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Bioquímica da Obesidade

MAIO 25, 2012 · 9:39 PM

Leptina
A teoria lipostática afirma que há uma regulação entre a quebra de energia e a ingestão de alimentos segundo uma
lógica de retroalimentação, isto é, o próprio resultado da ação hormonal regula a quantidade do hormônio em
questão. O principal hormônio com esse funcionamento é a leptina, da qual comentei no último post e na qual irei
me aprofundar neste, dada a sua importância para a regulação da massa corporal. Essa importância é tanta que a
leptina é conhecida como o hormônio da OBESIDADE

.

A leptina é uma proteína de 167 aminoácidos que é secretada pelo tecido adiposo. Sua concentração no sangue
depende tanto do número, bem como da quantidade de adipócitos. Ela é identificada em genes OB e DB, sendo que
este último codifica o receptor da leptina e interfere principalmente na regulação do apetite feita pela leptina na
região do hipotálamo. Assim, como já foi comentado, ela regula a ingestão alimentar. Além disso, estimula o sistema
nervoso simpático, acelerando batimentos cardíacos, aumentando a termogênese e a pressão sanguínea. Também
estimula a produção de hormônios anorexígenos. Vamos falar um pouco sobre esses tópicos acima, nos aprofundando
mais nas relações bioquímicas que levam a esses efeitos da leptina.
O primeiro aspecto do qual trataremos será a regulação do apetite. Para isso, deve-se atentar aos dois tipos de
neurônios presentes no núcleo arqueado do cérebro. O primeiro grupo deles, os orexígenos, estimulam a ingestão de
alimentos produzind
o e liberando o neuropeptídio Y, estimulando o apetite do organismo em questão. Assim, falhas na regulação desse
neuropeptídio, tornando sua concentração mais alta, pode levar à obesidade pela ingestão alimentar descontrolada. O
outro grupo de neurônios, os anorexígenos, produz um hormônio que estimula α-melanócitos, que enviam um sinal
para não comer. A alta de leptina estimula os anorexígenos enquanto a baixa estimula os orexígenos. Quando há
perda de massa do tecido adiposo, haverá uma menor produção de leptina, e portanto sua concentração no sangue
diminuirá. Assim, a leptina estimula o apetite para repor o que foi perdido e restaurar o equilíbrio.
Pode-se pensar que a OBESIDADE

está relacionada a baixos níveis de leptina. Entretanto, observa-se que os

níveis desse hormônio em pessoas obesas é mais alto que em pessoas não obesas. Assim, pode-se concluir que o
problema está nos receptores de leptina e que o alto nível desse hormônio é uma estratégia para compensar esse fato,
mas que infelizmente não funciona. A obesidade decorrente da não expressão do gene que codifica a leptina é muito
mais rara.
Mas como funcionam os receptores de leptina nos neurônios do hipotálamo? Os receptores são constituídos de duas
partes, que se ligam quando a leptina se associa a eles. Após isso, os receptores são fosforilados pela proteína JAK,
permitindo a associação da proteína STAT. Após o ancoramento destas, a mesma JAK a fosforila a STAT, o que gera
sua movimentação para o núcleo, onde estimulam os genes alvo, dependendo do tipo do neurônio.
Além disso, esse hormônio regula a termogênese, que é a geração de calor a partir da quebra de lipídios segundo uma
via que não gera ATP e transforma toda a energia em calor. Isso porque quando a mitocôndria faz β-oxidação de

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lipídios, as moléculas energégicas produzidas criam um gradiente eletroquímico no espaço transmembrana da
mitocôndria com a finalidade de produzir ATP por meio da ATP sintase. A leptina, por sua vez, estimula uma via na
qual os prótons do gradiente eletroquímico passam pela termogenina ou UCP, uma enzima que dissipa a energia em

Tudo isso quando sua concentração no sangue está alta. Seguir “Bioquímica da Obesidade” Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada. Insira seu endereço de e-mail Cadastre-me Crie um site com WordPress. sem gerar ATP.com Outra reflexão importante a ser feita é o fato de a leptina poder ter evoluído para regular sistemas de jejum.calor. . A atuação da leptina nesse processo se dá por meio de receptores adrenérgicos β3 . sexuais e mobiliza reservas de energia. pois diminui hormônios tireoidianos. que estimulam a transcrição do gene dessa proteína.

COX.. Quarta Edição.. Pag 902-905 VELLOSO.scielo. Relacionado A influência de leptina e grelina da gênese da obesidade Adiponectina Influência de Hormônios na Obesidade Com 1 comentário . Michael M. David L.php?pid=S0004- 27302000000300004&script=sci_arttext&tlng=es>> Acessado dia 24/05/2012 Share this:  Twitter  Facebook 1  Gosto Be the first to like this. Lenhinger Princípios de Bioquímica. São Paulo: SARVIER.Postado por Ana Beatriz NELSON. O controle hipotalâmico da fome e da termogênese ​ implicações no desenvolvimento da OBESIDADE . In:<< http://www. Lício A.br/scielo. 2006.