22/08/2013

EPPGG – 2013
2ª Fase – POLÍTICAS PÚBLICAS
Prof. Marcelo Gonçalves

11/08/12

Aulas 1 e 2 - Teorias e modelos de análise
contemporâneos de políticas públicas
Marcelo Silva Oliveira Gonçalves

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22/08/2013

Conteúdo da aula
• Escolha racional institucional;
• Teoria de redes de políticas públicas;
• Teoria dos múltiplos fluxos;
• Teoria do equilíbrio pontuado;
• Teoria de coalizões de defesa.

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Modelos de análise de políticas públicas
• Desenvolvidos para se entender melhor como e por que o
governo faz ou deixa de fazer alguma ação que repercutirá
na vida dos cidadãos.
• Perspectiva mais analítica que descritiva.

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22/08/2013 Escolha racional institucional Teoria da Escolha Racional • Referências: Anthony Downs (Uma teoria econômica da Democracia. 1962) • Surgimento: estudos econômicos da década de 1950. 1957) e William Riker (The Theory of Political Coalitions . 3 .

Ou seja. • Preserva as premissas herdadas da economia neo-clássica (individualismo metodológico e suposto da maximização).22/08/2013 Teoria da Escolha Racional Fundamentos: O jogo político desenvolve-se em contextos razoavelmente estáveis. • As escolhas sociais são feitas por indivíduos racionais (com racionalidade limitada) em condições de interdependência. o que permite a repetição de comportamentos. Individualismo metodológico homo economicus Os indivíduos são racionais (pressuposto da racionalidade) e autointeressados. indivíduos são maximizadores de “utilidade”. Teoria da Escolha Racional • A noção de “racionalidade”: Comportamento otimizador: ser racional é adequar meios (menos custosos) a fins (mais vantajosos). Perseguir a opção mais elevada no ranking (ação estratégica!) Aqui começam os problemas: Paradoxo de Concorcet e Teorema da Impossibilidade de Arrow 4 . Raciocínio instrumental Maximização de preferências: construção de rankings de preferências completas e transitivas.

.22/08/2013 Paradoxo de Condorcet Três indivíduos racionais e seus rankings de preferências devem decidir de forma democrática ANA BETO CARLOS A C B B A C C B A Racionalidade individual não garante racionalidade coletiva! 11/08/12 Teorema de Arrow • Para que uma Função do bem estar social expresse racionalmente as escolhas de uma sociedade não basta produzir relações binárias (transitivas) e completas.estar definida para todo perfil de preferências racionais dos indivíduos (Domínio irrestrito ou admissibilidade universal). . - não dar todo o poder a um único indivíduo (não ditatorial). 10 5 .não considerar alternativas irrelevantes para a decisão (Independência das alternativas irrelevantes). Ela deve também: .Respeitar a unanimidade (Unanimidade ou princípio de Pareto Ótimo).

12 6 . podem necessitar de reformas. Os interesses ou preferências expostos em ações não devem ser confundidos com “verdadeiras” preferências. 4. Configurações institucionais podem privilegiar interesses específicos e.22/08/2013 Teoria da Escolha Racional e Neo-Institucionalismo – As instituições fornecem um arcabouço contextual no qual os indivíduos desenvolvem suas estratégias racionais. – O pressuposto da racionalidade exige ambientes estáveis (para que ocorra o cálculo estratégico). 3. Algumas palavras sobre as premissas básicas do neo-institucionalismo 1. As instituições restringem e modelam o comportamento humano. As instituições fornecem essa estabilidade. por isso. 2. Métodos de agregação de interesses inevitavelmente trazem distorções.

que se formam a partir delas [instituições]. 13 Escolha Racional dentro do neo-institucionalismo • As instituições permitem que escolhas política sejam feitas justamente porque elas não permitem que seja considerada qualquer escolha política concebível. como os incentivos dos atores. e condicionam outras variáveis relevantes do fenômeno político. estabelecem o escopo da ação dos grupos e indivíduos. • Como os atores políticos compreendem os efeitos das instituições tentaram manipulá-las ou moldar suas ações para obter o resultado mais favorável. 14 7 . Elas constituem o filtro através do qual as preferências se traduzem em resultados e.22/08/2013 Importância das Instituições As instituições moldam as relações sociais e políticas. portanto.

• Focaliza a busca de benefícios individuais. 16 8 . • Não enfatiza a justiça ou não das regras institucionais. os quais. 15 Escolha Racional Surgimento e modificação das instituições: o desenvolvimento de uma instituição tende a está relacionado à eficácia com a qual ela serve às finalidades materiais daqueles que a aceitam. Não dá muita relevância para instituições informais (como costume). • O padrão para avaliar as instituições é sua instrumentalidade estabilizadora. mediante o uso de regras explícitas e de processos decisórios. Previne o caos. são implementados por um ator ou conjunto de atores formalmente reconhecidos como portadores deste poder.22/08/2013 Escolha Racional • Conceito de instituição: arranjos formais de agregação de indivíduos e de regulação comportamental. racionalidade instrumental.

de constrangimentos e oportunidades institucionais que alteram o comportamento dos atores em conflito.19. fazem em uma determinada estrutura de oportunidades.22/08/2013 Teoria da Escolha Racional em resumo “A teoria da escolha racional é uma abordagem que tem como ponto de partida a noção de que as ações coletivas e seus resultados têm de ser compreendidos a partir das escolhas que os atores.38. n. 2011. Podemos argumentar. Metodologicamente. que a escolha racional é uma abordagem essencialmente instrumental. Revista Sociologia Política. simplificadamente. Grifos meus Redes de políticas públicas Duas abordagens 9 . –(GAMA NETO. depois analisa qual estratégia que o ator escolhe como uma função de utilidade no curso da ação. vol. Assim. guiada pela busca em descobrir quais os meios mais eficazes que os atores utilizam para atingir seus fins”. Ricardo Borges. pp. indivíduos ou não. isto é. Minimalismo schumpeteriano. a teoria analisa primeiro quais as restrições existentes à ação dos atores (físicas e sociais). a análise explica como o indivíduo atingiu ou não seus objetivos. teoria econômica da democracia e escolha racional. 27-42 ).

Tipologias: Comunidades de políticas públicas (poucos membros. • Apesar da diversidade. • 1.22/08/2013 Redes de Políticas Públicas • Existem diversas interpretações. 2. equilíbrio de poder e de recursos). Rede temática (mais ampla e desigual. • “redes de políticas públicas são uma constatação empírica sobre a estruturação da relação entre os diversos atores em uma determinada área de políticas públicas” • Logo. existe um ponto em comum: as várias manifestações conceituais reconhecem a importância de uma variada gama de atores no processo de políticas com capacidade para influenciar resultados. 4. 20 10 . alto grau de mobilização e de consenso. intensa interação. interação mais fraca) Redes burocráticas (principais agentes são públicos). Estrutura de governança (escola alemã). Forma de estruturação das interações entre atores • Envolve atores públicos e privados. Rede capturada (dominada pela sociedade com apenas um grupo relevante). 5. • 1. 3. etc 2. 19 1. correspondem a padrões de estruturação das interações entre atores políticos interdependentes numa dada área das políticas públicas. Redes podem ser entendidas conceitualmente como: Forma de estruturação das interações entre atores (tradição anglo-saxã).

as redes consistem em um conjunto relativamente estável de relações de natureza interdependente e não-hierárquica entre diversos atores. um mecanismo de mobilização de recursos. • Do cruzamento entres essas duas dimensões podem surgir seis tipos de redes (Adam & Kiesi): 21 2. reconhecendo que a cooperação é a melhor meio para alcançá-los. os quais compartilham interesses comuns em relação a uma política e que trocam recursos entre si para atingir tais interesses. • A coesão pode advir de fatores como a confiança. A coesão significa capacidade de coordenação interorganizacional de forma a estabelecer estruturas sobre as quais os atores se relacionam e trocam recursos. 22 11 . em situações em que estão dispersos entre agentes públicos e privados. lideranças e capacidade de gestão. • Assim. propósitos comuns. Redes como Estrutura de Governança • As redes surgem como estrutura de governança alternativa às hierarquias (organizações) e ao mercado. • Essa escola considera as redes como forma específica de governança.22/08/2013 Forma de estruturação das interações entre atores • Duas dimensões são importantes: os atores (ou a distribuição de poder) e a interação entre eles.

2.22/08/2013 Redes como Estrutura de Governança • As redes interferem nos resultados (econômicos) por três motivos: 1. todavia. 24 12 . • Horizontalidade não significa plena igualdade. uma vez que os atores tendem a dar maior crédito a fontes pessoais e conhecidas de informação. pois subsistemas com mais autonomia podem dificultar a coesão. A questão da confiança em relação ao comportamento e ação dos atores dentro de uma rede social. 3. ele pode levar a resultado sub-ótimos. Logo. 23 Trabalhando com redes: distribuição dos recursos • Um processo de gestão mais horizontalizado é essencial para a gestão da estrutura de redes. Redes sociais são importantes fontes de recompensa e punição. Afetam o fluxo e a qualidade da informação. existe distribuição desigual de recursos o pode servir de instrumento para alguns atores influenciar o processo decisório de maneira mais decisiva que outros. uma vez que estas têm maior impacto caso venham de conhecidos. a densidade das redes também é variável importante na estrutura de governança.

22/08/2013 Dimensões da perspectiva de governança de redes 25 Modelo de Fluxos Múltiplos Multiple Streams Theory 13 .

não têm a priori uma relação com os problemas. • As alternativas de políticas públicas estão em uma “lata de lixo”. Modelo de Múltiplos Fluxos • Referência: John Kingdon. • Quando os 3 fluxos convergem ocorre mudança na agenda decisória ( ≠ da agenda governamental). • As preferências dos atores não constroem ações/soluções. as organizações operam em um sistema de tentativa e erro. Soluções procuram por problemas. 3. escolhem uma que as organizações disponibilizam. são formas anárquicas que compõem um conjunto de idéias com pouca consistência. 28 14 . inclusive o Estado.22/08/2013 27 Algumas palavras iniciais Modelos da lata de lixo (garbage can) • Organizações. Fluxo da política (politics). 2. Fluxo de problemas. • Assume que o governo é uma anarquia organizada permeada por três fluxos decisórios que ocorrrem relativamente independentes: 1. Fluxo de soluções e alternativas (policy stream). • A compreensão dos problemas e as soluções são limitadas.

30 15 . está prestes a virar política pública. pois não recebem a devida atenção dos formuladores. Crises. ingressou na agenda do governo. Feedback de ações governamentais 29 Duas Agendas Agenda governamental: conjunto de gestões que. Ou seja.22/08/2013 Fluxo dos Problemas • Por que algumas questões são reconhecidas como problema? Por que problemas ocupam a agenda decisória e outros não? • Porque muitos “estado de coisas” não conseguem ser tratados como problemas efetivamente. Agenda decisória: subconjunto de questões que estão prontas para uma decisao ativa dos formuladores. • Para que um estado de coisas se torne um problema é necesssário chamar a atenção dos formuladores. eventos e símbolos 3. por despertarem em algum momento a atenção ou interesse de atores políticos. Indicadores 2. Há 3 mecanismos que trabalham juntos ou isoladamente para isso: 1.

31 fluxo da atividade política (politcs stream) • Segue lógica totalmente própria. 3. Podem medir o nível de conflito para os formuladores. Muitas pessoas compartilham uma situação ao mesmo tempo. • Neste fluxo prevalece a persuação e a busca do consenso • Os defensores de uma proposta tentam difundi-la fora da comunidade de que fazem parte para conseguir adeptos no público em geral. • Três elementos influenciam a agenda na dimensão política do modelo: 1. Forças políticas organizadas – especialmente grupos de pressão. sem problemas correlatos – idéias e problemas não caminham par a par. Exemplo: Pessoas. inclusive. legislatura etc. gestão. • Fatores que determinam o sucesso de uma alternativa: 1. Custos toleráveis. Clima nacional (national mood). Representa valores compartilhados. Viabilidade técnica. 2. 32 16 . pela barganha e pelas negociações. • A formação de consenso e a persuasão são substituídos pela formação de coalizões. • As ideias surgem em policy communities formadas por especialistas com preocupações compartilhadas para uma área de política (policy area). Mudanças dentro do governo. Algumas delas.22/08/2013 Fluxo da Política Governamental • Onde são desenvolvidas diversas alternativas ou soluções. 3. 2.

Feedback de ações governamentais A Quantidade e a complexidade dos temas presentes na agenda governamental faz com que os formuladores escolham alguns temas para serem abordados deixando outros para outras ocasiões 34 17 . 2.Indicadores 2. Esse tipo de oportunidade Kingdon classificou como janela da política (policy windows). eventos e símbolos 3. é fundamental a convergência dos três fluxos.22/08/2013 MODELO DE MÚLTIPLOS FLUXOS • Quando os três fluxos convergem. 33 Modelo de Múltiplos Fluxos Para que um estado de coisas se torne um problema é necessário chamar a atenção dos formuladores. uma solução está disponível e as condições políticas tornam o momento propício para a mudança. há oportunidade de mudança na agenda.) é a atuação de um empreendedor de políticas públicas – especialista que investe em uma idéia • Observações: 1. pois há um problema reconhecido.Crises. Para subir para a agenda decisória. ou dec. Há 3 mecanismos que trabalham juntos ou isoladamente para isso: 1. Pois nesta fase decide-se sobre qual alternativa seja implementada. • Um fator fundamental para sucesso de uma idéia na agenda (gov. para que uma questão ascenda à agenda governamental basta que os fluxos de problema e da política (politics) convirjam.

22/08/2013 Modelo dos Fluxos Múltiplos Fluxo de Problemas Indicadores crises Eventos focalizadores Feedback de ações Fluxo da Política/ Soluções Viabilidade técnica Aceitação Custos toleráveis Fluxo Político Humor nacional Forças organizadas Mudanças de governo Oportunidade de Mudança Convergência dos fluxos pelos empreendedores Formação da Agenda Acesso de uma questão à agenda 35 O modelo de equilíbrio pontuado Punctuated equilibrium 18 .

mas não as mudanças radicais) e ao modelo racional (capaz de explicar mudanças radicais. • Explica longos períodos de estabilidade (caracterizada pelo incrementalismo) interrompidos por momentos de mudanças profundas. • Ênfase no processo de definição de questões (issues) e formação da agenda. mas foge da realidade). Subsistemas de políticas públicas permitem que temas sejam processados em paralelo pelo sistema político 38 Equilíbrio Pontuado • Nasce de uma crítica ao incrementalismo (apto para analisar a inércia. 19 . • Incrementalismo e mudanças profundas são elementos importantes do processo de políticas públicas.22/08/2013 O modelo de equilíbrio pontuado Referências: Baumgartner and Jones (1993) Idéias básicas Alternância entre longos períodos de estabilidade e momentos de instabilidade (onde se processam mudanças) Interações entre subsistemas políticos e processos decisórios geram acomodações sucessivas (incrementalismo) e mudanças radicais (inflexões) ao longo do tempo.

20 . • Instituições + processo de formação da agenda = base importante para o E. Em determinados momentos de um assunto pode sair desses subsistemas e alçar ao sistema com destaque. Antes são tratados de modo desagregado. exige isso. • As instituições não permitem que o sistema político trate de todos os assuntos ao mesmo tempo. a divisão de atribuições e as múltiplas possibilidades de mobilização política permitem a criação de uma dinâmica de relação entre os subsistemas e o macro sistema político em um ambiente que não propícia mudanças radicais. de tempos em tempos. dominam a agenda e podem mudar 1 ou + subsistemas políticos.P. Quando uma oportunidade aparece no macro sistema. Mas o faz por meio de subsistemas. algumas questões pegam fogo.22/08/2013 39 Equilíbrio Pontuado • As política públicas são mais caracterizadas por estabilidade principalmente por causa das instituições e do processo decisório de racionalidade limitada. de forma desagregada. 40 Equilíbrio Pontuado • Grupos desfavorecidos (ou excluído) e novas idéias têm muita dificuldade para transformar o sistema de policy making vigente. em subsistemas. mas que. • A existência de instituições desagregadas. • Na formação da agenda: nenhum sistema político pode lidar com todas as questões importantes ao mesmo tempo.

• Natureza conservadora de alguns sistema política aumenta esforço necessário para mudanças. há grande probabilidade de mudanças. Reforço → incrementalismo x questionamento → oportunidade para mudanças substanciais. não paralela. • A policy image tem um papel crucial em questões que estão além do controle dos especialistas e grupos de interesse que ocupam predominantemente o subsistema político. em boa medida. • A maneira como ocorrem as mudanças e a sua direção é resultado. 21 . • Em períodos de instabilidade (social. 42 Equilíbrio Pontuado • Os subsistema podem ser entendidos como uma forma de o sistema político macro lidar com diversos problemas complexos ao mesmo tempo. • Há situações que um tema pode ser tratado de forma seqüencial. Daí o papel fundamental da mídia no modelo.22/08/2013 41 Equilíbrio Pontuado • O discurso público reforça ou questiona as políticas. da policy image. Isso ocorre quando atores fora do subsistema ao qual o tema pertence se interessam pelo assunto. paralelamente. política ou econômica) ocorrem mudanças profundas. Nesses casos.

o que força uma redefinição das idéias e questões tratadas no policy subsystem.22/08/2013 43 Equilíbrio Pontuado • Policy monopoly: ocorre quando um subsistema é dominado por um único interesse. • Pontuações de larga escala são decorrentes de uma mudança no conjunto de preferências ou de uma mudança de attentiveness. a configuração institucional tende a permanecer a mesma (processo negativo de feedback). • Mesmo quando pressões por mudança ocorrem. é preciso transformar também a policy imagem. Inércia. podem ser resistidas por algum tempo. outros novos atores também se apresentam para ingressar. Esse domínio é patrocinado por uma policy image. novos atores se sente aptos a ingressarem no subsistema. formando os triângulos de aço. para que ocorram mudanças nessa área. 22 . • Com o questionamento da policy image. • Se atores excluídos do processo decisório permanecem apáticos. • As imagens têm uma importância tão relevante por causa da racionalidade limitada dos indivíduos. • Policy image: são uma mistura de informações empíricas e apelos emotivos. assim. 44 Equilíbrio Pontuado • As pontuações decorrem de interações entre imagens (policy imagem) e instituições desagregadas (que constituem múltiplas entradas para o sistema político). que só analisam as questões aos poucos de forma seqüencial e vendo apenas alguns aspectos da questão.

22/08/2013 Limitações do modelo Baixa capacidade de predição Dificuldade de antecipar as causas das grandes inflexões Impossibilidade de prever o que produz a mudança no foco da atenção Fragilidade em explicar a remodelagem da imagem de uma temática Teoria das Coalizões de Defesa Advocay Coalition Framework 23 .

• Foco na dinâmica da estrutura de crenças dessas redes • Enfatiza processo aprendizagem e interação 48 Advocacy Coalition Conceito de coalizão: São grupos de pessoas de várias origens (governantes eleitos ou nomeados. causas comuns e percepção de problemas) e que demonstram uma atividade coordenada não trivial por um período de tempo. pesquisadores). líderes de grupos de interesse. 24 . que compartilham um sistema de crenças específico (ou seja um conjunto de valores básicos. • Percebe dinâmica das políticas públicas como resultado da interação de coalizões em subsistemas ou redes ( advocacy coalitions coalitions) que interagem e “aprendem” com o ambiente e com as interações entre elas.22/08/2013 47 Coalizões de Defesa (advocacy coalitions) • Proposto por Paul Sabatier e Hank Jenkin Smith.

25 . antes da decisão de aprovar esses novos custos.22/08/2013 Premissas 49 A versão inicial da ACF foi baseada em 5 premissas básicas: 1. o surgimento de centros de pesquisa e de unidades de análise política tanto interna e externamente às esferas do governo criaram um mercado crescente para a análise técnica. Premissas 50 A versão inicial da ACF foi baseada em 5 premissas básicas: 2. requerem um tempo estimado em dez anos ou mais. (tempo de amadurecimento) A percepção e entendimento das mudanças no processo político. Muitos legisladores querem conhecer a prioridade do problema. os prováveis custos e benefícios advindos das mudanças na legislação ou no orçamento público. e os prováveis impactos das várias soluções propostas. Adicionalmente. e o papel da análise técnica. Teorias do processo político ou das mudanças de políticas necessitam levar em conta a importância das informações técnicas em relação à magnitude e as várias facetas do problema. de modo a poder avaliar o sucesso ou insucesso dos ciclos políticos. suas causas.

26 . Um subsistema consiste de atores vindos de diversas organizações públicas e privadas. comissões legislativas e grupos de interesse – para incluir dois tipos de atores: (1 ) jornalistas. pesquisadores e analistas políticos. disseminação e avaliação das idéias sobre políticas públicas e ( 2 ) atores de todos os níveis do governo atuando na formulação e implementação de políticas públicas. que desempenham papel importante na geração. O conceito de subsistemas políticos devem ser ampliados além da noção tradicional do triângulo de ferro – limitado às agências administrativas. 52 Premissas A versão inicial da ACF foi baseada em 5 premissas básicas: 4. A unidade de análise para a compreensão das mudanças de políticas nas sociedades industriais modernas é o subsistema de políticas ou um domínio. que estão ativamente interessados em um problema ou tema envolvendo políticas públicas.22/08/2013 Premissas 51 A versão inicial da ACF foi baseada em 5 premissas básicas: 3.

e podem ser concebidas como algo próximo a convicções e crenças. além de pressupostos e pontos de vista com relação à eficácia dos vários instrumentos políticos. 27 . 54 Os Indivíduos • Supõe que a capacidade dos atores de analisar informações é limitada pelo tempo e pelo acesso aos dados.22/08/2013 Premissas 53 A versão inicial da ACF foi baseada em 5 premissas básicas: 5. percepções de relações de causa. valores. As políticas públicas e os programas de governo incorporam teorias implícitas sobre como atingir esses objetivos. dos estados. envolvendo prioridades. e vêm os opositores como mais poderosos do que realmente o são. • As percepções dos atores são filtradas pelas suas crenças préexistentes. • Os atores sobrevalorizam as perdas em relação aos ganhos e relembram as derrotas mais do que as vitórias.

gerenciamento.Noção da Natureza Humana e da Sociedade 2.Critérios de justiça distributiva 4. Distribuição e compartilhamento de autoridade para resolvê-lo. Crenças a . Crenças b . mas ocorrem em função do aprendizado Muda com facilidade e são sujeitos a acordos. Regras administrativas. Recursos b . 4. ESTÁVEIS Coalizão A 1 Atributos básicos da área do problema 2 Distribuição básica dos recursos naturais 3 Valores fundamentais sociocultu rais e estrutura social Mediadores Coalizão B a . Escopo da participação Exemplos: 1. Causas do problema.22/08/2013 55 Estrutura de crenças do advocacy coalitions Núcleo Duro Vale para todos os subsistemas Núcleo de Políticas Públicas Posições políticas pertinente apenas no subsistema específico Aspectos Secundários Mudança difícil e lenta Mudanças lentas. 2. Recursos Estratégia A 1 4 Estrutura constitucional básica ( regras ) Limites e Instrumentos de de condução Estratégia B 1 Instrumentos condução recursos dos atores do EVENTOS EXTERNOS ( ao Sistema) subsistema 1 Mudanças nas condições socioeconômicas 2 Mudanças no sistema de coalizão de governo Decisões pelos governantes. Identidade socioeconômica. orçamento. Grau de prioridade e ordem de determinadas mudanças (calendário e cronograma) 3. interpretação de normas. 5. etc. líderes Regras Institucionais. negociações ou mudanças em estilos pessoais Exemplos: 1. alocações e indicações Outputs das Políticas Impactos das Políticas 3 Decisões políticas e impactos de outros subsistemas Primeira versão 28 . Atinge apenas parte do subsistema de políticas. Importância de determinados instrumentos 2. 56 SUBSISTEMA POLÍTICO PARÂMETROS RELATIV.Prioridades fundamentais 3. Exemplos: 1. recursos. Prioridade do problema. Estratégia para resolvê-lo 3.

Mudanças na opinião pública 2 Mudanças no sistema de coalizão de governo atores do subsistema Decisões pelos governantes. Crenças b . recursos. ESTÁVEIS 1 Atributos básicos da área do problema Grau de Consenso necessário para mudança política de porte SUBSISTEMA POLÍTICO Coalizão A Mediadores Coalizão B a.Recursos 3 Valores fundamentais sociocultu rais e estrutura social Estratégia A 1 4 Estrutura constitucional básica ( regras ) Instrumentos de condução Estratégia B 1 Instrumentos de condução Limites e recursos dos EVENTOS EXTERNOS ( ao Sistema) 1 Mudanças nas condições socioeconômicas 2. líderes Regras Institucionais.22/08/2013 57 PARÂMETROS RELATIV. alocações e indicações Outputs das Políticas Impactos das Políticas 3 Decisões políticas e impactos de outros subsistemas Versão revisada 29 .Recursos a. Crenças 2 Distribuição básica dos recursos naturais b .