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APOSTILA PREPARATÓRIA

PARA O EXAME DE
MOTONAUTA E
ARRAIS-AMADOR.
OBTENÇÃO DA HABILITAÇÃO
PARA PILOTAR JET-SKI E
EMBARCAÇÕES NA
ATIVIDADE DE ESPORTE E
RECREIO, NOS LIMITES DA
NAVEGAÇÃO INTERIOR.
6ª Edição – Julho de 2013
COMUNICADO
Esta edição da Apostila de Motonauta e Arrais-Amador está
de acordo com a Norma da Autoridade Marítima –
NORMAM-03/DPC, atualizada pela Portaria nº 29, de 21 de
fevereiro de 2013, decorre do que estabelece a Lei nº 9.537,
de 11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança
do tráfego aquaviário – LESTA, e do Decreto nº 2.596 de 18
de maio de 1998 – RLESTA, que a regulamenta.

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estando autorizado ao revendê-lo, nem distribuí-lo sob qualquer forma.
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PROCESSO DE HABILITAÇÃO
Para obter a habilitação na categoria de Motonauta ou Arrais-Amador o candidato deve:



Ser penalmente imputável (ter 18 anos de idade).
Saber ler e escrever.
Possuir documento oficial de identificação com foto (RG, CPF ou CNH).
Obter atestado médico, fornecido por qualquer médico (com carimbo do CRM) que
comprove bom estado psicofísico (físico, auditivo, mental e visual), incluindo limitações
caso existam, podendo o atestado ser substituído pela Carteira Nacional de Habilitação
(CNH) dentro da validade.
Obter Declaração de Frequência para Motonautas, atestando que realizou aulas práticas,
com no mínimo, 3 horas de duração, em jet-ski ou Atestado de Embarque para ArraisAmador, atestando que possui, no mínimo, 6 horas de embarque, em embarcações de
esporte e/ou recreio. Tais documentos, somente, podem ser emitidos por Entidade
Náutica (Escolas, Associações, Clubes Náuticos, etc.), cadastrados na Capitania dos Portos,
Delegacia ou Agência da Marinha.

EXAME DE HABILITAÇÃO
A prova de Motonauta ou Arrais-Amador pode ser convencional ou eletrônica, constituída de 20
questões para Motonauta ou 40 questões para Arrais-Amador, ambas de múltipla escolha,
distribuídas proporcionalmente de acordo com o Programa recomendado. O candidato será
considerado aprovado com 50% ou mais de acertos. A duração da prova será de 1 hora e 30
minutos para Motonauta ou 2 horas para Arrais-Amador.

NOTA DO AUTOR
A preparação do candidato é da responsabilidade de quem certificar os seus conhecimentos. No
entanto, a conscientização da importância do cumprimento do contido na NORMAM-03/DPC por
parte de todos que, direta ou indiretamente, estejam envolvidos com a navegação, é de imensa
importância para uma navegação segura e a preservação da vida humana no mar. Lembre-se: o
comandante ou piloto é responsável por tudo o que diz respeito à embarcação, pela vida de seus
tripulantes, familiares e amigos, bem como de seu bem maior, sua própria vida.
Capitão-Tenente (RM1-AA) Evangelista da Silva
Arte, criação, desenvolvimento e atualização.

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ÍNDICE 
Legislação Náutica

1 a 12 

Manobra de Embarcação

13 a 23 

Navegação e Balizamento

24 a 37 

Primeiros Socorros

38 a 48 

Combate a Incêndio

49 a 54 

Sobrevivência no Mar

55 a 65 

Noções de Comunicações

66 e 67 

Bandeiras do Código Internacional de Sinais

68 

Quadro de Sinais Náuticos (Balizamento Fluvial)

69 e 70

ANEXOS 
Quadro de Infrações mais comuns e Penas Aplicadas 
Suplemento (Questões para fixação)

O quadro a seguir apresenta os modelos de insígnias, de uso facultativo, para serem usadas
como distintivo ou bordadas, nas lapelas, camisetas ou bonés dos Amadores:
(NORMAM-03/DPC)

bem como o estabelecimento de Normas de Procedimentos relativas à área sob sua jurisdição. Assim. nas águas sob jurisdição nacional rege-se por esta lei. Organização Marítima Internacional (IMO) . também é competência das Capitanias. em águas brasileiras rege-se pela Lei Federal 9. conhecido como RLESTA. Portanto. que é a Norma da Autoridade Marítima para Amadores. Conceitos e Definições I . Desta forma. podendo delegar competência para órgãos públicos. uma infração cometida nas áreas adjacentes às praias poderá ter pena de multa aplicada pelos órgãos municipais. no que for pertinente a lei. marítimas. fluviais ou lacustres. que a regulamenta. Nas áreas próximas às praias.Diretoria de Portos de Costas Competências .É a Autoridade Marítima Brasileira.596/98. aquele que faz da navegação aquavária uma opção de esporte e/ou lazer. de 11 de dezembro de 1997. Delegacias e Agências fiscalizarem. Delegacias e Agências (CP/DL/AG) Responsáveis pela fiscalização (Inspeção Naval) do tráfego aquaviário nos aspectos relativos à segurança da navegação.www. conhecida como Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (LESTA).Agência especializada da ONU. especificando as áreas destinadas a banhistas e à prática de esportes aquáticos o qual poderá ser incorporado ao Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro.Amador . um amador não poderá ser contratado para conduzir embarcação classificada como de esporte e/ou recreio. orientando os países membros. salvaguarda da vida humana no mar e prevenção da poluição ambiental. Embarcações de Esporte e/ou Recreio e para Cadastramento e Funcionamento das Marinhas. estaduais ou municipais.todo aquele com habilitação certificada pela autoridade marítima para operar embarcações de esporte e recreio. deverão observar a NORMAM-03/DPC. Ordenamento das Praias Municípios – Compete aos Municípios estabelecer o ordenamento do uso das praias. NORMAM .com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Introdução A segurança da navegação. amador é aquele que não atua como profissional.537/97 – Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário . ou seja. a autoridade diplomática representa a autoridade marítima. sejam elas.LESTA A segurança da navegação. Conforme entendimento genérico. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 1 . Capitanias. A NORMAM-03/DPC decorre do que estabelece a LESTA e RLESTA.Estabelece as normas de tráfego e permanência nas águas nacionais para as embarcações de esporte e/ou recreio. Clubes e Entidades Desportivas Náuticas.No exterior. Atividade de Esporte e Recreio Todas as embarcações classificadas na atividade de esporte e/ou recreio.Norma da Autoridade Marítima DPC . Diretoria de Portos e Costas (DPC) . uma infração cometida nas áreas adjacentes às praias poderá ter pena de multa aplicada pelos órgãos municipais.537/97. Lei 9.ventoempopa. em caráter não profissional. e pelo Decreto 2. Marinha do Brasil (MB) . que trata de assuntos relativos à navegação.

quando rebocadas. as fixas.todo aquele que.ventoempopa. é passageiro. Entenda-se.atividade de cunho administrativo que consiste na fiscalização do cumprimento da LESTA e RLESTA. IV . IX . A definição não difere da existente para o transporte aéreo ou terrestre. o meio pelo qual as Capitanias. de 11/12/1997. Todo aquele que é transportado pela embarcação sem estar prestando serviço a bordo. Delegacias e Agências auxiliam a Diretoria de Portos e Costas (DPC) a exercer seu papel de fiscalização das Normas. consideradas abrigadas.Lotação .Instalação de apoio . não fazendo parte da tripulação nem sendo profissional não tripulante prestando serviço profissional a bordo.pessoa física ou jurídica que. Do caiaque ao navio de grande porte.todo aquele com habilitação certificada pela autoridade marítima para operar embarcações em caráter profissional. de 18/05/1998. passível de ocorrer interrupção da singradura (viagem) quando a embarcação estiver com excesso de lotação. em seu nome e sob sua responsabilidade. VII .Aquaviário . Refere-se às instalações que ajudam na execução das atividades das plataformas petrolíferas e portos e terminais privados de movimentação de carga. põe a embarcação em atividade comercial.Decreto que regulamenta a LESTA – Decreto nº 2. inclusive as plataformas flutuantes e. e das normas e regulamentos dela decorrentes. pondo-a ou não a navegar por sua conta. não tem intenção de pilotar sua embarcação.quantidade máxima de pessoas autorizadas a embarcar. se o proprietário de uma embarcação de esporte e recreio.Navegação em mar aberto . passando pelo jet-ski e pelas plataformas de petróleo. o aquaviário é todo aquele que exerce sua profissão a bordo de embarcações. transportando pessoas ou cargas. V . Vamos Recordar LESTA . poderá contratar esse profissional para conduzir sua embarcação. portanto.instalação ou equipamento. todos que estão a bordo da uma embarcação.É proibido exceder a lotação estabelecida.qualquer construção. É. pois se locomovem n´água por meios próprios ou não (como as chatas e as barcaças). sujeita à inscrição na autoridade marítima e suscetível de se locomover na água.Inspeção Naval .www. Normalmente é o proprietário da embarcação que por sua conta e risco. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 2 . localizado nas águas.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] II . Ao contrário do amador.596. ou seja.a realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas.Embarcação .537.Passageiro .Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – Lei nº 9. de apoio à execução das atividades nas plataformas ou terminais de movimentação de cargas. III .Armador . por meios próprios ou não. ainda que clandestino. VI . é transportado pela embarcação. VIII . Interrupção da viagem . todos são considerados embarcações. incluindo a tripulação. apresta a embarcação com fins comerciais. RLESTA . Aquela realizada fora das águas interiores.

modificação ou transformação da embarcação. garçom. isto é. pelo qual a autoridade marítima inspeciona a embarcação.ação técnica-administrativa.ventoempopa. com segurança.pessoa física ou jurídica. operando-a. a embarcação. órgão autônomo.Plataforma .aquaviário ou amador que exerce funções. presta serviços eventuais a bordo. desde que suas funções a bordo não o exijam. É aquele que legalmente detém.Tripulação de Segurança . Tipos de Vistorias para embarcações de esporte e/ou recreio: Vistoria Inicial . Tribunal Marítimo .Prático .todo aquele que. no sentido de fazê-la navegar. na operação da embarcação. registrado no Tribunal Marítimo.aquaviário não tripulante que presta serviços de praticagem embarcado. sem exercer atribuições diretamente ligadas à operação da embarcação. Os que prestam serviços a bordo. em seu nome. É o ato legal. músico. sem integrarem a tripulação. bem como manter o registro da propriedade marítima das embarcações. É o número mínimo de tripulantes dentro de padrões de segurança. pela qual é verificado o cumprimento de requisitos estabelecidos em normas nacionais e internacionais. assim considerados por atos internacionais. XIII . crupiê.Profissional não tripulante . referentes à prevenção da poluição ambiental e às condições de segurança e habitabilidade de embarcações e plataformas. XI . XII . no sentido de constatar o cumprimento da legislação em vigor. Profissional que leva e traz embarcações do ponto de espera de prático para áreas de fundeio ou atracadouros nos portos ou terminais privativos ou vice-versa. auxiliar do Poder Judiciário. XVI . destinada às atividades direta ou indiretamente relacionadas com a pesquisa. Tal ação gera um documento de comprovação denominado de Certificado de Segurança da Navegação (CSN). inclusive da plataforma continental e seu subsolo. tais como.www.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] X .quantidade mínima de tripulantes necessária para operar.Proprietário .O Tribunal Marítimo.se realiza para reclassificar a embarcação da navegação interior para mar aberto.Tripulante . quando legalmente exigido.se realiza durante ou após a construção. É o que exerce suas funções a bordo de embarcações. XIV . XV . eventual ou periódica.instalação ou estrutura fixa ou flutuante.Vistoria . embarcado. vinculado ao Comando da Marinha. incluída a plataforma continental e seu subsolo. previsto e prorrogável. Plataformas de exploração de petróleo em águas sob jurisdição nacional. Vistoria de Reclassificação . tem como atribuições julgar os acidentes e fatos da navegação. Vistoria de Arqueação .se realiza em embarcações com Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Quebra de coluna Arrais-Amador e Motonauta 3 . exploração e explotação dos recursos oriundos do leito das águas interiores e seu subsolo ou do mar. O tripulante não necessita ser habilitado. em nome de quem a propriedade da embarcação é inscrita na autoridade marítima e. o título de propriedade da embarcação.

manter a disciplina a bordo. É a autoridade suprema a bordo a quem todos estão sujeitos (tripulação. IV . quando imprescindível para a manutenção da integridade física de terceiros. I . V – comunicar à autoridade marítima: a) qualquer alteração dos sinais náuticos de auxílio à navegação e qualquer obstáculo ou estorvo à navegação que encontrar. é aplicável ao Comandante a suspensão do certificado de habilitação em até 12 meses. e c) infração a esta lei ou das normas e dos regulamentos dela decorrentes.www. entregando-os à autoridade competente. da embarcação e da carga transportada. os procedimentos estabelecidos para a salvaguarda da vida humana. nos termos da legislação específica. nos termos da legislação específica.cumprir e fazer cumprir a bordo. da embarcação ou da carga. II . as normas e os regulamentos. passageiros e não tripulantes). III . em condições de segurança.cumprir e fazer cumprir a bordo. III . Arrais ou Patrão.ordenar o desembarque de qualquer pessoa. e c) à realização de casamentos e aprovação de testamentos in extremis. a legislação. se necessário com algemas. de termos de nascimento e óbito ocorridos a bordo.No caso de descumprimento das suas competências estabelecidas.ordenar a detenção de pessoa em camarote ou alojamento. cometida por outra embarcação. é o tripulante responsável pela operação e manutenção da embarcação. registrar óbitos e nascimentos. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Também denominado Mestre. e Arrais-Amador e Motonauta 4 . b) ao inventário e à arrecadação dos bens das pessoas que falecerem a bordo. Compete ao Comandante Importante: . no exercício de suas funções e para a garantia da segurança das pessoas. da própria embarcação e da carga. extensivas à carga. O Comandante. Poderes do Comandante Suspensão da Habilitação .proceder: a) à lavratura. Comandante Autoridade do Comandante . este será considerado o Comandante se estiver presente a bordo e for habilitado para a área que estiver navegando.Todas as pessoas a bordo estão sujeitas à autoridade do Comandante.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] comprimento maior ou igual a 24 metros. em viagem.ventoempopa. do Certificado Internacional de Arqueação ou das Notas para Arqueação. b) acidentes e fatos da navegação ocorridos com sua embarcação. Vistoria de Renovação se realiza em embarcação de comprimento igual ou maior de 24 metros para renovação do CSN. tem competência para realizar casamentos. II .impor sanções disciplinares previstas na legislação pertinente. aos tripulantes e às demais pessoas a bordo. nos termos da legislação especifica. prender aqueles que puserem em risco a navegação.A menos que o Comandante seja formalmente designado pelo proprietário. para a preservação do meio ambiente e para a segurança da navegação. bem como os atos e as resoluções internacionais ratificadas pelo Brasil. dentre outras importantes atribuições. pode: I . antes da expedição do Certificado Nacional de Arqueação.

a autoridade marítima pode adotar as seguintes medidas administrativas: I – apreensão do certificado de habilitação (Carteira de Habilitação de Amador). O Comandante é um ser humano como qualquer outro. A embarcação apreendida deve ser recolhida a local determinado pela autoridade marítima. III – embargo de construção. ficar doente. Na prática. II – apreensão. tendo em vista que os infratores tudo farão para o bom andamento de qualquer documento ou ato administrativo. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 5 . pelas despesas relativas ao recolhimento e guarda da embarcação apreendida. e como tal. de acordo com a RLESTA. tais como: multa. Substituição do Comandante O Comandante. O proprietário. suspensão e cancelamento da habilitação. é substituído por outro tripulante. Débitos Decorrentes de A autoridade marítima sustará o andamento de qualquer Infração documento ou ato administrativo de interesse de quem estiver em débito decorrente de infração a LESTA. Danos aos Sinais Náuticos Os danos causados aos sinais náuticos sujeitam o infrator a repará-los ou indenizar as despesas de quem executar o reparo. Medidas Administrativas Especificamente para o navegante Amador. é uma medida de grande utilidade para a autoridade marítima.www. dos cargos e funções a bordo das embarcações.00) ou suspensão da habilitação até sessenta dias. até a sua quitação. segundo a precedência hierárquica. Independente da reparação ou indenização das despesas. devendo em qualquer caso de impedimento.ventoempopa. o infrator estará sujeito a pena de multa do grupo D (R$ 40.00 a 1. armador ou preposto responde. perante a autoridade marítima.600. independente da penalidade prevista. pode. no caso de impedimento. estabelecida pela autoridade marítima.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] IV . por exemplo. reparo ou alteração das características de embarcação. nesta ordem. e IV – imposição das medidas administrativas previstas na LESTA e regulamentada na RLESTA. retirada de tráfego ou impedimento da saída de embarcação.determinar o alijamento de carga. ser substituído para possibilitar que o navio prossiga viagem.

assinado pelo Presidente da República em 18 de maio de 1998.Lavrado o Auto.00 de 80. Auto de Infração . Para efeito da RLESTA.Interior – é a navegação realizada em hidrovias interiores.Se está sendo realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas e entre portos brasileiros. Infrações e Penalidades Nota: . canais.00 Para efeito da RLESTA o autor material da infração poderá ser: I . desabrigadas.www.00 a 2.596/98 – Regulamento da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário .00 de 40.00 de 40.00 a 400. sem o qual nenhuma penalidade poderá ser imposta. II . Constitui infração às regras do tráfego aquaviário a inobservância de qualquer preceito da LESTA/RLESTA e de normas complementares emitidas pela autoridade marítima. podemos classifica-la como: uma navegação de mar aberto de longo curso.537 (LESTA). As infrações. no caso do Amador Náutico. b) cabotagem: é a realizada entre portos ou pontos do território brasileiro.o tripulante.200. contados da data do conhecimento do Auto de Infração. Caso não concorde com o valor da multa aplicada. Da Navegação Por exemplo: .00 a 2.00 de 40. Muito Importante: Apresentamos em anexo a esta Apostila um Quadro de Infrações Mais Comuns e Penalidades Aplicadas.600.o proprietário. para efeito de multa.a pessoa física ou jurídica que construir ou alterar as Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 6 . O procedimento administrativo se inicia com a notificação. A pena de suspensão da habilitação não poderá ser superior a 12 meses. enseadas e áreas marítimas consideradas abrigadas. lagoas. Entrou em vigor em 9 de junho de 1998.00 a 800. angras.ventoempopa.00 de 40.800.RLESTA O Decreto 2. respeitados os limites estipulados na RLESTA.00 de 80. II .Mar Aberto .com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Decreto 2. a navegação é classificada como: I . III . sendo seus valores estabelecidos conforme tabela abaixo: GRUPOS A B C D E F G MULTA (R$) de 40. c) apoio marítimo: realizada para apoio logístico a embarcações e instalações em águas territoriais e na Zona Econômica Exclusiva (200 milhas). armador ou preposto da embarcação. o infrator disporá de cinco (5) dias úteis para interpor pedido de reconsideração à autoridade imediatamente superior. baias. são classificadas em grupos de A a G. regulamenta a Lei nº 9.Se a navegação está sendo realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas e entre portos brasileiros e estrangeiros. e d) apoio portuário: realizada em hidrovias exclusivamente nos portos e terminais.596/98. Outro exemplo: . assegurando o direito do contraditório e a ampla defesa.200. podemos classificá-la como: uma navegação de mar aberto de cabotagem. lagos. a prerrogativa de estabelecer o valor da multa e o período de suspensão do Certificado de Habilitação. podendo ser: a) longo curso: realizada entre portos brasileiros e estrangeiros.a realizada em águas marítimas consideradas.00 a 3.00 a 200. que antecede a lavratura do Auto de Infração. assim considerados rios.Certificado de Habilitação é o equivalente a Carteira de Habilitação de Amador (CHA). utilizando a via marítima ou esta e as vias navegáveis interiores.00 a 1. o infrator disporá de quinze (15) dias úteis de prazo para apresentar sua defesa. É da competência do representante da autoridade marítima.

e III . os Amadores constituem um único grupo. Arrais-Amador – pode conduzir embarcações nos limites da navegação interior.o prático. Motonauta – pode conduzir somente moto aquática nos limites da navegação interior. Importante: .o pesquisador.por inquérito administrativo. e VII . desde que comprove ter realizado o treinamento prático. para efeito de gradação das penalidades.no momento em que for praticada a infração. é a Norma da Autoridade Marítima para Amadores. exceto moto aquática.o construtor ou proprietário de obra sob. exceto moto aquática. qualquer categoria de Amador poderá conduzir moto aquática.ventoempopa.mediante apuração. V . Aplicação A NORMAM-03 aplica-se a todas as embarcações classificadas na atividade de esporte e/ou recreio (lazer). três e assim sucessivamente. sem limitações geográficas. Habilitação da Categoria de Amadores Conforme o nível de exigência de habilitação necessário para conduzir embarcações de lazer. explorador ou proprietário de jazida mineral sob. Clubes e Entidades Desportivas Náuticas. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 7 . na multiplicação da penalidade por dois. em caso de pena de multa ou suspensão do Certificado de Habilitação. da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil. IV .Os Amadores habilitados antes de 02JUL2012. em qualquer área. Motonauta e Arrais-Amador. Normas da Autoridade Marítima (NORMAM-03/DPC) Aprovada pela Portaria nº 101. Reincidência da Infração A reincidência. Estabelece procedimentos a serem cumpridos desde a construção da embarcação até sua baixa dos bancos de dados da Marinha. e podem ser habilitados nas seguintes categorias: Exames para Amadores . Embarcações de Esporte e/ou Recreio e para Cadastramento e Funcionamento das Marinhas. Demais categorias a partir de dezoito (18) anos completos. sobre ou às margens das águas. se o próprio artigo que a impuser não estabelecer outro procedimento. sobre ou às margens das águas. VI . A partir dessa data. exceto moto aquática. Delegacias e Agências. poderão pilotar moto aquática (jet-ski) até o vencimento da habilitação. ou seja. São consideradas categorias iniciais: Veleiro. é a repetição da prática da mesma infração em um período igual ou inferior a 12 meses.o agente de manobra e docagem. II . são os órgãos responsáveis pela aplicação das provas de Amadores. Constatação da Infração A infração e seu autor material serão constatados: I . Veleiro – pode conduzir pequenas embarcações a vela (sem motor). A repetição na prática da mesma infração implicará. de 16 de dezembro de 2003.www.As Capitanias. nos limites da navegação interior. A Idade mínima para habilitação de Veleiro é de oito (8) anos. Mestre-Amador – pode conduzir embarcações entre portos nacionais e estrangeiros nos limites da navegação costeira.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] características da embarcação. Capitão-Amador – pode conduzir embarcações entre portos nacionais e estrangeiros.

conduzir a embarcação em estado de embriaguez alcoólica ou sob efeito de substância tóxica de qualquer natureza.É a designação dada ao agente de Inspeção Naval.Trafegar em área reservada a banhistas poderá suspender o Certificado de Habilitação em até 60 dias. no caso de lagos e lagoas onde se inicia o espelho d’água.www. sem prejuízo de outras penalidades previstas. dos lagos ou lagoas. na legislação em vigor quando: conduzir embarcação com a Carteira de Habilitação suspensa. pelo prazo máximo de até 120 dias.Considera-se como linha base. Ressalta-se que no uso da embarcação nas imediações de praias. O Amador terá sua habilitação cancelada. de uma maneira geral. As embarcações poderão se aproximar da linha base para fundear. Respeite os Banhistas . sem prejuízo de outras penalidades previstas. Lembrando que. Polícia Militar e Bombeiros. e utilizar a embarcação para prática de crime. e para embarcações de propulsão a motor. Termo de Responsabilidade é o documento em que o proprietário da embarcação de esporte e/ou recreio assume a responsabilidade pela condição de operação de sua embarcação. Fiscalização Inspetor Naval .ventoempopa. tais como. a fiscalização pode ser realizada por órgãos conveniados. de modo a proteger os banhistas: para embarcações de propulsão a remo ou a vela. Prefeituras Municipais. nas proximidades de praias. áreas frequentadas por banhistas e/ou onde não exista um órgão próximo da Marinha. Suspensão. a partir de 100 metros da linha base. Apreensão e Cancelamento da Habilitação A autoridade marítima poderá suspender ou apreender a habilitação do Amador. a linha de arrebentação das ondas ou. A partir dessa linha são estabelecidos os limites para o tráfego de embarcações em áreas com frequência de banhistas. e reincidir em faltas discriminadas no item anterior. Áreas Seletivas para a Navegação Linha Base . utilizar a embarcação de esporte e/ou recreio. Toda embarcação está sujeita a fiscalização por uma equipe de Inspeção Naval. a partir de 200 metros da linha base. São estabelecidos os seguintes limites de navegação para embarcações. toda aproximação deverá ser feita perpendicular à linha base e com velocidade não superior a 3 nós. para transporte de passageiros ou carga. A linha base é usada para delimitar as áreas seletivas para a navegação. devendo o proprietário ter atenção ao Termo de Responsabilidade que foi assinado por ocasião da inscrição ou registro da embarcação. paraquedas e painéis de publicidade. reboque de esqui aquático. Porém.com [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Dispensa da Habilitação Estão dispensados de possuir habilitação os condutores de dispositivos flutuantes e de embarcações miúdas sem propulsão a motor utilizados na atividade de esporte e/ou recreio. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 8 . equipamentos e atividades que interfiram na navegação. quando o Amador: entregar a condução da embarcação à pessoa não habilitada. preservando a segurança dos banhistas. em atividades comerciais. a pena de suspensão da habilitação não poderá ser superior a 12 meses. caso não haja nenhum dispositivo contrário estabelecido pela autoridade competente. São militares ou civis designados para executar as ações de fiscalização.

até o limite da Navegação Costeira (até 20 milhas da costa). tais como vento. fundeadouros de navios mercantes. ou seja. Embarcações de Esporte e/ou Recreio Cabine Habitável . ou com comprimento menor que oito (8) metros que apresentem convés aberto ou fechado. cujo propósito é fornecer aos navegantes em geral. caso utilizem motor de popa. Embarcação de Médio Porte – são consideradas de médio porte aquelas com comprimento inferior a 24 metros.com Áreas de Segurança Áreas de Segurança . onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas que não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações. que dificultem o tráfego das embarcações. correnteza ou maré. II – Interior .www. termoelétricas e nucleoelétricas (os limites serão fixados e divulgados pelas concessionárias responsáveis pela área). reservadas para os banhistas. b) Oceânica: navegação marítima realizada fora dos limites de visibilidade da costa e sem outros limites estabelecidos. lagoas.ventoempopa. baias. A NORMAM-03 classifica a navegação de esporte e/ou recreio como: I .Considera-se cabine habitável aquela que possui condições de habitabilidade. canais de acesso aos portos. enseadas. aquelas com comprimento igual ou superior a 24 metros. baías. angras e canais cujos limites são estabelecidos pela Capitania local. sem restrições (SR). rios e canais.é a navegação realizada em águas abrigadas (área1) ou parcialmente abrigadas (área 2) ao longo dos rios. sem cabine habitável e sem propulsão mecânica fixa e que.Área . . podem navegar dentro dos limites da navegação interior. áreas próximas às usinas hidrelétricas. também realizada entre portos nacionais e estrangeiros. onde eventualmente sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais. Classificação da Navegação de Esporte e/ou Recreio Navegação Interior: . ou seja. sem limitações geográficas. áreas especiais nos prazos determinados em Avisos aos Navegantes. Arrais-Amador e Motonauta 9 . As Embarcações de lazer são divididas quanto ao comprimento. Motonauta e Arrais-Amador. Embarcação de Grande Porte (Iate) – são consideradas de grande porte (ou iate). informações destinadas à atualização de cartas e publicações náuticas brasileiras.Área 2 . da seguinte forma: Embarcação Miúda . exceto as embarcações de socorro. Os Amadores habilitados na categoria de Capitão-Amador estão aptos a conduzir embarcações em todas as áreas. Os Amadores habilitados nas categorias de Veleiro. tais como lagos. Avisos aos Navegantes . É vedada às embarcações miúdas a navegação em mar aberto. proximidades das instalações do porto.são consideradas miúdas aquelas com comprimento inferior ou igual a cinco (5) metros (todas). exceto as miúdas. Os Amadores habilitados na categoria de MestreAmador estão aptos a navegar. Subdivide-se em: a) Costeira: navegação realizada entre portos nacionais e estrangeiros dentro dos limites de visibilidade da costa.São áreas de tráfego e fundeio proibido.ocorre em águas abrigadas. este não exceda 30HP. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Não é permitido o tráfego e fundeio de embarcações nas seguintes áreas consideradas de segurança: a menos de 200 metros das instalações militares.ocorre em águas parcialmente abrigadas.Mar Aberto – navegação realizada em águas consideradas desabrigadas. somente. e nas áreas adjacentes às praias. não excedendo a 20 milhas da costa. a menos de 500 metros das plataformas de petróleo.São publicações em forma de folheto.

É o ato pelo qual o proprietário da embarcação por si ou por seu representante legal se faz conhecer perante a autoridade marítima (Capitanias. até o período máximo de 15 dias. como arqueação bruta. do tipo banana-boat. com atribuição do nome e do número de inscrição e a expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE). Registro .83m 3.www. a contagem se inicia na chegada ao porto onde será inscrita ou registrada.dispositivos flutuantes destinados a serem rebocados. No caso de embarcação adquirida no estrangeiro. Por isso a obrigação de registro no Tribunal Marítimo.com Inscrição e Registro de Embarcação Inscrição . equivalente a uma tonelada de arqueação. acordos e convenções internacionais firmados pelo Brasil. Em caso de sinistro (incêndio. A legislação. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 10 . deverá ser observado para o pedido de cancelamento da inscrição ou registro junto a Capitania onde foi inscrita a embarcação. perda. ou seja. Delegacias e Agências da Marinha do Brasil. a embarcação poderá trafegar desde que o proprietário obtenha na Capitania o número de inscrição.As embarcações obrigadas à inscrição.embarcações miúdas sem propulsão a motor e as utilizadas como auxiliares de outra maior cujo motor não exceda a 30HP.de uma embarcação é o seu cadastramento na Capitania. determinam um tratamento diferenciado para as embarcações com comprimento igual ou maior de 24 metros. e . Estão dispensadas de inscrição: . Delegacia ou Agência. no prazo de 15 dias. por exigência legal. Para as embarcações miúdas o documento expedido pela Capitania dos Portos. o mesmo prazo de 15 dias. devam ser registradas no Tribunal Marítimo. devem ser inscritas nas Capitanias. que possuam mais de 100 AB (arqueação bruta). a medida da arqueação é expressa em unidades de cem pés cúbicos ingleses.As embarcações maiores de 100AB.de uma embarcação é o seu cadastramento no Tribunal Marítimo com atribuições do número de registro e a expedição da Provisão de Registro de Propriedade Marítima (PRPM).ventoempopa. atribuindo nome à embarcação. Delegacias ou Agências). com até 10 (dez) metros de comprimento. etc. representada pelo volume do espaço disponível para transportar pessoas ou carga. que a embarcação “X” tem 200 de arqueação bruta ou 200AB. o documento fiscal substitui o documento de inscrição e registro da embarcação até o recebimento do documento definitivo. naufrágio. Estão obrigadas à inscrição: . Diz-se. Fatura. não havendo meios ou interesse em recuperar a embarcação. Por convenção.). consideradas assim. faça a marcação do número no casco da embarcação e realize o pagamento do seguro DPEM. etc. por exemplo.todas as embarcações com propulsão a motor. A inscrição e/ou o registro da embarcação deverá ser requerido na Capitania. com exceção daquelas que. Somente nesse caso. 2. contados a partir da data de emissão do documento de aquisição. será o Título de Inscrição de Embarcações Miúdas (TIEM). Delegacia ou Agência. recebendo o número de inscrição e o documento hábil de propriedade da embarcação. Arqueação . No período contado da data de emissão do documento de aquisição (Nota Fiscal. Registro . devem ser registradas no Tribunal Marítimo.Medição do volume dos espaços de um barco.). Prazos para Inscrição ou Registro de Embarcação [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Inscrição . É a capacidade útil de um barco.

São situações que geram o cancelamento da inscrição da embarcação: houver naufragado. Título de Inscrição de Embarcações . trafegando sem o documento de inscrição (TIE ou TIEM). além do Termo de Responsabilidade. os documentos listados acima. Advertência . Carteira de Habilitação de Amador (CHA) . documentos ou atos inquiridos de dolo. colete salva-vidas ou qualquer parte do condutor. ter a moto aquática inscrita em qualquer Capitania. quando aplicável. prender a chave de segurança ao pulso. quando: navegando em área para a qual não foi classificada.com Apreensão da Embarcação Importante: . e conhecer e respeitar as áreas de segurança previstas na NORMAM-03. II ou III. algumas regras básicas devem ser observadas: Obrigatório: ser habilitado na Categoria de Motonauta. ou deixar de arvorar a bandeira brasileira. homologado pela DPC.A embarcação quando apreendida deve ser recolhida a local determinado pela Autoridade Marítima.ventoempopa. Motos Aquáticas Proibições e Recomendações Moto Aquática . fraude ou simulação. Todas as embarcações deverão portar. trafegando em péssimo estado de conservação. conduzida por pessoa em estado de embriaguez ou sob o efeito de substância tóxica de qualquer natureza. for desmontada para sucata ou for abandonada. Cancelamento da Inscrição da Embarcação Validade da Documentação [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Além de multa ao proprietário. sendo utilizada para a prática de crime. Bilhete de Seguro Obrigatório (DPEM) – 12 meses. para todos os ocupantes do veículo.www.10 anos. violação de lacre da Capitania. uso do colete salva-vidas classe V. trafegar em áreas de segurança. Delegacia ou Agência. descumprir restrições das áreas seletivas para a navegação. provado ter sido a inscrição feita mediante declaração. determinado por sentença judicial transitado em julgado. Arrais-Amador e Motonauta 11 . Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho No uso da moto aquática. trafegando sem as luzes e marcas previstas no RIPEAM.Abrange as embarcações comumente conhecidas como jet-ski e similares. para uma condução segura.é obrigatório o uso de placa ou adesivo junto à chave de ignição da moto aquática alertando o usuário quanto à obrigatoriedade de o condutor ser habilitado como Motonauta (MTA). Delegacia ou Agência.5 anos. conduzida por pessoa não habilitada. é possível de ocorrer à apreensão de uma embarcação. tiver seu paradeiro ignorado por mais de dois (2) anos ou o registro anulado. inobservância de determinação para interromper a singradura (viagem). for utilizada comercialmente.

luvas e óculos de proteção. Antes de sair. .Exceto as motos aquáticas a partir de três lugares e as empregadas no serviço de salvamento da vida humana e em esportes aquáticos do tipo tow-in surf estão isentas da proibição de reboque [LEGISLAÇÃO NÁUTICA] Proibido: • o uso para reboque. previstas no RIPEAM. Toda embarcação deve obedecer às seguintes regras: . Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 12 . Se não estiver em Clube ou Marina.Caso a embarcação infrinja alguma regra e seja determinada a sua apreensão. . principalmente em situações de pouca visibilidade. calçados do tipo croc ou neoprene. . para possibilitar o seu resgate em caso de emergência. representando ameaça de danos ao meio ambiente. entregue na Marina ou Iate Clube. o Plano de Navegação ou Aviso de Saída. indicando atividade de mergulhadores. sair das águas jurisdicionais ou arribar em porto nacional. Prescrições de Caráter Geral Danos aos Sinais Náuticos: .www.as embarcações não deverão fazer zigue-zagues nem provocar marolas desnecessárias em áreas restritas ou congestionadas de embarcações. ou reduzir a distância perigosamente. poderá ser ordenada a não entrar no porto. Muito Importante: Antes de sair para o passeio.as embarcações devem manter-se afastadas daquelas que estiverem exibindo a bandeira Alfa do Código Internacional de Sinais ou uma bandeira encarnada com transversal branca. o proprietário disporá de 90 dias para sanar as irregularidades determinantes da apreensão para que a embarcação não fique sujeita a leilão ou incorporação aos bens da união. • conduzir passageiro na frente para que não interfira na condução da moto aquática.não é permitido lançar âncora (ferro) em locais onde possam prejudicar o tráfego no porto e nas vias navegáveis ou causar danos às canalizações e cabos submarinos.No caso de embarcação estrangeira que apresente irregularidades.somente as embarcações que possuem luzes de navegação.Significado: estou com mergulhador na água – mantenha-se afastado. Recomendações: uso de roupas protetoras (neoprene). a terceiros ou à segurança do tráfego aquaviário. Apreensão da Embarcação . e • trafegar a menos de 200 metros de praias com incidência de banhistas. .ventoempopa. e . bem como. verifique também. • uso à noite (a moto aquática não possui luzes de navegação). • navegar em velocidade superior à permitida para uma determinada área. planeje o gasto de combustível.com Reboque . Bandeira ALFA .Os danos causados aos sinais náuticos sujeitam o infrator a reparálos ou indenizar as despesas de quem executar o reparo. • trafegar em áreas de segurança e em locais interditados à navegação. durante o dia ou à noite. podem operar sem restrições quanto ao horário.não é permitido movimentar propulsores havendo perigo de acidentes com pessoas que estejam na água ou de avarias em outras embarcações. . a previsão do tempo. deixe alguém em terra ciente para onde você vai e quando pretende retornar.as embarcações devem evitar cortar a proa de outra embarcação em movimento. à tripulação. não sair do porto.

A superfície do casco que fica Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 13 . Navios e Barcos O significado natural de barco é o de um navio pequeno. desde a quilha (fundo da embarcação) até a linha d´água. Borda livre é a distância vertical entre a linha de flutuação (superfície da água) até o convés principal. fazer trabalhos com cabos. A medida longitudinal da embarcação é chamada comprimento.ventoempopa. realizar pequenas manobras de peso a bordo. lona. classificação e nomenclatura de embarcações miúdas e leme e seus efeitos.www. brim. dirigir embarcações miúdas.com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] Veremos nesta unidade. feita de madeira e/ou ferro. alheta de bombordo. tais como dar nós. [Dicionário Aurélio . Embarcação Construção flutuante. O revestimento ou forro exterior que envolve toda a embarcação é chamado costado. arte naval e náutica]. medido de borda a borda. desatracar. a popa. tratar do exterior do navio. na concepção de hoje. sobre a água (salgada ou doce). pegar a boia. O calado é a medida da altura. e a sua medida transversal é chamada boca. A parte da frente da embarcação é a proa e a parte de trás. as partes curvas do costado de um bordo a outro . Navio é o termo empregado para designar embarcações de grande porte. O pontal ou pontal moldado é a medida vertical entre o convés principal e a quilha. Manobra de Embarcação: atracar. Identificação de corpos e partes da embarcação Os barcos são divididos em corpos. são consideradas assim: se estiver na parte de trás. As embarcações são divididas ao meio formando os corpos de vante e de ré. formando os corpos de vante e de ré. que transporta com segurança. bochecha de bombordo. manobra em espaço limitado com emprego de um e dois hélices. identificação. a atividades menores.próximas a proa . quando a embarcação está flutuando. As posições relativas para quem está a bordo. restrita.Cf. arte do marinheiro. As partes curvas do costado de um bordo e de outro – próximas à popa – são as alhetas – a da direita alheta de boreste e a da esquerda. estará a ré e se estiver na parte da frente estará a vante. É também chamada linha d’água a faixa pintada no casco entre os calados máximo (a plena carga) e o calado leve (embarcação vazia). Os lados da embarcação são os bordos . Marinharia A arte ou profissão de marinheiro. A parte do casco que divide os dois corpos é a meia-nau – é um referencial de uma região da embarcação que se situa entre a proa e a popa. Linha d’água é a interseção da superfície da água com o costado da embarcação.se estiver voltado para a parte da frente – parte de vante – o lado que fica à direita é chamado boreste e o lado que fica à esquerda e chamado bombordo.são as bochechas – a da direita é chamada bochecha de boreste e a da esquerda. pessoas e/ou carga.

Diretamente relacionada com a segurança da embarcação. e também da distribuição correta de pesos a bordo. a má distribuição de pesos pode causar deformações no casco no sentido do comprimento que provoca esforços denominados: alquebramento e contraalquebramento. indica estabilidade deficiente. ou compasso. diz-se que a embarcação está abicada. podendo atingir valores elevados. Quando uma embarcação inclina transversalmente.ventoempopa. e a parte que fica acima da linha d’água. O contra-alquebramento caracteriza-se por uma curvatura longitudinal com a convexidade para baixo (figura 2). embarque ou desembarque de cargas. Estabilidade Básica Caturro ou Arfagem Balanço (figura 1) (figura 2) Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Chama-se estabilidade a capacidade que tem uma embarcação de retornar à sua posição de equilíbrio.com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] mergulhada na água é chamada obras vivas ou carena. Por outro lado. Alquebramento pode ocorrer pela maior concentração de pesos nas extremidades (proa e popa) da embarcação provocando uma curvatura longitudinal com convexidade para cima (figura 1). estado do mar conjugado à velocidade da embarcação. entre outros fatores que interferem no comportamento da embarcação. Estabilidade Transversal (sentido BE-BB) . sem compasso ou em águas parelhas). pende para Arrais-Amador 14 .www. devemos buscar os meios para fazer com que a mesma fique sempre com o trim correto (calado igual. Para segurança da embarcação. Um balanço rápido demonstra boa estabilidade. Estabilidade longitudinal (sentido proa-popa) – No movimento longitudinal. Caturro. tais como: efeito das ondas. quando o calado á ré é maior que o calado a vante. e balanço. arrumação de pesos a bordo. depois de um caturro ou após um balanço motivados por forças externas. Chama-se trim. é chamada obras mortas. contra-alquebramento é provocado pela maior concentração de pesos no centro da embarcação (meia nau) e pouco peso na popa ou proa podendo vir a quebrar ao meio em caso de mau tempo. Quando o calado de vante é igual ao calado de ré. é o movimento de oscilação lateral da embarcação de um bordo para outro (sentido BE-BB). e quando o calado a vante é maior do que o calado a ré. avante e a ré). diz-se que a embarcação está trimada (trim correto. os principais problemas apresentados por uma embarcação estão diretamente relacionados com o ritmo do caturro e a modificação do trim. diz-se que a embarcação está derrabada. ou seja. Distribuição de Pesos A correta distribuição de pesos a bordo é fundamental para manter a estabilidade e o equilíbrio de uma embarcação. é o movimento de oscilação vertical da embarcação no sentido longitudinal (proa-popa). a estabilidade transversal. ou arfagem. a diferença entre os calados a vante e a ré da embarcação (calados de proa e de popa). já um balanço lento. depende em grande parte do estado do mar.

pela atuação da força da gravidade.com um dos bordos (lados). é preciso que tenha um aparelho de governo. isto é. dividir os pesos entre as laterais é uma boa prática.no embarque ou desembarque de pessoas ou de cargas a bordo. Portanto. seu conteúdo se movimenta e o peso do líquido nele contido se desloca como se fosse um peso inserido lateralmente.é o ponto de encontro de duas linhas de ação da força de empuxo quando a embarcação se inclina de dois ângulos muito próximos. Embarcação em equilíbrio as obras vivas (ou carena) são simétricas. Ele proporciona o momento de endireitamento da embarcação quando está se inclina (aderna) para um dos bordos (BB-BE). devemos ter atenção na distribuição longitudinal e transversal de pesos a bordo. É claro que existe um limite para a inclinação de uma embarcação que. evite pesos altos. O leme é o principal aparelho de governo da embarcação. coloque mais peso na parte de baixo que na parte de cima da sua embarcação. O excesso de peso em partes altas ou a má distribuição de pesos em relação às laterais prejudica a estabilidade da embarcação. concorrendo para acentuar a inclinação da embarcação.[MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] www. diz-se que ela está com banda. devido à movimentação de peso. Toda embarcação desloca um determinado volume de água (deslocamento) recebendo uma força denominada empuxo que a empurra de baixo para cima e a faz flutuar. retornarem a posição inicial de equilíbrio. transformando o braço de endireitamento em um braço de emborcamento. Portanto. Instalado na Arrais-Amador 15 . quando a embarcação não está inclinada transversalmente. • Efeito de Pesos Altos . Centro de Gravidade (G) e Centro de Carena (C) As embarcações são projetadas para em caso de oscilações laterais. diz-se que ela está adriçada. ou por embarque ou desembarque de peso a bordo. Hélice e Seus Efeitos Leme Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Para uma embarcação se movimentar. devemos tomar muito cuidado a fim de evitar imprevistos. como vimos.ventoempopa. • Metacentro . O Centro de Gravidade (G) é o ponto onde o peso total da embarcação se concentra atuando verticalmente para baixo (peso = deslocamento). Embarque e Desembarque . Leme. ao se inclinar por um motivo qualquer (balanço ou má distribuição de pesos) produzirá uma inclinação maior. • Efeito de Superfície livre – ocorre quando uma embarcação sofre uma inclinação por motivos externos e tendo um tanque parcialmente cheio. certamente produzirá o seu emborcamento. tais como: queda na água ou até mesmo o emborcamento da embarcação. A figura acima representa a embarcação adernada (por causa da inclinação o centro de carena se movimenta). se ultrapassado. O ponto onde se concentra a força de empuxo de baixo para cima é chamado Centro de carena (C). sair navegando.uma embarcação com centro de gravidade elevado. Para que isso ocorra. É chamado braço de endireitamento a distância entre as verticais em que atuam as forças de gravidade e de empuxo.

cana e porta. o leme pode ser comandado por um timão ou por uma roda de leme). o leme terá o mesmo efeito que com a embarcação se deslocando.é uma espécie de dobradiça. Há embarcações que possuem mais de um hélice. A cabeça é a parte da madre onde encaixa a cana do leme. para ambos os bordos. denominada cadaste. • Quando se vira o leme para a esquerda (bombordo). No leme. Um mancal muito importante é o da bucha telescópica do eixo que se localiza na abertura do casco por onde o eixo passa para fora da embarcação. que é uma barra de madeira ou ferro com a qual se pode movimentar o leme para governar a embarcação (Além da cana do leme. que transmitem um movimento de rotação a um eixo (eixo propulsor). existem ainda as governaduras que são peças de latão ou ferro que dão apoio ao leme e permitem o movimento vertical . estando à embarcação fundeada. Basicamente o leme se divide em: madre. que possui um hélice em sua extremidade. É por intermédio do leme que se faz o barco guinar (girar para boreste e bombordo). embora a maioria possua apenas um e este fica submerso e situa-se na popa da embarcação. vamos analisar o efeito do leme e do hélice. o leme é constituído de uma estrutura metálica ou de madeira. o próprio motor funciona como leme. Teoricamente. na situação de embarcação e hélice em marcha a VANTE. na Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 16 . comum às embarcações de lazer.ventoempopa. Hélice As pequenas embarcações em geral são movidas por motores. porém. A superfície do leme é chamada porta . Tendência da Proa das Embarcações • Quando se vira o leme para a direita (boreste) a proa vira para a direita (boreste). sempre. Pela madre movimenta-se o leme. com rotação para a direita. O leme só tem ação quando a embarcação está em movimento. que tem por finalidade dar direção a embarcação e mantê-la no rumo determinado. A madre é o eixo do leme. Os hélices mais empregados são os hélices que giram para a direita. considerando uma embarcação de um só hélice. Efeitos do Leme e do Hélice sobre uma Embarcação As embarcações de esporte e recreio (lazer) geralmente são movidas por motor de popa ou motor de centro com rabeta.com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] popa. Nessas embarcações movidas por motor de popa. a proa vira para a esquerda (bombordo). O eixo propulsor é apoiado em mancais que suportam seu peso e o mantém alinhado. sempre. Agora.www. o efeito máximo do leme é obtido com 45º de inclinação da porta em relação a quilha da embarcação. Porém. o seu efeito máximo não passa dos 35º.é sobre a porta que age a pressão da água para fazer o barco mudar de rumo. havendo correnteza passando sob a embarcação. envolto por uma peça robusta situada no extremo da quilha. sabe-se que na prática.

partindo do repouso. devem ser leves e flexíveis. Existem. Os cabos que prendem a embarcação ao cais chamam-se espias. invertendo-se o seguimento da embarcação e o hélice dando adiante. na situação de embarcação com seguimento a VANTE e hélice dando atrás. porém. na situação de embarcação e hélice em marcha a VANTE. Os cabeços. recolhendo a amarra do fundo.. duas exceções: A corda do sino e a corda dos relógios. que varia em seu comprimento.. As espias são consideradas os cabos principais de amarração da embarcação. junto ao cais. para serem manejadas com facilidade. a proa vira para a esquerda (bombordo) lentamente. içar a âncora. inicialmente a proa vira para a esquerda (bombordo) e em seguida para a direita (boreste) rapidamente. sempre.As manobras de fundear e suspender devem ser feitas. largar a bóia onde esteve é desamarrar ou largar. usam-se cabos de grande bitola. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] situação de embarcação e hélice em marcha a RÉ. Cabos grossos e cabos finos. cabos fixos e cabos de laborar. são peças que servem para prender as espias das embarcações quando atracadas ao cais. a proa vira para a direita (boreste) lentamente. Para prender uma embarcação ao cais é preciso usar espias. e também resistentes para aguentar a embarcação na posição desejada. a proa vira para a direita (boreste) lentamente. • Com o leme a meio. Arrais-Amador 17 . a proa pode ir para a esquerda (bombordo) ou para direita (boreste). De acordo com a sua posição.Corrente ou cabo que serve para prender a âncora ao paiol da amarra ou ao convés da embarcação. para permitir a movimentação da embarcação é suspender. que podem ser singelos ou duplos. O conjunto de quartéis de uma amarra forma uma quartelada. A corrente que leva a âncora (ferro) ao seu fundeadouro é a amarra. a amarra é dividida em seções denominadas quartéis. Tudo é cabo. na situação de embarcação com seguimento a VANTE e hélice dando atrás. desprender do cais ou de outra embarcação onde esteve atracada é desatracar. Amarra .ventoempopa. a manobra de lançar uma âncora ao fundo para com ela manter a embarcação segura e parada em determinado local no mar é fundear ou ancorar.Diz-se que na Marinha não há corda. invertendo-se o seguimento da embarcação e o hélice dando adiante. tê-la seguro a uma boia é pegar a boia (ou amarrar).. com seguimento. sempre observando as condições de vento. Prender uma embarcação a um cais ou a outra embarcação que já esteja atracada é atracar. em relação à embarcação. Atracar e Desatracar Corda e Cabo . neste último caso diz-se que a atracação foi a contrabordo de outra embarcação. mas tudo é cabo. corrente e maré. a proa vira para a direita (boreste).com Ao final desta unidade apresentamos um Quadro resumo com a tendência da proa em embarcações de um só hélice. as espias recebem nomes. Fundear e Suspender . de acordo com o tamanho da embarcação. a proa vira para a direita (boreste) lentamente. a proa vira para a direita (boreste) lentamente.www. Para realizar a manobra de atracar. na situação de embarcação e hélice em marcha a RÉ. Uma embarcação fica presa ao cais pelos cabos. jogando-as ao cais para que alguém as amarre aos cabeços ou argolas existentes no cais. • Quando em mar ruim para vencer as ondas grandes devese acelerar na subida e desacelerar antes da descida. sempre. procurando alinhar-se ao que predominar mais.

deve-se chegar ao cais num ângulo aproximado de 45°. Quando a bochecha da embarcação tocar o cais. (4) Espringue de popa – impede que a embarcação caia a ré. Portanto. deve-se passar um espringue de proa e dar leme para o bordo contrário ao cais e máquinas adiante devagar. passar um lançante de proa e parar a máquina. porto e outros locais. Se a aproximação for por sotavento (figura 2). os espringues. Recomenda-se demandar ao local da atracação com pouco segmento. logo que possível. Seguimento: . A popa certamente encostará ao cais. quase que parando. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 18 . Se a aproximação for por barlavento (figura 1). Diminui quando existe corrente pela proa. desatracar ou simplesmente movimentar a embarcação ao longo de um cais. • Atracação com vento ou corrente perpendiculares ao cais tornam a atracação mais difícil e perigosa. aproximando-se ao cais com um ângulo aproximado de 30°. passar as espias de proa e popa. (2) Espringue de proa – evita que a embarcação caia a vante. São muitas as formas de manobrar uma embarcação para atracar. [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] A espia colocada a vante da embarcação na direção da proa chama-se lançante de proa (1). Quando a proa se aproximar do cais. ventos.É o movimento da embarcação após a parada do motor. e o seu emprego deve estar de acordo com os efeitos de correntes. O próprio vento ou corrente levarão a embarcação a encostar-se ao cais. na medida do possível contra o vento e a correnteza. com máquina adiante devagar. deve-se aproximar-se paralelo ao cais. Durante uma atracação devemos nos aproximar do cais formando. a espia colocada para ré da embarcação na direção da popa chama-se lançante de popa (5). um ângulo oblíquo e. Logo que possível.com Espias . (3) Través – evita que a embarcação se afaste do cais.ventoempopa.www. (5) Lançante de popa – impede que a embarcação caia a vante. O certo é que o uso das espias economiza tempo e espaço. • Atracação com vento ou corrente paralela ao cais (figura 3). entre o rumo do barco e o cais. leme e hélice. bem devagar.São os cabos usados para amarrar uma embarcação no cais. O vento e a correnteza encostará a popa ao cais. lançantes e traveses evitam que a embarcação se movimente ou se afaste do cais. sem inclinação para vante ou para ré chama-se través (3). deve ser feita sempre contra o vento ou correnteza. trapiche. Cuidados Básicos para Atracar A melhor hora para atracar a um cais é quando a maré está parada (sem corrente). a espia que sai da embarcação perpendicular ao cais. as espias que saem de vante ou de ré na direção do meio da embarcação chamam-se espringue de proa (2) e espringue de popa (4). QUADRO RESUMO PARA FIXAR MELHOR (1) Lançante de proa – evita que a embarcação caia a ré.

como se estivesse em movimento. deve-se colocar o leme a meio e dar comandos de máquinas atrás devagar. • O seguimento diminui quando há corrente pela proa. Ao iniciar o deslocamento. procurando manobrar para abrir a popa. devemos largar todas as espias. dar comandos para adiante e ir entrando com o espringue de proa. • Quando há corrente ou vento pela popa (figura 5) – Primeiro. dar comandos para trás.ventoempopa. aproveitar o efeito do leme para afastar a popa e então largar os cabos de vante. com corrente de proa a desatracação fica mais fácil folgando-se primeiro os cabos de vante. possa dar adiante seguindo o rumo desejado. como se estivesse em movimento. quando julgar suficiente o afastamento da popa. para fundear devemos inverter a máquina e Arrais-Amador 19 . Pode-se também largar todas as espias exceto o espringue de popa. basta passar a espia de proa. Quando a proa se aproxima do cais. como regra geral. exceto a que diz para ré. mantendo-se os cabos de ré apertados (figura 6). • A atracação deve ser feita enquanto a embarcação tem seguimento.com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] • A corrente de proa permite que a embarcação seja governada pelo leme. De uma maneira geral. mantendo o leme na direção do cais. mantendo o leme contrário ao cais. a não ser que a direção da corrente ou do vento aconselhe o contrário. • Quando há corrente ou vento pela proa – Largar todas as espias. exceto a que diz para vante. de passo direito. dar comandos adiante logo que for conveniente. • Para embarcações de um só hélice. • Quando não há corrente ou vento (figura 4) – Leme a meio. ir entrando com a espia. leme contrário ao cais e dar máquinas adiante devagar. Com isto a embarcação afasta a proa do cais. com segurança. basta passar a espia de proa. e soltar então o espringue e de proa até que a embarcação se afaste do cais o suficiente para que. soltando o espringue de popa e manobrando o leme de maneira que a proa fique na direção desejada. Quando a proa se aproxima do cais. dar máquinas adiante devagar. deve-se dar leme no sentido contrário ao cais lentamente até que a popa fique safa. conserva algum movimento após a parada do motor. na popa. Fundear Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Chama-se fundear ou ancorar à manobra de lançar uma âncora ao fundo. na proa (espringue de proa).www. ou seja. largar os cabos de ré. para afastar a popa do cais. para com ela manter a embarcação segura por meio de sua amarra. A corrente de proa permite que a embarcação seja governada pelo leme. recomenda-se a atracação por bombordo. Cuidados Básicos para Desatracar Para desatracar deve-se. (espringue de popa). máquinas adiante devagar e colocação de defensas para proteger o costado.

independente das Normas. Para marcar o local em que foi fundeada a âncora. ele pode ser reduzido. a mais tradicional e uma das mais antigas de que se tem notícia é o tipo Almirantado. havendo risco de mau tempo ou fundeio demorado o indicado é de 5 a 7 vezes a profundidade do lugar. sem falar de âncora ou ferro. devemos aproar a embarcação a ela. para embarcações mais leves e em condições normais de tempo e mar. pois possuem braços fixos.ventoempopa. que é o local onde ela está fundeada. ou seja. no entanto. lama ou cascalho. não se mostram eficientes para fundos de pedra.além de unhar mais forte. Há diferentes tipos de âncoras. essa bóia além de mostrar a posição da âncora. a embarcação não é arrastada por ventos. Para se pegar uma boia. Âncoras para Embarcações de Esporte e/ou Recreio A que se vê na figura ao lado é do tipo Danforth. A âncora. Âncora Bruce . 20 metros de cabo ou amarra. tem importância quando a âncora se perde.É o tipo de boia utilizada por embarcações de grande porte para indicar o local onde a âncora está no fundo. o comprimento do cabo (amarra) depende dos locais onde habitualmente deva ser fundeada a embarcação. ou seja. devido principalmente às dificuldades de manobra e de arrumação a bordo. Todas as embarcações. Estando a embarcação presa no fundo do mar. o tamanho do filame (quantidade de amarra a se largar) deve ser no mínimo 3 vezes a profundidade do lugar em que foi lançado o ferro. deve-se optar por "patas" finas. com pouco seguimento. ela possui algumas partes móveis e. foi substituída pelas âncoras do tipo patente. num fundeio normal. correntezas ou ondas. Destinada aos fundos de areia. ou seja. precisa de um "filame" (cabo) 5 vezes maior que a profundidade do local para fixar-se. o filame é o pedaço da amarra necessário para fundear a embarcação. onde se largou a âncora. usa-se um filame menor. compatível com o seu tamanho. também é chamada de ferro. por isso. Assim. Âncora ou Ferro [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] quando a embarcação estiver caindo a ré. por não fazerem parte da bibliografia para Arrais-Amador. a âncora mantém a embarcação no fundeadouro. é fácil de guardar a bordo. Esta âncora é a mais comum para embarcações de lazer. com no mínimo. Não se pode pensar em fundear ou ancorar. Se houver pouco espaço para permitir o uso do filame indicado. No entanto.com Embarcação fundeada Embarcação na boia (pegar a boia) Boia de Arinque . a "Danforth". Chama-se pegar a boia à manobra de amarrar a embarcação a uma boia flutuante. exceto as miúdas. recomenda-se que toda embarcação tenha uma âncora a bordo. a âncora Bruce precisa de um filame mínimo apenas de três (3) vezes maior que a profundidade do fundeadouro. As quais não serão abordadas nesta apostila. quase metade do cabo que seria usado com uma âncora Danforth. usa-se uma bóia de arinque. largar a âncora. Para fundos de areia dura. este modelo tem o inconveniente de ser difícil de ser Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 20 . mas se deve empregar um ancorote mais pesado. em boas condições de tempo e mar. devem dotar uma âncora. Em fundos de pedra.www. Mais barata que outros modelos.

a âncora Arado é mais segura. arrastando pelo fundo sua âncora. • Suspender – sair com a embarcação do local de fundeio. com pouco segmento. a âncora Garatéia pode ser feita em casa. Arrais-Amador 21 . no mar esteja a mercê de vagas e do vento. Âncora Garatéia . Recomendada para embarcações pequenas. um bom fundeadouro tem como características: ter uma profundidade adequada ao fundeio e ao tipo de âncora. correntes e ondas. Ancorote – é uma versão menor de âncora. Âncora Flutuante – Também denominada “Drogue” ou Âncora de Mau Tempo. • Curva de Giro Padrão – É a curva que a embarcação faz quando o leme está para um dos bordos a um determinado grau considerado padrão e a uma determinada velocidade padrão. Fateixa Dobrável – Boa para fundo de pedra. com um tubo de PVC e ferros de construção. • Correr com o Tempo – a expressão “correr com o tempo” significa: por o mar pela alheta e navegar com velocidade reduzida para aguentar um temporal. menores de 5 metros de comprimento. é usada para diminuir a velocidade da embarcação que. • Por a embarcação à capa – é a manobra efetuada quando se quer manter a embarcação com a proa chegada ao vento para aguentar o mau tempo. especialmente em areia e lama. pode ser usada como Ancorote. de mau tempo. De uma maneira geral.Projetada para fundos de pedra ou coral. Como desvantagem. normamente usadas para fundeios temporários ou como auxiliares da âncora principal. Algumas Expressões Marinheiras Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho • À Matroca – a expressão “à matroca” significa: derivar em função do vento e correntes marítimas. diz-se que ela está garrando. podemos citar a dificuldade de unhar em fundos duros. é recomendada apenas para embarcações pequenas. Âncora CQR ou Arado .ventoempopa. • Garrando – quando uma embarcação é levada pelo vento. • Tença – significa o tipo de fundo (qualidade). ao contrário das outras.com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] arrancado. ou seja.Com capacidade de Fixação superior à dos outros modelos. ter um fundo de boa tença e ser abrigado de ventos. mas abatendo consideravelmente e formando uma esteira de calma. recolhendo a âncora. não serve para fundear. Sua maior vantagem é que os ganchos se enroscam no fundo e abre-se com facilidade quando o cabo é puxado. de guardar (estivar) e avaria nas partes móveis. pois dificilmente se solta quando a correnteza ou o vento mudam de direção. corrente ou maré.www.

classesagrupadas.br/nos_view.asp?id={8711DCB7-BF1F-454D83A5-0B8D4FE24A62} Nó torto – Pouco usado.com. no endereço: http://www. . Muito usado para amarrar embarcações pequenas ao arganeu de uma boia. .com.br/materiais/apostilanos.com.asp?id={307A436D-012D-4CFB-86AFEA6D7FBA90DE} Lais de guia – É o nó mais usado.Aprenda a fazer este nó na internet.guiadenos. Porém recorre. Serve para formar uma alça ou um balso.guiadenos.br/nos_view. no endereço: http://www. Nó de pescador – Usado para encurtar uma linha. Veja que a segunda volta é invertida. Nó de escota – Usado para unir (emendar) dois cabos de diferentes bitolas pelo chicote ou um chicote a um olhal ou alça.www.asp?id={72814FB2-7653-469A-AECC2A55478618A5} Volta falida – Usados para fixar Volta da Ribeira – Usada para Volta do Fiel – Usada para fixar as espias nos cabeços.guiadenos. Para maiores detalhes sobre “nós e voltas”.asp?id={62C90F1F-452E-46B58928-A6DFAB11523D} Nó direito – Usado para unir (emendar) cabos de mesma espessura (bitola). Não recorre. acesse: http://www.com. como aqueles fixados as boias circulares chamamos de RETINIDA. Antena.com Nós e Voltas [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] Apresentamos aqui alguns dos principais nós e voltas para que você aprenda. .Aprenda a fazer este nó na internet.xpg.br ou baixe uma Apostila de Nós. puído). no endereço: http://www. amarrar um mastro. pois eles serão muito úteis a bordo e nas mais variadas situações: Meia Volta – Sua principal função é servir como base ou parte de outros nós.ventoempopa. Nó de azelha – Usado para fazer uma marcação num cabo. no endereço: http://www.guiadenos. o chicote em mastro. e de modo geral objetos leves para içar.guiadenos. Um cabo fino. no endereço: http://www.pdf Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 22 . Aprenda a fazer este nó na internet.br/nos_view. escondendo um ponto em que ela esteja coçada (gasta). confunde-se com o nó direito.com.br/nos_view.com. ou silar uma parte do cabo que esteja coçada (ferida em consequência de atrito).br/nos_view. verga malaqueta ou cunho.guiadenos. o meio do cabo chamamos de SEIO do CABO.asp?id={B5C6828E-86BD-4A02-8945ED31644F9251} Nó de Catau – Usado para encurtar um cabo ou esconder um ponto gasto (coçado.com. .Aprenda a fazer este nó na internet. NOTA: As pontas dos cabos são chamadas CHICOTE do CABO. no endereço: http://www.Aprenda a fazer este nó na internet.

com [MANOBRA DE EMBARCAÇÃO] QUADRO – TENDÊNCIA DA PROA EM EMBARCAÇÕES DE UM SÓ HÉLICE COM ROTAÇÃO PARA A DIREITA EFEITOS DO HÉLICE Posição do LEME Embarcação e Hélice em Marcha AV Embarcação e Hélice em Marcha AR Partindo do repouso Com seguimento Partindo do repouso Com seguimento A MEIO Para BB lentamente Para BE lentamente Para BE lentamente Para BE lentamente A BB Para BB rapidamente Para BB Para BE muito lentamente Para BE rapidamente A BE Para BE lentamente Para BE Ação do Leme Grande Grande Para BE lentamente Muito pequena Para BE lentamente Pouco maior sem máquina Embarcação com seguimento a AV e hélice dando atrás Para BE lentamente Inicialmente para BB e em seguida para BE rapidamente Embarcação com seguimento a AR e hélice dando adiante Pode ir para BB ou BE Para BE lentamente Para BE Para BE lentamente Pequeno Médio Adaptado do Livro Arte Naval – Maurílio M. é por meio do leme que se faz a embarcação guinar (para boreste ou bombordo). adotado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) na prova de Arrais-Amador. considere o quadro apresentado como muito importante para se dá bem na prova. a proa vai para bombordo e vice-versa. independente do comportamento de sua embarcação. ou seja.ventoempopa. a proa da embarcação irá para esse bordo. Assim. Fonseca – 6ª Ed. estando à embarcação com seguimento (movimento) para vante. uma vez que o seu efeito será resultante da força das águas sobre sua porta. 589 Legenda: AV – a vante AR – a ré BB – Bombordo BE .Boreste Muito Importante: O quadro acima. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 23 . ou seja. quando a embarcação está com seguimento para ré e guina-se para boreste. Assim. Nesses casos. exceto nos casos de correnteza. Ao contrário. se o timão está guinando para boreste a proa irá para boreste e vice-versa. por ser o comportamento que ocorre com maior frequência nas embarcações.www. – 2002 – pag. Lembre-se: O leme comandado pelo timão tem a função de dar direção a uma embarcação e mantê-la no rumo traçado. é válido apenas como regra gerai e mostrado a título de instrução. teremos a impressão que a proa da embarcação passou a ser a popa. ao girarmos o timão para um bordo.

inclusive veículos sem calado (sobre colchões de ar) e hidroviários. ≈ O termo “embarcação com capacidade de manobra restrita” designa uma embarcação que devido a natureza de seus serviços. Sinais de Perigo e Sinais Diversos. com a máquina de propulsão. A pesca de anzol não se inclui nesta definição. luzes e marcas e ainda sinais sonoros. ou seja. a fim de evitar acidentes envolvendo mais de uma embarcação. A “Convenção sobre o Regulamento Internacional para Evitar abalroamento no Mar” (COLREG). no ano de 1972 e entrou em vigor. ≈ O termo “embarcação de propulsão mecânica” designa qualquer embarcação movimentada por meio de máquinas ou motores. ≈ O termo “embarcação a vela” designa qualquer embarcação sob vela. 1989. amarradas a terra ou encalhadas. Noções Básicas de Luzes de Navegação. 1987. não esteja em uso.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Veremos nesta unidade. se houver. ≈ O termo “embarcação restrita devido ao seu calado” designa uma embarcação que.Evitar abalroamento no mar. e para embarcações em águas interiores.ventoempopa. ≈ O termo “embarcação engajada na pesca” designa qualquer embarcação pescando com redes. luzes. Palavras e Termos utilizados pelo RIPEAM: ≈ A palavra “embarcação” designa qualquer engenho ou aparelho. redes de arrasto ou qualquer outro equipamento que restringe sua manobrabilidade. está com severas restrições de manobra. 1993 e 2001. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 24 . ≈ O termo “embarcação sem governo” designa uma embarcação que se encontra incapaz de manobrar.As regras do RIPEAM se aplicam a todas as embarcações em mar aberto e em todas as águas a este ligadas. ≈ O termo “em movimento” se aplica a todas as embarcações que não se encontram fundeadas. utilizando-se regras internacionais de navegação. usado ou capaz de ser usado como meio de transporte sobre a água. em 1977. convencionadas pelos países membros da IMO e que padronizam as ações e manobras. O RIPEAM apresenta medidas para evitar abalroamento no mar. marcas e sinais. internacionalmente.www. Aplicação do RIPEAM . conhecida no Brasil como RIPEAM. 4 anexos e incorpora as emendas de 1981. Sistema de Balizamento Marítimo da IALA B. utilizando-se regras internacionais de navegação. ≈ O termo “no visual” significa que uma embarcação observa a outra visualmente. foi adotada pela Organização Marítima Internacional (IMO). O RIPEAM é composto de 38 regras. se encontra restrita em sua capacidade de manobrar. linhas. Luzes Especiais e Regras de Governo. amarradas a terra ou encalhadas. RIPEAM Finalidade do RIPEAM . devido ao seu calado em relação à profundidade e largura de um canal. navegáveis por navios de alto mar. ≈ O termo “em movimento” se aplica a todas as embarcações que não se encontram fundeadas.

≈ Toda manobra para evitar abalroamento deverá ser feita de forma franca e positiva. passando bombordo com bombordo. aproximandose. ≈ Usar as regras prescritas e soar os sinais de manobra previstos no RIPEAM. demonstrando à outra embarcação. resultando em uma passagem a distância segura. Regras para conduzir embarcações em canais estreitos: ≈ Uma embarcação deverá manter-se tão próxima e segura do limite exterior do canal. Regras para conduzir embarcações no visual uma da outra: • Situação de Roda a Roda Quando duas embarcações. Embarcações a vela de comprimento inferior a 20 metros. ou quase diretamente opostos. que estiver ao seu boreste. quando duas embarcações navegam num canal estreito.ventoempopa. com ampla antecedência. para ser imediatamente visualizada pela outra embarcação. ≈ Uma embarcação não deve cruzar um canal estreito se esta manobra vier atrapalhar a passagem de outra que só pode navegar no canal. a propulsão mecânica. embarcações a vela ou engajadas na pesca não devem atrapalhar a passagem de outra embarcação que só possa navegar com segurança dentro do canal.Ato ou efeito de abalroar. [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Regras para conduzir embarcações em qualquer condição de visibilidade: ≈ Em face de NÃO existir sinalização em alto mar. em movimento. na água ou no ar. poderá exibir uma lanterna combinada no mastro onde melhor possa ser vista. ou seja. estiverem se aproximando em rumos diretamente opostos. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 25 . ≈ Uma embarcação deve evitar o máximo possível fundear em um canal estreito. ≈ Existe um risco de abalroamento com outra embarcação quando a sua marcação for constante e a distância estiver diminuindo. ambas devem ir mais para a margem de seu boreste. que houve alteração de movimento. as duas guinam para boreste. Velocidade de Segurança . em rumos apostos. A situação de roda a roda é caracterizada quando os rumos são diretamente ou quase diretamente opostos. ≈ Embarcações com menos de 20 metros de comprimento. Choque de dois veículos em terra. Em caso de dúvida presuma que o risco de colisão existe.www. auditiva e eletrônica.É a velocidade que possibilita uma ação apropriada e eficaz para evitar abalroamento bem como para ser parada a uma distância apropriada às circunstâncias e condições predominantes – devemos diminuir a velocidade. em condições que envolvam risco de abalroamento. efetuar constante vigilância visual.com Regras de Governo e Navegação Abalroamento . usando velocidade de segurança para poder manobrar a tempo de evitar um abalroamento.

à pequena distância.Quando duas embarcações passam em rumos paralelos e em sentidos contrários. requerem do navegante alguns cuidados e procedimentos. quanto a: Velocidade . A embarcação alcançadora (de maior velocidade). toda embarcação que esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do caminho dessa outra. gerado pelo sistema de ondas que se inicia na proa. Manobra em Canais Estreitos As regras de navegação e manobras em rios e canais que apresentem restrições sejam em área para evolução ou profundidade. navegam em rumos que se cruzam. a tendência é de a proa guinar para a margem mais distante e a popa ser atraída para a margem mais próxima. repelindo a proa para o bordo oposto. e pela corrente de sucção. Uma embarcação está ultrapassando outra quando se aproxima vindo de uma direção de mais de 22. • Situação de Rumos Cruzados Quando duas embarcações. Na prática. se a quantidade de água embaixo da quilha for pequena em relação ao calado.Quando duas embarcações navegam num canal estreito. isto é. Nessa situação. Nesse caso. a embarcação é considerada uma “embarcação alcançadora”. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Cruzamento de embarcações .5° para ré do través dessa última. principalmente em canais e rios estreitos. aproximando-se. Nesse caso. . Tendência em águas restritas . principalmente em locais de pouca profundidade. Arrais-Amador e Motonauta 26 . deve manobrar.Verifica-se. principalmente se a embarcação for a propulsão mecânica. em rumos opostos. tende a aumentar o calado da embarcação. tem preferência de passagem a que avistar a outra pelo seu bombordo. Convém que ambas as embarcações mantenham a velocidade a mais reduzida possível para lhes permitir governar. A embarcação que tem preferência deve manter seu rumo e velocidade ou manobrar apenas quando verificar que a colisão parece inevitável por omissão da responsável pela manobra.A velocidade em canais e rios. a embarcação que avistar a outra por boreste (ver a luz encarnada da outra embarcação). a que vê a luz verde da outra embarcação. deve-se reduzir a velocidade da embarcação para que esta não venha a tocar o fundo. pode haver uma interferência recíproca devido ao movimento das águas. a sua frente com segurança. manobrando antecipada e substancialmente. uma tendência das ondas que se formam na proa de encontrarem resistência na margem mais próxima. devendo manobrar para passar pela outra.ventoempopa. a manobra correta para evitar risco de abalroamento é que ambas as embarcações devem ir mais para a margem de seu boreste. a propulsão mecânica. não tem preferência de passagem. mantendo-se fora do caminho da outra evitando cruzar a sua proa (frente).www.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] • Situação de Ultrapassagem Quaisquer que sejam as condições.

com Regras de Preferência Entre Embarcações [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Exceto em situações especiais. dependendo da propulsão. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 27 . Sem governo B. emprego e situação da embarcação. e de forma clara. mas deverá manter-se afastada do caminho de embarcações: A. Com capacidade de manobra restrita ≈ Uma embarcação com capacidade de manobra restrita em movimento tem preferência em relação a uma embarcação a vela e embarcação engajada na pesca.ventoempopa. Com capacidade de manobra restrita C. Vejamos as regras: ≈ Uma embarcação à propulsão mecânica em movimento deverá manter-se fora do caminho de embarcações: A. levando em conta suas condições especiais. Sem governo B. possibilitando que a outra embarcação perceba a sua intenção e que tenha a eficácia de se manter bem safa da outra. A vela ≈ Uma embarcação de vela em movimento tem preferência em relação a uma embarcação a motor. Embarcação engajada na pesca ≈ Uma embarcação engajada na pesca em movimento tem preferência em relação a uma embarcação a vela. evitar atrapalhar a passagem segura de uma embarcação restrita devido ao seu calado. Engajada na pesca D. mas deverá manterse fora do caminho de embarcações: A. Com capacidade de manobra restrita C. tanto quanto possível. fazê-lo antecipadamente. Sem governo B. ≈ Uma embarcação restrita devido ao seu calado deverá navegar com cuidado redobrado. mas deverá manter-se fora do caminho de embarcações: A. Sem governo. a Regra 18 do RIPEAM define quem deve manobrar. Toda embarcação obrigada a manobrar deverá. se as circunstâncias do caso o permitir. exibindo os sinais adequados à situação.www. ≈ Toda embarcação que não uma embarcação sem governo ou com capacidade de manobra restrita deverá. ≈ Uma embarcação sem governo tem preferência em relação a todas as demais embarcações.

Pode ser causa por Chuvas Torrenciais. ≈ Luz de bordo é uma luz verde a boreste e encarnada a bombordo. visível em um setor horizontal de 225° desde a proa até 22. em um setor horizontal de 135°. Névoa. As marcas de navegação são cegas (não emitem luzes) e devem ser exibidas no período diurno. visível em setores de 112. Nevoeiro.ventoempopa.5° de cada bordo a partir da popa. devem apresentar uma luz branca. visível apenas de quem vem de ré. As luzes de navegação são setorizadas para melhor identificar o movimento da embarcação. Exibição das Luzes de Navegação Embarcações de Esporte e/ou Recreio de comprimento inferior a 12 metros. Se houver duas exibidas. se tiver velocidade maior que 7 nós. de cor preta.www. sendo que não deve haver outras luzes que possam confundir a sua identificação por parte de outras embarcações. as bóias do balizamento podem ser cegas ou luminosas. e por cima desta. Tempestade e outras de mesma natureza. Nevada. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 28 . Embarcações de propulsão mecânica em movimento com mais de 50 metros de comprimento devem exibir: • luz de mastro de vante branca • luz de mastro de ré mais alta que a de vante branca • luzes de bordos • luz de alcançado Embarcações com comprimento entre 12 e 50 metros devem exibir: • luz de mastro de vante branca • luz de mastro de ré (facultativa) • luzes de bordos • luz de alcançado Embarcações menores que 7 metros.5° desde a proa até 22. ≈ Luz de reboque é uma luz amarela com as mesmas características da luz de alcançado. posicionada para projetar sua luz sobre um setor de 67. Elas são apresentadas em cones. quanto ao seu posicionamento e visibilidade. independentemente do tipo de propulsão.5° por ante-a-ré do través de ambos os bordos. situada sobre o eixo longitudinal da embarcação. à noite. esferas e cilindros. Definição das Luzes de Navegação: ≈ Luz de mastro é uma luz branca contínua. exibem normalmente luzes de bordo e uma luz circular branca. deve apresentar também luzes de bordos. ≈ Luz de alcançado é uma luz branca contínua situada tão próximo possível da popa. Quanto à apresentação das luzes.com Luzes e Marcas de Navegação Visibilidade Restrita . a do mastro de ré da embarcação terá que ser sempre a mais alta. [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] As luzes de navegação devem ser exibidas do pôr ao nascer do sol e em períodos de visibilidade restrita.5° por ante-a-ré do través do seu respectivo bordo.

deve também exibir as luzes de embarcação com capacidade de manobra restrita. • • Embarcações simultaneamente rebocando e empurrando ou rebocando a contrabordo devem exibir: As mesmas luzes dos casos anteriores. a embarcação rebocadora deve exibir: • 2 luzes brancas (verticais) no mastro a vante • luz de alcançado • luzes de bordos • luz de reboque (amarelo) acima da de alcançado. exibirá também: • Luzes de bordos • Luz de alcançado Embarcação com capacidade de manobra restrita deve exibir: • 3 luzes verticais. veremos: • 3 luzes brancas (verticais) no mastro a vante • luz de alcançado • luzes de bordos • luz de reboque (amarelo) acima da de alcançado. e a do meio branca .ventoempopa.www.Com seguimento. Vejamos algumas: Luzes de reboque e empurra – se o comprimento do reboque for inferior a 200 metros de comprimento. Se for incapaz de se desviar do seu rumo. deve também exibir as luzes de embarcação com capacidade de manobra restrita. Em situações especiais outras luzes poderão ser exibidas. exibirá também: • Luzes de mastro • Luzes de bordos • Luz de alcançado Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 29 . e • Se for incapaz de se desviar do seu rumo. Embarcações empurrando ou rebocando a contrabordo devem exibir: • As mesmas luzes dos casos anteriores.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] As luzes anteriormente citadas devem ser exibidas pelas embarcações em situações normais. Se o comprimento do reboque for superior a 200 metros. exceto a luz amarela de reboque. sendo a superior e a inferior encarnadas.Com seguimento. Embarcação sem governo deve exibir: • 2 luzes encarnadas (verticais) no mastro a vante .

deve-se usar uma Bandeira “ALFA” disposta a uma altura mínima de 1 metro. Bandeira B Embarcação engajada em varredura de minas deve exibir: • 3 luzes circulares verdes.ventoempopa. Embarcação restrita devido ao seu calado deve exibir: • 3 luzes circulares encarnadas (verticais) • Luz de mastro à vante e a ré (Se a embarcação tiver comprimento inferior a 50m não é obrigada a exibir esta segunda luz a ré) • Luzes de bordos • Luz de alcançado Embarcação à vela. • 2 luzes circulares verdes • Com seguimento usar luzes de bordos e luz de alcançado. uma de cada lado da verga do mesmo mastro. com vértice para baixo. por uma embarcação que esteja em operações submarinas. quando também usando propulsão mecânica deve exibir: • Uma marca em forma de cone. Bandeira ALFA Se estiver fundeada não deve exibir as luzes de fundeio. E na impraticabilidade do uso das luzes e marcas.www.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Embarcação fundeada deve exibir: • 1 luz circular branca na parte de vante • 1 luz circular branca mais baixa que a de vante na parte de ré Se o comprimento for inferior a 50 metros pode exibir somente uma luz branca onde melhor possa ser vista. sendo: 1 próxima do topo do mastro de vante e as outras duas. devendo ser visível em todos os setores. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 30 . Embarcação encalhada deve exibir: • 2 luzes encarnadas circulares (verticais) • Luzes de fundeio (conforme regra acima) Embarcação transportando carga perigosa deve exibir: • 1 luz encarnada no alto do mastro ou a Bandeira Bravo durante o dia. Embarcação engajada em operação submarina ou de dragagem com capacidade de manobra restrita e com existência de obstrução deve exibir: • luzes de embarcação com capacidade de manobra restrita • 2 luzes circulares encarnadas no bordo onde se encontra a obstrução.

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Marcas de Navegação

[NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]
Como vimos anteriormente, as regras referentes às luzes se
aplicam ao período noturno. Durante o dia as Regras são
definidas por meio de marcas, onde melhor possam ser vistas.
Vejamos as Regras:
Embarcação fundeada
1 esfera preta
Embarcação sem governo
2 esferas pretas na vertical
Embarcação rebocando
2 cones pretos unidos pela base
Embarcação encalhada
3 esferas pretas na vertical
Embarcação com capacidade de manobra restrita
1 esfera preta sobre 2 cones pretos unidos pelas
bases e outra esfera preta abaixo destes 2 cones
Embarcação com capacidade de manobra restrita
em função de seu calado
1 cilindro

Sinais sonoros e
Luminosos
Embarcações de Esporte e Recreio,
sem propulsão a motor, menores
de 5 metros de comprimento
estão dispensadas de usar buzina
ou outro dispositivo que a
substitua.

Os sinais sonoros podem ser emitidos por apitos, buzinas ou
ainda sinos e são utilizados pelas embarcações para sinalizar
suas intenções, em situações de manobra, advertência e em
baixa visibilidade. Vamos saber que sinais sonoros deverão
soar e quanto tempo eles devem durar, de acordo com o
tamanho de sua embarcação.
Duração dos toques de apito:
≈ Apito curto – duração aproximada de 1 segundo
≈ Apito longo – duração aproximada de 4 a 6 segundos.

As embarcações demonstram suas manobras e suas advertências, por meio de sinais
sonoros, da seguinte forma:
1 apito curto

Estou guinando para boreste (para a direita)

2 apitos curtos

Estou guinando para bombordo (para a esquerda)

3 apitos curtos

Estou dando atrás (máquinas atrás, para ré)

2 apitos longos e 1 apito curto

Tenciono ultrapassá-lo por seu boreste

2 apitos longos e 2 apitos curtos

Tenciono ultrapassá-lo por seu bombordo

1 apito longo, 1 curto, 1 longo e 1 curto

Concordo com sua ultrapassagem

5 apitos curtos ou mais

Não entendi suas intenções de manobra

1 apito longo

estreitos,
curvas
outras de
ocultas
por
haver
embarcações
obstáculos ou
baixa visibilidade. A outra embarcação deve

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[NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]

responder ao sinal com 1 apito longo.
Na ausência de apito, a embarcação poderá utilizar buzina ou sino para sinalizar as suas
intenções.

Qualquer embarcação pode suplementar os sinais de apito de advertência e manobra com sinais
luminosos por meio de lampejos com duração de cerca de um segundo, em intervalos também de
um segundo, da seguinte forma:
Um lampejo

Estou guinando para boreste

Dois lampejos

Estou guinando para bombordo

Três lampejos

Estou dando máquinas atrás

O holofote pode ser utilizado para sinalizar perigo a outra embarcação quando dirigida a ela.

Sinais Sonoros Emitidos em Visibilidade Restrita
Quando se navega em visibilidade restrita alguns sinais sonoros devem ser executados com o
propósito de evitar abalroamento com outras embarcações, especialmente, nos casos de neblina,
chuva forte, fumaça, etc.
Equipamentos utilizados:
Embarcações menores de 12 metros

Qualquer dispositivo sonoro

Embarcações com mais de 12 metros

Apito e sino

Embarcações maiores de 50 metros

Apito, sino e gongo

As embarcações demonstram suas manobras em visibilidade restrita, da seguinte forma:
1 apito longo de 2 em 2 minutos

Embarcação de propulsão mecânica com
seguimento, com visibilidade restrita.

2 apitos longos de 2 em 2 minutos

Embarcação a motor sob máquinas, mas parada e
sem seguimento.
Embarcação sem governo, restrita devido a seu
calado, a vela, engajada na pesca, com capacidade
de manobra restrita, rebocando ou empurrando

1 apito longo seguido de 2 apitos curtos
de 2 em 2 minutos
1 apito longo e 3 apitos curtos

1 apito curto 1 longo e 1 curto

4 apitos curtos

Embarcação rebocada

Embarcação fundeada, indicando sua posição e
advertindo uma embarcação que se aproxima
quanto à possibilidade de uma colisão. Além do
toque de sino, ou toques de sino e gongo
Sinal de identificação de embarcação engajada em
serviço de praticagem

5 apitos curtos

Não consigo entender a sua manobra

3 badaladas distintas, 1 toque de sino e,
se determinado, gongo e 3 badaladas
distintas

Embarcação encalhada

Toque de sino a vante, seguido de toque de gongo a
Embarcações iguais ou maiores de 100
metros, fundeada.
ré.
Lembre-se:
Em visibilidade restrita, a embarcação que detectar a presença de outra em situação de risco de colisão
deverá manobrar independentemente da manobra da outra embarcação com antecedência.
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Balizamento
Balizamento
- É o conjunto de bóias luminosas e
balizas destinadas a orientar a
navegação (à entrada de canais, portos
e rios, ou para alertar sobre uma área
de perigo rodeada por águas
navegáveis etc.).
O balizamento deve ser utilizado pelo
navegante como orientação para uma
navegação segura.

[NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO]
É o conjunto de sinais visuais fixos, flutuantes, cegos e
luminosos que demarcam os canais de acesso, áreas de
manobra, bacias de evolução e águas seguras e também
indicam os perigos à navegação nos portos e seus acessos, nas
baias, rios, lagos e lagoas. No entanto, não se aplicam a faróis,
barcas faróis, sinais de alinhamento, área de regatas, pontos de
espera das eclusas e bóias gigantes.
No Brasil, o balizamento adotado é o sistema “IALA B”. IALA,
que em inglês quer dizer “International Association of
Lighthouse Authorities”, pode ser dividido em “IALA A” e “IALA
B”. Para se distinguir basicamente a IALA B (sistema usado no
Brasil) e a IALA A (usado nos Estados Unidos), simples e
basicamente, invertem-se as bóias que determinam as margens
encarnadas para verdes e vice-versa.
O sistema de balizamento da IALA é constituído pelos sinais
laterais, de canal preferencial, perigo isolado, águas seguras,
cardinais e especiais.

Sistema de Balizamento
da IALA B

A identificação dos sinais de balizamento, durante o dia é feita
por marca de tope, forma e cor e, durante a noite pela cor e
ritmo das luzes.

O Racon é um tipo de radar
transponder usado na navegação
marítima.

O sistema de balizamento poderá ser dotado de um dispositivo
denominado “racon”, que emite um sinal na tela do radar
facilitando a sua identificação.
Vamos recordar:
A bordo de uma embarcação as cores das luzes de navegação
dos bordos são verdes para boreste (BE) e encarnadas para
bombordo (BB). Assim, no sistema IALA “B”, quem vai para o
mar deixa os sinais encarnados por BB e os verdes por BE. Esta
simples regra de coincidência de cores dos sinais de
balizamento e das luzes da embarcação permite que o
navegante manobre sua embarcação cumprindo as normas de
balizamento. De forma inversa, aquele que vem do mar deixa
os sinais encarnados por BE e os verdes por BB.

a)

Sinais Laterais:
Os sinais laterais, geralmente são utilizados para definir os lados ou o canal preferencial a
bombordo e a boreste de um caminho a ser seguido, de acordo com a direção de quem vem do
mar quando se aproximam de um porto, baía, foz de rio e outras vias aquáticas. De uma maneira
geral possuem formato cilíndrico, pilar, charuto ou cônico.
Sinal lateral de bombordo (BB)
Para serem deixados por BOMBORDO, quando a embarcação
estiver entrando no porto. Tem a cor verde e pode ser da
forma cilíndrica, pilar ou charuto. Quando houver luz, a bóia
exibirá luz verde.
Exemplar [005098] pertencente à:
Paulo Carvalho Silva Filho

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Indicam que o “canal preferencial está a bombordo desta bóia”. No Brasil a “direção convencional do balizamento”. a partir da entrada do canal vindo do mar e. Assim. no caso da navegação fluvial. a numeração do balizamento de canal segue a ordem crescente. b) Sinais Laterais Modificados: Canal preferencial a bombordo Há também a possibilidade de bifurcação dos canais. Quando houver luz. Canal preferencial a boreste Da mesma forma. Indicam que o “canal preferencial está a boreste desta bóia”. Por isso dizemos na Marinha que “um marinheiro entra num porto solteiro e sai casado”. aparecerão bóias verdes com uma faixa encarnada. referenciando a coincidência das cores das luzes de navegação e das bóias. a bóia exibirá luz encarnada. Tem a cor encarnada e pode ser da forma cônica. a bóia exibirá luz verde. subindo o rio (de jusante para montante). pilar ou charuto. Vamos memorizar: A regra a ser seguida é. pilar ou charuto.ventoempopa.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Sinal lateral de boreste (BE) Para serem deixados por BORESTE. coincidindo com as cores das luzes da embarcação. Pode ser da forma cônica. Então aparecerão bóias encarnadas com uma faixa verde. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 34 . Quando houver luz. quando a embarcação estiver entrando no porto as bóias encarnadas devem ficar pelo boreste (direita) da embarcação e as bóias verdes pelo bombordo (esquerda). ou seja. quando esta mesma embarcação estiver saindo do porto.www. a bóia exibirá luz encarnada. Quando houver luz. avistará as bóias verdes pelo seu boreste e as bóias encarnadas pelo seu bombordo. quando a embarcação estiver entrando no porto.

um sobre o outro. d) Águas Seguras: Os sinais de “águas seguras” indicam que em torno desses sinais ás águas são seguras para a navegação (águas navegáveis). com dois sinais iguais para balizá-lo. de noite exibe luz branca isofásica e exibe a letra A do código Morse. É de cor branca e encarnada em listas verticais. por dois cones pretos. É de cor preta e encarnada em listas horizontais. se o perigo oferecer risco à navegação é importante utilizar um balizamento dobrado. com os vértices para baixo. distingue-se. De cor preta com uma larga faixa de cor amarela. a noite. com intervalos de 5s. bifurcação ou fim de um canal. Bóia de Sinal Cardinal Norte Indicam que as águas mais profundas estão ao norte deste sinal. em que a embarcação deve passar para estar livre dos perigos.ventoempopa. De dia são identificados por uma esfera encarnada. ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. com seis lampejos brancos rápidos (em intervalos de 15s) ou Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 35 . Bóia de Sinal Cardinal Sul Indicam que as águas mais profundas estão ao sul deste sinal. e) Sinais cardinais: Nas cores amarelo e preto. navios afundados. Podem ser usados para indicar águas mais profundas ou ainda para chamar a atenção para a junção. ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. tais como pedras. Bóia de Sinal Cardinal Leste Indicam que as águas mais profundas estão a leste deste sinal. etc. com os vértices para cima. De cor amarela sobre preto. a noite. de dia. distingue-se. os sinais cardinais indicam o quadrante que. de dia. distingue-se. com três lampejos brancos rápidos (em intervalos de 10s) ou muito rápidos. à noite. por dois lampejos brancos. a noite. De cor preta sobre a amarela. ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. temos águas seguras. com lampejos brancos rápidos ou muito rápidos ininterruptos. Novos Perigos Quando da existência de um perigo isolado ainda não registrado em carta náutica. Estes sinais são colocados junto ou sobre um perigo que tenha águas navegáveis em toda a sua volta.com c) Perigo Isolado: [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] Os sinais de “perigo isolado” indicam a existência de perigos à navegação. de dia. As marcas de tope apontam para as posições das faixas pretas. um sobre o outro. ou seja. ou seja. De dia são identificados por duas esferas pretas uma sobre a outra. por dois cones pretos unidos pela base (base a base).www. por dois cones pretos. a partir deles.

lagos e lagoas. distingue-se. são especialmente destinados a orientar a navegação em regiões com características especiais mencionadas em documentos náuticos. no Balizamento Fluvial. A Arrais-Amador e Motonauta 36 . Bóia de Sinal Cardinal Oeste Indicam que as águas mais profundas estão a oeste deste sinal. Exemplo: Uma área destinada a recreação. áreas de segurança. separação de tráfego e outros fins especiais. cabo ou tubulação submarina. No sistema IALA B adaptado à navegação fluvial entende-se por margem esquerda a margem situada do lado esquerdo em relação à direção de montante para a desembocadura do rio e margem direita a margem situada do lado direito. A marca de tope de um sinal especial é um X (xis) amarelo. área de despejos. Em outras palavras.Relativo a rios. é proibido o uso ou exibição de qualquer um dos sinais de perigo ou de outros que com eles possam ser confundidos.que está ou vive nas margens ou nas águas de um lago. dragagens. por dois cones pretos.É a chamada radiotelefônica de emergência ou socorro. navegando no sentido de montante para jusante. versão anglicizada do francês m'aider ou m'aidez.com [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] muito rápidos (em intervalos de 10s). Regras para o Balizamento Fluvial e Lacustre Fluvial . também em relação à direção de montante para a desembocadura do rio. ou o quadrante em que a embarcação deve se manter. pode-se se usar os seguintes sinais de perigo: ≈ A palavra MAY DAY emitida por radiotelefonia ≈ Foguetes com luz encarnada (à noite) ≈ Sinal explosivo em intervalos de 1 minuto ≈ Toque contínuo de qualquer aparelho de sinalização ≈ Código internacional de sinais bandeira NC ≈ Movimentos com os braços para cima e para baixo ≈ Bandeira quadrada de qualquer cor tendo acima ou abaixo uma esfera ou qualquer coisa semelhante a uma esfera ≈ Sinal de SOS emitido por qualquer método de sinalização inclusive telegrafia ≈ Foguete luminoso com pára-quedas ou tocha manual exibindo luz encarnada (à noite) ≈ Fumaça alaranjada (de dia) ≈ Radiofarol de emergência indicador de posição ≈ Corante de água ≈ Pedaço de lona alaranjado com um círculo e um quadrado preto para identificação aérea. a noite nove lampejos brancos rápidos (em intervalos de 15s) ou muito rápidos. com intervalos de 10s.ventoempopa. que significa "venha me ajudar". Lacustre .www. De cor amarela com uma larga faixa preta. de dia. área de exercícios militares. f) Sinais Especiais: De cor amarela. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Estando uma embarcação em perigo. Mayday . Sinais de Perigo Exceto quando da necessidade de indicar perigo. a margem esquerda é a margem situada do lado esquerdo de quem desce o rio. um sobre o outro ponta a ponta.

Se a embarcação estiver descendo o rio (navegando de montante para jusante) a bóia verde. Regra de Preferência no Balizamento Fluvial Num canal ou rio. deve exibir no centro uma luz rápida branca. é a margem situada do lado direito de quem desce esse mesmo rio. principalmente estreito. logo os da margem esquerda exibirão luz encarnada. bóias e balizas usadas na navegação fluvial e lacustre. será deixada por boreste.ventoempopa. Obs: Anexo a esta apostila apresentamos um Quadro com os principais sinais náuticos complementares. QUANDO RESUMO DE APITOS Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 37 . No balizamento fluvial e lacustre que exija sinais luminosos. [NAVEGAÇÃO E BALIZAMENTO] margem direita. Em pontes fixas . quando duas embarcações navegam em rumos opostos a que vem a favor da corrente deve posicionarse no meio do rio e a outra na sua margem direita.A viga do vão principal de uma ponte fixa.É o lado da nascente do rio. os da margem direita exibirão luz verde. Num rio ou canal.www.com Montante .É o lado da corrente para onde correm as águas. Jusante . logo a bóia encarnada será deixada por bombordo e vice-versa. portanto. sendo que a que vem em favor da corrente tem preferência. a embarcação maior tem preferência em relação a outra menor.

Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 38 . informando que ajuda especializada está a caminho. dominando a situação. A omissão de socorro caracteriza-se pela falta de pronto atendimento eficiente às vítimas de acidente. normalmente. Seja qual for a gravidade da situação. Η Agir rapidamente. O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: “deixar de prestar socorro à vítima de acidente ou pessoa em perigo iminente. se isto já estiver assegurado.www. pânico. de um modo geral. porque a bordo nem sempre temos os recursos que existem em terra. certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. A bordo de uma embarcação. ou quem chega ao acidente logo que este aconteceu deparar-se com cenas de sofrimento. Omissão de socorro é crime Não se esqueça que um atendimento de emergência prestado de qualquer jeito. deve-se agir com calma. Η Usar conhecimentos básicos de primeiros socorros. em situações de emergência. E. sem o uso de técnicas corretas e sem o conhecimento mínimo.Os primeiros socorros são medidas emergenciais de prestação de socorro. ou até mesmo a morte. conhecimento de causa e frieza para evitar o pânico e inspirar confiança. é crime”. pessoas inconscientes e outras situações que exigem previdências imediatas. pode prejudicar a vítima. você não contará com auxílio de outras pessoas. os recursos existentes a bordo são poucos em relação aos que existem em terra ou em grandes navios. e são as principais causas de mortes ou danos que poderiam ser evitados. os conhecimentos de primeiros socorros podem salvar muitas vidas. para alívio dos acidentados que estiverem conscientes.ventoempopa. porém dentro dos próprios limites. nervosismo. nos casos de emergência. ao invés de ajudar. tranquilidade e segurança. agravando o seu estado e provocando danos irreversíveis. Os minutos imediatos após o acidente são os mais importantes para garantir recuperações e sobrevivência de feridos. Regras Básicas Algumas regras básicas ao prestar os primeiros socorros: Η Transmitir confiança. Primeiras Providências Os acidentes são formados de vários fatores e é comum que quem os presencia. podendo fazê-lo. O fundamental é saber que. antes do encaminhamento médico. além disso.com Importância dos Primeiros Socorros a bordo [PRIMEIROS SOCORROS] Estudaremos um assunto muito importante para quem é marinheiro. Η Algumas vezes saber improvisar. . Além disso. devese manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico.

A respiração pode ser observada por meio dos movimentos do tórax e do abdômen e por sons percebidos ao aproximar o seu ouvido do nariz da Arrais-Amador e Motonauta 39 .ventoempopa. Consulte a Marina. parada cardiorrespiratória.www. estado de choque. Η Desobstruir as vias aéreas. Η O rosto do acidentado manifesta irregularidade pela cor azulada ou avermelhada e umidade da pele. Não é necessário usar cartão telefônico: a ligação é gratuita. Η Proteção da vítima. maiores serão as chances das vítimas sobreviverem. As principais etapas são: Η Avaliação primária ou avaliação inicial do paciente. Η Verificar se a temperatura da vítima está muito alta em relação à sua própria temperatura corporal. Delegacias e Agências da Marinha possuem seu próprio número de emergência e ficam com os equipamentos rádio na frequência de socorro (Canal 16) 24 horas. Η Verificar o estado de consciência. 193 – Bombeiros. fraturas. Avaliação Primária Manutenção dos Sinais Vitais Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Nesta avaliação segue-se rigorosamente a seguinte sequência: Η Desobstruir vias aéreas e estabilizar a coluna vertebral. hemorragias. a sensibilidade e a capacidade de movimentação muscular do acidentado. Alguns números de telefones são os mesmos em todas as localidades do Brasil: 192 – SAMU. 185 – Socorro e Salvamento Marítimo (SAR). Ligações de emergência podem ser feitas de qualquer telefone. etc. por meio de suores e palidez. As Capitanias. VHF canal 16 – Marinha do Brasil. Η Avaliação secundária.com [PRIMEIROS SOCORROS] Quanto antes acionar o socorro. Atendendo às Vítimas Existem critérios que são aceitos internacionalmente no que se refere à abordagem para prestar os Primeiros Socorros a uma vítima. Estes cinco passos obrigatórios devem ser repetidos durante todo o atendimento de emergência: Η Observar o nível de consciência. Η Procedimentos emergenciais (afogamento ou choque elétrico. Η Verificar a respiração. Η Manutenção dos sinais vitais. Iate clube ou garagem onde você guarda sua embarcação e anote o número dos telefones. Η Verificar a circulação.).

iniciando os procedimentos adequados para cada caso. deve-se realizar movimentos intercalados. Empurrar a cabeça para trás. Η Inconsciência. o acidentado não estiver respirando.ventoempopa.Quando houver. Procedimentos Emergenciais . Η Reações do organismo a medicamentos. puxar a mandíbula Arrais-Amador e Motonauta 40 . de quatro massagens cardíacas e uma respiração boca a boca. é preciso verificar a extensão dos ferimentos. Η Infartos. Η Palidez excessiva. ao mesmo tempo. O ponto mais indicado para sentir a pulsação é o pescoço ou carotídeo. Η Ausência de pulsação e batimentos cardíacos. Η Intoxicação. virando a cabeça para o lado e retirando quaisquer objetos estranhos.com [PRIMEIROS SOCORROS] vítima. de acordo com as prioridades.Quando. Η Afogamento e asfixia.As vezes e como medida extrema um murro forte. a) Parada Cardiorrespiratória A paralisação da respiração ou dos batimentos cardíacos leva a morte em poucos minutos ou causa danos irreversíveis. devemos deitar o afogado de costas com a cabeça virada de lado e fazer respiração boca a boca. com o polegar. Η Pele e lábios roxos. Sintomas de parada respiratória: Η Ausência de movimentos de respiração (tórax e abdômen). Η Lábios. cuidando sempre da manutenção dos sinais vitais. as fraturas e as outras lesões. por ocasião de um acidente. .No caso de afogamento. no peito. . língua e unhas azuladas. São causas de parada cardiorrespiratória: Η Choques elétricos.www. com o queixo virado para cima e. Avaliação Secundária . Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Procedimentos: Η Não perder tempo tentando retirar água dos pulmões da vítima. Η Pupilas dilatadas. Em seguida. Η Traumatismos físicos. Η Checar imediatamente os sinais vitais (análise primária). Η Não havendo respiração ou pulso. . devido à falta de oxigenação no cérebro. pode fazer o coração voltar a bater. parada respiratória e parada cardíaca. proceder com as técnicas de ressuscitação a seguir: Método boca a boca: deitar a vítima de costas (decúbito dorsal – de “barriga para cima”). Η A verificação da pulsação pode ser sentida por meio do tato. Η Inalação de gases venenosos. deve-se proceder a uma respiração boca a boca. a quantidade de sangue perdido.Na intoxicação por gases a pele assume a cor azulada.A quantidade aproximada de sangue no organismo humano é de 6 litros. Sintomas de parada cardíaca: Η Inconsciência. b) Afogamento: .

fazer compressões curtas e fortes.Quando. o coração da vítima também não está batendo inicie massagem cardíaca externa. devemos deixar a cabeça da vítima voltada para trás. dentro do tórax. deve-se jogar algum material flutuante para a vítima agarrar e chamar por socorro especializado (salva-vidas). soprar num ritmo de 10 a 15 vezes por minuto. . em bebês. Nesses casos a respiração artificial é aplicada sobre a boca e o nariz e o ciclo é de 5 x 1 (5 compressões para 1 insuflação). Η Estas operações têm como função comprimir o músculo cardíaco. na altura dos ombros.Na respiração boca a boca. Se não houver pulsação. Η Não tentar resgatar ninguém da água se não for treinado para isso.Caso seja verificado que após realização da respiração boca a boca. . Procedimentos: Η Ajoelhar-se ao lado da vítima. fazendo-se aproximadamente duas compressões por segundo.www. reanimando os batimentos naturalmente.ventoempopa. tampar as narinas do vitimado e. repetir. Η Manter a vítima aquecida. até o coração voltar a bater. Η Ministrar oxigênio. Η Utilizando o peso do seu corpo. Frequência das manobras de ressuscitação cardiopulmonar Inicie sempre 15 massagens Respiração a cardíacas boca-a-boca 1 ou2 ressuscitação numa média de 10 a 15 socorristas com 4 de 100 vezes por respirações compressões minuto por minuto Em crianças o processo é administrado com apenas uma das mãos e. boca a boca. usa-se 2 dedos. comprimindo e aliviando regularmente. Η Informar ao médico se o afogamento ocorreu em água doce. até que haja sinais de recuperação do batimento cardíaco. com uma frequência de aproximadamente 100 compressões por minuto. não é possível aplicar o método boca a boca. Η Se o coração não voltar a bater.com . proceder ao mesmo tempo à compressão torácica ou reanimação cardíaca. Η Se o coração voltar a bater deve-se manter a respiração boca a boca até que a vítima volte a respirar. salgada ou piscina. [PRIMEIROS SOCORROS] para frente para facilitar a passagem do ar. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 41 . Η Tratar o estado de choque. Nesse caso. poderemos ventilar a vítima através do nariz. por algum motivo. Η Posicione as mãos uma sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito chamado “osso esterno”.

bastão de borracha. cubra-as com uma gaze ou um pano limpo e trate-as conforme será visto a seguir: d) Queimaduras São lesões da pele. ferro ou aço. com posterior descamação. nunca se deve tirar a roupa da vítima. Intensidades superiores a 50 miliampére são mortais para o ser humano. etc. Procedimentos: Η Desligue a fonte de energia e procure afastar a vítima da corrente elétrica usando material isolante (vassoura. As queimaduras podem lesar a pele. Η Se houver parada cardiorrespiratória. produzidas pelo calor. . Arrais-Amador e Motonauta 42 . . As correntes mais perigosas são as que atravessam o corpo de mão para mão. para afastar a vítima do contato com a corrente elétrica. Material condutor de eletricidade . deite-a de lado. etc. Η Há ainda a queimadura de 4º grau. causa vermelhidão. Η 2º Grau – Atinge toda a epiderme e parte da derme.). proceda a ressuscitação conforme já explicado anteriormente. radiação.Uma queimadura de 3° grau caracteriza-se pela derme completamente destruída. Procure ajuda médica imediata. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho De acordo com a gravidade. sua principal característica é a necrose “morte dos tecidos”. dor e formação de bolhas na camada superficial. Η 3º Grau – Atinge toda a epiderme. Η Procure ajuda médica imediata.ventoempopa.www. cubra a vítima com cobertor e mantenha a calma. do pescoço ou da mão para o pé.Após a retirada da vítima do contato com a corrente elétrica. cabo.Nas pequenas queimaduras. tábua.Jamais utilize peça de metal. deite-a de costas. o percurso da corrente pelo corpo. também é importante. da área corporal atingida. Η Se necessário. agentes químicos. os músculos. . São as chamadas “queimaduras indolores”. as queimaduras classificam-se em quatro tipos: Η 1º Grau – Só atinge a epiderme ou a pele. os vasos sanguíneos. que se caracteriza pela destruição completa de todos os tecidos desde a epiderme até o tecido ósseo. cubra a pessoa com um cobertor e a mantenha calma. os nervos e os ossos. sendo a mais importante a que passa da cabeça para os pés. Η Se houver queimaduras. faça o aquecimento do corpo. ou seja. a derme e outros tecidos mais profundos. sem a formação de bolhas. com as pernas elevadas. devemos lavar com água e evitar romper as bolhas. não ocorre destruição da derme.com [PRIMEIROS SOCORROS] c) Choque Elétrico A intensidade da corrente que passa através do corpo é que torna o choque elétrico perigoso. Η Se a pessoa estiver consciente. causa vermelhidão e dor no local. eletricidade. Nas grandes queimaduras. A mesma vítima poderá apresentar os quatro tipos de queimaduras. caso seja necessário. se estiver inconsciente. O risco de morte depende muito mais da extensão das lesões do que do grau da queimadura.

Folgar as roupas e colocar compressas frias na cabeça e no peito. lavar a área afetada com bastante água ao mesmo tempo em que for sendo tirada a roupa. Não dê bebida alcoólica. Deixar esta operação para o atendimento especializado. Η Não passar loção.É a consequência da exposição direta e prolongada dos raios solares sobre um indivíduo. é compará-las com a superfície da palma da mão da vítima. Abafar com um cobertor ou faça-a rolar no chão. Média – entre 15 e menos de 40% da pele.www. A este procedimento darse o nome de imobilização. Η Se a queimadura for de pouca extensão. pomada. . agindo conforme cada caso para manter os sinais vitais. Η Verificar respiração. Insolação . Procedimentos: Η Deite a vítima de modo que a cabeça e o tronco fiquem em nível mais baixo que o resto do corpo. em seguida providencie socorro médico imediatamente o mais rápido possível. Η Em caso de queimadura nos olhos. deve-se deixá-lo dobrado. pois só servem para complicar o tratamento correto. Deve-se suspeitar de uma fratura sempre que houver dor. creme dental. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Fraturas fechadas São fraturas nas quais as pontas dos ossos fraturados não perfuram a pele. É um tipo de queimadura quase sempre superficial (1° grau). Η Nas queimaduras por agentes químicos. Η Se a vítima estiver consciente dê bastante líquido para a pessoa ingerir.com [PRIMEIROS SOCORROS] Baixa – menos de 15% da superfície corporal atingida. que corresponde a aproximadamente 1% da superfície corporal. e) Fraturas Quebra ou ruptura de um osso. edema (inchaço) e deformação da parte afetada. batimento cardíaco e nível de consciência. O primeiro passo consiste em impedir a movimentação das partes quebradas. resfrie o local com água fria. Primeiros Socorros: Levar a vítima para um local com sombra e acomodá-la confortavelmente. cobri-los com gaze ou pano limpo e procurar imediatamente um especialista. Η As roupas que estiverem grudadas na pele não devem ser removidas.É a consequência do excessivo calor em locais úmidos e não arejados sobre um indivíduo. Η Não fure as bolhas. Não usar gelo ou água gelada. que deve ser feita da seguinte forma: Arrais-Amador e Motonauta 43 . mesmo que a lesão não seja aparentemente grave. Intermação . óleo.ventoempopa. manteiga. As fraturas podem ser fechadas ou abertas (expostas). lavá-los abundantemente com água limpa ou solução de soro fisiológico. clara de ovos ou qualquer outro produto. Alta – mais de 40% do corpo queimado Uma regra prática para avaliar a extensão das queimaduras pequenas ou localizadas.Para imobilizar o braço. Η Se tiver que combater o fogo nas vestes. não deixar a vítima correr. Procurar atendimento médico.

Proceder da seguinte forma: Η Coloque o membro acidentado em posição tão natural quanto possível com conforto para a vítima. . banhar a ferida com soro fisiológico e limpá-la periodicamente. Η Η Η Movimentar a vítima o mínimo possível. antes de imobilizar a região afetada. papelão duro.Para evitar infecções em uma ferida. podemos imobilizar com tábua. . para os casos de hemorragias. quando os ossos saem do lugar. Amarrar as talas com ataduras ou tiras de pano. inchaço.  Acima da articulação. aplicar os procedimentos. deve-se limpar com água e sabão. Η Providenciar socorro especializado para a vítima.A posição do pé. acima e abaixo da fratura. Η Firme este curativo usando um cinto.com . dificuldade de movimentos. Η Se houver hemorragia abundante.Chamamos de TALA o dispositivo utilizado para imobilizar ossos quebrados. Qualquer material rígido pode servir de tala: tábua.A fim de melhorar o conforto da vítima com fratura na perna. Aqui.No caso de fratura de antebraço. Entorses – quando as articulações são forçadas além do limite natural. a melhor posição que ela deve ser imobilizada é esticada. deve-se proceder como se fosse fratura. além da fratura.www.  Acima da fratura. a fim de evitar que os músculos da perna movam o osso fraturado deve ser o mais natural possível. Fraturas expostas São fraturas nas quais as pontas dos ossos fraturados perfuram a pele. Proteção de ferimentos . [PRIMEIROS SOCORROS] Η Η Η .Nas entorses e luxações. infecções e hemorragias. etc. uma gravata ou uma tira de pano. em quatro pontos:  Abaixo da articulação  Abaixo da fratura. a vítima poderá apresentar também entorses e luxações nas articulações. Η Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 44 . Η Luxações – ocorrem nas articulações. com gaze ou pano limpo. No caso de fratura na perna. evitando contaminações. Η Coloque um curativo protetor sobre o ferimento. por exemplo. Em alguns casos.ventoempopa. de uma perna quebrada. com muita dor. O braço com suspeita de fratura deve ser imobilizado preferencialmente junto ao peito. papelão ou jornal grosso. amarrar a perna quebrada na outra colocando um lençol ou manta dobrada entre as duas pernas. não muito apertadas. Fratura de antebraço . revista ou jornal dobrado. Colocar talas para sustentar o membro atingido. como numa torção de pé. Η Proteger o ferimento e controlar o sangramento. As talas deverão ultrapassar a articulação. deve-se cuidar do ferimento da pele.

Não dar líquidos enquanto estiver inconsciente. A não ser que seja muito intensa a hemorragia capilar não representa gravidade. por cima do curativo. o sangue é vermelho escuro. pois o sangue verte para fora do corpo. se possível.com -A vítima de hemorragia. Nesses casos.Sempre que visualizamos o sangue. pressionar com o dedo até parar o sangramento. Η Se continuar sangrando. Quando um capilar é atingido o sangue tem cor intermediária. dizemos que a hemorragia é externa. Procedimentos: Η Aplicar um curativo de gaze ou pano grosso limpo sobre o ferimento e pressionar. [PRIMEIROS SOCORROS] f) Hemorragia É a grande perda de sangue devido ao rompimento de uma veia. Η Deitar a vítima. Hemorragia externa São hemorragias visíveis. É importante Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 45 . A hemorragia venosa é menos perigosa que a arterial.ventoempopa. O método de hemostasia que menos causa malefício a vítima é a compressão. a pressão do pano interromperá a hemorragia.www. artéria ou capilar. colocar novas ataduras por cima das já existentes. o membro ferido em posição mais elevada que o coração. quando necessário. . brota em forma de pequenas gotas. Quando uma artéria é atingida o sangue é vermelho vivo e sai em forma de jatos rápidos e fortes. A hemorragia arterial é a mais perigosa. Η Não aplicar substâncias como pó de café ou qualquer outro produto no ferimento. A ação ou efeito de conter uma hemorragia é chamado de hemostasia (significa controle do sangramento). evitando movimentar a parte afetada. comprimir a artéria mais próxima da região. Η Não tentar retirar corpos estranhos dos ferimentos. Η Manter. atadura. gravata ou cinto. Torniquetes Os torniquetes são usados essencialmente nos casos de hemorragias muito grandes provocadas por amputação ou esmagamento de membros e só devem ser colocados no braço ou na coxa. Quando necessário. e sai de forma lenta e contínua. Η Amarrar um pano. deve ser aquecida e mantida agasalhada. pode-se aplicar o torniquete utilizando um pano largo e um pedaço de madeira ou metálico que se fixará ao pano. sem apertar muito para não prejudicar a circulação. entre o vermelho vivo e vermelho escuro. Η Não trocar o curativo. Quando as veias são atingidas. para aproveitar melhor a coagulação. como se a ferida babasse. que corresponde a cada batimento do coração. Η Em ferimentos pequenos. por meio de um nó e torcendo-o. se possível.

Os sinais externos devem ser acompanhados de muita atenção: Η Pulso fraco e acelerado.ventoempopa. seguido de sangramento pelos ouvidos. Η Mucosas dos olhos e da boca brancas. Hemorragia nasal Este tipo de hemorragia é muito comum em acidentes com embarcações. exceto quando houver suspeita de fratura de coluna. em caráter de exceção.www. e levam rapidamente a um estado de choque. tontura e inconsciência. Nestes casos deve-se manter a cabeça um pouco elevada. pode indicar traumatismo craniano. O que fazer: Η Sentar a vítima em local fresco e afrouxar suas roupas. Η A vítima deve receber atendimento médico o mais rapidamente possível. quase nunca é aconselhado. Η Se a vítima estiver inconsciente. Η Procure socorro médico. fazer o rolamento de 90 graus e deixá-la na posição lateral de segurança. Atualmente este procedimento é feito só por profissionais treinados e mesmo assim. tomando o cuidado principalmente com lesões na coluna cervical. Η Monitorar os sinais vitais para evitar parada cardíaca e respiratória. de crânio.com [PRIMEIROS SOCORROS] marcar a hora em que o torniquete foi aplicado. Η Pele fria e pálida. Procedimentos: Η Deixar a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo. Η Mãos e dedos arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea. Η Pedir à vítima para respirar pela boca e não a deixar assoar o nariz. Η Sede. derrame ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). devendo-se desapertar gradualmente o torniquete de 15 em 15 minutos. Hemorragia interna Ocorrem em órgãos internos. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 46 . Η Colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do trauma. Η Não deixar a vítima tomar líquidos ou se alimentar.

ventoempopa. Η Para erguê-la. duas pessoas bastam para o levantamento e o transporte. como um só bloco. no sentido do comprimento. Η Se houver parada respiratória. Η No caso de uma pessoa inconsciente. equipes de resgate. Η Aqueça a vítima de forma lenta e gradual. Η Na presença de hemorragia abundante. devem-se tomar as seguintes providências: Η Se houver suspeita de fraturas no pescoço e nas costas. A hipotermia acomete militares. evite mover a vítima. Hipotermia . use pedaços de madeira. que podem sucumbir ao relento. se agravando muito quando há vento. lembrando que a maca é o melhor jeito de se transportar uma vítima. Se precisar improvisar a maca. amarre os pés do acidentado e o erga em posição horizontal. caçadores. levando-o até a maca. mova-a de costas. Antes da remoção da vítima.Hipotermia é a condição na qual o indivíduo perde calor mais rapidamente. Estima-se que. você e mais duas pessoas devem apoiar todo o corpo e colocá-la numa tábua ou maca. Η Para puxá-la para um local seguro.www. esportistas. amarrando cobertores ou paletós. . mas sem evidência de fraturas. Η Se houver suspeita de fraturas. O que fazer: Ao se deparar com situação de hipotermia. Η Verifique a respiração e as batidas cardíacas. Η Remova as roupas molhadas. siga os seguintes passos: Η Coloque a vítima imediatamente em um local aquecido. metade de todas as vítimas de afogamento morrem devido aos efeitos da hipotermia e não pelo enchimento dos pulmões. A hipotermia pode ser atingida rapidamente no contato direto com a água fria. com Arrais-Amador e Motonauta 47 . Η Imobilize todos os pontos suspeitos de fratura. aventureiros e moradores de rua em áreas urbanas e rurais.Se dá em qualquer água que esfrie o suficiente para abaixar a temperatura do corpo a menos de 35 graus Centígrados. Η Não fazer movimentos bruscos. a movimentação da vítima pode levar rapidamente ao estado de choque. inicie imediatamente a respiração boca a boca e faça massagem cardíaca. impedindo-a de cair para trás. com o auxílio de um casaco ou cobertor. navegadores oceânicos. umidade ou chuva. Η Apóie sempre a cabeça.com [PRIMEIROS SOCORROS] g) Transporte de Acidentado Transportar pessoas acidentadas deve ser feita com o máximo de cuidado a fim de não agravar as lesões existentes. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho h) Hipotermia Ocorre quando a temperatura central do corpo humano cai abaixo de 35 graus Centígrados.

Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 48 .www. e à medida que progride a região torna-se gradualmente dormente. Η Pode-se ministrar bebidas aquecidas. Η Retirar a roupa ou calçado molhado ou húmido. à medida que a falta de irrigação aumenta.ventoempopa. depois brancas como cera. existem rigidez e insensibilidade térmica.É a lesão decorrente do frio. exceto bebida alcoólica. i) Geladura É uma situação em que os tecidos são localmente lesados por exposição prolongada ao frio. podem ocorrer bolhas. Η Não massageie os membros da vítima. As áreas afetadas tornam-se pálidas. Η Prevenir o choque.com [PRIMEIROS SOCORROS] cobertores. diminuição dos movimentos locais. Η Aquecer a área afetada gradualmente. cortando se necessário. Optar em agasalhar a vítima e não por as extremidades em água quente. de forma indireta. Geladura . cianosadas. para evitar maior destruição dos tecidos. O que fazer: Η Levar a vítima para um local aquecido.

mas também. Porém. boa parte desses acidentes. estopa.Para haver combustão precisamos dos três componentes: Combustível. na prática. são causados por incêndios e explosões a bordo. Ponto de Fulgor – Temperatura mínima na qual um combustível desprende gases suficientes para serem Arrais-Amador 49 . entre outras. no manuseio de líquidos inflamáveis. é capaz de fazê-lo entrar em combustão. pano. Os vapores emanados de um combustível inflamam-se na presença do comburente. alguns metais. a partir de determinada temperatura.com Prevenção e Extinção de Incêndios em Embarcações A cada ano. O oxigênio é o comburente mais facilmente encontrado na natureza.[COMBATE A INCÊNDIO] www. pois queima com 9% de oxigênio. papel. por mais simples. Natureza do Fogo Para que haja fogo faz-se necessário que estejam presentes três componentes básicos: combustível. comburente e temperatura de ignição. não ocorre chama em uma concentração de oxigênio inferior a 16%. se já não o fez. quando ele for inevitável. manutenção adequada das instalações elétricas. Além do que. O carvão é uma exceção. espontânea e explosão.). do comburente e da temperatura de ignição. ≈ ≈ ≈ Vamos recordar? . devido a destruição de embarcações que. Calor A reação química que ocorre com a presença do combustível. tintas. Comburente – É todo elemento que. Temperatura de Ignição – É a temperatura necessária (quantidade de calor) para que a reação química ocorra entre o combustível e o comburente. convido você a mergulhar no assunto e. denomina-se “Combustão”. com desprendimento de luz e calor. adotar providências não só de prevenção de incêndios. existe no ar atmosférico em uma quantidade aproximada de 21%. comburente e temperatura de ignição. incompleta. Considerando que. etc. um incêndio a bordo não pode ser definitivamente impedido. Além do oxigênio o ar contém 78% de nitrogênio e 1% de outros gases.ventoempopa. Classificação dos Combustíveis . aquelas que venham a atenuá-lo. esses acidentes tem vitimado dezenas de pessoas e. tem considerado valor agregado. ocorrem diversos acidentes marítimos. produzindo gases capazes de entrarem em combustão.Os combustíveis podem ser classificados conforme sua velocidade em: completa. ≈ Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Combustível – É todo material capaz de entrar em combustão (madeira. a grande maioria desses acidentes poderiam ser evitados se fossem tomadas algumas precauções básicas. Normalmente. associado quimicamente ao combustível. causado consideráveis prejuízos financeiros.

por um agente que atua em nível molecular. • Gasosos (ex. a capacidade de manter a cadeia da reação. o oxigênio. Os combustíveis são classificados ≈ Quanto ao estado físico. Do mesmo modo. precisamos atacar pelo menos um dos lados do triângulo do fogo. dando-se a extinção do incêndio por abafamento. dando-se a extinção por resfriamento. novos incêndios). Condução – Transmissão de calor que se faz de molécula para molécula. não haverá fogo. por exemplo. em que o combustível e o comburente perdem. etano. É criada uma condição especial.). madeira. que nada mais é que ”reduzir a temperatura de um combustível”. que consiste em reduzir a quantidade de oxigênio para menos de 16%. etc. butano. por isso requer que seja feito o resfriamento da área. • Líquidos (ex.www.: gasolina. álcool. Se retirarmos o comburente. etileno. ≈ Ponto de Combustão – Temperatura do combustível. Extinção por Quebra da Reação em Cadeia Métodos de Transmissão de Calor [COMBATE A INCÊNDIO] inflamados por uma fonte externa de calor. ou tem em muito reduzida. por condução. óleo diesel. também não haverá fogo.com Abafamento . etc.). mas não em quantidade suficiente para manter a combustão. o fogo. através de um movimento vibratório (A bordo.).É o método de extinção de incêndios. só com a presença do comburente. mesmo quando retirada esta fonte. ≈ Ponto de Ignição – Temperatura necessária para inflamar os gases que estejam se desprendendo de um combustível. certamente estaremos extinguindo a combustão.: metano. Lembre-se! . ou seja.ventoempopa. Arrais-Amador 50 . passar para outros compartimentos adjacentes. etc. um incêndio em um compartimento pode. pólvora. retirando-se a temperatura. Ao retirarmos um dos três elementos do triângulo do fogo. O resfriamento é o método mais antigo de se apagar incêndios. A reação só permanece interrompida enquanto houver a efetiva presença do agente extintor. Há três métodos de transmissão de calor: ≈ ≈ ≈ Os Combustíveis Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Irradiação – Transmissão de calor que se processa sem a necessidade de continuidade molecular entre a fonte calorífica e o corpo que recebe calor (exemplo de irradiação: o calor do sol). Neste método não há abafamento ou resfriamento. pelo aquecimento de pisos e anteparas). acima da qual. Convecção – Transmissão de calor característico dos líquidos e gases (os gases ao serem aquecidos em um compartimento sobem para outros compartimentos. em: • Sólidos (ex. ele desprende gases em quantidade suficiente para serem inflamados por uma fonte externa de calor e continuarem queimando. tendo como consequência.: carvão.Para extinguir um incêndio. papel. sendo a água seu agente universal.

lubrificantes. Neste caso a combustão poderá ocorrer em atmosfera com concentrações de oxigênio inferiores a 16%. plástico.). espuma. somente podem ser extintos por resfriamento. ≈ Quanto à presença do comburente.). para prevenir maiores danos e Arrais-Amador 51 . são capazes de se inflamar.www. Classe dos Incêndios Os Incêndios são classificados em quatro classes. enquanto estão energizados. éter. [COMBATE A INCÊNDIO] ≈ Quanto à Volatilidade. (ex. maior será a velocidade da combustão.).).). celulóide e metais combustíveis. nas condições normais de temperatura e pressão.: álcool. benzina. óleo de linhaça. No entanto. Pó Químico.: pólvoras. Dióxido de Carbono (CO2) e Halon. ou seja. petróleo. gasóleo. Dióxido de Carbono (CO2) e Pó químico. (ex. tais como: lítio. etc. Para este tipo de incêndio são adequados os seguintes agentes extintores: espuma (mais indicado). massas lubrificantes.: madeira. etc. necessitam de aquecimento para desprenderem vapores inflamáveis. normalmente formam “brasas” e deixam resíduos e cinzas (ex. acetona. etc.ventoempopa. gasolina. • Sem comburente – Não possui o comburente em sua estrutura íntima (ex.: óleo combustível. Classe B – Incêndios em líquidos inflamáveis (ex. em: • Voláteis – são os combustíveis que. água. etc. éter. etc. solventes. tecido. não necessitam de aquecimento para desprenderem vapores inflamáveis. havendo necessidade de ser alimentado por uma fonte externa de comburente. cloratos. Importante: . titânio.Os combustíveis com comburente em sua estrutura íntima. em: • Com comburente – São os combustíveis que possuem comburente em sua estrutura íntima (ex. não é indicada. nitratos. óleo lubrificante. álcool. procure utilizar após desligar os equipamentos elétricos.com Combustíveis Sólidos . se for necessário o uso de água ou espuma. a saber: ≈ ≈ ≈ Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Classe A – Incêndios em materiais sólidos inflamáveis que.). Para este tipo de incêndio são adequados os seguintes agentes extintores: Dióxido de Carbono (CO2) (mais indicado) e Pó Químico. etc. • Não-voláteis – São os combustíveis que somente se inflamam após aquecimento acima da temperatura ambiente. ou seja.: madeira.: óleos. Classe C – Incêndios em equipamentos elétricos.Quanto maior a fragmentação do material. Para este tipo de incêndio são adequados os seguintes agentes extintores: água (mais indicado). papel. papel. Jatos de água devem ser evitados para não espalhar o incêndio. A água por ser boa condutora de eletricidade. cartão. tintas. verniz. tecido. zircônio. ceras.

etc. ≈ Espuma – melhor agente para incêndios das classes A e B. deve-se remover o extintor de seu suporte. A espuma tem como função principal abafar e secundária resfriar. pó de alumínio. lítio. Convém que sejam instalados próximos aos locais mais propensos a incêndios a bordo. normalmente. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 52 . Um cuidado com os extintores de CO2 é evitar o contato direto do jato com a pele e os olhos. Para usá-lo deve-se retirar o pino de segurança. com revisões anuais dentro da validade. Os extintores para extinguir incêndios da classe C são identificados por meio de um círculo azul contendo a letra C. são os únicos equipamentos utilizados para combater incêndio. sódio. Os extintores portáteis são de diversos tipos. as variações vão desde os agentes extintores (substâncias que extinguem os incêndios). Classe D – Incêndios que resultam da combustão de metais alcalinos. Para usá-lo. ≈ CO2 – Dióxido de Carbono (CO2). Os agentes extintores mais utilizados nos extintores portáteis são: ≈ Água – indicado para incêndios classe A. Nas embarcações de esporte e recreio.ventoempopa. suspendendo pela alça inferior. tais como. que são determinados em função da classe de incêndio a que se destina o equipamento e também pelo tipo de propelente. magnésio. e em conformidade com o tipo de incêndio provável. permitindo que a espuma escorra e cubra a superfície inflamada. Os extintores para extinguir incêndios da classe A são identificados por meio de um triângulo verde contendo a letra A. urânio.www. Para usá-lo. titânio. dirigindo o jato para a base das chamas. Em ambientes não ventilados pode causar asfixia nas pessoas.com [COMBATE A INCÊNDIO] ≈ Extintores Portáteis evitar choques elétricos. Os extintores para extinguir incêndios da classe B são identificados por meio de um quadrado vermelho contendo a letra B. São equipamentos empregados para controlar princípios de incêndios. O propelente diz mais respeito ao aspecto prático de sua utilização. retirar o pino de segurança e pressionar o gatilho. deve-se virá-lo e pegar pelo fundo. fazendo com que o jato seja curvo de maneira que a espuma lançada não espalhe o líquido inflamado. em seguida pressionar a alavanca e dirigir o jato para a base das chamas. dirigir o jato para a base das chamas. Para este tipo de incêndio é adequado o agente extintor específico: Pó Seco (MET-L-X). indicado para incêndios das classes B e C. O CO2 tem como função principal abafar e secundária resfriar.

Extintores Portáteis . panos.ventoempopa. Medidas Preventivas para Evitar Incêndios a Bordo Prevenção contra incêndios é responsabilidade de todos que operam uma embarcação.O vapor de água pode ser utilizado como agente extintor somente por abafamento. Instalação de bujões de gás em locais inadequados – Os bujões de gás devem ser instalados em locais bem ventilados. Algumas das causas mais prováveis de incêndios a bordo são: ⊗ ⊗ ⊗ ⊗ ⊗ Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Fumar em locais impróprios – As áreas e os momentos autorizados para fumar devem ser do conhecimento dos tripulantes. nunca devem ficar perto do motor. têm sua característica definida pela Diretoria de Portos e Costas (DPC). sem resíduos de óleo nos pisos. a mangueira deve está dentro da validade e os bicos do fogão desligados quando não estiver em uso. anteparas e dutos recipientes. Nas fainas de reabastecimento e serviços de solda. apresentará dois símbolos. Por exemplo: Se o extintor portátil tem como “agente extintor” a espuma. ≈ Pó Seco (MET-L-X) – utilizado em incêndios da classe D. Trapos embebidos em óleo ou graxa largados em locais impróprios – Trapos. limpar qualquer resíduo proveniente de derramamento de combustíveis.com [COMBATE A INCÊNDIO] ≈ Pó Químico – A base de bicarbonato de sódio ou de potássio. Descuido no Abastecimento da embarcação – Após o abastecimento.www. na etiqueta de identificação. Os resíduos podem avariar equipamentos eletrônicos. Se a embarcação Arrais-Amador 53 . informando que o extintor é indicado para incêndios das classes A e B. além de outras informações. estopa. Para usá-lo deve-se abrir totalmente o esguicho e lançar o pó sobre o metal incendiado. O pó químico é indicado para incêndios das classes B e C.São os equipamentos de combate a incêndio mais comumente encontrados a bordo das embarcações de esporte e/ou recreio. Vapor de Água . que representa a Autoridade Marítima Brasileira. não se deve permitir o uso do cigarro. Os extintores que podem ser utilizados a bordo das embarcações. Acúmulo de óleo lubrificante e combustível com água no compartimento do motor – O compartimento do motor deve estar sempre limpo e arejado. Os extintores para extinguir incêndios da classe D são identificados por meio de uma estrela amarela contendo a letra D.

Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador 54 .ventoempopa.com [COMBATE A INCÊNDIO] ⊗ ⊗ ⊗ ⊗ possui compartimentos fechados. deve ter contato com sistemas aquecidos. disjuntores que provocam centelhas. tampa dos tanques e outros locais de instalações elétricas e de combustíveis. Mais importante que tudo isso. para ventilar a embarcação. quando mal utilizado. fusíveis. é saber usar o extintor corretamente. QUADRO RESUMO DE AGENTES EXTINTORES Água Espuma CO2 Pó Químico A Sim Sim Não Não Classe de Incêndio B C Não Não Sim Não Sim Sim Sim Sim D Não Não Não Não PQS Sim Sim Sim Sim Vapor Sim Não Não Não Agente Extintor Método de Extinção Resfriamento e Abafamento Abafamento e Resfriamento Abafamento e Resfriamento Abafamento e Resfriamento Quebra da Reação em Cadeia (Abafamento) Abafamento Lembre-se: . Cuidados especiais com lâmpadas velhas.www. sempre carregados. e agora? – Cuidado especial se deve ter com os extintores de incêndio que. Equipamentos elétricos. eficazmente. é evitar que eles ocorram. sobre estrados de madeira e em locais ventilados. tais como cozinha ou partes quentes do motor. Vazamentos em rede de óleo lubrificante ou combustível – A Inspeção dos dutos. De forma alguma. preferencialmente. fios que podem apresentar aquecimento. Recipientes com líquidos inflamáveis guardados em locais impróprios – A estocagem de materiais inflamáveis deve ser realizada. é recomendável abrir todas as vigias e escotilhas.O segundo método para combater. o primeiro método. por pelo menos 10 minutos. Aconteceu o incêndio. devem estar com a dotação completa. devem ser feitas rotineiramente. mangueiras. voltagens e amperagens de bordo. mal instalados ou em sobrecarga – Os cuidados com a rede elétrica e interruptores deve ser constante. é estar familiarizado com o correto uso dos extintores. o princípio de incêndio a bordo. é um convite a incêndio. O benjamim (T). Ao final do abastecimento afaste-se do cais de abastecimento e se dirija para um local seguro. dentro da validade e prontos para funcionar.

da forma de uso dos coletes salva-vidas.É conveniente que antes de uma viagem se faça uma demonstração para todos embarcados. lanterna.Cabe a Diretoria de Portos e Costas (DPC). São exemplos de equipamentos coletivos de salvatagem as balsas infláveis e baleeiras. acessório. grande. estes são normalmente utilizados nas embarcações de esporte e/ou recreio). médio. Material de Salvatagem Homologação . Existem dois tipos de equipamentos de salvatagem: Os equipamentos individuais e os coletivos. bem sinalizado e de fácil acesso para uma eventual necessidade de uso.com Salvatagem [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Desde que o homem lançou-se ao mar. estivados (guardados) de maneira a serem prontamente utilizados.ventoempopa. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho As Normas marítimas brasileiras determinam que todas as embarcações devam ter a bordo equipamentos de salvatagem. pequeno. para aplicações em embarcações. que todo o pessoal embarcado saiba utilizar os equipamentos de salvatagem disponíveis para uma eventual faina de abandono e conheça os procedimentos básicos de busca de salvamento (Search And Rescue – SAR).O colete deve ser amarrado ao corpo. e pequeno para crianças de 25kg. Os condutores. Normalmente possuem os seguintes acessórios: apito. deverão mantê-los a bordo. São exemplos de equipamentos individuais de salvatagem os coletes salva-vidas e a bóias circulares. em local visível. Os recursos de salvatagem normalmente encontrados nas embarcações são os coletes salva-vidas. bóias circulares. e pó marcador. . Os coletes infláveis contem ainda: ampola de CO2. seja requerida por regulamentos nacionais e internacionais. Coletes Salva-Vidas Coletes Infláveis . Uso do Colete . para pessoas de 35 a 55kg. É importante que todos os tripulantes saibam vestir os coletes. balsas salva-vidas e os equipamentos de sinalização de emergência.www. para adultos de 55 a 110kg. Podem ser do tipo canga (de vestir pela cabeça) ou do tipo jaqueta ou jaleco (de vestir como paletó). para adultos acima de 110kg. homologado pela Marinha do Brasil. É o principal e mais comum equipamento de salvatagem a bordo de uma embarcação. a emissão do certificado de homologação de todo componente. passou a conviver com sinistros envolvendo suas embarcações. Por isso. por mais que se observem as medidas de segurança. plataformas e atividades náuticas esportivas. para crianças de 25 a 35kg.Deve ser inflado quando já estiver dentro da água. em tempo algum será possível eliminar definitivamente o risco de acidentes no mar. bateria e faixas adesivas refletoras. Arrais-Amador e Motonauta 55 . Esses equipamentos é que vão facilitar os procedimentos de emergência para garantir a sobrevivência das pessoas caso ocorra um naufrágio. Podem ser infláveis ou rígidos (conhecidos como coletes de paina. Todos os ocupantes de moto aquática devem vestir coletes salva-vidas classe V. alça de pick-up e linha de agregação (utilizado para manter os náufragos reunidos). equipamento ou outro produto cuja homologação pelo Governo Brasileiro. tripulantes e passageiros das demais embarcações. São normalmente fabricados em cinco tamanhos básicos: extragrande. com a parte flutuante para frente. torna-se necessário. dispositivo. Por mais modernos que sejam os sistemas de prevenção. Saber vestir o colete corretamente já salvou muitas vidas nos casos de abandono de um navio. para que eles sejam utilizados adequadamente quando se fizerem necessários.

≈ CLASSE III – para uso nas embarcações empregadas na Navegação Interior.Classe II – Navegação Costeira . embarcações de médio porte classificadas como esporte e/ou recreio (empregadas na navegação interior).Classe VI – Trabalhos . o colete não terá validade.ventoempopa. você deverá adquirir e utilizar a bordo de sua embarcação. pela Marinha. por longos períodos. Possui refletivo e lâmpada.www. esqui aquático. mar agitado e locais remotos onde o resgate pode ser demorado.Classe V – Embarcações miúdas e Jet-ski.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Os coletes salva-vidas são classificados como: ≈ CLASSE I – fabricados conforme requisitos previstos na Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS). lagos e lagoas. bem sinalizado e de fácil acesso. banana-boat. também. Sem refletivo. e adquiridos conforme o emprego da embarcação. devendo haver coletes de tamanho pequeno para as crianças. Os coletes homologados possuem uma etiqueta de identificação. de modo a estarem prontamente acessíveis. ≈ CLASSE IV – fabricado para uso.Navegação Oceânica . Existem diversos modelos de coletes salva-vidas. canoagem e em embarcações miúdas classificadas como esporte e/ou recreio. para 100% da lotação autorizada no documento de inscrição da embarcação. Possui refletivo. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho A quantidade (dotação) de coletes em uma embarcação deve atender ao limite máximo (lotação) de pessoas a bordo. pesca esportiva. parasail. ou seja. ≈ CLASSE V – fabricado para uso em atividades esportivas de velocidade como: jet-ski. rios. Para uso nas embarcações e plataformas empregadas em Mar Aberto na Navegação Oceânica que operam em águas internacionais. por pessoas envolvidas em trabalhos realizados próximos à borda da embarcação. Os coletes salva-vidas deverão ser estivados (arrumados) em local visível. Sem o certificado de homologação. Possuem os mesmos requisitos de flutuabilidade dos coletes Classe I. Seu uso é eficiente em mar. cais ou suspensos por pranchas ou outros dispositivos que corram risco de cair na água acidentalmente. ≈ CLASSE II – fabricados com base nos requisitos SOLAS. Vamos Recordar? . No entanto.Classe III – Navegação Interior . impressa em local facilmente visível. É importante. verificar se o colete está dentro do prazo de validade. O que o diferencia é o fato de não possuir lâmpada. Arrais-Amador e Motonauta 56 . abrandados para uso nas embarcações empregadas em Mar Aberto na Navegação Costeira que operem somente em águas brasileiras. windsurf. Seu uso é eficiente em qualquer tipo de água.Classe I . coletes que estejam homologados (aprovados).

o colete deve ser lavado com água marcados com o símbolo acima. a bóia deverá ser provida de um dispositivo de iluminação automático (facho holmes) para sinalização durante a noite. Normalmente. destinados principalmente para resgate rápido de alguém que cai na água “homem ao mar”. principalmente crianças deverão também ser em água salgada. para facilitar o seu lançamento. mesmo que o de alta velocidade prazo de validade não esteja vencido. conforme mostrado na figura abaixo: As bóias circulares (também conhecidas como bóia salvavidas) são equipamentos primários de salvamento. Os coletes destinados ao uso por ≈ Sempre que ocorrer algum treinamento. . com uma etiqueta. ≈ Guarde os coletes sempre a bordo. ≈ Não o retire da embarcação.A bóia salva-vidas Classe III (Navegação Interior). No caso da bóia Classe III. acompanhado com um fumígeno flutuante de fumaça alaranjada com duração de 3 a 4 minutos para sinalização durante o dia. mas deverá ser marcada de forma permanente. ou 30 metros.ventoempopa. ≈ Inspecione os coletes periodicamente. Bóias Circulares Bóia salva-vidas tipo ferradura .com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Para evitar imprevistos com o colete salva-vidas. com o número do Certificado de Homologação pela Diretoria de Portos e Costas (DPC). são distribuídos nos dois bordos da embarcação. e em locais de fácil Refletivo acesso para o caso de necessidade. DOTAÇÃO DE BÓIAS SALVA-VIDAS Embarcações miúdas Embarcações de médio porte < 12 metros Embarcações > a 12 metros Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Dispensadas de dotar 1 bóia 2 bóias Arrais-Amador e Motonauta 57 . III ou IV em Banana-Boat ou em atividades estiverem em mau estado de conservação. Não necessita ser marcada com o nome da embarcação. poderá ser do formato de ferradura. e aqueles que Não use coletes Classe I. . O número de bóias a bordo depende do comprimento da embarcação. é fabricada em fibra de vidro na cor laranja com enchimento de poliuretano expandido de baixa densidade. possuir uma retinida flutuante (cabo fino) de comprimento igual ao dobro da altura em que ficará estivada (arrumada). doce e posto para secar. evite locais trancados com chaves ou cadeados. no caso das bóias Classes I e II. se este for maior. e nunca amarrado à Somente os coletes Classe I e II embarcação. a retinida terá 20 metros. Sua localização deverá ser bem indicada. deverão ser providos de refletivo. siga as seguintes regras básicas: ≈ Nunca use o colete como encosto ou travesseiro. quando a mesma estiver acima da linha de flutuação na condição de navio leve.www. bem como servir de apoio a mão do náufrago. pois poderá faltar na hora da necessidade. Em alguns casos específicos. Normalmente. Deverá ainda. II. Deverá possuir uma linha de salva-vidas (cabo de nylon) fixada em quatro (4) pontos equidistantes em forma de alça. enquanto aguarda salvamento. substitua-os.

≈ CLASSE II – fabricados com base nos requisitos SOLAS.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Lembre-se: . Seu diâmetro é de 650 mm. a bóia salva-vidas é muito utilizada na faina de “homem ao mar”. sendo provida de fitas retro refletoras. as bóias circulares podem ter acessórios do tipo sinais de fumaça ou dispositivos de iluminação). grite.ventoempopa.Todo material de salvatagem deve possuir certificado de homologação emitido pela DPC. O mais importante. ≈ Esforce-se para não perder a vítima de vista. ≈ De preferência. quando um tripulante ou passageiro cai dentro da água. abrandados para uso nas embarcações empregadas em Mar Aberto. As bóias salva-vidas são de três tipos: ≈ CLASSE I (SOLAS) – fabricados conforme requisitos previstos na Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS).www. mar agitado e locais remotos onde o resgate pode ser demorado. jogue uma bóia que tenha retinida. Seu uso é eficiente em qualquer tipo de água. melhores serão as chances de sobrevivência. no entanto. Homem ao Mar Importante! Como dito acima. ≈ CLASSE III – aprovada para uso nas embarcações empregadas na Navegação Interior. ou seja. lance ao mar equipamentos de sinalização para marcar a posição da pessoa (como foi dito. sendo provida de fitas retro refletoras. não possuem fitas retro refletoras. ≈ Não sendo possível. é o tempo em que se leva para retirar a pessoa de dentro da água. Seu diâmetro é de 800 mm. Quanto mais rápido. Seu diâmetro é de 650 mm. Possui os mesmos requisitos de flutuabilidade das bóias Classe I. Na ocorrência de “homem ao mar”: ≈ Em primeiro lugar de o alarme. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 58 . procurando recuperar a pessoa antes que ela tenha passado pela embarcação. avise ao piloto da embarcação ou comandante que tem alguém dentro da água. Para uso em Mar Aberto e nas plataformas. ≈ Providencie juntamente com outros tripulantes algum dispositivo para içar (subir) a pessoa de dentro da água para bordo. que operem somente em águas sob jurisdição nacional.

Arrais-Amador e Motonauta 59 . A curva é de 70° para um bordo e depois inverte-se todo o leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se navegava. quando o homem não está no visual. dar máquinas adiante toda força e governar na recíproca do rumo original.ventoempopa. parar máquinas e dar máquinas adiante. Curva de Anderson . Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Visando padronizar a forma de recolhimento de alguém que caiu na água.www. deve-se guinar para o bordo oposto ao da queda. Consiste em guinar para o bordo em que o homem caiu e depois dar máquinas atrás toda força. Consiste em guinar 180° para o bordo em que o homem caiu e depois inverter o leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se navegava. Esta manobra só deve ser feita em boas condições de visibilidade. Esta manobra é uma das mais usadas em embarcações a motor. mesmo que ele não esteja no visual. quando a embarcação começar a perder seguimento para vante. Consiste em guinar 70° para o bordo em que o homem caiu e depois inverter o leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se navegava diminuir a velocidade e aproximar-se do homem. Curva Racetrack .recomendada quando o recolhimento do homem ocorrer em águas restritas. consiste retornar a embarcação exatamente no rumo oposto sobre a esteira deixada pelo hélice. parando no bordo da queda. usar máquina e leme para atingir a posição adequada ao recolhimento. à noite ou em baixa visibilidade.recomendada para situações em que o homem está no visual.com Resgate de Homem ao mar Importante! Quando se deseja retornar e navegar no rumo oposto exatamente em cima da esteira (marca deixada pelo hélice) na manobra de guinada deve-se usar a Curva de Boutakow. Em todas as situações o navio deve posicionar-se. manobrar com as máquinas para quebrar o seguimento próximo ao ponto de recolhimento. deixando o homem por sotavento.recomendada quando o náufrago estiver no visual e safo da popa. para recolhê-lo. quando a proa estiver próxima da marcação do homem. Usar máquina e leme para atingir a posição final adequada ao recolhimento. Consiste em guinar para o bordo da queda do homem. Curva de Boutakow Utilizada na faina de recolhimento de Homem ao Mar. e em seguida aproar diretamente no náufrago. Consiste em guinar 60° para o bordo em que o homem caiu e depois inverter o leme até atingir o rumo oposto ao que inicialmente se navegava diminuir a velocidade e aproximar-se do homem. entre a bochecha e o través. dando máquinas adiante toda força. devendo retornar ao homem.recomendada para as mesmas situações da Curva de Williamson. parando a cerca de 10 metros do homem. O homem estando safo. Curva Retardada . são consideradas como procedimentos padrão as seguintes principais manobras: Curva de Williamson .Consiste de duas guinadas razoavelmente rápidas de 180° para o bordo da queda do homem. Depois. Manobra “Y” (Yankee) . reduzindo máquinas adiante 2/3 e a cerca de 450 jardas do homem.recomendada para situações de mar grosso. Curva de Boutakow .

bomba manual (para recompletar o ar). são fabricadas de acordo com as normas da Organização Marítima Internacional (IMO) e testadas para suportarem condições adversas de mar aberto por tempo indeterminado. As balsas salva-vidas devem ser revisadas a cada 12 meses e normalmente tem vida útil de 12 anos. Para sua utilização basta lançá-lo ao mar e colher o cabo até que seja encontrada certa resistência. kit para pesca. quando houver. aro flutuante. existe um cabo de disparo que é fixo à estrutura do navio e que é responsável por acionar a Arrais-Amador e Motonauta 60 . que ficam dispostos em cabides próprios e localizados nos conveses abertos. Boça . Para operação das balsas. uma caixa de primeiros socorros. As balsas não são equipamentos à prova de fogo e também não possuem propulsão. Exigida nas embarcações de Esporte e/ou Recreio na Navegação de Alto Mar (Oceânica). instruções para sobrevivência e utilização do kit da balsa.O dispositivo de iluminação das balsas. ficando assim protegidas da ação do tempo e dos borrifos do mar.nome comum a muitos cabos. o que liberará a descarga das ampolas de CO2 que inflarão a balsa em cerca de 30 segundos. Atualmente as balsas infláveis são lançadas pela borda. tabela de sinais de salvamento (para orientar a utilização dos pirotécnicos). para evitar danos à balsa). um par de remos. A cobertura da balsa salva-vidas é de cor alaranjada para facilitar o avistamento pelas equipes de busca. quando deverá ser dado um puxão mais forte. ancora flutuante. podendo ser utilizadas pelos náufragos em poucos segundos. espelho sinalizador diurno. ração líquida (latas de 350 ml. é alimentado por bateria ativada automaticamente pela água salgada.com Balsas Salva-Vidas balsa e casulo Iluminação das balsas . coletores de água. manta térmica. lanterna sinalizadora com pilhas. bujões de vários diâmetros. abridor de lata. podendo ser utilizadas nas demais classes de navegação. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] São equipamentos que servem como meio secundário de abandono. algumas são para 20 ou 25 pessoas. São acondicionadas em casulos fechado de fibra de vidro (cofres plásticos). Possuem cobertura alaranjada. refletor radar. e em seu interior os seguintes equipamentos fazem parte da dotação: um apito. e sólida (constituição básica: açúcar). proporcionando condições de sobrevivência para o número de pessoas de sua lotação. facas (com ponta arredondada. duas latas por dia para cada náufrago – não usar no primeiro dia). ≈ Classe II – Empregadas na Navegação de Cabotagem e Apoio Marítimo.www. fachos manuais vermelhos e fumígenos laranja). ≈ Classe III – São empregadas na navegação interior.ventoempopa. São diversos modelos e variam conforme o fabricante. A maioria é para 15 pessoas. a contar da data de fabricação. com uma margem de segurança de 10%. Existem três classes de balsas: ≈ Classe I – Empregadas na navegação internacional (longo curso). pirotécnicos (foguetes estrela vermelha com pára-quedas. para 3 (três) dias. esponjas (para remoção de água do interior da balsa). Deve existir a bordo em quantidade suficiente.

desvirando-se a balsa em seu favor. que faz com que a balsa infle. Equipamentos Rádio Em caso de emergência peça socorro usando os canais de comunicação disponíveis a bordo. recolha o cabo excedente e puxe com força para acionar o sistema de disparo (ampola de CO2). O cabo de disparo também é utilizado como boça. de preferência segurando seu colete salvavidas e nadar até o bote salva-vidas e embarcar nele com calma. para ela não virar. ≈ Rádio HF SSB – frequências 2181KHZ ou 4215. Para o navegante amador. Após lançado o casulo na água (são necessários. lançando-se para trás. Para embarcar na balsa. Caso o casulo esteja instalado em um convés muito elevado. de modo a permitir a chegada do casulo ao mar sem que ele fique pendurado pelo cabo de disparo. tracionando os tirantes existentes na sua parte inferior. devemos evitar fazer peso de um só lado. Método para entrar na balsa: Existem duas maneiras de você entrar em uma balsa inflável: seco ou molhado. Caso não seja possível.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] ampola de CO2.800MHZ. deve-se verificar a direção do vento. Em seguida esta é arriada na água com o pessoal dentro dela.0 KHZ ≈ EPIRB – Se possuir o EPIRB. o embarque será molhado. é pular sempre de pé (regra dos “pés primeiro”). é com as pernas esticadas e os pés juntos. com as pernas fechadas e braços juntos do corpo. deve-se entrar na balsa sem mergulhar na água. normalmente estão disponíveis os seguintes meios/canais: ≈ Rádio VHF – canal 16. A melhor maneira de saltar na água. isto é. dois homens). é utilizando a escada de tiras e a plataforma de embarque. frequência 156. geralmente existe uma balsa rígida. ela se inflar de cabeça para baixo.www. usar na frequência de Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 61 .ventoempopa. pelo menos. maior que o comprimento do cabo de disparo. As balsas salva-vidas rígida servem para serem utilizadas para abandonar a embarcação em caso de emergência. A melhor maneira de embarcar na balsa salva-vidas. Se durante o lançamento da balsa salva-vidas. utilizando o colete salvavidas. Esses materiais devem possuir “Certificado de Homologação” do país de origem. você terá que entrar na água. no qual esteja explicitamente declarado que o material foi homologado de acordo com os requisitos ou regras estabelecidas na Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar – SOLAS 74/78. Para facilitar. que inflará a balsa em cerca de 30 segundos. Em embarcações empregadas para navegação interior. você poderá desvirá-la subindo sobre os flutuadores. de dentro da água. este deve ser aumentado. mantendo os pés apoiados na borda. No embarque direto. O procedimento para pular na água. ou método seco. Emprego de materiais de Homologação de Governos Estrangeiros O material de origem estrangeira poderá ser empregado para atendimento das dotações de embarcações e demais exigências das normas Brasileiras e instruções da Diretoria de Portos e Costas (DPC).

mantenha-se vestido com o colete salva-vidas. ≈ A sobrevivência do náufrago depende do tempo de permanência na água. olhos. saltar com o colete vazio. em forma de cuia na superfície da água e gritar com a cabeça mergulhada dentro da água. guelras ou ventre. se for o caso. Sobreviventes de naufrágios durante a segunda guerra mundial apontam o óleo flutuante como a origem das maiores dificuldades para o salvamento.www. ≈ Afastar-se de locais onde existam cardumes de peixes. ≈ Permanecer imóvel. em função da temperatura da água do mar. Para alcançar o seu objetivo. Para evitar todos os inconvenientes causados pelo óleo como o elevado risco de sufocação pela irritação das vias respiratórias e até mesmo a cegueira. ≈ Bater com as palmas das mãos. de frente para o tubarão. para ajudar as Arrais-Amador e Motonauta 62 . O abandono deve ser feito preferencialmente por barlavento devendo nadar até a sua balsa. você é apenas um náufrago. por baixo da água até afastarmos o risco de óleo na superfície. conservando as energias. procurar atingir o tubarão com algum objeto pontiagudo no focinho. mas se mantenha nas proximidades do naufrágio.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] 406MHZ. Se o colete for inflável. ≈ Celular – Apesar de não fazer parte dos equipamentos de comunicações de bordo. O abandono por barlavento se justifica por ser onde as manchas de óleo terão menor extensão e o abatimento por efeito do vento tornará mais rápido o afastamento da embarcação. que é ser resgatado com vida. evitando movimentos frenéticos. protegendo o pescoço e os órgãos genitais (de pernas cruzadas). ≈ Caso o mar esteja agitado.ventoempopa. você tem que observar os procedimentos de sobrevivência no mar. numa direção que não cruze o seu caminho. ≈ Caso o ataque seja iminente. sem ser frenético. nadar com movimentos fortes e regulares. corte o cabo que a prende à embarcação. Sotavento: lado da embarcação por onde o vento sai. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Você só é sobrevivente após o resgate! Até ser salvo. e nunca pular de cabeça e sim de pé. deve-se nadar o mais rápido possível para nos afastar da embarcação acidentada e com incêndio contra a correnteza e. ≈ Quando ameaçado por tubarão. fazê-lo com braçadas regulares. hoje é largamente utilizado pelo navegante amador. ≈ Caso seja necessário nadar. ≈ Afastar-se da embarcação que esteja afundando. Deve-se evitar saltar sobre destroços e em locais onde haja óleo. Veja os mais importantes: Não se deve saltar sobre as balsas salva-vidas e sim nas suas proximidades. ≈ Não retirar os sapatos e as roupas. Procedimentos do Náufrago antes do Resgate Barlavento: lado da embarcação por onde o vento entra. Após embarcar na balsa salva-vidas ≈ Após embarcar na balsa salva-vidas. Quando o náufrago já estiver na água ≈ Manter-se em constante vigilância.

o comandante deve considerar o risco de naufrágio iminente. entre outros. O revezamento deverá ser previsto. Procedimento de Abandono da Embarcação Atenção! No mar. ≈ Execute suas tarefas relativas ao lançamento da Arrais-Amador e Motonauta 63 . acessórios náuticos (carta náutica do local. para todos que que estiverem em boas condições físicas. como por exemplo. fumígenos e pirotécnicos). e observe as seguintes recomendações: ≈ Não leve objeto de uso pessoal nem qualquer tipo de bagagem. A ordem para abandonar a embarcação deve ser dada pelo comandante ou mestre da embarcação. dirija-se ao ponto de reunião (local previamente definido para abandono da embarcação). régua. Ao receber a ordem para abandonar a embarcação. ≈ No caso de rios e de águas abrigadas. porém. Antes da ordem de abandono. pois os raios solares podem causar queimaduras graves. só deve ser cortado quando todos já estiverem embarcados na balsa. evite fazer esforços e não fale desnecessariamente. cabos de fibra. A ordem para abandonar a embarcação deve ser dada pelo comandante ou mestre da embarcação. caso ela não a possua.havendo revezamento na balsa e para melhor conforto de quem está na balsa as roupas deverão ser trocadas para que os que estão na balsa permaneçam com roupas sempre secas. pois o sangue atrai piranhas que atacam em cardumes e podem devorar uma pessoa. ≈ Proceda à distribuição controlada das rações de sobrevivência – água e alimento. ≈ Economize energia. mas em qualquer dos casos o fato deve ser tratado como “muito grave”. ≈ Recolha os companheiros que estejam dentro da água e aplique os primeiros socorros em quem necessitar.www. provável e possível.com Revezamento na balsa salva-vidas . Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] equipes de busca e salvamento a encontrá-lo. principalmente sem roupas. de sinalização. vista roupas adicionais e o seu colete salva-vidas. ≈ Recolha da água objetos que estiverem flutuando e que possam ser úteis. equipamentos de comunicação (rádios portáteis. a fim de manter a circulação sanguínea. ≈ Envide esforços para manter a moral do grupo elevado. ≈ Leve para a embarcação de sobrevivência apenas equipamentos úteis. a nossa embarcação é o local mais seguro. procure abastecer a embarcação de sobrevivência com água potável adicional. ≈ Deixe os sinalizadores de emergência (fumígenos e foguetes iluminativos com pára-quedas) preparados para funcionamento. ≈ Não se exponha ao sol. ≈ Improvise uma cobertura para sua embarcação de sobrevivência. ≈ Estabeleça turno de vigia com o objetivo principal de observar a aproximação de embarcações ou aeronaves. cobertores. evite o sangramento de feridas quando na água. ≈ Procure reunir todas as outras embarcações de sobrevivência que estejam nas proximidades. O cabo que prende a balsa à embarcação. pois aumentará o desgaste físico e a perda de água do corpo. É conveniente.ventoempopa. ≈ Havendo tempo. lápis). movimentar-se com regularidade. compasso.

Perigos que Ameaçam a Sobrevivência Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho A água é a principal prioridade do náufrago em uma embarcação de sobrevivência. sobretudo. embora esta venha no final de sua lista de prioridades em sobrevivência no mar. podendo inclusive morrer. sendo recomendável a partir do segundo dia. Também não se deve beber a urina. o sal fica acumulado em seu corpo. conservando a água do corpo. Entretanto. Contudo. havendo necessidade de água potável para dissolvê-lo nos rins. procurar manter o equilíbrio hídrico do organismo. Em caso de náusea. ≈ Entre na embarcação de sobrevivência. O corpo humano tem cerca de 33 litros de água e esta quantidade não pode baixar para menos de 20 litros. concentrada. A ração sólida também deve ser ministrada ao náufrago a partir do segundo dia.ventoempopa. O vômito representa grande perda de água para o organismo. compostas principalmente de balas de goma (jujubas) e chicletes. são bem mais importantes do que comer. A urina do náufrago é escura. de tabletes de um composto à base de glicose. vento. deve-se tomar logo o medicamento contra enjoo e manter-se deitado. Como em sobrevivência no mar não existe água potável em quantidade adequada para hidratar o corpo. o náufrago que bebe água do mar agrava o seu estado de desidratação. ou então. Arrais-Amador e Motonauta 64 . nem misture com água potável.www. ≈ Assegure-se de que todos os companheiros destinados para aquela embarcação estão a bordo. no primeiro dia. A explicação para essa composição da ração sólida de sobrevivência no mar está no fato de que o corpo necessita primeiramente de açúcar e gordura.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] embarcação de sobrevivência. o enjoo deve ser tratado com medicamentos próprios. Quando o náufrago bebe água salgada. não se deve negligenciar quanto à alimentação. Dessa forma. ≈ Afaste-se da embarcação sinistrada o suficiente para ficar “safo” da embarcação. Proteger-se do sol. A água da chuva pode ser consumida. Em comparação com a água. não se deve ingerir água do mar. Dispondo de água potável para beber. a alimentação vem em segundo plano. eliminá-lo através da urina. As embarcações de sobrevivência modernas são dotadas de rações sólidas. Beber água salgada mata! Nunca beba água do mar. de preferência seco. e posteriormente. e não de carne (proteínas). deixando o restante para o terceiro e quarto dias. Importância da Alimentação para o Náufrago As rações modernas são em sua maioria em forma de açúcar. que cada náufrago consuma 750 ml. quando em completa ausência de água. na proporção de metade da cota. não deve ser ministrada ao naufrago. A água existente nas balsas. água do mar e do frio e. e mal cheirosa. o organismo humano é capaz de suportar algumas semanas sem alimento sólido. a própria água do organismo vai migrar para eliminar o sal acumulado. a sobrevida da pessoa é reduzida para apenas alguns dias. Dispensa As embarcações empregadas na Navegação Interior estão dispensadas de dotar (ter a bordo) embarcações de sobrevivência.

dada exiguidade da alimentação.www. Exemplar [005098] pertencente à: Paulo Carvalho Silva Filho Arrais-Amador e Motonauta 65 . de bebidas alcoólicas. é proibida a ingestão pelo náufrago. A falta de funcionamento dos intestinos constitui fenômeno comum em náufragos.ventoempopa.com [SOBREVIVÊNCIA NO MAR E MATERIAL DE SALVATAGEM] Além de água do mar e urina.

www. É recomendável que possua revestimento emborrachado (a prova d’água). por meio de uma Estação Costeira (Iates Clubes e Marinas). Nesta disciplina iremos conhecer os equipamentos básicos obrigatórios a bordo das embarcações de esporte e/ou recreio (lazer).8 8291. • Transmissão e recepção de mensagens de socorro de pessoas que estejam correndo risco de vida. São obrigatórias as seguintes frequências: Em HF/SSB Frequência (kHz) 2182 4125 4431. para apoio às embarcações de esporte e/ou recreio (lazer).1 6215 8255 12290 22060 DESCRIÇÃO Socorro Internacional (curta distância) Socorro Atlântico Sul (longa distância) Utilizada pelas estações costeiras dos Iates Clubes e Marinas Em função das co ndiçõe s locais de propagação o equipamento poderá operar ainda nessas frequências. Os equipamentos de rádio comunicações deverão possuir as seguintes características: ≈ Transceptor fixo de HF – potência de operação para operar a uma distância de pelo menos 75 milhas da costa. ≈ Transceptor fixo de VHF – potência mínima de 25w. e com um coeficiente de utilização de 1:9 (1 minuto de transmissão por 9 minutos de escuta). em referência ao tipo de modulação executada pelo equipamento. Arrais-Amador 66 . Frequências Obrigatórias [NOÇÕES DE COMUNICAÇÕES NA NAVEGAÇÃO INTERIOR] Manter comunicações confiáveis no mar é de suma importância para a segurança da embarcação e das pessoas de bordo. mantida sempre em carga.As estações-rádio pertencentes aos Iates Clubes localizados ao longo do litoral brasileiro mantêm serviço de escuta em VHF e/ou SSB. e na navegação interior. O rádio HF e o VHF podem ser usados para: • Comunicações entre embarcações.ventoempopa.com Equipamentos Transceptor de HF/SSB (High Frequency/SSB) Transceptor de VHF (Ultra High Frequency) VHF portátil . tipo costeira. para operar no limite da navegação em mar aberto. bateria com autonomia quatro (4) horas. ≈ Transceptor portátil de VHF – indicado para os casos de abandono da embarcação ou falha de outro equipamento. • Comunicações entre uma embarcação e um telefone. • Comunicações entre uma embarcação e uma Estação Costeira (Iates Clubes e Marinas). Esses aparelhos mais conhecidos a bordo pela sigla SSB.

≈ Em navegação interior: recomendado o equipamento em VHF fixo ou portátil. Nota do autor: O telefone celular não pertence ao Serviço Móvel Marítimo.gov. no endereço http://www.com Canal 16 . .Canal de CHAMADA e SOCORRO.Com a embarcação navegando.ventoempopa.HF: chamada em 4125. ≈ Embarcações Miúdas – Dispensado de ter a bordo equipamento rádio. respectivamente Canal 70 .br. Arrais-Amador 67 . • Em navegação costeira: equipamento em VHF.VHF: chamada em 156. o equipamento VHF deverá estar ligado e em escuta permanente no canal 16 ou canal 70 no caso de equipamento DSC.anatel. ≈ Embarcações de Médio Porte • Em navegação oceânica: equipamento em VHF e HF. Todos os equipamentos de comunicações deverão estar de acordo com as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Se o equipamento for adquirido no estrangeiro. Frequências . [NOÇÕES DE COMUNICAÇÕES NA NAVEGAÇÃO INTERIOR] Em VHF Frequência (MHz) 156. Importante! É proibida a transmissão em radiotelefonia no Canal 70. Informações e o formulário para preenchimento podem ser obtidos na página daquele órgão. No entanto. o equipamento VHF deverá estar ligado e em escuta permanente no canal 16 ou 70 no caso de equipamento DSC. para aqueles que realizam a navegação interior ter um aparelho celular a bordo será sempre útil. segurança e chamada inicial Canais 68 e 69. .www. • Em navegação interior: equipamento em VHF. As embarcações deverão ter a bordo seguintes equipamentos transceptores: os ≈ Embarcações de Grande Porte ou Iate • Em navegação costeira ou oceânica: equipamento em VHF e HF.8 MHz (Canal 16) e tráfego em canal designado pela estação.Destinado a comunicações para em chamada seletiva digital (DSC) ao invés do Canal 16 Com a embarcação navegando.525 MHz DESCRIÇÃO Canal 16 – canal de socorro. deve estar homologado pela Autoridade competente do país de origem.0 kHz e tráfego em frequência designada pela estação. A licença do equipamento (Licença de Estação de Navio) deve ser obtida nas agências da ANATEL.8 MHz 156. pois ele é destinado a comunicações DSC.

em 1969.com Bandeiras do Código Internacional de Sinais Nota do autor: . então. tendo cada sinal um significado completo.ALFA “Estou com mergulhador na água mantenha-se bem afastado e a baixa velocidade”. Nesse caso a embarcação deverá exibir uma bandeira Alfa que significa: A . BRANCO E AZUL Tenho mergulhador na água (afaste-se) No código existem 26 bandeiras alfabéticas.ventoempopa. Vamos. O . Por exemplo: . conhecer o significado de cada uma das 26 bandeiras alfabéticas: QUADRO – BANDEIRAS ALFABÉTICAS E SEUS SIGNIFICADOS Arrais-Amador 68 .www. 10 bandeiras galhardetes numerais. • Ser adequado para transmissão por todos os métodos. na Quarta Assembleia da Organização Marítima Internacional (IMO). inclusive radiotelegrafia em código Morse e radiotelefonia.OSCAR AMARELO E VERMELHO Homem ao Mar (Queda de um tripulante na água) [BANDEIRAS DO CÓDIGO INTERNACIONAL DE SINAIS] O Código Internacional de Sinais (CIS) foi adotado e entrou em vigor.Para a prova observe com atenção as bandeiras ALFA e OSCAR. com as seguintes características: • Utilizar uma só linguagem de comunicação através de bandeiras que representam letras do alfabeto grego.Se uma embarcação está impossibilitada de manobrar em apoio à atividade de mergulho amador. 3 bandeiras substitutas e um galhardete especial.

ventoempopa. entende-se por Margem Esquerda a margem situada do lado esquerdo de quem desce o rio. e Margem Direita a margem situada do lado direito de quem desce esse mesmo rio. Pontes (Placas Usadas nos Pilares das Pontes) Num pilar de ponte sobre um rio navegável. Num pilar de ponte sobre um rio navegável.www. se você observar um triangulo vermelho.com [QUADRO DE SINAIS NÁUTICOS] Como o Exame de Motonauta e Arrais-Amador é voltado especificamente para a Navegação Interior. isto significa que o tráfego está à direita de quem desce ou sobe o rio. é importante que o Candidato conheça os principais sinais náuticos. ou seja. de montante (onde nasce o rio) para jusante (sentido da corrente). bóias e balizas usadas na navegação fluvial e lacustre. isto significa que o tráfego está à esquerda de quem sobe ou desce o rio. se você observar um retângulo verde. Vamos a eles: Balizamento Fluvial e Lacustre (Sinais fixos que orientam o navegante para manter-se no canal) SINAIS Colocados junto à MARGEM ESQUERDA Colocados junto à MARGEM DIREITA Indicadores de MEIO DO CANAL  Indicadores de TROCAR DE MARGEM  Indicadores de CANAL JUNTO A MARGEM  Colocados onde melhor possam ser vistos Indicador de PERIGO ISOLADO  Indicador de BIFURCAÇÃO DE CANAL  Lembre-se: Na navegação fluvial e lacustre. Motonauta e Arrais-Amador 69 .

os da margem direita exibirão luz verde. molhes.com Balizamento Fluvial (Hidrovia Tietê-Paraná) Boias de Demarcação de Rota Boia Verde Sinal noturno adesivo reflexivo branco . Boia Encarnada Sinal noturno adesivo reflexivo branco . logo os da margem esquerda exibirão luz encarnada. . de acordo com as convenções para o balizamento marítimo. deve exibir no centro uma luz rápida branca e nos pilares laterais luzes fixas ou rítmicas.Descendo o Rio (navegando para Jusante) – deixar por bombordo. Motonauta e Arrais-Amador 70 .ventoempopa.A viga do vão principal de uma ponte fixa.No balizamento fluvial e lacustre que exija sinais luminosos.Subindo o Rio (navegando para Montante) – deixar por Bombordo. .Descendo o Rio (navegando para Jusante) – deixar por Boreste. píeres.[QUADRO DE SINAIS NÁUTICOS] www. terminais e trapiches) Placa retangular encarnada com faixa branca TRÁFEGO PROÍBIDO Placa branca com retângulo encarnado no centro PILAR DE PONTE A ESQUERDA DE QUEM SOBE OU DESCE O RIO Placa branca com quadrado amarelo no centro TRÁFEGO PERMITIDO NOS DOIS SENTIDOS Placa branca com dois quadrados amarelos no centro TRÁFEGO PERMITIDO COM SENTIDO ÚNICO Placa branca com triângulo verde no centro PILAR DE PONTE À DIREITA DE QUEM SOBE O RIO Sinalização Náutica (Hidrovia Paraguai-Paraná) MUDANÇA DE MARGEM (MARGEM ESQUERDA) CANAL A MEIO DO RIO (MARGEM ESQUERDA MUDANÇA DE MARGEM (MARGEM DIREITA) CANAL A MEIO DO RIO (MARGEM DIREITA) CANAL JUNTO À MARGEM (MARGEM ESQUERDA) TRÁFEGO PROÍBIDO COM SENTIDO ÚNICO BIFURCAÇÃO DE CANAL (MARGEM ESQUERDA) PERIGO BIFURCAÇÃO DE CANAL (MARGEM DIREITA) Muito Importante: . . Sinais Fixos Demarcatórios de Rota PERIGO ISOLADO MEIO DO CANAL MUDANÇA DE MARGEM BIFURCAÇÃO DE CANAL CANAL JUNTO A MARGEM Placas para sinalização de Pontes (também usadas em cais.Subindo o Rio (navegando para Montante) – Deixar por Boreste.

00 a 2. Não possuir qualquer certificado ou documento equivalente.00 a 800.200. Causar danos a sinais náuticos Descumprir as regras regionais sobre tráfego.00 a 2. Não portar o documento de inscrição ou registro da embarcação. Deixar de marcar no casco o nome da embarcação e o porto de inscrição (Para outras marcações. quando não constituir crime previsto em lei. Efetuar alterações ou modificações nas características da embarcação em desacordo com as normas.00 a 3. PERÍODO MÁXIMO DE SUSPENSÃO DA CHA FAIXA DE VALORES DE MULTA POR GRUPOS Até 30 dias Até 30 dias de 40.mar.00 a 400.htm#infracoespenalidades . Luzes de navegação em desacordo com as normas.dpc.00 *** Até 60 dias Até 30 dias Até 60 dias Até 30 dias *** Até 60 dias *** Até 60 dias Até 60 dias de 40. pertinentes à embarcação. Não portar a documentação relativa à habilitação.00 Até 120 dias *** O Capítulo IV da RLESTA que trata das Infrações e Penalidades. ou exceder lotação autorizada.00 Até 60 dias Até 60 dias Até 30 dias Até 30 dias Até 30 dias de 40. Apresentar-se sem a dotação regulamentar de itens e equipamentos de bordo.00 a 200. Descumprir regra do RIPEAM. Transportar excesso de carga ou passageiros. Conduzir embarcação em estado de embriaguez ou após uso de substância entorpecente ou tóxica. Equipamentos de combate e de proteção contra incêndios inoperantes ou funcionando precariamente. Navegar sem as luzes de navegação Apresentar-se com falta de equipamento de navegação exigido. Certificados ou documentos equivalentes com prazo de validade vencido. A reincidência sujeitará o infrator à pena de cancelamento. Não possuir a documentação relativa à habilitação. Descumprir qualquer outra regra referente às normas de transporte previstas. Deixar de efetuar outras marcações previstas (refere-se à identificação visual da embarcação). estabelecidas pelo representante local da autoridade marítima.00 a 1. Apresentar-se com a dotação incompleta. Equipamento de navegação defeituoso ou inoperante.00 Até 60 dias Até 60 dias Até 60 dias *** *** de 40. Transportar carga perigosa ou carga no convés em desacordo com as normas.800. ver Grupo A). Não portar os certificados ou documentos equivalentes exigidos.QUADRO DE INFRAÇÕES MAIS COMUNS E PENAS APLICADAS (Mais comuns a Navegação de Esporte e/ou Recreio) (Valores em R$) GRUPO A B C D E F G INFRAÇÕES Portar à habilitação desatualizada.br/sta/rlesta. na integra. Trafegar em área reservada a banhistas ou exclusiva para determinado tipo de embarcação. Deixar de inscrever ou de registrar a embarcação. Conduzir embarcação sem habilitação.00 Até 30 dias Até 30 dias de 80. em mau estado ou vencido.mil.200.600.00 Até 60 dias de 80. disponível no endereço: http://www. Velocidade superior à permitida. Equipamentos de comunicações inoperantes ou funcionando precariamente. Sigla: CHA – Carteira de Habilitação de Amador. Apresentar-se com item ou equipamento da dotação inoperante.00 Até 30 dias Até 30 dias Até 30 dias Até 30 dias de 40.