geometria

e medidas

Guia do professor

Experimento
Curvas de nível
Objetivos da unidade
1. Desenvolver experimentalmente a ideia de projeção ortogonal;
2. Aprimorar a capacidade de visualização e associação de figuras
tridimensionais a uma representação plana;
3. Aplicar o conhecimento geométrico a situações de caráter prático
por meio da construção de curvas de nível.

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Ciência e Tecnologia

Ministério
da Educação

Desenvolver experimentalmente a ideia de projeção ortogonal. Duração Uma aula dupla. O caminho contrário também pode ser feito: a partir de um conjunto de curvas.Guia do professor Curvas de nível Sinopse Este experimento propõe o estudo das curvas de nível e suas aplicações. Projeções Ortogonais. 2. „„ „„ Conteúdos Geometria Plana. Paralelismo entre Planos. Aprimorar a capacidade de visualização e associação de figuras tridi­ mensionais a uma representação plana. . usando massa de modelar. A partir da construção de um relevo. podemos obter o formato do acidente geográfico. Aplicar o conhecimento geométrico a situações de caráter prático por meio da construção de curvas de nível. Objetivos 1. Geometria Espacial. 3. é possível desenhar suas curvas de nível e seu perfil topográfico.

permitindo verificar as elevações ou depressões existentes. 9khlWiZ[d‡l[b  . O seu estudo pode esclarecer as características dos acidentes do relevo de um terreno. tais como: em agronomia.?djheZk‚€e Uma curva de nível é o lugar geométrico dos pontos de uma superfície que estão à mesma altitude. proporcionando uma importante experiência de aplicação do conhecimento geométrico à situações de caráter prático. Cej_lW‚€e O experimento possibilita a compreensão de aplicações muito diversificadas. para produzir um mapa da curvatura da superfície do olho. e mesmo na medicina. interpretar e construir mapas topográficos a partir da composição e decomposição de relevos. ciência cujos especialistas em córnea usam um smt. na escolha de lugares para se colocar antenas ou torres de transmissão. na leitura adequada de mapas topográficos para definir estratégias de defesa ou ataque. Neste experimento é proposta uma atividade que permite aos alunos conhecer. ou Sistema de Modelagem Topográfica. para proteger terrenos contra erosão.

E[nf[h_c[dje Comentários iniciais Este experimento possibilita um trabalho em grupo de tal maneira que os alunos construam relevos. é criada uma representação plana do espaço tridimensional. ou seja. fig. 1 =k_WZefhe\[iieh ( % . Por exemplo. . .jWfW' Tipos de relevos Descrição dos relevos Os mapas topográficos permitem localizar as regiões montanhosas e de planícies. as menores altitudes são verdes e as maiores são coloridas em marrom ou vermelho. Isto possibilitará obter cortes no relevo criado para depois desenhar as curvas de nível correspondentes e ainda obter o perfil topográfico do relevo. Segue um exemplo de um mapa que utiliza uma gradação de cores para distinguir as diferentes alturas das elevações. com a utilização de massa de modelar.

2 Sólido convexo fig. No quadro abaixo encontra-se uma definição de sólido convexo e não convexo. selas ou espigões. o segmento de reta que une esses pontos está na sua superfície ou no seu interior. o sólido é não convexo. Exemplos: fig. para quaisquer dois pontos da sua superfície. é necessário o traçado de curvas de nível. entretanto. tais como vales. No experimento é citado o termo “formas topográficas convexas”. Para isso. 3 Sólido não convexo 9khlWiZ[d‡l[b  . não permitem reconhecer os detalhes de formas do terreno.Os mapas topográficos. Definição Um sólido é convexo se. Caso tal não se verifique.

5 Observe na figura 10 do experimento os pontos das curvas de nível obtidos.  ’. =k_WZefhe\[iieh ) % . conduzida pelo ponto ..jWfW( Curvas de nível Associado à construção das curvas de nível. podemos destacar o conceito de projeção ortogonal. A projeção ortogonal. 4 A projeção ortogonal de uma figura geométrica  (qualquer conjunto de pontos) sobre um plano  é o conjunto das projeções ortogonais de todos os pontos de  sobre . P P’ α fig. F F’ α fig. Esses pontos correspondem a projeções ortogonais sobre um plano  dos pontos que estão nos contornos correspondentes à intersecção do terreno com planos paralelos ao plano . . de um ponto  sobre um plano  é a intersecção do plano com a reta perpendicular ao plano .

7 9khlWiZ[d‡l[b  . Certos aspectos das superfícies devem ser destacados. por exemplo: um pico montanhoso é rodeado de linhas de nível como a figura abaixo: x 585 x 563 fig. mais inclinado será o terreno. 6 Observação  Quanto mais próximo estiverem as curvas umas das outras.456 440 432 20m 420 equidistância 20m vertical 416 400 400 420 440 456 416 432 fig. quanto mais espaçadas. menos inclinado ele o será.

9 300 600 800 800 500 700  500 fig. 8 uma passagem por uma cordilheira pode ter contornos como a figura abaixo: x 563 fig.300 300 400 400 500 500 fig. . 10 300 =k_WZefhe\[iieh * % .

11 0 20 0 10 0 10 0 20 fig. um longo vale apresenta curvas de nível aproximadamente paralelas. 12 9khlWiZ[d‡l[b  . conforme a figura abaixo: fig.

Curiosidade Uma situação em que ocorre o cruzamento de curvas de nível pode ser ilustrada pela figura abaixo. 14 =k_WZefhe\[iieh + % . a representação das curvas de nível para uma formação desse tipo: fig. 13 fig. e. no Piauí. abaixo. A foto mostra uma formação rochosa existente no parque Nacional das Sete Cidades. .

permitindo ao aluno manipular.         vista oblíqua Uma pendente escarpada até o cume e mais suave até a base é uma pendente côncava vista de perfil       fig. 15 9khlWiZ[d‡l[b  . Ao analisar um perfil topográfico.. podemos identificar as formas côncavas ou convexas de um terreno.jWfW) Reconstrução e comparação de relevos Nesta etapa os alunos deverão construir um relevo a partir das curvas de nível. . num processo inverso ao da etapa 2. Essas formas são ilustradas nas figuras a seguir: vista de carta Note que as curvas de nível estão mais juntas na parte abrupta do declive e mais separadas na parte suave. é possível escolher uma linha horizontal na carta topográfica e representar os aclives e declives ao percorrer essa linha. explorar e analisar as relações entre as representações plana e espacial de um relevo.jWfW* Perfil topográfico A partir do traçado obtido das curvas de nível. A linha obtida por esse gráfico é o perfil topográfico do percurso.

vista de carta As curvas de nível estão mais separadas na parte suave. x  135  20 40  60    120  100  80 vista oblíqua Uma pendente suave até a base é uma pendente convexa fig. obtemos informações importantes relativas à visibilidade de um ponto em relação a outro. 16 vista de perfil VISTA DE PERFIL Observação A partir da identificação das formas côncavas ou convexas de um perfil topográfico. % . . =k_WZefhe\[iieh . televisão ou telefonia celular. mais juntas na parte mais inclinada do declive. Essas informações são úteis. em projetos de transmissão de sinais de rádio. por exemplo.

<[Y^Wc[dje Este experimento se encerra com um problema de aplicação. fig. 17 9khlWiZ[d‡l[b  . A figura abaixo apresenta a solução. pois a elevação situada entre a casa e a torre impede a chegada do sinal. no qual é necessário representar o perfil de uma linha  de um terreno para responder à seguinte pergunta: a casa situada em  receberá sinal de TV de uma torre situada em ? O problema deve ser resolvido conforme os passos descritos na etapa 4. mostrando que a casa não receberá o sinal de TV.

LWh_W‚[i Caso haja disponibilidade de cartas topográficas da região. William et al. Déborah.. São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda. Andrew. Hughes-Hallett. =k_WZefhe\[iieh - % . . fig. para a construção dos relevos e suas curvas de nível. como eva. 18 8_Xb_e]hWÅW Gleason. Também podem ser utilizados outros tipos de materiais. Cálculo de Várias Variáveis. Mccallum. adapte o problema para locais conhecidos dos seus alunos. 1997.

Vice-Diretor Edmundo Capelas de Oliveira licença  Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Secretaria de Educação a Distância Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Educação .Ficha técnica Autores Miriam Sampieri Santinho. Estatística e Computação Científica (imecc – unicamp) Diretor Jayme Vaz Jr. Rosa Maria Machado e Wilson Roberto Rodrigues Revisores Matemática Antônio Carlos Patrocínio Língua Portuguesa Carolina Bonturi Pedagogia Ângela Soligo Projeto gráfico e ilustrações técnicas Preface Design Ilustrador Lucas Ogasawara de Oliveira Fotógrafo Augusto Fidalgo Yamamoto Universidade Estadual de Campinas Reitor Fernando Ferreira Costa Vice-Reitor Edgar Salvadori de Decca Pró-Reitor de Pós-Graduação Euclides de Mesquita Neto Matemática Multimídia Coordenador Geral Samuel Rocha de Oliveira Coordenador de Experimentos Leonardo Barichello Instituto de Matemática.