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UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR
FACULDADE DE DIREITO

LÍVIA MÁRCIA SANTANA DE SOUZA

PROJETO DE PESQUISA
OS DIREITOS AUTORAIS COMO LIMITADOR DO DIREITO À
CULTURA.

Salvador
2014.1

1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR FACULDADE DE DIREITO LÍVIA MÁRCIA SANTANA DE SOUZA OS DIREITOS AUTORAIS COMO LIMITADOR DO DIREITO À CULTURA. como pré-requisito para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso Orientadora Profa.: Laryssa Tatiana Salvador 2014.1 . Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Direito da Universidade Católica do Salvador.

políticos e normativos. por tanto. Objetivos específicos: Tratar sobre os direitos autorais e o direito à cultura. JUSTIFICATIVA O direito autoral não pode ser limitador do acesso à cultura. As leis instituídas valorizam o patrimônio e restringem o acesso. A soberania garantida ao autor pela atual lei é transferida as grandes empresas que detém o poder econômico de fabricação e divulgação cultural. dos direitos do autor. A política visa uma manutenção do sistema e. PROBLEMA O direito autoral é um instrumento de restrição ao direito à cultura? Como garantir o acesso à cultura irrestrito e remunerar o trabalhador criador? 4. porém. TÍTULO Direitos autorais como limitador do Direito à Cultura 3. Objetivo geral: Estudar o direito autoral e o direito à cultura. já por este elemento faz-se necessário uma revisão na lei de direito autoral.2. controla o poder da cultura. Há o incentivo a uma cultura classicista. Analise das políticas públicas de acesso à cultura. como retratado no traçado histórico este foi repassado a iniciativa privada. Há um forte mercado cultural que desqualifica à cultura e restringe o acesso do público e dos autores. seus efeitos e contradições. Há como visto em um dos casos concretos o barateamento da educação que prejudica de forma drástica o desenvolvimento social e exclui determinados setores da população. do editor e a remuneração do trabalhador criador. Limitando o desenvolvimento educacional e social do seu povo. não deve haver colisão entre direitos fundamentais. Abordar os aspectos históricos. Deveria haver um a efetiva atuação do governo diante da cultura. 5. TEMA Direito Autoral 2. OBJETIVOS 41. . para tanto. E sua atuação como instrumento de inclusão e exclusão social 4. ambos como instrumentos de inclusão e exclusão social.3 1. E o governo institui leis como Rouanet que faz o autor correr atrás de patrocínio particular e submeter a sua arte aos mercado das grandes indústrias culturais.

de forma mais abrangente. 8. político e social do empoderamento da cultura.4 As novas tecnologias. 6. educação e informação. a evolução e criação das normatizações. A solução é a criação de novas políticas públicas que resguardem o acesso e o autor. 7. e. principalmente a internet. conclui-se a necessidade de um empoderamento governamental e social da cultura. retrata a visão dos presidentes brasileiros com relação à cultura e suas ações. Expõe a restrição cultural como uma intenção de manutenção do sistema capitalista. surge como elemento. de Vargas à Lula. mas deve ser revisto o monopólio que a lei o garante. Discorre em seus capítulos sobre a cultura em sua função pública. O Direito como cultura. não seja submetido pelo governo a busca de patrocinador particular. HIPÓTESES Políticas públicas de garantia do acesso à cultura e de justa remuneração do criador. em sua maioria. economia da cultura e cultura da economia. MARCO TEÓRICO A obra “O poder da Cultura” de Leonado Brant que traz todo um panorama histórico. Diante do panorama exposto e de toda a discursão proposta no artigo. Faz-se necessário a proteção do autor como trabalhador criador. Que o trabalhador criador. METODOLOGIA Pesquisa bibliográfica e pesquisa documental. direitos humanos. de divulgação periférica de Cultura. A cultura como instrumento de desenvolvimento social que deve ser de fato garantido e estimulado. Todas essas mudanças legislativas propostas só alcançaram sua eficácia se houver uma mudança política e governamental. possa viver de sua criação e que não tenha que moldar a sua obra para uma adequação mercadológica. Revisão da lei de direito autoral para que neste também seja garantido o acesso à cultura. que regulem as novas formas de difusão trazidas pelas novas tecnologias e que libertem a criação do bárbaro mercado cultura com todo o seu poderio econômico. E há inúmeros processo das grandes editoras contra os sites relativos a violação do tão restritivo direito autoral. cidadania e diversidade cultural. O direito autoral a serviço da proteção do criador e não das editoras. a cultura a serviço do imaginário brasileiro. cultura .

Chaves que podem abrir portas para a liberdade. sociais e culturais. Historicamente. nos movimentos revolucionários da Inglaterra (1688) e particularmente da Franca (1789). teatros e arquivos nacionais. Peirópolis. O movimento foi além da reivindicação de direitos específicos e afirmou o direito de ser pessoa. (Leonardo Brant. preferimos atrelá-lo a contracultura. os primeiros museus públicos. além dos conservatórios de arte e ofícios. que vem debilitando a soberania dos Estados nacionais e forçando-os a se submeter aos ditames do mercado capitalista global. Mostra a utilização da cultura como instrumento de domínio: A ideia de cultura. para a equidade e para o diálogo. singular e integral. nas leis nacionais. parcialmente. (Leonardo Brant. no cenário político. resultante de processos que reconheceram a criação intelectual e artística como a mais legitima das propriedades. Foi a partir dessas revoluções que nasceram as primeiras leis de proteção ao patrimônio histórico e artístico. A geração do pós-guerra. à discriminação e a intolerância. (Leonardo Brant. ligado a subjetividade ou à personalidade. pois compreendeu que a dominação totalitária havia se estendido para além da esfera pública. 2009) As conquistas sociais: A origem do direito à identidade cultural ou à proteção ao patrimônio cultural situa-se. Embora alguns autores atribuam a evidência desse direito ao feminismo. os valores da subjetividade e da intersubjetividade. 5 Leonardo Brant relata em seu livro que: “O primeiro direito cultural reconhecido foi o autoral. porque introduziu de forma mais completa. 2009) As lutas políticas e sociais: Os direitos culturais evoluíram de tal forma que é possível falar na emergência de um novo direito. mas portadora também de vida interior. o que inclui limitar. bibliotecas. atingindo o âmago da autonomia intelectual e moral dos sujeitos. 2009) . os direitos econômicos. surgiu de diversos acontecimentos na Europa e EUA nos séculos XVII e XVIII.e cidadania corporativa e diretrizes e propostas para uma democracia cultural. Peirópolis. historicamente. sempre moldada conforme as visões políticas de cada tempo. parte do mundo objetivo das relações sociais. Peirópolis.” (Leonardo Brant. Não só porque englobou. o movimento feminista – no que diz respeito à liberdade sexual – e o ambientalista – na valorização da vida natural – mas. O problema se agravou ainda mais com o processo de globalização econômica. cedendo ao controle. encontrou na valorização da subjetividade uma bandeira de luta. sobretudo. detém em si as chaves dos sistemas de poder. 2009). Mas também podem fechá-las. Peirópolis. que cresceu tomando conhecimento dos horrores do nazifascismo e do stalinismo. e pessoa concreta.

6 O outro marco teórico é a obra “Estatuto jurídico do patrimônio mínimo” de Fachin que defende a garantia do patrimônio mínimo diretamente relacionado a dignidade da pessoa humana. Rodrigo. Função Social no Direito Civil. SANTOS. ISTVAN. 2006. 1° Ed. voltar-se contra a avassaladora racionalidade da exclusão social e contra a simbolização virtual de tudo e de todos. L u i z Edson. Boitempo. 2008. Guilherme Calmon Nogueira Da. Estatuto Jurídico Do Patrimônio Mínimo. MORAES. A EDUCAÇÃO PARA ALÉM DO CAPITAL. “Pensar sobre patrimônio mínimo pode ser navegar contra a maré que descola o Direito do perguntar-se sobre o próprio fundamento e a razão de ser. São Paulo. PRODUÇÃO CULTURAL E PROPRIEDADE INTELECTUAL. Propriedade Intelectual em Perspectiva. FACHIN. pois. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Luiz Gonzaga Silva. 2008. é. mesmo assim. 2009. “A existência humana digna é um imperativo ético que se projeta para o Direito na defesa de um patrimônio mínimo”. 1° Ed. 2ª Ed. composto de pessoas concretas que têm anseios. “é mensurado consoante parâmetros elementares de uma vida digna e do qual não pode ser expropriada ou desapossada” Fachin. 2008. um mundo real. DIREITO DE AUTOR E DIREITOS . REFERÊNCIAS ADOLFO. Manoel J. Editora Peirópolis. trazido por Fachin. Isabela (org). 2006. Pereira dos (org). 9. Evocase. MÉSZÁROS. 2ª Ed. traz ainda uma análise sobre o pensar patrimônio mínimo frente ao Direito que deve ser empoderado também ao pensar dignidade da pessoa humana e direitos humanos. CRIBARI. Este patrimônio mínimo. necessidades e direitos. 1° Ed. Editora Massangana. 2º Ed. Rio de Janeiro: Renovar. BRANT. Recife: Fundação Joaquim Nabuco. GAMA. O poder da CULTURA. São Paulo: Atlas. Leonardo.

Acesso 10 abril. 1° Ed. G1.br/tiinside/13/03/2007/viacom-move-acao-contra-o-google-eyoutube-e-exige-us-1-bi-de-indenizacao/#. Coimbra: Almedina. SILVA. 2014 CONVERGECOM. Acesso 20 abril. Disponível em: http://g1. Editora Saraiva.7 FUNDAMENTAIS.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/04/erro-ortografico-em-mapade-livro-escolar-surpreende-mae-em-jundiai. A CULTURA A QUE TENHO DIREITO – DIREITOS FUNDAMENTAIS E CULTURA. 1° Ed. 2007. Disponível em: http://convergecom. 2011.com. Erro ortográfico em mapa de livro escolar surpreende mãe em Jundiaí.html. Vasco Pereira Da. 2014 .U4J9ffldV80. Viacom move ação contra o Google e YouTube e exige US$ 1 bi de indenização.