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IV Congr. Bras. Gestão e Desenv.

de Produtos - Gramado, RS, Brasil, 6 a 8 de out de 2003

CICLO DE VIDA DO PRODUTO E SEUS IMPACTOS
Luiz Carlos Brasil de Brito Mello (UFF) capitao4@aol.com

Resumo
O presente trabalho tem o objetivo de apresentar o ciclo de vida dos produtos e seus
impactos, através de uma análise comparativa da abordagem de diversos autores. Desta
forma, procura-se apresentar as características de cada ciclo de vida do produto e os seus
respectivos impactos, bem como as estratégias adotadas pelas organizações com o objetivo
de maximizar a rentabilidade em cada fase. Pretende-se observar como o planejamento
estratégico da empresa pode influenciar o ciclo dos produtos e quais são as ferramentas
capazes de dar suporte às estratégias adotadas, dentro do contexto atual da globalização e
revolução tecnológica.
Palavras chave: Ciclo de vida, Planejamento estratégico, Gestão do produto.
1. Introdução
Os produtos desde o seu lançamento atravessam vários estágios durante o seu ciclo de vida :
introdução, crescimento, maturidade e declínio. A existência dessas diversas fases é
impulsionada pelas mudanças ocorridas no meio ambiente, que interferem no comportamento
dos consumidores, modificando-lhes os hábitos, preferências e expectativas. Atualmente, o
avanço da tecnologia, o desenvolvimento dos meios de comunicação e a globalização dos
mercados vêm impactar de forma mais rápida as mudanças ambientais e com isso, o ciclo de
vida dos produtos.
Portanto, desde o lançamento do produto até a sua retirada, as empresas planejam cada fase de
vida dos produtos, de forma a maximizar a rentabilidade em cada fase ou ainda estender ao
máximo o ciclo de vida total. Alguns produtos podem ter o declínio de forma planejada, e
programada, forçando assim, a compra de novos lançamentos.
A identificação de cada etapa do ciclo de vida do produto é relevante para o planejamento
estratégico de cada empresa pois através da identificação do ciclo de seus produto a empresa
deverá posicionar-se em relação à tecnologia empregada no produto, à concorrência e
investimentos empregados no segmento, às estratégias de venda e propaganda utilizadas, as
tendências de preços praticados pelo mercado, os canais de distribuição disponíveis e as
possíveis margens de lucro a serem obtidas. Desta forma, pode-se dizer que o estudo e
identificação do ciclo de vida do produto possuem validade como instrumento de previsão já
que a duração de cada estágio é variável de acordo com o produto, o ambiente e o mercado
consumidor.
Em última instância, cabe mencionar que a identificação e compreensão dos processos que
compõem os estágios de cada ciclo de vida de um produto, podem provocar desenvolvimento
de novas opções de negócios, impulsionando o interesse científico pelo estudo de novas
tecnologias. A retirada de alguns produtos, aliado às modificações do mercado consumidor e
da sociedade em geral pode representar um marco na história do homem.
O presente trabalho procurará apresentar um breve histórico sobre os estudos já realizados
sobre o tema, sob a abordagem de diferentes autores. A partir da base referencial teórica

o
4 CBGDP

LOPP/PPGEP/UFRGS

1

Metodologia Através da revisão bibliográfica de diferentes autores. e ainda não há demanda. Brasil. como mostra a figura 1: Volume de Vendas ($) − Estágio 1-desenvolvimento do mercado: é quando um novo produto é trazido ao mercado pela primeira vez. Serão observados os fenômenos ocorridos em cada etapa dentro de um contexto de globalização e revolução tecnológica.Gramado. RS. − Estágio 4-declínio do mercado: o produto começa a perder o apelo e as vendas caem. Pretende-se observar as mudanças características a cada etapa e os efeitos que fenômenos atuais como a globalização e a revolução tecnológica possam causar. em termo de vendas durante um certo período. Eles ocorrem na seguinte ordem. 3.Ciclo de vida do produto (Fonte: Levitt. 2. 6 a 8 de out de 2003 adotada serão discutidos os ciclos do produto. Porter (1991 ) considera os seguintes ciclos : o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 2 . tem certos estágios que são reconhecíveis. Levitt (1965) considera que a história de vida dos produtos mais bem sucedidos. Histórico Forrester (1959) já alertava que o pico de rentabilidade típica de uma indústria atinge o seu valor máximo diante do pico de vendas e. Gestão e Desenv. o presente trabalho procurará comparar as características de cada fase do ciclo de vida do produto e seus impactos. seus impactos e estratégias adotadas pelas organizações. bem como as estratégias adotadas pelas organizações para estender o ciclo de vida e assim obter maior rentabilidade. − Estágio 2-crescimento do mercado: há um crescimento da demanda e o mercado se expande.IV Congr. Bras. de Produtos . então decresce até chegar ao ponto de não rentabilidade. 1990) Cox (1967) diz que o ciclo de vida consiste na evolução do produto. O produto não foi testado tecnicamente. 20 Estágio 1 Desenvolvimento do Mercado 15 Estágio 2 Crescimento 10 Estágio 3 Maturidade Estágio 4 Declínio 5 1 2 3 4 5 6 Anos Figura 1. − Estágio 3-maturidade do mercado: a demanda nivela-se e cresce devido à reposição e formação de novas famílias. As vendas são baixas e se arrastam lentamente.

crescem. − Os produtos requerem estratégias diferentes de marketing. No entanto. Brasil. e seus aspectos relevantes abordados por diferentes autores. Segundo o autor.” Ainda segundo Kotler (1994). pois alguns produtos apresentam estágios de “crescimento-queda brusca-maturidade”. − Quais as oportunidades existentes? − Quais as competências que a empresa possui para as oportunidades existentes?As vendas do produto passam por estágios distintos e cada um coloca desafios diferentes. o autor afirma que nem todos os produtos possuem a curva em forma de “S”. de forma similar à proposta apresenta pelos autores relatados anteriormente. estava no mesmo estágio que a visão de Copérnico sobre o universo.Gramado. Declínio. A partir de sua visão. mas passa por diferentes níveis de venda. para dar espaço para novos produtos com lançamento com época estabelecida (moda verão/inverno). produção. Segundo Kotler (1994). que orienta a dinâmica competitiva de um produto e tem sua origem no ciclo de vida de demanda/tecnologia. Bras. 6 a 8 de out de 2003 − Introdução. quando a venda do produto possui oscilações baseadas nas novas descobertas ou novos tipos de uso. ou seja. Gestão e Desenv. Segundo Levitt (1969). e como os seres vivos: nascem. Muitos conheciam o conceito. finanças. como os utensílios domésticos para cozinha e remédios. Diversos autores como Clifford (1971). − As vendas do produto passam por estágios distintos e cada um coloca desafios diferentes. Christensen et all. de Produtos . chegam a maturidade e morrem. autor adotado como base referencial para este trabalho. afirmam que as empresas devem traçar estratégias compativeis com os diferentes estágios em que se encontram. crescimento maturidade e declínio. − Os lucros do produto crescem e diminuem ao longo dos diferentes estágios do ciclo de vida do produto. Este breve histórico procurou apresentar o conceito de ciclo de vida do produto. crescimento desacelerado. crescimento acelerado. o produto tem ciclo de vida quando: − “Os produtos têm vida limitada. que apresenta estágios de surgimento. compras e de pessoal nos diferentes estágio de seu ciclo de vida. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 3 . tema central do presente estudo. Crescimento. chamam a atenção para o fato de que a vida de um produto não é eterna. Levitt (1990) afirma que o conceito de vida do produto. a curva apresentada da vida do produto apresenta a forma de “S” e é dividida nos estágios de introdução. O autor descreve ainda ciclos de vida escalonados. no nível de mudança de necessidade. mas poucos utilizavam de maneira positiva ou eficaz. o ciclo de vida do produto é um importante conceito de marketing. Maturidade. como é o caso do nylon.. baseadas da visão de Levitt (1969). ao se lançar um produto as seguintes perguntas devem ser feitas. RS. maturidade e declínio. ou os artigos de vestuário que podem ter ciclo de vida com fim planejado.IV Congr.. Dean (1976) chamam a atenção para o ciclo de vida dos produtos e. Isto permitirá maior compreensão das etapas apresentadas a seguir. serão realizadas análises sobre os estágios do ciclo de vida do produto.

como e até onde a forma e a duração de cada estágio podem ser previstas? − Como determinar em que estágio o produto está? − Como utilizar os conhecimentos das perguntas 1 e 2 de modo eficaz? Para respondê-las ele prescreve que se conheça cada estágio e suas características. As Fases dos Ciclos de Vida do Produto Conforme apresentado anteriormente. Como diz Natermann (2000). leva a destruição de valor. e todos perdem. como apresentado a seguir. 4. e seguem as empresas vencedoras. Levitt (1990) faz 3 perguntas: − Dado um novo produto e serviço. produtividade e o lucro de uma empresa. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 4 . ou até mesmo estender a vida dos produtos.IV Congr. de forma a maximizar a sua rentabilidade dentro de cada estágio. Figura 2 – Perdas na telefonia celular na Alemanha – 1992/1998 (Fonte: McKinsey Quartlerly – 2000) Em sua obra. que constitui um ciclo. como apresentado a seguir. RS. 6 a 8 de out de 2003 É necessário se levar expertise de forma sustentada ao mercado. a vida dos produtos é constituída por diversas fases.Gramado. de Produtos . A boa prática do benchmarking (que vem a ser a medida e implementação de padrões. onde este tipo de estratégia levou o setor a ter perdas de até 50% no período 1993-1998. procedimentos operacionais ou estratégias disponíveis em um setor ou companhia) pode ser uma das ferramentas mais eficazes para aumentar a eficiência. Isto é o que a indústria automobilística americana fez nos anos 80. como mostra a figura 2 apresentada a seguir. Mas seguir continuamente a estratégia de copiar as companhias de sucesso. Bras. Os lucros da líder são divididos entre o grupo de empresas que luta por aquele espaço. Foi o que se viu no setor de telefonia celular na Alemanha. E muitas vezes prefere-se seguir a estratégia da empresa vencedora. utilizam-se do benchmarking. Gestão e Desenv. Brasil. devendo haver para isto uma estratégia. ao adotar as técnicas gerenciais japonesas. A compreensão destas fases se torna fator relevante para as organizações que tentam determinar o estágio que o produto está e ao mesmo tempo gerenciar e prever o início e término de cada uma.

de Produtos . há um aumento na demanda e as vendas aumentam. Quanto mais tempo se gastar na elaboração desta estratégia. A maioria dos novos produtos não segue o ciclo de vida clássico. Bras. Observa-se que para responder às perguntas formuladas por Levitt (1990). maior o risco de fracasso. que podem melhorar este grau de insucesso. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 5 . O criador é cada vez mais obrigado a apelar para preço ou diferenças marginais de produtos. O consumidor se cansa.Gramado. E quanto mais sucesso tiver. mais tempo se leva para tirá-la do chão. A duração do desenvolvimento depende de vários fatores. 4.1 Desenvolvimento É nesta etapa que a demanda precisa ser criada. O criador precisa então fazer com que os consumidores prefiram o seu produto. Daí vem o processo de aquisições e fusões. maiores as chances de se responder às questões anteriormente enunciadas. citadas mais adiante. Há uma série de técnicas. tentando prever o futuro e o ambiente competitivo. O produto não decola e morre logo. e o produto entra em sua fase terminal. E através menores preços ou melhorias tecnológicas. − quanto mais inconfundível a inovação.2 Crescimento Quando o produto é bem sucedido. Deve-se tentar prever o perfil do ciclo do produto previsto. Preços e margens ficam deprimidos. da estratégia a ser seguida. adaptabilidade ao consumidor. Brasil. 4. mais competidores serão atraídos. No entanto. aumentam a escolha do consumidor. Levitt (1990) diz que as várias características dos estágios do ciclo de vida ajudam a reconhecê-los. começam a lutar pelos clientes. 4. grau de inovação. do que os conhecimentos disponíveis do próprio presente. que através cópia ou aperfeiçoamentos. é prever o período seguinte e se trabalhar para trás. O aumento das vendas agora é marginal. já que se precisa de mais capital de giro para sustentar o período de criação. Levitt e Frank (1964) listam como possíveis causas de fracasso de um produto as seguintes: − quanto mais singular a inovação. − Uma previsão de futuro costuma ser mais condicional para a capitalização efetiva sobre os conhecimentos a respeito do presente. − Olhar para frente. E investir tempo na elaboração.4 Declínio Há excesso de capacidade de produção. seguindo desde o início uma curva descendente . O autor acredita que esta abordagem tem vantagens tais como: − Força a se olhar para diante. dá mais perspectiva ao presente do que olhar somente para o presente. acha que a melhor maneira de se determinar o estágio de um produto. Isto atrai os concorrentes. RS. ou ambos. é importante haver um planejamento prévio. presença de concorrentes substitutos.IV Congr.3 Maturidade É quando acontece a saturação do mercado. a saber: complexidade do produto. 6 a 8 de out de 2003 4. Gestão e Desenv.

− Enfoque: quando se foca em um determinado segmento de clientes. aumentam a forma de obter ganhos e vantagens pelo fato de terem sido precursoras. linha de produtos ou mercado geográfico. minimização das despesas em áreas como P&D. que podem tomar a forma de nichos para novos produtos. Segundo Porter (1986) existem três formas. É a chamada estratégia de penetração de mercado. que o autor chama de estratégias competitivas genéricas. ou seja. Para as estratégias de crescimento. globalização e outras forças estão transformando as empresas. As organizações precisam olhar para dentro de si e para fora. de Produtos . recomenda que estas estratégias devem ser adotadas de maneira exclusiva. Pode-se dizer que devido a globalização. Resumindo-se a necessidade das empresas para o desenvolvimento do pensamento estratégico. O presente estudo procura mostrar a relevância do desenvolvimento da capacidade de pensamento estratégico para que as empresas possam prever corretamente a melhor estratégia sobre seus produtos. − Crescimento diversificado: quando se entra em diferentes ramos de negócios. assistência técnica etc. aceitos e entendidos por todos. estas oportunidades expiram rapidamente. − Diferenciação: criar algo que diferencie o produto. Brasil. para o ambiente que estão inseridas. ou seja aumentar a participação dos produtos atuais nos mercados atuais. − Ter procedimentos claros e específicos sobre estratégia. 6 a 8 de out de 2003 Definir a estratégia de atuação é uma das mais importantes fases. Kotler (1994) apresenta as oportunidades de crescimento em 3 classes principais: − Crescimento intensivo: estratégia que ocorre nos negócios existentes. − Ter pensadores estratégicos habilitados e responsáveis pelo treinamento das novas gerações nesta habilidade. Bras. a saber: − Liderança no custo total: consiste em ter o custo mais baixo da indústria através a otimização dos fatores como escala eficiente. Deve-se procurar por áreas inexploradas. Mas. Aventurar-se nestas áreas aumenta os riscos. Gestão e Desenv. e deve-se continuamente reinventar nichos de produtos ou serviços. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 6 . ou seja. RS.IV Congr. levando o consumidor a desejar o produto por este “plus”. E só uma forte capacitação estratégica consegue ajudar a minorar a incerteza. É o que se observa na área bancária brasileira atualmente. Vários caminhos podem ser escolhidos. concorrentemente mais uma das estratégias genéricas. Mas as empresas que assim fazem. mudanças cíclicas na economia.Gramado. Hoje em dia não é muito aplicada. Porter (1986). Fatores tais como desregulamentação. prestação de serviços que adicionam valor ou novos canais de vendas. pode-se definir os seguintes pontos: − Definir claramente as responsabilidades e autoridade pela decisão estratégica. − Crescimento integrado: quando ocorre no âmbito da cadeia de valor da empresa. após a decisão de lançar um produto ter sido tomada. não se pode adotar. este é o tipo de estratégia mais utilizada.

faz com que estes processos sejam trabalhados em paralelo e apoiados por técnicas como desdobramento da função qualidade. pode-se dizer que as ferramentas que forem aplicadas. − Poder da integridade do produto na competição. dentro de cada etapa do ciclo de vida do produto. ajudam a perfeita aplicação da estratégia durante as diversas fases do ciclo de vida do produto. e determinando outros desempenhos em nível de qualidade. Brasil. projeto voltado para manufatura. diversificação. levam a novos patamares no desenvolvimento de produtos. destes para a produção. Assim procurar-se-á mostrar as ferramentas capazes de suportar a estratégias de gerenciamento do produto. A resposta parece ser a utilização da Engenharia Simultânea. manufatura auxiliada por computador. dizem que o desenvolvimento de produtos pode ter como diferencial entre as empresas o “Padrão Geral de Consistência”. RS. habilidades técnicas. 5. arranjo. o gerenciamento correto dos custos e a correta engenharia do produto. No entanto.Planejamento do produto: tem a função de traduzir o conceito do produto em especificações para o projeto detalhado. cultura e estratégia. etc. engenharia auxiliada por computador. é importante que as empresas aprimorem o desempenho em produtividade. Desenvolvimento Nesta fase. Sendo o processo de desenvolvimento de produto responsável por 70 a 90 % do custo do produto final. mas os resultados não foram satisfatórios. Com o advento das novas tecnologias de informação (projeto auxiliado por computador. a estratégia por melhor que seja. especificações. e inovação. Acredita-se que a melhor forma de apresentá-las . incluindo estrutura organizacional. do consumidor para os engenheiros. − A importância da consistência nos detalhes do desenvolvimento. custo. flexibilidade. tornou-se necessário que se buscassem outras formas de se desenvolver o produto. Em outras palavras. mostrá-las durante cada fase. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 7 . daí para vendas e de volta para os consumidores.) as empresas imaginaram que alcançariam altos níveis de melhoria. tempo de introdução no mercado e inovação.IV Congr. Que garantam a velocidade de implementação. de Produtos . Segundo os mesmos as informações devem fluir segundo o conceito abaixo: 5. Bras. − Criar uma perspectiva de longo prazo. que com uma visão de “processos” da organização. precisa ser suportada por boas ferramentas.Gramado. Seu modelo de desenvolvimento tem 4 estágios a saber: − Geração de conceito (ou concepção): vem a ser a definição das características do projeto originadas de uma perspectiva do consumidor − . Clark e Fujimoto (1991). processos de resolução de problemas. O estudo de Clark e Fujimoto (1991) ressalta 3 temas: − Desenvolvimento de produtos como uma simulação de consumo e produção futura. 6 a 8 de out de 2003 − Possibilitar as pessoas ter idéias e debatê-las num ambiente livre para discussão e geração de idéias.1 Desenvolvimento Novos Produtos/Produção/Marketing/Consumidor O Desenvolvimento de Produto envolve uma tradução complexa de informações de produto. método Taguchi e outras. Gestão e Desenv. investimento e escolhas técnicas. é voltar-se ao ciclo de vida do produto e. qualidade. rapidez. incluindo o estilo.

7. Já existem no mercado softwares desenvolvidos para a gerencia do ciclo de vida do produto. 6 a 8 de out de 2003 − Engenharia do produto: tem a função de traduzir as informações de planejamento de produto em projetos de produtos detalhados. para que decisões mais coerentes e rápidas em relação ao que se quer fazer sejam tomadas. a utilização de tecnologias de informações e comunicação pode ser decisiva. Outra forma de se otimizar o gerenciamento das capacidades básicas de um projeto (pessoas com conhecimento e habilidades. que permitam ao processo decisório a possibilidade de determinar os custos. que infundirá uma nova vida ao produto. Brasil. A tecnologia de informação faz com que as informações sejam mais rapidamente processadas. O conceito de planejar a extensão da vida é útil devido a : − O planejamento gera uma vida ativa. e decisões sejam mais rapidamente tomadas. Bras. sugere que ao se desenvolver um novo produto existe valor em que se comece a planejar a extensão da vida dos produtos. Segundo Prastacos et all. apoiado em fortes sistemas informatizados. E em muitos casos. o crescimento e a maturidade de muitos produtos são abreviados. competência tecnológica. coordenação e colaboração adequados. Isto pode ser feito através : − Promoção do uso mais freqüente do produto entre usuários correntes. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 8 .IV Congr. − Força a empresa a adotar uma visão mais ampla da natureza do produto com a qual está lidando. E por causa desta velocidade. − Desenvolvimento de usos mais variados do produto entre os usuários atuais. onde através de processos de comunicação. RS. É importante que seja feito o gerenciamento do conhecimento das informações. − Encontrando novos usos para o material básico. promovem dramáticas mudanças nas estruturas e operação das organizações. otimizando os resultados. afirma que através a utilização de novas tecnologias de gestão e mensuração de custos. 6.Gramado. Estas tecnologias fundamentalmente desafiam os meios tradicionais como as empresas operam. − Prepara um plano de longo prazo. (2002). durante as fases de crescimento e maturidade do produto. O ciclo do produto não se encerra na conclusão do projeto ou na venda do produto. − Criação de novos usuários para o produto expandindo o mercado. − Engenharia de processo: traduz o projeto de produto detalhado em projeto de processos compatíveis com os existentes no chão de fábrica. permitem o estabelecimento de ligações entre os diversos grupos. de Produtos . Declínio Levitt (1990). que estando inseridos dentro da organização através de pessoas e métodos adequados.Crescimento/Maturidade É importante que se meça claramente o custo do produto. métodos gerenciais e valores da organização) é a utilização de um sistema de gerenciamento simultâneo de projetos. mas deve considerar as formas que farão o cliente voltar a comprar e gastar mais. Gestão e Desenv. Nakagawa (1991). mesmo antes que sejam lançados formalmente.

produtos que tenham melhor durabilidade. ou seja. o crescimento diversificado. como planejamento. engenharia do produto ou engenharia de processos que abrange a interligação de tecnologias.Conclusões O presente estudo procurou apresentar em primeira instância. optando pelo crescimento intensivo. ajudam a perfeita aplicação da estratégia durante as diversas fases do ciclo de vida do produto. tecnologias e globalização.IV Congr. porém. análise e gerencia do ciclo de vida dos produtos assume maior relevância em face às características do mundo atual. com enfoque na concorrência. Em outras palavras. reduzem o número de produtos. Dentro da perspectiva do referencial teórico adotado. competitividade e elaboração de estratégias competitivas genéricas baseadas em custo baixo. com melhores projetos e melhor qualidade. sob a abordagem de Levitt (1991). Em seguida. o trabalho procurou analisar a relevância apresentada pelas organizações às seguintes questões: como e até onde a forma e a duração cada estágio podem ser previstas. crescimento. através da estratégia de penetração de mercado. os mesmos terão um ciclo de vida maior. o gerenciamento correto dos custos e a aplicação coerente da engenharia do produto. RS. a melhor forma de se determinar o estágio do produto. linha de produtos ou mercado geográfico). com o desenvolvimento dos meios de comunicação. pessoas e métodos empregados Vale ainda considerar. diferenciação de produto e enfoque (segmentação. alguns autores afirmam ainda que as empresas devem adotar um posicionamento estratégico exclusivo quanto ao crescimento. abandonam segmentos menores de mercado e canais de distribuição fracos o até mesmo baixam os preços.Gramado. proporcionando maior rentabilidade às empresas. aumentando os empregos e a renda. apesar de este último não ser muito utilizado atualmente. de forma a evitar o lançamento de um produto singular. sem inovação ou que não atenda as expectativas do consumidor. Cada estágio do ciclo do produto apresenta características específicas que possibilitam a sua identificação. possibilitando a comparação e aquisição de produtos de o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 9 . o crescimento integrado que ocorre no âmbito da cadeia de valor da empresa ou em última instância. tema central do estudo. Bras. maturidade e declínio. precisam de suporte de ferramentas capazes de garantir a velocidade de implementação. como determinar o estágio que o produto está e como utilizar esses conhecimentos como base para o planejamento estratégico da organização. investindo-se no tempo na elaboração da estratégia a ser seguida. Dentro do contexto apresentado. à medida que os lucros e as vendas diminuem. entrando em vários ramos de negócio. pode-se dizer que as ferramentas que forem aplicadas. que o estudo do ciclo de vida dos produtos. procurando ressaltar os aspectos importantes de cada uma. exige uma análise do futuro. 8. A seguir o trabalho analisa as características de cada etapa. referencial teórico adotado como base teórica da presente pesquisa. de forma a possibilitar a compreensão do conceito. o conceito do ciclo de vida do produto sob a abordagem de diferentes autores. Características que aproximam os mercados. Gestão e Desenv. E se existirem melhores produtos. Enfim. levando informação instantânea ao consumidor. produtos que se forem bem concebidos. o estudo procurou mostrar que as estratégias que devem ser utilizadas pelas empresas para prever e gerenciar as etapas do ciclo de vida do produto. de Produtos . ou seja. Assim o estudo conclui que se deve tentar prever o perfil do ciclo do produto. permite que se criem melhores produtos. Brasil. A identificação. algumas empresas se retiram no mercado. 6 a 8 de out de 2003 De acordo com Kotler (1994). E tais ferramentas podem ser as tecnologias empregadas. analisando as fases de desenvolvimento. atenderão melhor aos desejos de consumo e propiciarão o desenvolvimento da sociedade.

FUJIMOTO. nov. p. Feb.WASSENHOVE. São Paulo: Atlas.K. . As empresas precisam entender os aspectos que influenciam o comportamento humano. 6 a 8 de out de 2003 diferentes partes do mundo. Bento Alves. devido as suas inter-relações com outros campos. Referências BERSTEIN A. sociais como comportamento humano. São Paulo: V. onde os consumidores encontram-se espalhados em muitos países com línguas. negociais.1996. 1991.html>. Março/Abril 1959. Geraldo Luciano. D. 1989.F. Gestão e Desenv. 1.28. Desenvolvimento de novos produtos: Uma visão sob o ponto de vista de processo.. An Integrated Framework for Managing Change in the New Competitive Landscape.K. J. Textos para Discussão – FEA / USP. 2000.B. COX. A Administração de Marketing. Harvard Business Review.Vol. p. Marketing:Teoria e Prática no Brasil. Sérgio.3 trim/99. 4ª Ed.233-256. nº 2. nº 2. C. Phillip M. p. 1994. Rio de Janeiro: Campus.G. Implementação e Controle. T. 79-91.The Core Competence of the Corporation.22-31. p. PRAHALAD.. TAKAHASHI. J. nº. TOLEDO. Esse aspectos trazem um grande desafio que está além do gerenciamento do ciclo do produto num mundo mutante. SPANOS. PRASTACOS. Y.6. 1990. 1990.W. Dunn´s Review. ROCHA. Managing International Manufacturing. SCHUCAN. nº. Maio. v. Planejamento. LEVITT.Strategic Thinking on the Front Lines. P. Harvard Business Review 68(3). Através do referencial teórico apresentado neste estudo é possível verificar-se a interligação com várias áreas relacionadas de estudos. Harvard Business Review.p. Dentro do contexto apresentado. M.. nº. e culturas diversas. Administração de Marketing: Análise..100-110. Acesso em 21/1/2003. Brasil. seres vivos e Lei de Darwin.C. 1965. CLIFFORD. FORRESTER. KOTLER. Caderno de Pesquisas em Administração. Atlas. COSTA FILHO. SODERQUIST. The McKinsey Quarterly. Leverage in the Product Life Cycle.11. p. NATERMANN. 1999. PORTER.20. Técnicas para Análise de Indústrias e da Concorrência. The Mckinsey Quarterly. de Produtos .27. o 4 CBGDP LOPP/PPGEP/UFRGS 10 .. 1999.E. CLARK K.ethz. DEAN. comportamentos. cap. Pricing Policies for New Products. C.2.. Marketing Estratégico e a Criação de Unidade de Negócios.Journal of Business. K. T. 118-124. Gregory. Cada um dos fenômenos relacionados anteriormente abre um uma extensa área de investigação relacionada ao tema ora em estudo. out. pessoas e tecnologias..Overlapping Problem Solving In Product Development.127-152.W. HAMEL. K.WILLIAM T. como estratégias.inf.IV Congr. Advertising: A Problem in Industrial Dynamics. L. Estratégia Competitiva. Product Life Cycles as Marketing Models . e interpretar tais comportamentos com o emprego de métodos. v. hábitos e preferências e científicos como a evolução da sociedade. tecnológicos como informação processo e qualidade.375-384. 1999.55-71. A.1950. São Paulo: Atlas. Best Practices Does Not Equal Best Strategy. 2002.10. p.E. Bras. Disponível em <http//www. CHRISTENSEN. São Paulo: Ed. n. Document and Process Transformation During the Process Life Cycle..Gramado.1. RS. a presente pesquisa conclui que o ciclo de vida dos produtos relaciona-se a fatores econômicos como renda e emprego.ch/personal/schucan/ipic. além de concluir-se que o tema é objeto de interesse de muitos pesquisadores face às características da revolução tecnológica e processos de globalização que impulsionam as transformações constantes sofridas pelo mundo atual. custos e entendimento das organizações.1967. BARNETT. BERLAND Terrance . European Management Journal.