo a primeira substância originada de um organismo transgênico a ser comercializada. e principalmente as técnicas que possibilitaram seu desenvolvimento e aplicação. Ao consumidor. é necessário conhecer sobre o surgimento desses organismos. estes dois termos são erroneamente considerados sinônimos. pois permitiu que genes específicos pudessem ser isolados do genoma e manipulados. a insulina. No entanto. plantio. criação e comercialização de transgênicos. Por que há tanta polêmica em relação aos transgênicos? A maior parte da polêmica que envolve os transgênicos está baseada na desinformação das pessoas. anteriormente utilizada. O motivo da Revolta foi a rejeição popular contra a vacinação obrigatória contra a varíola. Deve haver muita parcimônia nas discussões sobre o uso dos transgênicos. processos biotecnológicos industriais e processos relacionados à agropecuária através do atendimento de objetivos específicos.Os microrganismos e organismos transgênicos são feitos porque eles facilitam processos de investigação científica. é um organismo que teve seu genoma alterado pela inserção de um fragmento de DNA originado de outra espécie. Aproximadamente dez anos mais tarde. Um dos casos mais extremos foi a Revolta da vacina em 1904 no Rio de Janeiro. Ao governo cabe a responsabilidade de regulamentar. autorizar e fiscalizar as ações relativas ao desenvolvimento. O primeiro organismo considerado transgênico foi desenvolvido em 1973. A técnica do DNA recombinante. pelos pesquisadores Stanley Cohen e Herbert Boyer. tecnologia que marcou o surgimento da engenharia genética na década de 70. 20. 8. para compreender de fato sua importância. Um transgênico. foi aprovada. denominada insulina recombinante. então.

Francisco George Rodrigues de Andrade. C. N. D. a tecnologia Bt e utilização de vírus como carreadores genéticos. A primeira planta transgênica desenvolvida foi uma variedade de tabaco. Organismos geneticamente modificados. 2012. D. F. esse tipo de animal é denominado transgênico por adição. já que fragmentos de DNA de diversos seres vivos. Após essa tecnologia. CARROLL S. As pesquisas mais recentes revelam um grande potencial da utilização de transgenes para uma melhor qualidade de vida dos humanos.ogmespan. 2012. a eletroporação de protoplastos. Referências: GRIFFITHS.com/artigos/a-tecnologia-do-dnarecombinante-e-suas-multiplas-aplicacoes/10701/>. o termo utilizado para designar o animal é “knockin”. As técnicas mais empregadas no desenvolvimento de animais transgênicos são a microinjeção pronuclear e a transferência nuclear. em 1982. 9ª edição. com as vacinas de DNA. Tiago Velho. permitindo que praticamente um número ilimitado de modificações genômicas fossem realizadas. sendo possível exclusivamente a seleção de variantes dentro de uma mesma espécie. R. 2009. C. WESSLER. A Tecnologia do DNA Recombinante e Suas Múltiplas Aplicações. quando há uma retirada de genes o termo utlizado é “knockout”. Ricardo Chorão. 2012. G. Disponível em: <http://www. 15-33. . e tratamento de doenças hereditárias. com o desenvolvimento de terapias gênicas.. A aplicação da tecnologia nos animais ocorreu um pouco mais tarde. a seleção de genes era feita por métodos de melhoramento clássico.. B.htm>. E. até a obtenção de uma planta com as características desejadas. Como houve a adição de genes. Diana Silva. Quando há uma modificação nos genes.blogspot. Disponível em: <http://www. Acesso em: 30 de mai. Acesso em: 30 de mai. inserindo no genoma de um camundongo um fragmento de DNA contendo o gene de hormônio do crescimento de rato. V.. 2008. Cronologia OGM no Mundo e em Portugal: Cronologia da Biotecnologia.com. R.webs. devido à importância econômica da agricultura. Disponível em: <http://www. um tipo de antibiótico. Archivos de zootecnia. Acesso em: 30 de mai.. PETERS. M. p. manipulações genéticas com base no fenótipo sempre foram realizadas a fim de aperfeiçoar características existentes em linhagens puras.br/>. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. incluindo bactérias e animais também puderam ser utilizados. o estudo e a aplicação da manipulação genética de plantas tomou uma nova dimensão. S. Até o surgimento da técnica de DNA recombinante. XAVIER. com o foco na prevenção de doenças. LOPES. Organismos geneticamente modificados. P.. tendo como resultado o aumento significativo de peso do animal. LEWONTIN.webartigos. As técnicas mais utlizadas na manipulação genética de plantas são a transformação pela bactéria Agrobacterium tumefaciens. A. 58(R). Tiago Pereira. na qual foram introduzidos genes de resistência à canamicina.transgenicosap.com/cronologia. quando o pesquisador Richard Palmiter desenvolveu o primeiro animal transgênico. a biobalística.Há centenas de anos. J. que envolviam cruzamentos e retrocruzamentos sexuais. Introdução à Genética.

1972: O bioquímico Paul Berg consegue combinar duas moléculas de DNA em laboratório. 1953: A estrutura da molécula de DNA é descoberta pelo norte-americano James Watson e pelo britânico Francis Crick. Os genes contêm as informações que definem as características naturais dos organismos. ciência que está contribuindo para melhorar a qualidade de vida em diversos aspectos. reduzindo perdas. como a seca. a engenharia genética poderá diminuir a quantidade de substâncias indesejáveis nos alimentos. Esta ciência também ajuda o homem no desenvolvimento de alimentos mais seguros. É importante lembrar que os transgênicos são apenas uma das aplicações da biotecnologia.Publicações Guia da Cana-de-açúcar Guia – O que você precisa saber sobre transgênicos Glossário Biotec na Universidade Biotec na Internet Bibliografia Biotec Perguntas e Respostas CIBBiotec de A a ZPublicaçõesGuia – O que você precisa saber sobre transgênicosO que são? O que são? Guia Segundo o farmacêutico bioquímico Flávio Finardi. plantas com valor nutricional enriquecido. animais e microrganismos. ou mesmo de microrganismos geneticamente modificados. indústria de higiene. indústria farmacêutica. A biotecnologia tem sido utilizada não apenas no desenvolvimento de plantas. 1865: O monge austríaco Gregor Mendel lança as bases da genética ao explicar a transmissão de características de geração para geração. que podem ser transgênicos. veremos que a biotecnologia – a base dos transgênicos – é um ramo de conhecimento milenar ou até pré-histórico. Quase 100% dos alimentos processados e bebidas no Brasil contêm pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho. como a cor dos olhos de uma pessoa ou o perfume de uma flor. saudáveis e nutritivos. por exemplo. indústria de alimentos. um vegetal pode se tornar resistente a pragas ou mais nutritivo. plantas mais adaptadas às condições adversas do ambiente. criando a técnica do DNA recombinante 1978: Cientistas dos Estados Unidos produzem com sucesso. Ao receber um ou mais genes de outro organismo. afirma o professor Finardi. os transgênicos são organismos que receberam um ou mais genes de outros seres vivos para apresentar novas características. a insulina humana por meio de microrganismos transgênicos. professor da Universidade de São Paulo (USP). “Além de já reduzir as perdas na lavoura e desenvolver produtos mais nutritivos. em laboratório. a exemplo do arroz com mais vitaminas. . como as que naturalmente podem causar alergias”. Seus benefícios já podem ser observados em diversas áreas a exemplo da medicina. como também animais e micro-organismos. permitindo o surgimento da biotecnologia moderna. A transgenia já permite o desenvolvimento de alimentos como frutas e hortaliças que demoram mais para amadurecer. agricultura e pecuária. Linha do tempo Pré-história: Se tomarmos como exemplo técnicas primitivas envolvendo plantas.

há cooperativas. entre eles o Brasil.org. assim. No caso das sementes transgênicas. existem leis para garantir que apenas as instituições que criaram produtos ou desenvolveram tecnologias poderão usá-los ou autorizar o uso por outras pessoas/empresas. . os primeiros vegetais transgênicos. Desde 2008. Mais de 80% da produção nacional de soja é geneticamente modificada. Quem desenvolve? Empresas públicas e privadas injetam altos valores em pesquisas de ponta. Quando isso acontece. que é o que assegura que o produto foi realmente desenvolvido por ela.br/biotec-de-a-a-z/publicacoes/guia-o-que-voce-precisa-saber-sobretransgenicos/o-que-sao/ Conselho de Informações sobre Biotecnologia. que podem ser transgênicos. 1994: Ocorre o primeiro lançamento comercial de uma planta transgênica. Estima-se que quase 100% de todos os alimentos processados e bebidas contenham pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho. aumentando ainda mais a presença da biotecnologia na nossa alimentação. só assim. diferentes variedades de milho transgênico passaram a ser cultivadas no país. o que aumenta as opções para os agricultores. os royalties garantem viabilidade econômica para o desenvolvimento de novas tecnologias. a entidade registra a patente de seu invento. por meio de bactérias. Por isso. Assim. é possível desenvolver novos produtos e realizar descobertas úteis para a sociedade. desenvolvendo. Publicações Guia da Cana-de-açúcar Guia – O que você precisa saber sobre transgênicos Glossário Biotec na Universidade Biotec na Internet Bibliografia Biotec Perguntas e Respostas CIBBiotec de A a ZPublicaçõesGuia – O que você precisa saber sobre transgênicos Presença no nosso dia-a-dia Presença no nosso dia-a-dia Guia Na alimentação A engenharia genética permite agregar benefícios aos mais diversos alimentos que consumimos. 1995: – presente: Países passaram a importar e exportar produtos transgênicos. enzimas. segundo maior produtor mundial de organismos geneticamente modificados. em todo o mundo.http://cib. No Brasil. leveduras e outros microorganismos geneticamente modificados (GM).1983: Três grupos de cientistas conseguem adicionar genes de uma bactéria em duas plantas. universidades e empresas pesquisando novas tecnologias e novos produtos relacionados aos transgênicos. por um período determinado pela legislação de cada país – 20 anos – no caso do Brasil. uma variedade de tomate. nos Estados Unidos. retribuindo o esforço intelectual e os investimentos realizados para o seu desenvolvimento. Os royalties são a compensação financeira pelo uso autorizado da tecnologia. a detentora da patente pode cobrar royalties para ceder o direito de uso de sua tecnologia.

como as que atuam na redução do risco de doenças cardiovasculares. Pesquisadores da Universidade de Tóquio. Na Saúde A engenharia genética contribui para grandes avanços na medicina. Há alguns anos. cerveja. a exemplo de queijos. pães. Na Universidade de Cornell. eliminando-se.Há mais de 25 anos. nos processos industriais e na alimentação. sucos e adoçantes. também estão desenvolvendo. gastrointestinais. a medicina faz uso da biotecnologia como uma ferramenta fundamental para realizar diagnósticos mais rápidos e precisos de muitas doenças e para encontrar a cura ou prevenir enfermidades cujos tratamentos são custosos. picles. vitaminas. como também para favorecer as indústrias de papéis. No nosso dia-a-dia convivemos com inúmeros produtos industriais fabricados por meio da aplicação microrganismos transgênicos como roupas e produtos de limpeza. Neuza Brunoro. era comum colocar a calça jeans nova com pedras e ácidos em máquinas para obter um efeito “desbotado” e aumentar a maciez do tecido. que atingem cerca de 3 bilhões de pessoas. Até a década de 1980 ela era extraída de bois e porcos e. e tornou a vida das pessoas mais confortável. Processos Industriais Os microrganismos têm sido melhorados geneticamente não apenas para a produção de alimentos e remédios. têxtil. anticorpos e remédios para o combate à AIDS. a biotecnologia foi responsável por avanços na saúde. desenvolvida por meio da engenharia genética. assim. causava alergias. ambiental e de mineração. foram desenvolvidos microrganismos transgênicos capazes de dar ao jeans as mesmas características. É transgênico o hormônio do crescimento (hGH). geneticamente modificadas para possuir mais vitaminas. Há muito tempo. preservação e formatação de sabor e dos aromas de muitas bebidas e alimentos do dia-a-dia. contra o nanismo. vinho. . frequentemente. Cientistas de todo o mundo já estão desenvolvendo plantas biofortificadas. massas. Alda Lerayer.000 crianças brasileiras. Atualmente centenas de medicamentos são produzidos por meio da aplicação da biotecnologia. um processo altamente poluidor do meio ambiente. Japão. Uma das primeiras aplicações comerciais da biotecnologia na saúde é também uma das mais úteis: a produção de insulina por microrganismos transgênicos. que afeta 10. bactérias. petrolífera. leveduras e fungos geneticamente modificados atuam diretamente nos processos de fermentação. a ciência está desenvolvendo plantas biofortificadas que reduzem a anemia e outros problemas relacionados à deficiência de micronutrientes. química. O Instituto Butantan produz 50 milhões de doses de vacina contra a Hepatite B. a terapia gênica é uma técnica já em testes que pode alterar a função de células humanas e tratar desde doenças cardíacas até o câncer e a AIDS. uma vacina contra o vibrião da cólera. que tornou a insulina mais segura e aumentou a eficiência dos tratamentos. Graças à biotecnologia. oculares e até diferentes tipos de câncer. diabéticos do mundo inteiro se beneficiaram dessa tecnologia. EUA. No sabão em pó. embutidos. entre eles. a ideia é fornecer imunidade contra o HPV e há estudos em muitos outros centros de pesquisa do mundo. A biotecnologia também está presente na calça jeans. Segundo a professora do curso de Nutrição da Universidade Federal do Espírito Santo. Essa ciência já contribuiu para a fabricação de kits para o diagnóstico de doenças. Para o futuro. em um processo conhecido como stonewashing. a partir de um arroz transgênico. proteínas e outras substâncias importantes para a saúde. enzimas – produzidas por bactérias geneticamente modificadas – são usadas para degradar a gordura dos tecidos e resistir às condições do processo de lavagem. De acordo com a engenheira agrônoma e conselheira do CIB. por exemplo. materno-infantis. De lá para cá.

Somente em 2009. ela representaria tirar das ruas. Esse aumento de rentabilidade é resultado . a exemplo da seca e de solos salinos.8 milhões de carros – equivalente à frota de veículos da Grande São Paulo. desta forma. Um exemplo importante. Agronômicos A agricultura encontrou na biotecnologia um de seus maiores aliados para a produção mais eficiente de plantas. nos próximos 10 anos. Segundo o biólogo Marcelo Menossi. Assim. inclusive no Brasil. Já estão sendo testadas plantas transgênicas capazes de despoluir o solo e a água. também se gasta menos água na preparação dos agrodefensivos e menos combustíveis nos tratores e máquinas usados para aplicar esses produtos na lavoura. Além disso. acima da margem registrada nas lavouras convencionais. Para se ter uma ideia da importância ambiental dessa redução. por exemplo. além de trabalhos importantes. desenvolvido pela Embrapa. Estão sendo desenvolvidas também plantas tolerantes a estresses abióticos. a produção de alimentos aumenta. Assim. Pragas. Segundo a consultoria Céleres.9 milhões toneladas de CO2 não foram jogadas na atmosfera. além de serem seguras para o meio ambiente. praga que destrói as lavouras. sempre foram grandes obstáculos à produção de alimentos. por um ano. a biotecnologia vem sendo utilizada há anos para minimizar os impactos do homem sobre a natureza. o bastante para prover as cidades de Recife e Porto Alegre por um ano. 133. pelo Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia. oferecem benefícios em relação às convencionais no que diz respeito à preservação do planeta. Dono de uma das maiores riquezas naturais do mundo. em decorrência do menor uso máquinas agrícolas.7 bilhões de quilos as emissões mundiais de dióxido de carbono.9 bilhões de litros foram economizados. Isso reduz a necessidade de aumento da área plantada para produzir alimentos à população. mostrou que agricultores da Espanha que cultivaram o milho transgênico Bt (resistente a insetos) obtiveram uma margem de lucro bruta de até 120 euros (R$ 280 aproximadamente) por hectare/ano. Os dados são do relatório “Impacto Global da Biotecnologia: efeitos socioeconômicos e ambientais 1996-2009”. 7. Além disso. da consultoria britânica PG Economics. doenças e problemas climáticos. Isso acontece porque as plantas transgênicas disponíveis no mercado diminuem a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas para combater as pragas. Um estudo realizado entre 2007 e 2008. o mesmo que plantar uma floresta com 22 milhões de árvores. a redução do consumo de 1. o Brasil tem muito a ganhar com os benefícios ambientais das sementes transgênicas. o suficiente para abastecer uma frota de 465 mil veículos. com o eucalipto e a cana-de-açúcar. A engenharia genética torna algumas lavouras mais produtivas e. contribui para reduzir a necessidade de plantio em novas áreas. da Unicamp.1 bilhão de litros de diesel. é o feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado.Ambientais A biotecnologia diminui os impactos do homem sobre a natureza. as variedades transgênicas já liberadas vão gerar para o meio ambiente do País. de 2. o que resulta em lavouras mais produtivas. As lavouras transgênicas. a biotecnologia tem permitido o desenvolvimento de diversas plantas resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas (facilitando o controle mais eficiente do mato que cresce nas plantações). No caso da água. e a aplicação da engenharia genética na agricultura permitiu o desenvolvimento de cultivos com mais qualidade e menos perdas. o uso de variedades GM diminuiu em 17.

Para avaliar possíveis impactos ao meio ambiente. Não importa o tamanho da propriedade. entre 2010 e 2020. com 2 mil pequenos agricultores da África do Sul. todo transgênico é exaustivamente analisado por meio de rígidos testes laboratoriais e de campo. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Reading (Reino Unido) com os transgênicos. Segundo a consultoria Céleres. assistência técnica e fertilizantes) que os grandes agricultores. insetos e outros animais da mesma forma que o não-transgênico.1 bilhões para a cultura da soja e US$ 6. em geral. menos tecnologia (máquinas. todos ganham. A análise apontou o aumento da produtividade do algodão transgênico resistente a insetos em relação ao convencional. a exemplo do aumento de renda.. reduzindo os custos da produção e economizando 14 horas de trabalho por hectare. 2007. são realizados experimentos de laboratório e de campo que verificam se o organismo transgênico interage com plantas. há redução no custo da produção e economia de 14 horas de trabalho por hectare. são os que mais ganham com a redução nos custos de manejo da cultura e com a maior facilidade para cuidar da lavoura. Como os produtores familiares utilizam.7 bilhões para a cultura do milho. 2008a. no Reino Unido. US$ 28. sem nenhum registro de impacto negativo no meio ambiente ou na saúde humana e animal.4 milhões de pequenos agricultores de todo o mundo plantaram sementes geneticamente modificadas em 2010 e conheceram os benefícios dos transgênicos. Em mais de 15 anos de uso em todo o mundo. Prova disso é um estudo de três anos realizado por pesquisadores da Universidade de Reading (2006). Também se avalia como o material genético do OGM se .do número menor de aplicações de inseticidas no milho Bt (Gómez-Barbero et al. as variedades transgênicas poderão gerar para a agricultura brasileira ganhos de US$ 45. Antes de chegar ao consumidor. De acordo com o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia. (ISAAA). pessoas de cerca de 50 países consumiram alimentos transgênicos em larga escala. 15. 2008b).4 bilhões para a cultura do algodão. elevando as margens de lucro de US$ 86 para US$ 93 por hectare. Outro dado revela que essa variedade de algodão permite diminuir as aplicações de inseticidas na lavoura. Publicações Guia da Cana-de-açúcar Guia – O que você precisa saber sobre transgênicos Glossário Biotec na Universidade Biotec na Internet Bibliografia Biotec Perguntas e Respostas CIBBiotec de A a ZPublicaçõesGuia – O que você precisa saber sobre transgênicosBiossegurança Biossegurança Guia A rigidez dos testes científicos Biossegurança Todo alimento geneticamente modificado só é liberado para consumo depois de passar por uma série de testes que avaliam a segurança para o meio ambiente e para a saúde humana e animal.

Para o professor Marcelo Menossi. Por inibir as perfurações das espigas pelas larvas dos insetos. da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). o milho Bt permite reduzir os ataques de insetos às plantações em até 90% e diminui. Entre elas. integram a nossa alimentação diária. ou . que podem levar ao câncer e à morte. inibindo a síntese de proteínas. a Lei de Biossegurança (Lei no 11. preferencialmente. entre outras. clique aqui. consequentemente. o milho Bt reduz. pois agem diretamente no fígado. Esses fungos produzem micotoxinas. estão a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). segundo o relatório do ISAAA. No Brasil. Cerca de 175. a partir dos locais perfurados pelos insetospragas. procedimento que não é aplicado aos alimentos convencionais.105/05) exige que qualquer organismo geneticamente modificado (OGM) passe pela avaliação criteriosa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. pode haver o aparecimento de lesões e hemorragias. Um bom exemplo é o gene da bactéria Bacillus thuringiensis. A área é equivalente a aproximadamente três vezes o território da França. são feitas avaliações toxicológicas e nutricionais. estejam presentes no nosso dia-a-dia. a ciência busca trabalhar com a inserção de genes que já tenham um histórico de uso seguro na alimentação ou mesmo que. é importante destacar a avaliação aprofundada dos transgênicos no que diz respeito a possíveis alergias. Além disso. Aval internacional Diversas organizações internacionais de renome apoiam a biotecnologia e os produtos derivados do uso dessa técnica. não oferecendo nenhum risco à saúde humana ou animal. a Organização Mundial da Saúde (OMS). sobretudo nas safras de períodos chuvosos. Assim. Adoção e consumo No Mundo As vantagens e a segurança da tecnologia levam cada vez mais países a plantar e importar. posteriormente. Vale lembrar que cerca de 50% do milho produzido no Brasil é contaminado por micotoxinas. a Academia de Ciências do Vaticano. que é naturalmente encontrada no solo. causando queda no nível de anticorpos e enzimas. Em razão dessas alterações. e. substâncias extremamente danosas para o homem e para os animais. cientistas de importantes academias de ciência nacionais e internacionais já divulgaram relatórios técnicos apoiando a adoção de plantas transgênicas na agricultura como forma de ajudar o homem a aumentar a produção e a qualidade dos alimentos. a proteína desta bactéria. que confere resistência aos insetos-pragas que atacam o milho. Há mais de duas décadas. a Agência de Biotecnologia da Austrália e a Agência de Controle de Alimentos do Canadá. passou a ser utilizada na agricultura convencional – e. Para saber mais sobre a comissão.3 milhões de hectares foram plantados com transgênicos em 27 países em 2013. vale destacar que. Redução das micotoxinas no milho Bt O milho Bt é caracterizado pela inserção de um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt). indiretamente. Além disso. na agricultura orgânica – como uma das formas de controle de insetos-pragas na lavoura.dispersa no ambiente e quais as possibilidades de cruzamento com plantas convencionais. a CTNBio. que induz a planta a produzir uma proteína tóxica apenas para determinadas pragas. a probabilidade de crescimento de fungos na espiga. sendo este mais um benefício da variedade transgênica em relação à convencional para a saúde humana e animal. então. Quanto à saúde humana. a presença de micotoxinas. portanto.

papaia. Edições anteriores Edições especiais Matérias de capa @'s da Edição Entrevistas Colunistas Joyce Pascowitch Saúde Clique aqui para receber o boletim .2 4.quase sete vezes o estado de São Paulo. tomate. 2013 No Brasil grafico_brasil_2014 No Brasil.3 Soja.8 11. destacam-se a China e a União Europeia.8 10. milho. álamo. o de segundo lugar no ranking de área plantada com transgênicos no mundo. foram plantados 40. papaia. milho. milho e algodão 4 Índia 11. canola. milho. algodão.4 Canola.0 10.6 Algodão 5 Canadá 10. a não ser a(s) nova(s) característica(s) que o(s) gene(s) inserido(s) no alimento transgênico permitiu(ram) expressar.9 23. que adotaram o grão geneticamente modificado em 1996. ao lado dos Estados Unidos e da Argentina. abóbora. Mercado recebe transgênicos de portas abertas A liberação de uma variedade de soja transgênica em 2003 permitiu ao Brasil aumentar a competitividade da produção nacional e garantir uma posição relevante no mercado mundial de grãos. soja e beterraba 6 China 4. # País Área 2013* Área 2012* Área 2011* Culturas GM plantadas 1 EUA 70. 90% do milho e 47% do algodão também é geneticamente modificado. algodão 3 Argentina 24. bloco que importa também grandes quantidades de milho.9 Algodão. Como maiores importadores de soja desses três países. com um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.4 23.6 30.6 10. alfafa e beterraba 2 Brasil 40. ficando atrás apenas dos Estados Unidos. 92% da soja é transgênica.5 69 Soja.3 milhões hectares com sementes de soja. pimentão *milhões de hectares – Fonte: ISAAA.3 36. Caso contrário. das culturas cultivadas em nosso país com biotecnologia. Hoje. não estaríamos entre os maiores exportadores de soja. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) concluiu não haver diferenças entre os alimentos transgênicos do mercado e seus pares convencionais. milho e algodão transgênicos em 2013.2 69. Esse desempenho levou o Brasil a consolidar a importante posição conquistada em 2009.0 3.7 Soja.

assim. como melhora nutricional em alimentos ou para tornar uma planta mais resistente a pragas. dão novas características à espécie modificada. sem prejuízo para a plantação. batata-doce.Fale Conosco Expediente Anuncie Assine já Época na Educação Pequenas Empresas & Grandes Negócios Globo Rural Marie Claire Criativa AutoEsporte Galileu Casa e Jardim Crescer QUEM Infantis NET TV Editora Globo TV Globo Rádio CBN Globo Online O Globo On Line Diário de S. bactéria ou vírus e. Paulo Enviar matéria Comente Assine já Saiba mais sobre os transgênicos PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE OS TRANSGÊNICOS O que são os transgênicos? Espécies cuja constituição genética foi alterada artificialmente e convertida a uma forma que não existe na natureza. animal. arroz. Também há espécies que receberam genes de um bacilo e ficaram . tomate e trigo são algumas das culturas beneficiadas. Para que servem? Plantas resistentes a herbicidas permitem que o veneno seja aplicado e apenas as pragas morram. Soja. A modificação genética é feita para que o organismo obtenha características diferentes das suas. tabaco. milho. mandioca. Quais são os alimentos transgênicos? A variedade de produtos transgênicos é ampla. inhame. Os cientistas adicionam o gene de um vegetal. canela. algodão.

quando foi criada a técnica do DNA recombinante e a engenharia genética produziu um filhote comercial: insulina humana feita por bactérias modificadas. foi o primeiro país a plantar OGMs comercialmente. que são obrigados a ter um aviso sobre o uso de ingredientes geneticamente modificados . algodão e canola. A Organização Mundial da Saúde informa que o consumo de transgênicos como a soja e o milho. Se tiver dúvidas. Fique mais alerta quando os produtos forem feitos a partir de milho ou soja. Preste atenção nos rótulos dos produtos industrializados. com destaque em milho. Quando surgiram os transgênicos? Eles surgiram na década de 1970. ligue para conferir CURIOSIDADES Os maiores produtores mundiais de organismos geneticamente modificados são.resistentes a insetos. DICAS PARA QUEM TEM MEDO DE TRANSGÊNICOS . Outra promessa é a de alimentos mais fartos e baratos. Cada caso. Se você apresentar qualquer tipo de reação a um determinado produto transgênico. Por que são importantes? Podem amplificar a produtividade e melhorar os ganhos dos produtores. uma liminar proíbe o cultivo comercial de OGMs no país sem estudos prévios de impacto ambiental . Ainda assim. e são os que mais exportam e consomem esse tipo de alimento. Canadá e China.especialmente a Lei de Biossegurança de 1995 . Desde 1998. soja. Além disso. não causou nenhum prejuízo à saúde humana. o Instituto de Defesa do Consumidor . São seguros? A tecnologia pode gerar plantas estáveis e resistentes e outras que oferecem riscos à saúde e à ecologia. ainda não tão exploradas. a legislação brasileira relacionada a transgênicos . Os transgênicos podem ser cultivados normalmente no Brasil? Não. faça um comunicado ao posto mais próximo do Idec. Estados Unidos. que têm menos possibilidade de serem transgênicos . Estas são as sementes mais utilizadas em pesquisas com OGMs . Argentina. na ordem. A tecnologia tem outras aplicações na agricultura. O Serviço de Atendimento ao Consumidor das empresas (com endereço nas embalagens) pode dar informações mais detalhadas sobre a composição dos produtos. precisa ser rigorosamente avaliado. OS PRÓS E CONTRAS DOS TRANSGÊNICOS . Pesquisa do Ibope realizada com 2 mil brasileiros em dezembro de 2003 indica que 73% dos entrevistados são contra a liberação dos transgênicos no país até que exista consenso na comunidade científica a respeito da segurança desses organismos para o meio ambiente e a saúde humana. como a produção de alimentos mais nutritivos ou resistentes ao clima. Os Estados Unidos respondem por dois terços das áreas cultivadas no mundo. portanto. aprovados nos Estados Unidos. O Brasil é o único grande produtor mundial de grãos não-transgênicos. Prefira produtos orgânicos. ou com propriedades nutricionais mais apuradas. com menor taxa de rejeição entre os diabéticos. em 1996.exigência desrespeitada pelos produtores de soja no Sul.é vista por muitos cientistas como uma das mais completas do mundo.

e com menos gordura. rico em vitamina A. aparentemente. os agricultores podem aplicar maior quantidade de agrotóxicos para combater pragas sem correr o risco de o alimento ser destruído.00. Sabe-se que há mais de 800 milhões de famintos sem condições mínimas de sobrevivência em todo o mundo. Além disso pode-se enriquecer tais alimentos com mais vitaminas. mas especialistas não descartam esta hipótese. Outro risco apontado é a possibilidade de resistência de insetos e pesticidas.html Revista época Alimentos Transgênicos: Aspectos Econômicos. uma questão ainda não respondida por pesquisadores é se quem ingere o alimento com maior dose de agrotóxico não recebe doses deste produto. podem reduzir o custo de produção. que evoluiriam e se tornariam imunes à resistência dos transgênicos. Mas. Com alimentos resistentes. legumes.http://revistaepoca. viabilizando uma maior oferta de comida. Segundo boa parte deles. Cobaias alimentadas com transgênicos têm apresentado alterações em seu sistema imunológico e em vários órgãos vitais. As plantas transgênicas são mais resistentes e. como perda de biodiversidade e erosão genética. “Super Alimentos” Uma das promessas do cultivo e comercialização dos transgênicos são os super alimentos. muitas vezes sem a imparcialidade suficiente para se chegar a um consenso. o surgimento de super ervas daninhas próximas a plantação. então. Éticos. correndo-se o risco das ervas ficarem resistentes ao próprio herbicida que deveria matá-las.globo. Dados indicam que produtos transgênicos têm custo de produção 20% menor que os demais. Esta polêmica envolve uma . Legais e Emocionais O assunto transgênicos tem sido amplamente discutido em nossos meios de comunicação.com/Epoca/0. Científicos. como bactérias que causam infecções. mais barata. como riscos de alergia. O mais temido dano que os transgênicos podem causar à saúde do homem é a transferência da sua resistência para microorganismos patológicos. Impacto Ambiental O cultivo de OGMs pode causar impactos no meio ambiente. alguns riscos à saúde que os OGMs trazem são praticamente certos.6993. ou usá-los em tratamentos específicos.PRÓS Combate à fome Um dos benefícios que os transgênicos poderiam trazer é comida mais barata para milhares de pessoas famintas e subnutridas em todos os países pobres do mundo. como novo arroz transgênico. resistentes a agrotóxicos. CONTRAS Riscos à saúde Estudos feitos pelas multinacionais interessadas na liberação do cultivo e comercialização de alimentos transgênicos têm sido contestados por inúmeros cientistas. Não há notícias que isto tenha ocorrido de fato. grãos e verduras mais nutritivos.EPT474558-1655.

além disso observa-se que há 25 anos a modificação genética tem sido utilizada na fabricação de produtos farmacêuticos sem que tenha ocorrido registro de casos de perigo atribuídos ao processo de modificação genética (Lajolo. 2000). 2000). questões envolvidas como o provável efeito tóxico que tais alimentos podem proporcionar. todavia por a ciência ser extremamente dinâmica são necessários estudos constantes para avaliar possíveis riscos a longo prazo. pesquisas já realizadas e questões ambientais a longo prazo não podem ser esquecidas(Palmigren. 1997). 2001). Estas alterações gênicas permitem que determinadas espécies de plantas apresentem uma maior resistência a determinadas pragas proporcionando um menor uso de inseticidas ou ainda permitem que ocorra uma alteração na composição de nutrientes como por exemplo. Entretanto. entretanto. Mas foi a partir de 1984 que surgiram os primeiros vegetais transgênicos (Pessoa et al. Robson. seja por ação do homem ou da natureza.2% era a favor da continuidade das pesquisas sobre transgênicos entre algumas questões levantadas (Massari. legais e emocionais que precisam ser amplamente discutidos para que ocorra o devido esclarecimento e os conhecimentos não fiquem restritos apenas à comunidade científica mas sejam acessíveis à população em geral que muitas vezes por falta de informação ou mesmo por apresentar conceitos errôneos acaba denominando os alimentos transgênicos como comida ou alimento Frankenstein (Lewgoy. A tecnologia que vem sendo considerada como a "fábrica segura do meio ambiente" proporciona um aumento de produção e conseqüentemente uma maior quantidade de alimentos para um grande número de pessoas que têm pouco o que comer. microoondas ou na pasteurização sendo que muitas vezes o temor existente era infundado (Lajolo. 2003) . esta tecnologia permite a transferência de genes de um organismo para outro produzindo assim uma nova substância. esta nova tecnologia não deve ser classificada como boa ou má mas deve se ter mecanismos para sua correta avaliação (Nodari & Gerra.http://www. 2000. aspectos de avaliação. 2003). A comunidade científica e leiga deve estar aberta a pesquisas e debates sem qualquer tipo de preconceito permitindo dessa forma uma avaliação criteriosa da aplicação desta tecnologia e sua utilização em alimentos e especificação nos rótulos desses alimentos permitindo assim uma livre escolha no consumo destes produtos. científicos. 1999. este trabalho tem por objetivo identificar questões quanto a produção e aspectos envolvidos no consumo destes alimentos.com. no óleo de soja em que a quantidade de tocoferol da vitamina E. éticos. 2000) .série de aspectos econômicos. A partir da década de 60. Discute-se ainda que o que comemos já é modificado geneticamente há milhares de anos. O avanço tecnológico sempre foi motivo de controvérsia ou até mesmo de preocupação como por exemplo na irradiação de alimentos.br/lista_artigo. 2000). mas poderia ocorrer a formação de pragas mais resistentes nas colheitas do futuro. ou ainda discute-se que seria possível melhorar técnicas já utilizadas proporcionando dessa forma também um aumento de produção sem um risco maior (Nodari & Gerra. Dessa forma. pode ser aumentada em até 80 vezes (Lajolo. A grande polêmica é que a utilização desta tecnologia pode proporcionar bons resultados no momento atual. Valle.php?cod=7 Revista Nutrição em Pauta .nutricaoempauta. surgiu a engenharia genética ou tecnologia do DNA recombinante. 2003). Em enquête realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na Grande Porto Alegre com 418 pessoas acima de 18 anos no ano de 1999 verificou-se que 66% já ouviram falar de produtos transgênicos e que 95.

exclusão ou adição de material genético para alcançar o efeito desejado. Atualmente. E foi apenas na década de 1970 que os cientistas Herbert Boyer e Stanley Cohen foram capazes de afetar diretamente a expressão do genoma de uma planta. Apesar da produção em larga escala dos OGM ser recente. Os principais questionamentos dos céticos são sobre as implicações éticas. Em 2001.Provavelmente você come alimentos transgêncios (geneticamente modificados) frequência e nem saiba disso. com validade mais longa e até produzir produtos farmacêuticos. Só no século 19. excluindo sementes com genética desfavorável à agricultura e cruzando as melhores plantas. na maior parte. Duas décadas depois. Será que podemos ficar tranquilos ao ingerir alimentos geneticamente modificados? De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). não quer dizer que elas entendiam porque tudo acontecia. Essa intervenção direta. cientistas e empresas agrícolas conseguiram criar culturas resistentes a doenças. com melhores valores nutricionais. tofu. sociais. quando os seres humanos começaram a escolher os melhores grãos de cereais para plantar. sim. o prato do brasileiro recebe cada vez mais alimentos modificados geneticamente. a história da manipulação genética das plantas tem pelo menos 10 mil anos. mesmo que as pessoas saibam domesticar as colheitas há milhares de anos. A capacidade de suportar pragas é apenas uma das características positivas que foram alcançadas com a modificação transgênica. Muita gente teme possíveis efeitos negativos para os seres humanos e para o meio-ambiente a longo prazo com a manipulação genética da natureza. com a experiência de Gregor Mendel com ervilhas. Desde a primeira safra de OGM plantada em 1994. bebidas e outros produtos – é transgênica. a ciência genética moderna surgiu. Quase um terço das imensas plantações de soja no país são variedades geneticamente modificadas. os que produziam quantidades maiores e cresciam mais rapidamente. A história dos alimentos geneticamente modificados Mas afinal. O advento da produção de organismos geneticamente modificados trouxe discursos sobre como esses alimentos poderiam reduzir os índices de pobreza e acabar com a fome no mundo. ligada ao Ministério da Agricultura. o que são alimentos geneticamente modificados? Por que eles começaram a ser produzidos? Organismos geneticamente modificados (OGM) são manipulados geneticamente para favorecer características desejadas. Mas. A soja brasileira – consumida pela população no óleo de cozinha. econômicas. envolve mutação. conhecida como engenharia genética. Assim. Os mais famosos OGM são os transgênicos. os organismos que recebem parte do DNA de outro organismo. conseguiu aprovação para o cultivo comercial de uma variedade geneticamente modificada do feijão. os transgênicos ainda dividem a opinião pública e geram desconfiança. . Elas defendem que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos protocolos de segurança não representa maior risco do que as técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas. Também é possível alterar um gene sem DNA externo. a Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa). políticas e de saúde pública. Pecuária e Abastecimento. 85% das lavouras de milho do Brasil e dos Estados Unidos são variedades transgênicas. ou seja. já que a produção de alimentos transgênicos em larga escala é relativamente recente. leite de soja. como a cor ou o tamanho de uma espiga de milho. As organizações são unânimes em afirmar que os transgênicos são seguros. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros ainda em 2014.

foi o primeiro alimento geneticamente modificado a ser concedida uma licença para o consumo humano. a modificação genética pode ser valiosa – ou negativa – para a sociedade. Tudo indica que os alimentos geneticamente modificados não são uma ameaça. Os tomates modificados são colhidos antes de totalmente maduros sendo. mas os custos de montagem impediu a empresa de se tornar rentável. o FDA concluiu a sua avaliação do tomate Flavr Savr e o uso de APH (3 ') II. ela poderia ser devastada e até mesmo entrar em extinção. os transgenes representam cerca de 0. Em 17 de maio de 1994. Isso pode levar a um potencial abuso ou manipulações forçadas que obriguem os agricultores a comprar sementes apenas de uma empresa.Riscos dos alimentos transgênicos Todos os dias. Outra questão é que as corporações agrícolas que desenvolvem os OGM viram proprietárias das sementes.0001% do DNA total. adicionando um gene que interfere com a produção da enzima poligalacturonase . concluindo que o tomate "é tão seguro como o tomate produzido pelos meios convencionais" e "que o uso de aminoglicosídeo 3'-fosfotransferase II é seguro para uso como um auxiliar de processamento no desenvolvimento de novas variedades de tomate. e que acabou por ser adquirida pela empresa Monsanto . Portanto. e cultivá-la em excesso. além de estarem presentes em quantidades ínfimas. Apesar da enorme desconfiança da população europeia com alimentos geneticamente modificados. assim. os seres humanos consomem entre 0. Calgene esperava para desacelerar o processo de amadurecimento do tomate e. O tomate seria mais resistente à decomposição. então. artificialmente amadurecidos utilizando gás etileno que age como um hormônio vegetal. Calgene fez história. e seus respectivos agrotóxicos. e descobriu que eles não representam riscos à saúde dos cidadãos. Décadas de pesquisa indicam que o DNA não tem toxidade direta na alimentação. enquanto ainda permitindo que o tomate mantivesse sua cor e sabor natural. apenas mais uma ferramenta que deve ser utilizada de forma inteligente.com/alimentos-transgenicos/ História Flavr Savr (também conhecido como CGN-89564-2). gastou uma década (e centenas de milhões de euros) investigando a segurança e a eficiência dos OGM. A enzima normalmente degrada na pectina na parede celular e resultando na suavização de frutas que os torna mais suscetíveis de serem danificados por fungos infecções. óleo de colza. impedi-lo de amolecimento.1 e 1 grama de DNA em sua dieta. os transgenes de plantas geneticamente modificadas não são um material novo para os sistemas digestivos. Características Através da engenharia genética. dependendo do modo como a utilizarmos. é um tomate geneticamente modificado. se surgir uma praga inesperada da qual a planta não esteja protegida. No milho transgênico. e apresentou para os EUA Food and Drug Administration (FDA) em 1992. a União Europeia. e foi produzido até 1997. O maior perigo dos OGM é que uma nova cultura em ascensão leve agricultores a produzirem apenas a nova variedade de um alimento. Assim como a tecnologia nuclear tem sido utilizada para destruir cidades ou produzir energia. Pelo contrário. Foi produzido pela empresa Calgene. enquanto permite fácil manuseio e vida útil . Foi vendido pela primeira vez em 1994. Colhendo os frutos ainda verdes. Assim. algodão e destinado para uso alimentar ". Os efeitos econômicos seriam devastadores. [GizModo/Wikipedia/Terra] http://hypescience. como parte da iniciativa Europa 2020. uma pesquisa de 1999 mostrou que nucleotídeos exógenos desempenham papeis importantes do intestino e sistema imunológico.

Dentre as principais estão: Melhoria da produção por área agrícola. porque eles têm as características essenciais dos tomates não modificados . Possibilidade da fabricação de medicamentos que antes eram inviáveis. a produção agrícola começou a alcançar maiores produtividades. e Calgene acabou comprada pela Monsanto. e caixas de transporte especializadas foram desenvolvidas. Problemas O fracasso da Savr Flavr tem sido atribuído à inexperiência Calgene no negócio de cultivo do tomate e transporte. o que evita a contaminação de animais. exigindo menor espansão de áreas. Estes custos. Maior produtividade agrícola. As principais são as . Além disso. não devendo ser confundida com o todo.br/2011/11/tomate-flavr-savr-primeiroalimento. para suprir onde locais com deficiências.prolongada. possibilitando o suprimento de alimento para a população mundial. O melhoramento genético é qualquer esforço humano feito para que haja melhora de características da planta. Especificamente. alcançado através do melhoramento tradicional de Flavr Savr e variedades de melhor sabor.See more at: http://geneticaagronomica. . os campos Calgene era produzido apenas 25-50% em comparação com a variedades utilizadas pelos produtores. maior oferta de alimentos e conseqüente queda de preços. impediu a variedade Savr Flavr de se tornar rentável. O que é polêmico nos transgênicos? São muitos os aspectos que causam polêmica quando falamos de transgênicos. mais tarde. contribuiria também para vender Flavr Savr a um preço melhor no supermercado. grande parte da safra inicial foi danificada durante o processamento e transporte devido ao fato dos tomates maduros são inevitavelmente mais delicados. e insuficiência de recursos foram alocados ao melhoramento tradicional de plantas. A variedade de tomate começou com Calgene foi considerada inferior pelos agricultores. Os possíveis benefícios dos transgênicos São várias as vantagens certas e possíveis que o uso de organismos geneticamente modificados pode trazer. Potencial de redução do uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos). A partir daí.Plantas que geram alimentos com mais nutrientes específicos. sendo a maior desta área de pesquisa direcionada à seleção genética. e o conteúdo nutricional não foi alterado. Equipamentos concebidos para a manipulação de pêssegos foram comprados. Como resultado.com. Isso reduz o desmatamento e pode aumentar a renda do produtor. A transgenia é somente uma pequena parte do estudo do melhoramento genético. Possibilidade da redução dos custos dos alimentos. juntamente com a concorrência de uma nova variedade com vida de preateleira maior. plantas e manciais. o que não seria possível sem o melhoramento genético. A FDA afirmou que a rotulagem especial para esses tomates modificados não era necessária. não havia nenhuma evidência de riscos para a saúde.html Melhoramento genético e Transgenia são coisas diferentes.blogspot. Possibilidade de inclusão de vacinas em alimentos para países pobres. Um sabor melhorado. Plantas podem começar a produzir substâncias específicas em grande quantidade para a extração. Possibilidade da suplementação nutricional em alimentos. Todo o melhoramento se iniciou em 1865 pelo primeiro homem a estudar a genética: Gregor Mendel.

ela pode produzir toxinas ao homem. ao mesmo tempo que uma planta adquire resistência a uma doença. Isso significa que a cada vez que algum produtor utiliza sementes transgênicas. sem causar danos à produtividade. O problema maior é descobrir exatamente quais características a planta adquiriu com o processo. que apresenta um projeto que confirma a segurança das sementes no meio ambiente. Possíveis danos à saúde Quando um gene é introduzido em uma planta. O uso de organismos geneticamente modificados (transgênicos) na agricultura pode gerar muitos benefícios à população mundial. Ao mesmo tempo. sendo essas taxas chamadas de royalties.conseqüências da liberação de plantas transgênicas no ambiente. devemos tomar sempre muito cuidado. e não uma redução. A reprodução natural de organismos geneticamente modificados poderia causar grandes desastres. A liberação no ambiente Quando introduzimos uma espécie diferente em um meio. Algumas cultivares de plantas lançadas eram resistentes a determinados herbicidas. Apesar disso. pois esse é um processo normalmente irreversível. Existem diversas acusações de intoxicações alimentares causadas supostamente por alimentos transgênicos. mas podem ter conseqüências desastrosas. O monitoramento de biossegurança é feito pela própria empresa. mas uma característica indesejável pode também ter entrado. Essa patente vale mesmo para as sementes geradas naquela propriedade rural através da planta transgênica. além de outras possíveis conseqüências imprevisíveis. Essas pesquisas. sendo monitorado o desenvolvimento da lavoura. ou mesmo cruzar com espécies nativas próximas. gerando novas plantas. Mas é importante observar que ainda não há qualquer prova concreta de que alimentos transgênicos possam causar danos à saúde de humanos e animais. a fim de verificar possíveis cruzamentos indesejáveis. o que também forçaria o produtor a comprar sementes daquela empresa. possuem sua metodologia questionada devido a um possível empirismo das mesmas. O aumento do uso de herbicidas Muitos tentam comprovar que houve aumento no uso de herbicidas com o uso de transgênicos. Ou seja. . já que poderiam entrar em competição com as espécies nativas da região. O pagamento de royalties A permissão da geração de patentes sobre seres vivos é uma das mais importantes pautas da discussão sobre organismos geneticamente modificados. Vale ressaltar que todos os transgênicos produzidos por empresas privadas são patenteados. Mas o cruzamento com plantas nativas e com outras cultivares (contaminação genética) ainda é possível na maioria dos casos. pois muitas delas são quase ocultas. eles devem pagar taxas para quem as criou. como havia sido dito pelas empresas produtoras de sementes. uma característica favorável pode ser introduzida. e os danos que esses alimentos poderiam estar trazendo à saúde humana e animal. ainda há muitas controvérsias sobre a biossegurança da sua liberação no meio ambiente e da sua segurança no consumo alimentício. Uma das tentativas de solução desse problema por parte das empresas produtoras de sementes geneticamente modificadas foi criar plantas que produzem sementes estéreis. não há qualquer prova concreta de que eles não podem causar danos à saúde. sendo útil para a utilização do herbicida já com a plantação formada. de caráter duvidoso.

o que gera conflitos. Assim.Há vários campos de pesquisa relacionados à transgenia: o da produção agrícola. . medicina e ética. por regra contratual. por causa dessas novas substâncias. aprendam. Isto por que.cultivando. animais e micro-organismos. Leiam. É o caso do milho. sem se poder chegar a qualquer conclusão. e opinem. uma pesquisa constatou o aumento de 50% na alergia a produtos à base de soja. se não existir um espaçamento adequado entre as lavouras transgênicas e convencionais. o que pode ocorrer com qualquer plantação. há pouca ou nenhuma integração dos vários campos de pesquisa para o desenvolvimento e estudo dos OGMs. já que. caso ele não queira mais plantálas. das questões ambientais. é o radicalismo ideológico que vem sendo apresentado por todas as partes representantes de cada campo de pesquisa. A contaminação pode ocorrer por meio de insetos ou até mesmo por meio do vento. O procedimento pode ser realizado com plantas. assim terá que comprar as sementes transgênicas a cada safra. tendo os cientistas apontado como os principais deles: 1. Por mais que a já tenhamos uma opinião formada. afirmando que o resultado poderia ser atribuído ao consumo de soja geneticamente modificada. seu consumo pode provocar alergias em parcelas significativas da população. Caso isso ocorra. Se este organismo modificado geneticamente for um alimento. Além disso. mas sempre com respeito ao próximo. existe o risco da contaminação. em 1999. novos compostos podem ser formados nesse organismo. escutem.com. é muito difícil o agricultor “se livrar” totalmente das plantas transgênicas. Uma das grandes barreiras para que isso ocorra. pegando de surpresa o agricultor no momento da venda. a chance de ainda nascer uma planta transgênica na plantação convencional existe. pois eles impedem a nossa sociedade de trabalhar em conjunto para a busca de novas soluções. no Instituto de Nutrição de York. RISCOS PARA A AGRICULTURA: as espécies transgênicas são protegidas por patentes. é essencial escutarmos as opiniões diferentes com calma e respeito. o que significa que o agricultor que decidir utilizá-las (se autorizadas no Brasil).html Saiba o que são os alimentos transgênicos e quais os seus riscos CONCEITO: são alimentos modificados geneticamente com a alteração do código genético. terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. Por exemplo. Aumento das alergias Quando se insere um gene de um ser em outro. Mas infelizmente. Devemos evitar radicalismos. A consequência mais imediata será o aumento da dependência do agricultor das empresas transnacionais do setor. Além disso. Inglaterra.br/alimentacao_e_saude_seguranca_alimentar_transgenicos_e _saude. Ocorre com freqüência a perda de contrato desses agricultores. RISCOS PARA A SAÚDE: são vários e graves os riscos potenciais. o agricultor não pode utilizar as sementes do plantio anterior. já que o comprador estava interessado em um produto não transgênico.http://www. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes (inserção de um gene de um vírus em uma planta. por exemplo) . como proteínas e aminoácidos. a contaminação pode ocorrer. isto é. é inserido no organismos genes proveniente de outro. ele poderá ser compelido a pagar uma multa e mais royalties.

Aumento de resistência aos antibióticos Para se certificar de que a modificação genética "deu certo". causando mal às pessoas. tornando-se "super-pragas" e "superervas". Isso já foi constatado com o milho transgênico Bt. o que representa maior quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos que nós consumimos. No entanto. Aumento das substâncias tóxicas Existem plantas e micróbios que possuem substâncias tóxicas para se defender de seus inimigos naturais. Haverá ainda desequilíbrios nos ecossistemas a partir da maior resistência desenvolvida. a soja Roundup Ready tem como característica resistir à aplicação do herbicida Roundup (glifosato). Para o Brasil. a borboleta monarca. A inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos faz com que as pragas e as ervas-daninhas (inimigos naturais) desenvolvam a mesma resistência. Maior quantidade de resíduos de agrotóxicos Com a inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos: reações em pessoas alérgicas impediram a comercialização de uma soja que possuía gene de castanha-do-pará (que é um famoso alergênico). a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou em 2004 o aumento em cinquenta vezes do limite de glifosato permitido em alimentos a base de soja. os insetos. Em outras palavras. RISCOS PARA O MEIO AMBIENTE: os perigos que os transgênicos podem oferecer ao meio ambiente são muitos. 3. Os prejuízos para o meio ambiente também serão graves: maior poluição dos rios e solos e desequilíbrios incalculáveis nos ecossistemas. pelas pragas e ervasdaninhas. corante. com maior poluição dos rios e solos. Estas substâncias estão entrando nos alimentos com muito menos avaliação de segurança que qualquer aditivo. o que é uma séria ameaça à saúde pública. 2. Sequer a toxicidade das substâncias inseridas intencionalmente nas plantas foi avaliada adequadamente. pode reduzir ou anular a eficácia dos remédios à base de antibióticos. Consequentemente. 4. haverá necessidade de aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações. é possível que o nível dessas toxinas aumente muito. as pragas e as ervas-daninhas poderão desenvolver a mesma resistência. não fazem mal ao ser humano. . Isso pode provocar o aumento da resistência a antibióticos nos seres humanos que ingerem esses alimentos. que é um agente polinizador. detentor de uma biodiversidade ímpar. os cientistas inserem genes (chamados marcadores) de bactérias resistentes a antibióticos. esse novo produto também pode causar alergias. Por exemplo. a soja Roundup Ready tem como característica resistir à aplicação do herbicida Roundup (glifosato). os prejuízos decorrentes da poluição genética e da perda de biodiversidade são outros graves problemas relacionados aos transgênicos. porque há uma transferência das características daquela espécie. se o gene de uma dessas plantas ou de um desses micróbios for inserido em um alimento. tornando-se "super-pragas" e "super-ervas". aos insetos benéficos e aos outros animais. pesticida ou medicamento. Na maioria das vezes. No Brasil.Outra preocupação é que se o gene de uma espécie que provoca alergia em algumas pessoas for usado para criar um produto transgênico. por exemplo. Isso vai exigir a aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações. ao longo dos anos. Por exemplo. que pode matar lagartas de uma espécie de borboleta.

http://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/saiba-o-que-sao-os-alimentos-transgenicos-equais-os-seus-riscos IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor .