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29 de abril de 2010 - 13h43

Quando trocar o revestimento do britador
Apesar de ser um material de desgaste, o revestimento do britador influi diretamente na sua produtividade.
Basta saber qual o tipo de peça ideal para a operação e o momento certo de trocá-la

Os itens que revestem a cavidade interna dos britadores e ficam em contato direto com os
corpos britados são denominados de materiais de desgaste. Eles abrangem diferentes pecas
de acordo com o tipo de equipamento a que se destinam, pois a geometria interna varia de
um modelo para o outro, como os britadores de mandíbulas, de cone ou de impacto. Dessa
forma, enquanto no primeiro caso os revestimentos se concentram nas mandíbulas e cunhas
laterais, nos modelos cônicos eles estão situados nas mantas e na câmara interna. Nos
britadores de impacto, por sua vez, são usados basicamente nas barras e martelos.
Em qualquer um desses casos, a escolha correta dos revestimentos esta relacionada ao tipo
de material que sera britado, de forma que a dureza, ductilidade e resistência a abrasão das
chapas usadas proporcionem maior produtividade a operação e elevada vida útil aos
elementos de desgaste. Na maioria das pedreiras, por exemplo, os materiais de desgaste
são confeccionados em chapas de aço manganês, um material que apresenta propriedades
como alta ductilidade e baixa dureza inicial.
Alem disso, uma característica peculiar a essa liga e sua capacidade de encruamento, que
ocorre quando a peca e submetida a impactos elevados. Nessas circunstancias, sua
estrutura molecular sofre modificações que provocam o aumento da dureza superficial da
chapa, enquanto as características internas iniciais são mantidas. Nesses casos, o
revestimento alia resistência a abrasão e ao impacto. A intensidade desse fenômeno varia de
acordo com a severidade da aplicação, podendo elevar a dureza superficial do aço ate a faixa
de 500 HB (brinell).
Índices de desempenho
Em algumas aplicações específicas, as pecas expostas ao desgaste por contato com o
material a ser britado podem utilizar aços de baixa liga em parte ou em toda a sua extensão.
Com isso, elas adquirem maior resistência ao impacto mesmo em aplicações muito severas
– um critério que combina fatores como o tipo de material processado e do equipamento, o
estágio de britagem e as condições de operação. Como característica, essas ligas
geralmente apresentam dureza inicial acima de 500 HB, o que lhes confere elevada vida útil e
resistência a abrasividade, principalmente quando aplicadas em britadores cônicos e em
alguns modelos de impacto, como os de martelo e de barras.
Ao se considerar as características do minério na escolha do revestimento usado no britador,
e necessário atentar para o fato de que essas propriedades mudam ate dentro de uma

apoios. apos certo nível de desgaste. . o nível de desgaste pode ser identificado visualmente e sua ocorrência se faz sentir na má regulagem da abertura de as saída do britador. conforme mostra o gráfico abaixo. o responsável pela instalação de britagem devera ficar atento aos prazos preestabelecidos para sua troca. e preciso que três aspectos sejam corretamente avaliados. A regulagem da abertura do britador também indica se e hora de trocar o material. Ao longo de sua vida útil. comprometendo a eficiência da operação. travamentos. O terceiro aspecto a ser considerado são as especificações e tolerâncias admitidas para cada tipo de revestimento. baseando-se em duas medidas básicas: o WI (work índex) e o AI (abrasion índex). Apos a correta escolha do revestimento. alguns indicadores podem ser adotados. ou seja. esse material sofre desgastes que provocam variações no nível de produção do britador. Em resumo. fixações e materiais de encosto. Deve-se observar ainda se a empresa realizou a virada da peca. como a produtividade horária do equipamento. o profissional responsável pela tarefa precisa organizar sua realização. Algumas empresas persistem em usar o revestimento além dos limites de desgaste recomendados. O primeiro deles e o mecânico. Em geral. Segundo os especialistas.se definir o WI como o índice que mede a energia aplicada para a britagem de determinada rocha a faixa granulométrica desejada. o que confere maior vida útil a este componente. como o nível de desgaste a que ele pode ser submetido e suas dimensões. os limites físicos do equipamento podem impedir que se consiga manter a abertura necessária de saída do material britado. a geometria da cavidade interna de britagem sofre mudanças.mesma reserva mineral. disposição dos pesos. existência de folgas e necessidade de reapertos. entre outras. Quando o equipamento começa a operar em um fluxo diferente do usual ou a produzir materiais com granulométrica fora da faixa especificada. O aproveitamento das pecas de acordo com seu peso constitui outro indicativo da vida util. as condições de conservação do equipamento. Essa avaliação devera se estender a questões como a qualidade dos encaixes. o que se reflete em menores níveis de produção do britador. Para saber qual o melhor momento para a troca do revestimento. motivo pelo qual esses componentes são dimensionados para possibilitar um aproveitamento de ate cerca de 50% de seu peso. Nesse caso. chegou a hora de trocar o revestimento. planejando as ações que serão executadas e verificando se todos os recursos necessários estão disponíveis. pode. Por esse e outros motivos. enquanto o AI afere o desgaste provocado por essa ação. pois. a definição do material de desgaste varia em cada operação. Procedimentos para a troca Com base nessas informações. Com o desgaste natural dos revestimentos. de seus componentes e materiais de desgaste devem ser analisadas por mecânico especializado. a economia gerada com essa iniciativa não compensa a perda de produtividade e de qualidade na produção (material fora da especificação granulométrica). para que o desgaste seja homogêneo em ambas as faces.