You are on page 1of 5

DIA MUNDIAL DA

FILOSOFIA
2014
UNESCO's General Conference was convinced that “the institutionalization of
Philosophy Day at UNESCO as world philosophy day would win recognition for
and give strong impetus to philosophy and, in particular, to the teaching of
philosophy in the world”. On this Day of collective exercise in free, reasoned and
informed thinking on the major challenges of our time, all of UNESCO’s partners
are encouraged to organize various types of activities - philosophical dialogues,
debates, conferences, workshops, cultural events and presentations around the
general theme of the Day, with the participation of philosophers and scientists
from all branches of natural and social sciences, educators, teachers, students,
press journalists and other mass media representatives, and the general public.
UNESCO

2.Assumir as posições pessoais. . Constituir pequenos grupos que deverão: . . Debate em grupo/ turma. tome a seu cargo o cuidado ético pelo futuro.Identificar a ação.Discutir possíveis interpretações. Competências a desenvolver (de acordo com o programa em vigor) .Comprometer-se na compreensão crítica do outro.Iniciar à comunicação filosófica.Tomar posicionamento perante a situação apresentada.Cada pequeno grupo deve ler e confrontar com os restantes as suas respostas. atenta aos desafios e aos riscos do presente. . .Realizar as atividades propostas. ._____ Sumário Leitura e análise de um dilema moral – trabalho de grupo. Atividades 1. . desenvolvendo de forma progressiva as capacidades de expressão pessoal. mediante a análise fundamentada da experiência. rompendo com a indiferença. 1 . ideias e comportamentos. no respeito pelos seus sentimentos.º _________ Hora _____ . bem como dos valores incorporados neles.Dia Mundial de Filosofia – Plano de Aula Escola/ Agrupamento de Escolas ________________________________________________ 20 de novembro 2014 Filosofia . Em grande grupo/ turma: . descobrindo as razões dos que pensam de modo distinto. .ano Turma _____ Aula n. Objetivos específicos . com convicção e tolerância. o motivo e a intenção da mesma.Ler atentamente o texto. dando lugar a momentos de reflexão e partilha de pontos de vista.Fazer o levantamento dos argumentos presentes no texto. de comunicação e de diálogo.Desenvolver o respeito pelas convicções e atitudes dos outros.Desenvolver uma consciência crítica e responsável que. .

Argumento contra: o pai decidiu matar a filha porque esta era deficiente – não igualdade entre seres.Respeito pelas regras de um debate. claramente. Ninguém tem o direito de decidir quem vive e quem morre (sob pena de se cair no extermínio de algumas classes/p pessoas com características específicas). num sofrimento constante e sem perspetivas de evolução positiva). .Clareza na apresentação das ideias. .Capacidade crítica. Avaliação 1.Avaliação formativa aquando do trabalho em pequeno grupo (professor acompanha e orienta a realização das tarefas) 2. a posição do grupo/aluno.A situação apresentada refere-se a um pai (senhor Latimer) que mata a sua filha (Tracy).A última questão propicia um debate.Avaliação da correção dos trabalhos escritos ..Correção escrita. possíveis contra-argumentos.Capacidade de identificação dos vários momentos/elementos do texto.Pertinência das ideias apresentadas. Realização de uma atividade síntese em que cada grupo (ou elemento individual) deverá redigir um texto onde exponha a sua posição perante a situação apresentada. . vítima de paralisia cerebral. . os argumentos que a suportam. . .Argumentos a favor: a criança apenas vivia do ponto de vista biológico (não humano). 2 .Quadro. . Ideias a explorar . 3.As áreas/ dimensões da Filosofia são: Axiologia.Correção das ideias apresentadas.Capacidade de interpretação do texto.Avaliação aquando da apresentação dos resultados do trabalho . Desta deve constar.Capacidade de reflexão pessoal. 3. . Recursos . de 12 anos. .Documento em anexo.Capacidade de posicionamento crítico: . os argumentos de reforço e a conclusão. Ética e Moral. . .

Dia Mundial de Filosofia – 20 de novembro de 2014 Lê o texto com atenção: Notas: “Tracy Latimer. (…) 3 . e isso é inadmissível. outros argumentos avançados pelos seus críticos. muitos deficientes encararam o facto como um insulto. O presidente de Saskatoon Voice of People with Disabilities. cumprindo uma pena de vinte e cinco anos. As pessoas deficientes deveriam ser tão respeitadas e ter tantos direitos como qualquer outra pessoa. o Supremo Tribunal do Canadá revogou a sentença e ordenou a imposição da sentença obrigatória. O júri considerou-o apenas culpado de homicídio de segundo grau e recomendou ao juiz para ignorar a sentença obrigatória de vinte e cinco anos de prisão. um assunto sério. Houve. afirmou: “Ninguém tem o direito de decidir se a minha vida tem um valor inferior a outra. naturalmente. será que o senhor Latimer fez algo de errado? Um argumento contra o senhor Latimer é que a vida de Tracy tinha valor moral. pelo que matá-la foi um ato de misericórdia. Considerando estes argumentos. Que podemos dizer disto? A discriminação contra qualquer grupo de pessoas é. No entanto. Essa é a grande questão. Numa manhã de domingo. A sua existência estava reduzida a nada mais do que o sofrimento sem sentido. Em sua defesa pode-se responder que a situação de Tracy era catastrófica que ela não tinha quaisquer perspetivas de uma “vida” em qualquer sentido além do puramente biológico. É inaceitável porque implica tratar outras pessoas de forma diferente das outras. Robert Latimer está ainda detido. O juiz concordou e sentenciou Latimer a um ano de cadeia. Tracy vivia com a família numa quinta de uma pradaria de Saskatchewan. uma menina de doze anos. vítima de paralisia cerebral. Na altura da morte. que sofre de esclerose múltipla. O argumento contra a discriminação dos deficientes. A senhora Latimer afirmou ter ficado aliviada por encontrar Tracy morta ao chegar a casa. afirmou. enquanto a mulher e os filhos estavam na missa. Tracy pesava menos de dezoito quilos. no Canadá. diz-se que tinha “um nível mental idêntico ao de um bebé de três meses”. foi morta pelo pai em 1993. Quando Robert Latimer foi sentenciado com tolerância pelo tribunal.” Tracy foi morta por ser deficiente. Robert Latimer pôs Tracy na cabina da sua carrinha de caixa aberta e asfixiou-a com o fumo do escape. quando não há diferenças relevantes entre elas para o justificar. e acrescentou que “não tinha coragem” para o fazer. Questões legais à parte. seguido de um ano de prisão domiciliária na sua quinta. mas o juiz e os jurados não quiseram tratá-lo com demasiada dureza. O senhor Latimer foi julgado por homicídio. não tendo ele por isso o direito de a matar. parece que talvez o senhor Latimer tenha agido de forma defensável. no entanto.

Outros defensores dos deficientes fizeram eco desta ideia. Onde devemos pois traçar a fronteira? Se a vida de Tracy Latimer não merece ser protegida. iremos dar a uma “derrapagem” inevitável. que ela tenha sido morta por causa da paralisia cerebral. Se aceitarmos qualquer tipo de morte piedosa. Isto diz respeito a tortura. Faz o levantamento dos argumentos apresentados pelo texto. o que dizer então de outros deficientes? Que dizer dos velhos. afirmou o pai.26. 3. a favor e contra a ação do senhor Latimer. Podemos compreender Robert Latimer. afirmou. foi morta por causa da dor e por não haver esperança para ela.” James Rachels (2004). varetas nas costas. e no final toda a vida terá perdido o seu valor. que queriam “purificar a raça”. Tracy fora submetida a uma importante e delicada intervenção cirúrgica às costas. Para Tracy tratava-se de uma questão de mutilação e tortura”. pp. Quando o Supremo Tribunal de Canadá confirmou a sentença de Robert latimer. afirmou-se “agradavelmente surpreendida” pela decisão. é melhor não darmos os perigosos primeiros passos. Antes da sua morte. Isto conduz naturalmente a outro argumento. ancas e pernas. Identifica a ação. Tracy Walters. No entanto. “Teria sido na verdade uma bola de neve e um abrir de portas a outras pessoas para decidirem quem vive e quem morre”.Devemos pensar na morte de Tracy Latimer como um caso de discriminação de deficientes? O senhor Latimer argumentou que a paralisia cerebral de Tracy não era a questão. e havia ainda mais cirurgias planeadas. doentes e outros membros “inúteis” da sociedade? Neste contexto. afirmaram alguns. é perigoso pensar desta forma. 2. 4. 23. Identifica os valores presentes em cada um dos argumentos. afirmou. por isso. 4 . “como podem as pessoas dizer que ela era uma menina feliz”? No julgamento. refere-se frequentemente os nazis. O argumento da derrapagem. e a implicação é que se não queremos acabar como eles. Identifica a situação apresentada no texto. podemos até ser tentados a pensar que Tracy está melhor morta. Toma posicionamento pessoal perante a situação apresentada. diretora da Associação Canadense de Centros para uma Vida Independente. o motivo e a intenção da mesma. Elementos de Filosofia Moral. “mas estão enganadas. “As pessoas andam a dizer que isto é uma questão relacionada com deficiência”. 5. a perna cortada e bamba e ainda as chagas causadas pela permanência na cama”. Atividades: 1. três dos médicos de Tracy deram o seu testemunho sobre a dificuldade de controlar as suas dores. O senhor Latimer negou. Consideras que as críticas levantadas à ação do senhor Latimer são legítimas? Porquê? 6. “Tendo em conta a combinação do tubo para alimentação. Lisboa: Gradiva.