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Ano III • Nº 40 • Dezembro 2002 • R$ 6,00

www.embalagemmarca.com.br

cobertura especial do emballage 2002, em paris

Um compromisso que se reforça

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A todos, votos de felicidade pessoal e bons negócios em 2003. Nosso compromisso com a inovação seguirá mais forte

m retribuição e agra­ decimento ao cres­ cente apoio de nos­ sos leitores e anunciantes, e também às mensagens de Boas Festas recebidas pela passagem de ano, transmi­ to a todos, em nome da equipe de EmbalagEm­ marca, votos de felicida­ de pessoal e de bons negó­ cios em 2003. Sendo esta uma época de afirmação de intenções e planejamen­ to, aproveito para reiterar nosso compromisso de buscar sempre a melhora da qualidade dos serviços prestados pela revista. Acredito que esta edição cumpre e reforça mais uma vez essa intenção. Como já

se tornou tradição, pela quarta vez, no final do ano, a reportagem de capa – fei­ ta com base em dados, prognósticos e opiniões de diferentes profissionais ligados à cadeia de emba­ lagem e acondicionamento – é uma tentativa de mos­ trar as Tendências e Pers­ pectivas para o próximo exercício. O retorno dado às três edições anteriores desse serviço nos incentiva a continuá­lo. Consultando a reportagem, de autoria de Guilherme Kamio, os lei­ tores terão um roteiro segu­ ro dos prováveis rumos pelos quais enveredarão diferentes segmentos do mercado em 2003.

Igualmente com a intenção de apresentar em suas pági­ nas o que acontece de mais interessante no universo do packaging, EmbalagEm­ marca enviou Leandro Haberli especialmente a Paris, para a cobertura do Emballage 2002, um dos mais importantes salões mundiais do setor. Por fim, embora de menor extensão, outras reporta­ gens e notas importantes complementam esta edi­ ção. Nosso compromisso com a inovação prossegui­ rá mais forte em 2003. Até janeiro.

Wilson Palhares

de verniz fosco on line, à base de água, em todas as folhas, na fase final da impressão em quatro cores. Do ângulo de visão dos editores, é fruto do compromisso de, na medi­ da do possível, investir permanen­ temente no aperfeiçoamento do conteúdo e da apresentação da revista. ostaríamos de parabenizá­los por mais uma ótima edição desta revista que já se tornou uma impor­ tante referência do mercado brasi­ leiro de publicações segmentadas. Na esperança de vislumbrar o futu­ ro e aquilo que está por vir, aguar­ damos ansiosamente cada nova publicação de EmbalagEmmarca. No entanto, para tal, não podemos deixar de analisar o passado e o presente, algo que vocês fazem de maneira magistral. Parabéns e obrigado pelo ótimo e importante trabalho. Valdivo J. Begalli Jr. Gerente de Marketing Cebal Brasil Mogi das Cruzes, SP arabéns pelo editorial da edição 38 de EmbalagEmmarca. Foi além da embalagem e entrou no conteú­ do das coisas. Nemércio Nogueira R.P. Consult São Paulo, SP

screvo para manifestar minha surpresa com a qualidade obtida na produção da edição de outubro (nº 38) de EmbalagEmmarca. Ao receber a revista fui de imediato conferir nosso anúncio. Após ter saciado minha curiosidade, percebi que havia algo novo, não apenas com o anúncio em questão e sim com toda a revista: a qualidade da definição das cores foi o primeiro ponto que me afetou. Mais além, a própria textura das folhas estava diferente, parecia outro papel. Impressionante! O que mudou? Termino parabenizando toda equipe de EmbalagEmmarca pelo exce­ lente trabalho que vem realizando, não apenas nessa edição, mas em geral, fornecendo uma revista de ótima qualidade e conteúdo. Bruno Zambotti Marketing Wheaton Brasil São Bernardo do Campo, SP Do ponto de vista técnico, a Con­ graf, responsável pela impressão e pelo acabamento da edição, expli­ ca: a mudança se deve à aplicação

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uero parabenizar a todos de EmbalagEmmarca por manter a qualidade técnica em suas reporta­ gens nas suas últimas edições. Esta­ mos preparando os lançamentos de nossa representada Bauch & Cam­ pos e a nova programação visual do E­Packing, bem como novos proje­ tos que irão despontar em 2003. Marco Antonio Dias de Oliveira Diretor Comercial E­Packing Group São Paulo, SP
Mensagens
para

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2002). Vejo com grande entusiasmo a aproximação entre as agências de marketing promocional e os forne­ cedores de embalagens, como os de rótulos auto­adesivos. Parabéns pela íntegra. Roberto Inson Gerente de Marketing Prakolar Rótulos Auto­Adesivos Ltda. São Paulo, SP

eMbalageMMarca

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Redação: Rua Arcílio Martins, 53 CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463 redacao@embalagemmarca.com.br As mensagens recebidas por carta, e-mail ou fax poderão ter trechos não essenciais eliminados, em função do es-paço disponível, de modo a dar maior número possível de oportunidades aos leitores. As mensagens poderão também ser inseridas no site da revista (www.embalagemmarca.com.br).

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astante oportuna a reportagem junto à Associação de Marketing Promocional (“Promoção Também Constrói”, edição nº 36, agosto de

dezembro 2002

Diretor de Redação Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

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capa: Tendências e perspecTivas 2003 Problemas continuarão, mas indústria aguarda um ano melhor. Oportunidades para a cadeia de embalagem não faltarão

Reportagem
redacao@embalagemmarca.com.br

Flávio Palhares

flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio Leandro Haberli

guma@embalagemmarca.com.br leandro@embalagemmarca.com.br

Colaboradores Josué Machado e Luiz Antonio Maciel

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LabeL brasiL 2003 Empresários e executivos da área de auto-adesivos reúnem-se para discutir ameaças e oportunidades para o setor.

embaLLage 2002 Em sua 35ª edição, salão francês expôs os rumos e revelou novas tendências do cada vez mais internacional mercado de embalagens making of Escova dental da J&J ganha otimização nas embalagens primária e secundária

Diretor de Arte Carlos Gustavo Curado
arte@embalagemmarca.com.br

Administração Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira) Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br

Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 60,00 EmbalagEmmarca é dirigida a profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens para alimentos, bebidas, cosméticos, medicamentos, materiais de limpeza e home service, bem como prestadores de serviços relacionados com a cadeia de embalagem.

Público-Alvo

Tiragem desta edição 7 500 exemplares Filiada ao

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prêmio Anunciados os ganhadores do Prêmio Max Feffer

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ecodesign Evento em Florianópolis aponta rumos para a criação com viés amigável ao ambiente perfiL Carnevalli: 100% nacional, há 40 anos fabricando bens duráveis

Impressa em papel da Ripasa – 0800-113257 Image Art 145 g/m2 (capa) e Image Mate 115 g/m2 (miolo)

Impressão: Congraf – (11) 5563-3466

CAPA: PHILIPP MAI – MAI 3D

Painel gráfico Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens Panorama Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

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Display Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagem Almanaque Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

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eMbalageMMarca é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463

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capa

Perspectivas 2003
tendências e perspectivas 2003 Ceticismo, pelas dificuldades vividas nos dois últimos anos, e otimismo, pela guinada governamental, se entrelaçam nas expectativas para o próximo ano. O mais provável é um exercício que continuará nublado pelos temporais macroeconômicos
Por Guilherme Kamio

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iluSTRAçõES: PhiliPP MAi – MAi 3d

acinada pelas lambadas de 2001, a maioria das pessoas, sem posar de pitonisa, já previa com os pés no chão que 2002 também seria um ano de vacas magras para a econo­ mia brasileira. Dito e feito. A recessão global recrudesceu, as tensões políticas internacionais continuaram e vivemos ainda as eleições. Esses fatores criaram um cenário de incertezas, do qual proliferaram especulações, instabilidade cambial e uma conseqüente alta de insumos essenciais. No geral, os negócios esfriaram e o garrote sobre o consumo e a produção apertou.

V

Por isso, em termos gerais 2002 fechará como um clone de 2001, com um crescimento vegeta­ tivo do PIB, na casa do 1,5%. Agora, no período de projeções para o próxi­ mo ano, o quase­consenso é de que em 2003 as complicações continuarão. Uma catástrofe é improvável, porém estaremos longe da bonança. Mesmo sabendo das dificuldades de se traçarem cenários confiáveis diante de variáveis ciclotími­ cas, como o comportamento do consumidor e a disposição dos investidores, e de fatores que podem repentinamente entrar em jogo, como gargalos estruturais ou atividades terroristas, o

ano de trovoadas é plausível pela necessidade da consolidação da transição governamental e pelo fato de que os entraves macroeconômicos de 2002, como a estagnação das economias exteriores, os juros altos, o sobe­e­desce cam­ bial e, o que mais assusta, o retorno da inflação, irão se espraiar para o próximo exercício. Já se considera fato consumado que a infla­ ção, no acumulado anual, atinja a casa dos dois dígitos até o fim de 2002. Há seis anos isso não acontecia. Se a escalada de preços se intensifi­ car, a elevação da taxa de juros, antídoto usei­ ro e vezeiro para contê­la, sufocará ainda mais o setor produtivo em 2003. Contra essa possi­ bilidade trabalha a esperança dos que enten­ dem que, como a inflação não é de demanda, ou seja, não se deve ao aumento do consumo, até porque os salários estão minguados há tem­ pos, a chamada bolha inflacionária tenderá a ceder caso o governo crie condições para que o dólar recue e se descarte a indexação de pre­ ços. Assim, seria possível reduzir juros, ainda que cautelosamente.

passo o repasse?
Os agentes da cadeia produtiva torcem para que essa aposta se confirme, o que abriria cam­ po para voltar a se pensar em crescimento e amortizaria o drama do repasse, que vem dimi­ nuindo margens das empresas. Tal fator vem sendo a nêmesis da indústria de embalagem, que sofre como elo intermediário. As resinas

plásticas, por exemplo, aumentaram de preço em outubro e em novembro, e as petroquímicas já anunciaram um novo reajuste, de 15%, para janeiro. “Ficamos como recheio de sanduíche: de um lado o fornecedor de resina empurrando um preço dolari­ zado, do outro o clien­ te absolutamente fe cha do a negociar qual­ quer aumento”, diz Ser gio Haberfeld, presi­ dente da Associa­ ção Brasileira da Indústria de Emba­ lagens Plásticas Fle­ xíveis (ABIEF), lem­ bran do que, do au men to mé dio de 55% no ano em maté­ rias­primas, 40% foram re pas sa dos às em ba la­ gens. Essas quedas de braço entre os elos da cadeia pro­ dutiva e a pressão sobre os fabricantes de bens interme­ diários para a absorção do ônus in fla­ cionário serão inevitáveis caso o dólar não retroceda. O varejo já mostrou, no segundo semestre de 2002, que a disposição de repassar

preço corrói o charme das marcas
Um movimento influenciado pelos preços inflacionados nos últimos meses, e ao qual a indústria deverá estar muitíssimo antenada, já que tende a continuar em 2003, é a relevância que o consumidor está dando ao preço em suas decisões de compra. Pesquisa mostrada em nossa edição anterior, do Latin Panel, órgão ligado ao Ibope, revela que as marcas líderes vêm perdendo share para marcas de valor intermediário nos últimos meses. Outra constatação de que o charme das marcas vem arrefecendo diante dos holerites parcos, só que ainda mais contundente, é dada por uma recente pesquisa da AC Nielsen. Segundo ela, nos últimos três meses um em cada cinco consumidores está comprando a marca mais barata em quaisquer produtos. O estudo também aponta que 74,9% dos entrevistados deixaram de adquirir algum item, seja ele um supérfluo ou um bem de primeira necessidade. Vale ainda enfatizar o crescimento notável das marcas próprias. De acordo com o 8º Estudo Anual de Marcas Próprias, da AC Nielsen, o número total de itens de marca própria cresceu 33%, passando de 15 493, em 2001, para 20 681 em 2002. Evoluções no conceito desses produtos, como o próprio cuidado com a apresentação, vêm fazendo com que eles entrem em competição cada vez mais intensa com marcas tradicionais. “Há maior sortimento de marcas próprias, indicando que o varejo está oferecendo ao consumidor mais versões dentro das categorias, como novas embalagens, fragrâncias e sabores”, resume Cláudia Bindo, responsável pelo estudo da AC Nielsen.

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tendências e perspectivas 2003

os aumentos para os pre­ ços de gôn­ dola é mí ni­ ma. Antecipar ru mos nessa questão é difí­ cil, já que sobre o humor cambial paira um ruço espes so e nin­ guém arrisca pre­ dições, devido às re vi ra vol tas de 2002. Ou tros fa to res poderão atingir as relações entre usuá­ rios e fornecedores de em ba la gem. Entre elas estão um possível descontrole do preço do petróleo, para o qual pesa uma iminente guerra entre Estados Unidos e Ira­ que, e a insuficiência de matéria­prima. No tocante ao primeiro ponto, Lula já declarou a intenção de criar mecanismos para amortecer impactos cambiais sobre o preço do petróleo e de seus derivados, mas as ações ainda não estão claras. Quanto ao último quesito, há um temor de convertedores, como os de rótulos e etiquetas e os de embalagens celulósicas flexíveis, de que fal te pa pel no mer ca do, as sun to ven ti la do inclusive em recente evento, o Label Brasil 2003 (ver página 16), que congregou fornece­ dores de soluções auto­adesivas. Incentivadas pelo câmbio atrativo, as indústrias de celulose, papel e papelão para embalagens vêm expor­ tando como nunca e, segundo dados recentes, com perto de 95% de capacidade ocupada. Como os setores de conversão citados prevêem expansão, mesmo com o quadro recessivo, poderá haver demanda reprimida.

de olho na balança
No tocante à balança comercial, aliás, outro ponto ao qual a cadeia do packaging e os demais setores industriais estarão inevitavel­ mente atentos em 2003 é a discussão sobre a

implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), cujo cronograma prevê a apresentação de propostas preliminares até 15 de fevereiro e a de propostas definitivas até 15 de julho. A indústria de embalagem tem interesse direto no tema, pelo papel estratégico que pos­ sui no plano de elevar exportações. O país já comercializou para fora, em 2002, uma quanti­ dade maior de produtos acondicionados, mas vários nichos mantêm­se pouco explorados, como as commodities agrícolas, que vêm se valorizando, mas continuam sendo em grande parte remetidas a granel para o exterior. E, ainda que soe repetitivo, perdura o velho desafio de embarcar produtos de maior valor agregado, embalados antes de sua saída do país. Isso reverteria, como já sinalizou o presi­ dente da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), Fabio Mestriner, num “ganho duplo, pois não só garantiria aumento das exportações como também uma maior presença da embala­ gem nacional lá fora”. Hoje apenas 8% da pro­ dução do setor de embalagens são exportados, mormente para países do Mercosul. Por isso, a ABRE pretende lançar, em meados de 2003, uma cartilha informativa para incentivar expor­ tações de pequenas e médias empresas, inicia­ tiva em parceria com o Sebrae. Notícia anima­ dora é que segmentos componentes da in dús tria na cio nal de embalagem já anuncia­ ram que em 2003 irão intensificar os diálogos com os mer ca dos in ter na cio nais (ver quadro), e as próximas edi ções das fei ras comerciais do setor evi­ den cia rão essa es tra té­ gia, pois se pretende que elas fortifiquem seu cará­ ter cosmopolita. Outra possibilidade que pode ser compensadora ao se tor de em ba la gem é a nacionalização de produtos, es pe cial men te má qui nas. Diz o Instituto de Estudos para o De sen vol vi men to Industrial (Iedi) que, embora o espaço para a substituição de

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importações de bens de consumo este­ ja no limite, o setor de bens de capital ainda pode queimar certa gordura.

otimismo, ma non trop­ po
Mesmo diante desses sabidos desafios e barreiras e do possí­ vel surgimento de sobressaltos, é in te res san te no tar que o empresariado encara com cer­ to otimismo o próximo exercí­ cio. Uma pesquisa da Câmara Ame ri ca na de Co mér cio (Am cham­SP) e do Ibo pe junto a executivos de 400 companhias sobre perspecti­ vas para o próximo ano sina­ liza um crescimento do PIB na casa dos 2,5%, seguindo a es ti ma ti va anun cia da re cen te men te pelo Ban co Cen tral. Para 57,4% dos en tre vis ta dos, ha ve rá au men to de ven das no transcorrer do próximo ano, con tra 5,94% que acham que elas deverão se contrair.

Concorrem para esse otimismo os anúncios já feitos pelo novo governo, como a revisão do salário mínimo e o programa Fome Zero, medidas animadoras por contemplarem a parcela da população que mais tem sofrido com a inflação, a de baixo poder aquisitivo, já que os alimentos e produtos de necessi­ dade básica, como os de higiene pessoal, são os que mais têm puxado a alta de pre­ ços. Fica, porém, a velha restrição pontual: se os juros continuarem altos, os impactos recessivos podem neutralizar os efeitos dessa injeção de dinheiro. A indústria de embalagem tam­ bém projeta crescimento, seguin­ do o provável resultado de 2002, para o qual se aguarda um fatura­ mento cerca de 10% maior – um salto de 15,7 bilhões de reais para 17 bilhões de reais movi­ mentados. Aliás, o setor chega a comemorar um possível salto para além dos 20 bilhões de reais, estimulado antes pela questão cambial do que pelo crescimento em volume de vendas. De qualquer forma, acredita­se num balanço simi­

o caminho da rentabilidade está lá fora
tendências e perspectivas 2003
Os últimos dois anos provaram para certos segmentos da indústria nacional, via consecutivos resultados mornos e ociosidade produtiva, que o mercado interno não é um eterno maná para os negócios. É por isso que em 2003, antevéspera do aguardado início da Alca, o setor de embalagem intensificará esforços para encarar os desafios da economia globalizada. A ABRE, por exemplo, está criando um Comitê de Exportações para fomentar o comércio exterior de suas associadas, pois, segundo seu presidente, Fabio Mestriner, houve um grande interesse por embalagens brasileiras nas últimas feiras internacionais das quais a entidade participou. Outras iniciativas de destaque vêm da cadeia do plástico e do setor gráfico, que iniciam em janeiro programas de incentivo à exportação, apoiados por suas entidades de classe e pela Agência de Promoção de Exportações (Apex). No caso do plástico, o projeto visa gerar superávit comercial de 1 bilhão de dólares num prazo ainda não determinado. Um dos principais objetivos do programa é embarcar mais produtos acabados, como embalagens, por estes possuírem até dez vezes mais valor agregado do que as resinas, e substituir importações. Já o Programa Setorial Integrado da Indústria Gráfica, bancado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), pela Apex e pelo Sebrae, investirá em 24 meses perto de 10 milhões de reais para beneficiar pequenas, médias e grandes empresas, esperando um crescimento de 13% nas exportações no primeiro ano. Devido aos constantes investimentos, o potencial competitivo do setor é grande, segundo Mário César de Camargo, presidente da Abigraf. Apenas em 2002 foram injetados cerca de 420 milhões de dólares em modernização de parques gráficos.

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lar a partir da sensa­ ção, já citada, de que o pró xi mo ano de ve rá seguir a correnteza de 2002. In de pen den te­ men te de qual quer es pe cu la ção, uma afirmação é segura: continuarão a plena carga as disputas de mer ca do en tre os diferentes materiais e sistemas de embala­ gem.

sem inércia nos mercados
Os pro vá veis em ba tes dificilmente fugirão das tendências já detectadas anteriormente por Emba­ la gEmmarca. Valem, para todos os segmentos, algu­ mas cons ta ta ções: como o cenário crítico tende a continuar, deverá manter­se crescente a deman­ da por soluções promocionais, seguin­ do movimento dos últimos anos, e em pro por ção in ver sa deve esfriar um pouco o mercado para os sistemas de decoração e demais soluções de alta nobreza. Embalagens de plástico rígido, como as de PET, con­ ti nua rão bus can do alargar presença em mercados para além do de refrigerantes, que cres ce em rit mo ve ge ta ti vo, como os de medicamentos e de cosméticos, e as derivadas de outras resinas têm ainda espaço em alimentos, food service e no chamado mercado de HMR (Home Meal Replacement, ou seja, refei­ ções prontas ou semiprontas). O mercado de água mineral também é atrativo para as garrafas plásticas, seja qual for o material. Por sua vez, as emba­ lagens plásticas flexíveis continuam a vislumbrar potencial para stand­up pou­

tendências e perspectivas 2003

ches e outras soluções sofistica­ das, longe das estruturas mono­ web, e podem se beneficiar, se a situação apertar, de uma violenta preconização do fator custo nas decisões por embalagem de várias empresas. Rações animais tam­ bém vêm puxando gordos forneci­ mentos entre as flexíveis. As vidrarias, seguindo movi­ mento incipiente nos últimos dois anos, continuarão burilando o res­ gate do apelo de seus frascos e potes para alimentos, e torcem por uma revalidação dos vasilhames retorná­ veis para bebidas. O setor de alimen­ tos também promete ser palco de um ataque do alumínio, capitaneado por um esforço da Alcan, já que o espaço para o crescimento das latas para bebi­ das não é o de outrora. Nichos de apelo premium em bebidas, como os de ener­ géticos e de drinques ice, vêm dando novo impulso à lata de aço, especialmente as de formato slim – tanto que a Cia. Prada inaugurou recentemente uma linha de produ­ ção dedicada a esses recipientes. Já o setor de papel cartão mira segmentos como os de biscoitos, cereais, grãos e massas e, assim como as outras embalagens deriva­ das da celulose, poderá se ver numa con­ fortável posição de negociação junto a clientes em potencial diante do humor das cotações do petróleo – ainda que seus preços na base se atrelem ao dólar. Para as embalagens assépticas, tipo longa vida, uma performance ascendente dependerá da competiti­ vidade em nichos como sucos pron­ tos e outras bebidas não­carbona­ tadas, já que em leites parece que se chegou a uma zona limítrofe de expansão.

sobram opor tunidades
Todas essas possibilidades ser­ vem para enfatizar, mais uma vez, ser falsa a noção de que situações recessivas impli­ cam necessariamente inér­ cia na política de embala­

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gem das empresas. Em que pese soar como arenga, o ditado chinês de que crises também trazem oportunidades é provado na prática: diversos mercados vêm crescendo notavelmen­ te, e muitos deles de considerável valor agrega­ do, o que pavimenta caminho para soluções de alta tecnologia em acondicionamento. No outro extremo também se abre um potencial de investimento em criação e inovação em emba­ lagens para produtos de perfil popular (ver excerto sobre marcas). É óbvio que, no âmbito geral, a situação atual, a mesma aguardada para 2003 e defi­ nida por muitos como represamento eco­ nômico, não é nada agradável. No que diz respeito ao desenvolvimento da embala­ gem no país, um efeito negativo é o cer­ ceamento à entrada de novas tecnologias e processos que ajudariam na qualidade da produção. Por essas, e por muitas outras, não só a indústria, mas a socie­ dade em seu conjunto, já deixou claro o

desejo de que o novo governo inicie sua admi­ nistração superando expectativas. Independentemente das medidas que sejam adotadas, à cadeia de embalagem não estará reser­ vado muito mais nem muito menos do que sempre coube aos integrantes da economia em geral: tra­ balho duro e superação de obstáculos.

tendências e perspectivas 2003

evento

Um por todos
Setor de auto-adesivos vê na união a receita para prosperar
untar forças para fazer o setor crescer e, com isso, todos ganha­ rem. Essa foi uma das principais conclusões do Label Brasil 2003, realizado em São Paulo no dia 26 de novembro último. “O objetivo deste evento é aproximar o mercado fornecedor de auto­adesivos do mercado comprador”, diz Clêmie Blaud, da Sala 21, empresa organizadora do seminário, que teve o apoio de EmbalagEmmarca. “É claro que estes públicos já se comunicam, pois isso faz parte do cotidiano dos negócios, mas é no evento que se tem a oportunidade de tro­ car experiências e obter informações sobre as expectativas dos clientes.” Em sua segunda edição, o evento reuniu empresários e executivos da área de auto­ade­ sivos para discutir possibilidades e perspecti­ vas para 2003, e consolidou­se como parte obrigatória da agenda de quem se interessa por esse sistema de decoração de embalagens. Por isso mesmo, Clêmie já pensa em 2003. “O mercado de auto­adesivos tem crescido significativamente, o que faz com que a necessidade de rela­ cionamento e credibilidade junto aos usuários de rótulos e etiquetas aumente também”, ela diz. “Na medida em que eventos como este se consoli­ dam, todos saem ganhando.”

J

Label Brasil 2003 reuniu profissionais ligados ao setor de auto-adesivos

ber quando o potencial de venda para um cliente não é totalmente explorado.

preço não é tudo
Na seqüência, o professor da FGV­RJ e diretor de Marketing da U.Near, Marcelo Smarrito, chamou a atenção dos presentes para o fato de que, graças à enorme evolu­ ção da tecnologia de informação, “os clien­ tes estão cada vez mais encontráveis”. Smarrito apontou para a relevân­ cia da conveniência nas atividades de consumo. Segundo ele, a escas­ sez de tempo para lazer leva as pessoas a valorizarem cada vez mais formas de consumo que não absorvam as poucas horas livres que lhes sobram. Ecoando a opinião de Talarico, o professor enfatizou ser vital para uma empresa possuir um bom banco de dados. “O desafio é relacionar­se individualmente com aqueles que, em última instância, pagam nossos salários: os clientes.” Por isso, brigar por preços não é sempre a melhor estratégia. “Comodidade e conve­ niência podem ser usados para que se con­ sigam melhores preços.”

visão estratégica
O consultor Edison Talarico, da Thinker, abriu o dia falando da necessidade de se ter estratégias de vendas para grandes clientes. Segundo ele, é fundamental que as empresas parem de gastar todas as suas energias para cumprir metas tático­operacionais. “Come­ cem a estabelecer objetivos para cinco, dez anos”, recomendou Talarico. O consultor alertou para a importância de bancos de dados bem estruturados, que permitam acompanhar o desempenho das vendas em cada cliente. Dessa maneira, pode­se perce­

inovar para sobreviver
A última palestra da parte da manhã foi pro­ ferida pelo também professor Luiz Carlos Di Serio, da FGV­SP. Ele enfatizou a impor­

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tância do fator humano nos processos pro­ dutivos. “As pessoas estão desmotivadas, infelizes no trabalho, e isso leva a uma situação de baixa produtividade.” O profes­ sor mostrou também que o cumprimento de prazos é o resultado de qualidade em toda a cadeia, e que inovar é imprescindível nos dias de hoje. “A inovação é onde deixamos os concorrentes na fumaça”, ensina ele.

proteção na origem
Na parte da tarde, o evento foi aberto por Rogério Viscardi, gerente de etiquetagem na origem da Checkpoint, empresa fornecedora de etiquetas de segurança. Mostrando que o varejo perde cerca de 2% de seu faturamento bruto em função de furtos, Viscardi informou que, num futuro não muito distante, deverá vigorar a exigência de que etiquetas anti­furto sejam aplicadas na origem, pelo próprio fabri­ cante (já é assim na Argentina), deixando de ser responsabilidade do varejo. Nesse caso, acredita Viscardi, o sistema de rádio­freqüên­ cia seria o mais apropriado, pela facilidade na

desativação (basta adicionar um comando no leitor ótico no ponto de check out), pela discri­ ção (pode ser escondido facilmente na emba­ lagem) e pela facilidade na aplicação. Um obstáculo à adoção universal desse sistema pela indústria de embalagens é a impossibili­ dade de aplicação sobre superfícies metálicas. Girando em torno de 7 centavos de dólar a unidade (para grandes quantidades), o repasse de custos da etiquetagem na origem promete ser (mais um) fator de disputa entre varejo e indústria.

estudar alternativas
A apresentação seguinte foi feita por Edél­ cio Foratori, gerente de desenvolvimento de embalagem da Unilever Bestfoods. Ele falou sobre a necessidade que a empresa tinha de fazer suas margarinas ganharem maior destaque nas gôndolas. A empresa analisou diversas alternativas. O in­mold label – “o sonho de todo fabricante de mar­ garina”, como definiu Foratori – foi descar­ tado em função do preço. Alternativas de

baixo custo, como a pré­impressão da tam­ pa e a impressão sobre tampas coloridas, foram abandonadas por restringirem a parte visual. A laminação, que seria uma alterna­ tiva de médio custo, também tinha proble­ mas na parte gráfica, gerados no processo de termoformagem. A Unilever decidiu usar tampas com cores fortes (coloridas com masterbatch), sobre as quais aplicaria rótulos auto­adesivos, mesmo não sendo esta a alternativa mais barata. “A relação custo­benefício é o que deve ser levado em conta”, diz Foratori. Como rótulo e tampa eram fornecidos por empresas diferentes, havia dificuldades na parte logística – supe­ radas com a aplicação dos rótulos na fábri­ ca de tampas, viabilizada por parcerias.

Na hora do coffee break, muitos contatos

benefícios logísticos
Depois, veio a palestra de Adriana Seki, senior executive Gerência de Produção da Novartis. Ela falou sobre os ganhos logísti­ cos obtidos com a substituição de ampolas pré­impressas pela rotulagem auto­adesiva, num mercado em que as exigências da lei são muito rigorosas. A Novartis, por expor­ tar o mesmo medicamento para diferentes países, precisava manter estoques de ampo­ las pré­impressas para cada destino, por causa de diferenças nas leis de rotulagem – o que gerava transtornos em termos de ajuste de máquina a cada troca de lote. “Com o auto­adesivo, eliminamos esses problemas, pois podemos encher a totalida­ de de ampolas com determinado medica­ mento e fazer a separação apenas no momento de rotular”, conta Adriana. “Por isso, mesmo com um custo inicial superior, essa solução trouxe vantagens.”

bril. Ela falou sobre a linha de produtos de limpeza da companhia, que enfrentava pro­ blemas de penetração no mercado. “Uma pesquisa qualitativa mostrou que as emba­ lagens não eram apropriadas”, explica Cris­ tiane. Depois de seis meses de muito estu­ do, a Bombril decidiu reformular as emba­ lagens da linha de produtos de limpeza. “Mudamos o shape dos frascos, criamos uma nova marca e substituímos os rótulos de papel com cola por auto­adesivos.” No caso específico do sistema de decoração – o foco da palestra –, Cristiane conta que a escolha obedeceu critérios de produtivida­ de (uma mesma rotuladeira, por exemplo, atende toda a linha) e de marketing (apelo visual e melhor fixação na embalagem).

difícil, mas favorável
O Label Brasil 2003 foi encerrado com uma mesa­redonda coordenada por Clê­ mie Blaud, da qual participaram Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre, Rubens Wilmers, da Comprint, Alfredo Mayns­Nicholls, da HP Indigo, Jean Chat­ ziefstratiou, da Prakolar, Dário Cruz, da Gráfica Espírito Santo, Francisco Paz, da Grif, e Roberto Aspis, da Avery Dennison ­ Fasson. Eles apresentaram suas expecta­ tivas para 2003, e responderam perguntas dos presentes. O otimismo com o cresci­ mento potencial do setor esbarrou na situação crítica gerada por um câmbio sobrevalorizado. Com a alta do dólar, deve faltar papel (os fabricantes da matéria­pri­ ma estão aproveitando os bons preços no mercado internacional), e o BOPP está com o preço muito elevado. Mesmo assim, o setor acredita que, unindo forças, poderá ter um 2003 favorável.

produção e marketing
O último case foi trazido por Cristiane Duarte, gerente de produto senior da Bom­

Auditórios cheios em todas as palestras

18 – EmbalagEmMarca • dez 2002

prêmio

papel valorizado
Suzano entrega o primeiro Prêmio Max Feffer de Design Gráfico
om o mote “valorizando o papel de quem coloca talento no papel”, o prêmio reconheceu a compe­ tência de profissionais com traba­ lhos desenvolvidos nos papéis Reciclato (papel offset 100% reciclado) e Supremo Duo Design (papel cartão que permi­ te a impressão dos dois lados). Participaram mais de 600 trabalhos de todo o País. Foram concedidos quinze prêmios, divididos nas categorias Editorial, Promocional, Corporativo e Miscelâ­ nea. Seriam dezesseis prêmios, mas a categoria Embalagem não foi agra­ ciada, pois os projetos apresentados, segundo os jurados, não trouxeram novidades significativas no uso do papel Supremo Duo Design.

c

Finalistas do primeiro prêmio Max Feffer de Design Gráfico

O corpo de jurados foi formado por Ronald Kapaz (OZ Design), Ricardo Ohta­ ke (curador da V Bienal Internacional de Arquitetura), Gilberto Strunck (Dia Design), Helga Miethke (designer) e Rico Lins (Interactive). Os primeiros colocados receberam R$ 12 mil em títulos de previdência privada. O prêmio para os segundos colocados foi de R$ 5 mil. O Prêmio Max Feffer de Design Gráfico foi elaborado seguindo dire­ trizes do International Council of Graphic Designers Association (Icograda) e teve o apoio institucional da Associa­ ção dos Designers Gráfi­ cos (ADG) e da Associa­ ção Brasileira de Emba­ lagem (ABRE).

sUpremo dUo design
Categoria Editorial:
1º Flora Medicinal, Uma História Singular – Wilson Spinardi Junior, Modernsign, SP 2º Perfil Cetiqt – Mayra Messora, Pós ImagemDesign, RJ

recicLaTo sUzano
Categoria Corporativo:
1º PAGE – Tomás Lorente e Carlos Domingos, AGE, SP 2º Relatório Anual Banco do Brasil – José Luiz Mendieta Filho, Grottera, SP

PREMIADOS

Categoria Editorial:
1º Tipografia Brasilis II – Wladimir A. Araújo e Cecília Consolo, Relevo Araújo, SP 2º Revista Jóias da Floresta – Jorge Colombo, Guimarães, SP

Categoria Promocional:
1º Book Produtos 2002 – Alessandra Maria Soares e Cláudio Santos, Volta Design, MG 1º Cartão Bradesco Infinite – Sandra Domingues, Neogama, SP 2º Cartão 2003 – Letícia Moura e Marcelo Cipis, Aziz Design e Comunicação, SP 2º Designer Fórum Anglo Golol Brasil – Denilson Cravo, Vhere Comunicação, MG

Categoria Promocional:
1º O Barato do Brechó – Luiz Carlos Oliveira Santos Junior, Z3 Design, SP 2º Papelaria Litro – Mariana Gonçalves Guchelmelli, Litro Design, SP

Categoria Miscelânea:

Categoria Miscelânea:
1º Metro – A Metrópole em Você – André Stolarshi, Ana Paula Pontes e Fernando Abreu, Stolarshi Design, SP 2º Meus Guardados – Cristina de Mello Castro Giroletti e Renata Alves Corrêa, Dot. Moda + Design, MG

1º Cardápio Tocheiro – João Castelo Branco, Prisma Publicidade, PE 2º Media Guide Copa do Mundo 2002-CBF – Wilton Cotrim, Bi Interactive, RJ

20 – EmbalagEmMarca • nov 2002

A qualidade Cong
Estojos e Berços
Kit Presenteável com Cortes Especiais

Desenvolvimento da Congraf em Plotter Marbach

Hot Stamping Prata com Relevo Seco
Rótulos

Hot Stamping
Cartuchos Finos para Cosméticos

Azul
Setor Alimentício

Verniz

raf ao seu alcance
Lacre Inviolável ial Meio Corte Espec

Revolução em busca da evolução... Esse é o jeito de ser da Congraf.

T
Janela d e Acetato

Hot Stamping
Perolizado
Setor Farmacêutico Promocionais

Tecnologia, Criatividade, Qualidade, Atendimento Personalizado , Bons Preços

udo começou quando, em 1972, o amor pela profissão gráfica tornou-se um empreendimento. Da busca, na Alemanha, por equipamentos gráficos de ponta à implantação da pré-impressão dentro da gráfica, inovar sempre foi a vocação da Congraf, que agora revoluciona mais uma vez, com o Computer To Plate (CTP), que elimina o fotolito, aumenta a velocidade e a qualidade final dos trabalhos. Não interessa quem chegou primeiro. Revolucionar para a Congraf é a busca constante pela evolução das artes gráficas, revelando uma inquietação criativa e a busca constante por mudanças. O resultado desta revolução está localizado na zona sul de São Paulo, num parque gráfico de 4 mil m2 de área construída. São os últimos avanços em equipamentos de pré-impressão, impressão e acabamento tornando realidade os maiores desafios em projetos gráficos.

internacional

“valeu a pena”
No salão francês de embalagem, os rumos do setor

c

Por Leandro Haberli, enviado especial a Paris lassificado como o segundo maior do mun­ do em seu segmento, atrás apenas da messe alemã Interpack, o salão francês Emballage, em sua mais recente e grandiosa edição em 55 anos, ocorrida entre 18 e 22 de novembro último, em Paris, confirmou os prognósticos positi­ vos. Na verdade, gerou nos participantes um retorno que foi além da inspiração resultante do convívio num uni­ verso de inovação, boas idéias e charme. A aposta teve ainda outros proveitos, indispensáveis a uma feira de negócios que valha verdadeiramente a pena. Quem foi ao evento teve a oportunidade de consoli­ dação de parcerias, interação com novas tecnologias e, talvez mais importante, uma janela para se fazer notar na cada vez mais internacionalizada cadeia do packa­ ging. Emballage 2002 teve a presença de 2 500 exposi­ tores, de 42 países, com pelo menos metade dos estan­ des ocupada por empresas não­francesas. Com certeza, e lamentavelmente, mais presenças brasileiras foram vetadas pelo nó econômico­financeiro em que o Brasil se encontra atado. Mas outras sombras no horizonte contribuíram para isso. Não se trata de querer disseminar o fel de Cassan­ dra, nem de padecer de qualquer síndrome de negativis­ mo, mas parece óbvio que a visita a uma feira de negó­ cios no exterior apresenta hoje tantos obstáculos quanto as sabidas recompensas. Ainda que esse tipo de oportu­ nidade esteja mais acessível, em decorrência da explo­ são do segmento de exposições industriais no mundo todo, aproveitar os contatos e a atualização profissional, além da possibilidade de fazer turismo, requer mais que disposição para voar longas horas e, logo em seguida, encarar uma jornada de caminhadas em pavilhões gigantescos. dúvida alheios ao compreensivelmente reduzido grupo de profissionais brasileiros que conferiu de perto esse mise en scène francês das embalagens. Tendo tomado quatro dos sete pavilhões do bem pro­ jetado Parc des Expositions Paris­Nord Villepinte, o maior da França, Emballage 2002 selou uma parceria iniciada dois anos atrás com a renomada feira de proces­ samento de alimentos IPA. Esta ocupou o restante do centro de exibições, de modo que o público tinha acesso aos dois eventos. Foi registrada a presença de mais de 110 000 visitantes, contrariando as previsões de movi­ mento mais brando, já que o salão Emballage foi feito no vácuo de eventos como a Pack Expo, ocorrida em Chicago apenas duas semanas antes do início da feira parisiense, e o também sofisticado LuxePack, posto em cena em Mônaco no final de outubro. Em paralelo a tudo o que estava exposto nos estan­ des, aconteceu uma série de palestras, abrangendo temas como rotulagem, logística, design, estudo de cores e contrafação. O Canadá, país escolhido como convidado de honra nesta edição do Salão, a exemplo do que aconteceu com o Brasil em 1998 e a Índia em 2000, foi tema de uma rodada especial de apresentações. O presidente da Associação Canadense de Embalagem, Jean­Jaques Boutaud, defendeu que, além de atraente por si próprio, o Canadá é um excelente portal para o mercado americano. Outro acontecimento relevante nesta edição do salão, que contou ainda com uma área de embalagens de luxo com 140 expositores, foi a entre­ ga do Oscar de L’Emballage 2002, o mais reconhecido prêmio francês do setor. “Os eventos paralelos, o alcance do público e a extensão de expositores deram a Emballage ares de oportunidade única para conferir tanto, em tão pouco tempo e num só lugar”, reporta Stéphanie Auxenfans, diretora do salão. Tais pontos serviram como salvo­con­ duto para detalhes menos positivos, como a ausência de expositores brasileiros – à exceção da Abre, cujo estan­ de se tornou um meeting point tupiniquim. Já aos petits comités de executivos brasileiros que se viram privados da ida à França por imposições macroeconômicas, serve de alento a promessa da própria mademoiselle Auxen­ fans de que, em 2004, quando ocorrerá a 36ª edição do Salão Emballage, a quebra de recordes de público, expositores e lançamentos será repetida. Au revoir!

risco zero
Com o custo do turismo no exterior, inclusive o de negócios, acompanhando o câmbio desolador, mesmo a visita a um evento lá fora – que dirá o aluguel de um espaço de exibição! – se tornou um investimento que, para dar retorno, precisa ser muito bem aplicado. Do contrário corre­se o risco de cair em amarga compun­ ção, agindo como o bêbado arrependido que ignora as alegrias, mas lembra de todos os tombos de seu pileque. Pesar e insatisfação, contudo, foram sentimentos sem

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algumas tendências
Embora merecedora de elogios, não se pode afirmar que a edição 2002 de Emballage tenha sido extraordinariamente pródiga em revelar proselitismos nos hábitos de consumo globais. No entanto, o evento comprovou a consolidação de movimentos importantes, fornecendo insights úteis ao planejamento de marketing de muitas empresas. “Não vi nada de muito diferente do que há no Brasil”, testemunha Carlos Rosa, superintendente da Propack e um dos executivos brasileiros privilegiados com a ida ao salão francês. “Mas a diversidade de soluções apresentadas para resolver cada tipo de problema é fantástica, e fez a viagem valer muito a pena”, completa ele. Começando por uma das vedetes da feira, a área de rótulos foi emblemática dessa variedade de alternativas. Representado pela Label Village, espaço que ocupou quase 25% desta edição do salão Emballage, o setor revelou tendências já conhecidas, mas nem por isso menos importantes. Exemplos foram o enorme pique do mercado de etiquetas rastreáveis de segurança e a crescente força dos auto-adesivos, que vem acelerando a substituição de rótulos de papel pelos de filmes plásticos, como o polipropileno, o polietileno e o vinil (PVC). “Hoje estratégicos para a indústria de rótulos, tais movimentos ficaram claros para quem visitou Emballage 2002”, comentou Lucien Martin, presidente da União Francesa dos Fabricantes de Etiquetas e Adesivos e principal articulador da Label Village. Não menos importante na robusta lista de expositores, o setor de equipamentos, área nunca vista como uma das especialidades da feira francesa, foi este ano agraciado por uma aposta feliz. comme il faut, Emballage colocou grandes players globais ao lado de fabricantes locais, gerando uma sinergia propensa a boas novidades – da mesma forma como ocorreu no amplo

garrafa de alumínio
Um trunfo para manter a cer veja no gosto dos freqüentadores de danceterias e casas noturnas, onde as bebidas ice vêm ganhando cada vez mais adeptos. Assim foi definida a nova garrafa da cervejaria Heineken, que é feita totalmente de alumínio. Fornecida pela Pechiney Cebal e com um design que lembra o de uma long neck de vidro, a embalagem faturou um prêmio no Oscar de L'Emballage 2002. www.pechiney.cebal.com no brasil: (11) 4723­4700

propulsão de vendas
Especializada no mercado de embalagens metálicas de luxo, a Virojanglor exibiu em seu estande, entre outras interessantes latas, a que lhe valeu o prêmio recém-conferido pela Apeal (Associação Européia dos Produtores de Aço para Embalagem). Trata-se de uma lata em formato de espiral, desenvolvida para o uísque J&B, da United Distillers & Vintners. A categoria faturada pela “embalagem-mola” foi a de inovação, onde contavam aspectos como a visualização do conteúdo. www.virojanglor.fr + 33 (1) 48 20 21 05

peT com toque de vidro
A Eastman anunciou o lançamento de uma nova marca de co-poliéster, a Eastar AN001, que abarca resinas especialmente desenvolvidas para frascos PET de cosméticos. Segundo Scott Rook, gerente de negócios da empresa, a idéia é oferecer às marcas deste segmento embalagens plásticas tão sofisticadas quanto as de vidro. “As companhias de personal care têm procurado custo mais acessível que o do vidro, sem abrir mão da alta qualidade e do visual premium”, conta o executivo. Um dos segredos da sofisticação é o reforço das embalagens: as paredes dos frascos moldados com Eastar têm mais de 10mm de espessura. “Em garrafas de PET comum as paredes têm 3 mm de espessura”, compara Rook. Além disso, o material é mais transparente e adquire cores vivas, defende o executivo. “No final, a garrafa tem não só o visual, como também o toque de uma embalagem de vidro”. A desejada chancela Victoria Secret está entre as que já apostaram no PET “vitaminado” para o mercado de cosméticos finos. www.eastman.com no brasil: (11) 5506 9989

dez 2002 • EmbalagEmMarca – 25

pavilhão destinado a soluções de logística. Basta dizer que só a Itália, segundo país que mais vende equipamentos de embalagem no mundo, atrás apenas da Alemanha, reuniu 300 exibidores, entre gigantes globais e pequenos e médios empreendedores. “Esse resultado não nos surpreendeu”, declarou Guido Corbela, diretor da Ucima, a associação de fabricantes de equipamentos de embalagem da Itália.“Durante os últimos três anos, a França manteve-se no posto de maior importador global de nossos equipamentos”, ele diz. Da área de máquinas também veio a impressão de que soluções progressivamente intuitivas, cuja operação dispensa cursos dispendiosos ou manuais catedráticos, estão na crista da onda. É um detalhe que parece se opor aos cada vez mais complexos acordos entre fornecedores, buscando soluções capazes de realizar operações tão distintas quanto montagem, marcação e fechamento de embalagens. Nas áreas reservadas à exposição de embalagens em si, muitas tendências importantes puderam ser vistas, porém ficou a impressão de que a maioria delas está presente nas gôndolas brasileiras, até porque boa parte das empresas que as expuseram em Emballage era composta por multinacionais representadas aqui. Embalagens multi-sensoriais estão claramente em alta, com acessórios sofisticados que exalam aromas ou alteram a percepção tátil dos consumidores. No pavilhão destinado à exposição de embalagens de alimentos, um movimento resume bem o que se viu em Villepinte: as empresas estão buscando sem parar soluções para prolongar o shelf life dos produtos. Nessa linha, os itens destinados aos chamados consumidores nômades, ou seja, aqueles que usam seus produtos enquanto se movimentam, revelam a tendência de fechamentos mais modernos e eficazes, filmes com progressivas barreiras, especialidades químicas que reforçam

vedando com um click
Desenvolvida para transporte de produtos farmacêuticos, químicos e perigosos, a embalagem Click Pack, da francesa Curtec, tem no sistema de fechamento seu principal diferencial. Do tipo tamper-evidence, a tampa é fechada com um giro de 90º, quando se ouve um click indicando a vedação. Para abri-la, basta apertar um pequeno dispositivo que destrava o sistema. A embalagem é feita de um tipo maleável de polipropileno (PP) e é oferecida como uma alternativa às latas metálicas empregadas no mercado de tintas. www.curtec.com / +31 01 34 38 76 77

Latas de papel
O mercado de latas celulósicas para alimentos é especialmente movimentado na Europa. Para snacks, por exemplo, as latas tubulares de papel cartão revestidas internamente com filmes de alumínio plastificados são quase tão difundidas quanto as embalagens flexíveis laminadas. Pela amplitude de oportunidades, o setor não parece dominado apenas por gigantes com atuação global, como a alemã Weidenhammer, fornecedora das embalagens da batata Pringles. Com clientes por enquanto restritos à França, a Can Packaging é um dos nomes locais desse mercado que têm surgido com novidades interessantes. Durante a Emballage, a empresa divulgou a LightCan, uma lata com tampa peelable que promete ser mais leve que as concorrentes, mas com igual grau de barreira. “Pela praticidade e pela economia de material, é uma embalagem perfeita para o mercado de snacks”, conta Georges Sireix, diretor-geral da empresa. contact@canpackaging.com / +33 (0) 3 89 54 04 44 www.weidenhammer.de / +31 (0) 78/6 17 76 66

Uma dose de sabão
Atuando no ramo de sprays para home care, a belga Distriflac apresentou uma nova marca de garrafas plásticas com dosador, a Dosy. Apesar da semelhança conceitual com dosadores para bebidas alcoólicas, a solução é voltada para o mercado de limpeza automotiva. Reutilizável, a embalagem separa doses de 10 a 40ml, e deverá ser estendida para outros produtos que precisam ser diluídos, além de detergentes concentrados. www.distriflac.be +32 87 35 03 36

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resinas plásticas, novas gerações de adesivos para laminação, ou mesmo embalagens com menores porções. Tudo empunhado como pedra-filosofal para prolongar a data de expiração dos produtos. Também foi visível o movimento rumo a embalagens com atmosfera modificada. Na Europa, o mercado de carne é hoje dominado por tal tecnologia. Filmes individuais para frios fatiados e embalagens a vácuo para grande variedade de produtos, desde legumes a embutidos, são outros lances recorrentes. No campo da disputa entre materiais, o salão também serviu como um bom laboratório de observações. Pôde-se constatar, por exemplo, que o PET prossegue sua saga no mercado de cervejas. Contudo, mesmo nos países ricos as experiências dos cervejeiros com a resina ainda se vêem restritas pelo custo operacional. Nesse sentido, empresas ligadas à cadeia do PET parecem buscar outros mercados. O alvo da vez é o setor de cosméticos refinados, onde a promessa é oferecer frascos de PET com aparência e toque similares aos de uma embalagem de vidro. Filmes plásticos, laminados ou não, também avançam, em detrimento das embalagens celulósicas, em áreas como as de sabões em pó e pet food. Tantas tendências e movimentos revelados pelo salão Emballage se consolidaram também estatisticamente: o saldo de lançamentos catalogados chegou próximo a 300 novidades. Tal resultado pode murchar a teoria de que as feiras de embalagem são planejadas com intervalos insuficientes para o surgimento de novidades que dêem sustentação às diferentes rodadas de exposições. Ademais, a vastidão de novos e interessantes produtos da feira francesa deixou latente que, apesar do surgimento de tecnologias que ampliam as formas de inter-relação e de divulgação, eventos de negócios, quando prestigiados, são mesmo fecundos para o networking entre marcas, empresas e profissionais.

Latidos na guerra de materiais
Ao contrário do que ocorre no Brasil, as investidas dos filmes plásticos no mercado europeu de pet food são relativamente pequenas, com muitas marcas do setor, inclusive aquelas com posicionamento premium, mantendo alternativas como o papel kraft. No entanto, esse cenário começou a mudar. A italiana Volplast, um dos nomes fortes do mercado de filmes de polietileno (PE) por lá, mostrou durante o salão Emballage algumas de suas novidades no setor, como o Stand-Up Resealable Pack, já usado pela Nutrina (foto). Como vantagens do material, a Volplast propaga melhor apresentação visual em relação ao papel – graças aos avanços dos processos de impressão flexográfica –, maior shelf life e “incomparável facilidade de abertura e fechamento”. www.volplast.com / +39 0736 32291

Quase­blisters
Conhecida por sua atuação no mercado de bases de impressão para rótulos auto-adesivos, a Avery Dennison, através de sua divisão de fechamentos (Fastener Europe), expôs duas novidades no salão Emballage. A primeira é chamada de Variable Needle System (VNS), equipamento compacto que usa duas agulhas industriais e pequenos anéis de borracha para fixar produtos em car telas de papel cartão, dispensando as bolhas plásticas normalmente vistas em blisters convencionais. O segundo lançamento foi a MicroTach, um dispositivo por tátil com formato de pistola, que desempenha função semelhante à do VNS, porém voltado a linhas de produção menores. www.averydennison. com/fastener +44 (0) 1628 859 9500

storage otimizado
Na área de embalagens industriais, a alemã Schütz expôs a linha Ecobulk, composta por contêineres plásticos aramados. Além da facilidade de enchimento, a empresa defende que os produtos otimizam espaço de armazenamento, especialmente quando sua performance é comparada à de contêineres metálicos. O argumento é o de que, em função de seu formato cúbico, o Ecobulk apresenta uma capacidade de enchimento até quatro vezes maior que a de um contêiner de aço, nos casos em que a área de armazenamento é a mesma. www.schuetz.de no brasil: (11) 6412­3331

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Lata de peT amplia leque de opções para bebidas
Enquanto no Brasil o aço tem se esforçado para voltar ao mercado de latas para bebidas, de onde foi praticamente ceifado no início dos anos 90, por ocasião do crescimento do alumínio no setor, novos projetos ampliam o leque de opções de materiais para os fabricantes de bebidas. O grupo americano Owens-Illinois (O-I), líder mundial em embalagens de vidro e atuante também no mercado de tampas, anunciou uma inovadora lata feita de PET. Multicamadas, as latas são feitas a partir de um tipo especial de PET, o SurShield, que foi patenteado pela O-I. “Muitas das bebidas hoje lançadas possuem cores vibrantes”, disse Steve Carter, diretor de vendas da divisão plástica do grupo na Europa. “Acreditamos que a possibilidade de os consumidores visualizarem a bebida pode reverter em aumento de vendas para as empresas do setor”, completou. Para quem ficou com sensação de déjà vu, vale lembrar que as latas de bolas de tênis são feitas normalmente de PVC. www.o­i.com +44 (0) 1865 893 000

montadora rápida
A 3M agregou ao seu portfólio de equipamentos uma nova montadora de caixas de papelão ondulado, a 400CF, cuja velocidade na linha de produção pode atingir até 14 embalagens por minuto. Desenvolvido para abarcar todas as etapas de preparação das caixas antes de sua montagem, o equipamento possui uma estrutura de armazenamento com capacidade para até 150 unidades, além de ser modulável a soluções de codificação e etiquetagem. www.3m.com • No Brasil: 0800 13 23 33

fechamentos inteligentes
Em sistemas de fechamento, uma solução curiosa foi apresentada pelo Grupo Serac, da França. É a Shupon, uma tampa destinada principalmente ao mercado alimentício, que, ao ser aberta, libera um aroma especial, que pode ser escolhido pelo usuário da embalagem dentre inúmeras opções oferecidas. Armazenado numa das estruturas da tampa, o aroma consiste numa pequena porção de pó ou xarope, que, dependendo da formulação, também tem a propriedade de aumentar o tempo de prateleira dos produtos. A tampa foi considerada pela empresa a representante de uma nova geração de fechamentos inteligentes que está por vir. +33 2 43 60 28 28 www.serac­group.com

fazendo espuma
Oferecer dispensadores para líquidos e produtos viscosos, como sabonetes e cremes, capazes de criar espuma sem a utilização de gases propelentes como o butano e o propano, que no Brasil substituíram o CFC (clorofluorcarbono) nas latas de aerossóis, ainda nos anos 80. Essa é a proposta da holandesa Keltec para aumentar as vendas de uma de suas linhas de fechamentos. Feitas totalmente de plástico, as tampas têm funcionamento mecânico, cores customizáveis e possibilidade de incorporação de “bicos-agulheta”. A empresa garante que o custo da solução é bem amigável. www.keltecbv.com / +31 (0) 416­321 610

palete amigo da natureza
Serragem de madeira, um material com alto potencial, mas ainda pouco utilizado no ramo logístico. É isso que a francesa Orth fala sobre a matéria-prima de seus paletes, fornecidos no tamanho que o cliente escolher. Comparados aos tradicionais, de madeira, a empresa diz que a economia de espaço é incontestável: em função da facilidade de encaixe, uma pilha de sessenta paletes de serragem tem apenas dois metros de altura. Outro diferencial é o apelo ecológico, já que a serragem seria jogada no lixo. Por fim, a empresa defende que o bom acabamento amplia o espectro de uso dos produtos, permitindo que sejam, por exemplo, expostos diretamente no pontode-venda. www.orth.fr +31 03 88 59 10 59

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com aspirador de fábrica
Longe de estarem resignados com o longo processo de popularização das garrafas PET no mercado de cervejas, grandes fornecedores de especialidades químicas estavam divulgando na feira novos produtos e dirimindo críticas quanto à deficiência de barreira da resina. A BP Chemical Company mostrou sua família de poliésteres desenvolvida para absorver oxigênio, a Amosorb dfc, cujo público-alvo é exatamente o dos cervejeiros. A empresa diz que, com a família Amosorb dfc, a barreira ao oxigênio das garrafas PET pode ser ajustada de acordo com o produto que se pretende acondicionar. Nesse sentido, mesmo que focado no mercado de cerveja, o produto é voltado a outros setores, inclusive o de alimentos. Segundo a BP Chemical Company, “o novo poliéster garante o frescor dos itens acondicionados, sem comprometer a estética da embalagem”. +1 877 701 2726

pet food de 1ª classe
Vôos longos seriam muito piores sem o serviço de bordo. Para o crescente mercado de catering, algumas estratégias de divulgação foram desencadeadas durante o salão Emballage. A Alupak mostrou sua linha de tigelas metálicas para refeições a bordo (à esquerda), além de uma ampla gama de tampas de alumínio para pratos de porcelana utilizados por algumas companhias aéreas. O curioso é que a embalagem é parecida com outras que a própria empresa oferece para o mercado de pet food, numa versão com tampa termo-selável (à direita). Além desses mercados, a Alupak atua no segmento de pratos prontos e comida congelada. www.alupak.com / +41 (0) 31 818 31 31

mais cor e transparência
A gigante de especialidades químicas Milliken mostrou as novas gerações de polímeros colorantes para embalagens de polipropileno (PP). Os avanços estão relacionados à visualização dos itens acondicionados e à resistência das embalagens. A empresa defende que, embora possam ser obtidas cores mais vivas, as embalagens tornam-se mais transparentes, além de apresentarem conjunto visual homogêneo, pois se elimina o risco de que partes do corpo de uma mesma peça saiam com tons distintos. A Milliken também se dedicou à divulgação da marca Millad, composta por polipropilenos especiais, que, segundo a empresa, substituem com vantagens de custo e beleza resinas como o PET e o PVC. www.clearpp.com no brasil: (11) 3043­7170

sopradora e rotuladora unidas
Player global do mercado de máquinas para acondicionamento de bebidas, a Krones apresentou durante o salão Emballage alguns de seus mais recentes equipamentos, como a nova linha Bloc, que conta com sopradoras Contiform, próprias para garrafas PET. Uma das maiores novidades do sistema é sua conexão com uma rotuladora da marca Canmatic, que, segundo a Krones, permite ajustes práticos e de forma compacta. A empresa também mostrou novidades em inspetores, especialmente os utilizados para preformas PET, além do novo Linatronic 713 M2, sistema para inspeção de garrafas vazias. Na área de rotuladoras, a Krones corroborou a tendência de equipamentos progressivamente versáteis, ao exibir máquinas modulares, que reúnem sistemas de cola fria, cola quente e rotulagem auto-adesiva. www.krones.com no brasil: (11) 4075­9630

dez 2002 • EmbalagEmMarca – 31

manga com leite
Os rótulos-manga termoencolhíveis, ou sleevers, estão difundidos no varejo europeu, onde há muito deixaram de ser um acessório restrito a itens de alto valor agregado, para se popularizar nas mais diferentes gôndolas. Na Espanha, por exemplo, a marca de iogurtes prontos para beber Dan’up vem usando sleevers fornecidos pela Fuji Seal, empresa de origem japonesa que se proclama a inventora da solução: os sleevers teriam surgido nos anos 60, quando a Fuji Seal buscava cápsulas termoencolhíveis que funcionassem como lacres invioláveis para um fabricante de sakê. Ainda no setor lácteo, a Friskies belga inovou ao optar pelos sleevers em suas garrafinhas de leite para gatos, vendidas sob a marca Felix. Já a francesa Sleever International, presente no Brasil, aproveitou o salão Emballage para divulgar o lançamento de um verniz perfumado que pode ser aplicado nos sleevers desenvolvidos para garrafas de bebidas e tem o aroma liberado por atrito. www.fujiseal.com / +31 493 35 20 20 www.sleever.com / no brasil: (11) 5641­3356

apelo premium para vidros mais espaço Na área de decoração em pamento K14-U. A curiosipara a marca vidros, a alemã Kammann dade é que, em seu catámostrou seus principais equipamentos de impressão serigráfica. Com a linha CNC, a empresa oferece trabalhos em até seis cores, especialmente para embalagens de bebidas. Já no mercado de perfumes e cosméticos, a empresa atua com o equilogo internacional, a Kammann mostra, entre copos feitos para tradicionais cervejarias européias, um com o logotipo da Antarctica, indicando que a empresa está bem representada no Brasil. www.kammann.de no brasil: (11) 4034 3190 Para alimentos frescos como legumes e frutas, a espanhola Daumar mostrou um novo equipamento desenvolvido para acondicionar esses alimentos em bem acabados sacos de ráfia cobertos com filmes plásticos monocamada. Chamada de D-Pack, a máquina aplica alças que facilitam o transpor te dos produtos pelo consumidor. Entretanto a maior vantagem da solução parece ser a grande área disponível para impressão, no verso e na frente, além da possibilidade de manter a embalagem de pé na gôndola – dois fatores que favorecem a exposição da marca. www.daumar.es +34 954601593

flexíveis com força em sabão em pó
Os fornecedores europeus de filmes plásticos estão de olho no mercado de sabão em pó. Esse setor por lá não difere muito do que se vê no Brasil, com claro domínio do papel cartão. Disposto a apagar o estigma de que embalagens flexíveis são exclusivas para marcas B de sabões em pó, o grupo italiano Goglio mostrou alguns dos projetos que vem desenvolvendo nessa área. Feitas com até três camadas, as embalagens da empresa têm alças para facilitar o transporte pelo consumidor e acondicionam até 10 quilos de sabão. O movimentado mercado de lavanderias rápidas é que motivou a oferta de embalagens maiores. info@goglio.it + 39 02 48043 300

32 – EmbalagEmMarca • dez 2002

carregando água mineral
Em parceria com a fornecedora francesa de água mineral Eaux Minérales d’Aix Les Bains, a fabricante de sistemas de fechamento Procap desenvolveu uma prática tampa para garrafas de bebidas. Feita de quatro peças, a tampa acompanha o design das garrafas e conta com uma alça plástica semelhante às usadas em galões com mais capacidade. O novo produto valeu à Procap uma premiação no Oscar de L’Emballage deste ano. www.procap.com +35 295 05 50

foco no pdv
Para frutas, a ordem do dia parece ser o desenvolvimento de embalagens que sirvam tanto para transportar os produtos durante os processos de distribuição, quanto para expô-los no ponto-de-venda. A Arca Systems mostrou um pouco de seu portfólio de caixas plásticas para esse setor (foto abaixo). Em sua maioria, elas são desmontáveis, característica que também facilita a higienização das embalagens. Já no campo das caixas descartáveis para frutas, o grupo francês Smurfit mostrou um projeto desenvolvido para um produtor europeu de pêssegos. Trata-se de um totem de papelão ondulado, que conta com braços para encaixe e exposição das frutas em caixas feitas do mesmo material. A solução faturou um dos prêmios do Oscar de L’Emballage 2002. www.arcasys.com +31 04 74 76 79 47 www.smurfit­socar.fr +31 01 49 57 43 42

como um jogo de crianças
Presentes em peso na Label Village, os fabricantes de equipamentos de marcação investem em soluções cada vez mais amigáveis. A Willett 620 foi a nova impressora digital ink jet apresentada pela empresa de origem inglesa para o mercado de codificação. Trata-se do primeiro produto lançado com a nova geração de softwares iQ Applied, que promete tornar a utilização dos equipamentos um jogo de criança, tal a simplicidade dos comandos. Investindo forte nos dois lançamentos, a Willett diz que tanto a impressora 620 quanto o novo sistema operacional representam os maiores avanços dos últimos dez anos no mercado de marcação de embalagens secundárias. Além da facilidade de uso, a empresa diz que o consumo de tinta é baixo. Já a Domino divulgou, entre outras soluções, suas impressoras de marcação da Série C. Trata-se de uma linha de equipamentos de codificação que alia robustez industrial a boa qualidade gráfica. www.willet.com no brasil (11) 4195­3260 www.domino­printing.com no brasil (11) 3048­0110

ganho de performance
Em linhas que produzem até milhares de embalagens por hora, uma pequena porcentagem adicional pode significar muito no balanço do mês, ou até do dia. Gigante do setor de equipamentos para embalagens plásticas, a Sidel apresentou durante o salão Emballage um aplicativo desenvolvido exatamente para aumentar a eficiência das linhas de produção de seus clientes. Batizado de EIT (Efficiency Improvement Tool), o software permite, entre outras vantagens, monitoramento remoto das linhas e análises comparativas de performance. A empresa defende que tais procedimentos diminuem desperdícios e agilizam os start-ups das máquinas. O aplicativo pode ser empregado tanto em novas linhas quanto nas já existentes, acelerando o tempo de retorno do capital investido. www.sidel.com no brasil: (11) 3782­0044

Edição Especial de Luxo
Um panorama dos mercados em que “valor agregado” e “preço premium” são mais do que pura retórica. Você não pode ficar de fora. Para obter informações mais detalhadas sobre esse projeto editorial diferenciado, entre em contato com o nosso departamento comercial.

(11) 5181-6533 comercial@embalagemmarca.com.br

making of

força do conjunto
União de idéias marca apresentação inovadora de nova escova da J&J

c

ombinar atributos vendedores a elementos que facilitem os pro­ cessos logísticos é o objetivo declarado de um sem­número de projetos de sistemas de embalagem. Apesar da louvável intenção, nem sempre os resultados aparecem na prática, por causa de gargalos no desenvol­ vimento, como insuficiência tecnológica, custos proibitivos ou mesmo devido a um trabalho mal tocado desde o início. Exis­ tem, no entanto, maneiras de facilitar a trilha por esse caminho das pedras. Uma delas, de comprovada eficácia, é a sinergia entre usuário e seu pool de forne­ cedores. Exemplo providencial disso é o do sistema de acondicionamento da nova escova dental Reach Squee­ ze, da Johnson & Johnson, que traz atrações não só para o consumidor, mas também para o trade.

cializada em soluções para PDVs, lhe apresentou um display de chão inovador, que integra as funções de embalagem de transporte e mostruário, transformando em rápidos passos uma típica caixa de embarque de papelão ondulado, parda e sem qualquer atrativo, num display colo­ rido. A “mágica” é proporcionada por um sistema de dobras e encaixes e pelo empastamento interno da caixa com papel couché envernizado, que permite uma decoração esmerada em off­set.

fera vira bela
A solução agradou tanto que foi rapida­ mente incorporada ao projeto. “Simplifica­ mos os passos de montagem e trabalhamos para proporcionar um visual que estimu­ lasse as compras por impulso”, diz Pereira. Criado para o uso em pontos extras nos supermercados, o display de chão suporta 48 unida­ des de produto, divididas em três bandejas. “A des­ peito das particularidades, o sistema não traz dificul­ dades para o embarque”, conta Gilmar Fernandes, diretor comercial da HP Embalagens, que, além de ter desenvolvido o ferra­ mental e de fabricar a estrutura plástica da emba­ lagem individual, concen­ tra todos os processos de embalagem da Reach Squeeze. Prova da vingança do sistema é que ele amealhou um Prêmio Popai Brasil 2003 e, para ficar nos números, trouxe aumento de 6,8% em unidades vendidas do produto, segundo a J&J. “Na primeira semana com essas embalagens, o produto vendeu uma quantidade esperada para um mês”, come­ mora Pereira.

blister para apertar
No quesito embalagem primária, cri­ ou­se um blister que foge dos formatos estandardizados para que o diferencial do produto, um cabo flexível que, pressionado, movimenta a cabeça da escova, pudesse ser sentido pelo con­ sumidor. Com dimensões reduzidas, a cartela de papel cartão do conjunto, impressa pela Emibra, deixa proemi­ nente uma estrutura de PVC, termofor­ Blister mada pela HP Embalagens, que permi­ permite que consumidores te o teste da novidade. Também chama sintam o mov- a atenção o fato de a parte plástica ser imento da selada entre as duas lâminas de papel escova cartão que estruturam a cartela. “Isso garante a fácil separação dos materiais para o descarte”, explica Paulo Eduardo Pereira, do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagens da J&J. O outro destaque do projeto surgiu posteriormente à conclusão do blister. Pereira conta que a gráfica Escala 7, espe­

Metamorfose: a caixa de papelão ao lado se transforma num colorido display de chão em rápidos passos

Emibra (11) 4748-2199 www.emibra.ind.br Escala 7 (11) 6914-2933 www.escala7.com.br HP Embalagens (11) 4612-5088 www.hpembalagens.com.br

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ecodesign

melhorar na origem
Evento ressalta importância da dimensão ecológica na produção

p

ara criar uma consciência maior sobre a importância dos aspectos ambientais entre as pessoas que estão envolvidas com a área pro­ dutiva – o setor de embalagens inclusive – na região sul do Brasil, a Uni­ versidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e a Faculdade Bard­ dal organizaram o 2º Seminário de Eco­ design de Santa Catarina, realizado no dia 25 de novem­ bro em Florianópo­ lis. “Enfatizamos o aspecto do design, pelas possibilidades que essa atividade tem para melhorar processos e embalagens e, assim, minimizar o impac­ to ambiental das atividades produtivas”, diz Eugênio Merino, professor da UFSC e um dos organizadores do evento. “Os designers têm um papel importante, pois são especifi­ cadores e devem oferecer alternativas eco­ logicamente melhores aos empresários.”

UFSC (48) 331-6614

logias que permitam a separação e o reapro­ veitamento dos diferentes materiais usado nas suas embalagens. Os organizadores resolveram investir suas energias para viabilizar esta segunda edição do evento na expectativa de que a chama gerada pelo seminário do ano passa­ do não se apagasse. “Nossa idéia é realizar um novo evento no ano que vem, talvez um seminário nacional sobre o tema, para que Santa Catarina pas­ se a ser uma referência no Brasil”, adianta Merino. Em 2003, além do meio acadêmico (parte predominan­ te do público deste ano) haverá esforços no sentido de trazer empre­ sas para expor projetos, produtos e iniciativas em ecodesign. “Queremos ouvir não apenas aspectos relacionados a produ­ tos, mas a quaisquer iniciativas que minimi­ zam os impactos da atividade produtiva sobre o ambiente”, explica o professor.

Trabalho cooperado
Nesse sentido, Merino acredita que às uni­ versidades cabem os papéis de agente trans­ formador da opinião pública, pela grande credibilidade que possuem junto à socieda­ de, e de influenciadora da cadeia produtiva na direção do desenvolvimento sustentável. “A academia quer contribuir com a indús­ tria na busca de soluções conjuntas para a questão ambiental.” Para a indústria de embalagens, boas perspectivas de negócios podem advir dessa aproximação com a academia. Merino anuncia que, na universidade, há a intenção de fortalecer o trabalho junto a pequenos produtores agrícolas e cooperativas no inte­ rior de Santa Catarina, para ajudá­los, com bom design e boas embalagens, a colocar seus produtos no mercado. Quando consi­ derados individualmente, são clientes pequenos. Porém, se vistos em bloco, podem compor um grande mercado.

empresas convidadas
Da indústria de embalagens, foram convida­ das a participar, como palestrantes, a River­ wood International e a Tetra Pak. Carlos Zardo, da Riverwood, falou sobre as possibi­ lidades da embalagem de papel cartão, res­ saltando as características ecológicas do material, que é reciclável e biodegradável. Zardo mostrou que, na concepção de emba­ lagens, a valorização de aspectos mercadoló­ gicos, tais como apelo visual, não impede a consideração da dimensão ecológica. Marcelo Prado e Valeria Michel, da Tetra Pak, falaram, respectivamente, sobre o processo de fabricação de embalagens cartonadas assépticas e sobre os investi­ mentos da empresa de origem sueca na área ambiental e no desenvolvimento de tecno­

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perfil

grata exceção
100% nacional, Carnevalli celebra 40 anos fabricando bens duráveis

p

ara os descrentes na consolida­ ção da indústria nacional, empre­ sas estrangeiras fruem inarredá­ vel onipresença em muitos seto­ res produtivos brasileiros, de tal modo que as colegas tupiniquins às vezes não têm sequer chance de pleitear um lugar ao sol. Pessimismo à parte, há uma razão pertinente para tal raciocínio: pouquíssimas são as companhias brasileiras que se conso­ lidam na indústria do país lidando apenas com tecnologia própria. Tendo completado, no último mês de setembro, 40 anos de qua­ se ininterrupto crescimento no setor de máquinas para transformação e acabamen­ to de resinas plásticas, a Carnevalli acres­ centa a esse quadro uma grata exceção. Produzindo internamente a maioria das peças de suas máquinas, e ancorada na táti­ ca de fornecer bens duráveis para todos os processos de transformação da cadeia plás­ tica, hoje a empresa figura entre as maiores fabricantes de equipamentos industriais do país. No seu rol de soluções há impressoras flexográficas de grande porte, equipamen­ tos de reciclagem, além de máquinas para filmes stretch. Mas os principais produtos são os conjuntos extrusores – resumida­ mente, as máquinas que, na indústria plás­

Vista aérea da unidade fabril: área construída de 10 000 m2 e produção de 300 extrusoras por ano

tica, impelem a resina bruta contra um mol­ de vazado, a fim de conformá­la na configu­ ração desejada. Foram os primeiros equipa­ mentos produzidos pela empresa nos anos 60, e até hoje eles permanecem estratégicos: 300 extrusoras saem das linhas de monta­ gem da Carnevalli a cada ano.

“nosso negócio é tecnologia”
“Porém, não nos posicionamos apenas como um fabricante de máquinas”, diz Luiz Antô­ nio Simões, gerente comercial. “Nosso negócio é acima de tudo tecnologia”. Para chegar à atual posição no mercado brasileiro de equipamentos industrias, muita água pas­ sou sob essa sólida ponte, que começou a ser erguida por Antônio Carnevalli, hoje sucedi­ do pelos filhos na administração da empresa. Antes de dedicar mais força ao mercado de embalagem, a Carnevalli fornecia seus equi­ pamentos para as mais variadas aplicações: tubos, mangueiras, perfis e revestimento de fios e cabos elétricos, entre outros. Só após árdua labuta a empresa se estruturou para responder à demanda por embalagens, ini­ cialmente as de polietileno (PE). Em 1966, a Carnevalli iniciou a produ­ ção de conjuntos para filmes tubulares de polietileno de baixa densidade (PEBD). A princípio eram equipamentos simples, mas

Modelo recente de coextrusora: peças feitas internamente

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que permitiram à empresa se consolidar naqueles anos em que sua marca ainda não desfrutava do prestígio atual. “Hoje a Car­ nevalli atende 90% dos fabricantes brasilei­ ros de embalagem de filmes plásticos”, informa Luiz Antônio Simões. “Com 15 engenheiros, técnicos e projetistas, além de 14 pontos de autocad, estamos prontos para lidar com diversos perfis de cliente.”

ráfias de pp
Antes de contar com o atual corpo de fun­ cionários e estrutura produtiva, a Carneval­ li trilhou variados caminhos, tendo inclusi­ ve desenvolvido equipamentos destinados à produção de ráfias de polipropileno (PP), espécie de embalagem utilizada no setor agrícola, principalmente para acondiciona­ mento e transporte de fertilizantes. A inser­ ção desse produto no leque da empresa aconteceu nos anos 70, década que foi mar­ cada por outros dois importantes fatos em sua trajetória. Em 1976, a Carnevalli come­ çou a investir na tecnologia de cabeçote giratório, para se adequar às exigências téc­ nicas dos então revolucionários filmes tubulares. Três anos mais tarde, a empresa começou a dominar o processo de produ­ ção de equipamentos para filmes de polieti­ leno de alta densidade (PEAD). A consolidação do PEAD se tornou um marco no mercado plástico mundial e não foi diferente na história da Carnevalli: ante­ vendo a crescente adoção da nova resina para as mais diferentes aplicações, a empre­ sa desenvolveu equipamentos específicos, que se tornaram grandes sucessos de ven­ das. Tal estratégia permitiu à Carnevalli se voltar, já no início dos anos 90, a investi­ mentos em novos sistemas, com destaque para a família de cabeçotes que permitia obter fluxo uniforme de resina nas máqui­ nas extrusoras. Mas não só investimentos em novos processos produtivos eram visa­ dos pela empresa. Ao largo dos avanços tecnológicos, mudanças estruturais também delinearam a trajetória da Carnevalli. Em 1991, suas ins­ talações foram ampliadas e transferidas para Cumbica, bairro que abriga o Aeropor­ to Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Os setores administrativo e comercial foram transferidos para as novas instalações em maio de 1996. Dois anos mais tarde, a empresa inaugurou seu novo centro de manufatura, denominado “G5”, num edifí­ cio de 1 200 m2. Com a infra­estrutura de Cumbica, a Carnevalli passou a contar com uma área construída de mais de 10 000 m2. Com os últimos investimentos, a produ­ ção de extrusoras e impressoras foi agiliza­ da, também graças a pontos rolantes recém­ instalados. Ademais, o acabamento dos componentes não foi desmerecido: a empre­ sa instalou duas linhas automáticas de pin­ tura e secagem na unidade produtiva.Tendo fabricado ao longo desses 40 anos quase 2 700 equipamentos para extrusão, a Carne­ valli vem dando sucessivas provas de que a indústria nacional pode competir de manei­ ra equânime com os fabricantes estrangei­ ros de equipamentos industriais. Basta dizer que, nos seis últimos anos, a empresa exportou mais de 30% da sua produção anual para países da Europa, África, Amé­ ricas e Oceania.
Empresa tem conseguido exportar 30% de sua produção

Carnevalli www.carnevalli.com (11) 6413-3811

Flexográficas de grande porte vêm se consolidando na estratégia da Carnevalli

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rico portfólio
Especializada em acabamentos gráficos, a UVPack está lançando seu novo mostruário, que também traz uma série de novidades. Entre eles, destaque para os filmes de poliéster (PET) metalizados, com efeito holográfico; os filmes de acetato de celulose, tanto brilhantes como opacos, ideais para janelas de caixas e cartuchos; os materiais 3D, como as estruturas lenticulares em poliéster, os hologramas de polímero adesivado e o plástico de ilusão 3D em policarbonato; vernizes UV diferenciados, como o Fluorescente Glo, que brilha no escuro, e o Raspe e Cheire, que exala fragrâncias; e o hot Stamping+Relevo, que reúne esses dois acabamentos simultaneamente, na mesma máquina. O mostruário pode ser solicitado no site da empresa. www.uvpackacabamentos.com.br

excursões tecnológicas
O Demo Bus é a novidade que a parceria entre a Heidelberg do Brasil e o SENAI SP está apresentando para difundir a alta tecnologia gráfica para os mais diferentes pontos do país. Trata-se de uma carreta equipada com modernas máquinas de pré-impressão, impressão e dobra, oferecendo uma solução para gráficas rápidas. A unidade móvel tem, embarcados, os equipamentos Printmaster QM 46-2, Quicksetter 460 e GTO 52-1, para realizar visitas de aproximadamente 30 dias em cada cidade. Nesse período, o SENAI oferece treinamentos para aperfeiçoamento de mão-de-obra para a região, e os profissionais da Heidelberg proferem palestras de atualização tecnológica e de mercado. O Demo Bus pode ser solicitado em cada região pelo SENAI ou pela ABIGRAF local. “Estamos colaborando com a difusão da tecnologia e a ampliação da produtividade na área gráfica”, explica Celso Pereira, gerente nacional de vendas da Heidelberg.

Hp na comprint
A Hewlett Packard e a Comprint anunciaram uma parceria para a comercialização das impressoras digitais coloridas HP Indigo ali­ mentadas por bobina no merca­ do gráfico brasileiro. O acordo, que passou a vigorar a partir de novembro de 2002, envolve ven­ das e serviços para o setor de etiquetas auto­adesivas, birôs e cartões. Maiores informações no site da Comprint. www.comprint.com.br

www.heidelberg.com.br www.senai.br

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diversidade marca prêmio pini 2002
Patrocinada pela Associação Brasileira das Indústrias Gráficas (Abigraf) e pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), a edição 2002 do Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini teve seu resultado divulgado em evento na casa de espetáculos Olympia, em São Paulo, no último dia 28 de novembro. Entre as diversas categorias contempladas, destacamos aqui as correlatas à área de embalagem. O resultado da premiação, na íntegra, pode ser conferido no site da Abigraf (www.abigraf.org.br). Abaixo, alguns dos vencedores: Categoria Rótulos convencionais: Gráfica Rami, com Vinho Mosele branco suave 750ml (Viti Vinícola Cereser) Categoria Rótulos com efeitos especiais: Brasilgráfica, com Rótulos Bacardi Carta Oro e Premium Black (Bacardi Martini do Brasil) Categoria Etiquetas, adesivos e decalques: M.W. Barroso Silk Screen, com Decalque para Lancheira Looney Tunes (M. Agostini) Categoria Embalagens semi-rígidas convencionais: Efeito Artes Gráficas e Editora, com Embalagem Picapau (Infogrames do Brasil) Categoria Embalagens semi-rígidas convencionais com efeitos especiais: Pancrom Indústria Gráfica, com Caixa Infogrames (Infogrames do Brasil) Categoria Embalagens de micro-ondulados: Lingraf Indústria Gráfica, com Baby 3280 (Nokia do Brasil Tecnologia) Categoria Embalagens sazonais: Congraf, com Kit Nivea Beauté (BDF Nivea) Categoria Embalagens flexíveis: Empax Embalagens, com Ruffles Max Barbecue 90 g. (Pepsico do Brasil) Categoria Sacolas: Antilhas, com Sacola Luxepack (Evento Luxepack) Categoria Melhor Acabamento Cartotécnico: Gonçalves S.A indústria Gráfica, com Caixa de Bombom Trufa 180g (Santa Edwiges) Categoria Inovação tecnológica: UVPACK Editora e Acabamentos Gráficos, com Mostruário UVPACK (UVPACK) Categoria Fornecedores de Impressão: Heidelberg Categoria Fornecedores de Matriz de Impressão: Agfa Categoria Fornecedores de Tintas: Sun Chemical Categoria Fornecedores de Acabamento: Muller Martini Categoria Fornecedores de Substrato de Impressão: Cia. Suzano

Todos juntos e de periféricos para a refrigeração de transformação de plásticos, banhos de galvanoplastia e gráficas, entre outros processos, a Mecalor inaugurou sua nova de 6 000 m2. Ela integra os diversos departamentos da empresa, facilitando a comunicação e otimizando os processos logísticos. Separados Depois de seis anos à frente da Mazz Design, em sociedade com José Bento da Silva, a designer Marta Cardoso está abrindo sua própria empresa, a Pandesign. Mais que design gráfico e de embalagem, a agência tem por objetivo oferecer um pool de serviços de marketing unificado. 18 anos A agência GadÕDesign está completando 18 anos e, para comemorar, está lançando uma publicação para os clientes, com 50 trabalhos, que mostra seu mix de serviços. Destaque sem tampa A Unilever divulgou seus premiados como fornecedores do ano. Na categoria Embalagem o voto foi para a argentina EXAL, responAxe Aerosol Sem Tampa. O desenEXAL o prêmio Inovação. É tri Pela terceira vez não-consecutiva o presidente da Associação Brasiplast), Merheg Cachum, foi eleito também presidente da Associação Plástico (Aliplast). No novo mandato, de um ano, a principal pauta

rr etiquetas aumenta distribuição
A RR Etiquetas e Alagoas Informática, empresa pertencente ao Grupo Alagoas, formaram parceria para a comercialização de etiquetas autoadesivas para automação comercial e industrial. O objetivo principal é permitir que os produtos RR tenham uma nova configuração de distribuição, atingindo novos mercados e gerando agilidade. Inicialmente os produtos envolvidos nessa negociação serão neutros e padronizados, a fim de facilitar a comercialização e reduzir os prazos de entrega. Para a RR a grande vantagem da parceria é que a partir de agora serão atendidos clientes interessados em adquirir pequenas quantidades de rolos de etiquetas ou embalagens fracionadas. A Alagoas ganha agilidade na distribuição dos produtos. (11) 6525­9090 www.rretiquetas.com.br

nova unidade maximiza pool
Nome forte na área de logística, a CHEP inaugurou seu novo centro de serviços, em Louveira (SP), localizado estrategicamente na área de influência do Anel Viário Metropolitano de São Paulo e próximo de 11 das principais rodovias do país. Fruto do investimen­ to de seis milhões de reais, a unidade terá capacidade para movimentar cer­ ca de nove milhões de paletes por ano, dentro do sistema de pool de paletes que atende os cerca de 70 clientes da empresa, entre eles nomes como Unilever, Procter & Gamble, Kraft Foods, Dixie Toga e Kaiser. A CHEP calcula um crescimento de 30% em 2002 e já planeja a criação de mais três centros de serviços em 2003. (11) 3371­0333 www.chep.com.br

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embalagem para monumento
Para comemorar seus 150 anos, a multinacional suíça SIG patrocinou, em São Paulo, a criação da maior tela já pintada no mundo, com 90m x 90m, pelo artista José Roberto Aguilar. Depois de pronta, a tela será utilizada para embalar a Oca, um prédio arquitetado por Oscar Niemeyer, localizado no Parque do Ibirapuera (SP), com 17 metros de altura e 75 metros de diâmetro. A obra, “Embalando o passado e o presente. Um presente para o futuro”, faz parte do projeto Packaging Competition, um desafio imposto pela matriz suíça da SIG a algumas de suas filiais em todo o mundo.

www.sig­group.com

conectividade é com ela mesma
Facilitar a vida das empresas que começam a utilizar códigos de barras é a proposta da impressora 2746e, que a Zebra Technologies está lançando mundialmente. Com cobertura rígida de aço, a 2746e possui porta uSB padrão, opções de conectividade Ethernet (interna) e memória adicional para aumentar o comprimento das etiquetas. A 2746e imprime etiquetas com comprimento de até 22 polegadas, ou 559 cm. (11) 3857-1466 • www.zebra.com

bag­in­box com produção local
Pioneira na produção de embalagens plásticas flexíveis do tipo bagin-box, utilizadas em larga escala na logística de bebidas, produtos pastosos e químicos, a americana Scholle inaugurou oficialmente, no último dia 4 de dezembro, sua fábrica de Vinhedo (SP), a 27ª da companhia no mundo. Com a nova planta, de 8 000 metros quadrados de área construída, a companhia passa a suprir o mercado com produção local, já que anteriormente tinha de importar seus produtos dos Estados Unidos, da Austrália e da Europa. A fábrica será base dos negócios da Scholle não só no Brasil, mas em toda a América Latina, e espera-se, segundo Michael Edwards, diretor geral da empresa, que a nova fábrica opere em três turnos já em março de 2003, o que lhe daria capacidade para produzir 3 bilhões de embalagens por ano.

csn e corus rompem acordo
Pegando o mercado de surpresa, o memorando de intenções que previa a fusão, em março de 2003, dos negócios da Companhia Siderúrgica Nacional e da siderúrgica anglo­ho­ landesa Corus foi rompido oficial­ mente no dia 13 de novembro. Segundo a companhia estrangeira, o negócio foi desfeito “por causa das incertezas nos mercados mundiais e da volatilidade dos mercados brasi­ leiros”. Por sua vez, a CSN alega que a intenção de cancelar o negó­ cio partiu de si própria, porque ele deixou de lhe ser interessante. De acordo com a companhia nacional, a Corus havia feito projeções de números, no memorando assinado em 17 de julho, que não teriam condições de serem alcançados, segundo uma auditoria. www.csn.com.br

(19) 3826-8800 • www.scholle.com.br

van Leer é agora greif
Foi formalmente anunciada ao mercado mundial, no dia 3 de novembro, a nova logomarca da companhia americana Greif. A mudança tem o objetivo de marcar uma nova fase, com a consolidação da incorporação da Van Leer. O nome de fantasia e a logomarca da Van Leer serão substituídos pelos da Greif, inclusive no Brasil, informa Flávio Car neiro, do marketing da Van Leer. (11) 5694-9700 • www.vanleer.com.br nov 2002 • EmbalagEmMarca – 45

M&M's tem nova embalagem
Para gerar um consumo maior do M&M's, a Effem Brasil Inc. & Cia. Divisão de Snackfoods está lançando o chocolate em uma embalagem blister, com 23 gramas. A novidade faz parte do projeto Impulso, que tem como objetivo desenvolver os produtos da empresa em novas embalagens. “A intenção é colocar o M&M's no mercado com um preço menor”, explica Pedro Oliveira, engenheiro responsável pelo desenvolvimento de embalagens da Effem. A nova embalagem exigiu sete meses de pesquisa, que envolveu a análise de vários materiais até chegar à apresentação final do blister em forma da letra M. A Novelprint ficou responsável pelo desenvolvimento de uma solução adesiva para a tampa da embalagem. "Quando o projeto foi entregue, a idéia inicial previa a abertura da embalagem apenas por meio d e picotes. Mas a Novelprint percebeu que isso não seria muito eficiente e poderia até causar um embaraço para o consumidor na hora de abrir", lembra Oliveira. A Novelprint apresentou então uma etiqueta adesiva com fitilho, que serve como um guia para a abertura. De acordo com Osvaldo Belintani, superintendente técnico da empresa, a maior dificuldade do projeto foi imprimir sobre o adesivo. A impressão é feita dos dois lados depois o fitilho é aplicado.

Novo visual do CorCovado
Convocada pela ADM do Brasil para atualizar a embalagem do óleo de soja Corcovado, que até então só existia em lata, a Oz Design criou o design do rótulo para PET e renovou a antiga lata usando o mesmo padrão gráfico feito para o PET. Segundo Giovanni Van­ nucchi, sócio­diretor da Oz, além de mais atual, a nova embalagem mudou a linguagem do produto, passando a transmitir um conceito de qualidade, pouco presente na emba­ lagem anterior. A Oz reduziu a cena do Corcovado com o Cristo Redentor redesenhando a imagem como um selo. O destaque passou ser o logotipo, em branco sobre vermelho, muito mais visí­ vel que na versão ante­ rior. Em tamanho maior, a letra “A” da palavra Cor­ covado remete à idéia da montanha do ponto turís­ tico carioca. O verde e o vermelho foram preserva­ dos, porém em tons mais vivos, e foi adotado o dourado laminado como base do rótulo para refor­ çar a cor do óleo.

A antiga embalagem (acima) e a nova

Caixas de cereal matinal? Não, de roupas
Dando seqüência às divertidas caixas para presente no formato de embalagens cartonadas para sucos de frutas que exploravam as cores do verão brasileiro, criadas no verão passado para a grife carioca de moda praia Totem, a Porto+Martinez designStudio elegeu este ano outro clássico para homenagear. Para a linha Totem Kids, voltada para crianças, foram desenvolvidas embalagens de roupas inspiradas nos tradicionais cereais matinais. “A escolha para esta paródia visual mantém o conceito ‘Sabor de Verão’ das embalagens da grife e integra o universo do público infantil”, conta o designer Marcelo Martinez, sócio da Porto+Martinez designStudio. As embalagens foram ilustradas pelo cartunista Fernando Miller e produzidas em papel cartão 350g pela Ondupel.

FoToS: diVulGAção

46 – EmbalagEmMarca • dez 2002

Bayer reforça marca com Advantage DUO
Para o lançamento de Advantage DUO, produto Bayer – Divisão Saúde Animal, a ZGraph design criou o layout e a embalagem do produto e desenvolveu a mala direta destinada a médicos veterinários. Por tratar-se de um produto ético, o desafio foi criar um material ao mesmo tempo sério e de alto impacto. A mala direta desenvolvida contém amostras grátis de cada produto, lâmina de apresentação, manual do produto, bloco receituário e folheto explicativo. Também foi criado display exclusivo para a mesa do médico veterinário.

K&M amplia linha
A K&M está ampliando seu port­ fólio, disponibilizando ao segmen­ to de limpeza doméstica novos itens, como o Tacolac, que é um restaurador para móveis de madeira, o Casa & Perfume Bifási­ co para limpeza pesada e o odo­ rizador de ambientes Bem Estar. Todas as embalagens foram deco­ radas com rótulos auto­adesivos fabricados pela Prodesmaq, que assessorou a empresa durante o andamento do projeto.

Kuat terá latas comemorativas

No dia primeiro de dezembro entraram no mercado nacional quatro latas comemorativas do Guaraná Kuat, que trazem uma proposta de renovação com a assinatura "2003 promete". São quatro latas coloridas, com desenhos e frases descontraídas, como tem sido a linha de comunicação adotada para a marca. A primeira delas, da cor azul, diz o seguinte: "Em 2003 prometo dei-

xar minha cama sempre arrumada. Vou passar todas as noites fora". A segunda, em laranja, "Em 2003 prometo encontrar um namoro perfeito. Enquanto isso vou treinando com os imperfeitos". Na de cor roxa, "Em 2003 vou viver mais próximo da natureza. Vou andar mais pelado. E por último, na rosa, "Em 2003, prometo colocar um piercing na língua. Não na minha, claro."

48 – EmbalagEmMarca • dez 2002

Desanimado com a falta de emprego causada pela Grande Depressão de 1929, o marcenei­ ro dinamarquês Ole Kirk Christiansen botou o espírito empreendedor para funcionar e, em 1932, arriscou suas economias num novo negócio: uma pequena fábrica de brinquedos de madeira. Em 1934, ele adotava a marca LEGO para sua empresa e seus produtos, uma junção das primeiras sílabas da expressão dinamarquesa “leg godt” (jogue bem). Descobriu­se, posteriormente, que a palavra tam­ bém significava “eu uno” em latim. Nasceu daí a idéia de lançar bloquinhos de montar, que surgiram em 1942, já feitos de plástico. O subseqüente sucesso da marca só reforça a máxima “crises também trazem oportunidades”.

União de criatividade e coincidência

Almanaque

Fermentação natural
Diz uma lenda que o iogurte, até pouco tempo atrás um dos símbolos do “fim da inflação” no Brasil, teria sido descoberto por volta de 1200 da Era Cristã, por um soldado de Genghis Khan. Atravessando o deserto, decidiu tomar o leite que tinha no cantil. Estava grosso e azedo, mas ele bebeu assim mesmo. Sentindo­se com as forças renovadas, contou a novidade para os demais soldados, e tomar iogurte virou moda. Isso é o que diz a len­ da, mas há registros das propriedades revigorantes de produtos lác­ teos fermenta­ dos, embora não com o nome de iogurte, muito anteriores, inclusive na Bíblia.

Amostra dá idéia do peru
O costume de usar as lâminas de alumínio em assados sur­ giu pouco antes da II Guer­ ra, quando a mulher de um executivo da Reynolds nos Estados Unidos quis preparar um peru para o Dia de Ação de Graças. Na falta de uma forma ade­ quada, ele sugeriu envolver o peru numa amostra do produto que tinha em sua pasta. Como praticamente toda a pro du­ ç ã o do metal era usada para fins bélicos, foi preciso espe­ rar o fim do conflito para difundir o novo uso. Hoje os rolos de aluminium foil estão presentes em 98% das cozinhas americanas.

Marca retaliada pelo Führer
Conhecida como “a marca das três listras”, a Adidas foi fundada pelo alemão Adolf Dassler na década de 20, após ele ter construído seu primeiro tênis na área se ser­ viço de sua casa, totalmente à mão. A marca veio da jun­ ção de seu apelido (Adi) às três letras iniciais de seu sobrenome (das). Em 1936, nas olimpíadas de Berlim, em pleno apogeu do nazismo, Hitler teve de engolir o êxito do atleta negro americano Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro usando os tênis da Adidas. Em 1939, o troco: os nazistas confiscavam a fábrica de Dassler, que só a retomaria alguns anos mais tarde.

50 – EmbalagEmMarca • dez 2002