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COMO USAR BANCO DE DADOS PARA MELHORAR O

DESEMPENHO E A TOMADA DE DECISÃO NA
EMPRESA?

Sistemas de Informação, 2º Termo, Noturno

Lucas Teodoro dos Santos – RA: 1570481413011
Welinton Flavio dos Santos – RA: 1570481413015

Presidente Prudente-SP
07/10/2014

1 – RESUMO
Com o crescimento das organizações e a evolução da tecnologia utilizada nos
processos produtivos, cada vez mais temos necessidades de sistemas que
facilitem as decisões, fornecendo aos administradores informações úteis para
obter um feedback para operações empresariais, visando atingir metas em
todos os níveis da organização.
Palavras Chave: Tecnologia, Sistemas, decisões, feedback, organização.
Abstract
With the growth of organizations and the evolution of the technology used in
manufacturing processes, increasingly we need systems that facilitate
decisions, providing administrators with useful information for feedback to
business transactions in order to achieve goals at all levels of the organization.

2 – INTRODUÇÃO
A gestão do conhecimento é uma área de estudo relativamente nova, mas não
se pode negar a sua importância na gestão corporativa, fato que exige uma
nova postura das organizações. Por outro lado a evolução da tecnologia da
informação tem sido tão rápida que as empresas não conseguem aplicar tudo o
que esta disponível, muitas vezes por falta de conhecimento dos recursos que
as tecnologias disponíveis na própria organização podem prover.
Existe uma relação muito grande entre a tecnologia da informação e a gestão
do conhecimento, enquanto a gestão do conhecimento trata dos aspectos
gerenciais do conhecimento das pessoas nas organizações, a TI provê a
infraestrutura necessária para armazenar, compartilhar e desenvolver. A.
Rossetti e Aran Bey Morales (2007) destacam “a escassez de estudos
comprovando que a GC faz diferença no desempenho organizacional, e a
cultura, talvez sejam os fatores mais influentes na promoção ou inibição de
práticas de GC.
Há empresas que usam ferramentas de Tecnologia da Informação (TI) como
fator de competitividade, confundindo-as com GC. Outras acreditam que a TI
sozinha possa servir para gerenciar o conhecimento, o que é um equívoco. A
razão disso pode estar no surgimento da TI antes da GC, ou na escassez da
literatura abordando a função da TI na GC. Daí a falta de clara distinção entre

TI e GC que vise à interação adequada entre ambas. O papel principal da TI é
dar suporte à GC, ampliando o alcance e acelerando a velocidade de
transferência do conhecimento. É identificar, desenvolver e implantar
tecnologias que apóiem a comunicação empresarial, o compartilhamento e a
gestão dos ativos de conhecimento. A TI desempenha papel de infra-estrutura,
a GC envolve aspectos humanos e gerenciais”.
Angeloni (2008, p. 298), coloca que as organizações dispõem atualmente de
ferramentas poderosas para auxiliar em seus processos decisórios, não
somente agilizando os processamentos de dados, como gerando conhecimento
sobre as operações que foram feitas ao longo dos anos. Muitas relações
impossíveis de ser visualizadas sem complexos processamentos passaram a
ser conhecidas, e mesmo perguntas que nunca foram formuladas passaram a
ser respondidas. O desempenho das organizações é alavancado tornando
quase obrigatória a adoção dessas sofisticadas tecnologias, sob pena de
obsolescência operacional e mercadológica ou de continuidade da incerteza na
tomada de decisão.
Muitos conhecimentos que estão a disposição em meio aos dados históricos
das organizações, e que muitas vezes podem até estar disponíveis na mente
de alguns colaboradores mais experientes na forma tácita, passam a se tornar
explícitos e são compartilhados com todos os integrantes da organização.
3 – REVISÃO BIBLIOGRAFICA
Este capítulo apresenta a fundamentação teórica. Partindo da conceituação da
gestão do conhecimento, passando por uma breve apresentação de algumas
técnicas de gestão do conhecimento, e aprofundando em práticas de gestão do
conhecimento.
2.1. Gestão do Conhecimento
2.2. Conceitos Básicos de Gestão do Conhecimento
Para compreender Gestão do Conhecimento, deve-se iniciar descrevendo os
conceitos de dado, informação, conhecimento, e por fim, o processo de Gestão
do Conhecimento.
Dado pode ter significados distintos, dependendo do contexto no qual a palavra
é utilizada. Para uma organização, dado é o registro estruturado de transações.
Genericamente, pode ser definido como um conjunto de fatos distintos e
objetivos, relativos a eventos.

(DAVENPORT E PRUSAK, 1998, p. 2). É informação bruta, descrição exata de
algo ou de algum evento. Os dados em si não são dotados de relevância,
propósito e significado, mas são importantes porque são a matéria-prima
essencial para a criação da informação.
Informação é uma mensagem com dados que fazem diferença, podendo ser
audível ou visível, e onde existe um emitente e um receptor. É o insumo mais
importante da produção humana. São dados interpretados, dotados de
relevância e propósito. (DRUCKER, 1999, p.32). É um fluxo de mensagens, um
produto capaz de gerar conhecimento. É um meio ou material necessário para
extrair e construir o conhecimento.
O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados. O
conhecimento não é puro nem simples, mas é uma mistura de elementos; é
fluido e formalmente estruturado; é intuitivo e, portanto, difícil de ser colocado
em palavras ou de ser plenamente entendido em termos lógicos. Ele existe
dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. Segundo Davenport e
Prusak (1998, p. 6), o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo,
que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente. Os
valores e as crenças integram o conhecimento pois determinam, em grande
parte, o que o conhecedor vê, absorve e conclui a partir das suas observações.
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 63) que o conhecimento, diferentemente da
informação, refere-se a crenças e compromisso.
Segundo Nonaka e Takeuchi (1997, p. 79), para se tornar uma empresa que
gera conhecimento (knowledge creating company) a organização deve
completar uma espiral do conhecimento, espiral esta que vai de tácito para
tácito, de explícito a explícito, de tácito a explícito, e finalmente, de explícito a
tácito. Logo, o conhecimento deve ser articulado e então internalizado para
tornar-se parte da base de conhecimento de cada pessoa. A espiral começa
novamente depois de ter sido completada, porém em patamares cada vez mais
elevados, ampliando assim a aplicação do conhecimento em outras áreas da
organização.
Bukowitz e Williams (2002, p.17), definem gestão do conhecimento como “o
processo pelo qual a organização gera riqueza, a partir do seu conhecimento
ou capital intelectual”.
Deste modo, uma organização somente gera riqueza quando utiliza o
conhecimento das pessoas para criar processos eficientes.

A gestão do conhecimento incorpora parte dos conceitos de gestão da
informação, porém gerir informação é diferente de gerir conhecimento, pois o
primeiro preocupa-se com atecnologia e a forma de disponibilizar as
informações dentro do sistema, a gestão do conhecimento preocupa-se, além
de registrar o conhecimento, com a criação e compartilhamento deste.
(DAVENPORT, MACHAND e DICKSON, 2004).
Para Bukowitz e Williams (2002, p18), as tecnologias da informação e
comunicação formam um conjunto das principais forças que levaram a gestão
do conhecimento para o primeiro plano e para o centro. Estas tecnologias
possibilitaram às pessoas compartilhar quantidades enormes de informação
sem as restrições dos limites geográficos e temporais.
Conforme os fluxos de informação percorrem as organizações, as pessoas
começam a perguntar muito naturalmente: “Essa informação realmente me
ajuda?” e “Essa é a melhor maneira de fazê-lo?”. As respostas para essas
questões são qualificadas tipicamente de “sins”, porque, enquanto essas
tecnologias estão mudando as formas com que criamos, transferimos e
utilizamos o conhecimento, elas não podem substituir totalmente os métodos
de baixa tecnologia e alto contato. De fato, algumas formas de conhecimento
só podem ser desenvolvidas e compartilhadas utilizando-se essas abordagens
mais tradicionais.
O processo de aprendizagem organizacional não se restringe a um mero
sistema de informações, ou um data warehouse, uma intranet, uma atividade
ou função, um serviço de informações, um mercado de pesquisa para fins
específicos ou uma ferramenta de análise, porém, segundo TYSON (1997), a
adoção de uma ferramenta que viabilize, de forma sistematizada, a coleta,
análise e disseminação (ou compartilhamento) do conhecimento tornase
fundamental para que os usuários possam tomar ações a partir dele. Deve
contemplar informações sobre funcionários, concorrentes, clientes,
fornecedores, terceiros e alianças estratégicas e incluir eventos econômicos,
reguladores e políticos que tenham impacto sobre os negócios da empresa.

4 – METODOLOGIA
Com base em pesquisa de artigos acadêmicos, sites de referência
relacionados na utilização de banco de dados para melhorar desempenho e a

tomada de decisão, podemos encontrar varias informações a respeito deste
artigo.
5 – RESULTADOS
Apesar das diferenças metodológicas, uma questão quepermeia as três
pesquisas recentes, mencionadas e sintetizadas na tabela 2, a seguir, sobre
GC e desempenho organizacional, diz respeito à visão dos processos em
relação à GC. Leite (2004) deixa claro, em seu trabalho, que muitos autores, de
certa forma, confundem orientação por processos e melhoria nessa orientação
com GC, algo que merece análise mais detalhada.
Confrontando-se não apenas os resultados, mas principalmente as
observações propostas em cada uma dessas pesquisas, conclui-se pela
ausência de uma percepção, por parte das empresas-alvo dos estudos, que
relacione os conhecimentos gerados nos processos de negócios com aqueles
que surgem e se desenvolvem ao longo das estruturas verticais das
organizações, as quais dão suporte e infra-estrutura à realização dos
processos.
Assim como existe tendência a considerarem-se todos os fluxos como
processos, independentemente de gerarem ou não valor, há falta de percepção
referente à articulação dos conhecimentos gerados nas estruturas verticais
(funcionais) e horizontais (processuais) e com respeito à estrutura-síntese que
possibilitaria que essa articulação fosse caracterizada como gestão. Não
existe, portanto, uma visão integradora de processos a estruturas funcionais e
vice-versa, e de como o conhecimento gerado nesse complexo de interações
poderia ser gerenciado. Se falta uma concepção de GC como estratégia,
segundo afirmam Maier e Remus (2002) e Leite (2004), e se a GC tende a
incorporar-se como função, conforme afirmam McKeen et al. (2006), resta
compreender se a função da GC seria estratégica, ou seja, integradora dos
processos horizontais e verticais, em um plano superior da gestão.
Embora sejam recentes os estudos sobre GC, o número de pesquisas tem
crescido bastante, em uma nítida evidência da importância dessa área. Notase, contudo, que as organizações ainda não têm uma visão clara de como
incorporá-la em sua cultura, de modo a transformá- la em grande fator de
sucesso. Em contrapartida, é escassa a literatura que aborde especificamente
a função da TI na GC. Provavelmente dessa lacuna, decorre a falta de clara
distinção entre TI e GC, de modo que a interação adequada entre ambas
aumente substancialmente o desempenho organizacional, permitindo às

empresas posição de destaque no mercado. Em nenhuma das pesquisas
referidas, há menção evidente do papel das TI nos sistemas de GC utilizados
nas organizações estudadas.
Com exceção de McKeen et al. (2006), que esclarecem que seus objetivos não
visavam a mecanismos tecnológicos, os outros se restringem a afirmações
genéricas. Maier e Remus (2002) relatam que as práticas de GC compreendem
as tecnologias, que as estratégias de GC são afetadas pelas tecnologias de
informação e comunicação, embora não digam como afetam; e que as TI, de
certa forma, são confundidas com GC. Leite (2004), por sua vez, limita-se a
dizer que há organizações que confundem GC com TI e que a contribuição
desta, nas empresas estudadas pela autora, não chega a ser um destaque.
6 – CONCLUSÃO
A gestão do conhecimento deve fazer parte do planejamento estratégico da
organização, dada a sua importância nos tempos atuais. Estamos na era das
organizações do conhecimento e quem gerenciar de forma eficiente o
conhecimento de seus colaboradores terá uma grande vantagem competitiva.
A TI tem muito o que acrescentar na gestão do conhecimento das
organizações, desde ferramentas até a novos métodos gerenciais que estas
ferramentas introduzem nas organizações.
Muitos autores relacionam a TI apenas como suporte a gestão do
conhecimento, mas não podemos negar que a TI e Gestão do conhecimento
estão intimamente ligados. Não da mais para se imaginar um mundo sem a
ferramenta de busca do Google, que não é nada mais do que uma ferramenta
que busca conhecimento em milhões de sites que contem páginas, livros,
artigos, jornais, e tudo o mais que já foi digitalizado ou ainda vai ser,
espalhados pelo mundo, claro que cabe as pessoas identificarem qual o
conhecimento que realmente importa.
As empresas devem levar em consideração as novas tecnologias que a TI tem
introduzido nos últimos tempos, em especial as redes sociais. Como criar e
compartilhar conhecimento , em sites ou ferramentas que normalmente são
usadas para entretenimento.
Este passa a ser um desafio para as corporações, principalmente porque as
novas gerações que estão entrando no mercado de trabalho só usam estas
redes, não sabem se comunicar de outra forma.
É inegável que uma empresa necessita do uso intensivo de TI seja para a suas

operações como no que foi discutido no presente trabalho. No entanto, a
gestão de conhecimento, nos faz afirmar que a empresa será eficiente e eficaz,
baseada no conjunto de competências que a mesma possui, ou seja, o capital
intelectual, como relata Angeloni, p133, na dimensão pessoas, que os seres
humanos são os principais agentes de transformação. Por meio de sua
atuação, tomam decisões e realizam mudanças que afetam as esferas
individual e coletiva bem como as dimensões tecnológicas e infra-estrutura das
organizações.
Fica evidenciado que não existe uma ferramenta de TI para a gestão do
conhecimento, mas muitas que ajudam a organização neste sentido. Cabe uma
análise do que cada ferramenta pode trazer de benefício e se estes serão úteis
para a organização.
7 – REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
http://projeto.unisinos.br/gp_gestaoconhecimento/sites/default/files/orientacoes/
especializacao/pdf/TCC_Ricardo_VF.pdf
http://pt.slideshare.net/marceloramos/gesto-do-conhecimento-e-tecnologia
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/2029/000313339.pdf?sequen
ce=1
http://www.scielo.br/pdf/ci/v36n1/a09v36n1.pdf
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rap/article/viewArticle/7656