DIREITO AGRÁRIO

PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR

INSTITUTOS E ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO AGRÁRIO
De acordo com o Estatuto da Terra (Lei 4504/64) e a lei da reforma agrária (Lei 8629/93),
temos os seguintes institutos do direito agrário:
IMÓVEL RURAL
É um prédio rústico, de área contínua, destinado à exploração agrícola, extrativa, pecuária ou
agroindustrial. É aquele que se destina a uma atividade agrária.
A área contínua do imóvel rural significa que ele é analisado no seu todo. Ainda que haja um
curso d’água, um acidente geográfico no imóvel, ele será considerado uma área contínua.
Quanto à conceituação do imóvel rural, a nossa legislação agrária leva em conta a finalidade
do imóvel e não propriamente a sua localização. Se o imóvel tiver finalidade agrária, será assim
considerado, ainda que localizado no centro de São Paulo, por exemplo.
PROPRIEDADE FAMILIAR OU MÓDULO RURAL
É a área aproveitada pelo agricultor e seus familiares, absorvendo-lhes toda a mão-de-obra e
garantindo-lhes a subsistência econômica e o progresso social.
Legislações posteriores criaram o módulo fiscal: a área mínima utilizada por cada município
para dividir o espaço agrário brasileiro. É aplicável a cada município, ao passo que o módulo rural é
aplicado a cada imóvel.
Minifúndio é a área inferior à propriedade familiar ou módulo rural. É imprestável e não é
incentivada a criação de minifúndios pela legislação brasileira, porque é insuficiente tanto ao
sustento da família quanto à exportação do excedente.
Latifúndio é correspondente a uma área superior a 600 módulos fiscais, ou que mesmo não
sendo superior a essa área, não seja regularmente explorada. Logo, o latifúndio pode ser por
dimensão ou latifúndio por exploração.
O assunto é importante porque no Brasil o grande objeto da reforma agrária sempre foi o
latifúndio por exploração.
Empresa rural é qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que tenha por objetivo
a exploração organizada de uma atividade rural. Nesse passo, o agronegócio se utiliza da roupagem
de empresa rural para exercer as suas atividades.
Uma classificação nova, em razão do artigo 1841 da Constituição Federal, é entre pequena e
média propriedade rural. A pequena propriedade rural é aquele que tem de 01 a 04 módulos fiscais
e a média propriedade rural tem de 04 a 15 módulos fiscais.
Essas duas propriedades rurais, além da produtiva, são insuscetíveis de desapropriação por
interesse social para fins de reforma agrária e, por regra, não podem ser objetos de penhora, desde
que exploradas regularmente pela família e pelo agricultor para sustento próprio.
Propriedade produtiva é aquela que traz o aproveitamento racional e adequado do solo. Há
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Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não
esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja
utilização será definida em lei.

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§ 6º Para os produtos que não tenham índices de rendimentos fixados.as áreas plantadas com produtos vegetais.504. determina o grau de eficiência na exploração. com resultado do cálculo previsto no inciso I do § 2º deste artigo. que é o grau de utilização da terra e o GEE. simultaneamente. II . deverá ser igual ou superior a 80% (oitenta por cento). deixar de apresentar.exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. Haverá o alcance da função social da 2 Art.para os produtos vegetais. por razões de força maior. no mesmo espaço. mediante documentação e Anotação de Responsabilidade Técnica. caso fortuito ou de renovação de pastagens tecnicamente conduzida. IV . para efeito do caput deste artigo. para cada Microrregião Homogênea. segundo índices fixados pelo órgão federal competente. considera-se efetivamente utilizada a área total do consórcio ou intercalação. graus de utilização da terra e de eficiência na exploração. conforme o disposto no art. 3 Art. V .utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. explorada econômica e racionalmente. tecnicamente conduzidas e devidamente comprovadas. de 30 de novembro de 1964. § 1º O grau de utilização da terra. § 2º O grau de eficiência na exploração da terra deverá ser igual ou superior a 100% (cem por cento). atinge. III . III . FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE Vem definida no artigo 1863 da Constituição Federal. observado o índice de lotação por zona de pecuária.para a exploração pecuária.observância das disposições que regulam as relações de trabalho. divide-se o número total de Unidades Animais (UA) do rebanho. considera-se efetivamente utilizada a maior área usada no ano considerado. a propriedade será produtiva e atende à sua função social desde que tenha índices adequados de GUT e GEE.as áreas de exploração de florestas nativas. para cada Microrregião Homogênea. 49 da Lei nº 4. no ano respectivo. para cada Microrregião Homogênea. II . fixado pelo Poder Executivo. § 3º Considera-se efetivamente utilizadas: I . § 8º São garantidos os incentivos fiscais referentes ao Imposto Territorial Rural relacionados com os graus de utilização e de eficiência na exploração. 186. § 5º No caso de mais de um cultivo no ano. e a legislação ambiental. os graus de eficiência na exploração. exigidos para a espécie. pelo índice de lotação estabelecido pelo órgão competente do Poder Executivo. dividida pela área efetivamente utilizada e multiplicada por 100 (cem). de acordo com plano de exploração e nas condições estabelecidas pelo órgão federal competente. com um ou mais produtos.as áreas sob processos técnicos de formação ou recuperação de pastagens ou de culturas permanentes. divide-se a quantidade colhida de cada produto pelos respectivos índices de rendimento estabelecidos pelo órgão competente do Poder Executivo. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende. § 4º No caso de consórcio ou intercalação de culturas. aos seguintes requisitos: I . calculado pela relação percentual entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável total do imóvel. 6º Considera-se propriedade produtiva aquela que. O GEE vem definido no artigo 62 da lei 8629/93 e depende de cada atividade. 2 .DIREITO AGRÁRIO PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR dois índices que medem essa propriedade produtiva: O GUT.as áreas de exploração extrativa vegetal ou florestal. III . segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei. com um cálculo definido nessa legislação. simultaneamente.a soma dos resultados obtidos na forma dos incisos I e II deste artigo.aproveitamento racional e adequado. O GUT tem que ser igual ou superior a 80% e é uma proporção feita entre a área aproveitável e a área utilizada. grau de exploração e eficiência da terra. II . e será obtido de acordo com a seguinte sistemática: I . observados os índices de rendimento estabelecidos pelo órgão competente do Poder Executivo. IV .as áreas de pastagens nativas e plantadas. devidamente comprovados pelo órgão competente. adotar-se-á a área utilizada com esses produtos. § 7º Não perderá a qualificação de propriedade produtiva o imóvel que. Portanto.

VI . especialmente: I .o cooperativismo. bem como dos setores de comercialização. Esse usucapião. segundo o artigo 191.os instrumentos creditícios e fiscais. tendo nela sua moradia. adquirir a sua propriedade. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. VII . Parágrafo único. envolvendo produtores e trabalhadores rurais. 7 STF Súmula nº 340 . durante 05 anos. segundo o GUT e o GEE. pelo qual alguém irá. INSTRUMENTOS JURÍDICOS DE CONCRETIZAÇÃO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE USUCAPIÃO Provém do direito romano. parágrafo único da Constituição Federal. pacífica e prolongada pelo tempo previsto em lei.os preços compatíveis com os custos de produção e a garantia de comercialização. Edição: Imprensa Nacional. 6 Art. adquirir-lhe-á a propriedade. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 5 Art. É previsto no Código Civil a partir do artigo 1238. VIII . Essa usucapião é. para permitir que o trabalhador rural de assente na terra e.13/12/1963 .DIREITO AGRÁRIO PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR propriedade quando houver concomitantemente os seguintes requisitos: aproveitamento racional e adequado da terra. desenvolva as atividades agrárias.Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal . 149. através do trabalho e moradia.a habitação para o trabalhador rural. uma vez que não se estabelece uma relação entre o antigo proprietário e o usucapiente. 187. desde que não tenha outro urbano ou rural. agropecuárias. II . portanto.Incluem-se no planejamento agrícola as atividades agro-industriais.Anexo ao Regimento Interno. é chamado de pro labore. artigo 1026 do Código Civil e a súmula 3407 do STF. Terra devoluta é aquela que começou com a exploração no regime de capitanias hereditárias. não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano. tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família. ocupando imóvel de até 50 hectares. Dominicais e Demais Bens Públicos . estabelecido no artigo 191 5 da Constituição Federal. No direito agrário há em especial a usucapião rural.a assistência técnica e extensão rural. os bens dominicais. respeito às relações de trabalho e respeito integral ao bem estar entre trabalhadores e empregados rurais. de armazenamento e de transportes. uma forma originária de aquisição de propriedade. em zona rural.o seguro agrícola. não podem ser adquiridos por usucapião. 4 Art. A política agrícola será planejada e executada na forma da lei. por cinco anos ininterruptos. 1964. levando em conta. sem oposição. não superior a cinqüenta hectares. ininterruptamente. contribuindo para o seu desenvolvimento social. Área pública ou área devoluta não podem ser objeto de usucapião. área de terra. possua como seu. como os demais bens públicos. É a aquisição da propriedade por intermédio da posse mansa.o incentivo à pesquisa e à tecnologia. como se utiliza do trabalho. Aquele que. com a participação efetiva do setor de produção. POLÍTICA AGRÍCOLA Vem definida no artigo 1874 da Constituição Federal e é um conjunto de medidas adotadas pelo Estado. respeito aos recursos naturais e ambientais. portanto.a eletrificação rural e irrigação.Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária. § 2º . ou também pro misero. 191. 3 . 102. § 1º . p. pesqueiras e florestais.Usucapião Desde a vigência do Código Civil. IV . III . V .

de propriedade. Devem ser citados para o processo todos os interessados. com a concessão de infraestrutura. no curso de uma ação de reintegração de posse. por edital e aquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapido. Essa indenização será paga por títulos da dívida agrária. A sentença produz eficácia ex tunc. é defeso. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA POR INTERESSE SOCIAL (ARTIGO 184 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL) A desapropriação do direito administrativo é uma forma de aquisição da propriedade particular pelo Estado em razão de necessidade pública. a sentença que declarar a usucapião é declaratória. Ou porque é um minifúndio. Sobre a possibilidade de se ajuizar uma ação de usucapião no curso de uma ação de reintegração de posse. Deve ser precedida da justa e prévia indenização em dinheiro. No passado. 923 . a Lei 6969/81. intentar a ação de reconhecimento do domínio. ou porque é uma área explorada apenas pela concorrência imobiliária. No entanto. (Alterado pela L-006. uma entidade que possa explorar efetivamente a terra. Não tem nenhuma destinação pública ou particular.DIREITO AGRÁRIO PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR foi devolvida ao Estado e nunca mais retomada. porque posse e domínio são coisas diferentes. o forte aporte de capitais e. houve muitos projetos de colonização no Brasil. Também pode ser adotado por particulares que adotam o trabalho rural como a melhor forma de sua atividade. enfim. É uma pena àquele que não explorou a propriedade corretamente. O procedimento será ágil como o sumário do CPC. 1964. Aqueles que estiverem em local incerto e não sabido. Busca-se retirar do particular o imóvel que não está alcançando a sua função social. estribada no artigo 9239 do CPC diz que não é possível a ação de usucapião. o Estado vai interferir (leia-se a União Federal). Consequentemente.Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal . Sua caracterização é a forte intervenção estatal. Edição: Imprensa Nacional.13/12/1963 . Usucapião . a ideia de fixar o homem na terra. 113. Aí. frum rei sitae. uma cooperativa. nos anos 60 e 70. É a corrente que prevalece. resgatáveis por 20 anos. O pagamento começará a ser pago após 02 anos da emissão dos títulos. desocupadas.Anexo ao Regimento Interno.820-1980) 4 . que traz um procedimento sumário. ou porque é um latifúndio. delineado a partir do artigo 276 do CPC. a segunda corrente tem ganho força no STJ.Arguição em Defesa O usucapião pode ser argüido em defesa.Na pendência do processo possessório. Para isso existe uma lei da usucapião rural. nos termos da súmula 2378 do STF. com o fim de se formar uma empresa rural. A segunda corrente prevê a possibilidade do trâmite simultâneo de uma ação possessória e usucapião. que trata de domínio. 9 Art. sobretudo. COLONIZAÇÃO (PREVISTA NO ESTATUTO DA TERRA) É um meio de fixação do homem no campo. por isso 8 STF Súmula nº 237 . ou utilidade pública ou interesse social. assim ao autor como ao réu. A usucapião tem que ser declarado em um processo judicial. com o assentamento dele e de sua família. A usucapião pode ser utilizada como defesa do réu. já delineados na prática. porque limitar-se-á a declarar apenas o advento dos requisitos da usucapião. Essa colonização alcança áreas inóspitas. há duas correntes a respeito: A primeira posição. A ação é proposta local do imóvel. p.

como proprietário. Há duas fases: Na primeira. 5 . verbais. ao contrário de outros sistemas como o de Cuba. Aqui a lei fixa em geral prazos para a feitura dos atos judiciais. a 5889/73). em que a área era pública. tem preferência na sua aquisição. porque não precisam de nenhuma forma para terem validade. Mas há regras específicas dos contratos agrários. O particular é citado. o laudo que declarou o imóvel de interesse social e demais documentos pertinentes. como aquelas gerais referentes aos contratos. No caso do imóvel. modificar oi extinguir direitos e obrigações. aplicam-se as normas do direito civil. no seu decreto regulamentador. a sentença vai declarar a área de interesse social e vai transferir a propriedade para o Estado e depois a União vai transferir essa área para a reforma agrária. pode haver apelação. Esses contratos são sinalagmáticos. Então o processo vai seguir com a feitura de um laudo pericial com prazo de até 60 dias. direitos trabalhistas dos trabalhadores rurais (inclusive há a lei do trabalhador rural. O lavrador tem direito de preferência em manter a sequência. Poderá haver uma audiência de conciliação a critério do juiz. No arrendamento rural há alguns prazos mínimos de acordo com a atividade. Se o particular perde a ação. como a planta do imóvel. A partir da emissão e publicação desse decreto a União tem dois anos para ingressar com o processo judicial de desapropriação. Os contratos agrários têm cláusulas irrevogáveis. São contratos onerosos porque implicam perdas e ganhos a ambos os contratantes. Nosso sistema de reforma agrária dota o assistido. a antiga URSS. o 4504/64. apresenta contestação em 15 dias. Quanto ao acordo de vontades e ao objeto do contrato. terá duplo efeito: devolutivo e suspensivo. Esses contratos são informais. o que é um avanço. ou tácitos. O Presidente da República declara a área de interesse social para reforma agrária e expede um decreto expropriatório. O prazo mínimo de duração de um contrato agrário é de 03 anos. No final. A inicial deverá ser acompanhada de vários documentos. Se a apelação for oferecida pela União. São contratos não solenes. Há as regras gerais do direito civil aplicáveis ao direito agrário.DIREITO AGRÁRIO PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR é chamado da desapropriação-pena. CONTRATO AGRÁRIO É modalidade do contrato no direito civil. A apelação oferecida pelo particular será recebida no efeito apenas devolutivo. delineadas nas leis 4947/66. a execução do contrato. Esse processo ocorrerá na Justiça Federal e seguirá o rito sumário da Lei Complementar 76/93. inclusive o estatuto da terra. Por exemplo: preservação de recursos naturais. que estabelecem obrigações recíprocas a ambos os contratantes. São informais. o INCRA mapeia as áreas que não atingem a função social é feito um laudo de vistoria em procedimento administrativo e conclui-se que a área não atinge a sua função social. aquele que recebe a área. É o acordo de vontades que tem por objetivo criar. portanto não podem ser alteradas pela vontade das partes. mas em média o contrato agrário dura no mínimo 03 anos. o 59566/66 e em outras leis.

O arrendamento rural é um acordo entre o arrendador proprietário e o arrendatário trabalhador. que causava medo nos setores mais conservadores da sociedade civil brasileira. que tinham como bandeira a reforma agrária. tem prazos de duração. em tal década havia grande discussão sobre a questão agrária no Brasil. Se houver subordinação entre o trabalhador e o dono da terra haverá relação de trabalho. onerosos. sinalagmáticos. Não pode funcionar o armazém. São delineados no decreto 59566/66. em 1964 lançou o seu programa de metas de reformas de base – a grande reforma de base era a reforma agrária. no qual o dono da terra coloca um armazém para o lavrador comprar produtos com preços bem acima da média de preço. Nessa esteira houve essas legislações complementares que trataram de aspectos importantes do direito agrário. O pagamento pelo uso da área é feito com produtos. O trabalhador tem direito à sua lavoura. gerida pela CLT. tem cláusulas irrevogáveis quanto aos recursos naturais. Editaram o Estatuto da Terra em 1964. O presidente João Goulart. A título histórico. informais. no sentido desse último usar uma terra e explorá-la e depois pagar seu uso com aluguel mensal. que ainda tem conceitos abalizados. com parte da colheita. com a Lei 4504. a seus direitos trabalhistas. aos direitos dos trabalhadores e não permitem a exploração do dono da terra em relação ao lavrador. Isso resultou no golpe militar de 1964. Nossa legislação agrária possui muitas leis da década de 60. um diploma legal perfeito. Na parceria agrícola trabalhador e empregador rural assumem um risco pela sua produção e dividem os lucros e perdas.DIREITO AGRÁRIO PROF: MARIO CHIUVITE JUNIOR Como principais contratos agrários temos: o arrendamento rural e a parceria agrícola. Esses contratos são não solenes. 6 . tornando o lavrador um escravo.