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O TRABALHO DOS MENTORES / GUIAS / BENFEITORES ESPIRITUAIS

Livro DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO CENTRO ESPÍRITA
Suely Caldas Schubert

A direção espiritual
Os planos iniciais para a fundação de um Centro Espírita ocorrem na Espiritualidade com
antecedência de muitos anos, quando a equipe espiritual assume a responsabilidade de orientar e
assessorar as futuras atividades que ali serão desenvolvidas. Isto é feito em sintonia com aqueles
que irão reencarnar com tais programações. Para chegar-se a estabelecer esses compromissos são
estudadas as fichas cármicas daqueles que estarão à frente da obra no plano material, convites são
feitos, planos são delineados e projetados para o futuro.
Não podemos nos esquecer que aqueles que se reúnem para um labor dessa ordem não o
fazem por casualidade. Existem planificações da Espiritualidade que antecedem, portanto, à
reencarnação dos que irão laborar no plano físico.
O projeto visa essencialmente a atender aos encarnados, pois através desse labor são
concedidas oportunidades de crescimento espiritual, ensejos de resgate e redenção; reencontros
de almas afins, de companheiros do passado ou, quem sabe, desafetos no caminho da tolerância
e do perdão que a diretriz clarificadora do Espiritismo e a atmosfera balsâmica do Centro
propiciarão. Para que isto seja alcançado, a Casa Espírita apresenta um leque de opções variadas de
aprendizado e trabalho, onde se favorece a transformação moral, que deve ser o apanágio do
verdadeiro espírita, através do exercício da caridade legítima a encarnados e desencarnados, da
tolerância e da fraternidade no convívio com os companheiros – o que, em última análise, é a
vivência espírita, que traz nos seus fundamentos a mensagem legada por Jesus.
Todavia, muitos desses ensejos de reconciliação, de harmonia, de progresso espiritual;
muitas das esperanças e expectativas dos Benfeitores Espirituais são desdenhadas por nós, os
encarnados, que esquecidos dos compromissos assumidos deixamo-nos envolver pelo personalismo,
pela vaidade, pela disputa de cargos e deferências, pelo ciúme e inveja, por nos acreditarmos melhor
que os outros, que somente nós sabemos e somos espíritas de verdade, que temos missão especial,
quando não enveredamos por esse novo prisma de considerarmos a Casa Espírita como uma
empresa, que deve ser dirigida friamente e dar constantes lucros, não importando que a Causa seja
postergada e colocada em segundo plano para que tais resultados sejam alcançados, enfim, todos
esses desvios de curso, todas essas idiossincrasias que abrem campo às dissidências e à sintonia
com espíritos interessados em retardar a marcha do bem quanto a de nós próprios.
Quando, porém, sentimos e vivemos as diretrizes espíritas, é mais fácil compreender o
nosso companheiro difícil e com ele conviver, aprendendo a estimá-lo realmente. Porque é mais
fácil amar aquele que vem pedir socorro e que nos estende a mão do que o companheiro ao nosso
lado, investido, muita vez, da posição de “fiscal” de nossas atitudes. Os Amigos Espirituais muito
esperam de nós nesse campo da rearmonização com o nosso passado, porque, talvez, pela primeira
vez já sabemos quanto às implicações do passado e responsabilidades no presente.

em regime de tratamento para seu refazimento e reequilíbrio. que são verdadeiras brechas ao assédio inferior. conforme esclarece João Cleofas.3 Importante ressaltar que tais “invasores microbicidas” contaminam o homem invigilante que apresente. têm existência temporária. ou ele mesmo se vê vivendo cenas importantes em sua existência de Espírito imortal. etc. que têm a seu encargo a tarefa complexa de criar os quadros fluídicos indispensáveis ao tratamento ou esclarecimento das entidades comunicantes. clichês mentais). o que leva os Benfeitores Espirituais a cercá-lo por meio de faixas fluídicas visando impedir a entrada de tais entidades. pois nada pode ser negligenciado. mas essencialmente com o coração. subordinada à sua vontade. O local destinado à sessão mediúnica tem.) Os objetos que o Espírito forma. como se fossem uma tela cinematográfica na qual as personagens são pessoas ligadas ao manifestante. só entrarão no ambiente aqueles que tiverem permissão dos dirigentes espirituais. Tem ainda mobiliário próprio e aparelhagens instaladas pela equipe espiritual. João Cleofas elucida que a sala mediúnica é o “ambiente cirúrgico para realizações de longo curso no cerne do perispírito dos encarnados como dos desencarnados”. O ambiente espiritual da reunião mediúnica Os cuidados dos Espíritos que se dedicam à preservação do ambiente espiritual da sala onde são realizados os trabalhos mediúnicos são constantes e intensos. No dia da reunião o recinto passa por rigorosa assepsia a fim de livrá-lo e preservá-lo de larvas psíquicas (que são criadas por mentes viciosas de encarnados ou desencarnados). Esta equipe conta com elementos especializados nesses trabalhos. Tais painéis fluídicos são tão perfeitos que possuem “vida” momentânea. pois. com o melhor de nós mesmos.. inclusive aqueles denominados por Efigênio Vítor de “arquitetos espirituais”4. para aprendizagem. Assim. principalmente no caso do recinto consagrado às sessões de desobsessão. de vibrações deprimentes. ou vampirismo. pensamentos doentios. para esclarecimento. Pode fazê-los e desfazê-los livremente. resultando daí a parasitose mental. Tudo isso nos dá uma pálida idéia do grandioso trabalho do mundo espiritual.Por isto é essencial que nos esforcemos para viver as diretrizes espíritas. ou a uma necessidade que ele experimenta..” 5 . constituindo tudo isso os “invasores microbicidas das regiões inferiores”. conquanto seja limitada no seu espaço físico. no outro plano apresenta-se adimensional. que esclarece: “(. há necessidade de se isolar e defender o recinto das investidas de Espíritos inferiores. com movimentos. é “o laboratório do mundo invisível”. a fim de que honremos o Espiritismo não somente “com os lábios”. permitindo abrigar um número muito grande de desencarnados que são trazidos para tratamento. Esses quadros fluídicos não são criados ao sabor do acaso mas obedecem a uma programação e à pesquisa sobre o passado dos que precisem desse recurso. sob pena de comprometer-se o êxito da reunião. cor. uma fiscalização permanente. descontrolados. citado por Kardec. de ideoplastias perniciosas (formas-pensamento. por assim dizer. por sua vez. como também local onde “se anulam fixações mentais que produzem danos profundos nas tecelagens sensíveis do espírito.” Além disso. A sala mediúnica. já que se amplia de acordo com a necessidade. muitos Espíritos necessitados e sofredores ficam aí alojados.

cultura. O trabalho dos encarnados merece todo respeito. Como vemos. Enquanto ocorre a Reunião Mediúnica. No entanto. através dessa vertente da mediunidade. pois uma sessão para a prática da mediunidade somente existe com o concurso dos dois planos da vida. quando desenvolvido com seriedade. Os Amigos Espirituais estão sempre dispostos a secundar os nossos melhores esforços. mas ficam na dependência de nossa cooperação. Se estivermos receptivos às orientações e apresentarmos por nosso lado um esforço de iniciativas identificadas com os seus propósitos. Em caso mais grave. as duas equipes – a espiritual e a dos encarnados – tornar-seão homogêneas e o grupo vibrando no mesmo diapasão de Amor atenderá com sucesso aos irmãos que ainda jazem na ignorância e no mal. integrar uma equipe mediúnica é um encargo de grande responsabilidade. há alguma outra atividade desenvolvida pelos Espíritos no ambiente ou tudo se limita às manifestações objetivas? O investimento do Mestre Nazareno. com o firme propósito de veicular o retorno de Jesus aos corações humanos. pelo Espírito Camilo 107. dos encarnados. isolando o faltoso. propiciando saúde. ao longo das reuniões experimentais que acontecem sob a sublime inspiração da Luz. Livro DESAFIOS DA MEDIUNIDADE J. para que a maioria não seja prejudicada. um labor de alta magnitude tem lugar para além dos olhos opacos das criaturas. quando trazemos o pensamento viciado e contaminamos o recinto cuidadosamente preparado. A opção é nossa. tornando-se presa fácil paras Espíritos inferiores. porém. a fim de permitir que a criatura encarnada participe dos empreendimentos do progresso do mundo. lucidez e liberdade aos Espíritos que se debatem nos dois campos da Vida. atendendo às percepções comuns dos participantes. .E dizer que com a nossa invigilância podemos prejudicar num relance toda essa estrutura! Isto acontece quando comparecemos despreparados para a reunião. nas sessões mediúnicas. Raul Teixeira. os tarefeiros da Espiritualidade usam recursos de emergência. que na realidade dirigem as atividades. o grupo mediúnico crescerá em produtividade sob a chancela de Espíritos bondosos. desequilibrantes. Em caso oposto. os encarnados e os desencarnados. poderá ocorrer um desequilíbrio nos circuitos vibratórios que defendem a sessão. enquanto se processam as comunicações. Importa considerar que somente as reuniões mediúnicas sérias merecerão dos Benfeitores Espirituais todo esse cuidadoso preparo mencionado. São eles que traçam as diretrizes dos trabalhos mediúnicos. representado pelos Amigos do Invisível. Se os encarnados corresponderem. a reunião nada produzirá de positivo. Nesta hora. o que possibilitará a entrada de Espíritos perturbadores e conseqüente prejuízo para os trabalhos e os participantes. é muito alto para limitar-se ao simples fenômeno das manifestações ostensivas. trazendo vibrações negativas.

violência nos gestos ou maldade nas falas. se se comunicassem como se encontram no além. Atuam no aconselhamento e desligamento de obsessores. A tudo isso os Mentores estão atentos. Caso os desencarnados sofredores ou cruéis não sofressem esses "amaciamentos". ou como inadiável socorro para que não se chafurdem em situações graves que lhes poderiam comprometer a existência física. aqueles que. ao contatar a mente dos médiuns já estejam "amaciados". que encontram dificuldade em se ajustar aos princípios de renovação de si mesmos. Os desencarnados que se vão comunicar são atendidos antes das manifestações. não se prepararam durante as horas precedentes. descobrem familiares desencarnados nas regiões do além e trazem-nos para emocionantes encontros com os servidores encarnados . . reunilos e conduzi-los são psiquicamente talhadas para isso. invariavelmente. é o dia da atividade. atendem a incontáveis situações e casos. a tendência seria o adoecimento físico dos médiuns ou o seu desarranjo psíquico de difícil erradicação. com grandes habilidades magnéticas. que se postam como anfitriões capacitados a atuar em sua área de responsabilidades. tudo já foi devidamente controlado pelos Benfeitores. os Benfeitores. que os fazem tomar sérias decisões de mudanças. ao contrário. isso não corresponde à realidade. que já se achavam laborando bem antes do começo formal. na rua ou no local de trabalho profissional. aborrecidos. esses médiuns se acham francamente sem condições para prestar ajuda. aderiram ao picante de imagens e anedotário libidinosos.Os Mentores desencarnados da sessão. estejam aptos a cooperar com os esforços incansáveis do Cristo junto aos padecentes de todos os matizes. do equilíbrio à revelia dos nobres Guias da Instituição. Os comunicantes da reunião são postados. Enquanto se estende a sessão mediúnica. adotaram o chulo das conversas e pornografias. Muitos médiuns se dirigem às sessões por simples formalismo. ou que iam passando e resolveram entrar. considerando-se que isso seria passível de ocorrer em virtude das condições morais dos médiuns. elaboraram o plano de trabalhos da reunião. Mesmo quando os desencarnados afirmam que estão porque querem. com intensa desenvoltura psíquica para que dêem conta do trabalho sob suas mãos. conduzidos por outras entidades especializadas para esse mister. providenciam recursos salutares para atendê-los. exigindo. perturbados. chegam ao ambiente das sessões derramando o plasma psíquico que forjaram ao largo das horas. Previamente. apenas para serem aceitos em "rodas" de desocupados. então. recebem os desencarnados sofredores. enchem-se de culpa e. com base nisso. deixando vazar somente aquilo que sabem estar os médiuns com possibilidade de dominar. Quando isso ocorre. verdadeiros "banhos" fluídicos de substâncias calmantes. ao mesmo tempo que facilita as abordagens dos doutrinadores. os Benfeitores já verificaram as condições gerais dos membros encarnados e. Incontáveis servidores da mediunidade só se apercebem dos compromissos sob seus cuidados quando já estão próximos dos horários da tarefa. a de causa e efeito. Nenhum desencarnado chega à sessão . sem que tenham consciência do que se passou como incentivo aos seus empenhos. fecharam circuito mental com o pessimismo ou com o noticiário escandaloso de jornais e revistas. mantendo imensa fragilidade espiritual que os predisporia à assimilação de fluidos compatíveis com seu estágio de evolução. por essas entidades. dotadas que são de imenso amor e não menor autoridade moral. elegendo. em geral. detectam problemas de saúde física e espiritual dos partícipes da reunião ou de seres a eles vinculados. que lhes seja oferecido socorro. junto aos médiuns que estão habilitados para o serviço em pauta.que muitas vezes se sentem envolvidos por ondas de ternura que lhes abrem o discernimento. sofrendo envolvimentos psíquicos dos Mentores responsáveis. estando em melhores condições gerais. permitindo que esses médiuns tenham bom controle da situação. Entraram em circuitos de fluidos inferiores através de brigas no lar. Porém. Não acham mais tempo para relaxar a mente. que são. Ainda quando se manifestem desencarnados demonstrando grosseria no trato. a fim de que não piorem. para que.quando bem estabelecida nas bases da seriedade. O que se passa é que as entidades responsáveis por induzi-los. de conformidade com a lei do mérito. violentos ou tipicamente maus.

É como um ampliado Pentecostes em que cada um ouve da doutrinação o que lhe cabe ouvir. No espaço em que se processam as manifestações mediúnicas. sua mensagem. deixam sua espiritual e abençoada contribuição para o incremento e o aprimoramento das lides mediúnicas. LIVRO INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS / por Diversos Espíritos Francisco Cândido Xavier . chasqueadores. por Ele nutridos. seja orientando-os para as melhores abordagens. por fim. Nessa reunião. Todos. longe de haver somente o que aí se vê. longe de existir incontida salgalhada. outros aos gritos. Alguns parecem hebetados. oportunamente. Do mesmo modo que são estabelecidos os médiuns que serão abordados. para não feri-las mais do que já estão feridas. sofredores e de Benfeitores. dando aos videntes a percepção de que a sala não tem paredes. sob forma de inspiração aos mais atilados médiuns. nos campos invisíveis aos olhos comuns. e recebem os fraternos e lúcidos alvitres dos doutrinadores. Há Entidades convidadas que se demoram no ambiente da sessão durante toda a sua duração. Muitos são trazidos em macas hospitalares. as Entidades convidadas cooperarão com os trabalhadores espirituais da Casa anfitriã. por sua vez. Enquanto esses indicados conversam. as amam profundamente. nas sessões. os diversos outros desencarnados ouvem e se sensibilizam. para que assistam aos trabalhos e participem com seus conhecimentos e experiências.Os Mentores da reunião mediúnica. então. A atividade é intensíssima. ou que as paredes foram afastadas. bem como pontuando trabalhos de contenção e desestímulo de futuros suicídios. Qualquer que seja o mote da reunião mediúnica. sequiosas de renovação e de luz interior. serão levados ao intercâmbio. o que se vê. levando o hálito de suas virtudes acrisoladas. outros vêm envolvidos no abraço de Entidades paternais ou maternais que deles se apiedam. que têm perícia na abordagem dessas almas. e tudo se transformará numa eloquente classe de estudos teórico-práticos. que servirão de instrumento na sessão. que. se amplia. cadimos em suas diversas atividades. que será passado aos lidadores encarnados. contudo. e esse diálogo alcança os outros como se tivessem "auscultadores personalizados". em razão de tudo quanto ali se passa. que começará nas telas do Invisível até poder alcançar os encarnados ligados aos labores felizes do atendimento ao semelhante. permitindo-lhes o exercício da utilidade. demoram-se mais ou menos tempo. No decorrer da sessão. também são selecionados os desencarnados que. ocupando os encarnados. Embora o ambiente espiritual esteja repleto de desencarnados necessitados. que conhecem as variadas motivações dos suicídios. seja enfatizando formas diferentes de atendimento e socorro. porque cada um é portador de uma necessidade diferente. é a presença de Jesus Cristo. melhor sintonizados com os Benfeitores institucionais. nem todos têm acesso à mente do médium para transmitir. de olhar perdido no infinito. desencarnados necessitados ora são trazidos ora levados. conforme o permitam seus demais compromissos na Pátria Espiritual. outros. em razão de sua carência. não propriamente ligados à Instituição. São convidadas Entidades que laboram com suicidas no Invisível. costumam convidar outros Benfeitores. em face de sua carência. haverá Benfeitores e Amigos Espirituais convidados. o campo espiritual. da sua condição geral. num processo de ampla e indireta doutrinação. começando pela melhor ia de nós mesmos. porém. Num verdadeiro clima escolar-hospitalar. Uns chegam silenciosos. laboremos por uma Terra melhorada. incorporados. o ambiente psíquico. outros se mostram zombeteiros. através dos médiuns. Isso se constitui num verdadeiro simpósio de trocas e de aprendizagem entre desencarnados. choram ou riem. Digamos que a reunião a ser levada a efeito vá tratar de desencarnados marcados pelo drama do suicídio. a fim de que. socorrendo e instruindo os irmãos dos dois hemisférios da Vida e imprimindo o selo do Seu inesgotável amor em nossas almas.

existe na atmosfera ambiente um centro mental definido. para o qual convergem todos os pensamentos. em nossos objetivos de confraternização. como em toda parte onde tenhamos uma agremiação de pessoas com fins determinados. hospitais. E para esse gênero de colaboração especializada são trazidos os arquitetos da Vida Espiritual.ARQUITETOS ESPIRITUAIS Efigênio S. fontes. telas e coisas semi-inteligentes. a interferência que deve ser eficaz e proveitosa. é preciso salientar o esforço dos Espíritos Arquitetos em nossa equipe de trabalhos habituais. Em cada reunião espírita. Simplifiquemos o assunto. os amigos desencarnados. é indispensável recebam o concurso de imagens vivas sobre as impressões vagas e descontínuas a que se recolhem. a se desvairarem na sombra. assim. observando-lhes o pretérito e anotando-lhes os labirintos psicológicos. templos. consultando as reminiscências dos comunicantes que devam ser amparados. de que se servem os trabalhadores a que nos referimos. escolas. em nossos horários de ação. para compreendermos a necessidade de nosso auxílio a esses obreiros silenciosos. temo-los prestativos e operantes. requisitam dos nossos . orientada com segurança. abrigando. inevitavelmente. imprescindível à vitória do bem. dificuldades. problemas e tragédias que ficaram à distância. lares e quadros outros em que os nossos companheiros desencarnados se sintam como que tornando à realidade pregressa. capazes de conduzi-los à metamorfose mental. aqui dentro. Delitos. oficinas. constituindo entidades e paisagens. não somente nossos. a fim de que em nosso santuário sejam criados. Uma casa como a nossa será. que operam com precedência em nosso programa de obrigações. Esse centro abrange vasto reservatório de plasma sutilíssimo. mas também daqueles que nos comungam as tarefas gerais. É assim que. com vistas à transformação dos companheiros dementados que intentamos socorrer. formam-se jardins. Vítor Examinando os variados setores de nossas atividades e encarecendo o valor da contribuição dos diversos amigos que colaboram conosco. enfermos e sofredores. Para que se recuperem. através da qual se põem mais facilmente ao encontro de nossas palavras. os painéis movimentados e vivos. sensibilizando-se nas fibras mais íntimas e favorecendo-nos. eficientes e unidos. Aqui. manipulando a matéria mental necessária à formação de quadros educativos. temporariamente embora. quanto seja possível. um pouso acolhedor. na extração dos recursos imprescindíveis à criação de formaspensamento.

que operam na fraseologia assistencial.44. Espelhos ectoplásmicos e recursos diversos são também por eles improvisados. porém. objetivando-se o amparo a todos aqueles que nos visitam. 9. entre o necessitado e nós outros. conforme o ensinamento imortal do Senhor: — «A cada um por suas obras. publicada no livro: Instruções Psicofônicas. ainda mesmo quando não tenhamos. Para isso. 2006. e. em nosso campo de possibilidades individuais. palavras. carinho. Cap. em vista disso. Achamo-nos entre os mais humildes recém-vindos à lide espiritual. que funcionam todos os dias. Franco e Raul Teixeira . apesar da precariedade de nossos recursos. é preciso haja de nossa parte muita tranqüilidade. na condição de enfermeiros e instrutores. através da oração. para que a nossa ação se caracterize pela eficiência. a fim de que a colaboração dos nossos companheiros arquitetos encontre em nós base segura para a formação dos quadros de que nos utilizamos na obra assistencial. é necessário oferecerlhes o melhor material de nossos pensamentos. ed. aproveitando as nossas experiências do passado. a audição e o tato dos Espíritos sofredores. ainda em trevas mentais. Nossa palavra é simplesmente a palavra de um aprendiz. tomamos a liberdade de palestrar. É assim que as forças mento-neuro-psíquicas de nosso agrupamento são manipuladas por nossos desenhistas. compreensão e amor. na organização de fenômenos que possam revitalizar a visão. contudo. mas. convertemo-nos em canais do socorro divino. Em verdade.» Mensagem psicofônica recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.companheiros da ilustração espiritual muito trabalho para que sejam devidamente revisionados. porque a elas comparecemos. Rio de Janeiro: FEB. a memória. em obediência aos planos traçados de mais alto. Toda a cautela é recomendável no esforço preparatório da reunião de intercâmbio com os desencarnados menos felizes. a fim de que se estabeleça perfeito serviço de sintonia. comentando alguns dos aspectos de nossa sementeira e de nossa colheita. p. o remédio ou o esclarecimento indispensáveis. ajudando a mente dos nossos amigos encarnados. LIVRO “DIRETRIZES DE SEGURANÇA” Divaldo P. Por diversos Espíritos. atitudes e concepções. 203206. dentro do Evangelho de Jesus.

comumente versando sobre as lides a se processarem. sendo uma faculdade do espírito. sem necessidade de que cada médium receba o seu mentor em particular. se o início do trabalho for condicionado a incorporações dos chamados Espíritos guias. não se sentirão inclinados a uma boa receptividade. A mediunidade não é uma faculdade de que o Espiritismo se fez proprietário. concitando à atenção. quando convém. discernir e de aprimorar-se cada vez mais. 66. Isso é criação nossa. todos os médiuns recebam seus mentores particulares. vem ao final das tarefas para alguma explicação. são os Mentores que. Contudo. espontaneamente. se apressam em dar instruções iniciais. vencer os empeços. Isto facultaria a esses espíritos o progresso e não a nós. assim como a predisposição positiva dos participantes dão-nos a garantia da presença e da consequente assistência dos Espíritos-Guias. As leituras e meditações feitas na abertura das sessões. no inicio das sessões mediúnicas. . expressa na organização somática do homem. Por isso há médiuns não-espíritas e espíritas não-médiuns. para garantirem suas presenças ou para deixar cada qual sua mensagem? Raul: – Não. a comunicação de todos os guias. não é da Doutrina Espírita. seria desnecessária a nossa reencarnação. Se o professor solucionar todos os problemas dos alunos. A tarefa dos Benfeitores é a de inspirar.Mentores 65. de evolução. conclamação ao encorajamento e à perseverança. para alguma mensagem orientadora. etc. criar-se-á um estado de animismo nos médiuns que. Há circunstâncias em que o espírito-responsável pelo labor a desenrolar-se comunica-se após a abertura da sessão. no mínimo. A mediunidade. objetivando maior aproveitamento da própria experiência mediúnica. E a do homem é a de reconquistar a Terra. não há. nós nos omitimos do processo de crescimento. Alguns grupos mediúnicos exigem a manifestação dos Mentores Espirituais para declararem iniciados os trabalhos. de apontar os caminhos. seguidas pela oração contrita e objetiva. é desnecessária e sem propósito. Doutras vezes. estes não adquirirão experiência nem conhecimento para um dia serem livres e lúcidos. É isto necessário? Divaldo – Exigir a manifestação do Mentor é inverter a ordem do trabalho. guiar. O fato de alguém se dizer médium não significa que esse alguém seja espírita. O Espiritismo possui a metodologia da boa condução da mediunidade.II – Grupo Mediúnico 35. Quando se espera que os guias assumam as nossas responsabilidades. desfazendo quaisquer temores em função de alguma comunicação mais preocupante. Porque se os Espíritos Superiores devessem equacionar os nossos problemas. VI . O que pensar do médium que espera tudo do seu guia e do guia que faz tudo para o seu médium? Divaldo: – Que esse médium não está informado pela Doutrina Espírita. é uma função fisiopsicológica. enquanto não ouçam as palavras sacramentais. ao aproveitamento. Ocorre que. Haverá necessidade de que. Quem somos nós para exigir alguma coisa dos Mentores? Quando o trabalho está realmente dirigido.

Há que se desconfiar.Quando alguém diz que o seu guia resolve os problemas. esses são guias que necessitam ser guiados. desses médiuns que só recebem guias ou mentores. na filtragem mediúnica ocorrem registros falsos. Comunicam-se justamente para nos fortalecer a fé e nos impulsionar à perseverança no bem. 68. aos infelizes dos dois hemisférios da Vida. O médium que não haja chorado por amor. não é o que se pergunta ao Espírito-Guia que traduz desrespeito. impeçam-nos de atender os caídos como nós ou mais do que nós. em quaisquer circunstâncias. porque. Divaldo Franco e outros tantos. como mestres. às vezes. de exibição vaidosa. o espírito pode ser interpelado? Pode-se pedir esclarecimentos ao Guia em relação as suas palavras? Isso não demonstraria falta de respeito? Divaldo: – Pelo contrário. do serviço amor prestado aos espíritos sofredores que a mediunidade e os médiuns se aprimoram. não se sentem magoados com isso. Referiu-se Raul às lágrimas diárias de Chico Xavier. mas. sem que. os fenômenos. mediante sua autodoação. mas fruto de observações e experiências. São entidades terra-a-terra. nem pretendem impor-se. de esclarecer-nos. mais preocupadas com as soluções materiais. encarnados e desencarnados. Que dizer dos médiuns que só recebem Espíritos Mentores e jamais sofredores? Seria uma mediunidade mais aprimorada? Raul: – Pautando-nos no pensamento de Jesus. e se eles notam que não lhes estamos acreditando. Se não voltarmos ao esclarecimento. por mais impressionantes. O que caracteriza um Espírito Bom. mas têm interesse de ajudar. deixam no ar um odor de impostura. de iluminar-nos. Na Terra. que são as questões do espírito. O que fica nebuloso eles têm o maior prazer em elucidar. alimentado por tormentosa e disfarçada fascinação. deturpando a tese. A comunicação de um Mentor é indiscutível? Se houver dúvida. demonstrando que os Benfeitores não lhe resolvem os problemas. . por solidariedade. sempre. podemos ver grande incoerência nesse fenômeno questionado. que não haja padecido o escárnio da incompreensão e ainda não tenha sido crucificado no madeiro da infâmia. ou seja. Os guias se comunicam sim. de presunção. e sim os doentes. 67. Ensinam-no a solucioná-los. Médiuns espíritas destacados por suas vivências e realizações doutrinárias. como se pergunta. isto sem qualquer masoquismo de nossa parte. ficaremos com ideias equivocadas por terem ocorrido em um momento em que o médium não estava com a recepção melhor. como a saudosa Yvonne Pereira. sempre afirmaram e afirmam que o que lhes garantiu sempre a assistência dos Nobres Mentores foi o atendimento aos sofredores. a bondade. ainda não tem as condecorações do Cristo. a mediunidade deverá ser socorrista para que tenha utilidade de fato. a forma com que estão sempre dispostos a ajudar-nos. que afirma não serem os sãos que carecem de médicos. contudo. O pedido de esclarecimento é sempre bem recebido pelos Bons Espíritos. a paciência. em detrimento das questões relevantes. Chico Xavier. que lhe exige o patrimônio das lágrimas. um Espírito Superior. É pelos caminhos da caridade. são a sabedoria. Os Espíritos Superiores funcionam como pedagogos. com o objetivo de ensinar-nos. Fora dessa diretriz. é apenas candidato.

que somente podem ser desenvolvidas com o concurso da mediunidade. que é o reino de Deus em cada qual. apenas distribuídos em diferentes estágios evolutivos. no artigo intitulado “A Doutrinação: variações sobre um tema complexo”. Se o grupo já dispõe de um ou mais médiuns desenvolvidos. Enquanto alguns se acham à nossa frente. para as primeiras palavras de estímulo e encorajamento. um grupo correspondente de Espíritos se aproxima. que devemos à abençoada mediunidade de Yvonne A. Nessa altura. Além disso. amigos e guias. lembrei os preciosos esclarecimentos colhidos no livro “Memórias de um Suicida”. e nem seria esta a finalidade de um grupo que se prepara para a difícil tarefa da desobsessão. É da lei universal da fraternidade que todos se apóiem mutuamente. é raro que tenhamos conhecimento da natureza do trabalho que pretendam realizar conosco. em contacto com o ser humano encarnado. não podemos esquecernos de que somos todos irmãos. Tornara-se imperioso encontrar um grupo de médiuns em condições de socorrerem Espíritos de . É certo. ou seja. Pereira. outros nos seguem um passo ou dois atrás. que eles já dispõem de um plano. como o maestro competente que verifica se todos os instrumentos estão perfeitamente afinados.LIVRO DIÁLOGO COM AS SOMBRAS (TEORIA E PRÁTICA DA DOUTRINAÇÃO) Hermínio Correia de Miranda 2. Os Espíritos sempre nos dizem que precisam de nós para determinadas tarefas. tanto quanto desafetos e obsessores em potencial ou em atividade. Os resultados podem não ser espetaculares — e geralmente não o são mesmo — porque os companheiros incumbidos da nossa orientação ainda estão trabalhando nos ajustes e nos testes. Não vamos conviver apenas com aqueles que vêm para ajudar-nos. Todos nós temos. porém. muito bem estudado. no mundo espiritual. Teremos que aprender a trabalhar com ambos os grupos. OS DESENCARNADOS OS ORIENTADORES Sempre que um grupo de pessoas se reúne para trabalho de natureza mediúnica. compatível com as forças e possibilidades dos trabalhadores encarnados. Falemos primeiro dos irmãos que vêm nos ajudar a servir. Em “Reformador” de fevereiro de 1975. companheiros. é certo que um Espírito amigo se manifeste. para chegarem à paz interior. por terem caminhado um pouco mais do que nós. É sempre um momento de emoção a primeira reunião mediúnica de um grupo.

em seguida. Trata-se aqui de um conhecido mecanismo de fuga defensiva. o Espírito culpado se aliena. Em casos como esses é necessário. porém. “Na Seção de Relações Externas — prossegue o mencionado artigo de “Reformador” — são consultadas as indicações sobre grupos espíritas que possam oferecer as condições desejadas para o delicado trabalho. a três ambientes distintos: o hospital propriamente dito. Para que fossem tocados na intimidade do ser. na Espanha e no Brasil. insubstituível. conduzidos no mundo espiritual. Uns tantos desses. ao iniciar uma atividade mediúnica. urgente despertá-los para a realidade que se recusavam. mais tarde. recorrer à terapêutica da mediunidade. já estudaram nossas possibilidades e intenções. são examinadas as “Fichas espirituais dos médiuns” que compõem os grupos sob exame. profunda e inexorável. A despeito do desvelo e competência dos técnicos e mentores da organização espiritual especializada no tratamento dos suicidas. Decide-se por este último e. a que o autor de “Memórias de um Suicida” chama de “revivescência de vibrações animalizadas”. não entendiam a palavra dos mentores e nem mesmo os distinguiam visualmente. Inseguro e temeroso diante da dor que ele sabe ser aguda. nas cúpulas administrativas do mundo das sombras. não obstante.) Por aí se vê que os nossos grupos e os nossos médiuns se acham meticulosamente catalogados nas organizações do Espaço. O Espírito precisa retomar a sua marcha e o recurso empregado com maior eficácia é o do choque. Espíritos desarmonizados informaram-me que estávamos sendo rigorosamente observados e estudados. Tornara-se. por mais que estes reduzissem o seu teor vibratório. que se torna. É preciso localizar um grupo que ofereça as condições de segurança e amparo de que necessitam os Espíritos transviados. Certa vez.” É para esse trabalho que os mentores espirituais solicitam o concurso dos encarnados. era preciso alcançá-los “através da ação e da palavra humanas -Como estavam. segundo sua natureza. semi-inconscientes. podemos estar certos. em muitos casos. que tipo de tarefa nos será atribuida. pois. “permaneciam atordoados. como vimos. Por várias vezes tive a oportunidade de testemunhar pessoalmente essa realidade. Não sabemos. Os casos estavam distribuídos. na esperança de pelo menos adiar o momento duro e fatal do despertamento. a fim de melhor nos conhecerem e poderem planejar a estratégia a ser usada contra nós. imersos em lamentável estado de inércia mental. Sem dúvida alguma. o isolamento e o manicômio. num esforço considerável de automaterialização. “Memórias de um Suicida” nos fala dos longos e cuidadosos preparativos. a enfrentar. Habituados a tais vibrações mais grosseiras. Convém acrescentar que registros semelhantes — obviamente para outras finalidades — existem também nos redutos trevosos. mostravam-se eles inatingíveis aos processos mais sutis de que dispõem os técnicos do Espaço. Nossos menores gestos e palavras eram como que filmados e gravados para exame e debate. quase sempre. de que os orientadores espirituais do grupo somente nos trarão encargos que estejam ao nosso alcance.suicidas: “Chegara a um “impasse” o processo de recuperação. um grupo deles se mantinha irredutivelmente fixo nas suas angústias. incapacitados para quaisquer aquisições facultativas de progresso”.” (Destaque desta transcrição.” E mais adiante: “Verifica-se a existência de grupos em Portugal. um Espírito. como preliminares à tarefa mediúnica propriamente dita. mais inconsciente do que conscientemente. pois. particularmente .

mas para dar-nos a solidariedade do seu afeto. negam-se a impor condições. Aconselham. Quando vemos um operário altamente qualificado na sua especialidade. Se fosse possível resolver suas angústias no mundo espiritual. a suave facilidade com que se desempenham. pois também é . Poderiam os Espíritos Superiores. interferem o mínimo possível. Preferem ensinar pelo exemplo. Amorosos. porém. e isso teria sido. são tranquilos. para estender-nos a mão. recomendam e põem-se de lado. de forma que as respostas viessem já acomodadas às estruturas do pensamento do ser encarnado. de quando em quando. ilusões. portanto. acompanham-nos até mesmo no desenrolar de nossas tarefas humanas. Mesmo no trabalho específico do grupo. mas firmes. pois. a fim de que. possamos ajudar aqueles que se acham caídos pelos caminhos. ou um desportista bem treinado. Os ensinamentos destinavam-se aos homens. pois sabem muito bem que o Espírito desajustado precisa de ser abordado e tratado de um ponto de vista ainda bem humano. sugerem. São enormes as responsabilidades desses amigos invisíveis. às vezes de antigas experiências reencarnatórias. a observar. Corrigem. Apresentam-se. Preferiram colocar-se à disposição de Kardec. mas precisamos oferecer-lhes um mínimo de condições. experimentamos o prazer de contemplar os gestos bem medidos. Contamos com a ajuda e o apoio de companheiros bem esclarecidos e competentes. são rígidas. Sua presença é constante. de companheiros desencarnados do mais elevado padrão espiritual. Poderíamos dizer que cada grupo tem os guias e protetores que merece. não precisariam trazê-los até nós. pois não se encontram ao nosso lado para resolver por nós os nossos problemas. de renún cia. terá como apoio e sustentação uma equipe correspondente. o cuidado extremo de não interferir com o mecanismo do nosso livre-arbítrio. que se incumbiram de transmitir os fundamentos da Doutrina aos homens. e as qualificações exigidas. Assim são os companheiros que nos amparam. do seu longo período de adestramento. A tarefa dos grupos mediúnicos de desobsessão apoia-se nos mesmos princípios. talvez. Lembremo-nos. escorado na Doutrina Espírita. de repetição e correção. Se o grupo empenha-se em servir desinteressadamente. disposto a amar incondicionalmente. simplesmente ditar os livros que expusessem as linhas mestras do pensamento doutrinário.agressivo e desesperado. a nosso turno. Inspiram-nos através da intuição. O trabalho desses amigos é silencioso e sereno. A competência costuma passar despercebida. Voltam sob seus passos. Ligados emocionalmente a nós. com nomes desconhecidos. dentro do Evangelho do Cristo. e das suas cansativas horas de trabalho monótono. evitam dar ordens. Essa mesma técnica foi usada com o próprio Allan Kardec. para as tarefas que desempenham junto a nós. de estudo. mais fácil. trazemnos a ajuda anônima de que precisamos para dar mais um passo à frente. de seu próprio ponto de vista. verdadeiros técnicos da difícil ciência da alma. para que ele formulasse as perguntas. porque parece muito fácil fazer aquilo que aprendemos a fazer bem. porém. Não foi assim que fizeram. e caberia aos homens. diante do corpo vivo do próprio trabalho. ao longo de anos e anos de dedicação. de uma óptica essencialmente humana. discorrendo sobre a anatomia do trabalho. falam com simplicidade. Guardam. leais e francos. retificam e estimulam. São modestos e humildes. colocar as questões. à sua equipe invisível e recomendava: —Gravem isto! Ou então: —Gravaram aí o que ele disse? Não alimentemos. dirigia-se. muitas vezes. mas revestem-se de autoridade.

muitas vezes tidas por inexpugnáveis. E se insistimos em seguir pelas trilhas que nos afastam do roteiro da verdade e da segurança. A função dos orien tadores espirituais mais responsáveis não é ditar normas. como preces exclusivas. Todo o seu esforço é conjugado com o de outros Espíritos. que se incumbem de orientar e assistir inúmeros grupos. com bons modos. no decorrer de muito tempo de trabalho. ou simbolos místicos e vestimentas características. encarnados e desencarnados. Os benfeitores espirituais é que se incumbiram de localizá-los e desalojá-los de suas posições. onde qualquer exteriorização voltada para os aspectos materiais é dispensável. imagens. amorosos e apreensivos. mas nos deixarão palmilhar os caminhos da nossa preferência. E se um companheiro começar a recomendar tais processos. Somente a observação atenta. É preciso que fique margem suficiente para a iniciativa de cada um. e temos que resolvê-los dentro do contexto humano. sem necessidade de recorrer a práticas exteriores de suporte. os Espíritos não nos tomam pela mão. entendendo-se como tal a Doutrina contida nos livros básicos da Codificação Kardequiana. seja por que razão for. não poderemos continuar contando com o mesmo tipo de apoio e sustentação. Haverão de nos seguir a distância. de velas. por esses atalhos. não obstante.trabalho de cooperação e entendimento entre os dois planos da vida. que podem realizar o mesmo tipo de trabalho. mesmo erradas. a mais delicada e de maior responsabilidade. * Os amigos espirituais que se incumbem de orientar o grupo raramente revelam toda a extensão de suas responsabilidades e encargos. sob orientação de seus companheiros desencarnados. pois. já vêm para a manifestação mediúnica com um certo preparo prévio. para o exer cício do livre-arbítrio. para que tenhamos o mérito dos acertos. Merecem todo o nosso respeito e carinho. Jamais nos recomendam ritos especiais. mas não impõem a sua vontade. com êxito. Nada temos contra os grupos que seguem tais recomendações. nem nos obrigam a fórmulas dogmáticas rígidas e insubstituíveis. para qualquer passo que tenhamos de dar. Geralmente fazem parte de amplas organizações socorristas. e são eles que se incumbem de dar continuidade ao serviço. tanto quanto a responsabilidade pelos erros cometidos. mas não são grupos integrados na Doutrina Espírita. ante duas ou mais alternativas. Os Espíritos desarvorados. . que não está se entrosando? São problemas nossos. Podem ser bem-intencionados e realizar trabalhos de valor. é feita no mundo espiritual. Dificilmente nos dizem o que fazer. que nos tornemos dependentes deles. depois que o Espírito necessitado é atendido. Não desejam. para entender. onde se reúnem pessoas de boa-vontade. Nada. ritos ou vestes especiais. São eles os preparadores das tarefas específicas do grupo. nossa experiência ensina. O trabalho que nos trazem obedece a planejamentos cuidadosos. O suporte de que os grupos mediúnicos necessitam vem do mundo espiritual superior. Devemos ou não acolher um companheiro que se propõe a trabalhar conosco? Devemos ou não excluir outro. cuja vastidão e seriedade nem podemos alcançar. Mesmo com relação à essência do trabalho. é claro. mas com firmeza. Só que. limitam-se a aconselhar e sugerir. mas respeitando nossas decisões. não nos faltarão com suas advertências amigas. podemos tranquilamente dissuadi-lo. permite-nos avaliar parcialmente a importância de suas presenças junto de nós. simbolos. Em suma. de forma alguma. mas não deixam de apontar-nos o caminho e seguir-nos amorosamente. ou melhor ainda. Sabemos muito bem que a maior parte do trabalho. ainda que de limitados recursos. segundo nosso entendimento e bom senso. Os benfeitores espirituais não vão ditar um breviário de instruções minuciosas. Não é preciso.

através da intuição ou da mediunidade ostensiva de algum companheiro. Sem um perfeito entendimento entre as equipes encarnada e desencarnada. cabe-lhes recolher os companheiros aflitos. Encerrada a sessão. o que não é o mesmo que aceitar tudo sem exame. É preciso. ainda desconhecidas de nós. é indispensável. necessitam. entretanto. ou se dizem convidados. para o preparo das futuras tarefas mediúnicas. desprendidos. estaremos em condições de fazê-lo com relativa segurança. pelo conhecimento doutrinário e pela prática evangélica. como figuras sempre secundárias. é impraticável um trabalho produtivo e positivo. julgando que vieram por livre e espontânea vontade. enquanto a tarefa no grupo mediúnico prossegue. de assistência e amparo. mas não sabem de onde vem a força que os contém. fazem pequenas recomendações ou dão indicações sumárias. Se o grupo transvia-se. realizamos. Temos que aprender a formular sobre eles o nosso próprio juízo. ao contrário. incentiva-nos a tudo examinar. e vai insensivelmente afastando-se das boas práticas doutrinárias. juntam-se aos benfei tores. Cabe às equipes de esclarecidos companheiros desencarnados todo esse trabalho invisível. são aplicadas com enorme competência e sentimento da mais funda fraternidade. Isto não quer dizer. De outras vezes. já atendidos por nós. os Espíritos atormentados nem sabem por que se acham numa sessão. parcialmente libertos. Muitas vezes admitem estar constrangidos. enquanto adormecemos no corpo físico. muitas vezes. estejam ou não despertados para a realidade maior. e entregues a outras equipes espirituais. Freqüentemente. sem análise critica. Temos que buscar o terreno comum da harmonização e da integração. contidos. desde o descondicionamento a dolorosas e lamentáveis concepções. O grupo bem orientado. incorporam-se em outro médium. para o tratamento preliminar de companheiros já selecionados para a experiência mediúnica. às vezes. nossos Espíritos. com eles. Os Espíritos arrependidos e dispostos à recuperação são levados a centros de reeducação e tratamento. Inúmeros recursos são utilizados para isso. e sustentado pela prece. contará sempre com o apoio de companheiros desencarnados esclarecidos. para acolher apenas o que a razão sancionar. Descemos. que entendem necessários. fica entregue à sua própria sorte. do qual participamos. se nos mantivermos atentos e vigilantes. saberemos identificá-los e conheceremos seus métodos de ação. Esse é o momento em . com eles. até o preparo de uma nova encarnação. nos momentos críticos. falando através de um médium. sob controle. não cair no extremo oposto de tratar qualquer companheiro espiritual com aspereza e desconfiança injustificáveis. A Doutrina Espírita não recomenda a aceitação cega de coisa alguma. Durante a noite. Ao cabo de algum tempo de convivência. O nível espiritual e o “status” moral desses companheiros revela-se na sua maneira de agir e falar.para trazê-los até nós. Essa vigilância. já adestradas para esse tipo de encargo. Os Espíritos esclarecidos não se aborrecem nem se irritam com esses cui dados. ou irmãos que. autênticas sessões em pleno Espaço. Os benfeitores assistem à sessão. Técnicas de magnetização e persuasão. para ajudar no trabalho de doutrinação ou de passes. em nossos desprendimentos. A delicadeza do trabalho e seu ponto crítico estão exatamente nesse balanceamento entre vigilância e confiança. às profundezas da dor e. Com algum tempo de vivência na tarefa mediúnica. porém. formulado o juízo sobre os nossos orientadores. em casos mais difíceis. insistimos. mais do que nunca. Ignoram como foram trazidos. para as readaptações e o aprendizado que os levará à reconstrução de suas vidas. que deveremos aceitar tudo quanto nos vem do mundo espiritual. socorrem-nos com seus recursos.

. * Os orientadores do grupo geralmente dirigem uma breve palavra de saudação.” A consulta não deverá descambar para assuntos de natureza puramente pessoal. e uma ou outra recomendação sumária. “Essa medida — escreve André Luiz. utilizar-se-ão preferentemente do tempo destinado à comunicação inicial. lembrando minudências e respondendo a alguma consulta ocasional que o dirigente lhe queira fazer. Se não estivermos atentos. mas cingir-se às tarefas específicas do grupo. estaremos inteiramente dominados. estritamente relacionados com a ordem doutrinária do serviço.que outros companheiros desencarnados se aproximam. É esta a mensagem que. Não devemos tentar envolver os orientadores espirituais em problemas que estejamos em condições de resolver com os nossos próprios recursos. dei xarem de nos proporcionar toda a assistência de que necessitamos. e. em geral. em planos muito superiores aos nossos. Fazem muito mais por nós do que nós por eles. Fazem isso mais para marcar sua presença. preciosos esclarecimentos acerca dos trabalhos. perante a Vida Maior. na condição de condutor do agrupamento. concordam em voltar sobre seus passos e vir nos estender as mãos generosas e seguras. As perguntas deverão ser formuladas de maneira sintética. no princípio da reunião. mas isto não é comum. Em casos extremos podem provocar a contenção do manifestante. deve ser gravada. portam-se com discrição e serenidade. sem. porquanto existem situações e problemas. transmitindo algum aviso ou propondo determinadas medidas. e até obsidiados ou fascinados por Espíritos que se apresentam com nomes importantes. e sobre a Doutrina. e o amigo espiritual. Não temam. para substituir os mais esclarecidos. os companheiros desencarnados usualmente tomarão a iniciativa de dizer uma palavra de esclarecimento e ajuda. Não nos esqueçamos de que todos os métodos são válidos para aqueles que se enquistaram no transviamento moral. dentro em pouco. precisará dirigir-se ao conjunto. comparecem para uma palavra de estímulo e de consolo. usualmente. com seus recursos magnéticos. A colaboração que lhes emprestamos é mínima. Quando a orientação pessoal tornar-se imperiosa. cessado o trabalho de atendimento aos sofredores. para não tomar tempo às tarefas de atendimento. apenas visíveis a ele. nem sentiremos a mudança. interferindo o mínimo possível. quase sempre. Em casos assim. Se tiverem que nos transmitir alguma instrução específica. com o grupo em vias de desagregação. no entanto. situados. envolvidos numa vasta e bem urdida mistificação. Ao final da sessão. amigos. em “Desobsessão” —é necessária. Nenhum trabalho mediúnico sério é possível sem o apoio desses dedicados e muitas vezes anônimos companheiros. em particular. em re lação à que eles nos oferecem. E tudo no silêncio e na segurança daqueles que não buscam reconhecimento nem aplausos. se possível. poderão tentar assumir também a identidade dos que se afastaram. como se desejassem simplesmente dizer: “Estamos aqui. e objetivamente. exatamente por aqueles que se opõem aos nossos planos. porque contém.” Durante o desenrolar dos trabalhos. que. quando não desarvorados também. ou incorporarem-se para um diálogo mais direto com o Espírito.

pois. que te amparam a experiência. aplicando-te às lições de que são mensageiros. * Todos nós temos Guias Espirituais: católicos. em expressiva mensagem. beneficamente. diz que “A mesma bondade infinita que nos socorre nos santuários espírita-cristãos. * Os Guias Espirituais. Consolam-nos em nossas aflições. O que varia é a denominação que as diversas confissões religiosas dão a esses abnegados Benfeitores. por sua elevação e nobreza. Emmanuel.” * . eis que envolve a sua conceituação aspectos essenciais do Evangelho e do Espiritismo. O que se escreva ou se fale no sentido do esclarecimento adequado do assunto. porque embaraçaria nosso progresso. é a mesma que se expressa nos templos de outra feição interpretativa da Divina Idéia de Deus. que se faz na base do esforço pessoal. * — Que é um Guia Espiritual? Um Espírito elevado que. o carinho dos Espíritos generosos.Livro Mediunidade e Evolução Martins Peralva GUIAS ESPIRITUAIS “Agradece. ampara-nos e orienta-nos para a Luz. representando a Misericórdia Divina. nossos pensamentos. Influenciam. parece-nos louvável e oportuno. atos e palavras. Não podem ficar à nossa disposição minuto a minuto.” Emmanuel O tema “Guias Espirituais” é bastante sugestivo e merece considerações especiais. Formulemos outra questão a fim de colocar o problema em termos bem compreensíveis: — Que espécie de amparo e orientação podem nos dispensar os Guias Espirituais? Sugerem-nos bons pensamentos. encarnados ou desencarnados. budistas. não ficam conosco durante todo o tempo. da aquisição de sentimentos puros e de cultura nobre. protestantes. espíritas etc. Inspiram-nos sempre para que façamos do Bem nosso permanente objetivo.

Confiemos na proteção desses Benfeitores. * Guias Espirituais são irmãos nossos. constitui inalienável dever de todos nós. que uma coisa é nos prestarem auxílio na prova difícil. os representantes de Jesus. fazendo aquilo que pertence. exclusivamente. habituemo-nos a respeitar. portanto. diuturnamente. . nas experiências que o cenário humano nos reserva. todavia. nos Orientadores de Mais Alto. e outra coisa é nos carregarem aos ombros. empenhando. que se engrandeceram e se iluminaram em lutas edificantes. nos reajustem efetivamente nos deslizes que decorrem de nossas fraquezas milenárias. Considerando. os Amigos Espirituais. Amá-los e respeitá-los. esforço e boa-vontade no sentido de que eles. à nossa iniciativa e faz parte de indeclináveis deveres. aplicando-nos “às lições de que são mensageiros”.