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Sindicatos insistem na suspensão da avaliação

Maria de Lurdes Rodrigues volta a reunir- -se com sindicatos A ministra da Educação reúne-se hoje com a Plataforma Sindical dos Professores a pedido dos sindicatos, que ontem apresentaram mais iniciativas de protesto a partir da próxima semana contra o processo de avaliação. A reunião, marcada no seguimento de um pedido dos sindicatos ao Governo no início deste mês, foi anunciada pela Plataforma de sindicatos e confirmada à Lusa por fonte do Ministério da Educação. A ministra da Educação e os sindicatos tinham reunido a 12 de Dezembro de 2007, naquela que foi a primeira reunião entre Maria de Lurdes Rodrigues e as estruturas sindicais em mais de dois anos marcados por uma grande tensão. "Saudamos que ao fim de tanto tempo uma reunião de negociação se realize com a presença da senhora ministra, o que mais uma vez confirma que 100 mil professores têm muita força", disse o dirigente da Federação Nacional de Professores (Fen-prof), Mário Nogueira, à margem de uma conferência de imprensa convocada pelos sindicatos para anunciar iniciativas de luta contra políticas do Ministério da Educação. A Plataforma sindical voltou a pedir a suspensão do processo de avaliação de desempenho dos professores até ao final deste ano e a adopção de um regime experimental no próximo ano lectivo, durante o qual seria analisada e rectificada. Mário Nogueira realçou que o Conselho Científico para a Avaliação de Professores vai reunir pela primeira vez no dia 21 de Abril, altura em que "faltará um mês para as escolas do Secundário terminarem as aulas", o que retira às escolas condições de realizarem o processo. "Ainda este fim-de-semana a senhora ministra voltou a dizer que não tem escolas a não quererem avançar com a avaliação ou a pedir que não avancem e

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nós temos as cópias de algumas dessas cartas que foram enviadas", afirmou Mário Nogueira. Os sindicatos pedem que, durante o ano experimental, as escolas elaborem um relatório ao fim de seis meses para identificar os problemas, entregue em Março ao Conselho Científico de Avaliação, para que em Abril este possa pronunciar-se sobre as fragilidades do método. Os professores pretendem formação contínua integrada nos horários de trabalho e que os docentes tenham no mínimo nove horas de componente individual de trabalho incluída no seu horário. Caso contrário, mantêm-se os protestos anunciados. LUSA

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