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Número 062

Sessões: 4 e 5 de novembro de 2014
Este Boletim contém informações sintéticas de decisões proferidas pelos Colegiados do TCU que receberam indicação de
relevância sob o prisma jurisprudencial no período acima indicado. O objetivo é facilitar ao interessado o acompanhamento
das decisões mais importantes do Tribunal. Para aprofundamento, o leitor pode acessar o inteiro teor da deliberação,
bastando clicar no número do Acórdão (ou pressione a tecla CTRL e, simultaneamente, clique no número do Acórdão).

Acórdão 3003/2014 Plenário (Embargos de Declaração, Relator Ministro Aroldo Cedraz)
Licitação. Obra e serviço de engenharia. Referência de preços.
A utilização do Sistema de Custos Rodoviários (Sicro) pelo TCU como referencial para preços de obras rodoviárias e
ferroviárias não depende de previsão legal.
Acórdão 3010/2014 Plenário (Denúncia, Relator Ministro Raimundo Carreiro)
Finanças Públicas. Descentralização de crédito. Termo de cooperação.

Os procedimentos definidos no art.i26 da Lei 8.666/93 não se aplicam aos termos de cooperação para
descentralização de crédito firmados entre órgãos da União, pois não há relação contratual nem onerosidade.

O contrato não é instrumento adequado para regular a prestação de serviço entre órgãos vinculados a uma única
pessoa jurídica (União), haja vista a ausência de pressuposto essencial do acordo de vontades, que requer a existência de
duas ou mais pessoas.
Acórdão 3010/2014 Plenário (Denúncia, Relator Ministro Raimundo Carreiro)
Pessoal. Concurso público. Experiência profissional.
A utilização de experiência em atividade gerencial como quesito de pontuação em prova de títulos requer que o edital do
concurso público estabeleça critérios objetivos que permitam identificar, mensurar e comparar os diferentes tipos de
experiência profissional, sob pena de afronta aos princípios da isonomia, da ampla concorrência, do julgamento objetivo e ao
próprio interesse público.
Acórdão 3011/2014 Plenário (Recurso de Reconsideração, Relator Ministro José Múcio Monteiro)
Contrato. Equilíbrio econômico-financeiro. Avaliação.
É juridicamente inadmissível a revisão de preços sob o argumento de compatibilizá-los aos praticados em outros contratos
da entidade contratante, já que a adoção de preços diferentes em contratos distintos não implica ruptura do equilíbrio
econômico-financeiro da proposta vencedora da licitação.
Acórdão 3037/2014 Plenário (Representação, Relator Ministro-Substituto Augusto Sherman)
Licitação. Sistema S. Controle.
O TCU somente deve induzir a modificação das normas próprias sobre licitações e contratos das entidades do Sistema S,
por meio de determinações ou recomendações, nos casos em que, efetivamente, verificar afronta ou risco de afronta aos
princípios regentes do processo licitatório, da despesa e da Administração que forem aplicáveis a essas entidades, ou, ainda,
quando verificar a existência de lacuna ou a inexistência de regra específica.

Elaboração: Diretoria de Jurisprudência . Acórdão 6452/2014 Segunda Câmara (Recurso de Reconsideração. e b) do terc eiro q ue. dentr o de 3 ( três) dias. Abrangência. Relator Ministro-Substituto Marcos Bemquerer) Competência do TCU.ii16. Parágrafo único. A fiscalização da correta aplicação dos recursos oriundos de operação de crédito compete aos tribunais de contas estaduais e municipais. o Tri bunal .443/92. Operação de crédito. Somente o longo decurso de tempo entre a data da transferência dos recursos e a instauração da tomada de contas especial não é suficiente para o trancamento das contas. a depender de previsão editalícia. Não é determinante para os posteriores atos processuais. como c ondiç ão par a a efic ácia dos atos. previs to neste artigo. Abrangência. Débito. nec ess ariamente j usti ficadas. O valor orçado. Acórdão 6499/2014 Segunda Câmara (Embargos de Declaração. s erá i nstr uído. do direito à ampla defesa e ao contraditório. . As contas ser ão julgadas: iii § 2° Nas hi póteses do i ncis o III. O “valor de referência” ou simplesmente “valor estimado” não se confunde com “preço máximo”. razão por que a jurisdição do TCU somente alcança os procedimentos do agente financeiro federal para a celebração e o acompanhamento da operação de crédito propriamente dita. Responsabilidade do contratado. não afasta a fiscalização por parte dos órgãos de controle. nos termos do art. Despesa sigilosa. embora dificulte o controle social. pode eventualmente ser definido como o preço máximo a ser praticado em determinada licitação. Relator Ministro-Substituto Marcos Bemquerer) Convênio e Congêneres. as situaç ões de i nexigibilidade r eferi das no art.doc umento de a pr ovaç ão dos pr ojetos de pesq uisa aos q uais os bens s erão alocados. As dis pens as previ stas nos §§ 2 o e 4o do art. não se pode exigir dele que se manifeste quanto ao mérito do processo. Relator Ministro-Substituto Augusto Sherman) Processual. Orçamento estimativo.c aracteriz ação da situação emergenci al ou cal amitosa que justifique a dispensa. Embargos de declaração. Cabe responsabilizar solidariamente. Recurso. 24. à autori dade s uperior. 16. Acórdão 6481/2014 Segunda Câmara (Tomada de Contas Especial. Relator Ministro-Substituto Marcos Bemquerer) Competência do TCU. A classificação de despesas como sigilosas.br i Art. fi xar á a res pons abilidade s olidária: a) do agente público que pratic ou o ato irregular . O montante dos recursos de operações de crédito firmadas entre entes federados e agentes financeiros federais se incorpora ao patrimônio do ente beneficiado. mas não necessariamente. de qualquer modo haj a c oncorrido par a o c ometi mento do dano apurado. ainda que não haja evidências que a empresa tenha recebido os correspondentes valores. ii Art. Relator Ministro-Substituto Marcos Bemquerer) Processual. §iii2º. 8 o desta Lei dever ão s er comunicados. III . por ser órgão funcionalmente independente. da Lei 8. Relator Ministro Aroldo Cedraz) Processual. de i nexigibili dade ou de retar damento. o qual só ocorrerá após a verificação de que o lapso temporal tenha prejudicado efetivamente o exercício. pelo responsável.gov. o uso que o MP/TCU faz da oportunidade de manifestação em sua audiência obrigatória. 17 e no incis o III e segui ntes do art. 25. 26.Secretaria das Sessões Contato: infojuris@tcu. c om os s egui ntes elementos : I . ao j ulgar irregul ares as c ontas.r az ão da esc olha do fornec edor ou exec utante. Audiência obrigatória. c omo contr atante ou parte i nteres sada na prática do mes mo ato. para ratific aç ão e publicaç ão na imprens a ofici al. Preços máximos. O proc ess o de dis pens a. A oposição de novos embargos de declaração com nítido caráter protelatório não suspende o trânsito em julgado do acórdão condenatório. IV . alíneas c e d des te artig o. praticados pelo relator ou pelo Tribunal. Acórdão 3044/2014 Plenário (Solicitação do Congresso Nacional. Ministério Público. Acórdão 3047/2014 Plenário (Recurso de Reconsideração.Acórdão 3041/2014 Plenário (Solicitação do Congresso Nacional. no pr az o de 5 (ci nc o) di as. e o r etardamento previs to no final do parágrafo único do art. no q ue couber. Acórdão 6974/2014 Primeira Câmara (Embargos de Declaração. Relator Ministro José Jorge) Licitação.j ustific ati va do preç o. Quando o Ministério Público junto ao TCU suscita questão preliminar. Transcurso do tempo. Contraditório e ampla defesa. nos termos constitucionais e legais. quando for o c as o. a empresa contratada que concorreu para o dano ao erário ao emitir documentos fiscais e recibos para dar aparência de regularidade à execução de convênio. II .