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MA N U A L D E

ORIENTAÇÕES PARA
ARTIGO CIENTÍFICO

Coordenação de Ensino à Distância - CENSUPEG

APRESENTAÇÃO

Este material contém orientações necessárias para a elaboração e apresentação de trabalhos
científicos, reunindo informações de diversas tendências com um padrão específico de acordo com a
NBR 14.724/2005 pela ABNT.
A finalidade é colaborar com nossos alunos durante seu processo de sistematização de ideias,
conhecimentos e informações construídos durante o curso, contribuindo ainda para o movimento de
pesquisa de cada um. Este guia prático será de muita utilidade na elaboração e apresentação gráfica
de trabalhos realizados durante o curso, e necessariamente, no Artigo Cientifico.
Entendendo o curso de Pós-Graduação como uma vivência mais sistemática do ato de
pesquisar na vida acadêmica de nossos alunos, na qual cada um busca defender suas concepções e
crenças, acreditamos ser necessário todo acompanhamento e orientação para que seja possível reunir
estes conhecimentos através de uma produção autônoma. Desta forma, a produção científica é a
forma ideal de apresentar o movimento de crescimento e aprendizado de todos ao espaço acadêmico.
Sob esta ótica, a organização deste guia prevê todos os elementos que precisam constar no
Artigo Científico, bem como as regras que devemos estar atentos no momento de utilizarmos nossas
leituras através do uso de citações, ou seja, da utilização da fala de outros autores que compõe a
polifonia das ideias e conhecimentos de cada um de nossos alunos. Além disso, todos estes itens
abordados e vários temas essenciais são devidamente comentados, partindo do título às referências.
Neste sentido, desejamos que este documento seja um instrumento de trabalho de todos os
alunos e também professores para que juntos construam conhecimentos e vivenciem aprendizagens
capazes não apenas de compor o movimento de crescimento de cada um, mas também com o
movimento de transformação dos diferentes espaços educacionais nos quais cada um de nós se
insere.

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ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO
Ao construirmos um trabalho de pesquisa, faz-se necessário que sejam feitas algumas perguntas que
devem ser seguidas e aplicadas como: O que é? Por que pesquisar sobre determinado assunto? Para
quem se destina? Onde será realizado? Como será feito? Quem irá participar da pesquisa? E
essencialmente: qual a contribuição desta produção no espaço educacional? Entre outras.
Segundo Deslandes (2002, p. 340), “quando escrevemos um projeto, estamos mapeando de forma
sistemática um conjunto de recortes. Estamos definindo uma cartografia de escolhas para abordar a
realidade (o que pesquisar, como, por quê)”.

1 TEMA E TÍTULO DO TRABALHO
O tema consiste na parte preferencial, optada pelo pesquisador, através do qual ele pode eleger sua
área de interesse, podendo partir de sua realidade num contexto social, profissional ou cultural, por
isso tem um nível de abrangência elevado.
Ex.: Tema: EDUCAÇÃO INCLUSIVA
E o título delimita a abrangência do tema e define o que se pretende pesquisar.
Título 1: A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIAS EM SALA DE AULA.

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ARTIGO CIENTÍFICO

2.1 ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ARTIGO CIENTÍFICO
O artigo científico tem a mesma estrutura dos demais trabalhos científicos.
2.1.1 Elementos Pré-textuais
Compõe-se das informações iniciais necessárias para uma melhor caracterização e reconhecimento da
origem e autoria do trabalho.
a)
O título e subtítulo: deverá estar no topo da página, em maiúsculas, centralizado, fonte
Times New Roman tamanho 18, negrito.
b)
A autoria: nome completo do(s) autor (es) na forma direta e em ordem alfabética,
centralizado, acompanhados de um breve currículo que o(s) qualifique na área do artigo, cargo que
ocupa, instituição a qual é vinculado, e-mail em nota de rodapé.
c)
Resumo: é a apresentação concisa do texto, destacando seus aspectos de maior relevância
e redigido pelo próprio autor. Na elaboração do resumo, deve-se: apresentar o resumo precedendo o
texto, e escrito na mesma língua deste; redigir em um único parágrafo, em entrelinhamento menor,
sem recuo de parágrafo; redigir com frases completas e não com sequência de títulos; empregar termos
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geralmente aceitos e não apenas os de uso particular; expressar na primeira frase do resumo o assunto
tratado, situando-o no tempo e no espaço, caso o título do artigo não seja suficientemente explícito;
dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular; evitar o uso de citações bibliográficas; ressaltar
os objetivos, os métodos, os resultados e as conclusões do trabalho; elaborar o resumo com, no
máximo, 15 linhas ou 250 palavras, sem recuo na primeira linha. Usar espaçamento simples,
justificado, fonte Times New Roman tamanho 12, itálico.
d)
Palavras-chave ou Key-words: são palavras significativas, no mínimo três e no máximo
cinco, retiradas do texto e que representam o seu conteúdo. Agrupam os artigos por assunto/área para
que as pesquisas sejam localizadas com maior facilidade nas bibliotecas.

2.2 Elementos Textuais
São os elementos que compõem o texto do artigo. Dividem-se em introdução, desenvolvimento e
considerações finais.

2.2.1 Introdução
A introdução expõe o tema, a finalidade e os objetivos do artigo, relacionando-a com a bibliografia
consultada; apresenta os objetivos, bem como a justificativa do artigo. É aqui que o autor irá situar o
leitor da temática desenvolvida no corpo do texto. De modo geral, a introdução deve apresentar:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

O assunto - objeto de estudo;
O ponto de vista sob o qual o assunto foi abordado;
Trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema;
As justificativas que levaram à escolha do tema;
O problema de pesquisa;
O objetivo pretendido;
O caminho metodológico seguido pelo pesquisador para desenvolver a sua investigação;

2.2.2 Desenvolvimento
Parte principal e mais extensa do trabalho; visa expor as principais ideias, sendo a essência a
fundamentação lógica do trabalho. Deve-se apresentar a fundamentação teórica, a metodologia, os
resultados e a discussão. Dividem-se em seções, subseções conforme a NBR 6024 (2003). O
desenvolvimento pode ser subdividido em etapas, conforme segue:
a)
Metodologia: é a descrição dos métodos, sujeitos, técnicas e equipamentos utilizados etc. A
sua coerente elaboração deve permitir que outros autores possam contextualizar e aplicar em suas
pesquisas;
b)
Resultados e Discussão: é interessante que o autor possa apresentar e discutir resultados
obtidos em sua pesquisa, trazendo ao leitor dados encontrados na parte experimental. Podem ser
ilustrados com quadros, tabelas, fotografias entre outros resultados, podendo confrontá-los com os
autores citados no corpo do texto.

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2.2.3 Considerações Finais
Espaço onde o autor irá destacar os resultados obtidos respondendo às questões da pesquisa,
correspondentes aos objetivos e hipóteses, apontando críticas, recomendações e sugestões para
pesquisas futuras.

2.3 Elementos Pós-Textuais
Neste item são compreendidos aqueles componentes que completam e enriquecem o trabalho, sendo
alguns opcionais, variando de acordo com a necessidade:
a)
Referências: elemento obrigatório, constitui uma lista ordenada dos documentos efetivamente
citados no texto. (NBR 6023: 2003);
b)
Glossário: elemento opcional elaborado em ordem alfabética;
c)
Apêndice: elemento opcional. Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de
complementar o texto principal. (NBR 14724: 2002, p.2);
d)
Anexos: elemento opcional. Texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de
fundamentação, comprovação e ilustração. (NBR 14724: 2002, p.2).

3 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO
3.1 Citações
Trata-se de uma menção, no texto, de informação extraída de outra fonte para esclarecer, ilustrar ou
sustentar o assunto apresentado. É necessário evitar citações de assuntos amplamente divulgados e
rotineiros ou de domínio público, bem como os provenientes de publicação de natureza didática, que
reproduzem de forma resumida os documentos originais, tais como apostilas e anotações de aula.
As citações são diretas (transcrição literal de um texto ou parte dele) ou indiretas (redigidas pelo autor
do trabalho com base em ideias de outros autores) e podem ser obtidas de documentos ou de canais de
informações (palestras, debates, conferências, entrevistas, entre outras). As fontes de onde foram
extraídas as citações são indicadas no texto pelo sistema da ABNT. (NBR 10520: 2002).

3.2 Notas de Rodapé
Notas de rodapé são indicações bibliográficas, observações ou adiantamentos ao texto pelo autor,
tradutor ou editor.

4 REGRAS PARA APRESENTAÇÃO GRÁFICA
É recomendado como formato para apresentação final de trabalhos, seja da monografia ou do artigo:
a)

Tipo de fonte: Times New Roman

b)

Papel: Formato A4: 210 mm x 297 mm.

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c)
Margens:
Superior: 3 cm;
Inferior: 2 cm;
Esquerda: 3 cm;
Direita: 2 cm.
d)
Espacejamento: Entre linhas simples; entre o texto e ilustrações, gráficos ou tabelas é duplo;
entre o texto e as citações longas é duplo; entre as linhas das citações longas é simples; entre as linhas
do resumo é simples; entre o título e o texto é duplo.
e)

Parágrafos: justificado.

f)
Numeração de páginas: deve ser em algarismo arábico no canto superior direito, contando a
partir da folha de rosto do trabalho, porém, não aparecem os números na folha de rosto, sumário,
resumo, apesar de contar.
g)
Tamanho da fonte:
• título do artigo (em letras maiúsculas) = 18;
• nome do(s) autor(es) = 12;
• titulação do autor (nota de rodapé) = 10;
• resumo = 12;
• palavras-chave = 12;
• redação do texto (introdução, desenvolvimento e conclusão) = 12;
• citações longas = 10;
• referências = 12;
• legendas de tabelas, ilustrações e figuras = 10;
• paginação = 12.
h)

Distribuição de Título e Subtítulos:

1
TITULO DO CAPÍTULO (em negrito, letra maiúscula e sempre no início de cada página,
alinhado à esquerda, sem parágrafo).
1.1 SUBDIVISÃO DO CAPÍTULO (somente em letra maiúscula, sem negrito; alinhado à esquerda,
sem parágrafo).
1.1.1 Subdivisão da Subdivisão do Capítulo (somente a primeira letra em maiúsculo sem negrito).
1.1.1.1 Outras Subdivisões (somente em letras minúsculas, em negrito).
i)
Ilustrações: Podem ser através de figuras, gráficos, tabelas, quadros etc., e devem ter
numeração sequencial.
a)
Figuras: Sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida
de seu número de ordem de ocorrência do texto, em algarismo arábico, do respectivo título, a
ilustração deve figurar o mais próximo possível do texto a que se refere. (ABNT NBR 6022, 2003,
p.5). Se forem copiadas, deve-se citar a fonte.
b)
Tabelas: As tabelas devem apresentar resultados numéricos e valores comparativos, seu
formato é fechado em cima e embaixo, e aberto nos lados. O título deve ser por extenso, inscrito no
topo da tabela para indicar a natureza e abrangência do seu conteúdo. Quanto à fonte, deve ser
colocada logo abaixo em letra maiúscula/minúscula para indicar a autoridade dos dados e/ou
informações da tabela, precedida da palavra Fonte.
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c)
Quadros: Os quadros não apresentam números, seu formato é todo fechado, inclusive dos
lados. O título deve ser por extenso, inscrito no topo da tabela para indicar a natureza e abrangência do
seu conteúdo. Quanto à fonte, deve ser colocada logo abaixo em letra maiúscula/minúscula para
indicar a autoridade dos dados e/ou informações da tabela, precedida da palavra Fonte.

d)
Gráficos: E quanto aos gráficos, servem para melhorar a compreensão de um determinado
assunto, são numerados com algarismos arábicos e o título deve preceder a palavra ‘gráfico’ como na
tabela, e o título deve estar disposto abaixo da figura. E a fonte deve vir logo após o título.

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5.1

CITAÇÕES
CITAÇÃO DIRETA

É a citação feita diretamente com as mesmas palavras do autor da obra. Divide-se em dois tipos.
5.1.1

Citação até três linhas

Incorporada ao texto, entre aspas, sempre no início e/ou no final da citação deve-se mencionar os
autores em letras maiúsculas, o ano e a página do documento citado entre parênteses.
Exemplo:
“A administração educacional é basicamente um empreendimento
ético-estético-político, estando embebida de valores, ideias, operações e esperanças.” (LERMEN,
2003, p. 147).
Se o nome do autor ou o título da obra for incluído na sentença (antes da citação), apenas a data e a
página devem aparecer entre parênteses e, neste caso, o sobrenome do autor deve trazer apenas a
primeira inicial maiúscula.
Exemplo:
A respeito da administração educacional, Lermen (2003, p.147), afirma que
“É basicamente um empreendimento ético-estético-político, estando embebida de valores, ideias,
operações e esperanças”.
5.1.2

Citação com mais de três linhas

É apresentada em um parágrafo independente, espaçamento simples, sem aspas, com recuo de 4 cm da
margem esquerda e tamanho 10. (E ao final da citação deve vir entre parênteses o NOME DO AUTOR
em maiúsculo, o ano, e a página). Nesta citação não se usa aspas.
Exemplo:
Aprender é uma necessidade vital, um pré-requisito da sociedade moderna; adquirir saberes deve, pois,
constituir, para quem aprende uma felicidade, um instrumento que irá beneficiá-lo em primeira
instância e, dependendo do seu empenho e capacidade, poderá beneficiar também a sociedade como
um todo. (ZAGURY, 2006, p.140).

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5.2

CITAÇÃO INDIRETA (PARÁFRASE)

Neste item o autor se baseia na ideia de outro autor para escrever um texto que não é copiado
integralmente, mas pensado e escrito a partir da ideia original. Nesse caso, não pode usar aspas e no
final o sobrenome do autor deve estar em maiúsculo e também conter o ano.
Exemplo:
Uma das principais estratégias da gestão escolar é investir no capital humano, além de gerir com
responsabilidade, conferindo autonomia aos profissionais da escola. Também é fundamental atuar
como um líder organizador que seja capaz de potencializar as habilidades de todos os envolvidos com
o processo educacional. (COLOMBO, 2004).
5.3 CITAÇÃO DE CITAÇÃO
Este item acontece porque o pesquisador não teve acesso direto à obra. Então é usada a expressão
latina “apud” (citado por), seguida do sobrenome do autor da obra efetivamente consultada.
Exemplo:
Segundo Mello (apud SILVA, 1999, p.15), “A passagem do tempo não provoca na pintura a pastel
alterações importantes. Assim, ao contrário do óleo, um quadro a pastel pode atravessar os séculos
sem perder suas cores originais [...]”.
5.4

CITAÇÃO DE INFORMAÇÃO EXTRAÍDA DA INTERNET

Devem ser muito bem analisadas as citações extraídas da internet, pois, às vezes, falham pela falta de
fidedignidade, por não serem de fonte segura.
No início do texto deve-se citar a inicial do nome do autor em letra maiúscula, e entre parênteses o
ano. Nas referências deve-se citar a procedência das informações.
Exemplo:
ALMEIDA (1999).
A prática pedagógica por meio do desenvolvimento de projetos é uma forma de conceber educação
que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias, e todas as
interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem.

6

REFERÊNCIAS

Servem como parte essencial para os trabalhos científicos, pois apresentam toda a documentação
consultada pelo autor de acordo com a NBR 6023 do item – Referências Bibliográficas da ABNT.
6.1

ASPECTOS GRÁFICOS DAS REFERÊNCIAS

O título REFERÊNCIAS deve ser escrito a 3 cm da margem superior da folha, tudo em letras
maiúsculas e centralizado, devendo ser listadas a dois espaços de 1,5 cm a partir do título; também
devem estar em ordem alfabética com alinhamento a margem esquerda da folha, sendo de
espaçamento alinhado à esquerda, como também devem ser separadas entre si por um espaço simples.
Para mais esclarecimentos, deve ser consultada a NBR 6023/02.

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6.1.1

Livro

Elementos:
SOBRENOME, Prenome. Título da obra: Subtítulo. Edição. Local: Editora, ano.
Exemplo:
ZAGURY, Tânia. O professor refém: para pais e professores entenderem porque fracassa a educação
no Brasil. Rio de Janeiro: Record, 2006.
6.1.2

Artigos de Jornal

Elementos:
AUTOR do artigo. Título do artigo. Título do jornal, local de publicação, data (dia, mês e ano).
Exemplo:
FELTHAUS, Rosane. Jovens de SC estão menos expostos a riscos. Diário Catarinense, Brasília, 26
de junho de 2007.
6.1.3

Artigo de Revista

Elementos:
AUTOR do artigo, Título do artigo. Título do periódico, local de publicação, número do volume,
número do fascículo, página inicial-final do artigo, data.
Exemplo:
POLONI, Gustavo. A China não quer ser mais a Pátria da pirataria. EXAME, São Paulo, v.41, n.7,
p.70, abr. 2007.
6.1.4

Livro com dois Autores

Elementos:
AUTOR do livro; SEGUNDO autor. Título. Edição (a partir da segunda). Local: Editora, ano.
Exemplo:
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura e redação. 16. ed. São
Paulo: Ática, 2001. (Negrito somente no título; o subtítulo não).
6.1.5 Autor com mais de uma Obra
Elementos:
Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma vez, o nome do autor pode ser
substituído por um traço underline ( ______ ) (equivalente a seis espaços), da segunda referência em
diante.
Exemplo:
GLEDSON, John. Machado de Assis: Impostura e Realismo. São Paulo: Companhia das letras, 1991.
______. Machado de Assis: Ficção e História. Tradução de Sônia Coutinho. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1986.
6.1.6 Obra com mais de Três Autores
A entrada é feita pelo primeiro sobrenome e pelo prenome, seguidos da expressão et al, conforme o
exemplo abaixo:
Elementos:
PRIMEIRO Autor. A expressão et al. Título. Edição (a partir da segunda). Local: Editora, ano.
Exemplo:
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RAPHAEL, Hélia Sônia et al. Administração e Supervisão Escolar: questões para um novo milênio.
São Paulo: Pioneira, 2000.
6.1.7

Capítulo de Livro

Elementos:
AUTOR da parte do livro. Título da parte. In: Autor do livro. Título do Livro. Edição. Local: Editora,
ano. Página inicial-final da parte.
Exemplo:
SCHWARZ, Roberto. A importação do romance e suas contradições em Alencar. In: ______. Ao
Vencedor as Batatas. 5. ed. São Paulo: 34, 2000. p. 33-80.
Se o autor do capítulo é o mesmo do livro, indica-se a repetição por um traço underline ( ______ )
igual a seis espaços, substituindo o nome do autor da obra.
6.1.8 Relatórios Oficiais
Elementos:
Para relatórios oficiais, a entrada é feita pelo nome da instituição e não pelo autor do relatório. Se o
autor também é o editor, não se deve mencioná-lo.
Para relatórios técnicos, a entrada deve ser feita pelo sobrenome do autor, ou pela instituição
responsável pela autoria.
Exemplo:
SEBRAE. Relatório Anual 2000. Rio de Janeiro, 2001
6.1.9 Teses, Dissertações e Trabalhos Acadêmicos.
Elementos:
AUTOR. Título: subtítulo. Local, ano. N.º páginas. Tese, Dissertação, Monografia (grau e área) –
Universidade, instituição.
Exemplo:
ALBANO, Sandro Albino. Em Cena: Os Bastidores da Sociedade Brasileira em Contos de Machado
de Assis. Florianópolis, 2006. 133 p. Dissertação de Mestrado em Letras-Teoria Literária,
Universidade Federal de Santa Catarina.
6.1.10 Enciclopédias
Elementos:
AUTOR do verbete, seção ou capítulo (se houver). Título do verbete, seção ou capítulo. A palavra In:
Nome da enciclopédia. Local de publicação: editora, ano. Volume, pagina inicial e final.
Exemplo:
MONTEIRO, Abigail. Os Seres Vivos. In: Mundo Novo. São Paulo: Ritter, 1975. v.4, 123-135.

6.1.11 Internet
Elementos:
AUTOR. Título. Fonte (se for publicado) disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia,
mês e ano).
Exemplo:
Almeida, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: Uma nova Cultura de Aprendizagem.
Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br> Acesso em 26 de junho de 2007.
10

6.1.12 CD-ROM
Elementos:
Apenas no final da referência inclui-se a sigla CD-ROM, antecedida pelo número de unidades
correspondentes.
Exemplo:
BUENO, Nilton prado. A utilização dos métodos da teoria da complexidade em história econômica.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA, 3., 1999, Curitiba. Anais... Curitiba; UFPR, 1999. 1
CD-ROM.

6.1.13 Legislação
Compreende a constituição, as emendas constitucionais e os textos legais infraconstitucionais (lei
complementar e ordinária, medida provisória, decreto em todas as suas formas, resolução do Senado
Federal), e normas emanadas das entidades públicas e privadas (ato normativo, portaria, resolução,
instrução normativa, entre outros).
Elementos:
NOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO. Título e número da lei, data. Ementa. Dados da
publicação que divulgou o documento.
Exemplos:
Brasil. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Atlas, 1988.
180 p.
BRASIL. Leis, decretos, etc. Código Comercial. Código comercial brasileiro. (Lei n.º 556, de 25 de
junho de 1850) e legislação complementar. 5.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1987. 1036 p.
BRASIL. Decreto n.º 1210, de 03 de agosto de 1994. Dispõe sobre a execução do vigésimo quinto
Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica n.º 14, entre Brasil e Argentina, de 08
de março de 1994. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, v. 132, n.148, p
11663, 04 ago. 1994.

6.1.14 Eventos Científicos Considerados no Todo (anais, congressos, seminários, simpósios,
reuniões, encontros e outros)
Elementos:
NOME DO EVENTO, número do evento, ano de realização, local. Título. Local: editora, ano.
Exemplo:
SEMINÁRIO DO PROJETO SIVAM, 1, 1998, Manaus. Anais. Rio de Janeiro: CCSIVAM, 1999.
6.1.15 Relatórios de estágio ou de pesquisa
Elementos:
AUTORES ou COORDENADORES ou INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL. Título e subtítulo (se
houver). Local de publicação: Editor ou Instituição responsável pela publicação, ano de publicação.
Indicação de relatório.
Exemplo:
MEDEIROS, Epitácio Argemiro. O atraso no recolhimento do ICMS no Estado do Amazonas.
Manaus: UEA, 2004. Relatório de Estágio.
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Obs.: Quando não são identificadas as seguintes notas tipográficas (notas de imprensa):
• O local de publicação, escreve-se s.l. (sine loco);
• A editora, escreve-se s.n. (sine nomine);
• A data, “por se tratar de elemento essencial para referência, sempre deve ser indicada uma data [...]. Se
nenhuma data de publicação [...] puder ser determinada, registra-se uma data aproximada entre
colchetes [...]”. (NBR 6023, ABNT, 2002, p.17);
• Quando as três não são identificadas: s.n.t. (sem notas tipográficas).
• Com relação à indicação da edição do livro:
• Não se anota a edição quando for a primeira;
• As demais deverão ser anotadas: 2. ed., 3.ed. etc.
• Quando houver a necessidade de indicar meses, abreviá-los pelas três primeiras letras, seguidas de
ponto, com exceção de maio. Assim: jan. fev. mar. abr. maio jun. jul. ago. set. out. nov. dez.

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MODELO DE ARTIGO CIENTÍFICO

AS CONTRIBUIÇÕES DA INTERAÇÃO VERBAL NO
PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Elisabeth Penzlien Tafner1
Everaldo da Silva2

Resumo
O conhecimento de língua oral que a criança já traz internalizado antes mesmo de adentrar os
portões do ambiente escolar é extremamente importante para sua alfabetização. O artigo mostra, a
partir de pesquisa bibliográfica, que esse conhecimento deve ser efetivamente aproveitado, por meio
da interação verbal, durante o processo de alfabetização. Não basta deixar os educandos falarem:
essa fala precisa fazer sentido, ser valorizada no grupo e pelo educador. Querendo ou não, o
educador ainda é aquele que garante o sucesso dessa interação em sala de aula. Será ele quem
mediará as discussões, estabelecendo as direções de aonde quer chegar. É a partir do seu discurso e
de suas práticas que os educandos se sentem à vontade ou não para expressarem suas ideias e,
consequentemente, darem seus primeiros passos na aquisição da modalidade escrita da língua.

Palavras-chave: Alfabetização. Interação Verbal. Educando. Educador. Escrita.

1 INTRODUÇÃO

Quando se pretende escrever um artigo científico, é necessário utilizar algumas regras para
padronizar a escrita deste texto, cuja finalidade é mostrar os resultados de um estudo que não se
constitui em dissertação ou tese.
Tomando como exemplo o trecho que foi escrito até antes da INTRODUÇÃO, percebe-se que
o artigo que você escreverá precisa ter: título, indicação de autoria (nome do aluno e do orientador),
nome do curso, resumo e palavras-chave. Estes elementos são chamados pré-textuais e devem ser
escritos conforme as orientações a seguir. Deve-se ter em mente, porém, que as orientações abaixo
descritas podem variar de acordo com a revista em que você deseja publicar seu estudo.
O título deverá estar no topo da página, em maiúsculas, centralizado, fonte Times New Roman
tamanho 18, negrito. Após o título, também se pode usar um subtítulo, cuja utilização é opcional. Veja
que o artigo que é utilizado como exemplo não traz a indicação de um subtítulo. Mas, se você o fizer,
não deve deixar espaço entre o título e o subtítulo. Este deverá ser escrito em maiúsculas e minúsculas,
centralizado, fonte Times New Roman tamanho 16, negrito. Ao término do título (se não houver
subtítulo), devem-se deixar duas linhas em branco em tamanho 12 e inserir a autoria do texto. Caso
haja subtítulo, procede-se da mesma forma, deixando duas linhas em branco antes do(s) nome (s) do(s)
1
2

Mestre em Linguística. E-mail: assebeth@ig.com.br
Doutor em Sociologia Política. E-mail: evesociologia@gmail.com

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autor(es). É importante frisar que o título e o subtítulo são escritos em tamanhos de fonte diferentes
(lembre-se: imediatamente ao término da escrita do título, se houver subtítulo, altere o tamanho da
fonte de 18 para 16!) e que entre eles não deve haver espaçamento.
Abaixo do título, centralizado, fonte Times New Roman tamanho 12, em linhas distintas, você
vai inserir o seu nome (inclua uma nota de rodapé e indique sua titulação e seu e-mail) e, debaixo
deste, igualmente o nome do orientador (inclua uma nova nota de rodapé e indique a titulação e o email do seu orientador), ambos em negrito, as demais linhas não.
Após a indicação da autoria, deixe uma linha em branco e escreva a palavra Resumo, em fonte
Times New Roman, tamanho 12, negrito, alinhado à esquerda. Deixe uma linha em branco. O resumo
deve sintetizar o objetivo, a metodologia e as considerações sobre o estudo. Na primeira frase do
resumo você deverá expressar o assunto tratado. Não é aconselhável usar citações aqui. O resumo
deve ser de um (1) parágrafo de, no máximo, 15 linhas ou 250 palavras, sem recuo na primeira linha.
Usar espaçamento simples, justificado, fonte Times New Roman tamanho 12, itálico. Dica: a escrita do
resumo é a última etapa do trabalho, pois exige que você tenha conhecimento de todo o texto para sua
produção. Se você tentar fazê-lo antes, é provável que não consiga elaborá-lo com a objetividade
necessária. Deixe 2 linhas em branco após o resumo.
A próxima etapa é a seleção das palavras-chave (Outra dica: escolha as palavras-chave
somente ao término de todo o trabalho). Após o resumo, escreva “Palavras-chave:” em fonte Times
New Roman tamanho 12, negrito, alinhado à esquerda. As palavras-chave devem ser iniciadas com
letras maiúsculas, estar separadas entre si e finalizadas por ponto. Em seguida, liste de 3 a 6 palavraschave que identifiquem a área do artigo e sintetizam sua temática. As palavras escolhidas devem
priorizar a abordagem geral do tema e, na medida do possível, usando grandes áreas do conhecimento.
Por exemplo, o artigo que serve como exemplo trata da importância da interação verbal no processo de
alfabetização. As palavras que identificam o conteúdo deste artigo são alfabetização, interação verbal,
educando, educador e escrita, devendo ser assim colocadas: Alfabetização. Interação Verbal.
Educando. Educador. Deixe 2 linhas em branco após as palavras-chave.
Após a inserção dos elementos mencionados (que devem ser pensados em momentos diferentes
da ordem aqui listada), é hora de iniciar a introdução do artigo. A elaboração da introdução também é
uma das últimas partes do artigo a ser feita. Deve apresentar a contextualização, a relevância, o
objetivo, a caracterização da pesquisa, o tema, o problema, o(s) objetivo(s), a justificativa, a
metodologia e a abordagem do que será tratado na fundamentação. Os próximos parágrafos constituem
a introdução do artigo adotado como exemplo e ilustram estas etapas.
Na fase adulta, quando já se está alfabetizado e se lida com a escrita de forma satisfatória,
existe uma sensação de distanciamento em relação ao momento em que ocorreu o processo de
alfabetização. Em decorrência disto, diante de situações reais de alfabetização, há os que banalizam
este processo, julgando, por meio de suas próprias experiências, que assim como foram capazes de
aprender, a criança, cedo ou tarde, também o será. Entretanto, a experiência mostra que o processo de
alfabetização mal conduzido traz ao desenvolvimento da criança sérios prejuízos, os quais vão se
tornando cada vez mais salientes ao longo do seu processo de letramento.
Este artigo enfatiza, a partir de pesquisa bibliográfica, a necessidade de o educador possibilitar
inúmeras oportunidades para que seu educando possa, de fato, expressar-se e ser ouvido, pois é a partir
da linguagem que o indivíduo participa da sociedade.
Se o indivíduo não for capaz de expressar-se adequadamente em situações orais ou escritas,
certamente serão destinados a ele papéis de menor valor na sociedade. Isto remete à crença de que a
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escrita, conforme Soares (2001, p.18), “[...] traz consequências sociais, culturais, políticas,
econômicas, cognitivas, linguísticas, quer para o grupo social em que seja introduzida, quer para o
indivíduo que aprenda a usá-la”. Para evitar essas consequências, é fundamental que o processo de
alfabetização seja conduzido de forma a contemplar e respeitar os atores aí envolvidos.

2 O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Você deve ter observado que a função da introdução é informar o leitor a respeito do conteúdo
discutido no corpo do artigo. Portanto, ao longo da seção 2 e de suas subseções (2.1, 2.2, 2.2.1...) você
deve apresentar para o leitor, de forma lógica, os dados e interpretações de sua pesquisa para atingir
o(s) objetivo(s) proposto(s).
O artigo adotado para exemplo começa seu desenvolvimento a partir da seção 2 (O
PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO) e depois se subdivide em: 2.1 A INTERAÇÃO NO
PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO, 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS e REFERÊNCIAS. Atente
para o uso de efeitos nos títulos destas seções. Seções primárias precisam estar em maiúsculas e em
negrito (exemplos: 1 INTRODUÇÃO, 2 O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO, 3
CONSIDERAÇÕES FINAIS), seções secundárias apenas em maiúsculas (exemplo: 2.1 A
INTERAÇÃO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO) e seções terciárias em maiúsculas e
minúsculas ( 2.2.2 A interação verbal).
O artigo deve ser escrito utilizando papel A4. As margens esquerda, direita e inferior devem ter
2 cm; a margem superior, 3 cm. O texto deve ser escrito em fonte Times 12, com espaçamento simples
entre linhas e alinhamento justificado. Antes de cada parágrafo, deve-se deixar 1.25 cm ou teclar Tab.
Deixar uma linha em branco entre um parágrafo e outro.
O artigo deverá ter um mínimo de 8 e um máximo de 12 páginas, devidamente numeradas.
Todas as páginas são contadas, mas a numeração inicia apenas na segunda página. O número da
página deve estar no canto superior da margem direita.
Agora, você pode conferir todas as regras acima listadas nos próximos parágrafos do artigo
adotado como exemplo.
Quando se está inserido no mundo da educação, conhecendo as implicações do processo de
alfabetização, percebe-se quão complexa esta atividade é para a criança e para o educador. Imerso nas
várias teorias sobre o processo de alfabetização, constata-se que se é alfabetizado por meio de modelos
tão criticados atualmente, como a cartilha e outros pertencentes a uma escola tradicional. O fato é que
esse processo de alfabetização era baseado em exercícios mecânicos que não levavam em
consideração o que o paciente desse processo tinha a dizer.
Porém, ao se adentrar o segundo milênio e, nesta nova era, permeada por tanta tecnologia, mais
do que nunca é necessário refletir sobre a maneira como esse processo de alfabetização está ocorrendo
e agir em relação a ela, porque a tecnologia caracteriza um modo cultural e social extremamente
diversificado. A reflexão e a ação se fazem necessárias, porque é a partir dessa diversidade que a
criança construirá a visão de mundo com a qual entrará na escola. Por isso, o momento em que a
criança começa a participar do mundo escolar deveria ser visto e tratado, por pais e professores, como
algo fascinante e imprescindível pois, nessa ocasião, ela traz consigo uma ansiedade e uma prática de
falar e relatar suas experiências quase que incontroláveis, ao mesmo tempo em que tenta traduzi-las
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por meio de rabiscos ou desenhos, fato desencadeador de um dos estágios mais importantes do
processo de alfabetização.
O intercâmbio de valores que o espaço da sala de aula pode proporcionar é indescritível.
Portanto, ouvir o que as crianças têm a dizer contribui muito para que elas também se sintam partes
integrantes do processo e co-responsáveis por ele. Cada educando traz consigo um saber social
adquirido em fontes, como a família, os amigos, a igreja e os meios de comunicação, que pode ser
muito aproveitado por meio de práticas que propiciem essa inclusão de opiniões.
Contudo, não se pode perder de vista que a diversidade provoca, às vezes, discussões um tanto
quanto acaloradas. Por isso, o próprio educador, em seu discurso, não pode, mesmo sem querer, atingir
negativamente algum educando. Como há, em um mesmo ambiente, várias identidades, cabe ao
educador o papel de evitar discriminações de qualquer espécie e respeitar o discurso que cada um de
seus educandos traz. É preciso, também, que ele esteja atento aos diferentes níveis de letramento, pois
cada um aprende no seu ritmo, do seu jeito, por meio de estratégias variadas.
Porém, dizer que cada um tem seu ritmo e seu jeito e que precisa de estratégias diferenciadas
durante o processo de ensino/aprendizagem não pode servir como desculpa para deixar em posição
desfavorável qualquer um dos educandos. Qualquer que seja a dificuldade que eles tragam, todos eles
têm o direito de se apropriarem de tudo aquilo que a leitura e a escrita pode lhes propiciar, competindo
aos educadores mostrar-lhes esses benefícios.
Faz-se necessário explicar, nesse momento, o que se entende por letramento sob a ótica da
realidade brasileira, já que o termo originou-se da palavra inglesa literacy (condição de ser “letrado”),
dando à palavra “letrado” sentido diferente daquele que vinha tendo na língua portuguesa.
Conforme Soares (2001), letrado é aquele versado em letras, erudito. Entretanto, não é essa a
definição aplicável a uma pessoa letrada no Brasil. É necessário, então, recorrer a Soares mais uma
vez e verificar o significado da palavra letramento: é o resultado da ação de “tornar-se” letrado. É o
estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais
que usam a escrita. O letramento, nas palavras de Soares (2001, p. 44, grifo da autora), é “[...] um
estado, uma condição: o estado ou condição de quem interage [...] com diferentes gêneros de leitura e
de escrita, com as diferentes funções que a leitura e a escrita desempenham na nossa vida”.
Até aqui, você deve ter reparado que os autores do artigo adotado como exemplo fizeram uso
de citações no decorrer do texto. Essas citações, bem como as demais regras que já foram comentadas,
seguem as orientações da ABNT. A primeira citação que o artigo traz e que se transcreveu aqui –
Conforme se encontra em Soares (2001), letrado é aquele versado em letras, erudito, mas não é essa a
definição aplicável a uma pessoa letrada no Brasil. – é uma citação indireta, isto é, trata-se de uma
paráfrase (síntese das ideias, e não cópia literal) de um trecho da obra da autora Magda Soares. Nestas
situações, indica-se apenas o sobrenome do autor seguido do ano de publicação da obra. Logo após,
encontra-se mais uma citação de Soares. O trecho vem entre aspas, com indicação do ano e página
porque é cópia literal (citação direta) do que estava escrito na obra de Soares. Além disso,
acrescentou-se a expressão “grifo da autora”, uma vez que, no texto original, também havia grifo.
A partir de agora, alguns trechos do artigo adotado como exemplo foram excluídos com o
propósito de observar outras situações que podem ocorrer com você durante a escrita do seu artigo.
2.1 A INTERAÇÃO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

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Aqui entra em cena a figura do educador como aquele que aceitará toda a bagagem que a
criança traz acerca de seu conhecimento de mundo ou aquele que a conceberá como uma tabula rasa.
Se o educador acreditar no potencial desta criança, se criar condições para que ela se expresse sem
receios, apostando no conhecimento dela, promovendo em sala situações em que ela seja ouvida, não
apenas para cumprir uma etapa de um roteiro, certamente promoverá uma interação que trará
resultados bastante significativos para ambas as partes. É interessante refletir, neste momento, sobre o
que diz Bakhtin (1988, p.113, grifo do autor) a respeito da interação:
Essa orientação da palavra em função do interlocutor tem uma importância muito grande. Na
realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que se
procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém. Ela constitui justamente o
produto da interação do locutor e do ouvinte.

Observe agora que os autores do artigo adotado como exemplo fizeram uma citação direta,
para isso usando uma fonte menor (10) e recuo de 4 cm da margem esquerda. Este procedimento será
usado toda vez que você precisar fazer uma citação com mais de 3 linhas (citação longa). Não esqueça
de indicar o ano e o número da página nos casos de citação direta. Quanto ao grifo, este já foi
comentado anteriormente.
A seguir, os autores do artigo adotado como exemplo usam uma citação direta com três autores
(BAGNO; GAGNE; STUBBS). Isto também pode acontecer com você. Atente para a disposição dos
nomes e não esqueça: citações diretas, curtas ou longas, exigem a indicação do ano e número da
página de onde foram extraídas.
Isso remete, segundo Bagno, Gagne e Stubbs (2002, p. 55), “[...] ao milenar preconceito contra a
língua falada [...]”, ressuscitando-se, assim, a questão do preconceito linguístico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta seção devem constar, de forma sintética, os elementos desenvolvidos ao longo do artigo
(ideias essenciais do referencial teórico, da metodologia, dos resultados, da análise etc).
Encerra-se o artigo comparando esses dados ao objetivo que norteou todo o estudo, destacando
as reflexões do autor.
No processo de alfabetizar, verificou-se que as manifestações orais do educando sinalizam seu
grau de conhecimento a respeito da língua e não podem ser desprezadas nas práticas escolares que
visam à aquisição do código escrito. Trata-se de um conhecimento adquirido na família e na
comunidade onde a criança está inserida e que faz sentido para ela, é fruto da sua realidade.
Essa percepção, no processo de alfabetização, precisa ser bem orientada pelo e para o
educador, pois, se ele insistir em práticas que não considerem esse saber que a criança traz consigo, se
homogeneizar ou, pior, se estigmatizar algum de seus educandos, o estará impedindo de construir suas
hipóteses e participar de forma ativa no processo de alfabetização, não restando a ele outra alternativa
a não ser o mero e passivo exercício da repetição.
Se o educador insistir apenas na questão do certo ou errado, tomando o processo de
alfabetização como algo instantâneo ou mecânico, tirará a oportunidade de a criança ter uma visão de
língua como algo vivo, mutante, heterogêneo. A insistência no certo e no errado fará a escola
perpetuar a caminhada obsessiva na correção dos erros, sem saber ou não querendo avaliar muitos dos
acertos da criança nos seus diferentes percursos utilizados para a aquisição da escrita.

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Embora não se deseje, nestas linhas, propor uma anarquia contra o proposto pela norma
padrão, o educador que lida com as primeiras manifestações da escrita no âmbito escolar deve encarálas como carregadas de significado: o que o educando escreveu diz algo dele, pertence efetivamente a
ele, é a expressão dele e merece, portanto, ser valorizada e trabalhada de modo que gradativamente ele
perceba que há certas normas que regem a forma de se escrever.
Outrossim, também é importante que o educador, ao longo do processo, mostre ao educando
todas as possibilidades de crescimento intelectual, profissional e cultural oferecidas a partir do
letramento, do qual a alfabetização é apenas a primeira, mas fundamental etapa. Mesmo que se possa
questionar sobre que nível de letramento é este (tal resposta é muito subjetiva), deve-se ter em mente
que o nível de letramento deve ser suficiente para que uma pessoa tenha condições dignas de
sobreviver numa sociedade, para não se tornar mais uma peça do sistema e poder, também, intervir
nele.
A última seção do artigo corresponde às REFERÊNCIAS. Trata-se de uma lista de todos os
documentos utilizados para elaboração do artigo. As referências também seguem as regras da ABNT e
devem estar em ordem alfabética.
Não esqueça de que o artigo deve ser elaborado em editor de textos (preferencialmente
Microsoft Word) e deverá ser entregue em formato eletrônico em um único arquivo no formato “Word
para Windows”, em um CD-ROM, e uma cópia impressa em papel A4 branco, encadernada.

REFERÊNCIAS
BAGNO, M.; GAGNE, G.; STUBBS, M. Língua materna: letramento, variação e ensino. São Paulo:
Parábola, 2002.
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1988.
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

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REFERÊNCIAS
ANDRADE, Maria Margarida de. Como preparar trabalhos para
cursos de pós-graduação: noções práticas. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1999.
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10522: abreviação na descrição bibliográfica – Procedimento. Rio de
Janeiro, 1998.
______. NBR 10520: apresentação de citações em documentos. Rio
de Janeiro, 2002.
______. NBR 6023: Informação e documentação: Referências
Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
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______. NBR 6022/2003: Artigo em publicação periódica. Rio de
Janeiro, maio, 2003.
______. NBR 14724: informação e documentação – Trabalhos
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FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações
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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade.
Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1991.
LERMEN, Tito Lívio. Liderança na gestão por projetos:
Desenvolvimento da liderança na gestão de percursos na organização
educacional. Joinville: UNIVILLE, 2003.
MIRANDA, José Luis Carneiro de; GUSMÃO, Heloisa Rios. Artigo
Científico: estrutura e redação. Niterói: INTERTEXTO, 2000.

OLIVEIRA, Nirlei Maria; ESPÍNDOLA, Carlos Roberto. Trabalhos
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SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia
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do

trabalho

ZAGURY, Tânia. O Professor Refém: Para pais e professores
entenderem por que fracassa a educação no Brasil. Rio de Janeiro:
Record, 2006.

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