Grupos Gestálticos: de Fritz

Perls às Comunidades de
Aprendizagem Cooperativa
Georges D.J. Bloc Boris*

Através de um levantamento detalhado, o autor analisa a
Gestalt-Terapia segundo Fritz Perls, tecendo considerações
sobre a terapia individual e a terapia de grupo.

Este artigo foi apresentado, com
as devidas adaptações, como
conferência no "III Encontro
Nacional de Gestalt-Terapia",
realizado em Brasília (DF), entre
10 e 13 de Outubro de 1991. É
produto de minha dissertação de
Mestrado em Educação (UFCe),
de título "O Processo de
Cooperação na Psicoterapia de
Grupo
em
Gestalt-Terapia",
defendida em 22 de Maio de
1992.
Suas considerações refletem
uma prática de mais de 10 anos
com grupos variados, que gerou
questionamento acerca do que
caracteriza um grupo enquanto
tal, suas regularidades, temas e
necessidades, particularmente o
desenvolvimento da atitude de
cooperação. Portanto, analisa
histórica
e
criticamente
a
evolução do trabalho com grupos
gestálticos desde Fritz e Laura
Perls, passando pela crise dos
anos 70 e a revisão dos anos 80.
A partir desta análise, aponta
perspectivas para os grupos
gestálticos numa concepção de

DEZEMBRO DE 1994

comunidades
de
aprendizagem cooperativa.
A Prática de
(1946-1970)

Fritz

Perls

Devemos lembrar que a gestaltterapia iniciou sua prática como
psicoterapia individual e só
posteriormente passou a aplicar
suas propostas aos grupos, a
ponto de vir a ser conhecida por
muitos como uma abordagem
eminentemente
grupal.
Conforme Shepard (1977), um
dos biógrafos de Fritz, as
primeiras referências ao seu
trabalho com grupos datam do
período de 10 anos (1946-1956)
em que viveu em Nova York:
"Fritz ainda recorria ao divã, mas
começava a utilizar cada vez
mais os encontros de cara a
cara..., assim como a explorar no
campo da terapia de grupo" (p.
57).
Seu
trabalho
mais
sistemático corn grupos parece
efetivar-se no início dos anos 50,
também
em
Nova

York, quando fundou, corn a
esposa Laura, o primeiro instituto
de gestalt-terapia e ofereciam
grupos
de
capacitação
de
psicoterapeutas.
Em 1967, Fritz publica "Terapia
de
Grupo
Versus
Terapia
Individual", texto hoje clássico,
em que critica a psicoterapia
individual,
questiona
a
psicoterapia de grupo e propõe
os
"workshops"
de
gestalt-terapia:
“qual
é
a
mensagern que recebemos da
terapia de grupo? A terapia de
grupo nos diz: ‘Sou mais
econômica
que
a
terapia
individual’. A terapia individual
retruca: ‘Sim, mas você é menos
eficiente’. ‘Mas’, pergunta a
terapia de grupo, ‘quer dizer que
você é eficiente’? Você notará que
no meu íntimo estas duas
terapias imediatamente começam
a brigar e a entrar em conflito.
Durante algum tempo, tentei
resolver
este
conflito
em
gestalt-terapia, pedindo a meus
pacientes que se submetessem a
ambas... ultimamente, entretanto,
eliminei totalmente as sessões
individuais, exceto nos casos de
emergência. De fato, cheguei à
conclusão que toda terapia
individual é obsoleta e deveria
ser substituída por ‘Workshops’
de gestalt-terapia. Em meus
workshops agora integro o
trabalho individual e grupal.
Entretanto, isto somente tem
resultado com o grupo se o
encontro do terapeuta com ‘o
paciente individual dentro do
grupo’” (Perls in: Perls et al.,
1977, p. 29). "Nos meus
‘Workshops’ de gestalt, quem
INSIGHT • PSICOTERAPIA

.

Conseqüentemente.. várias vezes criticada por ele mesmo em outros profissionais. mas o resto do grupo é totalmente envolvido. Por outro lado. 8). na falta de umas expressão melhor" (Perls. em seus "workshops". Fritz avanga numa perspectiva comunitária com a fundação da comunidade de Cowichan. Este me parece um espaço a ser ocupado por aqueles que se preocupam com o futuro da gestalt-terapia: o fato de que os grupos. criando um espaço propício à vivência psicoterápica e ao trabalho conjunto. Os modelos de relação corn o grupo eram como os raios de uma roda. mas não se limita a isto. "a Gestalt Terapia foi muitas vezes erroneamente igualada a um estilo e ponto de vista específicos sobre terapia de grupo. A "economia" do trabalho grupal não se limita ao seu preço. 1977. Essa confusão pode ter sido instigada pela negação de Fritz e de outros gestalt terapeutas de sua interdependência" (Yontef. vão sendo propostas mudanças na concepção dos grupos gestálticos.. Fritz parece negligenciar a ocorrência de regularidades grupais (fenômenos que ocorrem comumente em situações grupais) e a necessidade de conhecê-las e estudá-las. não são experiências aleatórias. visando à manutenção e ao cuidado das necessidades coletivas: "a divisão entre a equipe e os participantes será superada.vamos chamá-la assim por enquanto. Fritz parece não confiar na capacidade "terapêutica" e facilitadora do grupo (que freqüentemente sobrepuja as intervenções do psicoterapeuta) e deixa de aproveitar as qualidades potenciais do grupo enquanto vivência comunitária. A Crise dos Anos 70 terapeuta no após centroa morte a toda Especialmente de Fritz.. 9). A terapia era muitas vezes encarada não como uma aventura cooperativa do terapeuta e do paciente. p. p. Os grupos de DEZEMBRO DE 1994 . além de ser igualmente ineficiente. dialógica e cooperativa. sim. 105). em 1970. mas não faço nada. mas. Ainda no tocante à critics à prática de Fritz com grupos. 12-13). pode trabalhar comigo. Partindo de uma perspectiva de grupo individualmente orientado. a proposta de trabalho corn grupos em gestalt-terapia vivenciou uma crise. 1977. apresentando características. merecem nossa atenção enquanto objetos de estudo. corn o terapeuta no centro e toda interação passando por ele (p. Muitas vezes. tempo e habilidade. como uma aventura entre adversários" (p. no Canadá (da qual infelizmente pouco usufruiu). fases.. que questiona a proposta e a atitude de Fritz em relação aos participantes de seus grupos: “a ‘awareness’ cândida e ingênua do paciente e o comportamento resultante dessa ‘awareness’ parcamente desenvolvida eram freqüentemente considerados corn desrespeito e suspeita. temas e modos de expressão que tendem a se repetir e. embora raramente como participantes ativos. Penso que esta é uma perspectiva isolacionista e concentradora. pois lidamos com as atualidades existenciais dos vários participantes. Fritz avança numa INSIGHT  PSICOTERAPIA o lado. O auto-suporte era freqüentemente discutido de uma maneira que o confundia corn a auto-suficiência e pregava-se uma atitude excessivamente negativa com relação a qualquer indício de confluência. A profundidade da psicoterapia grupal requer maior confiança. O principal é o espírito de comunidade propiciado pela terapia . Fritz também destaca. esta limitação é cads vez mais reconhecida e. mas pelo fato de poder mais facilmente ser usufruído por um maior número de pessoas e por tratar de questões mais amplas e compatíveis corn a realidade social. pois. portanto. o que acontece num grupo acontece por acontecer" (Perls. Estou disponível. geralmente mais barato. p. a falta de clareza e consistência da definição freqüentemente conduziram à confusão teórica e prática. Na maioria das vezes eles agem como uma audiência. isto é. restringe as vantagens do trabalho grupal sobre o individual ao fato de ser mais econômico. Sua ineficiência e superficialidade também são questionáveis. 35). que é estimulada pelo encontro a fazer um pouco da autoterapia silenciosa" (p. o auto-suporte para o contato e a relação interpessoais. Isso obscureceu a importância da interdependência e cooperação no funcionamento sadio e normal. 1987. Estas declarações de Fritz revelam muito de sua concepção sobre o trabalho corn grupos.sentir necessidade. 106). Fritz posteriormente reconhece parcialmente os limites de sua proposta de trabalho grupal: "basicamente o que eu estou fazendo é uma terapia individual em contexto de grupo. apesar da difícil descrição e previsão de seu processo. "embora a teoria básica da gestalt terapia enfatize o contato e o apoio. conseqüentemente. O estilo que Fritz usou nos últimos dez anos de sua vida era estritamente um modelo de trabalho um-a-um com o terapeuta no grupo (modelo da "cadeira quente") com os outros participantes como meros observadores. a prioridade da relação interindividual entre psicoterapeuta e participante grupal sobre qualquer outra. Inicialmente. dependendo da disponibilidade dos participantes grupais de se aprofundar em suas questões e da habilidade facilitadora e cooperativa do psicoterapeuta. podemos tomar as palavras de Yontef (1987). Uma dupla é desenvolvida temporariamente entre eu e o paciente.

através da contradependência. e cria no relacionamento entre membros e líderes uma dependência do líder" (p. que têm características peculiares. A manutenção. Estágio de influência e contradependência ou de controle: a necessidade dos participantes passa a ser de autonomia. Sua compreensão permite uma perspectiva de trabalho menos isolacionista e intuitivista. a partir da conscientização das semelhanças. bem como em relação ao nível de intervenção que o psicoterapeuta enfocar (Kepner in: Feder & Ronsll [orgs. A Revisao dos anos 80 Assim.Estágio de identidade e dependência ou de inclusão: a necessidade principal dos participantes é de se afiliar ou de pertencer. 1980. passando o grupo a ser um "outro" significativo. através da análise histórico-crítica deste processo. p. equipe de trabalho ou comunidade melhores.]. ao longo dos estágios citados. os participantes adotam atitudes realmente cooperativas. buscando fornecer e constituir fronteiras..]. .. a atenção aos demais níveis. arriscar impressões sobre um movimento claramente perceptível e desejável: 1. facilitando com que o grupo reconheça assuntos inacabados e chegue a algum fechamento. sua identidade e a dos outros no grupo. tendo como temas mais vivenciados o poder e a influência. interpessoal e grupal. 1978): .. Estes estágios. bem como diferenciar papéis e pessoas. divergências e conflitos. especialmente pelo psicoterapeuta. A partir destas constatações. devendo resguardar.este tipo de processo de grupo. a função e as tarefas e intervenções do psicoterapeuta variam conforme estes estágios. divergência e flexibilidade do papel dos participantes grupais. encorajando o desafio e a expressão clara de diferença e insatisfação. INSIGHT • PSICOTERAPIA . vai sendo construído o modelo do processo de grupo gestáltico. no qual o líder atenta tanto aos processos individuais e aos relacionamentos interpessoais quanto à totalidade grupal como sistema social. 15-16). trabalhando nos níveis intrapessoal. O psicoterapeuta deixa de ser percebido como a autoridade máxima. apoio e desafio. que inclui experiências de aprendizagem e mudança psicológica. atravessam estágios de desenvolvimento no DEZEMBRO DE 1994 processo de mudança. Perspectivas para os Anos 90 O que se pode esperar da evolução do trabalho com grupos gestálticos nos próximos anos? Apesar de ser. interdependendo em termos de compreensão.. ser um bom psicoterapeuta para trabalhar com grupos: é preciso ser capaz de reconhecer. a segunda. 1980. como indivíduos. temas e comportamentos são regularidades que ocorrem nos grupos. diferenças. temas e necessidades grupais. ". analisar e intervir sobre os fenômenos grupais. família. nem sempre atingido.modelo um-a-um passam a ser percebidos como muito tensionantes e extensos para que a experiência intrapessoal fosse assimilada e integrada. mais do que uma cura para suas neuroses.entre outras coisas.]. aumentando a conscientização das normas (geralmente implícitas) que operam no grupo. . inegavelmente um exercicio de fantasia. muitos participantes. e os membros tendem a sair destas experiências com a crença de que é suficiente expressarem-se e serem responsáveis por si mesmos com o fim de criar uma vida pessoal. A ênfase passa cada vez mais dos indivíduos para os relacionamentos interpessoais dentro do grupo. interpessoal e grupal). gerando. Kepner (in: Feder & Ronall [orgs. Esta crença é não apenas ingênua mas disfuncional porque negligencia a realidade do meio social em que estamos inseridos" (Kepner in: Kepner & Ronall [orgs.]. Apenas neste estágio. situações de testagem da autoridade e controle de cada um e do líder. 1980) conclui que ". sobre o psicoterapeuta e o processo grupal. O objetivo primordial do psicoterapeuta é estabelecer relações com e entre os participantes. separações. Perguntam-se freqüentemente sobre si mesmos. 4). portanto. Schutz. adotando um papel consultivo. de qualquer forma. A tarefa principal do psicoterapeuta é propiciar a ampliação da diferenciação. esclarecendo os métodos utilizados e legitimando trabalho em todos os níveis sistêmicos (intrapessoal. Por sua vez. nasce o modelo de crescimento pessoal. desejavam apenas conhecer-se um pouco mais e se relacionar melhor entre si. reforça o 'culto do indivíduo’. compreender. necessidades. 1974. devendo ser objeto de nossa atenção e orientação. que proporciona nutrição e recursos para o crescimento.. muitas vezes. tendo como tema básico a identidade. encorajando o contato interpessoal.. que podem ser grosseiramente caracterizados comportalmente como um movimento a partir da dependência. 15). podemos. o que propicia comportamentos contradependentes. Não basta.Estdgio de intimidade e interdependencia ou de afeição: o contato real ocorre nos e entre os participantes. estabelecendo relações recíprocas e significativas entre si. 1980. a partir da experiência de Fritz Perls.o líder ainda mantém um papel central durante o processo grupal. uma integração das práticas e princípios da gestaltterapia e da dinâmica de grupos. que grupos. Entretanto. de intervenções "individuais" ou que enfatizem a relação psicoterapeuta-cliente. "Este modelo é baseado em duas posições: primeira. que o desenvolvimento do potencial criativo nos indivíduos é dependente e relacionado a um sistema social que funcione bem e seja saudável. o que produz comportamento dependente de como são percebidos e respondidos pelos demais. p. para a interdependência" (Kepner in: Feder & Ronall [orgs.

29-36. de início. F. New York: Brunner/Mazel. dentro do grupo. et al. O Prazer. Grupo: Fugacidade. p. 2. Ou seja. São Paulo: Summus. 5. 9. 1988. São Paulo: Atlas. DEZEMBRO DE 1994 . mas enfatizarão seus objetivos cooperativos e comunitários. M. Ribeiro). ed. p. Sem dúvida. por outro lado. Gestalt-Terapia Explicada (trad.) Beyond the Hot Seat: Gestalt Approaches to Group. "Terapia de Grupo Versus Terapia Individual" in: PERLS. “Gestalt Terapia 1986: Uma Polêmica" in: The Gestalt Journal (trad. É preciso estabelecer quem participa. Já não basta trabalhar as vivências internas dos participantes (o que continua sendo importante). E. p. transformando-se num fundo disponível às necessidades grupais e num efetivo facilitador de uma verdadeira comunidade de aprendizagem cooperativa. 1988. devemos ter claro que "encaminhar o processo grupal em direção à realização do projeto grupal básico. Os "workshops" e grupos de encontro. ed. dedicação. 1974.2. assumindo um papel que. que ". mestre em educação pela UFCe e professor auxiliar e supervisor do curso de psicologia da Universidade de Fortaleza. que. enquanto instância humana. 4. e. parecem. propiciando sua detecção e inclusão na comunidade ou totalidade grupal. não apenas por ser mais viável economicamente. 1977. de M. que. Patrício). 1977. os grupos. numa certa perspectiva. 1980. T. priorizam o trabalho grupal. 1978. ou pelo menos heterogêneas. B. Machado). FONSECA. como se estruturam os trabalhos e qua] o tipo de intervenções que podem favorecer a produtividade do grupo. (orgs. São Paulo. em relação às tendências de alienação e de manipulação dominantes na sociedade de consumo" (p. 3. 1977. Portanto. São Paulo: Summus. deve-se reconhecer que "os grupos vivenciais são um fenômeno característico da sociedade de consumo" (Fonseca.J. **As citações destes textos são traduções do autor deste artigo e. Fritz Perls . de G. O trabalho grupal-comunitário continuará a ser utilizado nesta perspectiva. podem vir a ser formas de resistência às tendências sociais desagregadoras. Psicoterapia pelo Encontro (trad. afeto. por sua vez. F. Os objetivos destas práticas não se limitarão à prática psicoterápica tradicional. Neste contexto. Schlesinger). mas é preciso trabalhar as interrelações e a coletividade. M. limitando-se aos fins deste mesmo trabalho. de L. de M.** 8. mas por ser capaz de atingir um maior número de pessoas e por lidar com instâncias sociais mais significativas. Buenos Aires: Paidos. vai. apesar de incluí-la e de ser percebida como positiva. Portanto. 147). 4. SHEPARD. Sao decisões que devem se nortear sobretudo pela correspondência com a tarefa e só secundariamente por teorias e técnicas" (Tellegen. a conscientização de sua alienação e vitimação à manipulação consumista e às relações de dominação. YONTEF. Creio que o grande dado novo a respeito do processo gestáltico é a confianç no poder do grupo como um outro co-facilitador. os grupos enquanto comunidades de aprendizagem cooperativa não são uma panacéia para todos os males. deve-se destacar o papel do grupo. deve-se reconhecer e atentar às regularidades grupais e às atitudes cooperativistas nas relações interpessoais que ocorrem nos grupos gestáticos. da. são uma forma efetiva de atuação para psicólogos. no sentido de facilitar a estas comunidades humanas. Schlesinger). A. como mediador entre a particularidade individual e a totalidade social. B.** 3. G. pouco a pouco. Ágora. Kovacs e G.La Terapia Guestaltica. intervém. de sua responsabilidade. & RONALL. 1984. 5. "Gestalt Group Process" in: FEDER. Bibliografia 1. Finalmente. estudo e conhecimento acerca dos seres humanos e dos fenômenos característicos aos grupos e à sua realidade sócio-histórica concreta. TELLEGEN. 7. X(1): 1-17. o modelo de grupo gestáltico deve incluir recursos para a mudança psicológica (psicoterápicos) e de aprendizagem (pedagógicos). F. Gestalt e Grupos: Uma Perspectiva Sistêmica. os objetivos da proposta de grupo gestáltico já não podem se limitar ao tratamento das questões internas do processo grupal. a sua razão de ser explícita (o que não exclui a existência de objetivos implícitos concordantes ou conflitantes com a tarefa básica) requer uma série de decisões. São Paulo: Summus. Entretanto. de M. bem como. interrompe e transforma. 3. 76). SCHUTZ. do papel do INSIGHT • PSICOTERAPIA psicoterapeuta como facilitador de atitudes cooperativas entre os participantes.C. F. em alguns casos. PERLS. Isto É Gestalt (trad. 150).. que interfere. visando a uma (re)aprendizagem a partir do ser-com-o-outro. 6. _____. Expansão da Consciência Humana (trad. ou seja. Ritmo e Forma. Spring 1987 (mimo). KEPNER. 1. Conseqüentemente. Schwartz e M. Processo de Grupo e Facilitação na Psicologia Humanista. mas devem ser uma pedagogia dinâmico-social dos vários aspectos da vida. quando bem conduzido por facilitadores conscientes destes riscos e perigos. R. W.. Rio de Janeiro: Imago. educadores. surgirem e desenvolverem-se como contratendências e como formas de resistência.S. 1984. são uma evidência desta tendência. L. * O autor é psicólogo e gestalt terapeuta. psicoterapeutas e outros profissionais comprometidos com a transformação social. A. 1-39 (mimo). O trabalho grupal exige toda nossa atenção. p. é privativo do líder grupal. H. portanto.S.