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1 - DMPL E DLPA

O primeiro ponto a destacar é que a Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido não é obrigatória.
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras,
que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
A demonstração obrigatória, segundo a lei é a Demonstração dos Lucros ou
Prejuízos Acumulados (DLPA).
1.1
DEMONSTRAÇÃO
ACUMULADOS

DE

LUCROS

OU

PREJUÍZOS

A DLPA demonstra o dividendo por ação do capital social. Distinga-se da DRE
que demonstra o lucro ou prejuízo por ação do capital.
Segundo a Lei:
A
demonstração
discriminará:

de lucros ou prejuízos acumulados

1 - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção
monetária do saldo inicial;
2 - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
3 - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros
incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os
decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de
erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser
atribuídos a fatos subseqüentes.
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada
pela companhia.
Vamos lá! A DLPA pode ser incluída na DMLP. Vejam que a lei afirma que o que
pode ocorrer é a inclusão da primeira na segunda e não a substituição de uma
por outra. Esta questão é recorrente em provas e não podemos errar!

Ressalve-se.000. Todavia. diminui o PL.A estrutura da DLPA é basicamente a seguinte. quando do fechamento da demonstração.00. que a conta prejuízos acumulados. Se a empresa teve receitas de R$ 1.SALDO DO INÍCIO DO PERÍODO Vimos que a demonstração que se destina a apurar o lucro ou prejuízo do exercício é a demonstração do resultado do exercício.. um lucro líquido do exercício de R$ 1. despesas de R$ 500.000.2 .00 e.000. 1. assim. esse resultado do exercício integra o chamado capital próprio e deve. ser transferido para o patrimônio líquido. contudo. saldo devedor. tendo.500. essa sim pode subsistir ao término do exercício. pois.000.. vale ressaltar que a entidade. Todavia. conseqüentemente. não mais poderá reter lucros injustificadamente. com as modificações contábeis recentes.00. Isto significa dizer que os saldos credores (receitas) . A transferência do lucro ou prejuízo do exercício se dá para conta lucro ou prejuízos acumulados do PL. Repita-se: a conta lucros acumulados não pode mais constar no Balanço Patrimonial. X1 X0 Saldo do início do exercício (só se for prejuízo acumulado) (+/-) Ajustes de exercícios anteriores (+) Reversão de reservas de lucros do período (+) Lucro líquido do exercício (-) Transferência para reservas de lucros a) Reserva Legal b) Reserva Estatutária c) Reservas para contingências d) Reserva de retenção de lucros e) Reserva de lucros a realizar f) Reserva de incentivos fiscais g) Reserva Especial de dividendo obrigatório não distribuído h) Reserva específica de prêmio na emissão de debêntures (-) Dividendos propostos (-) Parcela dos lucros incorporada ao capital social (-) Dividendos intermediários Saldo no fim do período Explanemos sobre cada um dos itens a seguir.

000. seja para o aumento do capital social. as bases.500. temos prejuízo.3 .00 1.00 (LLEX) Para encerrar o resultado. todavia.000. a transferência se dará do seguinte modo: D – Prejuízos acumulados (PL) C – Prejuízo líquido do exercício 1. temos de transferir essas contas para o PL. seja para constituição de reservas de lucros.00 500.000. as regras e .000.000.00 1. Temos de saber discernir entre as políticas contábeis. seja para o pagamento de dividendos.00 Contudo. estimativas contábeis e retificação de erro.000. e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.000. este valor deverá ser todo distribuído.000.AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES Segundo a Lei: Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Despesas Receitas 500.000. Caso. ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior.000. a situação seja reversa.000.000.000.000. D – Lucro líquido do exercício 1. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Despesas Receitas 1. e as despesas excedam as receitas.000.00 C – Lucros acumulados 1. Políticas contábeis são os princípios.00 Nesta hipótese.500.00 1.00 1. as convenções.suplantaram os saldos devedores (despesas). A transferência se dará assim.000.00 1.

de informação confiável que: (a) estava disponível quando da autorização para divulgação das demonstrações contábeis desses períodos. Referem-se à escolha da base de avaliação. Erros de períodos anteriores são omissões e incorreções nas demonstrações . novas informações estão disponíveis. Não houve erro na estimativa anterior. As alterações nas estimativas contábeis decorrem de nova informação ou inovações e. portanto. mudar do PEPS para o Custo Médio Ponderado para a avaliação de estoques é uma mudança de política contábil. em virtude de alteração em princípios. Por exemplo. uma revisão de estimativa não é retificação de erro. Ou seja. Assim. regras ou práticas específicas aplicadas. que possam afetar a decisão do usuário. a empresa faz uma estimativa baseada na última informação disponível. bases.as práticas específicas aplicados pela entidade na elaboração e na apresentação de demonstrações contábeis. As políticas são mais amplas e gerais que as estimativas. ou nos montantes relativos ao consumo periódico de ativo. descuidos ou interpretações incorretas de fatos e fraudes. Nesse sentido. Passado algum tempo. que decorre da avaliação da situação atual e das obrigações e dos benefícios futuros esperados associados aos ativos e passivos. alteração na política contábil configura uma mudança na forma de avaliação. que podem evidenciar a necessidade de alterar a estimativa anterior. ou uso incorreto. e (b) pudesse ter sido razoavelmente obtida e levada em consideração na elaboração e na apresentação dessas demonstrações contábeis. Mudança na estimativa contábil é um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de passivo. não são retificações de erros. Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos. erros na aplicação de políticas contábeis. convenções. A mudança na estimativa contábil é um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de passivo. que foi feita com a melhor informação então disponível. ou nos montantes relativos ao consumo periódico de ativo. das regras que a entidade irá usar para elaboração das suas demonstrações contábeis. É importante ressaltar que serão realizadas apenas as alterações de estimativas que sejam relevantes. Erros de períodos anteriores são omissões e incorreções nas demonstrações contábeis da entidade de um ou mais períodos anteriores decorrentes da falta de uso. mais atualizadas. que decorre da avaliação da situação atual e das obrigações e dos benefícios futuros esperados associados aos ativos e passivos.

de informação confiável que estava disponível que ou poderia ser razoavelmente obtida.contábeis da entidade de um ou mais períodos anteriores decorrentes da falta de uso.REVERSÃO DA RESERVA DE LUCROS Quando da constituição de uma reserva de lucros. Aplicação retrospectiva é a aplicação de nova política contábil. o lançamento é exatamente o contrário: D – . de PEPS para custo médio ponderado. As alterações nas Estimativas Contábeis devem ser aplicadas de forma prospectiva. e (b) o reconhecimento do efeito da mudança na estimativa contábil nos períodos corrente e futuro afetados pela mudança. 1. Por exemplo. Refere-se portanto a ajustes de transações e eventos passados. a não ser que isso seja impraticável. Podemos adiantar que as alterações nas Políticas Contábeis devem ter aplicação retrospectiva. erros na aplicação de políticas contábeis. Aplicação prospectiva de mudança em política contábil e de reconhecimento do efeito de mudança em estimativa contábil representa. como se já utilizasse o custo médio ponderado no final do exercício anterior. respectivamente: (a) a aplicação da nova política contábil a transações. ou uso incorreto. descuidos ou interpretações incorretas de fatos e fraudes. como se essa política tivesse sido sempre aplicada.4 . A correção se dá diretamente na conta lucros ou prejuízos acumulados. B) Erros decorrentes de fraudes (material ou imaterial) devem ter aplicação retrospectiva. o lançamento é: D – Lucros ou prejuízos acumulados C – Reserva de lucro Pela reversão. deve ajustar o estoque inicial. E quanto à correção de erros: A) Erros materiais (que podem alterar a decisão dos usuários das demonstrações contábeis) devem ser ajustados de forma retrospectiva. a outros eventos e a condições que ocorram após a data em que a política é alterada. Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos. se a empresa muda o método de avaliação de estoques. Vale ressaltar ainda a diferença entre aplicação retrospectiva e aplicação prospectiva.

há uma ordem de prioridade para que haja a absorção deste déficit no balanço.TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA DE LUCROS As reservas de lucros que podem ser constituídas a partir de existência de lucro no exercício são: a) Reserva Legal b) Reserva Estatutária c) Reservas para contingências d) Reserva de retenção de lucros e) Reserva de lucros a realizar f) Reserva de incentivos fiscais g) Reserva Especial de dividendo obrigatório não distribuído h) Reserva específica de prêmio na emissão de debêntures Pela constituição: D – Lucros acumulados C – Reservas de lucros . parágrafo único). 1. Caso seja prejuízo.5 . 4 – Reservas de capital (facultativamente).6 .RESULTADO APURADO NO EXERCÍCIO Já dissemos acima que o resultado do exercício é apurada na DRE.Reserva de lucro C – Lucros ou prejuízos acumulados 1. Portanto.absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros (artigo 189. lucros Devemos ainda conjugar esse dispositivo com o seguinte: As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para: I . o prejuízo do exercício é assim absorvido: 1 – Lucros acumulados. a saber: O prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos acumulados. pelas reservas de lucros e pela reserva legal. nessa ordem. 2 – Reservas de lucros. podendo ser lucro ou prejuízo. 3 – Reserva legal.

O conselho fiscal.Reserva para contingências + Reversão da reserva de contingências . No nosso exemplo. a regra é a distribuição de dividendos ao final de cada exercício social. outrossim.7 . como todo negócio está sujeito a risco. Portanto. se em funcionamento. Os lucros que deixarem de ser distribuídos serão registrados como reserva especial e. BASE DE CÁLCULO PARA ESTATUTO OMISSO: Lucro líquido do exercício . Esse montante não distribuído fica incorporado ao patrimônio líquido em reserva especial. exposição justificativa da informação transmitida à assembleia. deverá dar parecer sobre essa informação e. se não absorvidos por prejuízos em exercícios subsequentes. contudo. em cada exercício.geral. como. seus administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários. a base de cálculo para pagamento dos dividendos caso o estatuto seja omissão quanto ao percentual de sua distribuição. mas não possuir situação financeira ou patrimonial que permita o pagamento de dividendos. que. por exemplo. ou quando está em recuperação judicial ou extrajudicial. Reprise-se. pelo lançamento seguinte: D – Lucros acumulados (PL) C – Dividendos a pagar (passivo) Lembre-se. dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembleia.1.Reserva legal .DIVIDENDOS Segundo a Lei: Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório. com a quitação do empréstimo ou com a extinção da recuperação judicial ou extrajudicial. Tal situação está prevista na Lei da seguinte forma: O dividendo não será obrigatório no exercício social em que os órgãos da administração informarem à assembleia-geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. sendo pago quando a situação permitir. pode acontecer de a empresa possuir lucro. quando a empresa tem um volume extraordinário de empréstimos a serem quitados. a parcela dos lucros estabelecida no estatuto. na companhia aberta. deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia.

ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior.PARCELA DO LUCRO INCORPORADA AO CAPITAL Uma parte do lucro líquido pode ser incorporada ao capital social. O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos intermediários.o saldo do início do período. os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial.as transferências para reservas.9 . levantar balanço semestral. 2 . os dividendos. O lançamento é o que se segue: D – Lucros acumulados/dividendos pagos antecipadamente (retificadora PL) C – Dividendos a pagar (passivo) 2 - DEMONSTRAÇÃO DAS A demonstração de lucros discriminará: MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ou prejuízos acumulados 1 . de prêmio na emissão de debêntures (facultativamente) LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO X 50% = DIVIDENDO DEVIDO 1. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. levantar balanço e distribuir dividendos em períodos menores. nos termos de disposição estatutária. e que não possam ser .Reserva de incentivos fiscais (facultativamente) -Reserva esp. desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não exceda o montante das reservas de capital. A companhia poderá.as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. por deliberação dos órgãos de administração. dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço. poderá declarar. 3 .8 ..DIVIDENDOS INTERMEDIÁRIOS A companhia que. se autorizados pelo estatuto. Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. O lançamento é o que se segue: D – Lucros acumulados C – Capital Social 1. por força de lei ou de disposição estatutária.

como parte integrante de suas demonstrações financeiras. a demonstração das mutações do patrimônio líquido. A Instrução CVM tornou a DMPL obrigatória para as companhias abertas: As companhias abertas deverão elaborar e publicar. a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. comparativamente apresentado. (e) notas explicativas. podemos entender que a DMPL passa a fazer parte do conjunto completo de demonstrações contábeis. A Lei permite que a DLPA seja incluída na DMPL. de forma definitiva. (c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período. .atribuídos a fatos subseqüentes. Com a publicação do CPC 26 – Apresentação das demonstrações contábeis. e (g) demonstração do valor adicionado do período. se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente. a DLPA. passando a ser obrigatória para praticamente todas as empresas e substituindo. Esta última torna-se apenas uma coluna da DMPL. (b1) demonstração do resultado do período. se elaborada e publicada pela companhia. (f) balanço patrimonial do início do período mais antigo. A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é mais completa que a DLPA. quando a entidade aplica uma política contábil retrospectivamente ou procede à reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações contábeis. (b2) demonstração do resultado abrangente do período. As principais novidades. e a inclusão das Notas Explicativas entre as demonstrações obrigatórias. compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas. são as Demonstrações do Resultado Abrangente. ou ainda quando procede à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis. Conjunto completo de demonstrações contábeis O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui: (a) balanço patrimonial ao final do período. (d) demonstração dos fluxos de caixa do período. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.

Ou seja. reconhecidos de acordo com Políticas Contábeis.de cada item dos outros resultados abrangentes. (c) para cada componente do patrimônio líquido. todas as mutações patrimoniais. Vamos examinar rapidamente o que é o Resultado abrangente: Resultado abrangente é a mutação que ocorre no patrimônio líquido durante um período que resulta de transações e outros eventos que não derivados de transações com os sócios na sua qualidade de proprietários.Vamos à DMPL: Demonstração das mutações do patrimônio líquido Informação a ser apresentada na demonstração das mutações do patrimônio líquido A entidade deve apresentar a demonstração das mutações do patrimônio líquido. Na revisão (R1).de transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. integram a Demonstração do Resultado Abrangente. apresentando separadamente o montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não controladores. foi eliminada a possibilidade de incluir a DRA na DMPL. A DRA deve ser uma demonstração separada. Mas também entra na DMPL. a conciliação do saldo no início e no final do período. bem como modificações nas participações em controladas que não implicaram perda do controle. e 3. que não as transações de capital com os sócios. ou seja. pois as contas do resultado abrangente ficam no PL. A demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações: (a) o resultado abrangente do período. demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: 1. demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas. 2.do resultado líquido. A primeira versão do pronunciamento técnico CPC 26 permitia que a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) fosse evidenciado como uma demonstração separada ou que fosse incluído na DMPL. os efeitos da aplicação retrospectiva ou da reapresentação retrospectiva. (b) para cada componente do patrimônio líquido. a mutação do patrimônio líquido é formada por apenas dois conjuntos de valores: transações de capital com os sócios (na sua qualidade de proprietários) e resultado abrangente total. E o resultado abrangente total .

(c) ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I .demonstração do resultado do exercício. as seguintes demonstrações financeiras. Ao fim de cada exercício social. A demonstração do resultado abrangente deve.638.demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. incluir as seguintes rubricas: (a) resultado líquido do período. (b) ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido– Benefícios a Empregados. por sua vez. os outros resultados abrangentes e o efeito de reclassificações dos outros resultados abrangentes para o resultado do período. Interpretações e Orientações emitidos pelo CPC. III . de três componentes: o resultado líquido do período. Os componentes dos outros resultados abrangentes incluem: (a) variações na reserva de reavaliação. quando permitidas legalmente. esta última começa com o resultado líquido e inclui os outros resultados abrangentes. (d) ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda.balanço patrimonial. 11. II . (e) parcela efetiva de ganhos ou perdas advindos de instrumentos de hedge em operação de hedge de fluxo de caixa. (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza (exceto montantes relativos ao item (c). Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa (incluindo ajustes de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração do resultado como requerido ou permitido pelos Pronunciamentos. de 2007. e . e (d) resultado abrangente do período 3– DOAR . no mínimo.INTRODUÇÃO A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) foi substituída pela Demonstração dos Fluxos de Caixa a partir da Lei nº. (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial. com base na escrituração mercantil da companhia.é formado. a diretoria fará elaborar. A entidade deve apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período em duas demonstrações: demonstração do resultado do período e demonstração do resultado abrangente do período.

como veremos a seguir. Mas é interessante resgatá-lo. a Doar é mais abrangente que a Demonstração dos Fluxos de Caixa. demonstração do valor adicionado. Portanto. pois trata do CCL e não apenas do Disponível. Assim.1 .3 . Antes de continuar.ORIGENS A lei estabelecia o seguinte. e V – se companhia aberta.IV – demonstração dos fluxos de caixa. ao passo que a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) demonstra as variações ocorridas nas Disponibilidades (Caixa e Equivalente de Caixa). Capital Circulante Líquido ou Capital De Giro Líquido: é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. (CCL = AC – PC). sobre a DOAR (ATENÇÂO: o texto acima foi revogado pela lei 11. VI A DOAR demonstra as variações ocorridas no Capital Circulante Líquido da empresa durante o exercício. a empresa está usando capital de terceiros para financiar parte do seu capital de giro. Além disso. O CCL ou CGL pode ser negativo. Nesse caso. na sua elaboração (que veremos a seguir). não está mais em vigor. discriminando: . caso o Passivo Circulante seja maior que o Ativo Circulante. 3.2 . O Capital Circulante Líquido (CCL) é o Ativo Circulante menos o Passivo Circulante.638/07. vejamos os conceitos: 3.CONCEITO DE CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Capital Circulante ou Capital De Giro: é o ativo circulante. para verificar as orientações gerais sobre a DOAR): Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia.ITENS COMPONENTES Já dizemos que a DOAR demonstra as Origens e Aplicações da empresa. a DOAR apresenta as informações relativas à operações de financiamentos (origens) e de investimentos (aplicações) da empresa durante o exercício. 3. Capital Circulante Próprio ou Capital De Giro Próprio: é a diferença positiva entre o ativo circulante e o passivo circulante.

originários do aumento do passivo exigível a longo prazo.4 . da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado.I .APLICAÇÕES As aplicações de recursos são as diminuições do Capital Circulante Líquido. pois a liquidação de empréstimos representa uma aplicação (lembramos que a obtenção de novos empréstimos representa uma origem). amortização e exaustão.as aplicações de recursos. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital.no caso de lucro . acrescido de depreciação. agrupadas em: a) dividendos distribuídos. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros.no caso de prejuízo . d) redução do passivo exigível a longo prazo. Além das origens e aplicações relacionadas acima. Na DOAR.origem --. através dos aumentos de capital. (Artigo revogado) Podemos destacar as seguintes origens de recursos: a) Das próprias operações. agrupadas em: a) lucro do exercício. ou na transformação do Ativo Realizável a Longo Prazo em Ativo Circulante. b) dos acionistas. c) de terceiros. como a depreciação. Imobilizado e Intangível . o resultado do exercício é apresentado assim: --. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. de Ativo Intangível e de novos Investimentos. c) remuneração de acionistas (dividendos e Juros sobre o capital próprio). os quais aumentam as disponibilidades da empresa e por consequência o capital circulante líquido. II . c) recursos de terceiros. 3. por empréstimos de longo prazo obtidos pela empresa. quando a empresa tem lucro. As mais comuns são: a) aquisições de bens do Ativo Imobilizado. venda de bens do Ativo não Circulante – Investimento. b) pagamento de empréstimos de longo prazo.as origens dos recursos.aplicação O resultado deve ser ajustado pelas despesas e receitas que não afetam o CCL. dos investimentos e do ativo diferido. há diversos tipos de .

com variação negativa. ao mesmo tempo. temos: CCL = PÑC + PL .5 – TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DA DOAR A DOAR demonstra a movimentação do Capital de Giro Líquido ou Capital Circulante Líquido.transações que não afetam o Capital Circulante Líquido. Para a DOAR. Imobilizado e Intangível a longo prazo. Como exemplo. Nesse caso. Investimentos ou Intangível. Podemos conferir a igualdade matemática a partir da equação básica da contabilidade: Ativo = Passivo + PL AC + AÑC = PC + PÑC + PL AC – PC = (PÑC + PL) – AÑC Como AC – PC = Capital Circulante Líquido (CCL). mas deve ser demonstrada como uma origem (pela venda do item do Ativo) e uma aplicação (pelo recebimento a logo prazo). Para a DFC demonstramos apenas a variação das disponibilidades.AÑC A movimentação do CCL pode ser positiva (quando as origens superam as aplicações) ou negativa (quando a empresa tem aplicações que superam as origens. o que diminui o CCL). d) venda de bens do ativo Investimentos. 3. Também é uma situação em que não ocorre alteração no Capital Circulante Líquido. b) conversão de empréstimo de logo prazo em capital. podemos citar: a) aquisição de bens e direitos (do Imobilizado ou do Intangível) pagáveis a longo prazo. c) integralização de capital em bens do Ativo Imobilizado. . uma aplicação pela redução do Passivo Não Circulante. Passivo não Circulante e Patrimônio Líquido). há um origem pelo aumento do capital e. Nesse caso. Mas isso será feito através das contas não circulantes (Ativo não circulante. como se entrasse um recurso que fosse imediatamente aplicado. interessa a movimentação do CCL. há uma aplicação pelo acréscimo do Ativo e ao mesmo tempo uma origem pelo aumento do passivo. mas que aparecem como origens e aplicações simultaneamente. que é o Ativo Circulante menos o Passivo Circulante.

000 e origens pelo valor da venda do imobilizado.000. temos a despesa de Depreciação e os juros provisionados (que diminuíram o lucro líquido. ou seja. . DOAR – ORIGENS DE RECURSOS Lucro Líquido 2500 (+) Depreciação (+) Desp.000: Origens de Recurso De Terceiros Novos empréstimos 2.– RESULTADO AJUSTADO É semelhante ao resultado ajustado da DFC pelo método indireto. por exemplo.000 para $30. o correto seria incluir aplicações no valor de $10.000. Assim. no valor de $2. no valor de $7. portanto. mas que não representam aplicações ou origens de Capital Circulante Líquido. Se houvesse. Partimos do resultado do período e somamos ou diminuímos os valores que afetaram o resultado.1 – APLICAÇÕES A única aplicação foi o aumento do Imobilizado. temos apenas os novos empréstimos. Neste exemplo. temos: Origens de Recursos Dos Acionistas Integralização de Capital 5. e foi integralizado pelos sócios em dinheiro. venda de imobilizado com custo de 3.000 (resultando em aumento de Imobilizado em 7.000 3. mas não são novos empréstimos.5. Juros Longo Prazo Lucro Ajustado 900 3000 6400 ORIGENS DOS ACIONISTAS E DE TERCEIROS O Capital Social aumentou de $25. não representam Origem.000 e compra de imobilizado no valor de 10.000). devem ser somados ao lucro líquido).000 No caso das origens de Terceiros.

Aplicações de Recursos Aquisição de Imobilizado 7.ORIGEM AUMENTO do Passivo Não Circulante e do PL .APLICAÇÃO Prezados alunos.APLICAÇÃO DIMINUIÇÃO do Ativo Não Circulante . .Mas. devemos entender que houve apenas compra de imobilizado. antigamente as bancas cobravam questões complexas de DOAR. como não há nenhuma indicação de venda. temos a seguinte regra geral: AUMENTO do Ativo Não Circulante .ORIGEM DIMINUIÇÃO do PASSIVO Não Circulante e do PL . as bancas reduziram muito o número de questões e o grau de dificuldade.000 Com relação às variações das contas patrimoniais. Depois que essa demonstração deixou de ser obrigatória. Era um assunto recorrente. em contabilidade avançada.