Trabalho de Previdenciário – (RAFAEL RODRIGUES VENTURA

)

Pensão por morte acidentária

Este tipo de pensão por morte deverá ser concedido sempre que o segurado,
aposentado ou não, houver falecido em razão de acidente de trabalho, bem como desde que
haja dependentes a receber tal benefício, conforme dispõe o art. 74 da Lei 8.213/91. Tal
benefício é devido a partir do óbito do segurado, caso seja requerido em até 30 dias do
falecimento. Ultrapassado esse prazo, será devido a partir do requerimento ou, no caso de
morte presumida, da data da respectiva decisão declaratória.
Observado o art. 33 da Lei 8.213/91 (não inferior ao do salário-mínimo, nem
superior ao teto do salário-de-contribuição), o valor da pensão por morte acidentária (o
valor do salário de benefício) será 100% (cem por cento) da aposentadoria que o segurado
recebia ou do valor da aposentadoria por invalidez a que teria o direito receber, caso ainda
não fosse aposentado, conforme o disposto no art. 75 da Lei 8.212/91. Destarte, neste último
caso, o valor da pensão corresponderia à média de 80% (oitenta por cento) dos maiores
salários de contribuição de seu período contributivo, diminuindo-se apenas alguma verba
indenizatória eventualmente recebida pelo mesmo, v.g., auxílio transporte e auxílio
alimentação, consoante art. 29, II, da Lei 8.213/91.
Oportuno mencionar que o art. 16 da Lei 8.213/91 elenca as três classes de
dependentes (incisos I, II e III)1, sendo que a existência de dependentes de primeira classe
exclui o direito dos de segunda classe e assim sucessivamente. Havendo mais de um
dependente de mesma classe predominante, a pensão será dividida entre eles em partes
iguais, nos termos do art. 77 da Lei 8.213/91. Ocorrendo qualquer das condições do §2º do art.
77, ou seja, cessando a condição de pensionista, a respectiva parte rateada reverterá em favor
de todos os demais. Assim, com a extinção da parte do último pensionista, a pensão será
extinta, conforme leciona o §3º do artigo em comento.
É de bom alvitre ressaltar ainda que não se exclui do rol do inciso I do art. 19 da Lei
8.213/91 (dependentes de primeira classe), “o cônjuge divorciado ou separado judicialmente
ou de fato que recebia pensão de alimentos”, nos termos do §2º do art. 76 da referida lei.

1

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição,
menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente; II - os pais; III - o irmão
não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que
tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim
declarado judicialmente;

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