1- Sistemas de Automação flexível e Controle.

Automação? – Obtenção do funcionamento de um determinado equipamento ou todo
sistema com a mínima intervenção humana.
Pra que? – Para liberar o homem das tarefas de rotina, melhorar a confiabilidade e
flexibilidade dos processos industriais, melhorar a quantidade e qualidade dos produtos
fabricados, diminuir custos, aumentar a segurança...
No mundo competitivo dos nossos dias, em que se exige rentabilidade, velocidade,
confiabilidade e versatilidade do material visando atingir cada vez maior produtividade,
os sistemas de controle e a automação flexível assumem uma predominância cada vez
maior.
A automação flexível pode ser entendida como uma tecnologia integradora de três
áreas: a elétrica responsável pelos hardwares, circuitos e dispositivos de potencia e
controle, a mecânica na forma de dispositivos e mecanismos e a informática responsável
pela programação que irá controlar todo o sistema. Desse modo, para efetivar projetos
nesta área exige-se uma grande gama de conhecimentos, impondo uma formação muito
ampla e diversificada dos profissionais, ou então um trabalho de equipe muito bem
coordenado com perfis interdisciplinares.
Neste trabalho enfatizaremos o Controle elétrico por meio do Controlador Lógico
Programável, o CLP, que é uma poderosa “ferramenta” para a automação de sistemas. A
essa área da daremos o nome de Automação Flexível, pois permite, a qualquer
momento, alterar a lógica do sistema sem, necessariamente, fazer alterações físicas nas
instalações. Como exemplo utilizaremos o CLP Proxsys CP-WS11EX, o qual possui 16
Entradas Digitais e 8 Saídas a relé, sua linguagem de programação é o LADDER,
programação esta que é feita através de seu software Editor Ladder SCPWS1.

2- Níveis da Automação.
Nível Mecanismo
Componentes de suporte físico, que sozinhos não vão desempenhar nenhuma função
útil por si só, mas agregados sim, constituindo assim o nível máquina.
Ex: (sensores, atuadores, partes mecânicas)
Nível Máquina
Agregação de mecanismos, juntados para desempenhar alguma função específica.
(Esteiras, reservatórios, robôs, guindastes, etc.)
Os níveis mecanismo e máquina consistem no comando individual de máquinas e
processos
Nível célula
Este nível trabalha sob instruções do nível Planta.
Nesta etapa se inicia o processo automático interatuante, onde as máquinas são unidas
seguindo uma lógica de automação no processo para realizar um conjunto de tarefas
específico, nesta parte um controlador para reger o processo é fundamental. Ex: linha de
produção.
Esta etapa inclui algumas funções de controle, como coordenação de máquinas,
manuseio de material, análise e recolhimento de dados para inspeção, carregamento de
máquinas.
Nível da planta
O mais alto nível do sistema de produção, é a agregação de todas células do processo,
que vão juntas, nessa planta, elaborar o produto final. Recebe instruções do nível
empresarial e transforma-os em planos operacionais para a produção. Este nível é
conhecido também como fábrica ou indústria.
Funções de controle prováveis:
* Processamento de ordens
* Planejamento
* Controle do inventário
* Compras
* Planejamento requisitos manuais
* Controle da qualidade
* Gestão da produção
Monitoração em tempo real de todo o processo de modo a detectar anomalias e ainda
assegurar uma gestão correta dos recursos.
Nível Empresarial
Preocupa-se com a gestão da companhia: marketing, vendas, desenho, pesquisa, etc.

. o qual muitas vezes não corresponde aos níveis anteriores do sistema. O produto final leva. geralmente. o nome empresarial da companhia como marca.As metas de produção são estabelecidas por este nível. por meio de pesquisas de mercado ou demanda do produto.

pneumáticos. onde a comunicação e “hierarquia” dos elementos é similar a uma estrutura organizacional do tipo funcional. tais como pressão e temperatura. Esses podem indicar variáveis físicas. Esses também estão integrados com os sistemas gerenciais. tal como paradas programadas de máquina e alterações no volume de produção.1. de forma resumida. ou simples estados. Para se ter uma noção. correspondendo as entradas do controlador.3. Podem ser magnéticos. para o seu controle. seja o sistema de pequeno. operados pela “mão humana”. Na terceira camada estão os sistemas supervisórios. O controlador é o elemento responsável pelo acionamento dos atuadores. ou de acionamento misto.2 mostra de forma simplificada este tipo de organização. Estes últimos podem atingir uma a complexidade e tamanho tais que. que em algumas aplicações tem de ser bem entendidos. tal como um fim-de-curso posicionado em um cilindro pneumático. Os atuadores são os dispositivos responsáveis pela realização de trabalho no processo ao qual está se aplicando a automação. PROCESSO – SENSOR – CONTROLADOR – ATUADOR Diagrama simplificado de um sistema de controle automático Os sensores são os elementos que fornecem informações sobre o sistema. médio ou grande porte. Para finalizar esta introdução é importante dizer que além dos conceitos aqui apresentados. a Automação Industrial compreende um campo de atuação amplo e vasto. A figura 1. . onde são tomadas decisões importantes no processo.A estrutura de um Sistema de Automação Flexível. deve-se dividir o problema de controle em camadas. O fluxograma abaixo resume a estrutura básica de um sistema de automação flexível. levando em conta o estado das entradas (sensores) e as instruções do programa inserido em sua memória. Esse elemento é o denominado Controlador Lógico Programável (CLP). A completa automatização de um sistema envolve o estudo dos quatro elementos da figura 1. bem como a sequencia resultante. Nota-se que os elementos mostrados na figura 1. Os sistemas automatizados podem ser aplicados em uma simples máquina ou em toda a indústria. cada elemento sensor ou atuador tem o seu próprio funcionamento.1 pertencem a primeira e segunda camadas. Seguindo as setas observamos a etapa que esta que está sendo executada. responsáveis pela contabilidade dos produtos e recursos fabris. elétricos. hidráulicos.

os sensores identificam. neste caso.4. a figura abaixo ilustra um processo em que uma caixa é colocada sobre a esteira.Processo. o sensor A1 identifica sua presença. e o controlador é informado. consiste em levar a caixa até que o sensor A2 identifique o fim de seu curso. dando essa informação ao controlador CLP que por sua vez liga o atuador M. O Processo é a etapa do Sistema na qual os atuadores realizaram o trabalho esperado. dá-se então inicio ao PROCESSO. findando o PROCESSO. . Por exemplo. que. passe essa informação para o controlador CLP que irá desligar o atuador M.

equipamentos mecânicos. que fica normalmente ligado durante o giro.Atuadores.d. O motor elétrico tornou-se um dos mais notórios inventos do homem ao longo de seu desenvolvimento tecnológico. pneumáticos. mas através de outro eletroímã. e o tipo acionado diretamente na frenagem. A finalidade básica dos motores é o acionamento de máquinas. são empregados eletroimãs. Freio Magnético: Um tipo de eletroimã que paralisa o movimento rotativo de um motor. Servo Motor: Um servo motor é um dispositivo eletromecânico com características especiais que possibilitam o posicionamento preciso de um eixo em qualquer ângulo entre 0° e 180°. além de ser muito versátil e não poluente. onde um condutor de cobre é sistematicamente enrolado de forma a criar um campo eletromagnético quando sofre uma d.p. Seus principais métodos de acionamento serão conhecidos ao longo desta disciplina. em guindastes. Esse tipo de atuador é bastante difundido na forma de sapatas ou bases magnéticas. ou de acionamento misto. apesar do alto consumo de energia. hidráulicos. Em certos casos o fechamento não é manual. Os atuadores são os dispositivos responsáveis pela realização de trabalho no Sistema. Fechadura Magnética: Em sistemas de segurança. elétricos. É comum em sistemas com reversão de sentido de rotação. Podem ser magnéticos. entre outros. muito aplicado nos trabalhos e experimentos tem baixo custo e são facilmente encontrados. a imagem ao lado ilustra a aplicação de servo motor em um experimento: Válvula Solenóide: . Há 2 tipos: aqueles cuja trava é feita por molas. reduzindo o golpe mecânico e o pico de corrente na reversão. normalmente desligado. cofres e porteiros eletrônicos se utiliza uma fechadura cuja trava é liberada através de um eletroimã. com um brev e pulso. Os servo-motores serão importantes aliados nas aulas práticas. liberadas por ação do eletroimã. não menos importantes. ou garras de robôs e travas magnéticas.5. Geralmente possui alto torque devido às reduções por meio de engrenagens. eletrodomésticos. Eletroimã: Em aplicações como o transporte de peças de ferro ou níquel. entre seus terminais. Alguns exemplos de atuadores: Motor: Como estudado anteriormente o motor é uma máquina que converte a energia elétrica e energia mecânica (movimento rotativo). Este equipamento funciona com o princípio do eletromagnetismo. possui construção simples e custo reduzido.

tais como: iluminação pública. ou tungstênio. cujo eletroimã foi acionado. que liberam ou não o fluxo. no tipo normalmente fechado os pistões são pressionados por molas. sistemas de emergência. acoplados a eletroimãs. semáforos. fornos industriais e fornos elétricos residenciais. em indústrias. Calefatores: Em certas aplicações como estufas. que atuam como chaves que direcionam o fluxo para uma das várias saídas. Existem válvulas solenóides comutadoras. como níquelcromo.Empregado em controle de fluxo de líquidos. etc. fluorescentes. etc. . NA. tem o fluxo interrompido quando o eletroimã é acionado. mistas. são usados calefatores ("resistências"). que são liberadas pelo eletroimã. lâmpadas eletrônicas. abrindo a válvula. se a temperatura for muito alta. recobertos por material isolante. Lâmpadas: Os sistemas de iluminação acionados por sistemas automáticos usam lâmpadas incandescentes. São geralmente feitos com ligas. como Atuadores. Produzindo o efeito luminoso pretendido para diversos fins. O tipo normalmente aberto. bom condutor de calor. Consiste de um ou mais caminhos que são interceptados por pistões.

e.6. possui apenas dois terminais acessíveis. etc.Sensores. detectar a incidência de luz e fornecer um ganho de tensão dentro de um único componente. etc. Sensor magnético . o termistor NTC(Negative Temperature Coeficient). São muito usados para controlar / alterar a temperatura em dispositivos eletro-eletrônicos . mecânico. que diminui sensivelmente a sua resistência elétrica com o aumento da temperatura. sua resistência aumenta. LDR (LIGHT DEPENDENT RESISTOR) . associado ao efeito transistor aparece o efeito fotoelétrico. Ele pode. isto é. porém.resistor dependente da luz O LDR possui a interessante característica de ser um componente eletrônico cuja resistência elétrica diminui quando sobre ele incide energia luminosa. ao mesmo tempo. termômetros. apresentam um valor de resistência elétrica para cada temperatura absoluta. O termistor não é polarizado eletricamente. Exemplos de sensores: Fototransistor O fototransistor é um dispositivo que funciona baseado no fenômeno da fotocondutividade. Existem dois tipos básicos de termistores: o termistor PTC (Positive Temperature Coeficient). Quando este feixe é cortado. ar condicionados. O sensor é um dispositivo que responde a um estimulo físico que pode ser o efeito térmico. Em geral. dissipadores de calor.Reed Switch . magnético. A resistência do LDR varia de forma inversamente proporcional à quantidade de luz incidente sobre ele. Através dos sensores podemos obter informações ou leituras de um determinado sistema. "relógios". o LDR oferece uma resistência muito baixa. enquanto o feixe de luz estiver incidindo. isto é. Termistores São dispositivos elétricos que têm a sua resistência elétrica alterada termicamente. essas informações são passadas ao controlador. São utilizados amplamente em ambiente industrial. o fototransistor é uma combinação de dois diodos de junção. Esses interruptores possuem uma haste onde a pressão mecânica provoca a comutação de seus contatos. como alarmes. para delimitar o curso de um determinado mecanismo. Exemplos de Circuitos com LDR: Chaves fim de curso (micro switch) São interruptores do tipo contato momentâneo. luminoso. Como o transistor convencional. que aumenta sensivelmente a sua resistência elétrica com o aumento da temperatura. Isto possibilita a utilização deste componente para desenvolver um sensor que é ativado (ou desativado) quando sobre ele incidir energia luminosa. circuítos eletrônicos de compensação térmica. que fará a interpretação de acordo com oque foi programado.

Sensor Indutivo O que é? Como Funciona? Principais Alplicações: Sensor Capacitivo Oque é? Como Funciona? Principais Alplicações: . veja a figura 2. Nestas condições.Os reed-switches ou interruptores de lâminas consistem em dispositivos formados por um bulbo de vidro no interior do qual existem lâminas flexíveis feitas de materiais que podem sofrer a ação de campos magnéticos. montadas conforme mostra a figura 1. Ele opera como uma chave aberta. unindo-se. a ação do campo magnético faz com que as lâminas se magnetizem e com isso se atraiam. as lâminas estão separadas e nenhuma corrente pode circular através do componente. o contato elétrico é fechado. o que afetaria o contato elétrico em pouco tempo. Em outras palavras. Nas condições normais. Na sua versão mais simples temos duas lâminas. Aproximando-se um ímã permanente do dispositivo. o reed-switch abre e fecha seus contatos conforme a ação de um campo magnético externo. O bulbo de vidro é cheio com um gás inerte de modo a evitar a ação corrosiva do ar sobre as lâminas.

etc. de forma didática e histórica de acordo com sua evolução conforme a seguir: 1ª Geração: Os CLP's de primeira geração se caracterizam pela programação intimamente ligada ao hardware do equipamento. especificamente na Hydronic Division da General Motors. Intertravamento. vários tipos de máquinas ou processos. A linguagem utilizada era o Assembly que variava de acordo com o processador utilizado no projeto do CLP. sob o comando do engenheiro Richard Morley e a sua especificação atenderia toda a maioria das indústrias na época. em 1968. utiliza uma memória programável para armazenamento de instruções. todo baseado em microprocessadores. Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais. Segundo a NEMA (National Electrical Manufactures Association). tais como lógica. O CLP ou PLC do inglês (Programmable Logic Controller).7. contagem e aritmética. temporização. . executa operações aritméticas. Algumas características: tos. utilizado para controle discreto. é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazenar internamente instruções e para implementar funções específicas. Tem como principal característica a programabilidade e der ser projetado para atuar em ambiente industrial. foi idealizado pela necessidade de poder se alterar uma linha de montagem sem a necessidade de alterações significativas nos painéis elétricos e relés (contatores).O Controlador. seqüenciamento. por meio de módulos de entradas e saídas. Concluímos que os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são equipamentos eletrônicos modernos. podendo associar diversos sinais de entrada para controlar diversos atuadores na saída. Assim a tarefa de programação era desenvolvida por uma equipe técnica altamente qualificada. seqüenciamento. controlando. extremamente útil e versátil. temporização. controle Proporcional Integral Derivativo (PID). para poder programar era necessário conhecer a eletrônica do projeto do CLP. contagem. funções lógicas. ou seja. O CLP foi criado dentro da indústria automobilística. Podemos dividir os CLP's. na automação flexível.

podendo alterar. não só CLP's. fruto da chamada Globalização. Com o auxílio dos microcomputadores a tarefa de programação passou a ser realizada nestes. Com o avanço da tecnologia e consolidação da aplicação dos CLP's no controle de sistemas automatizados. NANO E MICRO CLP (com até 32 entradas/saídas) Construídos com número reduzido de entradas e saídas sendo composto por um único bloco. proporcionando uma integração a fim de facilitar a automação. gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais flexíveis e normalizadas. como eram conhecidas) eram na verdade Programadores de Memória EPROM. compara com as instruções do programa do usuário e altera o estado das saídas. onde um Teclado ou Programador Portátil é conectado. A grande dificuldade tem sido uma padronização por parte dos fabricantes. os CLP's passaram a incluir uma entrada para a comunicação serial. sendo realizada normalmente no laboratório junto com a construção do CLP. treinamento e ajuda por parte do software de programação. além de realizar testes (Debug) no equipamento e no programa. As vantagens eram a utilização de várias representações das linguagens.gravando-se o programa em memória EPROM. 5ª Geração: Atualmente existe uma preocupação em padronizar protocolos de comunicação para os CLP's. como Controladores de Processos. Existem Fundações Mundiais para o estabelecimento de normas e protocolos de comunicação. As memórias depois de programadas eram colocadas no CLP para que o programa do usuário fosse executado. as instruções do programa. A estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks. baixa complexidade e custo reduzido. possibilidade de simulações e testes. o qual converte (compila).. etc. 2ª Geração: Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão dependentes do hardware do equipamento. Classificação dos clp's Os CLP's são classificados de acordo com a complexidade de sua estrutura e o número de entradas e saídas. apagar. é freqüente o desenvolvimento de novos recursos dos mesmos. gravar o programa do usuário. verifica o estado das entradas. Redes Internas de Comunicação e etc. CLP DE PEQUENO PORTE (com até 256 entradas/saídas) Maior número de entradas e saídas. (módulos de expansão). 3ª Geração: Os CLP's passam a ter uma Entrada de Programação. sua estrutura física pode ser composta por vários blocos de circuitos. Sistemas Supervisórios. CLP DE MÉDIO PORTE (com até 1024 entradas/saidas) . 4ª Geração: Com a popularização e a diminuição dos preços dos microcomputadores (normalmente clones do IBM PC). de modo a proporcionar que o equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento outro fabricante. Os Terminais de Programação (ou maletas. possíveis pela inclusão de um “Programa Monitor “no CLP. capacidade maior de memória. possibilidade de armazenamento de vários programas no micro. capacidade de memória reduzida.

com capacidade de expansão de memória e pode ter mais de uma Unidade de Processamento (CPU). custo elevado. CLP DE GRANDE PORTE (com mais de 1024 entradas/saidas) Utilizado em aplicações de extrema complexidade. com grande capacidade de memória normalmente com mais de uma Unidade de Processamento (CPU).Utilizado em aplicações de grande complexidade. .

Podemos afirmar que o CLP é um computador criado para aplicações específicas.Memória de Programas e Armazenamento de dados 4.Estrutura de um CLP A Estrutura básica de um controlador programável é baseada no hardware básico de um computador.Unidade Central de Processamento 3. Para ser possível entender como funciona um CLP é necessário conhecer sua estrutura.Saídas 6.8.Dispositivos de Programação e Comunicação 5.Entradas 2. os micro CLP's e os de grande porte possuem a mesma estrutura básica conforme veremos a seguir: 1.Fonte de Alimentação. UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO CIRCUITO DAS SAÍDAS MEMÓRIA DE PROGRAMA E DE DADOS DISPOSITIVOS DE PROGRAMAÇÃO E COMUNICAÇÃO CIRCUITO DAS ENTRADAS FONTE DE ALIMENTAÇÃO CLP utilizado nas aulas práticas .

Podemos assimilar os níveis lógicos com as populares chaves liga-desliga.9. as teclas desliga e liga.Níveis Lógicos. Remetendo a números binários denominamos nível lógico o estado que se encontra o contato ou operador do CLP. Com bastante frequência observamos o uso dos termos “nível alto” e “nível baixo”. respectivamente. respectivamente. Sendo o nível lógico 0 a posição de repouso. sendo eles 0 e 1. . oque faz menção diretamente aos níveis lógicos 0 e 1. onde encontramos constantemente representados por O e I. ou posição “off” e nível lógico 1 quando determinado contato ou operador se encontra atuado.

Neste caso também é necessário observar a polaridade da fonte de alimentação. A tensão nominal de entrada do CLP pode variar para cada fabricante. Circuito das Entradas CLP Proxsys O controlador Proxsys CP-WS11EX. seguido de seu respectivo numero. sendo que o estado será 1 quando essa entrada for alimentada com a tensão nominal da entrada do CLP.Entradas Entradas Digitais Nesse tipo de entrada. nesta entrada o CLP possui um conversor A/D (Analógico/Digital) que converte o valor da tensão presente na entrada em um dado digital que será processado pela CPU. sendo então classificadas pelo operador.: O CLP recebe as informações através da alimentação de suas entradas. devendo ser observada a polaridade em relação a fonte de alimentação. e será 0 quando a entrada não estiver alimentada. Normalmente essas entradas são alimentadas em corrente contínua. só são possíveis dois níveis. o interruptor ilustrado na imagem pode pertencer a qualquer dispositivo sensor que faça esse processo de seccionamento. Por exemplo. Entradas Analógicas Nesse tipo de entrada. neste caso podemos utilizar um sensor fotoelétrico. e todos os contatos a que forem atribuídos esse operador na programação da função desejada responderam diretamente ao nível lógico dessa entrada. 1 ou 0. . adotado nas aulas de Prática Profissional possui apenas entradas digitais e são denominadas pelo operador “I”. Por exemplo: Deseja-se que determinada entrada do CLP seja alimentada a noite. é possível variar a tensão da entrada de 0 (zero) ao valor de tensão nominal. Nos CLP comercializados no Brasil é comum essa tensão ser de 24Vcc. usando seu contato Normalmente Aberto para seccionar a alimentação da entrada.10. a entrada n° 7 do controlador recebe o nome de I7. são um total de 16.

Saída Digital (Q) O CLP possui saídas. as quais são responsáveis pela parte final de um determinado processo.11. fazendo com que comute.Essas saídas se constituem basicamente por um relé eletromecânico onde são disponibilizados seu contatos do tipo NA para que seja possível comandar uma determinada carga. representadas pelo operador “Q”. sendo elas Q1. Q2. Relembrando: Relé é um dispositivo eletromecânico acionado eletromagneticamente. lembrando que é necessário respeitar a corrente máxima que os contatos do relé suportam ao conectarmos a carga. O CLP Proxsys possui oito saídas digitais cada uma com seu respectivo relé com um contato do tipo NA. quando por sua bobina circula uma corrente elétrica cria-se um campo magnético que atrai um determinado contato. Q5. Elas obedecem a uma lógica dentro do programa e quando no nível lógico 1 o contato de seu relé comuta. Q7 e Q8. Q3. . Q4. Saídas à Relé ou Digitais. Q6.

no entanto por se tratar de uma "linguagem de baixo nível". ou seja. para que ele execute determina ação. e a linguagem de instruções também chamada de BOOLEAN. No entanto. Pascal e C. demorava-se muito tempo para programar o CLP para executar uma função simples. São utilizadas linguagens de alto nível como o Basic. assim chamadas por serem mais próxima da linguagem utilizada para comunicação entre pessoas.12. as linguagens de programação "de alto nível". reduziram drasticamente o tempo de programação do CLP por não ter o inconveniente de obrigar o programador a conhecer detalhadamente a arquitetura do Microprocessador do CLP. linguagem de difícil assimilação. porém s Linguagens mais utilizadas atualmente para programar CLP's são a LADDER. Quando o CLP foi inventado.Linguagens de Programação A programação da função que o CLP vai desempenhar em determinado sistema é feito pelo usuário através das Linguagens de Programação A Programação do CLP é um conjunto de instruções ou comandos desenvolvido pelo usuário do equipamento. . a linguagem de programação era o Assembly. As linguagens de programação estabelecem regras para combinar as instruções de forma a atender o que é desejado.

13. é atribuido um "nome" que passaremos a chamar de operador. possui 16 entradas digitais e 8 saidas à relé. O software utilizado na programação do CLP Proxsys CP-WS11EX se comunica em linguagem LADDER e seu software para interface entre o programador e o controlador é o Editor LADDER SCPWS1. Já as saídas recebem o operador "Q" e o número da saída. pois assemelha-se muito com os diagramas elétricos dos circuitos com contatores e relés. FIXANDO: A entrada 1 do CLP recebe o nome de "I1" (Operador I1) A entrada 3 do CLP recebe o nome de "I3" (Operador I3) A saida 4 do CLP recebe o nome "Q4" (Operador Q4) A saida 7 do CLP recebe o nome "Q7" (Operador Q7) O CLP utilizado como exemplo. que podem ser de dois tipos. NA ou NF. existem apenas na memória do controlador. Para que seja possível desenvolver o programa para atender a lógica de funcionamento dos circuitos é necessário conhecermos a estrutura de programação: Todos componentes contidos na programação são lógicos ou virtuais. Tomaremos como exemplo o CLP modelo CP-WS11EX da marca Proxsys. as entradas recebem o operador "I" e o número da entrada. ou seja. . Para cada entrada e saída de um CLP. E estes são os operadores físicos. No CLP Proxsys. que é outro componente do editor LADDER. Dentre esses componentes estão os contatos. é a linguagem de programação de CLP mais difundida. com exceção das entradas e saídas digitais. portanto As entradas serão mapeadas de "I1" até "I16" As saidas serão mapeadas de "Q1" até "Q8". Existem pequenas variações no modo de programação LADDER de acordo com cada fabricante de CLP. O desenho ao lado descreve a representação gráfica dos contatos NA e NF e de uma bobina de saída. que como visto também possui um contato físico.LADDER Conhecida também como linguagem de contatos ou Linguagem de Comandos Elétricos. como visto em capítulos anteriores.

naturalmente a saída digital Q1 está em nível lógico 1. Isso significa que todos os elementos do programa a que forem atribuídos um operador lógico. o operador lógico I1 muda seu estado lógico de 0 para 1 o operador Q1 terá seu estado lógico alterado de 0 para 1 e consequentemente a saída digital Q1 a relé terá o seu contato fechado". será fechado. o contato se abrirá . Diagramas Elétricos O Diagrama abaixo representa um dispositivo de partida direta para motor trifásico com proteção por relé térmico. ou seja. Função SELO No diagrama LADDER acima.Programação LADDER No diagrama LADDER acima foi inserido um contato do tipo aberto e uma saída digital. Desta maneira ao alimentarmos a saída digital Q1 através da entrada I1 o contato aberto de Q1 inserido em paralelo ao de I1 oferece condição para que o operador Q1 continue no nível lógico 1. Note que ao contato aberto atribuímos o operador "I1". Isso significa que quando o operador Q1 tiver seu estado lógico modificado de 0 para 1. foi inserido um contato fechado e a ele atribuído o operador I2. de uma entrada digital. fazendo com que seu contato comute e abra o circuito naquele ponto. levando o operador Q1 ao nível lógico 0 e consequentemente seu contato aberto que dava a condição para que ele estivesse alimentado anteriormente. este estará aberto se o operador I1 esteja em nível lógico 0 (entrada I1 sem alimentação). ligamos a saída. Ao alimentarmos a entrada I2 ela passa ao nível lógico 1. e para a saída digital atribuímos o operador "Q1". Nesse novo diagrama LADDER. ou seja. Verificamos que no final dessa linha temos uma saída digital a qual foi atribuído o operador Q1. No caso de inserirmos no Diagrama LADDER um contato fechado este será seu estado em nível lógico 0. No diagrama LADDER acima temos a seguinte situação: "Pelo fato do contato ao qual foi atribuído o operador I1 ser do tipo fechado. Para resumir o que o diagrama LADDER acima representa: "Quando alimentamos a entrada I1. verificamos a inserção de mais um contato aberto e a este foi atribuído o operador Q1 e foi posicionado em paralelo ao contato aberto que está associado ao operador I1. se o nível lógico for 1 o contato fechado se abre. Porém se alimentarmos a entrada I1 fazendo com que o seu respectivo operador seja 1 . ou seja. e fazendo analogia a um circuito com contatores quando fechamos o contato. mas se o operador I1 tiver o seu estado lógico modificado para 1 (entrada alimentada) esse contato terá seu estado alterado para o seu oposto. no caso do contato aberto.14. . desligando assim a saída digital Q1". responderão ao estado lógico desse mesmo operador. com contatores. esse novo contato se fechará estabelecendo uma condição de SELO semelhante ao que acontece nos circuitos com contatores.

impedindo que seja alterado o nível lógico de determinada saída em determinada situação dentro do sistema. Temos como exemplo no diagrama acima as saídas Q1 e Q2 que estão intertravadas por meio de contatos normalmente fechados. pois é necessário ainda criar o programa para relacionarmos as entradas e as saídas. inseridos em série na linha de comando da saída oposta. Elabore o diagrama LADDER para programação desse circuito. através do motor “M”. Função INTERTRAVAMENTO A função intertravamento é utilizada como bloqueio.Para que possa ser construido utilizando um CLP devemos realizar as ligações elétricas conforme a seguir: No entanto. . A figura abaixo apresenta uma esteira que se movimenta da esquerda para a direita. O sistema é iniciado através do botão “LIGA” e desligado caso seja detectada uma peça grande ou caso seja acionado o botão “DESLIGA”. somente as ligações elétricas são insuficientes para que o sistema funcione adequadamente. pertencentes a cada uma das saídas.