Jânio de Oliveira Santos

Indicadores de Qualidade no Ambiente Hospitalar

Arapiraca
2014

Janio de Oliveira Santos

Indicadores de Qualidade no Ambiente Hospitalar
Portfólio apresentado no curso de Gestão Hospitalar, da UNOPARUniversidade Norte do Paraná, como requisito parcial para conclusão
das disciplinas: Educação a Distancia, Sistema de Saúde,
Epidemiologia, Metodologia Cientifica, Biossegurança, Seminário.

Arapiraca
2014

Introdução: Antes de avaliação poder começar devemos decidir como a qualidade
deve ser definida e se depende de uma avalia apenas ou do desempenho dos
praticantes ou também das contribuições dos pacientes e do sistema de saúde.
Amplamente padrões na saúde são definidos; se o atendimento maximamente é
eficaz ou plenamente eficaz, e sobre se as preferências individuais ou sociais
definem o ideal. Também precisamos de informações detalhadas sobre as relações
causais entre os atributos estruturais dos contextos em que ocorre o cuidado, os
processos de atendimento, e os resultados do cuidado. Especificando os
componentes ou os resultados dos cuidados a serem amostrados, formulando os
critérios e normas adequadas e a obtenção das informações necessárias são os
passos que se seguem.
Embora saibamos muito sobre a avaliação da qualidade, ainda há muito a ser
conhecido.
Na área de saúde existem indicadores tradicionais que medem o desempenho de
programas, serviços e unidades. Entretanto, a complexidade da área exige mais do
que estes indicadores.
Temos por objetivo trazer à tona indicadores que possibilitem medir atividades de
maneira que gestores, prestadores e usuários de serviços de saúde definiram a
partir dos critérios de relevância, confiabilidade, validade de uma determinada
unidade de saúde, a maneira de compor um sistema de monitoramento, bem como
estabelecer metas a serem alcançadas para o bem-estar da população adotando
novas abordagens gerenciais para responder a realidade atual dos serviços
hospitalares.
A ênfase gerencial deve estar direcionada para os alcances de melhores resultados
assistenciais.
Considerando o foco da assistência o indivíduo e o atendimento de suas
necessidades, a qualidade necessita estar presente em todo o processo de
discussão da assistência.
Informalmente nas unidades hospitalares, sempre existiu um controle da qualidade
da

assistência,

representada

pela

preocupação

dos

gestores

em

seguir

procedimentos à risca, acreditando com isso, que teriam assegurados os resultados
almejados.
Para avaliar os resultados, é necessário embasamento em informações fidedignas e
que traduzam a realidade dessa assistência e sua organização de forma direta ou

indireta, permitindo comparabilidade e refletindo os diferentes contextos de sua
prática profissional.

Desenvolvimento: Quando se discute avaliação voltada aos serviços de saúde é
importante considerar as três dimensões da tríade proposta por um dos principais
estudiosos da temática da qualidade na área da saúde que são: estrutura, processos
e resultados.
A estrutura pode ser entendida como os recursos físicos, humanos, materiais,
equipamentos e financeiros necessários para a assistência à saúde; o processo
refere-se às atividades envolvendo profissionais de saúde e usuários, inclui
diagnóstico, tratamento, aspectos éticos de relação profissional, equipe de saúde e
paciente e o resultado corresponde ao produto final da assistência prestada,
considerando a saúde, satisfação de padrões e expectativas dos usuários.
A avaliação dos serviços de saúde, deve necessariamente, passar pela análise
dessas três dimensões, pois são interdependentes. Para uma avaliação adequada
em qualquer dessas dimensões é imprescindível a utilização de indicadores, pois
proporcionam uma medida e permitem o monitoramento e a identificação de
oportunidades de melhoria de serviços e de mudanças positivas em relação ao
alcance da qualidade.
Consiste numa maneira efetiva de avaliação do desempenho dos serviços de sua
gestão, demonstrando sua evolução ao longo do tempo, permitindo a comparação
com referenciais internos e externos, essencial para mensurar a qualidade da
assistência oferecendo subsídios para os profissionais orientarem suas atividades,
estimulando a reflexão individual e coletiva. Também verificando se os resultados da
assistência estão de acordo com os objetivos.
Pode-se descrever indicador como sendo a medição do desempenho de funções,
sistemas ou processos, assim como o valor estatístico que indica a condição ou
direção do desempenho de um processo ou alcance de uma meta ao longo do
tempo.
Ao se objetivar o uso de indicadores como ferramenta de avaliação da qualidade da
assistência, deve-se adotar padrões para mensurar/comparar a qualidade do
cuidado, pois ele servirá de referência, atuando como um pilar para o processo
avaliativo.

Para que os padrões possam ser julgados quanto ao seu alcance ou não, faz-se
necessário o desenvolvimento de critérios de avaliação, que são a forma de
operacionalizar o uso de indicadores e são os elementos da estrutura, processo e/ou
resultado que permite fazer juízo sobre a qualidade da atenção à saúde.
Quando focalizada a utilização de indicadores no âmbito da unidade hospitalar
verifica-se que, definir indicadores que avaliam a qualidade.
O governo preocupado com essa determinada qualidade do serviço elaborou a
Portaria nº 312 de 02 de Maio de 2002. Que referencia alguns serviços e
nomenclaturas na área da saúde que podemos destacar os indicadores nelas
grafados.
Média de Pacientes-Dia: Relação entre o número de pacientes-dia e o número de
dias, em determinado período. Representa o número médio de pacientes em um
hospital.
Média de Permanência: Relação entre o total de pacientes-dia e o total de
pacientes que tiveram saída do hospital em determinado período, incluindo os
óbitos. Representa o tempo médio em dias que os pacientes ficaram internados no
hospital.
Taxa de Ocupação Operacional: Relação percentual entre o número de pacientesdia e o número de leitos-dia em determinado período.
Taxa de Ocupação Planejada: Relação percentual entre o número de pacientes-dia
e o número de leitos-dia em determinado período, porém considerando-se para o
cálculo dos leitos dia no denominador todos os leitos planejados no hospital,
inclusive os não instalados ou desativados.
Taxa de Mortalidade Hospitalar: Relação percentual entre o número de óbitos
ocorridos em pacientes internados e o número de pacientes que tiveram saída do
hospital, em determinado período. Mede a proporção dos pacientes que morreram
durante a internação hospitalar.
Taxa de Mortalidade Institucional: Relação percentual entre o número de óbitos
ocorridos em pacientes após 24 horas de internação e o número de pacientes que
tiveram saída do hospital, em determinado período. Mede a mortalidade ocorrida até
24 horas após a internação hospitalar.

O propósito é uniformizar e tornar o processo de avaliação do cuidado uma parte
integrante da assistência e não apenas mais uma tarefa a ser cumprida. Trata-se de

disponibilizar os resultados como ferramenta para que ocorra a avaliação sistemática
de maneira efetiva, tendo em vista todas as considerações sobre a importância do
uso de indicadores para avaliação e melhoria dos resultados.
Podemos verificar em um determinado estudo que elas estão presentes em uma
unidade hospitalar:
a) Média de pacientes-dia
b) Média de permanência
c) Porcentual de ocupação hospitalar
d) Taxa de mortalidade global
e) Taxa de mortalidade não institucional
f) Taxa de mortalidade institucional.

Estes estudos apresentam como objetivo destacar e analisar, por meio de uma
revisão integrativa indicadores que avaliam qualidade dos e as atividades
características da mesma.
Onde vamos poder evidenciar o dia a dia e andamento funcional da unidade e seus
padrões dispostos para o atendimento tanto quanto seu efetivo de atendimento e
assim podermos analisar seus prognósticos
Esses indicadores tiveram a seguinte projeção:

Tabela 1. Indicadores da Unidade Hospitalar

Adaptado de (Indicadores de Qualidade em uma Unidade Hospitalar Dirce Krassuski
Vieira, Dimas José Detoni, Loreni Maria dos Santos Braum )

De acordo com a tabela supracitada podemos determinar os seguintes números:
No mês de abril tivemos uma media de 63,6 pacientes dia, em posse desses numero
a unidade hospitalar pode fazer uma projeção de necessidade de leitos como a de
profissionais por certos turnos e períodos como também a possibilidade de novas
entradas de pacientes na unidade onde possa se buscar melhorias no
acompanhamento dos seus indicadores, objetivando obter parâmetros fidedignos
que facilitam a tomada de decisão, planejamento e pesquisa científica.
Nos meses de janeiro e junho tivemos uma media de permanência de 3,3 de
pacientes SUS, e podemos assim determinar al altas e os óbitos tidos nessa unidade
tendo em vista a cura e a alta do paciente esse pode ser um índice preocupante pois
também pode ser dado pela quantidade de óbitos em um determinado período.
Vemos também um grande destaque no mês de abril com um percentual de 74,1
onde podemos verificar isso pelo percentual ocupacional que nos dá a dimensão de
letos e permanência dos pacientes.
Conclusão: O desenvolvimento deste estudo evidenciou a importância da aplicação
de indicadores de qualidade como uma das ferramentas para a avaliação do
gerenciamento da assistência dos serviços prestados.
Qualidade, humanização, alta produtividade e baixo custo é o que se espera como
resultado, isso só se obtém com o uso rotineiro de instrumentos de medição.
Resta somente enfatizar a necessidade de deixar claro os objetivos para a escolha
tais instrumentos, a preocupação com um sistema de armazenamento que permita
um banco de dados simples, confiável, ágil e de baixo custo, além da montagem de
séries históricas que permitam a comparação com outras instituições ou consigo
mesma, quando analisadas no tempo, onde o gestor hospitalar possa norteasse
para tomar decisões de maneira que a partir de indicadores simples possam
implementar melhorias na unidade de saúde.

REFERENCIAS
Indicadores de Qualidade em uma Unidade Hospitalar
Dirce Krassuski Vieira, Dimas José Detoni, Loreni Maria dos Santos Braum.
Bittar OJNV. Indicadores de qualidade e quantidade
em saúde. RAS 2001; 3(12): 21-8.
RAS. OLÍMPIO J. NOGUEIRA V. BITTAR Vol. 6, Nº 22 – Jan-Mar, 2004
BITTAR, O.J.N.V. Hospital: qualidade & produtividade. Sarvier, 1997.
BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev Ass Med
Brasil, v. 46, n. 1, p. 70-6, 2000.
J Soc. Bras. Fonoaudiol. 2011 :89-94