RESPOSTA TÉCNICA

Título
Unidade móvel para extração de mel
Resumo
Informa sobre normas para regulamentação de casa do mel móvel.
Palavras-chave
Abelha; apicultura; criação; equipamento; mel; produção
Assunto
Fabricação de máquinas e aparelhos para apicultura
Demanda
Gostaria de saber se existem e, caso existam, quais são as normas específicas brasileiras (ou
regulamentações em geral) para o desenvolvimento de uma unidade móvel para extração de
mel baseada em contêineres.
Solução apresentada
Unidade móvel para extração de mel
No Estado de Sergipe, foi lançado no ano 2003 o chamado QQC do mel, que pode ser
traduzido em qualidade, quantidade e continuidade da atividade apícola. (SERGIPE, 2008). De
grande importância no ponto de vista econômico este projeto, contou inicialmente com as
parcerias do governo do Estado, da Federação Apícola de Sergipe e do SEBRAE, sendo que
seu objetivo fundamental foi o fortalecimento da atividade apícola através de investimentos na
organização dos produtores, capacitação tecnológica, desenvolvimento de mercados e
preservação ambiental. (SERGIPE, 2008).
A apicultura sergipana apresentou diferencial utilizando criatividade na solução dos problemas
como o aproveitamento de contêineres, tendo em vista a transformação destes em casas de
mel, ou seja, em unidades de processamento que deveriam ser instaladas em várias regiões do
Estado de Sergipe.
[...] Neste caso, a Federação Apícola de Sergipe solicitou ao governo estadual a
cessão de 10 contêineres que não estavam sendo utilizados desde 1980. Esses
contêineres foram divididos ao meio e adaptados para formar as casas de mel
que estão instaladas em diferentes comunidades de apicultores com

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possibilidade de mobilidade, caso seja necessária uma remoção futura.
(SERGIPE, 2008).

Dentre os equipamentos que compõe as chamadas casas de mel móveis podemos mencionar:
refrigeradores de ar, mesas desoperculadoras (usada para vazar os favos), centrífugas e
tanques decantadores utilizados no pré-armazenamento do produto. (BAHIA..., 2005).

Figura 1: Contêiner de processamento de mel no povoado de Junco, em Poço Verde, Sergipe
Fonte: (DUARTE, 2006).

Regulamentação para extração de mel em unidades móveis
Conforme informações obtidas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas EmpresasSEBRAE (2009) admite-se:
[...] a utilização de unidade de extração móvel de produtos das abelhas,
oficialmente vinculada a um estabelecimento de produtos das abelhas sob
inspeção federal, montada em veículos e provida de equipamentos que atendam
às condições higiênico-sanitárias e tecnológicas dispostas em normas técnicas
específicas.

A portaria nº 6, de 25 de julho de 1985, vigente em território brasileiro, aprova as normas
higiênico-sanitárias e tecnológicas para mel, cera de abelhas e derivados, propostas pela
divisão de inspeção de leite e derivados, da Secretaria de Inspeção de Produto Animal. A
referida portaria pode ser acessada através do site: < http://extranet.agricultura.gov.br/sislegisconsulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=7916>.
O regulamento técnico de identidade e qualidade do mel, disponível no site:
<http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/servlet/visualizaranexo?id=1690>, tem o
objetivo de estabelecer a identidade e os requisitos mínimos de qualidade que deve cumprir o
mel destinado ao consumo humano direto. Este Regulamento não se aplica para mel industrial
e mel utilizado como ingrediente em outros alimentos.
Patente de Invenção

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Na patente de número MU8902464-8 U2, em nome José Henrique Fernandes Faraldo, que tem
como título: Disposição Introduzida em Unidade de Mel Móvel é encontrado o seguinte resumo:
Disposição introduzida em unidade de mel móvel, consiste de uma unidade
móvel (1) montada sobre uma carreta, com áreas especificas para realizar, entre
outras, as etapas de analise em laboratório (2), e área operacional (o)
compreendida pela área de recebimento e pre-limpeza (3), área de manipulação
(4), centrifugação (5) e respectivas centrifugas (6), área essa sobreposta ao
tanque de decantação (7), e por fim a área de envase (8) do mel, diretamente na
produção do apicultor, que dai segue para a unidade de processamento,
atendendo perfeitamente as exigências sanitárias.

Conclusões e recomendações
Recomenda-se que o cliente busque informações complementares através de todos os sites
citados nessa resposta técnica. É importante, se possível, contar com o apoio de um
profissional especialista na área, para elaboração de um projeto adequado às condições
desejadas.
Fontes consultadas
BAHIA: apicultores da região de Serrinha ganham unidade móvel de mel. Serrinha, 2005.
Disponível em: <http://www.paginarural.com.br/noticia/18241/bahia-apicultores-da-regiao-deserrinha-ganham-unidade-movel-de-mel>. Acesso em: 06 out. 2011.
BRASIL. Ministério da agricultura, pecuária e abastecimento. Portaria Nº 6, de 25 de julho de
1985. Aprova as normas higiênico-sanitárias e tecnológicas para mel, cera de abelhas e
derivados. Diário Oficial da União de 02 julho de 1985. Disponível
em:<http://extranet.agricultura.gov.br/sislegisconsulta/consultarlegislacao.do?operacao=visualiz
ar&id=7916>. Acesso em: 06 out. 2011.
BRASIL. Ministério da agricultura pecuária e desenvolvimento. Brasília, [200-?]. Regulamento
técnico de identidade e qualidade do mel. Disponível em:
<http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/servlet/visualizaranexo?id=1690>. Acesso
em: 06 out. 2011
DUARTE, R. B. de A. Histórias de sucesso: agronegócios: apicultura. Brasília: SEBRAE,
2006. Disponível em:
<http://www.casosdesucesso.sebrae.com.br/include/arquivo.aspx/207.pdf>. Acesso em: 06 out.
2011.
Faraldo, José Henrique Fernandes. Disposição Introduzida em unidade de mel móvel. BR n.
MU8902464-8 U2, 27 nov. 2009, 05 out 2010. Disponível em:
<http://pesquisa.inpi.gov.br/MarcaPatente/servlet/PatenteServletController?Action=detail&CodP
edido=621647&PesquisaPorTitulo=&PesquisaPorResumo=&PesquisaPorDepositante=&Pesqui
saPorInventor=&PesquisaPorProcurador >. Acesso em: 06 out. 2011.
SERGIPE. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência eTecnologia.
Plano de desenvolvimento preliminar do arranjo produtivo de apicultura Sergipana.
Aracaju, setembro, 2008. Disponível em:
<http://www.mdic.gov.br/arquivos/dwnl_1247147101.pdf>. Acesso em: 06 out. 2011.

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SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE. Manual
de Segurança e Qualidade para Apicultura. Brasília: SEBRAE, 2009. Disponível em:
<http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/4b9f0764b18ca32983257646006e9520/$file/
nt000429ce.pdf>. Acesso em: 06 out. 2011.
Elaborado por
Patrícia da Conceição Nascimento
Nome da Instituição respondente
Rede de Tecnologia da Bahia – RETEC/IEL - BA
Data de finalização
06 out. 2011

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