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Direito Administrativo
Professor Antonio Kozikoski

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Constitucional e através deste material complementar às aulas que integram o
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1.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

1.1. Fundamentos da República Federativa do Brasil

Fundamentos
da República
Federativa do
Brasil
Substantivos

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.

1.2. Separação de poderes
Separação de
poderes

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre
si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

1.3. Objetivos da República Federativa do Brasil
Objetivos da
República
Federativa do
Brasil
Verbos

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

1.4. Princípios que regem o Brasil em suas relações internacionais

Princípios que
regem o Brasil
em suas
relações
internacionais

2.

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas
relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a
integração econômica, política, social e cultural dos povos da
América Latina, visando à formação de uma comunidade latinoamericana de nações.

DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
1

a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. define os crimes de tortura. da Constituição Federal. de 15 de fevereiro de 1991. independentemente de censura ou licença. de 14 de dezembro de 1973. e 226.805. do Conselho Federal de Medicina. de 13 de setembro de 2002 II . 9.é livre a expressão da atividade intelectual. VIII .é livre a manifestação do pensamento. A Lei n. 9. de 20 de julho de 2010.Art. na forma da lei. • Vide arts. à liberdade. respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. e Lei n. institui o Estatuto da Igualdade Racial.029 de 13 de abril de 1995.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. 9. Lei de Proteção da Propriedade Intelectual de Programa de Computador e sua Comercialização no País: Lei n. científica e de comunicação.é assegurada. 2. de 29 de junho de 1981. • • • Lei de Direitos Autorais: Lei n. de julho de 2000.609.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. dispõe sobre o serviço de Assistência Religiosa • • nas Forças Armadas. VI .377. 9. além da indenização por dano material.288. estabelece diretrizes para a assistência religiosa nos estabelecimento prisionais. de 9 de novembro de 2011. estabelece que na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente. 220 e segs. III . 2 . proporcional ao agravo. Lei de Proteção de Cultivares: Lei n. 4. 5º Todos são iguais perante a lei. 372 e segs. nos termos seguintes: I . moral ou à imagem. IX . • A Lei n.é assegurado o direito de resposta. Da Consolidação das Leis do Trabalho dispõem sobre a duração. dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares publicas e privadas. de 19 de fevereiro de 1998. de 5 de novembro de 1997. e Decreto n. proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização.556. do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciaria. para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho. de 7 de abril de 1997.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. 6. IV . • Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis. fixada em lei.12.9. garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento. artística. sem distinção de qualquer natureza.982. 2. 8. A Resolução n. A Lei n. A Resolução n. e outras praticas discriminatórias. § 5º da Constituição Federal Os arts. nos termos desta Constituição. 143.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. § 2º.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. de 25 de abril de 1997.610. 143 da Constituição Federal. • A Lei n. de 19 de fevereiro de 1998. 40. condições do trabalho e da discriminação contra a mulher. • Vide art. de 9 de novembro de 2006.1. VII .923. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. nos termos da lei. e Decreto n. Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher: Decreto n. sendo vedado o anonimato.366. bem como nos estabelecimentos prisionais civis e militares. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.998. V . A Lei n. na perspectiva de uma assistência integral.456. 9.455. desumanos ou • • degradantes: Decreto n. à igualdade. de 20 de abril de 1998. • • • • Vide arts. à segurança e à propriedade. 5.

9. XX . durante o dia.é garantido o direito de propriedade. XXIII .a propriedade atenderá a sua função social. XV . 6. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. b e c. 150. permanecer ou dele sair com seus bens. 136.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte.X . ou para prestar socorro. XXI . 3 . 4504. Função social da propriedade rural: vide art. 170. da Constituição Federal. • • • Violação de domicilio no Código Penal: art. de 22 de junho de 1978.a casa é asilo inviolável do indivíduo. XIV . § 1º. no primeiro caso. nos termos da lei. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. XI . • O art. XIII . a de cooperativas independem de autorização. 172 a 176 XII .283. exigindo-se. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. 154 do Código Penal dispõe sobre violação do segredo profissional. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. §§ 1º a 5º Inviolabilidade do domicilio no Código de Processo Penal: art. e 139. • • • • Vide arts. ou. salvo. • A Lei n.é livre o exercício de qualquer trabalho.296. regulamenta este inciso no tocante as comunicações telefônicas (Lei da Escuta Telefônica) Violação de correspondência no Código Penal: arts.538. 151 e 152 Serviços postais: Lei n. de 30 de novembro de 1964. III. estabelece o Estatuto da Terra.as entidades associativas. nele entrar.764 de 16 de dezembro de 1971. XVII . o trânsito em julgado. 170 da Constituição Federal. Função social da propriedade urbana: vide art. por ordem judicial. 156. em locais abertos ao público. XIX . XVI . vedada a de caráter paramilitar. 182. no último caso. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. da Constituição Federal. A Lei n. a honra e a imagem das pessoas. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. a vida privada.são invioláveis a intimidade. Do tempo e do lugar dos atos processuais no Código de Processo Civil: arts. A Lei n.todos podem reunir-se pacificamente. da Constituição Federal.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. 5. independentemente de autorização. ou por interesse social. § 1º. por determinação judicial.a criação de associações e. quando necessário ao exercício profissional. na forma da lei.é plena a liberdade de associação para fins lícitos. § 2º. • A Sumula 403 do STJ determina que independente de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins comerciais ou econômicos. dispõe sobre o regime jurídico das cooperativas. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. XVIII . XXII . de dados e das comunicações telefônicas. quando expressamente autorizadas. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. de 24 de julho de 1996. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. • Vide art. ofício ou profissão. III. XXIV . Função social da propriedade como principio da ordem econômica e financeira: vide art. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. podendo qualquer pessoa. 186. sem armas. • Função social da propriedade para fins de incidência do Imposto Predial e Territorial • • • • Urbano (IPTU): vide art.

b) a obtenção de certidões em repartições públicas. XXXVI . XXXI . • Do processo dos crimes da competência do júri: arts.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. XXXIX . d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.é garantido o direito de herança. 9. ou de interesse coletivo ou geral.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. XXXVII . não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. do Código de Processo Penal. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus". o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. com a organização que lhe der a lei. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. b) o sigilo das votações. 406 e segs. de 18 de maio de 1995.657. bem como proteção às criações industriais.não há crime sem lei anterior que o defina. XLI .a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. XXXII .é reconhecida a instituição do júri. XXXIV . XXVI . ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. XXVIII . XXIX . XL . assegurados: a) a plenitude de defesa. 4 . aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. XXXVIII .o Estado promoverá. salvo para beneficiar o réu. assegurada ao proprietário indenização ulterior. XXX .no caso de iminente perigo público. dispõe sobre a expedição de certidões para a defesa de direitos esclarecimentos da situação.são a todos assegurados. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. a defesa do consumidor. • Vide Sumula Vinculante 21 do STF.a pequena propriedade rural. sob pena de responsabilidade. • A Lei n. inclusive nas atividades desportivas.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. XXXIII . nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. que serão prestadas no prazo da lei. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. 6º Vide Sumula Vinculante 1 do STF.XXV . XXXV .051. • • Lei da Introdução as Normas do Direito Brasileiro (Decreto-lei n. na forma da lei. de 4-9-1942): art.não haverá juízo ou tribunal de exceção. assim definida em lei.a lei não prejudicará o direito adquirido. se houver dano.são assegurados. desde que trabalhada pela família.a lei penal não retroagirá. c) a soberania dos veredictos. XXVII . independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. à propriedade das marcas. nem pena sem prévia cominação legal. publicação ou reprodução de suas obras. 4.

podendo evitá-los. Lei de Drogas: Lei n. praticados pelos meios de comunicação ou por publicação de qualquer natureza. 5.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. de 5 de janeiro de 1989. de 23 de agosto de 2006.081. etnia ou procedência nacional. de 12 de março de 2004. XLII .constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados.388. 8. de 9 de dezembro de 2010. de 13 de maio de 1997. 4.886. d) prestação social alternativa. Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . religião. 5. nos termos da lei.343.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. 89. 7. 11. 12. regulamentada pelo Decreto n. de acordo com a natureza do delito. d) de banimento. institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial – PNPIR. a idade e o sexo do apenado. de 26 de dezembro de 2005. de 20 de novembro de 2003. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser.716. os executores e os que.459. nos termos • • • deste inciso. entre outras.7. A Lei n. XLIX .015.455. se omitirem. b) perda de bens.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. 84. cor. e) cruéis. de 20 de julho de 2010.912. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. de 11 de julho de 1984.288. 4.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. de 13 de setembro de 2002. Convenção Interamericana para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência.• • • • • • • Crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor: Lei n. e) suspensão ou interdição de direitos. 5 . nos termos da lei. • A Lei n. Decreto n. sujeito à pena de reclusão. 3. XLVII . as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. 5.377.072. O Decreto n. 9. XLIII .956.639. XLV . Estatuto da Igualdade Racial: Lei n. Conselho Nacional de Combate a Discriminação – CNCD: Decreto n. 7. de 7 de abril de 1997. 9. XLVI . o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. nos termos do art. • • Organizações criminosas: Lei n. até o limite do valor do patrimônio transferido. 8. Decreto n. estabelece os crimes e as penas aplicáveis aos atos discriminatórios ou de preconceito de raça. salvo em caso de guerra declarada. de 27 de setembro de 2006 XLIV .a lei regulará a individualização da pena e adotará. promulga a Convenção Interamericana contra o Terrorismo.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. define os crimes de tortura. dispõe sobre os crimes hediondos. e Lei n. por eles respondendo os mandantes. de 21 de setembro de 1990.034. art.210. c) de trabalhos forçados. de 25 de julho de 1990. XLVIII . 9. de 8 de outubro de 2001. promulga a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. c) multa. de 3 de maio de 1995 O Decreto n. • Vide Sumula Vinculante 11 do STF L . b) de caráter perpétuo. • Da penitenciaria de mulheres: Lei n.não haverá penas: a) de morte. O Decreto n. civis ou militares. A Lei n. XIX.

não haverá prisão civil por dívida. e 28 do STF.800. LVIII . • • • Do sigilo no inquérito policial: Código do Processo Penal. em processo judicial ou administrativo.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.• A Lei n. 8. com os meios e recursos a ela inerentes.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. que ninguém deve ser detido por divida. Depositário infiel: Lei n. LVII .514. 11. 419 do STJ dispõe que descabe a prisão civil do depositário judicial infiel. dispõe em seu art. se esta não for intentada no prazo legal. 136. 19 da Lei n. • • • • • • • O Decreto n. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. de 28 de maio de 2009. LXII .o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Vide Súmula Vinculante 25 do STF. de 1º de outubro de 1969. LVI . salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.o preso será informado de seus direitos. na forma da lei. LIV . (Regulamento). LXIII . praticado antes da naturalização. 592. LXVII . • Vide Súmulas Vinculantes 3. LXI .478. § 3º. em caso de crime comum. 9.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. Segredo de Justiça: Código de Processo Civil.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. 21. 11 que “ninguém poderá ser preso apenas por não poder cumprir com uma obrigação contratual”. 7.são inadmissíveis. com ou sem fiança. LXVI . IV. de 25 de julho de 1968. 5. LII . no processo. as provas obtidas por meios ilícitos. 678. 911. de 20 de novembro de 1997. de 11-7-1984). 20. de 6 de julho de 1992 (Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos). salvo nas hipóteses previstas em lei.942. LXV . quando a lei admitir a liberdade provisória. Sistema de transmissão de dados para a prática de atos processuais: Lei n.866.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. item 7. LIX . LI . O Decreto n. LIII . de 6 de novembro de 1992 (Pacto de São José da Costa Rica).ninguém será levado à prisão ou nela mantido. • • Vide art. A Súmula n. art.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. para assegurar as mães presas e aos recém-nascidos condições mínimas de assistência. 5.210. LX . Pensão alimentícia: art.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. LV . 155 e 444. 9. 14.aos litigantes. 7º. entre os quais o de permanecer calado. altera a Lei de Execução Penal (Lei n.nenhum brasileiro será extraditado. dispõe em seu art.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. arts. de 11 de abril de 1994. LXIV . e Lei n. de 26 de maio de 1999. exceto no caso de inadimplemento de obrigação alimentar. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. salvo o naturalizado. Alienação fiduciária: Decreto –lei n. da Constituição Federal. 6 . Vide Súmula Vinculante 14 do STF. definidos em lei.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. LXXI . por ilegalidade ou abuso de poder. LXIX .1. 9. Gratuidade dos atos necessários do exercício da cidadania: Lei n. • Teoria Brasileira do Habeas Corpus Î Pressupostos 7 .qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. 142. da Constituição Federal.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.LXVIII . na forma da lei. de 10 de dezembro de 1997 LXXVII . LXXVI . entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. LXXII . • • Inciso regulamentado pela Lei n. 9. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. b) para a retificação de dados.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. b) a certidão de óbito.534.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário.são gratuitos para os reconhecidamente pobres. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. Habeas Corpus Î Finalidade: garantir a liberdade de locomoção. LXX . de 2004) 3. LXXIV . e. LXXVIII a todos.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. • Vide art. LXXV . ficando o autor.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. § 2º. à soberania e à cidadania. b) organização sindical.265. judicial ou administrativo. os atos necessários ao exercício da cidadania. no âmbito judicial e administrativo. salvo comprovada má-fé. REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 3. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. LXXIII . são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença.são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data". de 12 de fevereiro de 1996. à moralidade administrativa. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data".

quando o processo for manifestamente nulo.507/1007. II . essa possibilidade vem consignada no artigo 7º da Lei n. (ii) finda a fase administrativa começa a fase judicial.quando não houver justa causa. judicial ou administrativo c) Complementação dos dados já existentes com novas informações: apesar de a Constituição nada falar. § 2°). caso o 8 . VII . Î Procedimento: (i) Fase administrativa: diligencia administrativa junto ao banco de dados para solicitar as informações. Habeas Data Î Finalidade: a) Obtenção de informações b) Retificação de dados. Î Legitimidade ativa: qualquer pessoa física ou jurídica. IV . Î Espécies a) Habeas Corpus Preventivo: antes da violação ao direito de locomoção b) Habeas Corpus Liberatório ou Repressivo: após a violação ao direito de locomoção Î Legitimidade ativa (Impetrante): qualquer pessoa. Î Gratuidade e desnecessidade de advogados: o Habeas Corpus é gratuito e a presença de advogados é dispensada. A coação considerar-se-á ilegal: I .quando houver cessado o motivo que autorizou a coação.quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei.a) Violência ou coação a liberdade de se locomover b) Ilegalidade ou abuso de poder Ilegalidades Art. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso.quando extinta a punibilidade”. Î Legitimidade passiva (Impetrado): a autoridade publica • Particular: precedentes em caso de clínicas e hospitais Î Paciente: quem se beneficia com a ordem • Pessoa física (nacional ou estrangeira) • Pessoa jurídica em crimes ambientais Î Exceção constitucional ao cabimento do Habeas Corpus: punições disciplinares militares (142. Î Legitimidade passiva: banco de dados de entidade governamental ou de caráter público.quando não for alguém admitido a prestar fiança. Ação personalíssima. V .2. VI .quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. Não pode impetrar para obter informações sobre terceiros. III . 3. 648 (CP). 9. nos casos em que a lei a autoriza.

o pagamento de quaisquer custas. 18. 9º Se o autor desistir da ação ou der motiva à absolvição da instância. aprovado.717/1965: Desistência da ação Art. Ou seja. Agora. serão publicados editais nos prazos e condições previstos no art.banco de dados governamental ou de caráter público tenha se negado a fazer a retificação ou a complementação dos dados. bem como ao representante do Ministério Público. (ii) a moralidade administrativa. No entanto. tiverem dado oportunidade à lesão. É o que consta no artigo 18 da Lei 4. de modo preventivo. agora amparada em suporte probatório mais amplo. de modo que qualquer cidadão pode entrar com nova ação popular. Também não há condenação em honorários. não podem outros cidadãos quererem rediscutir a matéria. Î Legitimidade ativa: qualquer cidadão. A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes". Î Inexistência de coisa julgada material para a ação julgada improcedente por ausência de provas: disposição interessante em relação à ação popular é que a sua decisão final somente faz coisa julgada em caso de procedência. exceto no caso de haver sido a ação julgada improcedente 9 . 1º. é o da coletividade. conforme art. inciso LXXVII. assim considerado como aquele titular de direitos políticos. acaso a decisão seja pela improcedência por falta de provas a decisão faz apenas coisa julgada formal. Î Gratuidade do Habeas Data: ovamente. Î Prioridade na tramitação: o Habeas Data tem prioridade na tramitação. ficando assegurado a qualquer cidadão. assim com o ocorre com o Habeas Corpus. ratificado ou praticado o ato impugnado. portanto. contra as autoridades. conforme artigo 6ª da Lei 4.717/1965: Legitimidade passiva Art. dentro do prazo de 90 (noventa) dias da última publicação feita. seja na esfera federal.717/1965: Inexistência de coisa julgada Art. pois o instituto visa proteger a res publica. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. funcionários ou administradores que houverem autorizado. ou que. a ação de Habeas Data é gratuita. por omissas. É importante ressaltar que deve haver a lesividade. exceto em relação ao Habeas Corpus e ao Mandado de Segurança. Não é necessário. conforme disposição do artigo 5°.3. isso não impede que a ação popular seja intentada previamente a lesão. inciso II. promover o prosseguimento da ação. seja na esfera cível. portanto. Î Desistência da ação: qualquer cidadão ou o Ministério Público podem ingressar para prosseguir com a ação. reconhecida a lesividade. Ação popular Î Objeto: anular ou evitar ofensa ao (i) patrimônio público. a coisa publica. 9° da Lei 4. 7º. Assim sendo: Î Legitimidade passiva: será sempre do agente que praticou o ato ao lado da entidade lesada e dos beneficiários do ato ou contrato lesivo ao patrimônio publico. O interesse resguardado pela ação popular. 3. (iii) ao meio ambiente e (iv) ao patrimônio histórico e cultural. e não matéria. e contra os beneficiários diretos do mesmo.

qualquer cidadão poderá intentar outra ação com idêntico fundamento. É a hipótese mais corriqueira da impetração. seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. III . se o autor popular ganha a ação. Î Hipóteses em que não cabe o Mandado de Segurança: contudo. Neste caso tem prazo de 120 dias! Î Classificação quanto a legitimidade ativa. independentemente de caução. Contudo. valendo-se de nova prova. Mandado de Segurança Î Tutelar direito liquido e certo.Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: I . São elas: Hipóteses em que não cabe o Mandado de Segurança Art. Acaso seja o pedido procedente. Gratuidade apenas para o autor popular. os réus pagam sucumbência: de acordo com o dispositivo constitucional. em caso de improcedência. II .Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas.. 10 . vítimas de ato coator praticados por autoridade pública. sempre que. (. sem medo de terem que arcar com pagamento de honorários para a parte vencedora e tampouco de pagamento de custas judiciais.. Î Inexistência de custas e de sucumbência. não amparado por Habeas Corpus ou Habeas Data: como mencionado. Intenção é incentivar. qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade. a ação popular não depende de pagamento de custas e tampouco de ônus de sucumbência em caso de improcedência da ação. A medida busca incentivar os cidadãos a entrarem com as ações populares.) § 2° . 5° . ele recebe condenação honorários de sucumbência da parte contrária. neste caso. 1° . nas hipóteses do artigo 1º. não amparado por habeas corpus ou habeas data. 12. o Mandado de Segurança busca tutelar direito líquido e certo não amparado por Habeas Corpus ou por Habeas Data.de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. da Lei n. a) Individual: quando impetrado por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas em regime de litisconsórcio. de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. Art.Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. § 2º. salvo comprovada má-fé.de decisão judicial transitada em julgado. 3. b) Repressivo: busca desfazer uma ilegalidade cometida ou superar uma omissão.4. Î Classificação quanto ao momento da impetração a) Preventivo: busca evitar a lesão ao direito líquido e certo. ilegalmente ou com abuso de poder.material para a ação julgada improcedente por ausência de provas por deficiência de prova.063/2009 não cabe o Mandado de Segurança.de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo. e do artigo 5º.

016/2009. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. Mandado de Injunção Î Finalidade: suprir omissões legislativas e tornar efetivas as normas constitucionais de eficácia limitada que não tenham sido regulamentadas. c) Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. a Lei 12. são considerados brasileiros naturalizados: a) Os que. 4. é a autoridade coatora. agora. NACIONALIDADE 4. (ii) organização sindical. entidade de classe ou associação. da Constituição tiveram decisões regulamentando os dispositivos de eficácia limitada não regulamentados pelo Poder Público apenas para os Impetrantes. da Constituição. na forma da lei. de pai brasileiro ou mãe brasileira. ainda que de pais estrangeiros. Î Efeitos: Mandados de Injunção n. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. 11 . em qualquer tempo. b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade.1. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. bastará que o Partido tenha apenas um Parlamentar no Congresso para que aquele já possa entrar com o Mandado de Segurança. depois de atingida a maioridade. Î Legitimidade passiva: de acordo com a Constituição. desde que estes não estejam a serviço de seu país. pela nacionalidade brasileira. desde que constituídas há pelo menos 1 ano. Brasileiros natos Î De acordo com o artigo 12. Em relação aos partidos políticos. qualquer autoridade publica ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuição do Poder Publico. 712 e 721. adquiram a nacionalidade brasileira (Lei 6. que tratam respectivamente da greve do servidor público e da aposentadoria especial do artigo 40. 4. da Constituição. ou seja. inciso I. Brasileiros naturalizados Î De acordo com o artigo 12.2. Outro exemplo que tem sido mencionado é o do MI 758: Î Rito do mandado de segurança: como não há uma lei regulamentando o Mandado de Injunção. cuja lei regulamentadora é.815/1980). § 4º. são considerados brasileiros natos: a) Os nascidos na República Federativa do Brasil.5.b) Coletivo: é aquele impetrado por (i) partido político com representação no Congresso Nacional. Dessa forma. 3. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. é nessa linha que tem o Supremo Tribunal decidido. b) Os nascidos no estrangeiro. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. inciso II. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. o STF decidiu que o rito aplicável é o do Mandado de Segurança.

parágrafo 4°. 12. VI .de Presidente da Câmara dos Deputados. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. 4. vedada a recondução”.tiver cancelada sua naturalização. 5°. III . da Constituição Federal consta que “aos portugueses com residência permanente no País.seis cidadãos brasileiros natos. Perda de nacionalidade a) Cancelamento da naturalização (art. d) Cargo no Conselho da República (Art. VII . Português equiparado ao brasileiro Î No artigo 14. Mas quais são as hipóteses de “atividade nociva ao interesse nacional”? Isso irá depender de 12 . VII): “O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República. salvo o naturalizado. portanto.4. 89. b) Ocupação de alguns cargos públicos (Art. dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I .de oficial das Forças Armadas. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional”. 12. parágrafo 3°): “São privativos de brasileiro nato os cargos: I .de Ministro de Estado da Defesa”. Cooperação e Consulta entre Brasil e Portugal”. aqui. §. parágrafo 1°. todos com mandato de três anos. abre a possibilidade da “ação de cancelamento de naturalização”. praticado antes da naturalização.3.de Presidente e Vice-Presidente da República. Quais são as particularidades dessa forma de tratamento?: 4. inciso I): “Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I. inciso I): o brasileiro naturalizado pode perder tal condição através de sentença judicial em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. a não ser em caso de escolha voluntária. na forma da lei”. em caso de crime comum. 4°. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. salvo os casos previstos nesta Constituição”. por sentença judicial. Por força do Decreto 3927/2001 que promulgou o “Tratado de Amizade.de Presidente do Senado Federal. inciso I: Cancelamento da naturalização “§ 4º . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional”. inciso LI): “Nenhum brasileiro será extraditado. Tratamento diferenciado a) Possibilidade de extradição (Art.tiver cancelada sua naturalização. § 4°.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. V . 222): “A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. e) Vedação à propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e/ou de sons e imagens (Art. 12. II . c) Perda da nacionalidade (Art.da carreira diplomática. O artigo em referência. manejada pelo Ministério Público Federal junto à Justiça Federal. por sentença judicial.5. Esta hipótese atinge apenas o brasileiro naturalizado e está prevista no artigo 12. A diferença.4. com mais de trinta e cinco anos de idade. E há reciprocidade? Sim. IV . sendo dois nomeados pelo Presidente da República. ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País”. e dele participam: VII . está no fato de o brasileiro nato nunca perder tal condição.

o alistamento eleitoral é obrigatório para os brasileiros alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos. estaduais e distritais. § 4°. a Constituição estabeleceu que o alistamento é facultativo para os analfabetos. ao brasileiro residente em estado estrangeiro.Capacidade eleitoral ativa ou condições de alistabilidade Î A capacidade eleitoral ativa. (v) filiação partidária. revela quem está obrigado a se alistar no Brasil. b) Aquisição de outra nacionalidade (art. da Constituição. § 3°. vota quem exerce a capacidade eleitoral ativa e pode ser votado quem detém a capacidade eleitoral passiva.1. § 4°. 30 para Governador e Vice-Governador do Estado e do Distrito Federal.1. além do alistamento obrigatório. “§ 4º . (vi) idade mínima (35 para Presidente. os direitos políticos implicam no direito de votar e de ser votado. 21 para deputados federais. pois inexiste lei disciplinando quais seriam essas atividades. salvo nos casos de dupla cidadania ou de imposição de naturalização como condição de permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: (. Direitos políticos negativos Î Restrições ao direito de sufrágio.uma análise a partir do caso concreto. Vice-Presidente e Senador. No Brasil. maiores de 16 e menores de 18 e maiores de 70 anos e proibido para os estrangeiros. (ii) pleno exercício dos direitos políticos. (iii) alistamento eleitoral. 5. menores de 16 anos. 12..Capacidade eleitoral passiva ou condições de elegibilidade Î A capacidade eleitoral passiva revela quem pode ser votado no Brasil. perde a condição de brasileiro nato ou naturalizado o brasileiro que voluntariamente optar por outra nacionalidade. (iv) domicílio eleitoral na circunscrição. inciso II: Aquisição de outra nacionalidade e suas exceções 5. as condições de elegibilidade são: (i) nacionalidade brasileira. DIREITOS POLÍTICOS 5.) II . É o que diz o artigo art.adquirir outra nacionalidade.1. 5. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis”. vice-prefeito e juiz de paz. 18 para vereadores). Ainda.. b) de imposição de naturalização. Inelegibilidade e privações de direitos políticos: se os direitos políticos positivos implicam no direito de votar e de ser votado. pela norma estrangeira.2. 12. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. Direitos políticos positivos Î Direito de votar e de ser votado: de um modo geral. inciso II): assim. ou condição de alistabilidade. os direitos políticos 13 . 5. Segundo o artigo 14. Segundo a Constituição.1. conscritos e pessoas com perda ou suspensão de direitos políticos declarada. prefeito.2. e o direito de votar e de ser votado nada mais é do que o direito de sufrágio.

Ou seja. apesar de não ser coletivo. a parte impugnante é. rel.negativos trazem algumas situações em que esse sufrágio não pode ser exercido.2.. 5.Inelegibilidades absolutas Î Noções gerais: sempre são previstas na Constituição e impedem a candidatura para quaisquer cargos eletivos nas instâncias federal. não teria caráter coletivo. Dúvida. estadual e municipal. No entanto. Arnaldo Versiani.]” (Ac..002. é perfeitamente possível ao juiz eleitoral exigir do candidato um teste de alfabetização. Quando o teste de alfabetização. de modo a assentar que o candidato é alfabetizado. Afinal.] Analfabetismo.1. rel. Podem estar previstas tanto na Constituição quanto na Lei Complementar! Assim.10. no caso. Teste... Min. adiante. em sede de recurso especial. A prova da alfabetização se faz com comprovante de escolaridade ou declaração de próprio punho.-TSE nº 22. pode o juiz eleitoral determinar a realização de teste para aferir a condição de alfabetizado do candidato (art..10. analisadas adiante. da Res. Não-alfabetização. traz constrangimento ao candidato. o indivíduo apenas não pode concorrer em determinadas situações. 1. Ainda. os analfabetos não podem ser votados.717/2008).]” NE: “O exame que seria aplicado pelo juiz eleitoral.793. sendo proibido a exigência desta em grau de Recurso Extraordinário. a) Reeleição para um terceiro mandato sucessivo: nessa situação.2. a Governança Estadual/Distrital e às Prefeituras os candidato 1 “[.Inelegibilidades relativas Î Noções gerais: estas. não pode concorrer à Presidência da República.. o dirigente da coligação adversária. na medida em que isso configura reexame de prova.. da promotora. [.. [. as quais impedem o direito de ser votado em algumas hipóteses e (iii) privações de direitos políticos.11. (Ac. oponente político do candidato. b) Analfabetos: apesar de poderem votar. 5. São várias as hipóteses previstas na Constituição de 1988. Entretanto. dada a impossibilidade de reexame de provas 1 . contudo. somente aquelas pessoas que podem alistar-se como eleitoras podem também ser votadas. de 16. elas podem ser dividas em (i) inelegibilidades absolutas. Indeferimento..] Registro de candidatura.2. 29.2008 no ED-AgR-REspe nº 31. Min. Possibilidade. isto é.2004 no AgRgREspe no 24. Gilmar Mendes. Nestas. (ii) inelegibilidades relativas.) 3 “[. por sua vez. de 6. diferem das inelegibilidades absolutas porque naqueles o indivíduo não poderia concorrer a nenhum cargo eletivo..2008 no AgR-REspe nº 31. Tal situação é absolutamente repudiada por esta Corte”. § 2º. algo como uma redação 2 .. IV. traria o mesmo constrangimento que esta Corte quer tanto evitar. Analfabetismo. a) Inalistáveis: de acordo com a primeira hipótese. Não é possível examinar. do oficial de justiça e do chefe de cartório.] Registro.) 2 “[. Documento. Vejamos. Marcelo Ribeiro.]” (Ac.) 14 . desde que o mesmo não submeta o examinado a constrangimento 3 . consta da ata de audiência que estiveram presentes. a parte impugnante e seu advogado.343. isto é. os direitos políticos negativos trazem situações onde o indivíduo fica privado do direito de votar e de ser votado. limitações ao direito de ser votado em qualquer hipótese.. [. vedado nesta instância especial.. impedem que o pretenso candidato concorra em determinados processos eleitorais. limitações tanto do direito de votar quanto do direito de ser votado.] Ora.. não pode ser considerado legítimo. rel. cada uma delas. Diante de dúvida quanto à idoneidade do comprovante de escolaridade apresentado. 1. de 11. [. além do juiz. Min. mas também poderia mesmo influenciar o resultado da prova. É inegável que a sua presença não apenas incomodaria. Inelegibilidade. o teor de declaração de próprio punho. ao qual o candidato não compareceu.

) 15 . o militar é elegível desde que atendidas duas condições: se menos de 10 anos de serviço. da Constituição. segundo o qual são inelegíveis no território da jurisdição do titular. Elegibilidade. d) Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.2. e nunca do primeiro para o segundo 4 . no 21. passará automaticamente. 14. b) Inelegibilidade para concurso em eleições para outros cargos: da mesma forma. Ainda. do art. de 1o. segundo a qual “Não é auto-aplicável o §9º. a possibilidade de um terceiro. [. o Presidente. conforme artigo 14. já que as absolutas somente podem decorrer da Constituição. § 5°. nos termos do art. do Presidente da República. de Governador de Estado ou Território. da Constituição. da Constituição Federal”. são duas. quinto. os Governadores de Estados e do Distrito Federal não podem concorrer a outros cargos a não ser que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 18/STF.786. desde que este não esteja no exercício de mandato fruto de reeleição. 5º..]”(Res. até o segundo grau ou por adoção. da Constituição. deverá afastar-se da atividade. Contudo. não podem se recandidatar. 4 “Consulta. 22. c) Condenação criminal transitada em julgado. já que se trata de matéria de competência da União (Direito Eleitoral – art.3. § 9°.6. com a redação da Emenda Constitucional de Revisão 4/94”. VIII: a particular hipótese do artigo 15. quantos mandatos o indivíduo conseguir exercer.2004. quarto. o TSE tem a Súmula 13. do artigo 14. Prefeito. para a inatividade. 5. será agregado pela autoridade superior – ou seja. de acordo com o artigo 14. o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. A Lei Complementar de que trata este artigo somente pode ser Lei Complementar Federal.que já tenham esgotados todas as possibilidades de reeleição que. do Distrito Federal. afastado temporariamente – e. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. da Constituição. e) Inelegibilidade relativa decorrente de lei complementar: de acordo com o artigo 14. rel. tudo em conformidade com o artigo 14. desde que intercalados. se mais de 10 anos de serviço. c) Inelegibilidade relativa em função do parentesco: outra inelegibilidade relativa contemplada pela Constituição é aquela prevista no artigo 14. até o segundo grau.. atualmente. a lei complementar poderá fixar outras hipóteses de inelegibilidade. da Constituição. gera dúvidas. enfim. havendo. A esse instrumento dá-se o nome de desincompatibilização. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. Parentesco. enquanto durarem seus efeitos: suspensão. da Constituição. no ato da diplomação. Ainda. segundo a qual “A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal no curso do mandato não afasta a inelegibilidade prevista no §7o. se eleito. Humberto Gomes de Barros. A proibição incide sempre do segundo para o terceiro mandato. Se renunciarem após esse prazo. Min. § 7°. as inelegibilidades tratadas pela lei complementar somente poderão ser relativas. inciso I). da Constituição. é importante lembrar que esse impedimento é para um terceiro mandato sucessivo.Privação de direitos políticos a) Cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado: perda! b) Incapacidade civil absoluta: suspensão. consangüíneos ou afins. É importantíssimo neste particular citar a Súmula Vinculante n. § 6°. § 8°. d) Inelegibilidade relativa do militar: nesse caso. são elegíveis no território de jurisdição do titular. portanto. inciso IV. O cônjuge e os parentes.

III a IX. I 1. Processual.1. Î Segundo turno: último domingo de outubro com os dois mais votados. CF/1998) e) Tributárias expressas: 156 1. Eleitoral. I c) Suplementar: 30. § 1°). Poder Executivo Federal Î Eleições pelo sistema majoritário de dois turnos: Î Primeiro turno: primeiro domingo de outubro do ano anterior ao novo mandato. Competências administrativas ou não legislativas: a) Comuns: 23 b) Residual: 25. Marítimo. ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 6. Agrário. Competências administrativas ou não legislativas a) Comuns: 23 b) Exclusivas: 21 (Indelegáveis). Competências legislativas a) Concorrentes: 24. nos termos do artigo 37. União Municípios Estados 7. Competências legislativas a) Expressa: 29 b) Interesse local: 30. • Maioria absoluta dos votos válidos (descontados os brancoS e nulos) • Sim: eleito junto com o vice (77. 6.e) Improbidade administrativa. Competências legislativas a) Concorrentes: 24 b) Privativas: 22 (Delegáveis) • Direito Civil. c) Para instituir a guarda municipal: 144. 2. espacial e do trabalho c) Tributárias expressas: 153 d) Tributária residual: 154. § 1°. d) Delegada pela União: 22. Competências administrativas ou não legislativas a) Comuns: 23 b) Indicada: 30. 16 . § 4°: suspensão. Penal. aeronáutico. Não: segundo turno. II d) Elaboração do plano diretor: 182. • Organizar e manter o PJ. o MP e a DP do DF e Territórios. § 8°. § único. Divisão de competências 1.1. Comercial. DIVISÃO ORGÂNICA DO PODER I – PODER EXECUTIVO 7. § 1º 2. • Organizar e manter a polícia civil. militar e bombeiros do DF. e) Tributária expressa: 155. b) Expressa: 25. c) Residual: 25. 2.

77. CF): o candidato remanescente com maior votação. I. CF/1988) Instaurado o processo o Presidente é suspenso de suas funções (art. 17 . 77. contravenção pena ou crime eleitoral Jurisdicional O STF é órgão competente para receber a denúncia.079/1050) Infração político-administrativa • Atentar contra a CF • Atentar contra a União • Livre exercício do PJ. § 1°. § 1°. CF/1988) O Presidente retorna ao exercício de suas funções O Presidente retorna ao exercício de suas funções Penas Suspensão de direitos políticos (art. § 5º. 86. 15. CF/1998 e Lei 1. 2/3 dos membros 5 Importante lembrar que o Presidente da República não goza de prerrogativa de foro em se tratando de ações populares. 86. da Constituição): Î Responsabilização do Presidente da República Crimes comuns Conceito Natureza do processo Prerrogativa de foro Crime comum. 85. III. 51. • Empate no segundo lugar (art. CF): concorre o candidato mais idoso. CF/1988) + pena prevista para o tipo penal em questão Perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública por 8 anos. instruí-lo e julgá-lo Qualquer Deputado ou qualquer cidadão através do direito de petição Quem pode oferecer denúncia Procurador-Geral da República Competência para autorizar a instauração do processo (art. § 4º. ações civis públicas ou ações de improbidade administrativa ou ações cíveis. e Sociais • Segurança interna do País • Probidade na Administração • Lei Orçamentária • Cumprimento das leis e decisões judiciais Política O Senado Federal é o órgão responsável por instaurar o processo. MP e poderes constitucionais das unidades da Federação • Exercício dos DP. CF/1988) Câmara dos Deputados por maioria de 2/3 de seus membros Câmara dos Deputados por maioria de 2/3 de seus membros Consequência Recebida a denúncia o Presidente é suspenso de suas funções (art. II. § 2°.• Morte. processá-la e julgá-la 5 Crimes de responsabilidade (art. PL. CF/1988) Não conclusão do processo em 180 dias (art. 86. Ind. desistência ou impedimento legal de um dos candidatos antes do segundo turno (art. A prerrogativa de foro somente envolve questões de natureza penal (crimes ou contravenções). Î Posse: 01/01 em sessão extraordinária no Congresso Nacional convocada pelo Presidente do Senado Federal: (82 e do artigo 57. I. § 6°.

palavras e votos. Câmara dos Deputados • Representantes do povo • Composição: proporcional ao número de habitantes. Î Âmbito: causas criminais. de modo que por crime comum será ele julgado perante o STF e em crime de responsabilidade será ele julgado perante o STF. e não do Chefe de Governo! 8.2. Exceção: Territórios • Mínimo 8 e Máximo 70 (LC 78 – 513) • Mandato: 4 anos. § 4°. E se não for? O processo é nulo.Î Imunidades presidenciais: o Presidente da República só pode ser processado se houver autorização prévia da Câmara dos Deputados (art. como uma excludente de ilicitude civil e 18 . o processo deverá ser remetido para o STF. CF/1988). uma vez que se tratam de garantias do Chefe de Estado. CF/1988). por crimes cometidos antes do início do mandato e por crimes após o início do mandato. • Sistema de eleição proporcional. Da mesma forma. Poder Legislativo Federal Î Organização bicameral: Senado Federal • Representantes dos Estados • Composição: 3 Senadores + 2 Suplentes. não responde o Presidente da República por atos estranhos ao exercício de suas funções (art.1.2. 86. de modo que ações cíveis ou trabalhistas são aforadas no segundo as regras ordinárias de competência: Î Deslocamento de competência: caso o Parlamentar tenha aforada contra si ação penal antes da expedição do diploma.1. CF/1988). Estas duas últimas imunidades não podem ser extensíveis aos Governadores de Estado e/ou Prefeitos. § 3°. DIVISÃO ORGÂNICA DO PODER II . ele detém a prerrogativa de foro. Ainda. portanto.Prerrogativa de foro Î Regra: após a diplomação os Deputados Federais e os Senadores são processados no STF. apenas. 8. mas sem relação com o cargo. 86. Finalmente.2. • Sistema de eleição majoritário de um turno.PODER LEGISLATIVO 8. Funciona a imunidade material.Imunidade material Î Regra: Deputados Federais e os Senadores são invioláveis por suas opiniões. 86. Ainda.2. • Idade: 21 anos. • Idade: 35 anos. uma vez cessado o mandato. não pode o Presidente da República ser preso nas infrações comuns até o advento da sentença penal condenatória (art. Estatuto dos Congressistas 8. isto é. pois a competência aqui é absoluta. 8. eventual ação penal em trâmite perante o STF deverá ser remetida a Justiça Comum (salvo se o julgamento já tiver começado – princípio da continuidade do julgamento). • Mandato: 8 anos (1/3 e 2/3).

Suspensão das imunidades em estado de sítio 19 . 8. e (ii) possibilidade de sustação do processo criminal Art. Tais imunidades encontram-se previstas no artigo 53.5. §§ 2° a 5°. § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. resolva sobre a prisão. embora militares e ainda que em tempo de guerra. calúnia e difamação). sustar o andamento da ação. (. para estes. por crime ocorrido após a diplomação. civil e penalmente. da Constituição Federal: Imunidade formais: (i) proibição de prisão. salvo em caso de flagrante delito.2. § 5º A sustação do processo suspende a prescrição. Ao contrário do que ocorre com as imunidades materiais.Desobrigação do dever de testemunhar Î Regra: os Deputados Federais e os Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato.2. as imunidades formais não afastam a ilicitude da conduta. 8. a proteção contra a prisão e a sustação do andamento do processo tendo em vista o interesse público que recomenda que o Parlamentar não seja afastado de tais atividades. palavras e votos. § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado. a imunidade material protege o parlamentar contra os crimes de palavra: injúria.6. tornam possível a sustação do andamento do processo penal pelo Supremo Tribunal Federal. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.) § 2º Desde a expedição do diploma. por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros. Î Âmbito da proteção: também os Deputados Estaduais têm esta imunidade. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. até a decisão final. enquanto durar o mandato. pelo voto da maioria de seus membros. para que. 8.. o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva. como mencionado.2. por quaisquer de suas opiniões.Imunidades formais Î Regra: protegem o parlamentar contra a prisão (salvo flagrante de crime inafiançável) e. Nesse caso. Já os vereadores também a tem. poderá. Os Deputados e Senadores são invioláveis.3.2. 53. salvo em flagrante de crime inafiançável. nos crimes praticados após a diplomação. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. dependerá de prévia licença da Casa respectiva. a proteção é no exercício do mandato e no limite do Município.Incorporação as forças armadas Î Regra: A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores.. contudo. 8. mas somente tornam possível.4. que.criminal (em relação a esta.

ou nela exercer função remunerada.Nos casos previstos nos incisos III a V.quando o decretar a Justiça Eleitoral. "a".desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. "a".3.É incompatível com o decoro parlamentar. 20 . em cada sessão legislativa. salvo licença ou missão por esta autorizada. Perda de cargo Impedimentos Art. VI . assegurada ampla defesa. 55. nas entidades referidas no inciso I. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva. § 3º .Î Regra: as imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio. b) aceitar ou exercer cargo. Impedimentos Impedimentos Art. 54. além dos casos definidos no regimento interno. à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum". função ou emprego remunerado. 8. Os Deputados e Senadores não poderão: I . IV . III . a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva. o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.desde a posse: a) ser proprietários. nos casos previstos nesta Constituição. empresa pública. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. § 2º .Nos casos dos incisos I.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. assegurada ampla defesa. por voto secreto e maioria absoluta. autarquia. inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum". mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional.que deixar de comparecer. II e VI. que sejam incompatíveis com a execução da medida. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal. § 1º .que perder ou tiver suspensos os direitos políticos. nas entidades constantes da alínea anterior. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional. de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros. V . d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 8. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. ou de partido político representado no Congresso Nacional.4.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. II . II .

as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas). o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato. 8. A medida provisória pode ser aprovada por manifestação da maioria simples. II .1.). 56. XXVI). de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. devendo o Congresso Nacional neste caso editar decreto legislativo regulando as situações jurídicas constituídas durante a sua vigência (não editado o decreto legislativo em até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. desde que. pode o Congresso opor emendas a medida provisória.Ocorrendo vaga e não havendo suplente.O suplente será convocado nos casos de vaga. § 3º . §§ 5° e 9°). do Distrito Federal. Após o parecer a MP vai a votação em plenário. e nesse caso será convertida em lei. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 2º . iniciando sempre na Câmara dos Deputados e após. o qual segue o rito do processo legislativo ordinário. de interesse particular. simultaneamente. a medida provisória pode ser rejeitada. 84. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. Î Pressupostos: relevância e urgência. Processo Legislativo 8.Medidas Provisórias Î Legitimados: Presidente da República (competência exclusiva – art. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6.5.§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato.6. suspendendo-se o prazo durante o recesso parlamentar. Î Tramitação: após a edição o Presidente deve submetê-las ao Congresso Nacional que analisará numa comissão mista de Deputados e Senadores os pressupostos constitucionais (urgência e relevância). Î Prazo de duração: 60 dias a contar da publicação prorrogáveis automaticamente por mais 60 dias caso não tenha sido concluída a sua votação. de Território. no Senado Federal (62. A conversão é promulgada pelo Presidente do Senado Federal. § 1º . neste caso. ocasião na qual ela transforma-se em projeto de lei de conversão. de 1994).investido no cargo de Ministro de Estado. Ainda. sem remuneração. Governador de Território. neste caso.inexistindo. sanção presidencial.6. far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato.Na hipótese do inciso I. Importante 21 . É importante lembrar que os Governadores de Estado também podem editá-la se houver expressa previsão na Constituição Estadual. Secretário de Estado.licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença. Hipóteses em que o Parlamentar não perde o cargo Impedimentos Art. ou para tratar. 8. nos termos deste artigo. Ainda. Já os Prefeitos podem editá-las se houver expressa menção na Constituição Estadual e na Lei Orgânica Municipal. terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.

62.) § 2º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.. de 2001) d) planos plurianuais. cidadania. II. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. Î Proibição de reedição na mesma sessão legislativa: acaso a MP tenha perdido a sua eficácia por decurso de prazo ou tenha sido rejeitada. partidos políticos e direito eleitoral. de 2001) II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. no artigo 25. de 2001) § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. na forma da lei. ressalvado o previsto no art. observados os princípios desta Constituição. de 2001) IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. de 2001) § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. hipótese na qual todas as deliberações são suspensas para que se aprecie a MP. 25.. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. de 2001) c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. §§ 1° e 2°. de 2001) Proibição de adoção de MP para regular serviços de gás canalizado Art. ou mediante concessão. de 2001) I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. Senão vejamos Limitações materiais do artigo 62 Art. V. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. orçamento e créditos adicionais e suplementares. Em caso de relevância e urgência. 246 e 73 do ADCT. II. 153. § 2°. IV. processual penal e processual civil. Ocorre o trancamento da pauta. § 3º. a carreira e a garantia de seus membros. de 1995) 22 . exceto os previstos nos arts. diretrizes orçamentárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. com força de lei. Î Limitações materiais: há limitas materiais no artigo art.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5. de 2001) III – reservada a lei complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. os serviços locais de gás canalizado. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. e 154. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. e que o Presidente pode sancionar ou vetá-lo.lembrar que nesta hipótese a medida provisória mantém-se integralmente até que seja sancionado ou vetado o projeto. 167. Î Regime de urgência constitucional: se a MP não for apreciada em até 45 dias o Congresso entra em regime de urgência. I. de 2001) a) nacionalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. direitos políticos. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias.Cabe aos Estados explorar diretamente. de 2001) b) direito penal. 62.

DISTRITO FEDERAL.1. Relator: Ministro Gilmar Mendes. PODER JUDICIÁRIO CNJ 15 STF 11 STJ 33 TST TJ TRF Juízes de Direito TSE STM 27 TRT TRE 7 7 Federais Juízes do Trabalho Juízes 15 Justiça Comum 7 Juízes Juízes Eleitorais Militares Justiça Especializada 9. 59 da Constituição. É vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1º de janeiro de 1995 até a promulgação desta emenda. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 1. inclusive. ADCT: Na regulação do Fundo Social de Emergência não poderá ser utilizado o instrumento previsto no inciso V do art. tanto os pressupostos objetivos do ato – relevância e urgência – quanto o mérito da Medida Provisória podem ser questionados perante o Poder Judiciário. de 1994) Î Generalidades: a conversão em lei da Medida Provisória não convalida vícios nesta (ADIMC 3090 / DF . Órgão Julgador: Tribunal Pleno). Da mesma forma.Regulação de atos praticados entre 01/01/1995 e o advento da EC 32/2001 Art. 246. 9. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. Julgamento: 11/10/2006. 73. STF Î Guarda da Constituição Î Composição: 11 membros • Brasileiro nato • Cidadão • 35 – 65 anos de idade • Notável conhecimento jurídico e reputação ilibada • Nomeação PR após sabatina pelo SF 23 . de 2001) Fundo Social de Emergência Art.

É utilizado para preservar ou restabelecer em locais restritos e 24 . Súmula vinculante Î Competência: STF Î Legitimados Art. 9. I. estadual. distrital e municipal.Î Competências a) Originárias (102.Crimes Comuns: PR + Vice + CN + STF + PGR .ADIN.RO: HC + HD + MS + MI pelos Tribunais Inferiores. Î Efeitos: vinculantes em relação aos demais órgãos do Judiciário e da Administração Pública federal. 10. incidentalmente De ofício Î Quórum: 2/3 = 8 Ministros Î Pressupostos: Validade. quando denegatória a decisão . interpretação e eficácia de normas constitucionais determinadas. Controvérsia entre os órgão do judiciário ou entre estes e a Administração Pública e Matéria constitucional. direta e indireta. ADC.417/2006 STF PR Mesa CD Mesa SF Mesa de ALE e Distrito Federal Gov.Interesse da magistratura b) Recursais .CC e CR: ME + Comandantes (Ressalvado 52. I) .Extradição . Estado e DF PGR CFOAB PP com representação no CN Confederação Sindical ou Entidade de Classe Nacional Tribunais Defensor Público-Geral da União Municípios.2.HC quando forem pacientes as pessoas acima . “a”): 3 vagas. 103-A Mesmos Legitimados para a ADIN e ADC Lei 11.RE: contraria a CF. ADPF . I) + Tribunais Superiores + TCU + Chefes Missão Diplomática . julgar válida lei local contestada em face de lei federal Î Outras atribuições • Um cargo de magistério (95. § único) • Presidente do CNJ (103-B) • MIN TSE (119. ESTADO DE EXCEPCIONALIDADE LEGAL Î Estado de Defesa: é o conjunto de medidas que objetivam debelar ameaças à ordem pública ou a paz social.

c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica. O Presidente da República pode. o Presidente da República.é vedada a incomunicabilidade do preso.Rejeitado o decreto. § 5º . § 2º .Se o Congresso Nacional estiver em recesso. devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias. § 4º . decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer. § 7º .a prisão por crime contra o Estado. se não for legal. nos termos e limites da lei. com vistas a preservar e defender o próprio Estado democrático. segundo o qual: Estado de Defesa Art. a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. § 6º .O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração. especificará as áreas a serem abrangidas e indicará. em locais restritos e determinados. será por este comunicada imediatamente ao juiz competente. § 3º . no prazo de cinco dias.a comunicação será acompanhada de declaração. que a relaxará. pela autoridade.comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de 25 . determinada pelo executor da medida. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. IV . 138 e 139 da Constituição: Estado de Sítio Art.ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos. submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional.O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias. b) sigilo de correspondência. As disposições sobre o Estado de Defesa encontram-se no artigo 136 da Constituição. II . ainda que exercida no seio das associações. cessa imediatamente o estado de defesa. III . II . facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial.Na vigência do estado de defesa: I . bem como dar condições para a defesa da soberania nacional em caso de guerra.restrições aos direitos de: a) reunião. por igual período. na hipótese de calamidade pública. se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. as medidas coercitivas a vigorarem. salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário. dentro de vinte e quatro horas. temporária e localizada das garantias constitucionais. extraordinariamente. solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de: I .Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação. 137. dentre as seguintes: I . será convocado. O Presidente da República pode. Î Estado de Sítio: é a suspensão enérgica. As disposições sobre o Estado de Sítio encontram-se no artigo 137. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. que decidirá por maioria absoluta.determinados a ordem pública e a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingida por calamidade de grandes proporções na natureza.O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu recebimento. 136. podendo ser prorrogado uma vez. respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. § 1º . do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação.

convocará extraordinariamente o Congresso Nacional para se reunir dentro de cinco dias. de cada vez. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. O Presidente da República. a fim de apreciar o ato. de imediato. I. § 1º . e. devendo o Congresso Nacional decidir por maioria absoluta. O decreto do estado de sítio indicará sua duração.restrições relativas à inviolabilidade da correspondência. à prestação de informações e à liberdade de imprensa.O estado de sítio. § 2º . relatará os motivos determinantes do pedido. no preparo e no emprego das Forças Armadas.intervenção nas empresas de serviços públicos. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas. 137. no do inciso II. à garantia dos poderes constitucionais e. 137.obrigação de permanência em localidade determinada.defesa. depois de publicado.Solicitada autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parlamentar.busca e apreensão em domicílio. Parágrafo único. ao solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou sua prorrogação. desde que liberada pela respectiva Mesa. pelo Exército e pela Aeronáutica. § 3º . § 2º . são instituições nacionais permanentes e regulares. Art. VI . radiodifusão e televisão.Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização.O Congresso Nacional permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas. 11. constituídas pela Marinha. 142. não poderá ser decretado por mais de trinta dias. Art. 139. ao sigilo das comunicações. As Forças Armadas. só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas: I .declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. segundo o qual: Forças Armadas Art.suspensão da liberdade de reunião. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. por iniciativa de qualquer destes. II . I. 138. nem prorrogado. poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. e destinamse à defesa da Pátria. as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas.detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns. o Presidente do Senado Federal. sob a autoridade suprema do Presidente da República. IV . § 1º . III . II . VII .requisição de bens.Não caberá "habeas-corpus" em relação a punições 26 . Parágrafo único. V . o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as áreas abrangidas. por prazo superior. no caso do art. na forma da lei. FORÇAS ARMADAS Î A tutela das forças armadas encontra-se prevista nos artigos 142 e 143 da Constituição. da lei e da ordem.

entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. XVIII. sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e. aplicando-se-lhes. juntamente com os demais membros. não pode estar filiado a partidos políticos. XIX e XXV e no art. por sentença transitada em julgado.aplica-se aos militares o disposto no art. os direitos. § 2º .o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos. transferido para a reserva.às Forças Armadas compete.o militar. após alistados. em tempo de paz. enquanto permanecer nessa situação. porém. II .a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas.o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível. nos termos da lei III . as seguintes disposições: I .As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. ser promovido por antigüidade. V . incisos XI. atribuir serviço alternativo aos que. XVII.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 41. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. sujeitos. ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá. 7º. nos termos da lei. Art. IV . VI . tomar posse em cargo. em tempo de paz.o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente será transferido para a reserva. emprego ou função pública civil temporária.O militar da ativa que. de 19. XIV e XV. ou de tribunal especial. direitos e deveres a elas inerentes. XIII. as prerrogativas e outras situações especiais dos militares. não eletiva. em tempo de guerra. com prerrogativas. XII. IX . na forma da lei. incisos VIII.12.ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. alegarem imperativo de consciência. de acordo com a lei. ainda que da administração indireta. por decisão de tribunal militar de caráter permanente. os deveres. o uso dos uniformes das Forças Armadas. será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior. consideradas as peculiaridades de suas atividades. a remuneração. da reserva ou reformados. VIII . além das que vierem a ser fixadas em lei. sendo depois de dois anos de afastamento. os limites de idade. a outros encargos que a lei lhes atribuir.. contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva.disciplinares militares. 27 . a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade. § 1º . § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. contínuos ou não. enquanto em serviço ativo.2003) X . 37.as patentes. VII . são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa. inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.