CURSO DE BIBLIOTECONOMIA EAD - UCS

Desenvolvimento de coleções:
uma nova visão para o planejamento de recursos
informacionais
WALDOMIRO VERGUEIRO

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ACERVO
Prof.ª Michele Marques Baptista

Evolução do desenvolvimento de
coleções
Preocupação com o Desenvolvimento de Coleções
50

60

70

Sinal de alerta

Caos documentário

(Solla Price)

(Bradford)

Explosão
bibliográfica

Boom do DC

Preocupação com $
Utilização de fórmulas

• “Era praticamente impossível acompanhar o ritmo alucinante de crescimento dos materiais informacionais (.) no que dizia respeito à construção de espaços físicos para acomodação dos novos itens a serem incorporados.. como no que concernia à possibilidade de tratamento adequado de todo este material”.. .

• Solla Price (década de 50): – Crescimento exponencial. – Sinal de alerta para enfrentarmos o problema . – Índice situado entre 10 e 15 anos como o necessário para que a literatura científica tivesse seu volume duplicado.

– Elementos complicadores: explosão bibliográfica = material de pouca importância se repetindo. .• Bradford (década de 60): – Emergência de um possível caos documentário.

. a fim de que estas não ficassem abarrotadas de materiais com informações redundantes”. o controle do crescimento ou desenvolvimento das coleções.• “Veio aumentar sobremaneira a necessidade de uma seleção de acervo cada vez mais criteriosa.

..). uma questão de total impossibilidade de acompanhar.• “A questão não era (. Era mais que isso. de maneira minimamente efetiva..) simplesmente financeira (.. o ritmo da ‘explosão bibliográfica.” .

organizado e armazenado.• “Os bibliotecários estão começando agora a perceber que eles não podem continuar a trabalhar sob a pressuposição de que não existe limite para a quantidade de material que pode ser adquirido. . É tempo também que os bibliotecários percebem que é possível adquirir coleções básicas de qualidade sem alcançar figuras astronômicas”. A taxa de produção de documentos é demasiadamente grande e pressões fiscais demasiadamente agudas para permitir aos bibliotecários manter seu modus operandi.

Boom do desenvolvimento de coleções • • • • Artigos sobre o assunto. portanto. “Estava patenteada. a existência de uma doutrina. ainda que incipiente. . teses e pesquisas em universidades. sobre o desenvolvimento de coleções”. manuais especializados. periódicos especializados.

) já alertarem seus colegas quanto à necessidade de elaboração de políticas para a coleção ou para a aquisição de materiais”. • “Da mesma forma.• “Parece certo que.) alguns bibliotecários (.. anteriormente à explosão bibliográfica (... buscando abreviar o tempo necessário para a obtenção e colocação do material ao alcance do usuário nele interessado”. .. sempre existiu o cuidado em otimizar os processos de aquisição..

em uma clara manifestação de que as complexidades dessa atividade haviam ampliado bastante”.• “O reconhecimento de que o desenvolvimento de coleções deve ser uma divisão funcional da biblioteca. . a referência. da mesma forma como o são a catalogação. a aquisição e os departamentos de circulação.

se pretendiam manter as bibliotecas. . a partir de então. que. deveriam necessariamente mudar a ênfase de seu trabalho. organismos vivos e atuantes. abandonando a acumulação pura e simples do material em benefício da possibilidade de acesso ao mesmo.• “Ficou mais claro. pelas quais eram responsáveis. tornando a coleção ‘consistente com as metas e objetivos da instituição a que serve”.

limitar-se apenas a elas”. também. reavaliação das aquisições efetuadas e a análise das práticas de seleção e aquisição cooperativa. a pesquisa sobre práticas de doação e permuta. contudo. muitas vezes puramente operacionais. de forma a incluir. atrevendo-se a procurar dar-se ao luxo de suprir todas as necessidades informacionais de seus usuários com recursos próprios. sem. e o desenvolvimento de coleções. entendido este último. . • “Exigiu uma distinção clara entre os procedimentos de aquisição.• “Nenhuma biblioteca poderia ser auto-suficiente.

Modelos teóricos .

isto é. na prática. Neste aspecto.Hendrik Edelman • Primeiro nível: o DC como uma função de planejamento: a existência de um plano ou política de desenvolvimento da coleção que descreva os objetivos a curto e longo prazo da biblioteca para suas coleções. • Terceiro nível: estaria a aquisição. . como a implementação das decisões de seleção. torna realidade palpável decisões tomadas na seleção. o processo de tomada de decisões relacionadas com a implementação dos objetivos anteriormente estabelecidos. • Segundo nível: estaria a seleção como função direta do desenvolvimento de coleções. os critérios e metodologia para identificação e seleção dos materiais informacionais deveriam ser necessariamente vistos separadamente da política para desenvolvimento da coleção. É o processo que. entendida agora.

o ‘desbastamento’ e armazenagem de partes da coleção e o planejamento para compartilhamento de recursos”. . a determinação da política de seleção. a coordenação da seleção de itens. a avaliação da coleção atual.Hendrik Edelman • “De uma maneira geral. o desenvolvimento de coleções irá incluir a avaliação das necessidades dos usuários.

.Baughman Para ele são exatamente as relações entre três componentes que irão gerar o desenvolvimento de coleção.

Baughman PLANEJAMENTO + IMPLEMENTAÇÃO + AVALIAÇÃO = DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES .

• Avaliação de coleção: envolve seu exame e julgamento em relação aos objetivos e propósitos estipulados.Baughman • Planejamento de coleção: é um projeto para acumulação de documentos afins. objetivos e prioridades da biblioteca. . • Implementação da coleção: trata do processo de tornar os documentos acessíveis para uso. propósitos. da maneira determinada pelas necessidades.

o que vai requerer constantes exame e avaliação dos recursos da biblioteca e constante estudo tanto das necessidades do usuários.Evans • Evans irá enfocar o desenvolvimento de coleções sob um ponto de vista sistêmico. . como de mudanças na comunidade a ser servida. definindo-o como o processo de identificação dos pontos fortes e fracos de uma coleção de materiais de biblioteca em termos de necessidade dos usuários e recursos da comunidade e tentando corrigir as fraquezas existentes. quando constadas.

• Girando em torno dos profissionais responsáveis pelo trabalho de DC. • Processo ininterrupto = atividade rotineira. encontra-se a comunidade de usuários. • Etapas em pé de igualdade.Modelo de Evans • Caráter cíclico do DC. • Ao redor desses componentes. • Cobre o processo inteiramente. .

Administração fiscal. 3.Contato com usuário.Seleção de materiais.Manutenção de coleções.Planejamento e elaboração de políticas. 8.Avaliação do programa.Cogswell 1. 6. 2. 5. . 4.Análise de coleções.Compartilhamento de recursos. 7.

No Brasil • “Estão as coleções sendo realmente desenvolvidas com critérios neste país? Estão elas seguindo qualquer tipo de parâmetro para seu desenvolvimento?” .

. • Inchaço das coleções . • Falta seriedade. • Caso pior: bibliotecas públicas. • Diferenças em biblioteca universitárias e especializadas (exigência da clientela).No Brasil • Efetivo esforço.“reflexo de um crescimento ocorrido de maneira aleatória”.

.No Brasil • 1982 . • Ementa: restrita (enfoque iniciando-se pela seleção e aquisição de materiais).currículo mínimo para os cursos de graduação em Biblioteconomia da matéria: Formação e Desenvolvimento de Coleções. • Grande avanço no tratamento do assunto.

A inexistência de trabalhos introdutórios sobre o assunto que possibilitem atingir o público estudantil e bibliotecários recém-formados. . de modo a modificar a visão existente.No Brasil • A área ainda não se encontra suficientemente sedimentada no país. é quase total. a exceção de um único texto. atualmente adotado em muitas escolas de biblioteconomia do país.

php/ciinf/article/view/1208/849>. . Ciência da Informação. W.ibict. 1.Referência VERGUEIRO.br/index. 2010. 1993. n. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o planejamento de recursos informacionais. 22. Acesso em: 29 jul. Disponível em: <http://revista. v.