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Antonio Fernando Silveira Alves

Avaliação de
Riscos Ambientais

APRESENTAÇÃO
É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Avaliação de Riscos
Ambientais, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às)
alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina.
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uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal.
A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!
Unisa Digital

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO................................................................................................................................................ 5
1 CONTEXTO HISTÓRICO...................................................................................................................... 7
1.1 Histórico Mundial.............................................................................................................................................................8
1.2 Grandes Acidentes...........................................................................................................................................................9
1.3 Consequências ..............................................................................................................................................................13
1.4 Resumo do Capítulo.....................................................................................................................................................13
1.5 Atividades Propostas....................................................................................................................................................14

2 RISCO AMBIENTAL............................................................................................................................... 15
2.1 Conceito de Risco..........................................................................................................................................................15
2.2 Outros Conceitos Básicos...........................................................................................................................................17
2.3 Tipos de Risco..................................................................................................................................................................26
2.4 Resumo do Capítulo.....................................................................................................................................................31
2.5 Atividades Propostas....................................................................................................................................................31

3 TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS .................................................................... 33

3.1 Relação das Técnicas de Identificação de Perigos.............................................................................................33
3.2 Análise Preliminar de Perigos (APP) – Preliminary Hazard Analysis (PHA)................................................34
3.3 Análise de Perigos e Operabilidade – HazOp (Hazard and Operability Study)........................................43
3.4 Análise “E se...” (“What if...?”).......................................................................................................................................54
3.5 Lista de Verificação (Checklist)..................................................................................................................................55
3.6 Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) – Failure Modes and Effects Analysis (FMEA)...............57
3.7 Análise Histórica de Acidentes.................................................................................................................................64
3.8 Inspeção de Segurança...............................................................................................................................................64
3.9 Análise de Árvore de Falhas (AAF) – Fault Tree Analysis (FTA).......................................................................64
3.10 Análise de Árvore de Eventos (AAE) – Event Tree Analysis (ETA)................................................................71
3.11 Análise de Causas e Consequências....................................................................................................................72
3.12 Resumo do Capítulo..................................................................................................................................................73
3.13 Atividades Propostas.................................................................................................................................................73

4 ESTUDO DE ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL (EAR)..................................................... 75

4.1 Etapas de um Estudo de Análise de Risco (EAR)................................................................................................75
4.2 Caracterização do Empreendimento e da Região............................................................................................77
4.3 Identificação dos Perigos e Consolidação de Cenários de Acidentes.......................................................78
4.4 Estimativa dos Efeitos Físicos e Análises de Vulnerabilidade........................................................................78
4.5 Estimativa de Frequências.........................................................................................................................................84
4.6 Estimativa e Avaliação de Riscos.............................................................................................................................85
4.7 Avaliação dos Riscos.....................................................................................................................................................89
4.8 Gerenciamento de Riscos ..........................................................................................................................................90
4.9 Comunicação de Riscos..............................................................................................................................................95
4.10 Resumo do Capítulo .................................................................................................................................................96
4.11 Atividades Propostas ................................................................................................................................................96

.......105 ............................................................................................................ 97 REFERÊNCIAS...........................RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS.....................................

um site com um software gratuito para efetuar os cálculos mais complexos para a Avaliação de Riscos. O primeiro é o site do órgão responsável pela área de Riscos Ambientais nos EUA (a tradução desse site utilizando a ferramenta “tradutor” do Google funciona muito bem). iremos nos fundamentar basicamente em dois documentos. Durante o desenvolvimento desta disciplina.INTRODUÇÃO Este material busca apresentar a você. caso você venha a desenvolver atividades correlatas a esta área. iremos abordar conceitos importantes. mas. esperamos que você. Este é um tema de extrema importância e muito utilizado na área de Gestão Ambiental. o EAR acaba sendo um dos elementos do processo de Licenciamento Ambiental e do EIA/RIMA. esteja apto a aplicar os conceitos aqui apresentados.unisa. Indicamos também a leitura de sites. Entre os documentos oficiais que apresentaremos nesta apostila. elaborado pela empresa D. Entre eles. sendo um deles elaborado pela CETESB e outro desenvolvido pela FEPAM. Tivemos a atenção especial de indicar textos importantes para você e que complementarão os estudos aqui apresentados. para utilização do Ministério do Meio Ambiente. aluno(a) da área de Ciências Exatas. e o segundo. como identificar e aplicar a(s) técnica(s) mais adequada(s) de identificação de perigos para cada situação e desenvolva a habilidade para efetuar um Estudo de Análise de Riscos. percorrendo todas as etapas desse processo. Entre esses textos indicados. ao concluir esta disciplina. esses documentos são referências para outros estados. Aproveitamos a oportunidade. Não deixe também de consultar os links indicados nas referências bibliográficas no final desta apostila. Avaliação de Riscos Ambientais. como Técnicas de Identificação de Perigos. Antonio Fernando Silveira Alves Unisa | Educação a Distância | www. Em geral. entre outros.V.br 5 . relacionamos 10 links contendo um curso completo de Gestão de Riscos Ambientais. gostaríamos de destacar o texto que fala sobre Contabilidade Ambiental do BNDES. para orientá-lo(a) em relação às leituras complementares indicadas nesta apostila. na modalidade a distância. os conceitos a respeito de Avaliação de Riscos Ambientais como parte importante da área Ambiental. verifique antes se o seu estado não possui um documento com parâmetros específicos.N. Entre os objetivos principais desta disciplina. O Estudo de Análise de Riscos (EAR) mantém uma correlação com os estudos de EIA/RIMA. sendo dois deles muito importantes. Em algumas situações.

unisa. Esses conceitos serão definidos precisamente nos capítulos posteriores. fazendo uma ligação com o estudo de análise de riscos ambientais. e o INEA. a avaliação dos riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores ou danos aos bens patrimoniais das instalações analisadas. também possuem autonomia para efetuar essa normatização. Berrêdo Viana (2010) afirma que palavras como impacto. Ao efetuar um estudo sobre o tema central desta disciplina. portanto. por meio da pesquisa bibliográfica. Note Unisa | Educação a Distância | www. unificando e ampliando a ação dos três órgãos ambientais vinculados à Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA): a Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente (FEEMA). Foram apropriadas do vernáculo e fazem parte do jargão profissional desse campo. como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA). ambiente e risco não foram cunhadas propositadamente para expressar um conceito preciso. Aproveitando o embasamento histórico. Os modelos de Estudo de Análise de Riscos (EAR) utilizados pela FEPAM e CETESB estão direcionados ao segmento industrial. No entanto. Perigo e Dano. Na esfera estadual. a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). não incluindo. Antes de efetuar essa abordagem histórica. faremos um breve relato dos grandes acidentes ambientais mundiais ocorridos a partir dos anos 1960. esclarecedor.1 CONTEXTO HISTÓRICO Caro(a) aluno(a).br 7 . Entre esses termos. vamos comentar brevemente alguns conceitos. e colegiados. No Brasil. Em sua dissertação de mestrado. merecem destaque a CETESB. neste capitulo iremos abordar as origens dos estudos de análise de riscos. situadas além dos limites físicos da instalação. como nas outras ciências. criando diversas ambiguidades na sua interpretação. O segundo grupo inclui as expressões Análise de Riscos e Avaliação de Riscos e Gerenciamento de Riscos. do Rio Grande do Sul. de acordo com as particularidades de cada região. vamos destacar três palavras e três expressões. Atenção Os conceitos e metodologias estabelecidos nesta apostila estão baseados nas referências do IBAMA. avaliação. por meio de seus órgãos vinculados. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo. a FEPAM. que estes e outros termos ora são tratados como sinônimos. cuja gravidade e impactos gerados levaram à implementação das primeiras leis e normas baseadas em análise de riscos ambientais. ora são definidos de forma distinta. O primeiro grupo inclui as palavras: Risco. que foi criado em 4 de outubro de 2007 e instalado em 12 de janeiro de 2009. sobre os quais estabeleceremos as teorias aqui apresentadas. observamos. Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler. Entende-se por consequências externas os danos causados às pessoas (mortes ou lesões) nas áreas circunvizinhas. do Rio de Janeiro. as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente. com o objetivo de minimizar o potencial de acidentes ambientais e suas consequências. o órgão responsável no âmbito federal pela elaboração das leis e normas é o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e seus órgãos vinculados. Instituto Estadual do Ambiente. CETESB e FEPAM. que dividiremos em dois grupos. e a avaliação de riscos aplica-se à população externa da indústria.

acidentes sem lesão. Ao mesmo tempo. além de que a literatura nacional adotada nos documentos oficiais dos órgãos citados tende a essa escolha. no Canadá a avaliação de risco engloba a análise de risco. segundo Kirchhoff (2004). tais como Safety and Management. e. esses termos irão representar significados distintos.1 Histórico Mundial As indústrias de processo.br . pela Association of British Chemical Manufactures (ABCM). demonstraram as primeiras preocupações em relação às possíveis falhas e perigos oriundos de suas atividades. na indústria. iniciaram avaliações das propriedades tóxicas de produtos potencialmente perigosos. tendo como consequência um aumento na energia armazenada nos processos. Também. diversos estudos sobre acidentes industriais com danos à propriedade multiplicaram-se. Heinrich efetuou uma pesquisa sobre os custos de um acidente em termos de Seguro Social e introduziu. de acordo com o enfoque que adotaremos nesta apostila. No desenvolvimento dos conceitos utilizados nesta apostila. para a troca de subprodutos. ou seja. os processos mais complexos. esses termos parecem semelhantes. tais como a poluição ambiental. iremos utilizar o ponto de vista americano. 1964. entre estas. como poderemos observar mais adiante. fundamentou sua teoria de “Controle de Danos” (1966). em tamanho. Em 1931. pesquisadores de laboratórios de toxicologia.Antonio Fernando Silveira Alves que dependendo do contexto. Por exemplo. ambos na Grã-Bretanha. outros temas emergiram no contexto social. Dessa forma. gerenciamento de riscos e análise de risco como sinônimos. com diversas etapas. a partir da análise de uma série de acidentes ocorridos numa empresa metalúrgica americana. começaram a operar em fluxo contínuo. uma vez que aparenta ser o mais comum. ao detalharmos os trabalhos da CETESB e da FEPAM. enquanto que nos Estados Unidos a análise de riscos é algo abrangente. Simultaneamente. Além disso. quase dez vezes mais. a indústria foi obrigada a examinar os efeitos de suas operações sobre o público ex- Unisa | Educação a Distância | www. a filosofia de “acidentes com danos à propriedade”. portanto. Como consequência.unisa. Porém. 1969. nos Estados Unidos. 8 e Safe and Sound. a avaliação de risco. A indústria alimentícia dos Estados Unidos manifestou esse interesse ainda nos anos 1920. as instalações de processo começaram a crescer. A partir desse momento. devido às diferenças nas traduções e discrepâncias entre os países. tornando. representando. Berrêdo Viana (2010) verificou que a literatura mundial acaba por utilizar as expressões avaliação de risco. há mais de 40 anos. aumentando o número de interligações com outras plantas. onde observaram que essas falhas poderiam causar perda de vida e de propriedade. asseguramos que todos os referenciais teóricos adotados nesta apostila estão baseados nos documentos oficiais editados pelos órgãos citados. Já na década de 1930. o pesquisador H. W. Frank Bird Jr. com o objetivo de estimar os custos derivados das perdas. um perigo maior. o desenvolvimento das tecnologias utilizadas pelas indústrias resultou em grandes mudanças nas indústrias químicas e petroquímicas. em relação aos acidentes com lesão incapacitante. dessa forma. tais como alterações nas condições de pressão e temperatura. Também. 1. pela primeira vez. No final dos anos 1960 surgiram vários relatórios sobre segurança nas plantas químicas. e começaram a se tornar motivo de preocupação para o público e para os governos. pelo British Chemical Industry Safety Coucil (BCISCl).

Em 1972. situada nos arredores da cidade de Bhopal. a indústria nuclear começou a desenvolver suas atividades de consultoria na área de confiabilidade. a fim de preservar os recursos humanos e materiais dos sistemas de produção. Em paralelo. John A. Esse acidente ocorreu numa unidade da Union Carbide. especialista em Segurança de Sistemas. causando a elevação da pressão dos tanques de armazenamento a mais de 14 bar e da temperatura dos reservatórios para aproximadamente 200 ºC. e as indústrias passaram a adotar técnicas desenvolvidas pelas autoridades de energia atômica na avaliação de riscos maiores e na estimativa de taxas de falhas de instrumentos de proteção. na Índia. A preocupação ambiental era praticamente ignorada e esse tema quase não era mencionado nas discussões de investimentos das empresas. mobilizando os governos e a população. como o DDT. o sistema não funcionou possibilitando a liberação do produto para a atmosfera. causando assim uma reação altamente exotérmica. comercialmente conhecidos como “Sevin” e “Temik”. devido às circunstâncias em que ocorreu e à grande extensão de sua gravidade e danos à população e ao meio ambiente. devido à grande repercussão das consequências dos acidentes industriais que causaram a morte de milhares de pessoas e impactos de grandes dimensões ao meio ambiente. a analisar mais cuidadosamente os possíveis perigos decorrentes de suas atividades. da família dos carbamatos. no Canadá. a ênfase concentrava-se na produção. Assim. Também não havia interferências externas. objetivando reduzir ou eliminar todos os acidentes que pudessem interferir ou paralisar um sistema. o foco principal em relação à segurança nas indústrias centrava-se na segurança dos equipamentos e do projeto em questão. o qual empregou a experiência adquirida na Força Aérea e nos programas espaciais norte-americanos para desenvolver diversas técnicas a serem aplicadas na indústria. como uma dessas torres se encontrava desativada.br 9 . propôs o estabelecimento de programas de “Controle Total de Perdas”. o isocianato de metila é líquido à temperatura de 0 ºC e pressão de 2. Em condições normais. criou-se uma nova mentalidade baseada nos trabalhos desenvolvidos pelo engenheiro Willie Hammer. Em 1970. Unisa | Educação a Distância | www. Basicamente até o início da década de 1970. uma nuvem tóxica de isocianato de metila causou a morte de milhares de pessoas. Os vapores emitidos deveriam ter sido neutralizados em torres de depuração. seja do poder público ou da população. A causa provável do acidente foi atribuída à entrada de água num dos tanques do complexo industrial. em detrimento dos aspectos de saúde e segurança.4 bar. Os governos não impunham grandes exigências de controle para a poluição ambiental. porém. 1. O isocianato de metila é um produto utilizado na fabricação de inseticidas. a partir da década de 1970. esse tema veio à tona de forma mais contundente. prosseguindo a obra iniciada por Bird. pois foi e ainda é muito comentado na mídia mundial.unisa. em particular. Na madrugada de 03/12/1984. Fletcher.2 Grandes Acidentes Bhopal É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre esse acidente ambiental. utilizados como substitutos de praguicidas organoclorados. No entanto.Avaliação de Riscos Ambientais terno e.

que teve grande repercussão mundial na época.greenpeace. O pior desastre químico da história 1984-2002 Leia este documento para saber um pouco mais sobre esse acidente ambiental. ocorreu uma explosão na planta de produção de caprolactama da fábrica Nypro Ltda. Figura 1 – Foto das instalações da Union Carbide no dia do desastre ambiental. O vazamento formou uma nuvem de vapor inflamável que entrou em ignição. O número de mortes estimadas gira em torno de 4. Unisa | Educação a Distância | www. causado pelo rompimento de uma tubulação temporária instalada como “by-pass” devido à remoção de um reator para a realização de serviços de manutenção.000 pessoas.br/bhopal/docs/Bhopal_desastre_continua. resultando uma violenta explosão seguida de um incêndio que destruiu a planta industrial.Antonio Fernando Silveira Alves Este é conhecido como a maior catástrofe da indústria química. além de causar a intoxicação de cerca de 200.000 pessoas..br . Inglaterra. situada em Flixborough.org/international/en/multimedia/photos/a-view-of-the-abandoned-pestic/ Flixborough Saiba mais Bhopal. Índia.unisa. Saiba mais Disponível em: http://www.pdf 10 Aproximadamente às 17 horas do dia 01/06/1974.greenpeace. Fonte: http://www. A explosão ocorreu devido ao vazamento de ciclohexano.org.

situadas ao redor de 25 metros do centro da explosão. Unisa | Educação a Distância | www. afetando 1. uma província de Milão. 1. no momento do acidente. Os custos estimados na operação de evacuação das pessoas e na remediação das áreas contaminadas foram da ordem de US$ 10 milhões. ocorreu a ruptura do disco de segurança de um reator. formando rapidamente uma nuvem de vapor inflamável. a qual permaneceu isolada por muitos anos. Os efeitos imediatos à saúde das pessoas se limitaram ao surgimento de 193 casos de cloroacne (doença de pele atribuída ao contato com a dioxina). Foram evacuadas 736 pessoas da região. As perdas foram estimadas em US$ 412 milhões. causando a emissão. sendo que 511 retornaram para as suas casas no final de 1977. não foram desencadeadas ações de resfriamento manual do reator para minimizar a reação ocorrida. em função da pressão e da vibração a que o tubo foi submetido durante a operação. numa planta industrial situada em Seveso. Os efeitos à saúde de longo prazo ainda são monitorados. No entanto. Esse acidente tornou-se um marco na questão da avaliação de riscos e prevenção de perdas na indústria química. O acidente levou ao estabelecimento do Advisory Committee on Major Hazards (ACMH). a qual encontrou uma fonte de ignição entre 30 e 90 segundos após o início do vazamento.807 hectares foram afetados. Itália. A reação ocorrida. Ocorreram danos catastróficos nas edificações próximas. etilenoglicol e 2. contami- nando pessoas. A planta operava em regime de batelada e. contribuiu para a formação do TCDD. Seveso Por volta das 12h30 do dia 10/06/1976. até que um operador conseguisse paralisar o vazamento. O reator fazia parte do processo de fabricação de TCP (triclorofenol) e a nuvem tóxica formada continha vários componentes. Provavelmente. o reator continha material a uma elevada temperatura.br 11 . Além da destruição da planta. com uma área de 108 hectares possuía uma alta concentração da dioxina TCDD (240 µg/m²). O reator não possuía um sistema automático de resfriamento e como a fábrica se encontrava com poucos funcionários. na Inglaterra. uma vez que a estrutura instalada para a sustentação do duto não suportou a sua movimentação. A região denominada Zona A. animais e o solo na vizinhança da unidade industrial. que durou de 1975 a 1983 e introduziu uma legislação para controle de riscos maiores nas indústrias.Avaliação de Riscos Ambientais A ruptura da tubulação de 20 polegadas foi atribuída a um projeto mal elaborado. Ocorreram ainda impactos nas vilas situadas nas proximidades da planta. No total. entre eles o próprio TCP. A nuvem se espalhou numa grande área. Os efeitos da sobrepressão ocorrida foram estimados como sendo equivalentes à explosão de uma massa variando entre 15 e 45 toneladas de TNT.821 residências e 167 estabelecimentos comerciais.3. em função do incêndio ocorrido.8-tetraclorodibenzoparadioxina (TCDD). Toda a vegetação nas proximidades da planta morreu de imediato devido ao contato com compostos clorados. 28 pessoas morreram e 36 foram gravemente feridas. Toda a vegetação e solo contaminados foram removidos e as edificações tiveram que ser descontaminadas. mas as que moravam na Zona A perderam suas residências. que resultou na emissão para a atmosfera de uma grande nuvem tóxica.7. Estimou-se que cerca de 30 toneladas de ciclohexano vazaram. fazendo com que a pressão interna do vaso excedesse a pressão de ruptura do disco de segurança. encontrava-se paralisada para o final de semana.unisa. Dessa forma. associada a uma temperatura entre 400 e 500 °C. a presença de etilenoglicol com hidróxido de sódio causou uma reação exotérmica descontrolada. a emissão ocorreu durante cerca de 20 minutos. em função do nível de contaminação ainda existente nessa área. já que paralisaria suas operações no final de semana.

Antonio Fernando Silveira Alves

Esse acidente gerou um profundo impacto
na Europa, ainda sob o impacto do acidente de
Flixborough na Inglaterra, em 1974, e originou o
desenvolvimento da Diretiva de Seveso – EC Directive on Control of Industrial Major Accident
Hazards –, em 1982.
Cidade do México
Na manhã de 19/11/1984, por volta das
5h35 ocorreu a explosão de uma nuvem de vapor
e uma série de BLEVEs na base de armazenamento e distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo
(GLP) da empresa PEMEX, localizada no bairro de
San Juanico, Cidade do México.
Dicionário
BLEVE: do original inglês Boiling Liquid Expanding
Vapor Explosion. Fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório, quando um
líquido nele contido atinge uma temperatura bem
acima da sua temperatura de ebulição à pressão
atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática (CETESB, 2003).

A base recebia GLP de três refinarias diferentes por meio de gasoduto. A capacidade principal de armazenamento da base era de 16.000
m³ (aproximadamente 8.960.000 kg) de GLP, distribuídos em: duas esferas com capacidade individual de 2.400 m³, quatro esferas menores de
1.600 m³ de capacidade individual e 48 cilindros
horizontais (capacidades individuais variando de
36 m³ a 270 m³). No momento do acidente, a PEMEX estava com o armazenamento em torno de
11.000 m³ de GLP.
A catástrofe iniciou-se com o vazamento de
gás devido à ruptura de uma tubulação de 8 polegadas de diâmetro que transportava o gás de
uma das esferas para os reservatórios cilíndricos.
A sala de controle da PEMEX registrou por volta
das 5h30 uma queda de pressão em suas instalações e também em um duto localizado a 40 km
de distância, porém a sala de controle não conseguiu identificar a causa dessa queda de pressão. A
liberação aconteceu por 5-10 minutos, formando

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uma imensa nuvem de gás inflamável, a qual foi
levada por um vento de destino sudoeste, ajudado pela inclinação do terreno, até encontrar a
fonte de ignição e explodir. Nesse caso, a fonte
de ignição direta foi o flare instalado inadequadamente ao nível do solo, pois, no entendimento da
empresa, dada a força dos ventos no local, a instalação do flare a uma altura mais elevada comprometeria a sua eficiência.
A explosão da nuvem atingiu cerca de 10
residências e iniciou o incêndio nas instalações
da base. A vizinhança pensou tratar-se de um
terremoto devido ao forte barulho da explosão.
Por volta das 5h45 da manhã ocorreu o primeiro
BLEVE, após um minuto outro BLEVE aconteceu,
sendo o mais violento dessa catástrofe, gerando
uma bola de fogo com mais de 300 m de diâmetro. Ocorreram mais de 15 explosões, BLEVE nas
quatro esferas menores e em muitos dos reservatórios cilíndricos, explosões dos caminhões-tanque e botijões, chuva de gotículas de GLP,
transformando tudo que atingiam em chamas;
alguns reservatórios e pedaços das esferas transformaram-se em verdadeiros projéteis, atingindo
edificações e pessoas.
Os trabalhos de extinção do fogo e prevenção de novas explosões terminaram às 23 horas.
As consequências desse acidente foram trágicas:
morte de 650 pessoas, mais de 6.000 feridos e
destruição total da base.
Vila Socó – Cubatão
Este é outro exemplo de um acidente ambiental que provavelmente você tenha conhecimento. Infelizmente, o Brasil não deixou de sofrer
com os problemas decorrentes de um grande acidente ambiental.
Por volta das 22h30 do dia 24/02/1984, moradores da Vila Socó (atual Vila São José), Cubatão/
SP, perceberam o vazamento de gasolina em um
dos oleodutos da Petrobras, que ligava a Refinaria
Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa.
A tubulação passava em região alagadiça,
em frente à vila constituída por palafitas. Na noi-

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te do dia 24, um operador alinhou inadequadamente e iniciou a transferência de gasolina para
uma tubulação (falha operacional) que se encontrava fechada, gerando sobrepressão e ruptura
da mesma, espalhando cerca de 700 mil litros de
gasolina pelo mangue. Muitos moradores, visando a conseguir algum dinheiro com a venda de
combustível, coletaram e armazenaram parte do
produto vazado em suas residências. Com a movimentação das marés, o produto inflamável espalhou-se pela região alagada e cerca de 2 horas

após o vazamento aconteceu a ignição seguida
de incêndio. O fogo se alastrou por toda a área
alagadiça superficialmente coberta pela gasolina,
incendiando as palafitas.
O número oficial de mortos é de 93, porém
algumas fontes citam um número extraoficial superior a 500 vítimas fatais (baseado no número
de alunos que deixou de comparecer à escola e
à morte de famílias inteiras sem que ninguém reclamasse os corpos), dezenas de feridos e a destruição parcial da vila.

1.3 Consequências

Esses acidentes caracterizaram-se por extrapolar as divisas das indústrias, projetando-se
nas populações e meio ambiente a posteriori, com
efeitos de médio e longo prazo.

Como consequência, essas discussões levaram ao surgimento das primeiras leis e regulamentações sobre segurança industrial e controle
ambiental nos principais países industrializados.

1.4 Resumo do Capítulo

Caro(a) aluno(a), neste capítulo você pôde verificar que a preocupação com a questão ambiental é
algo relativamente recente no contexto industrial, pois até a década de 1970 esse tema era praticamente
ignorado pelas grandes indústrias. A preocupação à época restringia-se a minimizar as perdas e danos
relativos ao processo industrial, praticamente inexistindo a preocupação com os danos causados à população e ao meio ambiente.
Devido à repercussão das consequências dos acidentes ambientais ocorridos nos anos 1970, esse
tema veio à tona e tornou-se objeto de extrema importância para os governos, originando, assim, as primeiras normas e legislações ambientais.
Você também conheceu e aprendeu um pouco mais sobre alguns dos principais acidentes ambientais ocorridos em diversos países do mundo, onde foram expostas as causas e consequências, e também
teve ciência dos documentos que servirão de base para os conceitos e referenciais teóricos que serão
estudos no decorrer desta disciplina, cujo teor será discutido nos próximos capítulos.

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1.5 Atividades Propostas

1. Faça uma pesquisa e comente sobre a aplicação do Estudo de Análise de Riscos (EAR) em outras áreas da ciência.
2. Faça uma pesquisa e comente sobre outros acidentes ambientais que tiveram grande repercussão mundial.
3. Comente sobre os riscos da utilização da energia nuclear e faça uma reflexão posicionando-se
em relação à sua utilização no Brasil. Você é a favor ou contra? Apresente seus argumentos,
justifique. Dê consistência à sua posição!
4. Faça uma pesquisa e comente sobre alguns acidentes nucleares e suas consequências para a
população e o meio ambiente.

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genericamente. fazendo-se então a avaliação do risco. encontramos na literatura diversos significados para a palavra risco.br 15 . sobre o meio ambiente. possível decidir sobre a viabilidade ambiental de um empreendimento. Perigo e Dano. portanto. neste capítulo iremos efetuar uma breve discussão sobre o emprego das palavras Risco. é definido como a combinação entre a frequência de ocorrência de um acidente e a sua consequência. e consideramos um fato com risco baixo quando observamos que a chance desse fato correr é reduzida. bem como propor formas de gerenciamento desse risco. Os efeitos podem decorrer das emissões contínuas ou intermitentes provenientes das indústrias. é possível comparar as diversas formas de expressão do risco com padrões previamente estabelecidos.unisa.2 RISCO AMBIENTAL 2. Como exemplo. A adequada composição desses fatores possibilita estimar o risco de um empreendimento. Com a estimativa realizada. matemático. entendemos que o risco é considerado elevado quando algum fato nos parece certo ou tem grande chance de acontecer. tratado dentro da visão mencionada. Formalmente. sendo o estudo de análise de risco a ferramenta utilizada para esse fim. e em seguida apresentar as definições que serão utilizadas e as classificações e definições para os diversos tipos de risco. da atividade antrópica. Risco segundo a Society for Risk Analysis é: o potencial de realização de consequências adversas indesejadas para a saúde ou vida humana. Dessa forma. Sob a ótica ambiental. Também é comum aplicarmos a palavra risco em nosso cotidiano nos mais variados contextos e com significados distintos. mais amplamente. das diversas formas de transporte ou. Unisa | Educação a Distância | www. Atenção Antrópico: é um termo usado em Ecologia que se refere a tudo aquilo que resulta da atuação humana. é costumeiro observar os efeitos das substâncias químicas consideradas poluentes sobre o homem ou. Por exemplo: ação antrópica é a ação do homem sobre o habitat e as modificações dela resultantes. que utilizamos com o sentido probabilístico. a partir do qual essa palavra representa certa chance de algo acontecer.1 Conceito de Risco Caro(a) aluno(a). para o ambiente ou para bens materiais. O emprego predominante do estudo de análise de risco acontece durante o licenciamento ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. Como afirmado no capítulo anterior. podemos citar o emprego da palavra risco. É possível estimar e avaliar o risco dessas atividades. o risco. sendo.

sendo o estudo de análise de risco a ferramenta utilizada para esse fim. Como destacado desde a introdução desta apostila. dois conceitos importantes em análise de risco. ainda nesse estudo. ƒƒ a exposição ao perigo. ƒƒ avaria de bens. para a vida. que são os conceitos de risco e perigo. gamente com a frequência esperada de ocorrência. A adequada composição desses fatores possibilita estimar o risco de um empreendimento. o risco tem sido expresso como algum tipo de combinação (uma função matemática) entre a frequência esperada de ocorrência do evento indesejado e a magnitude das suas consequências. em uma área particular e durante um tempo de exposição determinado. resultante da combinação entre a frequência de ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (consequências). seja para a saúde. Observe que as três definições apresentadas são idênticas e podem ser resumidas genericamente como: ƒƒ a periculosidade. Dois aspectos importantes dessa definição: 1. para o meio ambiente ou para as finanças individuais ou sociais. observe que são termos distintos. RISCO = COMBINAÇÃO DE FREQUÊNCIA E CONSEQUÊNCIA O IBAMA destaca. sociais ou ambientais. define risco como sendo a medida de danos à vida humana. encontramos a seguinte definição: o Risco de uma determinada atividade pode ser entendido como o potencial de ocorrência de consequências indesejadas decorrentes da realização da atividade. ƒƒ prejuízo na capacidade produtiva. São fatores de risco: Quantitativamente. existe atualmente um consenso bastante grande sobre as definições desses dois termos. Consultando a apostila do curso sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos do IBAMA.unisa. 2. Exemplos: ƒƒ ferimento e/ou morte de seres vivos. A sua expressão quantitativa pode ser feita com o conceito de probabilidade de ocorrência ou analo- 16 Unisa | Educação a Distância | www. Embora ainda haja alguma confusão entre os dois. Se qualquer um desses fatores aumentarem. por meio da Norma P4.br .261.Antonio Fernando Silveira Alves Risco pode ser definido como a probabilidade de uma comunidade sofrer consequências econômicas. A CETESB (2013). As consequências indesejadas caracterizam o fato de que o conceito de risco está intimamente ligado a algum tipo de dano. O potencial de ocorrência expressa o elemento de incerteza inerente ao conceito de risco. ƒƒ interrupção da atividade econômica. ƒƒ a vulnerabilidade. o risco aumenta.

por outro lado. não haveria como se tomar decisões relativas a investimentos em medidas para se aumentar a segurança de uma instalação. temos a fonte utilizada. À frente de cada terno. Está relacionado com a chance de ocorrerem falhas que “libertem” o perigo e da magnitude dos danos gerados. Mas. foram adotados alguns critérios de aceitabilidade de riscos (seja qualitativo ou quantitativo). como os custos que essas alterações podem implicar. temos que: PERIGO = “Fonte de Riscos” Analisando as definições apresentadas. R = P x C (Probabilidade x Magnitude da Consequência) Efetuando uma análise matemática da equação representada. Caso contrário. 2.261. Contextualização de uma situação de perigo.Avaliação de Riscos Ambientais Atenção PERIGO ≠ RISCO PERIGO Característica de uma atividade ou substância que expressa a sua condição de causar algum tipo de dano a pessoas. adotando para isso algumas salvaguardas. Alguns termos estão relacionados duas vezes. o que na maioria das vezes é impossível e este é o motivo de efetuarmos o Gerenciamento de Riscos. 2003 –.2 Outros Conceitos Básicos Com base no Manual de Análise de Riscos (nº 01/2001) da FEPAM e no Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos da CETESB – Norma P4. ou seja. Unisa | Educação a Distância | www.br 17 . Mas alguns fatores devem ser levados em consideração. Risco será definido como o produto da probabilidade de ocorrência de um determinado evento pela magnitude das consequências.unisa. É a propriedade intrínseca de uma substância perigosa ou de uma situação física de poder provocar danos à saúde humana e/ou ao ambiente RISCO Medida da capacidade que um perigo tem de se transformar em um acidente. Para isso. Assim. Situação ou condição que tem potencial de acarretar consequências indesejáveis. esses riscos podem e devem ser minimizados. a instalações ou ao meio ambiente. a possibilidade da materialização do perigo ou de um evento indesejado ocorrer. iremos apresentar algumas definições para os termos específicos e técnicos que serão utilizados no desenvolvimento do Estudo de Análise de Risco. concluímos que a única forma de se ter risco zero consiste na completa eliminação do perigo (o resultado de uma mul- tiplicação só é igual a zero se um dos fatores for zero). tornando-os tão baixos quanto seja necessário. apresentando os conceitos utilizados pela CETESB e pela FEPAM. vamos definir o conceito de Risco de modo mais formal. Assim.

segurança e treinamento. suas frequências esperadas de ocor- 18 Auditoria (FEPAM) Conjunto de procedimentos que visam a avaliar a conformidade da atividade com os regulamentos. a fim de se identificar perigos. onde ambiente. prejuízos na produção etc. periodicamente. agressões ao meio ambiente. condições e restrições estabelecidos pela autoridade ambiental. Análise de riscos (CETESB) Estudo quantitativo de riscos numa instalação industrial. análise de vulnerabilidade e na estimativa do risco. instalações e ao meio ambiente. população e trabalhadores encontram-se expostos aos efeitos de acidentes. Área vulnerável (FEPAM) Área no entorno da atividade. significa que os riscos devem ser reduzidos sempre que o custo das medidas necessárias para redução for razoável quando comparado com os benefícios obtidos em termos de redução de riscos.Antonio Fernando Silveira Alves Acidente (CETESB) Evento específico não planejado e indesejável. a conformidade dos procedimentos de operação. radiações térmicas decorrentes de incêndios e efeitos tóxicos advindos da exposição a uma alta concentração de substâncias químicas por um curto período de tempo. Análise de vulnerabilidade (CETESB) Estudo realizado por intermédio de modelos matemáticos para a previsão dos impactos danosos às pessoas. Às vezes também mencionado na forma ALARP – As Low as Reasonably Possible (tão baixo quanto razoavelmente possível). cujos resultados podem vir a ser comparados com padrões estabelecidos. baseado em técnicas de identificação de perigos. baseado em limites de tolerância estabelecidos através do parâmetro Probit para os efeitos de sobrepressão advinda de explosões. realizada normalmente através da utilização de checklists. Acidente (FEPAM) Acontecimento não desejado que possa vir a resultar em danos físicos. Análise (FEPAM) Auditoria (CETESB) Procedimento técnico baseado em uma determinada metodologia. através de critérios comparativos de riscos. A abrangência dessa área é determinada pela Análise de Vulnerabilidade. ALARA (FEPAM) Do inglês As Low as Reasonably Achievable (tão baixo quanto razoavelmente atingível).br . Atividade pela qual se pode verificar. podendo ser feita de forma programada ou não. Identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população vizinha. para verificar se a instalação atende aos códigos e práticas normais de operação e segurança. ou uma sequência de eventos que geram consequências indesejáveis. ao meio ambiente e à própria empresa. padrões. rência e a magnitude das possíveis consequências. Avaliação de riscos (CETESB) Processo pelo qual os resultados da análise de riscos são utilizados para a tomada de decisão. estimativa de frequências e consequências. para definição da estratégia de gerenciamento dos ris- Unisa | Educação a Distância | www. doença. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes. lesões.unisa. morte. condições ou procedimentos inseguros. Análise de risco (FEPAM) Constitui-se em um conjunto de métodos e técnicas aplicados a uma atividade proposta ou existente. manutenção.

Fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório. Também conhecida como “contorno de risco”. O Estudo de Análise de Riscos compreende. que serão discutidas nos capítulos posteriores desta apostila. dados quantitativos e qualitativos e que servirão de base para efetuarmos a Avaliação de Riscos. fica clara a diferenciação entre as expressões Análise de Risco e Avaliação de Risco. é capaz de causar a morte de 50% de um grupo de organismos de uma determinada espécie. Categorias de risco (FEPAM) Hierarquia de risco estabelecida com base na potencialidade dos danos causados por acidentes. BLEVE (CETESB) Do original inglês Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion. vasos. Já a Análise de Riscos é basicamente o processo pelo qual aplicamos as técnicas de Identificação dos Perigos (assunto do próximo capítulo). Antes de prosseguir com a leitura das definições que estamos apresentando. cuja superfície externa queima.br 19 . ainda. Curva de iso-risco (CETESB) Curva referente ao risco individual determinada pela intersecção de pontos com os mesmos valores de risco de uma mesma instalação industrial. É normalmente expressa em ppm (partes por milhão). em condições bem determinadas. quando um líquido nele contido atinge uma temperatura bem acima da sua temperatura de ebulição à pressão atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática. filtros. devendo também ser mencionado o tempo de duração da exposição do organismo à substância. Dano (CETESB) Efeito adverso à integridade física de um organismo. que chamamos a atenção no início do Capítulo 1. compres- Unisa | Educação a Distância | www.Avaliação de Riscos Ambientais cos e aprovação do licenciamento ambiental de um empreendimento. volte e releia atentamente as definições apresentadas para os termos Análise de Riscos e Avaliação de Riscos. válvulas. Concentração letal 50 (CL50) (CETESB) Concentração calculada e estatisticamente obtida de uma substância no ar que ingressa no organismo por inalação e que. Diagrama de instrumentação e tubulações (P & ID) (CETESB) Representação esquemática de todas as tubulações.unisa. inicialmente comprimido num recipiente. obtendo. Curva F-N (CETESB) Curva referente ao risco social determinada pela plotagem das frequências acumuladas de acidentes com as respectivas consequências expressas em número de fatalidades. assim. enquanto a massa inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento. Confiabilidade (FEPAM) Probabilidade de que um equipamento ou sistema opere com sucesso por um período de tempo especificado e sob condições de operação definidas. forma um volume esférico de gás. a Avaliação de Risco é um processo que será aplicado após a Análise de Riscos e que será utilizado para definir as estratégias que serão implementadas para o Gerenciamento de Riscos. Segundo a definição da CETESB. escapa repentinamente para a atmosfera e. devido à despressurização. Neste momento. outras etapas. Bola de fogo (fireball) (CETESB) Fenômeno que se verifica quando o volume de vapor inflamável. bombas. visando à priorização das ações de controle e fiscalização.

segundo Pasquill. Erro humano (CETESB) Dispersão atmosférica (CETESB) Mistura de um gás ou vapor com o ar. a qual é função da velocidade do vento e do perfil da temperatura ambiente.unisa. Distância à população fixa (dp) (CETESB) Distância. 20 Estabilidade atmosférica (CETESB) Processo de realização de estudos preditivos sobre um empreendimento. linhas de utilidades e suas dimensões. Ações indesejáveis ou omissões decorrentes de problemas de sequenciamento. em linha reta. em seis categorias de estabilidade. Empreendimento (CETESB) Conjunto de ações. interpretar e minimizar os efeitos ambientais durante a construção e após a finalização do empreendimento. destinada ao transporte de petróleo. Distância segura (ds) (CETESB) Distância determinada pelo efeito físico decorrente do cenário acidental considerado. em condições bem determinadas. além de indicar também o tamanho e a especificação das tubulações e válvulas. de A a F. Estimativa de consequências (CETESB) Estimativa do comportamento de uma substância química quando de sua liberação acidental no meio ambiente. radiação solar e percentagem de cobertura de nuvem. e que. exceto a pulmonar. tempo (timing). A atmosfera é classificada. Estudo de Impacto Ambiental (EIA) (CETESB) Duto (CETESB) Qualquer tubulação. a condição neutra corresponde a um gradiente vertical de temperatura da ordem de 1 ºC para cada 100 m de altitude. F a mais estável e D a neutra. O EIA conduz a uma estimativa do impacto ambiental. Efeito dominó (CETESB) Evento decorrente da sucessão de outros eventos parciais indesejáveis. do processo. cuja magnitude global é o somatório dos eventos individuais. em que se procura prever os efeitos de impactos esperados antes que ocorra o empreendimento e outra em que se procura medir. Os P & IDs mostram todas as linhas de processo.br . técnicas e benfeitorias que permitem a construção de uma instalação. procedimentos. interfaces e/ou procedimentos. normalmente definida em termos de gradiente vertical de temperatura. A classificação é realizada a partir da velocidade do vento. situada fora dos limites de áreas industriais. que resultam em desvios de parâmetros estabelecidos ou normais e que colocam pessoas. onde a probabilidade de fatalidade é de até 1% das pessoas expostas. conhecimento. é capaz de causar a morte de 50% de um grupo de organismos de determinada espécie. incluindo toda a instrumentação da instalação. sendo A a mais instável. Medida do grau de turbulência da atmosfera.Antonio Fernando Silveira Alves sores etc. Dose letal 50 (DL50) (CETESB) Quantidade calculada e estatisticamente obtida de uma substância administrada por qualquer via. Unisa | Educação a Distância | www. analisando e avaliando os resultados. O EIA é composto de duas partes: uma fase de previsão. incluindo seus equipamentos e acessórios. equipamentos e sistemas em risco. derivados ou de outras substâncias químicas. da fonte de vazamento à pessoa mais próxima situada fora dos limites da instalação em estudo. Essa mistura é o resultado da troca de energia turbulenta.

associado a uma expansão de gases acarretando o aumento da pressão acima da pressão atmosférica.unisa. c) Explosão gerando combinação de sobrepressão e impulso capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas. reatores etc. Nesse caso. Gerenciamento de riscos (CETESB) Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir.). Nesse caso. temperatura. Fator de Distância (FD) (FEPAM) Frequência (CETESB) onde “distância (m)” é a menor distância.br 21 . Esse tipo de explosão pode ocorrer com gases. e tubulações. Fluxograma de processo (CETESB) Representação esquemática do fluxo seguido no manuseio ou na transformação de matérias-primas em produtos intermediários e acabados. Flashfire (CETESB) Incêndio de uma nuvem de vapor em que a massa envolvida não é suficiente para atingir o estado de explosão. gerada a partir de uma fonte de ignição. onde devem ser apresentados dados de pressão. seguida de uma grande perda de conteúdo.).Avaliação de Riscos Ambientais Explosão (CETESB) Processo onde ocorre uma rápida e violenta liberação de energia. Explosão de nuvem de vapor não confinado (UVCE) (CETESB) A explosão de nuvem de vapor não confinado (UVCE – Unconfined Vapour Cloud Explosion) é a rápida combustão de uma nuvem de vapor inflamável ao ar livre. vapores e pós. Fator de Perigo (FP) (FEPAM) MLA e MR ver adiante. em metros. vasos. balanços de massa e de energia e demais variáveis de processo. Explosão de vapor confinado (CVE) (CETESB) A explosão de vapor confinado (CVE – Confined Vapour Explosion) é o fenômeno causado pela combustão de uma mistura inflamável num ambiente fechado. a) Concentração no ar de substância tóxica capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas durante um tempo de 30 minutos. grande parte da energia manifesta-se na forma de ondas de choque e quase nada na forma de energia térmica. bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil. compressores etc. gerando uma explosão. É constituída de equipamentos de caldeiraria (tanques. vazões. Consideram-se situações graves aquelas onde se possa observar: Número de ocorrências de um evento por unidade de tempo. com aumento na temperatura e na pressão internas. É um fogo extremamente rápido em que todas as pessoas que se encontram dentro da nuvem recebem queimaduras letais. entre o ponto de liberação do fator de perigo e o ponto de interesse onde estão localizados os recursos vulneráveis. válvulas e instrumentos principais. Unisa | Educação a Distância | www. torres. b) Fluxo de radiação térmica capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas durante um tempo de 60 segundos. somente uma parte da energia total irá se desenvolver sobre a forma de ondas de pressão e a maior parte na forma de radiação térmica. reduzir e controlar os riscos. máquinas (bombas.

Dose de substância para a qual 50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em testes de absorção cutânea ou por ingestão oral. para a qual foi observada morte entre os mamíferos mais sensíveis. implantação e operação. para um tempo de exposição menor ou igual a 8 horas. LCLO (FEPAM) A mais baixa concentração da substância. em testes de absorção ou por ingestão oral. o termo é definido como a materialização de um determinado empreendimento. Instalação (CETESB) Conjunto de equipamentos e sistemas que permitem o processamento. para a qual foi observada morte entre os mamíferos mais sensíveis. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Incêndio de poça (pool fire) (CETESB) Incêndio que ocorre numa poça de produto. LC50 (FEPAM) Concentração da substância. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização.unisa. 22 Unisa | Educação a Distância | www.: Definição semelhante à concentração letal 50 (CL50).Antonio Fernando Silveira Alves IDLH (FEPAM) LD50 (FEPAM) Do inglês Immediately Dangerous to Life and Health (imediatamente perigoso para vida e saúde). utilizada pela CETESB. à qual pode se expor uma pessoa por 30 minutos sem danos irreversíveis. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. representa a máxima concentração de substância no ar. a partir de um furo ou rompimento de um tanque. matérias-primas ou produtos.. aprovando sua localização e concepção. esfera. armazenamento e/ou transporte de insumos. programas e projetos aprovados. Licença Prévia (LP) (FEPAM) Concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade. Valores de concentrações (IDLH) para substâncias são estabelecidos pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH). em que o produto estocado é lançado ao solo. no ar. Incêndio (CETESB) Tipo de reação química na qual os vapores de uma substância inflamável combinam-se com o oxigênio do ar atmosférico e uma fonte de ignição. Jato de fogo (jet fire) (CETESB) Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável escoa à alta velocidade e encontra uma fonte de ignição próxima ao ponto de vazamento. formando uma poça que se incendeia. no ar. em testes de inalação.: Definição semelhante à dose letal 50 (DL50). Para fins deste manual. *Obs. tubulação etc. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. sob determinadas condições. para a qual 50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em testes de inalação. utilizada pela CETESB. da qual constituem motivo determinante. causando liberação de calor. Licença de Operação (LO) (FEPAM) Autoriza a operação da atividade ou empreendimento. *Obs. Licença de Implantação (LI) (FEPAM) Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. LDLO (FEPAM) A mais baixa dose da substância.br .

Limite Inferior de Inflamabilidade (LII) (CETESB) Mínima concentração de gás que. Perigo (CETESB) Uma ou mais condições. a MLA deve ser considerada como igual a 20% da massa de material estocado ou em processo. Essa condição é denominada “mistura pobre”. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. instalação. pois. a partir de uma fonte de ignição. a partir do contato com uma fonte de ignição. estruturados de forma a propiciar respostas rápidas e eficientes em situações emergenciais. Concentrações de gás abaixo do LII não são combustíveis. visando à adoção de procedimentos técnicos e administrativos.Avaliação de Riscos Ambientais Licenciamento ambiental (CETESB) Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. nessa condição. Massa Liberada Acidentalmente (MLA) (FEPAM) É a maior quantidade de material perigoso capaz de participar de uma liberação acidental de substância perigosa devido a vazamento ou ruptura de tubulações. Havendo sistemas de segurança automáticos ou procedi- mentos que justifiquem o uso de um tempo de vazamento menor do que o necessário para vazar menos do que 20% da massa do material considerado. Concentrações de gás acima do LSI não são combustíveis. nessa condição. bombas. ou por erro de operação ou de reação descontrolada ou de explosão confinada ou não. possam causar a degradação ambiental. Unisa | Educação a Distância | www.. modificação. misturada ao ar atmosférico. nas instalações em licenciamento. físicas ou químicas. c) Explosão gerando combinação de sobrepressão e impulso capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas. a MLA poderá ser estimada com base nesse tempo. com potencial para causar danos às pessoas. diretrizes e informações. tem-se excesso de produto e pequena quantidade de oxigênio para que a combustão ocorra. Plano de Ação de Emergência (PAE) (CETESB) Documento que define as responsabilidades. componentes em linhas. tem-se excesso de oxigênio e pequena quantidade do produto para a queima. à propriedade. misturada ao ar atmosférico.unisa. Massa de Referência (MR) (FEPAM) É definida para cada uma das substâncias perigosas conforme apresentado no Apêndice 1 desse manual. Essa condição é denominada “mistura rica”. desde que devidamente justificado. Consideram-se situações graves aquelas onde se possa observar: a) Concentração no ar de substância tóxica capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas durante um tempo de 30 minutos. é capaz de provocar a combustão do produto. ao meio ambiente ou à combinação destes. ampliação e a operação de empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais.br 23 . sob qualquer forma. tanques etc. pois. b) Fluxo de radiação térmica capaz de causar morte em 1% das pessoas expostas durante um tempo de 60 segundos. é capaz de provocar a combustão do produto. Na ausência de informações mais precisas. vasos. Limite Superior de Inflamabilidade (LSI) (CETESB) Máxima concentração de gás que. Planta (CETESB) Conjunto de unidades de processo e/ou armazenamento com finalidade comum. considerando as disposições legais e as normas técnicas aplicáveis ao caso. Essa massa pode ser entendida como a menor quantidade da substância capaz de causar danos a uma certa distância do ponto de liberação.

com vistas à prevenção de acidentes em instalações ou atividades potencialmente perigosas. presentes no entorno de um empreendimento. A probabilidade é expressa numericamente na forma de fração ou de percentagem. Risco individual (FEPAM) Risco individual é a frequência anual esperada de morte devido a acidentes com origem em uma instalação para uma pessoa situada em um determinado ponto nas proximidades da mesma. resultante da combinação entre a frequência de ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (consequências). O valor do Probit é relacionado a uma determinada porcentagem por meio de curvas ou tabelas.Antonio Fernando Silveira Alves Ponto de ebulição (CETESB) Temperatura na qual a pressão interna de um líquido iguala-se à pressão atmosférica ou à pressão à qual está submetido. a partir do contato com uma fonte de ignição. Probit (CETESB) Parâmetro que serve para relacionar a intensidade de fenômenos como radiação térmica. Risco (CETESB) Probabilidade (CETESB) Chance de um evento específico ocorrer ou de uma condição especial existir. População fixa (CETESB) Pessoa ou agrupamento de pessoas em residências ou estabelecimentos industriais ou comerciais. 24 Programa de Gerenciamento de Riscos  (PGR) (CETESB) Medida de danos à vida humana. grandes avenidas e ruas movimentadas. Ponto de fulgor (CETESB) Menor temperatura na qual uma substância libera vapores em quantidades suficientes para que a mistura de vapor e ar. O Probit (unidade de probabilidade) é uma variável randômica com média 5 e variância 1. É normalmente expressa em mmHg a uma dada temperatura Documento que define a política e diretrizes de um sistema de gestão. como rodovias. ilustradas por mapas com escalas adequadas. Unisa | Educação a Distância | www. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) (CETESB) Documento que tem por objetivo refletir as conclusões de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Tem como função instrumentalizar a decisão de exigência ou dispensa de EIA/RIMA para a obtenção da Licença Prévia. devem ser consideradas como “população fixa”. propague uma chama. Relatório Ambiental Preliminar (RAP) (CETESB) Documento de caráter preliminar a ser apresentado no processo de licenciamento ambiental no estado de São Paulo. Pressão de vapor (CETESB) Pressão exercida pelos vapores acima do nível de um líquido. Suas informações técnicas devem ser expressas em linguagem acessível ao público. quadros. Vias com grande circulação de veículos. de modo que se possam entender claramente as possíveis consequências ambientais e suas alternativas. logo acima de sua superfície. Representa a tendência de uma substância gerar vapores.br . Risco individual (CETESB) Risco para uma pessoa presente na vizinhança de um perigo. considerando a natureza da injúria que pode ocorrer e o período de tempo em que o dano pode acontecer. sobrepressão e concentração tóxica com os danos que podem causar às estruturas ou pessoas. comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.unisa. gráficos e outras técnicas de comunicação visual.

Rugosidade (CETESB) Medida da altura média dos obstáculos que causam turbulência na atmosfera. usualmente expresso em mortes/ano. (LC50 = concentração da substância.Avaliação de Riscos Ambientais Risco social (FEPAM) Risco social associado a uma instalação ou atividade é o número de mortes esperadas por ano em decorrência de acidentes com origem na instalação/atividade.unisa. Substâncias explosivas (FEPAM) Substâncias explosivas são aquelas capazes de causar uma súbita liberação de gases e calor. ƒƒ LD50 – Cutânea # 400 mg/kg de massa corpórea (LD50 – Cutânea = dose para a qual 50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em testes de absorção cutânea). que têm o significado de serem a mais baixa concentração ou a mais baixa dose para a qual foi observado qualquer caso de morte do mamífero mais sensível. ƒƒ LD50 – Oral # 200 mg/kg de massa corpórea (LD50 – Oral = dose para a qual 50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em testes de absorção por via oral). gerando rápido aumento de pressão. as substâncias que tenham um dos itens abaixo: ƒƒ LC50 # 2000 mg/m3. São classificadas como substâncias inflamáveis as substâncias combustíveis cujo ponto de fulgor é inferior a 55 ºC. para um tempo de exposição # 4 horas. após exposição. Substância (CETESB) Espécie da matéria que tem composição definida. isto é. usualmente o oxigênio do ar. Substância perigosa (FEPAM) Substância que se enquadre em qualquer uma das definições de substância tóxica e/ou combustível e inflamável e/ou explosiva. com emissão de luz e calor. No caso de não serem disponíveis os dados de LC50 ou LD50. para a qual 50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em testes de inalação). Substâncias combustíveis e inflamáveis (FEPAM) Substâncias combustíveis são aquelas que podem reagir exotermicamente e de modo autossustentado com um agente oxidante. pressão ou alta temperatura. para cumprir uma tarefa ou função num determinado ambiente. no ar. para determinada substância.br 25 . Risco social (CETESB) Risco para um determinado número ou agrupamento de pessoas expostas aos danos de um ou mais acidentes. Substâncias tóxicas (FEPAM) São consideradas substâncias de ação tóxica. Sistema (CETESB) Arranjo ordenado de componentes que estão inter-relacionados e que atuam e interatuam com outros sistemas. devem ser utilizados os LCLO ou LDLO correspondentes. Unisa | Educação a Distância | www. com risco grave para a saúde. quando submetidas a choque. devido à ação do vento. influenciando na dispersão de uma nuvem de gás ou vapor. Unidade (CETESB) Conjunto de equipamentos com finalidade de armazenar (unidade de armazenamento) ou de provocar uma transformação física e/ou química nas substâncias envolvidas (unidade de processo).

Riscos antrópicos ƒƒ utilização ou liberação de substâncias químicas. guerras etc. ƒƒ Riscos Tecnológicos: são aqueles cuja origem está diretamente ligada à ação humana. como muitas atividades industriais. dividindo-os em algumas classes e subclasses e tendo como ponto de partida os Riscos Ambientais (CERRI. quedas de aviões. o transporte e o armazenamento de produtos químicos. e incluem as atividades capazes de causar dano ambiental. e estes são subdivididos em Riscos Tecnológicos e Riscos Sociais.br . 1998). entre outros. AMARAL. Figura 2 – Pré-classificação dos riscos ambientais – parte I. ƒƒ organismos geneticamente modificados. ƒƒ Riscos Sociais: podem ser causados pela sociedade ou riscos com consequências para a sociedade humana. como: 26 ƒƒ radiações ionizantes. Esses riscos são causados por diferentes ações antrópicas. Essas atividades podem acarretar danos materiais aos ecossistemas e à saúde do homem. como assaltos. Podem ser causados por vazamentos de produtos tóxicos ou inflamáveis. As atividades de risco são chamadas de perigosas.Antonio Fernando Silveira Alves 2. radioativos.unisa. o lançamento de poluentes e a manipulação genética. colisão de automóveis etc. Unisa | Educação a Distância | www. Os Riscos Ambientais podem ser classificados como Riscos Naturais e Riscos Antrópicos.3 Tipos de Risco Uma das formas de classificar os riscos é considerar situações potenciais de perdas e danos ao homem e ao meio ambiente. Outras subdivisões para a classificação dos riscos seguirão adiante.

e/ou a agentes químicos. haverá o risco tecnológico ou a probabilidade de um problema causado por tal risco. equipamentos. inclusive.epa. Onde for encontrado pelo menos um desses fatores. ƒƒ Crônicos: são decorrentes da exposição da população a agentes físicos. O endereço do site é: www. metodologias e instruções sobre o EAR. você pode encontrar manuais. Não deixe de acessar esse site e aprender um pouco mais sobre esse tema tão rico.Avaliação de Riscos Ambientais Segundo Sevá Filho (1988). o EPA. ambiente). US Environmental Protection Agency.br 27 . o que nos possibilita acessar a todas as informações. O tradutor efetua. que são aplicadas em diversas áreas e não somente na área industrial. Eles desenvolveram uma complexa estrutura para tratar desse tema. caso não domine a língua inglesa. gerenciamento e redução dos riscos. temos que os Riscos Tecnológicos são subdivididos em dois tipos de risco: ƒƒ Agudos: são decorrentes do mau funcionamento de um sistema tecnológico. A tradução fica muito bem feita para o português. Saiba mais Os EUA são referência mundial quando se quer pesquisar algo sobre EAR. Mas não desanime no meio dessa leitura. o processo de trabalho (relações entre direções em- presariais e estatais e assalariados). No site desse órgão. como substâncias presentes em águas subterrâneas utilizadas para abastecimento doméstico. como. vazamento de petróleo de um duto ou navio.gov Prosseguindo com o processo de classificação dos riscos.unisa. Figura 3 – Fatores impactantes no risco antrópico. deve-se sempre levar em conta a ação do homem como deflagrador ou acelerador dos processos naturais. maquinário). como ruído. e a condição humana (existência individual e coletiva. a abordagem desse tipo de risco deve levar em conta três fatores indissociáveis: o processo de produção (recursos. Faça uma simples busca no Google pelo Saiba mais termo US Environmental Protection Agency e clique no link “traduzir esta página”. acidentes industriais ampliados. por exemplo. A intensidade e frequência dos Unisa | Educação a Distância | www. e à liberação contínua de pequenas quantidades de poluentes. a tradução de alguns guias e manuais. Riscos naturais Na caracterização de situações de risco natural. desenvolveram metodologias para a avaliação. Fonte: Sevá Filho (1988). Por meio de seu órgão principal. técnicas.

geológicos (solo e rocha) e hidrológicos (água). ervas tóxicas e venenosas etc. Por sua vez.br . os Riscos Naturais também são subdivididos em dois grupos: Riscos Físicos e Riscos Biológicos. 28 Unisa | Educação a Distância | www.unisa. Figura 4 – Pré-classificação dos riscos ambientais – parte II. febre amarela. podemos citar a dengue. sendo divididos em 3 grupos: riscos atmosféricos (ar). Os riscos associados à flora estão relacionados a doenças provocadas por fungos.) e epidemias de gripe. Os riscos associados à fauna estão relacionados à atuação de agentes vivos. Os Riscos Biológicos são divididos em riscos associados à fauna e riscos associados à flora. pragas (roedores. Como exemplos. pragas (ervas daninhas). picadas de animais. Já os Riscos Físicos são associados aos processos do meio físico. doenças provocadas por vírus e bactérias. Figura 5 – Classificação dos riscos físicos. como organismos patogênicos. gafanhotos etc.Antonio Fernando Silveira Alves fenômenos podem ser aumentadas devido às ações antrópicas.

terremotos e vulcanismos. subsidência e colapsos. como os furacões. ƒƒ Siderais: são os riscos que têm origem fora do planeta. solos expansivos. compactação do material de superfície. Podem ser de temporalidade curta. Unisa | Educação a Distância | www. É o processo oposto ao levantamento tectônico. Normalmente o fenômeno acontece de forma gradual e mais raramente de forma brusca e repentina. tempestades. A seguir temos um esquema com a classificação final dos riscos ambientais.br 29 . erosão. granizo e raios. erosões e assoreamentos. entre outros (associados à geodinâmica externa). temos que os riscos atmosféricos são oriundos de processos e fenômenos meteorológicos e climáticos. tornados. podendo ser subdivididos em dois grupos.unisa.Avaliação de Riscos Ambientais ƒƒ Atmosféricos: como as situações de risco sempre estão associadas a processos. Podemos citar como exemplos de riscos endógenos os sismos e atividades vulcânicas. trombas de água. falhas verticais. como uma queda de meteoritos. enchentes e alagamentos. relacionados predominantemente à geodinâmica interna ou externa. A subsidência pode ser devida a fenômenos geológicos. tais como dissolução. e como exemplos de riscos exógenos os escorregamentos. Atenção Subsidência: processo caracterizado pelo afundamento da superfície de um terreno em ralação às áreas circunvizinhas. ou de temporalidade longa. ƒƒ Hidrológicos: são os riscos oriundos de processos e fenômenos hidrológicos. como as chuvas intensas e inundações. ƒƒ Geológicos: os riscos geológicos são associados aos processos geológicos. tsunamis (associados à geodinâmica interna). como as secas. que resulta numa elevação da superfície.

2007).unisa. 30 Unisa | Educação a Distância | www. Fonte: Amaral e Silva (1996 apud EDERSOL.br .Antonio Fernando Silveira Alves Figura 6 – Classificação final dos riscos ambientais.

que neste momento deve estar muito claro para você. verificamos também como os riscos são classificados. procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente. Escreva com suas palavras a definição de Risco. procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente. procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente. Após responder a esta pergunta.4 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a). Escreva com suas palavras a definição de Análise de Risco. Após responder a esta pergunta. que serão muito úteis em nossa disciplina. Escreva com suas palavras a definição de Dano. Unisa | Educação a Distância | www.Avaliação de Riscos Ambientais 2. 2. Análise de Riscos e Avaliação de Riscos.5 Atividades Propostas 1. Risco e Dano. 2. Após responder a esta pergunta. Após responder a esta pergunta. Escreva com suas palavras a definição de Avaliação de Risco. Também é importante reconhecer a diferença entre Identificação de Perigos. Escreva com suas palavras a definição de Perigo. Após responder a esta pergunta.unisa. procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente. as diferenças entre Perigo. Voltamos a destacar. Além da definição de uma série de outros conceitos.br 31 . 4. 3. procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente. 5. neste capítulo apresentamos importantes conceitos e definições.

Análise Preliminar de Perigos (APP). Já vimos nos capítulos anteriores que os grandes acidentes de origem tecnológica envolvendo substâncias químicas. Dependendo da necessidade e da complexidade do empreendimento. 6. ainda. Entre as técnicas que iremos estudar. destacamos a Análise Preliminar de Perigos (APP) ou Análise Preliminar de Riscos (APR) e o HazOp – Estudo de Perigos e Operabilidade (em inglês. Iremos apresentar. ocorridos nas décadas de 1970 e 1980. Inspeção de segurança. O que se deve Unisa | Educação a Distância | www. 5. Análise de Árvore de Eventos (AAE).?). as mais comumente utilizadas. e aqui apresentadas. 3. Não existe a melhor técnica. explosões e liberações de substâncias tóxicas. já amplamente utilizadas nas áreas aeronáutica. Vamos nos ater às mais comuns e utilizadas na área ambiental. Entre as diversas técnicas utilizadas para a identificação de perigos. Hazard and Operability Study). as mais utilizadas são: APP – Análise Preliminar de Perigos. 8. Estudo de perigos e operabilidade (HazOp – Hazard and Operability Study).?” (What if. 9. outras técnicas além das apresentadas aqui. militar e espacial.3 TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS Caro(a) aluno(a). Análise “E se. 2. Lista de verificação (checklist). Análise histórica de acidentes. 10 técnicas. motivaram os órgãos governamentais a promover diversos programas para o gerenciamento de riscos impostos por atividades industriais. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE). em particular nas indústrias química e petroquímica..unisa.br 33 . Análise de causas e consequências. no total. 10. Assim. foram gradativamente adaptadas e aperfeiçoadas e passaram a ser incorporadas como “ferramentas” para o gerenciamento de riscos em atividades industriais. 4. são: 1. 7. Entre as mais utilizadas. pode ser necessária a combinação de duas ou mais técnicas no processo. Atenção Não confunda Identificação de Perigos com Análise de Riscos e Avaliação de Riscos... Existem.. HazOp – Estudo de Perigos e Operabilidade (Hazard and Operability Study). Análise de Árvore de Falhas (AAF). neste capítulo vamos apresentar algumas técnicas de Identificação de Perigos. existem diversas técnicas que podem ser utilizadas para a identificação de perigos num empreendimento. 3. decorrentes de incêndios.1 Relação das Técnicas de Identificação de Perigos Caro(a) aluno(a). as técnicas para a identificação de perigos e estimativa dos efeitos no homem e no meio ambiente.

unisa. ƒƒ subdivisão do processo (instalação) em módulos. você poderá aprender os fundamentos e metodologias dessas técnicas e como utilizá-las. são levantadas suas possíveis causas. contemplando tanto as falhas intrínsecas de equipamentos. seguida de outras ferramentas de análise. utilizando as tabelas de frequência e severidade. Trata-se. Na APP devem ser identificados os perigos. 3. é uma técnica que foi desenvolvida especificamente para aplicação nas etapas de planejamento de projetos. nas etapas de projeto ou mesmo em unidades já em operação. A análise preliminar de perigos pode ser uma etapa inicial. Nos próximos tópicos. Além da identificação. as causas e os efeitos (consequências) sobre pessoas e meio ambiente e as categorias de severidade correspondentes. de uma técnica de potencial emprego em EIA. a instalação e os perigos envolvidos. nesse caso. devendo os resultados ser apresentados em planilha padronizada. de instrumentos e de materiais. Essa técnica está descrita como a técnica a ser utilizada nos manuais da CETESB e da FEPAM. Segundo o Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos (Norma P4. também denominada Análise Preliminar de Riscos (APR). quanto quantitativa dos riscos. portanto. ou seja. quanto os erros humanos. concluímos que a APP é uma avaliação qualitativa dos riscos. para cada perigo identificado. Essa técnica pode ser utilizada em instalações na fase inicial de desenvolvimento. o que possibilita a adequação do projeto antes que recursos de grande monta tenham sido comprometidos. ƒƒ coleta de informações sobre a região. a realização de uma revisão dos aspectos de segurança existentes. 34 A elaboração da APP compreende as etapas: ƒƒ definição dos objetivos e do escopo da análise. a APP é uma técnica que teve origem no programa de segurança militar do Departamento de Defesa dos EUA. Trata-se de uma técnica estruturada que tem por objetivo identificar os perigos presentes numa instalação. os perigos são também avaliados com relação à frequência e grau de severidade de suas consequências. Também deve examinar maneiras pelas quais a energia ou material do processo pode ser liberado de forma descontrolada. pois não exige o detalhamento da instalação industrial a ser analisada. Assim. tanto qualitativa.Antonio Fernando Silveira Alves fazer é combinar aquelas que resultem melhor avaliação. É precursora de outras análises. ƒƒ análise dos resultados. ƒƒ definição das fronteiras do processo (instalação). A APP deve focalizar todos os eventos perigosos cujas falhas tenham origem na instalação em análise. visando a uma identificação precoce de situações indesejadas. efeitos potenciais e medidas básicas de controle aplicáveis (preventivas ou corretivas). bem como as observações e recomendações pertinentes aos perigos identificados. Preparam-se planilhas nas quais. Unisa | Educação a Distância | www.261) da CETESB. que podem ser ocasionados por eventos indesejáveis. permitindo. das ameaças de perdas eventuais. ƒƒ elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de risco.2 Análise Preliminar de Perigos (APP) – Preliminary Hazard Analysis (PHA) A Análise Preliminar de Riscos (APP). ƒƒ realização da APP com o preenchimento da planilha com os dados levantados.br .

Quadro 1 – Informações necessárias para a elaboração da APP. consideremos um processo que utilizará H2S líquido bombeado. Quadro 2 – Modelos de planilhas para a elaboração da APP. no processo de levantamento dos dados. Exemplo ƒƒ o cilindro pressurizado vasa ou rompe-se. Inicialmente.br 35 . O analista de APP só dispõe da informação de que esse produto será usado no processo e nenhum outro detalhe do projeto. utiliza-se a planilha no modelo a seguir (Quadro 2). necessitaremos ter o conhecimento das informações descritas no Quadro 1. ƒƒ as linhas de alimentação de H2S apresentam vazamento ou ruptura. O analista sabe que o H2S é tóxico e identifica sua liberação como um perigo.unisa. ƒƒ ocorre um vazamento durante o recebimento do H2S na planta. Unisa | Educação a Distância | www. Como exemplo. Fonte: CETESB (2003). Estuda então as causas para essa liberação: ƒƒ o processo não consome todo H2S.Avaliação de Riscos Ambientais Para o desenvolvimento da APP. Fonte: CETESB (2003).

ƒƒ instalar um sistema de alarme na planta. Quadro 3 – Modelos de planilhas para apresentação final da APP. a respeito dos efeitos do H2S e das práticas de emergência. Registro dos resultados Os resultados da APP são registrados convenientemente num formulário (Quadro 3). a ser entregue a todos os empregados. para o primeiro item. havendo liberações maiores. antes da ativação inicial da planta e. ƒƒ minimizar o armazenamento local do H2S. Por exemplo. ƒƒ estudar um recipiente cilíndrico dotado de um sistema de inundação disparado por um detector de vazamentos. Nesse caso. o modo de detecção. poderão ocorrer mortes. junto com um estudo de um programa semelhante para os vizinhos da planta. efeitos potenciais.unisa. vazamento no cilindro. como. então. ƒƒ sugerir o desenvolvimento de um programa de treinamento para todos os empregados. categorias de frequência e severidade e risco. subsequentemente. capazes de gerar o H2S de acordo com as necessidades da operação. o efeito dessas causas. sem excesso de manuseio ou de entregas. as medidas corretivas/preventivas e o número do cenário. 36 Unisa | Educação a Distância | www. as causas. por exemplo. armazenamento das necessidades de produção para um período de duas semanas a um mês. o analista poderia recomendar: ƒƒ estudar um processo que armazene substâncias alternativas de menor toxidez. ƒƒ desenvolver um procedimento de inspeção de cilindros.Antonio Fernando Silveira Alves O analista determina. Fonte: Fleming e Garcia (1999). ƒƒ instalar o cilindro de maneira a facilitar o acesso por ocasião das entregas. a todos os novos empregados. que mostra os perigos identificados.br . mas distante do tráfego de outras plantas. reconhecendo cada um dos mecanismos de liberação em potencial significativos. A tarefa seguinte consiste em oferecer orientação e critérios para os projetistas aplicarem no projeto da planta.

conforme descrito no Quadro 4. ƒƒ 9ª coluna: Identificador do Cenário de Acidente Esta coluna contém um número de identificação do cenário de acidente. os cenários de acidentes foram classificados em categorias de severidade. ƒƒ 2ª coluna: Causa As causas de cada perigo são discriminadas nesta coluna. os perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. ƒƒ 7ª coluna: Categoria de Risco Combinando-se as categorias de frequência com as de severidade obtém-se a Matriz de Riscos. suas causas e cada um dos seus efeitos. ao público ou ao meio ambiente. os perigos referem-se a eventos como a liberação de material inflamável e tóxico. conforme indicado a seguir. rupturas. ƒƒ 3ª coluna: Modo de Detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do perigo identificado na primeira coluna foram relacionados nesta coluna. na Tabela 1. ƒƒ 5ª coluna: Categoria de Frequência do Cenário No âmbito da APP. Unisa | Educação a Distância | www. Essas causas podem envolver tanto falhas intrínsecas de equipamentos (vazamentos. Foi preenchida sequencialmente para facilitar a consulta a qualquer cenário de interesse. podemos mencionar uma grande liberação de substância inflamável devido à ruptura de tubulação.). podendo levar à formação de uma nuvem inflamável e tendo como consequência incêndio ou explosão da nuvem. aos operadores.) quanto erros humanos de operação e manutenção. de temperatura etc. Como exemplo de cenário de acidente possível.br 37 .unisa. falhas de instrumentação etc. o qual fornece uma indicação qualitativa do nível de risco de cada cenário identificado na análise. De uma forma geral. De acordo com a metodologia de APP adotada. ƒƒ 6ª coluna: Categoria de Severidade Também de acordo com a metodologia de APP adotada. as quais fornecem uma indicação qualitativa da frequência esperada de ocorrência para cada um dos cenários identificados. ƒƒ explosão de nuvem. A letra E (Existente) nesta coluna indica que as medidas já foram tomadas. ƒƒ 4ª coluna: Efeito Os possíveis efeitos danosos de cada perigo identificado são listados nesta coluna. um cenário de acidente é definido como o conjunto formado pelo perigo identificado. ƒƒ 8ª coluna: Medidas/Observações Esta coluna contém as medidas que devem ser tomadas para diminuir a frequência ou severidade do acidente ou quaisquer observações pertinentes ao cenário de acidente em estudo. os cenários de acidentes foram classificados em categorias de frequência. As categorias de severidade utilizadas no presente trabalho estão descritos a seguir. na Tabela 2. detalhamos o preenchimento de cada coluna. Os principais efeitos dos acidentes envolvendo substâncias inflamáveis e tóxicas incluem: ƒƒ incêndio em nuvem. ƒƒ formação de nuvem tóxica.Avaliação de Riscos Ambientais A seguir. as quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das consequências de cada um dos cenários identificados. ƒƒ 1ª coluna: Perigo Esta coluna contém os perigos identificados para o módulo de análise em estudo. A detecção da ocorrência do perigo tanto pode ser realizada através de instrumentação (alarmes de pressão. odor etc.) quanto através de percepção humana (visual. Portanto.

Fonte: CETESB (2003). A classificação dos riscos é obtida pela combinação das tabelas de frequências e de severidade. 38 Unisa | Educação a Distância | www. Tabela 2 – Categorias de severidade da APP.br .unisa.Antonio Fernando Silveira Alves Tabela 1 – Categorias de frequências de ocorrência dos cenários. como podemos na Figura 7. Fonte: Camacho (2004).

Unisa | Educação a Distância | www.Avaliação de Riscos Ambientais Figura 7 – Matriz de classificação de risco – APP. poderemos ter como resultado final a planilha a seguir (Quadro 4). Quadro 4 – Exemplo de apresentação do resultado final da APP. Fonte: Amorim (2013). De acordo com o problema apresentado no exemplo anterior.br 39 . Fonte: Amorim (2013).unisa.

br . manutenção e em prováveis alterações a serem propostas para o sistema. é uma técnica qualitativa para identificação de possíveis cenários de acidentes em uma dada instalação. metodologia utilizada. 3. apresentação do sistema analisado.261 da CETESB. contendo: Esse documento apresenta os tópicos que deverão ser contemplados em trabalhos de APR de plantas industriais a serem apresentados à DICOPI/FEPAM. ƒƒ conclusões gerais com cenários de risco sério ou crítico identificados na APP. A seguir. manutenção e possíveis modificações. contemplando aspecto de operação. Unisa | Educação a Distância | www. identificando os módulos de análise e apresentando as planilhas correspondentes com estatística dos cenários dos acidentes arrolados pela técnica.unisa. Fonte: Amorim (2013). ƒƒ descrição da metodologia e critérios adotados na análise.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 5– Exemplo de apresentação do resultado final da APP. Conforme descrito na Norma P4. 2. ressaltando os critérios aplicados na análise. 4. 1. ƒƒ descrição do sistema. ƒƒ anexos contendo os fluxogramas utilizados na APP. estatísticas dos cenários de acidentes. apresentaremos as orientações para realização de Análise Preliminar de Risco 40 (APR) descritas no Manual de Análise de Riscos (nº 01/2001) da FEPAM. 2. modelos de análise. Deve ser elaborada obedecendo à seguinte estrutura: 1. descrição do sistema analisado. 3. objetivo da aplicação da APR e abrangência de análise. com ênfase em operação. ƒƒ referências bibliográficas. A APR. planilhas da APP. também conhecida como Análise Preliminar de Perigos (APP). ƒƒ apresentação da Análise Preliminar de Riscos. o relatório final de apresentação da APP deve conter a seguinte estrutura: ƒƒ descrição dos objetivos e escopo da análise.

deverão integrar os anexos: plantas da fábrica com identificação de todas as unidades e entorno da unidade fabril com discriminação dos usos. um engenheiro de projeto. listagem das recomendações decorrentes da análise. Fonte: FEPAM (2001). um técnico envolvido nas rotinas operacionais do setor avaliado. 7. Por ser uma atividade que envolve conhecimento em diversas áreas. apresentação das conclusões gerais da APR. 2. um secretário. a equipe responsável pela elaboração da APR deve ser formada por uma equipe multidisciplinar. referências bibliográficas. os cenários de acidentes devem ser classificados em categorias de frequência. a relação de todos os participantes da equipe. De acordo com a metodologia da APR. a equipe que realizará a APR deverá ser composta de: 4. um membro da gerência da planta. as quais fornecem uma indicação qualitativa da frequência esperada de ocorrência de cada cenário identificado.br 41 . 6. 1. arrolando os cenários de risco sério ou crítico identificados. 5. 3. que deve explicar aos demais membros do grupo como se faz a aplicação da técnica e conduzir as reuniões. um engenheiro de instrumentação. Unisa | Educação a Distância | www. um especialista em análise de riscos. 9. 7. Deverá constar do trabalho. Preferencialmente.Avaliação de Riscos Ambientais 5. 8. um engenheiro ou técnico ligado à produção. bem como suas funções no grupo e na empresa. conforme exemplificado na Tabela 3. deverão integrar o estudo a ser encaminhado todos os fluxogramas utilizados na APR.unisa. 6. Tabela 3 – Categorias de frequência da APP.

Fonte: FEPAM (2001).: Para classificação de um cenário em uma dada categoria de severidade não é necessário que todos os aspectos previstos na categoria estejam incluídos nos possíveis efeitos deste acidente.br . os cenários de acidentes devem ser classificados em categorias de severidade. Tabela 4 – Categorias de severidade da APP. Figura 8 – Matriz de classificação de risco – APP. as quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das consequências de cada cenário identificado. 42 Unisa | Educação a Distância | www. Na Tabela 4 são exemplificadas as categorias de severidade que poderão ser utilizadas. Na Figura 8. Fonte: FEPAM (2001). As categorias de frequência e severidade podem ser combinadas para se gerar categorias de risco. tem-se uma possível definição das categorias de risco mencionadas. Obs.Antonio Fernando Silveira Alves Ainda de acordo com a metodologia da APR.unisa.

Em 1964. Durante quatro meses. Portanto. Fonte: FEPAM (2001). é particularmente importante suplementá-los com uma técnica imaginativa. encontrando muitos perigos potenciais e problemas operacionais que não haviam sido previstos no projeto. Também é objetivo da técnica identificar problemas que possam contribuir para a redução da qualidade operacional da instalação (operabilidade da mesma). O termo HazOp origina-se do inglês Hazard and Operability Study. montando-se uma tabela tal como a Tabela 5. Cabe lembrar que num HazOp a operabilidade é tão importante quanto a identificação dos perigos. 3. se está satisfeito. Obs.Avaliação de Riscos Ambientais Depois de realizado o preenchimento da planilha. examinando detalhadamente todos os diagramas de linha da planta. encontram-se mais problemas de operabilidade quando comparados aos perigos. o princípio da técnica que se baseava em “encontrar alternativas” foi modificado para “identificar desvios”. Devido a problemas de custos.3 Análise de Perigos e Operabilidade – HazOp (Hazard and Operability Study) Esta técnica também é uma das mais utilizadas no processo de Identificação dos Riscos. mas vem sendo realizada tradicionalmente com base em conhecimentos individuais de especialistas. o projeto foi cortado em muitos pontos. A necessidade de identificar erros ou omissões de projeto tem sido reconhecida há muito tempo. que antecipe os perigos quando novos projetos envolverem novas tecnologias. perdendo algumas de suas características originais. gerando assim algumas críticas. a fim de detectar deficiências e investir da melhor forma possível.unisa. Também conhecido como Estudo de Perigos e Operabilidade. deve-se fazer um levantamento do número de cenários identificados em cada uma das combinações de classe de frequência e de severidade. surgindo assim a técnica HazOp. aprova o projeto e o passa para o próximo es- Unisa | Educação a Distância | www. Tabela 5 – Matriz de classificação de risco – APP. da instalação. nAI corresponde ao número de cenários que foram classificados como sendo de categoria de frequência A (muito improvável) e de severidade I (desprezível). três especialistas trabalharam no projeto.br 43 . Em 1963. na maioria dos trabalhos. As demais entradas na tabela têm significado semelhante. além de perdas na produção em razão de descontinuidade operacional.: onde. embora os códigos de práticas sejam de grande valia. foi estabelecida uma equipe para aplicação de um exame crítico no projeto da planta. a Divisão de Química Orgânica Pesada da ICI estava projetando uma planta para produção de fenol. sendo que. Exemplo: O engenheiro de instrumentação verifica os sistemas de controle e. o HazOp é uma técnica projetada para identificar perigos que possam gerar acidentes nas diferentes áreas Tem se tornado extremamente claro que.

ƒƒ recomendações para a prevenção de eventos perigosos ou minimização de possíveis consequências. pois o método requer consultas a desenhos. P & IDs e plantas de disposição física da instalação. Do ponto de vista de custos. nesse ponto ainda é possível alterar o projeto sem grandes despesas. entre outros documentos. A Análise de Perigos e Operabilidade é uma técnica para identificação de perigos projetada para estudar possíveis desvios (anomalias) de projeto ou na operação de uma instalação. no momento em que o projeto está estável e documentado. A principal vantagem dessa discussão é que ela estimula a criatividade e gera ideias. ƒƒ avaliação das possíveis consequências geradas por desvios operacionais. Nessa altura. Se a equipe considerar que outras medidas ou dispositivos de segurança são necessários. Essa criatividade resulta da interação da equipe com diferentes formações. ƒƒ identificação das causas que podem ocasionar desvios do processo. o projeto já está bem definido. as de elevada probabilidade ou magnitude. A técnica é então repetida até que cada seção do processo ou equipamento de interesse tenha sido revisado. A Tabela 6 apresenta um exemplo de planilha utilizada para o desenvolvimento da análise de perigos e operabilidade.Antonio Fernando Silveira Alves pecialista. o HazOp é ótimo quando aplicado a novas plantas. Além disso. mas também é capaz de identificar as mais sutis combinações que levam a eventos pouco esperados. a fim de avaliar o potencial de riscos decorrentes da má operação ou mau funcionamento de itens individuais dos equipamentos e os efeitos na instalação. a ponto de permitir a formulação de respostas expressivas às perguntas do estudo. Consiste no trabalho integrado de uma equipe de especialistas que realiza um exame crítico sistemático. ou para plantas existentes ao ser planejado um remodelamento. A melhor ocasião para a realização de um estudo de riscos e operabilidade é a fase em que o projeto se encontra razoavelmente consolidado. então são feitas as respectivas recomendações. são avaliados os sistemas de proteção para determinar se estes são suficientes para controlar essas situações.unisa. caso sejam constatadas consequências consideradas relevantes. seguindo uma estrutura dada por determinadas palavras-guia que permitam identificar desvios ou afastamentos da normalidade. ou seja. O HazOp é efetivo na identificação de incidentes previsíveis.br . A equipe procura identificar as causas de cada desvio e. mas tem pouca chance de detectar perigos relacionados com a interação das diversas funções ou especialidades. 44 Unisa | Educação a Distância | www. Esse tipo de verificação individualizada melhora o projeto. Os principais resultados obtidos do HazOp são: ƒƒ identificação de desvios que conduzem a eventos indesejáveis.

desvios e parâmetros (HazOp). a seguir. Fonte: Amorim (2013).unisa. Fonte: CETESB (2003). Observe.br 45 . Unisa | Educação a Distância | www.Avaliação de Riscos Ambientais Tabela 6 – Modelos de planilhas para a elaboração do HazOp. Quadro 6 – Modelos de palavras-guia. alguns exemplos de palavras-guia. parâmetros de processo e desvios.

unisa. Quadro 8 – Modelos de palavras-guia.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 7 – Modelos de palavras-guia. Fonte: CETESB (2003). Fonte: CETESB (2003). desvios e parâmetros (HazOp). 46 Unisa | Educação a Distância | www. A seguir.br . apresentamos alguns exemplos de desvios e suas possíveis causas. desvios e parâmetros (HazOp).

Os estudos HazOp devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar. Para a análise de um novo projeto. ƒƒ considerar perda da planta ou de equipamentos.Avaliação de Riscos Ambientais Quadro 9 – Exemplos de desvios e possíveis causas (HazOp). ƒƒ verificar a segurança dos empregados. a equipe pode ser composta por: ƒƒ Engenheiro de projeto. ƒƒ segurança pública. ƒƒ certificar-se de que a instrumentação de segurança está reagindo da melhor forma possível. embora um contingente menor possa ser suficiente para a análise de uma planta pequena. a unidade do grupo se perde e o rendimento tende a ser menor. ƒƒ considerar perdas de produção. ƒƒ Engenheiro de automação. tais como: ƒƒ verificar a segurança do projeto.br 47 . Unisa | Educação a Distância | www. Embora o objetivo geral consista na identificação dos perigos e problemas de operabilidade.unisa. ƒƒ Engenheiro eletricista. ƒƒ impactos ambientais. a equipe deve se concentrar em outros itens importantes para o desenvolvimento do estudo. composta de 5 a 7 membros. Fonte: Amorim (2013). ƒƒ Engenheiro de processo. ƒƒ Líder da equipe. ƒƒ melhorar a segurança de uma instalação existente. Sendo a equipe numerosa demais. ƒƒ verificar os procedimentos operacionais e de segurança.

No caso de plantas descontínuas. Os fluxogramas atualizados e desenhos de tubulações e instru- 48 mentos existentes contêm. a equipe pode ser composta por: ƒƒ Chefe de fábrica. ƒƒ Engenheiro de manutenção. por exemplo.) e que o processo. sobretudo pela necessidade maior de operações manuais. instrumentação e procedimentos. É importante não deixar que faltem cópias dos desenhos. engenheiro elétrico. Um vaso com duas entradas. ƒƒ Folha com os dados dos equipamentos. Como exemplo. alimentando vasos. vasos. aplicando palavras-guia em cada nodo de estudo. os preparativos são mínimos. trocadores de calor etc. Por exemplo. O HazOp requer a divisão da planta em nodos (nós) de estudo (pontos estabelecidos nos desenhos de tubulação. Alguns projetos necessitarão da inclusão de diferentes disciplinas. como: não competir com os membros da equipe. progredindo no sentido do seu fluxo natural. engenheiro civil e farmacêutico-bioquímico. fazendo pausas quando necessário. identificando os problemas potenciais nesses pontos. ƒƒ Plantas de disposição física da instalação.br . é importante que esteja disponível toda a documentação necessária. os preparativos são em geral mais extensos. Como regra geral. entre outros. Havendo operadores fisicamente envolvidos no processo. as sequências de operação constituem a maior parte do HazOp. ƒƒ Supervisor de operação. bem como suas consequências. suas atividades deverão ser representadas pelas instruções (ou protocolos) de fabricação. diagramas lógicos ou diagramas sequenciais de instrumentos. Para que o estudo possa ser realizado. Em plantas contínuas.Antonio Fernando Silveira Alves Para a análise de uma planta em operação. A equipe de estudo começa pelo início do processo. como. ƒƒ Engenheiro de instrumentação. Esses dados operacionais podem ser obtidos nas instruções operacionais. via de regra. em tais pontos. ƒƒ Diagrama lógico de intertravamentos juntamente com a descrição completa. ƒƒ Memorial descritivo do projeto. O volume de trabalho exigido nesse estágio depende do tipo da planta. ƒƒ Líder da equipe. O primeiro requisito consiste na avaliação das horas necessárias à realização do estudo. seja analisado com auxílio das palavras-guia. ƒƒ Fluxogramas de processo e balanço de materiais. ter o cuidado de ouvir a todos.unisa. Unisa | Educação a Distância | www. manter o alto nível de energia. Nessas condições. deverá ser estudada cada parte isoladamente. tais como: ƒƒ P & IDs (diagramas de tubulação e instrumentação). A equipe analisa os efeitos desse desvio no ponto em questão e determina suas possíveis causas. informações suficientes para o estudo. duas saídas e um alívio deverá utilizar cerca de 1 hora e meia. entre os quais encontram-se os componentes da planta como bombas. ƒƒ Desenhos isométricos. torna-se possível efetuar uma estimativa com base no número de tubulações e de vasos a serem analisados. ƒƒ Químico. não permitir que ninguém seja colocado na defensiva. a palavra-guia alta combinada com o parâmetro pressão resulta num desvio de alta pressão. por exemplo. cada tubulação principal alimentando um vaso utilizará em média 15 min do tempo da equipe. como. A equipe deve ter um líder que tenha experiência na condução de estudos de HazOp e que tenha em mente fatores importantes para assegurar o sucesso das reuniões. assim. ƒƒ Engenheiro eletricista.

mas também pode identificar sequências de eventos raros que possam acarretar incidentes que nunca ocorreram. podemos relacionar: ƒƒ Revisão sistemática e completa: pode produzir uma revisão completa do projeto de uma instalação e sua operação. destacamos: ƒƒ Pouco conhecimento dos procedimentos de aplicação do HazOp e dos recursos requeridos. ƒƒ Melhoria da eficiência da planta: além da identificação dos perigos. É também conveniente que as sessões sejam gravadas para posterior transcrição. ƒƒ da habilidade da equipe em se concentrar nos perigos mais importantes entre aqueles que forem identificados. incluindo linhas de vapor. O processo de registro constitui uma parte importante do HazOp. ƒƒ Inexperiência da equipe: um HazOp realizado por equipes inexperientes pode não atingir os objetivos desejados Unisa | Educação a Distância | www. Além disso. causas e consequências. contudo é importante que nenhuma ideia se perca. 11 e 12 a seguir). ele pode auxiliar na identificação de cenários nos quais os operadores podem errar. O formulário HazOp que documenta os resultados da análise deve ser preenchido durante as reuniões do HazOp (vide exemplo nos Quadros 10. Entre as deficiências. bem como melhorias básicas na maneira pela qual a planta é operada.unisa. danos a equipamentos. ƒƒ Melhor compreensão dos engenheiros e operadores com relação às operações da planta: uma série de informações detalhadas do projeto e da operação surge e é discutida durante um HazOp bem-sucedido. deverão ser observadas pequenas derivações ou ramificações que podem não conter uma numeração. Para isso. É altamente recomendável que os integrantes da equipe revisem individualmente o relatório e depois se reúnam para uma revisão final do mesmo. a pessoa encarregada pelo registro dos dados deve estar familiarizada com o programa e com a linguagem do computador. como bloqueios não planejados. Entre os benefícios resultantes. ar comprimido. a saber: ƒƒ fundamentalmente do grau de complementação e precisão dos documentos e outros dados para a fase de estudo. entretanto. É impossível registrar todos os comentários e sugestões. ƒƒ da habilidade da equipe em usar uma aproximação como um auxílio à sua imaginação para visualizar desvios. ƒƒ da habilidade técnica e do discernimento da equipe. ƒƒ Prognóstico de eventos: o HazOp pode ser efetivo na descoberta de incidentes previsíveis. O sucesso do HazOp depende de vários fatores. de forma que os dados possam ser digitados correta e rapidamente. ƒƒ Avaliação das consequências dos erros operacionais: embora o HazOp não substitua uma análise completa de erro humano. produtos fora de especificação. água.Avaliação de Riscos Ambientais É importante também que todas as linhas de serviço. pontos fracos ou dificuldades que podem ser encontradas durante a aplicação do HazOp. nitrogênio e drenagem sejam “hazopadas”.br 49 . justificando medidas adicionais de proteção. assim como as linhas de processo. o HazOp pode descobrir cenários que levam a distúrbios na planta. originando sérias consequências. Um registro lento poderá aumentar o tempo gasto para a conclusão do estudo. Outra forma de se documentar um HazOp é através de computadores.

os P & IDs de instalações existentes não foram mantidos atualizados. ƒƒ Aplicação inadequada do HazOp para determinados sistemas: para alguns sistemas. Na prática. porém indesejável. Se a amônia for adicionada em quantidade inferior. a eficiência da equipe cai drasticamente. podendo causar atraso e aumento nos custos. a reação será incompleta. ƒƒ Extensas sessões de HazOp: na pressa pela conclusão do HazOp. de forma a extrair os conhecimentos de todos os participantes. A equipe de HazOp recebe a incumbência de investigar “os perigos decorrentes da reação”. ƒƒ Atualização deficiente dos P & IDs: em muitos casos. 50 Unisa | Educação a Distância | www. o processo contínuo onde o ácido fosfórico e a amônia são misturados.Antonio Fernando Silveira Alves quanto à identificação dos perigos. com produção de amônia. ƒƒ Falha em se estabelecer um ambiente “seguro” para os membros da equipe: um HazOp deve ser uma troca livre de informações a respeito de como a planta realmente é operada. ƒƒ Exemplo 1: Considere. outras técnicas de identificação de perigos podem ser mais apropriadas. haverá produção de uma substância não perigosa. produzindo uma substância inofensiva. levando a equipe ao extremo cansaço.unisa. Num estágio inicial de um novo projeto. o HazOp não cobrirá algumas falhas sérias de projeto ou de operação da planta.br . sem o cansaço da equipe. ƒƒ Líder inexperiente ou não adequadamente treinado: o líder de HazOp precisa ser tecnicamente forte e experiente na técnica. ƒƒ Acreditar em medidas de proteção desnecessárias: é fundamental que o líder force a equipe a avaliar a eficácia de cada medida de proteção antes de requerê-la. como um exemplo simples. em período integral. ou mesmo um What if. as sessões são algumas vezes planejadas para cinco dias consecutivos ou mais. o fosfato de diamônio (DAP). Vamos ilustrar com dois exemplos um processo utilizando o HazOp. um HazOp de cinco horas por dia poderá ser melhor executado. poderá ser mais adequada. antes que os P & IDs estejam estabelecidos. A equipe pode falhar em identificar perigos importantes se os P & IDs ou outros documentos estiverem imprecisos ou desatualizados. para estudos que duram mais do que uma semana. ou ainda gerar recomendações não pertinentes. uma APP. Para HazOps que duram o dia todo. Se for acrescentada uma quantidade inferior de ácido fosfórico. A menos que os membros da equipe estejam livres de recriminação e possam fazer declarações do tipo “aquele sistema de bloqueio não foi testado em dois anos”.

Avaliação de Riscos Ambientais Figura 9 – Unidade de produção de DAP. Fonte: Amorim (2013). Fonte: Amorim (2013).br 51 . Quadro 10 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp. Unisa | Educação a Distância | www. Fonte: Amorim (2013). Quadro 11 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.unisa.

br . ƒƒ O alarme é acionado em 60 ºC. Testes recentes indicam que poderá ocorrer uma reação descontrolada. Ts 1. Fonte: Amorim (2013). O alarme de temperatura (TA 1) alerta o operador quando a temperatura excede as condições operacionais estabelecidas. ƒƒ A reação é controlada em 50 ºC. REAÇÃO: A + B = C + energia. Figura 10 – Representação do subsistema água de refrigeração. Nessa situação.unisa.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 12 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp. ƒƒ Exemplo 2: Uma reação exotérmica ocorre no reator EP 1. A temperatura da reação é controlada pelo ajuste da vazão de água através da malha de controle constituída pelos elementos TT 1. Fonte: Amorim (2013). Analisar o subsistema Água de Refrigeração. a válvula de by pass (H 1) deve ser aberta manualmente para aumentar a vazão de água de refrigeração. 52 Unisa | Educação a Distância | www. caso a temperatura atinja um valor elevado. TC 1 e TV 1. com ruptura do vaso. Existe também uma válvula de alívio rápido (RV 1) no costado do reator com o objetivo de evitar a ruptura do vaso. ƒƒ A temperatura da água é de 5 ºC.

Fonte: Amorim (2013).unisa. Quadro 14 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp. Unisa | Educação a Distância | www. Fonte: Amorim (2013).br 53 .Avaliação de Riscos Ambientais Quadro 13 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.

. que pode servir também de material para treinamento e base de revisões futuras. c) Reunião organizacional: com a finalidade de discutir procedimentos. As etapas de elaboração do What-If são assim descritas: a) Formação do comitê de revisão: montagens das equipes e seus integrantes. de fácil entendimento. bem como registrar as ações recomendadas para eliminação ou controle dos mesmos. gerando também soluções para os problemas levantados... Os resultados finais são apresentados por meio de um relatório detalhado.”.4 Análise “E se.. f) Reunião de respostas às questões (formulação consensual): em sequência à reunião de formulação das questões.SE.. cabe a responsabilidade individual para o desenvolvimento de respostas escritas às questões. definição de metas para as tarefas e informação aos integrantes sobre o funcionamento do sistema sob análise.. tanto na fase de processo.?”) O procedimento What-If é uma técnica de análise geral. ƒƒ resposta aceita após discussão e/ou modificação. Utiliza-se de uma sistemática técnico-administrativa que inclui princípios de dinâmica de grupos. qualitativa. ƒƒ aceitação postergada. espera-se determinar a revisão de um largo espectro de riscos. até o produto acabado colocado na planta do cliente. é aplicado periodicamente. onde a análise de riscos tende a se fortalecer. segurança) sobre a operação segura da planta. cuja aplicação é bastante simples e útil para uma abordagem em primeira instância na detecção exaustiva de riscos. As respostas serão analisadas durante a reunião de resposta às questões.. g) Relatório de revisão dos riscos do processo: o objetivo é documentar os riscos identificados na revisão. uma vez utilizado. O What-If é um procedimento de revisão de riscos de processos que se desenvolve através de reuniões. b) Planejamento prévio: planejamento das atividades e pontos a serem abordados na aplicação da técnica. sendo cada resposta categorizada como: ƒƒ resposta aceita pelo grupo tal como submetida.Antonio Fernando Silveira Alves 3. não sendo sua utilização unicamente limitada às empresas de processo. projeto ou pré-operacional.br . passo a passo. programação de novas reuniões. O consenso grupal é o ponto-chave desta etapa.unisa. em dependência de investigação adicional. d) Reunião de revisão de processo: para os integrantes ainda não familiarizados com o sistema em estudo. obtendo-se um consenso entre as áreas de atuação (produção. O What-If. e) Reunião de formulação de questões: formulação de questões “O QUE . instalações etc. 54 Unisa | Educação a Distância | www. Como resultados.” (“What if. questionamento de procedimentos. processo. começando do início do processo e continuando ao longo do mesmo.

Dessa forma. em cenário de uso agrícola.br/produtos/araqua.Avaliação de Riscos Ambientais Saiba mais ARAquá O software ARAquá foi desenvolvido para auxiliar as avaliações de riscos ambientais de agrotóxicos. por meio de suas condições físicas. conhecido também como questionário. Unisa | Educação a Distância | www. de operação e durante as paradas para manutenção. com parâmetros de qualidade de água. considerando as possíveis contaminações de corpos d’água superficiais e subterrâneos. dos equipamentos utilizados e das operações praticadas.br 55 . através da comparação de suas concentrações estimadas. As palavras ou frases da listagem devem servir para estimular questões relativas a cada assunto. A interface do ARAquá com o usuário foi planejada para ser amigável e os dados de entrada necessários são de fácil obtenção. quando comparado com outros softwares para o mesmo fim. O cadastramento pelo usuário de condições do clima e de propriedades do solo e do agrotóxico permite os cálculos para situações específicas.0 ou posterior Resolução de Tela: 1024 X 768 pixels (Melhor Visualização) Fonte: http://www.unisa. O Checklist simplificado que se segue foi derivado de questões What-If e cobre importantes aspectos de uma operação de produção. A lista de verificação aplica-se às etapas de elaboração de projeto. além daquelas pré-cadastradas que seguem com o software.embrapa.5 Lista de Verificação (Checklist) Uma das ferramentas mais utilizadas é o Checklist.sgte. o ARAquá mostra-se adaptado às condições brasileiras de clima e solo e de pouca disponibilidade de dados. Baseia-se na elaboração e aplicação de uma sequência lógica de questões para a avaliação das condições de segurança de uma instalação.php 3. Requisitos mínimos: Processador: Pentium III 500 MHz ou posterior Memória: 256 MB Saiba mais Sistema Operacional: Windows XP/Vista Adobe Reader 7. de construção.

temperaturas e pressões são convenientemente baixas ou adequadamente controladas?” ƒƒ “Foi usado material adequado em tanques. conexões de instrumentos. tubos mergulhados.br .unisa. instrumentação. Fonte: Campos (2012). válvulas. agitadores. Exemplo A frase “Materiais de Construção” deveria levar a questões como: ƒƒ “Onde foram usados revestimentos plásticos de tubulações ou equipamentos. flangeamentos e seus parafusos. juntas de expansão etc.?” 56 Unisa | Educação a Distância | www. tubulações. ancoragem de tanques.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 15 – Modelos de formulários para a elaboração do checklist.

Em Unisa | Educação a Distância | www. Na etapa de projeto. Em geral. Com base no anteriormente exposto. uma graduação do nível de criticidade dos efeitos decorrentes dessas falhas. propicia também a avaliação comparativa das diferentes falhas identificadas. permite analisar como podem falhar os diferentes componentes. consequentemente. mas sim estabelecer como as falhas individuais podem afetar diretamente ou contribuir de forma relevante ao desenvolvimento de um evento indesejado que possa acarretar consequências significativas. construção e operação. ou seja. Efeitos e Criticidade). cuja diferença fundamental consiste em considerar. pode-se concluir que os principais objetivos da AMFE são: ƒƒ Revisão sistemática dos modos de falha de componentes. a técnica é útil para a identificação de proteções adicionais. permitindo. É importante ressaltar que também não é objetivo da AMFE estabelecer as combinações de falhas dos equipamentos ou as sequências das mesmas. Portanto. uma análise sistemática com ênfase nas falhas de componentes. do inglês Failure Modes and Effects Analysis (FMEA). A AMFE é basicamente um método qualitativo que estabelece. de forma sistemática. ƒƒ Determinação dos possíveis efeitos que as possíveis falhas de um determinado componente poderão causar em outros componentes do sistema em análise. a técnica é útil para a avaliação de falhas individuais que possam induzir a acidentes potenciais. a aplicação da AMFE pode ser realizada por dois analistas que conheçam perfeitamente as funções de cada equipamento ou sistema. uma lista de falhas com seus respectivos efeitos e pode ser de fácil aplicação e avaliação para a definição de melhorias de projetos ou modificações em sistemas ou plantas industriais. é uma técnica para análise de riscos que consiste no exame de componentes individuais. portanto. A AMFE pode ser utilizada nas etapas de projeto. diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas indesejáveis. a AMFE pode ser utilizada para a avaliação das possíveis modificações que possam ter surgido durante a montagem de sistemas. em sistemas ou plantas industriais. em termos de importância ou prioridade para a definição do estabelecimento de modificações ou ações de gerenciamento das possíveis anormalidades. com o objetivo de avaliar os efeitos que eventuais falhas podem causar no comportamento de um determinado sistema.unisa. de forma que possam ser determinados os possíveis efeitos decorrentes dessas falhas.Avaliação de Riscos Ambientais 3. assim como a influência destes nas demais partes ou sistemas de uma linha ou processo.6 Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) – Failure Modes and Effects Analysis (FMEA) A Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE). a AMFEC. por fim. o que é bastante comum.br 57 . é. de forma a garantir danos mínimos aos sistemas. que possam ser facilmente incorporadas para a melhoria e o aperfeiçoamento dos aspectos de segurança dos sistemas. para instalações já em operação. equipamentos ou sistemas. Uma variação da AMFE é a AMFEC (Análise de Modos de Falhas. Na fase de construção. a aplicação da técnica AMFE. não considerando falhas operacionais ou erros humanos. além dos objetivos e resultados obtidos com a aplicação da AMFE. definir alterações de forma a aumentar a confiabilidade dos sistemas em estudo. na análise das falhas identificadas. ƒƒ Determinação dos componentes cujas falhas possam redundar em efeitos críticos na operação do sistema em análise. Assim.

ƒƒ Preencher a tabela da AMFE. o que implica normalmente a utilização de fluxogramas de engenharia. intertravamentos etc.Antonio Fernando Silveira Alves sistemas complexos.unisa. ƒƒ Diagramas elétricos. ƒƒ Conhecimento das funções dos equipamentos. O nível de detalhamento da análise a ser realizada na aplicação da AMFE dependerá. certamente a análise deverá ser mais detalhada e criteriosa. ƒƒ O reconhecimento das informações necessárias para a identificação dos equipamentos e suas relações como os demais sistemas da planta a ser analisada. na sequência estão apresentados dois tipos de tabelas. deve-se dispor de: ƒƒ Lista dos equipamentos e sistemas.br . ƒƒ Definir o formato da tabela e informações a serem apontadas. entre outros documentos e informações. ƒƒ O estabelecimento dos limites físicos dos sistemas. 58 Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ Apontar as informações e recomendações. interfaces. normalmente. Na aplicação da AMFE. assim. incrementado. acessórios. obviamente. A definição do problema e das condições de contorno deve contemplar a determinação prévia do que efetivamente será analisado. de acordo com a instalação ou processo a ser analisado. assim. ƒƒ Fluxogramas de processo e instrumentação (P & IDs). de acordo com a complexidade e especificidades das instalações. sendo o segundo um exemplo de tabela para a aplicação da AMFEC. o número de analistas é. O formato da tabela a ser utilizado está também associado ao tipo de análise e nível de detalhamento desejado. ƒƒ Definir o problema e as condições de contorno. devem ser contempladas as seguintes etapas: ƒƒ Determinar o nível de detalhamento da análise a ser realizada. para se garantir a efetividade na aplicação da técnica. como elementos mínimos devem ser considerados: ƒƒ A identificação da planta e/ou dos sistemas a serem analisados. bem como dos objetivos a serem alcançados. da complexidade da instalação a ser analisada. podendo haver a necessidade de estudar cada equipamento. De forma geral. se a análise tiver por finalidade definir a necessidade ou não de proteções ou sistemas de segurança adicionais (redundâncias). sistemas e planta industrial. de forma geral.

anteriormente apresentada. Fonte: Amorim (2013). O Quadro 18.Avaliação de Riscos Ambientais Quadro 16 – Exemplo de tabela – AMFE.br 59 . apresenta um exemplo de classificação para a categorização do nível de severidade (criticidade). que segue. Fonte: Amorim (2013). Quadro 17 – Exemplo de tabela – AMFEC.unisa. associado aos possíveis efeitos decorrentes das falhas identificadas. conforme previsto na tabela da AMFEC. Unisa | Educação a Distância | www.

ƒƒ Os analistas devem priorizar e se concentrar na análise. Por fim. Exemplos Na sequência. Unisa | Educação a Distância | www. de forma a se estudar as possíveis perdas decorrentes de falhas de seus componentes. para tanto. em especial. que segue. ƒƒ Para cada modo de falha identificado. uma caixa d’água de uso domiciliar. devendo-se considerar as seguintes recomendações: ƒƒ Identificação adequada dos equipamentos. uma falha que possa gerar o vazamento de um líquido por um selo de uma bomba tem um efeito imediato ao redor desse equipamento e. caso o produto seja inflamável. pode ser “falha em abrir ou falha fechada”. assim. ƒƒ Descrever adequadamente e contemplar os diferentes modos de falha em relação ao modo normal de operação de cada equipamento considerado na análise. representa. por exemplo.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 18 – Categorias de severidade – AMFEC. O preenchimento da tabela deve ser realizado de forma sistemática. a partir do primeiro componente (equipamento) considerado de interesse para os objetivos da análise a ser realizada. caso necessário. para cada modo de falha e após a definição dos possíveis efeitos decorrentes da falha em questão. de forma simplificada e esquemática. seguindo o fluxo (sequência) normal do processo até a sua etapa final. por exemplo. nas si- 60 tuações que possam provocar consequências relevantes. Fonte: Amorim (2013).br . Inicia-se o preenchimento da tabela.unisa. deve-se procurar avaliar os efeitos em outros componentes ou no sistema. caso julgado necessário. de acordo com a complexidade da instalação em análise. poderá ocasionar um incêndio afetando outros equipamentos situados nas imediações. utiliza-se como referência um fluxograma de engenharia ou outros documentos adicionais. em geral. A Figura 11. devem ser apontadas eventuais recomendações. estão apresentados dois exemplos de forma a ilustrar a aplicação da técnica AMFE. um modo de falha de uma válvula de controle que opera normalmente aberta. considerando suas denominações formais ou dados adicionais. para a qual foi desenvolvida uma AMFE. propiciando assim as condições para a redução de eventuais omissões nessa atividade.

Quadro 19 – Caixa d’água – AMFE.unisa. O Quadro 19. Fonte: Amorim (2013).br 61 . apresentado na sequência. Fonte: Amorim (2013). Unisa | Educação a Distância | www. mostra a aplicação da técnica AMFE para a caixa d’água.Avaliação de Riscos Ambientais Figura 11– Esquema simplificado de caixa d’água.

que tem a temperatura de reação controlada pela circulação de água. na sequência são mostrados os quadros relativos à aplicação da técnica. Fonte: Amorim (2013). Quadro 20– Tabela AMFEC – reator exotérmico.Antonio Fernando Silveira Alves A Figura 12 apresenta um esquema simplificado de um processo industrial com um reator exotérmico.unisa. Fonte: Amorim (2013). dessa vez considerando também os modos de detecção das falhas e a severidade (criticidade) dos possíveis efeitos associados (AMFEC). 62 Unisa | Educação a Distância | www. . Figura 12 – Reator exotérmico.br .

unisa.br 63 . Unisa | Educação a Distância | www.Avaliação de Riscos Ambientais Quadro 21 – Tabela AMFEC – reator exotérmico (continuação). Fonte: Amorim (2013).

3. no âmbito do projeto do míssil Minuteman.8 Inspeção de Segurança Por definição. Fonte: Amorim (2013). A. 64 A AAF é um método excelente para o estudo dos fatores que poderiam causar um evento indesejável (falha) e encontra sua melhor aplicação no estudo de situações complexas. utilizando-se a consulta a bancos de dados de acidentes ou referências bibliográficas específicas. sendo posteriormente aperfeiçoada e utilizada em outros projetos aeronáuticos da Boeing. A Análise de Árvores de Falhas é uma técnica dedutiva que tem por objetivo identificar as Unisa | Educação a Distância | www. é um método que somente se aplica a instalações em operação. Watson. nos anos 1960.br .unisa. para os Laboratórios Bell Telephone. 3.7 Análise Histórica de Acidentes Consiste no levantamento de acidentes ocorridos em instalações similares.Antonio Fernando Silveira Alves Quadro 22 – Tabela AMFEC – reator exotérmico (continuação). 3.9 Análise de Árvore de Falhas (AAF) – Fault Tree Analysis (FTA) A Análise de Árvore de Falhas (AAF) (Failure Tree Analysis – FTA) foi desenvolvida por H.

Todas as árvores de falhas coerentes podem ser convertidas numa série equivalente de equações “booleanas”. é desenvolvido até que as falhas mais básicas do sistema sejam identificadas. aberto/fechado.unisa. a partir de um determinado “evento-topo”. que não podem ser desenvolvidas. A diagramação lógica da árvore de falhas com bifurcações sucessivas é feita utilizando-se símbolos e comportas lógicas. Portanto. ƒƒ Evento Básico: um evento é considerado básico. busca as suas possíveis causas. Completa-se excelentemente com a Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE). indicando o rela- Unisa | Educação a Distância | www. são elas: ƒƒ Que falhas podem ocorrer? ƒƒ Como essas falhas podem ocorrer? ƒƒ Quais são as causas dessas falhas? Pode-se também determinar caminhos críticos. Localizado no topo da árvore de falhas. indesejado ou esperado. Para a construção da árvore de falhas. verdadeiro/falso. Ótimos resultados podem ser conseguidos apenas com a forma qualitativa de análise. sequências de eventos com maior probabilidade de levar ao evento indesejado (denominado evento-topo. além de permitir a estimativa da probabilidade ou frequência de ocorrência de uma determinada falha ou acidente (obtenção da probabilidade de ocorrência do evento indesejado). O evento indesejado é comumente chamado de “Evento-Topo”. Para proceder ao estudo quantitativo da AAF. ƒƒ Porta Lógica (Comporta Lógica): forma de relacionamento lógico entre os eventos de entrada (input-lower) e o evento de saída (output-higher). três perguntas são consideradas fundamentais para a identificação dos eventos intermediários e básicos e de suas relações lógicas. ƒƒ Evento Não Desenvolvido: evento que não pode ser desenvolvido porque não há informações disponíveis. do estado normal de um componente do sistema. é necessário conhecer e relembrar algumas definições da Álgebra de Boole. O processo segue investigando as sucessivas falhas dos componentes até atingir as chamadas falhas (causas) básicas.Avaliação de Riscos Ambientais causas potenciais de acidentes e de falhas (eventos indesejáveis – topo) num determinado sistema. por meio de relações lógicas que estabelecem as relações entre as falhas. Dicionário Álgebra Booleana: ramo da matemática que descreve o comportamento de funções lineares ou variáveis binárias: on/off. ƒƒ Evento-Topo: evento indesejado ou hipótese acidental. quando nenhum desenvolvimento a mais é julgado necessário. a partir da combinação lógica das falhas dos diversos componentes do sistema. A AAF consiste na construção de um processo lógico dedutivo que. cujas bifurcações são as raízes). por situar-se no topo. A construção do processo lógico dedutivo é efetuada com o auxílio da Álgebra Booleana. Esses relacionamentos lógicos são normalmente representados como portas E (AND) ou OU (OR). A Álgebra Booleana foi desenvolvida pelo matemático George Boole para o estudo da lógica. Alguns significados básicos: ƒƒ Evento: desvio. ƒƒ Evento Intermediário: evento que propaga ou mitiga um evento iniciador (básico) durante a sequência do acidente. é um método que possibilita uma Análise Quantitativa e Qualitativa. ou no tronco de uma árvore invertida. e para as quais existem dados quantitativos disponíveis. partindo de um evento indesejado predefinido (hipótese acidental).br 65 . Observações: pode ser realizada em diferentes níveis de complexidade.

.unisa. que indicam o relacionamento casual entre eventos dos níveis inferiores que levam ao evento-topo. HazOp. Seleção do “Evento-Topo” (na aplicação em estudos de análise de riscos. dos eventos contribuintes e falhas levantadas na etapa anterior. cujos principais são: Figura 13 – Símbolos lógicos utilizados em uma árvore de falhas. Unisa | Educação a Distância | www. entre outras. a sequência para o desenvolvimento de uma árvore de falhas contempla as seguintes etapas: ƒƒ Seleção do evento indesejável ou falha. identificada anteriormente. cuja probabilidade de ocorrência deve ser determinada. Fonte: Amorim (2013). causar tal fato. dados do projeto. De forma geral. As duas unidades básicas ou comportas lógicas envolvidas são os operadores E e OU. O processo inicia com os eventos que poderiam. Análise de Modos de Falhas e Efeitos e What-If. através da diagramação sistemática. intermediários e básicos é representada por símbolos lógicos. em relação ao evento-topo. formando o primeiro nível – o nível básico. determinando os eventos que contribuem para a ocorrência do evento-topo. As combinações sequenciais desses eventos formam os diversos ramos da árvore. como Análise Preliminar de Perigos. normalmente o evento-topo é definido a partir de uma hipótese acidental. ƒƒ Construção da árvore de falhas. mostrando o inter-relacionamento entre esses eventos e falhas. ƒƒ Montagem. eventos particulares ou falhas que possam vir a contribuir para ocorrência do evento-topo selecionado. pela aplicação de técnicas específicas. exigências do sistema etc. A relação lógica entre os eventos-topo. determinando as condi- 66 ções. estabelecendo as relações lógicas entre os mesmos.br . ƒƒ Revisão dos fatores intervenientes: ambiente. diretamente.Antonio Fernando Silveira Alves cionamento entre os eventos considerados.

br 67 . difíceis de ser reconhecidas.Avaliação de Riscos Ambientais ƒƒ Seguir esse procedimento para os eventos intermediários até a identificação dos eventos básicos em cada um dos “ramos” da árvore. passo a passo. em última análise. ƒƒ Através de Álgebra Booleana são desenvolvidas as expressões matemáticas adequadas. em estudos de análise de riscos pode-se destacar: ƒƒ Conhecimento detalhado de uma instalação ou sistema. ƒƒ Identificação das causas básicas de um evento acidental e das falhas mais prováveis que contribuem para a ocorrência de um acidente maior. ƒƒ Realizar uma avaliação qualitativa da árvore elaborada. ƒƒ Tomada de decisão quanto ao controle dos riscos associados à ocorrência de um determinado acidente. podendo ser traduzidas. ƒƒ Detecção de falhas potenciais. com base na frequência de ocorrência calculada e nas falhas contribuintes de maior significância. por ações de adição ou multiplicação. Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ Cálculo das frequências dos eventos intermediários. Cada comporta lógica tem implícita uma operação matemática. ƒƒ Aplicação das probabilidades ou frequências nos eventos básicos. ƒƒ Cálculo da frequência de ocorrência de uma determinada hipótese acidental. de acordo com as relações lógicas estabelecidas. que representam as entradas da árvore de falhas. determinação da probabilidade de falha de cada componente. ƒƒ A probabilidade de ocorrência do evento-topo será investigada pela combinação das probabilidades de ocorrência dos eventos que lhe deram origem. ƒƒ À medida que se retrocede. ou seja. dando especial atenção para a ocorrência de eventos repetidos. Entre os principais benefícios do uso da AAF. Desenhada a árvore de falhas. são adicionadas as combinações de eventos e falhas contribuintes. até o evento topo. ƒƒ Estimativa da confiabilidade de um determinado sistema.unisa. o relacionamento entre os eventos é feito através das comportas lógicas.

logo. Fonte: Campos (2012). as possíveis causas (falhas) que podem levar ao evento-topo (falha da luminária em acender) incluem: Considerando que os componentes desse sistema (luminária) são. de forma simplificada. Figura 15 – Exemplo genérico de uma árvore de falhas. assim.unisa. o fio. o interruptor e a corrente elétrica.Antonio Fernando Silveira Alves Figura 14 – Estrutura de uma árvore de falhas. o analista deve procurar identificar cada uma das possíveis causas (falhas) desses componentes.br . para subsidiar a elaboração da árvore de falhas. a lâmpada. Exemplo 1 A falha catastrófica de uma luminária é: “Falha da luminária em acender”. Fonte: Campos (2012). esse será o “evento-topo” da árvore de falhas. de forma a estabelecer uma relação lógica entre elas 68 Unisa | Educação a Distância | www.

Avaliação de Riscos Ambientais Figura 16 – Esquema para elaboração da árvore de falhas para falha de uma luminária. Fonte: Amorim (2013).unisa.br 69 . Tomando por base a identificação desses eventos (falhas). Figura 17 – Árvore de falhas para falha de uma luminária. vamos estruturar a árvore de falhas para o evento-topo definido. Fonte: Amorim (2013). conforme mostra a Figura 17. Unisa | Educação a Distância | www.

Exemplo 3 Evento indesejado para falha em um sistema de alarme de fogo domiciliar. Figura 19 – Árvore de falhas para sistema de alarme de fogo domiciliar.br . Figura 18 – Árvore de falhas para um congressista que não consegue chegar a tempo à conferência.Antonio Fernando Silveira Alves Exemplo 2 Evento indesejado para um congressista que não consegue chegar a tempo à conferência. Fonte: Campos (2012). 70 Unisa | Educação a Distância | www. Fonte: Campos (2012).unisa.

O exemplo genérico da Figura 20 representa.unisa. Para o traçado da árvore de eventos as seguintes etapas devem ser seguidas: d) Uma vez construída a árvore de eventos. utilizando encadeamentos lógicos a cada etapa de atuação do sistema. c) Combinar em uma árvore lógica de decisões as várias sequências de acontecimentos que podem surgir a partir do evento inicial. É composta por um diagrama que descreve a sequência de eventos para que ocorra um acidente. b) Definir os sistemas de segurança (ações) que podem amortecer o efeito do evento inicial. A árvore de eventos deve ser lida da esquerda para a direita. A linha superior é NÃO e significa que o evento não ocorre. Como observado nas técnicas já apresentadas e nos exemplos anteriores. o evento inicial da árvore de eventos é. o funcionamento da técnica de AAE.10 Análise de Árvore de Eventos (AAE) – Event Tree Analysis (ETA) A Análise da Árvore de Eventos (AAE) é um método lógico-indutivo para identificar as várias e possíveis consequências resultantes de um certo evento inicial. esquematicamente. Cada ramificação desse diagrama possui apenas duas possibilidades: Sucesso ou Fracasso.br 71 . Unisa | Educação a Distância | www. calcular as probabilidades associadas a cada ramo do sistema que conduz a alguma falha (acidente). a falha de um componente ou subsistema.Avaliação de Riscos Ambientais 3. A técnica busca determinar as frequências das consequências decorrentes dos eventos indesejáveis. a linha inferior é SIM e significa que o evento realmente ocorre. sendo os eventos subsequentes determinados pelas características do sistema. Figura 20 – Exemplo genérico para uma árvore de eventos (AAE). nas aplicações de análise de risco. a) Definir o evento inicial que pode conduzir ao acidente. em geral. Na esquerda começa-se com o evento inicial e segue-se com os demais eventos sequenciais. Fonte: Campos (2012).

deseja-se obter a determinação de medidas de redução de eventos acidentais. Figura 21 – Árvore de eventos (AAE) – descarrilamento de vagões.unisa. buscando o detalhamento de evento para determinação de suas causas básicas (árvore de falhas).br .11 Análise de Causas e Consequências Visa à identificação dos fatores que podem causar acidentes. 3.Antonio Fernando Silveira Alves Exemplo fictício para proceder a análise quantitativa O descarrilamento pode ser causado por qualquer uma das três falhas assinaladas. 72 Unisa | Educação a Distância | www. dado que existe um defeito nos trilhos. Investigar a probabilidade de descarrilamento de vagões ou locomotivas. Como resultados. Sua metodologia utiliza a preparação de árvore de eventos. Fonte: Campos (2012).

Análise histórica de acidentes. neste capítulo. Análise de causas e consequências.” (“What if. que foram: 1.. senão ocorreria uma explosão: Reação química: A + B = C. Cite as principais características da metodologia de desenvolvimento de uma APP e quando que é indicada. Faça uma pesquisa e procure um exemplo que tenha utilizado a APP como técnica para Identificação de Risco. monte a Árvore de Falhas (AAF) para esse evento. Análise de Árvore de Falhas (AAF). 6. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE). 10.Avaliação de Riscos Ambientais 3. do professor A. 2. considerando a variável Fluxo de A. Castellar (2008). selecione duas palavras-guia e monte a planilha HazOp1.. Em seguida monte uma tabela What-If. Análise Preliminar de Perigos (APP). 3. 5. Para o caso apresentado. 1 Obs. 8. Faça uma pesquisa e procure um exemplo que tenha utilizado o HazOp como técnica para Identificação de Risco. estudamos as principais técnicas para a identificação de perigos num empreendimento.: Exercícios 3 e 4 foram retirados do material de Estudos de Riscos.unisa.13 Atividades Propostas 1.12 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a). 4. Considere uma instalação na qual os reagentes A e B reagem entre si para formar o produto C. 3. Análise “E se.br 73 .?”). Analisando o evento indesejável “Queda de Elevador Provisório de Passageiros” por rompimento do cabo.. Inspeção de segurança. Suponha que a química do processo é tal que a concentração de B não deva nunca exceder a de A. Estudo de perigos e operabilidade (HazOp – Hazard and Operability Study). 9. Análise de Árvore de Eventos (AAE). 4. Liste a sequência de atividades que você teria que fazer para lavar 5 kg de roupa utilizando a lavadora automática. 2. 7. Cite as principais características da metodologia de desenvolvimento de um HazOp e quando que é indicado. 3. Lista de verificação (Checklist). Unisa | Educação a Distância | www.. 5.

como a da FEPAM. As demais normas.261 ) da CETESB. mas possuem algumas diferenças e especificidades em alguns pontos mínimos. que instituiu a necessidade de realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente. Unisa | Educação a Distância | www. para a elaboração de um Estudo de Análise de Risco (EAR). gestão de projetos. ƒƒ Gerenciamento de riscos. posteriormente. mas os dois se envolvem em contextos separados.261 da CETESB. ƒƒ Estimativa e avaliação de riscos. ƒƒ Estimativa dos efeitos físicos e análises de vulnerabilidade. 4. A seguir. ƒƒ Identificação dos perigos e consolidação de cenários de acidentes. poderá. observar essas diferenças mais detalhadamente. e discutir esses aspectos não seria adequado neste momento.1 Etapas de um Estudo de Análise de Risco (EAR) De modo geral. de 23/01/1986.unisa. para determinados tipos de empreendimento. Neste momento. Assim. O Estudo de Análise de Risco (EAR) é uma ferramenta amplamente utilizada nas ciências em geral e é empregado em áreas como segurança no trabalho. ƒƒ Estimativa de frequências. reproduziremos o capítulo da P4. do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). entre outras. de forma que. os estudos de análise de riscos passaram a ser incorporados nesse processo. vamos nos concentrar no aprendizado da estrutura básica de um EAR. Vamos nos restringir somente ao estudo da norma da CETESB. Nesta apostila.br 75 . pois tornaria a leitura extensa e desgastante. nos baseamos nas orientações contidas no Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos (Norma P4. que apresenta as definições e descreve as metodologias para a elaboração de um EAR. são estruturalmente equivalentes. cabe um comentário. 2003): ƒƒ Caracterização do empreendimento e da região. um estudo de análise de risco pode ser dividido nas etapas que seguem (CETESB.4 ESTUDO DE ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL (EAR) Com a publicação da Resolução nº 1. em computação para avaliar a fragilidade de hardwares e softwares. Caso você sinta a necessidade de ampliar o seu conhecimento ou por questões profissionais. por comunidades profissionais e disciplinares diferentes. também a prevenção de acidentes maiores fosse contemplada no processo de licenciamento. além dos aspectos relacionados com a poluição crônica. A avaliação de riscos é uma atividade correlata ao EIA.

Vamos detalhar cada uma dessas etapas para sua melhor compreensão.bndes. Assim.br . aproveitamos a oportunidade para indicar a você uma leitura do artigo: Avaliação Contábil do Risco Ambiental. 301-328. de Sebastião Bergamini Junior.unisa. Rio de Janeiro.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Publicacoes/Consulta_Expressa/Setor/Meio_Ambiente/200012_12. Disponível em: http://www.gov. 76 Unisa | Educação a Distância | www. com o aumento da consciência ambiental e as exigências mercadológicas para que os empreendimentos em geral sejam sustentáveis. Saiba mais 2000. Fonte: CETESB (2003).html. 7. p. Esse artigo está disponível na internet. Figura 22 – Etapas para a elaboração de estudos de análise de riscos. 14. publicado inicialmente na Revista do BNDES. v. dez. Porém. Você pode efetuar o download no próprio site do BNDES. n. condicionando os resultados obtidos no EAR a liberação de linhas de crédito especiais e outros exemplos.Antonio Fernando Silveira Alves Saiba mais Uma aplicação importante do EAR é a sua utilização pelas instituições financeiras. as instituições financeiras vêm utilizando o conceito de Análise de Risco Ambiental com a finalidade de exigir que seja cumprido o aspecto da sustentabilidade nas operações das grandes empresas.

Os aspectos referentes aos sistemas viários também são importantes. oleodutos. áreas ecologicamente sensíveis. hidrovias e aeroportos. ƒƒ Caracterização das atividades e dos aspectos operacionais. definindo os métodos. Unisa | Educação a Distância | www. diretrizes ou necessidades específicas. Em relação à caracterização das atividades e dos aspectos operacionais do empreendimento. corpos d´água. descrição das operações e procedimentos de segurança. assim como a identificação na região de atividades que possam interferir no empreendimento sob o enfoque operacional e de segurança. como adutoras. linhas de transmissão de energia elétrica. devemos obter os dados referentes à localização do empreendimento que englobam: planta planialtimétrica do entorno da instalação. formas de armazenamento. além de propiciar o auxílio na determinação do nível de abrangência do estudo. Como vimos nos relatos dos grandes acidentes ambientais descritos no Capítulo 1. Como produto final dessa etapa. utilização agropecuária.unisa. núcleos habitacio- nais (tipo e nº de habitantes). dados operacionais que englobam informações referentes à pressão e vazão e sobre os sistemas de segurança. devemos mapear e obter os dados referentes aos manguezais. essa etapa inicial do trabalho deve contemplar os seguintes aspectos: ƒƒ Realização de levantamento fisiográfico da região sob influência do empreendimento. praias (abertas ou protegidas). galerias. do arranjo físico (layout).2 Caracterização do Empreendimento e da Região Entre as finalidades desta etapa. Quando o empreendimento objeto do EAR localizar-se em áreas litorâneas. áreas de expansão urbana.Avaliação de Riscos Ambientais 4. e. rodovias. áreas rurais. áreas geotecnicamente instáveis. eletrodutos. características toxicológicas. Para efetuar um completo e eficaz levantamento de dados para a caracterização do empreendimento e da região. tanto no empreendimento quanto no meio ambiente. ƒƒ Distribuição populacional da região. áreas urbanas. as características meteorológicas também representam fatores importantes. áreas de preservação ou de proteção ambiental. portos e áreas de navegação. considerando fluxo e tipo de tráfego. categoria de estabilidade atmosférica. estabelecer uma relação direta entre o empreendimento e a região sob influência.br 77 . devemos obter os dados referentes às substâncias envolvidas. como inventários. devendo-se observar os dados referentes à temperatura. instrumentação. abastecimento industrial. características físico-químicas. ƒƒ Cruzamento das informações e interpretação dos resultados. Em relação aos aspectos operacionais. identificação e caracterização de fontes de ignição. especificação dos equipamentos. gasodutos. regiões sujeitas a inundações. umidade relativa do ar e velocidade e direção de ventos. Assim. geração de energia e piscicultura. espera-se obter um diagnóstico das interfaces existentes entre o empreendimento em análise e o local de sua instalação e a caracterização dos aspectos relevantes que subsidiarão os estudos de análise de risco. devemos obter os dados referentes à planta geral da instalação. costões. ƒƒ Descrição física e layout da instalação em escala. consumo humano. devendo-se observar as informações referentes às vias urbanas. ferrovias. estuários. fluxogramas de engenharia e de processo. por fim. Também devem ser levados em consideração os dados referentes a cruzamentos e/ou interferências. destacamos a identificação de aspectos comuns que possam interferir.

5. entre as quais cabe mencionar: 1. esses resultados deverão servir de base para a análise do ambiente vulnerável no entorno da instalação em estudo. 78 Estimadas as possíveis consequências decorrentes dos cenários gerados pelas hipóteses acidentais. ƒƒ Concentrações tóxicas decorrentes de emissões de gases e vapores. ƒƒ Descrição do processo e rotinas operacionais. Lista de verificação (Checklist). devem ser empregadas técnicas específicas para a identificação dos perigos. Devem ser consideradas as matérias-primas. 4.” (What if.Antonio Fernando Silveira Alves ƒƒ Carta planialtimétrica ou fotos aéreas que apresentem a circunvizinhança ao redor da instalação. Análise “E se. 4. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE). para a definição das diferentes tipologias acidentais.?).. ƒƒ Sobrepressões causadas por explosões. bem como resíduos. tais como: ƒƒ Radiações térmicas de incêndios. 4. de acordo com as interferências existentes até a sua conclusão. incluindo quantidades..br . Estudo de perigos e operabilidade (HazOp – Hazard and Operability Study). mensurando-se os impactos e danos causados por essas consequências. para que possam ser definidas as hipóteses acidentais que poderão acarretar consequências significativas. ƒƒ Apresentação de plantas baixas das unidades e fluxogramas de processos. Para tanto. ƒƒ Sistemas de proteção e segurança. formas de movimentação. deverão ser utilizados modelos de cálculo que possam representar os possíveis efeitos decorrentes das diferentes tipologias acidentais.4 Estimativa dos Efeitos Físicos e Análises de Vulnerabilidade Tomando-se por base as hipóteses de acidentes identificadas na etapa anterior. 2. com a definição das diferentes Unisa | Educação a Distância | www.unisa.. ƒƒ Substâncias químicas identificadas através de nomenclatura oficial e número CAS. intermediários e acabados. prevendo situações de sucesso ou falha. A Análise de Árvores de Eventos (AAE) deverá descrever a sequência dos fatos que possam se desenvolver a partir da hipótese acidental em estudo. Para tanto. contemplando suas características físico-químicas e toxicológicas. produtos auxiliares. insumos e utilidades. Análise Preliminar de Perigos (APP). 3. cada uma deverá ser estudada em termos das possíveis consequências que possam ser ocasionadas.. armazenamento e manipulação. de instrumentação e de tubulações. ƒƒ Características climáticas e meteorológicas da região. A estimativa dos efeitos físicos decorrentes dos cenários acidentais envolvendo substâncias inflamáveis deverá ser precedida da elaboração de Árvores de Eventos.3 Identificação dos Perigos e Consolidação de Cenários de Acidentes Esta etapa tem por objetivo identificar os possíveis eventos indesejáveis que podem levar à materialização de um perigo.

br 79 . neste capítulo estão definidos os pressupostos que deverão ser adotados para o desenvolvimento dessa etapa do estudo de análise de riscos. os cálculos das taxas de vazamento. portanto. de acordo com a Tabela 7. NW:SE 21%). indicando o sentido do vento DE: PARA. Condições atmosféricas Nos estudos de análise de riscos deverão ser utilizados dados meteorológicos reais do local em estudo. Período noturno: ƒƒ temperatura ambiente: 20 oC. ƒƒ direção do vento: adotar pelo menos oito direções com suas respectivas probabilidades de ocorrência. as áreas de poças e as massas das substâncias envolvidas nas dispersões e explosões de nuvens de gás ou vapor. situações ou mesmo equipamentos existentes ou previstos no sistema em análise. de acordo com as hipóteses acidentais identificadas e com as características e comportamento das substâncias envolvidas. de acordo com as diferentes tipologias acidentais. no mínimo. ƒƒ velocidade do vento: adotar a média para os períodos diurno e noturno. deverão ser adotados os seguintes dados: Período diurno: ƒƒ temperatura ambiente: 25 oC. destacando-se. diferentes tipos de fenômeno. esses modelos requerem uma série de informações que devem estar claramente definidas. ƒƒ categoria de estabilidade atmosférica: C. Portanto. A estimativa dos efeitos físicos deverá ser realizada através da aplicação de modelos matemáticos que efetivamente representem os fenômenos em estudo. ƒƒ temperatura ambiente e umidade relativa do ar: adotar a média para os períodos diurno e noturno. ƒƒ direção do vento: 12. considerando: ƒƒ categoria de estabilidade atmosférica: E. que se relacionam com o evento inicial da árvore e que possam acarretar diferentes “caminhos” para o desenvolvimento da ocorrência. devendo-se considerar.0m/s. indicando a altura da medição. os valores dos últimos três anos.5% (distribuição uniforme em oito direções). bem como a forma de apresentação dos resultados. quando estes estiverem disponíveis. gerando. ƒƒ velocidade do vento: 2. entre outros. ƒƒ categoria de estabilidade atmosférica (Pasquill): adotar aquelas compatíveis com as velocidades de vento para os períodos diurno e noturno. Unisa | Educação a Distância | www. As interferências a serem consideradas devem contemplar ações. Para uma correta interpretação dos resultados.: (N:S 15%.0 m/s. Quando as informações meteorológicas reais não estiverem disponíveis. ƒƒ umidade relativa do ar: 80%. ƒƒ umidade relativa do ar: 80%. Ex. ƒƒ velocidade do vento: 3.Avaliação de Riscos Ambientais tipologias acidentais. Os modelos a serem utilizados deverão simular a ocorrência de liberações de substâncias inflamáveis e tóxicas.unisa. Qualquer alteração nos dados aqui apresentados deverá ser claramente justificada. Deve-se ressaltar que todos os dados utilizados na realização das simulações deverão ser acompanhados das respectivas memórias de cálculo.5 %( distribuição uniforme em oito direções). ƒƒ direção do vento: 12.

Antonio Fernando Silveira Alves

Tabela 7 – Categorias de estabilidade em função das condições atmosféricas(*).

Fonte: CETESB (2003).

Topografia

vazamento seja suficiente para ocupar todo esse
volume.

O parâmetro relacionado com a topografia de uma região é denominado rugosidade da
superfície do solo, o que considera a presença de
obstáculos, tais como aqueles encontrados em
áreas urbanas, industriais ou rurais.

Para os reservatórios sem bacia de contenção, a área de espalhamento da substância deverá ser estimada considerando-se uma altura de 3
cm.

Os valores típicos de rugosidade que deverão ser adotados para diferentes superfícies são:

Massa de vapor envolvida no cálculo de
explosão confinada

ƒƒ Superfície marítima: 0,06;
ƒƒ Área plana com poucas árvores: 0,07;
ƒƒ Área rural aberta: 0,09;
ƒƒ Área pouco ocupada: 0,11;
ƒƒ Área de floresta ou industrial: 0,17;
ƒƒ Área urbana: 0,33.
Tempo de vazamento
Nos casos dos vazamentos estudados, deverá ser considerado um tempo mínimo de detecção e intervenção de dez minutos.

Rendimento de explosão
Caso o modelo utilizado para cálculo da sobrepressão proveniente de uma explosão requeira o seu rendimento, esse valor não deverá ser
inferior a 10%, quando a massa considerada no
cálculo da explosão for aquela dentro dos limites
de inflamabilidade.
Para as substâncias altamente reativas, tais
como o acetileno e óxido de eteno, deverá ser utilizado rendimento não inferior a 20 %.

Área de poça
Nos reservatório onde existam bacias de
contenção, a superfície da poça deverá ser aquela equivalente à área delimitada pelo dique, desde que a quantidade de substância envolvida no

80

Para a estimativa da massa de vapor existente no interior de um recipiente, deverá ser
considerada a fase vapor correspondente a, no
mínimo, 50% do volume útil do recipiente.

A utilização de outros valores que não os
aqui citados deve ser respaldada por literatura
técnica reconhecida e atualizada.

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Avaliação de Riscos Ambientais

Valores de referência
Substâncias inflamáveis
O valor de referência a ser utilizado no estudo de dispersão deverá ser a concentração correspondente ao Limite Inferior de Inflamabilidade
(LII).
Para o flashfire deverá ser considerado que,
na área ocupada pela nuvem de vapor inflamável
(delimitada pelo LII), o nível de radiação térmica
corresponderá a uma probabilidade de 100 % de
fatalidade.
Para os casos de incêndios (jato, poça e fireball), os níveis de radiação térmica a serem adotados deverão ser de 12,5 kW/m2 e 37,5 kW/m2, que
representam, respectivamente, uma probabilidade de 1% e de 50% de fatalidade da população
afetada, para tempos de exposição de 30 e 20 segundos.

Para os casos de sobrepressões decorrentes
de explosões (CVE, UVCE e BLEVE), deverão ser
adotados os valores de 0,1 e 0,3 bar. O primeiro
representa danos reparáveis às estruturas (paredes, portas, telhados) e, portanto, perigo à vida,
correspondendo à probabilidade de 1% de fatalidade das pessoas expostas. O segundo representa a sobrepressão que provoca danos graves às
estruturas (prédios e equipamentos) e, portanto,
representa perigo à vida, correspondendo à probabilidade de 50% de fatalidade.
Observação: para a etapa de modelagem
matemática de consequências, os derivados de
petróleo listados na Tabela 8 poderão ser simulados como substâncias puras.

Dicionário
Bola de fogo (fireball) (CETESB): fenômeno que se
verifica quando o volume de vapor inflamável,
inicialmente comprimido num recipiente, escapa
repentinamente para a atmosfera e, devido à despressurização, forma um volume esférico de gás,
cuja superfície externa queima, enquanto a massa
inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento.

Tabela 8 – Substâncias puras equivalentes a derivados de petróleo.

Fonte: CETESB (2003).

Substâncias tóxicas
Para as substâncias tóxicas cuja função matemática do tipo PROBIT esteja desenvolvida, deverão ser adotados como valores de referência as
concentrações tóxicas que correspondem às pro-

babilidades de 1% e 50% de fatalidade, para um
tempo de exposição de pelo menos 10 minutos
nos casos de liberações contínuas.
Para as liberações instantâneas, caso esse
tempo seja inferior, a concentração de referência
deverá ser calculada mantendo-se as probabilida-

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Antonio Fernando Silveira Alves

des de 1% e 50% de fatalidade, para o tempo de
passagem da nuvem.
Distâncias a serem consideradas
Para cada cenário acidental estudado, as
distâncias a serem apresentadas deverão ser sempre consideradas a partir do ponto onde ocorreu
a liberação da substância.
Para os cenários acidentais envolvendo incêndios, as distâncias de interesse são aquelas
correspondentes aos níveis de radiação térmica
de 12,5 kW/m2 e 37,5 kW/m2.
No caso de flashfire, a distância de interesse
será aquela atingida pela nuvem de concentração
referente ao Limite Inferior de Inflamabilidade
(LII). Ressalta-se que a área de interesse do flashfire é aquela determinada pelo contorno da nuvem nessa concentração. Para o evento “explosão
não confinada de nuvem de vapor na atmosfera
(UVCE)”, a distância a ser considerada para os níveis de 0,1 bar e 0,3 bar de sobrepressão deverá
ser aquela fornecida pelo modelo de cálculo da
explosão utilizado, acrescida da distância equivalente ao ponto médio da nuvem inflamável.

Já, para os cenários envolvendo a dispersão
de nuvens tóxicas na atmosfera, a distância apresentada deverá ser aquela correspondente à concentração utilizada como referência, conforme
apresentado no item Substâncias Tóxicas.
Apresentação dos resultados
Tabelas
Para cada um dos cenários acidentais considerados no estudo, deverão ser apresentados,
de forma clara, os dados de entrada, como pressão, temperatura, área de furo ou ruptura, área
do dique e quantidade vazada, entre outros, bem
como os dados meteorológicos assumidos.
Os resultados deverão ser tabelados de forma a relacionar os valores de referência adotados
e as respectivas distâncias atingidas.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões
da forma de apresentação dos dados de entrada
(Tabela 9) e dos resultados (Tabelas 10 e 11) para
um determinado cenário acidental.

Para o evento “explosão confinada (CVE)”,
a distância a ser considerada para os citados níveis de sobrepressão, deverá ser aquela fornecida
pelo modelo de cálculo utilizado, medida a partir
do centro do recipiente em questão. Quando forem utilizados modelos de multienergia, o ponto
da explosão deverá ser o centro geométrico da
área parcialmente confinada.

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unisa. Fonte: CETESB (2003).br 83 . Tabela 11 – Exemplo – resultados – líquido inflamável. Fonte: CETESB (2003).Avaliação de Riscos Ambientais Tabela 9 – Exemplo – dados de entrada. Tabela 10 – Exemplo – resultados – gás tóxico. Unisa | Educação a Distância | www. Fonte: CETESB (2003).

isto é.Antonio Fernando Silveira Alves Mapas Os resultados dos efeitos físicos decorrentes de cada um dos cenários acidentais deverão ser plotados em carta planialtimétrica atualizada. como. Para cálculo das frequências de ocorrência dos cenários acidentais podem ser utilizadas as seguintes técnicas: ƒƒ Análise histórica de falhas decorrentes de acidentes. 4. em escala 1:10. principalmente. deverá ser utilizada uma escala maior. deverão ser relacionadas às áreas afetadas. mantêm bancos de dados baseados nos testes de confiabilidade realizados nas linhas de fabricação. enchentes. mas também prevenir acidentes e. por 84 exemplo. Da mesma forma. • Análise de Árvores de Falhas (AAF). uma vez que Unisa | Educação a Distância | www. algumas indústrias mantêm seus próprios bancos de dados com vistas a não só aperfeiçoar a especificação de seus equipamentos. na maioria das vezes. industriais. Atenção Entre as técnicas de identificação de perigos que estudamos. hospitalares. os quais. Nesses casos. Da mesma forma. ƒƒ Análise de Árvores de Falhas (AAF). em função da indisponibilidade de estudos desse tipo. • Análise de Árvores de Eventos (AAE). subsidiar programas de manutenção.5 Estimativa de Frequências A elaboração de estudos quantitativos de análise de risco requer a estimativa das frequências de ocorrência de falhas de equipamentos relacionados com as instalações ou atividades em análise. de forma que se tenha uma clara visualização do empreendimento e do seu entorno. terremotos. através de pesquisas em referências bibliográficas ou em banco de dados de falhas. os dados de confiabilidade ou probabilísticos de falhas devem ser utilizados com muita cautela. recreativas) presentes nas áreas de risco e o número de pessoas atingidas. Esses dados são normalmente difíceis de serem estimados. entre outras informações relevantes.unisa. quando as dimensões da instalação forem compatíveis com a escala. escolares.000. Em determinados estudos. as mais indicadas para o cálculo das frequências de ocorrência dos cenários acidentais são: • Análise histórica de falhas decorrentes de acidentes. deslizamentos de solo e queda de aeronaves. deverão conter informações sobre os tipos de edificação (residenciais. entre outros. mais adequada. através de pesquisas em referências bibliográficas ou em banco de dados de falhas. a estimativa de probabilidades de erro humano deve muitas vezes ser quantificada no cálculo de risco. Caso contrário. Os dados referentes às falhas de equipamentos normalmente estão disponíveis nos fabricantes. Com relação ao erro humano. os fatores externos ao empreendimento podem contribuir para o risco de uma instalação. devem ser também levadas em consideração as probabilidades ou frequências de ocorrência de eventos indesejados causados por terceiros ou por agentes externos ao sistema em estudo. ƒƒ Análise de Árvores de Eventos (AAE). comerciais. que deverão estar devidamente caracterizadas.br . ou seja. O mapeamento deverá ser acompanhado da interpretação dos resultados obtidos.

com base nos resultados quantitativos obtidos nas etapas anteriores do estudo. por vezes pouco conhecidas e cujos resultados podem apresentar diferentes níveis de incerteza. Isso decorre principalmente de que não se podem determinar todos os riscos existentes ou possíveis de ocorrer numa instalação e também da escassez de informações nesse campo. cujos cenários acidentais extrapolem os limites do empreendimento e possam afetar pessoas. A apresentação do risco social deverá ser feita através da curva F-N. estimar o risco de um empreendimento. para o adequado dimensionamento do número de pessoas expostas. os riscos deverão ser estimados e apresentados nas formas de Risco Social e Risco Individual.Avaliação de Riscos Ambientais diversos fatores influenciam nesse processo.unisa. em termos de danos ao homem. ƒƒ capacitação das pessoas envolvidas. indústrias. escolas. pode-se. Risco social O risco social refere-se ao risco para um determinado número ou agrupamento de pessoas expostas aos danos decorrentes de um ou mais cenários acidentais.br 85 . os quais são responsáveis por cerca de 60 a 80% das causas de acidentes maiores envolvendo erro humano (AICHE. Assim. os riscos a serem avaliados devem contemplar o levantamento de possíveis vítimas fatais. bem como os danos à saúde da comunidade existente nas circunvizinhanças do empreendimento. tais como: ƒƒ tipos de falha. áreas rurais. A estimativa do risco social num estudo de análise de riscos requer as seguintes informações: ƒƒ tipo de população (residências. ƒƒ efeitos em diferentes períodos (diurno e noturno) e respectivas condições meteorológicas. ƒƒ características dos sistemas envolvidos. obtida por meio da plotagem dos dados de frequência acumulada do evento final e seus respectivos efeitos representados em termos de número de vítimas fatais. ƒƒ características das edificações onde as pessoas se encontram.6 Estimativa e Avaliação de Riscos A estimativa e a avaliação dos riscos de um empreendimento dependem de uma série de variáveis. ƒƒ tempo disponível para execução de tarefas. De acordo com a visão da CETESB (2003). ƒƒ tipos de atividade ou operações realizadas.). de forma que Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ motivação. hospitais etc. ƒƒ condições ambientais. 2000). ƒƒ disponibilidade e qualidade de normas e procedimentos operacionais. estabelecimentos comerciais. Sendo o risco uma função que relaciona as frequências de ocorrências de cenários acidentais e suas respectivas consequências. 4. nos estudos de análise de riscos submetidos à CETESB. Um fator que deve ser levado em consideração na análise do erro humano durante a realização de uma determinada operação diz respeito aos erros de manutenção.

o número de vítimas fatais para cada um dos eventos finais poderá ser estimado. de acordo com as probabilidades de fatalidades as- sociadas aos efeitos físicos e em função das pessoas expostas nas direções de vento adotadas. A estimativa do número de vítimas fatais poderá ser realizada considerando as probabilidades médias de morte. Figura 23 – Estimativa do número de vítimas para o cálculo do risco social. Ressalta-se que os dados oriundos de censos de densidade demográfica em áreas urbanas não devem ser utilizados para a estimativa da população exposta numa determinada área. ƒƒ aplicar a probabilidade de 25% para as pessoas expostas entre as curvas com probabilidades de fatalidade de 50% e 1%. através do uso de dados médios de distribuição populacional.unisa. Fonte: CETESB (2003). que pode induzir a erros significativos na estimativa dos riscos. razão pela qual esses procedimentos devem ser tratados com a devida cautela. conforme segue: ƒƒ aplicar a probabilidade de 75% para as pessoas expostas entre a fonte do vazamento e a curva de probabilidade de fatalidade de 50%.Antonio Fernando Silveira Alves possam ser levadas em consideração eventuais proteções. A Figura 23 mostra de forma mais clara a estimativa do número de ritmos. no entanto. deverá ser estimado o número provável de vítimas fatais. Diferentes distribuições ou características das pessoas expostas podem ser consideradas na estimativa dos riscos por intermédio de simplificações.br . Considerando o anteriormente exposto. Para cada tipologia acidental. considerando-se em cada uma dessas direções as duas velocidades médias de vento. por exemplo. deve-se estar atento quanto ao emprego dessas generalizações. conforme segue: 86 Unisa | Educação a Distância | www. como. correspondentes aos períodos diurno e noturno.

a incidência do vento no quadrante e a probabilidade de ignição.unisa. pk = probabilidade do vento soprar no quadrante k. entre outras. resultando numa lista do número de fatalidades. Nek = número de pessoas presentes no quadrante k até a distância delimitada pela curva correspondente ao LII. considerando-se as probabilidades correspondentes a cada caso. assim. O número de pessoas afetadas por todos os eventos finais deve ser determinado. o número de pessoas expostas é o correspondente a 100% do número das pessoas presentes dentro da nuvem. Esses dados devem então Unisa | Educação a Distância | www. assim tem-se: Onde: Nik = número de fatalidades resultante do evento final i.br 87 . Nek2 = número de pessoas presentes e expostas no quadrante k até a distância delimitada pela curva correspondente à probabilidade de fatalidade de 1%. tomando como exemplo a liberação de uma substância inflamável. até o limite da curva correspondente ao Limite Inferior de Inflamabilidade (LII). por exemplo. com as respectivas frequências de ocorrência. Para o caso de flashfire. deve ser estimada a frequência final de ocorrência. como. pi= probabilidade de ignição. fi = frequência de ocorrência do evento final i. Para cada um dos eventos considerados no estudo. Nek1 = número de pessoas presentes e expostas no quadrante k até a distância delimitada pela curva correspondente à probabilidade de fatalidade de 50%.Avaliação de Riscos Ambientais Onde: Nik = número de fatalidades resultante do evento final. a frequência de ocorrência do evento final i poderá ser calculada da seguinte forma: Onde: Fi = frequência de ocorrência do evento final i.

y = risco individual total de fatalidade no ponto x.Antonio Fernando Silveira Alves ser trabalhados em termos de frequência acumulada. tem-se: Onde: FN = frequência de ocorrência de todos os eventos finais que afetam N ou mais pessoas. dada a indisponibilidade de dados estatísticos para serem utilizados em critérios comparativos de riscos.y. considerando a natureza do dano que pode ocorrer e o período de tempo em que este pode acontecer. Risco individual O risco individual pode ser definido como o risco para uma pessoa presente na vizinhança de um perigo. para um grupo de pessoas ou para uma média de indivíduos presentes na zona de efeito. Para o cálculo do risco individual num determinado ponto da vizinhança de uma planta industrial. Dessa forma. assim. embora as injúrias sejam mais difíceis de serem avaliadas. (chance de fatalidade por ano (ano-1)) RIx. assim.i= risco de fatalidade no ponto x. Para um ou mais acidentes. o risco individual tem diferentes valores. uma vez que estas possibilitam visualizar a distribuição geográfica do risco em diferentes regiões. Ni= número de pessoas afetadas pelos efeitos decorrentes do evento final i. pode-se assumir que as contribuições de todos os eventos possíveis são somados. Assim. o risco deverá ser estimado em termos de danos irreversíveis ou fatalidades. possibilitando assim que a curva F-N seja construída. Fi = frequência de ocorrência do evento final i. conforme apresentado a seguir: Onde: RIx. o contorno de um determinado nível de risco individual deverá representar a frequência esperada de um evento capaz de causar um dano num local específico.br .y devido ao evento i. Os danos às pessoas podem ser expressos de diversas formas. (chance de fatalidade por ano (ano-1)) n = número total de eventos considerados na análise. O risco individual pode ser estimado para aquele indivíduo mais exposto a um perigo.unisa. A apresentação do risco individual deverá ser feita através de curvas de iso-risco (contornos de risco individual).y. o risco individual total num determinado ponto pode ser calculado pelo somatório de todos os riscos individuais nesse ponto. 88 Unisa | Educação a Distância | www.

Assim. Hong Kong.unisa. que varia consideravelmente de indivíduo para indivíduo. (chance de fatalidade por ano (ano-1)) Fi = frequência de ocorrência do evento final i.y devido ao evento i.br/arquivos/download/arqeditor/RIMA/ANEXO%20XII%20-%20EAR. foi realizado um amplo levantamento dos critérios internacionais atualmente vigentes (Reino Unido. a partir dos quais foram estabelecidos os critérios de tolerabilidade para os riscos social e individual.Avaliação de Riscos Ambientais Os dados de entrada na equação anterior são calculados a partir da equação: Onde: RIx.br 89 . situada no Amazonas.y. decorrente principalmente da escassez de informações nesse campo. Saiba mais Saiba mais Você pode complementar este tema (EAR). por exemplo. na medida em que há a necessidade de se avaliar os empreendimentos com potencial para causar danos à população. A Figura 24 apresenta a curva F-N adotada como critério para a avaliação do risco social. pfi = probabilidade que o evento i resulte em fatalidade no ponto x.y. observando e analisando um EAR completo. A análise comparativa de riscos requer o estabelecimento de níveis de riscos (limites). Estados Unidos e Suíça).am. assumindo-se valores médios entre os critérios pesquisados. de acordo com os efeitos resultantes das consequências esperadas.pdf 4.ipaam.gov. Não deixe de conferir! Disponível em: http://www. O estabelecimento desses níveis envolve a discussão da tolerabilidade dos riscos. como. decorrentes de acidentes envolvendo produtos perigosos. Um bom exemplo é o EAR feito para a Usina Termelétrica de Tefé.i = risco de fatalidade no ponto x.7 Avaliação dos Riscos A avaliação dos riscos impostos ao ser humano por um empreendimento depende de uma série de variáveis. cujo resultado pode apresentar um nível razoável de incerteza. Austrália. independentemente das limitações existentes. a serem utilizados como referências que permitam comparar situações muitas vezes diferenciadas. a definição de critérios de tolerabilidade de riscos é importante Unisa | Educação a Distância | www. envolvendo temas complexos. a percepção dos riscos. Apesar dessas dificuldades. que depende de um julgamento por vezes subjetivo e pessoal. Holanda.

os valores de riscos situados na região entre os limites tolerável e negligenciável. ao longo de sua vida útil. de uma planta industrial. uma vez que o enfoque principal na avaliação dos riscos está voltado aos impactos decorrentes de acidentes maiores. Para o risco individual. 4. empreendimento aprovado. após avaliação específica. denominada ALARP (As Low As Reasonably Practicable). deverão ser atendidos os critérios de risco social e individual conjuntamente. afetando agrupamentos de pessoas. a CETESB. dentro de padrões considerados toleráveis. de acordo com os seguintes critérios: ƒƒ Risco máximo tolerável: 1 x 10-5 ano-1. mas o risco individual for maior que o risco máximo tolerável. independentemente da adoção dessas medidas. o risco social o índice prioritário nessa avaliação.Antonio Fernando Silveira Alves Figura 24 – Curva F-N de tolerabilidade para risco social. sendo. entretanto. Unisa | Educação a Distância | www.unisa. foram estabelecidos os seguintes limites: Nos estudos de análise de riscos em dutos. as curvas de riscos social e individual deverão estar situadas na região negligenciável ou na região ALARP. embora situados abaixo da região de intolerabilidade. também. Entretanto. poderá considerar o ƒƒ Risco máximo tolerável: 1 x 10-4 ano-1. uma instalação 90 que possua substâncias ou processos perigosos deve ser operada e mantida. os riscos deverão ser avaliados somente a partir do risco individual. portanto. deverão ser reduzidos tanto quanto praticável.8 Gerenciamento de Riscos As recomendações e medidas resultantes do estudo de análise e avaliação de riscos para a redução das frequências e consequências de eventuais acidentes devem ser consideradas como partes integrantes do processo de gerenciamento de riscos. Para a aprovação do empreendimento. ƒƒ Risco negligenciável: < 1 x 10-6ano-1. Fonte: CETESB (2003). rotineiras ou não. assim. devem ser reduzidos tanto quanto praticável. O conceito da região denominada ALARP (As Low As Reasonably Practicable) também se aplica na avaliação do risco individual. razão pela qual um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve ser implementado e considerado nas atividades.br . ou seja. nos casos em que o risco social for considerado atendido. Os riscos situados na região entre as curvas limites dos riscos intoleráveis e negligenciáveis. ƒƒ Risco negligenciável: < 1 x 10-5ano-1.

O PGR deve contemplar a existência de informações e documentos atualizados e detalhados sobre as substâncias químicas envolvidas. Informações de segurança de processo As informações de segurança de processo são fundamentais no gerenciamento de riscos de instalações perigosas. assegurar o treinamento adequado e subsidiar a revisão dos riscos. limites superiores e inferiores. Dessa forma. tecnologia e equipamentos de processo. como. Todos os itens constantes do PGR devem ser claramente definidos e documentados. com vistas à prevenção de acidentes. os resultados de auditorias. ƒƒ revisão dos riscos de processos. ƒƒ gerenciamento de modificações.br 91 . legislações e relatórios. ƒƒ capacitação de recursos humanos. garantindo uma correta operação do ponto de vista ambiental. contendo inventários máximos. serviços de manutenção e treinamentos. para a completa avaliação e definição dos cuidados a serem tomados. quando consideradas as características perigosas relacionadas com inflamabilidade. Assim. tais como normas técnicas. de modo a possibilitar o desenvolvimento de procedimentos operacionais precisos. devem estar disponíveis para verificação sempre que necessária pelos órgãos responsáveis.Avaliação de Riscos Ambientais Embora as ações previstas no PGR devam contemplar todas as operações e equipamentos. seis anos. fluxogramas de processo. razão pela qual devem ser mantidos em arquivo por. entre outros. balanços de materiais e de energia. ƒƒ procedimentos operacionais. por exemplo. inclusive intermediárias. Programa de Gerenciamento de Riscos I O escopo aqui apresentado se aplica a empreendimentos de médio e grande porte. de produção e de segurança. de forma que sejam priorizadas as ações de gerenciamento dos riscos. O objetivo do PGR é prover uma sistemática voltada para o estabelecimento de requisitos contendo orientações gerais de gestão. as atividades e os documentos de referência. ƒƒ investigação de incidentes. ƒƒ Plano de Ação de Emergência(PAE). aplicando-se tanto aos procedimentos e funcionários da empresa quanto em relação a terceiros (empreiteiras e demais prestadores de serviço) que desenvolvam atividades nas instalações envolvidas nesse processo. assim. ƒƒ manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos. além dos quais as operações Unisa | Educação a Distância | www.unisa. No âmbito do licenciamento ambiental. o programa deve considerar os aspectos críticos identificados no estudo de análise de riscos. entre outros riscos. Toda a documentação de registro das atividades realizadas no PGR. ƒƒ auditorias. as empresas em avaliação pelo órgão ambiental deverão apresentar um relatório contendo as diretrizes do PGR. a partir de critérios estabelecidos com base nos cenários acidentais de maior relevância. é de fundamental importância a disponibilidade de fichas de informação e orientações específicas sobre tais riscos. o PGR é parte integrante do processo de avaliação do estudo de análise de riscos. pelo menos. as informações de segurança de processo devem incluir: ƒƒ Informações das substâncias químicas do processo: incluem informações relativas aos perigos impostos pelas substâncias. ƒƒ Tecnologia de processo: inclui informações do tipo diagrama de blocos. no qual deverão estar claramente relacionadas as atribuições. devendo contemplar as seguintes atividades: ƒƒ Informações de segurança de processo. toxicidade e corrosividade. reatividade.

esses procedimentos devem considerar os seguintes aspectos: ƒƒ Bases de projeto do processo e mecânico para as alterações propostas.unisa. Entre outros. razão pela qual um plano específico deve estabelecer os procedimentos a serem seguidos em todas as operações desenvolvidas na planta industrial. avaliados e gerenciados previamente à sua implementação. códigos e normas de projeto. de modo a manter as instalações operando de acordo com os padrões de segurança requeridos. sistemas de segurança. shut-down e intertravamentos. ƒƒ Análise das considerações de segurança e de meio ambiente envolvidas nas modificações propostas. possibilitando assim o aperfeiçoamento das operações realizadas. projetos de sistemas de alívio e ventilação. Unisa | Educação a Distância | www. inclusive licenças junto aos órgãos competentes. ƒƒ Obtenção das autorizações necessárias. vazão. são situações que requerem obrigatoriamente a revisão dos estudos de análise de riscos. 92 Gerenciamento de modificações As instalações industriais estão permanentemente sujeitas a modificações com o objetivo de melhorar a operacionalidade e a segurança. A revisão dos estudos de análise de riscos deverá ser realizada em periodicidade a ser definida no PGR. bem como outras atividades que envolvam a manipulação de substâncias químicas perigosas. Assim. incorporar novas tecnologias e aumentar a eficiência dos processos. diagramas de tubulações e instrumentação (P & IDs). independentemente da periodicidade definida no PGR. ƒƒ Necessidade de alterações em procedimentos e instruções operacionais. Dessa forma. de segurança e de manutenção. ƒƒ Documentação técnica necessária para registro das alterações. considerando-se sempre os critérios para a classificação de instalações industriais. a renovação da licença ambiental ou a retomada de operações após paradas por períodos superiores a seis meses. ƒƒ Formas de divulgação das mudanças propostas e suas implicações ao pessoal envolvido. com base nos riscos inerentes às diferentes unidades e operações. pressão.br . a partir de critérios claramente estabelecidos. ƒƒ Equipamentos de processo: inclui informações sobre os materiais de construção. ƒƒ Procedimentos operacionais: esses procedimentos são partes integrantes das informações de segurança do processo. A realização de qualquer alteração ou ampliação na instalação industrial. o PGR deve estabelecer e implementar um sistema de gerenciamento contemplando procedimentos específicos para a administração de modificações na tecnologia e nas instalações. classificação de áreas. de modo a serem identificadas novas situações de risco. é imprescindível ser estabelecido um sistema gerencial apropriado para assegurar que os riscos decorrentes dessas alterações possam ser adequadamente identificados. Revisão dos riscos de processo O estudo de análise e avaliação de riscos implementado durante o projeto inicial de uma instalação nova deve ser revisado periodicamente. bem como as implicações nas instalações do processo à montante e à jusante das instalações a serem modificadas. nível e composição e respectivas consequências dos desvios desses limites. considerando a complexidade dos processos industriais. contemplando inclusive os estudos para a análise e avaliação dos riscos impostos por essas modificações.Antonio Fernando Silveira Alves podem ser consideradas inseguras para parâmetros como temperatura.

a qual deverá ser mantida arquivada durante a vida útil dos equipamentos. tecnologia e instalações. Os treinamentos devem contemplar os procedimentos operacionais.br 93 . A frequência de revisão deve estar claramente definida no PGR. ƒƒ Limites operacionais. paradas de emergência. Assim. operações temporárias. o PGR deve prever um programa de manutenção e garantia da integridade desses sistemas. Os procedimentos operacionais devem ser revisados periodicamente. Para tanto. ou seja: partida. programadas ou não. ƒƒ Sistema de revisão e alterações nas inspeções e testes. Essas operações iniciam com um programa de garantia da qualidade e terminam com um programa de inspeção física que trata da integridade mecânica e funcional. ƒƒ Procedimentos de testes e de inspeção em concordância com as normas técnicas e códigos pertinentes. construídos e instalados no sentido de minimizar os riscos às pessoas e ao meio ambiente. com o objetivo de garantir o correto funcionamento dos mesmos. de modo que representem as práticas operacionais atualizadas. paradas normais e partidas após paradas. armazenar ou manusear substâncias perigosas. incluindo as mudanças de processo. operações normais. devem ser projetados. Capacitação de recursos humanos O PGR deve prever um programa de treinamento para todas as pessoas responsáveis pelas operações realizadas na empresa. Dessa forma. ƒƒ Condições operacionais em todas as etapas de processo. ou mesmo relacionados com sistemas de monitorização ou de segurança. todos os sistemas nos quais operações inadequadas ou falhas possam contribuir ou causar condições ambientais ou operacionais inaceitáveis ou perigosas devem ser considerados como críticos. segurança e controle ambiental. ƒƒ Documentação das inspeções e testes. O programa de capacitação técnica deve ser devidamente documentado. por intermédio de mecanismos de manutenção preditiva. os seguintes itens: ƒƒ Lista dos sistemas e equipamentos críticos sujeitos a inspeções e testes. entre outros. Esse programa deve incluir o gerenciamento e o controle de todas as inspeções e o acompanhamento das atividades associadas com os sistemas críticos para a operação.unisa.Avaliação de Riscos Ambientais Manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos Os sistemas considerados críticos em instalações ou atividades perigosas. que devem contemplar. incluindo eventuais modificações ocorridas nas instalações e na tecnologia de processo. considerando os riscos associados às unidades em análise. Procedimentos operacionais Todas as atividades e operações realizadas em instalações industriais devem estar previstas em procedimentos claramente estabelecidos. os procedimentos para inspeção e teste dos sistemas críticos devem incluir. os seguintes aspectos: ƒƒ Cargos dos responsáveis pelas operações. ƒƒ Instruções precisas que propiciem as condições necessárias para a realização de operações seguras. sejam estes equipamentos para processar. contemplando as seguintes etapas: Unisa | Educação a Distância | www. considerando as informações de segurança de processo. entre outros. ƒƒ Procedimentos para a correção de operações deficientes ou que estejam fora dos limites aceitáveis. de acordo com suas diferentes funções e atribuições. preventiva e corretiva.

que devem ser devidamente analisadas. cenários acidentais considerados. O PAE deve se basear nos resultados obtidos no estudo de análise e avaliação de riscos. de acordo com os impactos esperados e avaliados no estudo de análise de riscos. o PGR deve contemplar as diretrizes e critérios para a realização dessas investigações. devendo também contemplar os seguintes aspectos: ƒƒ introdução. Os procedimentos de treinamento devem ser definidos de modo a assegurar que as pessoas que operem as instalações possuam os conhecimentos e habilidades requeridos para o desempenho de suas funções. ser treinados sobre as alterações implementadas antes do retorno às suas atividades. avaliadas e documentadas.br . no entanto. ƒƒ recursos humanos e materiais.) e ações de recuperação. e na legislação vigente. Assim. considerando a periculosidade e complexidade das instalações e as funções. controle emergencial (combate a incêndios. incluindo as ações relacionadas com a pré-operação e paradas. Todas as recomendações resultantes do processo de investigação devem ser implementa- 94 das e divulgadas na empresa. os funcionários envolvidos deverão. ƒƒ ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os cenários acidentais considerados. A documentação do processo de investigação deve contemplar os seguintes aspectos: ƒƒ Natureza do incidente. ƒƒ Treinamento após modificações: quando houver modificações nos procedimentos ou nas instalações. Unisa | Educação a Distância | www.unisa. ƒƒ fluxograma de acionamento. ƒƒ Ações corretivas e recomendações identificadas. área de abrangência e limitações do plano. Investigação de incidentes Todo e qualquer incidente de processo ou desvio operacional que resulte ou possa resultar em ocorrências de maior gravidade. resultantes da investigação. envolvendo lesões pessoais ou impactos ambientais. ƒƒ estrutura do plano. de modo que situações futuras e similares sejam evitadas.Antonio Fernando Silveira Alves ƒƒ Treinamento inicial: todo o pessoal envolvido nas operações da empresa deve ser treinado antes do início de qualquer atividade. ƒƒ estrutura organizacional. obrigatoriamente. quando realizado. um Plano de Ação de Emergência (PAE) deve ser elaborado e considerado como parte integrante do processo de gerenciamento de riscos. isolamento. contemplando as atribuições e responsabilidades dos envolvidos. evacuação. controle de vazamentos etc. em nenhuma situação a periodicidade de reciclagem deve ser inferior a três anos. deve ser investigado. considerando procedimentos de avaliação. Plano de Ação de Emergência (PAE) Independentemente das ações preventivas previstas no PGR. ƒƒ Causas básicas e demais fatores contribuintes. de acordo com critérios preestabelecidos de qualificação profissional. ƒƒ descrição das instalações envolvidas. ƒƒ Treinamento periódico: o programa de capacitação deve prever ações para a reciclagem periódica dos funcionários. emergenciais ou não. Tal procedimento visa a garantir que as pessoas estejam permanentemente atualizadas com os procedimentos operacionais.

O conteúdo de cada uma das atividades acima relacionadas deve contemplar o descrito nos respectivos subitens apresentados anteriormente. Todos os trabalhos decorrentes das auditorias realizadas nas instalações e atividades correlatas devem ser devidamente documentados. ƒƒ documentos anexos: plantas de localização da instalação e layout. Auditorias Os itens que compõem o PGR devem ser periodicamente auditados. O crescente interesse público pelas questões ambientais. por exemplo: ƒƒ Alertar o público para um risco específico. As auditorias poderão ser realizadas por equipes internas da empresa ou mesmo por auditores independentes. de acordo com a periculosidade e complexidade ƒƒ manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos. listas de acionamento (internas e externas). Programa de Gerenciamento de Riscos II O escopo aqui apresentado se aplica a empreendimentos de pequeno porte.br 95 . ser superior a três anos. A comunicação de risco pode ser elaborada visando a diversos objetivos. ƒƒ Plano de Ação de Emergência (PAE). integração com outras instituições e manutenção do plano. o plano deve prever a periodicidade para a realização das auditorias. relatórios etc.Avaliação de Riscos Ambientais ƒƒ divulgação. listas de equipamentos. das instalações e dos riscos delas decorrentes. vem impondo às empresas uma revisão de sua estratégia da gestão ambiental.unisa. com o objetivo de se verificar a conformidade e efetividade dos procedimentos previstos no programa. ƒƒ procedimentos operacionais. ƒƒ Acalmar o público para um risco específico. ƒƒ Mudar o comportamento. não devendo. ƒƒ Informar sobre a revisão de estimativas de risco. Da mesma forma. devendo contemplar as seguintes atividades: ƒƒ informações de segurança de processo. ƒƒ tipos e cronogramas de exercícios teóricos e práticos. no entanto. em particular os riscos de impactos ambientais negativos provocados por resíduos industriais – inclusive os gerados em acidentes –. sistemas de comunicação e alternativos de energia elétrica.9 Comunicação de Riscos Por que comunicar riscos ambientais? Objetivos da comunicação de risco A comunicação de risco surgiu para informar sobre os riscos para a segurança e a saúde que as pessoas estão expostas. ƒƒ Auxiliar ou buscar auxílio. incluindo a vizinhança sob risco. Unisa | Educação a Distância | www. implantação. de acordo com os diferentes cenários acidentais estimados. ƒƒ capacitação de recursos humanos. com a comunicação de risco tornando-se um dos elementos decisivos no gerenciamento dessa atividade. 4. como. de acordo com o estabelecido no PGR. bem como os relatórios decorrentes da implementação das ações sugeridas nesse processo.

11 Atividades Propostas 1. outras normas como a norma da FEPAM apresentam pequenas diferenças. como a Identificação dos Perigos.unisa. ƒƒ Metas organizacionais. ƒƒ Metas de cunho legal. neste capítulo final. ƒƒ Aprimoramento do conhecimento público. Como afirmado anteriormente. 4. Quais são os mais relevantes atributos da Comunicação de Risco? 2. 4.10 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a).261 da CETESB.br .Antonio Fernando Silveira Alves ƒƒ Buscar a participação pública e governamental no processo decisório. ƒƒ Mudança de comportamento e ações preventivas. ƒƒ Superar oposição pública e governamental às decisões. Caso tenha a necessidade de trabalhar com outro padrão não mencionado aqui. ƒƒ Garantir a sobrevivência da organização. ƒƒ Educação e informação. os objetivos de uma comunicação de risco são alocados em seis categorias: ƒƒ Resolução de problemas e conflitos. destacamos apenas as instruções e procedimentos descritos na norma P4. você estudou todas as etapas que contemplam um EAR. Nesta apostila. Observou também que o EAR deve ser apresentado numa estrutura preestabelecida. Quais são as três principais questões que devem ser levantadas para um bom planejamento no campo da comunicação de risco? 3. bastará você efetuar os pequenos ajustes necessários. estando entre elas. Quais são as cinco práticas essenciais que influenciam a efetividade da comunicação de risco? 96 Unisa | Educação a Distância | www. mas podemos dizer que estruturalmente são equivalentes. De um modo mais genérico. algumas destacadas nos capítulos iniciais.

servir de base para a determinação do custo a ser pago pelo contratante. onde são aplicados os conceitos de EAR avaliando-se questões como tempo de downtime de operações e abrangendo diversas áreas que vão desde a parte lógica – softwares específicos que não podem ficar sem acesso (como banco de dados) – até a parte estrutural (como rede/internet. Em Economia. considerando situações em diversos níveis de complexidade. Outra área que merece destaque é a utilização do Estudo de Análise de Risco Ambiental pelas instituições financeiras. Podemos citar também a aplicação na área das Ciências Atuariais (Seguros).br 97 . a comunidade de negócios baseia-se em avaliações sistemáticas realizadas por empresas de auditoria ambiental e consultores especializados. análise de risco é a verificação dos pontos críticos que possam vir a apresentar não conformidade durante a execução de um determinado objetivo. Já no Mercado Financeiro pode ser aplicado para tomada de decisões sobre investimentos ou ainda sobre a liberação de crédito. cujo estudo de forma mais ampla e complexa busca quantificar o risco de um determinado evento ocorrer e. servidores. a comunidade de negócios. armazenamento de dados etc. Tais sistemas estão em fase embrionária. as instituições financeiras públicas. que com o auxílio de diversas técnicas e elaboração de mapas de riscos procura-se detalhar e reduzir ao mínimo os riscos de acidentes sofridos pelos empregados no ambiente de trabalho. na área de Gerenciamento de Projetos. Unisa | Educação a Distância | www.unisa. e a sociedade organizada. Uma adequada avaliação dos riscos ambientais vem sendo crescentemente demandada por diversos interessados: as empresas. para demonstrar seu esforço na defesa do bem comum. Na ausência desses sistemas de rating. e qualificar sua capacitação efetiva em administrar esses custos e passivos. e sua utilização no ambiente nacional provavelmente se dará no longo prazo. para melhor instrumentalizar a precificação de suas transações.).RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS CAPÍTULO 1 1. Outra aplicação ocorre na área de TI e Informática. assim. A comunidade de negócios vem desenvolvendo sistemas de avaliação de risco ambiental ao estilo de classificação de risco de crédito (rating). além das questões de custos-benefícios em nível de investimento financeiro. Também é utilizado na Administração. Entre as diversas aplicações em outras áreas do Estudo de Análise de Riscos podemos citar a aplicação na área de Segurança no Trabalho. os quais têm o objetivo de avaliar duas questões-chave da empresa: mensurar o montante de seus custos e passivos ambientais. em função dos custos financeiros e da imagem pública. pelo seu papel estratégico no desenvolvimento sustentável e na proteção ambiental.

98 Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ Texas City. ƒƒ Portstall. ƒƒ Piper Alpha. no México. ferimentos em 2.000 pessoas em 17 dias. com 167 mortos e perdas de US$ 3. com explosão tipo BLEVE de um caminhão tanque com 45 m3 de propileno e com 216 mortos e 200 feridos. em 1947. com incêndio em armazém com 8. com vazamento de 70. na Rússia. em fevereiro de 1996. em janeiro de 1966. podemos mencionar: ƒƒ Baia de Minamata (Japão – 1958). com vazamento de 6. Destruiu 5 esferas de armazenamento de propano. ƒƒ Feyzin. com vazamento de 230. nos Estados Unidos. ƒƒ Catzacoala. ƒƒ Araras. em março de 1978.000 pessoas e destruição de 700 residências. com VCE em duto de gás natural. em setembro de 1972.000 toneladas de petróleo de navio. em março de 1989. em julho de 1988. 143 mortes. vazamento de gás em plataforma de petróleo. na Alemanha. com fogo em esferas de propano.300 pássaros mortos. no Brasil. com 2. 899 reconhecidas como afetadas pela doença de Minamata. na França. em 1998. ƒƒ Quebec no Canadá.000 peças com resíduos de bifenilapolicloradas. no Reino Unido. com perdas de US$ 150 milhões. explosão de caminhão tanque com gasolina e óleo diesel. ƒƒ Los Afaques. na Espanha.000 toneladas de petróleo de um navio. em junho de 1989. em 1973. ƒƒ São Sebastião. no Brasil. com 645 mortes e 500 feridos. lançamento de mercúrio usado como catalisador usado no processo de produção do cloreto de vinila. em março de 1975.000 toneladas de petróleo de navio. vazamento de 6. explosão em navio com nitrato de Amônio. que matou 18 pessoas e feriu 81 pessoas. nos Estados Unidos.br . em março de 1991. na África do Sul. com 37 mortes e 53 feridos. com vazamento de amônia e 18 mortes e 65 intoxicados. causando 552 mortes e 3. ƒƒ Oppau. ƒƒ Alasca. ocorreu BLEVE em estocagem de GLP. com explosão de um silo estocando uma mistura de sulfato de amônia e nitrato de amônia.000 feridos. no Mar do Norte.4 bilhões. ƒƒ Guadalajara.2 milhões. explosão em planta de processo e vazamento de cloro. no Reino Unido. com vazamento de 40. que culminou com a evacuação de 4.000 aves. matéria-prima do PVC. ƒƒ Rio de Janeiro. Perdas de 68 milhões de dólares. em abril de 1991. em setembro de 1921. com explosão em duto de gasolina. ƒƒ Entre os grandes acidentes ambientais ocorridos. no Brasil.unisa. ƒƒ Potchefstroom.000 toneladas de petróleo de navio encalhado e morte de 100. em julho de 1978.Antonio Fernando Silveira Alves 2. com a morte de 561 pessoas. causando 300 mortes. ƒƒ Ufa. provocando 54 mortes. em agosto de 1988. ƒƒ Mill Bay. no Brasil. ƒƒ Rio de Janeiro. além dos já citados no Capítulo 1.000 toneladas de petróleo de um navio encalhado e perdas de US$ 85.

Em um ano. como argumentos a favor da utilização da Energia Nuclear. além de altos prejuízos materiais. Mais de 100 pessoas ficaram feridas e 15 pessoas morreram. além dos prejuízos materiais. no Brasil. ƒƒ Cidade do Texas. Amerício e Césio. como os exemplos de Chernobyl. que são originados a partir da fissão do combustível nuclear. um reator nuclear de 1200 MW (como p. ocorrido após um terremoto e um tsunami em 11 de março de 2011. Todos esses eventos tiveram em comum. Atualmente esses elementos são separados do urânio que será reprocessado e são armazenados em Unisa | Educação a Distância | www. Isso já produz material de sobra para se produzirem danos consideráveis às populações humanas e ao meio ambiente em geral. em julho de 2000. ƒƒ Araucária. em março de 2001. como consequência de suas ocorrências. quando houve o vazamento de hidrocarbonetos leves. em março de 2005. podemos citar o fato de a Energia Nuclear poder ser utilizada em substituição aos combustíveis fósseis e não gerar gases de Efeito Estufa. A parte do combustível que não é reprocessada imediatamente é armazenada para reprocessamento futuro. 3. ou o alto número de fatalidades ou danos ao meio ambiente. em abril de 1986 e Fukushima I. nos Estados Unidos. Japão. na Rússia.000 de litros de óleo e danos ao meio ambiente. ƒƒ Rio de Janeiro. águas e ar. com 11 vítimas fatais e prejuízos de US$ 500 milhões. Podemos destacar também os riscos de acidentes nucleares com as usinas em funcionamento. Cerca de 4% do total do combustível queimado é constituído dos chamados produtos de fissão e da série dos actinídeos.000 anos. no Brasil. da flora.br 99 . ex. apresenta a vantagem de não necessitar o alagamento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios. vazamento de 1. Em contrapartida. explosão em plataforma de petróleo. O reprocessamento visa a enriquecer novamente o urânio exaurido. Estes podem incluir elementos altamente radioativos como o Plutônio. Comparando-se com a energia hidrelétrica.500. bem como a remoção de comunidades inteiras das áreas que são alagadas. evitando assim a perda de áreas de reservas naturais ou de terras produtivas.unisa.Avaliação de Riscos Ambientais ƒƒ Rio de Janeiro. uma grande parte do combustível utilizado nos reatores nucleares é reprocessada em plantas de reprocessamento como a Urenco no Novo México. Já que a maior parte (cerca de 96%) do combustível nuclear queimado é constituída de Urânio natural. que tem uma meia-vida de 24. seguido de explosão. em 2000. Temos o risco de contaminação do meio ambiente pelos resíduos radioativos que demandam um forte esquema de segurança para deixá-los isolados.000. o de Angra 2) produz 265 kg de resíduo de Plutônio-239. vazamento de 4. ou é armazenada definitivamente em depósito próprio. tornando possível que ele seja novamente utilizado como combustível. Cerca de 60% do combustível nuclear é mandado diretamente para o reprocessamento.000 de litros de óleo e danos ao meio ambiente. com contaminação da fauna. Esses riscos podem servir de base para os argumentos para as pessoas que se posicionam contra a utilização da Energia Nuclear. no Brasil. Outra vantagem da energia nuclear em relação à geração hidrelétrica é o fato de que a energia nuclear é imune a alterações climáticas futuras que porventura possam trazer alterações no regime de chuvas.

CAPÍTULO 2 As respostas das questões encontram-se descritas ao longo do capítulo. A falha de resfriamento fez os níveis de água nos tanques de arrefecimento baixar. 100 Unisa | Educação a Distância | www.unisa. O Plutônio também é utilizado como combustível de satélites artificiais. EUA. no Brasil.000 pessoas evacuadas. ƒƒ A falha de resfriamento pode ser causada por erros humanos. provocando aquecimento dos combustíveis e a formação de hidrogênio em 4 dos 6 blocos da central. As seguintes explosões destruíram os prédios e causaram vazamentos em contêineres de segurança com liberação de materiais radioativos. com missão de Urânio e 135. Pennsylvania. 4. ƒƒ Chernobyl.300 km² possuem acesso interditado indefinidamente. em abril de 1986. ƒƒ Um terremoto da 8. exposição à radiação ionizante. 129 contaminados e a geração de 13. CAPÍTULO 3 As respostas das questões 1 e 2 encontram-se descritas ao longo do capítulo.9 na escala Richter e o subsequente tsunami levou ao acidente nuclear de Fukushima I (nível 7 na escala INES). impacto de catástrofes naturais ou ataques terroristas.Antonio Fernando Silveira Alves depósitos projetados especificamente para armazenamento de elementos radioativos ou utilizados em pesquisas. em setembro de 1987. Podemos citar os quatro acidentes relacionados a seguir: ƒƒ Goiânia. com explosão em usina nuclear.5 milhões de Becquerel por km². na Rússia. que são reatores que operam utilizando uma combinação de urânio natural e plutônio como combustível. sendo que 4. que levou à destruição completa do reator e ao vazamento de substâncias radioativas com mais de 1.br . o que as deixa inabitáveis por milhares de anos.6 · 1015 Bq no dia 28 de março de 1979 (nível 5 na escala INES). Até 180 quilômetros distantes do reator situam-se áreas com uma contaminação de mais de 1.4 toneladas de lixo contaminado com Césio-137.000 km² (corresponde a mais de três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro). resultou em 4 mortos. O Plutônio tem valor estratégico e científico particularmente alto por ser utilizado na fabricação de armamentos nucleares e também para pesquisas relacionadas aos chamados Fast Breed Reactors. O acidente contaminou radioativamente uma área de aproximadamente 150. Foram falhas de funcionários no caso do acidente da usina Three Mile Island perto de Harrisburg.

unisa. O primeiro desvio é obtido aplicando-se a palavra-guia “NENHUM” à intenção.Avaliação de Riscos Ambientais 3. para as causas possíveis deve-se passar para a próxima etapa e avaliar as consequências. o parâmetro é o “fluxo de A” ou “vazão de A”). Em seguida. A é transferido numa vazão especificada (ou seja. Isso é combinado com a intenção para fornecer: “NENHUM” + “FLUXO DE A” = “NENHUM FLUXO DE A” O fluxograma é então examinado para estabelecer as causas que podem produzir uma parada completa do fluxo de A. Outras. não. 4. pode-se dizer que este é um desvio importante. portanto. Unisa | Educação a Distância | www. Algumas destas são causas claramente possíveis e.br 101 .

9. A comunicação de risco busca. aos acidentes ambientais e à atividade humana são algumas das principais atribuições da comunicação de risco. deve romper com a barreira da linguagem inerente ao vocabulário técnico-científico. Programar lavagem. Encher de água. que. sensibilizar a população e a comunidade científica sobre os desafios envolvidos em uma grande crise na área de saúde pública ou em quaisquer outras áreas correlatas. Adicionar roupa. Desligar a máquina. é necessário indagar-se sobre: (1) quais informações são cruciais em mensagens iniciais a fim de promover reações apropriadas durante uma situação de crise? (2) quais são as mensagens a serem emitidas antes. 8. Selecionar roupa. Informar e conscientizar acerca dos riscos de segurança e saúde aos quais as pessoas estão expostas e ser capaz de explicar os fatores de risco associados às endemias. durante e após um incidente? (3) quais são os obstáculos à comunicação eficaz e como eles podem ser minimizados? 102 Unisa | Educação a Distância | www. Retirar roupa.br . 1.Antonio Fernando Silveira Alves 5. ao mesmo tempo que tem de evitar alarde e preocupação indevida à população. 2. CAPÍTULO 4 1. 5. 4. Para comunicar ao público e aos meios de comunicação de forma adequada. Adicionar sabão. 3.unisa. Estender para secagem. 7. antes de tudo. 2. Ligar a máquina. 6.

franca. de forma a contribuir para o controle eficaz de uma situação de crise. O planejamento da comunicação da crise deve ser uma parte do planejamento da administração da própria crise desde o começo. (5) planejamento antecipado. completa e precisa. bem como pesquisada e respeitada como uma força que irá influenciar no impacto da emergência sanitária. As cinco práticas são: (1) construção. (2) comunicados rápidos.Avaliação de Riscos Ambientais 3. facilmente entendida. (4) respeito à preocupação do público. vital para a efetiva comunicação em uma crise. manutenção ou restauração da confiança do público naqueles responsáveis por gerenciar a crise e prover informações sobre o tema. Unisa | Educação a Distância | www. (3) transparência. que pode ser definida como a comunicação que é aberta. que deve ser vista como legítima.unisa.br 103 .

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