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Rev. bras. zootec.

, 29(6):2151-2156, 2000 (Suplemento 2)

Digestibilidade Aparente de Dois Alimentos Protéicos e Três Energéticos para
Girinos de Rã-Touro (Rana catesbeiana, Shaw, 1802)1
Ricardo Castelo Branco Albinati2, Samuel Lopes Lima 3, Marly Lopes Tafuri3,
Juarez Lopes Donzele 3
RESUMO - O experimento foi conduzido para determinar a digestibilidade aparente de farelo de soja, farinha de peixe, milho, amido
de milho e óleo de soja para girinos de rã-touro. Os valores dos coeficientes de digestibilidade aparente para matéria seca (CDAMS),
energia bruta (CDAEB) e proteína bruta (CDAPB) foram, respectivamente: farelo de soja, 87,07; 94,26; e 99,12, farinha de peixe, 70,56;
78,96; e 86,77, fubá de milho, 86,56; 83,18; e 88,25%. O amido apresentou CDAMS de 96,61% e CDAEB de 93,11%, enquanto o óleo
de soja apresentou valores significativamente mais baixos de digestibilidade para matéria seca (38,53%) e energia bruta (39,30%),
indicando que os girinos têm dificuldade de utilização deste ingrediente na ração.
Palavras-chave: digestibilidade, girinos, rã-touro, nutrição, Rana catesbeiana

Apparent Digestibility of Two Protein and Three Energetic Feeds by Bullfrog Tadpole
(Rana catesbeiana, Shaw, 1802)
ABSTRACT - The experiment was conducted to determine the apparent digestibility of soybean meal, fish and corn flour, corn
starch and soybean oil by bullfrog tadpole. The apparent digestibility coefficients for dry matter (ADCDM), gross energy (ADCGE)
and crude protein (ADCCP) were, respectively, soybean meal, 87.07, 94.26 and 99.12%; fish flour, 70.56, 78.96, and 86.77%; corn flour,
86.56, 83.18, and 88.25% respectively. The starch presented ADCDM of 96.61% and ADCGE of 93.11% while soybean oil presented
the lowest values of ADCDM (38.53%) and ADCGE (39.30%), showing the poorest capacity of tadpoles to utilize this ingredient in diet.
Key Words: bullfrog, digestibility, nutrition, Rana catesbeiana, tadpole

Introdução
Para o balanceamento de uma ração, com vistas
ao atendimento das exigências nutricionais de uma
espécie animal, é necessário que se conheça sua
habilidade em utilizar os diversos alimentos que farão
parte da mistura dietética. A determinação da
digestibilidade dos componentes da ração é importante
para o atendimento das exigências nutricionais, uma
vez que a análise química dos ingredientes não é
suficiente para assegurar resposta satisfatória do
desempenho animal (SCHNEIDER e FLATT, 1975).
CASTRO et al. (1998) e BRAGA et al. (1998)
trabalharam com determinação de energia
metabolizável de alguns ingredientes com rãs nas
fases de recria inicial e de terminação, utilizando o
método da alimentação forçada (SIBBALD, 1976) e
coleta total das fezes na água.
SMITH (1980) descreveu métodos para estudos
de digestibilidade com peixes e chamou atenção para
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o uso do óxido de cromo como indicador, tendo em
vista a dificuldade de se proceder à coleta total das
fezes na água.
Windell et al., citados por SOUZA (1989), apresentaram dados quantitativos sobre a lixiviação de
nutrientes de fezes, em função do tempo de permanência na água, em ensaios com truta arco-íris. Os
peixes foram alimentados com uma ração teste e as
fezes foram coletadas em intervalos de 1, 4, 8 e 16
horas. Houve maior lixiviação dos nutrientes durante
a primeira hora e aumento gradual nas primeiras
quatro horas. No entanto, pouca ou nenhuma lixiviação
adicional ocorreu após esse período.
Existem diversas metodologias adaptadas para
ensaios de digestibilidade com peixes
(CASTAGNOLLI, 1979; CHO et al., 1985;
STEFFENS, 1987; e SOUZA, 1989). CHO et al.
(1985) descreveram o “Sistema GUELPH - CYAQ-2”
para ensaios de digestibilidade com peixes. Baseia-se na
coleta do material fecal em uma coluna de decantação

Parte da tese apresentada à UFV pelo primeiro autor para obtenção do título de Doctor Scientiae.
Professor da Universidade Federal da Bahia. E.mail: albinati@ufba.br
Professor da Universidade Federal de Viçosa.

milho. (1985). 1985. respectivamente. SOUZA.5% de óxido de cromo como minação da digestibilidade dos alimentos para girinos indicador. eliminação do manuseio dos animais e a relativa para secagem. va- Tabela1 . A metodologia utilizada foi adaptada a partir do Objetivou-se com este trabalho determinar os “Sistema Guelph”.6oC (média pela manhã) e 0.00 0. 1987. pois o animal está na água..09 3725 85. descrito por CHO et al.72 53. os Os níveis de cálcio. com 5. amido de milho e óleo de soja).00 9730 Soybean meal Farinha de peixe Fish flour Fubá de milho Corn flour Amido de milho Corn starch Óleo de soja Soybean oil . adaptado à (farelo de soja e farinha de peixe) e três energéticos estrutura da incubadora. coeficientes de digestibilidade aparente da matéria usualmente aplicada em ensaios de digestibilidade seca. na faixa de peso de 1. a deterração basal continha 0. STEFFENS. Foram utilizados Foi realizado. Foram utilizadas seis incubadoras para ovos de peixes. 10%. alojados em de digestibilidade.78 0. 30%. farinha de peixe. formuladas seis rações. As percentagens de substituição foram: fase de G1 de crescimento inicial (LIMA e AGOSfarelo de soja. e dos em rações para girinos de rã-touro. MG. a 55oC. e óleo de soja. 30%. em Viçosa. Foram O delineamento utilizado foi de blocos ao acaso. adaptadas para coleta de fezes. com comprimento avaliado semanalmente. A composição centesimal dos ingredientes é problemática. Nesse sistema. 1989). propostas por GUIMARÃES (1993). com triturados e peneirados em tamiz com malha igual a valores médios de 25. 20%. e apresenta vantagens sobre outros métodos.32 3567 100.0 mm O pH da água de abastecimento dos aquários. por um dos ingredientes a serem novos animais. total tanto das sobras de ração como das fezes. As e cinco experimentais.73 41. como a médio de 10 mm. a temperatura da água permaneceu sob controle. fubá de TINHO. Para o preparo das rações. dividido em três períodos de 28 na matéria natural.34 43. Os peletes.68 4104 93. fósforo e suplementos peixes são mantidos em aquários conectados a um vitamínico e mineral utilizados nas rações foram cilindro por onde circula a água e são coletadas as definidos tomando-se como referência as rações fezes acumuladas por decantação.0+1. para girinos.4oC (média pela tarde). facilidade para coleta das fezes. de diâmetro. elaboradas pela substituição repetições foram realizadas no tempo (blocos). A À semelhança do que ocorre com peixes. com sidade Federal de Viçosa. e levados a estufa ventilada. (fubá de milho.47 87.6 g e na testados. 1992).3 + 0. um ensaio densidade de um girino por litro de água.38 8.35 mm e as misturas foram umedecidas e peletizadas 27. amido de milho. proteína e energia de cinco ingredientes utilizacom peixes (CHO et al. onde há utilizados e a ração basal utilizada estão nas Tabelas lixiviação de nutrientes e dificuldades para a coleta 1 e 2.Composição centesimal dos ingredientes utilizados nas rações experimentais Table1 - Centesimal composition of feedstuffs used in experimental diets Ingrediente Ingredient Farelo de soja Matéria seca (%) Proteína bruta (%) Dry matter Crude protein Energia bruta (kcal/kg) Gross energy 86. sendo uma basal (referência) com seis tratamentos e três repetições (blocos). com parcial da primeira. os ingredientes foram por meio do uso de aquecedores e termostatos. dias. Durante o ensaio. foram quebrados. com dois ingredientes protéicos compartimento telado (laterais e fundo).2152 ALBINATI et al. no ranário experimental da Univer60 girinos por aquário (unidade experimental).3+1. em máquina de moer carne. conforme diagrama apresentado na Figura 1. 10%. com papel indicador. com capacidade para 60 litros de Material e Métodos água.

riou entre 6. por kg do produto: (Roligomix aves (Roche) . vit. B1. Todos os dias. quando foi fornecida uma quantidade de ração equivalente a cerca de 90% do consumo voluntário dos animais. biotina (biotine). 2 g. 10 g. recolhida às 14 h.000 mcg.000. 35 g. Fe. 5 g.500. vit. por kg do produto (Garanty levels per kg of product:) vit.50 Chromic oxide Proteina bruta (%) 38. As rações peletizadas foram umedecidas e colocadas sobre um prato descartável de alumínio. cloreto de colina (cholin).20 Vitamin premix Suplemento mineral 2 0. 10 g. No dia seguinte. 3 Butil-hidroxitolueno (butil-hidroxitoluen). vit. e análise laboratorial. 2 g. proteína bruta (PB). por determinação do nitrogênio em micro-kjeldahl. levadas. por combustão em bomba calorimétrica. 2 Roligomix aves (Roche) . B6. 30. 100 g. às 14 horas os aquários foram esvaziados e lavados. seguido do período de coleta de fezes (21 dias). Cu. com nova oferta de ração. Durante o período de adaptação.07 g. 3 g. 160 g.00 Fosfato bicálcico Dicalcum phosphate Suplemento vitamínico 1 4. 1 g. Em amostras de fezes e de alimentos utilizados. foram analisadas matéria seca (MS). Figure 1 - Diagram of equipment used in the digestibility assay. os frascos coletores foram recolhidos com as fezes e repetia-se o processo.garanty level per kg of product) Mn. (biotine) K 3. vit. houve adaptação dos animais às instalações e às dietas (sete dias). B12 . Co. para posterior secagem em estufa ventilada. 2. a partir das 8 h. pantotenato de cálcio (calcium panthotenate). pela manhã.2153 Rev.00 Soybean meal Farinha de peixe 14. Iodo. Tam- . vit. eliminando-se a possibilidade de permanência de resíduos de ração ou fezes contaminadas com ração. e a sobra. 0. 15. bras. entre 8 e 9 h.Níveis de garantia.000 UI. na parte superior do aquário de coleta de fezes. Figura 1 . zootec. 100 g. 100 g. a ração foi ofertada à vontade. Os aquários foram então novamente cheios e os girinos permaneceram até a manhã seguinte sem receber nova alimentação.0.5 e 7.00 0.3 g. uma vez ao dia. bacitracina de zinco (zinc bacitracin).00 Fish flour Fubá de milho 5. 12.20 Óleo de soja Soybean oil 2. a 55oC.Esquema do equipamento utilizado no ensaio de digestibilidade. As fezes foram então armazenadas em freezer. selênio (selene). ácido nicotínico (nicotinic acid). e energia bruta (EB).10 Mineral premix BHT3 Óxido crômico 0. lentamente. ácido fólico (folic acid). Para cada período (28 dias). 0. para avaliação do consumo e determinação da oferta de ração durante o período experimental.000 UI. 2 g.12 g.00 Corn flour Amido de milho Corn starch 4.Composição da ração basal utilizada no ensaio de digestibilidade Table 2 - Composition of basal diet used in digestibility assay Ingrediente Ingredient Farelo de soja Ração basal (%) Basal diet (%) 70. sendo então. BHT.01 0. E. até o fundo do compartimento telado.000 UI.53 Crude protein Energia bruta (kcal/kg) 3984 Gross energy 1 Rovimix Aves Inicial (Roche) (Rovimix Aves Inicial [Roche]) Níveis de garantia. 20 g. D3. Tabela 2 . Zn. por desidratação em estufa a 105oC. A.

por espectrofotometria de absorbruta no alimento: ção atômica. 1. que haviam encontrado valores elevados de energia metabolizável destes ingredientes para rãs pósmetamórficas. Resultados e Discussão Na Tabela 3 são apresentados os valores dos coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca (CDAMS). efeito do alimento. eijk. utilizando-se o seguinte modelo estatístico: Yijk = u + Ai + Bj eijk em que Yijk é coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca.3.18.25%.fubá de milho. proteína e energia bruta dos alimentos estudados.56. média geral.amido de milho. e 86. 86. energia bruta (CDAEB) e proteína bruta (CDAPB) dos alimentos estudados. 70. 94. Ai. como fonte de energia.56. i.26.07. 87.77. 3 . o que reforça os resultados encontrados por CASTRO et al. Proteína digestível do alimento: Os cálculos de proteína e energia digestíveis aparentes. Bj. erro. u. 4 . efeito de bloco.2.2154 ALBINATI et al. indicando boa capacidade de utilização desses ingredientes pelos girinos de rãtouro. e fubá de milho. (1998). e 88. energia bruta (CDAEB) e proteína bruta (CDAPB) foram. j = 1. Fator de indigestibilidade (FI): FI = % indicador na MS da dieta x 100 % indicador na MS das fezes Coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca da ração: CDAMSR = 100 – FI Coeficiente de digestibilidade aparente da proteína bruta na ração: Proteína bruta na MS das fezes CDAPBR = 100 − x FI Proteína bruta na MS da ração Coeficiente de digestibilidade aparente da energia bruta na ração: CDAEBR = 100 − Energia bruta na MS das fezes x FI Energia bruta na MS da ração Proteína digestível da ração: PDR = (CDAPBR) x (PB da ração na MN)/100 Energia digestível da ração: EDR = (CDAEBR) x (EB da ração na MN)/ 100 Coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca do alimento: CDAMSAL = CDAPBR basal − (CDAPBR Experimental) − (CDAPBR basal ) (g alimento teste) / (g ração basal) Coeficiente de digestibilidade aparente da proteína bruta no alimento: CDAPBAL = CDAPBR basal − ( CDAPBR Experiment al ) − ( CDAPBR basal ) ( g alimentoteste) / ( g ração basal ) foi utilizado o programa SAEG (Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas) desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa.11%. 2 . Os valores dos coeficientes de digestibilidade aparente para matéria seca (CDAMS).61% e CDAEB de 93. nas fases de recria inicial e de terminação. 5 .96. e 99. respectivamente: farelo de soja.farelo de soja. 83. farinha de peixe. (1998) e BRAGA et al. e do milho. sendo a seguir estimados os Energia digestível do alimento: coeficientes de digestibilidade aparente para cada (EDR Experiment al ) − (EDR basal ) EDA = EDR basal − ingrediente testado.12.óleo de soja. ( g alimentoteste ) / ( g ração basal ) Para os cálculos de digestibilidade foram utilizaPara as análises estatísticas dos coeficientes de das as seguintes fórmulas: digestibilidade (análise de variância e teste de médias). bém foram realizadas análises de óxido de cromo nas Coeficiente de digestibilidade aparente da energia fezes e nas rações. como fonte de proteína. 78. os valores elevados encontrados para digestibilidade .farinha de peixe. O amido apresentou CDAMS de 96. para as rações basais e experimentais. A metodologia utilizada para as análises ( CDAEBR Experiment al ) − (CDAEBR basal ) CDAEBA = CDAEBR basal − ( g alimentoteste) / ( g r ação basal ) foi descrita por SILVA (1990). Considerando que a maioria das rações utilizadas em estudos com rãs tem como base a utilização do farelo de soja e da farinha de peixe. ( PDR Experiment al ) − ( PDRbasal ) PDA = PDR basal − ( g alimentoteste ) / ( g ração basal) foram efetuados a partir dos níveis de óxido de cromo nas rações e nas fezes.

25a (%) 94.05) by Newman-Keurls test. 1990. 61+30. A utilização de óleo não é rara em rações para peixes. apresentou valores significativamente mais baixos (P<0. sem precisar utilizar dados de digestibilidade extrapolados de espécies diferentes.32%. valores elevados de coeficientes de variação têm sido encontrados também em ensaios de digestibilidade com peixes (LIED et al. citado no NRC (1983). quando comparado com a fase de girino. .12+10.53+16. à medida que seu nível se eleva (STEFFENS. quando comparados com os valores determinados com mamíferos e aves (SERRANO et al. JACOB et al.39 20. within a column..16a 88. redução da eficiência de utilização dos lipídeos é observada. gross energy (ADCGE) and crude protein (ADCCP) of bullfrog tadpoles Alimento CDAMS CDAEB CDAPB Feed ADCDM ADCGE ADCCP Farelo de soja (%) 87. que a ração tenha passado demasiadamente rápida para que houvesse uma ação enzimática adequada para a digestão deste alimento. indicando que os girinos têm dificuldade de utilização deste ingrediente na ração.19 a 9.03% para coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca e 2. diferindo dos demais ingredientes estudados. JACOB et al. Means.56+2. e ALBINO et al. proteína bruta e energia bruta (SERRANO et al.45a 86.36a 83.05) pelo teste Neuman-Keurls. como vem sendo feito até então. respectivamente.30%).77+4. ALBINO et al.30+13.05) de digestibilidade para matéria seca (38. 1964). mostraram coeficientes de variação entre 3. em níveis de até 10 ou 15%.28% contra 4. 1985). foram encontrados valores entre 2.62a 70. seguidas de letras iguais não diferem (P<0. 1982. Em trabalhos de digestibilidade com suínos e coelhos. para carpa comum. 1987). No entanto.70b 39.. no entanto. quando compararam valores de energia metabolizável aparente para aves. na coluna. (1998) encontraram valor de 7358 kcal/kg de energia aparentemente metabolizável para óleo de soja. O óleo de soja.26+15.. Ao contrário do ocorrido com girinos. No entanto.89a (%) 99.18+2. com o estômago ainda não formado.89% para os coeficientes de variação da digestibilidade da matéria seca.08b - 24..71a - 38.07+20. o que mostra maior eficiência de utilização deste ingrediente pelo animal pós-metamórfico. ensaios de digestibilidade com alevinos de tilápias do Nilo. coeficiente de digestibilidade acima de 90% para o óleo de soja. No entanto.Coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca (CDAMS). quando trabalharam com rãs adultas. a digestibilidade do óleo parece ser eficaz para peixes de águas quentes. energia (CDAEB) e proteína bruta (CDAPB) para girinos de rã-touro Table 3 - Apparent digestibility coefficients of dry matter (ADCDM)..53 e 6.96+7. em função das modificações anátomo-fisiológicas por que passa o trato gastrointestinal no decorrer do processo de metamorfose (REEDER. followed by the same letters do not differ (P<. pelo método de Sibbald e pelo método tradicional.25+2.. BRAGA et al.2155 Rev.45 20.53%) e energia bruta (39. É de se supor que os girinos não utilizem bem o óleo.36ab 78. 1990. é possível que a produção de lipase seja insuficiente ou.77a 86.09 Soybean meal Farinha de peixe Fish flour Fubá de milho Corn flour Amido de milho Corn starch Óleo de soja Sobean oil CV (%) Médias. obtidos. destes ingredientes permitem a formulação de rações experimentais para pesquisas com exigências nutricionais dos girinos. 1985). determinou. utilizando óxido de crômio como indicador e coletando as fezes na água (De SILVA. 1992). Chama a atenção neste ensaio o valor elevado dos coeficientes de variação (Tabela 3).56+10. Takeuchi.21% para proteína bruta das diferentes rações testadas. em que Tabela 3 .31a 93. bras. De SILVA et al.07a 96.53 e 12.11+27. 1992. zootec.. 1992). a exemplo do que já vem sendo feito com outros animais de valor zootécnico. (1992) encontraram coeficientes de variação de 8. Dessa forma. Essa variação pode ser explicada pela diferença do tempo.

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