UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA – EEL
CENTRO TECNOLÓGICO – CTC
CAMPUS UNIVERSITÁRIO - TRINDADE - CEP 88040-900
FLORIANÓPOLIS - SANTA CATARINA

Análise de influências ópticas em diferentes formas
de acionamentos de LEDs

André Gutierrez Andreta

Florianópolis, Junho de 2012.

André Gutierrez Andreta

Análise de influências ópticas em diferentes
formas de acionamentos de LEDs

Monografia submetida à Universidade Federal
de Santa Catarina como requisito para a
aprovação da disciplina EEL7890 – Projeto
Final.
Orientador: Prof. Arnaldo José Perin, Dr. Ing.
Co-Orientador: Prof. Marcelo Lobo Heldwein,
Dr.

Florianópolis, Junho de 2012.

André Gutierrez Andreta

Análise de influências ópticas em diferentes formas de
acionamentos de LEDs
Esta monografia foi julgada no contexto da disciplina EEL7890 – Projeto Final e
aprovada na sua forma final pelo Curso de Engenharia Elétrica.
Florianópolis, 27 de Junho de 2012.

_________________________
Prof. Dr. Renato Lucas Pacheco
Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica
Banca Examinadora:

_________________________
Prof. Arnaldo José Perin, Dr. Ing.
Orientador
Universidade Federal de Santa Catarina

_________________________
Prof. Marcelo Lobo Heldwein, Dr.
Co-orientador
Universidade Federal de Santa Catarina

_________________________
Eng. Renato Scavone, M.Sc.
Fundação CERTI

_________________________
Eng. Carlos Augusto da Silva
Fundação CERTI

esfera integradora. é proposto um conversor eletrônico. Os testes são realizados com um gerador de funções e um circuito auxiliar e as medições ópticas são feitas em uma esfera integradora. Buck. . conversores eletrônicos. ripple de corrente. São apresentados dois testes: A Influência da amplitude e frequência da ondulação de corrente (ripple) nos parâmetros ópticos do LED e a comparação entre os métodos AM e PWM de variação da intensidade luminosa (dimerização). levando em conta a eficiência. Palavras-chave: LED. Uma vez definidos os parâmetros elétricos ideais. o volume e a forma de onda das soluções estudadas.Resumo O objetivo desse trabalho é desenvolver um método de testes para analisar influências ópticas em diferentes modos de acionamento de LEDs.

................................................Junção P-N de um LED [6].. ..Medidas de fluxo luminoso em 200 mA ... (b) Efeito de sub-threshold causado por defeito ou estados da superfície [12]..................Funções das cores padrões CIE 1931 [10]..... ......... pela Amplitude da ondulação da corrente e pela interação dos fatores...... 27 Figura 21 ..............................................Diagrama polar de distribuição luminosa... ..... ................. ........... 35 Figura 28 ..........Diagrama de Cromaticidade CIE 1931 x..... ..................Fluxo de energia com o interruptor S conduzindo [14]. 31 Figura 24 ....... ........ ................... 24 Figura 18............... b) Corrente com ondulação de 30%............ 38 ........................Curva da corrente em função da tensão sobre o LED.............Fluxo Luminoso para cada configuração de acionamento em 300 mA... .. 31 Figura 22..................... 17 Figura 11 ...............Lista de Ilustrações Figura 1 ............................. 11 Figura 7 ...... 26 Figura 20 ............... 9 Figura 5 ......Circuito proposto para a realização dos testes. ....... 5 Figura 3 ..................As 15 Cores de referência definidas (National Institute of Standards and Technology)............................................ c) Corrente com ondulação de 70%................................. 20 Figura 14 ...Característica Tensão-Corrente da junções p-n de diferentes semicondutores [12]................... 23 Figura 17..Variação do fluxo luminoso pela temperatura........(a) Efeito de resistência série e paralela na característica I-V...... 33 Figura 26 .................... .............. 13 Figura 9 .......Medidas de fluxo luminoso em 400 mA........ 23 Figura 16 ...................................................................................Espectro visível para o ser humano [8] .... 32 Figura 25 . ..................... ............................................ b) Dimerização PWM com razão cíclica de 75%...... .................. d) Dimerização PWM com razão cíclica de 50%.................. .. c)Corrente com ondulação menor de 5% de 200 mA.....Fluxo Luminoso para cada configuração de acionamento em 200 mA........ 6 Figura 4 ........................Medidas de fluxo luminoso em 300 mA com valores mínimos e máximos ..y [11].... ..............LEDs no interior da esfera integradora .................................................. 37 Figura 29 ..... ..................................................... ......................................... 16 Figura 2 .......... 12 Figura 8 – As 8 cores de referências para o cálculo do CRI.......... 18 Figura 12 .................................. 13 Figura 10 .................Modelo do conversor buck..................................... 10 Figura 6 ..................................................Curva Fluxo luminoso x Corrente...Gráfico de Efeito do Termo do Fluxo Luminoso pela Frequência....LED de potência LXK2-PW14-V00....................... ... .............Medidas de fluxo luminoso em 300 mA .................................................. 22 Figura 15 ............................................ 25 Figura 19........................................................ 19 Figura 13 .......................Diagrama de temperatura de cor (CCT) [4]............. 34 Figura 27 ........... ................................................. ................ 29 Figura 23 .a) Corrente com ondulação menor de 5% de 300 mA.. ......Diagrama de Cromaticidade com a representação do radiador universal.... ... ...............Regiões da Curva Fluxo luminoso x Corrente onde o LED opera com 30% e 70% de ripple.....................a) Corrente com ondulação menor de 5%..........

............ 45 Figura 38 ............... 41 Figura 33 ............ ....Corrente média de 300 mA e tensão na saída do conversor. 48 Figura 42 .......Protótipo do conversor.........................................................Layout do Conversor.......Corrente e Tensão de saída do conversor.......................................Esquemático do conversor com o LM 3402.............................. .............. ... 42 Figura 34 .......... 43 Figura 35.... 39 Figura 31 ...........................................Resistores para substituição do Ron ..Conversor buck proposto.................. ........Resistores para substituição do Rsns........... .. 49 Figura 44 .........Figura 30 ......................................................... 47 Figura 41 . 45 Figura 37 ............ [15] ............. ...................................................Fluxo de energia com o interruptor S bloqueado [14]........................................Corrente média de 100 mA e tensão na saída do conversor ........ ......................... 44 Figura 36.............................................Formas de onda do conversor BUCK..................................................Layout do protótipo com dimerização................................. 49 . 47 Figura 40 .Circuito equivalente do LED............................ 46 Figura 39 ......Corrente média de 200 mA e tensão na saída do conversor........ .......................... 48 Figura 43 ........................... .................Protótipo com dimerização AM. 40 Figura 32 ................ ..................... ..........

.......................Tabela ANOVA .......... 46 ....... 34 Tabela 7 ......................Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 400 mA... 28 Tabela 4 ................ 30 Tabela 5.......................................Lista de Tabelas Tabela 1........................................... 32 Tabela 6.............................................................................................................................Média Resultados das medições ópticas do LED com corrente média de 300 mA...........................................................Materiais Semicondutores de cada tipo de LED [4]........................................ .......................... ............... 34 Tabela 8 ................................. 15 Tabela 2..........Eficiência do conversor em diferentes tensões ....... ........................................... ....................................Média Resultados das medições ópticas do LED com corrente média de 200 mA................................................................ ........Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 200 mA................................Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 300 mA......... 27 Tabela 3.......................................................................... ................................................

.............................1 Introdução..... 17 Metodologia de testes proposto ...................................... 37 5..... Introdução ...... 26 4......................................................1 Corrente média de 400 mA .................................. 42 5................ 4............................................................ 37 5...................... Conclusões finais ................. 32 4...........2.........3 Simulação ................................................................................................................................................................................................ 16 3... 14 3.... 35 Conversor proposto para o acionamento ...................... 26 5..........3 Proposta do trabalho .................................................................................2 Testes do efeito causado pela amplitude da ondulação de corrente e da frequência .............5 Protótipo com dimerização .................................................2 Funcionamento do LED .....................2 Corrente média de 300 mA ...................................................4 Conclusões ........ Parâmetros de Desempenho Óptico de Dispositivos de Iluminação .................. 23 4....... 1 2................................................................................................................................................................................................................................. 30 4.................................................... 51 Anexo A – Cálculo dos componentes magnéticos do Protótipo ............................................. 14 4..1 Projeto de um circuito para a realização de testes ópticos ................. 38 5...........................................................1 Conversor Buck .............................................. 46 6......... Referências .......................................................................3 Testes de Dimerização ....... 40 5...................................................................2 Etapas de funcionamento ..............................................................................4 Característica de Carga .................... 3....... Características do LED ...............Sumário 1.......... 33 4....................................................... 53 .........................3 Corrente média de 200 mA ........... 23 4................................... 50 7...........................4 Escolha de componentes ...........................................................................................2....................2............................................................. 14 3................................. 5 3................................................

Primeiramente as lâmpadas funcionavam com queima de combustíveis como óleo e velas a parafina. Introdução A luz é algo indispensável para a vida dos seres humanos. Nos dias de hoje as lâmpadas incandescentes chegam a 15 lm/W. Também apresentam uma baixa temperatura de cor (uma tonalidade mais amarelada). Na busca de dispositivos mais eficazes. Ainda na era pré-histórica. em 1938 foi criada a lâmpada fluorescente por Nikola Tesla. Thomas Edison e Joseph Swan desenvolveram a primeira lâmpada elétrica considerada economicamente viável. que para certas aplicações podem ser mais atrativas e proporcionar melhor conforto visual. Anos após houve a invenção do lampião por Amié Argand. do conhecimento científico e até mesmo do tempo disponível para o lazer [1]. A lâmpada de Edison era constituída de um fio de linha carbonizado em um cadinho hermeticamente fechado. da cultura. o que possibilitou o desenvolvimento da economia. Apenas nos anos de 1880. proporcionando um método mais eficaz e com maior luminosidade. porém elas possuem algumas vantagens. época em que a energia elétrica já era dominada pelos homens.41 lumens por Watt [2]. o homem busca aprimorar a qualidade e eficiência de suas fontes. A iluminação gerada pelo sol definiu o padrão de vida dos seres vivos do planeta e até alguns séculos atrás o período produtivo era limitado às horas em que o Sol estava brilhando.1 1. Desde então. o homem dominou o fogo. um baixíssimo valor comparado com as outras fontes. todos se retiravam para as suas dependências para dormir. Apresenta um funcionamento diferente das lâmpadas . como a reprodução de forma fiel das cores dos objetos iluminados. tornou-se possível estender os trabalhos e o entretenimento até o horário desejado. criando assim a primeira fonte de luz artificial. Depois da criação da lâmpada elétrica esse ciclo se alterou. produzindo uma luz amarelada e fraca como a de uma vela e apresentando um rendimento de 1. Quando o Sol se punha.

Lâmpadas fluorescentes parecem ser uma ótima solução para a maioria das necessidades de iluminação. mas se tratando de sistemas de iluminação de ambientes externos.2 incandescentes. o diodo emissor de luz (LED) foi criado. Seu funcionamento básico é a geração de luz pela ionização de gases quando excitados por eletrodos. Lâmpadas fluorescentes são classificadas como sendo lâmpadas de descargas. Para seu funcionamento. as fluorescentes possuem uma eficácia muito melhor (60-100 lm/W) [16] e também um tempo de vida muito maior. Por apresentar um tamanho reduzido. o Brasil economizaria R$1. onde a reprodução de cores não é um fator tão importante. etc. tem-se a possibilidade de utilizar lâmpadas de vapor de sódio em alta pressão. como em parques. certos tipos de fábricas. Segundo dados estatísticos da ABilumi. Em comparação com as lâmpadas incandescentes.4 bi em energia se substituísse todas as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas. chegando até 150 lm/W [17]. Porém. porém grande parte de sua luz emitida é fora do espectro visível. é necessário um circuito elétrico ou eletrônico que gera a alta tensão para a abertura do arco (início de funcionamento) e controlar a corrente consumida pela lâmpada. por isso são conhecidas como “lâmpadas frias”. reator integrado e soquete igual ao utilizado nas lâmpadas incandescentes. que apresentam maior eficácia luminosa que fluorescentes. as lâmpadas fluorescentes compactas facilitaram a substituição das lâmpadas tradicionais (incandescentes) por sistemas de iluminação mais eficientes [3]. Mas uma grande desvantagem é a presença de gases que são prejudiciais ao meio ambiente quando descartadas de forma inadequada. tornando seu uso interessante apenas em situações específicas. pesquisador da multinacional norte americana General Eletric GE.. Em paralelo à evolução das lâmpadas citadas. Denominado dispositivo de iluminação de estado sólido . rodovias. por emitir mais energia eletromagnética em forma de luz do que calor. mais especificamente no ano de 1962 quando foi desenvolvido o primeiro modelo comercializável por Holonnyak Jr. Não produzem tanto calor. apresentam péssimos índices de reprodução de cor. obtendo uma eficácia muito melhor.

eletrodos ou tubos de descarga. com a evolução de outras tecnologias e principalmente da criação de polímeros conjugados. Atualmente LEDs com eficácia acima de 150 lm/W [17] são facilmente encontrados no mercado e recentemente. Na década de 60. Já nos anos 80. a transformação da energia do LED em luz é feita em matéria semicondutora. é o OLED. O principio de funcionamento do OLED já é conhecido há muito tempo. (diodos orgânicos emissores de luz). foram desenvolvidos LEDs que quebraram a barreira dos 200 lm/W. dispensando materiais tóxicos e metais raros existentes nos seu “irmão” LED.3 por não possuir filamentos. Atualmente as tecnologias de OLED possuem produtos no mercado de iluminação e têm perspectivas de dominar o mercado de displays. tornou-se viável a geração de luz a partir do material orgânico. novas tecnologias de semicondutores permitiram sua miniaturização. alcançando até 231 lm/W [18] em baixas correntes. e apresentam números impressionantes de eficiência e tempo de vida. e em displays de sete segmentos. possuem menor volume que qualquer outra tecnologia. porém nenhum material apresentava resultados eficientes. Na área de . Nos primeiros anos de existência. A cada ano que passa marcas anteriores são superadas e claramente ainda não chegaram ao seu limite. no ano de 2011. Era incogitável sua utilização para fins de iluminação. Somente na década de 90 uma pequena empresa do Japão criou o primeiro LED azul de alto brilho. LEDs ainda são relativamente novos no mercado. Nesta época já eram utilizados em semáforos [4]. tendo como diferencial a emissão de luz por elementos orgânicos. cientistas conheciam a propriedade de emissão de luz em materiais orgânicos. possibilitando assim a criação do LED branco e sua entrada na indústria de iluminação. Apenas no final do século XX. possibilitando novos formatos e brilho mais intenso. o LED era utilizado apenas em aparelhos eletrônicos como indicadores de ligado/desligado. A tecnologia mais recente e também com muita perspectiva.

Possuindo espessuras de poucos milímetros e superfícies planas emissoras de luz. Também pode ser transparente. Quando utilizados como displays apresentam menor consumo de energia que qualquer outra tecnologia. alta resolução na reprodução de cores além de se destacar entre muitos outros fatores. no capítulo 5 é proposto um conversor para seu acionamento entregue ao LED a corrente adequada. O capítulo 3 traz estudos aplicados a um LED de potência. pois são diferentes de qualquer outro tipo de lâmpada. podendo ser utilizado de formas jamais antes imagináveis. No capítulo 2 deste trabalho. algo que inova as formas de utilização. os OLEDs são atrativos principalmente em setores de design e arquitetura. no capítulo 4 é proposto um circuito para simular diferentes formas de acioná-lo e é feito um estudo analisando as influências de seu acionamento em seus parâmetros ópticos para poder encontrar os parâmetros de corrente mais adequados para seu acionamento. possibilitando a criação de tecnologias inimagináveis antes de sua criação. Além disso. que são fundamentais para o entendimento dos testes realizados. onde são apresentados as características elétricas e seu modelo elétrico equivalente. é apresentado os principais conceitos de fotometria. Uma vez conhecendo esses parâmetros para o acionamento do LED em estudo. É realizada uma simulação. . o OLED pode ser criado em material flexível. a construção de um protótipo e testes para confirmar sua característica. o OLED tem propiciado inovação no mercado de iluminação. tanto para fins de iluminação como de display.4 iluminação. Então.

V. Para melhor entendimento.d . Figura 1 .Espectro visível para o ser humano [8] É denominada fotometria a ciência relacionada ao estudo da luz na faixa visível para o ser humano. Parâmetros de Desempenho Óptico de Dispositivos de Iluminação Em diversas partes do trabalho são apresentados dados de parâmetros ópticos. Assim. Sua unidade no S. que expressa em um valor a radiação emitida em todas as direções por uma fonte de luz. Todos os parâmetros apresentados aqui estão relacionados a esta faixa do espectro eletromagnético.V(). é preciso ter um conhecimento do espectro eletromagnético. é lumens [lm] e pode ser obtido através da expressão: v  683 E. A luz solar tem sua maior concentração na região do espectro eletromagnético compreendida entre 425 nm e 675 nm.5 2. será explicado aqui o que representa cada parâmetro. ao se tratar de luz. sendo que o olho humano adaptou-se para ser mais sensível às excitações das ondas eletromagnéticas entre os comprimentos de onda de 380 nm a 770 nm.I. Fluxo Luminoso Um dos parâmetros mais utilizado na iluminação artificial é o fluxo luminoso. qualquer dispositivo destinado à iluminação deve irradiar energia nesta faixa do espectro [7]. SPD(). Primeiramente.

Para melhor compreender como a intensidade luminosa é apresentada para itens de iluminação artificial. é importante entender o conceito da curva de distribuição luminosa. também conhecido como candela [cd] [9]. De uma forma geral as fontes luminosas não emitem igualmente em todas as direções. a típica distribuição de um LED. que torna necessário o conhecimento do fluxo luminoso da lâmpada para saber sua intensidade por ângulo.Diagrama polar de distribuição luminosa. A curva de distribuição luminosa representa esquematicamente como está distribuída a intensidade luminosa de uma determinada fonte no espaço. tendo como unidade cd/klm (candela por kilolumens). Na figura 3. o fluxo luminoso total representa a energia radiada entre os limites de comprimento de onda mencionados.6 O intervalo de integração da equação são os limites da visão humana (380 nm a 770 nm). [9] Intensidade Luminosa A medida do fluxo luminoso de um determinado ponto de luz em uma determinada direção (ângulo sólido) é chamada de intensidade luminosa. vêse no diagrama da esquerda. Figura 2 . que no SI é medida em lumens por esferorradiano [lm/sr]. Sendo assim. Este pode representar assim a distribuição angular para diversas potências de lâmpada de um mesmo modelo. .

dividido pela potência total consumida. Luminância é uma excitação visual.I. é candela por metro quadrado [cd/m2]. no SI. Iluminância Iluminância é a definição da quantidade de lumens por unidade de área. mas não são sinônimos. Sua definição é dada por L d 2 v d 2 v  d dA cos() dA' A luminância consiste no quociente do fluxo luminoso que se propaga por um elemento de superfície dA a um determinado ângulo θ por unidade de ângulo sólido.7 O diagrama da direita tem como unidade cd (candela) e define o valor da intensidade luminosa por ângulo. A luminância é quantitativa e o brilho é sensitivo [2]. A unidade de medida da luminância. As fontes de luz com luminância elevada aparentam brilhar mais do que as que possuem baixa luminância [9]. Luminância está ligada ao que é entendido como brilho. Eficácia Luminosa de uma fonte de luz A definição de eficácia luminosa é o quociente do fluxo luminoso total emitido pela fonte de luz. É expresso em lm/W. O termo dA’ corresponde à área projetada na direção da observação. é lúmen por metro quadrado [lm/m²] conhecido também por lux [lx] [9]. Sua unidade no S. Luminância Um dos conceitos mais abstratos da fotometria é a luminância. enquanto que o brilho é a resposta visual. . E d v I v cos()  dA r2 Iluminância é um parâmetro comumente usado em projetos luminotécnicos. onde é encontrado em normas níveis de iluminância ideais para certos cômodos e estabelecimentos.

foram criados três estímulos imaginários [X] [Y] e [Z]. Tais funções são apresentadas no gráfico da Figura 4. o valor dos estímulos é definido pela integral da multiplicação do espectro da fonte luminosa com uma função que representa cada cor. A cor pode ser definida como uma característica da luz através da qual um observador pode diferenciar porções de luz de mesmo tamanho. A cor pode ser representada pela combinação de três cores primárias como o sistema RGB (red. pois ele expressa diretamente quanto da energia elétrica consumida está efetivamente sendo transformada em energia luminosa. green. Para simplificação matemática. blue). Colorimetria A colorimetria é a ciência que estuda as propriedades e medidas da cor.8 A eficácia luminosa é um dado muito importante para dispositivos de iluminação. . que podem representar a cor de qualquer fonte de luz usando as seguintes equações: X   x()SPD()d Y   y()SPD()d Z   z()SPD()d Basicamente. forma e estrutura [9].

foi definido o diagrama de cromaticidade CIE 1931 x.CIE (Commission International de l'Eclairage) o uso de três valores que dependem dos valores dos três estímulos. y contendo todas as cores existentes em um plano. Coordenadas de cromaticidade Para a simplificação da representação das cores. utilizando dois desses valores é possível representar todas as cores num plano bidimensional.9 Figura 3 . As equações são as seguintes: x X XYZ y Y XYZ z Z XYZ Dessa forma. Y e Z é possível definir todos os parâmetros colorimétricos.Funções das cores padrões CIE 1931 [10]. A partir dos valores de X. foi determinado na Comissão Internacional de Iluminação . . Assim.

No diagrama é contido também o lugar geométrico dos corpos negros (planckian locus).y [11].10 Figura 4 . .Diagrama de Cromaticidade CIE 1931 x. O diagrama relaciona a cor emitida por um corpo negro em função de sua temperatura.

11 “Full radiator locus” (radiador universal) Figura 5 . Temperatura correlata de cor (CCT) É possível relacionar cada coordenada de cromaticidade com uma temperatura relativa ao lugar geométrico dos corpos negros. Sua relação pode ser feita pelo gráfico da Fig. 7. .Diagrama de Cromaticidade com a representação do radiador universal.

maior é a CCT. que predominam no meio ambiente. menor é a CCT. a CCT é fundamental para a percepção do espaço.12 Figura 6 . são definidas oito cores de teste. . É amplamente utilizada em lâmpadas comerciais. Índice de Reprodução de Cor “Color Rendering Index” (CRI) O índice de reprodução de cor (CRI) é a medida de correspondência entre a cor das superfícies e sua aparência sob uma fonte de referência. A temperatura correlata de cor tem como unidade no S.I.Diagrama de temperatura de cor (CCT) [4]. Quanto mais próximo do azul. pois em termos de iluminação de ambientes. Para determinar os valores do CRI das fontes de luz. quanto mais próximo do vermelho. o Kelvin [K]. As mesmas são iluminadas com a fonte de luz de referência (com CRI de 100%) e a fonte de luz a ser testada [9].

Foram também definidas mais sete cores para serem analisadas individualmente em usos específicos.As 15 Cores de referência definidas (National Institute of Standards and Technology). Figura 8 .13 Figura 7 – As 8 cores de referências para o cálculo do CRI. . mas o CRI é definido apenas pelas oito primeiras.

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3. Características do LED
3.1 Introdução
Recentemente foi decretada uma nova lei nos EUA para regulamentar a iluminação
sob seu aspecto energético. Foi simplesmente proibido o uso de sistemas de iluminação
com baixa eficiência, incluindo lâmpadas bastante utilizadas no Brasil, como as
incandescentes, as fluorescentes tradicionais, as de vapor de mercúrio e as mistas. A
mesma lei dá prazo para que as instalações antigas sejam reformadas e, para motivar a
população, prevê financiamento destinado à troca de sistemas, além da aplicação de
pesadas multas [2].
Nos dias de hoje, a conservação de energia deixou de ser uma escolha e passou a ser
uma obrigação. Quando se fala de iluminação, pode-se facilmente imaginar o impacto
mundial que uma melhoria de 10% na eficácia das fontes de iluminação traria. E
imaginando 100%? As tecnologias de LEDs têm potenciais para alcançar esses
patamares de eficiência, ainda obter um tempo de vida muito maior e parâmetros
ópticos melhores que as lâmpadas comuns [5].

3.2 Funcionamento do LED
O Funcionamento elétrico dos LEDs é semelhante ao do diodo tradicional. Para
entender seu funcionamento é necessário saber o que são semicondutores.
Semicondutores são formados por alguns elementos químicos que, combinados de
forma adequada, apresentam uma propriedade intrigante, funcionando como um
condutor ou como um isolante, dependendo de fatores externos.
O LED é um semicondutor que transforma diretamente energia elétrica em luz. Seu
principio de funcionamento baseia-se nos níveis atômicos de energia. Com esse tipo de
dispositivo, a tensão aplicada leva os elétrons aos níveis mais altos de energia, que são
devolvidos em forma de luz quando eles retornam para seus níveis originais.

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Como elementos diferentes têm diferentes níveis de energia, a cor da luz irradiada
(vermelha, verde, laranja, etc.) depende do material utilizado. Desta forma, a cor dos
LEDs resulta da combinação dos elementos da Tabela Periódica que os compõem [4].

Tabela 1- Materiais Semicondutores de cada tipo de LED [4].

Dentre os materiais que formam o LED, um deles é dopado com elementos que
contém elétrons em excesso e o outro contém lacunas em excesso. Em condições
normais, os elétrons livres do semicondutor do tipo N preenchem as lacunas do material
do tipo P criando uma banda de isolamento entre os dois materiais, denominada banda
proibida.

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Figura 9 - Junção P-N de um LED [6].
Quando aplicada uma diferença de potencial, com o polo positivo no eletrodo do
cristal tipo P e o polo negativo no eletrodo do cristal tipo N, a banda proibida é desfeita,
permitindo a passagem de uma corrente elétrica. Dessa forma os elétrons e as lacunas
movem em direções contrárias e quando se encontram ocorrem suas combinações.
Os elétrons livres possuem níveis de energia mais elevados que os das lacunas e,
por isto, a combinação de um elétron com uma lacuna resulta na liberação de uma
quantidade de energia. A energia assim liberada é emitida como radiação luminosa na
forma de um pequeno “pacote” ou partícula sem massa denominada fóton [6].

3.3 Proposta do trabalho
Os LEDs são acionados em corrente continua. Portanto, para seu funcionamento
adequado pode ser facilmente acionado com pilhas e baterias, mas para conectá-los à
rede elétrica, a forma mas eficaz é utilizando um conversor eletrônico.
O objetivo desse trabalho é propor um circuito para o acionamento de LEDs.
Requisitos desse conversor são: alto rendimento, propriedades ópticas adequadas,
dimerização, reduzido volume e baixo custo.
Antes do estudo do conversor, serão analisadas influências de sua corrente de saída
nos parâmetros ópticos do LED. Por mais que o conversor obtenha uma corrente de

Para realização desses testes.17 saída com valor médio adequado. Figura 10 . 3. seu acionamento deve ser feito por um conversor com característica de . primeiramente serão estudadas as características elétricas do LED. seu comportamento ideal é apresentado na Figura 10.4 Característica de Carga A corrente que flui no LED é proporcional a tensão aplicada sobre ele e. Como o fluxo luminoso emitido pelos LEDs é proporcional a corrente que é submetido.Característica Tensão-Corrente da junções p-n de diferentes semicondutores [12]. O LED é ainda considerado uma tecnologia emergente. mas também com relação às formas de acionamento. existem diversos fatores que podem alterar o comportamento óptico do LED. Os parâmetros que serão estudados serão: amplitude da ondulação da corrente. frequência da corrente e a comparação da dimerização PWM e dimerização AM. muitas pesquisas têm sido feitas não só com relação à evolução do próprio dispositivo. Assim. como todos os diodos. não há uma conclusão sobre a melhor maneira de alimentar o LED [3]. Portanto.

uma pequena variação de alguns milivolts poderiam levar a queima. o ajuste de seu nível de corrente não é tão sensível quanto o gráfico acima. Tendo-se um conversor com característica de fonte de corrente.18 “fonte de corrente” pois. Figura 11 . na prática. o que torna seu acionamento menos complicado. Mas. . sua curva de condução é mais suave. se acionado por uma fonte de tensão. (b) Efeito de sub-threshold causado por defeito ou estados da superfície [12]. basta escolher a corrente que será fornecida ao LED.(a) Efeito de resistência série e paralela na característica I-V. Devido a não idealidades. Para isso é importante conhecer a curva de fluxo luminoso por corrente. como mostrado no gráfico da figura 10.

cada acréscimo de corrente acaba gerando um aumento não tão significativo de fluxo luminoso. o fluxo luminoso é diretamente proporcional a corrente que percorre o LED. que o ponto ideal em termos de eficácia luminosa seria em baixos valores de corrente. a maior eficácia é encontrada quando com uma menor potência é obtido um maior fluxo.Curva Fluxo luminoso x Corrente típica do LED. Mas. algo que não é interessante utilizá-los nessas faixas se o objetivo é iluminar.19 Figura 12 . Conforme é mostrado na Figura 12. É visível nesse gráfico também. Como o gráfico apresenta uma derivada decrescente. nem sempre as correntes escolhidas para o acionamento dos LEDs são no ponto de maior eficácia. resultando assim numa menor eficácia luminosa em correntes elevadas. até um ponto em que o LED aparentemente ‘satura’ e não há mais acréscimo de fluxo luminoso com o aumento da corrente. Portanto. Pois. . Os LEDs possuem maior eficácia em baixas luminosidades.

apresentam níveis muito bons.Regiões da Curva Fluxo luminoso x Corrente onde o LED opera com 30% e 70% de ripple. para decidir um nível aceitável e assim projetar um conversor adequado. que mesmo não utilizando a maior eficácia. O conversor a ser projetado terá característica de fonte de corrente.20 são escolhidas correntes acima do ponto ótimo. . próximos ao ponto de saturação. chega-se ao primeiro parâmetro que será estudado no acionamento: a influência da ondulação (ripple) da corrente nos parâmetros ópticos. Como um dos objetivos do trabalho é que o conversor proposto tenha um baixo volume. então é essencial que se dimensione o indutor com o menor volume possível. Tendo conhecimento desses conceitos. Sua indutância influencia diretamente na ondulação da corrente e provavelmente será o maior componente do circuito. tem-se como um dos principais componentes um indutor. Figura 13 . O efeito da ondulação pode ser amenizado com a utilização de filtros na saída. Por isso será realizado um estudo aprofundado dos efeitos da ondulação da corrente em parâmetros ópticos.

quando operam em diferentes níveis de corrente. Porém. acaba emitindo um fluxo luminoso maior. em amarelo (30%) e em vermelho (70%). Esse efeito é ainda maior para menores níveis de valores médios de correntes. foi criada a imagem supondo dois níveis de ondulação de corrente para as faixas de fluxo luminoso no qual o LED operaria. é feito o ajuste de sua corrente média. o valor da eficácia luminosa é menor para a dimerização PWM. portanto quando o LED opera com correntes mais altas. é necessário o uso das altas frequências. para obter componentes eletrônicos de volume reduzido. é visto que quanto maior a ondulação. Para realizar esse controle é comum a utilização de dois modos: A dimerização PWM e a dimerização AM. é o controle de sua luminosidade (dimerização). O fluxo luminoso gerado pelo LED seria de 215 lm. Além do fluxo luminoso. a existência da ondulação pode resultar em diferentes valores para esses parâmetros. um LED com corrente constante de 400 mA geraria 270 lm. . Como foi mostrado na figura 12. Sendo assim.21 De acordo com a Figura 12. onde um LED opera com 800 mA. mais tempo o LED opera na região “saturada” de fluxo luminoso. para obter médias mais baixas. a dimerização é realizada pelo controle do valor médio da corrente aplicada no dispositivo. na corrente nominal e em zero. a curva de fluxo luminoso em função da corrente não é linear. Outro parâmetro analisado será a frequência. Como a potência aplicada no LED durante um tempo igual ao período da modulação PWM nos dois casos são iguais. porém com menor eficácia. A dimerização PWM é uma onda pulsada. Nos LEDs. Mas. os LEDs podem apresentar diferentes coordenadas de cromaticidade e índices de reprodução de cor. que pode ser interessante no uso de dispositivos de iluminação. Os conversores podem operar em diversas frequências. Um aspecto relacionado à funcionalidade. que durante um certo tempo o LED fica conduzindo e em outro tempo não. Com o controle da largura do pulso. e considerando uma corrente média de 800 mA. com dimerização PWM e razão cíclica de 50% o valor médio da corrente é de 400 mA. Com uma rápida analise matemática do gráfico. então por mais que a corrente média continue sendo 800 mA. Dessa forma o LED opera em apenas dois pontos de corrente. Tomando como exemplo a curva da figura 12. o fluxo luminoso total será menor. mesmo tendo uma corrente média igual.

O LED é muito sensível à variação de temperatura. foi traçada a curva da variação de fluxo luminoso do LED que será testado em função da temperatura.25% de fluxo luminoso por °C. os dados que se espera medir durante os testes. . a variação dos parâmetros ópticos de uma configuração de acionamento para outra terá diferenças muito sutis.22 Na realização dos testes. Para melhor entendimento desse efeito. Fluxo Luminoso x Temperatura 244 242 Fluxo Luminoso [lm] 240 238 236 234 232 230 228 226 0 5 10 15 20 25 30 35 Temperatura [C°] Figura 14 . O LED que será testado apresenta uma variação de 0. também possuem uma pequena variação. Sendo assim.Variação do fluxo luminoso pela temperatura. e um cuidado que deve ser tomado é com a variação da temperatura de uma medida para outra. Por mais que a variação pareça pequena. para a realização dos testes será controlada rigorosamente a temperatura no local do LEDs.

serão utilizados dois LEDs de potência LXK2-PW14-V00.2 0 0 2 4 Tensão [V] 6 8 10 Figura 16 .6 0.1 Projeto de um circuito para a realização de testes ópticos Para testar os conceitos propostos no item anterior.2 Corrente [A] 1 0.LED de potência LXK2-PW14-V00.8 0.4 0. Metodologia de testes proposto 4.23 4. que possuem as seguintes características elétricas: Figura 15 . Corrente x Tensão 1.Curva da corrente em função da tensão sobre o LED. .

5W de potência. . Figura 17. um dos perigos ao alimentar LEDs diretamente com fontes de tensão é que uma pequena variação em sua impedância. Portanto. Como mencionado anteriormente no trabalho. Então é proposto o uso de um resistor com valor de resistência suficiente para que as alterações de impedância dos LEDs sejam desprezíveis para a fonte. A maneira mais simples e precisa para obter tais formas de onda é utilizando um gerador de funções. ou uma pequena oscilação na fonte podem levar a sua queima.Circuito proposto para a realização dos testes. será utilizado um amplificador operacional de potência para dar um ganho de corrente à forma de onda gerada pelo gerador de funções. é necessário que o circuito forneça até 3. A figura 17 apresenta o circuito proposto para os testes. com seu aquecimento. e suporte a corrente máxima que será imposta nos LEDs. Para acionar os LEDs de modo a atender os testes propostos.24 Eles serão acionados por um circuito capaz de gerar as formas de onda em diversas amplitudes e frequências.

Em relação às frequências. Foram escolhidos três níveis de amplitude de ondulação de corrente : 30%. Dessa forma será variada sua amplitude e sua frequência. As formas de onda são mostradas na figura 18. São eles.25 O gerador de funções emitirá um sinal AC com um offset que será precisamente definido para obter os seguintes valores de corrente média: 400 mA. que é abaixo de 5%. c) Corrente com ondulação de 70%. O Sinal AC será ajustado para simular o efeito da ondulação das fontes chaveadas. temperatura de cor e CRI. 70% e o nível mínimo do gerador. . 300 mA e 200 mA. Figura 18. fluxo luminoso. O teste tem o objetivo de medir os parâmetros ópticos do LED. 100 kHz e 1 MHz. b) Corrente com ondulação de 30%.a) Corrente com ondulação menor de 5%. o acionamento será testado em 100 Hz. 1 kHz.

1 Corrente média de 400 mA Para a realização do teste foi proposto o uso de técnicas de delineamento de experimentos (DOE).LEDs no interior da esfera integradora .26 4.2. As medições ópticas serão realizadas em uma esfera integradora da Labsphere. O delineamento de experimentos é uma sistemática para planejar um experimento. com controle de temperatura interno.2 Testes do efeito causado pela amplitude da ondulação de corrente e da frequência 4. onde as entradas (ou fatores ou variáveis) são alteradas de modo planejado para avaliar seu impacto sobre uma saída (ou resposta) [13]. O objetivo do uso do delineamento de experimentos nesse teste será determinar a influência de cada parâmetro e assim encontrar o ponto ótimo de operação do LED. Figura 19.

983 1M 30 204. Tabela 2.0 ± 0.988 1k 30 204. Todas as medições foram realizadas com temperatura de 25.8 5.69 70.964 1k 70 198.0 5.1 °C.65 70. CRI (%) 70.7 5.68 70.962 Figura 20 .964 100 70 198.66 70.27 Serão realizadas três medições em cada configuração e na ordem aleatória proposta pelo DOE.68 70.Medidas de fluxo luminoso em 400 mA. Fluxo Temperatura Frequência (Hz) Ripple (%) (lm) (K) <5 206.6 5.965 100 k 70 199.985 100 k 30 204.Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 400 mA.67 .5 5.60 70.6 5.68 70.5 5.5 5.975 100 30 204.

5476 0.3237 4.0133 313.0133 4.2068 3.0593 0.2559 0.2932 0.0809 0.2448 0.7481 A análise estatística foi realizada com um nível de significância de 10%.3872 0.0815 0.0148 0.15% Informação da Regressão Termo Coeficiente Erro Padrão IC Inferior IC Superior Valor T Valor p Interceptar 203.208 -0.4946 2237.6812 173.0559 0.1817 -0. foi utilizada a técnica de análise de variância ANOVA (ver Tabela 3).6525 26.3261 0. .1817 -0.5977 0 A[1] -0.96E-15 2 0.2377 0.0148 0.0704 0.9095 A[2] -0.3003 0.1817 -0.223 0.7032 A[2]B[1] 0. em todas as configurações com maior ondulação de corrente.4296 0.0909 203.2448 0. calcula-se o valor de p para cada fator e para a interação dos dois fatores.2508 0. Já para o fluxo luminoso houve uma queda de 4%.1153 0.Tabela ANOVA Tabela ANOVA Soma dos Média dos Graus de Quadrados Quadrados Liberdade [Parcial] [Parcial] Razão F Valor p 8 309.1358 3.6869 6.33 0.8317 0.0141 0.0704 0.4722 98.507 692.72% 98.9359 A[1]B[2] 0.337 0. em média.1741 0.3969 9.9512 1.1525 -0.28 Analisando os resultados.0704 0.52E-08 A[1]B[1] 0.9718 9.1817 -0. Para a análise do efeito dos fatores estudados no fluxo luminoso.4871 1. Origem da Variação Modelo A:Frequência B:Amplitude de Corrente AB Resíduo Erro Puro Total S= R-qdr = R-qdr(adj) = Tabela 3.3855 0.3855 0.363 0. observa-se que os parâmetros de cor (Temperatura de cor e CRI) nas diferentes configurações não mostraram variações significativas.5907 B[1] 3.223 0.1285 -0.4496 38.1795 203.3872 0.7032 A[2]B[2] 0.1285 -0.1285 3.463 154.66E-16 B[2] 1.3744 0.1285 0.7808 2 4 18 18 26 309.1119 0. Dessa forma.36E-18 0.

O gráfico de efeito de termo analisa o efeito de cada fator independentemente.1 o fator em questão apresenta um efeito significativo na resposta.29 Quando o valor de p é menor que 0. Nele. Já a frequência e a interação dos dois fatores analisados não apresentam efeitos significativos. se é maior seu efeito não é significativo. vêse claramente a variação do fluxo luminoso nos diferentes níveis de amplitude de ondulação e de frequência. Figura 21 . Observa-se que a ondulação tem uma influência muito maior que a frequência. Desta forma. .Gráfico de Efeito do Termo do Fluxo Luminoso pela Frequência. pela Amplitude da ondulação da corrente e pela interação dos fatores. A média do fluxo luminoso no nível de amplitude de ondulação de 70% foi 8 lumens (4%) menor que o nível “<5%”. concluise que o fator de amplitude da ondulação é o único que apresenta influência significativa na resposta.

919 CRI (%) 70. Frequência (Hz) Ripple (%) Fluxo (lm) Temperatura (K) 0 164.2 5.Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 300 mA.0 5.5 5.937 1k 30 163.918 100 k 70 159. a corrente média foi ajustada para 300 mA.2 Corrente média de 300 mA Com um ajuste preciso no gerador de funções.2.52 70. Tabela 4 . Então.928 100 30 163.4 5.937 100 k 30 163.916 100 70 159.30 4.54 70. aplicam-se as mesmas formas de onda do item anterior.54 Fluxo Luminoso em 300 mA Fluxo Luminoso [lm] 165 164 0Hz-<5% 163 100Hz-30% 162 100Hz-70% 161 1kHz-30% 160 1kHz-70% 159 100kHz-30% 158 100kHz-70% 157 1MHz-30% 156 Figura 22 .936 1M 30 163.4 5.54 70.Medidas de fluxo luminoso em 300 mA .3 5.54 70.55 70.54 70.49 70.4 5.6 5.916 1k 70 159.

Medidas de fluxo luminoso em 300 mA com valores mínimos e máximos Os resultados foram semelhantes à configuração de 400 mA. A frequência não apresentou influências no resultado e os parâmetros de cor não foram alterados com os diferentes acionamentos. .31 Figura 23.6 lúmens (2.9%) menor que o nível “<5%”. O maior resultado de fluxo luminoso foi com a configuração de menor ondulação de corrente. A média do fluxo luminoso no nível de amplitude de ondulação de corrente de 70% foi 4.

1 5.845 70.50 100 k 70 114.5 100kHz-70% 114.47 100 30 117.866 70.842 70. .846 70.32 4.Medidas de fluxo luminoso em 200 mA .0 Figura 24 .2.45 100 k 30 117.9 lúmens (1.8 5.49 Fluxo Luminoso em 200 mA 117. A média do fluxo luminoso no nível de amplitude da ondulação de corrente de 70% foi 1.848 70.0 1MHz-30% 113.872 70.9%) menor que o nível “<5%”.6 5.5 1kHz-30% 115.5 113.866 70.0 5.0 1kHz-70% 100kHz-30% 114.6 5.9 5.863 70.46 1k 30 117.Resultados das médias das medições ópticas do LED com corrente média de 200 mA.0 0Hz-<5% Fluxo Luminoso [lm] 116.0 5.50 100 70 114.46 1M 30 116.5 100Hz-30% 116.0 100Hz-70% 115.3 Corrente média de 200 mA Tabela 5.7 5. Frequência (Hz) Ripple (%) Fluxo (lm) Temperatura (K) CRI (%) 0 116.49 1k 70 114.5 117.

d) Dimerização PWM com razão cíclica de 50%. Figura 25 .33 4. Sua corrente máxima será de 400 mA. b) Dimerização PWM com razão cíclica de 75%. então variando a razão cíclica em 75% e 50% será obtido as correntes médias de 300 mA e 200 mA. medindo os parâmetros ópticos do LED.3 Testes de Dimerização A fim de comparar o método de dimerização PWM com o AM. Seu acionamento será feito com uma corrente média de 300 mA e 200 mA com a dimerização PWM.a) Corrente com ondulação menor de 5% de 300 mA. foi realizado o mesmo teste. c)Corrente com ondulação menor de 5% de 200 mA. Os resultados obtidos serão comparados com os resultados da configuração de menor ondulação de corrente do item anterior. .

o fluxo luminoso apresentou um valor mais baixo com a dimerização PWM do que com a dimerização AM.47 (10k*) PWM 106.Fluxo Luminoso para cada configuração de acionamento em 300 mA. Fluxo Luminoso em 300 mA 166 Fluxo Luminoso [lm] 164 162 160 0Hz-<5% 158 PWM-10kHz 156 154 152 Figura 26 . . Frequência (Hz) Ripple (%) Fluxo (lm) Temperatura (K) CRI (%) 0 116.19 Os resultados foram bem similares aos obtidos com corrente de 300 mA.0 5942 70.Média Resultados das medições ópticas do LED com corrente média de 300 mA. Os valores com baixa ondulação de corrente apresentaram maior valor de fluxo luminoso.43 Novamente a temperatura de cor e o CRI não tiveram variações significativas.49 10k PWM 157 5951 70. Tabela 7 – Média dos Resultados das medições ópticas do LED com corrente média de 200 mA. Frequência (Hz) Ripple (%) Fluxo (lm) Temperatura (K) CRI (%) 0 164 5928 70.6 5872 70.34 Tabela 6. No entanto.

o LED acaba operando em regiões onde usa mais potência para gerar menos fluxo luminoso. Comparando os resultados de 400. No entanto.0 Fluxo Luminoso [lm] 114.0 102.0 Figura 27 . nem os parâmetros de cor do LED.Fluxo Luminoso para cada configuração de acionamento em 200 mA. para.0 PWM-10kHz 106.0 0Hz-<5% 108. assim. conclui-se com os dados que a frequência não afeta de forma alguma o fluxo luminoso.0 110. propor um conversor capaz de gerar uma forma de onda adequada e eficaz. resultando assim num valor menor de fluxo luminoso total.0 112. 4. Fluxo Luminoso em 200 mA 118.0 104. causa o efeito apresentado no início do capítulo. Com o aumento da amplitude. As frequências de 100 Hz e 1 kHz são claramente incompatíveis com conversores que tem como um dos objetivos ter um volume pequeno. As variações entre a .35 Também é visível que os valores de temperatura de cor e CRI não apresentam mudanças significativas. é visto que a amplitude da ondulação de corrente tem menor influência nas correntes menores.0 100. Já a amplitude da ondulação da corrente do LED. 300 e 200 mA.4 Conclusões Os testes foram realizados com a intenção de compreender um pouco das características ópticas do LED.0 116.

36 configuração de 5% de ondulação de corrente com a de 70%. Assim esses resultados consolidam o efeito previsto. . acaba resultando menos eficaz. nas correntes citadas anteriormente. o LED opera com valores instantâneos mais altos de corrente em relação ao valor médio da corrente. 2. mais longe da região de saturação. o que pela não linearidade da curva do fluxo luminoso por corrente. Na dimerização PWM. o LED opera em uma região mais linear. ao ser submetido a correntes menores. Essa variação se dá pelo fato que. foram respectivamente de 4.9%. Os testes de dimerização apresentaram resultados como os previstos no capítulo anterior.9% e 1.33%.

.37 5. É também requisito do projeto o conversor possuir o menor tamanho possível e um baixo custo.Ondulação na corrente de saída < 30%. Conversor proposto para o acionamento Para o acionamento dos LEDs. Para isso foi escolhido um conversor BUCK.Modelo do conversor buck. é necessário um conversor com propriedade de fonte de corrente. Por meio do controle do tempo em que o interruptor conduz.Frequência de comutação: 1 MHz. pode-se definir a parcela do fluxo de energia que passa pelo conversor.1 Conversor Buck O conversor Buck é caracterizado como uma fonte abaixadora de tensão. controlando assim. .Corrente de saída: Io = 400 mA. por obter as características necessárias e poucos componentes. a tensão média de saída. . .Tensão de entrada: Vin =24 V. 5. Os parâmetros que a fonte precisa ter são os seguintes: . Figura 28 .

∫ . Desconsiderando as perdas nos componentes.Fluxo de energia com o interruptor S conduzindo [14].Quando o interruptor S se encontra conduzindo.2 Etapas de funcionamento O conversor Buck é constituído por um interruptor controlado. Nessa etapa ocorre a energização do indutor.38 5. um diodo de roda livre e um filtro LC que alimenta a carga. Figura 29 . é possível obter a corrente no indutor pela lei das tensões de Kirchhoff. O funcionamento é dividido em duas etapas:  Etapa de transferência (ton) . A corrente circula na forma apresentada na Figura 29. a energia vinda da fonte flui diretamente pela carga.

Nessa etapa ocorre a descarga do indutor. em um circuito RLC sem alimentação. A circulação da corrente para essa configuração está apresentada na Figura 30. a fonte é desconectada do circuito e o diodo Drl atua proporcionando um caminho para a descarga do indutor.A segunda etapa ocorre quando o interruptor S é bloqueado.Fluxo de energia com o interruptor S bloqueado [14].39  Etapa de roda livre (toff) . A corrente no indutor é dada por: ∫ As formas de onda das duas etapas de funcionamento são apresentadas na Figura 30 . Figura 30 .

O primeiro passo foi definir a impedância da carga. escolher cada dispositivo em função da carga que precisam suportar e das características mínimas de desempenho que precisam ter. Exigindo assim 2.Formas de onda do conversor BUCK.32W de potência. foi realizada uma simulação ignorando suas não idealidades.64 W do conversor. Serão acionados dois LEDs de potência (LXK2-PW14-V00). 5.40 Figura 31 . a fim de obter os esforços sobre cada um e. então. cada um consome 1.3 Simulação Para a escolha dos componentes eletrônicos do circuito. . que segundo o datasheet em 400 mA.

41 Figura 32 . . Aplicou-se a modulação PWM para a comutação do circuito e sua razão cíclica foi ajustada de forma obter a corrente de 400 mA na saída. O cálculo do indutor e do capacitor estão detalhados no Anexo 1. Característica da carga:  Rs = 2 Ω  VDC=6 V A simulação foi realizada no programa PSIM.Circuito equivalente do LED.

o circuito recomendado é o da Figura 34: .4 Escolha de componentes Existem diversos circuitos integrados que simplificam o projeto do conversor Buck.42 Figura 33 . que é apropriado para uso em acionamento de LEDs Sua principal funcionalidade é o controle da corrente de saída. Para realizar o conversor com os parâmetros apresentados anteriormente. Seu limite de corrente de saída é de 500 mA. valores que suprem a necessidade da carga a ser alimentada. e consequentemente o tamanho final do circuito. diminuindo assim a quantidade de componentes externos. foi decidido o uso do circuito integrado LM3402. Outra vantagem é possuir um interruptor MOSFET interno.Conversor buck proposto. algo imprescindível para o acionamento de dispositivos de iluminação. 5. De acordo com o datasheet do fabricante. e de tensão 42 V.

Como foi definido a frequência de operação de 1 MHz. O tempo de condução do MOSFET é dado pela seguinte equação: O limite mínimo é de 300 ns tanto para o período de condução. ajustando assim a corrente de saída. O diodo zenner e o resistor RZ funcionam como proteção de sobre tensão e sobre corrente. Assim foi escolhido um Diodo Zenner de 8.Esquemático do conversor com o LM 3402.43 P1 U1 8 2 1 Cin Ron 6 Entrada GND 3 P3 GND 2 1 7 VIN BOOT RON SW DIM CS VCC GND 2 CB L1 1 P2 1 2 5 Co D1 4 Z1 Diode zener Rsns Saída LM3402MM DIM RZ 1K GND CF GND GND GND GND Figura 34 . A frequência de operação do circuito é definida pelo resistor Ron e pela tensão de alimentação do circuito. para uma saída de 400 mA foi escolhido um resistor de 0. O controle da corrente de saída é feito pelo resistor Rsns. como para o período aberto.2 V. O datasheet fornece uma equação já descontando a influência do indutor nesse controle. controlando a frequência e a razão cíclica. que compara o valor de tensão sobre ele com 200 mV. Se o valor for diferente. Foi escolhido um diodo zenner de modo que sua faixa de tensão de operação seja maior que a tensão necessária na saída. ( ) ( ) ( ) Assim. o tempo de condução é dado por: . é feito um controle por histerese.5 Ω.

.Capacitor de entrada: Cin = 470 nF.Layout do Conversor.Resistor de tempo de condução do interruptor: Ron = 47 kΩ. . . obteve-se os componentes utilizados nesse protótipo. . [15] Conforme os cálculos desse capítulo e do Anexo 1. criou-se o layout da placa apresentado na Figura 35. . .Capacitor de filtro do regulador linear: Cf = 100 nF. Figura 35.Capacitor de saída: Co = 470 nF.Indutor: L1 = 47 µH.44 Portanto o valor escolhido calculado para Ron é: Entre os resistores comerciais foi decidido o uso de 54 kΩ.Capacitor de bootstrap: Cb = 10 nF. Com todos os componentes definidos. .

Protótipo do conversor. .Resistor de sensor de corrente: Rsns=0. Figura 37 .Corrente e Tensão de saída do conversor. realizaram-se testes para verificar seu funcionamento conforme projetado. Figura 36.5 Ω. Com o protótipo montado.45 .

66 6. Figura 38 .46 Testou-se também a eficiência do conversor em outras tensões de alimentação Tabela 8 .892 208. .5 Protótipo com dimerização A variação da intensidade luminosa (dimerização) do LED é feita através do controle de sua corrente média.885 187.593 408 0.869 141.520 380 0.879 168.87 6.589 406 0.72 6.576 400 0.858 123.1 6. Como o circuito integrado LM3402 realiza esse controle com um resistor shunt. para fazer a dimerização é necessário apenas regular esse resistor.862 131.04 6.560 393 0.81 6.586 403 0.Eficiência do conversor em diferentes tensões Vin(V) 12 14 16 18 20 22 24 26 Iin(mA) Vo(V) Io(mA) Eficiência % 231.Resistores para substituição do Rsns.07 6.873 153.604 413 0.853 5. Portanto foi proposto o uso de um arranjo com resistores e um potenciômetro para realizar este controle.39 6.600 411 0.

Layout do protótipo com dimerização. é necessário o ajuste do resistor Ron. Então também foi proposto o uso de um arranjo de um resistor e de um potenciômetro. foi criado um novo layout e montado o segundo protótipo.32 Ω a 16. para o circuito integrado funcionar adequadamente. Mantendo os mesmos componentes do protótipo anterior. Figura 39 . .68 Ω. Figura 40 . Mas.Resistores para substituição do Ron Dessa forma é possível ajustar o tempo de condução do interruptor. evitando que o circuito integrado opere com tempo de condução menor que seu limite de 300 ns. que regula o tempo de condução do interruptor. Dessa forma é possível variar a corrente de saída de 500 mA até 32 mA.47 Com a configuração apresentada é possível variar o Rsns de 0.

48 Figura 41 . Figura 42 .Corrente média de 300 mA e tensão na saída do conversor.Protótipo com dimerização AM. Com ajustes nos potenciômetros obtiveram-se as correntes de saída desejadas. .

Corrente média de 200 mA e tensão na saída do conversor. Figura 44 .Corrente média de 100 mA e tensão na saída do conversor .49 Figura 43 .

A dimerização PWM. é interessante o monitoramento térmico do dispositivo em teste. os resultados dos testes do trabalho mostraram que a dimerização PWM proporciona um fluxo luminoso menor que a dimerização AM quando uma potência igual é consumida. Por mais que as diferenças medidas sejam pequenas. são propostas algumas adaptações na realização do teste em questão. Conclusões finais Através da análise das medições ópticas nos diferentes tipos de acionamento do LED. de forma geral. pois esse é um fator que influencia diretamente os parâmetros ópticos. Porém.50 6. conclui-se que a forma de onda aplicada tem influência no fluxo luminoso. possui uma implementação mais simples em um circuito quando comparada à dimerização AM. o dispositivo possui em uma eficácia luminosa menor quando a dimerização PWM é usada. mesmo que o dispositivo consuma a mesma potência. Outro fator que não foi observado no trabalho é se o efeito de perda de fluxo luminoso pela alta amplitude de ondulação de corrente e pela dimerização PWM se somam quando aplicados no dispositivo uma onda PWM com grande ondulação de corrente. Para melhor compreensão dos efeitos da ondulação de corrente. Dessa forma. Para futuros estudos. Os conversores propostos no trabalho obtiveram um bom rendimento e geraram uma forma de onda adequada para a alimentação de LEDs. Muitos circuitos integrados possuem entradas prontas para utilizar a dimerização PWM. possibilitando assim a criação de circuitos menores e com menores custos. esse fluxo luminoso perdido durante toda a vida útil do LED pode ser algo muito significativo. É possível realizar uma adaptação do projeto visando a fabricação de um produto comercial. .

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2 100 Vomax  0.258nF Co=1µF .278 Indutor de Saída: Vin Lo  4 I Lfs Lo  60 H Capacitor de Saída: Co  Vin 31 Lo V o fs 2  967.67V I L  25%Io  100mA V o  0.53 Anexo A – Cálculo dos componentes magnéticos do Protótipo Dados: Vin  24V fs  1MHz Io  400mA Vomax  6.013V Rleds  2 1 6 Ts   1  10 s fs Razão Cíclica: D  Vomax Vin  0.

67 mA fo  20.54 Frequência de Ressonância do filtro de saída: 1 fo    2   Lo Co 1 2 Ondulação de corrente na saída I o  V o Rleds I o  6.547kHz .