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PADRE JOAO BALKER - P035B3 ENSINO FUNDAMENTAL E MEDIO Lei
nº 3882/65 - Resolução 6064/87 - Decreto 26.695/87
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Avaliação de Língua Portuguesa 8º Ano E ( 1º Bimestre)
Aluno: ___________________________________________________________ Nota:__________

Não despertemos os Leitores
Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo.
Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
“A vida é um fardo" - isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: "disse Bias". Bias não faz mal
a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco,
eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de
salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia,
a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com ideias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
"O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!"
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa
desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que
desaba ou uma barata esmagada.
(QUINTANA, Mário. Prosa & Verso. 6. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 87)

1 . Através da leitura do texto defina, com suas palavras, um leitor dorminhoco.
O leitor dorminhoco é aquele que lê, mas não faz uma reflexão da leitura para saber se o que ele leu está certo ou errado,
tem preguiça de raciocinar.O Texto "Não depertemos o leitor", é um texto dissertativo, pois segundo consulta ao livro de
Othon Moacir Garcia Comunicação e Prosa Moderna 26 ed.
2. Como você se classificaria: um leitor dorminhoco, um leitor semidesperto ou um leitor atento? Justifique.
O leitor dorminhoco lê, mas não interpreta o que leu.

O leitor semidesperto lê desconfia que tem algo errado mas não se importa.
O leitor atento lê e pesquisa para ver se o que leu é verdade.

3. Plutarco poderia se considerar um grego comum? Por quê?
Não. Porque Plutarco achava que os sete sábios eram chatos.

4. Por que os sete sábios da Grécia deviam ser a tábua de salvação das conversas?

Eles tinham grande prestígio e influência entre os seus contemporâneos, e eram dotados de tamanha sabedoria que alguns
de seus ensinamentos foram inscritos nas paredes do templo de Apolo, em Delfos.

5. Uma das técnicas da dissertação consiste na citação de um "argumento de autoridade", ou seja, o testemunho ou a
citação de uma pessoa de competência reconhecida sobre determinado assunto. Como Mário Quintana ironiza essa
técnica?
Que conhecimento não faz mal a ninguém, e que o Brasil é historicamente feito por pessoas que são dispersas a leitura e
que nada significa para ele.

6. Caetano Veloso, na letra Sampa, afirma o seguinte: "Á mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Que trecho
do texto apresenta opinião semelhante?
"Autor que os queira conservar não deve ministra-lhes o mínimo susto."

7. Qual a diferença de postura entre o leitor dorminhoco, o leitor semidesperto e o leitor atento em relação à frase: " O
Brasil não fugirá ao seu destino histórico"?
O leitor dorminhoco lê, sem prestar atenção e não interpreta o que leu.
O leitor semidesperto lê desconfia que tem algo errado mas não tem curiosidade de aprofundar o seu conhecimento, se
acomoda;
O leitor atento lê, pesquisa, relacionar os fatos para ver se o que leu é verdade.

Leia o texto abaixo.
O sapo
Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou uma bruxa
horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vais casar comigo não vai
se casar com ninguém mais”! “Olhou fundo nos olhos dele e disse:” Você vai virar um sapo! “Ao ouvir essa palavra o
príncipe sentiu uma estremeção”. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra feitiço tinha dito. Sapo. Virou um
sapo.
(Alves, Rubem. A Alegria de Ensinar. Ars Poética, 1994.)
10. No trecho “O príncipe NEM LIGOU e a bruxa ficou muito brava”, a expressão destacada significa que
(A) não deu atenção ao pedido de casamento.
(C) não respondeu à bruxa.
(B) não entendeu o pedido de casamento.
(D) não acreditou na bruxa.

Leia o seguinte texto.
O drama das paixões platônicas na adolescência
Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela
precisa conquistá-lo de qualquer maneira. Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a
ganhar o gato do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma
especialista na arte da azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia
justo a maior “crânio” da escola. E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista
elaboradas pela amiga.
REVISTA ESCOLA, março 2004, p. 63
12. Pode-se deduzir do texto que Bruno
(A) chama a atenção das meninas.
(C) pode ser conquistado facilmente.
(B) é mestre na arte de conquistar.
(D) tem muitos dotes intelectuais.

Leia a seguir a fábula de Monteiro Lobato e responda as questões de 8 a 9.
A ONÇA DOENTE

Certa vez a onça caiu de uma árvore e ficou muitos dias de cama.
Como estava passando fome ele chamou a irara e pediu que avisasse a bicharada que estava morrendo e que fossem
visitá-la.
O veado, a capivara, a cutia e o jabuti foram visitá-la.
Quando o jabuti chegou, antes de entrar na toca olhou para o chão e viu que só tinha pegadas que entravam,
então pensou:
- É melhor eu ir embora e rezar pela melhora da onça, pois aqui quem entrou não saiu.
E ele foi o único que se salvou.
Moral da história: Para esperteza, esperteza e meia.
08. Da leitura do texto, pode-se entender que a onça encontrava-se doente porque
(A) havia caído da árvore.
(C) não podia caçar.
(B) estava com muita fome.
(D) estava em apuros.
09. A verdadeira intenção da onça era
(A) encontrar os amigos.
(B) pedir ajuda aos animais.

(C) alimentar-se dos animais que iam visitá-la.
(D) almoçar com os animais que iam visitá-la.

Leia o texto abaixo e em seguida responda o exercício apresentado.
HOMEM DE MEIA-IDADE
(LENDA CHINESA)
Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
- Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quando foi visitar a esposa mais velha, esta
lhe disse, por sua vez:
-Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal
procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o
abandonaram. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
10. (D6) A ideia central do texto é
(A) o problema da calvície masculina.
(B) a impossibilidade de agradar a todos.

(C) a vaidade dos homens.
(D) a insegurança na meia-idade.

Leia o texto a seguir.
A função da arte
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na
frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
__ Me ajuda a olhar!
(Roxo, Maria do Rosário e Vitória Wilson. Entre textos. V. 4, Editora Moderna.)
11. O menino ficou tremendo, gaguejando porque
(A) a viagem foi longa.
(B) as dunas eram muito altas.

(C) o mar era imenso e belo.
(D) o pai não o ajudou a ver o mar.

Considere o seguinte trecho:
Em vez do médico do Milan, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável pela cirurgia de Cafu.
Foi ele quem operou o volante Edu e o atacante Ricardo Oliveira, dois jogadores que tiveram problemas semelhantes no
ano passado.
12. (D2) O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se:
(A) ao médico do Milan.
(C) ao doutor José Luiz Runco.
(B) a Cafu.
(D) ao volante Edu.
Leia a tirinha.

13. (D3) No 1º quadrinho, a fala do personagem pode ser substituída por
(A) “Quer namorar comigo?”
(C) “Você é muito simpática!”
(B) “Você é muito bonita para mim!”
(D) “Você é muito humilde!”
Leia o texto abaixo e responda as questões de 14 a 16.
O visitante vai passando pelo corredor do hospital, quando vê o amigo saindo disparado, cheio de tubos, da sala de
cirurgia:
__ Aonde é que você vai, rapaz?!
__ Tá louco, bicho, vou cair fora!
__ Mas, qual é, rapaz?! Uma simples operação de apendicite! Você tira isso de letra.
E o paciente:
__ Era o que a enfermeira estava dizendo lá dentro: “Uma operaçãozinha de nada, rapaz! Coragem! Você tira isso
de letra! Vai fundo, homem!”
__ Então, por que você está fugindo?
__ Porque ela estava dizendo isso era pro médico que ia me operar!
(Ziraldo. As melhores anedotas do mundo. Rio de Janeiro; Globo, 1988, p. 62.)

14. (D6) A ideia principal do texto é
(A) O rapaz tem medo de cirurgia.
(B) Pela da fala enfermeira o rapaz imaginou que o médico fosse fazer outra coisa.
(C) Um rapaz não quer submeter-se a uma operação de apendicite porque o médico é inexperiente.
(D) O rapaz quando viu os utensílios cirúrgicos ficou com medo e fugiu.
15. (D10) O lugar onde a história se passa
(A) Na entrada do hospital.
(B) Na recepção do hospital.

(C) No corredor do hospital.
(D) Na sala de operação.

16. (D16) A finalidade ao contar uma anedota é
(A) Informar um acontecimento.
(B) Descrever um fato.

(C) Argumentar um fato ou acontecimento.
(D) Provocar o riso.

Leia a tirinha a seguir.

17. (D15) No 2º quadrinho da tira, o trecho: “É, eu o vi na primeira página do jornal.” O pronome em destaque se refere
(A) ao Garfield.
(B) ao jornal
(C) ao famoso.
(D) ao marido.
Saudade

Filisbino Matoso andava que era uma tristeza só. Não queria nada com a vida nem aceitava o consolo de ninguém.
Quem passasse lá pelas bandas do Sítio da Purunga Sonora ia ouviu os lamentos do moço.
_ Ai! Como sofro! Sem minha querida Florisbelta não posso viver. De que me vale este lindo sítio com lago, se
estou nadando em lágrimas?
Todos que moravam no Purunga Sonora e nos arredores sabiam da história da Florisbelta. Era o grande amor de
Filisbino Matoso. A choradeira havia começado com o raiar do sol, quando a tal Florisbelta, sem avisar ninguém, resolvera
tomar o caminho da cidade.
(SALLOUTI, Elza Césari. O bilhete que o vento levou. São Paulo: Salesiana Dom Bosco, 1991.)
18. (D11) “Filisbino Matoso andava que era uma tristeza só...”. Qual é o motivo da tristeza de Filisbino?
( A ) A falta que Florisbelta fazia.
( C ) Ter um sítio com lago e não aproveitar.
( B ) Estar nadando em lágrimas.
( D ) Todos dos arredores sabem da história.
19. (D10) Como foi o final de Filisbino Matoso?
( A ) Florisbelta tomou o caminho da cidade e não voltou.
( B ) Florisbelta voltou ao sítio para rever seu grande amor.
( C ) Filisbino contou a história para todos os arredores.
( D ) Filisbino foi atrás de Filisbelta e a encontrou.
O MITO DO AUTOMÓVEL
O automóvel é o símbolo máximo das sociedades modernas. A demanda de automóveis teve um
aumento tão rápido que em apenas algumas décadas transformou a indústria automobilística num dos
motores da economia de mercado. Mas isso ocorreu porque os carros satisfazem inúmeras necessidades,
anseios e fantasias dos homens e das mulheres de hoje – em especial o sonho da liberdade de
movimentos. Qual será o futuro desse fruto do casamento do sonho com a técnica? Não corremos talvez o
risco de ver nossa liberdade de possuir um carro vir a transformar-se em escravidão a esse mesmo carro?
(Correio da UNESCO. Fundação Getúlio Vargas)
Questão 14 – (D16)
Ao empregar o verbo na primeira pessoa do plural em “Não corremos talvez o risco de ver nossa
liberdade...”, o autor do texto refere-se
A) a apenas ele mesmo.
B) a ele e mais uma pessoa.
C) a ele e a todos da sociedade moderna.
D) às pessoas que integram a sociedade moderna.
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C
D

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GABARITO/RESPOSTA
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