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Dionísio:
O Deus abscôndito

Autor: Sávio Laet de Barros Campos.
Bacharel-Licenciado e Pós-Graduando em
Filosofia Pela Universidade Federal de Mato
Grosso.

Introdução

Hoje se sabe com alguma exatidão que o autor das obras atribuídas a Dionísio é do
século V da nossa era. Ao que tudo indica, viveu entre os monges sírios. Contudo, durante a
Idade Média, Dionísio nada tinha de “Pseudo-Areopagita”; ao contrário, era tido como o
próprio ateniense convertido por São Paulo, quando da pregação deste no Areópago de
Atenas (At. 17). Na verdade, o próprio autor de obras basilares como Dos Nomes Divinos
descrevia-se como espectador do eclipse solar que se deu por ocasião da morte de Cristo.
Atestava, além do mais, ter assistido à morte da própria Virgem, além de insinuar ter tido
conversações frequentes com vários apóstolos. Ora, depois de tal apresentação, não nos
devemos assustar que Dionísio tenha chegado a ter uma autoridade ainda maior que a do
próprio Agostinho, inferior à da Sagrada Escritura.
As dúvidas acerca da origem apostólica do autor só começaram a ser levantadas no
humanismo do século XV, notadamente por Lourenço de Valla. Acentuaram-se ainda mais no
período da Reforma Protestante. Quanto ao autor da obra Dos Nomes Divinos é certo que não
é um neoplatônico com vestes cristãs, mas, como bem observou Stiglmayr, é antes um cristão
com vestes de filósofo neoplatônico. Por sua profunda reverência ao “Deus desconhecido”, o
Doctor Hierarchicus recebeu o epíteto de “pai da mística”.
O nosso artigo trata das quatro vias para o conhecimento de Deus, em Dionísio. São,
na verdade, quatro teologias: a simbólica, a afirmativa ou catafática, a negativa ou apofática e
a mística. Tentaremos mostrar como, na concepção de Dionísio, a teologia negativa supera a
afirmativa e a teologia mística supera as duas, por ser antes uma experiência resultante da
união do místico com Deus do que um conhecimento conceitual da divindade, que é sempre

De Scot Érigène à Guilllaume d’Occam (1922). 2004. Verificaremos que o Pseudo-Areopagita classifica os nomes divinos em dois grupos.” DIONÍSIO. em 1995: A Filosofia na Idade Média. a fim de 1 BOEHNER. Luis Alberto De Boni. A Teologia Mística. A teologia simbólica Existem quatro vias para se conhecer a Deus. 2000. Introdução dos Nomes Divinos. quatro teologias. 2000.1 Trata-se. GILSON. trazida ao vernáculo pelo Prof. p. a não menos apreciada: História da Filosofia Cristã. 3. Porto Alegre: EDIPURS. Por fim. situase a teologia simbólica. trataremos dos nomes divinos. a saber. In: BONI. Do mesmo autor. 33. Dès Origines Patristiques à la Fin du XIV – de 1944. os que expressam a essência indivisível e a unidade absoluta de Deus e os que exprimem a Trindade nas suas relações. de uma ascensão gradual das coisas sensíveis às divinas. Filosofia Medieval: Textos. Luis Alberto de. a partir da edição alemã: Christliche Philosophie – von ihren Anfaengen bis Nikolaus von Cues (1952 a 1954). os conceitos tirados das coisas sensíveis. 7a ed. com tradução para o português de Prof. Raimundo Vier. História da Filosofia Cristã: Desde as Origens até Nicolau de Cusa. 72: “Já na Teologia Simbólica mostramos o que significam os nomes transladados das coisas sensíveis para Deus. 2004. feita por Eduardo Brandão e lançada pela editora Martins Fontes. pois. p. Bento Silva. Também nos servirão de aportes teóricos as obras de Etienne Gilson: La Philosophie au Mon Âge. a tradução que seguiremos será a brasileira. Trad. Etienne. tal como é apresentada na obra Teologia mística. em Filosofia Medieval: Textos e Dos Nomes Divinos. em 1970. Petrópolis: VOZES. Os referenciais teóricos da nossa abordagem serão duas obras de Dionísio: A Teologia Mística. 117: “Tira seus conceitos da ordem sensível. aplicando-os a Deus em sentido figurado. In: DIONÍSIO.” 2 SANTOS. III. 1.: “Ao nível sensível. Trad.2 Neste sentido. desta feita em parceria com Philotheus Boehner. Bento Silva Santos. com tradução ao vernáculo feita pelo Prof. A primeira é a teologia simbólica. tema clássico na teologia medieval. São Paulo: Attar Editorial. ela segue a Sagrada Escritura: recorre às imagens materiais de Deus. Philotheus. ela aborda metonímias do sensível ao divino.2 débil na acepção do nosso autor. em sentido figurado. São Paulo: Attar Editorial. Raimundo Vier. que consiste em aplicar a Deus.” . Desde as Origens até Nicolau de Cusa (1951) ––. No caso. Dos Nomes Divinos. p. Passemos à análise da concepção de teologia simbólica de Dionísio. em sua versão modificada – La Philosophie au Mon Âge. Bento Silva Santos.

os que designam. encontrados nas criaturas. p. Bento Silva. 34. ei-la: ela parte de Deus. Trad. ao nível sensível. às realidades que não são deste mundo. Cit.) longe de permitir à nossa inteligência contentar-se com símbolos impróprios. 2004: “Ao nível da inteligência. São Paulo: Attar Editorial. São Paulo: Attar Editorial. Ora. no âmbito sensível. e quando isso ocorre torna-se imprescindível distinguir entre teologia positiva e teologia negativa.GILSON. Bento Silva. A teologia afirmativa ou catafática A teologia simbólica permanece ainda no terreno do sensível. isto é. o próprio Dionísio prefere os símbolos mais dessemelhantes aos mais semelhantes à divindade. pois aqueles já nos incitam a superá-los. 2004.7 Obedece. a excelência da deidade una e trina e a relação de paternidade e filiação existente nela. História da Filosofia Cristã: Desde as Origens até Nicolau de Cusa. Começa com os atributos mais nobres. 1. De Caelesti Hierarchia.” 7 BOEHNER. In: SANTOS. com menor desproporcionalidade. 33 e 34: “Eu penso que nenhum dos homens verdadeiramente inteligentes poderia negar que as semelhanças mais longínquas sejam mais aptas para elevar a nossa inteligência.3 iniciar os neófitos nos mistérios. além do papel desempenhado pelo Espírito.. a incita a renegar as afecções materiais e a habitua santamente a elevar-se. Op.” 6 SANTOS. mas sim daqueles atributos que. inspirando-nos a elevarmo-nos acima deles. parecem ser predicáveis dEle por certa congruência. Cit. Ao contrário. isto é. de uma linguagem pela qual. 2004: “Na carta IX. tem-se um exemplo de ‘teologia simbólica’. In: DIONÍSIO. a teologia afirmativa desce do uno à multiplicidade 3 SANTOS. 145B.. Dos Nomes Divinos. p.” 5 DIONÍSIO.2. quais sejam. existe tão-somente a distinção entre símbolos semelhantes e símbolos dessemelhantes. p. De Caelesti Hierarchia. ela existe justamente como ponte para que possamos passar das coisas visíveis às invisíveis.4 Sendo assim. Introdução dos Nomes Divinos. a uma ordem descendente. a partir do axioma neoplatônico bonum est diffusivum sui. depois. Trad. São Paulo: Attar Editorial. é preciso distinguir entre teologia afirmativa e teologia negativa. Introdução dos Nomes Divinos. através das coisas visíveis. p. Nela. e esta distinção corresponde àquela que. p. Bento Silva Santos. que a teologia simbólica não tenciona fazer com que os homens se acostumem às imagens materiais.5 Passemos à análise da concepção de teologia afirmativa de Dionísio. porém. opõe simbolismo semelhante e simbolismo dessemelhante. II. 33: “(. de quem afirma várias propriedades. Urge que passemos ao nível da inteligência. distinguia símbolos semelhantes de dessemelhantes. Dos Nomes Divinos. esta distinção equivale àquela que. 34. In: DIONÍSIO. 145B. Deus se revela aos imperfeitos por meio de imagens materiais. segundo a Sagrada Escritura.” 4 DIONÍSIO. seguindo o esquema neoplatônico: exitus/reditus. In: SANTOS.” . decerto não da sua natureza em si. São Paulo: Attar Editorial.3 Note-se.6 A teologia afirmativa. Op. II. Bento Silva Santos. 2004. 116: “A teologia afirmativa principia com o próprio Deus. com os mais próximos da causa altíssima na sua vida ad intra. desta feita.

Teologia negativa que iniciará negando de Deus o que é próprio das criaturas mais ínfimas12. pois. Introdução Dos Nomes Divinos.. Luis Alberto. Porto Alegre: EDIPURS. Dos Nomes Divinos. III. pois Deus está infinitamente além não só da nossa sensibilidade como também da nossa razão. 116: “A teologia negativa segue o caminho inverso. 3. GILSON. de vida. tais como: bem. ser. 12 BOEHNER. Filosofia Medieval: Textos. aos poucos vai surgindo a mesma tentação que ocorria no simbolismo semelhante. 8 DIONÍSIO. na medida em que nos alongamos de Deus. recorrendo a conceitos tirados das coisas sensíveis. qual seja. ela desencadeia um processo de descenso inevitável em direção a atributos que. Luis Alberto de. 2000. por eles louvamos a Deus. ou seja.11 Passemos à análise da concepção de teologia negativa de Dionísio. qual via ascendente. ela parte das criaturas mais humildes.)”.” 10 BOEHNER. negando de Deus o que lhes delimita a finitude (. tais enunciados afirmativos vão-se tornando sempre mais inadequados.. Porto Alegre: EDIPURS. a teologia negativa. de uma via que siga o caminho inverso. 2004. p. como do coração mesmo do bem imaterial e indivisível surgiu a multidão das luzes de bondade. tornam-se cada vez mais próprios às criaturas. Nasce. 3. sabedoria. e cada uma em si e cada uma na outra. o que em relação a ela significa paternidade e filiação. até negar de Deus as perfeições mais elevadas das criaturas mais eminentes. Filosofia Medieval: Textos. da sabedoria. como Jesus. . a de confundir Deus com estas criaturas inteligíveis. e tudo o mais que também foi louvado a partir das exposições das palavras divinas. nem Ser. desce ao fato inaudito da Encarnação. São Paulo: Attar Editorial. p. Ao invés de proceder do alto. p. 72: “No livro Os Nomes Divinos. A teologia negativa ou apofática Donde a necessidade de uma nova ascensão. nem Vida?” (O parêntese é nosso). visto que a inteligência não pode dar conta de Deus. In: BONI.4 dos seres. 1. começando pelos imateriais.. conquanto deveras inteligíveis. Tomou em toda verdade a natureza humana. A Teologia Mística. por fim. máxime as mais eminentes. força. cada uma das luzes permaneceu nele (o bem). enumerando-os. e tudo o mais que existem em denominações inteligíveis de Deus. que está acima dos seres. Bento Silva. etc. In: DIONÍSIO. p.” 9 DIONÍSIO. História da Filosofia Cristã. mostramos como Deus é chamado de bem. In: DE BONI. na qual Cristo assume a própria natureza humana. 2000. p. mas que prosseguirá.13 Desta sorte. na medida em que arrola estes fatos. vida. e contudo.” 11 SANTOS. GILSON. segundo os Fundamentos Teológicos. 72: “Na obra Fundamentos Teológicos apresentamos os pontos mais importantes da Teologia afirmativa e. o que significa a designação divina de Espírito.9 Destarte. que não é nem Bondade. enquanto a excelente natureza divina é chamada de una e de trina. História da Filosofia Cristã.3. da força. estes vão-se mostrando cada vez mais inadequados10. 116: “Mas. Como poderia ser diferente. 35: “Mas esse método (o da teologia afirmativa) encontrará as mesmas dificuldades que o simbolismo semelhante. sem sair do descanso coeterno ao surgimento. A Teologia Mística. de ser.8 Agora bem. Assim. III.

já que toda afirmação se mantém aquém da causa única. nem a negamos. A Teologia Mística. Introdução Dos Nomes Divinos.. 117: “Ademais.17 Cumpre ponderar.. das suas criaturas: seja das superiores. estamos diante de um processo de conscientização da própria razão. querendo mostrar o quão abaixo estão os nossos conceitos da transcendência divina. Deus (. Em outras palavras. São Paulo: Martins Fontes.. In: DIONÍSIO. Dos Nomes Divinos. Filosofia Medieval: Textos. In: BONI. mas salientar que Ele está infinitamente acima deles. fica aquém da causa única..)”..” 18 SANTOS. Ao contrário. se não é verdade. Deus não é nada do que é e nada do que não é.16 Importa acentuar. a negação dionisiana é peculiar: trata-se de uma negação não-privativa. In: DIONÍSIO. não é nada do que é nem do que não é. Cit. seja das inferiores.)”.” 15 BOEHNER. não é paternidade nem filiação. p. Luis Alberto de. GILSON. em última análise. quando negamos a Deus as perfeições que encontramos nas criaturas. visto que tudo o que predicamos dEle. permanece-nos velado no seu mistério.). São Paulo: Attar Editorial. de superabundância. Trad. e toda negação 13 SANTOS. São Paulo: Attar Editorial. 1995. as nossas palavras são sempre inaptas para desvelá-lo.. que não se trata aqui de uma contradição: negar de Deus tudo o que antes já se havia afirmado dEle. ao contrário do afirmativo. Dos Nomes Divinos.) mas. mas de excelência. 2000.18 Sem embargo. Etienne.) Deus está além tanto das negações como das afirmações. 2004. 85: “(. p. perfeita de tudo. Op..15 Deus está acima de toda afirmação e de toda negação procedente das criaturas. p. de superação. In: DIONÍSIO. que gradualmente se reconhece inepta ante Aquele que habita em luz inacessível. Trata-se não de uma negação privativa. tanto mais se reduzem nossas expressões ao divisar e contemplar os seres inteligíveis. de uma clara e ‘racional’ percepção de que Deus transcende infinitamente as possibilidades do conhecimento humano. Assim sendo. Porto Alegre: EDIPURS. e as negações se elevam dos atributos mais humildes aos mais nobres. Bento Silva Santos.. Eduardo Brandão.” 17 SANTOS. 3. Em verdade. na sua absoluta transcendência. 2004. não é erro nem verdade (. p. queremos mostrar que toda afirmação ou negação feita a partir de uma concepção humana.” 14 DIONÍSIO. Cit. 36: “O método negativo. Dos Nomes Divinos. mas. é ascendente. se Deus não é luz.. ademais. Trad. tampouco é erro.14 De fato.. 36: “É evidente que não se trata simplesmente de negar o que antes tinha sido afirmado de Deus. Op. Bento Silva Santos. 16 GILSON.) não é ciência nem verdade (. História da Filosofia Cristã. não é treva nem luz. A Filosofia Na Idade Média. de transcendência (. que a negação tem aqui uma função peculiar. Deus não é ciência e nem verdade.. tomamos. p. sim. Deus não é Pai e nem Filho. Com efeito. tampouco é treva. que está além de todas as nossas categorias ou predicações: (. São Paulo: Attar Editorial. 73: “(. no entanto... mas de uma negação de excelência. .. não queremos privá-Lo destes atributos. tampouco é bondade ou espírito. Trad. III. quando afirmamos ou negamos dela aquilo que está abaixo dela.) pois quanto mais altas são as realidades a que pretendemos remontar-nos.5 descobrimos que Deus. 2004: “Na realidade. nem a afirmamos.

emudeça por completo e se una totalmente com o inefável. ao Incognoscível.4. Ela é uma forma de purificação na qual desvencilhamos de Deus todos os nossos conceitos humanos. na qual consiste a teologia negativa. Cit. que são os umbrais do mistério. In: DIONÍSIO. Filosofia Medieval: Textos. Bento Silva Santos.” (O parêntese é nosso). p. 22 DIONÍSIO. consumada esta. In: DIONÍSIO. o “método” negativo acaba sendo uma afirmação. 3. a simultaneo. vai-se contraindo segundo o ritmo de ascensão. ao Inexprimível. Dos Nomes Divinos. In: BONI. 73. A superioridade da teologia apofática Sem embargo. segregado de tudo. 2004. em troca. Cit. a todas as nossas afirmações e a todas as nossas negações. A Teologia Mística. . p. onde. Op. situa-se além de tudo. O próprio Dionísio sintetiza de forma eloquente a passagem do descenso da teologia afirmativa à ascensão da teologia negativa. 2004. p.” 21 SANTOS. 2000. a negação é preferível à afirmação. Trad. pois a negação se ordena mais direta e positivamente ao inefável. III. uma espécie de Kátharsis (purificação) de nossos conceitos humanos. a 19 DIONÍSIO.V. 20 SANTOS. ao Inominável.23 Na verdade. a teologia negativa é um método de ‘superafirmação’. Porto Alegre: EDIPURS.21 Por fim. São Paulo: Attar Editorial. Luis Alberto de. agora. In: BONI. ia ganhando uma extensão proporcionada ao processo do mesmo descenso. subindo dos seres ínfimos ao que domina no cume. 37: “É preciso entendê-la (a teologia negativa) no sentido de uma afirmação trans-humana. ela é um além categorial. pois seu objeto escapa a todas as nossas categorias. Por isso é que insiste Dionísio que não se pode afirmar nada de Deus sem. 3. procedendo de cima para baixo. São Paulo: Attar Editorial. a teologia negativa se apresenta como uma “superafirmação” da absoluta transcendência divina. até que. mas uma afirmação “trans-humana”.6 permanece aquém da transcendência daquele que. em se tratando da natureza divina. Porto Alegre: EDIPURS. a exposição.20 Assim. até atingir o seu cume: Antes. Ela nos socorre do risco sempre presente de confundirmos Deus com alguma de suas criaturas.22 1. aquela ascensão das criaturas ínfimas às mais nobres. adensando-se as caligens. A Teologia Mística. Dos Nomes Divinos. Luis Alberto de. 36 e 37: “Assim entendida.19 Desta forma. 74. Op. p. Trad. Filosofia Medieval: Textos. negá-lo. 2000. chega ao seu termo último. o silêncio impera e o homem se une ao Inefável. Bento Silva Santos.

ao sensível. encontramo-nos absortos no mistério da divindade. mas volta-se. quando esta quer alcançar Aquele que não se conhece porque não é. todavia. Ele é. quando. Ibidem. e isso se dá porque... Trad.. na realidade. 73: “E agora. cairemos não já na parcimônia das palavras. 117: “As noções positivas se originam da obscuridade. unindo-nos a Deus. é porque não estamos longe dAquele que nos é desconhecido. não se pode nomeá-lo.) já que não se pode conhecê-lo. Bento Silva Santos. 23 SANTOS.” DIONÍSIO. por outro motivo. Dos Nomes Divinos. inconcebível. que orienta diretamente para o Inefável. é impossível ir mais longe. Ibidem: “À ignorância é necessariamente a última palavra da ciência. Ela principia no inteligível. na proporção em que se aproximam das coisas humanas e terrenas.26 De fato. BONI. ao qual o homem só se eleva superando todas elas. é porque. um excesso de conhecimento.” 28 Idem.. 37: “A afirmação só valerá na medida em que for penetrada pela preferível negação. paradoxalmente. mas por excesso dele.)”. porque não é. 3. p. tendem a servir-se progressivamente de expressões conhecidas. ipso facto. Ibidem. A Filosofia na Idade Média. In: DIONÍSIO.25 Trata-se. Porto Alegre: EDIPURS.” 24 BOEHNER. a teologia negativa é mais segura e oferece menos perigo que a afirmativa.. Filosofia Medieval: Textos. Luis Alberto de. nos sentimos envoltos na obscuridade. sendo Deus incompreensível. mas no silêncio absoluto e na inibição da inteligência. 89: “(. esta é. é nesta ignorância que se encontra. nos elevamos a Deus a partir da criatura. à medida que vamos abandonando as coisas sensíveis e aproximando-nos das realidades suprassensíveis. Nesta vida. p. gradualmente.” 29 Idem. Ibidem: “(. a nossa linguagem vai-se tornando inapta.27 Destarte. desta feita. Ora. se contempla alguma de suas criaturas.28 Ao contrário.. enquanto achamos que O estamos contemplando e/ou compreendendo-O.) quando. inominável. p. a tornar-se cada vez mais inadequada. a nossa linguagem se revela sempre mais débil e inadequada.” 27 Idem. As outras ignorâncias são defeitos. Cit. Op. a mais sublime ciência. por sua obscuridade. se a nossa ciência ceder lugar à ignorância mística. é porque ainda não O encontramos. 2004. 85: “(. “ 26 GILSON. ao contrário. 89: “Se se crê contemplar a Deus e se se compreende ainda o que se contempla. p.. até ao ponto de termos que renunciar a toda fala para cedermos lugar ao silêncio.) é essa a ignorância mística em que se deve ver o supremo grau do conhecimento. e por isso. p.. 2000. III.7 própria afirmação tende. na concepção de Dionísio. A Teologia Mística. 25 Idem. História da Filosofia Cristã. quando nos adentramos nesta escuridão que transcende toda inteligência.29 Por conta de tudo isso. terminando por emudecer de todo. ao contrário. GILSON. São Paulo: Attar Editorial. intimamente unidos a Deus.24 Também a negação obedece ao mesmo processo. razão por que vão-se tornando sempre mais verbosas (. Passemos à análise da concepção de teologia mística de Dionísio. daquela ignorância mística que não se dá por falta de conhecimento. p. eliminando gradualmente tudo o que é incompatível com Ele.” . Com efeito. dos quais se parte e que se corrigem adquirindo-se conhecimentos diversos.

a teologia mística se distingue das demais por ser um modo de conhecer que se fundamenta na ignorância. 593 B: “(. Bento Silva Santos. onde o silêncio é plenitude e eloqüência. por outro lado. a saber. abandonar também a si mesma. a mística apresenta-se sendo uma teologia do silêncio. na profundidade insondável da sabedoria. ao afastar-se de todos os seres e. A teologia mística Praticamente já descrevemos o essencial daquele que é o último estágio do nosso conhecimento de Deus. I. Trad. e todo ser é limitado. Cit. pauta-se por concepções teóricas e dialéticas. 592 D: “Se. se há uma ciência acerca de Deus em si mesmo. acima das outras funções teológicas. In: DIONÍSIO. Ibidem. Bento Silva Santos. Op.. Op.) o bem em si – em suma. diferentemente do método negativo. mas ambas se distinguem na medida em que a teologia mística. 2004. Trad. a resplandecer longe de lá e lá. conquanto pareçam estritamente ligadas e o mais das vezes inseparáveis. p. como vimos. está também acima de qualquer conhecimento. superior a todas as outras34. em seguida. que é superior a toda substância. 41: “A teologia mística se situa. Ignorância esta que se explica pela transcendência absoluta do objeto em questão: Deus. não se pode dizer nem pensar. A teologia mística não é como a negativa. desta sorte “experienciado” para além do espaço e do tempo. existe um conhecimento diviníssimo de Deus que conhece por meio da ignorância. São Paulo: Attar Editorial. Tal conhecimento se dá quando a inteligência se une ao que é maior do que ela. 2004. porque não é limitado? Por isso. Dos Nomes Divinos. o raio. In: DIONÍSIO. Dos Nomes Divinos. 2004. sobre Deus – o bem em si e a unidade trina – o silêncio é preferível à palavra.31 Na verdade. VII. 40: “A teologia mística situada acima da inteligência e a teologia negativa estão estritamente associadas.5. Realmente.” 32 Idem.” .” 34 SANTOS. portanto.” 31 Idem. Trad. segundo a união que está acima da inteligência. de fato.” 33 SANTOS. Dos Nomes Divinos.33 Em síntese. que é em igual medida Deus e bem.. ao contrário. a teologia mística e a negativa se diferenciam por uma linha demarcatória nítida. todas as ciências têm por objeto o ser. se une aos raios superclaros. mas uma experiência vivida (páskhein tà theîa). Ibidem. é uma experiência com o transcendente. a unificação perfeita acima do tempo e do espaço. como se pode ter ciência daquilo que simplesmente não é. São Paulo: Attar Editorial. Bento Silva Santos. 872 A-B: “E. São Paulo: Attar Editorial. pois esta última. I. quando a inteligência. Ora. p. o conhecimento místico.30 Sendo que todas as demais ciências têm por objeto o ser e Deus está além do ser. mas sim a união divinizante do místico com Deus. Cit.8 1. a inteligência se une a Deus quando abandona todas as coisas e até a si própria. não é uma abordagem dialética. visto que o seu fim não é a aquisição de um conhecimento conceitual.32 Neste sentido.35 30 DIONÍSIO. porque Ele está além de tudo. esta se conquista mediante uma confissão de ignorância. o que quer que seja a unidade trina. a mística.

de certo modo.. Dos nomes divinos Muito embora até aqui a incognoscibilidade de Deus pareça completa. Dos Nomes Divinos. Ibidem.41 Agora bem. I.. a própria criação é uma teofania. que Ele próprio. veio ao encontro das suas criaturas.” 41 Idem. iluminando cada criatura proporcionadamente às potências receptivas dela e estimulando as inteligências sagradas para a contemplação dele mesmo (.” 40 Idem. aprouve a Deus. pois como só Deus se conhece só Ele poderia dar-se a conhecer.)”. pois o bem é difusivo de si e o agente produz o semelhante a si. São Paulo: Attar Editorial.)”. portanto. . portanto. Op. Concluímos. pode dar-se a conhecer àqueles que o procuram com modéstia. dessa divindade supersubstancial e oculta não é para ousar dizer nem entender nada senão aquelas coisas que. por inspiração divina. A Filosofia na Idade Média. que Deus – enquanto bem – não pode permanecer inteiramente incomunicável. Dionísio. revelar-se a si mesmo também nas Sagradas Letras. nos foram manifestadas por meio dos livros sagrados.37 Na verdade.” 39 DIONÍSIO. como essa divindade nas Sagradas Escrituras benevolamente se manifestou a si mesma (. como Sumo Bem. nem poderia ser diferente. por seu libérrimo beneplácito. Bento Silva Santos. é-nos possível classificar os nomes divinos em dois 35 SANTOS.. I. ademais. e é por isso que os seres manifestam o que ele é.. isto é. Ibidem. investigarmos o que nos falam acerca da natureza divina. 588 C-D: “Entretanto. A Filosofia na Idade Média. pois. p. 38 GILSON. iluminando-as proporcionalmente às suas faculdades cognoscitivas. e só ela nos permite conhecer seu autor. com moderação e santidade39. atendo-nos estritamente ao que nos dizem os livros sagrados40. 2004: “O procedimento é essencialmente anagógico no sentido de que convida a abandonar as representações sensíveis em direção à unidade e à divinização (hénosis e theôsis). Bento Silva Santos.. São Paulo: Attar Editorial. o bem não permanece totalmente incomunicável a todo ser. cognoscível: as suas criaturas. 2004. 89: “O que se chama criação é.) não devemos também erguer os olhos para o alto senão na medida em que o raio dos ditos divinos se manifesta a nós. 588 C: “Portanto. In: DIONÍSIO. Trad. 588 C: “Como se disse. 2. então.9 Passemos à análise da concepção de Dionísio acerca dos nomes divinos. nada nos impede de. só ele. Dos Nomes Divinos. I. O mundo é uma ‘teofania’. começa a vislumbrar um viés mediante o qual a divindade tornase. por iniciativa própria. p. ele manifesta continuamente este raio supersubstancial que nele permanece. pois.” 37 DIONÍSIO. uma manifestação de Deus.36 De resto. por sua própria iniciativa e como convém à sua bondade. que nos remetemos aos esplendores mais altos com a moderação e santidade que convêm às coisas divinas.. tendo por base isso mesmo. Deus revelou-se nas suas criaturas. Dos Nomes Divinos. Trad.” 36 GILSON. efeito de uma revelação de Deus em suas obras.38 Assim. dizíamos. De fato. a partir de um dado momento. Sendo assim. 588 A: “(. I. 89: “Como só Deus se conhece. Cit.

acrescentemos a esses os nomes que indicam a causa: o bem.. que explica todas as comunicações do autor de todas as coisas. Por exprimirem a divindade total. ou. 119: “Enquanto . expressa a distinção das Pessoas divinas. GILSON.) digamos que. GILSON. Pertencem ao mesmo grupo todos aqueles nomes que expressam um atributo superlativo de Deus e ainda aqueles que fazem referência a Deus enquanto causa de todas as coisas. II. Por exemplo. como às apalpadelas.” 44 Idem. aquilo que vivifica. Portanto. p. como demonstramos nas Instituições teológicas amplamente à luz da Escritura. o termo “o bem” expressa a superioridade divina com relação a todas as coisas: tanto as que são ou existem quanto as que “não são” ou “não existem”. divindade. seguindo a Sagrada Escritura. 117: “Os nomes divinos dividem-se em dois grandes grupos: o primeiro compreende todos aqueles que descrevem a Deus em sua unidade. a vida.) e dizem. ainda com respeito a estes nomes. V. já que eles versam sobre uma realidade que só existe em Deus e que é totalmente alheia às criaturas.1. Portanto. 46 As coisas que não são ou não existem – ser e existir aqui se equivalem – dizem respeito: tanto àquelas realidades que ainda não existem quanto àquelas que existem apenas no intelecto divino como possíveis.” BOEHNER. o segundo. a denominação de Deus como bem. os que dizem respeito à distinção das pessoas. inobstante não sejam tudo aquilo que podem ser. e qualquer nome deduzido de uma negação excelente. é preciso aplicá-lo à divindade toda.. substância. aquilo que é. Ibidem.10 grupos: o primeiro contempla a Deus em sua unidade. àqueles entes que já são.)”.42 2. a substância. que há atributos próprios à unidade assim definida e que à distinção mesma em Deus correspondem ainda unidades e distinções particulares. balbuciar algo. II.44 São eles: bem. o segundo. os nomes unidos de toda a divindade.” DIONÍSIO.47 Já pelo nome “Aquilo que é” expressamos a 42 BOEHNER. II. já que é enquanto bem que Deus causa e dá origem a todas as coisas: tanto às que são ou existem quanto as que “não são” ou “não existem”46. sabedoria.. 816 B: “De fato. quando falamos de Deus enquanto Criador. p. II.. estende-se às coisas que existem e às que não existem e está acima das que existem e das que não existem.. 640 D-641 A: “(. 47 DIONÍSIO. Dos Nomes Divinos.” 43 Idem.43 O significado destes nomes nos escapa completamente. qualquer que seja o nome integral de Deus que se trate de explicar. Ibidem. 640 B. a divindade. o sapiente e todos os outros nomes com os quais é chamada a causa de todos os bens em razão de seus dons benévolos. Os nomes que expressam a unidade divina Os nomes que designam Deus na sua unidade essencial expressam o que Ele é indivisivelmente. 640 D: “Como eu disse já em outros escritos. o belo. podemos. vida. Dos Nomes Divinos. qualidades acima de toda compreensão. 45 Idem. 637 C: “(. História da Filosofia Cristã. os sagrados preceptores da nossa tradição teológica chamam unidades divinas as realidades secretas e inacessíveis da singularidade superinefável e superincognoscível (. são o bem. tais nomes devem ser atribuídos à divindade indistintamente. a sabedoria. o nome “bem” ocupa um lugar privilegiado. Ibidem.45 Contudo. História da Filosofia Cristã. ainda..

ou como os números o são na unidade (. Deus é o “não-ser” porque está além do ser. também dizemos que todas estas diversidades existentes nas criaturas e no nosso modo de conhecer existem em Deus como num ato maior. ou outras tantas causas diversas. visto que Deus é distinguido na unidade. Com efeito. enquanto ser.51 O nome “sabedoria” é extensivo a todos os seres dotados de intelecto. e mostra que Deus está acima de todos estes seres: intelectuais. p.” 52 Idem.49 Destarte.. que para cada coisa Deus seja uma causa diversa. sua eficiência se estende apenas ao existente.53 Sem embargo. A Filosofia na Idade Média. todas essas participações são uma só nele. O nome “vida” contempla todos os seres viventes. de modo simplicíssimo.48 De fato. do mesmo modo que todos os raios de um círculo não são senão um só no seu centro. racionais e sensíveis. racionais e sensíveis e está acima dessas todas. Ibidem: “Por conseguinte. História da Filosofia Cristã. Ibidem: “O nome sabedoria estende-se a todas as coisas intelectuais. 55 BOEHNER. tampouco.” 48 Idem. a Sua unidade. enquanto Criador e Revelador. a distinção é própria da criatura. em absoluto.11 superioridade de Deus somente com relação às coisas que são ou existem. p. p. Deus é a fonte da totalidade do ser e do não-ser.” 54 GILSON. correspondentes à distinção das coisas. Ibidem: V. Deus é a causa única e una de todas as coisas.” 53 BOEHNER. como os raios do círculo são um só em seu centro. V.. mister é observar que toda esta diversidade de nomes não quer significar que eles existam distintos em Deus.” 50 Idem.” 49 GILSON.)”. Na verdade. e todos os números se reduzem a um só na sua unidade54. p.” . a saber. 816 B: “O nome ser estende-se a todas as coisas que existem e está acima das coisas que existem. sentido e razão. é de um não-ser primitivo que tudo vem. que o bem. todas estas realidades subsistem numa unidade pura e não multiplicável. A diversidade de nomes não implica. nomear Deus como “Aquele que é” não é a forma menos inadequada de nomeá-lo. Em Deus. mas além do ser.52 Entretanto. 118: “Por mais numerosas que sejam. o ser. A Filosofia na Idade Média. Deus não é o ser. é por sermos limitados que conhecemos o Deus simplicíssimo por estes pontos de vista diversos. Ele é o “não-ser” primitivo do qual procede tudo o que é. senão que denotam a Deus de um ponto de vista determinado. 816 B: “O nome vida estende-se a todos os viventes e está acima dos viventes.50 Por isso. limitados e determinados. 118: “Não quer isto dizer. as distinções oriundas de Deus não afetam. História da Filosofia Cristã.55 bom. evidenciando que Deus é a origem de todo ser vivo e exprimindo a superioridade de Deus em relação a todos os seres vivos. não afetando em nada a sua unidade absoluta.” 51 DIONÍSIO. 88: “Tomadas em Deus. 88: “De fato. GILSON. como de sua causa. a vida e a sabedoria sejam outras tantas realidades distintas em Deus. porém. Dos Nomes Divinos. GILSON.

Dos Nomes Divinos. mas por superelevação. a teologia negativa exprime de melhor forma a absoluta transcendência divina. II. o nome supersubstancial e a realidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo. ainda. aplica-as a Deus de forma figurada. Desta feita. obedecendo ao esquema neoplatônico exitus/reditus. Ela parte dos seres inteligíveis mais débeis aos mais eminentes. É por antonomásia a teologia do silêncio. os nomes que designam as distinções são os que indicam as relações existentes entre as Pessoas divinas. O seu principal risco. parte das relações trinitárias entre as pessoas divinas e. porque não busca conhecer a Deus de modo conceitual. a teologia negativa que obedece a um esquema ascendente. Os nomes que expressam as distinções divinas Ora bem. O seu principal risco é tomar as perfeições inteligíveis mais eminentes como existindo em Deus tal como existem nas criaturas. que habita em luz inacessível. Conclusão A teologia simbólica é aquela que. ao contrário. mas pela “experiência unitiva” do místico com o Deus inefável.” . Começa aplicando a Deus os nomes de maior inteligibilidade e. A teologia afirmativa é da ordem da inteligência. 56 DIONÍSIO.56 Passemos às considerações finais deste trabalho. porque não é absolutamente possível introduzir nesses um intercâmbio e uma comunhão. já que consiste num desapegar-se por inteiro do criado e de tudo que é para abraçar Aquele que está além do ser: não por carência. De fato. Ainda mais perfeita é a teologia mística.2. passando pelas coisas imateriais às materiais. chega ao fato inaudito da Encarnação redentora. cada um destes nomes cabe às Pessoas divinas enquanto distintas e não à divindade indistinta. Há.12 2. partindo das coisas sensíveis mais ordinárias às mais eminentes. 640 C: “São distintos. negando que o modus significandi das perfeições neles encontradas possam aplicar-se a Deus univocamente. pois o Pai não é o Filho e o Filho não é o Espírito e nem o Espírito é o Pai. na concepção de Dionísio. Ela obedece a uma ordem descendente. é confundir os seres sensíveis mais eminentes com o próprio Deus.

. Pensamos que. contudo. Dionísio os divide em dois grupos: aqueles que expressam a unidade indivisível de Deus e aqueles que expressam a distinção das pessoas divinas. a partir do axioma neoplatônico bonum est diffusivum sui. no bojo destas quatro teologias que discrimina. as perfeições por eles designadas existem em Deus de um modo simplicíssimo que nos excede. Frisa ainda que. através da teologia dos nomes divinos. quanto à res praedicata. embora estes nomes sejam diversos e exprimam perfeições diversas. Como Deus é a causa de todos os seres e o agente produz o que é semelhante a si. eles devem ser negados de Deus por uma negação não privativa. dada a limitação do nosso intelecto.13 Vislumbrando já a distinção entre modus praedicandi e res praedicata. Decerto que. a teologia dos nomes divinos. uma teologia que entra no escopo das três primeiras. Dionísio. eles pertencem a Deus de um modo que nos escapa. Dionísio consegue livrar-se de um agnosticismo completo com relação a Deus. ou seja. quanto à perfeição significada. quanto ao modus praedicandi. mas de excelência. desenvolve. a saber. temos que os nomes que damos às criaturas não são totalmente equívocos quando aplicados a Deus.

São Paulo: Attar Editorial. pp. GILSON. 1995. In: SANTOS. _____. . 21 a 54. Porto Alegre: EDIPURS. São Paulo: Attar Editorial. Eduardo Brandão. 2004. 2004. Filosofia Medieval: Textos.14 BIBLIOGRAFIA BOEHNER. Philotheus. _____. História da Filosofia Cristã: Desde as Origens até Nicolau de Cusa. 2000. Raimundo Vier. Trad. pp. 2000. In: DIONÍSIO. Trad. Bento Silva. Introdução Dos Nomes Divinos. GILSON. DIONÍSIO. Bento Silva Santos. Dos Nomes Divinos. Luis Alberto de. Etienne. SANTOS. São Paulo: Attar Editorial. 2004. A Filosofia Na Idade Média. 115 a125. A Teologia Mística. pp. 83 a 90. Etienne. Bento Silva. 7a ed. Petrópolis: VOZES. Dos Nomes Divinos. São Paulo: Martins Fontes. Introdução dos Nomes Divinos. In: BONI. Trad. De Caelesti Hierarchia.

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