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I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS

Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE – 21 a 23 de maio de 2012

“CADÊ MEU AJEUM?”
A COMIDA E SEUS VÁRIOS SIGNIFICADOS NOS TERREIROS DE
CANDOMBLÉ DE ARACAJU

Janaina Couvo Teixeira Maia de Aguiar
Universidade Federal da Bahia
janainacouvo@gmail.com

GT 04 - O Alimento como Memória e Identidade nos Territórios

Resumo
Este artigo apresenta uma análise sobre o papel da alimentação e seus vários significados
nos terreiros de candomblé de Aracaju. A partir da observação de diversos rituais
realizados nestes espaços de culto, é possível encontrarmos a presença constante da
comida, intermediando a relação entre homens e orixás. O alimento também é um
elemento importante na construção das relações de sociabilidade entre os adeptos desta
religião e a comunidade, principalmente durante as festas. Assim, a partir deste trabalho
apresentamos os resultados iniciais de um estudo sobre a festa de Iansã em Aracaju, num
terreiro de tradição Angola/Ijexá, destacando suas particularidades durante o processo de
elaboração das oferendas e de todo o trabalho realizado na cozinha do santo. Trata-se de
uma pesquisa centrada na observação e registro etnográfico de todo o processo de
construção da festa neste terreiro, associando a este processo o uso da fotografia enquanto
parte da construção do texto etnográfico.
Palavra-chave: Comida, Candomblé, Sociabilidade, Festa.
Introdução
A comida nas religiões afro-brasileiras está presente em todos os momentos, fazendo parte
dos diversos rituais que compões estas religiões. Assim, desde o momento em que o
indivíduo adentra a este campo religioso, até o momento em que ele morre, a presença da
alimentação é uma constante.

Em momentos de grande felicidade assim como

principalmente nas dificuldades, os iniciados procuram, através das oferendas alimentares,
manter uma relação de proximidade com as divindades africanas, fazer seus pedidos ou
agradecer através do alimento oferecido.

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(1999. Cada divindade tem a sua comida ritual. SE – 21 a 23 de maio de 2012 Nos terreiros de Candomblé. Ao analisar a presença das dietas africanas no sistema alimentar brasileiro. requintadas na forma. Elaboradas. não podem ser usados na cozinha da casa da Ialorixá. os Inquices congos e angolas puderam. quando uma pessoa procura este espaço somente para a cura de determinadas enfermidades. onde todos os objetos utilizados no preparo das oferendas são específicos para esta finalidade. ele ressalta a substituição de ingredientes de muitas comidas cotidianas dos homens e dos santos. durante os rituais no candomblé. está o mito.23) A Importância da Cozinha do Santo O espaço da cozinha. observa-se que mesmo sem uma relação direta com a religião. Concluindo os rituais. no ordenamento do preparo. que deve ser feita seguindo a interdição de alguns temperos. seja com relação aos alimentos que serão transformados nas oferendas. outra vez. é perceptível como a comida apresenta um caráter mágico religioso também enquanto elemento que pode levar a cura a uma pessoa enferma. os Voduns gege. que a prescreve pelas práticas divinatórias. Lima (1999) destaca o cuidado que existe nos terreiros com relação ao processo de preparação das comidas que serão ofertadas às divindades africanas. transforma-se num espaço marcado pela presença constante do sagrado. sendo proibidos a sua utilização em determinadas comidas. ou na simplicidade aparente de um despojamento prescrito pelo mito. comer suas comidas no Brasil. São Cristóvão. Os estudos sobre a alimentação nos terreiros destacam o processo de recriação do universo religioso africano no país pelos negros urbanos. p.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. que estão relacionados aos mitos. ou mesmo como espaço de transmissão de conhecimentos. vez que atrás de cada oferenda alimentar. como o trabalho de Vivaldo da Costa Lima (1999). é organizado uma dieta alimentar onde os alimentos que fizeram parte do ritual não podem ser consumidos durante um determinado período. 2 . os rituais realizados também envolve determinados alimentos que em contato com o indivíduo pode contribuir para a recuperação da saúde. Assim. Os Orixás nagôs.

A presença de certas pessoas destinadas a cuidar da cozinha demonstra os tabus que existem em torno da preparação dos rituais. Entretanto. Como tudo no campo da religião. tendo todo o cuidado com os preceitos alimentares. Sérgio Ferretti (1995) destaca que existem vários significados que envolvem a preparação das festas. Deve ser uma pessoa que esteja ligada ao culto. mas também durante todo processo de compra de ingredientes. fazendo com que ingredientes usados no dia-a-dia sejam utilizados através de um ritual onde nada é por acaso.341). envolvendo as pessoas que estão ligadas à sua preparação. Representa um sacrifício e uma obrigação. que ressalta o processo de recriação existente na cozinha de santo. rezas. a sacralização da comida não está somente relacionada ao preparo. o que diferencia da sua preparação cotidiana. de toda a confiança e que não entra em transe. esta iniciada assume toda a responsabilidade pela comida dedicada aos orixás. Ela é auxiliada por outros iniciados. apresentam elementos essenciais e vitais para a transmissão do axé.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. onde este espaço assume uma característica “mágica”. comidas onde os modos de preparar. A ida ao mercado efetuar a compra dos alimentos até a elaboração da oferenda. evocações e cantigas ligadas às estórias sagradas. nos momentos essenciais na elaboração das iguarias sagradas. É importante ressaltar que os Orixás comem o que os homens comem.63-64) 3 . São Cristóvão. A cozinha é dirigida pela Iabassê. nas religiões afro-brasileiras e na casa das Minas. palavras de encantamentos. desde as compras de ingredientes até as pessoas que se dedicam a preparação. a “senhora da cozinha”. realizados no Tambor de Mina do Maranhão. Este aspecto também é discutido por Souza Júnior (1999). No estudo sobre a festa de Acossi e o Arrambã. que na sua maioria são mulheres. (SOUZA JUNIOR. os primeiros recebem a seus pés. nos terreiros. 1999. que é a responsável pela elaboração das comidas dos orixás. É ela quem assume toda a responsabilidade no preparo e organização de cada prato a ser ofertados às divindades. P. porém. SE – 21 a 23 de maio de 2012 Toda a elaboração das comidas para os Orixás segue as orientações presentes em suas histórias míticas. uma benção e um pedido de proteção. a comida é ritualizada ao extremo. porém. a Iabassé está à frente. (1995. ao lado dos saberes.

(CORRÊA. Ao estudar a importância da cozinha enquanto a base da religião no Batuque do Rio Grande do Sul. e onde é possível encontrarmos também a comida é o ritual fúnebre. Norton Corrêa (1995) destaca que o alimento é considerado como fator mediador por excelência das relações entre o mundo dos homens e o sobrenatural. mas sobre a mesa. 1995.. sem usar talheres. pois. a “etiqueta”. 1995. onde encontramos muitas semelhanças 4 . também não se come segurando o prato na mão. ressaltando que nos rituais dedicados aos mortos existe uma infinidade de cuidados com os detalhes. [. para aqueles que estão presentes na cerimônia. mesmo sem ter nenhum vínculo religioso. não se pode comer na panela que vai ao fogo. (Ferretti.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. Não se pode comer com a mesa descoberta. mas com toalha. cujo poder afastará o egum e permitirá o restabelecimento da saúde de sua vítima. Estas se submetem aos rituais de “limpeza” onde a comida assume a função de reestruturar a sua vida espiritual. ou seja. o axexê. São Cristóvão. é indispensável à limpeza mística. p.64) A comida também pode ser analisada a partir do momento em que ela vai servir como elemento de sociabilidade entre os homens e os Orixás.] Comida de obrigação só se come com as mãos. Na realização das festas religiosas a alimentação é inicialmente ofertada para as divindades e.. SE – 21 a 23 de maio de 2012 Outro aspecto importante destacado pelo autor está relacionado à forma com que as pessoas se alimentam. onde o descaso com relação às oferendas dos Orixás é considerado uma das causas. P54) É em busca desta “cura espiritual” que as pessoas procuram as casas de culto. Para o restabelecimento da saúde. Neste caso a doença passa a ser considerada enquanto um castigo da divindade. Isto pode ser observado a partir do processo iniciático. a comida é inserida em todas as suas fases. Outro ritual importante no Candomblé. o passar no doente os alimentos sagrados dos Orixás. Neste. inclusive fora do espaço sagrado. é servida a comida que o morto mais gostava. nem colocar panela na mesa em que se vai comer. depois socializada com todos os iniciados e demais presentes na cerimônia. onde a comida está presente em todos os momentos em que ocorre o “pacto entre o homem e o Orixá”. Outro aspecto importante está relacionado a questões ligadas à saúde. Norton Corrêa também analisa este fato.

porém. P. especialmente aquelas de que o morto mais gostava (1995.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. frituras em azeite de dendê e muitas outras comidas. Os rituais que envolvem a comida apresentam um caráter mágico entre as divindades e os adeptos. onde somente os iniciados podem participar.59) Também nestes rituais os vivos comem. a comida é parte fundamental nas relações de troca com os orixás. é renovada a cada ritual. Estas são marcadas por dois momentos importantes: os rituais internos de preparação. (1979. de acordo com Lody. importante momento sócio-religioso. em que as oferendas são realizadas com o objetivo de receber uma dádiva dos Orixás. estas comidas são colocadas em outros recipientes que se deve ter para não comer nada do que foi oferecido aos mortos. os motivos aliados à tradição e aos sentidos de fé e culto devocional doméstico. Prepara-se tudo que a boca come. dinamizando seus conceitos e procurando. P. Raul Lody ressalta a importância das festas públicas enquanto momento de socialização. Elemento importante no desenvolvimento dos rituais e na construção das oferendas. SE – 21 a 23 de maio de 2012 entre os pratos e as oferendas aos deuses modificando somente por causa da troca de certos elementos. Mulheres e Orixás O momento em que a alimentação encontra o seu apogeu nos terreiros é quando acontecem as festas religiosas. e a festa pública. O culto doméstico e a alimentação ritual dos santos têm as funções de perpetuar a crença popular e que.P. As Festas e a Socialização da Comida entre Homens. Ao estudar a comida nos terreiros. (1979. É através da alimentação que o axé. é considerado pelo autor como motivação para que as pessoas participem das festas.117) A comida enquanto elo de renovação da relação entre os iniciados e suas divindades é um aspecto importante no candomblé.27) O “ajeum”. caracterizando-se por uma relação de ”troca”. o que inclui as mais variadas comidas brasileiras. a “força vital” que é a base do culto. É uma relação que envolve uma 5 . termo africano usado para designar a comida. A fartura dos alimentos e a variedade de pratos convidam todos os adeptos e visitantes a consumir os assados das carnes dos animais que foram sacrificados em honra dos Orixás. pois estamos nos referindo a rituais onde a dádiva entre homens e divindades é mediada pela comida. no que é funcional e necessário. adequando seus valores. cada vez mais está se transformando. São Cristóvão.

onde a presença mágica dos Orixás é parte fundamental para o sucesso. quando várias oferendas são organizadas pelos responsáveis pela cozinha. Marcel Mauss (1974) ao tratar sobre a relação entre homens e deuses. terreiro centenário de tradição Angola/Ijexá.] as relações desses contratos e trocas entre homens e desses contratos entre homens e deuses esclarecem todo um lado da teoria do sacrifício. porém.. sempre mantendo um olhar com base no respeito e. [. no que é permitido ver. dia dedicado a Iansã.. principalmente a comida. E este relacionamento assegurado é a garantia de desempenho nos processos ritualísticos. E esta é presente durante o Ciclo festivo dedicado a Iansã. dança. que acontece todos os anos durante o mês de dezembro. P. tem o seu momento mais representativo no dia 4 de dezembro. diversos elementos sagrados e profanos convivem constantemente. também os filhos de santo de várias partes do país e até do exterior. pois o adepto é obrigado realizar uma oferenda para que possa receber as bênçãos dos seus Orixás protetores.. músicas.. Desta forma. não 6 . receber e retribuir. principalmente. Deste ritual participam além dos filhos de santo da cidade e municípios vizinhos. 1974. São Cristóvão. Participam adeptos de outros terreiros da cidade e regiões circunvizinhas. Neste sentido. acompanhar a construção de uma festa dedicada a um orixá. caracterizando o espaço do terreiro enquanto um espaço de socialização entre divindades.63) A todo o momento. Um Banquete para Iansã Entender a presença da comida no candomblé é vivenciar o cotidiano nos terreiros. que passam o ano se preparando para se dirigir à Capital sergipana. O Abaçá São Jorge. adeptos e comunidade em geral. e que os deuses sabem retribuir o preço das coisas. é vivenciar todo um processo marcado por rituais.] Acredita-se que é aos deuses que é preciso comprar. Assim. (MAUSS. num terreiro de tradição Angola/Ijexá. nesta festa. ressalta que [. tabus. e. a alimentação é a forma de “troca” necessária para o bom relacionamento entre os homens e seus deuses. interdições. SE – 21 a 23 de maio de 2012 obrigação de dar. realiza esta festa em quatro dias. A organização deste grande banquete acontece durante os rituais internos da casa. além da própria comunidade onde o espaço sagrado está inserido. Neste terreiro.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe.

Assim. possa ser ocupado ou mesmo dirigido por homens e mulheres. divindades associadas à fartura. parte dos alimentos preparado é socializado entre os iniciados. Estas pessoas são consideradas pela comunidade enquanto figuras importantes para o terreiro. O momento da “chegada” de Iansã é aplaudido por todos.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. a mãe de santo. dançam ao som dos atabaques. recebendo os cumprimentos. É o primeiro momento em que é possível observar esta relação de mediação entre a comida. mas também pessoas da comunidade procuram se aproximar para conseguir tocá-la e receber sua proteção. Durante a festa pública esta relação se amplia. e principalmente. Oxossi e Logum edé. agora incorporada com Iansã. Estas comidas são colocadas em um espaço no terreiro que poucos tem acesso. o orixá da Mãe Marizete. riqueza. a comida principal é voltada para Iansã. acompanhada por adeptos que possuem cargos importantes no terreiro. SE – 21 a 23 de maio de 2012 existe uma pessoa com o cargo de Iabassé. mas quatro iniciados que possuem ocupam cargos importantes no terreiro. alimento servido a todos os presentes. Depois que os filhos de santo do terreiro assim como alguns pais e mães de santo convidados cumprimentam Iansã. chegar próximo para cumprimentá-la e receber sua ”benção”. Percebe-se como todos se colocam para ver o Orixá. Depois de concluídos os rituais para Iansã e as demais divindades. somente aqueles que possuem cargos importantes. algumas pessoas que não pertencem à religião se aproximam. aplaudir sua dança. A festa Oiá Matamba ocorre em dois momentos: o início dos toques para os orixás: Exu. As oferendas são preparadas para vários orixás. porém. envolvendo também a comunidade que vem prestigiar a festa e também receber as bênçãos de Iansã através do acarajé. para dançar e ser prestigiada por todos os presentes. 7 . Ogum entre outros. Neste momento todos param de dançar e somente a mãe de santo. São Cristóvão. os orixás e os demais iniciados. é levada para vestir a roupa do orixá e retornar ao centro do barracão. além de pertencerem aos orixás Oxum. até quando iniciam os cânticos para Iansã. Esta é a justificativa apresentada pela Ialorixá para que um espaço apresentado enquanto de domínio de mulheres. fertilidade. Isto é algo que não fica restrito aos adeptos do Candomblé.

Isto porque. as festas são “momentos de glória” e sendo constante a produção da festa. sendo o acarajé aberto e com todo o recheio. uma renovação dos laços entre os 8 . que retorna ao “orun”. outros deverão ser iniciados. Assim. pimenta etc.I SEMINÁRIO SOBRE ALIMENTOS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TRADICIONAIS Universidade Federal de Sergipe. Este momento é marcado pela aproximação de todos. para aquele grupo religioso já é tempo de pensar nos preparativos para a próxima festa. momento em que todas as relações necessárias para o desenvolvimento e manutenção da religião acontecem. molho de camarão. o ciclo festivo de Iansã é encerrado da mesma maneira que começou. outra já está sendo planejada. como vatapá. Considerações Sobre as festas religiosas nos terreiros não podemos dizer que estas finalizam no momento em que os cânticos para Oxalá são entoados. Entretanto. Desta forma. SE – 21 a 23 de maio de 2012 À medida que a Iansã da Yalorixá vai dançando no barracão. sem possuir recheio. a cada conclusão de uma cerimônia. dando espaço para que a mãe de santo assuma novamente seu posto. Segundo Amaral. ou teremos mais uma mãe de santo na cidade. enquanto uma líder religiosa que possui o carisma e o poder dentro do espaço sagrado do terreiro. só que agora na parte externa do terreiro. As horas de danças e brilhar no barracão. de uma das filhas de santo acompanha com um enorme tabuleiro repleto de acarajé dança e distribui entre os presentes. para as religiões afro-brasileiras a festa é um elemento fundamental na sua estrutura ritualística. tornando-se iaôs. É o momento da socialização com a comunidade. é servido o acarajé. comida típica associada a este orixá. já que uma filha de santo receberá o “deká”. Neste caso o acarajé distribuído é apenas o bolo fechado. a festa não acaba. Após a dança litúrgica de Iansã. ou seja. outra Yansã. O momento final desta festa é marcado pela despedida de Iansã. com um grande banquete voltado a socialização do alimento. pois. o candomblé é a constante produção de horas de glória. São Cristóvão. Assim. filhos de santo e demais visitantes que desejam as bênçãos de Iansã.

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