PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010

LUCIANO OLIVEIRA
AULA 00

Olá, caros(as) concurseiros(as)! Meu nome é Luciano Oliveira. Sou natural
de Santos/SP e tenho 35 anos. Morei no Rio de Janeiro por 10 anos, na época em
que fui Oficial da Marinha, e estou em Brasília há 5 anos, desde que vim trabalhar
no serviço público civil federal, inicialmente na Secretaria do Tesouro Nacional,
depois no Tribunal de Contas da União (TCU) e atualmente no Senado Federal.
Hoje sou Consultor de Orçamentos do Senado Federal. Já exerci o cargo
de Auditor Federal de Controle Externo do TCU e o de Analista de Finanças e
Controle da Secretaria do Tesouro Nacional. Antes disso, fui Oficial da ativa da
Marinha do Brasil por sete anos. Sou professor de cursos preparatórios há mais de
cinco anos, especializado em Direito Administrativo, e ministro também cursos de
redação, atuando em cursos presenciais de Brasília e outras capitais. Atualmente
sou o Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros, a Andacon
(www.andacon.org.br).
Além disso, sou autor do livro Direito Administrativo: Questões
Discursivas Comentadas, publicado pela Editora Impetus, o qual apresenta
inúmeros exemplos de soluções de questões discursivas aplicadas em concursos
públicos nos últimos anos.
Mantenho também um pequeno blog na internet sobre Direito Administrativo
(diretoriojuridico.blogspot.com), onde podem ser encontradas dicas valiosas sobre
concursos públicos, inclusive sobre questões discursivas.
Segue abaixo um pequeno resumo de meu currículo profissional:
Atividades Profissionais:
- Consultor de Orçamentos do Senado Federal;
- Professor de Direito Administrativo e redação em cursos preparatórios de
Brasília e outras capitais;
- Professor colaborador do Ponto dos Concursos e da Editora Ferreira;
- Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros (Andacon);
- ex-Auditor Federal de Controle Externo do TCU (2006-2009);
- Ex-Analista de Finanças e Controle do Tesouro Nacional (2005-2006);
- Capitão-Tenente da reserva da Marinha do Brasil (1999-2005);
Formação Acadêmica:
- Pós-graduando em Regulação de Serviços Públicos pelo TCU;
- Bacharelando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB);
- Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval-RJ (1997);
- Ensino Médio pelo Colégio Naval-RJ (1993).
Aprovações em Concursos Públicos:
- Consultor de Orçamentos do Senado Federal (FGV, 4º lugar, 2008);
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LUCIANO OLIVEIRA
AULA 00
- Auditor (Conselheiro-Substituto) do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas
(TCE-AL) (FCC, 2º lugar, 2008);
- Auditor Substituto de Conselheiro do TCE-MT (FESMP-RS, 1º lugar, 2008);
- Auditor (Conselheiro-Substituto) do TCE-GO (Esaf, 5º lugar, 2008);
- Auditor (Ministro-Substituto) do TCU (Cespe, 3º lugar, 2007);
- Analista de Controle Externo do TCU (Esaf, 3º lugar, 2006);
- Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (Esaf, 2º lugar, Unidades Centrais,
2005);
- Auditor Fiscal da Receita Estadual de Minas Gerais (Esaf, 6º lugar, 2005); e
- Analista de Finanças e Controle do Tesouro Nacional (Esaf, 4º lugar, Área
Contábil, 2005).
Livros Publicados:
- Direito Administrativo: Cespe/UnB, Ed. Ferreira, 2008;
- Análise das Demonstrações Contábeis de Empresas, Ed. Ferreira, 2008; e
- Direito Administrativo: Questões Discursivas Comentadas, Ed. Impetus, 2009.
Artigos Publicados:
– O Contraditório e a Ampla Defesa nos Concursos Públicos. Revista Zênite de
Direito Administrativo, nº 93, abr/2009 e Jus Navigandi, 25/11/2008,
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=12006;
– A Inconstitucionalidade do Cadastro de Reserva nos Concursos Públicos. Jus
Navigandi, 28/05/2010, http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=14925;
– O Auditor do Tribunal de Contas. Jus Navigandi, 18/06/2010,
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=15039.
Agora vejamos como estão estruturadas nossas aulas:
AULA 0 – Poder Legislativo: bicameralismo, Câmara dos Deputados, Senado
Federal, Congresso Nacional; princípios do processo legislativo; processo
Legislativo na Constituição Federal e suas fases; legislatura e sessão
legislativa; quórum; reuniões preparatórias; sessões: natureza e fases;
votações; presidência; Mesa do Senado Federal e do Congresso Nacional;
lideranças e blocos parlamentares.
AULA 1 – Comissões: tipos, competências, reuniões e deliberações.
AULA 2 – Atribuições constitucionais específicas do SF; procedimentos em
processo legislativo; urgência.
AULA 3 – Proposições; emendas; discussão, processo de votação, destino;
publicação; proposições de legislaturas anteriores.
AULA 4 – Tramitação de projetos de lei ordinária e lei complementar.
AULA 5 – Tramitação de projetos de decreto legislativo e resoluções.
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LUCIANO OLIVEIRA
AULA 00
AULA 6 – Matérias sujeitas à deliberação especial: proposta de emenda à
constituição, projetos de lei de código; projetos com tramitação urgente
estabelecida na Constituição; projetos referentes a atos internacionais.
AULA 7 – Procedimento concentrado: tramitação de medidas provisórias;
vetos; matérias orçamentárias.
AULA 8 – Aspectos formais das proposições em tramitação; Lei Complementar
95/98; órgãos do Senado; Senadores: uso da palavra;
Cronograma das aulas:
Aula 0: 21/10/2010
Aula 1: 03/11/2010
Aula 2: 13/11/2010
Aula 3: 23/11/2010
Aula 4: 03/12/2010
Aula 5: 13/12/2010
Aula 6: 23/12/2010
Aula 7: 03/01/2011
Aula 8: 13/01/2011
Durante o curso, os exemplos e as explicações do processo legislativo serão,
em princípio, sempre em relação ao Senado, pois é o objeto principal de nosso
estudo. No decorrer das aulas, contudo, também vamos ver um pouco sobre o
Congresso Nacional, pois é assunto de prova. Já o processo legislativo na Câmara
dos Deputados não será abordado.
Para facilitar, incorporarei ao curso várias tabelas e quadros que procuram
resumir e sistematizar a extensa gama de informações com que estaremos lidando.
Também explicarei de forma didática alguns conceitos do “jargão” do processo
legislativo, que vai auxiliar muito o ganho de intimidade com a matéria.
Outra coisa importante é que vocês possam, de alguma maneira, visualizar de
forma mais concreta os assuntos do curso e assimilar melhor o conteúdo. Assim, na
medida do possível, trarei breves exemplos práticos do processo legislativo: um
despacho, uma mensagem, uma lista de votação etc.

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mais à frente. no concurso. Neste curso. Muita gente pensa que tudo que tramita se chama projeto. aqui no Ponto dos Concursos. vamos nos aprofundar nos aspectos concernentes ao processo e. uma breve introdução sobre o Poder Legislativo. Projeto se refere a um tipo específico de proposição. vamos começar! Primeiro. a parte de Regimentos será abordada apenas e especificamente em relação aos tópicos de processo legislativo. por isso a importância de frisar bem essa distinção.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Bom. Vale destacar que as questões específicas de RISF e Regimento Comum. Cuidado apenas para não deixar de lado as atualizações. cada um deles terá um tratamento diferenciado. o que é apenas uma pequena parte dos dois Regimentos. Para isso. Assim como o termo “proposta”. cabe aqui um esclarecimento: neste curso. estabelecendo as diferenças entre a organização e a competências de cada Casa. mas ainda não foram compiladas no texto original. o RISF e o Regimento Comum. É um curso de processo legislativo. Muito bem. salvo a parte de processo legislativo. devidamente analisados em detalhes. uma vez que o presente curso de processo legislativo já aprofundará essa disciplina. mais uma dica sobre o curso. no qual serão aplicados. aqui no Ponto. como a parte que está regrada no RISF e no Regimento Comum. na íntegra. além deste curso vocês podem (devem!) consultar o Regimento Interno do Senado Federal (RISF) e o Regimento Comum do Congresso Nacional. em parceria com os professores Luiz Henrique Lima e Cyonil Borges. Em seguida. tanto a parte que consta da Constituição Federal. Todo esse conteúdo encontra-se disponível no site do Senado. vou lançar um curso específico de Regimento Interno do Senado Federal e Regimento Comum. que podem ser igualmente acessadas no site. abordarei detalhadamente a matéria de processo legislativo. não costumam abordar a parte de processo legislativo. Em processo legislativo. corrigidos e comentados simulados das matérias específicas desses cargos. Sempre que estivermos nos referindo a projetos de maneira geral. que será vista lá de forma mais “en passant”. Por outro lado. preparados? Então. ao Senado. serão abordados os dois Regimentos. à ampla gama de espécies de propostas que irão se submeter ao processo legislativo. Poder Legislativo e Bicameralismo 4 . Aliás. Muito bem! Antes de começar. Mas não se trata de um curso de Regimento. Mas não é bem assim. Lançarei ainda o curso de discursivas para Analista de Processo Legislativo e Técnico de Processo Legislativo do Senado Federal. usarei os termos proposição ou matéria. Neste curso. serão cobrados especificamente no edital.

PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 O Poder Legislativo em âmbito federal é exercido pelo Congresso Nacional. onde a representação é igual para todos. as Câmaras de Vereadores. no qual duas Câmaras compõem o Poder Legislativo. O bicameralismo também implica diferenças de atribuições e prerrogativas entre as duas Casas do Legislativo. Um exemplo é a Inglaterra. o bicameralismo tem a função de minimizar a assimetria entre os estados. que possui duas Câmaras. Um último detalhe: estados federados adotam o bicameralismo. Câmara dos Deputados e Senado Federal 5 . Mas por que adotar o sistema bicameral? Porque o Brasil é uma Federação. No Distrito Federal. sendo que nossa Constituição Federal. as unidades da Federação mais populosas possuem número maior de representantes. O Senado. Em estados organizados na forma federativa. e do Acre. com características semelhantes às das Assembleias Estaduais. configurando um sistema legislativo bicameral. São Paulo e Acre têm o mesmo número de Senadores. estabelece um equilíbrio do poder político entre as maiores e as menores unidades da Federação. se pegarmos como exemplo os estados de São Paulo. em seus artigos 51 e 52. Dessa forma. este último. Aqui vai uma pergunta para vocês: para que existe o Senado? Uma resposta bem simples a essa pergunta seria: porque o Brasil adota o sistema parlamentar bicameral. a qual acontece na Câmara dos Deputados. E o modelo federativo pressupõe a existência de uma instância na qual esteja representada a vontade dos estados que compõem a Federação. o Poder Legislativo é exercido pela Câmara Legislativa. já adotava um modelo bicameral. bem menos populoso. O Brasil. é outro exemplo: mesmo não sendo ainda uma Federação. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Lá. são as Assembleias Legislativas estaduais e nos municípios. fica em clara desvantagem. Já o Poder Legislativo nos estados e municípios brasileiros é composto de apenas uma Câmara: nos estados. por outro. Logo. estabelece essas diferenças. mas estados que não são federações podem fazer o mesmo. na época do Império. por um lado.

sendo recomendável sua memorização! Agora. O número total de deputados bem como a representação de cada Estado e do DF. para poder sempre guardar proporcionalidade à população. Nessas ocasiões. No entanto. é estabelecido por lei complementar. é chamado de legislatura. são trocados todos os deputados (permitida a reeleição). dentro do Congresso Nacional. o Congresso Nacional possui Mesa (formada pela Mesa do SF e da CD. eleitos pelo princípio majoritário para um mandato de oito anos. Esse período de quatro anos. As atribuições do SF estão definidas no artigo 52 da CF/88. Muito bem. funciona diferente: o mandato de um Senador dura duas legislaturas – portanto. como orçamentos. no entanto. forma de eleição dos membros.. Cabe frisar que hoje o quantitativo total de deputados na CD é 513. eleitos na forma proporcional para um período de quatro anos. Em nosso estudo. Na Câmara. e competências específicas. à medida que for justificável. também permitida reeleição. portanto. vetos. são realizadas as chamadas “reuniões conjuntas”. Apesar de se reunir de forma mais esporádica. dois senadores por estado. que nenhuma unidade da Federação pode ter menos de oito ou mais de setenta Deputados. pois a troca se dá de forma alternada. determinados pela Constituição Federal. Ao contrário da Câmara. ou seja. duração dos mandatos. Em uma eleição. Dessa forma. As principais que precisamos guardar. segundo reza a CF/88. promulgação de emendas constitucionais. de modo alternado). a CD é formada por representantes do povo. totalizando 81 Senadores. e o que seria então o “Congresso Nacional”? O Congresso Nacional consiste na reunião de deputados e senadores para deliberar sobre assuntos específicos. quantitativo de membros. órgãos internos e um regimento específico para ele. No Senado. Já o SF compõe-se de representantes dos Estados e do DF. Na eleição seguinte. são as seguintes: natureza da representação. um senador por unidade da federação. a questão da duração dos mandatos. no entanto. a cada quatro anos é preciso votar para Senador. são renovados 2/3 da casa. Processo Legislativo na Constituição Federal 6 . seu número é fixo: são três senadores por unidade da Federação. o chamado “Regimento Comum”.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 As duas casas que compõem o Congresso Nacional – Câmara dos Deputados (CD) e Senado Federal (SF) – guardam inúmeras diferenças entre si. oito anos. os deputados são eleitos para um mandato de quatro anos. A cada legislatura. abordarei também os principais mecanismos de trabalho do Congresso Nacional.. As competências da Câmara estão elencadas no artigo 51 da CF/88. A CF/88 determina. troca-se apenas 1/3.

É de fundamental importância dominar o conteúdo constitucional referente à organização e ao processo legislativo. Por fim. Essa lei já está em vigor (LC 95/1998) e seu conteúdo foi objeto de cobrança no último edital para o cargo de Analista Legislativo. na Constituição Federal de 1988 (CF/88). de três grandes fases: A fase introdutória consiste no poder de iniciativa. para que ela seja válida e possa produzir seus efeitos. sim. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. São eles: • Qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. 59. Dentro do Congresso Nacional. a proposição pode ir ou não para a sanção ou veto presidencial. da Câmara dos Deputados e o Regimento Comum do Congresso Nacional) possuem força normativa primária. inaugurando o processo legislativo. o Regimento Comum é bem sucinto. “Da Organização dos Poderes”. no Capítulo I. Na fase constitutiva. sempre que ele for omisso aplicam-se primeiro as disposições do Regimento do Senado e. que dispõe sobre a elaboração. por meio do qual já será possível “matar” algumas questões. aí. essa fase compreende três etapas: emendamento. Depois de aprovada. Outro detalhe importante: ao contrário dos Regimentos do Senado e da Câmara. a competência de propor a edição de uma regra jurídica nova. prevista no parágrafo único do art. ou seja. 7 . Portanto.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Em nossa introdução ao estudo do Processo Legislativo. temos a promulgação e a posterior publicação da lei. na fase complementar. Vale lembrar que os Regimentos Internos (do Senado. instrução e deliberação. A CF/88 determina ainda a edição de uma lei complementar. Vamos detalhar um pouco o que acontece em cada uma dessas fases: Fase introdutória A CF/88 dispõe sobre os legitimados para iniciar o processo legislativo. Fases do Processo Legislativo O processo legislativo ordinário é composto introdutória. pode ser usado o da Câmara dos Deputados. em seu Título IV. alteração e consolidação as leis. de forma genérica. redação. é importante ter em mente que seus principais pontos estão delineados. se esse também for omisso. constitutiva e complementar. cujo fundamento vem diretamente do texto constitucional. ocorre a conjugação da vontade do Legislativo e do Executivo para a formação da lei. “Do Poder Legislativo”.

Assembleias Legislativas. Pode ser estendida a parlamentares. pode ser vista sobre alguns aspectos: • • • parlamentar e extraparlamentar . a iniciativa é coletiva. na propositura de leis ordinárias e leis complementares. Supremo Tribunal Federal. como regra. Câmara ou Congresso). Também há legitimados concorrentes para apresentar Propostas de Emenda à Constituição (PECs). 61). Iniciativa concorrente: refere-se a certas matérias em que há mais de um legitimado apto a inaugurar o processo legislativo. são consideradas de iniciativa individual (do órgão)! Iniciativa geral: está relacionada à apresentação de projetos de lei ordinária e complementar sobre matérias em geral. contudo. Presidente da República. portanto. Por exemplo. restrita ou exclusiva). Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunais Superiores. será extraparlamentar. A iniciativa será individual ou coletiva conforme o número de pessoas exigido para a apresentação de certas matérias. do Senado Federal ou do Congresso Nacional Presidente da República (CF/88. vinculada e popular. Procurador-Geral da República (PGR). Tribunais Superiores. estendidas.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 • • • • • Presidente da República. A iniciativa. é preciso 1/3 do SF (27 Senadores). Tribunais Superiores. portanto. individual e coletiva. concorrente. TIPO DE LEI Leis complementares e ordinárias LEGITIMADO Qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. a qualquer parlamentar ou Comissão (do Senado. Cidadãos. para apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). privativa (reservada. ao Presidente da República. Supremo Tribunal Federal. Comissão (do Senado. Supremo Tribunal Federal e Tribunais 8 . As duas primeiras classificações são simples: tudo o que não for de iniciativa de parlamentar. Mas cuidado: matérias de iniciativa de tribunais superiores. art. Procurador Geral da República e aos cidadãos. Câmara ou Congresso). geral. Procurador Geral da República e aos cidadãos.

II “b”. que compete concorrentemente ao Presidente da República e ao Procurador-Geral da República (CF/88. Iniciativa privativa: também denominada reservada. art.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Superiores (CF/88. § 5º). Mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. 60. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. Proposta de Emenda à Constituição Mínimo 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou mínimo de 1/3 dos membros do Senado (CF/88. “f”. § 1º. Pode ser privativa do Executivo. 61). I. tornando a mesma inconstitucional. II “a”. 61. e art. restrita ou exclusiva. art. art. art. só pode ser levada a cabo por determinadas pessoas. pela maioria relativa de seus membros (CF/88. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. CF/88. 9 . § 1º. CF/88. III). 61). do Legislativo ou do Judiciário. art. 60. art. Criação de cargos. Presidente da República (CF/88. 61. Cidadãos (CF/88. Organização administrativa e judiciária. 61. O quadro a seguir procura sintetizar esses dados: LEGITIMADO Presidente da República PROPOSIÇÃO Fixação ou modificação dos efetivos das Forças Armadas. 61). art. I). sob pena da matéria em questão padecer de vicio formal de iniciativa. II. § 1º. matéria tributária e orçamentária. II). cada uma delas. 60. manifestando-se. art. 128. art. § 1º. art. CF/88. OBS: Atentar para o projeto de lei complementar de organização do Ministério Público. bem como de normas gerais para a organização do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios. 61. Procurador-Geral da República (CF/88.

provimento de cargos. 49. 49. II e TJs Congresso Nacional Por decreto legislativo (sem sanção presidencial) Fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores. promoções. art. CF/88. 61. 49. 93. 84. art. § 1º. § 1º. VI. provimento de cargos. art. art. art. quando a ausência exceder a quinze dias CF/88. Militares das Forças Armadas. por resolução 10 . 49. § 1º. 62 STF Estatuto da Magistratura. estabilidade e aposentadoria. Resolver definitivamente sobre tratados. Aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. Câmara dos Deputados Elaborar seu regimento interno. observado o disposto no art. CF/88. art. CF/88. CF/88. Autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. II “f”. II “e”. CF/88. 61. III. ressalvados os casos previstos em lei complementar CF/88. seu regime jurídico. I. autorizar o estado de sítio. a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. art. II “c”. art. 49. V. Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa CF/88. art. CF/88. CF/88. STF. Mudar temporariamente sua sede CF/88. VIII. art. acordos ou atos internacionais CF/88. IV. 49. 61. seu regime jurídico. 49. Fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado. Autorizar o Presidente da República a declarar guerra. art. Tribunais Superiores Matérias de seu interesse exclusivo CF/88. estabilidade. art. art. Criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Servidores públicos da União e Territórios. ou suspender qualquer uma dessas medidas CF/88. remuneração. Medidas Provisórias. II. art. VII. reforma e transferência para a reserva. VI. a celebrar a paz. 96. 49.

(esta última – remuneração – por projeto de lei. Se o Presidente descumprir esse mecanismo. embora alguns doutrinadores a admitam e dezesseis estados da Federação tenham feito expressamente tal previsão em suas constituições estaduais. Pará.079. o projeto precisa cumprir os seguintes requisitos: Mínimo de 1% ELEITORADO NACIONAL – mínimo de 5 ESTADOS – mínimo e 0. empregos e funções de seus serviços.3% EM CADA ESTADO (art. estará incorrendo em crime de responsabilidade (Lei nº 1. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (esta última – remuneração – por projeto de lei. transformação ou extinção dos cargos. polícia.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Organização. podendo ser emendado. O projeto inicia sua tramitação ordinária pela Câmara dos Deputados. empregos e funções de seus serviços. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. com sanção presidencial) Iniciativa vinculada: Os projetos de lei de natureza orçamentária (PPA. e 165). Iniciativa popular: Um das formas diretas de exercício do poder. de 1950). com sanção presidencial) Senado Federal Elaborar seu regimento interno. transformação ou extinção dos cargos. naquelas matérias que possuem iniciativa reservada a outros titulares. como São Paulo. criação. arts. por resolução Organização. Pernambuco e Rio Grande do Sul. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. funcionamento. Para ser apresentado ao Parlamento. § 2º). 11 . criação. evidentemente. 84. funcionamento. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. LDO e LOA) são considerados como de iniciativa vinculada. a iniciativa popular é uma novidade estabelecida pela CF/88 e que possibilita o eleitorado dar início ao processo legislativo de lei ordinária ou complementar. XXIII. polícia. pois a Constituição obriga o Presidente da República a encaminhá-los ao Congresso Nacional (CF/88. aprovado ou rejeitado. 61. Atenção: a Constituição Federal NÃO prevê expressamente a iniciativa popular para a apresentação de Proposta de Emenda à Constituição. Também não cabe iniciativa popular.

nem a sanção do Executivo são capazes de validá-la. nem o regular processo legislativo. o Poder Legislativo federal no Brasil é bicameral. a Câmara dos Deputados) e uma casa revisora (em geral. conforme o quadro a seguir: INICIA NA CD INICIA NO SF Projetos de autoria de deputados ou Projetos de autoria de Senador ou Comissão da CD Comissão do SF PEC de autoria de deputados PEC de autoria de Senadores* Projetos e PEC de autoria do Presidente PEC de autoria da República Legislativas* das Assembleias Medidas Provisórias Projetos de autoria do STF.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Havendo vício de iniciativa. Tribunais Superiores e do PGR dos Projetos de iniciativa popular * Segundo o art. em basicamente três etapas: emendamento. a proposição recebe um número e será lida no Plenário. 212 do RISF. com uma casa iniciadora (em geral. Se os requisitos para sua apresentação foram cumpridos (forma e poder de iniciativa). se determinada proposição for apresentada por aquele que não possui legitimidade para tal. Isso porque o rol de proposições que tem tramitação iniciando pela Câmara dos Deputados é bem mais extenso. o Senado). Uma proposição “nasce” dentro do processo legislativo no instante em que é protocolada na Mesa do Senado. os projetos são discutidos e votados conforme as regras gerais ou específicas do Processo Legislativo. já que o objeto principal do curso é o processo legislativo nessa Casa. Nesse caso. as quais estudaremos adiante. ou seja. Geralmente. essas matérias podem ter tramitação iniciando pelo Senado. 12 . Fase constitutiva No Legislativo. instrução e deliberação (que inclui discussão e votação). a matéria será inconstitucional. é o que ocorre. Como já vimos.

rejeição ou prejudicialidade. algumas matérias podem ter sua apreciação no Senado finalizada nas Comissões. Ele acata ou não as emendas e justifica sua decisão no relatório. ATENÇÃO ESPECIAL PARA ESTE TEMA. Esse relator tem a metade do tempo de que dispõe a Comissão para apresentar seu relatório. Na Câmara. analisar seus prós e contras e apresentar a seus colegas na Comissão qual o destino que. o relatório se transforma em parecer da comissão. O Senador relator deve estudar a matéria. salvo recurso – ou não terminativa (passará obrigatoriamente pelo Plenário). art. Se a maioria da Comissão se manifestar de acordo com o relator. O relator também pode apresentar emendas à proposição relatada e se pronunciar a respeito da pertinência das emendas de outros Senadores. Como dito anteriormente. Se a proposição em tela for originária do Senado. não precisam passar pela sanção presidencial. a proposição entra na pauta da Comissão para ser discutida e votada – é a etapa da deliberação. Quando a proposição aprovada for um projeto de lei. dentre os membros do colegiado. Já as Propostas de Emenda à Constituição. Concluído o relatório. que estudaremos com mais detalhes adiante. Começa então a etapa do emendamento. mesmo aqueles que não fazem parte das Comissões constantes do despacho. que vai se pronunciar apenas sobre as emendas recebidas (CF/88. O artigo 91 do RISF trata desse assunto. único). sem passar pelo Plenário. Se este não for o caso. a seu juízo. os Projetos de Resolução e as Medidas Provisórias. um relator para a matéria. Todos os Senadores. 65. a matéria vai percorrer o processo legislativo próprio daquela Casa. ela é despachada pelo Presidente do Senado para uma ou mais Comissões. a proposição ainda deverá passar pelo Plenário do Senado. Nesse mesmo despacho. Começa aí a etapa de instrução. Se os deputados fizerem emendas a essa proposição. ele deve ser encaminhado ao Presidente da República para sanção ou veto. par. que também serão objeto do nosso estudo. podem apresentar emendas à proposição.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Depois. As emendas são sugestões de alteração de determinada matéria e precisam seguir algumas regras. discutida e votada. será encaminhada à Câmara dos Deputados para que proceda à sua revisão. o Presidente determina se a proposição terá tramitação terminativa – apreciada apenas pelas Comissões. aquela matéria deve ter: aprovação. estas quando não tenham sido alteradas substancialmente durante sua tramitação no Congresso. dependendo do assunto de que trata a proposição. POIS É “CAMPEÃO” EM PROVAS DE CONCURSOS… 13 . onde será novamente instruída. O Presidente da Comissão escolhe então. ela volta para o Senado. os Projetos de Decreto Legislativo.

o silêncio do Presidente da República importará sanção – a chamada sanção tácita (CF/88. Não obstante. por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Uma vez vetado. Se o veto for parcial. 66. considerando as necessidades da comunidade surda e os possíveis danos decorrentes da falta de regulamentação. art. Ouvidos. 8o Norma específica estabelecerá a criação de Conselho Federal e Conselhos Regionais que cuidarão da aplicação da regulamentação da profissão. ao impor a habilitação em curso superior específico e a criação de conselhos profissionais. § 2. inciso XIII da Constituição Federal. em especial da fiscalização do exercício profissional. decidi vetar parcialmente. só poderá abranger texto integral de artigo.” Razões dos vetos “O projeto dispõe sobre o exercício da profissão do tradutor e intérprete de libras. 3o e 8o: “Art..°).. concordar com determinada matéria é de 15 dias úteis.. violando o art. 3o É requisito para o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete a habilitação em curso superior de Tradução e Interpretação. § 1. os Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego manifestaram-se pelo veto aos seguintes dispositivos: Arts. de parágrafo.° e 3. o Projeto de Lei no 325. DE 1º DE SETEMBRO DE 2010. Senhor Presidente do Senado Federal. com habilitação em Libras Língua Portuguesa(. art. o Presidente da República tem 48 horas para enviar ao Presidente do Senado Federal uma Mensagem Presidencial comunicando os motivos do veto (CF/88. ou seja. 66 §§ 1. Comunico a Vossa Excelência que. por razões de inconstitucionalidade (veto jurídico) ou por considerá-lo contrário ao interesse público (veto político). os dispositivos impedem o exercício da atividade por profissionais de outras áreas.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 O prazo para o Presidente da República sancionar. 66 da Constituição. 66.) “Art. Decorrido esse prazo.673/04 na Câmara dos Deputados).°) Durante esse mesmo prazo. de inciso ou de alínea (CF/88. que “Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais LIBRAS”. nos termos do § 1o do art. 4o da proposta. Vejam só um exemplo desse tipo de Mensagem: MENSAGEM Nº 532.” 14 . 5o.°). de 2009 (no 4. o Presidente da República tem a prerrogativa de vetar o projeto de lei no todo ou em parte. art. devidamente formados nos termos do art.

o projeto é enviado ao Presidente da República para promulgação. o Presidente do Senado a promulgará. Nesse sentido.°). sob pena de paralisar as demais votações do Congresso Nacional. Para rejeitar o veto. Fase Complementar A fase complementar pode se dar no âmbito do Poder Executivo ou do Legislativo e compreende a promulgação e a publicação. No caso de sanção tácita. tornando-a eficaz e apta a produzir seus efeitos. se não o fizer. haverá uma seção inteira para detalhar como funciona a apreciação dos vetos no Congresso Nacional. o veto deve ser apreciado em sessão conjunta do Congresso Nacional. uma vez sancionado. Veto rejeitado = a lei passa a valer da forma que era antes do veto.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Essas. o Presidente da República não promulgar a lei em 48 horas. as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. ou seja. § 4. decretos legislativos e resoluções. promulgados diretamente pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal) Já vimos que no caso dos vetos mantidos. em 30 dias contados do seu recebimento. a competência passa a ser do Presidente do SF. Se este não promulgar em 48 horas. é preciso maioria absoluta dos Deputados e a maioria absoluta dos Senadores. Aperfeiçoa a lei. Ou seja. mesmo que ela não dependa da sanção presidencial (caso das emendas constitucionais. o Chefe do Executivo dispõe de 48 horas para promulgar a lei e. contados como Casas separadas. Depois disso. 66. depois da apreciação dos vetos (pelo Congresso – art. toda norma jurídica deve ser promulgada. em caso de veto total. não impede o funcionamento das duas casas legislativas. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo (CF/88. 66. art. A promulgação é o ato que valida a existência da lei e sua executoriedade. o projeto de lei deve ser promulgado. sendo a votação secreta.°). as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa. o Presidente também dispõe de 48 horas para promulgar a lei. o projeto será arquivado. § 7. Mais adiante. Veto mantido = pode ter dois destinos: se for veto parcial. 15 . Se. Senhor Presidente.

É matéria privativa do Senado Federal e para ser modificado é preciso que se aprove um projeto de resolução. respeitados os limites regimentais. Vamos ver quais são eles: 1) Participação plena e igualitária dos Senadores em todas as atividades legislativas. O Processo Legislativo pode ser visto como uma espécie do gênero direito processual e tem por finalidade a produção de normas jurídicas pelas Casas Legislativas. Esse princípio garante que os preceitos democráticos sejam observados em cada tomada de decisão no Parlamento. 2) O Regimento Interno só pode ser modificado por norma legislativa. A partir de agora. em seu artigo 412. cumpridos os procedimentos regimentais. Se a norma não contiver a data de sua entrada em vigor. É o caso do Presidente do Senado e dos demais membros da Mesa. uma sequência de procedimentos para que uma ideia seja ou não convertida em norma legal. salvo o voto nominal da unanimidade. terá vigência 45 dias depois de sua publicação. por exemplo. vamos nos deter na atuação do Poder Legislativo para a formação da lei. presentes três quintos dos membros da Casa. 3) Os acordos de lideranças ou decisões do Plenário não prevalecem sobre o regimento. a lei deve ser publicada. Os princípios básicos desse processo estão elencados lá no finalzinho do Regimento Interno do Senado Federal (RISF).PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Depois de promulgada. formando um ciclo completo. O Processo Legislativo: natureza jurídica e princípios Já vimos de maneira geral como a Constituição trata da dinâmica do processo legislativo. O Regimento Interno do Senado é uma Resolução. Aqueles que detêm prerrogativas mais amplas possuem legitimidade para tal. pode ser definido como uma série de atos e ações que são próprias do Parlamento. Portanto. segundo a Lei de Introdução ao Código Civil. pois foram eleitos pelos seus próprios colegas. A mesma Lei de Introdução ao Código Civil dispõe que a norma passará a vigorar para os brasileiros residentes no exterior após noventa dias de sua publicação oficial. retirando sua validade diretamente do texto constitucional. A ideia é que todos os parlamentares estejam em “pé de igualdade” quanto ao ato de legislar. determinando o momento em que seu cumprimento passará a ser exigido. seguindo as determinações do processo legislativo. 16 .

Esse princípio aproveita disposição contida no art. a ser observada pela Mesa em questão de ordem decidida pela Presidência. Princípio extraído do Direito Processual. 7) Preservação dos direitos das minorias. quando a lei for omissa. que diga respeito a dúvidas sobre interpretação ou aplicação do Regimento Interno. A questão de ordem é decidida pelo Presidente e deve se balizar estritamente pela norma. Como regra. Se houver uma norma geral e outra específica regulando a mesma matéria. será considerado precedente. Um dos princípios mais importantes para se entender a lógica do processo legislativo. dos Presidentes de Comissões e de outras especificamente citadas pelo RISF.° da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro. as minorias possuem uma série de direitos garantidos pelo RISF. a decisão do caso será de acordo com a analogia e os princípios gerais de direito. a decisão deve se guiar pela norma específica. No entanto. para que a formação do ato normativo se dê da forma mais legítima possível. com exceção das atribuições do Presidente do Senado. No entanto. No entanto. pois isso só acontece quando a norma for incorporada ao Regimento. ou seja. A questão de ordem é um questionamento formulado por qualquer Senador.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Uma das finalidades do Parlamento é a busca do consenso. Se a decisão se der em relação a um caso omisso. em qualquer momento dos trabalhos. abrindo exceção se a decisão for tomada por todos os Senadores presentes. todas as decisões no Senado são colegiadas. Os procedimentos integrantes do Regimento devem ser estritamente observados. salvo competências específicas do Regimento Interno. por aprovação de projeto de resolução. 9) Decisão sempre colegiada. 8) Definição normativa. o Regimento encontra-se acima dos acordos políticos. o precedente não tem força obrigatória. como veremos durante o curso. sob pena de se configurar a nulidade do ato praticado. De modo geral. 6) Os casos omissos são decididos por analogia e princípios gerais de Direito. 4. as decisões são tomadas sempre pela maioria. Portanto. 5) A norma especial prevalece sobre a geral. 17 . 4) A decisão que contrarie norma regimental é nula. e estando presentes no mínimo 3/5 dos membros da Casa – 49 Senadores. Os recursos e as Comissões Parlamentares de Inquérito são os exemplos mais notórios da aplicação desse princípio. Princípio autoexplicativo.

No entanto. A legislatura. Cada sessão legislativa vai do dia 02 de fevereiro a 17 de julho (1. para que tomem conhecimento delas e possam preparar sua decisão. os acordos devem se dar dentro dos limites postos pelo Regimento. 57. 18 . observando o Regimento.o e 7. Os resultados dos trabalhos do Plenário e das Comissões são comunicados ao público em geral por meio da divulgação oficial no Diário do Senado Federal. se houver (CF/88. Legislatura e Sessão Legislativa Conforme comentamos anteriormente. quando então temos novas eleições gerais. Apenas as decisões que forem justificadamente protegidas por sigilo fogem a essa regra. além. uma determinação constitucional. o Congresso Nacional pode deliberar apenas sobre o assunto para o qual foi convocado. salvo casos específicos no Regimento. art. Durante a convocação extraordinária. por sua vez. 12) Publicidade das decisões tomadas. a decisão tomada pode ser invalidada. a menos que a situação se enquadre no terceiro princípio estudado. todas as pautas de trabalho do Plenário e das Comissões devem ser divulgadas com antecedência a todos os Senadores.o período). Para haver trabalhos durante o recesso parlamentar. é dividida em quatro períodos (anuais). Como já vimos. 11) A pauta deve ser feita com antecedência: todos os Senadores devem tomar conhecimento. 13) Ampla negociação política. Se esse número não for observado. Também ligado à ideia de democracia e aos direitos das minorias.°). a legislatura compreende um período de quatro anos. Os períodos não compreendidos nesse intervalo de tempo configuram os recessos parlamentares.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 10) Impossibilidade de tomada de decisões sem a observância do quórum regimental estabelecido. os parlamentares possuem total liberdade de negociação para tentar atingir um consenso.o período) e de 01 de agosto a 22 de dezembro (2. é preciso instalar uma sessão legislativa extraordinária (mais conhecida por convocação extraordinária). é claro. de outros meios. §§ 6. além das medidas provisórias constantes da pauta. o quórum é o número mínimo de senadores que devem votar para tornar a decisão válida. denominados sessões legislativas ordinárias. Como estudaremos mais adiante.

e prepara-se uma ata dessa reunião. a sessão não pode começar por falta de quórum (veremos isso com detalhes logo adiante). conjunta. nos casos de estado de defesa e de sítio e de intervenção federal durante a sessão legislativa não há necessidade dessa convocação (afinal de contas o Congresso já estará funcionando normalmente). Quando isso não acontece. Precisamos também diferenciar o conceito de sessão plenária do de reunião. A reunião não está necessariamente investida da mesma legitimidade da sessão. sessões do SF e outra. não confundam a sessão legislativa (explicada acima) com as sessões plenárias. ou até mesmo. 2) O Plenário das Comissões realizam reuniões. de defesa ou de Pedido de autorização para decretação de estado de sítio. isto é. acontece apenas uma reunião. É possível haver mais de uma sessão do Senado no mesmo dia. não há número suficiente. determina a publicação do expediente que há sobre a mesa. sejam elas permanentes ou temporárias. e não sessões. O Presidente declara que a sessão não pode ser realizada. A sessão também pode não ser realizada devido a motivo de força maior. Tomada de compromisso e posse Presidente e Vice-Presidente da República. 19 . Vale para as comissões do Senado e do Congresso. Agora. A denominação reunião é utilizada pelo Regimento em três casos: 1) Para dar início a uma sessão do Plenário é preciso que estejam presentes no mínimo um vigésimo da composição do Senado (4 senadores). do Congresso Nacional. mesmo sem ter sido lido. do Presidente da República Presidentes da CD e do SF Requerida pela maioria membros das duas casas dos Caso de urgência ou interesse público relevante Obviamente. Nesses dois casos.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 A tabela abaixo resume os casos de convocação extraordinária e quem pode convocá-la: QUEM CONVOCA SITUAÇÃO Presidente do Senado Decretação de estado intervenção federal.

O quórum de votação pode ser calculado de duas maneiras: com base em toda a composição da casa ou com base no número de senadores que se encontra presente naquele momento na sessão. o RISF determina que o Senado realize reuniões preparatórias para a escolha da Mesa Diretora que irá comandar a casa pelos próximos dois anos (RISF. para que o projeto de lei complementar seja aprovado. Portanto: Membros da Casa = 81 Senadores Metade dos Senadores = 81/2 = 40. Para melhor compreensão.5 Æ 41 Senadores. Maioria absoluta: votos correspondentes ao número inteiro imediatamente superior à metade dos membros do colegiado (presentes ou não). Suponhamos então que haja 50 Senadores presentes. A maioria simples será: 50/2 = 25 Senadores + 1 = 26. Lembre-se que. Já vimos que a maioria absoluta é de 41 Senadores.°). Vamos agora mudar o exemplo: queremos votar um projeto de lei ordinária. Maioria simples: maioria dos votos dos membros presentes. 69). art. que pode ser uma Comissão ou o Plenário do SF. Dessa forma. esse tipo de projeto requer maioria simples. ou seja. Como já sabemos. mas a maioria é determinada pelo RISF. divida o número de parlamentares por dois e “arredonde para cima”. Quórum O quórum designa a quantidade de senadores presentes que é necessária para validar determinados atos do processo. 20 . devendo comparecer a maioria absoluta da composição do colegiado. que é a maioria existente no Plenário. Suponha que se queira votar um projeto de lei complementar. Ora. Para que a matéria seja aprovada. deve obter 41 votos favoráveis. não é possível colocar o projeto em votação. se houver menos de 41 Senadores em plenário. precisamos definir primeiro o que seriam a maioria absoluta e a maioria simples. estando presente a maioria absoluta. bastam 26 votos. a CF/88 determina que para aprovar esse tipo de matéria é preciso obter o voto favorável da maioria absoluta dos membros da Casa (art. vamos usar o exemplo de uma votação em Plenário. 3.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 3) Antes do início da primeira e da terceira sessão legislativa ordinária da legislatura. Para entendermos isso melhor. Alguns quoruns estão definidos na Constituição.

É o caso de alguns requerimentos.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Quando o ato normativo se referir a outro quórum que não seja o de maioria simples ou maioria absoluta. para iniciar o processo de deliberação e para votação. quantos votos favoráveis são necessários para a aprovação: VOTAÇÃO QUÓRUM Proposta de Emenda à Constituição 3/5 dos Senadores (49) Projeto de lei complementar Maioria absoluta (41) Projeto de lei ordinária Maioria simples dos presentes Medida Provisória Maioria simples dos presentes Escolha de autoridades (Ministros do STF. Ocorre uma espécie de escalonamento. Para abrir uma sessão. Nas comissões a sistemática de cálculo do quórum é a mesma. ou seja. do PGR Maioria absoluta (41) Rejeição de projeto de decreto legislativo de renovação de concessão ou permissão para serviço de radiodifusão 2/5 dos Senadores (33) 21 . Mas com esses quatro Senadores não podemos votar nada. E se a matéria exigir maioria absoluta para aprovação. do Plenário. 81/20 = 4 Senadores. vale frisar que vários atos do processo legislativo exigem números mínimos de assinaturas para que possam ter prosseguimento – é o quórum de iniciativa. Além da questão do quórum de abertura e de votação. certo? Para dar início ao processo de votação precisamos da maioria absoluta presente (quórum de votação) = 41 Senadores. digamos. O quadro abaixo procura resumir o quórum exigido para votação das principais matérias no Senado. estaremos diante de uma hipótese de quórum qualificado. Também há quoruns específicos para abertura de sessões. votação e aprovação. logo. de ofício. Exemplo mais conhecido: aprovação de PEC (3/5 dos votos favoráveis de cada Casa). é preciso um vigésimo da composição da casa (quórum de abertura). ainda precisamos que todos esses 41 parlamentares votem a favor do projeto. recursos e apresentação de algumas propostas legislativas. PGR e membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público) Maioria absoluta (41) Exoneração. para abertura de reuniões. STJ e TST.

para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados e do Distrito Federal 2/3 dos votos (54 votos) Estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação Maioria absoluta (41 votos) Estabelecimento de alíquotas mínimas nas operações internas Maioria absoluta dos votos (41 votos) Autorização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital. Essa mudança ocorre por determinação da Mesa. Reuniões Preparatórias 22 . comoção intestina. calamidade pública ou ocorrências que impossibilitem o seu funcionamento. em Brasília. O parágrafo único do art. em casos de guerra. a pedido da maioria dos Senadores. 1° do RISF permite que o Senado reúna-se em outro local fora da sede.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Condenação de Presidente e VicePresidente da República em casos de crimes de responsabilidade 2/3 dos Senadores (54) Perda de mandato de Senador Maioria absoluta (41) Aprovação de estado de defesa ou estado de sítio Maioria absoluta (41) Suspensão de imunidade de Senador durante estado de sítio 2/3 dos Senadores (54 ) Veto (em Congresso) Maioria absoluta de Senadores (41) sessão conjunta do Maioria absoluta de Deputados (257) Fixação de alíquotas máximas nas operações internas. mediante créditos suplementares ou especiais específicos Maioria absoluta (41 votos) Senado Federal: funcionamento e sede O Senado Federal é sediado no Palácio do Congresso Nacional.

” Segundo o RISF. uma data fixa. art. 3a) Eleição dos demais Membros da Mesa. Assim. 23 . 57. 2a) Eleição dos demais Membros da Mesa. Perceba: na primeira sessão legislativa da legislatura. em seu art. § 4º.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Como vimos. as reuniões preparatórias acontecem da seguinte forma: Na primeira sessão legislativa ocorrem três reuniões preparatórias: 1a) A partir do dia 1º de fevereiro. para dar posse aos Senadores. 3° do RISF determina que o Senado realize reuniões preparatórias para a escolha da Mesa Diretora que irá comandar a casa pelos próximos dois anos. § 1º). Na terceira sessão legislativa acontecem duas reuniões preparatórias: 1a) No dia 1° de fevereiro. no primeiro ano da legislatura. 57. domingo ou feriado (CF/88. o importante é que a posse dos Senadores e as eleições para a Mesa Diretora ocorram antes da data marcada para a abertura da sessão legislativa. 2a) Eleição do Presidente da Mesa. denomina essas reuniões como sessões preparatórias. as reuniões preparatórias acontecem a partir de 1° de fevereiro. 57. A Constituição. a partir de 1º de fevereiro. quando há posse dos senadores eleitos. No entanto. antes do início da primeira e da terceira sessão legislativa ordinária da legislatura. para eleição do Presidente. o art. a mesma Constituição diz que a sessão legislativa deve ser inaugurada no dia 02 de fevereiro. faz referência apenas à primeira sessão legislativa da legislatura: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias. Só que existe um descompasso entre as nomenclaturas utilizadas na Constituição Federal e no Regimento Interno do Senado sobre as reuniões preparatórias. Contudo. mas que pode ser transferida para o primeiro dia útil subsequente quando for sábado. § 4º). para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas. inclusive por determinação constitucional (CF/88. art. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. para mandato de 2 (dois) anos.

uma suceder a outra.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Já na terceira sessão legislativa (quando não há posse. os Senadores não podem usar da palavra. ok? O Regimento não abre exceção para sábados. a primeira reunião preparatória tem uma data fixa. ⇒ A direção dos trabalhos compete à Mesa anterior. ⇒ Nas reuniões preparatórias. que podem ser ordinárias ou extraordinárias. Especiais. salvo para declaração pertinente à matéria que nela esteja sendo tratada. domingos ou feriados. conforme a natureza. ⇒ O horário de início é fixado pela Presidência atual. Não deliberativas. assume a Presidência dos trabalhos o Senador mais idoso dentre os presentes. inclusive. o usual é. os Senadores pertencentes aos partidos mais numerosos. Nesse caso ele convida. Vamos ver agora algumas características das reuniões preparatórias: ⇒ O número mínimo de Senadores para dar início à reunião (quórum) é de 1/6 da composição do Senado (14 Senadores). Sessões do Senado Federal e do Congresso Nacional As Sessões do Plenário do Senado são divididas. apenas eleições para a Mesa). Isso vale tanto para os que não fazem mais parte do Senado como para aqueles que tenham sido reeleitos. o RISF dispõe que deve acontecer uma reunião preparatória no dia 1° de fevereiro. ou seja. nos seguintes tipos: • • • Deliberativas. para ocupar os quatro lugares de Secretários durante a reunião preparatória. Detalhe importante: são excluídos os Senadores que compunham a Mesa e que terminaram o mandato. ⇒ Se porventura não houver nenhum membro da Mesa anterior. Para fechar esse assunto: nada impede que em um dia sejam realizadas várias reuniões preparatórias. Sessões Deliberativas e Não Deliberativas 24 .

aprovado por maioria simples. Sobre essas sessões. às nove horas. 2) Ordem do Dia. ou seja. em regra. Podem ser admitidos convidados à Mesa e ao Plenário e o uso da palavra é restrito aos Senadores designados pelo Presidente do Senado como oradores. O RISF fixa dias e horários para início das sessões ordinárias: de segunda a quinta-feira. leitura de proposições e outros assuntos de interesse político e parlamentar. significa que se destina a alguma votação. Em sessões especiais. não há necessidade de quórum mínimo para que ela seja aberta ou realizada. naturalmente. excetuados os casos especiais. não deliberativas. ou seja. decidir. às quatorze horas. Sessões Especiais As sessões especiais são realizadas para fins de comemoração ou homenagem. Sua realização depende de: • • Decisão do Presidente. O RISF determina ainda que. comunicações. As sessões extraordinárias. não possuem votações programadas e destinam-se a discursos. As sessões não deliberativas. ouvidas as lideranças partidárias. ou Decisão do Plenário. não constarão matérias para votação das sessões das segundas e sextas-feiras. Se a sessão é deliberativa. mediante requerimento assinado por pelo menos 6 Senadores. em horário diverso daquele que foi estipulado no regimento. pois são convocadas pelo Presidente quando houver necessidade urgente de deliberação. são aquelas realizadas fora desse horário regimental e serão em regra sempre deliberativas. decisão. 25 .PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Deliberativa vem do verbo deliberar. e às sextas-feiras. é importante saber: A sessão especial pode ser realizada de forma avulsa ou até mesmo interromper uma sessão ordinária. Fases da sessão A sessão deliberativa ordinária é dividida em três fases: 1) Período do Expediente. tornando-as. por sua vez.

Nas sessões deliberativas ordinárias. O tempo do Período do Expediente também pode ser utilizado para realização de homenagem. Ordem do Dia 26 . Além dessa leitura. ou o Senador que o estiver substituindo na ocasião. também é preciso aprovação de requerimento assinado por no mínimo seis Senadores. Para isso. o Período do Expediente tem a duração de duas horas (120 minutos). tem início a Ordem do Dia. moções. os Senadores podem se inscrever. uma única vez. caso ainda não tenha terminado o tempo de que disponha. É como se fosse um pequeno “informe” das atividades legislativas da Casa – resumidamente. etc. permitidos apartes. o Período do Expediente dura apenas 30 minutos e só pode ter oradores se ainda não houver número (quórum) para as deliberações constantes da pauta. seus pedidos de licença. quando há quórum para instalação – um vigésimo do SF). pareceres ou requerimentos não relacionados com as proposições constantes da Ordem do Dia. ofícios. requerimento para suspensão da Sessão. contados a partir do momento em que a sessão é instalada (ou seja. Período do Expediente No Período do Expediente acontece a leitura dos projetos que foram apresentados à Casa. também são lidas as comunicações enviadas à Mesa pelos Senadores. Quem faz essa leitura é o membro da Mesa chamado Primeiro Secretário. mensagens. cartas. podem ainda acontecer votações de requerimentos que não sejam objeto de votação na Ordem do Dia. é no Período do Expediente que são feitos os pronunciamentos dos Senadores. por exemplo: requerimento de pesar (em caso de falecimento de alguma personalidade). O prazo regimental para os pronunciamentos dos oradores inscritos é de dez minutos para dias de sessão deliberativa e de vinte minutos para sessões não deliberativas. O período do Expediente poderá ser prorrogado pelo Presidente. memoriais e outros documentos recebidos. Para fazer uso da palavra nesse caso de homenagem. Nessa fase. bem como indicações. sem ser em sessão especial.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 3) Após a Ordem do Dia. para que o orador na tribuna conclua seu pronunciamento. Nas sessões deliberativas extraordinárias. Depois disso. telegramas.

PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 A Ordem do Dia é o momento mais nobre da Sessão. o tempo que restar até o término da sessão é destinado. é o Presidente do Senado. O avulso é a publicação. 4) por motivo de força maior. a cópia da proposição que está tramitando. Eles têm até 20 minutos para seus pronunciamentos. caso exista requerimento de dispensa de sua publicação. ouvindo as lideranças. quatro senadores). ou seja. ao uso da palavra pelos líderes dos partidos e aos oradores inscritos. ou seja. A Ordem do Dia é sempre anunciada no término da sessão anterior. tiver sido instruída por alguma Comissão. como: • • Requerimentos de urgência. Redações finais de matérias em rito normal de tramitação que foram deliberadas na Ordem do Dia. Sessões Conjuntas do Congresso Nacional 27 . 3) quando sua duração coincidir com a de sessão conjunta do Congresso Nacional. Após a Ordem do Dia Depois de encerrada a Ordem do Dia. quando se dá a discussão e votação dos projetos constantes na pauta para aquele dia. mesmo de forma parcial. 2) por deliberação do Senado. de preferência. publicada no Diário do Senado Federal e distribuída em avulsos (documentos que dão publicidade à matéria) antes de iniciar-se a sessão respectiva. a proposição só pode entrar na Ordem do Dia se tiver um parecer. Salvo casos especiais que veremos mais tarde. É preciso destacar que algumas votações podem acontecer nesta fase da sessão. declarado pela Presidência. Sessão não realizada O RISF admite que a sessão plenária não seja realizada nas seguintes hipóteses: 1) por falta de número (atentar que o quórum mínimo para abertura da sessão é de um vigésimo do SF. segundo sua antiguidade e importância. Quem determina a inclusão de matérias na Ordem do Dia.

1°. não são permitidos discursos de parlamentares. § 3º. 28 . Os dois assinam o termo de posse e o Presidente da República pode. o Presidente da Mesa declara empossado o Presidente da República e faz o mesmo procedimento para o Vice-Presidente. Promulgação de emendas constitucionais. O Presidente eleito é levado ao Plenário por uma comissão de congressistas para prestar seu compromisso. nesse momento. e RCCN art. Homenagem a Chefes de Estado estrangeiro. classificadas em: • • Solenes. fazer um discurso dirigido ao Congresso e à Nação. art. I. Posse e compromisso do Presidente e Vice-Presidente da República. 57. Não há Período do Expediente e só podem discursar um Senador e um Deputado. II) e a sessão que abre os trabalhos da sessão legislativa ordinária – em 02 de fevereiro ou no primeiro dia útil subsequente (CF/88. e RCCN. art. Sessões Solenes As sessões solenes destinam-se a fins homenagens e comemorações. há duas que são previamente designadas pela CF/88 e pelo Regimento Comum do Congresso Nacional (RCCN): a que se destina à posse do Presidente e do Vice-Presidente da República (CF/88. Em seguida. e previamente designados pelas respectivas Casas. a As sessões solenes não precisam de quórum mínimo para ter início. art. São sempre sessões conjuntas. de preferência de partidos diferentes.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 As sessões do Congresso Nacional acontecem quando se reúneme a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. 78. Na sessão de posse do Presidente da República e do respectivo Vice. Das sessões solenes. Comemoração de datas nacionais. I). e Deliberativas. 1°. São as seguintes: • • • • • específicos ou para render Inauguração da sessão legislativa (tanto a ordinária quanto extraordinária).

ou seja: • • • Período do Expediente. Para dar início à uma reunião conjunta.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Já na inauguração da Sessão Legislativa. no Plenário da Câmara dos Deputados. as sessões deliberativas do Congresso Nacional acontecem quando é preciso votar determinada matéria. Elaboração de Regimento Comum e criação de serviços comuns às duas Casas. o quórum mínimo é de um sexto da composição de cada Casa. Ordem do Dia. ressalvada a Medida Provisória que abre crédito extraordinário. 62 da CF/88). 29 . Sessões deliberativas A exemplo do que ocorre no Senado. em regra. São elas: • • • • Votação dos projetos de lei orçamentária (PPA. As sessões conjuntas são realizadas. que já vimos durante o estudo das sessões do SF. Nesse caso. Essas sessões não têm dias estabelecidos para acontecer. Apreciação de vetos. do enviado do Presidente da República trazendo a Mensagem Presidencial. e após a Ordem do Dia. A sessão também é dividida em fases. que poderão usar da palavra pelo prazo de 5 minutos. mas podem também ser feitas em outro local (em geral. significa obter concordância ou anuência da Mesa da CD. com prévia audiência da Mesa da Câmara – o RCCN usa esse termo mesmo. no Plenário do SF). na Casa. LDO. votada separadamente pelas duas Casas (art. Na verdade. Elas são convocadas pelo Presidente do Senado ou seu substituto. O Presidente manda o 1º Secretário ler a Mensagem e depois encerra a sessão. o Período do Expediente dura 30 minutos e é destinado igualmente para leitura do expediente pelo PrimeiroSecretário e aos oradores inscritos. Delegação ao Presidente da República (Lei Delegada) por resolução do CN. também não são permitidos discursos de parlamentares. o Presidente proclama inaugurados os trabalhos do Congresso Nacional e anuncia a presença. LOA e créditos adicionais). Nas sessões do Congresso Nacional. no máximo.

o Congresso se reuniu em sessão unicameral apenas uma vez. se vier a falecer qualquer Congressista ou Chefe de um dos Poderes da República. Sessão conjunta é diferente de sessão unicameral. a seu tempo. prevista no ADCT da CF/88: Art. sendo que para obter a maioria absoluta seriam necessários 298 votos. Mas qual a diferença? Na sessão conjunta. Mas atenção. teríamos 594 congressistas. a votação se dá de maneira simultânea. Se usarmos o cômputo numérico de hoje (513 deputados + 81 senadores). pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. maioria absoluta dos deputados (257) e maioria absoluta dos senadores (41). Agora. muito cuidado: As sessões do Congresso são conjuntas. Já em uma sessão unicameral. As sessões do Congresso têm duração de quatro horas. para deliberar sobre a Revisão Constitucional de 1994. o nome já diz: uma Câmara. Explicando melhor: se o Presidente prorrogar a sessão por. a única hipótese de reunião unicameral já se exauriu (revisão constitucional de 1994). digamos. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. todas as sessões do Congresso Nacional são. Em nosso ordenamento constitucional. A sessão do Congresso Nacional também poderá ser levantada (suspensa). Sessões públicas e secretas 30 .PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Havendo Ordem do Dia na sessão do Congresso. em vez de cada grupo votar na sua casa. por exemplo. tantas vezes quantas necessárias. a qualquer momento. Quem mantém o arquivo das sessões conjuntas e seus respectivos anais é o Senado Federal. A prorrogação será sempre por prazo fixo e não pode ser interrompida. os avulsos (publicação) das matérias precisam ser disponibilizados aos parlamentares com 24 horas de antecedência. Hoje. A única diferença é que. meia hora. Os votos são computados como um bloco só. conjuntas. 3º. em sessão unicameral. podendo ser prorrogadas por proposta do Presidente ou a requerimento de qualquer Congressista. antes de terminar essa meia hora ele não poderá encerrar a sessão. os votos dos deputados e dos senadores são computados separadamente. A menos que não exista mais nada para votar ou não exista mais número de parlamentares presentes o suficiente para o prosseguimento da sessão. portanto. contados da promulgação da Constituição.

afastando também a possibilidade de sessão secreta para suspensão de imunidade de Senador durante o estado de sítio. Além deles. as sessões do Plenário do Senado podem ser públicas ou secretas. temos um ponto interessante. não deliberativas e especiais). e só uma Proposta de Emenda à Constituição pode modificar. II). § 2º). Há situações em que as sessões do SF serão transformadas obrigatoriamente em secretas: a) declaração de guerra (CF/88. os Deputados Federais. Em 2007. alterando o art. Nelas. A grande maioria das sessões é pública. Ainda sobre sessões secretas. o Senado aprovou um projeto de resolução acabando com as sessões secretas para decidir a respeito de perda de mandato de Senador. 49. b) acordo sobre paz (CF/88. O mesmo projeto revogou o art. O voto dos Senadores permanece secreto! Isso é matéria constitucional (CF/88. mas não diz quem é o autor dele nem a matéria a que o requerimento se refere. Ou seja. os Suplentes de Senadores. c) escolha de chefe de missão diplomática de caráter permanente (CF/88. o Senado já funcionará em sessão secreta. para decidir sobre esse requerimento. sem poder manifestar aprovação ou reprovação ao que estiver acontecendo na sessão. Para isso. os Ministros de Estado quando convocados e os funcionários do Senado em serviço. 49.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Além da classificação conforme a natureza (em deliberativas. há assentos específicos para profissionais credenciados da imprensa e para convidados dos Senadores. ele precisa apresentar uma proposição legislativa chamada requerimento. 31 . desde que ela esteja desarmada e fique em silêncio. 197. art. Se isso acontecer. art. Mas atenção: foi revogada a realização de sessões secretas para esses dois casos. os ex-Senadores. podem entrar no Plenário os Senadores. Explicando melhor o último item: vamos supor que algum Senador julgue que seja mais prudente realizar a sessão para decidir sobre determinado assunto de forma secreta. 52. 25 do RISF. 55. “c” do RISF. art. art. atendendo a um anseio legítimo da sociedade. II). I. o Presidente comunica ao Plenário que existe esse requerimento. Há também espaço reservado para que qualquer pessoa assista às sessões públicas. d) decisão sobre requerimento que solicite sessão secreta do Senado. IV).

b) nominal. Essa decisão já é tomada em sessão secreta (art. as sessões só podem ser secretas por sugestão do Presidente. ou nominal. não ou abstenção (nenhuma das duas posições). c) por meio de esferas. indicando como votaram: sim. Os parlamentares digitam seu voto em um dispositivo eletrônico protegido por senha e. depois de encerrada a votação. que responderão sim ou não. inclusive funcionários da Casa. galerias e respectivas dependências.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Cabe destacar que as Comissões podem realizar reuniões secretas. a votação nominal será feita pela chamada dos Senadores. Já no Congresso Nacional. a votação nominal. 32 . tribunas. 9 Secretas: a) eletrônica. nos casos permitidos pelo RISF – que veremos quando estudarmos esses órgãos. b) por meio de cédulas. Nas votações em Plenário. na qual cada um declara seu voto. determinando a presença somente dos servidores necessários ao andamento dos trabalhos. o Presidente solicita a saída de todos que estiverem assistindo os trabalhos no Plenário. quando apenas os senadores que forem contrários à proposição se manifestam levantando o braço. Pode ser simbólica. Na votação aberta ou ostensiva. se dá por meio do painel eletrônico. sendo aprovada pelo Plenário. 27 RCCN) Antes de iniciar as sessões secretas. pois as mesmas não possuem painel eletrônico. Esse sistema também é utilizado em votações nominais nas Comissões. os votos dos senadores são identificáveis. em geral. Votações As votações no Senado Federal podem acontecer nas seguintes modalidades. conforme prevê o artigo 292 do RISF: 9 Ostensivas (ou abertas): a) simbólica. Quando o sistema de votação eletrônico não estiver funcionando. o painel exibe o nome de todos.

XI). RISF) • • Nas eleições para Mesa e direção das comissões. em caso de não funcionamento do painel eletrônico. votos não e abstenções. art. art. principalmente. Nessa votação. No Regimento (art. pela Comissão de Relações Exteriores no processo de escolha de autoridades. Perda de mandato de Senador (CF/88. Por determinação do Plenário. é preciso computar o voto de cada um dos Senadores presentes. III). 53. São admitidas nos seguintes casos: Na Constituição • • • • • Exoneração. 291. art. durante as reuniões preparatórias. Bolinhas brancas são votos “sim”. A votação secreta eletrônica se dá de modo semelhante à votação nominal eletrônica. 53. são usadas “bolinhas” de duas cores: branca ou preta. § 2º) Suspensão das imunidades de Senador durante o estado de sítio (CF/88. como membros de missão diplomática permanente (embaixadores). § 8º). Escolha de autoridades (CF/88. do Procurador-Geral da República (CF/88. “não”. É remanescente das antigas votações realizadas no Senado e utilizada. 52.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 As votações secretas são sempre nominais. por exemplo. A única diferença é que os votos não são exibidos. Essas votações não são a regra – só acontecem seguindo determinações constitucionais ou regimentais. A outra bolinha que não foi usada vai para outro compartimento. Também pode ser usada em Plenário. apenas o resultado: total de votos sim. no caso de flagrante de crime inafiançável (CF/88. de ofício. A votação secreta por meio de cédulas é a que ocorre na eleição da Mesa Diretora do Senado. ou seja. 52. art. § 2º) Prisão de Senador e autorização da formação de culpa. Também é utilizado esse mecanismo se for necessário realizar uma votação secreta e o painel eletrônico estiver com problemas técnicos. Basta o parlamentar escolher o voto e depositar a esfera na urna. 33 . A votação por meio de esferas é que a vocês vão achar mais “diferente”. não é possível identificar como eles votaram. no entanto. Depois é feita a contagem e igualmente divulgado apenas o resultado: aprovado ou rejeitado. art. e as pretas. 55.

diferentemente das atas. A transcrição das sessões vai formar o que se chama de Anais. a ata merece tratamento especial. é um grande arquivão. pode ser lida) e a aprovação da mesma.. referências sucintas aos debates. a hora e o local da reunião. sendo aprovada por qualquer número de Senadores. ao se abrir uma sessão. a primeira coisa a ser feita é votar a dispensa da leitura da ata (ninguém vai ficar lendo ata. para distribuição aos Senadores. A ata deve conter obrigatoriamente: • • • • • • dia. Se a sessão ou reunião for secreta. Atenção. a ata é votada. não precisam ser aprovadas pelos Senadores. mas se algum Senador quiser. bem como votações abertas ou ostensivas em sessões secretas. por meio do Diário do Senado Federal.. 34 . Ata das reuniões A ata é o registro documental das sessões do Plenário e também das reuniões das Comissões. em até 2 dias úteis após a reunião. Ou seja. a ata é publicada no Diário do Senado Federal. As notas. Podemos ter votações secretas em sessões públicas. nomes dos membros presentes e os dos ausentes. assinada pelo Presidente e pelos Primeiro e Segundo-Secretários e colocada em envelope lacrado. que é rubricada pelos Secretários. isto é. conclusões dos pareceres lidos. diligências e outras providências. salvo quando não se considere conveniente a divulgação da matéria. mas pode sofrer adiamento. Geralmente.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Atenção: sessões e votações são coisas dissociadas. Epa! Que é isso? É a publicação de todos os trabalhos do Senado e organizado em ordem cronológica. Por fim. ata não é a mesma coisa que notas taquigráficas. Antes de a sessão voltar a ser pública. Estas são a transcrição de tudo o que foi dito na reunião (como quando você grava uma aula de curso e depois digita tudo que o professor falou). pedidos de vista. Ela é redigida pelo Segundo-Secretário da Mesa. distribuição das matérias por assuntos e relatores. um relatório do que aconteceu durante aquela reunião ou sessão. É possível a inserção em anais de documentos alheios ao Senado: basta que esses documentos sejam parte integrante de discurso de Senador ou aprovados pelo Presidente do Senado. adiamento.

exceto se faltar menos de 120 dias para o término do mandato da Mesa. Nessa etapa. Cuidado! Não confundir Mesa Diretora com Comissão Diretora. dois vice-presidentes. tanto quanto possível. a votação é secreta. Se estiver havendo mudança de legislatura (período de quatro anos). 2) abre-se nova reunião preparatória e votam-se os nomes dos VicePresidentes. é adotada a possibilidade de reeleição. vaga definitiva de algum cargo na Mesa. Essas votações são realizadas por meio de cédulas depositadas em urna. exigindo-se a maioria favorável dos votos e estando presente a maioria da composição do Senado. Porém. a eleição para o preenchimento de todos os cargos (exceto para Presidente) pode ser feita de uma só vez. Se houver vacância. dos Secretários e dos Suplentes de Secretários. . por dois VicePresidentes.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Também cabe ao Senado a publicação dos anais das sessões conjuntas do Congresso Nacional. Pelo Regimento. ou seja. o cálculo de proporcionalidade é feito com base nas informações existentes na data da diplomação dos candidatos no TSE. a representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares que participam do Senado. Mesa Diretora do Senado Federal A Mesa Diretora do Senado é formada pelo Presidente. fazendo-se a substituição pelos vicepresidentes ou os suplentes de secretário. A Mesa Diretora é eleita para um período de duas sessões legislativas (Presidente. a eleição deve ser feita em quatro “rodadas”. o preenchimento será feito em até 5 dias úteis. quatro Secretários e quatro Suplentes de Secretário. na seguinte ordem: 1) abre-se a reunião preparatória e a votação para Presidente. Atenção! Entende-se por período subsequente a passagem da segunda para a terceira sessão legislativa. quatro secretários e seus respectivos suplentes). Na Mesa Diretora é assegurada. que são públicas. A Comissão Diretora é composta por esses mesmos membros da Mesa e tem por 35 competência a decisão de matérias administrativas da Casa. por proposta de 1/3 dos Senadores ou de líder que represente este número. conforme o caso. sendo vedada a reeleição para o período imediatamente subsequente. A eleição dos membros da Mesa acontece durante as reuniões preparatórias. eleitos durante as reuniões preparatórias para um mandato de dois anos (duas sessões legislativas).

e suceder o Presidente da República e o Vice-Presidente nos impedimentos previstos. 5. acumula a função de Presidente do Congresso Nacional.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Presidente do Senado Federal O artigo 48 do RISF elenca as competências do Presidente do Senado Federal. Resolver. 11. 17. A lista é longa. Designar a Ordem do Dia das sessões deliberativas. governadores e autoridades judiciárias. Convocar suplente de Senador. Promulgar as resoluções do Senado e os decretos legislativos. promulgar as leis. 8. 7. 14. 4. 9. Fazer observar na sessão a Constituição. Designar oradores para as sessões especiais do Senado e sessões solenes do Congresso Nacional. ressalvado ao autor recurso para o Plenário. em qualquer momento. às leis ou ao Regimento. 16. 13. Dar posse aos Senadores. Convocar e presidir as sessões do Senado e as sessões conjuntas do Congresso Nacional. presidentes de tribunais superiores. em resposta a pedidos de informações ao Senado. 2. Assinar a correspondência dirigida pelo Senado a altas autoridades: chefes de outros Poderes. Propor a transformação de sessão pública em secreta. Desempatar as votações. comunicação de interesse do Senado e do País. caso o Presidente da República não o faça. quando ostensivas. Decidir as questões de ordem. e dos projetos destinados à sanção. qualquer caso não previsto no Regimento. Exercer as atribuições constitucionais: convocar sessão legislativa extraordinária do Congresso Nacional. no curso de feitos judiciais. ressalte-se. Proclamar o resultado das votações. 19. bem como propor a prorrogação da sessão. de forma que vamos destacar apenas as mais importantes: 1. chefes de Estado estrangeiros. 3. Velar pelo respeito às prerrogativas do Senado e às imunidades dos Senadores. Distribuir as matérias às comissões. Fazer ao Plenário. Impugnar as proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição. Assinar os autógrafos dos projetos e emendas a serem remetidos à Câmara dos Deputados. as leis e o Regimento. que. 36 . 6. 15. 12. 18. 10. ouvido o Plenário.

o Presidente tem direito a discussão e a voto. nem fazer comentários aos discursos de outros Senadores. o Presidente pode convocar qualquer Senador presente para desempenhar essa função. 89. Nessa condição. • O Presidente do Senado integra o Conselho da República. o Presidente comanda a sessão e só faz comunicações institucionais. cada um vai suceder seu antecessor nas ausências ou impedimentos. Presidir as reuniões da Mesa e da Comissão Diretora. III). 52 a 56). § 3º. 91. art. Competências dos demais membros da Mesa Os demais componentes da Mesa também possuem funções determinadas pelo RISF (arts. O Presidente do Senado participa das votações. O RISF permite o voto do Presidente em duas hipóteses: Votação aberta: somente voto de desempate Votação secreta: pode votar se desejar Em ambas. Se desejar fazer um pronunciamento. Determinar a tramitação conjunta de matérias. mas essa não é a regra geral. a presença do Presidente conta para efeitos de quórum. art. 37 . não pode discursar.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 20. Nas reuniões da Mesa e da Comissão Diretora. III) e o Conselho de Defesa Nacional. art. Dentro dessas atribuições. LEMBRETES: • O cargo de Presidente do Senado é privativo de brasileiro nato (CF/88. órgão superior de consulta do Presidente da República (CF/88. Faltando todos os Secretários e seus suplentes. podendo discutir e votar. 21. Exercer competências fixadas no Regulamento Administrativo do Senado Federal. III). como qualquer outro Senador. deve sair da cadeira presidencial e se dirigir à tribuna. órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e defesa do Estado democrático (CF/88. Da cadeira da Presidência. 22. 12.

se necessário. expedir as carteiras de identidade dos Senadores. Primeiro Vice-Presidente • • substituir o Presidente nas suas faltas ou impedimentos. auxiliar o Presidente na apuração das eleições.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Se porventura não estiverem presentes nenhum dos membros da Mesa – inclusive nenhum suplente – quem assume a direção dos trabalhos é o Senador mais idoso que esteja presente. em verificação de votação. Primeiro-Secretário • • • • • • • ler em plenário a correspondência oficial recebida pelo Senado. Segundo Vice-Presidente • substituir o Primeiro Vice-Presidente nas suas faltas ou impedimentos. Segundo-Secretário • elaborar e fazer a leitura das atas das sessões secretas. receber a correspondência dirigida ao Senado e tomar as providências necessárias. determinar a entrega aos Senadores dos avulsos. 38 . as atas das sessões secretas. assinar a correspondência do Senado para qualquer outra autoridade que não esteja elencada nas competências do Presidente. Essa regra do idoso vale inclusive para trabalhos nas Comissões. fornecer certidões. assinando-as depois do Primeiro-Secretário. os pareceres. depois do Presidente. promulgação de leis quando o Presidente do SF não o fizer. proposições e outros documentos. contar os votos. Terceiro-Secretário e Quarto-Secretário • • • fazer a chamada dos Senadores para votação. assinar.

As lideranças consistem na institucionalização dessas bancadas. É ele também quem zela pela organização dos serviços administrativos da Casa.Senador Primeiro Vice-Presidente . responderá pelas decisões que o partido tomar. aquele que será seu líder.Senador Primeiro-Secretário . Como o Presidente do Senado é também o Presidente do Congresso Nacional.Deputado Quarto-Secretário – Senador Portanto. A Mesa do Congresso é formada da seguinte forma: Presidente . sendo que cada partido escolhe. de forma alternada. Atenção! O parlamentar ocupa na Mesa do Congresso Nacional exatamente a mesma posição que ocupa na Mesa de sua Casa de origem. Lideranças e blocos parlamentares Dentro do Senado.Deputado Segundo-Secretário . o membro com maior número de atribuições.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Cuidado: Reparem que. convivem parlamentares de diversos partidos ou bancadas. Mesa do Congresso Nacional A Mesa do Congresso Nacional nada mais é que uma combinação das Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados. a Mesa do Congresso Nacional é formada por quatro Senadores e três deputados (maior número de Senadores). apesar de vir depois na “hierarquia” da Mesa. 39 .Senador Terceiro-Secretário . o Primeiro Secretário é.Deputado Segundo Vice-Presidente . depois do Presidente. a sequência tem início por ele. isto é. entre seus membros.

o líder do bloco. via de regra. Esse bloco. Os partidos que se aglutinam em bloco terão um único líder. Minoria: maior bloco ou partido que faça oposição à maioria. os líderes dos demais partidos que formam o bloco parlamentar. ou seja. ser formado apenas por pequenos partidos. Maioria: partido ou bloco que representa a maioria absoluta da Casa. existem agrupamentos de acordo com a posição majoritária ou não de um partido. Se o partido contar com número de membros igual a ou maior que 3 Senadores. no início da 1a e da 3a sessões legislativas. Além das lideranças partidárias. deve ter no mínimo um décimo da composição do Senado – 9 Senadores – para ser reconhecido. uma breve explicação sobre o significado de blocos parlamentares. para comunicação de interesse partidário. Importante: o bloco parlamentar não precisa. que representam os partidos. Os vice-líderes são escolhidos pelo líder. Pode acontecer de vários partidos pequenos quererem “juntar forças” de forma a constituir uma liderança. Essas duas lideranças também possuem líderes e vice-líderes. será considerado maioria aquele que tiver o maior número de integrantes. em um documento assinado pela maioria dos membros da bancada.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 A indicação dos nomes dos líderes acontece a cada dois anos. Além do líder. São as lideranças da maioria e minoria. 40 . necessariamente. Se não houver nenhum partido que alcance maioria absoluta. e usar da palavra em vários momentos da sessão. e existe um cálculo para determinar a quantidade de vice-líderes de cada partido: um para cada grupo de três integrantes do partido. participar das reuniões conjuntamente com o Presidente do Senado para definir a pauta de trabalhos da Casa. Veremos essa última com mais detalhes quando estudarmos o uso da palavra pelos Senadores. O partido comunica à Mesa por escrito quem será seu líder para aquele período. Para isso. contanto que o bloco possua no mínimo 9 Senadores. e respectivos vice-líderes. Entre as principais funções dos líderes estão: indicar os representantes de seus partidos que irão compor as Comissões e substituí-los quando necessário. O tamanho da bancada é irrelevante. eles montam o que é chamado bloco parlamentar. para substituir o líder titular em seus impedimentos. A formação de maioria e da minoria precisa ser comunicada à Mesa pelos líderes dos blocos parlamentares ou dos partidos que as compõem. Agora. poderá contar com vantagens administrativas. o partido também tem vice-líderes. A diferença é que esses vice-líderes serão. depois de montado.

Bom. quanto à liderança da minoria. Atenção: O Presidente da República poderá indicar Senador para líder do Governo. pessoal. contudo. a minoria é composta pelos líderes dos partidos que elegerem as duas maiores bancadas no Senado e na Câmara e que tenham posição diferente da maioria. espero que tenham gostado da aula e que possamos desenvolver juntos um curso bem legal. 89. Lideranças no Congresso Nacional No Congresso.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 LEMBRETE: Assim como o Presidente do Senado. as lideranças dos partidos são reconhecidas da mesma forma que no Senado Federal. No Congresso. Esse líder de governo indica até 5 vice-líderes. das Comissões Mistas – e têm maiores prerrogativas quanto ao uso da palavra. Essa escolha é anual e se alterna entre Senadores e Deputados Federais. quero vê-los na Câmara Alta da República! Abraços a todos e rumo ao Senado Federal! Luciano Oliveira * * * QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS Æ Obs: lista seca com gabaritos (para treino) no final da aula 41 . Também indicam os membros das Comissões – no caso. Há diferenças. IV. da CF/88. o Presidente da República pode indicar congressista (Senador ou Deputado) para exercer a função de líder do Governo. ok? Em 2011. Da mesma forma. A partir de agora vou deixá-los com uma série de exercícios de provas anteriores. órgão superior de consulta do Presidente da República. nos termos do art. todos membros de partidos da base de apoio ao Governo no Poder Executivo. dentre membros dos partidos que apoiem o governo. os líderes da maioria e da minoria fazem parte do Conselho da República. que indica vice-líderes. para que vocês possam fixar o conteúdo repassado.

A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos. serão eleitos deputados federais em número quatro vezes superior ao de senadores a serem eleitos por essas mesmas unidades da Federação. mas o número de senadores é o mesmo em qualquer dos estados e no DF. 46. 44. § 1º. alternadamente. 42 . Cada Estado e Distrito Federal elegerão três Senadores. da CF/88 estabelece: “O número total de Deputados. uma unidade da federação deve eleger no mínimo oito deputados. Ver CF/88. O art. art. 3) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Enquanto o mandato de um deputado federal corresponde a uma única legislatura. eleitos segundo o princípio majoritário. Logo. art. para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados”. por um e dois terços. O número de deputados federais é proporcional à população de cada estado e do DF. Correta. § 1º. art. 412. Correta. art. Esse número não é quatro vezes superior ao número de Senadores que o mesmo estado vai eleger (três).PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 1) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Os deputados federais e os senadores são eleitos nos estados e no Distrito Federal. Ver CF/88. 45. § 1º e § 2º. procedendo-se aos ajustes necessários. Ver RISF. no ano anterior às eleições. § 1º. será estabelecido por lei complementar. É o que determina a CF/88. IV. Errada. que equivale a duas legislaturas consecutivas. 4) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. com mandato de oito anos. bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal. 46. Correta. 5) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Não constitui princípio básico do processo legislativo: (A) a nulidade de qualquer decisão que contrarie norma regimental. (B) a preservação dos direitos das minorias. Correta. O mandato do Senador é de oito anos. 2) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Nos estados com o número mínimo de cadeiras na Câmara dos Deputados. proporcionalmente à população. um senador é eleito para um mandato de duas legislaturas consecutivas.

Correta. art. RISF. 412. (E) se apenas a afirmativa II estiver correta. Gabarito: Letra “D” 6) FGV/SF/Técnico Legislativo/2008: Analise as afirmativas a seguir. 412. (C) se apenas a afirmativa I estiver correta. art. Deve observar-se o princípio da ampla negociação política por meio dos procedimentos regimentais previstos. Errada. Entre os princípios. com exceção dos casos específicos previstos no Regimento. 412. II. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. É o que dispõe o RISF. art. Correta. Ver RISF. art. destaca-se aquele segundo o qual a norma geral prevalece sobre a especial. 412. X. IX. Segundo o art. ocorre a prevalência de norma especial sobre a geral. (D) a análise valorativa do conteúdo das leis e do procedimento de sua elaboração. (C) a impossibilidade de tomada de decisões sem a observância do quórum regimental estabelecido. III. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. Gabarito: Letra “B” 43 . Correta. Correta. XIII. Errada. Ver RISF. VII. A análise valorativa do conteúdo das leis e do procedimento de sua elaboração não consta da relação de princípios constantes no RISF. 412. (D) se apenas a afirmativa III estiver correta. art. 412. no que diz respeito aos princípios do processo legislativo no Senado: I.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Correta. (E) a publicidade das decisões tomadas. V. art. XII. ressalvadas as competências específicas fixadas no Regimento do Senado. Ver RISF. Constitui princípio a decisão colegiada. 412.

Emenda à Constituição não vai à sanção. I. sendo promulgada diretamente pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional (CF/88. conforme prevê a Constituição. o sancione. sob pena de concordância tácita. § 3.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 7) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A proposta de emenda constitucional deve ser discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional. § 3. 60. Errada. A casa na qual tenha sido concluída a votação deve enviar o projeto de emenda ao presidente da República. Correta. sendo promulgada diretamente pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional (CF/88.o). As emendas constitucionais são promulgadas diretamente pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional (CF/88. 60. 10) Cespe/STF/Técnico/2008: Prescinde de sanção do presidente da República emenda constitucional que tenha sido regularmente aprovada no Congresso Nacional. 11) Cespe/STF/Analista/2008: As emendas à CF/88 devem ser sancionadas pelo presidente da República em até 15 dias úteis. Errada. três quintos dos votos dos respectivos membros. 8) Cespe/MPE-RN/Promotor/2009: A proposta de emenda constitucional deve ser discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional em dois turnos. Não passam pela sanção presidencial. considerando-se aprovada. e será considerada aprovada se obtiver. pois a CF/88 confere a ambas as casas o poder de iniciativa legislativa. art. Correta. § 3.o). em ambos. 60. se obtiver. Errada. art. 60. aquiescendo. em ambos. art. § 3. 60.o). 44 . Emenda à Constituição não vai à sanção. 9) Cespe/STF/Técnico/2008: O início da tramitação de proposta de emenda constitucional cabe tanto ao Senado Federal quanto à Câmara dos Deputados. De novo! Emenda à Constituição não vai à sanção. art. em dois turnos. sendo promulgada diretamente pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional (CF/88. art. três quintos dos votos dos respectivos membros e for promulgada após a respectiva sanção presidencial. para que este.o).

as leis delegadas são de iniciativa do Presidente da República. Correta. 45 . 13) Cespe/MPE-RN /Promotor/2009: A iniciativa das leis delegadas cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. 14) Cespe/MPE-RN/Promotor/2009: A Constituição Federal possui um regime em que organiza a iniciativa das leis. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. IV. 16) ESAF/MPOG/APO/2010: O projeto de lei de iniciativa popular com assinaturas de 1% (um por cento) de eleitores distribuídos pela maioria absoluta dos estadosmembros pode veicular matéria reservada a lei complementar. Nessa hipótese a PEC poderá começar a tramitar pelo Senado (RISF. demanda mais da metade das assembleias legislativas estaduais. pode-se afirmar que há iniciativa concorrente entre o Presidente da República. Conforme art. comissões ou órgãos para determinados assuntos. significando que confere legitimidade concorrente ou exclusiva a pessoas. mas tal ato legislativo deve necessariamente ir à sanção do Presidente da República. 51. art. e não pela maioria absoluta deles (CF/88. é necessário que as assinaturas estejam distribuídas por pelo menos cinco Estados-membros. Nessa linha. nesse caso.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 12) Cespe/MPE-RN /Promotor/2009: A CF/88 pode ser emendada por proposta de assembleia legislativa de uma ou mais unidades da Federação. quando o tema é atinente ao Estatuto da Magistratura. 15) ESAF/MPOG/APO/2010: A Câmara dos Deputados tem iniciativa privativa de lei para fixação da remuneração de seus servidores. 68 da CF/88. Errada. na forma e nos casos previstos na CF/88. Tal poder de iniciativa pertence apenas ao Presidente do STF. A iniciativa de Proposta de Emenda à Constituição. Conforme dispõe a Constituição. o Presidente do STF e o Presidente do Congresso Nacional. art. Errada. que solicita a delegação ao Congresso Nacional. Lei complementar admite iniciativa popular (lembrem da recente Lei da Ficha Limpa – Lei Complementar 135/2010). no entanto. 61. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. 212). § 2o). art. Errada. Errada.

no mínimo. art. quinze estados. independentemente de sanção ou veto do presidente da República. art. que pode ser exercida pela apresentação. 10% dos eleitores de qualquer estado da Federação. 19) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional com alterações é transformada em projeto de lei de conversão e deve ser promulgada pelo presidente do Senado. § 2º). conforme dispõe a CF/88. Errada. Errada. § 2º. no mínimo. Além disso. distribuído por. § 2. quando relativa à apresentação de propostas de emenda à CF. As assinaturas devem estar distribuídas por pelo menos 1% do eleitorado nacional. 20) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A CF/88 prevê a hipótese de iniciativa popular. distribuído por no mínimo cinco Estados-membros. Trata-se da lei de iniciativa popular. um por cento do eleitorado nacional. como afirma a questão (CF/88. 21) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Para a participação popular no processo legislativo. à Câmara dos Deputados. não está prevista de forma expressa na CF/88. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. Se foi transformada em Projeto de Lei de Conversão. pelo menos. e cinco décimos de eleitores por estado.o). tal projeto deve preencher os seguintes requisitos: subscrição de cinco por cento do eleitorado nacional. 61. 61. Errada. art. Errada. é porque foi modificada durante o processo legislativo. 61.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 17) FGV/SF/Técnico Legislativo/2008: O processo legislativo confere aos cidadãos poder de iniciar o processo legislativo. Errada. A sanção presidencial em Medida Provisória só é dispensada caso ela seja aprovada pelo Legislativo sem qualquer alteração. distribuído pelo menos por cinco Estados. O projeto de lei de iniciativa popular é apresentado à Câmara dos Deputados. Embora a iniciativa popular para apresentação de proposta de emenda constitucional seja aceita por parte da doutrina. 61. 46 . 18) ESAF/MPOG/EPPGG/2010: A iniciativa popular deve ser exercida pela apresentação ao Presidente da República de projeto de lei subscrito por. O projeto deve conter a assinatura de pelo menos 1% do eleitorado nacional (CF/88. Consoante o texto constitucional. e não 3%. § 2º). de projeto de lei subscrito por. com pelo menos três décimos por cento dos eleitores em cada um deles (CF/88. a iniciativa popular demanda assinatura de 1% do eleitorado. exige-se que 3% do eleitorado subscrevam a proposta. art.

47 . de sanção presidencial. desde que a proposta seja feita por mais da metade do total das assembleias legislativas e por maioria relativa dos membros de cada uma delas. será iniciada no Senado Federal. 49. alteração e consolidação das leis. 59). 60. (CF/88.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 22) Cespe/Bacen/Procurador/2009: As assembleias legislativas estaduais podem propor emendas à Constituição Federal. sendo fixados por meio de Decreto Legislativo. Errada. Errada. É uma lei complementar que vai dispor sobre essa matéria. portanto. conforme parágrafo único do artigo 59 da CF/88. art. emenda constitucional disporá sobre a elaboração. A fixação dos subsídios do Presidente e do VicePresidente da República e dos Ministros de Estado é competência do Congresso Nacional. dentro do modelo bicameral. art. Errada. art. 64). não havendo necessidade de que a norma seja sancionada pelo presidente da República. atos normativos primários. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. Correta (CF/88. não precisando. 23) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Compete ao Congresso Nacional fixar os subsídios dos ministros de Estado. As resoluções retiram seu fundamento de validade diretamente da Constituição (CF/88. VIII). A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados (CF/88. portanto. 24) Cespe/TRT1/Técnico/2008: A tramitação de projetos de lei de iniciativa do STF. São. 26) Cespe/Bacen/Procurador/2009: As resoluções constituem atos normativos secundários que dispõem acerca da regulação de determinadas matérias do Congresso Nacional não inseridas no âmbito de incidência dos decretos legislativos e da lei. 25) Cespe/TCE-AC/Analista/2007: Segundo a CF/88. Correta. redação. art. III). A iniciativa de PEC nesse caso demanda mais da metade das assembleias legislativas estaduais.

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27) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Na sessão legislativa extraordinária, o
Congresso Nacional delibera, além da matéria para a qual foi convocado e das
medidas provisórias em vigor na data da convocação, a respeito dos projetos de lei
complementar em regime de urgência.
Errada. A exceção constitucional trata apenas das Medidas Provisórias (CF/88, art.
57, § 6º e 7.o). Não inclui projetos em regime de urgência.
28) Cespe/DPU/Analista/2009: O procurador-geral da República tem competência
para propor projeto de lei ordinária ou complementar.
Correta, segundo a CF/88, art. 61, caput: A iniciativa das leis complementares
e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo
Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos
cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
29) Cespe/DPU/Analista/2009: A sanção de lei pelo governador supre eventual vício
de iniciativa do projeto.
Errada. A sanção não convalida vício de iniciativa.
30) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: No sistema bicameral atuam ambas as Casas
Legislativas no processo de formação da lei, cabendo a iniciativa a parlamentares,
órgãos legislativos, cidadãos, órgãos do executivo, do Judiciário e do Ministério
Público. Assim, sendo a lei de conteúdo estruturador da organização judiciária dos
Territórios, tal iniciativa é conferida ao Presidente:
(A) do Supremo Tribunal Federal.
(B) da República.
(C) do Senado Federal.
(D) da Câmara dos Deputados.
(E) do Congresso Nacional.
Tal lei é de iniciativa do Presidente da República (CF/88, art. 61, § 1º , “b”).
Gabarito: Letra “B”.

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31) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: As normas regimentais do Senado Federal,
em consonância com as regras inscritas na Constituição Federal, impõem a
realização de determinados atos mediante a obediência a quórum específico. Diante
de tal situação, avalie as afirmativas abaixo:
I. Regra geral, as deliberações são tomadas por maioria simples, presentes trinta
por cento dos parlamentares da Casa.
Errada. O quórum mínimo de presentes para iniciar deliberações é a maioria
absoluta – 41 Senadores. (CF/88, art. 47)
II. O quórum mínimo de presença para deliberação é da maioria absoluta dos
parlamentares e as votações, salvo casos especiais, por maioria simples.
Correta. É o que prevê a Constituição em seu artigo Art. 47: “Salvo disposição
constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões
serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus
membros”.
III. Em caso de emendas constitucionais o quórum de votação deve corresponder a
três quintos dos Senadores.
Correta. Ver CF/88, art. 60, § 2º. Não esquecer que essa votação se dá em dois
turnos.
IV. Lei complementar, lei ordinária e lei delegada devem ter quórum de maioria
absoluta. Errada. Dos três casos citados, apenas a lei complementar exige quórum
de maioria absoluta para votação. (CF/88, art. 69).
V. Medida Provisória deve ser votada por maioria simples.
Correta. Não há previsão constitucional ou regimental para seu quórum de votação.
Vale a maioria simples.
Estão corretas as afirmativas:
(A) II, III e V.
(B) I, III e IV.
(C) II, IV e V.
(D) I, II e V.
(E) I, II e III.
Gabarito: Letra “A”.

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32) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: O projeto de lei que tenha sido aprovado nas
duas casas legislativas será encaminhado ao Presidente da República para sanção.
Se o chefe do Poder Executivo considerar o projeto inconstitucional ou contrário ao
interesse público, vetá-lo-á, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do
recebimento.
Correta. É o que prevê a CF/88, art. 66, § 1º.
33) FGV/SF/Advogado/2008: A Constituição proíbe o veto parcial do projeto, em
razão do risco de desvirtuamento decorrente da supressão de apenas alguns artigos
da lei aprovada.
Errada. O veto parcial é permitido, mas apenas em relação a trecho integral de
artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. CF/88, art. 66, § 2º.
34) FGV/SF/Advogado/2008: O veto poderá ser derrubado em sessão conjunta das
casas legislativas, pelo voto secreto da maioria absoluta dos Deputados e
Senadores.
Correta. CF/88, art. 66, § 4º: “O veto será apreciado em sessão conjunta, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores,
em escrutínio secreto”.
35) FGV/SF/Advogado/2008: Podem apresentar proposta de emenda à Constituição
Federal: o Presidente da República; um terço, no mínimo, dos membros da Câmara
dos Deputados ou do Senado Federal; e mais da metade das Assembleias
Legislativas das unidades de federação, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros.
Correta. Ver CF/88, art. 60, I, II e III.
36) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002 (adaptada): No Senado, o projeto de
resolução é a modalidade indicada para propor a criação de uma nova comissão
permanente na estrutura dessa Casa legislativa.
Correta. A criação de uma nova comissão permanente implica em alteração no
Regimento Interno do Senado. Tal modificação deve ser proposta na forma de um
projeto de resolução.
37) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002 (adaptada): O projeto de resolução do
Senado é a modalidade indicada para propor que essa Casa, em todas as hipóteses,
deixe de realizar sessões secretas.
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fato que precisa ser comunicado à Mesa pelos líderes (RISF. caput). 65. A quantidade mínima necessária para constituir um bloco parlamentar é um décimo da composição do Senado (RISF. 65. A minoria não pode indicar líder. caso possuindo maioria absoluta. 65. art. Há hipóteses de realização de sessão secreta por determinação constitucional. III. avalie as afirmativas a seguir: I. (RISF. Correta. II. Como vimos. por exemplo. Sobre tal tema. III e IV estiverem corretas. Errada. (RISF. em relação ao Governo. poderão indicar líder da minoria no Congresso Nacional. Tal dispositivo só pode ser modificado por meio de Proposta de Emenda à Constituição. art. II e V estiverem corretas. art. V. (D) se somente as afirmativas II. um décimo dos Senadores. IV e V estiverem corretas. 4º. 51 . art. Gabarito: Letra “E”. Se um partido ou bloco possuir maioria absoluta da Casa. 61.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Errada. II e III estiverem corretas. 38) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: O Regimento Interno do Senado estabelece as regras de convivência entre maioria e minoria parlamentar. Cabe às representações partidárias organizar os blocos parlamentares e. art. (B) se somente as afirmativas II. Correta. posição diversa da maioria. Errada. comunicar tal situação à Mesa Diretora. § 5º). constituirá a maioria. Se a maioria absoluta não for alcançada por nenhum partido ou bloco. pelo menos. como a apreciação de chefes de missão diplomática. A minoria no Congresso Nacional é formada pelas duas maiores bancadas no Senado e na Câmara que tiverem posição divergente da maioria (RCCN. complementado por regras do Regimento Comum. tanto a maioria quanto a minoria podem indicar líderes. § 3º). será considerado maioria aquele com maior número de representantes. as figuras do Líder da maioria ou minoria serão substituídas pelos lideres partidários. IV. Não alcançada a maioria absoluta de um bloco ou representação partidária. § 3º). parágrafo único). Assinale: (A) se somente as afirmativas I. Correta. III e V estiverem corretas. As duas maiores bancadas do Senado Federal que manifestarem. (C) se somente as afirmativas I. (E) se somente as afirmativas I. Os blocos parlamentares no Senado devem ter.

Errada. em escrutínio secreto. art. Errada. presente a maioria da composição do Senado (RISF. Correta. extraordinárias e complementares. (RISF. exigida maioria de votos e presente a maioria da composição do Senado.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 39) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Em relação à Mesa do Senado. (E) assume a Presidência. Gabarito: Letra “B” 40) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Consoante os termos do Regimento Interno do Senado Federal. o Senador que tiver obtido a segunda posição na eleição anterior. é correto afirmar que: (A) cabe ao Primeiro-Secretário lavrar as atas das sessões secretas. No entanto. Cuidado! A reeleição é vedada para o período imediatamente subsequente (CF/88. art. e art. 57. § 4º. Nesse caso. 54. complementares e legais. 52 . art. 60). que por sua vez assina depois do Presidente. Errada. inclusive os Suplentes. Precisa da maioria de votos. quem assume a Presidência é o Senador mais idoso entre os presentes (RISF. 46. no art. (C) os seus membros serão eleitos para mandato de dois anos. (C) legais. (D) especiais. § 4. não deliberativas e especiais. pode votar como qualquer Senador. caput) (D) a eleição de seus membros será feita em votação ostensiva. É o que dispõe o RISF. Essa questão foi bem malandra e misturou tudo em um balaio de gatos! Quem lavra (confecciona) a ata da sessão secreta e faz a leitura é o SegundoSecretário. Errada. proceder-lhes a leitura e assiná-las depois do 2º Vice-Presidente. V. 51. Como vimos. as sessões podem ser: (A) deliberativas. não se achando presentes o Presidente e seus substitutos legais.o). ele assina a ata depois do Primeiro-Secretário. vedada a reeleição para os períodos subsequentes. (E) não deliberativas. art 59. 55) (B) o Presidente tem apenas voto de desempate nas votações ostensivas. mas. art. complementares e suplementares. (B) ordinárias. regulamentares e senatoriais. a eleição dos membros da Mesa é secreta. combinado com RISF.

o Vice-Presidente da Câmara dos Deputados. art.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 As sessões podem ser deliberativas. Errada. uma vez aprovadas. a sessão conjunta do Congresso Nacional será presidida pelo primeiro vicepresidente da Câmara dos Deputados e. (D) declarar prejudicada conformidade regimental. o comando da questão estava equivocado. a Mesa do Congresso Nacional é formada pelos Membros da Mesa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados de modo alternado. 48. 65. 51). 53 . não-deliberativas ou especiais. estando ausente também este. O encaminhamento de papéis às comissões é atribuição do PrimeiroSecretário (RISF. Correta (RISF. art. Apenas uma das alternativas não consistia em atribuição do Presidente do Senado. Correta: o Presidente só vota em votação aberta em caso de desempate (RISF. 41) FGV/SF/Advogado/2008: Constitui atribuição do Presidente do Senado: (A) convocar e presidir as sessões conjuntas do Congresso Nacional. Correta (RISF. “legais” ou “suplementares”. não existem sessões “complementares”. sendo que as deliberativas se classificam em ordinárias e extraordinárias (RISF. na Correta (RISF. portanto. sendo sucedido pelo 2° Vice-Presidente do Senado Federal (CF/88. Ela foi anulada no gabarito final. proposição que assim deva ser considerada. Porém. (C) assinar as atas das sessões secretas. “senatoriais”. “regulamentares”. (E) desempatar as votações. 42) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Estando ausente o presidente do Senado Federal. pelo segundo vice-presidente do Senado Federal. Art. Conforme vimos. Art. Ausente o Presidente do Senado. Art. XII). 154). IX). (B) encaminhar os papéis distribuídos às comissões. § 5º). art. Gabarito: Letra “A”. quando ostensivas. art. assume. Correta. 54. IX). Como vocês perceberam. 48. 48. II).

Correta. juntamente com os presidentes das duas Casas do Congresso Nacional. o Regimento Interno da Câmara dos Deputados. solene. Primeiro é aplicado o Regimento do Senado e. 54 . § 3º). subsidiariamente. 151). 60. art. art. Mesa do Senado Federal e Mesa do Congresso Nacional. 65). art. após a prestação dos compromissos. São três órgãos distintos: Mesa da Câmara dos Deputados. aplicar-se-á às sessões conjuntas. V. do Congresso Nacional. 46) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Quando o Regimento Comum do Congresso Nacional for omisso. e o do Senado Federal. e 166. aplica-se o Regimento da Câmara dos Deputados (RCCN.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 43) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: A Mesa do Congresso Nacional promulga as emendas à Constituição em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Errada. art. II. Quem promulga emenda constitucional é a Mesa da Câmara dos Deputados. Os Presidentes das duas Casas do Congresso Nacional não assinam o termo de posse (RCCN. em caso de também haver omissão. segundo CF/88. juntamente com a Mesa do Senado Federal (CF/88. 48. Errada. combinado com o RCCN. assinarão o termo de posse. 1°. em seguida. em primeiro lugar. quando. arts. 44) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Projetos de lei a respeito de matéria orçamentária e vetos do presidente da República a projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional são matérias apreciadas em sessão conjunta. Errada. 45) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: O presidente e o vice-presidente da República eleitos tomam posse em sessão conjunta.

6) FGV/SF/Técnico Legislativo/2008: Analise as afirmativas a seguir. com exceção dos casos específicos previstos no Regimento.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 LISTA DE QUESTÕES DESTA AULA 1) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Os deputados federais e os senadores são eleitos nos estados e no Distrito Federal. 3) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Enquanto o mandato de um deputado federal corresponde a uma única legislatura. Cada Estado e Distrito Federal elegerão três Senadores. ressalvadas as competências específicas fixadas no Regimento do Senado. um senador é eleito para um mandato de duas legislaturas consecutivas. com mandato de oito anos. 55 . O número de deputados federais é proporcional à população de cada estado e do DF. 5) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Não constitui princípio básico do processo legislativo: (A) a nulidade de qualquer decisão que contrarie norma regimental. (D) a análise valorativa do conteúdo das leis e do procedimento de sua elaboração. eleitos segundo o princípio majoritário. Constitui princípio a decisão colegiada. A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos. por um e dois terços. (C) a impossibilidade de tomada de decisões sem a observância do quórum regimental estabelecido. no que diz respeito aos princípios do processo legislativo no Senado: I. (E) a publicidade das decisões tomadas. (B) a preservação dos direitos das minorias. 2) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Nos estados com o número mínimo de cadeiras na Câmara dos Deputados. alternadamente. mas o número de senadores é o mesmo em qualquer dos estados e no DF. 4) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. serão eleitos deputados federais em número quatro vezes superior ao de senadores a serem eleitos por essas mesmas unidades da Federação.

em dois turnos. sob pena de concordância tácita. A casa na qual tenha sido concluída a votação deve enviar o projeto de emenda ao presidente da República. se obtiver. o sancione. em ambos. 7) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A proposta de emenda constitucional deve ser discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional. e será considerada aprovada se obtiver. em ambos. 8) Cespe/MPE-RN/Promotor/2009: A proposta de emenda constitucional deve ser discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional em dois turnos. (C) se apenas a afirmativa I estiver correta. três quintos dos votos dos respectivos membros e for promulgada após a respectiva sanção presidencial. (D) se apenas a afirmativa III estiver correta. (E) se apenas a afirmativa II estiver correta.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 II. Deve observar-se o princípio da ampla negociação política por meio dos procedimentos regimentais previstos. 11) Cespe/STF/Analista/2008: As emendas à CF/88 devem ser sancionadas pelo presidente da República em até 15 dias úteis. considerando-se aprovada. três quintos dos votos dos respectivos membros. destaca-se aquele segundo o qual a norma geral prevalece sobre a especial. pois a CF/88 confere a ambas as casas o poder de iniciativa legislativa. 9) Cespe/STF/Técnico/2008: O início da tramitação de proposta de emenda constitucional cabe tanto ao Senado Federal quanto à Câmara dos Deputados. 56 . Entre os princípios. III. aquiescendo. Assinale: (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. 10) Cespe/STF/Técnico/2008: Prescinde de sanção do presidente da República emenda constitucional que tenha sido regularmente aprovada no Congresso Nacional. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. para que este.

significando que confere legitimidade concorrente ou exclusiva a pessoas. distribuído por. quando o tema é atinente ao Estatuto da Magistratura. 57 . Trata-se da lei de iniciativa popular. tal projeto deve preencher os seguintes requisitos: subscrição de cinco por cento do eleitorado nacional.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 12) Cespe/MPE-RN /Promotor/2009: A CF/88 pode ser emendada por proposta de assembleia legislativa de uma ou mais unidades da Federação. o Presidente do STF e o Presidente do Congresso Nacional. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. 16) ESAF/MPOG/APO/2010: O projeto de lei de iniciativa popular com assinaturas de 1% (um por cento) de eleitores distribuídos pela maioria absoluta dos estadosmembros pode veicular matéria reservada a lei complementar. na forma e nos casos previstos na CF/88. e cinco décimos de eleitores por estado. pelo menos. comissões ou órgãos para determinados assuntos. 13) Cespe/MPE-RN /Promotor/2009: A iniciativa das leis delegadas cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. 14) Cespe/MPE-RN/Promotor/2009: A Constituição Federal possui um regime em que organiza a iniciativa das leis. Consoante o texto constitucional. distribuído pelo menos por cinco Estados. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. pode-se afirmar que há iniciativa concorrente entre o Presidente da República. quinze estados. um por cento do eleitorado nacional. 17) FGV/SF/Técnico Legislativo/2008: O processo legislativo confere aos cidadãos poder de iniciar o processo legislativo. no mínimo. mas tal ato legislativo deve necessariamente ir à sanção do Presidente da República. 18) ESAF/MPOG/EPPGG/2010: A iniciativa popular deve ser exercida pela apresentação ao Presidente da República de projeto de lei subscrito por. 15) ESAF/MPOG/APO/2010: A Câmara dos Deputados tem iniciativa privativa de lei para fixação da remuneração de seus servidores. Nessa linha.

no mínimo. redação. 24) Cespe/TRT1/Técnico/2008: A tramitação de projetos de lei de iniciativa do STF. 23) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Compete ao Congresso Nacional fixar os subsídios dos ministros de Estado. 20) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A CF/88 prevê a hipótese de iniciativa popular. independentemente de sanção ou veto do presidente da República. emenda constitucional disporá sobre a elaboração.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 19) Cespe/Bacen/Procurador/2009: A medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional com alterações é transformada em projeto de lei de conversão e deve ser promulgada pelo presidente do Senado. 26) Cespe/Bacen/Procurador/2009: As resoluções constituem atos normativos secundários que dispõem acerca da regulação de determinadas matérias do Congresso Nacional não inseridas no âmbito de incidência dos decretos legislativos e da lei. será iniciada no Senado Federal. alteração e consolidação das leis. à Câmara dos Deputados. não havendo necessidade de que a norma seja sancionada pelo presidente da República. desde que a proposta seja feita por mais da metade do total das assembleias legislativas e por maioria relativa dos membros de cada uma delas. 25) Cespe/TCE-AC/Analista/2007: Segundo a CF/88. 22) Cespe/Bacen/Procurador/2009: As assembleias legislativas estaduais podem propor emendas à Constituição Federal. 10% dos eleitores de qualquer estado da Federação. exige-se que 3% do eleitorado subscrevam a proposta. dentro do modelo bicameral. 21) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Para a participação popular no processo legislativo. de projeto de lei subscrito por. 58 . que pode ser exercida pela apresentação. quando relativa à apresentação de propostas de emenda à CF.

II. Lei complementar. III. (B) da República. impõem a realização de determinados atos mediante a obediência a quórum específico. IV. O quórum mínimo de presença para deliberação é da maioria absoluta dos parlamentares e as votações. do Judiciário e do Ministério Público. órgãos legislativos. as deliberações são tomadas por maioria simples.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 27) Cespe/Bacen/Procurador/2009: Na sessão legislativa extraordinária. 29) Cespe/DPU/Analista/2009: A sanção de lei pelo governador supre eventual vício de iniciativa do projeto. Assim. por maioria simples. Medida Provisória deve ser votada por maioria simples. o Congresso Nacional delibera. cabendo a iniciativa a parlamentares. 28) Cespe/DPU/Analista/2009: O procurador-geral da República tem competência para propor projeto de lei ordinária ou complementar. (E) do Congresso Nacional. lei ordinária e lei delegada devem ter quórum de maioria absoluta. 31) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: As normas regimentais do Senado Federal. 30) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: No sistema bicameral atuam ambas as Casas Legislativas no processo de formação da lei. avalie as afirmativas abaixo: I. além da matéria para a qual foi convocado e das medidas provisórias em vigor na data da convocação. tal iniciativa é conferida ao Presidente: (A) do Supremo Tribunal Federal. Diante de tal situação. (D) da Câmara dos Deputados. Em caso de emendas constitucionais o quórum de votação deve corresponder a três quintos dos Senadores. a respeito dos projetos de lei complementar em regime de urgência. presentes trinta por cento dos parlamentares da Casa. cidadãos. em consonância com as regras inscritas na Constituição Federal. Regra geral. V. órgãos do executivo. 59 . salvo casos especiais. sendo a lei de conteúdo estruturador da organização judiciária dos Territórios. (C) do Senado Federal.

III e V. 32) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: O projeto de lei que tenha sido aprovado nas duas casas legislativas será encaminhado ao Presidente da República para sanção. deixe de realizar sessões secretas. 60 . II e III. (B) I. (E) I. (C) II. IV e V. 33) FGV/SF/Advogado/2008: A Constituição proíbe o veto parcial do projeto. em todas as hipóteses. 35) FGV/SF/Advogado/2008: Podem apresentar proposta de emenda à Constituição Federal: o Presidente da República. contados da data do recebimento. II e V. III e IV. em razão do risco de desvirtuamento decorrente da supressão de apenas alguns artigos da lei aprovada. vetá-lo-á. um terço. (D) I. 36) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002 (adaptada): No Senado.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 Estão corretas as afirmativas: (A) II. e mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades de federação. no mínimo. cada uma delas. 37) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002 (adaptada): O projeto de resolução do Senado é a modalidade indicada para propor que essa Casa. Se o chefe do Poder Executivo considerar o projeto inconstitucional ou contrário ao interesse público. o projeto de resolução é a modalidade indicada para propor a criação de uma nova comissão permanente na estrutura dessa Casa legislativa. pela maioria relativa de seus membros. manifestando-se. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. 34) FGV/SF/Advogado/2008: O veto poderá ser derrubado em sessão conjunta das casas legislativas. pelo voto secreto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. no prazo de quinze dias úteis.

as figuras do Líder da maioria ou minoria serão substituídas pelos lideres partidários. é correto afirmar que: (A) cabe ao Primeiro-Secretário lavrar as atas das sessões secretas. mas. (C) os seus membros serão eleitos para mandato de dois anos. II e III estiverem corretas. vedada a reeleição para os períodos subsequentes. poderão indicar líder da minoria no Congresso Nacional. Cabe às representações partidárias organizar os blocos parlamentares e. (E) assume a Presidência.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 38) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: O Regimento Interno do Senado estabelece as regras de convivência entre maioria e minoria parlamentar. complementado por regras do Regimento Comum. proceder-lhes a leitura e assiná-las depois do 2º Vice-Presidente. (E) se somente as afirmativas I. IV e V estiverem corretas. A minoria não pode indicar líder. 61 . (C) se somente as afirmativas I. pode votar como qualquer Senador. pelo menos. não se achando presentes o Presidente e seus substitutos legais. caso possuindo maioria absoluta. comunicar tal situação à Mesa Diretora. em escrutínio secreto. (B) se somente as afirmativas II. um décimo dos Senadores. Assinale: (A) se somente as afirmativas I. o Senador que tiver obtido a segunda posição na eleição anterior. (D) a eleição de seus membros será feita em votação ostensiva. III. 39) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Em relação à Mesa do Senado. III e IV estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II. Os blocos parlamentares no Senado devem ter. As duas maiores bancadas do Senado Federal que manifestarem. em relação ao Governo. III e V estiverem corretas. Não alcançada a maioria absoluta de um bloco ou representação partidária. Sobre tal tema. (B) o Presidente tem apenas voto de desempate nas votações ostensivas. V. II e V estiverem corretas. posição diversa da maioria. IV. avalie as afirmativas a seguir: I. inclusive os Suplentes. II. exigida maioria de votos e presente a maioria da composição do Senado.

41) FGV/SF/Advogado/2008: Constitui atribuição do Presidente do Senado: (A) convocar e presidir as sessões conjuntas do Congresso Nacional. pelo segundo vice-presidente do Senado Federal. na (E) desempatar as votações. 43) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: A Mesa do Congresso Nacional promulga as emendas à Constituição em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. (E) não deliberativas. juntamente com os presidentes das duas Casas do Congresso Nacional. (B) encaminhar os papéis distribuídos às comissões. assinarão o termo de posse. quando. regulamentares e senatoriais. estando ausente também este.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 40) FGV/SF/Analista Legislativo/2008: Consoante os termos do Regimento Interno do Senado Federal. 42) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Estando ausente o presidente do Senado Federal. quando ostensivas. uma vez aprovadas. do Congresso Nacional. proposição que assim deva ser considerada. não deliberativas e especiais. complementares e suplementares. complementares e legais. (D) declarar prejudicada conformidade regimental. após a prestação dos compromissos. (D) especiais. (B) ordinárias. as sessões podem ser: (A) deliberativas. (C) assinar as atas das sessões secretas. 44) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Projetos de lei a respeito de matéria orçamentária e vetos do presidente da República a projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional são matérias apreciadas em sessão conjunta. a sessão conjunta do Congresso Nacional será presidida pelo primeiro vicepresidente da Câmara dos Deputados e. 62 . (C) legais. 45) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: O presidente e o vice-presidente da República eleitos tomam posse em sessão conjunta. extraordinárias e complementares. solene.

subsidiariamente. o Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Gabarito: 1C 2E 3C 4C 5D 6B 7E 8E 9C 10C 11E 12E 13E 14E 15C 16E 17E 18E 19E 20E 21E 22C 23C 24E 25E 26E 27E 28C 29E 30B 31A 32C 33E 34C 35C 36C 37E 38E 39B 40A 41X 42C 43E 44C 45E 46E 63 . e o do Senado Federal.PROCESSO LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL 2010 LUCIANO OLIVEIRA AULA 00 46) Cespe/CD/Analista Legislativo/2002: Quando o Regimento Comum do Congresso Nacional for omisso. aplicar-se-á às sessões conjuntas. em seguida. em primeiro lugar.