DIREITO

TRIBUTÁRIO
ESCOLA & CI@

www.escolaecia.com.br

Escola & Ci@

-

DIREITO TRIBUTÁRIO

-

www.escolaecia.com.br

TRIBUTOS: NATUREZA JURÍDICA; CONCEITO; CLASSIFICAÇÃO. ESPÉCIES DE
TRIBUTOS: IMPOSTOS; TAXAS; CONTRIBUIÇÕES; EMPRÉSTIMO
COMPULSÓRIO.
Nosso Sistema Tributário Nacional tem por natureza jurídica direito obrigacional, vez
que se refere à relação de crédito e débito decorrente de uma relação jurídica.
Destaca-se no pólo ativo os entes tributantes (pessoas jurídicas de direito público, o
Fisco, ou seja, União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e no pólo passivo, a
figura do contribuinte (pessoas físicas ou jurídicas). Caracterizada por possuir
princípios próprios não aplicáveis aos demais ramos da ciência jurídica e previsão em
valores e princípios constitucionais. Dessa forma, temos que, o Fisco impõe de
maneira compulsória, um sacrifício ao patrimônio do contribuinte, arrecadando valores
por intermédio dos tributos, conduzindo-os aos seus cofres.
Abordaremos parte deste ramo do direito, com o conceito doutrinário e normativo de
tributo, assim como suas espécies, demonstrando as divisões encontradas em nosso
ordenamento jurídico, com foco a Teoria Pentapartida.
Conceito de Tributo
A definição de tributo está normatizada no Código Tributário Nacional, em seu art. 3º
que dispõe, "Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada".
Todavia, a doutrina conceituava prevalecendo da coercitividade, ou seja, o Estado
exige de seus subordinados em virtude do seu poder de império. Ressalta-se que não
há mais interesse prático neste conceito, tendo em vista a disposição do CTN.
Analisando o conceito adequado de tributo conclui-se que é um dever fundamental,
consiste em prestação pecuniária (em dinheiro), não representa imposição de
penalidade, exigido de quem tenha realizado o fato descrito em lei de acordo com
competência específica outorgada pela Constituição e com o propósito de obter receita
para as necessidades públicas.
Ademais, alguns autores incluem o pagamento realizado até pelo trabalho humano,
controversas a parte, no momento em que o legislador prevê "...em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir", devemos interpretar por algo equivalente à moeda em
sentido literal da lei, stricto sensu.
Espécies de tributos
Para a classificação dos tributos existem pelo menos cinco teorias.
Em primeiro, a Teoria Bipartida classificam como espécies apenas os impostos e
taxas. Outra é a Teoria Tripartite, uma divisão mais clássica dos tributos em
conformidade com nossa Carta Magna, que prevê a instituição de impostos, taxas e
contribuições de melhoria.
Por outro lado, alguns doutrinadores entendem em conformidade com a Teoria
Quadripartida ou Tetrapartida, defendida por Luciano Amaro, as contribuições

2

Escola & Ci@

-

DIREITO TRIBUTÁRIO

-

www.escolaecia.com.br

especiais referidas nos arts. 149 e 149-A da CF/88 encontram-se inseridas nas
contribuições de melhoria, esta de interpretação em sentido amplo, portanto,
apresentando os impostos, taxas, contribuições de melhoria e empréstimos
compulsórios.
Há ainda, a Teoria Hexapartida incluindo uma sexta espécie, algumas doutrinas
defendem ser o pedágio, enquanto outras os serviços de iluminação.
Finalmente, a nosso ver a melhor classificação, é a Teoria Pentapartida que abrange
os impostos, taxas, contribuições de melhoria, os empréstimos compulsórios e
contribuições sociais, econômicas e profissionais, teoria de acordo com o
entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Impostos - arts. 16 a 76 do CTN.
Trata-se de espécie de tributo presente no art. 145, inc. I da CF/88, imposto é uma
cobrança rigorosa desvinculada de qualquer atuação do Estado, decretadas em
função do direito de império ("jus imperii") estatal. Seu fato gerador (aspecto material
que vincula uma obrigação ao tributo) é independente de qualquer atividade estatal
específica relativa ao contribuinte, definição disposta no art. 16 do CTN, representando
uma retirada da parcela de riqueza do particular (Princípio da Supremacia do Interesse
Público sobre o particular), em respeito a capacidade contributiva dos sujeitos
passivos.
É exigido de quem tenha realizado o fato descrito em lei, independentemente de
qualquer atividade do Estado em seu benefício, ou seja, os impostos se caracterizam
por serem de cobrança compulsória, obrigatória, e por não beneficiarem o contribuinte
sobre o fato gerador que o instituiu, calculada mediante a aplicação de uma alíquota
(percentual aplicado sobre um valor econômico) a uma base de cálculo (grandeza
econômica).
Embora nossa Carta Magna não tenha classificado explicitamente os impostos, a
doutrina costuma classificá-los em diretos e indiretos. Os impostos diretos incidem
sobre a pessoa que realiza o pagamento, são permanentes ou periódicos e a própria
Administração efetua o lançamento, por declaração ou avaliação. Já os indiretos
repercutem economicamente sobre terceira pessoa (contribuinte de fato), são
instantâneos e o seu lançamento opera por homologação, cabendo ao próprio
contribuinte de direito adiantar o seu pagamento.
Além disso, outra classificação é a que distingue entre impostos reais e pessoais.
Entende-se por reais os que se cobram em razão do patrimônio ou de considerações
objetivas e econômicas independentes da situação do devedor, enquanto que os
pessoais são aqueles que se instituem em função da pessoa do obrigado.
Por fim, podem ser fixos, proporcionais ou progressivos. Os fixos ou impostos de
alíquota fixa, são aqueles em que o montante a pagar é representado por uma quantia
predeterminada. O proporcional é aquele que mantém a mesma alíquota, qualquer
que seja o valor tributado. A progressão simples ocorre quando cada alíquota maior se
aplica por inteiro em cada matéria tributável e a progressão graduada é aquela em que
cada alíquota maior é calculada sobre a parcela do valor compreendia entre o limite
inferior e o superior.

3

de higiene. de municipais: IPTU. autoriza-se sua cobrança quando ocorre a valorização do imóvel. 4 . é vinculada à manutenção e desenvolvimento do próprio serviço prestado. Empréstimos Compulsórios .com.art.br Os impostos podem ser federais. decorrentes de calamidade pública. todavia. de estaduais: ITCMD. IR. 148. as situações excepcionais encontram-se normatizadas nos incisos I e II do art.escolaecia. bem como ter correlação ao custo da atividade prestada pelo Estado. conforme as determinações estabelecidas em lei. Já as taxas de serviços. CF/88. Taxas de polícia incidem sobre atos relativos à polícia de segurança. do exercício do poder de polícia ou prestação de serviço público específico e divisível. Contribuições de melhoria . em conseqüência de obras públicas. a taxa possui base de cálculo a ser definida na lei instituidora e deve ser diversa daquela determinada aos impostos. Na legislação tributária brasileira. taxa é uma quantia obrigatória em dinheiro paga em troca de algum serviço público fundamental (entendo enquadrarem nesta espécie o pedágio e o serviço de iluminação) ou para o exercício do poder de polícia oferecido diretamente pelo estado. Ressalta-se que. 81 e 82 do CTN. ICMS E IPVA.. Dispõe a doutrina dois entendimentos em relação ao conceito e fundamento de contribuições de melhoria. Taxas . Consiste na tomada compulsória de certa quantidade em dinheiro do contribuinte a título de "empréstimo". Tem por finalidade atender a situações excepcionais e somente pode ser instituído pela União. São exemplos de impostos federais: II.arts. É espécie tributária que tem como fato gerador custear obras públicas das quais decorrem em valorização de bens imóveis e tem como limite total da cobrança o custo da obra e limite individual. de guerra externa ou sua iminência e no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. saúde. fornecem a matéria sobre a qual incidirá a cobrança da taxa. 77 a 80 do CTN. É uma das formas de tributo vinculada a atuação estatal. Como os demais tributos. sendo elas: para atender a despesas extraordinárias. A primeira refere-se ao fato de considerar a realização da obra pela Administração Pública e o seu custo. de competência da Administração Direta. ITBI e ISS ou ISQN. IPI. 148 da Constituição Federal. b. ITR E IGF. IOF. etc. irredutível à obra pública. de costumes. corrente adotada pelo STF. III.arts.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. observado o disposto no art. que será resgatado em certo prazo. não se leva em conta a valorização do imóvel. Por outro lado. estaduais ou municipais. nada impede que seja tributada sobre serviços não essenciais. dispõe do duplo fundamento da cobrança: a valorização do imóvel e as despesas decorrentes "de obras públicas". IE. Por fim. 150. o que dá ensejo à cobrança é o serviço público essencial. dependem apenas deste.

Por isso. o uso das prerrogativas da Administração é legítimo se. estando subordinados ao interesse de todos. pois visam proteger o interesse coletivo. PODER DE POLÍCIA A Administração Pública possui poderes. Celso Antônio Bandeira de Mello (2003.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. CF. Nossa Carta Magna estabelece os seguintes tipos de contribuições: Contribuições Destinadas a Seguridade Social. não sendo uma faculdade da Administração. derivados dos princípios do Direito Administrativo. na conversão forçada. 149. Podemos englobar tais poderes em um. uma vez que não cabe à Administração Pública escolher se irá ou não exercê-los. Muito se discute a respeito da natureza jurídica das contribuições especiais.com. No presente estudo iremos nos ater apenas ao poder de polícia.escolaecia. porquanto nos Estados Democráticos o poder emana do povo e em seu proveito terá de ser exercido. mas em regime inflacionário devem ser indexados à correção monetária. interesses de outrem: a coletividade. para alguns se trata de impostos ou taxas. classificam em exações compulsórias tributárias e não tributárias. os decorrentes da hierarquia.br Classificam-se em dois grandes grupos: o dos empréstimos ostensivos. autênticos ou puros e o dos empréstimos mascarados. Esses poderes funcionam como instrumentos utilizados para efetivar. é tributo cujo resultado da arrecadação é destinado ao financiamento da seguridade social (assistência social. Os ostensivos podem ou não render juros. servindo-se de benefícios econômicos ou assistenciais. e o poder de polícia. Todos os poderes se concentram nele e dele derivam. Tais poderes são irrenunciáveis. Ele se subdivide em poder normativo. CF e as mencionadas no art. 149 e 149-A da CF/88. vale dizer. por fim os que entendem que não possuem natureza tributária.. É a espécie que dá origem a subespécies de poder. Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e Sociais "Genéricas". realizar as funções da Administração Pública. ou ao atendimento de interesses de classes profissionais ou categoria de pessoas. poder disciplinar. do povo. 195. ou seja. Cabe ressaltar que a denominação “poderes” deve ser entendida como “deverespoderes”. que viabilizam a sobreposição do interesse público sobre o interesse individual. Conceitualmente. Subdividem-se em duas espécies. Os mascarados aparecem na capitalização compulsória. para outros é mero imposto com destinação específica e. p. etc. previdência social e saúde). senão vejamos: quem exerce “função administrativa” está adscrito a satisfazer interesses públicos. previstas no art.arts. de programas que impliquem intervenção no domínio econômico.62) explicita de forma clara indisponibilidade de tais poderes. Contribuições especiais (ou Parafiscais) . ocultos ou dissimulados. 5 . nas antecipações arbitrárias dos impostos. denominando-os “Poder instrumental”. quando e na medida indispensável ao atendimento dos interesse públicos.

a propriedade pública e particular e o bem-estar coletivo. Dentre os direitos individuais elencados no art. Nosso Código Tributário Nacional define o poder de polícia. pode o Estado utilizar o seu poder de polícia para protegê-lo. em razão de interesse público concernente à segurança.com. Parágrafo único: Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. mas o seu exercício está condicionado ao interesse coletivo. porém. conciliando tais interesses. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. que nossa Constituição Republicana de 1988 assegura os direitos individuais e os coletivos. A título exemplificativo. Os administrativistas. atender a sua função social (inc. Em suma. individualmente. por sua vez. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Contudo. XXII). uma nova questão: conceituar o que vem a ser o interesse público ou bem-estar geral/coletivo. Noutras palavras. em seu art. Podemos dizer que o interesse é público quando nenhum indivíduo é seu titular e. Diante de tal conceito legal. como liberdade e propriedade. à medida em que a coletividade há de ser protegida. aos costumes. Surge. pois essa não é sua função política.XXIII). ninguém. temos a taxa de licença para construções ou edificações. da saúde pública ou que venham garantir e assegurar a própria liberdade individual. sem abuso ou desvio de poder.as medidas necessárias à manutenção da ordem. interesse ou liberdade. regula a prática de ato ou abstenção de fato. uma vez que a Administração tem competência e legitimidade para fiscalizar as obras individuais (não públicas). não podendo uma construção pôr em risco a vida de cidadãos. 78. uma construção alheia não pode ser questionada por um cidadão aleatoriamente. inicialmente. tem o dever de assumir o ônus de defendê-lo.escolaecia. exercendo o poder de polícia o Estado impõe restrições aos interesses individuais em favor do interesse público. então. da moralidade. por isso mesmo. vale ressaltar que ao vislumbrar um interesse público. A rigor. o direito de propriedade é garantido. Daí porque uma propriedade improdutiva é objeto de desapropriação. à higiene. torna-se desnecessário tecermos comentários. à ordem. temos o de propriedade (inc. uma vez que alguns entendem que a intervenção do Estado recai sobre os direitos individuais.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. em benefício da própria ordem social e jurídica. limitando ou disciplinando direito. à disciplina da produção e do mercado. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. enquanto outros opinam que recai sobre o exercício destes direitos. E assim não deve ser posto em ação para satisfazer interesses subalternos das autoridades investidas de mandato. divergem a respeito deste tema. Consideremos. Isso significa que o uso da propriedade não pode contrariar interesses coletivos.br Podemos considerar poder de polícia como um dos poderes atribuídos ao Estado. com observância do processo legal e. de forma clara e objetiva: Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que. a fim de que possa estabelecer. O Estado intervém para que o indivíduo atenda/observe ao interesse social. 5o. Como bem ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro 6 . que deve. apesar de todos reclamarem sua defesa/proteção.

como hipótese de não. como na educação. de outro. por outro lado. o próprio Estado atua mal ou insuficientemente. IMUNIDADE E ISENÇÃO: CONCEITO. está imunidade é expressa vedando os entes federativos cobrar imposto uns dos outros (imunidade recíproca). imunizando a renda ou serviços dos partidos políticos. Imunidade subjetiva Para AMARO (2003. “de um lado.107). 148-149) Conceitua imunidade como “[. o cidadão quer exercer plenamente os seus direitos. no mesmo modo que a Constituição Federal da competência a União.br (2001. dessa situação. de atrair os cidadãos a colaborarem com o Estado. É importante salientar que os entes federativos podem cobrar taxa uma das outras. muitas vezes. “a” e “c”.. ganhando força na cláusula pétrea do artigo 60. a liberdade de expressão e ação dos cidadãos e. sem fins lucrativos. podemos afirmar. DIFERENCIAÇÃO. em que. a Administração tem por incumbência condicionar o exercício daqueles direitos ao bem-estar coletivo.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. na assistência social etc”. deixa fora do campo que é autorizada à instituição do tributo”. o poder de polícia é a manifestação da Administração Pública. fundações. e ela o faz usando de seu poder de polícia”. 150) “imunidade subjetiva atenta às condições pessoais do sujeito que se vincula às situações materiais que.. se aplica regra. Já SOUZA (2012) define imunidade como: “[.] qualidade da situação que não pode ser atingido pelo tributo. à vista de alguma especificidade pessoal ou matéria.com. a imunidade pode ser entendida também. mediante a qual visa-se o bom exercício dos direitos individuais de modo que o interesse público esteja resguardado. Município e Distrito Federal em cobrar tributo em virtude de lei. manter a democracia. VI. que o FUNDAMENTO do poder de polícia reside na predominância do interesse público sobre o particular.] instrumento que o constituinte considerou fundamental para. ignorando a capacidade contributiva e proclamando a vedação e supressão ao poder de tributar. seriam tributáveis”. Por outro lado. Estado. p...] justificadas pelo princípio da equivalência. nas suas atividades essenciais. pp. inerente à essência do Estado. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA A imunidade tributária é um princípio que consiste em vedação de cobranças de tributos estabelecida pela Carta Magna. Em poucas palavras.. em razão de norma constitucional que.escolaecia..incidência qualificada. p. § 4°. destinadas a cobrir os custos do 7 . AMARO (2003. entidades sindicais dos trabalhadores. de um lado. instituições de educação e de assistência social. também impõem limitações ao poder de tributar. “[. preservando os valores constitucionais. A imunidade subjetiva está sobre um sujeito ou ente estatal. Fundado na autoridade de dominação da Administração sobre os administrados. que são disposições que não pode sequer haver alterações nem por emenda constitucional. atendidos os requisitos da lei sendo todas estás prevista no texto constitucional o artigo 150. o poder de polícia se apresenta como uma necessidade para que o Estado cumpra sua missão de defensor dos interesses coletivos. Ante todo o exposto. VI.

A imunidade recíproca. 10.com. mas por destinar-se à exportação. que as entidades do Direito Público ou entidades sem fins lucrativos a qual fazem exploração de atividade econômica são compulsórias ao pagamento do tributo. pelo motivo de estarem no campo das normas aplicadas às empresas privadas. da Constituição. O que imuniza é o patrimônio. Imunidade objetiva A imunidade objetiva está relacionada com fato jurídico. se faz necessário à igualdade das condições competitivas. pois se essas entidades alcançarem a imunidade será considerado uma concorrência desleal. “[. jornais. p. um produto que em regra. ou (ii) na prestação. segundo SCHOUERI (2012. a imunidade recíproca surgiu na Constituição Federal Brasileira de 1891 no artigo 10 e 11: Art. p. É proibido aos Estados tributar bens e rendas federais ou serviços a cargo da União.escolaecia.. jornais.. ou na passagem de um para outro. o bem comum da sociedade. A imunidade sobre livros é algo interessante. sobre os veículos de terra e água que os transportem. Neste ponto de vista possamos usar como exemplo a imunidade sobre livros.] não se pode aceitar que a imunidade destrua a concorrência”. A prática para o Princípio da Livre Concorrência prevista no artigo 170. é imune). pois “[. que é a imunidade aos “livros.] A entidade imune não pode valer de seu privilégio em detrimento do Princípio da Livre Concorrência. VI. igualmente assegurado pelo texto constitucional”. por isso. e reciprocamente. periódicos e o papel destinado à impressão”. bem assim. p. também. Neste caso dos impostos indiretos. poderia ser tributado. 3º) prescrever leis retroativas. (p. 395): “Um exemplo típico de imunidade objetiva encontra-se no artigo 150. efetiva ou potencial. No ponto de vista de AMARO (2003. estão relacionados aos entes federativos que faz exploração de alguma atividade econômica deixando de atuar no domínio público não serão beneficiados pela imunidade tributária. É vedado aos Estados. 424). do texto constitucional.. mas sim. de serviços públicos específicos e divisíveis”. como à União: (1º) criar impostos de trânsito pelo território de um Estado.br Estado (i) no exercício do seu poder de polícia. (2º) estabelecer. subvencionar ou embaraçar o exercício de cultos religiosos.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. No Brasil. e. ex. por isso. periódicos e papel destinado à impressão a qual ocorre o fato imponível conforme citado por SCHOUERI (2012. foi criada de forma que o Estado. a renda e os serviços dos entes federativos que não impede a incidência dos impostos indiretos com IPI e o ICMS”. Art.. pois surgiu no ordenamento da Constituição Federal de 1946. não viesse a se prejudicar por não possuir capacidade contributiva. 151). “d”. 8 .. “Naquela época. sobre produtos de outros Estados de República ou estrangeiros. 11. pois todo o ativo do Direito Público sempre foi e sempre será um patrimônio coletivo ao uso da coletividade social. IV. “a imunidade recíproca objetiva a proteção do federalismo. a isonomia entre os entes federativos veio não somente beneficiar o Estado do pagamento do tributo.

a imunidade objetiva sobre os livros. Outros doutrinadores defendem a ideia de que a imunidade de livros por ser expressa. a renda e os serviços afetados ao templo têm imunidade assegurada também porque. periódicos e jornais “destinados à impressão”. jornais.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. o estacionamento da igreja é imune de impostos.] a imunidade para os templos de qualquer culto não deve levar à indagação sobre a sua titularidade. Localizado fora do 9 . Imunidade mista A imunidade mista é a junção entre a imunidade objetiva e subjetiva.br entretanto. periódicos e jornais destinados à impressão na Constituição Federal de 1946 seria a melhor opção para barateamento dos mesmos. e carga tributária sobre importação era muito alta em virtude de Getulio Vargas a qual queria defender o seu governo das críticas dos seus opressores. pois “[. a renda e os serviços de pessoas.. A Corte viu que a inclusão da imunidade sobre livros. enquanto tais são voltados a uma função pública. Não cumprindo esse artigo a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício.. pelo fato de ser tratar de liberdade de expressão e difusão de pensamentos e para que também a nossa Constituição Federal tenha vida longa e não seja emendada a cada evolução tecnológica. em um raciocino brilhante SCHOUERI (2012. uma vez que abrangem o patrimônio. manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. imunizando o ICMS e o IPI. O patrimônio. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. correu na Corte para que tomasse medidas cabíveis sobre essa situação. Naquela época o Brasil fazia muito importação do papel. que todo o dinheiro arrecado seja aplicado no Brasil e na manutenção dos seus objetivos institucionais. porque conferidas em função de uma realidade de fato (i. Nos dias atuais. pois se for considerar o fato de liberdade de expressão e difusão de pensamentos a imunidade deveria alcançar também teatros. no artigo 5°. televiso. pois ocorrer o fato imponível. internet. fato ou situação) quanto do aspecto subjetivo. mas também será subjetiva quando recai sobre um sujeito. Até mesmo. periódicos e jornais”. Um exemplo de imunidade mista seria templos de qualquer culto. na sua parcela que esteja ligada a tais realidades de fatos”.escolaecia. rádios. insatisfeito. na forma da lei. tratar-se de imunidade teleológica restritiva sendo imunizado somente livros. papel destinado à impressão e exportação é ao contrário. periódicos. Jorge Amado. Trata-se de imunidade puramente objetiva”. 395) explica esta imunidade dizendo: “Tais imunidades são revestidas tanto do aspecto objetivo. o que se imunizava era o papel de impressão destinado exclusivamente a livros. Veja que enquanto na imunidade subjetiva não é cobrado o tributo por não haver capacidade contributiva.e determinado objeto. eventos culturais e até mesmo os professores deveriam ser imunes. desde que o valor a recado não seja distribuído em lucro. p. A imunidade sobre templos de qualquer culto encontra-se no Princípio da Liberdade Religiosa. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. pois alguns doutrinadores defendem que a imunidade sobre livros trata-se de imunidade teleológica ampliativa sendo alcançando e-books até e-reader. VI. da CF/88: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença. há uma grande polêmica sobre a imunidade de livros.com. mas são obrigatórios ao pagamento do Imposto de Renda sobre o lucro auferido.

.] a disciplina de tributos é reservada à lei. não ocorrendo o fato gerador por ser mutilado um ou mais fatores da regra-matriz. BARRETTO (2013. “Qualquer subsídio ou isenção. ao Distrito Federal e aos Municípios: (.) I . expressamente. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Com efeito. XII. são proibidas as isenções heterônomas coforme prevista no texto constitucional artigo 151. não há que falar em manifestação de capacidade contributiva[8]. II. afirma que “o preceito contido no artigo 5°. 10 . Há também previsão legal sobre a isenção na Constituição Federal artigo 155. anistia ou remissão.º. se inexiste tributo sem lei que o institua. sendo que está isenção tem prazo determinado prevista na legislação. por isso. Mas por outro lado. redução de base de cálculo. taxas ou contribuições. a isenção tributária é uma forma também de exclusão do crédito tributário prevista no artigo 175. A isenção encontra-se no Princípio da Legalidade. que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. é vedado à União. p. pois sendo modificada ou revogada antes do prazo preestabelecido na legislação vigorada.. só poderá ser concedido mediante lei específica. relativos a impostos. § 2.4) acrescenta que “[.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.br Domínio Econômico. ou seja.. É uma dispensa prevista em uma lei infraconstitucional impedindo o nascimento do tributo por um determinado período nas condições estabelecidas na lei que estabeleceu. estadual ou municipal. concessão de crédito presumido. ISENÇÃO Alguns doutrinadores defendem a isenção como uma dispensa legal do pagamento do tributo. assim determinase”. A isenção condicionada traz transtorno para os contribuintes.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. a das isenções está igualmente vinculada ao príncipio da legalidade.escolaecia. Neste sentido. formalizado no texto constitucional artigo 5°. pois no passado a União poderia estabelecer isenções sobre tributos estaduais e municipais. federal. tampouco existe isenção tributária sem lei que a estabeleça”. aos Estados. da Carta Magna já seria suficiente para que ninguém pudesse ser obrigado a pagar o tributo ou cumprir qualquer dever intrumental tributário sem que lei. da Constituição Federal: “Art. prejudicaria os contribuintes de desfrutar dos benefícios concedidos até o final do prazo legal a qual se caracterizou um direito adquirido. I.)”. do Distrito Federal ou dos Municípios”.com. III. ocorrendo a obrigação tributária sendo impeditiva o lançamento tributário.4). (. desta forma BARRETTO (2013. do Código Tributário Nacional. o sujeito passivo só poderá ser atingido ou beneficiado em virtude de lei. I. sem prejuízo”. outros defende como extinção do crédito tributário. pois são incapazes de revelar capacidade contributiva.. Isenção condicionada As isenções condicionadas dependem de contraprestação do sujeito passivo para conseguir a sua obtenção.. “É vedado a União instituir isenções de tributos da competência dos Estados.. 150. g”. Mas para efeito tributário o Princípio da Legalidade foi reforço no artigo 150. p.

DJ 17. ser observado o princípio da anterioridade anual”.1999)”. Rel. “A isenção concedida por prazo certo ou sob determinadas condições. Min. (Resp n° 74. não pode ser revogada. não podem ser livremente suprimida” não obstante posteriormente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) de diversos estados pronunciou também sobre esse assunto: “A lei não pode.12. além disso. a lei antiga. CARRAZA (apud BARRETTO 2013. por isso. Viera Garcia. ainda que ocorre está revogação o sujeito passivo está sujeito a indenização em virtude de quebra contratual. p. a qualquer tempo. sobrevive. seu efeito tem que ser válido no exercício seguinte a qual foi publicado a lei de revogação. posto revogada.escolaecia. observado o disposto no inciso III do art. do mesmo código estabelece que “entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei. Isenção incondicionada A isenção incondicionada não depende da contraprestação do sujeito passivo para sua obtenção e os seus benefícios tributário é por tempo indeterminado.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. Viera Garcia. Rel. primeira turma. Peçanha Martins.950/BA. inciso III. não pode ser revogada enquanto se mantiver em execução o projeto empresarial de interesse público. por isso. (Resp n° 61. Rel. devendo. 11 . "A lei não pode. O problema citado acima é antigo. Min. pode ser revogada ou modificada por lei.331/SC. DJ 12.092/PE. a qualquer tempo.br XXXVI. a qualquer tempo. portanto. Min. (REsp nº 188. A lei nova absolutamente não pode prejudicar tais situações pré-constituídas”. Min. Barros Humberto gomes. continuando a disciplinar as situações que se consolidaram enquanto esteve em vigor. “A isenção. a qual diz “a lei não prejudicará o direito adquirido.3. pois em 1969 o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou a Súmula 544 “Isenções tributárias concedidas.886/DF. Re.05. referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda que extinguem ou reduzem isenções”. sendo uma afronta para o contribuinte por trangredir o Princípio da Segurança Jurídica. Hugo de Brito Machado apud (SOARES) Defende também essa ideia “concessiva de isenção equivale à criação de tributo.1996)”. 104. (Resp n° 198. salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições.1998)”. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. sobcondição onerosa. Mesmo com todas estas respostas do nosso poder judiciário. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.com. revogar ou modificar isenção concedida por prazo certo ou sob determinadas condições.2000)”. Segunda Turma. A revogação da isenção incondicionada deveria respeita o Principio da Anterioridade anual. 8) em seu raciocínio esquemático fala sobre esse assunto dizendo que: “Por força do dispositivo constitucional que manda respeitar o direito adquirido e o ato jurídico perfeito. 104”. o art. ainda existem entidades do Direito Público que revogam as isenções antes do prazo estabelecido. revogar ou modificar a isenção concedida por prazo certo ou sob determinadas condições. podendo ser revogada em qualquer tempo conforme artigo 178 do CTN “a isenção. pois sendo revogado o benefício concedido há o nascimento da obrigação tributária. DJ 8. DJ 14. Primeira Turma.12. Segunda Turma.

à regra-matriz não é formalizada. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. suas fontes são a lei e o fato gerador. o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Conceito: A relação tributária surge da ocorrência de um fato previsto em uma norma como capaz de produzir esse efeito. sendo esse fato in concreto por haver mutilação de um ou mais dos critérios da regra-matriz. a regra jurídica que estabelece a hipótese de incidência já nasce delimitada em sua abrangência por ordem constitucional. regra de isenção.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. Já TAUIL (2006) diz que a diferença entre isenção e imunidade é que na primeira estabeleceria a hipótese de incidência de um tributo a qual foi impedida de funcionar. 14) diz que a imunidade exerce a função de colaborar. 2º CTN). (2013. a lei descreve um fato e atribui a este o efeito de criar uma relação entre alguém e o Estado. Natureza jurídica: a obrigação tributária principal corresponde a uma obrigação de dar. seu objeto é o pagamento do tributo. em que ela. tem sempre conteúdo patrimonial. a segunda opera no plano da definição da incidência. p. não ocorre hipótese de incidência. 347) apud BARRETTO (2013. 20) vê a imunidade tributária como exoneração. COSTA (2009. ocorre o fato imponível.escolaecia. 113. nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (art. já isenção tem por fonte a lei. a imunidade à isenção distinguem se em função que atuam. configurando norma impeditiva do exercício dessa mesma competência tributária em determinado casos específicos. ocorrido o fato. no desenho das competências impositivas. enquanto na segunda. A primeira opera no plano da definição da competência. não há relação jurídica com o sujeito ativo e não ocorre o nascimento do tributo. A isenção é instituída pela lei infraconstitucional. nasce a relação tributária. de forma especial. há relação jurídica e ocorre o nascimento do tributo sendo esse nascimento impeditivo por tempo determinado ou indeterminado. as obrigações 12 . 1º CTN) Acessória: decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. fixada pela constitucional. p. p. A imunidade é regida e prevista pela Constituição Federal. BARRETTO. p. (art. 227). que compreende o dever de alguém (sujeito passivo) e o direito do Estado (sujeito ativo).com. Paulo de Barros Carvalho (2008. positivas ou negativas. já a isenção sua dinâmica pressupõe um encontro normativo. opera com expediente redutor do campo de abrangência dos critérios da hipótese ou da consequência da regra-matriz do tributo”. p 277) afirma que na imunidade não ocorre à formulação de hipóteses de incidência. Obrigação tributária principal: tem por objeto. ou da penalidade pecuniária. já na isenção não ocorre o fato jurídico tributário. SUJEITO ATIVO E SUJEITO PASSIVO. 113.br IMUNIDADE X ISENÇÃO Para AMARO (2003.

está. o devedor solidário responde juntamente com o devedor principal. são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e também as pessoas expressamente designadas por lei. relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos.com. 121. II). tem o dever de prestar seu objeto. embora não possam legislar sobre tributos. também. podendo legislar sobre tributos e exigi-los. Fato Gerador: é o fato ou situação que gera ou cria a obrigação tributária. Na subsidiariedade. b) Indireto ou Responsável: é aquele que. art. art. Na transferência a obrigação constitui-se inicialmente em relação ao contribuinte. 124) 13 .Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. mas com benefício de ordem. de tolerar (admitir a fiscalização de livros e documentos). Sujeito Ativo (credor): são a União. exemplo é o ICMS do agricultor a ser pago pelo comprador da safra. o sucessor responde pelo sucedido como ocorre na transferência da propriedade de um imóvel. as convenções. e. (art. Na solidariedade. à escolha do credor. Convenções particulares: a não ser que a lei específica do tributo estabeleça de modo diferente. podendo a dívida ser cobrada indiferentemente de um ou outro. que lhes permite fiscalizar e arrecadar tributos.I). o devedor subsidiário também responde juntamente com o devedor principal.br acessórias correspondem a obrigações de fazer (emitir uma nota fiscal). contudo. ficando de fora aquele que seria o contibuinte. Sujeito Passivo: é a pessoa natural ou jurídica. têm. podendo ser estipulados entre elas. na solução da dívida. comunicando-se depois. obrigado ao pagamento do tributo (CTN. Na substituição a obrigação constitui-se desde logo em relação a um substituto. por força de lei. as pessoas públicas que. na herança ou na incorporação de uma empresa por outra. pode ocorrer por substituição ou por transferência. sem ter relação direta de fato com o fato tributável. obrigada ao cumprimento da obrigação tributária. em pé de igualdade. ou seja. não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias respectivas.escolaecia. por solidariedade ou por subsidiariedade. no todo ou em parte. por delegação. os Estados e os Municípios. só depois de executados todos os bens do devedor principal. de não fazer (não receber mercadoria sem a documentação legalmente exigida). para o responsável. pode dar-se por sucessão. a quem cabe a condição de sujeito passivo. capacidade tributária. os quais detêm a competência tributária. em segundo plano. Solidariedade passiva: segundo o CTN. Na sucessão. 121. ou responsável. pode ser: a) Direto ou Contribuinte: é o que tem relação pessoal e direta com o fato gerador (CTN.

cabendo à União legislar sobre normas gerais e aos Estados. 126.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. sua lei específica. que é o poder concedido constitucionalmente para instituir leis que versem sobre os tributos já criados – sobre as relações jurídicas tributárias. a vigência da norma estadual fica suspensa (não ocorre a revogação. esta. a liberdade de escolha não pode ser usada para impedir ou duficultar a arrecadação ou fiscalização do tributo. cada Estado. 127 do CTN): existem tributos cuja legislação específica exclui ou restringe a faculdade de escolha.escolaecia. para eles criarem. DF e Municípios passa a ser supletiva (deixa de ser suplementar) – ex: IPVA – não existe uma lei federal a esse respeito. (CTN. Se a União não tratar da matéria geral. I) Domicílio tributário ( art. que o deve fazer por meio de Lei Complementar (o CTN é uma lei ordinária. ocorrendo a recusa. Surgindo lei federal sobre a norma geral. A competência tributária é dos entes federativos e é uma verdadeira faculdade – cada ente decide sobre a criação ou não do tributo. apenas outorga o poder para os entes federativos criarem – repartição da competência tributária. I e art. de seu domicílio tributário. a competência dos Estados. instituírem e majorarem tributos. Competência tributária não se confunde com competência para legislar sobre direito tributário. DOS ESTADOS. DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS. mas mera suspensão. pois. com base em um juízo de oportunidade e conveniência política e econômica. DOS TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO. pois neste caso poderá ser recusado o domicílio escolhido. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA A competência tributária é o poder concedido pela Constituição Federal aos entes federativos. Quem cria o Tributo não é a Constituição. pelo sujeito passivo. 30 da CF (competência concorrente) -. 24. atuando de forma suplementar ao que lhes for pertinente. o domicílio tributário será o do lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação. que foi recepcionado pela CF de 1967 com status de Lei Complementar e novamente recepcionada com o mesmo status pela CF/88). mesmo sendo jurídicamente incapaz.br Capacidade tributária: sendoo sujeito passivo da obrigação uma pessoa natural. nos demais tributos. A competência para legislar sobre matérias gerais atinentes à Direito Tributário é da União. art. Exemplo do exercício da competência para legislar sobre direito tributário: CTN. tendo em vista a inexistência de hierarquia entre os entes federativos).com. ou física. A competência para legislar sobre direito tributário é de todos os entes federativos – art. sua capacidade tributária independe da civil. nos termos do Direito Civil. 14 . vigora a liberdade de escolha. face ao Direito Tributário tem ele plena capacidade tributária. tendo. DF e Municípios legislar sobre normas específicas.

Incaducável: O ente federativo não perde o seu direito de criar o tributo. * O detentor da capacidade ativa tributária leva consigo as garantias e privilégios processuais. O espírito da LFR é de que o ente deve instituir. 11 da Lei Complementar nº 101 trata de sanção institucional imposta ao ente que não cobra todos os impostos de sua competência. os repasses obrigatórios deverão ser efetuados. * Em concursos. 15 . e dos Municípios. * O repasse de receitas obrigatórias (previstas no art. Ex: Os arts. a competência tributária tem sido tratada em seu sentido estrito – criar. Ex: IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) – existe previsão constitucional. 155 e 156 da CF tratam das competências tributárias da União. instituição e majoração de tributos): .Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www.com.escolaecia. é indelegável. malgrado o CTN a trate de forma ampla. só aquele ente poderá cria-lo. art. sendo justa a recusa dos entes maiores de repassarem recursos eventualmente solicitados. * A lógica não é obrigar o ente a criar o imposto. * As atribuições administrativas podem ser delegadas – funções de arrecadar. art. 11 da Lei Complementar nº 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal): Somente o ente que cria todos os tributos que lhes são de competência é considerado um bom gestor. § 5º. Tal dispositivo é constitucional. 7º. prever e arrecadar todos os tributos economicamente viáveis de sua competência constitucional. fiscalizar e executar leis . Se não for viável tal instituição/arrecadação. 153. 157. portanto. conforme estabelece o parágrafo 1º do art. não deve ser exigido – ex: Município que não tem prestadores de serviço não tem porque criar ISS. a faculdade conferida pela CF prevalece. 159 da CF) só não ocorrerá caso o ente federativo não esteja fazendo a aplicação adequada na saúde ou possuir dívida com o ente ou autarquia que deve efetuar o repasse (art. a União ainda não criou o referido tributo.Facultatividade: A competência tributária é facultativa. pelo entendimento consignado pelo STF. Se ele possui competência para criar imposto e não o faz. . pois isto geraria mais gastos que receita. Quando a CF outorgou poder para um determinado ente federativo criar um tributo. cabendo a eles a decisão de criar ou não. isto é. .br Características da competência tributária (criação. os entes federativos têm o poder de criar o tributo.Indelegável: A competência tributária tem natureza política e é intransferível. 158 e art. * A delegação da capacidade ativa tributária pode ser revogada por ato unilateral do detentor de tal capacidade – art. respectivamente. Ela. 153.trata-se da capacidade ativa tributária (art. 7º do CTN. * Problema – Art. a presunção é de que não precisa da respectiva receita. só é válido para os repasses voluntários. § 2º do CTN. independentemente de o ente federativo instituir ou não todos os impostos de sua competência. mas a fazê-lo agir com responsabilidade. instituir e majorar tributo -. contudo. Apesar de tal previsão. 7º do CTN). por mais que não o tenha exercido no momento da criação da CF/88. pois. * O parágrafo único do art. 160 da CF). Estados e DF.

A criação dos tributos se faz por meio de lei ordinária.escolaecia. enquanto a competência dos tributos não vinculados é especificada pela CF. § 4º da CF). IPVA e ITCMD. IGF (art. desde que respeite dois requisitos: deve poder ser instituído por meio de lei ordinária (é vedada a criação por MP de matéria reservada a lei complementar) e deve ser convertida em lei até o final do exercício financeiro em que ela for editada. 153. enquanto a competência residual para criar taxas e contribuições de melhoria é dos Estados-membros (e o DF) e dos Muncípios. 152 da CF – princípios de direito tributário e imunidades tributárias). II. II. existem quatro tributos que só podem ser criados por meio de lei complementar (CEGI): Contribuições Sociais Residuais (art. 154. enquanto a segunda é competência privativa. ITR. Empréstimos Compulsórios (art. 151 e art. possuidor ou ter domínio útil de imóvel urbano à o art.Inalterável: O fato de a constituição federal ter conferido a competência tributária para cada ente federativo criar tributos. não pode alterar a característica do tributo. Competência dos Estados e DF: ICMS. 145. 62.br . 32 do CTN trata de ser proprietário. 16 .Irrenunciável: O ente federativo deve aceitar a competência que lhe foi outorgada. Contudo. o art. IOF e IGf. VII da CF) e Imposto Residual (art. se o possuidor ou o detentor do domínio útil possuir animus domini. I da CF). * Quanto ao último requisito da MP. o IPI tem que aguardar 90 dias (princípio da anterioridade nonagesimal). IR.com. 150. o legislador infraconstitucional. art. § 2º da CF. * De acordo com o art. Competência dos Municípios: IPTU. IOF e IPI. 32 do CTN não foi recepcionado em sua totalidade pela CF. o IPTU é incidente. Competência da União: IPI. Ex: art. IE. 156 da CF (IPTU) – a CF estabelece como critério material (fato gerador) o ser proprietário de imóvel urbano. 195. art. Diz-se que a primeira é competência comum. . existem cinco impostos que não precisam obedecê-lo: Imposto Extraordinário Guerra. quando cria. 148 da CF). ISS e ITBI. A criação de tributos deve respeitar limites genéricos (o ente federativo deve observar toda a Constituição Federal) e específicos (art. A competência dos tributos vinculados pertence ao ente que efetivamente exerce a atividade com base na qual o fato gerador é definido. é possível a criação de imposto por meio de Medida Provisória. § 1º. Os quatro primeiros têm cobrança imediata. malgrado ele não seja obrigado a exercê-la. em regra. IE.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. A competência residual para criar impostos é da União. pois o legislador constituinte estipulou que o fato gerador do IPTU é apenas o ser proprietário (entendese que. pois está dentro da ideia constitucional).

tendo em vista o modo de medir o produto. 153. em condições de livre concorrência. em se tratando de produtos apreendidos ou abandonados. seu trato deve caber na verdade à União. art. de produtos nacionais ou nacionalizados (CF. pois o contribuinte efetua o pagamento do tributo antes de qualquer providência da fiscalização. facilita-se a importação de certos itens. em se tratanto de imposto com implicações no relacionamento do país com o exterior. suspensão ou isenção de tributos. atuando na proteção à industria brasileira. no caso de produto levado à leilão. Base de cálculo: será expressa na unidade de medida adotada pela lei tributária. art. que há de ser uniforme (art. por meio de restituição. sua função extra-fiscal. 21 do CTN). em condições de igualdade ou de vantagem com produtos do exterior. no mercado interno. por motivo de apreensão ou abandono. Função: o imposto de importação é importante instrumento de política econômica. art. predomina portanto. Alíquota: pode ser específica. art. alcançaria. 22. I. Fato gerador: o imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território nacional (CTN. disciplinando os efeitos monetários decorrentes da variação de preços no exterior.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. tendo em vista apenas o valor do bem (CTN. I). aspecto que sobrepuja sua relevância como fonte de arrecadação para o tesouro. para o exterior. ou ad valorem. 19). II). da CF. Drawback: incentivo fiscal que pode ser dado na importação de produtos ou matérias com vistas à sua posterior exportação. depois de beneficiamento ou agregação a outros produtos. Impostos de Exportação Competência: compete à União instituir e cobrar o imposto sobre exportação.br IMPOSTOS FEDERAIS Imposto de Importação Competência: é da competência da União e assim de justifica que seja porque. para incrementar a exportação de outros. tem função predominantemente extrafiscal. 20). permitindo-lhe competir.com. é de caráter exclusivamente 17 . o preço normal de venda que o produto. quando se tratar de alíquota específica. ou seu similar. responsável por esse relacionamento. e atuando na proteção ao mercado brasileiro. as alíquotas podem ser alteradas pelo Executivo (153. da CF). ao tempo de importação. Lançamento: é feito por homologação. o contribuinte será o arrematante destes (II). art. 153. § 1º. para entrega no lugar de entrada no País ou o preço de arrematação. Função: é instrumento de política econômica. Contribuinte: é o importador ou quem a ele a lei equiparar (CTN.escolaecia.

e de proventos de qualquer natureza. art. função fiscal. arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis (CTN. para pessoas jurídicas a alíquota é proporcional.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. igualmente. 23). no entanto. 27). como. e CTN. assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda (CTN. 43). sem que tenha ocorrido seu efetivo recebimento. exceto casos especiais. Alíquotas: pode ser específica ou ad valorem. 44). Lançamento: é feito mediante declaração do exportador. art. mas pode ser feito de ofício. no caso de o fisco não concordar com o valor.com. e de 10 ou 15% se se tratar de instituição financeira. III. ou seu similar. alcançaria. Função: o IR tem. predominantemente. 18 . pertence à competência da União (CF. sendo acrescida de 10% se o lucro for superior a determinado valor. Alíquotas: para as pessoas físicas é fixada em 2 percentuais. Fato gerador: é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda. 15 e 25%. por disponibilidade jurídica. consistindo. assim entendido o produto do capital. Contribuinte: é o exportador ou quem a lei a ele equiparar (CTN.escolaecia. na principal fonte de receita tributária da União. Diferença entre disponibilidade econômica e disponibilidade jurídica: por disponibilidade econômica entende-se o efetivo recebimento de valores patrimoniais. Base de cálculo: é o montante real. ou da combinação de ambos. do trabalho. Base de cálculo: sem se tratando de produto sujeito a alíquota específica. em se tratando de produto sujeito a alíquota ad valorem. desempenha. ao tempo da exportação. art. como é geralmente conhecido. 153. Fato gerador: o imposto sobre a exportação tem como fato gerador a saída de produtos nacionais ou nacionalizados do território nacional (CTN. presta-se também como instrumento de redistribuição de riquezas. hoje em dia. mediante concessão dos chamados incentivos fiscais à regiões geográficas de interesse. em uma venda em condições de livre concorrência (CTN. e. 43). art. art. entende-se o crédito a esses valores. o preço normal que o produto. art.br monetário e cambial e tem por finalidade disciplinar os efeitos monetários decorrentes da variação de preços no exterior e preservar as receitas de exportação. em razão de pessoas e lugares. de 30%. 24). art. ou simplesmente imposto de renda. importante função extrafiscal. Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza Competência: o imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza. a unidade de medida adotada pela lei.

Contribuinte: é o titular da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza e o possuidor. o Decreto 87. a razão pela qual elas são muito variadas é o caráter seletivo do imposto.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. Alíquotas: constam da Tabela do Imposto sobre Produto Industrializado (TIPI). variando de zero até mais de 300%. sujeito a fiscalização posterior do fisco. o lançamento será por homologação. a definição do coeficiente não pode ser feita pelo fisco discricionariamente. compete ao Ministério da Fazenda fixar tal porcentagem. também. pode ser entendido como o acréscimo real do patrimônio da empresa. será feito pela Receita Federal. desempenha. como é imposto seletivo. considera-se o produto industrializado. em função das classes de produtos sobre os quais incide. ainda que incompleta. não sendo conhecida. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislaçào tributária. da folha de pagamento dos empregados. art. aquele submetido a qualquer operação que l he modifique a natureza ou a finalidade. Lucro arbitrado: será uma porcentagem da receita bruta. se o lançamento foi errado ou incompleto. 19 . se esta. sobre a receita bruta anual. a qualquer título. quando o produto insdustrializado apreendido ou abandonado e levado a leilão. e no art. determinado pela aplicação de coeficientes legalmente definidos. quando de procedência estrangeira. 46 do CTN). do art. Função: o IPI tem predominantemente função fiscal. das compras. parcial ou intermediária. a autoridade poderá arbitrar o lucro com base no valor do ativo. desde que a lei lhe atribua essa condição. em função da essencialidade do produto. conforme previsto no § 3º. IV. Fato gerador: é o desembaraço aduaneiro do produto. 153 da CF. for conhecida. levando em conta a natureza da atividade econômica do contribuinte. Impostos sobre produtos industrializados Competência: o IPI pertence à competência tributária da União (CF. Produto industrializado: conforme o CTN. 48 do CTN. em que vêm estabelecidas para cada classe se produtos. ou o aperfeiçoe para consumo. 153. dos bens produtores de renda ou dos bens tributáveis.escolaecia. mas. a utilização. ou o aperfeiçoe para consumo. do capital social. incluindo qualquer operação.981/82 amplia o conceito de industrialização do CTN. do industrial. Lucro presumido: é o montante tributável. IV. em determinado período. do aluguel das instalações ou do lucro líquido auferido pelo contribuinte em períodos anteriores. de ofício. importante função extrafiscal. o acabamento. Lançamento: se trata de lançamento mediante declaração. a saída do produto do estabelecimento do importador. obviamente. conforme a natureza da atividade. do patrimônio líquido. o funcionamento. é o lucro líquido do exercício ajustado pelas adições.br Lucro real: constitui a base de cálculo do IR das pessoas jurídicas em geral. do comerciante ou do arrematante ou a arrematação. que modifique a natureza.com. e art. a apresentação ou a finalidade do produto. para fins do IPI. quando houver imposto a pagar.

em montante equivalente a moeda nacional ou estrangeira entregue ou posta à disposição deste. é a efetivação da operação. V. podendo ser o imposto ser cobrado no mesmo exercício em que foi instituído. ou sua colocação à disposição do interessado. Fato gerador: em operações de crédito. na forma da lei aplicável. Lançamento: o IPI é objeto de lançamento por homologação. em operações relativas a títulos e valores mobiliários é a emissão. Base da cálculo: nas operações de crédito: o montante das obrigações. 49). será o preço de venda à saída do estabelecimento industrial ou comercial. transmissão.com. art. § 3º. no caso de leilão. 150 do CTN. é a efetivação da operação. o industrial ou quem a lei a ele equiparar. 153. entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente a produtos nele entrados (art. e art. nasde câmbio: o respectivo montante em moeda nacional. dispondo a lei de forma que o montante devido resulte da diferença a maior. além de outros fatores. na forma da lei aplicável. e de títulos e valores mobiliários. II). compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores”. pela entrega de moeda nacional ou estrangeira. em operações de câmbio. o preço da arrematação. câmbio e seguro e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários ou Imposto sobre operações financeiras (IOF) Competência: o IOF é de competência privativa da União (art. Imposto sobre operações de crédito. em determinado período. nos termos do CTN. pela emissão da apólice ou do documento equivalente. nos termos do art. o valor do produto no mercado atacadista da praça do remetente. podem ser alteradas por ato do Executivo. Alíquotas: são diferenciadas por tipo de operação em em função dos dias de aplicação. ou de documento que a represente. seu preço normal. seguros. nas de seguro: o montante 20 . em operações de seguro é a efetivação da operação. “o imposto não é cumulativo. da CF. Não-cumulatividade: por força de dispositivo constitucional (CF. ou sua colocação à disposição do interessado. Contribuinte: é o importador ou quem a lei a ele equiparar. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. recebido. na falta deste. compreendendo o principal e os juros. ou recebimento do prêmio.br Base de cálculo: no caso de importação. câmbio. 63 do CTN). 153. pagamento ou resgate. acrescido do imposto de importação.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. Função: o IOF tem função predominantemente extrafiscal. entregue ou posto à disposição. pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação. o IPI “será não cumulativo. permitindo ao Governo a condução de políticas mais ou menos restritivas sobre os mercados de crédito. das taxas exigidas pela entrada do produto no País e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis.escolaecia. ou. no caso de produto nacional. que os forneça ao importador ou ao industrial e o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão.

CF). Contribuinte: é o proprietário do imóvel. entretanto. na emissão. de direitos reais sobre 21 . como definido na lei civil. nos termos do art. anualmente. 29). Alíquotas: são progressivas. onerando mais pesadamente os latifúndios improdutivos. 153. art. I. localizado fora da zona urbana do Município (CTN. Lançamento: é feito mediante declaração do contribuinte. IMPOSTOS ESTADUAIS Impostos sobre transmissão “causa mortis” e doação de quaisquer bens e direitos (ITD) Competência: sua instituição é de competência dos Estados e do Distrito Federal (art. variando de 0. novo lançamento é feito de ofício. 150 do CTN. Fato gerador: é a transmissão causa mortis. aumentando em função do tamanho da propriedade e à medida que diminui a proporção entre área utilizada e área total.03 até 20%. o valor da terra nua. servindo como instrumento de política agrária do Governo. 29). Contribuinte: nos termos do CTN. sem incluir qualquer benfeitoria. é qualquer das partes na operação tributada. o preço. VI. o preço.br do prêmio. 29).com. Base de cálculo: é o valor fundiário do imóvel (CTN.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. 31). Imposto sobre a propriedade territorial rural Competência: o ITR é da competência da União (CF. Lançamento: é feito por homologação. isto é. essa declaraçào. e permitindo melhor aproveitamento e ocupação da terra. art.escolaecia. art. conforme dispuser a lei. o valor nominal ou o preço em Bolsa. nas relativas a títulos e valores mobiliários: o valor nominal mais o agio. ou o seu possuidor a qualquer título (CTN. funcionando como importante fonte de recursos para os Estados e para o Distrito Federal. na transmissão. calculado como a diferença entre o valor total do imóvel e seu valor venal. o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza. Fato Gerador: é a propriedade. e CTN. Função: O ITR tem função extrafiscal. o titular de seu domínio útil. se houver. 155. como determinar a lei. Função: é eminentemente fiscal. art. no pagamento ou resgate. só é necessária para o primeiro lançamento. ou a doação de propriedade ou domínio útil de bens imóveis por natureza ou por acessão física. art.

155. é feito por declaração. mercadorias ou valores. conforme determinar a lei do Estado tributante. quotas. da CF. títulos e valores.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. IV). Contribuinte: é qualquer pessoa. segundo o art. Lançamento: em princípio. salvo essa limitação. deverá ser determinado por lei complementar . costumam ser mais baixas. são mais elevadas (25%) em operações internas. prevalece a liberdade dos Estados e DF para o estabelecimento de tais alíquotas.br imóveis. quando ocorrer o fato gerador e não for pago o imposto correspondente. podendo ser efetuado de ofício. que realize operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviços descrita como fato gerador desse imposto. ou outros bens móveis de qualquer natureza. ou até mesmo zero. bens. interestaduais e de importação para alguns produtos e serviços. quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. Função: O ICMS é tributo de função predominantemente fiscal. a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.ICMS Competência: competente para a cobrança o ICMS é o Estado em que se verifica a sua hipótese de incidência. o valor de mercado do bem objeto da transmissão. Alíquotas: o imposto sobre heranças e doações terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal (CF. 22 . exceto os de garantia e as servidões prediais e as de ações. em princípio. Base de cálculo: há de ser fixada pela lei da entidade competente para instituir o tributo. bebidas alcoólicas e serviços de comunicação. na doação. deve ser. o herdeiro ou legatário. XII.com. Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços . de competência dos Municípios. a. as prestações onerosas de serviços de comunicação. por qualquer meio. de pessoas. § 1º. Fato gerador: é qualquer operação relativa a circulação de mercadorias. por qualquer via. Contribuinte: na herança. como armas. Alíquotas: variam conforme a operação seja interestadual ou efetuada dentro de um mesmo Estado. nas operações de exportação. créditos. física ou jurídica.escolaecia. § 2º. tanto o doador quanto o donatário. art. e os direitos a eles relativos. restaurantes e estabelecimentos similares. inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares. 153. o fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios e o fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao ISS. o contribuinte oferece ao fisco os elementos necessários ao respectivo cálculo. Lançamento: é por declaração do contribuinte.

diz que caberá a lei complementar. IMPOSTOS MUNICIPAIS Imposto sobre propriedade Predial e Territorial Urbana .com. 32). Fato gerador: é a propriedade. XII. sem que a CF nem o CTN imponham qualquer limitação. como definido na lei civil. pelo ano de fabricação. regular a forma como. isenções. Alíquotas: são fixadas pelos Municípios. mas em valor determinado.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. ao qual se chega indiretamente. 23 . função extrafiscal.escolaecia. Imposto sobre propriedade de veículos automotores . e CTN. § 2º. art. seu objetivo primordial é a obtenção de recursos financeiros para os Municípios. g). incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados (art.IPTU Competência: o IPTU é de competência dos Municípios (CF. art. em função do combustível utilizado. mediante deliberação dos Estados e do DF.IPVA Competência: é atribuída aos Estados e ao DF. 34).br Convênio interestaduais: a CF. quando discrimina. Base de cálculo: é o valor do veículo. pelo menos em alguns Estados. por exemplo. Lançamento: é feito de ofício. art. presumindo-se como tal a pessoa em cujo o nome o veículo esteja licenciado pela repartição competente. Alíquota: é fixa. 155. I. Fato gerador: é a propriedade do veículo automotor. o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título (CTN. tem. marca e modelo do veículo. Contribuinte: é o proprietário do veículo. 156. localizado na zona urbana do Município (CTN. não é indicada em porcentagem. em referência ao ano de fabricação. o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física. todavia. 32). Lançamento: é feito por homologação. art. art. Base de cálculo: é o valor venal do imóvel (CTN. Função: a função do IPTU é tipicamente fiscal. Função: o IPVA tem função predominantemente fiscal. 33) Contribuinte: é o proprietário do imóvel.

Lançamento: é feito por homologação. art. obedecidos os valores máximos fixados pela União. II). II).escolaecia.ITBI Competência: é dos Municípios (CF. Alíquotas: são estabelecidas pelos próprios Municípios. podem ser proporcionais ou fixas. podendo também ser executado de ofício.br Imposto sobre a transmissão “inter vivos” de bens imóveis e direitos a ele relativos . tendo ou não estebelecimento fixo. Função: é predominantemente fiscal. art. art. segundo o disposto na CF. Função: o ISS tem função predominantemente fiscal.com. 42). 38). de caráter profissional. de bens imóveis. a base de cálculo será o valor do serviço menos o preço das mercadorias que serviu de base de cálculo para o ICMS. 24. art.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. se o serviço envolve. podendo ser efetuado de ofício. Fato gerador: é a prestação de serviços de qualquer natureza. Contribuinte: é o trabalhador autônomo ou a pessoa jurídica que prestou o serviço elencado na lei ordinária. e de direitos reais sobre imóveis. Imposto sobre serviços de qualquer natureza . exceto os de garantia. mediante lei ordinária. art. também. 156. Lançamento: é feito mediante declaração do contribuinte. sujeitas ao ICMS. conforme dispuser a lei (CTN. o fornecimento de mercadorias. Contribuinte: é qualquer das partes na operação tributária. § 3º. Fato gerador: é a transmissão. em lei complementar.ISS Competência: é da competência dos Municípios (CF. inter vivos. a qualquer título. Base de cálculo: é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos (CTN. I. 156. elencado em lei ordinária. Alíquotas: são fixadas pelo Município. por natureza ou por acessão física. por ato oneroso. bem como cessão de direitos à sua aquisição. inexistindo limitação constitucional aos percentuais. conforme a qualidade pessoal do prestador. prestados em caráter oneroso. Base de cálculo: é o preço do serviço prestado. desde que não seja de competência tributária dos Estados. por empresa ou por profissional autônomo. 24 .

A autonomia municipal é assegurada pelo mencionado art.II. esta exclusão faz pleno sentido. do chamado poder constituinte decorrente (v. Neste sentido.escolaecia. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. contudo.°. regendo-se por um estatuto próprio. em Municípios. 1. cuja elaboração participa. de autogoverno (eletividade do Executivo e Câmara).. A Constituição Federal de 1988 acrescentou o poder de “auto-organização”. conquanto não representada no exercício político congressual (não há sena-dores municipais). seu poder normativo heterônomo só pode exercer-se.I. sede de competência tributária. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos”). art. de algum modo. a lei orgânica municipal. Na Federação brasileira. Até agora as Constituições brasileiras haviam outorgado ao Município uma autonomia em termos de “governo próprio” e “competências exclusivas”. José Afonso da Silva.30. constitui a federação brasileira.30.I) naquilo em que o local de um Município se confronta com o local de outro Município.br COMPETÊNCIA PARA FISCALIZAR TRIBUTOS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. 29 da CF e também pelos arts.. Estados e Distrito Federal (art. no novo perfil constitucional do Município.. Ora. com isso. de poder heterônomo (elaboração de leis municipais ou capacidade normativa). 24 (competência concorrente). e de autoadministração (capacidade de instituição de tributos arrecadação e aplicação: autonomia financeira) (CF. Trata-se de concepção normativa sui generis. O Município na Constituição de 1988). porém. O poder heterônomo do Município é garantido pelo art. como se podia inferir da Constituição de 1967-1969. competência legislativa exclusiva e não apenas peculiar ou de características peculiares. Deve-se entender. político. embora excluindo-o do art. a unidade territorial “Município”. Ou seja. Isto é. Autonomia significa capacidade de gerir seus próprios negócios mas também capacidade de exercício de poder heterônomo no caso de autonomia como qualidade de ente político. entende-se que a Constituição Federal tenha atribuído ao Município competência comum com a União.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www.formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal" (art. no interior dos Estados. A tradição brasileira. posto que a competência legislativa concorrente diz respeito à possibilidade de os Estados e o Distrito Federal. legislarem sobre normas gerais. admitindo. mormente no que diz respeito à legislação tributária e financeira. CF). o Município é um ente público. competência legislativa supletiva (art. posto que via de regra a federação se constitui pela união de Estados. De um lado. que constitui a República Federativa: ". pela importância histórica do municipalismo na implantação da colônia. Aliás. o Município é parte integrante da República Federativa. Em síntese. assegura-se a competência para legislar sobre assuntos de interesse local.com. embora não representados no pacto da chamada constituinte congressual. a autonomia municipal. II). a federação brasileira que o território se divida. 25 .30. resulta de atribuições constitucionais (via normas de competência) que outorgam ao Município capacidade de auto-organização (lei orgânica).. o poder heterônomo tem traços próprios.23). 18 e 30. na omissão da União. 29: “O Município reger-se-á por lei orgânica. tendo em vista interesses locais (art.

Mas não têm interesses genéricos. a competência exclusiva de uma autoridade se limita pela competência exclusiva de outra. heterônomo (pois visa à instituição de tributos para outros)... sendo um 26 . porém. ao Município que.br Quando o interesse é extralocal. Ora. admitese que outras o façam em seu lugar. 30. na forma de um tipo ou categoria genérica. de um poder qualificado (a competência é.escolaecia. os Municípios têm interesses comuns com os demais entes e. então.. tendo.. tendo em vista o interesse genérico. obviamente. então. está contida imediatamente em normas de competência constitucionais ou mediatamente em normas previstas na Constituição. municipal.com. quando as autoridades recebem competência concorrente suas normas serão gerais ou singulares pelo conteúdo. editar normas gerais no sentido de competência concorrente. Em correlação temos as normas singulares. a norma que admite a prisão por dívida decorrente de obrigação alimentar. A competência tributária dos Municípios está primeiramente na norma contida no art. na omissão da União.30. Nesta norma... ficando um conteúdo sem disciplina genérica. ou se trata de assunto comum com a União. adentrar sem colidir com os outros. Ora. Com elas se correlacionam as normas particulares. não podendo o Município. A distinção entre o comum e o genérico é importante para o entendimento deste ponto e diz respeito à dis-tinção entre normas gerais pelo destina-tário e gerais pelo conteúdo. É o caso. cujo juntor per-missivo está na expressão "compete" (“é atribuída” ao Município competência para ou “fica autorizado” o Município a . as leis complementares. III — instituir e arrecadar os tributos de sua competên-cia. Sobre a competência tributária municipal A competência tributária dos Municípios. Nesse caso lhe resta apenas a competência suplementar (art. no âmbito da localidade do interesse comum. p. generalidade pelo conteúdo. Estados e Distrito Federal e. da norma que veda a prisão civil por dívida. no seu âmbito. Ela se refere a toda e qualquer dívida. o Município também tem a sua competência própria ou então se trata de interesse genérico. As normas gerais pelo conteúdo têm por facti species a descrição de uma hipótese de uma situação abstrata. donde a competência concorrente estar ele excluído. . III ("Compete aos Municípios: .. têm competência exclusiva. Se a União deve limitar-se às normas gerais e não usa de sua competência. aí. Trata-se. ex-pressamente. Mas se a competência é para editar normas gerais pelo destinatário. Por exemplo. no âmbito local. ou “permite-se” – “faculta-se. competência suplementar às normas gerais pelo conteúdo da União e dos Estados.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. na Constituição Federal.")..II). As normas gerais pelo destinatário se destinam à universalidade dos sujeitos. as normas gerais das demais autoridades devem ceder. ex. cujo conteúdo é específico. na omissão da União. expressamente. Se a competência de uma autoridade para legislar sobre norma geral é exercida. tanto para normas individuais quanto para gerais pelo destinatário. E a falta de uma norma geral pelo destinatário de uma não pode ser nem substituída pela norma geral de outra nem mesmo suplementada. pois. não podendo. excluindo outras autoridades). que se destinam a um sujeito ou a um grupo de sujeitos.). aparece como conteúdo precípuo da norma a instauração de uma autoridade pública — “o Município” — e como função “instituir” (e arrecadar) tributos.. .

°) também indelegável. 150. no que se refere a impostos. nesse con-texto. Municípios e Distrito Federal. 30. 7. p. A aparente redundância "compete”. ao Código Tributário Nacional. uma delas.10. que se rege pela lei orgânica aprovada por sua Câmara Municipal (art. como uma faculdade "natural" de conglomerados políticos. III) e de anistiar e remir (art. “de sua competência" mostra que se trata de dois usos distintos da mesma expressão: na primeira — compete aos Municípios — o verbo aparece como juntor.escolaecia.I). Doutro modo teríamos tido um complicado interregno entre os tributos instituídos pelo Município enquanto autoridade pública pela Constituição de 1967-1969 e sua recepção pela Constituição de 1988. a Constituição Federal remete à lei complementar (art. Ou seja.146.br munus publicum intransferível e. possuem eficácia imediata e plena. da expressão “tributos” (no que concerne ao nosso tema: competência tributária). § 6. do uso. é a unidade constitutiva da República Federativa (art. A expressão ‘’Direito Tributário’’ tem um contorno dogmático de ordem sistemática que inclui princípios. A norma do art. O Município é. é norma constitutiva..88). produziu seus efeitos no momento da promulgação da Constituição (5.. I. O Município. Com isso. III. para a Constituição Federal só há quatro autoridades públicas com competência tributária: União. III. A competência para instituir é correlata com a de revogar e. no qual. faz menção a estas condições ao enunciar: "instituir e arrecadar tributos de sua competência". o qual confere à norma seu caráter prescritivo (norma permissiva específica: instaura uma relação de sujeição). é igualmente incompetente para os mesmos efeitos perante os demais. portanto. 24. na segunda — de sua competência — o substantivo refere-se às condições do exercício. 30. III. Outra. A norma do art. de cuja competência estão excluídos (v. “instituir tributos”. III. a competência tributária não é poder que se possa exercer pelo ente público. de cuja competência se trata. dos outros e que. independen-temente da norma. CF). Segue-se que o exercício da competência fora de suas condições gera nulidade do ato e invalidade da norma instituidora de tributos. tipologias. a contrario sensu. ao qualificar. A própria norma do art. a autoridade pública em contraste com outras autoridades. os Estados e o Distrito Federal.º). A segunda regra delimitadora — competência procedimental — se infere. 30. qualificadamente. 30... por disposição expressa no Código Tributário Nacional (art. aquela contida no art. regras. Ou seja. CF). da CF) faz da lei o instrumento normativo próprio para o exercício da competência. atribuindo a Constituição Federal tais funções à Câmara Municipal (art. Para eventuais conflitos. IX). que se relaciona sistematicamente com outras. que são a União. Deve-se entender com isto que não cabe ao Município criar figuras tributárias in genere nem estatuir leis de natureza complementar ao sistema tri-butário. 150. no art. ex.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. cujo património. 151. art. expressamente. é a situação das condições necessárias para o exercício do poder instaurado.com. A vedação constitucional de exigir tributo sem lei que o estabeleça (art. inicialmente. porém. 1. Por outro lado. 29. Trata-se de uma condição que individualiza. é norma dependente. III. 29. todos os procedimentos próprios da atividade legislativa passam a delimitar a compe-tência tributária do Município. isto é. normas constitutivas. Como norma de competência.. com a de isentar (art. renda ou serviço goze de imunidade perante a competência. 30. A primeira regra delimitadora das condições — competência pessoal — emerge da utilização da partícula possessiva "sua competência". Note-se que a competência tributária dos Municípios é para instituir tributos mediante leis mas não legislar sobre direito tributário. instituidora da competência tributária municipal.° da CF). Estados. salvo ressal-vas expressas. não está incluído cada tributo 27 .

A terceira regra delimitadora das condições — competência material — reporta-se ao uso mesmo do substantivo "competência". 28 . Já o art. cominação de penalidades. 97).o produto da arrecadação dos tributos de sua competência.Da competência do município Art. taxas. normas gerais pelo conteúdo ainda que. fixação da alíquota e da base de cálculo dos tributos. definição do estado gerador da obrigação tributária principal.Disposições gerais Art. Constituem recursos financeiros do município: I . dentro do respectivo ano financeiro. a exigência de lei vai significar sua necessidade para instituição. VII . IV . o art.br concretamente estatuído.com. pois. talvez. DE 5 DE ABRIL DE 1990 CAPÍTULO II . aceitos pelo município. com ou sem encargos. Compete ao município: II .DA TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL.outros ingressos definidos em lei e eventuais. Art. III . normas gerais. TÍTULO V . mas a competência para instituir e a corresponden-te figura tributária.o produto da alienação de bens dominicais. extinção ou majoração de tributos. Além disso. VIII .o produto da arrecadação dos tributos da competência da União e do estado que lhe é atribuído pela Constituição da República.as doações e legados. decorrentes da execução do orçamento. cessões e permissões instituídas sobre seus bens. O exercício financeiro abrange as operações relativas às despesas e receitas autorizadas por lei. o art. DA RECEITA E DESPESA E DO ORÇAMENTO.dispor sobre: c) concessão de isenções e anistias fiscais e remissão de dívidas e créditos tributários. IV . V . sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados nesta Lei Orgânica. 247. entram aqui todas as cláusulas das limitações constitucio-nais ao poder de tributar (salvo. A Constituição quer dizer. com Direito Tributário.as rendas provenientes de concessões. LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. art. hipóteses de exclusão. não gerais pelo destinatário. CAPÍTULO I .instituir e arrecadar os tributos de sua competência.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. 30. bem como aplicar as suas rendas.escolaecia. 246. suspensão e ex-tinção de crédito tributário ou de dis-pensa ou redução de penalidades (CTN.suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. II . isto é. VI . III . Obviamente. eventualmente. V — limitar tráfego via tributação).as multas decorrentes do exercício do poder de polícia. contribuição de melhoria. 156 prescreve quais os impostos que condicionam a competência tributária municipal. 145 da CF disciplina quais os tipos de tributos admitidos (condição tipológica): impostos. 150.as receitas de seus serviços. bem como todas as alterações verificadas no patrimônio municipal. Em primeiro lugar.

segundo o disposto na Constituição da República. O município poderá instituir os seguintes impostos: I . § 2º. c) de cessão de direitos à aquisição de imóveis. III . exceto os de garantia. será fixado segundo critérios de zoneamento urbano e rural. dois melhoramentos construídos ou mantidos pelo Poder Público. II .abastecimento de água. exploração. III . a qualquer título.Imposto Sobre a Transmissão de Bens Intervivos. 248. aformoseamento ou comodidade. oImposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana será lançado proporcionalmente à área situada. nele não compreendido o valor dos bens móveis mantidos em caráter permanente ou temporário no imóvel.contribuição de melhoria.meio-fio ou calçamento. estabelecidos pela lei municipal. II .Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. nem será graduada em função do valor financeiro ou econômico do bem. por ato oneroso: a) de bens imóveis por natureza ou acessão física. dentre os seguintes: I .sistema de esgotos sanitários. ou seu valor locativo real.Dos tributos municipais Art. A taxa não poderá ter base de cálculo própria dos impostos. atendido. § 3º. embora situados fora da zona urbana.Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Art. § 4º. § 2º.br CAPÍTULO II . III . Na hipótese de o imóvel situar-se apenas parcialmente no território do município. sejam comprovadamente 29 . IV .com. O valor venal do imóvel. direito ou interesse do contribuinte. O município poderá instituir os seguintes tributos: I . o requisito mínimo de existência de pelo menos.rede de iluminação pública com ou sem posteamento para distribuição domiciliar. considera-se o valor venal do terreno no caso de imóvel em construção. IV . b) de direitos reais sobre imóveis. exceto óleo diesel.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana poderá ser progressivo especificamente para assegurar o cumprimento da função social da propriedade. § 5º.impostos. na definição de zona urbana. para efeito de lançamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. exceto os serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicações. conforme dispuser a lei.taxas.posto de saúde ou escola primária a uma distância máxima de três quilômetros do imóvel considerado.Imposto Sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos. A base de cálculo do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana é o valor venal.escolaecia. § 1º. II . Sujeitam-se ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana os imóveis que. 249. para efeito de sua utilização. com canalização de águas pluviais. V . § 1º. Para fins de lançamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.

251. Para fins de incidência do Imposto Sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos. Art. durante o exercício financeiro. § 6º.1984 Enviado junto com este material. § 7º. nesses casos. requerer nova avaliação de sua propriedade para o fim de lançamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. DE 24.LEI Nº 691. da locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil de imóveis.br utilizados como áreas particulares de lazer e cuja eventual produção não se destine ao comércio. cisão ouextinção de pessoa jurídica salvo se. O Imposto Sobre a Transmissão de Bens Intervivos não incidirá na desapropriação de imóveis nem no seu retorno ao antigo proprietário por não atender à finalidade de desapropriação. desde que limitada à variação dos índices oficiais de correção monetária.12. Art.com.Escola & Ci@ - DIREITO TRIBUTÁRIO - www. ou pagos a maior. será feita pelo seu valor corrigido até à sua efetivação. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL . O contribuinte poderá. 30 . A atualização do valor básico para cálculo do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana poderá ocorrer a qualquer tempo. a qualquer tempo. com atualização de acordo com o índice legal de correção instituído pelo município. O Imposto Sobre a Transmissão de Bens Intervivos não incidirá sobre a transmissão de bens e direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização da capital. 253 A devolução dos tributos indevidamente pagos. Parágrafo único.escolaecia. a atividade preponderante do adquirente e for a compra e venda desses bens e direitos. Art. 252. O município manterá unidade de valor fiscal para efeito de atualização monetária dos seus créditos fiscais. considera-se venda a varejo a realizada ao consumidor final. Art. nem sobre a transmissão de bens e direitos decorrentes de fusão. 250. incorporação.