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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Jefferson Thalles
Thiago Henrique

PCN da Educação Especial

JOÃO PESSOA-PB
2014

Jefferson Thalles
Thiago Henrique

Pcn da Educação Especial

Trabalho apresentado à disciplina de
Didática aplicada a Educação Física,
ministrada pelo professor Dr.Pierre, do
Departamento de Educação Física da
Universidade Federal da Paraíba, como
requisito parcial para avaliação da
aprendizagem.

JOÃO PESSOA - PB
2014

INTRODUÇÃO

Educação Especial

A educação especial vem mudando de conceito no Brasil passando
assim a ter uma definição mais ampla em relação aos últimos tempos,
entretanto, não diferentemente dos outros modos de educação, trata-se de
uma modalidade escolar, com o intuito de formar cidadãos através da
educação.
A educação especial passa por todos os níveis escolares (educação
infantil, ensino fundamental I e II, ensino médio, ensino superior, bem como o
EJA e a educação profissional), porém, com o cuidado necessário, pois, devem
adequar-se as necessidades do alunado, contudo, apesar de ser diferenciado
não se pode ser desenvolvido de forma individual e/ou isoladamente.

RESUMO

Necessidades Educacionais Especiais

Os PCNs priorizam a atenção a diversidade exigente no contexto
escolar, pois acreditam que, com as adaptações curriculares realizadas,
poderão atender as necessidades particulares de aprendizagem de todos os
alunos. Essa atenção tem como ponto principal a melhoria da qualidade de
ensino e aprendizagem para todos, sem restrições, além de desenvolver suas
qualidades e a capacidade de socialização.
A diversidade de fato existe no contexto escolar, e atinge um grande
número de alunos, no entanto, a escola procura agir de modo que haja respeito
a essas diferenças, sem que estabeleça certo tipo de elogio a desigualdade.
Diante disso, nota-se a necessidade educacional em cada aluno seja ela
econômica, sociocultural ou em decorrência das suas condições individuais.
Há de ter cuidado com as necessidades dos alunos, pois essa questão
pode ser interpretada por dois opostos: ou a necessidade é variada da “falta”,
assim como pode ser pelo “excesso”, como por exemplo, Crianças com
Deficiência ou Bem Dotadas.

Em resumo, quando se fala em necessidades educacionais especiais,
não necessariamente se trata de algo que falte ao aluno, mas sim de como a
escola deve agir para lhe dar com as características dos alunos, dar uma
resposta as suas necessidades de um modo geral.
Baseada nessas diversidades, a atual política nacional de educação
especial aponta para o aluno como portador de necessidades especiais aquele
que: por apresentar características de aprendizado diferente das crianças de
sua idade, necessitem de uma adequação na metodologia e recursos
pedagógicos, tornando-os assim especializados. Em relação a esses alunos,
são eles:
 Portadores

de

superdotação

-

Quando

é

notável

seu

desempenho e sua potencialidade nos seguintes aspectos:





Capacidade intelectual geral;
Aptidão acadêmica específica;
Pensamento criativo ou produtivo;
Capacidade de liderança;
Talento especial para artes;
Capacidade psicomotora.

 Portadores de condutas típicas (problemas de conduta) –
Portadores de deficiência psicológicas, neurológicos, psiquiátricos
ou de Síndrome que prejudiquem seu desenvolvimento e seu
relacionamento social.
 Portadores de deficiência mental, visual, auditiva, física e
múltipla – No caso da auditiva e visual, se caracteriza pela perda
total ou parcial de suas capacidades (auditivas e de visão no
caso), no mental, significa um funcionamento intelectual abaixo da
média, além da dificuldade de relação no lazer ou trabalho, na
comunicação e etc. Na deficiência física verifica-se uma
variedade de condições não sensoriais que afetam o indivíduo em
termos de mobilidade, de coordenação motora geral ou da fala,
como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e
ortopédicas. E na deficiência múltipla, é a soma de duas ou mais
deficiências em um mesmo

indivíduo

física/mental).
ADAPTAÇÕES CURRICULARES

(ex:

visual/auditiva,

As

adaptações

curriculares

constituem,

pois,

possibilidades

educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos
alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular,
quando necessário, para torná-lo apropriado às peculiaridades dos
alunos com necessidades especiais, entretanto, a ideia não seria criar
um novo currículo, mais sim adaptar de acordo as necessidades. O
currículo, nessa visão, é um instrumento útil, uma ferramenta que pode
ser alterada para beneficiar o desenvolvimento pessoal e social dos
alunos, resultando em alterações que podem ser de maiores ou menores
expressividades. A maior parte das adaptações curriculares realizadas
na escola são consideradas menos significativas, porque constituem
modificações menores no currículo regular e são facilmente realizadas
pelo professor no planejamento normal das atividades docentes e
constituem pequenos ajustes dentro do contexto normal de sala de aula.
Com isso, podemos encontrar nos PCN’s as adaptações não
significativas no currículo, e as adaptações significativas que entre elas
terão tópicos que nos quais estará de acordo com as adaptações
curriculares.
As adaptações curriculares estão dividas em alguns níveis, que são:

Nível do projeto pedagógico (currículo escolar)

Relativas ao Currículo da classe

Individualizadas do Currículo

Existem

também,

adaptações

de

acesso

ao

currículo,

que

correspondem ao conjunto de modificações nos elementos físicos e materiais
do ensino, bem como aos recursos pessoais do professor quanto ao seu
preparo para trabalhar com os alunos. São definidas como alterações ou
recursos espaciais, materiais ou de comunicação que venham a facilitar os
alunos com necessidades educacionais especiais a desenvolver o currículo
escolar. Se adaptando aos alunos com deficiência visual, deficiência auditiva,
deficiência mental, deficiência física, com superdotação, deficiência múltipla e
alunos com condutas típicas de síndromes e quadros clínicos.
Outro tipo de adaptação será a nos elementos curriculares, que
Focalizam as formas de ensinar e avaliar, bem como os conteúdos a serem

ministrados, considerando a temporalidade. São definidas como alterações
realizadas nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação,
atividades e metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos.
Dentre essa adaptação, estará presente as: Adaptações metodológicas
e didáticas e adaptações dos conteúdos curriculares e no processo
avaliativo.

As adaptações curriculares chega á ser de suma importância,
pelo fato de que alguns alunos com necessidades especiais
revelam não conseguir atingir os objetivos, conteúdos e
componentes propostos no currículo regular ou alcançar os níveis
mais elementares de escolarização. Essa situação pode decorrer
de dificuldades orgânicas associadas a déficits permanentes e,
muitas vezes, degenerativos que comprometem o funcionamento
cognitivo, psíquico e sensorial, vindo a constituir deficiências
múltiplas graves. Dentro dessas adaptações, existem também os
sistemas de apoio, que são recursos e estratégias que promovem
o

interesse

e

as

capacidades

da

pessoa,

bem

como

oportunidades de acesso a bens e serviços, informações e
relações no ambiente em que vive. O apoio tende a favorecer a
autonomia, a produtividade, a integração e a funcionalidade no
ambiente escolar e comunitário. O processo avaliativo é de suma
importância em todos os âmbitos do processo educacional para
nortear as decisões pedagógicas e retroalimentá-las, exercendo
um papel essencial nas adaptações curriculares.

CONCLUSÃO

As adaptações curriculares são medidas pedagógicas adotadas em
diversos âmbitos: no nível do projeto pedagógico da escola, da sala de
aula, das atividades e, somente quando absolutamente necessário,
aplicam-se ao aluno individualmente. Essas medidas adaptativas
focalizam a diversidade da população escolar e pressupõem que o
tratamento diferenciado pode significar, para os alunos que necessitam,

igualdade de oportunidades educacionais. Desse modo, buscam
promover maior eficácia educativa, na perspectiva da escola para todos.

PERGUNTAS DOS TRÊS NÍVEIS RELACIONADAS AOS PCN’S DA
EDUCAÇÃO ESPECIAL:

1- Em relação aos alunos classificados como especiais, quais são os
tipos de necessidades que eles possuem?
2- Quais perspectivas das adaptações curriculares?
3- Quais âmbitos e de que forma podemos adotar as adaptações
curriculares, relacionadas aos seus três níveis?