Jornal do Poste

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31 DE

OUTUBRO DE 2014 - SEXTA F. - PAG. 05 - Nº 52.810

Multas de trânsito ficarão até 900%
mais caras a partir de Sábado (01/11)
Mudança vai atingir ultrapassagens em local proibido ou
pelo acostamento e motoristas que fazem rachas. Tempo de
prisão em caso de crime de trânsito também aumenta
A partir de sábado, motoristas que
provocarem situações de risco no
trânsito estarão sujeitos a pagar mais
caro pelas infrações. Em alguns casos,
muito mais caro: o aumento no valor
das multas, determinado a partir da
sanção presidencial de uma lei que
altera 11 artigos do Código Brasileiro
de Trânsito, pode chegar a 900%.
Os artigos se referem, principalmente, a ultrapassagens em estradas e a
disputas de rachas. As mudanças, conforme o Departamento Nacional de
Trânsito (Denatran), podem resultar em mais segurança para motoristas e
pedestres, além de preservar a infraestrutura urbana.
Quem for flagrado ultrapassando pelo acostamento, por exemplo, em vez de
receber multa de R$ 127,69, como prevê a lei atual, vai passar a pagar R$ 957,70
– valor mais de sete vezes maior.
— O bolso é a parte mais sensível do ser humano, por isso há esperança de que a
nova lei reduza o número de ocorrências — afirma Rafael Roco de Araújo,
doutor em Engenharia com ênfase em Sistemas de Transportes e professor da
PUCRS.
Envolvidos em rachas ou corridas não autorizadas também estarão sujeitos a
penas mais duras. Atualmente, esses motoristas são condenados a, no máximo,
dois anos de reclusão. Com a nova lei, o tempo pode aumentar para seis anos,
caso haja lesão corporal, ou para 10, quando resultar em morte.
O projeto foi elaborado em 2007 pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSBRS) e sancionado em maio pela presidente Dilma Rousseff. As mortes por
acidentes de trânsito no Brasil aumentaram 41,7% em 10 anos, segundo o
Mapa da Violência 2013, divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latinoamericanos (Cebela).
— As multas estão defasadas há muito tempo. Exalto a maior severidade
principalmente em relação às ultrapassagens, que podem acabar em choques
frontais. Levando em conta a velocidade com que esses veículos transitam, quase
sempre há mortos ou, pelo menos, feridos — diz João Fortini Albano, professor
de Engenharia de Produção e Transportes da UFRGS.

Em caso de reincidência, a multa será dobrada
A nova lei ainda determina que, se houver reincidência, a multa será
reaplicada em dobro, podendo chegar a R$ 3.830,80.

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PENSAMENTO DO DIA:
“DEUS ME ENSINOU QUE O SILÊNCIO
TAMBÉM É RESPOSTA”
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Perfuração desenfreada de poços
pode agravar crise da água em
São Paulo
Corrida por uso de água subterrânea pode trazer riscos de
abastecimento futuro; especialistas criticam falta de
planejamento e controle do Estado sobre uso de aquíferos
A crise da água gerou uma corrida na perfuração de poços que pode ter ao menos
duas consequências sérias. Em primeiro lugar, a quantidade é insuficiente para o
tamanho da demanda. Além disso, há o risco de essa retirada interferir na vazão dos
rios que fornecem água para os sistemas Cantareira, Guarapiranga, Alto Tietê e outros.
“Já era um problema que estava acontecendo antes da crise hídrica no Estado e a gente
via descaso do Estado em regular e planejar esta questão. É uma coisa que não
aparece, né? Agora, com uma situação de corrida, vemos a situação como uma forma
caótica”, afirma o geólogo Reginaldo Bertolo, diretor do Cepas-USP.
Só na Região Metropolitana de São Paulo, estima-se cerca de 400 poços foram
construídos em 2014, segundo dados de Centro de Pesquisas de águas Subterrâneas da
Universidade de São Paulo (Cepas-USP). Os dados do Departamento de Águas e
Energia Elétrica (DAEE), que dá as outorgas para a criação de novos poços no Estado
de São Paulo, são mais modestos. Eles mostram que neste ano foram perfurados 39
poços na capital e outros 1.717 no restante do Estado. Até setembro de 2014 existiam
2.082 poços outorgados na capital e 27.312 em todo o estado

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