INTRODUÇÃO

A Vulgata Latina veio do Cristianismo Ocidental que seria uma obra completa
do Antigo Testamento e Novo Testamento, além de livros e acréscimo apócrifo, sendo uma
Bíblia oficial Católica Apostólica Romana, que perpetuou longamente na Idade Média. Onde
o seu tradutor foi Jerônimo. Antes de a Vulgata ser impressa (primeiro livro a ser impressa do
mundo), já havia traduções das Escrituras para o latim, para isso acontecer houve o ambiente
do mundo lingüístico antigo em geral, aspectos culturais e estrutura geográfica.1

Devida as dificuldades reinantes no século III da era Cristã, em meios aos
resultados conturbantes a escritos que assinalava a agonia do mundo judaico, depois
discussões que influenciaram os primeiros tempos do cristianismo, Os evangelhos eram alvos
de preconceitos, de ressentimentos das paixões e de perturbação de espírito. Havia grandes
divergências

dogmáticas.

Agitaram

o

mundo

cristão

e

provocaram

sanguinolentas

perturbações no Império, até que Teodósio2 , conferindo a supremacia ao cristianismo, impõe a
opinião do bispo de Roma à cristandade. Comentário de Severino Celestino. A vulgata de São
Jerônimo,

recuperado

de:

http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?option=com_content&

view=article&id=5:a-historia-das-traducoes-da-biblia&catid=2:blog,

acessado

em

10/04/2014.

Vejamos o pensamento do Bispo de Roma Dâmaso:

“A fim de pôr termo a essas divergências de opinião, no momento em que
vários concílios acabam de discutir acerca da natureza de Jesus, uns
admitindo, outros rejeitando a sua divindade, o papa Dâmaso confia a São
Jerônimo, em 384, a missão de redigir uma tradução latina do Antigo e do
Novo testamento. Essa tradução deverá ser daí por diante, a única reputada
ortodoxa e tornar-se-á a norma das doutrinas da Igreja”. (CELESTINO,
1 Fontes tirada de GEISLER, Norman; Nix, Willian. Introdução Bíblica: Como a Bíblia chegou ate nós. Trad.

de Oswaldo Ramos. 1. Ed. São Paulo: Vida, 1997. 2. Imp., p.207, 253 p.
2 Em 380, Teodósio I promulgou um edito tornando o Cristianismo à religião exclusiva do Estado, e qualquer
pessoa que seguisse outra forma de culto seria punida pelo Estado. Por meio do Edito de Constantinopla, em
392, os cultos pagãos tornaram-se ilegais. Portanto, o Cristianismo acabou se transformando finalmente na
religião do Estado, e começou a perseguir o paganismo da mesma forma como o paganismo o havia perseguido
antes.

recuperado
de: http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?option=com_
content&view=article&id=5:a-historia-das-traducoes-da-iblia&catid=2:blog,
acessado em 10/04/2014

Diante disso, o Bispo de Roma Dâmaso Delegou e financiou Jerônimo, a fim
de concluir uma Bíblia contendo o Velho Testamento e o Novo Testamento como uma única
coleção na tradução latina.

CAPÍTULO I
DEFINIÇÃO DA VULGATA

Vamos saber qual o significado dessa palavra Vulgata, segundo o Dicionário
Bíblico de Almeida (KACHEL, Wener. 2005, p. 160), significa: “Vulgata – versão da Bíblia
para o latim, feita por Jerônimo, de 382 a 404 d. C. “Vulgata” quer dizer divulgada,
espalhada, palavra que só aplicada a Bíblia de Jerônimo a partir do século XIII”.
Segundo Ricardo Moreira Braz do Nascimento fala:
O nome “Vulgata” se da pela expressão: “versio vulgata”, ou seja, "versão
dos vulgares," o mesmo que dizer: “escrito na língua de pessoas comuns”
(vulgus). Já que era parte do propósito de Jeronimo não somente reunir os
textos bíblicos, mas também criar uma versão que pudesse ser mais
facilmente compreendida pela maioria da população. Portanto foi escrita em
um latim cotidiano, já que os textos existentes antes dela não eram tão claros
e de fácil compreensão. O objetivo foi alcançado e a Bíblia Vulgata alcançou
as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa. (A Bíblia
Vulgata. Recuperado de: http://comunidadeabiblia. net/teologia/estudosbiblicosa-biblia-vulgata. 11 de julho de 2009, acessado em 29/03/2014).

Segundo o Glossário de ELLISEN, Stanlay A. Fala: “VULGATA – Nome
dado pelo Concílio de Treno (1545) à tradução bíblica do hebraico para o latim realizado por
Jerônimo (por volta de 400). Essa tradução foi realizada a pedido do Papa Damasco, a fim de
fornecer um texto unificado e confiável na linguagem do povo comum”. (2004, p. 370).

Ela foi escrita em latim cotidiano, já que os textos existentes eram escritos no
latim clásssico, ou seja, feita para linguagem culta das elites da sociedade, dos topos da
pirâmide sociológica daquela época do Império Romano da lingua latim, que chegou a
alcançar as regiões do Mediterrâneo e Norte da Europa. É o caso do latim elegante de Cícero,
que Jerônimo o considerava seu mestre. (comentário retirado da fonte http://pt.wikipedia.org/
wiki/Vulgata, acessado em 10/04/2014).

CAPÍTULO II
BIOGRAFIA DE JERÔNIMO

Segundo Norman Geisler e Eillian Nix, cometam as seguintes expresões:

Sofrônio Eusébio Jerônimo (c. 340-420) nascera de pais cristãos, em
Estridão, na Dalmácia. Havia sido educada na escola local até sua ida a
Roma, com a idade de doze anos. Durante os oito anos seguintes, Jerônimo
estudou latim, grego e autores pagãos, antes de tornar-se cristão, com a idade
de dezenove anos. Logo após sua conversão e batismo, Jerônimo devotou-se
a uma vida de rígida abstinência e de serviço ao Senhor. Passou muitos anos
perseguindo uma vida semi-ascética de eremita. De 374 a 379, empregara
um rabino judeu para que lhe ensinasse o hebraico, enquanto estivesse
residindo no Oriente, perto de Antioquia. Foi ordenado presbítero em
Antioquia antes de partir para Constantinopla, onde passou a estudar sob a
orientação de Gregório de Nazianzo3 . Em 382, foi convocado por Roma para
ser secretário de Dâmaso, bispo de Roma, e nomeado membro de uma
comissão para revisar a Bíblia latina. (1997, p 213)

Depois de haver fundado mostério de homens, onde ele mesmo dirigiu e outro
mostéiros de mulheres em Belém da Judeias, e ter confrontado com os Pelagianos4 ,
Luciferianos5 , Originistas6 e outros hereges. No ano 410 vieram do Oriente, diversas famílias
romanas, por causa da tomada de Roma por Alarico7 . Ele comovido muito, fez de tudo para
suavisar-lhes os sofrimentos, a pobreza e a penoza situação. Nesse Periódo, Jerônimo
terminou de traduzir os livros do Antigo Testamento. E por sofrer ataques de sua residência e
conventos que administrava, deixou de ficar em Belém. No dia 30 de setembro de 420 na
idade de 90 anos, faleceu. (Fonte recuperada de http: pagina oriente.com/set/jeronimo 3009.
htm, 2013).
3

Foi um Patriarca de Constantinopla, teólogo e escritor cristão.
Os pelagianos sustenta basicamente que todo homem é totalmente responsável pela sua própria salvação e,
portanto, não necessita da graça divina. Segundo os pelagianos, todo homem nasce "moralmente neutro", sendo
capaz, por si mesmo, sem qualquer influência divina, de salvar-se quando assim o desejar.
5 Os Luciferianos prestam reverências à entidade romana conhecida como Lúcifer, o Andrógino, o Portador de
Luz, o espírito do Ar, a personificação do esclarecimento.
6 Creem na Doutrina da Reencarnação.
7 Foi o primeiro líder germânico a tomar a cidade de Roma, no famoso saque de Roma em 410.
4

CAPÍTULO III
CONTEXTO HISTÓRICO LINGUÍSTICO ANTES DA BÍBLIA VULGATA

Nos primeiros séculos, a igreja serviu-se, sobretudo da lingua grega. Foi nesta
lingua que escrito todo o Novo Testamento, incluindo a Carta aos Romanos, do Apóstulo
Paulo, bem como escritos do século seguinte até o século IV. Já 400 a.C, o Antigo
Testamento existia na lingua Hebraica e Aramica.

A Bíblia de modo geral originou-se das

familiares semitas (Oriente Próximo) e famílias indo-européia (Grécia e Roma).
Temos que observar que durante o reinado de Ptlomeu II 8 no Egito e sendo
influenciado pelo blibliotecário de Alexandria, foram reunidos 72 (setenta e dois) tradutores
rabinos hebreus, que em 72 dias traduziram o Antigo Testamento do hebraico e alguns em
araimaico para o grego antigo (Koiní), onde passou a ser chamado de Septuaginta (LXX).
(GEISLER; NIX. 1997, p.196, alteração nossa).

Durante o Império Romano o latim expandio em todas as regiões do referido
Império, através do exército romano e das relações comerciais, já que antes o grego era
conhecido como uma lingua oficial e mais falada e no Oriente Próximo era a lingua aramaica.
No século II os cristãos tinham o desejo de traduzir a Bíblia para o latim, e no proximo século
III, já esxistia traduções das Escrituras Sagradas para o latim antingo, circulando no Norte da
África e na Europa. No norte da África antes de 200 d.C, O Antigo Testamento foi traduzido
da Septuaginta para o

latim antigo, chegando a ser utilizados pelos escritores cristãos

Tertuliano e Cipriano. Já versão do Novo Testamento, também chamada Antiga latina, onde
sobreviveram dessa obra, cerca de 27 (vinte e sete) maniscrito dos evangelhos, mais 7 (sete)
do livro de Atos, 6 (seis) das cartas paulinas e alguns fragmentos das cartas gerais e do
Apocalípse, que datavam do século IV até o XIII. Prova que esses maniscritos foram copiados
muito tempo depois de existir a Vulgata. A antiga latina era o Novo Testamento no Ocidente,
é representado por dois ou três diferentes textos:

8

Ptolomeu II Filadelfo foi o rei do Egito de 281 a.C até a sua morte em 246 a.C.

1. O texto africano, usado por Tertuliano 9 e por Cipriano10 . 2. Texto europeu
que aparece nos escritos de Ireneu11 e de Novaciano12 . E o Texto Itálico (Ítala) é mencionado
nas obras de Augostinho. O texto africano reflete-se no Códice bobiense, dotado do século II
e de tradução livre e tosca do texto Grego. O texto europeu e representado por dois códices:
Códice vecelense, escrito por Eusébio de Vercelli, morto em 370-371, e o Códice veronense,
que serviu de base para a Vulgata latina. (GEISLER; NIX. 1997, p.210,211, alteração nossa).

Vejamos o que diz HALE, Broadus David:
Latina Antiga – Estas são as traduções latinas efetuadas antes de Jerônimo
fazer a sua chamada Vulgata, na última parte do quarto século. O Velho
Testamento da Vulgata foi traduzido do texto hebraico, enquanto o Velho
Testamento na Latina Antigo, da Septuaginta. No Novo Testamento, a
Latina Antiga é uma tradução do grego, e a Vulgata é apenas uma revisão da
Latina Antiga. Daí, a importância da Latina Antiga como testemunha do
texto do Novo Testamento. Muitos maniscritos ainda existem. Atadução
provavelmente foi feita pela primeira vez na África. Outra tradução,
independente da feita da África, foi efetuada um pouco mais tarde, na
Europa. Para amenizar as diferenças entre estas duas traduções rivais, uma
terceira foi feita na Itália. Agostinho disse que esta foi a melhor de três.
Cipriano (que faleceu por volta de 258) usou o texto africano. Irineu usou o
texto europeu, em suas obras em latim. Agostinho (454-430) usou a italiana.
(2002, p.46, 47).

9

Tertuliano, pai da Igreja e bispo de Cartago.
Bispo num período difícil da Igreja africana.
11 Foi um bispo grego, teólogo e escritor cristão que nasceu, segundo se crê, na província romana da Ásia Menor
Proconsular (Turquia).
12 Antipapa Novaciano foi um estudioso e antipapa que detinha o título entre 251 e 258.
10

CAPÍTULO IV
SURGIMENTO DA BÍBLIA VULGATA

Gostariamos de mostrar primeiramente o comentário da Bíblia da Vulgata pela
Grande Enciclopédia Delta Laurouse:
Vulgata, tradução da Bíblia em latim feita por São Jerônimo. O Papa
Dâmaso, em 382, encarregou Jerônimo de uma revisão da tradução existente,
a Vetus Latina 13 ou Ítala o que o santo Augustinho fez para o Novo
Testamento. Quanto ao velho Testamento, o monge decidiu traduzir
diretamente do hebraico com exceção dos Salmos, dos quais fez duas
diferentes revisões do texto da Vetus latina, comparando-os com a LXX. A
vulgata foi declarado a versão oficial da igreja romana pelo Concílio de
Trenta (1545-1563), sendo um texto oficial publicado por ordem dos Papas
Sisto V e Clemente VIII (Clementina). O primeiro grande livro impresso em
Mainz por Gutenberg, em 1456, foi a Vulgata. Famosas traduções da
Vulgata têm sido feitas para as línguas modernas, entre as quais, a de Douai
(1582-1609) para o Inglês e a do Padre Pereira de Figueiredo para o
português. (1975, p. 7083,7084).

Por existir inumerosos textos da antiga Latina, que aparecem ao redor da
segunda metade do século IV induziram uma situação intolerável, como vimos anteriormente
no capítulo anterior sobre os textos da Antiga latina, então, Damásio Bispo de Roma (366384), providenciou uma revisaõa do texto da tal escrita latina. (eremos nos seguintes tópicos
os tipos de céu, para não haver nenhuma dúvida do céu que um dia encontrares com todos os
santos reunidos desde a criação até os últimos conservos que iram ser salvos na Glória de seu
Filho Jesus. (GEISLER; NIX. 1997, p.211)

Como existiam várias traduções e texto espalhados por muitos lugares, era
difícil sobre qual era fidedigno ao Original, ou mesmo qual pergaminho era sagrado. Com isto
no ano 382 d.C o Bispo de Roma Dâmasio I, elegeu Jerônimo de Stridon para fazer uma
tradução o mais fiel pssível dos maniscritos que existia. Sua missão consistia em criar uma
versão única dos textos sagrados e usá-la, então, como referência. Uma Bíblia usada para ser
padrão. (NASCIMENTO, A Bíblia Vulgata, 2009, recuperado de: http:/Comuidadeabiblia.
net/teologia/estudos-bblicos/a-biblia-vulgata.htm1, acessado em 29 de março de 2014).
13

Vetus Latina foi o nome comumente dado aos textos bíblicos traduzidos para o latim antes da tradução de São
Jerônimo, conhecida como Vulgata. Vetus Latina é uma expressão em latim que significa "Latim Antigo".

4.1 – Situação que levaram o surgimento da Bíblia Vulgata.

Dâmaso de Roma demonstrou profundo interesse pelas Escrituras, e por
estudiosos das Escrituras que se tornaram amigos, os quais patrocinonavam. Ele estava ciente
das divercidades de versões, traduções revisõese recensões bíblicas no século IV, então, o fez
grande falta de uma nova versão autorizada das Escrituras latinas, além de divergências
doutrinárias e contradições de pensamentos (GEISLER; NIX. 1997, p.211, acréssimo nosso).

Diante disso Dâmaso de Roma expressou seu pensamento:
“A fim de pôr termo a essas divergências de opiniões, no momento em que
vários concílios acabam de discutir acerca da natureza de Jesus, uns
admitindo, outros reijetando a sua divindade. Confio a Jerônimo, a missão de
redigir uma tradução latina do Antigo e do Novo Testamento. Essa tradução
deverá ser, daí por diante, a única reputada ortodoxa e tornar-se-á a norma
das doutrinas da Igreja” (Severino Celestino. A vulgata de São Jerônimo,
recuperado
de: http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?option=com_
content&view=article&id=5:a-historia-das-traducoes-da-biblia&catid=2:
blog, acessado em 10/04/2014).

Quatros fatores existiram para que assim a vulgata vinhesse a existir:
Confusão de texto latino – havia muita confusão nos textos latinos da Bíblia, pois esses
textos eram traduzidos diretamente da LXX. O Novo Testamento havia sido traduzido de
forma informal. As muitas traduções então existentes – havia inúmeras traduções das
escrituras, e o latim passou a ser a lingua oficial da Igreja. Como havia dois textos básicos da
Antiga Latina no Ocidente, Dâmaso desejou possuir uma tradução nova, autorizada, onde
poderia basiar as doutrinas oficiais da Igreja. Heresias e controvesias – Dentro do Império
Romano era comum haver controvérsias entre cristãos e judeus. Até dentro da igreja houve
inúmeras controvércia. Surgimentos de grupos heréticos como os macionitas 14 , os maniques15
e os mantonistas16 , que basiavam suas doutrinas em seus próprios cânones e traduções de
livros da Bíblia. Por fim, a controversia ariana que fez originar três Consílios: de Nicéia

14

Macionistas. Faziam parte de um movimento religioso de inspiração cristãos -gnosticos do II século, fundado
por Marcião de Sínope. Propunha dois deuses distintos, um no Antigo Testamento e outro no Novo Testamento.
15 Maniques. Criam na filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Maniqueu, filósofo
cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é
intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom.
16 Montanista. Seguidores do Profeta Montano da Frígia, afirmava ser o Consolador (promessa do Espírito Santo,
após a asserção de Jesus aos Céus) e exigia doutrina extremamen te de preparação para o fim que é prescrito uma
moral rigorosamente ascética, com a proibição do matrimônio (em seguida, apenas das segundas núpcias), jejuns
severos, consistentes esmolas de toda espécie; encoraja-se o martírio, é proibido subtrair-se às perseguições.

(325), de Constatinopla (381) e o de Éfeso (431). A necessidade de um texto modelar – Que
era modelar uma tradução nova, basiada nas atividades didáticas da igreja, programas
missionários e em defesa doutrinárias estabelecidadas nos grandes consílios. (GEISLER;
NIX. 1997, p. 212)

4.2 – A confecção da Bíblia Vulgata

A pedida de Dâmaso, Jerônimo recebeu a incumbência em 382, e iniciou seu
trabalho imediatamente.

Jerônimo introduziu uma ligeira revisão nos evangelhos, completamente em
383 (não se sabe qual foi o texto latino que o utilizou). E diante de sua preocupação escreve a
Dâmaso o seguinte desabafo:
“Da velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte,
me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão
dispersos por todo o mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que
estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é
também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado,
julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à
infância o mundo já envelhecido”. “Qual, de fato, o sábio e mesmo o
ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar (novo), depois de o
haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o
que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou
um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar,
substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros? “Um duplo motivo me
consola desta acusação”. “O primeiro é que vós, que sois o soberano
pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia
existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a
aprovação dos maus”. (Severino Celestino. A vulgata de São Jerônimo,
recuperado
de: http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?option=com_
content&view=article&id=5:a-historia-das-traducoes-da-biblia&catid=
2:blog, acessado em 10/04/2014).

Depois de ter terminado a revisão dos evangelhos, morre-lhe o mecenas17 (384)
e ter tornado Bispo de Roma. Havia terminado uma revisão rápida no Saltério Romano (mera

17

Os mecenas eram ricos e poderosos comerciantes, príncipes, condes, bispos e banqueiros que financiavam e
investiam na produção de arte como maneira de obter reconhecimento e prestígio na sociedade.

tradução dos Salmos), quando se estabeleceu em Belém. Após sua partida fez uma revisão
superficial no restante do Novo Testamento. De volta para Belém, ele fez uma revisão maior
do Saltério Romano, que completou em 387, onde se baseou nos Héxapla de Orígenes18 Após
Jerônimo passou a revisar a LXX. Estando em Belém, Jerônimo havia iniciado em aperfeiçoar
seus conhecimentos em hebraico, que duraram 20 anos, de modo que pudesse executar uma
nova tradição do velho testamento direto das línguas originais. A partir dessa época, ele se
tornou mais envolvido com sua tradução e com a supervisão dos monges de Belém. Traduziu
o Saltério Hebraico (Salmos) com base do texto hebraico da época, na Palestina. Jerônimo
continuou a traduzir as Escrituras hebraicas, mesmo providas da oposição e da saúde precária.
Finalmente, em 405, completou sua tradução latina do Antigo Testamento hebraico, que não
foi bem acolhida no começo, porém os escritos de Tobias e Judite, que encontrou em
aramaico e os demais deuterocanônicos19 traduziu baseou-se nos texto grego. Nos últimos
quinze anos de vida, Jerônimo continuou escrevendo, traduzindo e revisando sua tradução do
Antigo Testamento. Jerônimo deu pouca atenção aos apócrifos, só com grande relutância
traduziu algumas passagens de Judite, de Tobias e do resto de Este, mais adições de Daniel –
antes de morrer. O resultado dos livros Apócrifos, pertencente à Antiga latina, foi adicionado
à Bíblia chamada Vulgata latina na Idade Média. (GEISLER; NIX. 1997, p. 213; 214,
acréssimo nosso).

Vejamos ainda a comparação do Novo Testamento feito por Jerônimo,
comentário feito por HALE:

Jamais se convocou um concílio geral das igrejas para definir o cânon do
Novo Testamento. Contudo, os concílios subsequentes, após Atanásio,
confirmaram o que pareceu ter sido aceito. Deve-se reconhecer que Jerônimo
começou sua tradução para o latim (Vulgata) em 383, e sua lista é idêntica
com a de Atanásio20 . (2004, p. 34)

18

Hexapla é o nome de uma edição da Bíblia editada em seis versões diferentes alinhadas lado-a-lado. Ele se
aplica particularmente para a edição do Antigo Testamento compilada por Orígenes.
19 Deuterocanônico, chamados apócrifos ou pseudo-canônico por protestantes, refere-se a alguns livros que
estão presentes na Septuaginta, e por isso tidos como inspirados pelos primeiros cristãos, e que foram
reafirmados como inspirados por Deus no Concílio de Roma em 382 d.C, de Hipona em 393 d.C., III Concílio de
Cartago em 397, e no Concílio de Trento no ano de 1546, deste último não participou a Igreja Ortodoxa, sendo,
porém contestados pelos protestantes, sucessores de Lutero e Calvino, e ao fim do século XVIII retirados da
maioria das denominações .
20 Em 367, Atanásio, Bispo de Alexandria de 328 a 373, publicou uma Carta de Páscoa às Igrejas que estavam
sob sua responsabilidade. Esta carta contém uma lista de vinte e sete livros, que haviam sido aprovados para
instrução doutrinária. Esta lista coincide com os vinte e sete de nosso Novo Testamento. (HALE, 2004, p. 34).

Após o falecimento de Jerônimo em 420, A tradução do Velho Testamento
passou a ser aceito sobre as demais traduções, que durante a Idade Média passou a ser o texto
modular da Bíblia, reconhecido extra oficialmente. Somente no Concilio de Trento (15461563), entretanto, foi oficialmente elevado àquela posição pela Igreja Católica. (GEISLER;
NIX. 1997, p. 215).

Finalmente por volta de 1456 foi o primeiro livro impresso na prensa de
Gutenberg após a descoberta da Imprença. Foi também o primeiro exemplar que reuniu todos
os exemplares do Velho e Novo Testamento em um único lugar (livro), chegando às regiões
do Mar mediterrâneo e alcançando o Norte da Europa. (NASCIMENTO, A Bíblia Vulgata.
Recuperado de: http:// comunidadeabiblia.net/teologia/estudos-biblicosa-biblia-vulgata. 11 de
julho de 2009, acessado em 29/03/2014, acréscimo nosso).

Observação importante retirado de HTTP://www.bibliapage.com/texto13.html.
Os livros Apócrifos do Antigo Testamento, acessado em 29/03/2014.

Seguido a Vulgata com a LXX (Septuaginta), o cânon católico incorporou os
apócrifos após a Reforma. Quando a Vulgata os inseriu, distinguiu-os dos
outros, que chamaram de canônicos. Ao Todo são doze livros ou enxertos:
Contêm os livros de I Esdras, II Esdras, Tobias, Judite, Adição a Ester (do
capítulo 10:4 ao capítulo 16), Sabedoria, Eclesiástico, Bauc, adições a
Daniel (chamada de apêndice, os capítulos 12 e 13, contendo a História de
Suzana, História de Bel, Daniel Matando o Dragão, Daniel novamente no
Lago dos Leões e o Rei dando Glória ao Senhor), Oração de Manassés, I
Macabeus e II Macabeus. (Alteração nossa).

CAPÍTULO V
CRÍTICA E HERESIA DA BÍBLIA VULGATA

Agostinho e a grande maioria das autoridades eclesiásticas influentes opuseram
pelo fato do Antigo Testamento não ser traduzido diretamente da LXX, por considerarem
inspiradas. (GEISLER; NIX. 1997, p. 215).

Veja o que comenta Agostino, bispo de Hipona, que escreve a Jerônimo no ano
395, preocupando da fidelidade de sua tradução, testificando da inexistência de extidão nas
traduções bíblicas:
“A meu ver, eu preferiria que tu antes nos interpretasse as Escrituras gregas
canônicas que são atribuídas aos setenta intérpretes, pois se há dissonância
entre o latim das antigas versões e o grego da LXX, pode-se ir verificar, mas
se há dissonância entre o latim da nova versão e o texto conhecido do
público, como dar a prova de sua exatidão?” (NASCIMENTO, A Bíblia
Vulgata. 11 de julho de 2009. Recuperado de: http:// comunidadeabiblia.net/
teologia/estudos-biblicosa-biblia-vulgata,
acessado
em
29/03/2014,
acréscimo nosso).

Veremos agora erros de traduções da Bíblia Vulgata:

A versão Vulgata de Jerônimo – 405 d.C, que hoje é conhecida como Bíblia
Sagrada, Ed. Pastoral-Catequética, Ed. Ave Maria, encontramos o seguinte
dizer em Apocalipse 1:10: “Num Domingo fui arrebatado em êxtase, e ouvi,
por detrás de mim, voz forte como de trombeta.” Sabemos que originalmente
não existe a palavra domingo, mas sim apenas a citação de que era “no dia
do Eterno Deus” que João teve a visão. ACF21 - Apocalipse 1.10 “Eu fui
arrebatado no Espírito no dia do Eterno Deus , e ouvi detrás de mim uma
grande voz, como de trombeta,” (Gideão da CCB Livre, Jerônimo confessa
que adulterou a Bíblia Vulgata! 16 de março de 2010, Recuperado de:
http://gideoes-ccb.forumeiros.com/t128-jeronimo-confessa-que-adulterou-abiblia-vulgata, acessado em 15de abril de 2014, grifo nosso).
Passemos agora a apreciar os problemas que você apontou em certas
passagens da Vulgata: a) 1REIS 7,36 Vejamos primeiro como se encontra
essa passagem nas duas traduções que temos da Vulgata em português:
Matos Soares: "Lavrou também nas superfícies, que eram de bronze, e nos
21

Almeida Corrida Fiel

cantos, querubins, leões, palmas, apresentando como que a figura de um
homem em pé, e com tal arte que não pareciam gravados, mas sobrepostos
ao redor".Antonio Pereira de Figueiredo: "Lavrou também naqueles
taboleiros, que eram de bronze, e nos cantos, querubins, leões e palmas,
como representando a figura de um homem em pé, de tal modo que estes
não pareciam gravados, mas de vulto postos ao redor".Vejamos como as
Bíblias protestantes e ecumênicas traduzem o versículo: Almeida Edição
Contemporânea (AEC): "Nas placas de seus apoios e dos seus painéis
lavrou querubins, leões e palmeiras, segundo o espaço de cada uma com
grinaldas em redor". Almeida Corrigida e Fiel (ACF): "E nas placas de
seus esteios e nas suas cintas lavrou querubins, leões e palmas, segundo o
espaço de cada uma, e outros adornos em redor" Almeida Revista e
Corrigida (ARC): "E nas pranchas das suas asas e nas suas cintas lavrou
querubins, leões e palmas, segundo o vazio de cada uma, e junturas em
redor". Tradução na Linguagem de Hoje (TLH): "Os apoios e os painéis
eram enfeitados com figuras de querubins, leões e palmeiras, que cobriam
todo o espaço que havia; e ao redor dessas figuras havia desenhos em
espiral". Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH): "Os apoios e os
painéis eram enfeitados com figuras de querubins, leões e palmeiras, que
cobriam todo o espaço que havia; e ao redor dessas figuras havia desenhos
em espiral". Nova Versão Internacional (NIV): "Ele esculpiu figuras de
querubins, leões e tamareiras na superfície dos apoios e nas placas, em
cada espaço disponível, com grinaldas ao redor". Tradução do Novo
Mundo (TNM): "Além disso, nas placas dos seus lados e nos seus painéis
laterais gravou querubins, leões e figuras de palmeiras, de acordo com o
espaço útil de cada, bem como festões em toda a volta". Tradução
Ecumênica da Bíblia (TEB): "Sobre as superfícies planas, os esteios e os
painéis, ele gravou querubins, leões e palmas erguidas, com volutas ao
redor" Bíblia de Jerusalém (BJ): "Sobre os painéis das travessas e sobre
as molduras mandou gravar querubins, leões e palmas... e volutas ao
redor".Bíblia Ave Maria (BAV): "Nas placas dos seus esteios e dos painéis
assim como no espaço livre entre estas, esculpiu querubins, leões, palmas e
grinaldas circulares". Bíblia Edição Pastoral (BEP): "Sobre os painéis de
cada travessa e sobre as molduras, mandou gravar querubins, leões e
palmeiras dentro dos espaços livres, com grinaldas ao redor". Bíblia
Mensagem de Deus (BMD): "Nas faces destas bases ele gravou querubins,
leões e palmeiras, conforme o espaço disponível e, em redor, grinaldas".
Bíblia Sagrada de Aparecida (BSA): "Sobre a superfície de seus painéis e
de suas molduras mandou gravar querubins, leões e palmeiras, conforme o
espaço livre, e guirlandas ao redor". Bíblia Sagrada Tradução da CNBB
(BSC): "Também esculpiu querubins, leões e palmas na superfície das
armações e dos painéis, de acordo com o espaço disponível em cada um, e
grinaldas ao redor". Bíblia Sagrada Vozes (BSV): "Em seguida Hiram
gravou nas placas, [moentes e painéis] querubins, leões e palmas, segundo
o espaço disponível, e ao redor ainda grinaldas". Bíblia Sagrada Palavra
Viva (BPV): "Nas placas dos seus suportes e das pedras lavradas, assim
como nos espaços vazios, esculpiu querubins, leões, palmas e grinaldas
circulares".(NABERT, Podemos confiar na vulgata de são jerônimo? 08 de
Agosto de 2008. Recuperado de: http://www.veritatis.com .br/inicio/espacoleitor/5797-podemos-confiar-na-vulgata-de-sao-jeronimo, acessado em 15 de
abril de 2014, grifo nosso).
Passemos agora para a segunda passagem que você apresenta: b) LUCAS
13.3. Nas traduções da Vulgata em português lemos: Matos Soares: "Não,

eu vo-lo digo; mas se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo
modo".Antonio Pereira de Figueiredo: "Não eram, eu vo-lo declaro; mas
se vós outros não fizerdes penitência, todos assim mesmo haveis de
acabar". Passemos às Bíblias protestantes e ecumênicas (na mesma ordem
adotada mais acima): AEC: "Não, vos digo! Antes, se não vos
arrependerdes, todos de igual modo perecereis" ACF: "Não, vos digo;
antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis". ARC:
"Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo
perecereis". TLH: "De modo nenhum. Eu afirmo que todos vocês que, se
não se arrependerem dos seus pecados, vão morrer como eles morreram".
NTLH: "De modo nenhum! Eu afirmo a você que, se não se arrependerem
dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram". NIV: "Eu
lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também
perecerão". TNM: "Deveras, eu vos digo que não; mas, a menos que vos
arrependais, sereis todos igualmente destruídos". TEB: "Não, eu vo-lo digo,
mas se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo".
Procuremos, por fim, nas Bíblias católicas: BJ: "Não, eu vos digo; todavia,
se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo". BAV: "Não,
digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo".
BEP: "De modo algum, lhes digo eu. E se vocês não se converterem, vão
morrer todos do mesmo modo".BMD: "Eu vos garanto que não. Mas, se
não vos converterdes, morrereis todos do mesmo modo". BSA: "Eu vos digo
que não; mas se não vos converterdes, perecereis todos igualmente". BSC:
"Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do
mesmo modo". BSV: "Digo-vos que não, e se não vos converterdes, todos
vós perecereis do mesmo modo". BPV: "Não, digo-lo-vo eu; mas se não vos
arrependerdes, perecereis todos igualmente”. - Arrepender (=ter pesar,
mudar de parecer, retratar-se) - Converter (=mudar, transformar) Penitenciar (=arrepender, dor do pecado cometido, pena imposta para
remissão, sacrifícios para expiação). ".(NABERT., Podemos confiar na
vulgata de são jerônimo? 08 de Agosto de 2008. Recuperado de:
http://www.veritatis.com .br/inicio/espaco-leitor/5797-podemos-confiar-navulgata-de-sao-jeronimo, acessado em 15 de abril de 2014, grifo nosso).
“Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a
descendência dela. Ela (PRÓPRIA) te esmagará a cabeça e tu armarás
traições ao seu calcanhar” (Gn. 3.15 da Vulgata de Jerônimo). “E porei
inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te
ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15 da Almeida
Corrigida e Revisada Fiel). (Pagina Oriente.com © Copyright 2001/2013 Site Católico Apostólico Romano, recuperado de: http://www.paginaoriente.
Com/santosdaigreja/set/jeronimo3009.htm, acessado em 15 de abril de 2015,
acréscimo e grifo nosso)
“Surge a Vulgata, a Bíblia latina que até hoje é o texto oficial da Igreja
católica. "A Vulgata foi o alicerce da Igreja no ocidente", explica o padre
Luigi. A Vulgata é tão influente, mas tão influentes, que até os seus erros de
tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que
descreve o semblante do Profeta Moisés, o teólogo Eusébio Hyeronimus,
que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de São Jerônimo,
escreveu em latim: "Cornuta esse facies sua", ou seja, "sua face tinha
chifres". Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como
Michelangelo. Sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no
Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo

tropeçou na palavra hebraica Karan, que pode significar tanto "chifre"
quanto "raio de luz". A tradução correta está na Bíblia Septuaginta : O
Profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo ! Apesar de erros como esse,
a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média e durante séculos não
houve outras traduções. Mesmo assim, a Vulgata permanece dessa forma até
hoje”confere em Êxodo 34.30 – “Olhando, pois, Arão e todos os filhos de
Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso
temeram chegar-se a ele”. (BOTELHO, José Francisco, Revista
Superinteressante – Bíblia: quem a escreveu e adulterou suas traduções?
dezembro de 2008. Recuperado de: http://jefferson.freetzi.com/Mat-espRev-Sup-Inter-Bib.html, acessado em 15 de abril de 2014, grifo nosso).

Figura 1 – Escultura de Moisés com dois chifres , feita equivocada por Michelangelo ao
conferir na Vulgata.

CAPÍTULO VI
A APLICAÇÃO DA VULGATA

Para os estudantes da Bíblia moderna a Vulgata deve ser examinada à luz da
história e levar à consideração a comparação para outras traduções. O Novo Testamento era
tão somente uma revisão do texto da Antiga latina. Os textos apócrifos da Vulgata latina era
de pouco valor. O Antigo Testamento era inteiramente diversificada e traduzida direto do
hebraico com valor mais importante que o Novo Testamento. Para evitar-se que houvesse
transcontaminação textuais, devido a várias revisões e recensões do texto da Vulgata em
diversos monastérios, durante a Idade Média que gerou 8.000 (oito mil) manuscritos, foi feito
o concílio de Trento, onde baixou o decreto afirmando que a Bíblia Vulgata é de total
confiança. A Antiga Vulgata de Jerônimo desde que foi traduzida até 1604, foi sida como a
Bíblia Oficial da Igreja Católica Romana, até chegar nova versão da Vulgata. (GEISLER;
NIX. 1997, p. 215, 216, acressimo nosso).

Figura 2 – Imagem da Nova Edição Vulgata de Sixtino-Clementina

CAPÍTULO VII
AS NOVAS EDIÇÕES DA VULGATA DE JERÔNIMO

Conforme comenta abaixo GEISLER; NIX. Vemos uma nova edição da
Vulgata de Jerônimo surgida a partir do ano 1604.
Em 1604, publicou-se uma nova edição da Vulgata, confiável, conhecida
como edição sixtino-clementina. Diferia da versão sixtina numas 4 900
variantes e passou a ser o texto predominante da Vulgata, suplantando até
mesmo a edição de Gutenberg, impressa na Mongúcia entre 1450 e 1455.
Desde 1907, uma revisão crítica do Antigo Testamento da Vulgata foi
empreendida pela ordem beneditina. O Novo Testamento foi submetido a
uma revisão crítica por um grupo de estudiosos anglicanos de Oxford. Foi
encetada pelo bispo John Wordsworth e pelo professor H. J. White, entre
1877 e 1926, sendo concluída por H. F. D. Sparks, em 1954. (1997. p. 216)

Após o Concílio vaticano II, por determinação de Paulo VI, houve uma revisão
da Vulgata, sobretudo para uso litúgico 22 . Revisão terminada em 1975 e promulgada 23 pelo
Papa João Paulo II, em 25 de Abril de 1979, é denominada Nova Vulgata, passando a ser a
Bíblia Oficial da Igreja Católica Apostólica Romana. (Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vulgata.

12

de janeiro

de 2014. Recuperado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vulgata.

acessado em 15 de abril de 2014).

Vejamos o que falou o Papa Paulo VI em 22 de dezembro de 1977 para os
cardeais e prelados de Cúria Romana24 .

"Se pensa em um texto - acrescentamos - que respeite a letra da Vulgata
de São Jerônimo, quando este reproduz fielmente o texto original, tal
como resulta das atuais edições científicas; será prudentemente corrigido
quando se aparte dele ou não interprete corretamente, empregando, com
efeito, a língua da latinitas bíblica cristã, de forma que se harmonizem o
respeito às tradições e as sãs exigências críticas do nosso tempo." (AAS
59, 1967, págs. 53 ss.. Apud. Pagina Oriente.com © Copyright 2001/2013
- Site Católico Apostólico Romano, São Jerônimo, autor da Vulgata.

22

A palavra liturgico compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma
religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma
atividade diária como as salats muçulmanas.
23 Promulgada significa: divulgado; publicado; proclamado.
24 Cúria Romana é o corpo administrativo que auxilia o Papa a exercer o seu poder.

recuperado
de:
http://www.paginaoriente.Com/santosdaigreja/set/
jeronimo 3009.htm, acessado em 15 de abril de 2015).

Vejamos o que falou o Papa João Paulo II, após ter recebido as revisões e
interposições da Nova Vulgata, onde a promulgou.

"Assim, pois, a obra que tanto desejou Paulo VI e não pôde ver
terminada, a que prosseguiu com tanto interesse João Paulo I, que havia
determinado que o volume dos Livros do Pentateuco, revisados pela
mencionada Pontifícia Comissão, se enviaram como obséquio aos bispos
que se haviam de reunir na cidade de "Puebla", e que nós mesmos temos
esperado com muitos outros no todo orbe católico, nos satisfazemos em
entregá-la agora, já editada à Igreja". (Pagina Oriente.com © Copyright
2001/2013 - Site Católico Apostólico Romano, recuperado de : http://
www.paginaoriente.Com/santosdaigreja/set/Jerônimo3009.htm, acessado
em 15 de abril de 2015).

Figura 3. Bíblia da Nova Vulgata.

CAPÍTULO VIII
A TRADUÇÃO DA VULGATA PARA OUTRAS LINGUAS

De acordo com Norman Geisler e William Nix vemos versões de traduções da
Bíblia Vulgata latina para o Inglês e para o Português.
A princípio, apenas quadros, pregações, poemas e paráfrases eram usados
para comunicar a mensagem da Bíblia aos britânicos. As primeiras
traduções de partes das Escrituras basearam-se nas traduções da Antiga
latina e da Vulgata, e não nas línguas originais, o hebraico e o grego, e
nenhuma delas continha o texto da Bíblia toda. Não obstante, elas ilustram a
maneira pela qual a Bíblia entrou para a língua inglesa. (GEISLER; NIX.
1997, p. 220).
Entrementes, o Antigo Testamento, que de fato foi traduzido antes do Novo,
teve sua publicação adiada. Limitações financeiras e o aparecimento de
diversas novas edições do texto da Vulgata impediram a publicação da
tradução de Douai doAntigo Testamento até 1609. Sua segunda edição foi
lançada em 1635. A tradução em si foi iniciada por Martin e provavelmente
terminada por Allen e por Bristow, com notas a mente fornecidas por
Thomas Worthington, embora os pormenores sejam tão obscuros, que essas
questões não podem ser precisas com certeza. Ela foi baseada no texto de
Louvain, não oficial, da Vulgata (1547), editado por Henten, mas
conformou-se ao texto sixtino-clementino de 1192. A tradução em si foi
toda uniforme, até no uso ultraliteral dos latinismos. As notas eram
basicamente projetadas para fazer a interpretação de o texto harmonizar-se
aos decretos do Concilio de Trento (1546-1563). (GEISLER; NIX. 1997, p.
229).
Embora diversas impressões da Bíblia de Rheims-Douai fossem feitas após
1635, não foi senão em 1749-1750 que Richard Challoner, bispo de
Londres, publicou a segunda edição revisada. Essa edição foi pouco mais
que uma nova tradução da Bíblia para o inglês, pois aproveitou diversas
melhorias na tradução da Bíblia feitas durante o século XVIII. Em 1718, e.g
uma nova tradução do Novo estamento da Vulgata foi publicada por
Cornelius Nary. Em 1730, Robert Witham, presidente da Faculdade Inglesa
de Douai, publicou uma revisão do Novo Testamento de Rheims. Esse
apresentava certas revisões atribuídas a Challoner, que havia sido colega de
Witham em Douai após sua conversão do protestantismo. Uma quinta
edição do Novo Testamento de Rheims foi publicada em 1738. Ela continha
algumas revisões geralmente atribuídas a Challoner e foi a primeira edição
revisada desse Novo Testamento publicada em mais de um século (a quarta
edição revisada fora publicada em 1633). Em 1749, Challoner publicou seu
Novo Testamento de Rheims revisado, o que fez novamente em
1750,1752,1763 e 1772. Sua revisão do Novo Testamento de Douai foi
publicada em 1750 e em 1763. (GEISLER; NIX. 1997, p. 233,234).

Em 1936, teve início uma nova revisão do Novo Testamento de RheimsDouai sob os auspícios da Junta Episcopal da Confraria de Doutrina Cristã.
Foi nomeada uma junta de 28 estudiosos, para que trabalhassem na revisão
sob a direção de Edward P. Arbez. O texto usado como base foi o da
Vulgata latina, mas foram aproveitadas as melhorias recentes advindas das
pesquisas de estudiosos da Bíblia. Muitas das expressões arcaicas das
revisões anteriores foram eliminadas, como também muitas das copiosas
notas. O texto foi organizado em parágrafos, e foi empregada a ortografia
americana. A gráfica St. Anthony Guild Press publicou o Novo Testamento
da Confraternidade em 1941, que foi prontamente adotado pelos católicos
de fala inglesa em todo o mundo em decorrência da Segunda Guerra
Mundial. (GEISLER; NIX. 1997, p. 234,235).

Grande conhecedor do latim clássico e leitor da Vulgata, d. Dinis
resolveu enriquecer o português traduzindo as Sagradas Escrituras
para o nosso idioma, tomando como base a Vulgata latina. Embora
lhe faltasse perseverança e só conseguisse traduzir os vinte primeiros
capítulos do livro de Gênesis, esse seu esforço o colocou em uma
posição histórica-mente anterior a alguns dos primeiros tradutores da
Bíblia para outros idiomas, como João Wycliffe por exemplo, que só
em 1380 traduziu as Escrituras para o inglês. Fernão Lopes afirmou
em seu curioso estilo de cronista do século XV, que d. João I (13851433), um dos sucessores de d. Diniz ao trono português, fez grandes
letrados tirar em linguagem os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e
as epístolas de Paulo, para que aqueles que os ouvissem fossem mais
devotos acerca da lei de Deus (Crônica de d. João I, segunda parte).
Esses "grandes letrados" eram vários padres que também se
utilizaram da Vulgata latina em seu trabalho de tradução. (GEISLER;
NIX. 1997, p. 247,248).

CONCLUSÃO

Como vimos a Vulgata foi de grande valor, na História do Império Romano, na
Idade Média, pois como a língua latina começava a crescer junto com o cristianismo, foram
feitos mais cópias da Vulgata Latina, porque veio se tornar a língua oficial da Igreja Católica.

A Vulgata latina antiga passou a ser revida e editada e atualizada, tornando
uma Nova Vulgata até o século XX.

A importância da Bíblia Vulgata, foi à unificação de um só livro contendo o
Antigo Testamento e o Novo Testamento, embora com acréscimo e livros apócrifos que era
de pequena importância, passou a ser modelo e referência a outras versões e traduções para
outras línguas.

Outra importância da Vulgata era a comparação a outros manuscritos copiados,
principalmente nas línguas primitivas que foram escritos no hebraico, aramaico, grego e latim,
onde foi o principio das revisões das escrituras sagradas, aproximando do original.

Na verdade a Vulgata não pôde ser uma Bíblia de total confiança, pois,
procurava mais para adequar os costumes e dogmas católicos, com risco de ser modificado
fugindo do original das Escrituras.

Mas por Deus levantar a Reforma protestante e homens de Deus estudiosos das
linguas originais da Bíblia e de grande conhecimento teológica, pôde fazer novas versões
independente da Vulgatava, aproximando total da veracidade dos Escritos Sagrados.

Enfim, não podemos despresar a Vulgata, pois motivou muitas vidas para
conhecimento da verdade de Jesus Cristo, principalmente revelado no Novo Testamento,
trazendo o começo de um despertamento espriritual e dejesos de compartilhar de uma nova
experiência de vida no Senhor Jesus, que houve as novas traduções quer livres ou contrabandeadas
nas traduções de novas línguas, atravessando novo horizonte e alcançando muitas vidas para o Reino
de Deus.

REFERÊNCIAS

BOTELHO, José Francisco, Revista Superinteressante – Bíblia: quem a escreveu e
adulterou suas traduções? Dezembro de 2008. Recuperado de: http://jefferson.freetzi.com/
Mat-esp-Rev-Sup-Inter-Bib.html, acessado em 15 de abril de 2014.

CELESTINO,

Severino.

A

vulgata

de

São

Jerônimo,

recuperado

de:

http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5:ahistoria-das-traducoes-da-biblia&catid=2:blog, acessado em 10/04/2014.

DO NASCIMENTO, Ricardo Moreira Braz. A Bíblia Vulgata. 11 de julho de 2009.
Recuperado

de:

http://

comunidadeabiblia.net/teologia/estudos-biblicosa-biblia-vulgata,

acessado em 29/03/201.

ELLISEN, Standy A. Conheça melhor o Antigo Testamento. 1 ed. São Paulo: Vida, 2004,
371p.

GEISLER, Norman; Nix, Willian. Introdução Bíblica: Com a Bíblia chegou ate nós. Trad.
de Oswaldo Ramos. 1. Ed. São Paulo: Vida, 1997. 2. Imp. 253 p.

Gideão da CCB Livre, Jerônimo confessa que adulterou a Bíblia Vulgata! 16 de março de
2010recuperado

de:

http://gideoes-ccb.forumeiros.com/t128-jeronimo-confessa-que-adulterou

-a-biblia-vulgata, acessado em 15de abril de 2014.

HALE, Broadus David. Introdução ao Estudo do Novo Testamento. Trad. Cláudio Vital de
Souza. 1 ed. Reimp. Abril de 2005. São Paulo: Hagnos, 2002, 483p.

KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia Almeida. Ilus. Horace
Konewles. Adições e emenda de Loise Bass. 2. Ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
2005, 195 p.

NABERT, Carlos Martins. Podemos confiar na vulgata de são jerônimo? 08 de Agosto de
2008. Recuperado de: http://www.veritatis.com.br/inicio/espaco-leitor/5797-podemos-confiarna-vulgata-de-sao- jeronimo, acessado em 15 de abril de 2014.

Os

livros

Apócrifos

do

Antigo

Testamento.

Recuperado

de

HTTP://www.bibliapage.com/texto13.html.

Pagina Oriente.com © Copyright 2001/2013 - Site Católico Apostólico Romano, São
Jerônimo, autor da Vulgata. Recuperado de: http://www.pagina oriente.Com/santosdaigreja/
set/Jerônimo3009.htm, acessado em 15 de abril de 2014.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Vulgata. 12 de janeiro de 2014. Recuperado de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vulgata, acessado em 15 de abril de 2014.

ESCOLA DE TEOLOGIA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL
ESTEADEB
CURSO LIVRE BACHAREL EM TEOLOGIA

ELIEZER JOSÉ DAS CHAGAS
MARLITA DE MOURA VASCONCELOS MACIEL
OZIEL DE FRANÇA GOMES
ROBERTO LINS CAVALCANTI
TALMON GRACIANO DOS SANTOS
ZENILDO BRAZ DE LUNA

A BÍBLIA VULGATA

RECIFE
2014

ELIEZER JOSÉ DAS CHAGAS
MARLITA DE MOURA VASCONCELOS MACIEL
OZIEL DE FRANÇA GOMES
ROBERTO LINS CAVALCANTI
TALMON GRACIANO DOS SANTOS
ZENILDO BRAZ DE LUNA

A BÍBLIA VULGATA

Trabalho de conclusão da matéria de Introdução
Bíblica, como requisito final do Módulo I do
Curso Livre de Bacharel em Teologia, Turma 1A,
pela Escola de Teologia de Deus no Brasil –
ESTEADEB/PE.

PROFESSOR: PASTOR NADJACKSON SARAIVA

RECIFE
2014

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

05

CAPÍTULO I - DEFINIÇÃO DA VULGATA

07

CAPÍTULO II - BIOGRAFIA DE JERÔNIMO

08

CAPÍTULO III - CONTEXTO HISTÓRICO LINGUÍSTICO ANTES DA BÍBLIA
VULGATA
09

CAPÍTULO IV - SURGIMENTO DA BÍBLIA VULGATA

11

4.1. Situação que levaram o surgimento da Bíblia Vulgata

12

4.2. A confecção da Bíblia Vulgata

13

CAPÍTULO V - CRÍTICA E HERESIA DA BÍBLIA VULGATA

16

CAPÍTULO VI - A APLICAÇÃO DA VULGATA

20

CAPÍTULO VII - AS NOVAS EDIÇÕES DA VULGATA DE JERÔNIMO

21

CAPÍTULO VIII - A TRADUÇÃO DA VULGATA PARA OUTRAS LINGUAS

23

CONCLUSÃO

25

REFERÊNCIAS

26