UNIVERSIDAD DO VALE DO ITAJAÍ

CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
PROFESSORA: MÁRCIA APARECIDA MIRANDA DE OLIVEIRA
ALUNO: NICOLÁS ANDRÉS NÚÑEZ YOSHIKAWA

RESUMO SOBRE O TEXTO “DIFERENÇA, DESVIO, PRECONCEITO E
ESTIGMA: A QUESTÃO DA DEFICIÊNCIA” POR VALDELÚCIA ALVES DA
COSTA

Falar sobre o conceito da deficiência é complexo, pois, ela é um conceito que implica
preconceito e estigma. Tradicionalmente, e como diz VELHO (1985), o problema da
deficiência se tem remetido às visões da perspectiva patológica, e mais, o individuo
desviante tem sido julgado a partir da visão medica que distingue à gente “saudável” da
“não saudável” (COSTA, 2000, pag.1).
Mas, o que é o que nós falamos quando falamos de deficiência? Desde o sentido que
aquele trabalho refere, deficiência refere ao sentido corporal, ao corpo que presenta a
ausência de algo (no caso do texto essa deficiência é a deficiência visual). Embora, para
AMARAL, “(...) do ponto de vista biológico, o desvio está presente no corpo quando há
falta ou excesso de alguma coisa” (COSTA, 2000, Pag.2).
O desvio é uma produção humana que se reflete na dialética das relações sociais. Isto
acontece porque a sociedade estabelece os meios de categorizar as pessoas e o total de
atributos considerados como comuns e naturais para os membros dessas categorias, tal
como diz GOFFMAN (COSTA, 2000, pag.2). O anterior, também produz estigma na
população deficiente, pois, os indivíduos estão inabilitados para a aceitação social e
promove uma generalização e desumanização do portador da deficiência.
A inabilitação da aceitação social acontece nas situações de desvantagem, pois, assim,
aquela pessoa, com alguma deficiência em relação aos demais membros do seu grupo,
adquire a condição de desequilíbrio ou “anormalidade”. A situação anterior, leva à
autora a propor dois conceitos interessantes que permitem compreender cómo opera o
déficit na vida cotidiana.

Segundo Amaral (1992, 9), se pode distinguir entre dos tipos de deficiências, a
deficiência primária e a deficiência secundária. A deficiência primária é aquela que
engloba o impedimento, dano, ou anormalidade de estrutura ou função. Quanto a
deficiência secundária refere-se a aquela não inerente necessariamente à diferença em
si, mas ligada também à leitura social feita dessa diferença, e têm implicações que
incluem significações afetivas, emocionais, intelectuais que o grupo atribui a aquela
diferença. Então, assim, podemos observar que a deficiência secundária é a principal
causa do impedimento do indivíduo na sociedade, pois aprisiona-lo em um rol que traz
consequências sociais pra ele, pois, sua “situação” ativa preconceito – atitudes
favoráveis ou desfavoráveis, positivas ou negativas, anterior a qualquer conhecimento –
que legitimam a exclusão (COSTA, 2000, Pag.4).
Ao sujeito deficiente a sociedade atribui-lhe o empobrecimento da razão e tende a
reduzi-lo, assim, o sujeito deficiente torna-se reduzido a essa deficiência, o que impede
(segundo os preconceitos, estereótipos e estigma) a exercer seu papel de individuo
dentro da sociedade.
Assim, também, na segunda parte do texto, a autora deixa um espaço para expor
fragmentos do livro do Marco Antonio de Queiroz, historiador e programador de
computadores de profissão, que escreveu seus depoimentos de como é viver com
deficiência visual. Esse recurso pedagógico permite descobrir como é vivida a
deficiência “desde adentro” e incluso permite dar conta de como os preconceitos e
estereótipos foram impressos e operam a nivel simbólico e afetivo ainda nele.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, Valdelúcia Alves da. Diferença, desvio, preconceito e estigma: a questão da
deficiência. 2000. Disponível em http: //www.geocities.com/baston_br/trabalho.doc