MÓDULO II

PRINCÍPIOS FISIOLÓGICOS DA HEMODIÁLISE
A diálise é o processo onde a composição de uma solução é alterada em exposição a uma segunda
solução através de uma membrana semipermeável. Molécula de H2O e solutos de baixo peso molecular nas
duas soluções podem passar através dos poros das membranas e mistura-se solutos maiores ( proteínas).
Hemácias não conseguem passar através desta barreira.
È um processo de filtragem e depuração do sangue que tem por finalidade substituir as funções renais
prejudicadas por insuficiência renal crônica ou aguda.
È um tipo de tratamento em que a circulação do paciente é extracorpórea, feita entre membrana
derivadas de celulose que atuam como membrana semipermeável. Essa membrana encontra-se imersa em
uma solução eletrolítica ( banho de dialise ou dialisato) que possui concentração semelhante ao plasma de
um indivíduo com função normal.
A hemodiálise (HD) é um dos maiores avanços da medicina. Os rins são os únicos órgãos nobres que
podem ser substituídos, ainda que não perfeitamente, por uma máquina. Se você tem uma falência do
coração, do cérebro, dos pulmões, do fígado, etc. e não se submeter a um transplante de órgãos, o seu
destino será impreterivelmente a morte. Se seu rim entrar em falência, você passará a fazer diálise e ainda
poderá viver e ser produtivo por muitos anos.
O tratamento tem que ser encarado como uma oportunidade de vida em uma doença que há poucas décadas
era fatal. Hoje as pessoas dialisam e levam uma vida próxima do normal, podem sair, trabalhar, ir ao cinema,
viajar, praticar exercícios, jantar fora etc.

Mecanismos de Transporte de Solutos
Os solutos que podem passar através dos poros da membrana são transportados por dois
mecanismos diferentes: difusão e ultrafiltração (convecção). assim, as quantidades de solutos de alto peso
molecular existentes a cada lado da membrana permanecerão sem modificações.
Difusão
O movimento dos solutos por difusão é o resultado de um movimento molecular ao acaso. No exemplo acima
(Fig. 2-1), como a molécula de soluto na solução A move-se em todos os sentidos, ela poderá, de tempos em
tempos, colidir com a membrana. Caso aconteça de molécula do soluto encontrar um poro de membrana de
dimensões suficientes, ela passará através da membrana para a Solução B do mesmo modo, um soluto de
baixo peso molecular da solução B poderá passar através da membrana, na direção inversa, para a solução
A.
Ultrafiltração
O segundo mecanismo de transporte de solutos através de membranas semipermeáveis é o da ultrafiltração
(transporte por convecção). As moléculas de água são extremamente pequenas e podem passar através de
todas as membranas semipermeáveis. A ultrafiltração ocorre quando a água, impulsionada pela força
hidrostática ou osmótica, é empurrada através da membrana . Aqueles solutos que podem passar facilmente
através dos poros da membrana são levados juntos com a água (um processo chamado dragagem pelo
solvente). A água ao ser empurrada através da membrana será acompanhada por tais solutos em
concentrações próximas às originais. Por outro lado, solutos maiores, especialmente aqueles que são maiores
do que os poros da membrana, serão retidos. Para esses solutos grandes a membrana atuará como uma
peneira.
Absorção
É a impregnação de substâncias nas paredes da membrana semipermeável

Sua função é corrigir o desequilíbrio eletrolítico e ácido básico do sangue com o qual entra em contato através da membrana do dialisador. Acetato: difunde-se no sangue e é metabolizado no fígado. Deve-se ser rigorosa a esterilização da máquina de dialise. pois a soluçãode bicarbonato e cálcio tende a precipitar o que pode favorecer a proliferação de bactérias e problemas na maquina por obstrução. enquanto solutos maiores são retidos.Fig.0 mEg/l. . Existem no mercado 2 tipos de solução de diálise : bicarbonato ( básico) e acetato ( Àcido ). solutos de baixo peso molecular podem cruzar a membrana semipermeável. Bicarbonato: é mais indicado por diminuir a acidose metabólica. para evitar intercorrência como arritmias cardíacas e ate mesmo parada cardíacas. SOLUÇÃO DE DIÁLISE (DIALISATO) É uma solução eletrolítica que tem composição semelhante a do líquido extracelular normal ( plasma). soluções de hemodiálise sem potássio ou com baixa concentração podem ser usadas com segurança. portanto. transformando-se em bicarbonato com intuito de corrigir a acidose. Potássio: os níveis de potássio na solução podem variar de 1 até 2. Como é mostrado em ambos os processos. A grande maioria dos pacientes está constantemente com os níveis de potássio elevados ( hiperpotassemia ). 1: Os processos de difusão (topo) e de ultrafiltração (base).

elas são profundas e de difícil punção. TEMPERATURA DO DIALISATO Monitoração contínua de temperaturas ( 36. a concentração da substância fica igual dos dois lados. a tendência é que elas se equilibrem. e níveis elevados podem aumentar o risco de arritmias. especialmente em pacientes diabéticos e pacientes com quadro infeccioso. Níveis de dextrose: a adição de dextrose na solução de hemodiálise reduz o risco de hipoglicemia e pode diminuir a incidência de sintomas indesejáveis durante a sessão . Isto só ocorre se as moléculas da suposta substância forem menores que os poros da membrana. que conta com a responsabilidade da equipe de enfermagem na execução dessa tarefa.5/37.prótese. contenha poros). Porém. com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas. Pacientes em diálise são submetidos a uma pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a uma veia. através de cateter. COEFICIENTE DE ULTRA FILTRAÇÃO (KUF) : NUMERO EM ML/H QUE SERÁ TRANSFERIDO ATRAVÉS DA MEMBRANA POR MMHG DE GRADIENTE DE PRESSÃO ATRAVÉS DA MEMBRANA. Pense na membrana como uma esponja fina.além de uma parede mais forte.5 mEq/l. As artérias possuem fluxo e pressão elevadas. Cálcio:O nível padrão de cálcio na solução é de 3. PermCath definitivos . o segundo é porque as veias superficiais apresentam paredes mais frágeis e depois de várias punções repetidas ficariam inutilizáveis. A solução para esse problema veio através da construção das fístulas arteriovenosas. jugular ou femoral).veia profunda (subclávia. PRESSÃO TRANSMEMBRANA ( PTM): indica a diferença entre a pressão no lado da linha de sangue e a pressão no lado do dialisato ACESSO VENOSO PARA HEMODIÁLISE Como se retira o sangue para hemodiálise? Um dos inconvenientes da HD é a necessidade de se puncionar um vaso para puxar e outro para devolver o sangue. URGÊNCIA . FUNCIONAMENTO DA HEMODIALISE Toda vez que dois líquidos com concentrações diferentes são separados por uma membrana permeável (ou seja.fístula arterio-venosa (favorece hipertrofia e dilatação das veias) OUTROS ACESSOS .0 mEq/l podem predispor a hipotensão arterial. enquanto a hipoglicemia grave ocorre mais frequentemente. A simples punção de uma veia comum não funciona por dois motivos: o primeiro é o baixo fluxo e pressão de sangue das veias periféricas.5ºC) Baixas temperaturas-frias na diálise causam hipotermia e altas causam hipertermia. OBSERVAÇÃO: cabe lembrar que quem prescreve o aumento ou a diminuição dos níveis de potássio e cálcio é o médico.Já nos casos dos pacientes com hipopotassemia ( diminuição nos níveis de potássio) normalmente são usadas soluções de hemodiálise com maior quantidade de potássio. ELETIVA . Após algum tempo. níveis inferior a 3. criando um vaso periférico.

fácil de ser criada.  POSIÇÃO CONFORTÁVEL PARA O PACIENTE DURANTE A HEMODIÁLISE. edema e isquemia do membro . baixa morbidade.FÍSTULA ARTERIOVENOSA FÍSTULAS IDEAIS:  FLUXO ARTERIAL DE NO MÍNIMO 300 ML/MIN. A FAV é criada numa intervenção cirúrgica em que se faz a anastomose entre uma artéria e uma veia. Deve possibilitar-se a FAV maturar cerca de 8 semanas antes de puncionar. DENOMINAÇÕES:  Fístula radiocefálica: confeccionada no punho. onde circula na em direção retrógrada. o sangue da artéria é forçado a fluir para a veia.  Fístula braquio-cefálica:. A veia radial e a veia cefálica do antebraço não dominante. são normalmente as mais usadas Em consequência da anastomose. confeccionada no cotovelo. difícil criação. O fluxo e a pressão elevadas causam o espessamento e dilatação da veia. alto fluxo. preserva um grande segmento da veia a ser puncionada.  ACESSO FÁCIL À PUNÇÃO. para permitir a cicatrização da anastomose e algum desenvolvimento da veia.

febre e exsudado purulento. A etiologia principal é a falta de assepsia/higiene no manuseio dos acessos vasculares. A prótese de PTE trombosada e infectada deve ser removida logo que possível Estenose A estenose de um acesso vascular provoca uma diminuição significativa do seu débito sanguíneo. Na infecção dos acessos com prótese ou cateter venoso central. com a consequente diminuição da eficácia do tratamento dialítico e potenciando o risco de trombose do acesso. Infecção O processo infeccioso do acesso vascular pode ser identificado através da presença de aumento da temperatura local. A etiologia das estenoses é diferente tratando-se de uma prótese de PTFE ou uma FAV. A evolução para sépsis ocorrer cerca de 10% dos casos. diagnosticados através de hemoculturas e com isolamento do mesmo agente infeccioso na porção terminal do cateter. hipotensão grave ou hipercoagulabilidade.COMPLICAÇÕES: Fluxo baixo: Causado pela obstrução parcial do ramo venoso devido fibrose secundária a múltiplas punções. dor. rubor. Prevenção  Utilização de técnica asséptica em todos os procedimentos. edema. e nestes casos a infecção é a complicação mais frequente levando muitas vezes à perda do acesso. Mais de 30% dos doentes com IRC iniciam o tratamento por cateter.  Construção precoce de um acesso permanente. . Trombose: Causada por baixo fluxo. o agente infeccioso mais frequente é o Staphilococos aureos. Nas próteses de PTFE e FAV é fundamental a promoção dos cuidados adequados de higiene e assepsia na prevenção da infecção.  Vigilância e despiste de sinais e sintomas de infecção. desidratação.

de 6 mm de diâmetro. são a região anterior do antebraço e braço. COMPLICAÇÕES: . preferencialmente ocorrer uma espera de 4 semanas.Nas próteses a hiperplasia da íntima na anastomose venosa é o factor mais comum no desenvolvimento de estenoses. uma sensação de mão úmida e fria e. As características do acesso (pulso. por úlceras que não cicatrizam. Uma perda de frémito contínuo e a consequente instalação de pulso traduz geralmente compromisso circulatório a nível do acesso. Edema de Mão Edema de grandes proporções pode ocorrer em conseqüência de hipertensão no sistema venoso distal à anastomose. A mais utilizada é a de politetrafluoroetileno. o fluxo em turbilhão provocado por agulhas de lúmen reduzido (aumento da pressão de entrada de sangue proveniente do circuito extracorporal no acesso). antes de permitir a punção de uma prótese sintética. As regiões habitualmente seleccionadas. dificuldade na heostase. Manual de Diálise da Nefroclínica – atualização março 2011 Isquemia de mão É comum em pacientes com circulação previamente comprometida. Deve. Nas situações mais críticas a fístula deve ser ligada e reconstruída em outro membro. com uso de um material sintético. Utilizada como alternativa de acesso vascular quando há seguidas tentativas de confecção de fístula sem sucesso. o desenvolvimento de abcessos e pseudoaneurismas. dificuldade na punção do acesso.. evitando-se venopunções nas áreas comprometidas e observações constantes. ENXERTO ARTERIOVENOSO Se os vasos periféricos não são adequados para a construção de uma FAV. Aneurisma ou Pseudoaneurisma Aneurisma verdadeiro não é incomum e ocorre primeiramente no local da anastomose venosa e nas áreas de venopunção repetitivas. Nas fístulas clássicas podem surgir edemas das mãos com úlceras de cicatrização muito difícil. frêmito e deformações anatômicas) devem ser frequentemente avaliadas numa perspectiva do despiste precoce de estenoses. Os sinais clínicos que podem traduzir a presença de estenoses podem ser identificados como: coagulação do circuito extracoporporal (CEC) – superior a 2 vezes por mês . A isquemia se manifesta por dor na mão. o cirurgião vascular pode decidir implantar um enxerto. tais como diabéticos e pessoas mais idosas com aterosclerose. Nas FAV estes são mais numerosos: a fibrose (resultante de punções frequentes no mesmo local). região anterior da coxa e parede torácica. o politetrafluoroetileno (PTFE). mas pode trombosar e infectar passando a merecer tratamento cirúrgico. Frequentemente se complica com infecção e portanto merece cuidados especiais. entre uma artéria e uma veia. podendo ser configuradas em linha reta ou em alça. edema do membro onde se localiza o acesso e diminuição do Kt/V. E complicação silenciosa. O pseudoaneurisma é muito comum e se deve ao extravazamento de sangue após a remoção das agulhas de Hemodiálise. em casos extremos.

IRC sem acesso permanente disponível. desidratação. em pacientes com IRA. . Quando infectado. jugular interna e femoral. próximo à entrada do coração. Utilizado. hipotensão grave e hipercoagulabilidade CATETER VENOSO CENTRAL Acesso vascular mais utilizado enquanto o acesso definitivo não estiver disponível para uso. mas também encontramos Escherichia coli. que prolonga-se até a veia cava. Este cateter é introduzido geralmente na veia jugular interna. É um procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir imediatamente para hemodiálise. lança-se mão do cateter de hemodiálise. Locais mais comuns para a inserção do cateter duplo lúmen são: veias subclávias.Infecções: De origem estafilocócica. pacientes com urgência dialítica e pacientes com IRC que perdem o acesso definitivo Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo para começar a dialisar. a prótese deve ser removida. localizada no pescoço. Neste caso. Estenose e trombose: baixo fluxo da prótese. principalmente.

não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente quanto a fístula. Enquanto a fístula não estiver pronta. uma para levar o sangue até a máquina de hemodiálise e outra para devolvê-lo. o cateter de hemodiálise é uma solução provisória e deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido possível. Portanto. para reduzir o risco de infecção do cateter. CUIDADOS:    Lavagem das vias. Atualmente os cateteres temporários de curta duração só devem ser usados em casos urgentes. Qualquer doente com previsão de permanecer em hemodiálise por mais de 15 dias deve ter seu cateter provisório substituído por um de longa duração. Uso de anticoagulante. a preferência deve ser sempre pelo cateter tunelizado de longa duração. o paciente dialisa pelo cateter. Através do cateter essas bactérias conseguem acesso a nossa circulação sanguínea podendo levar a um quadro grave de sepse . Então por que não utilizar o cateter sempre? Apesar de já existirem cateteres de longa duração. eventualmente todos eles serão infectados por bactérias residentes na nossa pele. próximo ao coração. que podem permanecer por alguns meses.Repare na foto acima que uma extremidade do cateter fica para fora e a outra dentro da veia cava. O cateter também não consegue fluxos de sangue bons. Quando não é possível estabelecer uma fístula a curto prazo. A parte externa do cateter venoso central para hemodiálise possui duas vias. Retirada do anticoagulante COMPLICAÇÕES RELACIONADAS À INSERÇÃO SUBCLÁVEA      Pneumotórax Hemotórax Lesão do plexo braquial Punção da veia cava superior com hemorragia mediastinal ou tamponamento cardíaco Arritimias como resultado da irritação miocárdica quando o cateter avançar profundamente COMPLICAÇÕES TARDIAS     Infecção Coagulação do cateter (consequentemente com fluxo prejudicado) Trombose ou estreitamento da veia subclávea (manifestação comum edema do braço envolvido) Auto imagem prejudicada .

potássio e fósforo) Alguns eletrólitos do sangue como potássio (K+) e sódio (Na+) são facilmente dialisados. O excesso de fósforo está associado a uma maior taxa de lesões nos ossos. A HD só o faz por 4 horas por dia e 3x por semana. Quais são essas funções e como a diálise substitui o rim nesses casos? 1. Para se evitar esse problema. ele exerce várias outras funções no nosso organismo. onde o pulmão fica encharcado de água e o paciente morre como se estivesse se afogando (leia: INCHAÇOS E EDEMAS) 2. edema das pernas. através da urina. . urinamos mais. urinamos menos. mantêm sempre o nível de água corporal mais ou menos constante. o corpo tolera uma ultrafiltração de no máximo 4 litros por sessão de hemodiálise (1 litro por hora). Por isso. Em geral não toleram retirar todo esse excesso durante a HD e voltam para casa com líquido a mais. e em alguns casos. Uma ultrafiltração maior pode levar a hipotensão. o potássio pode levar a arritmias cardíacas e morte súbita. falta de ar. o doente renal crônico deve ter uma dieta pobre em potássio. são substâncias que ficam muito mais dentro das células do que na corrente sanguínea. começam a surgir hipertensão grave. e por isso. o paciente renal crônico em HD deve controlar a ingestão de líquidos para não ganhar mais do que 1 kg por dia (1 litro de H2O = 1 kg). O problema é que o rim não é apenas um mero filtro do sangue. Outros como o fósforo. Como a maioria dos doentes em diálise já não mais urina.COMPLICAÇÕES RELACIONADAS A INSERÇÃO FEMORAL Infecção Coagulação Punção da artéria femoral Hematoma retro-peritoneal OBSERVAÇÃO – A remoção do cateter devera ser em 72 hs. E quando em excesso. O processo de retirada de água na HD é chamado de ultrafiltração (UF). Alguns doente não fazem nenhum tipo de controle e às vezes chagam para hemodiálise com 6-7 kg acima do peso. A hemodiálise quando bem feita consegue manter um balanço razoável de água. Os rins são muito mais eficientes no controle do fósforo do que a hemodiálise. uma condição grave. O doente renal crônico tem que ter uma dieta específica. mesmo as substâncias facilmente dialisáveis como o potássio. toda água ingerida fica no organismo até a próxima sessão de HD. Se o doente permanecer sempre ganhando mais peso do que consegue perder. edema agudo do pulmão. Controle do nível de eletrólitos (sais minerais tipo sódio. sofrem acumulo durante o período interdialítico. A HEMODIÁLISE SUBSTITUI OS RINS PERFEITAMENTE? Não. O rim trabalha 24 horas por dia durante 7 dias da semana para controlar os níveis dos eletrólitos. são dialisados menos eficientemente. complicações cardiovasculares e de mortalidade na diálise. Não se pode consumir o mesmo tipo de comida nos dois casos. portanto.Controle da água corporal Os rins. o paciente em HD também deve controlar o ingestão e usar medicamentos que impeçam a absorção do fósforo contido nos alimentos (Carbonato de cálcio ou Renagel). É importante lembrar que a diálise é feita apenas 3x por semana nos renais crônicos. Se ingerirmos muita água. Em geral. Portanto. Se estamos desidratados.

mesmo sem medicações anti-hipertensivas e ausência de edemas no corpo.Controle do pH do sangue O controle dos ácidos no organismo segue o mesmo pensamento dos eletrólitos. a hemodiálise está longe de ser um perfeito substituto para o rim. O doente renal crônico só consegue eliminá-las 3x por semana e passa a maior parte do tempo com o sangue mais ácido do que o normal. como explicado no item 1. 4. O renal crônico com anemia deve tomar injeções de eritropoetina artificial para manter níveis aceitáveis de glóbulos vermelhos. Os doentes bem dialisados e que fazem controle da ingestão de água. 5. A dosagem da heparina é individualizada para cada paciente.5 ml. quanto de heparina deverá ser administrada? HEPARINA1ml =5. OBSERVAÇÃO O rim normal filtra 100ml de sangue por minuto => 6000 ml (6 litros) por hora => 144000 ml (144litros) por dia => 1008000 ml (1008 litros) por semana. a coagulação deve ser evitada para que o paciente não perca grande quantidade de sangue. maior consumo de músculo e diminuição da função de várias células no organismo. Ou seja. acesso vascular etc) a heparina pode administrada de forma fracionada. EX: um paciente pesa 50kg. A diálise em média filtra 300 ml de sangue por minuto => 18000 ml (18 litros) por hora => 72000 ml (72 litros) por 4 horas de HD => 216000 ml ( 216 litros) por semana em 3 sessões de HD. Durante a hemodiálise. DOSAGEM DE HEPARINA: o cálculo da dosagem de heparina é feito com base no peso seco na resposta individual de cada paciente. levando-se em conta a característica de cada um( patologia.3. quase 5x menos. e sua reposição às vezes se faz necessária para correção da anemia. O excesso de ácido no sangue leva a uma maior lesão dos ossos. Apesar de não ser o ideal. 50kg x 150UI/kg: 5. Como vocês podem ver. recomenda-se 150UL/kg de peso. sentem mais sede uma vez que não há rim para eliminar o excesso de sódio. Doentes que não controlam a quantidade de sal que comem. O doente com sede bebe mais água e costuma ganhar mais líquido do que consegue retirar na HD. na conexão do soro na linha arterial. O rim do renal crônico não consegue produzi-la e o resultado final é o surgimento de anemia. . 3 sessões de HD apenas 216 litros. costumam ter pressões arteriais normais. O valores de hemoglobina desejáveis no renal crônico estão entre 11 e 12 g/dl (um pouco abaixo do normal na população normal) Doentes insuficientes renais crônicos também apresentam ferro sanguíneo mais baixo. O corpo produz substâncias ácidas ininterruptamente e o rim as elimina conforme necessário. em 1 semana o rim normal filtra 1008 litros de sangue enquanto que.Síntese de hormônios que estimulam a produção de hemácias (glóbulos vermelhos) Os rins produzem um hormônio chamado de eritropoetina. ANTI COAGULAÇÃO A anti coagulação com heparina é o método padrão de coagulação do circuito extracorpórea.Controle da pressão arterial A pressão arterial no doente em HD está intimamente ligada a quantidade de água corporal. a HD é suficiente para manter o paciente vivo e produtivo.000/ml = 1.000 UI Peso seco 50kg Padrão recomendado 150 UI/kg. através de bomba de heparina. que estimula a medula óssea a produzir as hemácias. ou em dose única. agravando assim seu quadro anêmico.

PORTANTO DEVEMOS FICAR ATENTO QUANTO AO CALCULO DA DOSAGEM MENSALMENTE. e pós procedimento com risco de sangramento agudo.  Lavar novamente as mãos e calçar as luvas estéreis  Após o término da sessão de hemodiálise. OBS: o total de volume utilizada no sistema.  Pince simultaneamente a infusão. luvas estéreis). paciente que realizou cirurgia recente ou no pré operatório. máscara.000uI de heparina .  A outra pessoa ajudará a injetar a heparina rapidamente e fechar com as tampinhas as vias do cateter. Isto manterá uma pressão positiva no cateter. deve-se desprezar todo priming( desprezar o soro que fica nas linhas e capilar). a coagulação deve ser evitada para que o paciente não perca grande quantidade de sangue. OBSERVAÇÃO A dosagem da heparina é individualizada para cada paciente. deixando recircular por 15 minutos. Se necessário fazer lavagem dos sistema a cada 30 min com 200ml de soro fisiológico. ela passará para a veia através do primeiro orifício arterial (em caso do cateter. Porem ao ligar o paciente. agravando assim seu quadro anêmico. recomenda-se 150UL/kg de peso. paciente no período de menstruação. para que o paciente não receba essa dosagem de heparina.  Uso de EPIs (óculos. HEPARINIZAÇÃO DE CATETER VENOSO PARA HEMODIÁLISE  O procedimento deverá ser executado por 2 pessoas: uma pessoa calça as luvas de procedimentos estéreis e a segunda pessoa calça luvas de procedimentos não estéreis. desprezar todo priming ( retirar o soro de todo sistema e substituir por sangue). prevenirá que o sangue não retorne para o lúmen e manterá a ponta do cateter heparinizada. como: pacientes com pericardite. HEMODIÁLISE SEM HEPARINA A diálise sem heparina é indicada para pacientes com hemorragia ativa. com gaze estéril embebido em PVPI. que apresentam um alto risco de sangramento.  Injete a heparina rapidamente. deve ser acrescido no total da UF do paciente. como biopsia. antes de conectar o paciente. abrir o pacote de gaze estéril dentro de uma bandeja e despejar um pouco de PVPI. lavar o cateter aproximadamente 20 ml de solução fisiológica para a remoção total do sangue para administrar a heparina no cateter. extração dentária e endoscopia digestiva. pois do contrário. . for de duplo lúmen). Durante a hemodiálise.  Lavar as mãos. Lavagem do sistema extracorpóreo a cada 15 a 30 minutos com 100 a 250 ml de soro fisiológico. Ao conectar o paciente a máquina. derrame pericárdico. TÉCNICA DE DIÁLISE SEM HEPARINA Preencher o circuito com soro fisiológico contendo 3. Fluxo de sangue alto. RECIRCULAÇÃO DE HEPARINA NO SISTEMA Essa técnica consiste em preencher todo circuito com soro fisiológico e adicionar U/ heparina (1ml) no sistema e deixar recircular por 15 minutos.OBS: OS PACIENTES APRESENTAM VARIAÇÃO DO PESO SECO.  Remover todo o resíduo de sangue da entrada do cateter.

Coletar dados clínicos. ANOTAÇÕES ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ . Avaliar e reduzir o nível de ansiedade do paciente. Não abra as pinças novamente. podendo formar um coagulo. pois um vácuo seria criado e o sangue seria sugado de volta ao cateter. Fornecer apoio psicológico à família e orientá-la acerca da doença e do tratamento. ORIENTAÇÕES PSICOLÓGICAS PARA OS PACIENTES EM TRATAMENTO DIALÍTICO      Fornecer apoio psicológico e acolher o paciente. gripe ou febre em Calcular o peso final e peso inicial para estipular se há necessidade de ultrafiltração. Verificar PA pulso antes de entrar em diálise. Coletar dados acerca de suportes psicológicos.  Não dobrar sobre os tubos de extensão pela mesma razão. CONTROLE DE SINAIS VITAIS DO PACIENTE NA HEMODIÁLISE           Lavar membro de FAV com água e sabão. Verificar PA e pulso Verificar o peso do paciente. Administrar medicação quando prescrita pelo médico. ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA OS PACIENTES EM TRATAMENTO DIÁLITICO    Orientar o paciente quanto ao tratamento dietoterápico inicial. Verificar Temperatura quando o paciente apresentar queixas de tosse.  CATETER TIPO PERM-CATH: com heparina pura. a via venosa e a via arterial. Controlar fluxos das bombas de sangue que podem estar indicando diminuição de fluxo na FAV por mau posicionamento da agulha ou hipotensões. de acordo com o tratamento dialítico selecionado. Avaliar o nível de conhecimento do paciente acerca da doença e do tratamento e solucionar dúvidas existentes. fechar as presilhas e manter o curativo oclusivo. dietéticos e antropométricos através de protocolos pré-estabelecidos.  CATETER DE DUPLO LÚMEN: com heparina pura a via venosa e a via arterial. Anotar no prontuário os dados de todas as intercorrências durante a sessão de diálise. sociais e econômicos do paciente através da aplicação de protocolo pré-estabelecido. Orientar os familiares quanto ao tratamento dietoterápico bem como a importância deste para a manutenção do bem-estar do paciente. fechar as presilhas e manter o curativo oclusivo.