Habilidades comunicativas para o sucesso em uma entrevista Por Luís Pereira Consultoria aponta cinco características determinantes para

o sucesso em uma entrevista de emprego Diante do desafio de colocar à prova o seu conhecimento e ser analisado por um interlocutor, é praticamente impossível não sentir certo nervosismo. Em situações como essa, a falta de preparo aliado à ansiedade e ao excesso de emotividade como um todo pode prejudicar significativamente as habilidades comunicativas, qualidades fundamentais para que se obtenha êxito em uma entrevista. Pensando nisso, a Right Management, consultoria organizacional especializada em transição de carreira (outplacement), divulgou um estudo recente que detectou cinco habilidades comunicativas determinantes para o sucesso de um candidato numa entrevista de emprego. "Nesta pesquisa ouvimos pessoas das organizações, pessoas que fazem "search" e seleção. Foi ouvindo um hall enorme de gente que consolidamos nossas percepções", explica Matilde Berna, diretora de Transição de Carreira e Avaliações da Right Management. Os resultados permitem desenvolver métodos para melhorar a habilidade de comunicação eficiente e segura. As principais conclusões do estudo apontaram como habilidades comunicativas críticas: Respostas lacônicas Nada é pior para um entrevistador que uma resposta vaga e lacônica. Por outro lado, respostas longas demais demonstram que o candidato está nervoso e pode ter esquecido o cerne da questão, tentando substituir o conteúdo por quantidade. Esse tipo de resposta é indelicada e desperdiça o tempo precioso do entrevistador com histórias que não têm ligação com a questão que está sendo discutida. Segundo Berna, "com tanta preocupação em agradar, os candidatos acabam se perdendo e dando respostas evasivas". Um bom ensaio, incluindo o feedback de alguém cuja opinião lhe seja relevante, ajudará a formular as respostas, que devem ser equilibradas entre responder adequadamente às perguntas do entrevistador e manter seus comentários com duração apropriada. Estrutura das respostas Uma resposta estruturada e concisa indica pensamento organizado e demonstra que o candidato não só tem o domínio do assunto, como também sabe como comunicá-lo. Antecipar perguntas permite preparar e praticar respostas - o segredo para assegurar que o entrevistado está comunicando algo importante e convincente. Ser eficiente em uma entrevista é semelhante a ser um bom orador. Cada resposta é resumida e pode conter alguns dos mesmos elementos de um discurso feito a um público maior, mas mais sutilmente.

Especialmente ao responder a perguntas cruciais e complexas ou a perguntas que requeiram respostas em partes, é preciso estruturar a explicação, de modo que o ouvinte possa acompanhar facilmente o está sendo dito. Por exemplo, é possível delinear as repostas no discurso de abertura que indica o escopo do que seguirá. Cada parte da resposta, então, pode ser destacada ou sinalizada de algum modo, para mostrar de qual subtópico se está falando - do mesmo modo que os títulos em negrito de um artigo. Por último, pode-se encerrar as considerações com algo que junte as idéias e convide o entrevistador a intervir. "Você não deve se preocupar em falar muito pouco ou falar muito. Tem que se preocupar em falar o suficiente e de maneira organizada". Fluxo lógico das informações A lógica é o meio pelo qual se faz os argumentos racionais que dão sustentação às opiniões conectando idéias, fornecendo evidência e chegando a conclusões para uma mensagem persuasiva. Quando se fala de forma lógica, as pessoas conseguem seguir o raciocínio de quem fala e ver como e por que esta pessoa chegou a ele. A lógica existe sob diversas formas, incluindo: uma seqüência natural ou série de pensamentos, como os passos de um processo; raciocínio partindo de uma causa a um efeito; dando apoio a uma afirmação geral, com um exemplo específico ou ilustração, ou indo de exemplos a uma generalização. Em uma situação de entrevista, a lógica relaciona-se à idéia de estrutura porque demonstra ordem, por meio do pensamento - essas são qualidades-chave para qualquer emprego. Do contrário, se um candidato faz afirmações gerais sem um raciocínio adequado ou sem exemplos que lhes dêem suporte, ou apresenta idéias de modo desconexo, o entrevistador terá pouca base para concluir que ele realmente tem conhecimentos e que é capaz de liderar outros de modo persuasivo ou, ainda, de se comunicar efetivamente com a gerência. "A lógica está ligada às respostas que você dá em detrimento ao teu histórico de carreira e a sua experiência". Contato visual Um fato fundamental na comunicação interpessoal é manter contato visual, aumentando a sensação de afinidade, comprometimento e confiança mútua. Olhar a pessoa com a qual se fala é um sinal de respeito e atenção. Isso é especialmente importante quando se está escutando. Se os olhos do candidato vagueiam pela parede da sala enquanto o entrevistador está falando, inconscientemente ele está passando a mensagem de que não tem interesse naquilo que é dito, distrai-se facilmente ou tem outras coisas em mente. Um bom contato visual não precisa ser ininterrupto, pois ninguém gosta de ser encarado, mas deve ser interrompido apenas ocasional e momentaneamente. "É péssimo quando você entrevista alguém e essa pessoa está com o olhar perdido, isso demonstra desleixo, falta de concentração e até uma certa insegurança nas pessoas", afirma Berna. Caso seja difícil manter contato visual, é bom que este seja praticado durante a preparação para uma entrevista. O candidato pode pedir a ajuda de um colega ou de um tutor para avaliar quão bem ele se sai e o que deve ser melhorado. Fala clara O entrevistado não tem de ser um ator ou locutor para falar de modo claro, mas é preciso estar consciente disso e se esforçar. Poucas coisas podem arruinar uma primeira impressão boa como

uma fala descuidada, enrolada ou ininteligível. Isso faz as pessoas pensarem que o candidato não se importa se o que diz é ouvido ou compreendido, e o ouvinte pode se cansar em breve. Às vezes, a fala confusa indica timidez ou falta de autoconfiança. "Às vezes o candidato deixa de falar de maneira simples para falar sofisticadamente, tentando enriquecer o seu repertório. Acho que falar bem não significa falar de maneira complexa. Falar bem significa falar de maneira simples, transparente e ter um discurso tranqüilo. Ou seja, fazer com que o interlocutor goste da conversa". Praticar, inclusive gravando e revendo seus hábitos de fala, em conjunto com uma boa orientação e um bom feedback, pode ajudar bastante a tornar sua fala audível, clara, confiante e natural.

O que os selecionadores querem saber Confira as perguntas mais freqüentes durante uma entrevista de emprego e prepare-se bem para o processo seletivo Momento crucial de qualquer processo de seleção, a entrevista de emprego é a sua grande oportunidade para mostrar ao entrevistador que você é a melhor opção para a empresa. No entanto, devido à sua importância, é justamente nessa fase que o candidato pode colocar tudo a perder com alguma resposta inapropriada. Por conta disso, fizemos um levantamento das perguntas mais presentes nas entrevistas para descobrir o que os selecionadores querem saber dos entrevistados, e ainda sugerimos alguns exemplos de respostas que podem ajudá-lo a se preparar para enfrentar essa situação com segurança e objetividade. Leia com atenção e treine. Mas, lembre-se, essas são sugestões e exemplos, cada entrevista tem suas peculiaridades. Acima de tudo, seja você mesmo, pois de nada adiantará parecer um robô com respostas decoradas. Aposte em suas qualidades e boa sorte! 1. Fale sobre você. Essa resposta deve ser muito bem praticada. Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre assuntos profissionais. 2. Quais são seus objetivos a curto prazo? Seja específico. "Quero ser gerente de vendas", por exemplo. 3. Quais são seus objetivos a longo prazo? Fale em termos profissionais, sendo bem objetivo: ser diretor de engenharia, gerente-geral ou algo similar. Mostre também que traçou metas, pretende fazer cursos, MBA e idiomas. É recomendável não se referir à vida particular. 4. O que você procura em um determinado emprego? Desafio, envolvimento e chance para contribuir para a empresa. Essa é uma das melhores respostas. 5. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Sim. Dê exemplos de situações vividas em seus trabalhos anteriores. 6. Por que devemos contratá-lo? Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa? Conte os benefícios que você vai trazer e como pode, com seu desempenho, gerar lucros para a empresa. 7. O que você sabe sobre nossa organização? O que o atrai nela? Para responder da melhor forma a essa pergunta, é preciso se preparar fazendo uma pesquisa sobre a empresa. Os melhores meios de encontrar informação são no próprio site da empresa, em revistas e conversando com pessoas que trabalham e trabalharam lá.

8. Fale sobre resultados que tenha alcançado e que tenham lhe dado grande satisfação. Liste as maiores realizações em sua carreira ou em seu emprego atual. Escolha bem essas realizações e mencione aquelas mais recentes e condizentes com seu objetivo profissional. 9. Quais são seus pontos fortes? Lembre-se, o intuito do selecionador é saber, sob seu ponto de vista, qual é o seu diferencial, ou seja, o que você tem de interessante que possa ser de substancial importância para a vaga. Utilize essa questão a seu favor, fazendo seu marketing pessoal. Liste anteriormente quais são as suas características mais positivas, principalmente aquelas relacionadas ao seu trabalho. No que você se destaca? Quais as características pessoais ou qualidades que você possui que acredita serem interessantes para a área ou empresa à qual você está se candidatando? Não tenha medo de falar sobre suas qualidades, achando que vai parecer pretensão de sua parte. Se você não mostrá-las ou se falar sem muito entusiasmo delas, poderá não despertar interesse no selecionador. Por isso, a forma como você fala é muitas vezes mais importante do que as próprias características que você cita. Você pode citar características universalmente desejadas também, tais como entusiasmo, persistência, dedicação, criatividade, iniciativa (pró-atividade) responsabilidade e competência na área técnica. 10. Quais são seus pontos fracos? Saiba que, aquele truque de responder algo positivo como se fosse negativo - por exemplo, perfeccionista, exigente demais -, não cola mais. Substitua pontos fracos por "Pontos a Desenvolver". Colocando desta forma, seja qual for o ponto que você citar, deixará claro, em primeiro lugar, que você está consciente de suas deficiências, que você não é perfeito e tem alguns pontos que precisa melhorar. Em segundo lugar, mostrará que procura não deixar que isso atrapalhe o desenvolvimento de suas atividades, tentando lidar com eles da melhor forma possível e procurando melhorar sempre. Claro, será necessário fazer uma reflexão sobre esses pontos antes da entrevista. O principal é demonstrar que você se conhece e que sabe exatamente em que sentido suas características serão positivas para a empresa e sabe também como não deixar que o que não é tão positivo assim atrapalhe. 11. O que você não gostava no seu emprego anterior? Por qual motivo você saiu (ou quer sair) da empresa? Deve dizer que gostava do emprego. Jamais se queixe, não deve nunca falar mal. Não aponte defeitos do emprego anterior. Se você foi demitido conte o motivo. Se está saindo por vontade própria, fale que está em busca de novos desafios e aprendizado. 12. Você poderia descrever alguma situação na qual seu trabalho tenha sido criticado? Não deve reconhecer críticas ao seu trabalho, mas dizer que certas vezes ele foi discutido e com isso, você sempre aprendeu e cresceu. 13. Como você avalia a empresa que trabalha atualmente e as que já trabalhou? Outra vez, não se queixe. Fale algo de bom. Por exemplo, que a empresa tem um bom produto e possui potencial para crescimento. 14. Você tem espírito de liderança? Conte um fato que demonstre isso. Responda a essa pergunta com realizações do seu passado. 15. Você contribui para o aumento das vendas, dos lucros? Como? Exemplifique com resultados e realizações de sua carreira. 16. Você ajudou a reduzir custos? Como? Exemplifique com resultados e realizações. 17. O que você considera importante num colaborador? Cite as competências para o cargo, além de dedicação ao trabalho, boa índole, iniciativa, criatividade e entusiasmo.

18. Descreva um típico dia de trabalho no atual/último emprego. Essa pergunta é para conhecer seu nível de energia. Procure descrever um dia bastante ativo e tente mostrar alto nível de energia. 19. Quais decisões são mais difíceis para você? Deve demonstrar sua capacidade analítica e dizer que aborda o processo decisório de forma lógica, identificando as alternativas e as premissas da decisão. Como ser humano, sabe que as decisões mais difíceis são as referentes à vida de seus subordinados. 20. O que você sente dificuldade para realizar? Outra vez não se deve mencionar nada negativo, só positivo. Diga que enfrenta as necessidades de seu trabalho e que não escolhe o tipo de trabalho. 21. O que você tem feito que mostre iniciativa? Quanto de iniciativa você tem? Dê exemplos. Sua resposta deverá ser uma série de realizações de sua carreira. 22. Com que tipo de pessoa você prefere trabalhar? Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade para trabalhar? Novamente não mencione nada de negativo. Você pode dizer que não há melhor ou pior pessoa para trabalhar junto. Há pessoas diferentes. Claro que sempre é bom trabalhar com pessoas bem humoradas e que gostem de lidar com pessoas. Mas diga que você se adapta às necessidades do trabalho e que se relaciona facilmente, tanto com operários como com a diretoria da empresa. 23. Se pudesse começar tudo de novo, o que faria de diferente em sua carreira? Deve mostrar ser uma pessoa segura, dizendo que basicamente não mudaria nada. Obviamente, existem pequenas coisas na carreira que poderiam ter sido feitas melhores e deveriam ser corrigidas. Procure não mencioná-las. 24. Em qual tipo de ambiente de trabalho você se sente mais confortável? Diga que você se adapta a qualquer tipo de ambiente, mas esteja preparado para descrevê-lo caso o selecionador insista. Pode citar um ambiente que seja propício para você realizar o seu trabalho da melhor maneira possível, onde exista sinergia entre os colaboradores e todos tenham como objetivo o crescimento da empresa. 25. Por que você escolheu essa carreira? Para essa pergunta não há resposta certa ou errada. Aqui o que vale é ser sucinto e coerente. 26. Descreva uma situação difícil que teve e como fez para sair dela. Procure uma situação difícil e de grande relevância para o bom andamento da empresa, que você tenha solucionado. 27. Você estaria disposto a mudar de cidade, estado ou país? E trabalhar além do horário de trabalho? Fale a verdade sobre sua disposição quanto a mudar de cidade e principalmente, coloque as opções e condições para que a mudança aconteça, já que isso interfere na vida da família. Quanto ao fato de trabalhar além do horário determinado, responda de imediato: "Claro, sempre que houver necessidade". 28. Na prática, o que esses cursos (faculdade, extensão...) contribuíram para sua formação? No que você mudou? Avalie bem e tente descobrir as contribuições e mudanças que ocorreram graças aos cursos. De qualquer forma, diga que contribuíram não só em conhecimentos técnicos como também para o seu crescimento pessoal e no relacionamento com as pessoas. 29. Qual seria seu emprego ideal? Com base na pesquisa realizada sobre a empresa, tente descrever o emprego mais próximo daquele que está sendo ofertado pela empresa. 30. O que você faz no seu tempo livre? Tem algum hobby ?

Fale a verdade. Mas saiba que é importante ter hobbies e ocupações no seu tempo livre. Isso demonstra sua preocupação com o seu desenvolvimento pessoal, sua habilidade em administrar seu tempo e o seu bom relacionamento com as pessoas. 31. Onde você se vê em cinco anos? Mostre que já traçou um plano consistente de carreira e que sabe o que fazer para realizá-lo. 32. Qual o último livro que você leu? A pergunta subliminar é "Você tem o hábito de leitura?". Pode ser que suas leituras de livros estejam atrasadas, mas você lê constantemente jornais comuns e artigos especializados, revistas (Exame, Você S.A., Veja, etc...). Comente, então, os artigos mais recentes. Nunca cite dramaturgias comuns e banais; sempre volte-se para literaturas que irão desenvolver seu potencial profissional. Em tempo: nunca vá a uma entrevista sem ter lido o jornal do dia. 33. Você prefere trabalhar sozinho ou em equipe? Dependendo do tipo de trabalho, o profissional desenvolve seus trabalhos com maior ou menor grau de contato com pares, superiores e subordinados. Tudo dependerá do cargo. 34. Quando você ou seus colegas estão vivendo um dia ruim, o que você faz para contornar a situação? Sempre devemos dizer a verdade. Se você utiliza algum artifício para quebrar o clima ruim e fazer com que as pessoas tirem seu foco do que tem causado desconforto, cite-os. 35. Descreva a sua filosofia de vida. Diga quais são os princípios que permeiam seus atos, sua vida. 36. Se você não precisasse do dinheiro, o que estaria fazendo? Mencione quais seriam as suas atividades nesta situação, mas devem ser situações que realmente agreguem valores ao seu desenvolvimento pessoal. É importante que o candidato passe sempre uma imagem empreendedora, ativa, dinâmica, de quem busca sempre crescer.

Como se preparar para a entrevista por Camila Micheletti A entrevista de emprego é o momento mais importante do processo seletivo. Se você chegou até aqui, já pode se sentir um vitorioso, pois passou pela primeira etapa, que é a triagem inicial de currículos, e a segunda, chamada por muitas empresas e consultorias de entrevista de pré-seleção, normalmente feita por telefone. Todos os selecionadores e especialistas em RH concordam em um ponto: para obter sucesso na entrevista, é fundamental conhecer, antes de mais nada:

a você mesmo. Reflita e analise quais as suas habilidades e competências mais importantes, limitações, pontos fortes e fracos, o que você deve ressaltar e o que não precisa ser colocado na entrevista. Avalie também o que você quer realmente para sua vida profissional. Lembrese: não é só a empresa que vai escolher você, mas você também precisa se conhecer para saber qual a organização que mais se adeqüa às suas necessidades. a empresa que você vai fazer a entrevista. Visite o site, leia em jornais e revistas, converse com conhecidos e especialistas de mercado, freqüente listas de discussão na internet, enfim, descubra o maior número de informações possível sobre a companhia. Não só para demonstrar que você se interessou em saber mais sobre a empresa e conhece o negócio, como também para descobrir se a empresa é realmente idônea e merece o seu empenho, dedicação e trabalho. Avalie a oportunidade com muito cuidado, e não aceite a primeira proposta só porque você está desempregado ou quer sair da atual empresa.

DIAS ANTES...

Agora que você já tem consciência do que pode oferecer à empresa e o tipo de organização que mais lhe agrada, confira o que fazer dias antes da entrevista, de acordo com as especialistas Luciana Sarkozy, da Career Center e Denise Kamel, da Selectus RH:

Atualize seu currículo. Todos os cursos que você fez no último ano estão lá? As datas de entrada e saída dos empregos estão corretas? As formas de contato (telefones, endereço residencial e e-mail) estão atualizadas? Há erros de ortografia? Se precisar, peça ajuda a um professor de português ou profissional de RH para auxiliá-lo nesta tarefa. Confira também o modelo de currículo do Empregos.com.br Faça um planejamento do que pode ser perguntado e treine a entrevista em casa antes. Saiba quais as perguntas mais comuns da entrevista e faça uma retrospectiva da sua carreira, listando as empresas que trabalhou, os principais cursos e, muito importante, quais resultados você conseguiu atingir. A empresa vai querer saber porque você é o candidato ideal e onde você pode ser útil para ela. Se você achar necessário, redija as informações por escrito e grave uma simulação da entrevista. Também vale usar um amigo, parente ou até mesmo o espelho como selecionador. O importante é estar seguro e confiante da sua capacidade e do que vai falar.

UM DIA ANTES... A ansiedade e preocupação começam a perturbar você? Calma, a entrevista não é um bicho de sete cabeças. Tome estes cuidados e relaxe:
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Ter uma boa noite de sono vai deixar você mais atento, animado e descansado também, o que é bom para a aparência e para a mente. Não coma alimentos fortes nem em lugares suspeitos. Nada pior do que ter dor-de-barriga logo neste dia, não é mesmo? Evite também tomar remédios muitos fortes, que possam dar algum efeito colateral Imprima um currículo. Lembre-se de checar se há tinta e papel suficiente antes. Mesmo que você já tenho enviado o documento por e-mail ou carta, é recomendável levar outro para o selecionador Separe a roupa do dia seguinte com antecedência. Nada de excessos e extravagâncias. Vá com uma roupa sóbria mas confortável, com a qual você se sinta bem e passe exatamente a imagem que você é. Para as mulheres, a dica é: evite barriga de fora e decotes, cores muito marcantes, perfume muito forte e acessórios em excesso. Na dúvida, aposte no tradicional. Investigue o caminho que você vai precisar fazer para chegar na empresa e quanto tempo leva. Se você não conhece muito bem o lugar, separe uns 15 minutos a mais, no caso de acontecer algum imprevisto e você se perder. O que não pode é chegar atrasado.

NO DIA DA ENTREVISTA... Agora não adianta mais ficar sofrendo por antecipação ou imaginando como será a entrevista. Esqueça o seu histórico profissional por um tempo e fique atento:

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Se estiver muito nervoso, algumas horas antes tome um chá de camomila, que costuma acalmar. Florais de Bach também são indicados, por serem naturais. Não tome calmantes, que podem te deixar sonolento demais e causar o efeito inverso Chegue 10 a 15 minutos antes do horário combinado. Use este tempo para conhecer o ambiente, as pessoas que lá trabalham, entenda a "atmosfera" do lugar. Ás vezes nesse tempinho extra já é possível perceber se os funcionários estão felizes ou entediados com o trabalho, se há ou não uma rotatividade muito alta na empresa, se você é a primeira ou a décima pessoa que vai ser entrevistada para esta vaga... vá com calma, não faça perguntas. Muitas coisas aparecem assim de repente, na conversa entre um funcionário e a recpecionista, no modo que ela atende ao telefone... fique alerta! Não fale mal do seu emprego anterior, mesmo na sala de espera Trate educadamente todas as pessoas que você falar na empresa, não só o selecionador.

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Você pode estar sendo analisado desde o momento que colocou os pés na companhia, portanto seja agradável. Cuidado para não ficar íntimo demais: evite gracinhas do tipo "meu anjo", "querida (o)", "amiga (o)", etc. Evite fumar, mascar chicletes, roer unhas e olhar demais no relógio enquanto aguarda a sua vez Desligue o celular assim que chegar na empresa Não dê vexame: saiba o nome e cargo exato do entrevistador. Chamar o profissional pelo nome deixa o clima mais harmonioso e amigável Reserve tempo suficiente para a entrevista. Não agende mais do que dois processos por dia, e se você estiver trabalhando, peça a manhã ou a tarde de folga. Você pode ter que passar por uma dinâmica de grupo, que normalmente demora pelo menos 2 horas. Finalmente chegou a sua vez e você foi chamado? Tenha autoconfiança, demonstre energia, entusiasmo e disposição em conseguir a vaga e começar a trabalhar. Não se sinta menosprezado e nem aja como se você estivesse "medingando" um emprego. Da mesma forma que você precisa trabalhar, o empregador também precisa dos seus serviços e do seu conhecimento. Por isso, saiba vender seu peixe! Durante a entrevista, reflita bem antes de responder. Não se precipite, mas também não enrole. Não dê respostas monossilábicas, como "sim", "não" e "é". Argumente, interaja com o selecionador. O maior beneficiado será você.

Tudo o que você não deve fazer por Camila Micheletti Existem algumas atitudes e comportamentos que são totalmente imperdoáveis em uma entrevista de emprego. Chegar atrasado, falar mal da empresa anterior ou não deixar o entrevistador falar são exemplos de atitudes que podem tirá-lo do processo. Assim, muitos candidatos acabam perdendo boas oportunidades de emprego por desatenção, falta de conhecimento no assunto ou, até mesmo, por seguir o que o amigo achou que era certo. Confira 15 dicas do que você NÃO deve fazer para continuar no processo e atingir seus objetivos: 1. Não chegue atrasado. Investigue o caminho antes e chegue ao local com pelo menos 15 minutos de antecedência 2. Não cometa excessos na roupa, no perfume e nos acessórios. Use roupas sóbrias, mas confortáveis, sempre de acordo com o seu nível hierárquico, área profissional e também de acordo com a cultura da empresa 3. Não chegue totalmente "cru" na entrevista. Visite o site da empresa, converse com conhecidos, investigue qual o negócio da empresa, tipos de produtos e serviços, concorrentes e particularidades do mercado. Deixe para perguntar somente coisas pertinentes e inteligentes ao entrevistador 4. Não minta. Jamais. Todo seu histórico profissional pode ser investigado depois - a maioria das consultorias faz isso. Coloque suas experiências de forma clara, destacando sempre as suas qualidades e os resultados que você conseguiu atingir 5. Não fale demais nem de menos - saiba fazer as intervenções nas horas certas, respondendo o que for perguntado e questionando quando preciso 6. Não represente um papel, nem tente parecer algo que você não é. Da mesma forma que a empresa quer o candidato ideal, você também deve buscar entrar na empresa que mais vá de encontro com as suas expectativas. Se por acaso não der certo desta vez, é porque aquela oportunidade não era para você. Lembre-se: a sua hora vai chegar, por isso seja verdadeiro na entrevista 7. Não esconda informações ou dê respostas vagas. Você será o maior beneficiado se apresentar

todas as informações sobre seu histórico profissional, por isso, coopere! 8. Não decore repostas prontas para as perguntas que o entrevistador possa lhe fazer. Nada pior do que um candidato estático, que responde às questões como se fosse um boneco. Tenha em mente o que pode ser respondido, mas aja sempre com naturalidade e entusiasmo 9. Não fale mal das outras empresas que você trabalhou. Isso também vale para o ex-chefe e colegas de trabalho 10. Não use gírias, brincadeiras de baixo calão e palavrões na entrevista, por mais informal que seja o entrevistador 11. Não se coloque muito íntimo do entrevistador. A relação entre vocês é meramente profissional, por isso exclua os tapinhas nas costas, piadas e gracinhas do tipo 12. Não ignore perguntas ou mude de assunto de repente. Se você não sabe a resposta para determinada questão, a melhor coisa é não inventar respostas ou tentar fugir. Fale a verdade, diga que não tem muito conhecimento sobre esse assunto e prefere não opinar 13. Não fique arrumando desculpas ou culpados para as possíveis falhas que possam existir em sua carreira. Se o selecionador perguntar porque você saiu do último emprego e você foi demitido, coloque isso para o selecionador, explique a razão e pronto 14. Não questione sobre salário e benefícios até que o selecionador introduza o assunto 15. Não vá embora sem ter esclarecido todas as suas dúvidas sobre a vaga, suas futuras responsabilidades e metas

Não tome cartão vermelho na entrevista Descubra quais são os principais erros dos candidatos na hora em que são entrevistados e previnase contra um cartão vermelho do selecionador Por Clarissa Janini Nos jogos de futebol, quem faz uma falta leve toma cartão amarelo como advertência. Já quem comete uma infração mais grave corre o risco de ser expulso da partida, com um cartão vermelho. Na hora da entrevista de emprego, algumas atitudes podem ser fatais e acabar com sua chance de conquistar a vaga. "Qualquer demonstração de falta de caráter e idoneidade é cartão vermelho", afirma Priscila Mendes, consultora da Hay Group e especialista em entrevista do Empregos.com.br . Ela e Fernando Dias, consultor do Career Center, mostram quais são os piores erros que um candidato pode cometer e o que fazer para "marcar vários gols" durante a entrevista de emprego. Cartão amarelo Pequenos deslizes que costumam ser tolerados pelos entrevistadores - mesmo assim, evite-os ao máximo:

Celular ligado durante a entrevista: É uma situação bastante desagradável, pois, além de interromper a conversa, demonstra desatenção e desorganização. Se acontecer, peça desculpas e desligue o aparelho imediatamente; Timidez: Você pode perder boas oportunidades de se expor e falar mais sobre suas competências se estiver envergonhado. Procure ficar à vontade e não tenha medo de explorar as deixas que o selecionador dá para que fale mais de si. Não se preparar: Não pesquisar sobre a empresa, assim como não saber perfeitamente todas as informações de seu currículo, pode deixá-lo inseguro na hora de interagir com o entrevistador.

Não perceber os sinais do recrutador: Se você está falando e o selecionador olha para o relógio, talvez seja hora de você frear seu discurso. Esse e outros sinais não podem ser ignorados para que haja uma boa fluência entre vocês. Nervosismo e ansiedade: Às vezes você está tão preocupado com seu desempenho que acaba exagerando e atropelando a fala do entrevistador. Mostrar-se interessado é importante, mas sem estar descontrolado.

Cartão laranja Vai depender do estilo e do humor do selecionador acatar ou não esses erros. Na dúvida, passe bem longe deles:

Roupa exagerada: Alguns recrutadores até dão uma segunda chance se o candidato, apesar da vestimenta inadequada, mostrar-se competente. Outros alegam que a primeira impressão é a que fica e costumam não tolerar um visual extravagante (leiam-se roupas muito apertadas, decotes e saias que remetam à vulgaridade e cores berrantes). Arrogância: Em grau leve, a arrogância pode até ser encarada como excesso de autoconfiança. Mas o arrogante, em geral, é desagradável e pensa que já sabe de tudo atitude que pode não agradar muito o entrevistador. Atraso: Falta de pontualidade na entrevista de emprego é uma tremenda gafe. Se você tiver uma boa justificativa, talvez seja compreendido. Caso contrário, não se espante se tomar um cartão vermelho do selecionador logo no início da "partida". Responder sobre seu ponto fraco com uma característica considerada boa: Já virou clichê apontar como ponto fraco algo como "perfeccionismo", qualidade normalmente bem vista em qualquer profissional. Cabe ao recrutador decidir se a resposta foi forçada ou natural. Excesso de intimidade: Achar que o entrevistador é seu amigo pode minar suas chances de conquistar a vaga. Extroversão e pró-atividade são importantes, mas tentar forçar uma situação de intimidade pode assustar o selecionador.

Cartão vermelho Aqui, a tolerância é zero para os erros cometidos abaixo:
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Atender ao telefone: Se deixar ligado já é cartão amarelo, atender ao celular no meio da entrevista é expulsão na certa. Dificilmente um selecionador tolera tamanha falta de respeito. Falar mal das empresas anteriores: Desdenhar trabalhos e colegas do passado é uma maneira covarde de jogar a culpa de seus próprios erros nos outros - e o recrutador é o primeiro a perceber isso. Mentir: É uma das piores atitudes que um candidato pode ter, tanto na entrevista quanto no currículo ( leia mais ). Você pode até passar pela entrevista, mas sua mentira certamente será descoberta depois e o tiro pode sair pela culatra. Usar muitas gírias: Faz com que qualquer candidato perca a credibilidade profissional - é como usar a linguagem da Internet em um currículo. Chantagem emocional: Talvez o pior de todos os erros seja implorar pelo emprego alegando que precisa do dinheiro para sustentar a família, pagar dívidas, etc. Lembre-se que você deve conquistar a vaga por merecimento e competência, não por caridade.

Marcando gol Após saber quais são os piores erros que o candidato pode cometer na entrevista, veja algumas atitudes que podem ser um diferencial positivo na busca pelo emprego:

Fazer perguntas ao selecionador: Dúvidas que não tenham sido esclarecidas, como tipo de trabalho a fazer ou condições de trabalho (salário, benefícios, horário, etc) podem e devem ser colocadas à mesa. Caso o candidato tenha pesquisado algo mais sobre a empresa, pode

comentar a respeito e tirar dúvidas também. Isso demonstra interresse pela vaga e próatividade. Enviar uma mensagem de agradecimento: Após a entrevista, é de bom gosto enviar uma mensagem agradecendo a oportunidade ao selecionador. A atitude, ainda pouco comum no Brasil, normalmente é feita por profissionais de cargos mais altos e demonstra apreço pela chance de poder mostrar suas competências.

Como se comportar diante do selecionador Você passou na primeira etapa do processo seletivo. Seu currículo cumpriu o papel de vender sua imagem de forma positiva e você foi chamado para participar de uma entrevista. Ufa! Parabéns! Agora é só manter a calma, se preparar e seguir em frente para ser contratado. Pelo menos é o que garante a psicóloga Sandra Regina Gouveia Moreira, que trabalha há mais de 15 anos com seleção de profissionais. Em uma entrevista, a primeira coisa com a qual você deve se preocupar é chegar no horário. Chegar 15 minutos antes do horário marcado é melhor ainda, pois demonstra interesse e respeito para com o entrevistado. Outro item a ser observado é a roupa. Opte sempre por roupas discretas, como: calças sociais, ternos, camisas, ternos femininos, cores sóbrias e pouca maquiagem. Você pode ser um ótimo profissional, mas lembre-se do ditado "você raramente tem uma segunda chance para criar uma boa aparência". Então capriche no visual. O segundo passo da entrevista é demonstrar quais são suas qualidades e justificar os motivos pelos quais a empresa deveria contratá-lo. Por isso, faça um planejamento antes de ir à entrevista. Raciocine sobre os objetivos da entrevista, saiba que terá de responder questões como "quem é você?", "o que já fez?", "o que seu último empregador acha de você?", "quais os resultados que você conseguiu para a empresa?" e "o que você pode fazer pela nova empresa?". É muito importante também fazer uma pesquisa para obter o máximo de informações possíveis sobre a nova empresa, para não se frustar depois de contratado. Jamais demonstre ansiedade durante a entrevista. Se você foi chamado é porque já passou pela primeira fase: a análise do currículo. Então não tenha medo. Durante a entrevista, seja natural e espontâneo. Caso não entenda uma pergunta, não tenha vergonha de questionar. "Dizer que não entendeu a questão e pedir para o entrevistado repetir não significa que você é uma pessoa menos qualificada para o cargo", alerta Sandra. Apesar de estar em processo de competição com outras pessoas, procure esquecer os outros. Dê o seu melhor e se mesmo assim não for escolhido, é porque a empresa não é adequada para você. "Não esqueça que você não está apenas sendo escolhido, você também está escolhendo", lembra Sandra. Portanto, é preciso haver um encontro de interesses para dar certo. Muitas vezes, as empresas não estão atrás do mais inteligente, mas daquele que mais se adapta às necessidades delas. Para ajudar você nessa etapa, preparamos algumas dicas. Confira: 1. Pense quais são seus objetivos, pontos fortes e pontos fracos

2. Avalie quais os motivos que o tornam um ótimo candidato para a vaga 3. Pesquise o máximo de informações sobre a empresa. Você não está apenas sendo escolhido, você também está escolhendo 4. Preste bastante atenção no que irá usar. Prefira roupas discretas (nada de cores extravagantes, jeans, bermuda e camiseta). Mantenha o cabelo cortado e as unhas em ordem. Tenha sempre em mente que não pode exagerar na roupa (você não está indo para uma festa), nem na maquiagem. Lembre-se, você raramente tem uma segunda chance para criar uma boa aparência 5. Leve um currículo impresso 6. Chegue no horário (ou, se puder, com 15 minutos de antecedência). Caso tenha algum problema e precise chegar atrasado, avise e pergunte se há algum problema; se irá atrapalhar a agenda do entrevistador e se existe alguma outra opção 7. Irradie entusiasmo 8. Respire fundo e tente manter a calma 9. Seja natural e espontâneo 10. Olhe nos olhos. Olhe para a pessoa com quem está falando. Hoje em dia, é bastante comum que mais de uma pessoa o entreviste ao mesmo tempo 11. Não fale mal da empresa anterior, dos seus ex-colegas e, claro, do seu ex-chefe 12. Não fique mexendo em objetos, estalando muito os dedos ou olhando no relógio toda hora. Isso demonstra ansiedade. 13. Deixe o celular desligado 14. Durante a entrevista, fique atento para não deixar nenhuma pergunta sem ser respondida. Também não é aconselhável arrumar desculpas para as falhas que você cometeu ao longo da sua vida profissional. 15. Não mude de assunto de repente 16. Não fume, não masque chicletes e nem use óculos escuros 17. Faça as suas perguntas 18. Se tiver dúvidas sobre o cargo, sobre a empresa, não tenha vergonha, pode perguntar! 19. Pergunte se há previsão para fechar a vaga 20. Confie em você. E se a resposta não for positiva, não se sinta um perdedor. Foi apenas um processo que não deu certo, mas que serviu como treino para as próximas vezes

Aprenda a "entrevistar" o selecionador durante a conversa

por Juliana Falcão e Camila Micheletti Durante o processo seletivo, é muito importante que o candidato saiba mudar de posição e aprenda a "entrevistar" o selecionador, questionando sobre a organização - e seu futuro nela. Para aqueles que acham que o suplício termina com as questões do candidato e o melhor a fazer é ficar quieto e esperar pela resposta, aqui vai um aviso: você estará sendo avaliado não apenas pelo que responde, mas também pelo que pergunta. Portanto, aproveite esta oportunidade para surpreender o entrevistador. Essa atitude pode proporcionar bons resultados nessa etapa tão importante da busca por um emprego. Para a headhunter Vanessa Magui, a maioria dos candidatos perde a chance de conquistar uma boa oportunidade por não tomar o controle de parte da entrevista. Como estratégia para impressionar o entrevistador, ela sugere que o entrevistado controle, por meio de perguntas, 50% da entrevista. É importante que você tenha certeza de que todas as suas perguntas deixem claro seu envolvimento e interesse com os assuntos e problemas da empresa. "Qualquer entrevistador fica entusiasmado ao perceber que o candidato conhece bem a empresa e se preocupa com seu rumo e seus problemas", comenta Erico Graudin, headhunter e autor do livro "Como buscar e acelerar a caça ao emprego". Além disso, suas questões devem abordar a sua participação no novo ambiente. Não estamos falando aqui de fazer perguntas básicas como "quais são os seus produtos" ou "quais são os concorrentes da empresa". Isso você já deve saber de antemão. Com relação ao mercado que a empresa está inserida: 1. Que obstáculos a empresa está enfrentando para conseguir atingir os seus principais objetivos? 2. Quais as características da competitividade no mercado em que esta empresa está inserida? 3. Haverá alguma mudança nos objetivos da empresa a partir das mudanças na política econômica do nosso país? Com relação à empresa: 1. Quantos níveis hierárquicos existem? É distribuída em quantas minifábricas/ sites? Qual o grau de automação? 2. Qual o estilo de liderança predominante? 3. Quais os principais desafios de mudança no sistema de gestão? 4. Quais são as competências profissionais mais valorizadas? 5. Que mudanças organizacionais estão ocorrendo na empresa? Com relação à posição que você quer ocupar: 1. É um cargo/função novo ou é uma substituição de outro funcionário? 2. O funcionário que saiu foi por demissão ou por promoção? 3. Quais serão os meus objetivos? De que forma a empresa acredita que eles serão atingidos e quais os obstáculos que irei encontrar para conseguir alcançá-los? 4. A quem eu devo me reportar? E a quem estarei subordinado? 5. Por quais resultados esse cargo será responsável? 6. Para realizar meu trabalho, terei que me locomover para outra cidade ou estado? 7. Quais os recursos que a empresa disponibiliza para realizar as minhas atividades? 8. O que a empresa faz para reter os funcionários mais competentes nesta posição? 9. A empresa investe em responsabilidade social? "Procurar saber detalhes sobre a solidez da empresa é um item que não pode ser esquecido na hora de 'entrevistar' o seu futuro local de trabalho", alerta Graudin. Essa participação ativa, para Vanessa Magui, permitirá maior envolvimento e melhores impressões por parte do entrevistador. Depois disso, ficará mais fácil conseguir o emprego. Claro, você não precisa - e nem deve - usar todos este roteiro com o entrevistador. Faça as perguntas que mais se adaptam aos seus objetivos e interesses no momento.

Na entrevista de emprego seja você mesmo! Candidatos não devem hesitar em fazer perguntas durante processo de seleção, diz especialista em desenvolvimento profissional. Por Rômulo Martins A entrevista é uma técnica utilizada por pesquisadores, psicólogos, jornalistas, dentre outros profissionais para analisar comportamentos, cruzar informações, levantar e divulgar dados. Em Recursos Humanos, é uma das ferramentas mais importantes para recrutar pessoas. “É uma oportunidade para que duas partes analisem a possibilidade de se relacionar”, afirma Elaine Saad, em evento realizado pela ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), em São Paulo. Presidente da ABRH São Paulo e especialista em desenvolvimento profissional, ela assegura: na hora da entrevista de emprego não adianta o candidato se transformar em uma pessoa que ele não é. “Soa falso e o entrevistador percebe”, diz. Além disso, os processos de recrutamento e seleção são integrados e os profissionais envolvidos nessa tarefa costumam conversar sobre os resultados obtidos em cada etapa e cruzar dados para verificar se há contradição. “É muito perigoso mostrar um padrão de comportamento que, às vezes, é muito diferente do seu. Por isso, a primeira grande regra é: seja você mesmo, dentro dos limites da educação e da etiqueta profissional”, orienta Elaine. Colocar-se em posição de inferioridade perante o selecionador também não faz sentido, diz a presidente da ABRH São Paulo: “Não quero dizer que o candidato tem de ser arrogante. Ele está no processo de seleção para se apresentar, entender o que a empresa quer e analisar se, na visão dele, os interesses da organização fazem sentido para a sua carreira”. Como se portar em uma entrevista de emprego, segundo especialista em desenvolvimento profissional: - Ser pontual; - Apresentar-se de traje social no primeiro contato. Se o candidato perceber que o ambiente é informal, pode arriscar em outras etapas do processo de seleção; - Comparecer à entrevista de emprego com o currículo atualizado; - Ser objetivo nas respostas, jamais monossilábico; - Sanar todas as dúvidas que surgirem durante a entrevista. * Uma dica: Antes da entrevista é importante informar-se sobre a empresa e sua cultura em sites corporativos ou redes sociais. Como explicar o desligamento na empresa anterior por motivo de divergências? Segundo Elaine, conflitos nas organizações são naturais. Por isso, os casos de demissões por razões de divergências devem ser relatados de modo profissional em uma entrevista de emprego. “Não é adequado omitir um fato considerado grave no trabalho anterior”, diz a especialista. “Que fique claro, o discurso jamais deve ser de ordem pessoal”, reforça. Como negociar o salário? A sugestão é iniciar a negociação falando de sua última remuneração e dos benefícios oferecidos pela empresa anterior. Depois questione ao entrevistador qual é a faixa salarial média para a vaga em questão e quais são os benefícios oferecidos pela instituição. “Dessa forma, o candidato vai poder analisar se a proposta é viável ou não”, diz Elaine.

Devo entrar em contato com a empresa para saber o resultado do processo de seleção? Se a empresa não estipular ou extrapolar o prazo para feedback, o candidato deve cobrar uma resposta, no máximo, duas vezes. O primeiro contato deve ser feito uma semana após a entrevista ou o prazo estipulado pela organização e o segundo quinze dias após a última etapa do processo de seleção ou uma semana após o primeiro contato. “O que não é bom: o candidato não cobrar ou cobrar o tempo todo”, adverte Elaine.

Entrevista de emprego: um detalhe faz toda a diferença Dicas sobre como se comportar antes, durante e após o processo seletivo de uma empresa No início do ano, é natural que as pessoas se animem em estabelecer uma série de mudanças em suas vidas. Procurar um emprego está entre as principais. E, com isso, buscam ajuda em diversas fontes sobre como se comportar em um processo seletivo. Mesmo sentindo-se preparadas para ocupar a vaga, é natural que as pessoas fiquem nervosas antes de participar de uma entrevista de emprego. As atuais exigências feitas pelas empresas - que aumentam conforme o cargo se eleva - são as principais responsáveis por esse incômodo causado nos candidatos. Por esse motivo, é preciso que eles tenham consciência das dificuldades e saibam se portar diante delas. Para os consultores da BSP Career, além de estar preparada psicologicamente para participar de uma entrevista de emprego, a pessoa necessita prestar atenção em alguns detalhes que podem fazer toda a diferença. Desde o currículo ideal até o agradecimento pela oportunidade: o entrevistador está atento a tudo e o candidato, se não quiser ficar pra trás no mercado de trabalho, precisa se adequar a todas as exigências. Seguem, abaixo, dicas que podem ajudar o candidato a fazer a diferença no processo seletivo: - O seu currículo é a chance de causar "a primeira boa impressão". Ele deve possuir alguns conceitos básicos: objetividade, assertividade e clareza. Por isso ele precisa, muitas vezes, ser reestruturado, enfatizando: * quantificação e qualificação dos resultados alcançados * foco na(s) área(s) de interesse - Uma oportunidade surgiu e você não foi o escolhido? Não desista! Lembre-se que determinação, persistência e, principalmente, "motivação" são fatores imprescindíveis nas tomadas de decisões. Estas variáveis "subjetivas" permeiam a carreira dos executivos, não só em processo de transição, como também ao longo de toda a trajetória profissional. - Assertividade durante a entrevista! É sempre adequado levantar informações sobre a empresa, segmento de mercado em que ela atua, produtos, concorrência, enfim buscar conteúdo para embasar as possíveis perguntas ao entrevistador. - E-mail de agradecimento ao entrevistado. Você já fez isso? Parece um pequeno detalhe, mas que pode garantir sua vaga na empresa. Confirma sua imagem apresentada na entrevista, ressalta seus pontos fortes, o diferencia dos demais. Não sabia disso? Fique atento às novas "leis" da etiqueta corporativa para garantir seu espaço no mercado. - Recebeu a ligação para a entrevista? Deixe para acertar salário e benefícios pessoalmente. Face a

face você pode valorizar mais seu trabalho e sua experiência. E se a ligação foi só para perguntar sobre esses valores, tente argumentar e gerar uma oportunidade de entrevista pessoal.

20 dicas para se dar bem na entrevista de emprego Confira o que fazer e aquilo que não é recomendável durante essa fase tão importante do processo seletivo Você passou na primeira etapa do processo seletivo. Seu currículo cumpriu o papel de vender sua imagem de forma positiva e você foi chamado para participar de uma entrevista. Parabéns! Agora é só manter a calma e se preparar para essa próxima fase tão importante do processo seletivo. Para ajudar você nesta etapa, preparamos algumas dicas. Confira abaixo e boa sorte: 1. Pense quais são seus objetivos , pontos fortes e pontos a serem desenvolvidos. 2. Avalie quais os motivos que o tornam um ótimo candidato para a vaga. Faça um planejamento antes de ir à entrevista. Raciocine sobre os objetivos da entrevista, saiba que terá de responder questões como "quem é você?", "o que já fez?", "o que seu último empregador acha de você?", "quais os resultados que você conseguiu para a empresa?" e "o que você pode fazer pela nova empresa?". 3. Pesquise o máximo de informações sobre a empresa. Você não está apenas sendo escolhido, você também está escolhendo. 4. Preste bastante atenção no que irá usar . Prefira roupas discretas (nada de cores extravagantes, jeans, bermuda e camiseta). Mantenha o cabelo cortado e as unhas em ordem. Tenha sempre em mente que não pode exagerar na roupa (você não está indo para uma festa), nem na maquiagem. Lembre-se, você raramente tem uma segunda chance para criar uma boa aparência. 5. Leve um currículo impresso, que já o tenha enviado anteriormente. 6. Chegue no horário. Chegar 15 minutos antes do horário marcado é melhor ainda, pois demonstra interesse e respeito para com o entrevistador. Caso tenha algum problema e precise chegar atrasado, avise e pergunte se há algum problema; se irá atrapalhar a agenda do selecionador e se existe alguma outra opção. 7. Irradie entusiasmo. 8. Respire fundo e tente manter a calma. 9. Seja natural e espontâneo. Não demonstre ansiedade durante a entrevista. Se você foi chamado, é porque já passou pela primeira fase: a análise do currículo. Então não tenha medo. 10. Olhe nos olhos . Olhe para a pessoa com quem está falando. Hoje em dia, é bastante comum que mais de uma pessoa o entreviste ao mesmo tempo. 11. Não fale mal da empresa anterior , dos seus ex-colegas e, claro, do seu ex-chefe. 12. Não fique mexendo em objetos , estalando muito os dedos ou olhando no relógio toda hora. Isso demonstra ansiedade. 13. Deixe o celular desligado. 14. Durante a entrevista, fique atento para não deixar nenhuma pergunta sem ser respondida. Também não é aconselhável arrumar desculpas para as falhas que você cometeu ao longo da sua vida profissional. 15. Não mude de assunto de repente. 16. Não fume , não masque chicletes e nem use óculos escuros.

17. Faça perguntas sobre o cargo, sobre a empresa, não tenha vergonha, pode perguntar! 18. Não fique na dúvida , pode dizer que não entendeu a questão e peça para o entrevistador repetir. Isso não significa que você é uma pessoa menos qualificada para o cargo 19. Pergunte se há previsão para fechar a vaga. 20. Confie em você . E se a resposta não for positiva, não se sinta mal. Foi apenas um processo que não deu certo, mas que serviu como treino para as próximas vezes. * Fonte: Sandra Regina Gouveia Moreira.

Valorize seus pontos fortes E aprenda a disfarçar os fracos durante a entrevista de emprego

(26.06.07)

Um dos momentos mais críticos no processo de seleção é a entrevista de emprego. É durante ela que podemos conquistar de vez a tão sonhada vaga ou colocar tudo a perder, muitas vezes por puro nervosismo. E uma das situações que mais mexe com os nervos do candidato é justamente quando o entrevistador pede para ele apontar quais são seus pontos fortes e, o pior, os fracos. Para lidar com essa questão e se sair bem dela, é importante o candidato entender que ponto fraco não quer dizer necessariamente algo negativo ou um defeito grave. Seu ponto fraco pode representar tão somente uma característica que precisa ser desenvolvida, mais bem trabalhada. Veja abaixo algumas dicas que podem lhe ajudar a se sair bem durante a entrevista:

Quando o selecionador pergunta sobre os pontos positivos, ele quer saber, de acordo com o seu ponto de vista, qual é o seu diferencial, o que tem de interessante que possa ser de substancial importância para a vaga. Aproveite essa oportunidade para fazer seu marketing pessoal. Liste anteriormente quais são suas características mais positivas, principalmente aquelas relacionadas ao seu trabalho. Não tenha medo de falar sobre suas qualidades, achando que vai passar a imagem de pretensioso. Se você não mostrá-las ou falar sem muito entusiasmo, poderá não despertar o interesse do selecionador. No fim das contas, a forma como você fala é muitas vezes mais importante do que as próprias características que você cita. Comente a respeito de seus pontos fracos somente se o entrevistador perguntar. Ao falar a respeito deles, é fundamental a forma como você os coloca. Em vez de chamar de "defeitos" ou mesmo "pontos fracos", que parecem características negativas e imutáveis, uma boa idéia é utilizar o termo "pontos a desenvolver". Isso demonstra que você tem consciência da existência deles. O mais importante é mostrar como você lida com seus pontos a desenvolver, não deixando que eles atrapalhem sua rotina de trabalho nem seu desenvolvimento profissional. O que importa é mostrar que você identificou um defeito e encontrou formas de lidar com ele, procurando melhorar sempre. Ao citar um ponto fraco, fuja do clichê de apontar uma qualidade como sendo "defeito". Por exemplo, muitos candidatos diziam perfeccionistas quando questionados a respeito de um defeito. Antigamente, isso até funcionava, mas hoje os selecionadores não se deixam mais iludir por essa resposta. Procure identificar algum ponto que você realmente julgue que precisa desenvolver. Você pode dizer que não gosta de rotina, por exemplo. Dependendo do trabalho, isso não é defeito. No entanto, se a rotina for importante para o bom andamento do trabalho a ser

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desenvolvido, você deve contrapor essa informação com outra, evidenciando o que tem feito para lidar melhor com essa sua característica.

O principal é demonstrar que você se conhece e que sabe exatamente em que sentido suas características serão positivas para a empresa e que sabe também como não deixar o que não é tão positivo assim atrapalhar o seu trabalho.

Boa sorte!

O seu corpo fala na hora da entrevista Conheça o certo e o errado da linguagem corporal e não envie nenhuma mensagem errada ao seu entrevistador Por Clarissa Janini Mais do que palavras, gestos e sinais podem revelar os verdadeiros sentimentos e sensações de uma pessoa quando interage com os outros - se está à vontade ou não, se está dizendo a verdade ou não, etc. Durante a entrevista de emprego, mais do que nunca, é importante estar atento a todos os seus movimentos corporais e expressões faciais para transmitir uma boa impressão ao entrevistador. É bom lembrar que os recrutadores são treinados para detectar e captar os mínimos detalhes de suas atitudes - positivas ou não. O importante, no final das contas, é transparecer que está seguro e preparado para enfrentar a situação. Para não escorregar, siga as dicas de Priscila Mendes, especialista em entrevista do Empregos.com.br e consultora do Hay Group Brasil e de João Pedro Caiado, consultor em recursos humanos e fundador da Human Development Organization. Equívocos mais comuns e que devem ser evitados na hora da entrevista: Braços cruzados - Essa atitude revela descontentamento e falta de conexão com o outro. Em outras palavras, fecha o canal de comunicação entre você e o recrutador - e isso vale também para pernas e mãos. Segurar bolsa ou caneta - Qualquer objeto que você estiver segurando durante a entrevista estará servindo como um "amuleto da sorte", o que, para o selecionador, irá demonstrar insegurança. Olhar para baixo - Não olhar nos olhos do entrevistador é o erro mais freqüente dos candidatos. Deixar de encará-lo pode revelar medo e falta de confiança. Sentar-se na beirada da cadeira - Indica desconforto e vontade de ir embora o mais rápido possível. Não é a impressão que você deseja passar para o empregador, certo? Mexer braços e pernas em demasia - É uma resposta natural do corpo quando se está nervoso e ansioso. Evite, também, "tiques" e "cacuetes", como passar a mão a toda hora no cabelo. Por outro lado, ficar totalmente estático não é a melhor opção. Você é um produto que tem vida. Soluções que devem ser aplicadas:

Sente-se no encosto da cadeira e incline-se um pouco para frente Você se sentirá automaticamente mais seguro e relaxado. Inclinar-se para frente irá demonstrar ao selecionador uma atitude positiva com o momento Repouse os braços no apoio da cadeira - Isso evitará que você cometa os erros descritos acima. Se a cadeira não possuir apoio, é só pousar as mãos sobre as pernas - sem cruzar os braços, claro. Olhe nos olhos do entrevistador - Ao encará-lo de frente, você transmitirá confiança e criará empatia. Outra dica é movimentar a cabeça e a sobrancelha de forma a mostrar que você está entusiasmado com a conversa. Sintonia de movimentos - Procure sincronizar seus gestos e movimentos com os do selecionador - esta técnica, denominada "rapport", ajuda a criar maior sinergia e envolvimento com o outro. Dicas especiais Antes da entrevista - Se você for tímido e estiver muito ansioso para a entrevista, procure se alongar momentos antes de conversar com o recrutador. "Se não estiver se sentindo confortável, vá ao banheiro e faça um alongamento", diz Priscila. Controlar a respiração também é um ótimo recurso para ficar mais relaxado. Ao final da entrevista - É imprescindível que, ao cumprimentar o entrevistador, você dê um aperto de mão firme e confiante. A dica aqui é, ao final da conversa, apertar a mão ainda com mais firmeza - sem machucá-lo, é claro. "Isso irá demonstrar que você sentiu confiança na entrevista", afirma Caiado.

Casos de descaso Por Rogerio Martins* Você conhece alguém ou já passou pela situação de participar de um processo seletivo com várias etapas (dinâmicas de grupo, testes psicológicos, de conhecimentos, entrevistas e tudo mais) e não receber nenhuma resposta depois de tudo isso? Pois é, isto é cada vez mais comum no mundo corporativo e de recursos humanos. Já atuei na área e conheço bem seus meandros. Hoje, como consultor de empresas, continuo vivendo situações semelhantes aos candidatos a uma vaga de trabalho. Diversas vezes participei de processos de levantamento de necessidades de treinamento, reuniões para definir o "briefing" do projeto e por aí vai. Deslocamentos, horas no trânsito, na recepção esperando para ser atendido e reuniões com diversas pessoas fazem parte deste processo. Até aí tudo bem. O candidato a uma vaga, assim como o consultor, tem que ter paciência para saber perceber as oportunidades. Afinal, nós somos os maiores interessados (na visão de alguns). O fato é que depois desta maratona de entrevistas e reuniões vem a expectativa da resposta: será que fui aprovado? Será que meu projeto é interessante aos olhos do futuro cliente? Será que preencho os requisitos necessários para a vaga?

Bem, a demora no retorno é angustiante. Principalmente para o candidato a uma vaga, pois ele não escolheu esta condição de "desempregado". Passam os dias e nada. Não há um retorno sequer para dizer: "estamos analisando e daremos uma resposta em tantos dias". Passam alguns dias, às vezes uma semana, e o candidato e o consultor com aquela sensação esquisita: ligo para saber o andamento do processo ou aguardo um pouco mais? Logo vêm o seguinte dilema: "se ligar posso parecer ansioso, desesperado, aflito e isso não é bom. Porém, se não ligar posso parecer desligado, desinteressado, arrogante e isso também não é bom". O que tem acontecido na maioria dos casos que vivencio e acompanho de colegas consultores, profissionais desempregados e similares é exatamente o descaso em fornecer um retorno aos envolvidos no processo. As razões podem ser as mais variadas possíveis. Descaso por falta de tempo, por esquecimento, por desorganização interna, por desinteresse, por "achar" que já havia enviado um retorno, por vergonha de dizer que o candidato não foi aprovado, por cancelamento da vaga ou do projeto e assim por diante. A palavra é forte, mas é descaso . Descaso principalmente com o ser humano. Com a pessoa que foi contatada pela empresa, por parte do "profissional" que, por algum motivo, se interessou em entrar em contato. A solução é simples: respeito. Em minha história profissional na área de recursos humanos aprendi e pratiquei o retorno ao candidato, por mais simples que fosse a vaga na qual estava participando. Houve casos de cancelamento da vaga, atraso no processo, indecisão do gestor, etc. Mas as pessoas envolvidas eram monitoradas do andamento ou encerramento do processo. Seja por carta, e-mail ou o melhor: contato telefônico. Casos de descaso não faltam. É uma pena que estão aumentando justamente num momento onde temos mais tecnologia para responder aos envolvidos. Por isso, reforço que o problema está na pessoa. No despreparo, na falta de treinamento, de vivência ou pior, na falta de respeito. Mais do que pensar a respeito é preciso agir. Mudar a postura. Da mesma forma que o tempo é destinado para convocar, solicitar, organizar uma reunião ou entrevista é preciso organizar um tempo para o retorno do processo. Para você que é candidato a uma vaga: ligue, cobre uma posição. Não se sinta incomodando, pois este é seu direito. O direito de fazer o que é correto. Para você que atua do outro lado: simplesmente faça. Lembre-se que no futuro você poderá estar na mesma situação. Por isso, faça aos demais o que gostaria que fizessem com você. Sucesso. *Rogerio Martins é Psicólogo, Consultor de Empresas e Palestrante. Especialista em Liderança e Motivação. Sócio-Diretor da Persona Consultoria & Eventos. Autor do livro "Reflexões do Mundo Corporativo". Membro do Rotary Club de SP Santana (Distrito 4.430). Contato: contato@rogeriomartins.com.br / www.rogeriomartins.com.br

Check-list da entrevista de emprego Confira se você cumpriu tudo o que é esperado durante o processo e aproveite para se preparar para novas oportunidades
Após uma entrevista de emprego é natural bater aquela ansiedade para saber como foi seu desempenho durante o processo seletivo. Quem dera se o entrevistador informasse quais foram os pontos positivos e aqueles que poderiam ser melhorados de imediato. Mas isso só acontece depois, e forma bem resumida. No entanto, existem algumas ações que não devem faltar para a realização de uma entrevista de emprego bem-sucedida e que podem ser avaliadas pelo próprio candidato. A partir dessa simples análise é possível saber se você foi objetivo, se agradou ao entrevistador ou se poderia ter agradado mais. E ainda poderá identificar erros cometidos e se preparar melhor para quando estiver novamente diante do selecionador. O Empregos.com.br preparou para você uma lista com os itens mais importantes a serem analisados depois de uma entrevista de seleção. Leia cada um deles abaixo e selecione somente aqueles nos quais sua resposta for "sim": Cheguei cerca de cinco minutos antes da hora marcada? Minha roupa estava adequada para a ocasião? Sabia o nome e o cargo da pessoa com quem iria falar? Cumprimentei o selecionador com firmeza? Minha postura corporal durante toda a entrevista estava correta? Fui sincero ao responder à todas as perguntas do selecionador? Fui o tempo todo profissional e confiante? Minha fala era tranquila e clara? Respondi bem as perguntas difíceis? Houve empatia entre o entrevistador e eu? Estava preparado para falar sobre a empresa pois tinha pesquisado bastante via web, jornais, revistas etc? Tive a oportunidade de tirar todas as minhas dúvidas em relação à empresa (cargo, funções a serem realizadas, salário, benefícios)? A empresa foi apresentada como eu a conheci em minhas pesquisas? Falei das atividades realizadas durante os meus estudos que contribuíram para a minha vida profissional (trabalhos em grupo, monografias, estágios)? Caso tenha morado fora do país ou vindo de outra cidade, expliquei as minhas dificuldades de adaptação, como as superei e o que aprendi com todas elas? Aprofundei as informações que estavam no meu currículo, detalhando minhas experiências profissionais, minha contribuição nos resultados das empresas na qual trabalhei e como essa experiência auxiliou na minha vida profissional? Expliquei detalhadamente meus valores e procurei saber os da empresa também? Não fui passivo e também entrevistei o selecionador, de forma que pudemos esclarecer nossas dúvidas e criar um diálogo bastante produtivo? Se o entrevistador for o meu futuro líder, pude conhecê-lo de forma a ser capaz de, havendo um convite formal, decidir se ele é o líder que eu preciso neste momento da minha carreira? Ao final da entrevista, o selecionador foi capaz de falar sobre minhas competências mais forte e os pontos que preciso desenvolver? Minha sensação com relação à entrevista é satisfatória? Total dos itens assinalados:

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E então, como você se saiu? Se assinalou mais de dez itens, seu desempenho foi bom. Caso contrário, treine mais os pontos fracos - se preferir, peça ajuda a amigos e veja as matérias do Guia da Entrevista, do Empregos.com.br, para estar mais bem preparado para a próxima oportunidade. É importante lembrar que vários fatores que envolvem a entrevista estão fora do seu controle. Um exemplo disso é a postura do selecionador, que é instruído e experiente a ponto de agir de maneira diferente, de acordo com a situação. Fonte: Julia Alonso, diretora da Passarelli Talentos.

Dicas para o dia seguinte por Camila Micheletti Quando você acaba a entrevista, já dá para ter uma breve idéia de como foi sua atuação e o que esperar deste processo seletivo. Seja sincero com você mesmo e faça uma autoanálise de tudo o que passou:

Esqueci de mencionar alguma coisa sobre meus conhecimentos que poderiam ter me

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ajudado? Eu falei muito ou pouco? Fiz as intervenções nos momentos certos ou atropelei o entrevistador com perguntas fora de hora? Estava agressivo ou defensivo? Em que situações demonstrei esses sentimentos? Falei mal das empresa ou chefes com quem trabalhei? Fiquei muito ansioso? Quais perguntas tive mais dificuldade em responder? Respondi com clareza todas as questões? Senti dificuldade em organizar as minhas idéias e expressar-me claramente? Em que momento consegui deixar uma boa impressão?

Estas respostas não vão lhe mostrar se você conseguiu ou não a vaga pretendida, mas podem ser um caminho para lhe ajudar a entender onde você errou, pontos que precisam ser melhorados e o que você pode fazer diferente em uma próxima vez. Mas, de acordo com Luciana Pestana, psicóloga e gerente de RH do Grupo Planus, a melhor maneira de saber se realmente você foi bem no processo é perguntar. "Muitas vezes fazemos uma boa entrevista e temos certeza de termos deixado uma boa impressão, mas ainda assim não somos os selecionados para o preenchimento da vaga. É importante saber que mesmo tendo a experiência profissional exigida, nem sempre possuímos o perfil procurado pelo empregador". Segundo ela, uma maneira de minimizar a ansiedade é perguntar sobre quais são as etapas do processo e qual o procedimento normal de retorno aos candidatos. "Desta forma você sabe até quando ainda poderá estar concorrendo àquela vaga. Normalmente as empresas dão um retorno, mas não existe problema algum em ligar após alguns dias para receber um feedback do processo. É sem dúvida um direito do candidato receber uma resposta quanto à seleção que participou", garante ela. Mas cuidado: você deve aguardar alguns dias para fazer a ligação. Evite o que os recrutadores chamam de "assédio pós-entrevista", que é ficar ligando todos os dias para saber se a vaga já foi preenchida. Imagine se todos os outros 50 candidatos, que estão competindo com você pela mesma vaga, resolverem ligar no mesmo dia? Coitado do selecionador, né?! "O ideal é você questionar no final da entrevista "O que devo esperar em termos de tempo de resposta deste processo?" O selecionador vai determinar um tempo - dois dias, uma semana ou até mesmo 15 dias. Isso diminui a ansiedade e evita ligações desnecessárias para a empresa", diz Flávio Balestrin, diretor de RH da Microsiga. Você pode ainda fazer o Check-List da Entrevista, e sanar mais algumas dúvidas sobre um possível resultado do processo. Mas lembre-se: positiva ou negativa, toda experiência é válida e útil para seu aprimoramento pessoal e profissional. Boa sorte!

Calma! A entrevista não é um bicho de sete cabeças! por Ana Maria Martins Caires* Independente da idade e da experiência, muitas pessoas saem do processo de entrevista se questionando:
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Será que o entrevistador gostou de mim? O que será que o entrevistador queria saber com determinada pergunta?

É interessante que o candidato saiba que há um processo interno na empresa que desencadeia o trabalho do selecionador. Quando o processo de seleção tem início, já foi levantada a real necessidade da contratação e já está claro o perfil do profissional que a empresa busca.

Sem dúvida, esse perfil não se restringe apenas aos aspectos concretos da vida pessoal, profissional e formação - ele vai mais além, buscando características que indiquem sua adaptação à cultura geral da empresa, ao ambiente de trabalho, ao estilo de comando da chefia, ao relacionamento interpessoal com colegas, clientes e fornecedores e outras características particulares a cada empresa e a cada grupo de trabalho. No geral, as empresas possuem políticas de RH que estabelecem critérios de seleção, mas o próprio selecionador avalia a necessidade da utilização de diversas técnicas como: dinâmica de grupo, teste psicológico, entrevista e prova situacional para complementar e validar o processo de seleção. Confira no Dicionário do Processo Seletivo definições para esses e outros termos que fazem parte do processo de seleção. É importante que o candidato esteja sempre consciente de que ele é o maior interessado em facilitar o seu contato com o entrevistador/selecionador, pois é ele quem vai traçar seu próprio perfil. O selecionador é apenas responsável pela decodificação e comparação dos dados com as características do profissional procurado pela empresa.

Selecionador também deve ser avaliado por Juliana Falcão Você é chamado para fazer uma entrevista de emprego. Se prepara e sai de casa bem cedo para chegar ao local com, pelo menos, dez minutos de antecedência. No decorrer da conversa, você percebe que a vaga não tem nada a ver com o perfil que expôs no currículo. Moral da história: por falta de atenção do profissional, você perdeu seu tempo e suas esperanças. Por que será que as reclamações relacionadas a descuidos com os candidato nos processos seletivos têm aumentado tanto? Uma delas foi enviada ao Empregos.com.br por um executivo que atua há muitos anos no mercado de prestação de serviços e foi entrevistado por uma grande empresa de segurança. A entrevista foi marcada para às 13h. Ele conta que chegou ao local às 12h55 e soube que Margarida, estagiária de psicologia, estava em horário de almoço. Enquanto isso, preencheu uma ficha com 80% de dados que já constavam no currículo. Quando a entrevista foi iniciada, às 13h50, a selecionadora fez perguntas típicas de quem não havia lido a ficha do candidato. Devido ao salário oferecido - 16% da pretensão estipulada no currículo - a entrevista foi encerrada. "A frustração foi inevitável. Por ser uma estagiária, não conviria o acompanhamento de alguém experiente? Para mim, foi uma perda de tempo e, sobretudo, de dinheiro", desabafa o executivo.

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