Trabalho - Física II

Semicondutores
Luiz Henrique Santos

Os semicondutores são materiais com condutividade elétrica intermediária entre um bom
condutor e um bom isolante e, por esse motivo, são muito importantes na eletrônica moderna.
Em temperaturas muito baixas, os semicondutores se tornam isolantes, pois, nestes casos, os
elétrons não conseguem saltar da banda de valência para a banda de condução.
Comparados aos isolantes, eles possuem uma largura da banda proibida (Eg) muito pequena.
Assim, a energia necessária para que um elétron pule da banda de valência para a banda de
condução é muito pequena.
Numa ligação covalente, ao ser removido, um elétron deixa uma lacuna, que é preenchida por
um átomo vizinho, fazendo com que a lacuna (ou buraco) se desloque pelo cristal,
comportando-se como outro portador de carga adicional da corrente elétrica.
Quando não há elétrons livres suficientes para se realizar certas aplicações, faz-se a dopagem,
que consiste na introdução de átomos de impurezas, para aumentar a quantidade de elétrons
livres e também a quantidade de buracos.
Após o processo de dopagem, o cristal passa a ser chamado de semicondutor extrínseco. No
caso do semicondutor puro, utilizamos o nome semicondutor intrínseco.
Ao se misturar elementos pentavalentes ao cristal, os quatros elétrons do semicondutor realizam
ligações covalentes com os átomos do elemento pentavalente, e assim, um elétron sobra. Neste
caso, tem-se um semicondutor do tipo-n (n de negativo, pois a condutividade é quase
inteiramente produzida pelo movimento de cargas negativas). Os átomos pentavalentes são
denominados doadores, pois fornecem elétrons da banda de condução.
Ao utilizarmos átomos trivalentes, temos o semicondutor do tipo-p.
Neste caso, como o átomo da impureza possui apenas três elétrons na banda de valência, ele
empresta um do semicondutor, deixando um buraco. Esse buraco funciona como uma carga
positiva, que pode se mover através do cristal. Esses átomos trivalentes são também conhecidos
como aceitadores, pois cada buraco fornecido aceita um elétron.

Um dos princípios básicos dos dispositivos semicondutores é o fato de que a condutividade do material é controlada pela concentração de impurezas. Porém. . que pode variar em um grande intervalo de uma região do dispositivo para outra. etc. ou seja. diodos emissores de luz (LED). e o campo tenderá a empurrar elétrons livres da região p para a região n e buracos da região n para a região p. Como exemplo. em grande quantidade na região n. detectores de estado sólido. o potencial da região p será maior que o da região n e o campo elétrico apontará de p para n. ocorrerá a polarização inversa. Se você conectar a bateria com uma polaridade oposta à precedente. criando assim um diodo retificador. podem passar facilmente para a região p. esse movimento constitui a corrente direta. Esse sentido é chamado de sentido direto e esse conexão é chamada de polarização direta. Os buracos. existem pouquíssimos elétrons livres na região p e pouquíssimos buracos na região n. Uma das maneiras de se fabricar uma junção p-n é depositar um material do tipo-p sobre a superfície extremamente polida de um semicondutor do tipo-n. transistores. e os elétrons livres. detectores de partículas carregadas. em grande quantidade na região p. Podemos conectar uma junção p-n a um diodo. A junção p-n (amplamente utilizada em dispositivos semicondutores) se forma na fronteira entre um semicondutor do tipo-n e um semicondutor do tipo-p. podem fluir facilmente para a região n. a corrente no sentido inverso vai ser muito menor do que aquela obtida quando a diferença de potencial é aplicada no sentido direto. Ao conectarmos o terminal p da junção ao polo positivo da bateria e o terminal n da junção ao polo negativo. chips com circuito integrados. temos: a fotocélula.