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DIREITO CIVIL V I- SUCESSÕES

PROFª ADRIANA LAMBERT

AULA 01 – REGRAS INTRODUTÓRIAS
1 – NOTAS INTRODUTORIAS
Etimologicamente: a palavra “sucessão” vem de sub cedere que significa “alguém tomar
o lugar de outrem”.
Sucessão em sentido amplo – modos derivados de aquisição de domínio, indicando o
ato pelo qual alguém sucede a outrem, investindo-se, no todo ou em parte, nos direitos
que lhes pertenciam.
Sucessão em sentido restrito – transferência, total ou parcial, por morte de alguém, a um
ou mais sucessores (morte real, ausência, morte presumida). No sentido subjetivo, é o
direito de recolher herança; no objetivo, indica a universalidade de bens do de cujus.
Direito das sucessões – conjunto de normas que disciplinam a transferência do
patrimônio de alguém, depois de sua morte, ao seu sucessor em virtude de lei ou
testamento.
Fundamento – a propriedade, pela sua função social, conjugada ou não com o direito de
família.
Conteúdo: sucessão em geral, sucessão legítima, sucessão testamentária e inventário e
partilha (Livro V do CC, arts. 1.784 a 2.027 – CPC, arts. 982 a 1.045).

2. CLASSIFICAÇÃO DAS SUCESSÕES
Quanto à fonte de que deriva: legítima e testamentária
Quanto aos seus efeitos – a título universal e a título singular
3. PRINCIPIOS DA SUCESSÃO
(a) Princípio da Saisine –art. 1784, do CC:
“Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros
legítimos e testamentários”;
(b) Proibição da disposição da legítima –

CC, art. 1.789 – “havendo herdeiros necessários, o testador só poderá
dispor da metade da herança
(c) Responsabilidade do herdeiro limitada às forças da herança –
CC, art. 1792 – “o herdeiro não responde por encargos superiores às
forças da herança”,
(d) Vedação ao pacto sucessório –
CC, art. 426 - é inadmissível a disposição por contrato da herança de
pessoa viva, salvo (i) no caso de doações antenupciais entre os
cônjuges (CC, art. 1786), e (ii) na hipótese de partilha – doação de
bens feita pelo ascendente, por ato inter vivos, aos descendentes,
constituindo adiantamento de legítima (CC, art. 2018);
(e) Princípio da herança unitária –
CC, art. 1791 – deferida como um todo unitário até a partilha,
regulando-se pelas normas relativas ao condomínio;
(f) Local da abertura da sucessão –
CC, art. 1785 – “a sucessão abre-se no local do último domicílio do
falecido”;
(g) Princípio da Jurisdição Una –
CPC, art. 984 – “O juiz decidirá todas as questões de direito e
também as questões de fato, quando este se achar provado por
documento, só remetendo para os meios ordinários as que
demandarem alta indagação ou dependerem de outras provas”;
(h) Lei disciplinadora da sucessão e da capacidade para suceder –
CC, art. 1787 – é a lei vigente ao tempo da abertura da sucessão;
(i) Direito à sucessão aberta como bem imóvel –
CC, art. 80, II. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à
sucessão aberta.

Mevio casado com Tícia, em regime de comunhão parcial de bens desde 1978.
Possuíam três filho em comum : Maria, Meroveu, Mirtis, todos maiores e capazes.
Mevio ao contrair matrimonio já possuía bens particulares e adveio também novos
imóveis adquiridos conjuntamente com Tícia. Mevio faleceu em novembro de 2001,
no entanto, apenas em janeiro de 2014 foi aberto o inventario. Qual a legislação
aplicavel ao caso? Tícia cônjuge sobrevivente é sucessora ? Quais os fundamentos
jurídicos da necessidade de Petrus, cônjuge de Mirtis, integrar o processo de
inventario?