INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo expor a respeito do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), mostrar o âmbito de sua competência, o fato gerador, as alíquotas, a
base de calculo, quem são os contribuintes e os lançamentos, que é feita por homologação
onde o sujeito passivo fornece as informações e paga.

ORIGEM
A origem do Imposto sobre Produto Industrializados é um tanto quanto controverso.
Existem fontes que citam indícios do tributo desde a época do império, outros citam a origem
com a lei nº 25 de 30 de dezembro de 1891, mas foi em 1964 o marco inicial do IPI. Neste
ano foi criada a lei 4.502, de 30 de novembro de 1964 que, baseado nos fundamentos da
Constituição de 1946 criou

o Imposto de Consumo que incidia sobre os produtos

industrializados. Em 1965, a Emenda Constitucional nº18, estruturou pela primeira vez o
Sistema Tributário Nacional e incorporou ao texto constitucional a competência da União de
instituir o Imposto Sobre Produtos Industrializados e também incorporou os princípios da
seletividade e da não cumulatividade. Atualmente a lei que rege sobre o IPI é a lei nº 7.212
de 15 de junho de 2010.

CARACTERÍSTICAS E FUNÇÕES DO IPI
O IPI exerce uma função chamada extrafiscalidade ou regulatória, que onera produtos,
bens e mercadorias. Como a própria função diz, tem função regulatória e age como
instrumento de política e tributário.
Os tributos extrafiscais ou regulatórios não geram receita e servem para regular a situação
financeira do país.
Tem como característica também, a seletividade. Sua alíquota varia conforme a
essencialidade do produto, ou seja, incide menos imposto nos produtos mais essenciais e mais
imposto nos produtos mais supérfluos. Quando o governo deseja estimular a venda de
determinados produtos, ele pode baixar ou até mesmo isentar o valor desse imposto, assim
como pode desestimular a venda atribuindo uma taxa maior de imposto.

A arrecadação do IPI é atualmente a segunda maior em valores, perdendo apenas para
a do Imposto de Renda. Embora a competência tributária seja da União, parte da arrecadação
vai para os municípios e estados, a teor do art. 159, I e II da CF.
Podem ser aumentados ou diminuídos por simples decreto do Presidente da República.

FUNDAMENTOS LEGAIS
O IPI assenta-se sobre os seguintes fundamentos legais:
1) Constituição Federal: artigos 150, I, II, III, IV, VI, §1º e 3º, incisos I, II e III – Normas de
Competência e Princípios Gerais Especiais.
2) Código Tributário Nacional aprovado pela Lei 5.172, de 25/10/1966: artigos 46 a 51,
normas destinadas a caracterizar os limites da hipótese do tributo;
3) Lei 4.502, de 1964; normas destinadas a instituir o tributo;
4) Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – RIPI aprovado pelo Decreto
7.212/2010; normas destinadas a regulamentar a instituição do tributo.

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO IPI
1 - Princípio da reserva legal tributaria: (art. 150, inciso I, da CF/1988)

O art. 150 diz que: sem prejuízos de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributos
sem lei anterior que o estabeleça.

2 - Princípio da Anterioridade da Legislação Tributária (art. 150, inciso III, b)

O princípio da anterioridade significa que nenhum tributo poderá ser cobrado no
mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou.

Porém, o § 1° do artigo 150 da Constituição estabelece que o Princípio da
Anterioridade não se aplica ao IPI. Assim, o legislador pode estabelecer aumento do IPI no
curso do mesmo exercício financeiro.
Não se aplica o princípio da Anterioridade ao IPI, mas se aplica o princípio da
Anterioridade Nonagesimal ou Noventena.
3 - Princípio da Anterioridade Nonagesimal ou “Noventena” (art. 150, inciso III, c)

Por este princípio, a instituição ou majoração de tributo somente produzirá efeitos
após noventa dias da data da publicação da lei que os instituiu ou aumentou.

4 - Princípio da Irretroatividade da Legislação Tributaria (art. 150, inciso III, a)

De acordo com esse princípio, nenhum tributo poderá ser cobrado em relação a fatos
geradores ocorridos antes da vigência da lei que houver instituído ou aumentado.

5 - Principio da Isonomia Tributária (art. 150, inciso II)

Esse princípio evita tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em
situações equivalentes.

6 - Principio da Uniformidade da Tributação (art. 151, inciso I)

A União não pode exigir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional,
ou que implique distinção ou preferência e relação a Estado, ao Distrito Federal ou a
Município. Ou seja, a União Federal não pode cobrar tributos diferentes em cada Estado ou
Município. Contudo, a Constituição admite exceções para a concessão de incentivos fiscais
destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio econômico entre as diversas
regiões do país, chamados de incentivos fiscais.

7 - Princípios do Não-Confisco (art. 150, inciso IV)

De acordo com esse princípio a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
não podem utilizar tributos com efeitos confiscatórios.

153. 155. derivados de petróleo. inciso II). Na prática. §3°. à incidência do IOF. (art. inciso VI. O IPI não incide sobre a produção do ouro. de forma que o tributo não se acumule ao longo das operações subsequentes.Princípio da Imunidade a) Imunidade sobre livros. 153. O IPI não incide sobre a energia elétrica. livros e periódicos. portanto é um tributo que onera mais os produtos supérfluos e beneficia aqueles que são mais essenciais. III). II e III) . a tributação será aumentada.d). d) a energia elétrica. 9 . abate-se o imposto exigido na operação anterior. O IPI devera ser seletivo em função da essencialidade do produto. tendo em vista que esse bem se sujeita. combustíveis e minerais do País: artigo 18. 153. § 3º CF/88). quando tributa os produtos de acordo com a sua utilidade.Seletividade (art. inciso IV. 150. evitando a incidência em cascata. Não se incluem aqui os demais insumos utilizados na fabricação de jornais. combustíveis e minerais do País. §3°. periódicos e o papel destinado à sua Impressão (art. nem sobre o papel destinado à sua impressão. jornais e periódicos. exclusivamente.8 . 153. jornais. O IPI não incide sobre a edição e comercialização de livros.Princípios Especiais (art. § 3°. quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial.Não-Cumulatividade (art. §3°. O IPI será não-cumulativo. À medida que o produto for adquirindo uma utilidade secundária. b) Imunidade sobre a Exportação de Produtos Industrializados (art. compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. 153. inciso I). . O IPI não incide sobre produtos industrializados destinados ao exterior. incisos I. . c) Imunidade sobre o Ouro como Ativo Financeiro (art. tais como máquinas rotativas e outros equipamentos. § 5). derivados de petróleo. O IPI. Diz-se que o imposto é seletivo.

. acabamento ou aparência do produto. . . a apresentação. Exemplo: farinha de trigo usada para fabricação de pães. desde que os produtos se destinem a venda direta a consumidor. .Transformação: Quando efetuada sobre matéria-prima ou produto intermediário e que implique na obtenção de um novo produto. . NÃO SE CONSIDERA INDUSTRIALIZAÇÃO: I – o preparo de produtos alimentares. Exemplo: kit de shampoo e condicionador. utilização. montagem. confeitarias. Exemplo: Telefone celular. .Beneficiamento: Quando se modifica.Acondicionamento ou reacondicionamento – Altera a apresentação do produto por colocação de embalagem. empresas e outras entidades. peças ou partes que resultem em novo produto. o acabamento. para consumo de seus funcionários.Renovação ou restauração – Operação exercida sobre produto usado ou parte deste para comercialização. b) em cozinhas industriais. Exemplo: pneu recauchutado. sorveterias. não acondicionados em embalagem de apresentação: a) na residência do preparador ou em restaurantes.Montagem – reunião de produtos. padarias. Exemplo: abacaxi descascado. bares. beneficiamento. quando destinados a venda direta a corporações. sua natureza. a finalidade ou o aperfeiçoamento do produto para consumo como: transformação. quitandas e semelhantes. empregados ou dirigentes. aperfeiçoa ou altera de qualquer forma o funcionamento. acondicionamento ou reacondicionamento. o funcionamento. renovação ou restauração.CONCEITO DE PRODUTO INDUSTRIALIZADO Caracteriza-se como industrializado qualquer operação que modifique o produto.

b) instalação de oleodutos. nos casos em que se destinem ao uso da própria empresa executora ou quando essas operações sejam executadas por encomenda de terceiros não estabelecidos com o comércio de tais produtos. por encomenda direta do consumidor ou usuário.confecção de vestuário. usinas e redes de distribuição de energia elétrica e semelhantes. à base de extrato concentrado.II – o preparo de refrigerantes. mediante receita médica. consistente na reunião de produtos. hangares. mediante receita médica. VII – a moagem de café torrado. por encomenda direta do consumidor ou usuário. estações. a restauração e o recondicionamento de produtos usados. VI – a manipulação em farmácia. em embalagens confeccionadas sob a forma de cestas de natal e semelhantes. III – a confecção ou preparo de produto de artesanato. V – o preparo de produto. adquiridos de terceiros. XI – o conserto. na residência do preparador ou em oficina. seja preponderante o trabalho profissional. edifícios. para venda direta a consumidor. para venda direta a consumidor. bares e estabelecimentos similares. em restaurantes. IX – a montagem de óculos. de medicamentos oficinais e magistrais. galpões e semelhantes. em qualquer caso. em oficina ou na residência do confeccionador. estações e centrais telefônicas ou outros sistemas de telecomunicação e telefonia. peças ou partes e de que resulte: a) edificação (casas. pontes. por meio de máquinas. e suas coberturas). desde que. torres de refrigeração. VIII . usinas hidrelétricas. IV . c) fixação de unidades ou complexos industriais ao solo.a operação efetuada fora do estabelecimento industrial. automáticas ou não. X – o acondicionamento de produtos classificados nos Capítulos 16 a 22 da TIPI. bem assim o . realizada por comerciante varejista como atividade acessória.

de partes ou peças empregadas exclusiva e especificamente naquelas operações. subdivididos em seções e suas alíquotas são variáveis de produto para produto. ou com concentrados de pigmentos. sob encomenda do consumidor ou usuário.preparo. Tendo como parâmetro a tabela de incidência de imposto sobre produtos industrializados (TIPI). é uma lista de produtos e suas respectivas alíquotas. prevista no artigo153 da CF/88. mel natural e produtos comestíveis de origem animal) . dependendo da composição e do material em que ele é acondicionado. XII – o reparo de produtos com defeito de fabricação. ovos de aves. Parte do recolhimento é destinada aos Estados. efetuada por máquina automática ou manual. XIII – a restauração de sacos usados. TABELA TIPI A TIPI. ainda que com emprego de máquinas de costura. pelo consertador. Distrito Federal e Municípios nas condições aplicadas pelo art. controlada ou coligadas. crustáceos. moluscos. no § 1º. leite e laticínios.159 da CF/88. controladora. Seção I – animais vivos e produtos do reino animal (animais vivos. COMPETÊNCIA O IPI é de competência da União Federal. XIV – a mistura de tintas entre si. executada por processo rudimentar. restaurador ou recondicionador. Consta desta tabela os mais variados produtos. ainda que por concessionários ou representantes. em virtude de garantia dada pelo fabricante. tabela do IPI. inclusive mediante substituição de partes e peças. peixes. quando a operação for executada gratuitamente. realizada em estabelecimento varejista. desde que fabricante e varejista não sejam empresas interdependentes.

féculas ou leite. tapeçaria. escórias e cinzas. obras de espartaria ou de cestaria. adubos. mate. cacau e suas preparações. planos e plantas) Seção XI – matérias têxteis e suas obras (seda. Seção IV – produtos das indústrias alimentares. sabões. . feltros. farinhas. guarda-sóis. peles com pelo e obras destas matérias. preparações à base de cereais. produtos farmacêuticos. tintas e vernizes. produto usados para a preparação de produtos cosméticos. óleos minerais e produtos da sua destilação. chá. penas preparadas. pólvoras e explosivos. sementes e frutos diversos. fibras sintéticas ou artificiais. produtos de pastelaria. carvão vegetal e obras de madeira. chicotes. gorduras alimentares elaboradas e ceras de origem animal ou vegetal. gomas. fécula. matérias betuminosas e ceras minerais. grãos. artigos de viagem. Seção VII – plásticos e suas obras e borrachas e suas obras Seção VIII – peles. açúcares e produtos de confeitaria. produtos para fotografia e cinematografia). cordéis. minérios. plantas medicinais. falsos tecidos. gravuras e outros produtos da indústria gráfica. de elementos radioativos ou de isótopos. cereais. cordas. algodão. Seção IX – madeira. bengalas. moluscos ou de outros invertebrados aquáticos. gesso. líquidos alcoólicos e vinagres e tabaco) Seção V – produtos minerais (Sal. enzimas. guarda-chuvas. cabos. terras e pedras. couros. produtos hortículas. produtos de sua dissociação. produtos de conservação e limpeza. bolsas e artefatos semelhantes e obras de tripa. enxofre. tabaco e seus substitutos manufaturados (preparações de carne. combustíveis minerais. resinas e extratos vegetais) Seção III – gorduras e óleos animais ou vegetais. textos manuscritos ou datilografados. artigos de correeiro ou de seleiro. bebidas líquidos alcoólicos e vinagres. cortiça e suas obras. chapéus. lã. peixes.Seção II – produtos do reino vegetal (plantas vivas. Seção VI – produtos das indústrias químicas ou indústrias conexas (produtos químicos e compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos. colas. flores artificiais e obras de cabelo. fibras têxteis vegetais. velas. malte. frutas. amido. papel ou cartão para reciclar (desperdícios e aparas). Seção X – pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas. bordados. papel ou cartão e suas obras ( inclui-se aqui os livros. preparações alimentícias diversas. glúten de trigo. cal. tecidos de malha. cimento. vestuário de malha) Seção XII – calçados. crustáceos. jornais. renda. sementes e frutos oleaginosos. fios de papel. amidos. café. ceras.

veículos automóveis. cimento. artigos de entretenimento ou esporte e obras diversas) Seção XXI – objetos de arte.cigarro – 300% .chocolate – 5% . construções pré-fabricadas. tratores. Seção XVI – máquinas e aparelhos. luminosos. aparelho de gravação ou reprodução de som ou imagem e suas partes e acessórios.produtos de maquiagem – 22% . colchões.perfumes – 42% . aparelhos espaciais. instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos.malte moído ou em farinha – 5% . placas indicadoras. aeronaves. Seção XX – mercadorias e produtos diversos (móveis. ciclos e outros veículos terrestres e suas partes. pedras preciosas ou semipreciosas. jogos. coleção e antiguidades. artigos de relojoaria. amianto. bijuterias e moedas. de controle.cerveja sem álcool – 27% . suas partes e acessórios. aparelhos mecânicos de sinalização para vias de comunicação. instrumentos musicais.leite integral – 0% . Seção XIX – armas e munições. Seção XV – metais comuns e suas obras. brinquedos. almofadas. cinematografia. aparelhos de iluminação. Seção XVII – material de transporte ( veiculo e material para vias férreas e suas partes. cartazes. metais folheados ou chapeados de metais preciosos ( plaquê).Seção XIII – obras de pedra.fogos de artifícios – 30% . metais preciosos.desinfetantes ou desodorizantes de ambiente – 30% . gesso. produtos cerâmicos e vidro. mobiliário médico-cirúrgico. A seguir elencaremos algumas alíquotas de alguns produtos: . material elétrico.chope – 40% . de precisão. anúncios. de fotografia. suas partes e acessórios. Seção XIV – perolas naturais ou cultivadas.rum e vodka – 60% . embarcações e estruturas flutuantes) Seção XVIII – instrumentos e aparelhos de óptica. mica. e medida.

Estado ou Município) definiu que a tributação daquela operação ou produto seria zerada. o resultado é que aquela operação não terá valor de tributo devido. dicionários.celular – 15% . estabelecendo-se outra alíquota para a operação.esponja de lã de aço – 5% .vestuários feitos de pele e pelo de animais – 40% . visando uma política econômica provisória de incentivo ao consumo (como no caso da redução do IPI para a linha branca de eletrodomésticos) ou com outro objetivo (como o da redução da inflação. no caso dos produtos da cesta básica. enciclopédias. apenas que o ente tributante (Governo Federal.secador de cabelo – 20% .livros. para se determinar o valor de um tributo.forno de micro-ondas – 35% . Quando este percentual é zero. brochuras.máquina de lavar roupa – 20% ..geladeira – 15% .máquinas e aparelhos de uso agrícola – 0% . Um exemplo de alíquota zero é o da tabela do Imposto de Renda na Fonte. jornais ou periódicos – não tributado . mesmo que haja base de cálculo. Pode ocorrer a revogação da alíquota zero.veículo – variável de 30 a 55% ALÍQUOTA ZERO A alíquota corresponde ao percentual de sobre a base de cálculo. A alíquota zero não significa não incidência ou isenção. onde a primeira faixa de tributação corresponde à tributação zero.impressora de jato de tinta – 15% .fogão de cozinha – 4% . que tiveram o PIS e COFINS zerados em 2013). .roupas em malha – 0% . No IPI há vários produtos e operações com incidência de alíquota zero.joias de metais preciosos – 12% .

da CF. II- O industrial ou quem a ele se equiparar. III- O estabelecimento equiparado a indústria.  22. proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. que será entregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada ano.  3% para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte. . segundo o art. em relação ao fato gerador decorrente da saída de produtos que industrializar em seu estabelecimento.5% é destinado ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.212 de 2010: I- O importador ou quem a ele se equiparar. 24 da lei 7. em relação ao fator gerador relativo à saída de produtos de seu estabelecimento. De produto de arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados quarenta e oito por cento na seguinte forma:  21. ficando assegurada ao semi-árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à região. Nordeste e Centro-Oeste. de acordo com os planos regionais de desenvolvimento.DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS Segundo o art. a União entrega o arrecadado da seguinte maneira: I. 159. Os Estados devem entregar 25% dos recursos que receberem ao municípios.  1% ao Fundo de Participação dos Municípios. através de suas instituições financeiras de caráter regional. II. na forma que a lei estabelecer. CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS Contribuinte é o sujeito passivo da obrigação tributária principal. obrigado ao pagamento do imposto ou penalidade pecuniária quando tiver relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador São obrigados ao pagamento do IPI como contribuintes. 10% aos Estados e ao Distrito Federal. Do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados. em relação ao fato gerador decorrente de entrada no país de produto de origem estrangeira.5% ao Fundo de Participação dos Municípios.

com o fim específico de exportação. São obrigados ao pagamento do imposto como responsáveis: I . ou. d) remetidos a recintos alfandegados ou a outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação. quando não estiverem rotulados. ou remeterem a pessoas que não sejam empresas jornalísticas ou editoras. III . jornais e periódicos.00 da TIPI. por conta e ordem da adquirente. o papel destinado à impressão de livros.o estabelecimento adquirente de produtos usados cuja origem não possa ser comprovada pela falta de documento comprobatório de origem. quando alcançado pela imunidade prevista. c) adquiridos por empresa comercial exportadora.20. em relação aos produtos tributados que transportar. saídos do estabelecimento industrial com imunidade ou suspensão do imposto. desacompanhados da documentação comprobatória de sua procedência. o transportador ou qualquer outro detentor de produtos nacionais.IV- Os que consumirem ou utilizarem em outra finalidade. com pagamento em moeda conversível b) destinados a lojas francas. . ainda.os estabelecimentos que possuírem produtos tributados ou isentos. V . II .o transportador. ao selo de controle. encontrados no País em situação diversa.o proprietário. em embarcações ou aeronaves de tráfego internacional. salvo se em trânsito. sujeitos a serem rotulados ou marcados. o possuidor.o possuidor ou detentor. marcados ou selados. para exportação. do Capítulo 22 e do Código 2402. IV . quando for: a) destinados a uso ou consumo de bordo. em operação de venda direta. em relação aos produtos tributados que possuir ou mantiver para fins de venda ou industrialização desses produtos e que não possuir documento comprobatório de sua procedência. e remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados.

em cuja posse for encontrado o papel.contribuinte substituto. que possuir ou mantiver produtos desacompanhados da documentação comprobatória de sua procedência. o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial que recebe produtos saídos do estabelecimento substituído com suspensão do IPI.os que desatenderem as normas e requisitos a que estiver condicionada a imunidade. jornais e periódicos. RESPONSÁVEL COMO CONTRIBUINTE SUBSTITUTO A Substituição Tributária (ST) do IPI é um regime especial pelo qual a responsabilidade pelo imposto devido em relação às operações é atribuída ao contribuinte substituído. e II . . VII . para o contribuinte substituto.contribuinte substituído.a pessoa física ou jurídica que não seja empresa jornalística ou editora. a isenção ou a suspensão do imposto. na saída do estabelecimento industrial. c) ocorrer a destruição.VI .798. nas hipóteses em que: a) tenha transcorrido cento e oitenta dias da data da emissão da nota fiscal de venda pelo estabelecimento industrial. com suspensão do IPI. Considera-se: I . o furto ou roubo dos produtos.o estabelecimento comercial atacadista de produtos sujeitos ao regime de que trata a Lei no 7. destinado à impressão de livros. O regime especial de substituição tributária não se aplica ao IPI devido no desembaraço aduaneiro de produtos de procedência estrangeira. b) os produtos forem revendidos no mercado interno. referente aos produtos por ela adquiridos com o fim específico de exportação. de 1989.a empresa comercial exportadora. VIII . IX . ou que deles der saída. em relação ao imposto que deixou de ser pago. o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial que dá saída a produtos. não houver sido efetivada a exportação.

IV – na saída do estabelecimento industrial diretamente para estabelecimento da mesma firma ou de terceiro. III- Sua arrematação. Considera-se ocorrido o fato gerador: I – na entrega ao comprador. ou equiparado a industrial. quando apreendidos e levados a leilão. quanto aos produtos vendidos por intermédio de ambulantes. III – na saída da repartição que promoveu o desembaraço aduaneiro. o cancelamento e a cassação de regime especial de substituição tributária competem ao Superintendente Regional da Receita Federal do Brasil da jurisdição do contribuinte substituto. II – na saída de armazém-geral ou outro depositário do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial depositante. II- A saída de produto do estabelecimento industrial. quanto aos produtos que. a saída do respectivo estabelecimento produtor. para efeitos deste imposto. quanto aos produtos entregues diretamente a outro estabelecimento. o respectivo desembaraço e quanto aos de produção nacional. quanto aos produtos mandados industrializar por encomenda. FATO GERADOR O Código Tributário Nacional estabeleceu que. 46 do Código Tributário Nacional. por ordem do importador. a alteração.1964 definiu as hipóteses de incidência do consumo. forem remetidos diretamente a terceiros. de 30. A Lei n. E pôs limite seu âmbito constitucional quanto ao aspecto temporal.A concessão. estabelecendo que constitui seu fato gerador: quanto aos produtos de procedência estrangeira. considera – se industrializado o produto que tenha sido submetido a operações que modifiquem a natureza ou a finalidade ou aperfeiçoe para consumo. No art. por ordem do encomendante.4. o IPI tem por fato gerador: I- O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira.11.502. .

jornais e periódicos. X – na data da emissão da nota fiscal pelo estabelecimento industrial. antes de aplicada a pena de perdimento. VII – no momento em que ficar concluída a operação industrial. exposição à venda. ou consumo no território nacional. quando as mercadorias importadas forem consideradas abandonadas pelo decurso do referido prazo. incluindo operações como a simples embalagem. por opção a estabelecimento industrial. Na hipótese de venda. quanto aos produtos que até o dia anterior não tiverem deixado o estabelecimento do contribuinte. quando a industrialização se der no próprio local de consumo ou de utilização do produto. do importador ou de seus estabelecimentos distribuidores. XI – no momento da sua venda. equiparadas por opção. . quando da ocorrência de qualquer das hipóteses enumeradas no RIPI. Admitir o contrário é negar a supremacia constitucional. A legislação do IPI amplia o conceito de produto industrializado. ou na saída do fabricante. na conclusão desta. quanto aos produtos objeto de operação de venda que forem consumidos ou utilizados dentro do estabelecimento industrial. fora do estabelecimento industrial. será considerado ocorrido o fato gerador na data de saída dos produtos do estabelecimento. IX – na aquisição ou. não pode ser validamente ampliado pelo legislador ordinário.V – na saída de bens de produção dos associados para as suas cooperativas. XIII . sejam por este adquiridos. que na verdade não modifica a natureza nem a finalidade e nem o aperfeiçoam para o consumo e essa ampliação viola o art. VIII – no início do consumo ou da utilização do papel destinado à impressão de livros. a estabelecimento industrial. se a venda tiver sido feita antes de concluída a operação industrial. para pessoas que não sejam empresas jornalísticas ou editoras. em finalidade diferente da que lhe é prevista na imunidade. VI – no quarto dia da data da emissão da respectiva nota fiscal. XII – na saída simbólica de álcool das usinas produtoras para as suas cooperativas. 46 do Código Tributário Nacional. antes de sair do estabelecimento que os tenha industrializado por encomenda. O conceito de produto industrializado. de produtos destinados ao exterior. utilizado pela constituição para definir a competência tributaria da |União.na data do vencimento do prazo de permanência da mercadoria no recinto alfandegado. quanto aos produtos que. equiparadas. ou na hipótese de descumprimento das condições estabelecidas para a isenção do imposto.

ou nocivos a saúde. como é o caso do cigarro e do álcool. É uma hipótese de não incidência tributária constitucionalmente qualificada. tais como perfumes. onde a variação da taxa pode ser de 0 a 330% por ser um tributo de caráter seletivo. permanecendo assim as obrigações acessórias. os chamados produtos supérfluos. como cigarros. bebidas finas. devem receber elevada taxação pelo IPI .EXTRAFISCALIDADE DO IPI A extrafiscalidade é o emprego do tributo com finalidades além da mera arrecadação e essa extrafiscalidade pode ser proibitório ou indutório. As alíquotas do IPI são definidas pela tabela de incidência de imposto sobre produtos industrializados (TIPI). Assim. A imunidade só atinge a obrigação principal. em que a alta taxa de tributação é uma maneira de tentar inibir o consumo desses produtos. onde as alíquotas são determinadas mediante a essencialidade do produto. fosse menos vantajoso. Extrafiscalidade proibitória é não apenas o emprego do tributo para fins arrecadatórios. Na época a taxa de IPI das televisões em preto e branco foi mantido em cerca de 20%. enquanto a taxa para as televisões coloridas foi de cerca de 5%. IMUNIDADE Imunidade é uma proteção que a Constituição Federal confere aos contribuintes. Dessa forma o governo da época fez com que a vantagem do televisor preto e braço sobre o colorido. . enquanto os produtos essenciais ou populares de primeira necessidade possuem alíquotas ínfimas reduzidas a zero. como foi o caso da época da transição da televisão em preto e branco para as televisões coloridas. de modo a induzir o consumo de aparelhos televisores coloridos. Extrafiscalidade indutória é quando o imposto ou isenção deste é usado como forma de estimular o consumo de um produto em detrimento de outro. onde cada tipo de produto possui uma alíquota e respeitam as regras de harmonização. mas também atua como instrumento direto de indução de comportamento. que seria o preço de compra.

Se a imunidade estiver condicionada à destinação do produto. bem assim que não sejam empresas jornalísticas ou editoras. Cessará a imunidade do papel destinado à impressão de livros. § 5º da CF. jornais. os livros que não se destinam à propagação do pensamento não estão imunes. ficará o responsável pelo fato sujeito ao pagamento do imposto e da penalidade cabível. Os outros componentes dos livros. 153. Como essa imunidade é objetiva e não subjetiva. ou encontrado em poder de pessoa que não seja fabricante. periódicos e o papel usado na sua impressão visa proteger a liberdade de imprensa e difusão da cultura. art.São imunes do IPI: . e a este for dado destino diverso. jornais e periódicos quando este for consumido ou utilizado em finalidade diversa da prevista. como por exemplo o livro de ata.Livros. art.Ouro como ativo financeiro. mas a empresa jornal do Estado é tributada. Assim. alínea d da CF.Exportação de produtos industrializados. pois a Constituição Federal só menciona o papel destinado a impressão. . 153. excluindo os demais. inciso III da CF . O IPI não incide sobre exportações de produtos industrializados pois o país não deve exportar tributos. combustíveis e minerais do país.§ 3º. A imunidade sobre livros. Sobre a venda do jornal na banca não há impostos. livro de bordo. art. . jornais. §3º da CF. ou seus estabelecimentos distribuidores. livro de ouro. livro-diário. é o objeto que é imune e não a empresa.Energia elétrica. não são abrangidos pela imunidade. insumos como a cola e a tinta. como se a imunidade não existisse. mas sim produtos e estes devem chegar ao mercado internacional com condições de competitividade. inciso VI. importador. periódicos e o papel destinado à sua impressão. derivados de petróleo. . 153. 150. segundo o art.

assim considerados os fragmentos ou partes de qualquer mercadoria. quando se destinem. que não se destinarem a comércio. e trinta centímetros para os demais. em qualquer caso. exclusivamente. impressa tipograficamente ou a carimbo. conduzidos por viajante do estabelecimento industrial. V – os pés isolados de calçados. espécie e qualidade. dos Estados. classificados quimicamente como hidrocarbonetos (Lei 9. do Distrito Federal e dos Municípios.Entendem-se como derivados do petróleo os produtos decorrentes da transformação do petróleo. para venda ao consumidor. a expressão "Sem Valor Comercial". incisos III e V). III – as amostras de produtos para distribuição gratuita. . e de comprimento até quarenta e cinco centímetros para os de algodão estampado. em quantidade estritamente necessária a dar a conhecer a sua natureza. dispensadas desta exigência as amostras cujo comprimento não exceda de vinte e cinco centímetros e quinze centímetros nas hipóteses supra. desde que tenham gravada. atendidas as seguintes condições: a) indicação no produto e no seu envoltório da expressão "Amostra Grátis". em caracteres impressos com destaque. de diminuto ou nenhum valor comercial. respectivamente. 6o. veterinários e dentistas. c) distribuição exclusivamente a médicos. quando se tratar de produtos da indústria farmacêutica. II – os produtos industrializados por estabelecimentos públicos e autárquicos da União. no solado. ISENÇÃO DO IPI São isentos do IPI: I – os produtos industrializados por instituições de educação ou de assistência social. IV – as amostras de tecidos de qualquer largura. art. desde que contenham. a expressão "Amostra para Viajante".478/1997. no cumprimento de suas finalidades. bem assim a estabelecimentos hospitalares. b) quantidade não excedente de vinte por cento do conteúdo ou do número de unidades da menor embalagem da apresentação comercial do mesmo produto. por meio de conjunto de processos genericamente denominado refino ou refinação. a uso próprio ou a distribuição gratuita a seus educandos ou assistidos.

para utilização nos trabalhos de construção da central elétrica da mesma empresa. XV – os materiais e equipamentos saídos do estabelecimento industrial. de nacionalidade estrangeira. ou equiparado a industrial. de organismos internacionais de que o Brasil seja membro. XIII – o veículo de fabricação nacional adquirido por funcionário das missões diplomáticas acreditadas junto ao Governo Brasileiro. seus acessórios e obras complementares. ressalvado o princípio da reciprocidade de tratamento. apenas umedecido e amassado. de pedra ou barro bruto. IX – as panelas e outros artefatos semelhantes. ou para incorporação à referida central elétrica. de uso privativo das Forças Armadas. ou por seus integrantes. . bem como pelas representações internacionais ou regionais de que o Brasil seja membro. para a Itaipu Binacional. próprios para tropeiros. sem prejuízos dos direitos que lhes são assegurados no inciso anterior. observadas as condições previstas no art. XVI – os produtos importados diretamente por missões diplomáticas e representações. roupas e proteção.707/1973. VIII – o papel destinado à impressão de músicas. com ou sem vidramento de sal. ou equiparado a industrial. de fabricação rústica. vendidas à União. na forma das instruções expedidas pelo Secretário da Receita Federal. que exerçam funções de caráter permanente. e seus funcionários. e suas partes e peças. vendido à União. VII – os caixões funerários. XIV – os produtos nacionais saídos do estabelecimento industrial. de couro. peritos. diretamente para Lojas Francas. ou por esta importados. concluído em Brasília a 26 de abril de 1973. de uso doméstico. XII do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a República do Paraguai. pelas missões diplomáticas e repartições consulares de caráter permanente. XII – o automóvel adquirido diretamente de fabricante nacional. X – os chapéus. quando a aquisição se fizer em substituição da faculdade de importar o produto com idêntico favor. no País. técnicos e consultores.VI – as aeronaves de uso militar. XI – o material bélico. promulgado pelo Decreto 72.

inciso III). XX – as máquinas. desembaraçados com a qualificação de bagagem tributada. científico ou esportivo oficial realizado no exterior ou para serem distribuídos gratuitamente como premiação em evento esportivo realizado no País (Lei 11. destinados à pesquisa científica e tecnológica. bem assim suas partes e peças de reposição. nos termos.032/1990. aparelhos e instrumentos. desde que satisfeitos os requisitos e condições exigidos para a concessão do benefício análogo relativo ao Imposto de Importação. placas. inciso I). nas hipóteses previstas pelo artigo 2º da Lei 8. artigo 38. matérias-primas e produtos intermediários. flâmulas. a serem distribuídos gratuitamente ou utilizados em evento esportivo oficial (Lei 11. e por entidades sem fins lucrativos ativas no fomento.488/2007.os seguintes produtos de procedência estrangeira. XXI – os demais produtos de procedência estrangeira. estatuetas.XVII – a bagagem de passageiros desembaraçada com isenção do Imposto de Importação na forma da legislação pertinente. na forma da legislação pertinente. impressos. na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica ou de ensino devidamente credenciadas pelo CNPq. distintivos. artigo 38. importados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. XIX – os bens contidos em remessas postais internacionais sujeitas ao regime de tributação simplificada para a cobrança do Imposto de Importação. e . limites e condições estabelecidos em regulamento próprio: a) troféus. bandeiras e outros objetos comemorativos recebidos em evento cultural.488/2007. artigo 38. acessórios. com o pagamento do Imposto de Importação. folhetos e outros bens com finalidade semelhante. c) material promocional. XVIII – os bens de passageiros procedentes do exterior.488/2007. equipamentos. b) bens dos tipos e em quantidades normalmente consumidos em evento esportivo oficial (Lei 11. XXII . medalhas. inciso II).

aparelhos e instrumentos. bem assim os respectivos acessórios. com relação aos produtos objeto da isenção. de montagem ou conservação de estandes. a título de promoção ou degustação. que os acompanhem. XXIII – os veículos automotores de qualquer natureza. artigo 38. equipamentos. quando destinadas a utilização nas atividades dos Corpos de Bombeiros. promulgado pelo Decreto 2. estabelecidos pelo Secretário da Receita Federal. destinados à construção do Gasoduto Brasil – Bolívia. ou de demonstração de equipamentos em exposição. equipamentos. observado que a isenção: a) não se aplica a produtos destinados à montagem de estandes. XXVI – os materiais. XXIV – os produtos importados destinados a consumo no recinto de congressos. nas saídas de estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. sobressalentes e ferramentas. máquinas. importados ou de fabricação nacional. máquinas.488/2007. adquiridos pelo executor do projeto. parágrafo único).142/1997. susceptíveis de serem aproveitados após o evento. além de outros requisitos. desde que tenham sido utilizados por estes em evento esportivo oficial e recebidos em doação de entidade de prática desportiva estrangeira ou da promotora ou patrocinadora do evento (Lei 11. XXV – os bens de informática destinados à coleta eletrônica de votos. fornecidos diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral. feiras e exposições internacionais. bem assim suas partes e peças separadas. c) está sujeita a limites de quantidades e valor. a qualquer título. em todo o Território Nacional. b) está condicionada a que nenhum pagamento. seja efetuado ao exterior.d) bens importados por desportistas. . diretamente ou por intermédio de empresa por ele contratada especialmente para a sua execução nos termos do artigo 1º do Acordo celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da Bolívia. e eventos assemelhados.

ou autistas. Para efeito de benefício de isenção de IPI a alienação fiduciária em garantia de veículo adquirido pelo beneficiário não se considera alienação. diretamente ou por intermédio de seu representante legal. quando adquiridos pelos órgãos de segurança pública da União. desde que realizadas em estaleiros navais brasileiros. dos Estados e do Distrito Federal. O IPI incidirá normalmente sobre quaisquer acessórios opcionais que não constituam equipamentos originais do veículo adquirido. peças e componentes importados destinados ao emprego na conservação. ficam isentos do IPI a aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros e as pessoas portadoras de deficiência física. assim como a utilização do veículo por pessoa que não seja o beneficiário portador de deficiência ou a pessoa por ele autorizada. os veículos para patrulhamento policial.432/1997. é preciso apresentar: . com isenção do IPI. visual. modernização e conversão de embarcações registradas no REB. poderão adquirir. XXVIII– os aparelhos transmissores e receptores de radiotelefonia e radiotelegrafia. A aquisição do veículo com o benefício fiscal por pessoa que não preencha as condições estabelecidas. de 31 de outubro de 2003.XXVII – as partes. ISENÇÃO: CARROS ADAPTADOS PARA DEFICIENTES As pessoas portadoras de deficiência física. A isenção do IPI para deficientes não se aplica às operações de arrendamento mercantil (leasing).754. podendo esse veiculo ser aquele com direção hidráulica. O benefício poderá ser utilizado uma vez a cada dois anos. câmbio automático ou outra adaptação especial. Segundo a lei nº 10. instituído pela Lei 9. Para que um deficiente possa fazer uso da isenção do IPI na compra de um automóvel. mental severa ou profunda. as armas e munições. automóvel de passageiros ou veículo de uso misto. acrescido de juros e multa. de fabricação nacional e que esteja de acordo com a classificação 8703 da tabela TIPI. ainda que menores de dezoito anos. sujeitará o adquirente ao pagamento do tributo dispensado.

documento que comprove a representação legal. Com base na legislação ordinária disciplinadora.laudo de avaliação emitido por prestador de serviço público de saúde ou por serviço privado de saúde. contratado ou conveniado. ou sendo omissos os documentos respectivos. expedido pelo INSS. . que integre o SUS. se for o caso. será necessário solicitar ao médico uma cópia dos exames e laudos anatomopatológico. .requerimento (anexo I da IN 607/06). a base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer à saída destes do estabelecimento do contribuinte. das taxas exigidas para entrada do produto no País e ainda dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. dependendo da hipótese de incidência. o preço da respectiva arrematação.. a) no caso de mercadoria importada. a base de cálculo do IPI é a mesma do imposto de importação. .documento que comprove a regularidade da contribuição previdenciária. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. não tendo valor à operação. b) em se tratando de produtos industrializados nacionais. o vigente Regulamento do IPI dispõe: . . bem como atestado com a descrição da comprovação da deficiência física. acrescida do próprio imposto de importação. apresentada diretamente ou por intermédio de seu representante legal.declaração de disponibilidade financeira ou patrimonial da pessoa portadora de deficiência ou do autista. BASE DE CALCULO A base de cálculo do IPI é diferente. em 3 vias originais. c) em se tratando de produto leiloado. No caso de paciente portador de câncer.

NÃO CUMULATIVIDADE O princípio da não cumulatividade existe para impedir que o ônus do imposto se acumule em cada operação. abatimentos ou diferenças concedidas a qualquer título. 4. sobre o respectivo valor tributável (Lei nº. ainda que incondicionais.15 por garrafa de 600 ml Cigarros: variam de R$ 0. descontos. Se incidiu sobre o insumo não se deve reproduzir esse ônus no produto final. constante da Tabela.Geralmente o IPI é calculado mediante a aplicação das alíquotas. acrescidos desses tributos e dos encargos cambiais pagos pelo importador. constantes da Tabela de Incidência do IPI TIPI. Poderão ainda ser estipulada outra modalidade de cálculo do imposto mediante legislação específica. peso. o IPI incide diretamente sobre os produtos. Este sistema de cobrança é chamado de alíquotas específicas. sem o estabelecimento de um percentual específico sobre o valor tributável. 13).35 a R$ 0. Alguns exemplos: Aguardente de Cana: R$ 0. . forma de embalagem ou classe do produto. Por isto existe o crédito. independente do valor da operação. por quantidade. O imposto será calculado mediante aplicação da alíquota do produto. são as chamadas alíquotas "AD VALOREM". BASE DE CÁLCULO DO IPI Valor da mercadoria + frete + seguro + descontos Produto nacional: o preço da operação quando da saída da mercadoria do local de fabricação. sobre o valor tributável. Nesta forma de cálculo. tipo."Art. art.502/64. Produto importado: será a base de cálculo dos impostos aduaneiros. preço do produto. podendo o imposto ser exigido. Incluindo despesas acessórias (fretes e seguros). com o qual se impede a acumulação das duas incidências do imposto. 62. por exemplo.70 por maço (dependendo da marca).

Caso saldo devedor ficar maior que o saldo credor.O crédito fiscal da não-cumulatividade do imposto determina que do imposto devido por determinada operação. Lançamento de ofício é quando o sujeito passivo não realiza o pagamento. ou até mesmo juros. o valor do IPI relativo às entradas de matérias-primas e outros insumos e. Por outro lado se seu saldo ficar credor. é o próprio sujeito passivo quem apura o valor e realiza o pagamento do imposto sem prévia análise da administração pública. 150 do CNT.933/2009. se for credor. O sujeito ativo. deverá fazer o pagamento até o dia do prazo legal estabelecido em lei. Apura o saldo. PERÍODO DE APURAÇÃO O período de apuração do IPI é mensal. a incidência em cascata. como débito. o relativo às saídas de produtos. caso contrario será cobrado multa. ou recolhendo o valor correspondente. com isso evitando superposição do imposto. transferindo-o para o período seguinte. nos termos do art. somando todas os débitos e créditos fiscais do período base. deve ser abatido o montante cobrado nas operações anteriores. Esse período não se aplica aos produtos importados. e mais eventuais créditos dos períodos anteriores. e o sujeito ativo (administração pública). notifica o sujeito passivo para que este realize o pagamento do tributo acrescido de multa e juros. como crédito. LANÇAMENTO O imposto sobre produtos industrializados é o objeto de lançamento por homologação. a administração pública confere o recebimento do tributo e faz a homologação do pagamento. no caso. o saldo será transferido para o período seguinte. Sendo assim o contribuinte devendo fazer a apuração do IPI. Como acontece com outros tributos. O contribuinte escritura seus livros de entrada e de saída dos produtos. verificando o fato de ocorrência e sabendo que esse fator de ocorrência aconteceu mas que ainda não houve pagamento. Em outras palavras. anotando nos locais próprios. segundo a lei nº 11. o IPI também pode ser lançado de oficio. PRAZO DE RECOLHIMENTO . se devedor.

. automóveis. Podemos observar a seguir algumas medidas do governo para aumentar a demanda nos seguintes setores: construção civil.até o 25º dia do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. móveis e eletrodomésticos.até o 15º dia do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador para cigarros que contenham tabaco. Se o dia do vencimento não for útil. Nas áreas fiscal.. quando o Brasil começou a sentir mais fortemente o impacto da crise econômica mundial. para produtos em geral. agricultura. . NOTÍCIAS / ATUALIDADES A partir do último quadrimestre de 2008. monetária. creditícia e cambial. antecipa-se para o primeiro dia útil que o anteceder. . monetária e creditícia o governo adotou tanto medidas gerais quanto ações específicas voltadas aos setores mais afetados pela crise. Essas ações abrangeram as áreas fiscal. o governo brasileiro implementou várias medidas para diminuir seus efeitos no país.o IPI devido no desembaraço aduaneiro de produtos importados do exterior deve ser recolhido antes de esse produto ser despachado pelo órgão que o processar.

os dois primeiros por fazerem parte do MERCOSUL e o México por ter acordo comercial com o Brasil. Com esta medida. o governo teve a intenção de alavancar as vendas no setor automobilístico que vinha em queda. o governo da presidente Dilma optou pela redução do IPI para aquecer a economia perante a nova crise mundial que assolou a Europa e os EUA e se refletiu no Brasil. Uruguai e México. esta política vinha sendo usada para eletrodomésticos da linha branca. ficando de fora os produzidos na Argentina. o governo Lula adotou em 2009 a medida de redução do IPI no setor automobilístico. em 2012. já que. o governo resolveu aumentar o IPI de veículos importados. Quando o Brasil estava imerso em uma grande preocupação com a mais recente crise econômica mundial em 2008. Em dezembro de 2011.O que mais nos interessa aqui é o caso dos automóveis e eletrodomésticos. . Novamente.

Com exceção dos meses de setembro e novembro. Esse aumento nas vendas em agosto acabou por diminuir as vendas em setembro. . Essa ação do governo quanto a redução do IPI surtiu grande efeito para o setor automobilístico. pois vinham de períodos de quedas nas vendas e da crise de 2008/2009 que invariavelmente afetou vários setores da economia. percebemos que entre 2011 e 2012 houve um aumento significativo nas vendas de automóveis. Em agosto daquele ano houve um maior aumento de vendas devido as concessionárias anunciarem na mídia que seria o último mês de redução de IPI e a população literalmente correu para as concessionarias para adquirirem seus veículos com a redução do imposto. e com a redução do IPI conseguiu-se alavancar as vendas novamente. dando novo folego a indústria automobilística. nos outros meses o crescimento de vendas teve aumentos entre 15% e 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.Conforme o gráfico acima nos mostra.

o governo publica no Diário Oficial da União um decreto zerando o IPI para os produtos que forem doados ao estado de Santa Catarina. por mais três meses (até junho desse ano) embute uma contrapartida: a manutenção do nível de emprego da cadeia automotiva. “Não podemos deixar que o nível de emprego caía durante a crise e a novidade agora . A medida vai valer enquanto durar o estado de calamidade publica decretado pelo estado de Santa Catarina. para conseguirem o beneficio do IPI. deverão colocar na nota fiscal a especificação de que o produto será doado ao estado de Santa Catarina. as empresas.. Fonte: O Estadão – São Paulo 30 DE MARÇO/2009 – GOVERNO MANTEM IPI SOBRE CARRO E CORTA IMPOSTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL O governo anunciou nesta segunda-feira a prorrogação por três meses da redução do IPI sobre veículos e caminhões. estão a redução do IPI sobre materiais para a construção civil. informou que o corte inclui agora um acordo para a manutenção do emprego no setor. de prorrogar a redução do IPI para automóveis . disse Mantega. Segundo a presidência. O ministro da Fazenda. é que vamos celebrar um acordo de não demissão de trabalhadores”. que venceria esse mês. que foi o mais atingido pelas fortes chuvas dos últimos dias. O objetivo é estimular as empresas a fazerem doações para o estado.05 DE DEZEMBRO/2008 – GOVERNO ZERA IPI DE PRODUTOS DOADOS A SANTA CATARINA Em dezembro de 2008... afirmou o ministro. de 4 por cento para zero. Fonte: O Estadão – São Paulo 30 DE MARÇO/2009 – MANTEGA: CONTRAPARTIDA DE IPI REDUZIDO É NÃO DEMITIR. "Esta medida foi muito bem-sucedida.. a indústria automotiva é importante para o país porque é uma cadeia produtora que chega a representar 23 por cento do PIB industrial". porque houve uma recuperação rápida da atividade. entre os quais cimento. após avaliação de que a medida foi bastante positiva para a atividade do setor. . Entre outras medidas anunciadas pelo governo. Guido Mantega. que anunciamos a prorrogação de redução dos tributos para veículos e caminhões. A decisão anunciada pelo ministro da fazenda Guido Mantega .

pois é melhor que sintam no bolso do que no pulmão".Cofins sobre cigarros. Paulo por um integrante da equipe econômica. "É por meio dos recursos provenientes desse desestímulo ao consumo de cigarro que vamos arrecadar e pagar a conta das outras medidas que têm o objetivo de aquecer a economia e manter os empregos". Guido Mantega. de substituição de geladeiras antigas para economizar energia. pelo governo federal.Por outro lado. segundo estimativas da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Fonte: O Estadão – São Paulo ABRIL/2009 – GOVERO ESTUDA REDUZIR IPI PARA FOGÕES E GELADEIRAS O governo estuda a possibilidade de reduzir as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre geladeiras. anunciou também hoje que a elevação da alíquota do Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre a venda de cigarros. 30. Dilma Rousseff. o preço final ao consumidor aumentará 20% no caso dos cigarros mais populares e 25% para os produtos mais sofisticados. o governo decidiu elevar o IPI e o PIS. mas ainda não foi tomada uma decisão. Minha Vida" com o fornecimento de refrigeradores novos. Ele informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encomendou estudos nessa direção. anunciada nesta segunda-feira. declarou. a custos . é beneficiar as famílias atendidas pelo programa "Minha Casa. Na média. "É bom para a saúde daqueles que fumam. o repasse ficará entre 5% e 8.5%. Segundo ele. deverá ser repassada imediatamente para o consumidor em algumas redes de varejo. Fonte: O Estadão – São Paulo MARÇO/2009 – PARA COMPENSAR DESONERAÇÃO. A informação foi confirmada ao jornal Estado de S. fogões e máquinas de lavar. A ideia é expandir a venda de eletrodomésticos para além do programa original. Uma possibilidade já aventada pela ministra-chefe da Casa Civil. a chamada linha branca. afirmou. com impacto médio de 30 por cento no preço final do produto. como Telhanorte e Dicico. IPI DE CIGARRO SOBE O ministro da Fazenda. Fonte: O Estadão – São Paulo A redução do imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado em 30 itens de material de construção.

mais uma vez. ou seja.que ficou de fora do primeiro pacote de combate à crise . a exemplo do que foi feito com os automóveis. O tema. A medida faria parte da estratégia do governo destinada a impedir que a economia brasileira registre retração este ano. cairá para zero. dos móveis de plástico. Os setores beneficiados desta vez foram a indústria de móveis e. porém. com forte influência do consumo das famílias. A alíquota do IPI continuará sendo zero para um . Agora. A isenção vai até 31 de março. Cortes do IPI são apontados pelos prefeitos como uma das causas da queda dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). formados com parte da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda. A reclamação dos prefeitos é que o governo federal faz cortesia com chapéu alheio. afirmou hoje que o padrão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantido no segundo trimestre deste ano. Muitas cidades têm nesses repasses de verbas federais.baixos. O setor de móveis . APONTA IBGE Desoneração do imposto contribui para o aumento do consumo e ajuda a elevar PIB no segundo trimestre O coordenador de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: O Estadão – São Paulo NOVEMBRO/2009 – ESTADOS E MUNICIPIOS ARCAM COM REDUÇÃO DO IPI O ministro da Fazenda. a desoneração de materiais de construção. Fonte: O Estadão – São Paulo SETEMBRO/2009 – REDUÇÃO DO IPI AJUDOU NA MELHORA DA ECONOMIA. anunciou ontem novo pacote de incentivos fiscais. mas as medidas prejudicam Estados e municípios. de 5%. a construção civil. sobretudo os mais pobres. enquanto as medidas de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deram uma "contribuição adicional" para a expansão de 1.9% do PIB no período ante o trimestre imediatamente anterior. a tônica é ampliar os estímulos à indústria. aço e ratan. Roberto Olinto. Guido Mantega. antes tributados em até 10%. A alíquota para móveis de madeira. O governo decidiu ainda renovar por mais seis meses. até junho de 2010. é polêmico. sua principal fonte de receitas. estimula a indústria à custa de sacrifício dos municípios. Também haverá redução para zero dos painéis de madeira.foi beneficiado com redução para zero da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Fonte: O Estadão – São Paulo JANEIRO/2014 – CIDADE DO PIAUÍ SOFRE COM POLÍTICA DE IPI MENOR No entroncamento da BR-316 fica a estrada que leva ao município de Miguel Leão.) A água sai de poços artesianos. que perdeu recursos com as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Um líquido viscoso faz poças até na entrada da prefeitura (. ladrilhos.. médico que. o clínico geral aparecia apenas uma vez por semana. 5% e 2%. indagou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).. "Não há semana que eu não atenda pacientes com infecções associadas à falta de saneamento". Para apenas seis casos. cimentos. 24% (já incluído o Fundo de Exportação). vai à cidade três vezes por semana para atender no posto de saúde. A infecção intestinal é um mal-estar recorrente na cidade. Ampliar o período de atendimento do médico foi o grande feito na saúde. no Piauí. não foi possível iniciar o plano de saneamento básico. pias. Além disso. Quase toda a receita de Miguel Leão . que critica os acordos fechados unilateralmente pela Fazenda. entre eles. Não foi .92% do total . A medida irritou governadores e prefeitos. Pela lei. A avaliação é do consultor Clóvis Panzarini. Não é tratada. 3% da arrecadação vai para um fundo de desenvolvimento regional do Norte.244 habitantes convivem com esgoto a céu aberto. em vez de desonerar a receita compartilhada (IPI e IR). "É o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio. donos de 57% da arrecadação com o tributo. Paulo. que pega toda a cadeia produtiva?". tintas. Nordeste e Centro-Oeste. As informações são do jornal O Estado de S.grupo de 38 categorias de produtos. uma prioridade. desde setembro. a alíquota cairá para 10%. os Estados têm direito a 30% da arrecadação do IPI e os municípios. No início de 2013. não faz isso com contribuições que só ele arrecada. Por causa da queda de receita.vem de uma única fonte: o Fundo de Participação dos Municípios. diz Wesley Sousa. O incentivo terminaria em dezembro. Os 1. Paulo Ziulkoski. ex-coordenador da administração tributária do governo paulista. como a Cofins. Antes. Por que o governo.e qualquer real faz diferença por lá. a estimativa era receber R$ 7.3 milhões do fundo. Mas mais de R$ 2 milhões não chegaram . Quem paga o grosso da conta da redução do IPI oferecida pelo governo federal são os Estados e municípios. vergalhões e válvulas.

Uma volta pelas salas de aula deixa a impressão de que foram abandonadas: as paredes têm rachaduras. (. nem reformar o posto de saúde. "Preciso descobrir de onde vai sair o dinheiro para ligar a luz do novo conjunto habitacional"... nesta segunda-feira. O ano acabou sem a reforma das duas escolas municipais. as lousas estão descascadas e há vigas de sustentação do telhado danificadas. vitais para levar os pacientes a cidades que têm hospitais. O investimento em infraestrutura é a mais nova preocupação. Além de pastor evangélico e ex-PM.possível comprar novas ambulâncias. compromisso pessoal do prefeito. cujas vendas de carros e comerciais leves até sexta-feira passada acumulam queda anual de 8 por cento. Ocorreu o mesmo com a educação. Fonte: O Estadão – São Paulo . Lima é professor. O IPI sobre veículos de até 1 mil cilindradas. Guido Mantega. a favela da cidade. afirmou o ministro da Fazenda. continua em 3 por cento até o fim de dezembro e não retornará à alíquota normal de 7 por cento. como estava previsto para ocorrer a partir de 1o de julho. diz Lima. As 40 casas de alvenaria erguidas com repasses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem ficar prontas este ano para receber uma parte dos moradores da Faveira. A decisão do governo ocorreu diante da fraqueza do setor automotivo neste ano. por exemplo.) Fonte: O Estadão – São Paulo JUNHO/2014 – GOVERNO FEDERAL MANTÉM ATUAIS ALÍQUOTAS REDUZIDAS DE IPI DE VEÍCULOS ATÉ O FIM DO ANO O governo federal decidiu manter até o fim deste ano como estão as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre veículos novos.

contornar a crise que afetava vários outros países. além de arrecadar a União tenta controlar o consumo de coisas supérfluas ou desaconselháveis. onde a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento. como o cigarro. .63% e a alíquota zero foi criada com o sentido de excluir a obrigação tributária sobre determinados produtos e sua base de calculo depende muito da hipótese de incidência. em favor do contribuinte transfere-se para o período seguinte. em 2008 e 2012. em que o governo reduziu as alíquotas do IPI de diversos produtos e conseguiu manter o mercado consumidor aquecido. como foi o caso das duas últimas crises. a sua alíquota pode variar de 0 a 365. onde o objetivo principal é a intervenção econômica. a finalidade ou o aperfeiçoamento para o consumo. que notifica o contribuinte a fazer o pagamento. geralmente é por homologação. é a União que tem o poder de instituí-lo e cobrá-lo e que também é um imposto de função extrafiscal. mas o IPI também pode ser lançado de oficio e este é de iniciativa da autoridade administrativa. onde o saldo verificado em determinado período. como um imposto que possui a extra fiscalidade tem suma importância no que diz respeito ao controle da economia. concluímos que o IPI é um imposto de competência Federal. ou seja.CONCLUSÃO Na elaboração desse trabalho. Em suma. fora de estabelecimento produtor. vimos que o IPI. ou seja. Se a industrialização se der no próprio local de consumo. o fato gerador se dará no momento em que ficar concluída a operação industrial. tributa mais os produtos mais supérfluos e menos os mais essenciais. É um imposto não cumulativo. o sujeito passivo presta as declarações e paga. O fato gerador do IPI nasce quando um produto é submetido a qualquer operação que modifique a natureza. O IPI segue o principio da seletividade. conseguindo de certa forma. elevando ou inibindo o consumo de determinado produto. Quanto ao lançamento. ou seja.

pdf http://portal2.com.governo-zera-ipi-de-produtos-doados-a-santacatarina.fazenda.br/noticias-sobre-ipi .com.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/contas/contas_governo/contas_ 09/Textos/Ficha%201%20-%20Analise%20da%20Crise.portaltributario.htm http://www.receita.portaldeauditoria.com.html http://www.htm http://www.pdf http://sao-paulo.htm http://www.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7212.org.289309 http://www.planalto.br/pessoajuridica/ipi/conceito.html http://www.gov.ambito-juridico.br/Legislacao/Leis/2003/lei10754.htm http://www.deficienteonline.htm http://www.fazenda.br/ccivil_03/leis/l8989.gov.com.com.portaltributario.com.br/tematica/ipi_aspectosjuridicos.com.htm http://www.br/isencao-de-ipi-iof-icms-e-ipva-para-deficientes-guiarapido-de-isencao-ii-leis-e-normas___42.br/tributos/ipi.htm http://topicos.gov.fazenda.htm http://www.accamargo.br/Prodinfo/boletim/2001/Icms-Ba/ipi/industrializacao-16b2001.portaltributario.estadao.com.br/tematica/ipi_aspectosjuridicos.br/obras/ipi.REFERÊNCIAS: http://www.br/guia/ipi_isencao.gov.portaldeauditoria.receita.tcu.planalto.br/files/cartilhas/capitulo-04.com.htm http://www.estadao.br/aliquotas/tabincidipitipi.br/noticias/geral.com.gov.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=66%2022 http://www.receita.gov.informanet.html http://www.

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