Luiz Carlos Hernandes Ricardo

Modelamento do Fenômeno de Abertura e
Fechamento de Trincas em Fadiga Pelo Método
dos Elementos Finitos

Texto apresentado à Escola
Politécnica da Universidade de São
Paulo para obtenção do Titulo de
Doutor em Engenharia junto ao
Departamento de Estruturas

São Paulo
2003

Luiz Carlos Hernandes Ricardo

Modelamento do Fenômeno de Abertura e
Fechamento de Trincas em Fadiga Pelo Método
dos Elementos Finitos
Área de Concentração:
Engenharia de Estruturas
Tese apresentada à Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo para obtenção do
Titulo de Doutor em Engenharia junto ao
Departamento de Estruturas
Orientador :
Prof.Titular
Paulo de Mattos Pimenta

São Paulo
2003

FICHA CATALOGRÁFICA
Ricardo, Luiz Carlos Hernandes
Modelamento do Fenômeno de Fechamento de Trincas por Fadiga
Através do Método dos Elementos Finitos, São Paulo, 2003. 127
pp.
Tese ( Doutorado ) - Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo. Departamento de Engenharia de Estruturas.
1. Fadiga 2. Propagação de trinca 3. Abertura e fechamento de
trincas 4. Método dos elementos finitos. I. Universidade de São
Paulo. I Escola Politécnica. Departamento de Engenharia de
Estruturas. II. t.

com o apoio de vocês a palavra ausência se transforma em amor. etc. pais. é importante realmente registrar o reconhecimento desta MULHER que de sexo frágil não tem nada. Eu não serei diferente em dedicar esse trabalho a minha esposa Márcia e meu filho Luiz Felipe. é necessário escrever algumas palavras a mais do que somente “dedico”.Normalmente em dedicatória é lembrado o nome de entes queridos como esposa. Dedico também a todas as esposas e pais que tem entes queridos passando por uma experiência de mestrado e doutorado que continuem incentivando pois. além de não ter papel suficiente na natureza para conter as palavras de carinho e atenção que os dois me deram neste período. A Márcia passou os últimos 11 anos ouvindo a palavra“pós-graduação” o que para mim foi motivo de sacrifício e dedicação para ela foi símbolo de ausência. filhos. . A Luiz Felipe agradecer a compreensão por não brincar com ele enquanto estava estudando e não ter fornecido a atenção que ele desejava. Agradecer por seu sorriso e seu carinho que me deram forças nos momentos difíceis deste trabalho. embora a palavra “dedico” pode ter por traz um sentimento de amor e carinho muito maior do que o melhor dos poetas consegue expressar. e o apoio durante todos os bons e maus momentos passados por mim na minha carreira foram de uma importância imensurável.

pela ajuda e apoio no desenvolvimento dos modelos de fechamento de trincas além das discussões sobre propagação de trinca. Dr. Paulo de Mattos Pimenta pela amizade e diretrizes seguras na condução desse trabalho. Aos Professores. Jim Newman da Universidade Estadual do Mississipi. Ao amigo Prof. Arnaldo Homobono Paes de Andrade pela colaboração no programa de doutorado e de servir de ligação entre os métodos numéricos e experimentais. . Ao Prof. Ao amigo Dr. Canadá. pela amizade e ajuda sempre que solicitado. Ao Prof. Cláudio Ruggieri e Isa Muller Spinelli pela amizade e ajuda na revisão do texto do trabalho. principalmente com sua experiência na área experimental. Tim Topper da Universidade de Waterloo. Dr. Luis Filipe C. Dr. pelo envio do Fastran. Pedroso de Lima. Dra Sueli Vilela pelo apoio financeiro para participação em congressos e visitas as universidades da Europa. A Pró-Reitoria da Pós-Graduação na pessoa da Prof. Estados Unidos. Dirceu Spinelli pela colaboração e amizade na condução do trabalho. Estados Unidos. Wolf Weber do Instituto de Pesquisa Langley. Dr. Ao Prof. Ao orientador Prof. Leonardo Goldefroid pela colaboração na condução do ensaio de propagação de trinca na Universidade de Federal de Ouro Preto. Arnaldo de Freitas Camarão pelas discussões de modelamento dos corpos de prova no programa Ansys e pelas incansáveis e sempre produtivas discussões sobre engenharia e ciência que fizeram esse trabalho ficar mais motivante. Ao Dr. NASA. Dr.AGRADECIMENTOS A Deus por ter me dada saúde e força de vontade para concluir esse trabalho. Dr. Estados Unidos e Brasil. Dr. A Smarttech do Brasil pelo apoio e suporte com o programa Ansys. Ao Prof.

Modelamento do Fenômeno de Abertura e Fechamento de Trincas em Fadiga Pelo Método dos Elementos Finitos RESUMO O trabalho apresenta uma metodologia para a simulação de abertura e fechamento de trinca. Este programa é utilizado para determinar os fatores de intensidade de tensão de abertura e fechamento de trinca. Os corpos de prova SE-(B). principal código numérico utilizado para simular abertura e fechamento de trinca por plasticidade induzida. por exemplo. pode ser aplicada em outras áreas como. SE-(T) e M-(T) da liga de alumínio Al 2024-T351 foram submetidos a carregamentos de amplitude constante. . uma vez que o consumidor está cada vez mais exigente e o desenvolvimento de novos critérios de projeto se faz necessário. durante o processo de propagação. com razão de carga R = 0. com razões de carga R = 0 e R = 0.5. através de uma normalização dos fatores de intensidade de tensão máxima e de abertura da trinca. objetivando validar o fator de intensidade de fechamento de trinca obtido através da análise numérica. utilizada no trabalho para a propagação da trinca. já aplicada na industria aeronáutica.1 foram comparados com resultados de ensaio.A Magneti Marelli pelo apoio e incentivo a pós-graduação A Bibliotecária Clélia de Lourdes Lara Meguerditchian pela amizade e ajuda na pesquisa de trabalhos ao longo de 11 anos de pós-graduação A todos que diretamente ou indiretamente tiveram alguma participação nesse trabalho o meu muito obrigado. Um corpo de prova do tipo C-(T) (corpo de prova compacto submetido a tração) de aço bifásico também foi avaliado. Os resultados numéricos com o corpo de prova C-(T) submetido a carregamento de amplitude constante. A metodologia de simulação de propagação de trincas. Os resultados das análises são comparados com resultados do código FASTRAN. SE-(T)(corpo de prova com trinca lateral submetido a tração). M-(T) (corpo de prova com trinca central submetido a tração) de uma liga de alumínio Al 2024-T351 e um aço bifásico ( ferrita + martensita). É apresentado o modelo de Newman que serve de embasamento para o desenvolvimento da metodologia de liberação de nós na carga mínima. na indústria automotiva. São avaliados quatro tipos de corpos de prova SE-(B) (corpo de prova de três pontos de apoio submetido a flexão). utilizando um programa comercial de elementos finitos. Essa comparação é feita através de normalização numérica e experimental do fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca com o fator de intensidade de tensão máxima.

principal numerical code used to simulate crack opening and closing plasticity induced by. during the crack propagation process. The numerical results from a C-(T) specimen. normalizing the opening stress intensity factor. The Newman model is used as a baseline to develop the methodology. were evaluated under constant amplitude loading with load ratios R = 0 and R = 0. Crack closure simulations are currently used in the aircraft industry. . The aluminum alloy specimens.5. SE-(B) and M-(T). under constant amplitude loading and a load ratio R = 0. The nodes are released at the minimum load. A compact tension specimen C-(T) of a dual phase steel was evaluated. SE -(T). were compared with results from a test performed in the laboratory. Four kinds of specimens SE-(T) ( Single Edge Tension). SE-(B) ( Single Edge Bending). They are now being incorporated in same automotive and other ground vehicle fatigue analysis procedures. M-(T) ( Middle Tension) of the an aluminum alloy Al– 2024-T351 and a dual phase steel (ferrite + martensite) were evaluated. The results of these analyses are compared with the results of FASTRAN. using a commercial finite element code. This code is used to determine the crack opening and closure stress intensity factors.Modeling Fatigue Crack Opening and Closing Phenomenon by Finite Element Method ABSTRACT The work introduces a methodology to simulate fatigue crack opening and closing during crack propagation. The numerical and experimental closure stress intensity factors are normalized with the maximum stress intensity factor.1.

........ 79 7.....................0 Descrição do Ensaio de Propagação de Trincas ........ 74 6.................................................. 15 3...…............................................…. 40 4................ 52 4................................4 Procedimentos Computacionais .......................……..................0 Simulação Numérica do Mecanismo de Abertura e Fechamento de Trincas..........1 Introdução..... 98 ..............................................0 Discussão dos Resultados . 1 2................……..........……........ 62 5............0 Resultados ..... .......…….....................0 Revisão Bibliográfica............2 Corpos de Prova Analisados.......................................................................................................SUMÁRIO Página 1...…….2 Modelos Numéricos……………………………………………................3 Modelos de Elementos Finitos.… 93 8....................................... 40 3.........0 Conclusões ................1 Conceitos Básicos de Mecânica de Fratura............... 53 4......................................................................................................................0 Conceitos Básicos................ 55 4............. 4 2..................…….…….1 Propagação de Trincas…………………………………………................………...0 Introdução.............................................................................................……..........….................. 4 2........……...... 52 4.........

.....9 Diferentes Tipos de Malha Utilizadas . 18 2...............................8 Modelo de Elementos Finitos de Painel com Trinca Central.......................... 123 9.....................10 Simulação de Propagação de Trinca por Liberação do Nó na Carga Máxima ........... 20 2............ 124 Listas de Figuras Página 2........................ 11 2.....6 Fator de Intensidade de Tensão K em Função da Abertura da Trinca Durante Ciclo Completo de Fadiga .....…… 104 Anexo C : Exemplo de Cálculo do Fator de Intensidade de Tensão pelo Programa Ansys.................................... M(T)...........................12 Corpo de Prova com Trinca Central.............................................…………………………....................1 Sistemas de Coordenadas de Tensões na Ponta da Trinca…....................2 Modelo de Faixa de Escoamento com Tensão Compressiva na Ponta da Trinca.....Anexo A : Revisão da Análise Não-Linear .................................................................................. 12 2..... 14 2.…….............. 19 2......................……...... 17 2.............................…........................................ 100 Anexo B : Resultado Ensaio de Propagação da Trinca ............11 Representação de Molas no Contorno da Face da Trinca….............................................…... 6 2..........................3 Desenvolvimento de Zonas Plásticas em uma Trinca ....... 21 2...........5 Curva de Medição de Elber obtida por Extensomêtros ..................0 Referências............................................ 21 ....13 Modelo de Fechamento de Trinca Induzida Por Plasticidade ...... 18 2.. 9 2.......................4 Instrumentação do Ensaio do Fechamento de Trinca..... 11 2..........................7 Painel com Trinca Central …..

......................15 Parâmetros na Ponta da Trinca Durante Carregamento Cíclico..... 30 2..........20 Modelo de Propagação de Trinca..................................................4 Corpo de Prova C(T)....14 Mecanismos de Fechamento de Trincas.......................3 Definições de Fatores de Intensidade de Tensões .................................................... 47 3..2 Corpo de Prova SE(T) ... 53 4..16 Normalização da Tensão de Abertura de Trinca em Diferentes Formas de Propagação ................................................... 59 ................1 Modos de Fratura ....................... 59 4.........7 Curva de Propagação de Trinca Aço AISI 4340 ................................….........................3 Corpo de Prova M(T)....................... 35 2.... 46 3...................∆K ...... 38 3........ 45 3.... 2.......................................6 Método de Diferenciação da Secante.......5 Curva Típica de Propagação de Trinca............. 53 4................................ 54 4..................4 Curva de Crescimento de Trinca................................................................2 Representação de Zonas Plásticas .........6 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova SE(B)....5 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova SE(B)......................................................21 Modelos de Elementos Finitos M(T) e C(T) .........19 33 Corpo de Prova Modelado pela Metade por Elementos Finitos ...................................................................................17 Corpos de Prova Modelados pelo Código Fastran ................ 43 3..... 53 4...... 40 3...................................2..................... 44 3.............. 27 2.. 23 2.............................................8 Etapas para Obtenção de Curvas da/dN ............. 48 3.................... 50 4............................................................ 29 2........ 32 2..................................................................................18 Posicionamento dos Extensomêtros ..............1 Corpo de Prova SE(B) .....................

................. 78 ..1 Posicionamento do Corpo de Prova na Maquina MTS...........................4...................... 71 4..............10 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova M(T)..........17 Procedimento de Carregamento e Descarregamento dos Modelos Numéricos.................................................................. 74 5.............13 Simulação de Propagação de Trinca por Liberação de Nós na Carga Mínima ......................................................... 68 4.................................................................................................. 67 4......................14 Simulação de Propagação de Trinca por Liberação de Nós na Carga Máxima............... 68 4................... 61 4..... 66 4........11 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova C(T)...... 75 5..............19 Sistemas de Coordenadas Local ....... 60 4................................12 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova C(T)...............7 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova SE(T)..........20 Especificação do Caminho de Propagação da Trinca........... 61 4.................. 60 4..................................... 69 4.................5...............................3 Requisitos Normalizados de Tamanho para Corpos de Prova de Fadiga................................................................... 61 4....2 Esquema dos Corpos de Prova Utilizados nos Ensaios de Fadiga..................................................8 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova SE(T)... R = 0..........16 Procedimento de Carregamento e Descarregamento dos Modelos Numéricos........................... 77 5....... 66 4........................ 75 5.......5 Determinação de Pcl .........9 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova M(T).................................................15 Representação de Sobrecarga Aplicada aos Corpos de Prova...........4 Ajustes Linear/Quadrático na Curva Pxδ ......................... R = 0...................18 Curva de Material Bi-Linear ....... 72 5. 60 4.........

........................................................... 81 6............ 85 6........1 Características dos Corpos de Prova...5...........12 Pós-Processamento Corpo de Prova M(T)2........... 89 6.........................7 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(B)1 .......... 84 6............ 48 4......... Corpo de Prova SE(B)....... 86 6................................................. Corpo de Prova SE(T)..... 86 6...17 Correlação de Curvas de Propagação de Trincas Corpo de Prova C(T)...16 Curva de Propagação de Trinca Por Fadiga Experimenatl Paro o Aço Bifásico............... 84 6........................................... R = 0.............. Corpo de Prova SE(T).........11 Pós-Processamento Corpo de Prova M(T)1........ Corpo de Prova SE(B)...........10 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(T)2. Corpo de Prova M(T)................. Corpo de Prova M(T).......................................... R = 0.......... R = 0............18 Extração de Valores para Cálculo das Constantes C e m.............................6 Normalização das Tensões................. 87 6..........5 Normalização das Tensões......... 56 .1 Exemplos de Valores de Constantes C e m.............. 85 6. R = 0...................... 85 6......... 92 Listas de Tabelas 3.4 Normalização das Tensões... 83 6.................5... R = 0......1 Normalização das Tensões............ 86 6.................................... 80 6.......... R = 0...3 Normalização das Tensões.................................................14 Pós-Processamento Corpo de Prova C(T)2...... 79 6...5.................................... 83 6.....9 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(T)1 ..............19 Normalização de Kcl e Kmax ..........6....... 82 6........... 81 6....15 Comparação de Resultados com Sobrecargas..8 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(B)2.. 80 6............2 Normalização das Tensões.....13 Pós-Processamento Corpo de Prova C(T)1...........................................

.................. 87 6....... 90 Lista de Abreviaturas SEM(T) Corpo de Prova com Entalhe Submetido à Tração SE(B) Corpo de Prova para Flexão em Três Pontos SE(T) Corpo de Prova com Trinca Lateral sob Tração M(T) Corpo de Prova com Trinca Central sob Tração C-(T) Corpo de Prova Compacto de Tração ASTM American Standard Testing Materials MFLE Mecânica de Fratura Linear Elástica MFEP Mecânica de Fratura Elasto-Plástica AISI American Iron and Steel Institute PLANE 2D Elemento Triangular para o Estado Plano de Tensão do Programa Ansys Link10 Elemento do Tipo Mola do Programa Ansys DP – Cr Aço bifásico MTS Materials Testing Systems ..........2 Tamanho da Zona Plástica e Tamanho do Menor Elemento Finito. 90 6.......4........................3 Procedimento Para Calibração de Curva Numérica e Experimental . 64 4.....2 Constantes C e m Numéricas e Experimentais........5..............4 Carregamento no Corpo de Prova SE(T)..... Kmax = 8 MPa m .. R = 0..................3 Carregamento no Corpo de Prova SE(T).................... R = 0.... 57 4............... R = 0... 65 5............. 76 6......1 Liberação na Carga Máxima e Mínima..............1 Propriedades do Material.........

Lista de Símbolos Variável ∆Kth σxx. Kmax e mínimo Kmin . MPa m Constante do material obtido em ensaio de propagação de trinca mm ciclo C mm (MPa m ) m m Constante do material obtido em ensaio de propagação de trinca --------- KI Fator de intensidade de tensão para modo I de fratura.σyy τxy σ w da dN Descrição/Significado Fator limite de intensidade de tensão unidade MPa m Tensões normais e de cisalhamento nas direções x e y MPa Tensão remota aplicada normal a trinca MPa Tamanho da zona plástica mm Taxa de propagação de trinca tendo como relação de unidade de comprimento de trinca a por ciclo N mm/ciclo a Comprimento da trinca K Fator de intensidade de tensão MPa m B Espessura do corpo de prova mm rp Raio da zona plástica na frente da trinca mm σys Tensão de escoamento do material MPa ∆K Variação do fator de intensidade de tensão máximo. MPa m K’I Fator de intensidade de tensão para modo I de fratura positivo MPa m K’II Fator de intensidade de tensão para modo I de fratura negativo MPa m δ0 Deslocamento residual de abertura da trinca Kop Fator de intensidade de tensão de abertura da trinca MPa m Kcl Fator de intensidade de tensão de fechamento da trinca MPa m mm ∆σeff Variação da tensão efetiva MPa σmax Tensão máxima aplicada na estrutura MPa .

σop ∆Keff Tensão de abertura de trinca Variação efetiva do fator de intensidade de tensão Kmax e Kmin Ksx. k sy Rigidez de mola Smax. tensão e fator de intensidade de tensão mínimo e -------------σ P K máximo R = min = min = min σ max Pmax K max - E Modulo de elasticidade do material MPa H’ Modulo elasto-plástico MPa ∆P variação de aplicação de carga Pmáx e Pmin aplicada no corpo de prova Smin ∆P→ 1-3 variação de carga aplicada de ∆P1 até ∆P6 ∆S→ 1-3 variação de tensão remota aplicada de ∆S1 até ∆S3 N N MPa W largura do corpo de prova a W relação entre a largura do corpo de prova e o comprimento de trinca inicial ------------- polinômio característico de cada tipo de corpo de prova -------------  a f  W  a Comprimento da trinca mm mm . média entre tensão de escoamento e a tensão de ruptura. MPa R Razão de carga. MPa MPa m N/mm Tensão máxima e mínima aplicada na estrutura MPa σr Tensão de ruptura MPa Sop Tensão de abertura da trinca MPa σ0 Tensão efetiva.

... número ∆N exp esse obtido através de processo iterativo e sendo esta constante adimensional................ .. mm ∆a min ∆N exp Variação do menor elemento utilizado para propagação da trinca e a variação do número de ciclos experimentais associado com o comprimento da trinca mm/ciclo ∆a c ∆N c Razão entre a taxa de propagação de trinca numérica e mm/ciclo experimental calibrada obtida multiplicando ∆a min por 150..............∆a incremento de propagação numérico (tamanho do menor elemento) mm N Numero do ciclo utilizado mo modelo numérico para simular a propagação da trinca ............. ∆Nexp ∆amin Tamanho do menor elemento utilizado para propagação da trinca .. Nexp Numero de ciclos experimental associado com o comprimento da trinca Variação do numero de ciclos experimental associado com o comprimento da trinca ......

por exemplo. . evitando assim margens de segurança na concepção do projeto do componente ou estrutura. Um exemplo de aplicação dos conceitos abertura de trinca de Elber e a metodologia de calcular a abertura de trinca induzida por plasticidade de Newman. Esta metodologia poderá ajudar engenheiros e pesquisadores a simular o referido mecanismo sem a utilização de códigos específicos como. além da utilização de conceitos de mecânica de fratura linear elástica e elasto-plástica.0 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma metodologia para modelar o mecanismo de abertura e fechamento de trincas de fadiga pelo método dos elementos finitos. foi dado por Taylor et al. Hoje em dia. do componente. ∆Kth . (1997) que fizeram uma simulação de propagação de trinca em um eixo girabrequim de automóvel estimando a variação do fator limite de intensidade de tensão. Desta forma as aplicações com o FASTRAN ficam restritas a poucas empresas aeroespaciais e universidades. permitindo assim que os critérios de projetos considerando fadiga sejam otimizados e realistas.1 1. O método dos elementos finitos será a base da metodologia. O mecanismo de fechamento de trinca em ferro fundido nodular com aplicação na industria automotiva é observado por Dahlberg & Stenfors (2002) abordando o controle de defeitos. Um projeto financiado pela Ford dos Estados Unidos. o FASTRAN. Newman (1992). o modelo de elementos finitos desenvolvido por Newman (1974) e posteriormente o código FASTRAN não são muito utilizados na indústria em geral. mostra que a modelagem de abertura de trincas é necessário para analisar o progresso de pequenas trincas que crescem em entalhes. pois o mesmo é propriedade da NASA (Agência Nacional de Administração Espacial dos Estados Unidos) limitando assim uma maior divulgação para a iniciativa provada.

sob carregamento de amplitude constante. através do método dos elementos finitos. que permite simular o mecanismo de abertura e de fechamento de trincas. Este trabalho tem o objetivo de disponibilizar à comunidade uma metodologia. No capítulo 5 é descrito o procedimento do ensaio de propagação de trinca. Na terceira são apresentados os modelos de elementos finitos propostos para execução das analises de propagação de trincas. na segunda são descritos os corpos de prova que serão estudados. o tipo de corpo de prova utilizado e as características e propriedades do material a ser ensaiado. O capítulo 4 é dividido em quatro partes. No capítulo 2 é feita uma revisão bibliográfica abordando. Na quarta etapa é apresentada a estratégia e os procedimentos computacionais utilizados no trabalho. No capítulo 3 são apresentadas as principais definições utilizadas na mecânica de fratura elástica linear. M(T) (corpo de prova com trinca central submetido a tração) e C(T) (corpo de prova compacto de tração) na forma de placa. o estudo de propagação de trinca e o mecanismo de abertura e fechamento de trincas.2 Gualiano & Vergani (2001) verificam a propagação de trinca em dentes de engrenagens utilizando o conceito de mecanismo de fechamento de trinca através do método dos elementos finitos. de forma cronológica. . SE(T) (corpo de prova com trinca lateral submetido a tração). Também foi feito um ensaio em um corpo de prova do tipo C(T) para validação da metodologia apresentada. conceitos básicos de fadiga e o procedimento para a obtenção das constantes C e m do material em uma curva de propagação de trinca. sendo a primeira uma breve introdução. O trabalho foi conduzido em quatro corpos de prova SE(B) (corpo de prova de três pontos de apoio submetido a flexão).

mencionado em Liu. do trabalho de Liu & Wu (1997). No capítulo 8 são apresentadas as conclusões e sugestões para a continuação da pesquisa iniciada no presente trabalho.3 No capítulo 6 são apresentados os resultados numéricos obtidos com o método dos elementos finitos com os corpos de prova *SE(B) (corpo de prova de três pontos de apoio submetido a flexão).0 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA . e de intensidade de tensão de abertura de trinca. pp. Kmax. No capítulo 7 é feita a discussão dos resultados apresentados no capítulo anterior além da discussão da metodologia de simulação de abertura e fechamento de trinca pelo método dos elementos finitos.L. & Wu. através de normalização dos fatores de intensidade de tensão máximo. 5. Vol. Mech. 1997 2. SECP-T e MT. *A nomenclatura dos corpos de prova SE(B).. X. experimental e numérico. O resultado numérico do corpo de prova compacto de tração. nomenclatura original é SECP-B. Será normalizado o valor de intensidade de tensão máximo Kmax e o fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca Kcl entre os dois procedimentos. 293-306. Frac. Eng. *SE(T) (corpo de prova com trinca lateral submetido a tração) e *M(T) (corpo de prova com trinca central submetido a tração) que serão comparados com os resultados do código FASTRAN. J. assim como explanar suas vantagens e limitações. C(T) gerado também pelo programa Ansys (2002) será comparado com o resultado do ensaio de propagação de trinca feito com o mesmo tipo de corpo de prova e mesma situação de carregamento. SE(T) e M(T) está atualizada conforme ASTM 399. Kop.R “ Study of Fatigue Crack Closure Behavior For Various Cracked Geometries”.

Head (1951) cronologicamente apresentou a primeira lei de propagação de trinca empregando um modelo de chapa infinita. σ yy = Re Z + y Im Z ' e τ xy = − y Re Z ' . Re e Im são as partes real e imaginária da função. e as barras em cima de Z representam as derivadas e integrais de primeira e segunda ordem em z.3) As tensões normais e de cisalhamento nas direções x e y podem ser escrita da seguinte maneira. (2. respectivamente.4) Qualquer função analítica Z (z) irá resultar em tensões definidas pelas equações (2. em modo I de abertura. dz dz dz (2. com Z podendo ser escrita na forma.4 Neste capítulo é feita uma revisão bibliográfica.1 Propagação de Trincas Westergaard (1939) foi um dos primeiros a estudar o campo de tensões na ponta da trinca. utilizando uma função complexa Z (z). apresentada de forma cronológica em duas partes. em que foi considerado um material elasto- . em uma faixa limitada de casos de trincas. σ xx = Re Z − y Im Z ' . Z = Z ( z ) = Z ( x + iy ) = Re Z + y Im Z (2.2) As propriedades das derivadas são denotadas como se segue. =− = Im Z ' . 2. onde z = x + iy e i = − 1 . ∂x ∂y ∂x ∂x (2. Z '= dZ dZ dZ .4). a primeira referente às contribuições à propagação de trincas e a segunda é abordada a utilização dos modelos numéricos de fechamento de trinca induzida por plasticidade na mecânica de fratura.1) Onde. ∂ Re Z ∂ Im Z ∂ Im Z ∂ Re Z = = Re Z ' . Z= e Z= .

6) C1σ 2 a da = .5) com w como lei de propagação da trinca.8) O termo taxa como está sendo usado não refere a uma derivada em relação ao tempo e sim como uma mudança da taxa de energia potencial com a área da trinca. Irwin (1957) havia feito considerações entre o tamanho da zona plástica.tamanho da zona plástica.5 perfeitamente plástico com encruamento na ponta da trinca.7). G= dΠ dA (2. O modelo requer muitos cálculos e deduções para a obtenção da lei como segue.6).tensão de escoamento do material e w.é a taxa de propagação da trinca tendo como relação de unidade de comprimento de trinca a por ciclo N.módulo elasto-plástico. C1 .5) tem-se a lei de Head corrigida representada da seguinte maneira em (2. Head (1958) adotou à equação (2.5) Onde. σ – tensão remota aplicada normal a trinca. da/dN . w ≈σ a (2. para caracterizar o campo .7) 2 Irwin (1957) define em seu trabalho uma taxa de liberação de energia G taxa esta que é uma medida da energia disponível para provocar um incremento na trinca. Posteriormente a definição de Irwin passou ser chamado de K. 3 da C1σ 3a 2 = . dN ( C − σ ) w 12 2 (2. porém substituindo-se (2.6) em (2. faixa de tensão remota aplicada e o comprimento da trinca como mostrado em (2. dN (C2 − σ ) (2. C2 .

é possível obter todos as componentes de tensão.1.6 de tensões e deformações na ponta da trinca em corpos isotrópicos e elásticos.9) Onde. deslocamento e deformação na região em torno da ponta da trinca pela equação (2.. σ ij = K ( 2πr ) −1 / 2 f ij ( Θ) + A2 g ij ( Θ) + A3hij (Θ) r 1/ 2 + .θ . através de uma combinação dos trabalhos de Irwin (1957) e Wastergaard (1939). f ij (θ). (2. r . K – fator de intensidade de tensão para o modo I de falha. se K é conhecido.. Ai.9) onde o sistema de coordenadas é definido na Figura 2. O campo de tensões na ponta da trinca tem a seguinte forma. gij (θ) e hij(θ) são dimensões funções de θ.Sistema de Coordenadas e Tensões na Ponta da Trinca σ xx = σ yy = θ θ 3θ  cos 1 − sin sin  2 2 2  2πr K K 2πr cos θ θ 3θ   1 + sin sin  2 2 2  .... Assim.1.são o raio e o ângulo medido entre a ponta e o plano da trinca respectivamente. y σyy σxx τxy r θ x Figura 2.são constantes. para θ = 0 e σyy = σθθ..

para uma variação de carga cíclica. sendo discutida a similaridade entre estas teorias e as diferenças de resultados entre os ensaios isolados e em grupos.12) Onde. ∆K = K max − K min . Paris sugere que. durante um ciclo de fadiga coloca-se a parte linear da curva de propagação de trinca da lei de Paris e Erdogan em escala logaritimica. pode ser proporcional ao comprimento da trinca a. Kmax e Kmin são os fatores de intensidade de tensão máximo e mínimo respectivamente. Foi observado que os resultados da equação (2. Paris (1960) faz uma revisão sobre as teorias de propagação de trinca de Head (1951) entre outras. o campo de tensões na ponta da trinca por um ciclo pode ser caracterizado por uma variação do fator de intensidade de tensão.10) Frost e Dugdale (1958) constataram em seus ensaios que o tamanho da zona plástica aumenta na mesma proporção que o comprimento da trinca.7 τ xy = K θ θ 3θ sin cos cos 2 2 2 2πr τ xz = τ yz = 0 Estado Plano de Tensão 0 σ zz =  ν (σ xx + σ yy ) Estado Plano de Deformação (2. F – é uma função de tensões aplicadas.11) Onde. para um incremento no número de ciclos dN . da = Fa dN (2. (2. colocando os . Head (1958) assumiu em seu trabalho que o tamanho da zona plástica na região da ponta da trinca apresentou um tamanho constante durante a propagação. Também foi observado pela análise dimensional que o aumento do incremento no comprimento de trinca da.7) dependem linearmente do comprimento de trinca a.

8 valores de ∆K em escala logarítmica em no eixo x e os valores de da/dN em escala logarítmica no eixo y. A expressão (2. estado plano de deformação.13) (2. onde w é o comprimento da zona plástica.15) Dugdale (1960) e Barenblatt (1962) assumem que existe uma longa e esbelta região de zona plástica na ponta da trinca de um material não encruado no estado plano de tensão.14) sugerida por Paris e Erdogan é a lei de propagação de trinca mais utilizada em função de sua simplicidade na aplicação. C e m são constantes do material. dN (2. σ ys   (2.  da  log   = m log( ∆K ) + log C  dN  da = C∆K m . que é proporcional à raiz quadrada do fator de intensidade de tensão para o modo I como segue. com uma tensão de fechamento de σys presente na ponta da trinca como mostrado na Figura 2. Irwin (1960) apresenta em seu trabalho equações que podem caracterizar o tamanho da zona plástica na frente da trinca para θ = 0. estado plano de tensão. Uma seção de uma placa infinita foi analisada.2.14) Onde. A zona plástica é modelada assumindo-se uma trinca de comprimento 2a + 2w. obtendo.  2 1 w= π  KI    . 1 w= 3π  KI   σ ys 2   . .

e estando carregada a estrutura tem-se σ yy = σ ys . K "I = −σ ys π ( a + w) + 2σ ys a+w a  sen −1  .2 Modelo de Faixa de Escoamento com Tensão Compressiva na Ponta da Trinca ( Anderson ( 1995 )) Este modelo aproxima o comportamento elasto-plástico por superposição de duas soluções elásticas uma solução através da trinca sob ação de tensão remota e outra através da trinca com tensão de fechamento na ponta. Se σ yy for zero o comprimento x < a + w. sendo rp – o raio da zona plástica na frente da ponta da trinca. .9 Figura 2. π  a + w (2.16) O requisito de tensões de contorno no ponto x = a + w fornece a condição que K’I + K”I = 0. No modelo de Dugdale a zona plástica w é vista como uma faixa de escoamento que se estende a uma distância rp. Se σ yy = σ ys forem aplicadas simultaneamente ao longo da faixa de escoamento a < x < a + w . isso irá fazer com que haja um fator de intensidade de tensão K”I sobre o K’I onde. O modelo “faixa de escoamento” é um modelo clássico de superposição de efeitos. Resolvendo para w tem-se. O comprimento da zona plástica w precisa ser tal que os fatores de intensidade de tensão das tensões remotas anulem as tensões de fechamento e ainda anulem-se entre si. y = 0 e a tensão remota aplicada à estrutura normal à trinca σ irá produzir um fator de intensidade de tensão K ' I = σ π (a + w) em uma placa de largura infinita.

Quando uma trinca por fadiga se propaga.17) Para σ <<< σyy e para w <<< a tem-se.10  πσ  w = sec  −1 . deixa um rastro de material que foi previamente deformado plasticamente nas faces da trinca. . A Figura 2. Elber constata também a dependência da taxa de crescimento da trinca sob efeito de carregamentos anteriores. Elber (1970 e 1971) sugere que a taxa de propagação de trinca não seja somente influenciada pelas condições na ponta da trinca. mas também pela natureza da face da trinca. comprimento da trinca e do estado de tensão. Tais condições acompanham o rastro da trinca como resultados dos fatores do histórico de carregamento. portanto ∆K > 0.3 mostra o desenvolvimento de um rastro plástico em três diferentes comprimentos de trinca que se propagam sob uma tensão de amplitude constante de tração. Este fato ocorre devido à deformação plástica permanente deixada no rastro de uma trinca de fadiga.  2σ  a ys   (2. resultante do contato destas faces. σ  ys  π w= 8 (2.18) Elber (1968) em seu trabalho de doutorado já havia constatado que carregamentos compressivos em corpos de prova com trincas provocavam o fechamento das trincas. 2  KI    .

3 Desenvolvimento de Zonas Plásticas em uma Trinca ( Suresh ( 1998)) Elber (1970). . colocou extensômetros acima e abaixo do plano da trinca.11 Figura 2.4 Instrumentação do Ensaio de Fechamento de Trinca ( Elber ( 1970 )) Os experimentos de Elber (1970) foram baseados em dois princípios. Figura 2.4. ficando a 2 mm atrás da ponta da trinca ao longo da lateral das superfícies de um corpo de prova de alumínio conforme ilustrado na Figura 2.

12 1) A força interna atua em uma seção da estrutura e pode ser obtida cortando-se a seção em CC. na Figura 2. σmax é a máxima tensão remota aplicada no corpo de prova e σop é a tensão de abertura da trinca obtida experimentalmente.5a tem-se a ilustração extensomêtros colocados na ponta da trinca de um corpo de prova. sendo δ 0 – o deslocamento residual ocorrido no ensaio.5. é possível observar uma inclinação constante igual à rigidez medida entre as regiões A e B. 2) Uma trinca de um componente está fechada quando sua rigidez for a mesma que a de um componente sem trinca.5b tem-se uma curva σ . O esquema de relação entre tensão e deslocamento medidos por extensômetros é representado na Figura 2.tensão remota aplicada por δ deslocamento.δ. a força do sistema necessária para reverter o deslocamento do sistema produzido pelo corte pode ser medida. na curva σ .5 Curva de Medida de Elber obtida por Extensomêtros ( Suresh ( 1998)) Onde.4. Assim. Figura 2. na Figura 2. No trecho A e B. como mostrado na Figura 2. Figura 2.5. que exibe uma inclinação constante .

a curva tensão versus deslocamento exibe uma variação linear. Isto implica que a trinca está totalmente aberta até atingir a tensão nominal quando é reduzida de σmax para σop. Como o descarregamento continua do ponto B até o ponto C. A Figura 2.6 ilustra uma curva típica de muitas ligas nas quais ocorre a variação do fator de intensidade de tensão durante o carregamento e descarregamento do ciclo de fadiga. com a inclinação da linha CD. a derivada segunda da curva tensão . sendo igual à rigidez da placa com entalhe sem trinca de fadiga conforme mostrado no trecho OE. d2σ / dδ 2 torna-se negativa. O fechamento das faces da trinca só é possível devido a um mecanismo que induza uma mudança no trecho BC. determinando assim o ponto da tensão de abertura da trinca como mostrado na Figura 2.5. O resultado indica que a trinca é fechada a um nível de tensão abaixo do ponto C e δ 0 é o deslocamento residual de abertura da trinca em relação ao corte 2 da chapa representada na Figura 2. .deslocamento.13 que é igual a rigidez medida em uma chapa idêntica com entalhe sem a presença de uma trinca de fadiga. No estágio final de descarregamento além do ponto C.4.

a trinca inicia a abertura até ficar totalmente aberta sendo o fator de intensidade de tensão que representa chamado de “fator de intensidade de tensão de abertura de trinca”. durante o descarregamento ocorre uma redução no fator de intensidade de tensão. Na Figura 2. Kop. o primeiro contato entre as duas superfícies é chamado de “fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca”.14 Figura 2.6 Fator de Intensidade de Tensão K em Função da Abertura da Trinca durante Ciclo Completo de Fadiga ( Suresh ( 1998 )) Na Figura 2. Em medições de fechamento de trincas. Durante o descarregamento. não existe somente uma única definição para o fator de intensidade de fechamento de trincas. durante um ciclo completo de fadiga. . a “bolinha vazia”. inicialmente a trinca permanece fechada até o fator de intensidade de tensão (representado pela “bolinha vazia”) ser encontrado. Neste ponto. Kcl.6a é possível observar o fator de intensidade de tensão K como uma função do deslocamento da abertura e fechamento da trinca. as vezes uma média dos fatores de intensidade de tensão de abertura e fechamento é utilizado. Como o corpo de prova com trinca está sob ação de carregamento de tração.6b a variação do fator de intensidade de tensão durante um ciclo completo de fadiga.

. respectivamente e U é a razão entre as faixas de tensão efetivas e o fator de tensão de intensidade de tensão efetivo com as faixas de tensão e o fator de intensidade de tensão aplicados.15 O nível de intensidade de tensão requerido para o primeiro contato entre as duas faces da trinca durante o descarregamento e a intensidade de tensão requerido para a completa separação das superfícies são geralmente diferentes. Elber argumenta que a trinca pode se propagar somente durante a fração do carregamento positivo do ciclo de fadiga.11) é representada pela relação. são os responsáveis pelo crescimento da trinca devido a. (2. U = ∆K eff ∆K .21) 2. obtida da equação de Paris (2. vários trabalhos abordando o método dos elementos finitos e o das diferenças finitas têm sido utilizados para simular a propagação e o fechamento de trincas.19) (2. da = C (∆K eff ) m .2 Modelos Numéricos Desde o início da década de 70. .σop = U∆σ U = ∆σ eff ∆σ . ∆Keff . dN (2. . ∆σeff. ∆σeff = σmax . Esses trabalhos foram feitos no sentido de se tentar obter um entendimento básico dos processos de crescimento e fechamento de trinca. A variação de tensão efetiva.20) Onde. A correspondente caracterização da taxa de crescimento da trinca de Elber. e a correspondente variação do fator limite de intensidade de tensão efetiva. devido as tensões compressivas existentes no rastro da trinca. ∆Keff = Kmax – Kop = U∆K . ∆σ e ∆K são as variações de tensão e do fator de intensidade de tensão aplicado.

16

Willenborg (1971) e Wheeler (1972) apresentaram uma explicação sobre o
crescimento da trinca após uma sobrecarga. Os autores supõem que exista um retardo na
ponta da trinca, ou seja, na zona plástica. A base física desses modelos é falha, pois não é
considerado o aumento da taxa de crescimento da trinca devido a cargas regulares e
sobrecargas.

Kobayashi et al. (1973) e Anderson (1973) usaram pela primeira vez o método dos
elementos finitos para estudar o crescimento de uma trinca sob um incremento de
carregamento unitário. Nestas investigações não foram considerados os efeitos de
fechamento de trinca e de carregamento cíclico. Em paralelo, modelos simples e
complexos do processo de crescimento e propagação de trinca foram desenvolvidos.

A maioria desses modelos foi baseada no fenômeno de fechamento de trinca por
induzida por plasticidade e outros, como o conceito de rugosidade para representar o
fechamento de trinca. Newman (1974), Newman & Armen (1975) e Newman (1976)
usaram também o método dos elementos finitos para a análise de extensão de uma trinca
sob carregamento cíclico que inclui os efeitos de fechamento de trinca. No trabalho foi
demonstrado que o fenômeno de fechamento de trinca pode ser modelado
qualitativamente pelo método dos elementos finitos.

Newman discutiu como o tamanho do elemento, na malha de elementos finitos, pode
influenciar no cálculo das tensões de abertura e fechamento de trinca. A taxa de
crescimento de trinca utilizada foi de 0,08 mm/ciclo, para ser consistente com as
observações experimentais, para alguns níveis de tensão que foram aplicados ao corpo de
prova. A Figura 2.7 ilustra o painel com a trinca central, utilizado na análise.

17

Figura 2.7 Painel com Trinca Central M(T) ( Newman ( 1976 ))
O material do painel é considerado elasto-perfeitamente plástico. As tensões de
abertura e de fechamento da trinca, deslocamentos das superfícies da trinca e as tensões
residuais na ponta da trinca foram determinadas como função do carregamento aplicado.

Na análise elasto-plástica do painel da Figura 2.7 foi utilizado o método dos
elementos finitos. O modelo de elementos finitos de um quarto do painel está mostrado na
Figura 2.8.

18

Figura 2.8 Modelo de Elementos Finitos do Painel ( Newman ( 1976 ))
A Figura 2.9 ilustra três diferentes malhas utilizadas para representar a ponta da
trinca, além do efeito no grau de refinamento dos modelos para a obtenção dos resultados.
A malha é constituída de elementos triangulares com espessura unitária.

Figura 2.9 Diferentes Tipos de Malhas Utilizadas ( Newman ( 1976 ))
A propagação da trinca é feita liberando os nós de A-F, da Figura 2.8 um de cada
vez por ciclo, quando o carregamento atinge a carga máxima como ilustrado na Figura
2.10, é aplicado novamente a mesma carga e antes de ser liberado o outro nó.

A rigidez da mola é k sx ou k sy. foi considerada uma rigidez extremamente alta (107 vezes o módulo de elasticidade do material da placa). deslocamentos negativos trinca fechada. enquanto que para os nós fixos. como mostrado na Figura 2. Uma mola foi usada para restringir os graus de liberdade na direção x e outra para restringir os graus de liberdade na direção y. Se os deslocamentos são positivos a trinca está aberta. Todos os nós do sistema têm dois graus de liberdade. .11. cada uma com dois nós. A Figura 2.19 Os nós ao longo da superfície da trinca são monitorados para determinar se a trinca está aberta ou fechada. Figura 2.10 Simulação de Propagação de Trinca por Liberação do Nó na Carga Máxima Para definir as condições de contorno foram utilizadas duas molas.11 mostra a representação do modelamento das molas.

11 Representação de Molas no Contorno da Face da Trinca ( Newman ( 1976 )) O procedimento apresentado por Newman foi feito para assegurar que os incrementos das tensões e deformações totais nos elementos adjacentes satisfaçam a condição do escoamento e a lei de escoamento Prandtl-Reuss. Na década de 90. Existem ainda. modo I e II de carregamento tornou-se mais intensa. além de vários outros pesquisadores. ou seja. O início dos trabalhos utilizando o modo II de abertura de trinca ocorreu na década de 80. Schijve (1980). (Johnson & Mellor (1986)). trabalhos que cobrem os modos I. que aborda as relações tensão-deformação para um sólido elasto-perfeitamente plástico. Chang & Hudson (1981) demonstraram que tanto o retardo como a aceleração do crescimento da trinca são importantes para a confiabilidade do modelo.II e III. apresentou modelos de fechamento de trinca baseados no conceito de retardo da trinca. .20 Figura 2. a abordagem do problema de carregamento misto.

A área hachurada na Figura 2. Segundo o modelo.13a e 2.13b indica que o material encontra-se no regime plástico. Figura 2. σr . para uma tensão σo . e o limite de resistência. .12 Corpo de Prova com Trinca Central M(T) ( Newman ( 1982 )) A Figura 2. As condições de carregamento nas superfícies da trinca são baseadas no modelo de Newman (1981). com propriedade de material elastoperfeitamente plástico. As regiões (2) e (3) foram modeladas considerando-se elementos barra.21 A Figura 2. considerando o material plasticamente deformado no rastro da trinca. que é a média entre a tensão de escoamento σys . a região (1) foi modelada como um corpo elástico contínuo. o corpo de prova é dividido em três regiões.13 ilustra o modelo de Newman (1982) com tensões máxima e mínima aplicadas.12 mostra um corpo de prova de largura finita com uma trinca central submetido a um carregamento uniforme modelado por Newman (1982). Newman (1982) modificou as hipóteses iniciais de Dugdale (1960).

foi usado para a determinação da tensão de abertura da trinca.13 Modelo de Fechamento de Trinca por Induzida por Plasticidade ( Newman ( 1982 )) Para levar em conta os efeitos do estado de tensão na zona plástica. como uma função de um comprimento de trinca e de um carregamento anterior. Sop .22 Figura 2. O modelo analítico de fechamento de trinca desenvolvido por Newman (1982). um fator α foi usado para passar de uma tensão σo a uma tensão efetiva ασo para os elementos intactos da zona plástica. para o estado plano de tensão α = 1 e para o estado plano de deformação α = 3. ou seja. . Esta tensão efetiva ασo simulada sob condições de estado plano de tensão tem o valor de σo e sob condições de estado plano de deformação 3σ0. O fator α utilizado por Newman (1982) foi desenvolvido por Newman (1976) efetuando uma análise elasto-plástica utilizando o método dos elementos finitos em corpos trincados sob estados planos de tensão e de deformação.

mas posteriormente. O primeiro estudo de fechamento de trinca utilizando modelos 3D foi o trabalho de doutorado de Chermahini (1986) até hoje pouco se avançou nesse campo. microestruturais e de meio ambiente estão embutidos do conceito de fechamento de trinca por induzida por plasticidade. (1981) e Suresh & Ritchie (1982 e 1984) constataram que nas várias formas de fechamento de trinca uma variedade de fatores mecânicos. Newman (1993) isso é devido à complexidade de se trabalhar com fechamento de trinca em três dimensões. A Figura 2. conseqüentemente. Figura 2. Elber (1970 e 1971) imaginava que o fechamento ocorria no rastro da zona plástica cíclica. como proposto por Elber (1968) e.14 Mecanismos de Fechamento de Trinca ( Suresh ( 1998 )) .15 ilustra os principais mecanismos de fechamento de trinca.23 A tensão de abertura da trinca foi usada para calcular a faixa limite do fator de intensidade de tensão. a taxa de crescimento da trinca. além de outras fontes de fechamento aplicadas à materiais não metálicos. Suresh et al. novas fontes de fechamento foram observadas como ( 1 ) corrosão de camadas que se formam nas superfícies da trinca ( fechamento de trinca por indução de oxido ) ( 2 ) fluido viscoso no interior da trinca atuando como cunha entre as faces ( fechamento da trinca por indução de fluido viscoso ). por exemplo.

o deslocamento na ponta da trinca pode ser calculado pela equação (2. Os históricos de carregamentos de amplitude variável muitas vezes são similares a carregamentos de amplitude constante (incluindo o carregamento médio). aplicandose um fator de intensidade de tensão Kmax. = min . varia de -∞ para 1 e pode ser obtido a partir de um deslocamento residual δ R. = min .24 onde . σ max Pmax K max (2. Sehitoglu (1985) mostra uma abordagem matemática sobre o conceito de fechamento de trinca. ( ) 2 K max δ = f x w Eσ 0 (2. como segue. respectivamente.23) e a zona plástica máxima pode ser calculada pela equação (2.23) .22) O nível de fechamento de trinca para determinados valores da razão de tensão R. Sehitoglu (1985).Apresenta-se aqui a definição da expressão de razão de carga R que é a razão entre carga. Em outros casos. tensão ou fator de intensidade de tensão mínima e máxima. os carregamentos de amplitude variável são mais relevantes.24) ambos são obtidos com base no modelo de “faixa de escoamento” utilizando a expressão de origem elástica. O modelo de fechamento de trinca apresentado por Sehitoglu é baseado no modelo de Budianski & Hucthinson (1978). R= σ min P K . a) fechamento de trinca por induzida por plasticidade b) fechamento de trinca por indução de óxido c) fechamento de trinca induzido por rugosidade d) fechamento de trinca por indução de fluido viscoso O significado técnico de fechamento de trinca está relacionado com o crescimento da trinca por fadiga sob históricos de carregamentos.

28) .22).25) A equação (2.deslocamento na ponta da trinca E . 2 ( K max − K ) ∆δ = 2 Eσ 0 f ( x / ∆w) . 2 1 − (1 − η / β )1 2   (2.tensão média entre a tensão de escoamento e ruptura x .modulo de elasticidade Kmax . equação (2.26) é valida somente para escoamento em pequena escala e condições de estado plano de tensão. ∆w 1  K = 1 − w 4  K max    2  η β 1 + (1 − η / β )1 2  12 f (η β ) =  (1 − η / β ) − ln .extensão da trinca w – tamanho da zona plástica A função f(x/w) é representada por η e assim f (η).25 π K  w =  max  8  σ0  2 (2. pode ser obtida de soluções elásticas ou ainda por métodos de funções peso considerando uma tensão uniforme e um tamanho máximo da zona plástica como segue.  η 1 + (1 − η )1 2  12 f (η ) =  (1 − η ) − ln .26). Para o descarregamento o nível do fator de intensidade de tensão na ponta da trinca muda para a expressão (2. δ .24) onde. (2.26) A razão x/∆w será representada por η/β.27) (2. onde β = ∆w/ x assim a expressão pode ser escrita como. 2 1 − (1 − η )1 2   (2.fator de intensidade de tensão máximo σ0 .

∆δ . É de interesse também determinar o fator de intensidade de tensões K quando a trinca fecha. conforme mostrado na Figura 2.26 O deslocamento residual na ponta da trinca δ R associado com o fechamento da trinca ocorre quando. (2. determinada na equação (2. Normalizando a equação (2. K 1 1 − 1 − cl 2  K max 2  δR  − =0 δ0  (2.6.30) e de sua derivada. Os valores críticos de η e β no primeiro contato (representados por ηc e β c) podem ser determinado pelo rearranjo da equação (2. Este procedimento pode ser obtido utilizando a equação (2.29) é satisfeita para valores críticos de η e β.29) com relação à δ 0 obtém-se.29) δ . o primeiro contato das superfícies pode ocorrer em um fator de intensidade de tensão maior do que Kcl / Kmax .31) Entretanto.29) e fazendo η = 0.δ R = 0 A equação (2.30) ou 1 1 K cl = 1 − (2) 2 (1 − δ R δ 0 ) 2 K max (2. . Os termos ηc e β c irão indicar o primeiro contato atrás da ponta da trinca.31).

31) e (2.15 Parâmetros na Ponta da Trinca Durante Carregamento Cíclico ( Sehitoglu ( 1985 ) f (ηc ) − 2 β c f (η c / β c ) − δR δ0 (2. (2.27 Figura 2.32) combinando as equações (2. (1 − η c ) 2 − 2β c (1 − ηc / β c ) 1 1 2 = δR .31) isolada tem-se. (2.31) f ' (η c ) − 2 f ' (ηc / β c ) = 0 .33) . δ0 considerando a equação (2.32) tem-se .

31) ou (2. Figura 2.28 ln 1 + (1 − η c / β c ) 1 2 ln 1 + (1 − ηc ) 1 / 1 − (1 − ηc / β c ) 2 / 1(1 − η c ) 1 1 2 2 =1 2 ou η c = −4β c2 /( 4 β c − 1) .35) Note que o nível de contato na ponta da trinca da equação (2.31) e (2.16 mostra no eixo x a normalização Smax / σ0 no eixo de y relaciona-se Sop / Smax .36) McClung & Sehitoglu (1989a e 1989b) e McClung (1992 & 1994) apresentam trabalhos de simulação de fechamento de trincas em furos e em diferentes tipos de corpos de prova. Smax – tensão máxima remota aplicada. O gráfico da Figura 2.35). K max (2. 1− R   (2. . Sendo Sop – tensão de abertura de trinca.34)    2     ou (2.  δ 1 −  R   δ 0 combinando as equações (2. McClung (1989a) apresenta um gráfico. assim o fator de intensidade de tensões efetivo pode ser escrito da como segue.31) e o fator de intensidade de tensão K no primeiro contato das superfícies da equação (2.35) são diferentes.  1 − K cl / K max  ∆K eff = U∆K =  ∆K .16. onde são comparados os resultados da determinação da tensão de abertura em função da metodologia de liberação de nós durante a propagação da trinca. σ0 tensão media entre tensão de escoamento e de ruptura. É sugerido que Kcl / Kmax seja determinado pelas equações (2.30) tem-se β c =  4 1 K cl = 1 − (1 − (δ R / δ 0 ) 2 ) 2 .

(1992) apresentam um sumário dessas divergências nos respectivos trabalhos. são apresentados como os responsáveis pelo processo de propagação e fechamento de trinca em vários materiais. razão de tensão. Chen at al. Entretanto. razões de tensões. Kop e a variação do fator de intensidade de tensão efetiva. respectivamente Kmáx. ∆Keff.Essa variedade de tipos e procedimentos de medidas contribui para a falta de um consenso sobre os efeitos dos carregamentos.29 Figura 2. etc. geometria do corpo de prova. (1996) discutem que parâmetros mencionados acima não explicam os efeitos de carregamento. . Até hoje não há consenso na comunidade científica sobre o assunto.16 Normalização da Tensão de Abertura de Trincas em Diferentes Formas de Propagação ( McClung & Sehitoglu (1989a)) Inúmeras técnicas de medidas têm sido desenvolvidas ao longo dos anos com diferentes princípios. geometria do corpo de prova. Chen (1993) e Weiss at al. mencionados anteriormente. microestrutura. microestrutura. sensibilidades de equipamento e precisão aplicadas em diferentes posições na trinca. Os fatores de intensidades de tensão máximo e de abertura. Exemplos desta divergência podem ainda ser encontrados em Newman & Elber (1988).

Os resultados mostraram-se inconsistentes e as diferenças encontradas foram em função do laboratório e da técnica utilizada no ensaio. Os autores utilizam uma função matemática que permite o cálculo do fator de intensidade de tensão na região da zona plástica na ponta da trinca.17 ilustra os diferentes corpos de provas utilizados no trabalho. . (Chen at al. não foi possível caracterizar os reais efeitos do fechamento de trinca. em função da quantidade de ensaios.04. A Figura 2.24. FASTRAN I e FASTRAN II de fechamento de trinca. SE(T) (corpo de prova com trinca lateral para tração) M(T) (corpo de prova com trinca central para tração ). (1996)).30 Uma comparação entre as técnicas convencionais de medida de fechamento de trinca foi realizada pelo comitê de fadiga E. em corpos de prova do tipo SE(B) (corpo de prova para flexão em três pontos). Liu & Wu (1997) fazem uma revisão dos modelos de Newman e dos códigos. SEN(T) (corpo de prova com um entalhe para tração).04 da ASTM (American Standards Testing Materials ) para um mesmo material e mesma geometria de corpo de prova. Uma das conclusões desse trabalho foi que.

31

Figura 2.17 Corpos de Prova Modelados pelo Código FASTRAN
( Liu & Wu ( 1997))
Os autores não recomendam a normalização das tensões de abertura Sop / σmax , (Sop
tensão de abertura de trinca e σmax tensão máxima aplicada na estrutura) para as várias
geometrias, sendo recomendado para uma melhor correlação usar Kmax / Kop, sendo Kmax, ,
fator de intensidade tensão máximo na estrutura e Kop, fator de intensidade de tensão de
abertura da trinca, relação essa desenvolvida por McClung (1994).
Newman (1998) apresenta uma revisão dos conceitos de propagação de trinca por
fadiga e os conceitos básicos da mecânica de fratura. São revistos os principais modelos
de fechamento de trinca e as várias linhas de pesquisa que cada um destes modelos
originou. A revisão dos trabalhos em simulação numérica de crescimento e fechamento de
trinca é feita iniciando-se pelos métodos das diferenças finitas e dos elementos finitos,
sendo que neste último os trabalhos são mencionados por tipos, ou seja, trabalhos em que
os modelos de elementos finitos eram bi-dimensionais (a maioria) e trabalhos cujos
modelos de elementos finitos eram tri-dimensionais. São apresentados ainda modelos
empíricos e de zona de escoamento de fechamento de trinca, além de uma revisão do
modelo de Dugdale.

Zhang & Bowen (1998) apresentam um trabalho de fechamento de trinca, por
induzida por plasticidade no qual é utilizado um modelo de corpo de prova 3D (tridimensional). Os autores fazem uma revisão bibliográfica dos trabalhos até então
disponíveis de simulação de fechamento de trinca em 2D e 3D.

Sob o aspecto do modelamento são utilizadas quatro malhas a fim de verificar o
efeito do refinamento da malha nos resultados; os modelos variam de 4000 a 8000 nós.
Foi utilizado um programa comercial de elementos finitos próprio para análises não lineares
chamado ABAQUS versão 5.6, para a execução das análises.

32

É abordado no trabalho a influência do procedimento de liberação dos nós liberação
pela carga mínima, máxima e após a carga máxima. Foi constatado não ter influência
significativa nos resultados a utilização do método de liberação de nós para propagar a
trinca.

Foi observado um grande efeito do refinamento da malha na frente da trinca para
determinar as tensões de abertura e fechamento de trinca, na obtenção dos resultados, o
procedimento de elaboração das malhas precisa ser mito bem elaborado para garantir uma
qualidade de resultados compatível com a precisão esperada.

Wei & James (2000a) apresentam um trabalho de simulação de fechamento de
trincas em corpos de prova compacto de tração C(T). Foram estudados os efeitos de
tensão e deformação plana em que os corpos de prova têm 2 e 10 mm, respectivamente,
de espessura.

No procedimento experimental foram utilizadas as técnicas de fotoelasticidade e
extensomêtria. A fotoelasticidade é utilizada para obtenção do mecanismo de fechamento
de trinca por induzida por plasticidade. A extensomêtria é utilizada, conforme ilustra a
Figura 2.18, para medir a deformação plana.

33

Figura 2.18 Posicionamento dos Extensometros ( Wei & James ( 2000a ))
A Figura 2.19a ilustra metade do corpo de prova modelado pelo método dos
elementos finitos. Na Figura 2.19b é possível observar o detalhe da região do corpo de
prova a ser propagado pela trinca.

Figura 2.19 Corpo de Prova Modelado pela Metade por Elementos Finitos
( Wei & James ( 2000a )
O modelo de elementos finitos foi gerado pelo programa Ansys versão 5.4 somente
metade por condição de simetria. O comprimento inicial da trinca foi de

20 mm e o

01 mm.34 tamanho do menor elemento finito foi de 0. ∆a rp ≤ 0. ∆a – é o tamanho do incremento da trinca e rp – é o raio da zona do tamanho da zona plástica. Esta definição tem sido muito aceita no campo de pesquisa como abordado por Newman (1998). esta ocorre quando o primeiro atrás da ponta da trinca encostar na outra superfície da trinca. É apresentada uma segunda definição em que a carga de abertura é identificada pelo monitoramento ao longo do ciclo de carregamento e a etapa em que o deslocamento . A primeira definição tradicional considera que quando o primeiro nó atrás da ponta da trinca se separar das duas superfícies até então encostadas devido ao fechamento. ficando assim caracterizado a carga de fechamento da trinca.37) Onde. Wei & James (2000a) argumentam a dificuldade de escolher elementos muito pequenos. Wu & Ellyin (1996) sustentam que a primeira definição não é suficiente para atender os requisitos das condições para as tensões perpendiculares na ponta da trinca.05 . Entretanto foi observado que o incremento é pequeno o bastante para representar as deformações plásticas na ponta da trinca esse tamanho não afeta significativamente os efeitos de fechamentos (McClung & Sehitoglu (1989a)). essa carga é a carga de abertura de trinca e para a determinação da carga de fechamento. pois acarretaria em um aumento do tempo de processamento muito grande utilizando computadores pessoais. Seguindo sugestão de McClung e Sehitoglu que associam o incremento da trinca com o tamanho da zona plástica pela expressão. Wei & James (2000a) apresentam duas definições para determinar as cargas de abertura e de fechamento de trincas. PCs. (2.

objetivando a propagação da trinca. Wei & James (2000b) discutem os modelos de Newman e McClung bem como as vantagens e limitações de cada um na visão dos autores. como o mencionado acima. durante o carregamento e o descarregamento da estrutura. BS 6835 (1988) com a variação da inclinação da trinca entre 0º e 60º em relação ao eixo de carregamento. A Figura 2.22 . Da mesma forma durante o descarregamento o deslocamento atrás da ponta da trinca se tornar negativo e a tensão perpendicular na ponta da trinca se tornar negativa tem-se a carga de fechamento de trinca. Comparativamente à simplicidade da execução de uma análise estática. pois. fica caracterizado a determinação da carga de abertura de trinca. a simulação de abertura e fechamento de trinca torna-se uma tarefa de difícil execução. A representação desta simulação precisa levar em conta a mudança das condições de contorno através da eliminação de graus de liberdade.35 do nó atrás da ponta da trinca passar de negativo para positivo bem como a tensão perpendicular na ponta da trinca passar de negativa para positiva. é utilizado uma análise não-linear para simular o mecanismo de abertura e fechamento de trincas. É avaliado pelo método dos elementos finitos um corpo de prova do tipo SEN4B (corpo de prova em flexão de quatro pontos de apoio) conforme British Standard. o processo de simulação envolve a necessidade de acumular os resultados etapa por etapa. Durante esse processo um rastro é formado por tensões residuais compressivas que terão influência no mecanismo de fechamento da trinca. Em problemas de engenharia.

Josefson et al. é possível calcular as tensões de abertura de trinca durante a seqüência de carregamentos com amplitudes variáveis. Os autores constataram que o código FASTRAN II é sensível à entrada de dados e isso influencia diretamente o tamanho da zona plástica na ponta da trinca. Com esta técnica. (2000) apresentam um trabalho de simulação de fechamento de trinca em um corpo de prova SEN4B (corpo de prova em flexão de quatro pontos de apoio). As diferenças são de até 3% para simulação de abertura de trinca e de até 13 % para a simulação de fechamento de trinca.20 Modelo de propagação de Trinca ( Wei & James ( 2000)) Os autores concluem que o modelo apresentado. Pequenas variações de resultados foram encontradas na previsão para os casos de aplicação em ângulos de 45º e 60º em relação ao eixo de carga. O modelo do código FASTRAN II foi ampliado para levar em conta as equações de equilíbrio para a simulação de barras na região da trinca. durante as simulações. pode ser simulado com bons resultados e isso é comprovado pelos seus resultados experimentais. utilizando o modelo FASTRAN II de Newman . de fechamento de trinca por induzida por plasticidade em trincas inclinadas. O carregamento de amplitude variável estabilizou o nível de fechamento de trinca sob condição de deformação plana. Os resultados obtidos através da utilização do código FASTRAN II mostram uma boa correlação com os resultados experimentais.36 ilustra o modelo de propagação de trinca. . É construída uma seqüência de carregamentos que foi utilizada tanto nos experimentos. como na simulação numérica. Figura 2.

37

O FASTRAN II não é um código de elementos finitos e sim uma rotina de cálculo
que tem como pontos principais à rapidez de fornecer resultados e permitindo com isso
uma redução no tempo para avaliar novas propostas. Ele foi desenvolvido basicamente
para ser utilizado em corpos de prova do tipo M(T) com trinca central submetido à tração,
limitando assim para os demais corpos de provas, embora possa ser utilizado para outros
corpos de prova através de fatores de correção, na comunidade científica é mais
conhecido por sua aplicação em corpos de prova do tipo M(T).
O presente trabalho irá utilizar um código de elementos finitos chamado Ansys
versão 6.0, cujas aplicações podem ser multidiciplinares, serão modelados diferentes
corpos de provas objetivando ter a mesma precisão em todas as configurações de carga
utilizadas. Um código de elementos finitos atualmente inclui tecnologia para calcular e
representar graficamente os mecanismos de abertura e fechamento de trincas.

Utilizando o FASTRAN II somente tem-se somente uma listagem de resultados,
enquanto que utilizando um código de elementos finitos além de representar os mecanismos
já mencionados é possível obter uma variedade informações muito maior do que o
FASTRAN II podendo simular os mecanismos de abertura e fechamento de trincas de
várias maneiras, como por exemplo, a utilização de elemento de contato e molas para
representar a mudança de graus de liberdade durante a propagação, além de técnicas de
iteração muito eficientes como o método Newton Rapson.

É proposta do presente trabalho também fornecer uma metodologia de simulação
dos mencionados mecanismos de uma forma simples para possibilitar aos pesquisadores
que não tenham acesso a códigos como o FASTRAN a possibilidade de simular
mecanismos como o de abertura e fechamento de trincas.

Kiran et al. (2003) utilizam em seu trabalho o método dos elementos finitos para
simular o mecanismo de fechamento de trinca por induzida por plasticidade nos corpos de
prova C(T) (compacto de tração) e M(T) (corpo de prova com trinca central submetido à

38

tração). É apresentada a influência do refinamento das malhas de modelos de elementos
finitos, na simulação. Os modelos são gerados no código de elementos finitos Ansys
versão 5.7. Foram gerados somente modelos bi-dimendionais. As análises foram feitas
considerando estados planos de tensão e deformação e material elasto-perfeitamente
plástico. A Figura 2.21 ilustra os corpos de prova modelados pelo método dos elementos
finitos.

39

Figura 2.21 Modelos de Elementos Finitos M(T) e C(T) (Kiran et al. ( 2003))

Isto indica que o fenômeno de fechamento de trinca por induzida por plasticidade sob deformação plana é de difícil simulação.40 As conclusões do trabalho são que com o corpo de prova M(T) foi possível obter a tensão de abertura de trinca baseado no refinamento proposto e aplicando a condição de deformação plana. Não foi possível obter convergência no corpo de prova C(T) e nem a tensão de abertura de trinca para esse corpo de prova. Na simulação utilizando os corpos de prova M(T) e C(T) no estado plano de tensão foram obtidos bons resultados no que tange à convergência e obtenção da tensão de abertura de trinca. .

Frequentemente o parâmetro K inclui um subscrito. b) O cálculo de crescimento do tamanho da trinca com ciclos usando a resistência do material em termos de Kmax critico que vai determinar em qual ciclo o Kmax vai provocar a falha no componente A intensidade do campo tensão-deformação.1 Conceitos Básicos de Mecânica de Fratura A mecânica da fratura procura caracterizar o campo de tensão e deformação em torno da trinca em termos de parâmetros simples que representam valores críticos no início da fratura. Estes parâmetros são denominados de tenacidade à fratura do material. como ilustrado na Figura 3.0 CONCEITOS BÁSICOS 3. tal como I. e tais características permitem uma avaliação precisa do potencial de falha de uma estrutura ou componente contendo trincas. nas vizinhanças da ponta da trinca é descrita em função de um termo chamado de fator de intensidade de tensão.41 3. K. Os conceitos básicos empregados na mecânica de fratura são: a) Relação de ∆Keff e da/dN que necessita de ∆K de abertura da trinca para deduzir o ∆Keff para cada ciclo da carga. .1. localizado. Estes subscritos referem-se aos três modos diferentes de carregamento de um corpo trincado. II ou III.

A forma funcional do campo assintótico local inclui um valor de amplitude escalar de K que pode ser expresso no carregamento pelo Modo I para abertura de trinca na direção-yy como segue. tamanho e formato da trinca. Soluções pela mecânica do contínuo para carregamentos e geometrias aplicadas prescritas levam à caracterização dos campos de tensão (e deformação) próximos à ponta da trinca.42 Figura 3. do tamanho da trinca a e da geometria da trinca e do corpo de prova. Expressões para K . O deslocamento das superfícies da trinca se dá no plano da trinca e paralelo à aresta frontal da mesma. A magnitude de K aplicado pode ser calculada para diversas combinações de geometria. ( 2πa) 1 2 (3.1 Modos de Fratura (Anderson (1995)) O Modo I é o modo de abertura onde o corpo trincado é carregado por tensões normais. O deslocamento das superfícies da trinca ocorrerão perpendiculares ao plano da trinca. σ yy = KI quando a → 0 . e do método de carregamento aplicado. O Modo II é o modo de deslizamento ou cisalhamento planar onde o deslocamento das superfícies da trinca se dá no plano da trinca e perpendicular à aresta frontal da trinca.1) A magnitude de K é uma função das cargas aplicadas externamente ou da tensão nominal σ. O Modo III é o modo de rasgamento causado por um cisalhamento fora do plano da trinca.

configurações de trinca. e condições geométricas. tamanho da trinca. A região de transição entre a iniciação e a propagação de uma trinca é de difícil definição. A falha por fadiga em materiais de engenharia consiste de três fases: iniciação. na prática. estão disponíveis por exemplo: programas de computadores de elementos finitos. Exemplos dessas configurações podem ser achado no ASTM- STP-381 (1964). Cada expressão de K contém todos os termos requeridos para fornecer as relações necessárias entre tensão nominal aplicada. ao considerar uma fratura frágil em condições de carregamento elásticas lineares (deformação-plana) um determinado material pode tolerar somente um certo nível de K aplicado (Fator de Intensidade de Tensão) antes que frature. e às condições de carregamento de interesse. A essência da MFLE é relacionar o fator de K aplicado (força motriz da trinca) às características de crescimento da trinca e de resistência à fratura de um dado material (que também pode ser expresso em termos de níveis críticos de K). σ) é aumentada. que se ajusta adequadamente à geometria do corpo trincado.1. propagação e falha final. e situações de carregamento. para uma geometria fixa e tamanho de trinca a. o valor de K aplicado na região da ponta da trinca continuará a crescer conforme a carga aplicada (ou a tensão nominal. para uma situação específica. A hipótese tradicional usada em projetos de componentes ou . Por exemplo. calibrações de flexibilidade experimentais e técnicas fotoelásticas. pode-se geralmente encontrar uma expressão apropriada num livro texto que aborda o assunto. Diversos métodos para estabelecer uma expressão apropriada de K.43 (fórmulas para calcular K) tem sido determinadas para diferentes geometrias de corpos trincados. Contudo. como Anderson (1995). Reportando-se à Figura 3. ao tipo de trinca.

2 ilustra as zonas plásticas no estado plano de deformação e estado plano de tensão. as tensões fora da zona plástica precisam aumentar lentamente. . respectivamente. (1999)). conforme se segue ( Frost et al. A zona plástica aumenta com o aumento da trinca. σ ys   (3. uma zona plástica é desenvolvida e cuja extensão pode ser estimada por um critério de escoamento que caracteriza o campo de tensão localizado nesta região. para manter o equilíbrio.3) 2 (3.44 estruturas é a de considerar a presença de um defeito. 2 1 rp = 2π  KI    . Em uma estrutura trincada a tensão de escoamento é ultrapassada na região próxima à ponta da trinca. a partir do qual se inicia o processo de propagação até a falha final. 2 A relaxação das tensões causadas pelo escoamento dentro da zona plástica significa que.3) para o estado plano de deformação.  σ ys  1 rp = 6π  KI    . suas dimensões são proporcionais a ( K I / σ ys ) . O aumento efetivo do comprimento da trinca é chamado de raio da zona plástica sendo representado por rp e estimado pelas expressões (3. O tamanho real e a forma do tamanho da zona plástica depende das propriedades do material mas.2) para o estado plano de tensão e (3.3) A Figura 3. onde.

Figura 3.2 Representação de Zonas Plásticas (Frost et al. (1999)) São representados na Figura 3.3 Definições do Fatores de Intensidade de Tensão ( Schijve ( 1988 )) onde. .45 Figura 3.3 os principais fatores de intensidade de tensão utilizados para caracterizar a abertura e fechamento de trinca.

caracteriza a resistência do material a propagação da trinca sob um carregamento cíclico. Kmin fatores de intensidade de tensão máximo e mínima Kop fator de intensidade de tensão de abertura da trinca Kcl fator de intensidade de tensão de fechamento da trinca. durante um ciclo de fadiga. a utilização da mecânica de fratura linear elástica para a caracterização da taxa de crescimento da trinca baseada na variação do fator de intensidade de tensão. ∆K = Kmax – Kmin . (3. ∆K = Y∆σ πa .46 Kmáx. K max = Yσ max πa . K min = Yσ min πa . ∆K Variação do fator ∆K = ( Kmax – Kmin ) ∆K. para uma variação cíclica do campo de tensões aplicados na estrutura. da/dN versus ∆K.eff = ( Kmax – Kop ) A taxa de crescimento da trinca expressa como uma função da variação do fator de intensidade de tensões na ponta trinca.4) Onde. a razão do comprimento de trinca a. ∆σ = σ max − σ min (3. (1961) e Paris & Erdogan (1963) sugerem.eff de intensidade de tensão que é obtida por Variação do fator de intensidade de tensão efetiva que é obtida por ∆K. . Em uma estrutura trincada tem-se.5) Onde.Este fator é caracterizado pelo contato inicial entre as duas superfícies da trinca durante o descarregamento na estrutura. Kmax e Kmin são respectivamente fatores de intensidade máximo e mínimo de tensão. Y é um fator de geometria do componente. com a largura do corpo de prova W. Paris et al. que está relacionado com a geometria do componente.

A Figura 3. dN (3.4 ilustra uma curva típica de crescimento de trinca. C e m são constantes do material.5 mostra uma curva típica de propagação de trinca ilustrando as três regiões. R (Suresh (1998)). temperatura e razão de carga. Estas constantes são influenciadas pela microestrutura. (a) região perto do limite abaixo da qual não há propagação. . (b) região linear de propagação e (c) região de instabilidade da trinca. da m = C (∆K ) .47 σmáx e σmin que são as tensões máximas e mínimas de um ciclo de fadiga. A partir desta curva é obtido o gráfico de velocidade de propagação de trinca da/dN versus variação do fator de intensidade de tensão. O ensaio de propagação de trinca de fadiga fornece uma curva de tamanho de trinca a versus número de ciclos de fadiga N.4 Curva de Crescimento de Trinca ( Suresh (1998)) Paris et al.6) Onde. (1961) e Paris & Erdogan (1963) observam que a taxa de crescimento de uma trinca de fadiga da/dN é relacionado com a variação do fator de intensidade de tensão como segue. ∆K. A Figura 3. Figura 3.

ASTM E-647.95. ou melhor. conforme ilustrado na Figura 3. o seu inverso – flexibilidade – para uma dada geometria de corpo de prova.48 Figura 3.6. O cálculo da taxa de propagação da trinca da / dN é normalmente realizado pelo método de diferenciação da secante. o comprimento da trinca é estimado. à curva tamanho de trinca versus número de ciclos. usando-se uma equação polinomial que correlaciona o comprimento da trinca com a rigidez do corpo de prova. No segundo método.5 Curva Típica de Propagação de Trinca ( Dowling (1999)) A medida do comprimento de trinca pode ser realizada pela observação visual ou pelo método indireto de uma correlação entre o tamanho da trinca e a variação da flexibilidade do corpo de prova. .

89E-9 3. Para referência na ordem de grandeza.0 Martenstico 1. a Tabela 3.25 .1 mostra alguns valores de C e m para alguns tipos de aços.36E-7 2.49 da dN = a i+1 − ai N i+1 − N i (3. uma vez que os parâmetros a serem extraídos no presente trabalho também serão de um aço.7 Método da Diferenciação da Secante Será mostrado a seguir como são obtidos as constantes do material C e m a partir de uma curva de propagação de trinca que esteja na escala bi-logaritimica ou log-log.7) Figura 3.1 Exemplos de Valores de Constantes C e m ( Dowling ( 1999)) C Tipo de aço mm/ ciclo (MPa m ) m m Ferritico-Austenitico 6. Tabela 3.

1. 1. O processo inicia-se com as escolha dos pares de pontos (∆K.7 Curva de Propagação de Trinca Aço AISI 4340 ( Dowling (1999)) Será utilizado como exemplo a curva obtida para razão de carga R= 0.7. m= . escolhendo os extremos da curva (21.50 Austenitico 5.25 Figura 3.0E-2). da dN ). denota-se os pontos da seguinte maneira.1 do material aço AISI 4340 da Figura 3.61E-9 3. m = 3. da dN1  ∆K 1 = da dN 2  ∆K 2 m=  log (da dN 1 ) − log (da dN 2 )  .0E-5) e (155.  log ( ∆ K ) − log ( ∆ K ) 1 2  m log 1.0 −2 .0− 5 − log 1.46 log 21 − log155 .

1.66E-10 .∆K. C = 2. portanto. uma variedade de taxas de propagação de trincas. Figura 3. De posse dessas informações constrói-se a curva da/dN .46. e também na elaboração de um programa de inspeção em estruturas.66E-10 e m = 3. A Figura 3. O comprimento da trinca versus números de ciclos pode ajudar a estimar o número dos ciclos para atingir o comprimento crítico de uma trinca. assim as m dN MPa m ( ) constantes do aço AISI 4340 para R= 0.8 ilustra um resumo do procedimento para se executar um ensaio de propagação de trinca.51 da mm ciclo 3. Um corpo de prova é submetido a diferentes tipos de carregamentos obtendo-se.0 E − 5 = C (21) . Estas informações podem mais tarde ser utilizadas no projeto de componentes que admitam trincas fornecendo uma estimativa do desenvolvimento de comprimento da trinca.8 Etapas para Obtenção de Curvas da/dN. 46 = C (∆K ) m .∆K (Dowling(1999)) .1 são C= 2. em uma estrutura mecânica. como aeronaves ou plataformas marítimas.

∆K – variação do fator de intensidade de tensões para o modo I de abertura da trinca ∆P – variação de aplicação de carga Pmáx e Pmin aplicada no corpo de prova ∆P→ 1-3 variação de carga aplicada de ∆P1 até ∆P6 S– tensão remota aplicada no corpo de prova ∆S→ 1-3 variação de tensão remota aplicada de ∆S1 até ∆S3 B– espessura do corpo de prova a– comprimento de trinca W– largura do corpo de prova a – W relação entre a largura do corpo de prova e o comprimento de trinca inicial  a f  W  - polinômio característico de cada tipo de corpo de prova da dN taxa de propagação de trinca C e m – constantes do material N– número de ciclos .52 Onde.

53 4.1 Introdução O presente capítulo irá apresentar a metodologia desenvolvida para simular o mecanismo de abertura e fechamento de trincas pelo método dos elementos finitos utilizando um programa comercial. no processo de propagação. ou seja. e posteriormente o valor de K.0 SIMULAÇÃO NUMÉRICA DO MECANISMO ABERTURA E FECHAMENTO DE TRINCA DE 4. de abertura e fechamento de trinca para cada configuração de carregamento e tipo de corpo de prova. . Os modelos levam a determinação da tensão. As análises serão feitas dentro da dominância K. será abordado escoamento em pequena escala. utilizando a técnica de liberação do nó na carga mínima.

Figura 4.4. (trinca central em tração). M(T). SE(B) e M(T) da liga de alumínio Al. (compacto em tração) com espessura de 3. Serão avaliados quatro tipos de corpos de prova submetidos a carregamentos de amplitude constante.2 Corpos de Provas Analisados Foram utilizados os seguintes corpos de prova de uma liga de alumínio Al- 2024-T351 e aço bifásico (ferrita+martensita). Figura 4. SE(T). com intuito de se obter as constantes do material C e m do aço bifásico (ferrita + martensita) e estas constantes foram comparadas com as constantes obtidas experimentalmente.1 SE(T). (corpo de prova com trinca para ensaio de tração). Serão calibradas curvas numéricas de propagação de trincas na região da equação de Paris com base em curva experimental. Será analisado uma situação de sobrecarga nos corpos de prova. 4.(corpo de prova com trinca para ensaio de flexão em três pontos) Figura 4. com espessura de 25 mm SE(B).Também foi modelado o corpo de prova C(T). Figura 4.8 mm e feito com aço bifásico.3. É apresentado também o procedimento para determinação do fator de intensidade de tensão pelo programa de elementos finitos Ansys (2002).54 Os resultados serão comparados com dados experimentais e da literatura. .2.2024-T351 e um C(T) de aço bifásico (ferrita + martensita).

55 4.1 Corpo de Prova SE(B) ( Anderson ( 1995 )) Figura 4.3 Corpo de Prova M(T) ( Anderson ( 1995)) .2 Corpo de Prova SE(T) ( Anderson ( 1995 )) 4.

para o modo I de propagação.4 Corpo de Prova C(T) ( Anderson ( 1995 )) Cada corpo de prova está relacionado a um polinômio característico que é utilizado na equação para a determinação do fator de intensidade de tensão. K– Pmáx – fator de intensidade de tensões para o modo I de abertura da trinca carga máxima aplicada no corpo de prova B– espessura do corpo de prova a– comprimento de trinca W– largura do corpo de prova a – W relação entre a largura do corpo de prova e o comprimento de trinca inicial  a f  W  - polinômio característico de cada tipo de corpo de prova Os polinômios utilizados no presente trabalho são os seguintes. da equação (4. Pmax = KBW a f  W  ( 4.56 Figura 4. a) SE(B) .1).1 ) onde.

3 Modelos de Elementos Finitos Foram modelados somente metade dos corpos de prova SE(-B). SE(T) e C(T) enquanto que o corpo de prova M(T) foi modelado um quarto do mesmo.16349 *  a  + 7 .3 ) c) M(T) 2 3 4 5    1.57 2 3 4    1.7746 *  a  − 31.5.16349*  a  + 7.11.0371 *  a     a W  W  W  W  W   f  =  W   a  1−     W    ( 4. utilizando-se .2051*  a  − 0.3168 *  a  − 18.32 *  a  + 14 .2 ) b) SE(T) 2 3 4    1. 64 *  a  − 13 .4593 *  a  − 0.866 + 4. 4.8028*  a  −   W  W  W  W     5 6 7  − 33. 60 *  a     W  W  W   W     ( 4.124 − 1. 4.1286 *  a  − 4 .1286* a  − 4.0 − 0.3017 *  a  + 0.7746*  a  − 31.72 *  a  − 5. Os modelos de elementos finitos do presente trabalho foram gerados no programa Ansys versão 6.7.5 ) d) C(T) a  2 + a   W f = W  1− a   W  3 4     * 0 .1 (2002).6091 *  a          W  W  W  a     f  =  3 W      a  2 1 −        W         ( 4.6091*  a           a  W W W    f  =   3 W      a  2 1 −      W            ( 4. 2295 *  a  + 19 . 4999 *  a  + 0.124 − 1.6 ) 4.8028 *  a  −   W  W  W  W     5 6 7  − 33.3168*  a  − 18. conforme as Figuras 4.9 e 4.2295*  a  + 19.

8.58 elementos do tipo triangular estado plano de tensão. Os resultados numéricos do C(T) serão comparados com resultados de ensaio.2024- T351 serão comparados com os resultados obtidos com o código FASTRAN do trabalho de Liu e Wu (1997). H’ . Tabela 4.10 e 4.26. . Os resultados obtidos com os corpos de prova SE(B).coeficiente de Poisson 0. SE(T) e M(T) são de uma liga de alumínio Al. E.8 mm e W = 50. O corpo de prova C(T) é feito também de aço bifásico.12 ilustram os elementos LINK10. A Tabela 4. Os corpos de prova utilizados. 4.tensão de escoamento. PLANE2D.0E4 700 0.3 Onde.6.1E5 21000 0. B= 25. 4. SE(T) e M(T) feitos com a liga de alumínio Al.3 409 624 2.módulo elasto-plástico e ν . a / W = 0.limite de ruptura. σys . SE(B).3.2024 –T351 e um aço bifásico. W =100. do tipo mola que trabalham em compressão e serão utilizados no processo de simulação dos mecanismos de abertura e fechamento de trinca. B=3.0 mm.módulo de elasticidade.0375.1 ilustra as propriedades de material dos modelos elementos finitos relacionando por tipo de corpo de prova.1 Características dos Corpos de Prova Propriedades do Material Material Al-2024 T351 Aço bifásico Tipo de Corpo de Prova SE(B) SE(T) M(T) C(T) σYS σr E H’ ν MPa MPa MPa MPa 364 457 7. SE(T) e M(T). Foram utilizadas as seguintes geometrias para os corpos de prova SE(B).0 mm e para o corpo de prova C(T) foi utilizado a/W = 0. σr .0 mm. e as Figuras 4.

59 As condições de contorno variam para cada tipo de corpo de prova e como somente metade do modelo será utilizado em três tipos de corpo de prova. Para o corpo de prova C(T) foi utilizado o valor de 0. ou seja.7) .1 são mostrados os valores estimados e utilizados como referência para a obtenção do tamanho da zona da zona plástica. para os corpos de prova SE(B). O gradiente da malha de elementos finitos foi gerado de forma controlada. Na Tabela 4. essa substituição é feita para os dois materiais que foram utilizados no trabalho conforme mostrado abaixo. Os modelos de elementos finitos foram feitos a partir da região de propagação da trinca.7. π  σ0  (4. e a determinação do tamanho do elemento utilizado em cada modelo. SE(B). 2 1K  w =  máx  . C(T). SE(T). SE(T) e M(T). Para tanto.05 mm.025 mm com intuito de uma melhor precisão nos resultados quando comparados com dados experimentais. região que o menor elemento tem dimensão de 0. substituindo-se σys por σ0 que é o valor médio entre σys e σr. foi usada a equação de Irwin 4. Este controle também está associado em reduzir o tempo de processamento evitando regiões dos modelos muito refinadas sem interesse. especificando mais ou menos elementos dependendo das superfícies de interesse em observar os resultados e poder ter uma qualidade de resultados condizente com o esperado. para se considerar o efeito das outras partes dos corpos de prova. e um quarto do modelo M(T). faz-se necessária à utilização de condições de simetria. w.

Como é possível observar na Tabela 4.48 mm aço bifásico (ferrita + martensita) utilizada 0.025 mm 0. SE(T) e M(T) C(T) 15( MPa m ) 19 ( MPa m ) estimada 0.025 mm Para representar o fenômeno de fechamento de trinca é necessário que se tenha pelo menos quatro elementos em escoamento na zona plástica reversa.46 mm Al –2024 – utilizada 0.05 mm estimado Al –2024 – T351 0. para os corpos de prova SE(B).2 Tamanho da Zona Plástica e do Menor Elemento Finito Situação de Carregamento Kmax ( MPa m ) Tamanho Zona Plástica ( mm ) 8( MPa m ) 11( MPa m ) Corpo de Prova SE(B).10 mm Situação de Carregamento Kmax ( MPa m ) 8( MPa m ) 11( MPa m ) Corpo de Prova 15( MPa m ) 19( MPa m ) Tamanho do Menor Elemento Finito ( mm ) SE(B).048 mm aço bifásico (ferrita + martensita) utilizado 0.05 onde. .012 mm 0.12 mm 0. McClung & Sehitoglu (1989b) e Wei & James (2000a) recomendam que o elemento menor elemento é calculado por ∆a rp ≤ 0. rp é o raio da zona plástica. será necessário considerar uma região maior de propagação da trinca para que haja condições de formar uma zona plástica reversa e monotônica proporcional a estimada pela equação de Irwin.60 Tabela 4.50 mm T351 estimada 0.50 mm 0.046 mm utilizado 0.50 mm 0.1. Em função da adequação de recursos computacionais e tendo como objetivo reproduzir a zona plástica.05 mm 0.25 mm 0.05 mm 0. SE(T) e M(T). o menor elemento da zona plástica será de 0.01*w.SE(T) e M(T) C(T) estimado 0.

Na inviabilidade de se elaborar modelos muitos refinados. Figura 4. para a obtenção de resultados semelhantes ao estimado. porém com o compromisso de uma propagação maior da trinca.61 As forças a serem aplicadas e as propriedades de material utilizadas nos modelos de alumínio como do aço são suficientemente representativas para reproduzir as zonas plásticas proporcionais as estimadas pela equação de Irwin. fazendo com que aumentasse muito o tempo de processamento para se obter o mesmo resultado.5 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova SE(B) ( Ansys ( 2002)) . trabalhase com uma malha mais simples.

6 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova SE(B) ( Ansys (2002)) Figura 4.7 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova SE(T) ( Ansys ( 2002)) Figura 4.8 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova SE(T) ( Ansys (2002)) .62 Figura 4.

11 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova C(T) ( Ansys ( 2002)) .10 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova M(T) ( Ansys (2002)) Figura 4.9 Modelo de Elementos Finitos do Corpo de Prova M(T) ( Ansys ( 2002)) Figura 4.63 Figura 4.

Kop/Kmax.12 Região de Propagação da Trinca do Corpo de Prova C(T) ( Ansys (2002)) 4. 11.5 para os corpos de prova SE(-B). Serão mostrados exemplos de carregamentos utilizados nas análises para cada corpo de prova. e 15 MPa m ) sob uma razão de carga aplicada de R = 0 e R = 0. As análises foram feitas considerando-se os carregamentos com três valores de Kmax (8 .64 Figura 4. Os resultados do corpo de prova C(T) serão comparados com resultados de um ensaio de propagação de trinca para obter os valores normalizados de Kcl/Kmax. e as constantes do material C e m. Assim.1. Isso é feito com intuito de se determinar em qual etapa do carregamento ou descarregamento a trinca abrirá ou fechará. SE(T) e M(T) com a liga de alumínio Al.3 e 4.1 e utilizadas em cada configuração de corpo de prova e carregamento. As tabelas abaixo foram confecionadas tendo como base as cargas máxima e mínima obtidas pela expressão 4. para a razão de carga R = 0 somente a carga máxima essa será dividida em 9 etapas para o carregamento e 9 etapas para o descarregamento conforme mostrado na Tabela 4.2024T351 e Kmax 19 MPa m para o corpo de prova C(T) com uma razão de carga de R = 0. também foi utilizado um elemento do tipo mola LINK10.4 Procedimentos Computacionais Os modelos são compostos por elementos triangular para o estado plano de tensão e formulação quadrática com nome PLANE2D. SE(T) e M(T) serão normalizados.3.4 estão em N. e comparados com os resultados do trabalho de Liu & Wu (1997) utilizando o código FASTRAN. Os resultados dos corpos de prova SE(-B). onde as forças representadas nas Tabelas 4. .

Um exemplo desse procedimento pode ser observado na Tabela 4. onde será observado o deslocamento do primeiro nó atrás da ponta da trinca tanto para o carregamento como para o descarregamento além de se observar a tensão perpendicular a ponta da trinca.65 O monitoramento durante o processo de carregamento e descarregamento para achar as tensões de abertura e fechamento de trinca e o respectivo K. (2002) apresentam a metodologia de liberação de nós na carga mínima e essa metodologia será utilizada no presente trabalho conforme mostrado na Figura 4. Dessa maneira a diferença entre as cargas máxima e mínima são divididas em 9 etapas tanto para o carregamento como para o descarregamento.3.17. Quando o deslocamento no nó atrás da trinca for positivo no carregamento e a tensão perpendicular na ponta da trinca for positiva estará determinado em qual das nove etapas do carregamento ocorreu à abertura da trinca. quando o nó atrás da ponta trinca for negativo e a tensão perpendicular na ponta da trinca for negativa ter-se a etapa em que houve o primeiro contato entre as duas superfícies da trinca iniciando o fechamento da trinca.5 o procedimento é semelhante. porém com a inclusão da carga mínima. Procedimento semelhante é usado durante o descarregamento para determinar o fechamento. será feito conforme procedimentos utilizado por Wei & James (2000a) já descrito no capitulo 2. Ricardo et al. Para a razão de carga R = 0. .

Po (N) 13 1830 33 1830 53 1830 73 1830 93 1830 113 1830 133 1830 153 1830 15 1220 35 1220 55 1220 75 1220 95 1220 115 1220 135 1220 155 1220 17 610 37 610 57 610 77 610 97 610 117 610 137 610 157 610 14 1525 34 1525 54 1525 74 1525 94 1525 114 1525 134 1525 154 1525 5 1220 25 1220 45 1220 65 1220 85 1220 105 1220 125 1220 145 1220 165 1220 185 1220 16 915 36 915 56 915 76 915 96 915 116 915 136 915 156 915 8 2135 28 2135 48 2135 68 2135 88 2135 108 2135 128 2135 148 2135 168 2135 188 2135 9 2440 29 2440 49 2440 69 2440 89 2440 109 2440 129 2440 149 2440 169 2440 189 2440 Pmax 10 2745 30 2745 50 2745 70 2745 90 2745 110 2745 130 2745 150 2745 170 2745 190 2745 18 305 38 305 58 305 78 305 98 305 118 305 138 305 158 305 19 0 39 0 59 0 79 0 99 0 119 0 139 0 159 0 Po 20 0 40 0 60 0 80 0 100 0 120 0 140 0 160 0 .3 Carregamento do Corpo de Prova SE(B) R= 0 Po 1 0 21 0 41 0 61 0 81 0 101 0 121 0 141 0 161 0 181 0 SECPB 2 305 22 305 42 305 62 305 82 305 102 305 122 305 142 305 162 305 182 305 R= 0 Pmáx 11 2440 31 2440 51 2440 71 2440 91 2440 111 2440 131 2440 151 2440 12 2135 32 2135 52 2135 72 2135 92 2135 112 2135 132 2135 152 2135 3 610 23 610 43 610 63 610 83 610 103 610 123 610 143 610 163 610 183 610 4 915 24 915 44 915 64 915 84 915 104 915 124 915 144 915 164 915 184 915 Po – Pmax (N) 6 1525 26 1525 46 1525 66 1525 86 1525 106 1525 126 1525 146 1525 166 1525 186 1525 7 1830 27 1830 47 1830 67 1830 87 1830 107 1830 127 1830 147 1830 167 1830 187 1830 SECPB Pmax .66 Tabela 4.

4 Carregamento do Corpo de Prova SE(T) 179 0 199 0 180 0 200 0 .67 171 2440 191 2440 172 2135 192 2135 173 1830 193 1830 174 1525 194 1525 175 1220 195 1220 176 915 196 915 177 610 197 610 178 305 198 305 Tabela 4.

5 Pmáx 11 5181 31 5181 51 5181 71 5181 91 5181 111 5181 131 5181 151 5181 171 5181 191 5181 SE(T) 3 3351 23 3351 43 3351 63 3351 83 3351 103 3351 123 3351 143 3351 163 3351 183 3351 4 3656 24 3656 44 3656 64 3656 84 3656 104 3656 124 3656 144 3656 164 3656 184 3656 SE(T) 12 4876 32 4876 52 4876 72 4876 92 4876 112 4876 132 4876 152 4876 172 4876 192 4876 13 4571 33 4571 53 4571 73 4571 93 4571 113 4571 133 4571 153 4571 173 4571 193 4571 Po – Pmax (N) 5 3961 25 3961 45 3961 65 3961 85 3961 105 3961 125 3961 145 3961 165 3961 185 3961 6 4266 26 4266 46 4266 66 4266 86 4266 106 4266 126 4266 146 4266 166 4266 186 4266 Po .68 R = 0.5 Pmin 1 2741 21 2741 41 2741 61 2741 81 2741 101 2741 121 2741 141 2741 161 2741 181 2741 2 3046 22 3046 42 3046 62 3046 82 3046 102 3046 122 3046 142 3046 162 3046 182 3046 R = 0.Pmax 14 4266 34 4266 54 4266 74 4266 94 4266 114 4266 134 4266 154 4266 174 4266 194 4266 15 3961 35 3961 55 3961 75 3961 95 3961 115 3961 135 3961 155 3961 175 3961 195 3961 16 3656 36 3656 56 3656 76 3656 96 3656 116 3656 136 3656 156 3656 176 3656 196 3656 7 4571 27 4571 47 4571 67 4571 87 4571 107 4571 127 4571 147 4571 167 4571 187 4571 8 4876 28 4876 48 4876 68 4876 88 4876 108 4876 128 4876 148 4876 168 4876 188 4876 9 5181 29 5181 49 5181 69 5181 89 5181 109 5181 129 5181 149 5181 169 5181 189 5181 Pmax 10 5486 30 5486 50 5486 70 5486 90 5486 110 5486 130 5486 150 5486 170 5486 190 5486 18 3046 38 3046 58 3046 78 3046 98 3046 118 3046 138 3046 158 3046 178 3046 198 3046 19 2741 39 2741 59 2741 79 2741 99 2741 119 2741 139 2741 159 2741 179 2741 199 2741 Pmin 20 livre 40 livre 60 livre 80 livre 100 livre 120 livre 140 livre 160 livre 180 livre 200 livre (N) 17 3351 37 3351 57 3351 77 3351 97 3351 117 3351 137 3351 157 3351 177 3351 197 3351 .

13. SE(T) e M(T) da liga de alumínio Al. sob uma condição de Kmax = 8 MPa m e razão de carga R= 0.69 Newman (1974) utiliza a liberação dos nós na carga máxima (Figura 4. ∆a Incremento de propagação elemento 0. Figura 4. No presente trabalho serão comparados resultados utilizando as duas metodologias.18). e máxima. Figura 4. A força máxima aplicada em cada modelo é calculada pela expressão 4.14 Simulação de Propagação de Trinca de Nós na Carga na Máxima ( Newman (1974)) .2024-T351. liberando os nós na carga mínima.13 Simulação de Propagação de Trinca por Liberação de Nós na Carga Mínima Figura 4.05 mm Figura 4. para propagação da trinca.1. para os três tipos de corpos de prova estudados SE(B).14.

no processo de propagação de trinca quando o método dos elementos finitos é empregado. .70 Uma situação de sobrecarga foi analisada considerando-se uma carga nominal de Kmax = 8 MPa m e um pico de Kmax = 15 MPa m no quinto ciclo de um total de dez aplicados nos três corpos de prova SE(B).15. C(T). No presente trabalho será utilizada a técnica de liberação de nós no carregamento mínimo.1. O resultado desta análise será comparado com resultados de um ensaio em laboratório. para uma razão de carga R = 0. também foi modelado para a condição de Kmax= 19 MPa m inicial de uma razão de carga R = 0. dependendo dos incrementos de carregamento e descarregamento utilizados. SE(T) e M(T). conforme ilustrado na Figura 4.(2002) mostram em simulações de três diferentes tipos de corpos de prova que a utilização da técnica de liberação de nós no carregamento mínimo. Ricardo et al. fornece resultados satisfatórios quando comparados com os resultados obtidos de Liu & Wu (1997). para liga de alumínio Al. Figura 4. Newman (2002) reconhece que a liberação dos nós no carregamento máximo pode acarretar problemas de convergência.15 Representação da Sobrecarga Aplicada aos Corpos de Prova Um corpo de prova compacto de tração.2024T351. objetivando-se uma maior precisão de resultados em termos de convergência. pelo do método de elementos finitos para a simulação do processo de propagação de trinca.

R = 0. Foi utilizado um incremento de trinca de 0.17 Procedimento para Carregamento e Descarregamento para os Modelos Numéricos.16 Procedimento de Carregamento e Descarregamento dos Modelos Numéricos.Pmin permanece constante e as razões de cargas empregadas foram de R = 0 e R = 0. ∆a Incremento de propagação elemento 0.05 mm. 11 e 15 MPa m .5.05 mm Figura 4.17 ilustram os procedimentos utilizados para aplicação das cargas nos modelos mencionados.5 .16 e 4. ∆P= Pmax . As Figuras 4.1. 11 e 15 MPa m ) são convertidos em cargas e calculadas pela expressão 4. Para aplicar as condições mencionadas acima nos modelos numéricos os fatores de intensidade de tensões (8. R = 0 ∆a Incremento de propagação elemento 0. A variação da intensidade de carregamento. que também é o menor elemento da malha para os corpos de prova SE(B).05 mm Figura 4.71 A liberação do nó na ponta da trinca irá ocorrer quando o fator de intensidade de tensões chegar a Kmin. o processo segue Kmin → Kmax → Kmin para cada situação de carregamento ou seja 8.SE(T) e M(T).

onde no eixo x tem-se deformações em microstrain no eixo y tem-se. aço bifásico (ferrita + martensita).1. σmax σys 2σ max Figura 4.25 a 0.que está dentro da faixa de validade de dominância K. O resultado desta análise será comparado com resultado de um ensaio em laboratório utilizando uma razão de carga R = 0. tensões em MPa. As equações não-lineares na análise de elementos finitos serão resolvidas usando-se o método de iteração de Newton-Rapson. além da utilização de uma razão de carga R = 0. para as situações dos fatores de intensidade de tensões mencionados anteriormente.18. ou seja.13). uma variação da relação a/W de 0. O corpo de prova compacto de tração C(T) foi modelado para uma condição inicial de Kmax= 19 MPa m .18 Curva de Material Utilizada nos Modelos de Elementos Finitos ( Ansys ( 2002)) . σys – tensão de escoamento e σmax – tensão máxima aplicada.72 O tamanho do incremento de propagação da trinca está associado com o tamanho do menor elemento finito utilizado no modelo numérico. que por sua vez é associado com o tamanho da zona plástica calculada pela equação já definida (2. A relação tensão-deformação cíclica é modelada considerando-se encruamento isotrópico. conforme ilustrada na Figura 4.1.60 conforme ASTM E-647 (1995) do material.

um maior número de etapas no descarregamento se faz necessário objetivando-se um aumento na precisão da determinação da carga / fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca. O processo de simulação de propagação da trinca será realizado conforme procedimento já apresentado.5 mm também. A pré-trinca é feita com uma taxa de 0. a propagação da trinca efetivamente é feita em dois estágios. No ensaio experimental esta pré-trinca foi propagada até 2. o equipamento da MTS mede somente os dados de carga/ fator de intensidade de tensão de fechamento da trinca o procedimento de medição será mostrado no capitulo 5.025 mm. A simulação da pré-trinca é feita com base na diminuição de ∆K. O tamanho do menor elemento da malha utilizado foi de 0. Após a confecção da pré-trinca. e como conseqüência tem-se a diminuição do fator de intensidade de tensão. Dos ciclos 11 a 18.73 A aplicação da carga será feita utilizando-se 10 etapas no carregamento e 20 no descarregamento. Esse procedimento experimental é feito com o intuito de calibrar e criar efetivamente uma trinca no corpo de prova a ser ensaiado. ou seja. a taxa de propagação utilizada foi de 0. Por isto.5 mm/ciclo. . foi feito com 9 etapas para o carregamento e descarregamento. Estas taxas foram adotadas em função da adequação dos recursos computacionais disponíveis com os dados experimentais. uma vez que.5 mm.25 mm/ciclo e dos ciclos 19 a 30 a taxa foi de 0. à medida que a trinca se propaga a carga aplicada diminui.25 mm /ciclo até 2. ou 10 ciclos com intuito de reproduzir um campo de tensões inicial semelhante ao corpo de prova.

Ansys (2002).20. É possível especificar tanto a metade. . Kop e Kcl . em função do tempo de execução de um ensaio de propagação de trinca semelhante. também a trinca será modelada pela metade. . Como a maioria dos corpos de prova foi modelada pela metade. Será mostrado como o programa empregado de elementos finitos. Caso contrário.74 É numericamente inviável utilizar a mesma taxa de propagação experimental nos modelos numéricos. K. a partir do cálculo das tensões calcula o fator de intensidade de tensões. pois o tempo de processamento poderia ter a mesma duração ou menor do que tempo total da execução de um ensaio e um dos objetivos é reproduzir o ensaio de forma mais rápida e de forma consistente quando comparados dados numéricos e experimentais. A Figura 4. Para isto. como o caminho completo da trinca conforme mostrado na Figura 4. é necessário criar um sistema local de forma que o eixo x esteja na mesma direção da propagação da trinca.19 ilustra a representação do sistema local de coordenadas. em laboratório. Se a trinca for paralela ao eixo x do sistema global assume-se que o sistema local é o mesmo que o global. é necessário definir o sistema de coordenadas na ponta da trinca. pois seria necessário um tempo muito grande de processamento o que tornaria a análise numérica desnecessária. Este procedimento será utilizado para o cálculo dos valores de Kmax.

Essa calibração tem como objetivo determinar qual o menor elemento que deverá ser utilizado nos modelos de elementos finitos em projetos de componentes sujeitos a trincas.05 mm.1.20 Especificação do Caminho de Propagação da Trinca ( Ansys (2002)) É necessário a escolha de três nós ao longo da face da trinca sendo.20b.75 Figura 4.025 e 0. Este procedimento é valido tanto para o estado plano de tensão como para o estado plano de deformação. Para o cálculo do fator de intensidade de tensão em estruturas que contenham trincas representadas de forma completa o procedimento é ilustrado na Figura 4. onde as características observadas em laboratório com corpos de prova poderá ser reproduzido em modelos de elementos finitos de componentes reais desde que as . para o corpo de prova C(T) feitos com aço bifásico e submetidos a uma razão de carga R = 0. Serão construídas curvas de propagação de trincas da/dN .20a. O objetivo dessa variação de tamanho do menor elemento é mostrar que a elaboração de malhas muito refinadas não tem influência no cálculo das constantes da lei de Paris das curvas numéricas calibradas. que o primeiro deve estar necessariamente na ponta da trinca e os demais escolhidos na face da trinca. como ilustrado na Figura 4.19 Sistema de Coordenadas Local ( Ansys ( 2002)) Figura 4. com variação do tamanho do menor elemento ou seja será utilizado modelo com tamanho de elemento 0.∆K.

Da curva numérica de propagação de trinca do corpo de prova C(T) serão obtidas as constantes do material C e m. Serão obtidas tensões da análise com o corpo de prova C(T) e calcula-se o fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca Kcl.76 condições de ensaio e de propriedades de material sejam as mesmas tanto nos corpos de prova como nos componentes mecânicos. Esses valores serão comparados com os valores obtidos pela curva experimental do corpo de prova correspondente. pelo programa Ansys (2002) que será normalizado com Kmax sendo em seguida comparado com a normalização experimental. A correlação numérico – experimental será colocado em um gráfico Kcl /Kmax – a/W. C(T). .

43 KN e a carga a ser utilizada para executar o ensaio da pré-trinca foi de 5.57 KN conforme anexo B. A carga de ensaio sob carregamento de amplitude constante foi de 3.77 5.1.5 mm.∆K.0 DESCRIÇÃO DO ENSAIO DE PROPAGAÇÃO DE TRINCA A seguir irá ser descrito o ensaio de propagação de trinca feito para a obtenção do fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca. O ensaio de propagação de trinca foi feito em um corpo de prova compacto tração de um aço bifásico (ferrita+martensita) com tensão de escoamento de 401 MPa e 610 MPa tensão de resistência. A freqüência de ensaio foi de 30 Hz e uma razão de carga de 0. . com objetivo de obter os valores de fechamento de trinca em regime II na curva da/dN . sendo a pré-trinca também simulada pelo método dos elementos finitos. A maquina utilizada no ensaio foi da marca MTS. O método de flexibilidade foi utilizado para a execução da pré-trinca no corpo de prova ensaiado e servirá de parâmetro de calibração do modelo numérico. modelo 810 com capacidade de 10 KN conforme ilustrado na Figura 5. tendo sido utilizada no ensaio com uma onda de carga do tipo senoidal.1 obtendo um comprimento final de pré-trinca foi de 12.

3. Figura 5. No ensaio. como mostrado na Figura 5.2 Esquema do Corpo de Prova Utilizado no Ensaio de Fadiga.2.6. carregamento na direção da conformação e propagação da trinca na direção transversal à conformação. a carga máxima foi calculada de tal forma a se ter a propagação da trinca sempre no regime elástico-linear. A espessura do corpo de prova foi de 3. Para tal. .25 e 0. utilizou-se o gráfico apresentado na Figura 5. Todas as outras dimensões dos corpos de prova são função da largura.1 Posicionamento do Corpo de Prova na Maquina MTS A orientação dos corpos de prova em relação à conformação mecânica das placas originárias foi L-T. isto é.78 Figura 5.8 mm. com a relação a/W entre 0.

1 Composição Química Código C Si Mn P S Al N Cr .79 Figura 5. o comprimento da trinca é estimado. ou melhor. A direção de propagação pode ser controlada por um entalhe do tipo chevron (ASTM E-647) que orienta a propagação da trinca. A aquisição de dados foi realizada a cada 0. Está apresentado neste anexo a carga de fechamento de trinca.1 dados da composição química do aço bifásico especificado como DP-Cr ( % em peso). os requisitos da pré-trinca para os corpos de prova compacto de tração são de no mínimo 10 % da espessura do corpo de prova ou maior do que 1.05 mm de propagação da trinca conforme mostrado no anexo B. Estão apresentados na Tabela 5.0 mm. No lugar da observação visual. os fatores de intensidade máxima e mínima de tensão aplicada no corpo de prova bem como a contagem dos ciclos após cada aquisição. o seu inverso – flexibilidade – para uma dada geometria do corpo de prova. Tabela 5.3 Requisitos Normalizados de Tamanho para Corpos de Prova de Fadiga (ASTM E647 (1995)) A medida do comprimento de trinca foi realizada pelo método indireto na determinação da variação da flexibilidade do corpo de prova. usando-se uma equação polinomial que correlaciona o comprimento da trinca com a rigidez do corpo de prova.

08 0. sendo o valor de carga para o ponto designado por Pk . Pi < Pk . linear e quadrático é chamado de “joelho”. e= ∑ {(v N ( Pi ) − vi ) .06 0. O objetivo é determinar um valor particular para Pk que melhor se ajuste na união entre as duas curvas. 2 (v max 1 − v min )2 (v max N 1 ∑ {(v ref (Pi ) − vi ) . Pk COD δ Figura 5.03 1. Pi ≥ Pk .4 Ajustes Linear/Quadrático na Curva P x δ . Para encontrar o melhor valor de Pk.1) . determina-se então uma série de valores de Pk entre Pmax e Pmin. Pcl.4.24 0.024 0. − v min ) 2 i=1 i =1 Q 2 e= (5. e este valor particular será então a carga de fechamento de trinca. Pcl.58 A determinação da carga de fechamento de trinca.002 0.0054 0. A união entre os dois ajustes. é realizada por meio de um ajuste linear e quadrático da curva carga aplicada versus COD. conforme esquematizado na Figura 5.80 DP-Cr 0. e também a soma dos quadrados dos resíduos e que são calculados pela seguinte expressão. para um dado ciclo de fadiga. .

. v Q . Pi< Pk). v i – carga e deslocamento iniciais do ensaio. Pi . vmin – deslocamentos máximo e mínimo perpendiculares a superfície.– deslocamento obtido durante o ensaio e utilizado no ajuste da curva linear quando (Pi. v i. A figura 5. v i. e . . razão entre largura do corpo de prova e comprimento da trinca para calcular o fator de intensidade de fechamento de trinca na região linear da curva de propagação de trinca. Pi≥ Pk). O algoritmo do programa MTS garante a convergência para um Pk correspondente ao mínimo e calculado. v max .81 Onde. N.é soma dos resíduos quadrados.5 ilustra a representação da carga de fechamento Pcl. propriedades de material. carga no joelho Pk Figura 5.5 Determinação de Pcl De posse carga de fechamento o programa associa o comprimento de trinca. Dessa maneira a carga de fechamento Pcl será o valor Pk obtido pelo menor valor de e.número de ciclos.deslocamento referência obtido no ajuste na curva quadrática quando v ref (Pi.

Os resultados numéricos do corpo de prova C(T) foram comparados com resultados experimentais obtidos em laboratório na Universidade Federal de Ouro Preto.2024-T351.5.1 a 6.Os resultados numéricos obtidos com o Ansys (2002) são comparados com resultados obtidos pelo FASTRAN (1992) do trabalho de Liu e Wu (1997). .6 a normalização de resultados entre Kop – fator de intensidade de tensão de abertura de trinca e Kmax em função do fator de intensidade de tensão máximo no corpo de prova para as razões de carga R = 0 e R = 0.0 RESULTADOS São apresentados nas Figuras 6. SE(T) e M(T)) da liga de alumínio Al. para os seguintes corpos de prova (SE(B).82 6. nas mesmas condições de carga.

1 Normalização das Tensões. R = 0 Figura 6.2 Normalização das Tensões. R = 0.5 . Corpo de Prova SE(B). Corpo de Prova SE(B).83 Figura 6.

R = 0 .3 Normalização das Tensões.5 Normalização das Tensões. Corpo de Prova SE(T).4 Normalização das Tensões.84 Figura 6.5 Figura 6. Corpo de Prova M(T). R = 0. R = 0 Figura 6. Corpo de Prova SE(T).

em que foi aplicado um Kmax de 8 MPa m e uma razão de carga R= 0.6 Normalização das Tensões.85 Figura 6.5 Nas Figuras 6.12 são mostrados exemplos de pós-processamento de análises feitas com os corpos de prova SE(B). Os resultados podem ser observados nas Figuras 6. sendo que a primeira figura mostrada é uma vista global do campo de tensões e a segunda figura representa o campo de tensões na ponta trinca em MPa. sendo que o fator de intensidade de tensão máximo inicial aplicado para o C(T).1. SE(T) e M(T). R = 0. O campo de tensões é apresentado em σ xx para os corpos de prova SE(B) e SE(T) e σ yy para o M(T) e C(T). foi de 19 MPa m e R = 0.14. para a liga de alumínio Al- 2024-T351.7 a 6. Corpo de Prova M(T).13 e 6. .

7 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(B) 1 ( Ansys (2002)) Rastro da Trinca Ponta da Trinca Figura 6.86 Figura 6.8 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(B) 2( Ansys (2002)) .

87 Figura 6.9 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(T) 1( Ansys (2002)) Rastro da Trinca Ponta da Trinca Figura 6.10 Pós-Processamento Corpo de Prova SE(T) 2( Ansys (2002)) .

88 Figura 6.11 Pós-Processamento Corpo de Prova M(T) 1( Ansys (2002)) Rastro da Trinca Ponta da Trinca Figura 6.12 Pós-Processamento Corpo de Prova M(T) 2( Ansys (2002)) .

89 Figura 6.13 Pós-Processamento Corpo de Prova C(T) 1( Ansys (2002)) Rastro da Trinca Ponta da Trinca .

SE(T) e M(T).55 MPa m 3.63 3.72 A Figura 6.63 3.15 mostra uma comparação do fator de intensidade de tensão de abertura de trinca com os corpos de prova SE(B).90 Figura 6.55 MPa m 3.20 2. McClung & Sehitoglu (1989a) já haviam feito um estudo comparando estas e outras metodologias normalmente utilizadas para liberação de nós na ponta da trinca. Isso foi feito com intuito de se verificar em qual dos corpos de prova estudados tem-se o maior e menor efeito de sobrecarga e tendo como conseqüência uma deformação residual maior.15 uma comparação de resultados de uma situação de sobrecarga nos corpos de prova SE(B). Kmax = 8 MPa m .14 Pós-Processamento Corpo de Prova C(T) 2 ( Ansys (2002)) A Tabela 6.57 3.1 apresenta uma comparação de resultados de Kop utilizando técnicas de simulação de propagação de trincas liberando os nós na carga máxima e mínima. . É mostrado na Figura 6.20 3. Os pesquizadores. O objetivo desta comparação é determinar que não há diferença significativa entre as duas metodologias.57 3. Tabela 6. R = 0 Modelo SE(B) SE(T) M(T) Liberação Máxima Kop Liberação Mínima FASTRAN Kop Kop MPa m 3.1 Liberação na Carga Máxima e Mínima. SE(T) e M(T) submetidos a uma sobrecarga.

16 a região de validade da equação de Paris. Figura 6.15 Comparação de Resultados com Sobrecargas A Figura 6.16 apresenta o resultado experimental do ensaio de propagação de trinca por fadiga realizado em um aço bifásico no corpo de prova C(T).17 correlaciona curvas de propagação de trincas numéricas e experimentais na região de Paris. . É possível observar ainda na Figura 6.05 mm. Os modelos numéricos contem dois tamanhos de incremento mínimo por ciclo 0.16 Curva de Propagação de Trinca por Fadiga Experimental para o Aço-Bifásico A Figura ilustra 6.91 Figura 6.025 e 0.

18 Extração de Valores para Cálculo de C e m . Figura 6. na Figura 6.17 Correlação de Curvas de Propagação de Trincas Corpo de Prova C(T) Será mostrado.18. o procedimento para o cálculo das constantes do material C e m da curva de propagação de trinca por fadiga.92 Figura 6. Apresenta-se como exemplo o cálculo das constantes do material bifásico utilizado no corpo C(T) experimental.

06E-5) e (48.025 mm Numérico.62E-9 .93 O processo inicia-se com as escolha dos pares dos pontos (∆K.3.06 −5 − log 6. Tabela 6.tamanho do elemento 0. 6. m dN MPa m ( ) Assim as constantes do aço bifásico para R= 0.06E − 5 = C (27 ) .62E-9 e m = 3. m= .3 log 27 − log 48 da mm ciclo 3. A Tabela 6.3 Procedimento Para Calibração de Curva Numérica e Experimental A N Nexp ∆Nexp ∆amin ∆amin/∆Nexp ∆ac/∆Nc ∆K .76 Será mostrado a seguir como foi feito a correlação de valores numéricos e experimentais das constantes C. da dN1  ∆K 1 = da dN 2  ∆K 2 m=  log (da dN 1 ) − log (da dN 2 )  .2 mostra as constantes C e m calculadas pelo processo mostrado acima tendo como base as curvas de calibração do corpo de prova compacto de tração C(T).05 mm 1. m = 3.9. 3 = C (∆K ) m .30 Numérico.  log ( ∆ K ) − log ( ∆ K ) 1 2  m log 9.50 1.0E-4).tamanho do elemento 0.1 são C= 1. Tabela 6. corpo de prova mm ciclo (MPa m ) m m C(T). 9.3. da dN ). escolhendo os extremos da curva (27. R = 0. C = 1.11−4 . m os valores são mencionados na Tabela 6.62E-9 3.10E-9 3.2 Constantes C e m Numéricas e Experimentais C.1 Experimental 1. denota-se os pontos da seguinte maneira.29E-9 3.

57E-07 2.5 14 Onde. O procedimento experimental na determinação da carga de fechamento e posteriormente o fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca foi descrito no capítulo anterior.5 1 2247 13 2 13. O procedimento numérico para obtenção dos fator de intensidade de fechamento de trinca será descrito a seguir. .025 4. Após a propagação das trincas em 20 ciclos numéricos obtendo com isso as tensões e deslocamentos ao longo de todo histórico de carregamento das 600 etapas analisadas. Conforme foi descrito no capítulo 4 foi propagado uma trinca de 22 mm após a confecção da pré-trinca tanto no modelo numérico como no experimental.4 4 244279 29936 0. a Comprimento da trinca N Numero do ciclo utilizado mo modelo numérico para simular a propagação da trinca Nexp Numero de ciclos experimental associado com o comprimento da trinca ∆Nexp Variação do numero de ciclos experimental associado com o comprimento da trinca ∆amin Tamanho do menor elemento utilizado para propagação da trinca ∆a min ∆N exp Variação do menor elemento utilizado para propagação da trinca e a variação do número de ciclos experimentais associado com o comprimento da trinca ∆a c ∆N c Razão entre a taxa de propagação de trinca numérica e experimental calibrada obtida multiplicando ∆a min por 150. sendo 200 no carregamento e 400 no descarregamento. Passa-se agora a determinar as tensões de fechamento de trinca em cada ciclo.0 3 214343 54986 0.25E-04 24.025 1.0 Mm - - 12.55E-07 6.94 - mm mm/ciclo mm/ciclo MPa m 161604 159357 0.35E-07 1.82E-05 20. número esse obtido através de processo ∆N exp iterativo e sendo esta constante adimensional. para posteriormente fazer o cálculo do fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca e normalizar com o fator de intensidade de tensão máximo aplicado.025 8.35E-05 18.

além de observar a tensão perpendicular na ponta da trinca quando ficar negativa. é baseado no trabalho de Wei & James (2000a). atendendo estes dois requisitos terse a o primeiro contato entre as duas superfícies da trinca caracterizando a tensão de fechamento de trinca e em seguida aplica-se o procedimento mencionado no capítulo 4 para o cálculo do fator de intensidade de tensão pelo programa Ansys (2002). Os pontos para construção do gráfico correspondem as mesmas coordenadas ao longo da face da trinca nos respectivos modelos numérico e experimental.95 Como descrito no capitulo 2 o procedimento. A Figura 6. Este procedimento repete-se nos 20 ciclos obtendo desta maneira 20 fatores de intensidade de fechamento de trincas que serão normalizados com os fatores de intensidade de tensão máximo e comparados com os resultados experimentais. . para a determinação da tensão de fechamento de trinca é feito observando etapa por etapa no descarregamento o deslocamento do nó atrás da ponta da trinca ao longo de 20 ciclos quando passar de positivo para negativo.19 mostra uma comparação de resultados numéricos e experimentais através de uma normalização dos fatores de intensidade de tensão máximo Kmax e o fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca Kcl e a variação do fator de intensidade de tensão ∆K. fator este agora que será chamado fator de intensidade de fechamento de trinca.

6 para os mesmos corpos de prova mostram também uma boa correlação entre Ansys e FASTRAN.1 a 6. SE(T) e M(T).3 observa-se que para R = 0 os resultados mostram-se com um excelente nível de correlação entre os dois códigos numéricos. Nota-se de uma forma geral nas duas razões de carga utilizadas (R = 0 e R = 0.4 a 6.0 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Nas Figuras 6. Nas Figuras 6.6 são mostradas as normalizações de resultados entre Ansys e FASTRAN com os corpos de prova SE(B).5 os resultados mostrados nas Figuras 6.5) uma diferença de resultados em torno de 10%. diferença .1 a 6.19 Normalização de Kcl e Kmax 7. Para a razão de carga R = 0.96 Figura 6.

foi avaliada para os três corpos de prova em uma situação de sobrecarga. As Figuras 6. 12 % para o SE(T) e 23 % para o M(T).2024-T351.13 ilustram o campo de tensões na ponta da ponta da trinca nos corpos de prova avaliados de aço bifásico. para o processo de propagação de trinca. A comparação dos procedimentos utilizados por Newman (1974) e Ricardo et al.97 essa que está razoável em se tratando de simulação numérica.(2002) para os corpos de prova SE(B). já quando se compara com o resultado do código FASTRAN (1992) tem-se uma diferença em torno de 10 % para o corpo de prova SE(B).2024-T351. Kop. rastro de deformação plástica este que ira contribuir para o fechamento da trinca. A metodologia de liberação dos nós na carga mínima. A diferença entre as metodologias ( liberação mínima e máxima dos nós ) e o FASTRAN precisariam ser confirmada experimentalmente com intuito de verificar de qual metodologia ( método dos elementos finitos x experimental ) se mostra mais próxima. SE(B). Para os corpos de prova SE(T) e M(T) não houve alteração no nível do fator de intensidade de tensão de abertura de trinca. SE(T) e M(T) de uma liga de alumínio Al. Tabela 6. Os resultados mostram que o corpo de prova SE(B) apresentou um fator de intensidade de tensão de abertura maior do que aquele atingido antes da evidente sobrecarga. SE(T) e M(T) utilizando a liga de alumínio Al.1 ilustra a comparação dos resultados dos três modelos.1. A Tabela 6.7 a 6. na determinação do fator de intensidade de tensão de abertura da trinca . utilizando as metodologias de liberação de nós na carga mínima e máxima.15. ficando evidente atrás da trinca o rastro formado. ficando evidenciado que a sobrecarga aplicada para essa situação não foi suficiente para provocar um aumento da . Figura 6. não mostrou diferença na determinação do fator de intensidade de tensão de abertura de trinca utilizando o programa Ansys (2002). assumindo que o FASTRAN é um código que se aproxima bem com dados experimentais.

∆K. A Figura 6. C(T).2024-T351. A Figura 6. Acima de 0.22 ilustra a comparação dos resultados experimental e numérico através da normalização da intensidade de tensão de fechamento de trinca do corpo de prova compacto de tração. vale ressaltar que o tamanho do menor elemento é da ordem de 10-5 m e. enquanto que em ensaios convencionais de propagação de trinca a . Constata-se não haver diferenças significativas de resultados com a variação do tamanho do elemento na simulação do processo de propagação de trincas utilizando o método dos elementos finitos. É fato que a taxa de propagação da/dN (5. e a mesma está na região III da curva de propagação da/dN .18 ilustra a curva de propagação de trinca obtida através de ensaio.40.32 a 0.17 mostra a curva de propagação de trinca da/dN . ficando mais evidente este na parte experimental esse aumento. portanto a taxa possível de se aplicar nos modelos de elementos finitos seria de 10-5 m/ciclo. O gráfico mostra uma boa correlação entre a abordagem numérica e experimental na faixa de relação a/w de 0.40 os fatores de intensidade de tensões máximo e de fechamento de trinca tanto experimental como numérico começam aumentar em função do aumento do tamanho da zona plástica na ponta da trinca. A Figura 6.0E10-5 m/ciclo) não representa a realidade. região essa que é caracterizada por ser uma região onde a trinca já se encontra em um nível instável.98 tensão residual de abertura/fechamento como no caso do corpo de prova SE(B) da liga de alumínio Al.∆K comparando resultados numéricos e experimentais.0E10-2 mm /ciclo ou 5. onde é possível observar a região de Paris no regime II do processo de propagação de uma trinca.

caso não seja possível. Adiante serão discutidos com detalhes os resultados comparativos experimentais e numéricos com o corpo de prova compacto de tração. Constatou-se grande a influência na especificação das etapas de carregamentos /descarregamentos na obtenção de maior precisão na determinação do fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca. taxa de propagação 10-5 m/ciclo. O objetivo da simulação numérica é reproduzir a estrutura em serviço. deve-se procurar soluções qualitativas que podem reproduzir esse comportamento além de poder extrair informações e extrapolar os resultados dos mesmos para situações de serviço. foi feito com dez incrementos de carregamento e vinte no descarregamento objetivando uma melhor determinação do fator de intensidade de tensão de fechamento de trinca. estratégia de trinta etapas de iterações.5 mm de trinca em corpos de prova e estruturas mecânicas. SE(T) e M(T) foram utilizados nove etapas no carregamento e descarregamento. Essas limitações são em função de equipamento e dos programas utilizados de múltiplas aplicações de elementos finitos. No corpo de compacto de tração.99 taxa de propagação é de 10-7 m/ciclo. Para se elaborar e processar modelos com características reais seriam necessário um trabalho muito grande tanto de equipamento como mão de obra na elaboração dos modelos e inviabilizariam a execução de simulações de propagações de trinca utilizando métodos numéricos. limitando a quinze tanto no carregamento como no descarregamento. Com esses parâmetros não é possível propagar mais do que 1. . portanto a taxa de simulação é na ordem de 100 vezes maior do que a taxa utilizada em ensaios. Para os corpos de prova SE(B). As limitações da metodologia apresentada são. C(T).

Uma vez determinado à etapa do carregamento ou descarregamento que ocorre abertura e fechamento da trinca respectivamente. Hucker & Farris (1993) utilizam o método dos elementos de contorno para representar o mecanismo de fechamento de trinca além de desenvolverem uma integral de contorno para o cálculo da taxa de liberação da energia para um corpo de prova M(T). porém esse código não é um código de elementos finitos e tem aplicação especifica e limitada. A proposta do trabalho foi a de apresentar uma metodologia que utilizando o método dos elementos finitos seja possível reproduzir os mecanismos de abertura e fechamento de trinca. entre eles está o FASTRAN. faz-se o cálculo dos fatores de intensidade de tensão de abertura e fechamento de trinca pelo procedimento descrito no capítulo 4. constatando que as definições apresentadas pelos autores funcionam de forma simples e precisa. porém são códigos ou rotinas especificas e limitadas que na maioria das vezes não estão a disposição dos engenheiros de estruturas ou de materiais. pois o FASTRAN foi desenvolvido para corpo de prova com trinca no centro. Existem outras maneiras de simular o mecanismo de abertura e fechamento de trinca. Utilizando as duas definições apresentadas por Wei & James (2000a) foi possível determinar os fatores de intensidade de abertura e fechamento de trinca. .100 O presente trabalho identificou como adequado à utilização de 9 etapas de carregamentos e descarregamentos além de uma taxa de propagação de 10-5 m / ciclo. Hucker & Farris (1993) e vários outros autores encontraram diferentes maneiras para resolver problemas de abertura ou fechamento de trinca.

e os resultados numéricos de um corpo de prova compacto de tração C(T) com um ensaio experimental. 8. SE(T) e M(T)). . Foram avaliados quatro tipos de corpo de prova.0 CONCLUSÕES O presente trabalho apresentou uma metodologia para simular o processo de propagação de trincas e os mecanismos de abertura e fechamento de trincas utilizando o método dos elementos finitos. foram comparados com os resultados numéricos obtidos com o FASTRAN.2024-T351.101 Embora o método dos elementos finitos tenha sua limitação é a ferramenta numérica com maior probabilidade de estar à disposição nas industrias e universidades para os engenheiros e pesquisadores desenvolverem soluções gerais para a comunidade cientifica e industrial. sendo que os resultados numéricos de três deles (SE(B). da liga de alumínio Al.

ao longo de todo o histórico de carregamento evitando possíveis problemas de convergência da análise numérica. Essas curvas associam o tamanho do menor elemento que o componente real sujeito a trincas terá quando for modelado pelo método dos elementos finitos e espera-se que a curva de propagação do componente real tenha comportamento similar ao modelo de corpo de prova C(T) utilizado no trabalho. liberando os nós na carga mínima. deslocamentos e posteriormente os fatores de intensidade de tensões de abertura e fechamento de trincas. foi possível determinar as tensões.∆K e as constantes do material C e m obtidas através de análise numérica. ela também pode ser aplicada em áreas como a indústria automotiva entre outras para caracterização de propriedades de materiais. Foi possível reproduzir de forma qualitativa as curvas de propagação de trincas da/dN . Utilizando o método dos elementos finitos.102 Foram abordados casos no estado plano de tensão e sob carregamento de amplitude constante tanto na comparação com o FASTRAN como no ensaio realizado. A metodologia de simulação de abertura e fechamento de trincas é utilizada na indústria aeronáutica e aeroespacial. O uso desta metodologia requer que critérios de projeto sejam revistos e que haja uma integração . É possível notar a consistência dos resultados numéricos quando os mesmos são comparados com os dados experimentais.25 mm. Para materiais como ligas de alumínio a estabilidade da intensidade de tensões de abertura/fechamento é atingida para valores de propagação da trinca da ordem de 0.

o nível de tensões para o qual deformação plástica adicional ocorre pode ser dependente do grau corrente de deformação plástica. pois sabe-se que a fadiga é muito sensível à variações de qualidade da matéria prima e da manufatura. o fenômeno é denominado encruamento. Proposta Para Trabalhos Futuros A continuidade desse trabalho se faz necessário com intuito de pesquisar os efeitos dos mesmos tipos de corpo de prova sob carregamento de amplitude variável.1 Encruamento Após o início do escoamento. qualidade e projeto. Nesse caso a superfície de plastificação variará para cada estágio de deformação plástica.1. Anexos A : Revisão de Análise Não-Linear A. . Foram apresentados aqui alguns tópicos de continuidade da pesquisa iniciada com este trabalho.∆K. Existe também a necessidade de se verificar a metodologia quando o interesse na região I de uma curva da/dN .103 muito grande entre as áreas de manufatura. Desse modo. espera-se que o mesmo contribua para a comunidade cientifica brasileira e a indústria nacional. É necessário estudar também a validade da metodologia para o estado plano de deformação bem como elaborar nova metodologia para estudar os efeitos dos mesmos tipos de carregamentos (constante e variável ) em corpos de prova em três dimensões.

mas ao contrário. a superfície de plastificação pode não endurecer. apenas. amolecer. Para alguns materiais. k = Wp (A. Então . a superfície de plastificação se contrai progressivamente sem translação.c o encruamento é dito cinemático. o grau de encruamento pode ser postulado como uma função do trabalho plástico. O desenvolvimento progressivo da superície de plastificação pode ser definido relacionando a tensão de escoamento k à deformação plástica por meio do parâmetro de encruamento k.b o encruamento é dito isotrópico. Por outro lado. A1. como mostra a Figura A1. Isto pode ser efetuado de dois modos. Um material dito perfeitamente plástico é mostrado na Figura. Wp.1) . Primeiro. Se a superfície de plastificação subseqüente é uma expansão uniforme da superfície de plastificação original. sem translação. para um modelo isotrópico. Portanto.104 Alguns modelos com a ocorrência de encruamento no material são ilustrados na Figura A1. como mostra a Figura A1.a onde o nível de tensão de escoamento independe do grau de plastificação. se a superfície de plastificação subseqüente preserva sua forma e orientação mas translada no espaço das tensões como um corpo rígido.

2) são os componentes plásticos da deformação que ocorre num incremento de deformação.2 Curva para um Material Elásto-Plástico . por hipotese. df = (∂ f / ∂ ij ) d σij (A. df = 0 carregamento neutro ( comportamneto plástico para um material perfeitamente plástico ) e a " tensão " permanece sobre a superfície de plastificação.descarregamento elástico ocorre ( comportamento elástico) e a "tensão" retorna para dentro da superfície de plastificação. No estado plástico . df < 0 . O comportamento elástico é caracterizado por f < k. Alternativamente k pode ser relacionada a medida de deformação plástica total denominada efetiva.3) então .1.Este comportamento é denominado encruamento. definido como .105 Figura A3 Modelos para Representação do Encruamento (Hencky ( 1924 )) Wp = ∫σ ij ( d ε ij ) p no qual (dε ij) p (A. k = εp onde εp (A. [ ] 12 d εp = 2 3 ( dε ij p ( dε ij ) p (A . A. O estado de tensões onde f = k representa o estado plástico. o parâmetro de encruamento k é .5) então se . generalizada ou deformação plástica equivalente que é definida incrementalmente como .4) o resultado da integração de dεp no caminho de deformação. f = k a mudança incremental na função devido a mudança incremental de tensões é .

caracterizado pelo módulo de elasticidade E. Figura A2 Representação de um Ensaio de Tração Uniaxial Curva Tensão x Deformação A lei de encruamento K= K ( k ) pode ser expressa em termos de tensão efetiva (já que é proporcional à J2 ) pois pela hipótese de encruamento. σ ij] 1/2 (A. [σij .7) No caso uniaxial considerado σ1= σ . σ = √ 3/2 . σ =K(k)=H( p) (A. Posteriormente a resposta do material é elasto-plástica com a tangente local à curva tensão-deformação variando continuamente é denominada módulo elasto-plástico ou tangente ET . até que o escoamento se inicie para a tensão uniaxial de tração σy. σ2 = σ 3= 0 e desse modo.8) .6) ou diferenciando σ /d εp = H' ( ε p ) (A.106 Considere um ensaio de tração de um material elasto-plástico que produz a curva apresentada na Figura A2. O comportamento é inicialmente elástico.

9) tem-se. Operator. ( εp) = dσ /d εp = dσ /( dε .7).d εe ) = 1 /[ dε /d σ ) . o módulo de Poisson é efetivamente 0. Manipulando as equações ( A. ( A8 ) e ( A. Date.( dεe /dσ ) H' = E T / ( 1-ET / E ) (A. (dε)p = dεp e já que a deformação plástica é por hipótese incompreensível.45 2002 Fatigue Crack Growth .dεp e (dε 3)p= . A deformação plástica efetiva fica.0. dε p = √ 2/3 [( ε ij )p ( ε ij )p ]1/2 = dεp (A. <Untitled> GODEFROID Fri Aug 02 22. H'.0.10) Desse modo a função do encruamento H' pode ser determinada experimentalmente a partir de um ensaio de tração uniaxial. Template.5 e (d ε 2)p= .5dε p.24.9) As duas expressões acima explicam as constantes arbitrárias empregadas nas definições de σ e εp.5. já que estes termos são requeridos para se obter as tensões deformações reais para o ensaio uniaxial.107 Se o incremento de deformação plástica na direção de carregamento é dεp então. Anexo B: Resultados do Ensaio Experimental Report.

67 0.Compliance Coefficients -C0 C1 (none) C2 (none) C3 (none) C4 (none) C5 (none) -.Specimen <cindmb07> -Precrack Status Precracked Test Status -.64 -13. 3 (none) Calibration coeff.Specimen <cindmb03> -Precrack Status Precracked Test Status -.944 -1514.6 Not Test Defined Not Test Defined Not Test Defined . 4 (none) -.108 Procedure. luizcarlos1 Batch.Specimen <cindms03> -Precrack Status Precracked Test Status -. 1 (none) Calibration coeff.157 -172.886 4. luizcarlos1 Batch Summaries . 2 (none) Calibration coeff. 0 (none) Calibration coeff.72 -5. <luizcarlos1> Number of Specimens Number of Specimens Precracked Number of Specimens Executed Specimen Geometry Batch Comments Cr -.Specimen <cindmb031> -- 10 1 1 FFC(T) Aco bifasico 1 (none) -4.32 14.5 13.551 879.K Calibration Coefficients -Calibration coeff.

Not Test Defined <felcrl03> -Not Test Defined <felcrt03> -Not Test Defined <felsil03> -Not Test Defined <felcrldk03> -Not Test Defined <felcrl06> -Not Test Defined <luizcarlos1> -Precrack Test <Untitled> GODEFROID Fri Aug 02 22.109 Precrack Status Precracked Test Status -. Luiz Carlos Operator . Template.Specimen Precrack Status Precracked Test Status -. Leonardo Job Number .Specimen Precrack Status Precracked Test Status -. Procedure.52 2002 Fatigue Crack Growth luizcarlos1 luizcarlos1 Test Summary .Identification -Template Procedure Comment.Specimen Precrack Status Completed Test Status Executed Report. 120857 FCG luizcarlos1 . Batch.Specimen Precrack Status Precracked Test Status -. <Untitled 9> -. Date.Specimen Precrack Status Precracked Test Status -.26. Operator.Specimen Precrack Status Precracked Test Status -.

673 0. 3 (none) Calibration coeff.944 -1514. 0 (none) Calibration coeff.157 -172. R (min/max) luizcarlos1 Aco bifasico luizcarlos1 Aco bifasico FFC(T) 50 mm 10 mm 3 mm 3.Precrack Parameters -Final Kmax N/mm^1.110 Date of Test .Compliance Coefficients -C0 C1 (none) C2 (none) C3 (none) C4 (none) C5 (none) -.67 0.32 14.64 -13.6 655.886 4. 4 (none) -.719 0. 1 (none) Calibration coeff.8 mm 205000 401.3 LT (none) 1 (none) -4.092 612.Geometry -Specimen Geometry Width Notch Length Notch Height (h) Net Thickness Modulus of Elasticity N/mm^2 Yield Strength N/mm^2 Ultimate Tensile Strength N/mm^2 Poisson's Ratio Crack Plane Orientation -.72 -5. 2 (none) Calibration coeff.K Calibration Coefficients -Calibration coeff.1 (none) .551 879. 8/02/02 Batch Batch Comments Cr Specimen Specimen Comments Cr -.5 Load Ratio.5 13.

5 Precrack Pmax Precrack Final P Precrack crack length -.35 672.501 12.501 N N mm 12. R (min/max) Test Frequency Waveshape Crack Length Monitoring Automatic Inspection Hold Inspection Interval (cycles) -.233 N -0.1 (none) 30 Hz Sine compliance Off 10000 .Precrack Setup -PCR Load Signal PCR Load Range PCR COD Signal PCR COD Range -.501 12.Test Setup -- 30 Hz 12.4 12.Execution Parameters -Test Method Load Amplitude Endlevel 1 Endlevel 2 Normalized K Gradient (C) 1/mm Load Ratio.33 N 343.5 mm Off 10000 compliance 90 10 Off 10000 Load Channel Name COD Channel Name Load Signal COD Signal Load COD Load COD Load 10000 COD 3 mm N 140123 907.501 12.501 mm mm mm mm mm Constant 3432.Precrack Crack Lengths -Precrack length 1 Precrack length 2 Precrack length 3 Precrack length 4 Precrack length 5 -.111 Test Frequency Final Crack Length Cycle Limited Maximum Number of Cycles Crack Length Monitoring Upper LSF data range Lower LSF data range Automatic Inspection Hold Inspection Interval (cycles) -.0787402 0.5 Precrack Final K N/mm^1.Precrack Results -Precrack Cycles Precrack Kmax N/mm^1.501 12.35 5576 3668.

7769 34.7769 34.5 mm Off 0.Test Results -FCG Cycle Count FCG Crack Length FCG K Max N/mm^1.7769 34.112 User Test Modulus N/mm^2 -.5 FCG P Max -.FCG Crack Lengths -Final crack length 1 Final crack length 2 Final crack length 3 Final crack length 4 Final crack length 5 -.05 Off Off On 90 10 On On On mm On 40 mm Off 3e-007 3 Off 1000000 Off 0.33 mm 4737.7769 mm mm mm mm mm Compliance No Secant Yield .txt -.Calculation Information -Crack Length Data Measurements Crack Length Correction Correction da/dN Curve Fit Effective Yield Strength Strength 205000 0.5 mm No 484128 34.7769 34.Test Termination -Crack Length Limited Final Crack Length Crack Growth Rate Limit Target Crack Growth Rate mm/cycle Measurements Outside of Target Cycle Limited Maximum Number of Cycles Crack Length Tolerance Crack Length Measurement Tolerance Crack Gage Tolerance Crack Gage Measurement Tolerance Hydraulic Shutdown at Termination -.16 N 34.Data Storage -Crack length update interval Manual/Visual External Compliance Upper LSF data range Lower LSF data range Display Closure Information Store Timed Data Event logging Event Log Filename luizcarlos1.7769 2667.

25 mm or 0.2W? 10 mm >= 10 mm No Is precrack extension from notch >= 0.25B? 0 mm <= 1. b/w surface precrack lengths. Is this diff. 3 mm or 1 mm No Is final precrack Kmax <= initial test Kmax? 672. <= 0.35 N/mm^1.10B.113 Closure Calculation Do Closure Calculations Closure Calculation Method Linear Quadratic Closure -.025W or 0. h or 1 mm? 2. Need 1 or more points in range -.95 mm Yes .5 <= 625.5))^n ERROR 999 MRLogFitRange.25B? 0 mm <= 1. Equation. da/dN (mm/cycle) = c * (Delta K (N/mm^1.5 No Diff.5))^n ERROR 999 MRLogFitRange.025W or 0. da/dN (mm/cycle) = c * (Delta K (N/mm^1.Results using Delta K Applie -App.501 mm >= 0.Validity Results -Is Notch Length >= 0.Results using Delta K Effect -App. Need 1 or more points in range -.Apparent Threshold Parameter -LSF Starting da/dN 1e-007 mm/cycle LSF Ending da/dN 1e-006 mm/cycle da/dN Value 1e-007 mm/cycle -. <= 0.38 mm. b/w surface final crack lengths. Thresh.25 mm or 0. Is this diff.95 mm Yes Diff. Thresh.121 N/mm^1. Equation.

10 376.0046 287.051 64.59 19.77 8.38 19.68 115193 12.5701 297.089 1565.21 3457.8 3418.88 8.19 3425.5 3425.114 Report.712 1489.002 69. luizcarlos1 Batch.75 18.89 2.121 60.46 17.53 Valid 639.21 16.69 197998 13.03 19.92 7.89 375.51 17.242 1576.90 17.89 359.01 2.359 63.10 353.81 Valid 644.74 8.95 1.92 .91 Valid 648.85 17.63 126260 12.92 16.66 19.985 1379.795 1532. Fri Aug 02 22.204 64.58 8.73 357.4276 291.1366 295.497 67.65 76113 12.74 19.839 64.136 1540.52 334.05 2247 12.10 2.65 191633 13.662 1516.491 64.33 19.48 Valid 629.3321 287.24 374.14 363.519 1534.31 3386.56 17.068 68.087 1447.37 3562.31 336.9306 287.02 8.64 17.8137 300.45 19. GODEFROID Date.99 1.64 17.04 2.42 Valid 625.18 345.23 168321 13.8 137654 12.83 18.69 19.415 62.69 Valid 634.49 3481.24 19.5 N/m^1.87 8.03 8.86 Valid 653.36 3446.661 1573.75 Valid 641.63 8.96 Valid 642.58 Valid 653.08 2.94 7.63 8.444 1548.35 187726 13.38 3494.48 347.14 Valid 642. luizcarlos1 Test History Tables .77 3427.37 Valid 658.2 173810 13.3 182265 13.2286 267.875 1496.499 60.83 1.89 2.21 357.27 Valid 656.9007 296.81 1.59 17.23 17.4669 242.66 17.82 147402 12.31 17.86 325. <Untitled> Operator.826 245.26 17.797 66.21.49 334.09 Valid 655.293 62.27 19.9804 264.359 1323.14 153949 12.7 3466.27 161604 12.1373 292.5 Load N mm/cycle Validity 579 12.24 336.19 2002 Template.94 2.17 19.32 3440.35 7.11 64.971 1530.93 1.029 1334.573 1444.06 1.0782 285.69 3430.92 19.67 3452.77 1. <Untitled 8 Specimen <luizcarlos1> Cycles Crack Crack Max K Min K Closure K Closure Length Length N/mm^1.3921 253.5 N/m^1. Fatigue Crack Growth Procedure.5 N/mm^1.64 Valid 658.87 1.335 1535.61 8.27 19.72 17.427 70.27 7.1752 276.5 N/mm^1.47 97877 12.30 8.20 Valid 656.10 331.93 366.8964 285.27 3459.134 69.944 70.23 17.58 9.95 1.59 19.97 28251 12.26 17.47 202167 13.89 19.62 8.17 3547.12 1.68 19.32 Valid 663.933 68.5829 288.5 N/m^1.75 Max Load Min Load delta K Max K Min K Closure K N N N/m^1.773 1570.35 3436.48 343.66 8.02 Valid 645.08 1.38 17.05 3465.

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49 13.88 30.813 1618.13 1926.9 1987.01 3423.75 30.556 192.28 55.27 61.18 49.764 1628.07 361.41 6.39 2128.11 2071.83 11.88 6.34 39.34 336.81 8.42 1853.22 31.511 2168.915 193.33 1654.70 49.24 51.36 31.05 3416.45 3411.64 52.06 55.173 210.16 1820.72 54.66 5.25 560.31 356.83 347.28 347.92 60.67 57.70 5.085 475.52 341.25 56.4 1649.07 56.20 5.52 58.02 5.838 678.21 51.321 196.80 57.42 5.743 189.67 3448.90 55.55 1961.45 354.38 332.86 64.012 188.49 31.62 373.74 3141.86 774.53 54.33 48.06 3184.60 38.51 1888.71 63.67 2888.22 2016.073 193.62 59.69 .546 206.55 350.64 1926.47 6.93 330.2 2048.57 30.60 6.062 2784.94 8.59 3210.95 31.70 5.79 5.73 58.14 31.28 31.84 1878.90 52.677 214.27 32.747 215.58 1957.07 1279.12 5.82 49.84 6.77 1835.00 360.49 3435.46 30.49 53.387 196.588 200.95 296.24 54.73 686.89 6.41 51.45 62.96 32.83 2139.561 464.21 32.49 49.15 3440.07 360.66 51.39 7.81 6.7 3425.42 3425.81 52.08 3449.30 5.599 203.99 442.46 328.9 375.78 51.713 2905.36 3418.49 1997.42 51.81 30.79 54.02 203.64 6.37 54.03 357.81 31.09 6.201 204.05 32.84 52.53 2888.60 55.29 1853.86 59.74 52.66 3238.92 3327.726 212.651 3062.05 3434.25 3451.939 178.41 54.34 341.85 55.125 481175 481243 481312 481380 481447 481516 481585 481653 481721 481789 481857 481926 481994 482063 482131 482199 482269 482337 482405 482474 482543 482612 482680 482749 482817 482885 482953 482988 483058 483093 483161 30.72 56.79 341.46 6.68 48.77 3409.85 172.82 50.7 3436.893 374.45 52.42 6.55 345.53 57.41 3222.33 55.31 2002.00 340.52 3420.29 3430.14 6.27 2079.21 57.62 48.07 352.33 6.8 444.08 31.07 61.13 32.375 181.93 349.69 349.168 557.53 3419.21 2090.73 31.51 30.11 1602.72 1868.268 3418.55 10.86 346.67 384.8 1756.40 30.61 56.36 5.16 1739.20 6.736 213.76 3083.59 31.08 1842.89 31.67 49.33 57.98 1822.49 2115.95 1907.11 352.08 11.42 32.49 3393.66 3417.19 1319.97 53.52 1824.80 5.8 2975.86 345.72 50.68 1808.1 1697.74 3426.41 48.95 3438.04 1817.77 12.729 292.966 180.37 62.50 Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid 1793.39 3420.28 3257.35 3427.17 2874.65 338.57 54.31 49.05 56.526 1524.91 220.23 54.81 58.262 227.53 6.62 48.45 3416.66 31.146 2870.08 1601.12 6.36 32.17 5.624 190.60 55.90 48.93 352.219 221.62 30.162 289 489.91 5.91 6.69 328.79 5.91 215.41 50.46 63.954 217.67 3449.07 355.07 5.755 218.68 30.92 5.389 197.822 644.18 2042.1 1613.98 1950.49 60.987 193.72 353.90 49.68 1747.699 176.46 3427.46 5.396 365.13 57.342 420.84 3435.62 48.05 2266.01 31.24 357.67 14.73 3417.88 1901.562 393.32 2105.54 48.38 333.006 202.42 3407.99 1713.03 48.14 62.38 45.55 262.32 3416.738 197.16 63.60 8.82 53.429 1611.116 780.906 194.43 31.37 57.

68 62.20 348.48 68.19 2471.04 619.089 228.47 34.65 7.322 220.92 8.21 67.85 3406.89 65.6 3419.01 17.09 6.72 73.959 391.65 361.395 236.13 7.13 11.05 2520.493 263.993 254.93 335.13 75.781 370.28 2560.991 279.62 2358.221 274.82 76.718 364.03 61.354 232.33 65.003 271.49 2270.72 33.34 34.86 7.5 2332.34 2190.762 229.526 280.66 7.10 354.34 223.11 64.73 32.453 253.02 2380.19 34.681 702.61 364.88 3450.29 63.53 3401.47 281.44 47.29 61.351 235.479 391.568 238.02 34.399 248.29 2047.67 2291.86 12.39 33.2 1604.00 378.214 1589.70 6.98 735.49 21.684 2047.73 70.53 3407.679 549.00 8.12 3408.61 76.08 3370.4 256.129 465.189 275.465 411.533 256.13 379.57 66.83 7.08 15.425 391.329 364.21 2357.25 2457.34 413.328 270.42 9.435 406.67 3381.649 333.40 8.729 236.78 Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid Invalid 2175.98 2229.12 68.42 73.88 67.446 249.16 33.44 7.17 338.094 233.29 12.11 59.46 3433.68 48.51 61.08 6.171 236.7 3413.09 8.988 400.54 2557.33 80.29 3385.12 .752 378.92 7.7 3408.151 801.70 8.18 2667.37 604.686 400.87 3404.98 353.03 8.02 6.84 32.96 7.44 8.22 3421.25 8.11 33.28 361.83 3426.16 69.76 2282.57 58.33 33.31 64.07 348.48 2238.25 2644.69 34.715 366.88 7.53 3431.61 349.27 65.11 65.546 581.84 33.43 3422.75 69.195 378.66 66.65 32.427 295.531 219.74 10.20 378.202 1022.47 33.02 247.97 7.74 70.38 388.52 386.34 8.23 8.58 70.59 6.98 71.47 65.43 3417.15 2319.90 343.64 2170.30 8.27 356.2 2221.25 33.61 58.36 3404.65 385.14 7.00 7.27 350.92 33.88 7.72 74.70 7.42 63.56 33.267 394.44 6.879 265.71 66.05 3441.74 3418.91 34.958 266.00 33.80 60.63 3446.355 243.02 70.956 288.57 32.274 370.126 483196 483264 483300 483368 483437 483472 483541 483575 483610 483645 483680 483716 483751 483786 483822 483857 483892 483928 483963 483998 484033 484068 484104 32.16 2366.764 509.517 304.96 69.94 3419.42 10.68 2457.60 11.72 79.79 346.06 7.93 327.27 62.15 7.628 280.21 68.614 394.65 33.03 357.15 68.793 573.938 229.48 362.49 59.78 59.91 70.62 6.951 572.

59687 -0. KIII = 0.40 .0000 864 0.78886E-30 NODE UY-UYC 865 0. MPa mm **** .0000 TOP 0.0 (TOP FACE) ARE: (UX-UXC)/SQRT(R) =-0.0000 UX-UXC 0.0000 0.55790E-03 UYC= UZC= 0.0000.0000 TOP 0.0000 **** KI = 583.0000 RADIUS 0.20500E+06 NUXY = 0.11347E-02 (UY-UYC)/SQRT(R) =-0.0000 1 PRINT THE LOCAL CRACK-TIP DISPLACEMENTS CRACK-TIP DISPLACEMENTS: UXC =-0.11284E-02 LIMITS AS RADIUS (R) APPROACHES 0.0000 .29844 -0.0000 0.35085E-02 CRACK FACE UZ-UZC TIP 0.45413E-02 (UZ-UZC)/SQRT(R) = 0.30000 AT TEMP = 0.0000 980 0.70890E-03 0. KII = 0.123 Anexo C: Exemplo de Cálculo do Fator de Intensidade de Tensões Pelo Programa Ansys **** **** CALCULATE MIXED-MODE STRESS INTENSITY FACTORS ASSUME PLANE STRESS CONDITIONS ASSUME A HALF-CRACK MODEL WITH SYMMETRY BOUNDARY CONDITIONS (USE 3 NODES) EXTRAPOLATION PATH IS DEFINED BY NODES: 864 980 WITH NODE 865 AS THE CRACK-TIP NODE 865 USE MATERIAL PROPERTIES FOR MATERIAL NUMBER EX = 0.

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