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Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP  
Teoria  e  exercícios  comentados  
Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo  

ROTEIRO DE REVISÃO
SUMÁRIO RESUMIDO
1. Demanda
2. Oferta
3. Elasticidades
4. Teoria do consumidor
5. Teoria da produção
6. Teoria dos custos
7. Estruturas de mercado
8. Curva de possibilidades de produção
9. Ótimo de Pareto
10. Falhas de Mercado
11. Tributação
12. Federalismo de Tiebout
13. Contas Nacionais
14. Modelo Keynesiano
15. Moeda
16. Regimes Cambiais
17. Modelo IS-LM na economia fechada
18. Modelo IS-LM na economia aberta
19. Modelo OA-DA. Inflação

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Olá caros(as) amigos(as),
Nosso objetivo, nesta “aula”, é apontar um roteiro de revisão, por
meio das “frases” ou “conclusões” mais importantes a que chegamos
durante o nosso longo curso. O presente arquivo só tem serventia para
aqueles que já estudaram a teoria. Assim, maiores esclarecimentos ou
quaisquer dúvidas sobre algum ponto colocado devem ser buscados na
aula teórica em que o respectivo assunto foi ministrado.
Também gostaria de esclarecer que deixei alguns assuntos de fora
deste roteiro. Ou seja, o que foi colocado aqui é aquilo que entendo
possuir maior probabilidade de cair na prova. Assuntos cuja
probabilidade de cair seja menor foram descartados (embora ainda
possam ser cobrados).
E aí, todos prontos?! Então, vamos à revisão!

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1. DEMANDA
A curva de demanda é negativamente inclinada.
A curva de demanda pode ser positivamente inclinada (caso do bem de
Giffen).
Para o bem normal, o aumento de renda provoca o deslocamento para a
direita da curva de demanda (demanda é função crescente da renda, para
os bens normais).
Para o bem inferior, o aumento de renda provoca o deslocamento para a
esquerda da curva de demanda (demanda é função decrescente da renda,
para os bens inferiores).
Se X e Y são bens substitutos, então:
PY aumenta  QDY diminui  QDX aumenta ao mesmo nível de preços 
curva de demanda de X se desloca para a direita
PY diminui  QDY aumenta  QDX diminui ao mesmo nível de preços 
curva de demanda de X se desloca para a esquerda
Logo, se X e Y são substitutos, a demanda de X é uma função crescente
do preço de Y.
Se X e Y são bens complementares, então:
PY aumenta  QDY diminui  QDX também diminui ao mesmo nível de
preços  curva de demanda de X se desloca para a esquerda.
PY diminui  QDY aumenta  QDX também aumenta ao mesmo nível de
preços  curva de demanda de X se desloca para a direita.
Logo, se X e Y são complementares, a demanda de X é uma função
decrescente do preço de Y.
Mudanças no preço de um bem X provocam deslocamentos NA, AO
LONGO, SOBRE a curva de demanda (a curva fica no mesmo lugar),
enquanto qualquer mudança em quaisquer outros fatores que não seja o
preço do bem provoca deslocamento DA curva de demanda (a curva
inteira sai do lugar).
O excedente do consumidor é a área acima da linha do preço e abaixo da
curva de demanda:

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Preço
s
EX CE DENT E DO
CO NSUM IDO R

O

P

C

D
Quantidade

2. OFERTA
Em regra, a curva de oferta é positivamente inclinada.
Quando o custo de produção (aumento do preço de insumos, por
exemplo) aumenta, a curva de oferta vai para a esquerda. Quando o
custo de produção (redução do preço de insumos, por exemplo) diminui,
a curva de oferta vai para a direita.
O aumento de tecnologia desloca a oferta para a direita.
 
Mudanças no preço de um bem X provocam deslocamentos NA, AO
LONGO, SOBRE a curva de oferta (a curva fica no mesmo lugar),
enquanto qualquer mudança em quaisquer outros fatores que não seja o
preço do bem provoca deslocamento DA curva de oferta (a curva inteira
sai do lugar).
O excedente do produtor é a área abaixo da linha do preço e acima da
curva de oferta:

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Preços

O

EX CE DENT E
DO PRO DUT OR

P

C

D
Quantidade

Demanda de mercado (Q) X Demanda individual (q):
Q = q.N (onde N é o número de consumidores)

3. ELASTICIDADES
A elasticidade preço da demanda (EPD) indica a variação percentual da
quantidade demandada de um produto em função da variação percentual
de 1% no seu preço.
EPD =

%!"
%!"

EPD > 1 (demanda elástica)
EPD < 1 (demanda inelástica)
EPD = 1 (elasticidade unitária)
Ou.. pode ser a seguinte fórmula abaixo, que é utilizada para fazer
cálculos da EPD: 𝐸𝑝𝑑
=   𝑃

𝑑𝑄
. 𝑄
𝑑𝑃

Quanto mais essencial o bem, mais inelástica (ou menos elástico) será a
sua demanda.
Quanto mais bens substitutos houver, mais elástica será a sua demanda.

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CASOS ESPECIAIS DA ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA Preço s P* D E PD =∞ a) DEMANDA INFINITAMENTE ELÁSTICA D Qtde E PD =0 Q* b) DEMANDA COMPLETAMENTE INELÁSTICA Se a demanda do bem é elástica (EPD>1). mais inelástico será a demanda do bem.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Quanto menor o peso do bem no orçamento. Quando Q=0. a EPD é monotonamente decrescente (significa que ela decresce com a quantidade em “um tom”.  Heber  Carvalho                                      www.com. a partir daí. a EPD sempre decresce (ou decresce monotonamente).. um aumento do preço aumentará a receita total das firmas (ou gasto total dos consumidores). EPD=∞ . Prof. um aumento do preço reduzirá a receita total das firmas (ou gasto total dos consumidores).estrategiaconcursos.   Para curvas de demanda linear (formato: Q = a – b..br                                                      5  de  42   . a EPD é variável ao longo da curva (vai de infinito a zero): Preços A EPD= ∞ EPD > 1  Demanda elástica EPD = 1 C OA/2 EPD < 1  Demanda inelástica EPD= 0 O OB/2 B Quantidades Para a demanda linear. em uma direção única).P). Se a demanda do bem é inelástica (EPD<1). quando Q aumenta.

.. A receita total das firmas é máxima quando a EPD=1 e quando Rmg=0. então o bem é superior ou de luxo. A elasticidade preço da oferta mede a sensibilidade da quantidade ofertada em resposta a mudanças de preço. então X e Y são substitutos..com. Prof..... então o bem é inferior. Se 0 < ERD < 1. um aumento do preço aumentará não alterará a receita total das firmas (ou gasto total dos consumidores)....  Heber  Carvalho                                      www.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo       Se a demanda do bem possui EPD=1. A demanda linear possui EPD variável. . então X e Y são complementares.br                                                      6  de  42   . . Ela indica a variação percentual da quantidade demandada de um bem em função da variação percentual de 1% na renda ERD = %!" %!" Se ERD > 1. 𝑃!! PS: não confundir a demanda acima com a demanda linear (Q = a – bP). A elasticidade renda da demanda mede a sensibilidade da demanda a mudanças de renda. enquanto a demanda do tipo Q=aP-b possui EPD constante (igual a expoente de P). .. A elasticidade-preço cruzada da demanda mede o efeito que a mudança no preço de um produto provoca na quantidade demandada de outro produto.. Se EXY < 0. então o bem é normal. A demanda abaixo possui elasticidade constante (EPD=-b): 𝑄 = 𝑎. Exy = %!"# %!"# Se EXY > 0. Se ERD < 0. A receita marginal da firma (Rmg) é igual dRT/dQ.estrategiaconcursos.

Prof.estrategiaconcursos.com. Se o intercepto for negativo (a curva de oferta intercepta o eixo de preços quando p<0). a oferta será elástica.br                                                      7  de  42   .Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo       EPO = %!"# %!" CASOS ESPECIAIS DA ELASTICIDADE PREÇO DA OFERTA Preço s O O P* a) OFERTA INFINITAMENTE ELÁSTICA Qtde Q* b) OFERTA COMPLETAMENTE INELÁSTICA Oferta Linear: Preços (p) EPO > 1  Oferta elástica EPO = 1  Elasticidade unitária e constante EPO < 1  Oferta inelástica p>0 A O p<0 Quantidades B   Se o intercepto for positivo (a curva de oferta intercepta o eixo de preços quando p>0). a oferta será inelástica.  Heber  Carvalho                                      www.

preferível a qualquer outro da curva U1. obrigatoriamente.   4.com.br                                                      8  de  42   . qualquer ponto na curva U2 será. TEORIA DO CONSUMIDOR Premissas das preferências: 1. qualquer curva de indiferença mais alta que U2 também será preferível a U2. e assim por diante. Transitividade: as preferências são transitivas (ou consistentes). melhor.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Se o intercepto da curva de oferta passar pela origem do gráfico (ponto O. Vestuário V3 V2 V1 U3 > U2 > U1 3 U3 2 1 U2 U1 A 2. quando p=0 e q=0). melhor: a maior quantidade de um bem é sempre preferível à menor quantidade do mesmo. Curvas de indiferença transitividade). Esta é transitividade. Em virtude disto. Integralidade ou exaustividade: as preferências são completas. Propriedades das curvas de indiferença 1.  Heber  Carvalho                                      www. Transitividade (ou consistência) quer dizer que. a elasticidade será unitária e constante. Curvas mais altas são preferíveis. Quanto mais alta a curva. Conseqüentemente. 2. 3. então ele também prefere A a C. Quanto mais. se um consumidor prefere a cesta de mercado A à cesta B e prefere B a C. não se cruzam uma reafirmação Alimentos (em virtude da premissa da da Prof.estrategiaconcursos.

Reta orçamentária A reta orçamentária é o lugar geométrico onde o consumidor exatamente exaure sua renda no consumo de dois bens X e Y.br                                                      9  de  42   .  Heber  Carvalho                                      www. Esta TMgS (e. As curvas de indiferença são convexas pois a TMgS é decrescente. Prof.com. A reta orçamentária é deslocada para dentro em virtude de redução de renda (ou em virtude de aumento dos preços dos bens X e Y no mesmo percentual). A reta orçamentária é deslocada para fora em virtude de aumento de renda (ou em virtude da redução dos preços dos bens X e Y no mesmo percentual). a inclinação) é negativa e decrescente.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   3. 4. 3 2 1 1 2 3 No caso de bens complementares perfeitos. as curvas de indiferença se apresentam como linhas retas (gráfico da esquerda). Casos especiais de curvas de indiferença Dois bens são substitutos perfeitos quando a taxa marginal de substituição de um bem pelo outro é constante. Nesse caso. as curvas de indiferença terão formato de um L (gráfico da direita). A inclinação da curva de indiferença é dada pela taxa marginal de substituição (TMgS). portanto.estrategiaconcursos. A inclinação da reta orçamentária é dada pela relação de preços dos bens X e Y.

O efeito substituição é sempre negativo. o inverso ocorrerá se o preço do bem X aumentar.com. Efeito substituição: se o preço do bem X diminui e o de outros bens fica constante. o consumidor fica mais “rico” e. o consumidor procurará substituir o consumo destes outros bens pelo consumo do bem X. portanto.  Heber  Carvalho                                      www. Neste ponto.estrategiaconcursos. o efeito renda é positivo.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo       Equilíbrio do consumidor U3 Q2 U1 U2 A Y X q 2* U3 U1 Z q1 A’ * U2 Q1 O equilíbrio ou ótimo do consumidor (ponto X) ocorre quando a reta orçamentária tangencia ou toca a curva de indiferença mais alta possível. O inverso ocorrerá se o preço do bem X aumentar. irá aumentar o consumo do bem. Para bens normais. que agora está relativamente mais barato em relação aos outros bens.br                                                      10  de  42   . a inclinação da reta orçamentária (relação de preços) é igual à inclinação da curva de indiferença (TMgS): 𝑇𝑀𝑔𝑆 = 𝑃! 𝑃! Efeitos renda e substituição Efeito renda: quando o preço do bem X é reduzido. Prof.

TEORIA DA PRODUÇÃO Curto prazo (um fator fixo e outro variável) “Decorar” o seguinte gráfico. o efeito renda positivo sempre reforça o efeito substituição negativo.br                                                      11  de  42   .Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Para bens inferiores.   Para bens normais. onde produto marginal é nulo). 5. Prof. PmeL é máximo (ponto B da figura).  Heber  Carvalho                                      www. este último é crescente.estrategiaconcursos. • Quando PmgL e PmeL forem iguais. a produção total é máxima   (QMAX no ponto C. Todo bem de Giffen é um bem inferior. • Enquanto o PmgL for maior que PmeL. em que o efeito renda suplanta o efeito substituição. o efeito renda é negativo. mas nem todo bem inferior é um bem de Giffen.com. pois ambos apontam para aumento de consumo no caso de redução de preços. onde relacionamos o produto marginal do fator variável (PmgL) com o produto médio do fator variável (PmeL): Produção por trabalhador A Produto Marginal (PmgL) B Produto Médio (PmeL) C 0 Quantidade de trabalhadores (L) • Quanto o PmgL=0. e para redução no consumo no caso de aumento de preços. O bem de Giffen é um tipo de bem inferior.

Se (α+β)<1. as isoquantas serão lineares (TMgST constante). temos rendimentos crescentes de escala (ou economias de escala).L1-a homogênea de grau um. nos dirá o seguinte: Se (α+β)=1.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Enquanto o PmgL for menor que PmeL. Longo prazo (ambos os fatores variáveis) Dada uma função de produção Cobb-Douglas Q = Kα. Isto significa que se aumentarmos K e L em determinada proporção. o produto marginal de ambos os fatores de produção (PmgL e PmgK) será estritamente decrescente (será decrescente em todo o trecho da curva do Pmg): . Isoquantas são convexas.com.. Se tivermos uma função de produção Cobb-Douglas Q=Ka. mantendo-se os outros insumos de produção constantes. Aqui. então. aumentos de K e L em determinada proporção provocam aumentos de Q numa proporção maior. A inclinação da isoquanta é dada pela taxa marginal de substituição técnica (TMgST) entre os fatores de produção. isto ocorre a partir do ponto A).br                                                      12  de  42   . por sua vez.. temos rendimentos decrescentes de escala (ou deseconomias de escala). chegamos a um ponto em que a produção adicional resultante começa a decrescer (no gráfico acima.estrategiaconcursos. este último é decrescente. Isoquanta é o lugar geométrico das combinações de fatores de produção variáveis onde o temos o mesmo volume de produção. Prof.     • .. a soma dos expoentes de K e L é igual ao seu grau de homogeneidade. Q aumentará nesta mesma proporção. No curto prazo. temos rendimentos constante de escala. aumentos de K e L em determinada proporção provocam aumentos de Q numa proporção menor.. vale a lei dos rendimentos decrescentes: à medida que aumentamos o uso de determinado fator de produção. Este. Se os fatores de produção forem substitutos perfeitos.  Heber  Carvalho                                      www.Lβ . Neste caso. Se (α+β)>1. A TMgST é negativa e decrescente.

CF não varia com Q). Neste ponto. a inclinação da reta de isocustos (relação de preços dos fatores de produção K e L) é igual à inclinação da isoquanta (TMgST): 𝑇𝑀𝑔𝑆𝑇 = 𝑃! 𝑃! . Observe.br                                                      13  de  42   . Reta (ou linha) de isocustos é o lugar geométrico das combinações de fatores de produção variáveis onde o temos o mesmo volume de custos. já que CF nunca muda). ou seja.PmgK + L.. uma vez que o aumento de Q sempre fará CFme reduzir. Prof.PmgK + L.  Heber  Carvalho                                      www..com. o custo fixo é constante (não muda com Q). CV varia com Q). então. Custo fixo médio: CFme=CF/Q (observe que o custo fixo médio é sempre decrescente.. as isoquantas serão em formato de L. CT = CF + CV Custo médio (ou custo unitário): Cme=CT/Q.PmgL) é igual ao valor da produção (Q): Q = K. O equilíbrio ou ótimo da firma em longo prazo ocorre quando a reta de isocustos tangencia ou toca a isoquanta mais alta possível. ou seja.estrategiaconcursos. o somatório dos valores da multiplicação dos fatores de produção por suas respectivas produtividades marginais (K..PmgL 6. Custo variável (CV): custo do fator variável (é o custo que varia com a produção.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Se os fatores de produção forem complementares perfeitos.. portanto.. Teorema de Euler: se tivermos uma função de produção Cobb-Douglas com grau de homogeneidade igual a 1. TEORIA DOS CUSTOS Custo total (CT): custo dos fatores de produção Custo fixo (CF): custo do fator fixo (é o custo que não varia com a produção.

br                                                      14  de  42   . então. • A curva do Cmg passa sobre o ponto mínimo tanto da curva de custo variável quanto da curva de custo médio.  Heber  Carvalho                                      www. a curva do custo variável médio decresce quando o PmeL cresce. então. então. você deve saber que: • A curva do Cmg é o oposto da curva do PmgL (assim. a curva do custo Prof. a curva de Cme é ascendente. então. então. CVme é mínimo. Cme é mínimo. Além disso. a curva do custo marginal decresce quando o PmgL cresce. • A curva do CVme é o oposto da curva do PmeL (assim. • Quando Cmg>CVme. então.com. a curva do CVme é crescente.     Custo variável médio: CVme=CV/Q. • Quando Cmg=Cme. a curva do custo marginal cresce quando o PmgL decresce). a curva de Cme é descendente. • Quando Cmg=CVme. • Quando Cmg<CVme.estrategiaconcursos. a curva de CVme é decrescente. • Quando Cmg>Cme. Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Cme = CFme + CVme “Decorar” este gráfico: Cmg B A 0 Cme CVme Quantidade produzida (Q) • Quando Cmg<Cme.

• Curva de demanda da firma é perfeitamente elástica (horizontal). Também poderia ser a situação em que o custo de produzir os bens por mais empresas seria maior do aquele verificado caso somente uma firma os produzissem 7. • Única estrutura de mercado em que o preço é igual à receita marginal. Economias de escopo é a situação em que a produção conjunta de uma única empresa é maior que as produções obtidas por duas empresas diferentes. o ponto de maximização de lucros da firma (equilíbrio) é atingido quando o preço é igual ao custo marginal (P=Cmg). ela obterá obrigatoriamente lucro normal (zero).Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   variável cresce quando o PmeL decresce. a firma produz).com..     . a firma pode obter prejuízo. Também poderiam ser definidas como a situação em que o custo (total ou médio) de produzir os bens por uma única empresa seria menor do que aquele caso houvesse mais de uma empresa produzindo Deseconomias de escopo ocorrem quando uma empresa apresenta uma produção conjunta que seja menor do que a obtida por empresas separadas. onde lucro total é igual ao prejuízo total (ou Rme=Cme). • A curva de oferta é a curva do custo marginal acima do custo variável médio (ou acima do custo variável médio mínimo). • A firma só produz se o preço é maior que o custo variável médio (se P>CVme.  Heber  Carvalho                                      www. ESTRUTURAS DE MERCADO Concorrência perfeita: • Todos os agentes são tomadores de preço. lucro zero (normal) ou lucro econômico.br                                                      15  de  42   . então. quando temos PmeL máximo. Consequentemente. No longo prazo. • No curto prazo.estrategiaconcursos.. Monopólio: Prof. temos também CVme mínimo).

pois toda a perda de excedente do consumidor é capturada pelo produtor (não há perda líquida de excedentes).     • • A receita marginal é menor que o preço. • O índice de Lerner é um meio de medir o poder de monopólio. • O monopolista nunca atua no setor inelástico da curva de demanda (nunca atua quando EPD<1). temos: P≠Cmg). conforme a quantidade comprada por cada consumidor.  Heber  Carvalho                                      www. e em todas as outras estruturas que não sejam concorrência perfeita. • A discriminação de preços de segundo grau ocorre quando o monopolista cobra um preço diferente. • O mark up é a faixa de preço que está acima do custo marginal: ! Mark  up = !"# . • O ponto de maximização de lucros da firma (equilíbrio) é atingido quando a receita marginal é igual ao custo marginal. • A discriminação de terceiro grau ocorre quando o monopolista cobra preços diferentes de pessoas diferentes independentemente das quantidades consumidas por essas pessoas. o mercado não perde eficiência. e não quando P=Cmg (no monopólio. Nesta discriminação.br                                                      16  de  42   .Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Só há uma firma produtora e sua curva de demanda é a própria curva de demanda do mercado. • O monopólio é ineficiente economicamente pois o preço é superior ao custo marginal. e é inversamente proporcional à elasticidade que enfrenta o ! monopolista: L =   !"# . • A discriminação de preços de primeiro grau (ou discriminação perfeita) ocorre quando o monopolista consegue cobrar exatamente o preço que o consumidor está disposto a pagar. • O monopolista não possui curva de oferta.com. • O equilíbrio do monopólio geralmente ocorre com preços maiores e quantidades produzidas menores que aquelas verificadas para um mercado de concorrência perfeita. Prof.estrategiaconcursos.

br                                                      17  de  42   . CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO Premissas: • Existência de uma quantidade fixa de recursos produtivos. existe eficiência na produção. • O custo (marginal) de oportunidade é crescente. • A inclinação da CPP (taxa marginal de transformação . • Melhorias no sistema legal. • Existência de pleno emprego dos recursos: ao longo da CPP.estrategiaconcursos. • Aumento na quantidade disponível de fatores de produção.TMgT) é crescente. • A CPP é côncava. Características • A CPP mostra que. • O rendimento decrescente. para aumentar a produção de um bem. (produtividade) dos fatores de produção é Deslocamentos da CPP • Um aumento nos investimentos. Prof.com. • A tecnologia permanece constante. • Melhorias tecnológicas expandem as possibilidades de produção. • Pontos ao longo da CPP indicam pontos onde há pleno emprego.  Heber  Carvalho                                      www. deve-se reduzir a produção de outro bem (existe um trade-off na produção dos bens). • Pontos no interior da CPP indicam pontos onde há capacidade ociosa (não há pleno emprego).     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   8.

Teorema de Coase: se não houver custos de transação. neste caso. Eficiência não implica equidade. deve incentivar a produção do bem que provoca a externalidade positiva). 10. Neste caso.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   9. ÓTIMO DE PARETO É impossível melhorar o bem estar de um indivíduo sem piorar o de outro. a distribuição de direitos de propriedade pode eliminar as externalidades. c) Emissão de licenças negociáveis para poluir. deve desincentivar a produção do bem que provoca a externalidade positiva). FALHAS DE MERCADO EXTERNALIDADES Externalidades positivas acontecem quando o benefício (marginal) social supera o benefício (marginal) privado. Neste caso. há uma tendência à suboferta (o governo.  Heber  Carvalho                                      www. teremos o seguinte: Prof. neste caso. há uma tendência à superoferta (o governo. Em regra. Externalidades negativas acontecem quando o custo (marginal) social supera o custo (marginal) privado. Corrigindo as externalidades (emissão de poluentes) O governo poderia incentivar a redução de emissões poluentes por meio de três medidas: a) Fixação de um limite para a emissão de poluentes.com. e vice-versa. Causas das externalidades • • Ausências dos direitos de propriedade Existência de custos de transação Tragédia dos comuns: a falta de direitos de propriedade leva ao aparecimento de externalidades. b) Imposição de taxas (imposto de Pigou) sobre a emissão de poluentes.br                                                      18  de  42   .estrategiaconcursos.

Essas pessoas são chamadas de free riders (os caronas). A não exclusividade refere-se à impossibilidade de excluir as pessoas do consumo dos bens públicos. as taxas (imposto de Pigou) são a melhor solução. cultura.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Se houver informações incompletas (o regulador não conhece os custos e os benefícios da redução da poluição). Os bens públicos podem ser providos pelo setor público e também pelo setor privado (ou seja. É a presença de “caronas” que faz com que a provisão do bem público seja ineficiente (seja uma falha de mercado). Prof. Também significa que o custo marginal de prover o bem para um consumidor adicional é nulo. O fato de não ser possível individualizar o consumo permite que algumas pessoas desfrutem dos bens públicos sem pagar. etc). A não rivalidade significa que o seu consumo por parte de um indivíduo ou de um grupo social não prejudica o consumo do mesmo bem pelos demais integrantes da sociedade. saúde.estrategiaconcursos. O imposto de Pigou apresenta efeitos positivos sobre a eficiência econômica (pois visa reduzir uma externalidade).  Heber  Carvalho                                      www. Bem semi-público ou meritório é aquele em que temos somente um dos atributos ou temos ambos de forma comprometida (exemplo: educação. Bem privado é aquele rival e exclusivo.com. a imposição de limites ou padrões é melhor.br                                                      19  de  42   . lazer.     • • Se o regulador possui informações suficientemente relevantes. podemos ter a iniciativa privada produzindo um bem público). BENS PÚBLICOS Os bens públicos são aqueles não rivais e não exclusivos (não excludentes).

br                                                      20  de  42   . Prof.  Heber  Carvalho                                      www.. • O lump-sum tax é o imposto eficiente ou neutro (é um montante único cobrado de todos os cidadãos).     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   11. a alocação de recursos na economia. • O lump-sum tax não muda o equilíbrio de mercado (não muda os preços nem as quantidades de equilíbrio). ou intervir o mínimo possível.estrategiaconcursos. • O imposto eficiente/neutro é aquele que não muda o comportamento das pessoas... • O imposto eficiente/neutro é aquele que não muda os preços relativos. . Princípio da equidade (justiça) • Princípio da capacidade contributiva: a repartição tributária deveria ser baseada na capacidade individual de contribuição. Impostos diretos são aqueles incidentes sobre as pessoas. e sobre o patrimônio (ou sobre a riqueza). TRIBUTAÇÃO Princípios teóricos da tributação: • Princípio da neutralidade Princípio do benefício • Princípio da equidade Princípio da capacidade ou habilidade de pagamento Princípio da neutralidade (o imposto neutro ou eficiente) • O princípio da neutralidade diz que os impactos gerados pelo ônus tributário não devem alterar.com. • Princípio do benefício: o ônus tributário deveria ser repartido entre os indivíduos de acordo com o benefício que cada um recebe em relação aos bens e serviços prestados pelo governo.

é autofiscalizador. Os impostos indiretos (ou sobre vendas) são regressivos. Além disso. onde já está incluso o imposto (exemplo: o ICMS). Ele é ineficiente economicamente.estrategiaconcursos. portanto. onde ainda não está incluso o imposto (exemplo: IPI). de modo que o imposto é uma porcentagem sobre o preço de venda. Ele incide. . Impostos progressivos são aqueles onde aplicam-se maiores percentuais de impostos para as classes de renda mais alta (ou para bases de cálculo mais altas). Imposto específico ou ad rem é aquele cobrado com base em um valor único... pois não induz à integração vertical. pois onera mais fortemente os contribuintes mais ricos. reduzindo a concorrência. O imposto não cumulativo (ou imposto sobre valor adicionado – IVA) é mais eficiente. pois induz à integração vertical da produção. . Este imposto melhora a distribuição de renda... Podemos ter dois tipos: os cobrados por fora ou por dentro. O imposto ad valorem cobrado por dentro incide sobre o preço de venda. Imposto ad valorem é aquele cobrado com base em uma alíquota que incide sobre o valor da transação. Prof. Este imposto piora a distribuição de renda.. Utiliza como pressuposto teórico a utilidade marginal da renda decrescente. O imposto ad valorem cobrado por fora incide sobre o valor da mercadoria. O imposto cumulativo (ou em cascata) aplica-se ao faturamento ou ao montante que é vendido.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Impostos indiretos são aqueles incidentes sobre a produção.. pois onera mais fortemente os contribuintes mais ricos..   . sobre todos os estágios do processo produtivo.. de modo que o valor do imposto é uma porcentagem sobre o preço de venda.br                                                      21  de  42   ... .  Heber  Carvalho                                      www.com. dependente da quantidade transacionada da mercadoria. Impostos proporcionais são aqueles onde temos a mesma alíquota de imposto para os diferentes níveis de renda (ou base de cálculo). Impostos regressivos são aqueles onde aplicam-se maiores percentuais de impostos para as classes de renda mais baixa (ou para bases de cálculo mais baixas).

Para efetuar os cálculos de repartição do ônus tributário. e PPP a parcela do imposto paga pelo produtor. fuga do consumo e desestímulo à produção..   Esta regra tem implicações cruéis sobre a equidade (ou seja. redução da arrecadação fiscal. o novo preço da função de oferta será (P – T). então: PPC = P’ – P PPP = T – PPC . Estes três fatores provocam redução da produção e da renda. se P for o preço antes do imposto.. ela não leva em conta aspectos de equidade). por conseguinte. PPC for a parcela do imposto paga pelo consumidor. Repartição do ônus tributário: • • O lado mais elástico paga menos. .. • • O lado totalmente elástico paga nada. O lado totalmente inelástico paga tudo. Curva de Laffer Quando o nível dos impostos passa de um certo limite. Isto ocorre porque a tributação excessiva provoca sonegação fiscal. causando. bens com baixa Epd devem ser tributados a alíquotas mais altas. Prof. a arrecadação do governo começa a cair em vez de aumentar. Se P’ for o preço do bem depois do imposto. O lado mais inelástico paga mais. se tivermos um imposto específico (T).estrategiaconcursos.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Regra de Ramsey (elasticidade invertida): a formulação de Ramsey indica que bens com alta Epd devem ser tributados a uma alíquota mais baixa..com.br                                                      22  de  42   .  Heber  Carvalho                                      www..

Limitadas economias de escala ou custos baixos. Baixo transbordamento de externalidades positivas. existe uma premissa de mobilidade perfeita dos indivíduos. Neste caso.br                                                      23  de  42   . buscando atrair os contribuintes (eleitores).com. Renda é o somatório das remunerações de fatores de produção (salários + lucros + juros + aluguéis) pagas aos agentes de uma economia durante determinado período de tempo.  Heber  Carvalho                                      www.estrategiaconcursos. 0% Alíquota do imposto 100% 12. Prof. Ou seja.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   CUR VA D E L AF FE R Arrecadação Ponto de arrecadação ótima T* Trecho da curva de Laffer em que aumentos na alíquota do imposto reduzem a arrecadação. FEDERALISMO (MODELO DE TIEBOUT) O modelo de Tiebout indica que a oferta de bens públicos pode ser mais eficiente caso os indivíduos possam se mudar para outras cidades que ofertem os bens públicos que eles preferem (é o voto com os pés). Consumo final é igual ao consumo do governo mais o consumo das famílias (CFINAL = C + G). O modelo sugere que os seguintes gastos devem ser ofertados no nível local: • • • Fortes vínculos entre impostos e benefícios. CONTAS NACIONAIS O produto é o valor de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos em um país durante um período de tempo. os governos locais competirão. 13.

com. PIBPM e PIBCF: (1) (2) (3) Interno = Nacional + RLEE Líquido = Bruto – depreciação Preços de mercado = custos de fatores + II – Sub Cargas tributárias bruta (CTB) e líquida (CTL) 𝐶𝑇𝐵   𝑒𝑚  % =   𝐶𝑇𝐿  (𝑒𝑚  %) =   Receita  tributária  do  governo Impostos  indiretos + impostos  diretos =   PIBpm PIBpm Receita  tributária − Transferências − Subsídios PIBpm MEMENTO DE FÓRMULAS – CONTAS NACIONAIS (p/ FCC) Conceitos: • SEXT = . do governo e externa): S = SP + SG + SEXT Investimento é o acréscimo do estoque físico de capital. PIL e PIB. DA = C + I + G + X – M PRODUTO = RENDA = DESPESA INVESTIMENTO = POUPANÇA Conversões entre PIB e PNB.  Heber  Carvalho                                      www. em Economia.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Poupança é dividida em três partes (privada. significa.br                                                      24  de  42   . comprar ou produzir bens que aumentarão a produção da economia.TC • Poupança interna ou poupança bruta do Brasil = SP + SG • I = FBKF + ΔE • CFINAL = C + G • Produto=Renda=Despesa • Investimento = Poupança Prof. obrigatoriamente. Como capital é o conjunto de bens de que dispõem as empresas para produzir.estrategiaconcursos. caso contrário não será investimento. I = FBKF + ΔE Despesa agregada é o total dos gastos efetuados pelos agentes econômicos na aquisição dos bens e serviços finais produzidos pela sociedade durante determinado período de tempo. nós temos que o termo “investir”.

estrategiaconcursos..com.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo       • Interno = Nacional + RLEE • Líquido = Bruto – depreciação • Preços de mercado = custos de fatores + II – Sub • Renda nacional = RNLCF • Renda interna = RILCF Fórmulas principais (1) SEXT = (M – X) + RLEE +/.TU (2) PIBPM = C + I + G + X – M (3) FBKF + ΔE = SP + SG + SEXT (4) RNDB = RNBPM +/. Composição da demanda agregada  Y = C + I + G + X – M Consumo  C = C0 + c. Prof.YD ou C = C0 + c.(Y – T) c =  PMgC = PMeC =   • ΔC ΔYd C Yd O consumo cresce junto com a renda (disponível).  Heber  Carvalho                                      www. MODELO KEYNESIANO SIMPLES Condições para o equilíbrio no modelo Keynesiano (todas certas): • • • • • Oferta agregada = demanda agregada Produção = demanda Y=C+I+G+X–M Investimento = poupança Investimento planejado = poupança planejada ..transferências correntes do resto do mundo (5) Poupança bruta do Brasil = RNDB – CFINAL (6) CTB=(Impostos)/PIBPM e CTL=(Impostos – Transf – Sub)/PIBPM 14.br                                                      25  de  42   ..

• A propensão média a consumir também assume valores entre 0 e 1.  Como  decorrência  disso.000. • A função poupança apresentada é uma função linear. e a propensão marginal a poupar é constante.com.  Por  outro  lado. • Se o consumo autônomo é zero. quanto maior a renda. e a propensão marginal a consumir é constante para uma função dada. então.  na  função  consumo  C=C0+c. • Se o consumo autônomo é positivo. quanto maior a renda.  Por   exemplo.  Heber  Carvalho                                      www.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   A função de consumo apresentada é uma função linear1.   provavelmente. • A PMgS assume valores entre 0 e 1 (0≤c≤1). então.  alguém  que  tem  renda   de   R$   1. a propensão média a consumir (PmeC) é igual a propensão marginal a consumir (c).                                                                                                                         1  Função  linear   é   uma   função   cujo   gráfico   é  representado  por  uma  reta  ou  uma  linha  (daí  o  nome   função  linear).  a  variável  da  função  é  YD  (temos  o  consumo  em  função  da   renda  disponível).  Uma  pessoa   rica. menor a propensão média a consumir.  provavelmente.br                                                      26  de  42   . Poupança (S)  S = -C0 + (1 – c).  em  termos  proporcionais.YD.     • • A propensão marginal a consumir só assume valores entre 0 e 1 (0≤c≤1).  com  renda  mais  alta. • À medida que a renda aumenta.  Por  exemplo.  irá  gastar  grande   parte  dessa  renda  com  consumo  e  irá  poupar  muito  pouco.  considere  a   função  consumo  como  uma  função  linear.estrategiaconcursos.   irá   destinar  uma  pequena  (ou  até  mesmo  nenhuma)  parte  dessa  renda  para  a  poupança.  irá  destinar. Isto é. então PmeC>c.YD • A poupança cresce junto com a renda (disponível).  alguém  que  tem  renda  de  R$  1000. Isto é 0≤PMeC≤1. Isto é.  a  menos  que  o  enunciado  diga  o  contrário.  uma  parte  bem  maior  de  sua  renda   para  a  poupança.  Em  questões  de  concursos. se C0>0. Ou seja. então PmeC=c.   2   Podemos   raciocinar   da   seguinte   maneira:   uma   pessoa   com   pouca   renda. a propensão média a consumir é superior à propensão marginal a consumir.  são  aquelas  também  em  que  o  expoente  da  variável  é  1. • À medida que a renda aumenta.000   irá   gastar   uma   parcela   proporcionalmente   menor   de   sua   renda   com   consumo   e   Prof. a parcela da mesma que é gasta com a poupança aumenta. a parcela da mesma que é gasta com o consumo diminui. Ou seja. se C0=0. maior a propensão média a poupar2.

Algebricamente: i=ΔI/ΔY). Investimento (I)  I = I0 + iY Onde i é a propensão marginal a investir (é a parcela do acréscimo de renda destinada ao investimento. que é independente do nível de renda.  Heber  Carvalho                                      www. a propensão média a poupar é inferior à propensão marginal a poupar. Isto é 0≤PMeC≤1.  menor  tenderá  a  ser  a   propensão  média  a  consumir  e  maior  será  a  propensão  média  a  poupar. Nota  veja que. então. se C0>0. utilizamos a renda (Y) e não a renda disponível (YD). que é independente do nível de renda. como no modelo Keynesiano simplificado nós consideramos a taxa de juros constante. a propensão média a poupar (PmeS) é igual a propensão marginal a poupar (1 . Ou seja. então PmeS=(1-c). Nota 2  na teoria econômica. • Se o consumo autônomo é positivo.estrategiaconcursos. Os gastos do governo (G)  G = G0 Exportações (X)  X = X0 Importações (M)  M = M0 + mY                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   poupará  uma  parte  bem  maior  de  sua  renda. é plenamente aceito que a variável determinante do investimento é a taxa de juros (e não a renda). de uma forma geral. Nota 1  veja que. então.   Prof.  Assim. neste modelo. • Se o consumo autônomo é zero.  quanto  maior  a  renda.c). na função investimento.br                                                      27  de  42   . então PmeS<(1-c). I0 é a investimento autônomo. Algebricamente: t=ΔT/ΔY). se C0=0. apenas nele.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   • A propensão média a consumir também assume valores entre 0 e 1. então. nós temos o investimento como função da renda e não da taxa de juros. T0 é a tributação autônoma. Ou seja. nós também utilizamos a renda (Y) e não a renda disponível (YD). na função tributação.com. Entretanto. Tributação (T)  T = T0 + tY Onde t é a propensão marginal a tributar (é a parcela do acréscimo de renda destinada à tributação.

    Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Onde m é a propensão marginal a importar (é a parcela do acréscimo de renda destinada a consumir produtos importados. Algebricamente: m=ΔM/ΔY). Quando as propensões marginais a investir. tributar e importar são iguais a 0 (i=t=m=0). M0 é o nível de importação autônoma.1 (composição da demanda agregada): Função Consumo Poupança Tributação Investimento Gastos do governo Exportações Importações Formato C = C0 + cYD S = -C0 + (1–c)YD T = T0 + tY I = I0 + iY G = G0 X = X0 M = M0 + mY Propensão marginal a Consumir  c Poupar  (1 – c) Tributar  t Investir  i Importar  m O multiplicador Keynesiano 𝒌 =   𝟏 𝟏 − 𝒄 − 𝒊 + 𝒄𝒕 + 𝒎 Podemos resumir os multiplicadores no seguinte quadro: Multiplicador Keynesiano completo Fórmula 𝑘 =   Keynesiano (mais) simples Keynesiano das importações Keynesiano da tributação 1   1 − 𝑐 − 𝑖 + 𝑐𝑡 + 𝑚 𝑘 =   1 1−𝑐 −1 1 − 𝑐 − 𝑖 + 𝑐𝑡 + 𝑚 −𝑐 𝑘 =   1 − 𝑐 − 𝑖 + 𝑐𝑡 + 𝑚 𝑘 =   Aplica-se A todos os gastos autônomos agregados (C0. nós também utilizamos a renda (Y) e não a renda disponível (YD). Nota  veja que. G0 ou X0). Observações teóricas sobre o multiplicador Prof. Podemos elaborar um quadro com o resumo deste item 3. com exceção de M0 e T0.br                                                      28  de  42   . Somente ao gasto autônomo com importação (ao M0). que é independente do nível de renda. Somente ao gasto autônomo com tributação (ao T0). I0.com.  Heber  Carvalho                                      www.estrategiaconcursos. na função importação.

Quanto maior (menor) for a taxa de juros. vi) Numa economia fechada. iv) Em uma economia fechada e sem governo. menor (maior) será a demanda por moeda.. Reserva de valor. Demanda de moeda: Motivo Transação Precaução Especulação Variável determinante Renda Renda Taxa de juros Relação: Variável X Demanda de moeda Direta Direta Inversa A demanda por moeda depende tanto da renda como da taxa de juros. o valor do multiplicador será igual a 2. o multiplicador não pode ser menor que um. maior será o valor do multiplicador.     ii) O multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma economia aberta. maior (menor) será a demanda por moeda.com. Prof. Quanto maior (menor) for a renda.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   i) Se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar.  Heber  Carvalho                                      www. iii) Quanto maior for a propensão marginal a consumir (ou menor a propensão marginal a poupar).. maior será o efeito de um aumento dos investimentos sobre a renda. 15.. MOEDA Funções da moeda: • • • Meio de troca. vii) O valor do multiplicador não pode ser menor que zero. Unidade de conta. .estrategiaconcursos. quanto mais próximo de zero estiver a propensão marginal a poupar.br                                                      29  de  42   . v) O valor do multiplicador pode ser maior que 10.

a demanda por moeda era elástica à taxa de juros. Ou seja. Isto é.. Liquidez absoluta e ii. 𝐝 𝟏 − 𝐝. para os clássicos. a demanda por moeda era completamente inelástica à taxa de juros.com. para os economistas clássicos. a demanda por moeda não dependia. sofria também a influência da taxa de juros.br                                                      30  de  42   ..  Heber  Carvalho                                      www.. além de sofrer a influência da renda.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Os dois primeiros motivos (transação e precaução) são fruto da teoria clássica. Características dos meios de pagamento M1 Meios de pagamento ampliados: M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias M3 = M2 + quotas de fundo de renda fixa + operações compromissadas e registradas no sistema SELIC Poupança financeira: M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez .. e possui as seguintes características: i. Multiplicador monetário: 𝐊 =   𝟏 𝟏            𝐨𝐮            𝐊 =   𝐜 + 𝐫. (𝟏 − 𝐫) c = PMPP/M1 d = DV / M1 Prof. para Keynes. Não rende juros. Agregados monetários: Meios de pagamento restritos: M1 = PMPP + DV O M1 é sinônimo de oferta de moeda. devido ao motivo especulação.   Por outro lado. a demanda por moeda.. ou não era sensível à taxa de juros. . Assim.estrategiaconcursos. segundo a teoria keynesiana.

. mantido nos bancos comerciais). Caixa: dinheiro mantido nas agências.     r = R / DV Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Quanto maior o “c”. ou seja.estrategiaconcursos.. caixas eletrônicos (é o dinheiro. menor o K. Criação e destruição de moeda (M1) O grande bizú para verificar de modo bem simples se há criação ou destruição de moeda é checar se haverá aumento ou redução de M1 (PMPP + DV) em poder do público.  Heber  Carvalho                                      www. Diversos conceitos: Base monetária = PMPP + Disponibilidades em caixa do sistema bancário Ou BM = PMPP + Encaixes totais Onde. .. em moeda corrente. Vejamos alguns exemplos: Prof.. Quanto maior o “d”..com. Quanto maior o “r”. você já mata as questões. encaixes totais são: Reservas compulsórias Encaixes bancários (totais) = Reservas Depósitos (encaixes ou reservas) junto ao BACEN Reservas voluntárias Caixa Reservas compulsórias: é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados legalmente a depositar em suas contas junto ao BACEN para poderem fazer frente a suas obrigações. menor o K.. maior o K. Reservas voluntárias: são recursos que os bancos mantêm junto ao BACEN por opção. sem que sejam obrigados a isto.br                                                      31  de  42   . Com isso.

houve redução de M1 na economia. Se ele comprar títulos de instituições financeiras. • Clientes de uma instituição financeira transferirem recursos de sua conta de depósito à vista para sua conta de poupança (destruição de moeda). de suas contas de depósito à vista (nem criação nem destruição). Se a instituição financeira compra ações. ele entrega M1 ao público. • Redescontos Se ocorre um aumento da taxa de redesconto. pois o “público” não recebeu M1 neste caso. Veja que. . • Operações de mercado aberto (open market) Prof. ocorrendo. provocando a criação de moeda..br                                                      32  de  42   . destruição de moeda. Neste caso.estrategiaconcursos.. Instrumentos de Política Monetária • Reservas obrigatórias dos bancos comerciais Um aumento dessa taxa de reservas representará uma diminuição dos meios de pagamento. • Clientes de uma instituição financeira sacarem recursos.. portanto) e aumento na quantidade de poupança (que é M2). no final. criação de moeda. haverá redução de DV (redução de M1. ocorrendo. portanto. Neste caso.com. de tal forma que a quantidade de M1 na economia será a mesma. a redução no valor de DV é igual ao aumento no valor de PMPP. em moeda corrente.     • Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Uma instituição financeira comprar ações de sua emissão que se encontram em poder do público (criação de moeda).  Heber  Carvalho                                      www. devemos entender que há desincentivo à expansão monetária e há elevação das taxas de juros. não há criação nem destruição de moeda. • O governo comprar títulos públicos que se encontram em poder do público ou das instituições financeiras (não há criação nem destruição). ela entrega M1 ao público e recebe um haver não monetário. portanto. Quando o governo compra títulos públicos do público.

. com isso. Quando o BACEN vende títulos. aumentam os depósitos no sistema bancário e. o Vantagem: segurança aos agentes econômicos. neste caso. quando a oferta monetária é aumentada. ele enxuga a quantidade de moeda.  Heber  Carvalho                                      www. 16.com. V=velocidade de circulação da moeda.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   São compras e vendas de títulos públicos no mercado de capitais. P nível geral de preços e T=quantidade de transações ocorrida no sistema econômico.estrategiaconcursos. Quando o BACEN compra títulos no mercado.é fundamentada basicamente sobre a seguinte formulação: MV = PT Onde: M=oferta de moeda (base monetária). isto acabará provocando inflação.. Prof. Na teoria clássica. Assim. permitindo a ampliação da oferta de moeda pelos bancos. REGIMES CAMBIAIS Convenções importantes: Aumento da taxa de câmbio = desvalorização da moeda nacional = desvalorização da taxa de câmbio Redução da taxa de câmbio = valorização da moeda nacional = valorização da taxa de câmbio Regime cambial fixo: Condição: é necessário o país possuir um adequado nível de reservas internacionais. aumentos da oferta monetária provocarão somente aumento dos preços. Isto acontece porque o governo. o volume de reservas. coeteris paribus. entrega moeda ao mercado e retira os títulos. Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) A TQM – que é uma teoria clássica .     . pois estará recebendo moeda (reduzindo os depósitos no sistema bancário) e entregando títulos.br                                                      33  de  42   ..

O que faz o câmbio flutuar? Resposta: as mudanças na oferta e na demanda de divisas (moeda estrangeira). portanto.com. uma vez que os produtos importados tendem a ficar mais baratos.estrategiaconcursos. O aumento da demanda ou a redução da oferta de moeda estrangeira faz com que esta se valorize (e.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   o Desvantagem: necessidade de desvalorizações constantes quando a inflação interna é maior que a externa (isto praticamente anula a vantagem da segurança que proporciona aos agentes). da oferta monetária como Regime cambial flutuante: o Vantagem: equilíbrio automático do BP. Relação entre câmbio e juros: Considerando um regime flutuante de câmbio. A maior oferta de divisas provocará redução do valor da moeda estrangeira. Prof. portanto. o Desvantagem: instabilidade da taxa de câmbio pode desincentivar algumas transações econômicas. um aumento da taxa de juros provocará entrada de capital externo (entrada de divisas). o que significa que a moeda nacional será apreciada (depreciação da moeda estrangeira = apreciação da moeda nacional). o R$ se desvalorize). Do que depende o saldo da balança comercial? A desvalorização cambial (desvalorização do R$) melhora o saldo da balança comercial.br                                                      34  de  42   . pois aumenta as exportações e reduz as importações. O aumento da oferta ou a redução da demanda de moeda estrangeira faz com que esta se desvalorize (e.  Heber  Carvalho                                      www.     o Desvantagem: perda do controle instrumento de política econômica. Por outro lado. o R$ se valorize). Relação entre inflação e câmbio Desvalorizações/depreciações da moeda nacional (=aumento da taxa de câmbio) tendem a aumentar a inflação. quando há valorização/apreciação da moeda nacional. haverá desincentivo à inflação.

“e” é a taxa nominal de câmbio. pois aumenta as importações e reduz as exportações. 𝑷𝑬𝑿𝑻 𝑷𝑰𝑵𝑻 Onde “E” é a taxa real de câmbio.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   A valorização cambial (valorização do R$) piora o saldo da balança comercial.com.estrategiaconcursos. Prof.  Heber  Carvalho                                      www. renda nacional. atividade econômica) faz aumentar o nível de importações. da renda interna (relação decrescente) e da renda do resto do mundo (relação crescente). Existe uma fórmula que é utilizada para calcular as desvalorizações nominais que corrigem as alterações dos níveis de preço interno e externo. O aumento da renda interna (PIB. a balança comercial depende da taxa de câmbio. de tal forma que a taxa de câmbio real se mantenha constante. 𝑷𝑰𝑵𝑻 𝑷𝑬𝑿𝑻 Onde e´=nova taxa nominal de câmbio a fim de manter a PPC. “PEXT” é o índice de preços externos. O aumento da renda externa (renda do resto do mundo) faz aumentar o nível de exportações. Taxa real (efetiva) de câmbio: É a taxa que mede o poder de compra da moeda. PINT é o índice de preços interno e PEXT é o índice de preços externo. A expressão é chamada de fórmula de Cassel da PPC: 𝒆´ = 𝒆. Assim.br                                                      35  de  42   . de modo a garantir o mesmo poder de compra da moeda em qualquer lugar do mundo. “PINT” é o índice de preços interno. piorando o saldo da balança comercial. 𝑬 = 𝒆. Teoria da paridade do poder de compra (PPC) A PPC nos diz é que a taxa de câmbio real deve ser constante. melhorando o saldo da balança comercial. e=taxa nominal de câmbio antiga.

sendo que esta redução deve ser provocada por reduções em C. representando as combinações de valores de renda e taxa de juros que produzem o equilíbrio no mercado monetário. • A curva LM representa o equilíbrio no lado monetário da economia.br                                                      36  de  42   . • O investimento é função inversa da taxa de juros. Prof. I ou G. ou no mercado de moeda (oferta de moeda=demanda de moeda). Curva LM • A curva LM é positivamente inclinada. • A curva IS será vertical quando o investimento for totalmente inelástico à taxa de juros (é o caso do modelo keynesiano simplificado). Equilíbrio no mercado de bens e serviços => equilíbrio no lado real da economia => investimento é igual à poupança => curva IS Equilíbrio no mercado de moeda => equilíbrio no lado monetário da economia => demanda é igual à oferta de moeda => curva LM Curva IS • A curva IS é negativamente inclinada. • A curva IS será deslocada para a esquerda quando houver redução da renda Y. MODELO IS-LM NA ECONOMIA FECHADA O modelo IS-LM trabalha com o equilíbrio em 02 mercados (de bens e de moeda). • A curva IS será deslocada para a direita quando houver aumento da renda Y. • A curva IS será pouco inclinada (mais horizontal) quando a elasticidade da demanda por investimento em relação à taxa de juros for alta.com. • A curva IS é afetada pela política fiscal do governo. I ou G.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   17.  Heber  Carvalho                                      www. sendo que este aumento deve ser provocado por aumentos em C.estrategiaconcursos.

K E1 ΔY=YE2 – YE1 Curva IS2 Curva IS1 YE1 YE2 Y O aumento de gastos do governo (ΔG) faz deslocar a curva IS1 para IS2. • A curva LM será vertical quando a demanda por moeda for totalmente inelástica aos juros (caso clássico ou teoria quantitativa da moeda).com.br                                                      37  de  42   . • A curva LM é afetada pela política monetária do governo. Esse aumento dos gastos deveria provocar o aumento na renda de equilíbrio equivalente ao valor do aumento dos gastos multiplicado pelo Prof.     • • A curva LM será deslocada para a direita e para baixo quando houver aumento da oferta de moeda (política monetária expansiva). • A curva LM será muito inclinada (mais vertical) quando a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros for baixa. • A curva LM será deslocada para a esquerda e para cima quando houver redução da oferta de moeda (política monetária restritiva).  Heber  Carvalho                                      www. Neste trecho. a política monetária expansiva não desloca a curva do lugar (não há possibilidade de a curva ir para a direita).Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   A demanda de moeda é função direta da renda (motivos transação e precaução) e função inversa da taxa de juros (motivo especulação). • A curva LM será horizontal quando a demanda por moeda for totalmente elástica em relação aos juros (armadilha da liquidez).estrategiaconcursos. O efeito deslocamento ou expulsão (crowding out) i E2 iE2 iE1 Curva LM ΔG. • A curva LM será pouco inclinada (mais horizontal) quando a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros for elevada.

K).Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   multiplicador keynesiano (K). ao mesmo tempo. e isto acontece devido ao papel da taxa de juros.K.br                                                      38  de  42   . em detrimento do setor privado. Assim. observa-se que o aumento em Y foi em magnitude menor que o aumento de gastos do governo multiplicado por K. Quadro resumo da eficácia das políticas monetária e fiscal POLÍTICA MONETÁRIA Curva IS Ineficaz Eficaz POLÍTICA FISCAL Curva IS Eficaz Ineficaz Muito inclinada Pouco inclinada Muito inclinada Pouco inclinada Curva LM Eficaz Ineficaz Curva LM Ineficaz Eficaz Visão geral da curva LM: i LM Trecho normal ou intermediário: LM positivamente inclinada T rec ho clássico : L M vertical Trecho keynesiano: LM horizontal YPE Y Prof. há aumento da taxa de juros (iE1 para iE2).estrategiaconcursos. em virtude do aumento das taxas de juros. o aumento na renda de equilíbrio (ΔY) provocado pelo aumento de gastos deveria ser (ΔG. mas.com.K.   Quando o governo aumenta os gastos. faz com que o agregado investimento (I) seja reduzido em algum valor. consequentemente. temos que o aumento de G faz com que a renda aumente em ΔG. No entanto. Como os investimentos são função inversa da taxa de juros. Esse fenômeno é conhecido como crowding-out ou efeito deslocamento. o aumento dos gastos do governo resultará em um decréscimo nos investimentos (decréscimo em I).K. de forma que esse decréscimo em I fará com que a renda não aumente no valor exato do aumento dos gastos do governo multiplicado pelo multiplicador keynesiano.  Heber  Carvalho                                      www. neste caso. Ou seja. Assim. Entende-se que. ΔY<ΔG. o governo está ocupando um espaço maior na economia. de forma que ΔY=ΔG.

  Na LM vertical..com. somente a política fiscal é eficaz para aumentar a renda. . Casos especiais Modelo keynesiano simples Armadilha da liquidez (trecho keynesiano) Caso clássico (curva LM vertical) Política fiscal Eficaz Política monetária Ineficaz Eficaz Ineficaz Ineficaz Eficaz Prof..estrategiaconcursos. somente a política fiscal é eficaz para aumentar a renda. não esqueça ainda que: Na IS vertical. somente a política monetária é eficaz para aumentar a renda.br                                                      39  de  42   .Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados     Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Na LM horizontal.  Heber  Carvalho                                      www.

câmbio e importações/exportações da seguinte maneira: iINT>iEXT  entrada de capitais  aumenta oferta de divisas  desvalorização da moeda estrangeira  valorização da moeda nacional  piora o saldo de (X – M) iINT<iEXT  saída de capitais  aumenta demanda de divisas  valorização da moeda estrangeira  desvalorização da moeda nacional  melhora o saldo de (X – M) A eficácia das políticas fiscais e monetárias dependerá do regime cambial adotado e do grau de mobilidade de capitais.  Heber  Carvalho                                      www. MODELO IS-LM NA ECONOMIA ABERTA Devemos saber estas relações entre taxas de juros interna e externa.estrategiaconcursos. Supondo mobilidade perfeita de capitais. temos o seguinte: Câmbio FLUTUANTE Política fiscal expansiva Política monetária expansiva Câmbio FIXO Política fiscal expansiva Política monetária expansiva Renda (Y) Balança de bens e serviços (X – M) Variação das reservas internacionais (ΔRI) Saída ou entrada de capitais externos Não altera Diminui Não altera Entrada Aumenta Aumenta Não altera Saída Renda (Y) Balança de bens e serviços (X – M) Variação das reservas internacionais (ΔRI) Saída ou entrada de capitais externos Aumenta Não altera Aumenta Entrada Não altera Não altera Diminui Saída Prof.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   18.com.br                                                      40  de  42   .

. . Estivermos na macroeconomia Keynesiana básica Keynesiano simples). podemos ter uma OA horizontal quando: • • A oferta agregada é infinitamente elástica aos preços.  Heber  Carvalho                                      www. No caso clássico (onde vale a teoria quantitativa da moeda. Preços são rígidos. MODELO DE OA-DA.. em regra. podemos ter uma OA vertical quando: • • A oferta agregada é infinitamente inelástica aos preços. Há percepções equivocadas (ou informações imperfeitas). ou quando a demanda por moeda é inelástica aos juros). Fatores que deslocam a curva de oferta agregada (choques de oferta): • • • • • • Alterações Alterações Alterações Alterações Alterações Alterações na disponibilidade de capital.. da tecnologia. positivamente inclinada devido a alguma destas hipóteses: • • • Salários nominais são rígidos.estrategiaconcursos.com.     Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   19. Políticas fiscais e/ou monetárias restritivas farão deslocar a curva para a esquerda. dos custos. Eventualmente. na disponibilidade de mão-de-obra.br                                                      41  de  42   . na disponibilidade de recursos naturais. salariais. (modelo Eventualmente. Prof. INFLAÇÃO Demanda agregada Curva de demanda agregada é negativamente inclinada porque: O aumento de preço reduz a oferta monetária real (M/P)  aumentando a taxa de juros  reduzindo os investimentos  reduzindo a demanda agregada/renda (Y). Oferta agregada A curva de oferta agregada é. Políticas fiscais e/ou monetárias expansivas farão a curva de demanda agregada ser deslocada para a direita.

A inflação inercial deriva do processo de indexação. a inflação inercial ocorrem quando os agentes.Economia  e  Finanças  Públicas  para  ICMS/SP   Teoria  e  exercícios  comentados   Prof  Heber  Carvalho  –  Resumo   Estivermos no longo prazo ou no pleno emprego.com. no intuito de se proteger dos efeitos da inflação futura. por conseguinte.estrategiaconcursos. A indexação e. A inflação de custos (inflação de oferta) está intimamente ligada à curva de oferta agregada e ocorre quando há uma diminuição da oferta de bens e serviços causada por elevação nos custos de produção. Prof. remarcam os preços e salários baseados na inflação passada.br                                                      42  de  42   . um círculo vicioso de inflação.  Heber  Carvalho                                      www. assim. fazendo elevar os preços por inflação de demanda. fazendo com que a curva de DA se desloque para a direita e para cima. provocando.     • Tipos de inflação: A inflação de demanda sempre acontece quando há aumento da demanda agregada (por meio de políticas fiscais e monetárias).