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1º Bloco

I.
II.

Continuação de Classificação da Despesa Orçamentária;
Classificação Segundo a Natureza da Despesa.

2º Bloco

I.
II.
III.

Classificação Institucional;
Classificação Funcional;
Classificação Programática.

3º Bloco

I.
II.
III.
IV.
V.
VI.

Classificação da Despesa Segundo Impacto no PL;
Classificação da Despesa por Esfera Orçamentária;
Classificação da Despesa por Identificador de Resultado Primário;
Etapas da Despesa Orçamentária;
Codificações Orçamentárias;
Programação Orçamentária.

4º Bloco

I.
II.
III.

Operações de Crédito;
Dívida Pública;
Competência para Dispor.

5º Bloco

I.
II.
III.
IV.

Regime Contábil e Orçamentário;
Restos a Pagar;
Despesas de Exercícios Anteriores;
Suprimentos de Fundos.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.

I.

CONTINUAÇÃO DE CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA
QUANTO À CATEGORIA ECONÔMICA

Assim como ocorre com a receita, a despesa também será classifica conforme sua categoria econômica em
Correntes ou de Capital.
Tal classificação tem por objetivo propiciar elementos para uma avaliação do efeito econômico das transações do
setor público. A importância de entender a categoria econômica da despesa está em poder analisar o impacto que o
gasto público tem na economia, se de mera manutenção ou se de inovação. A análise da categoria econômica
permite identificar as aplicações por parte do Estado em dois agregados econômicos, o consumo e o investimento
(sentido amplo).
Dessa forma, analisar a composição do montante das despesas segundo a categoria econômica permite inferir
qual a participação do Estado na renda nacional, suas variações ao longo do tempo e qual a sua forma de
contribuição para a formação do Produto Interno Bruto (PIB). Outra perspectiva importante está relacionada a quanto
o orçamento está contribuindo para a formação do patrimônio bruto do ente a qual se refere.

Correntes

São despesas relacionadas diretamente ao consumo de bens e serviços, pois estão ligadas às atividades
operacionais do ente público, e se destinam a sua manutenção, não contribuindo, em regra, para a formação do
patrimônio estatal. Segundo a Portaria interministerial 163/01 classificam-se nessa categoria todas as despesas que
não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.
Tais despesas podem ser divididas em duas subcategorias econômicas segundo a lei 4.320:

Despesas de Custeio:

Classificam-se como Despesas de Custeio as dotações para manutenção de serviços anteriormente criados,
inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis.
É importante ressalta a expressão “obras”, isso porque, quando vermos as despesas de capital, observaremos
que dentre elas também se encaixará a “obra”. A diferença estará na finalidade de cada uma, pois, enquanto a obra
que se classifica como despesa corrente, mais precisamente como despesa de custeio, é destinada à conservação e
adaptação, ou seja, não expande serviço público, a de capital será destinada à ampliação ou inovação, como, por
exemplo, a construção de um hospital.
A Lei 4320/64 traz como sendo despesas de custeio:

Pessoal civil;

Pessoal Militar;

Material de consumo

Serviços de terceiros

Encargos diversos

Dentre outros.

Transferências Correntes:

Classificam-se como Transferências Correntes as dotações para despesas as quais não corresponda
contraprestação direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções destinadas a atender à
manifestação de outras entidades de direito público ou privado.
A Lei 4320/64 traz como sendo Transferências Correntes:

Subvenções Sociais

Subvenções Econômicas

Inativos

Pensionistas
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Salário Família e Abono Familiar

Juros da Dívida Pública

Contribuições de Previdência Social

Diversas Transferências Correntes.

Segundo a lei 4.320/64, consideram-se subvenções as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio
das entidades beneficiadas, distinguindo-se como:

Subvenções sociais, as que se destinem a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural,
sem finalidade lucrativa;

Subvenções econômicas, as que se destinem a empresas públicas ou privadas de caráter industrial, comercial,
agrícola ou pastoril.

Outro exemplo de Transferência Corrente que merece ser lembrado é a transferência de recursos aos fundos
Constitucionais, FPM, FPE, ou programas de desenvolvimento das regiões norte, nordeste e centro-este.

De Capital

São despesas relacionadas à inovação e expansão do patrimônio público, compreendendo, principalmente,
compras e amortizações. Dessa forma, essas despesas se caracterizam por via de regra, contribuírem diretamente
para o patrimônio do ente a que se referem.
A lei 4.320/64 divide as despesas de capital em três subcategorias econômicas:

Investimentos:

Classificam-se como investimentos as dotações para o planejamento e a execução de obras, inclusive as
destinadas à aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, bem como para os
programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou financeiro.
Para diferenciar o Investimento da próxima subcategoria econômica, inversões financeiras, faz-se necessário citar
que, apesar de serem muito parecidas, somente os Investimentos, de regra, tem um impacto positivo no Produto
Interno Bruto (PIB).
Isso porque o investimento representa, de regra, a inserção de elemento novo na economia e a distribuição dos
rendimentos dessa inserção por toda cadeia produtiva.
Quando se decide construir um imóvel no intuito de expandir os serviços públicos ao invés adquirir um usado, os
benefícios econômicos advindos dos recursos utilizados nessa obra serão distribuídos por vários beneficiários e
representará um acréscimo à economia como um todo, direta e indiretamente, pois beneficiará fornecedores,
trabalhadores, prestadores de serviço, produtores de matéria prima, transportadores, dentre outros. Esses, por sua
vez, reverterão, de regra, esses benefícios dentro do próprio sistema econômico, como é o caso do operário
empregado na obra que gastará seu salário para outras despesas e aquisição de outros bens, contribuindo para o
desenvolvimento da economia local.
No caso de adquirir um imóvel já em uso para a expansão de serviços públicos, desconsiderando outros fatores,
ocorrerá somente uma inversão financeira, já que os benefícios advindos da construção do imóvel já foram inseridos
na economia anteriormente, no momento da construção. Assim, esse dispêndio por parte do Estado, mais uma vez,
desconsiderando outros fatores, não estará representando algo novo para a economia. Esse raciocínio serve para
qualquer quer bem ou instalação, onde o novo contribui para o aumento do PIB, o usado não.
Uma observação importante deve ser feita com relação a questões de prova no sentido de diferenciar, em um
exemplo prático dado em questão, se uma aquisição o bem ou instalação é novo ou não: se a questão somente se
referir a aquisição do bem, sem citar outros detalhes, ele será considerado novo e assim um investimento. Dessa
forma, para que eu considere uma aquisição de um bem como inversão financeira, a questão deve de alguma forma
deixar claro que não se trata de um bem novo.
Porém, mesmo diante da afirmação citada acima, se a aquisição do imóvel em uso for em função da realização de
uma obra, essa aquisição será considerada investimento, como quando um município adquire uma imóvel com o
intuito de demoli-lo para que a construção de uma delegacia.
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Para os fins de concurso, não vem ao caso entrar em discussões aprofundadas sobre conceitos econômicos do
que seria e como seria essa contribuição para o PIB, o importante é saber que assim entende as principais bancas
de concurso.
A Lei 4320/64 traz como sendo Investimentos:

Obras Públicas

Serviços em Regime de Programação Especial

Equipamentos e Instalações

Material Permanente

Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou Entidades Industriais ou Agrícolas

Inversões Financeiras:

Classificam-se como Inversões Financeiras as dotações destinadas a aquisição de imóveis, ou de bens de capital
já em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já
constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; constituição ou aumento do capital de entidades ou
empresas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações bancárias ou de seguros.
A Lei 4320/64 traz como sendo Inversões Financeiras:

Aquisição de Imóveis (desde que não sejam novos)

Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou Entidades Comerciais ou Financeiras

Aquisição de Títulos Representativos de Capital de Empresa em Funcionamento (desde que não haja aumento
de capital)

Constituição de Fundos Rotativos

Concessão de Empréstimos

Diversas Inversões Financeiras

Transferências de Capital:

São Transferências de Capital as dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas de
direito público ou privado devam realizar, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços,
constituindo essas transferências auxílios ou contribuições, segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de
lei especialmente anterior, bem como as dotações para amortização da dívida pública.
A Lei 4320/64 traz como sendo Transferências de Capital:

Amortização da Dívida Pública

Auxílios para Obras Públicas

Auxílios para Equipamentos e Instalações

Auxílios para Inversões Financeiras

Outras Contribuições.

A Lei 4.320/64 ainda determina que a Lei de Orçamento não consignará auxílio para investimentos que se devam
incorporar ao patrimônio das empresas privadas de fins lucrativos, inclusive transferências de capital à conta de
fundos especiais ou dotações sob regime excepcional de aplicação.
II.

CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A NATUREZA DA DESPESA

Em função da necessidade de consolidação das Contas Públicas Nacionais, em obediência ao disposto no art. 51
da Lei Complementar nº 101, de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), a Portaria Interministerial nº 163, de 4 de
maio de 2001, dos Secretários do Tesouro Nacional e de Orçamento Federal, uniformizou os procedimentos de
execução orçamentária no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Para tanto, tal portaria
padronizou a classificação da receita e da despesa a ser utilizada por todos os entes da Federação.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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 Modalidade de Aplicação. houve uma total desconsideração ao texto nele inscrito. A natureza da despesa será complementada pela informação gerencial denominada “modalidade de aplicação”. que o ente da Federação receba transferências voluntárias e contrate operações de crédito. § 1º Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União nos seguintes prazos: I.320/64. para alguns autores. a qual tem por finalidade indicar se os recursos são aplicados diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas respectivas entidades. em conjunto. criando. em relação ao Art. que versa sobre a Despesa Pública. 51 da LRF que versa sobre a consolidação das contas públicas nacionais. até trinta e um de maio. segundo a lei 4. Com a inserção desse elemento. com vistas a atender o que determina o art. conforme a divisão das despesas em um ou em outro mandamento. inclusive por meio eletrônico de acesso público. Além do mais. Estados. tais letras representam números que. isso no que se refere às subcategorias econômicas. a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos.g. Distrito Federal e Municípios. precipuamente. uma verdadeira classificação autônoma ao reorganizar as despesas que compões essas subcategorias. Essa classificação será utilizada ainda na elaboração do orçamento (LOA e Créditos Adicionais) e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO). A portaria ainda faculta o desdobramento suplementar dos elementos de despesa para atendimento das necessidades de escrituração contábil e controle da execução orçamentária.dd”.  Elemento de despesa. com cópia para o Poder Executivo do respectivo Estado. § 2º O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá. Municípios. os entendimentos da lei e da portaria continuam coexistindo e podendo ser cobrados tanto de forma isolada. mesmo porque se trata de texto de lei e somente uma lei complementar poderia alterá-la. a codificação fica assim estruturada:  Categoria econômica.O Poder Executivo da União promoverá.ee. nacional e por esfera de governo. Assim com o desdobramento do elemento de despesa a codificação da estrutura da natureza da despesa a ser obrigatoriamente observada na execução orçamentária de todas as esferas de Governo será “c. II. e objetiva.610. até que a situação seja regularizada. Chama atenção ao tratamento dado à despesa.  Grupo de natureza da despesa.Outra situação a ser observada é a necessidade de adequar as classificações orçamentária ao princípio da discriminação que. Porém. 12. Dessa forma. essa “nova” classificação se refere somente à reorganização das despesas em grupos diferentes e dentro das mesmas categorias econômicas que já existiam. até trinta de abril.  Grupo de natureza da despesa. ou de forma conjunta. Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. em qualquer meio de comunicação. segundo a sua natureza. na Lei de Orçamento. com comparações entre um e outro ou afirmações sobre o relacionamento entre eles. das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior. e a sua divulgação.320/64. . que versa sobre a receita pública. a consolidação.  Elemento de despesa. Estados. exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. compõe-se de:  Categoria econômica. Para essa portaria a classificação da despesa. 11 da Lei 4. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. se caracterizando como uma codificação para com o fim de uniformizar os procedimentos de execução orçamentária no âmbito da União. isso não interfere no entendimento acima explicitado sobre os conceitos das categorias e subcategorias econômicas. até o dia trinta de junho.mm. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. pois enquanto essa portaria somente detalhou o Art. inclusive na Internet. 51 . comporão um código onde: Lei do Direito Autoral nº 9. possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados.

já constituídas.  Grupo de Natureza da despesa: Entende-se por grupos de natureza de despesa a agregação de elementos de despesa que apresentam as mesmas características quanto ao objeto de gasto. bem como da dívida pública mobiliária. Despesas orçamentárias com softwares e com o planejamento e a execução de obras. para a formação ou aquisição de um bem de capital. bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.Outras Despesas Correntes. quando a operação não importe aumento do capital. 6 .Inversões Financeiras (Despesa de Capital). 3 . subsídios.  “ee” o elemento de despesa. Conceitos: Seguem os conceitos segundo a portaria 163/01 para cada um desses desdobramentos. relativas a mandatos eletivos. contribuições. Despesas orçamentárias com aquisição de material de consumo. conforme estabelece o caput do art. inclusive na Internet. com quaisquer espécies remuneratórias.  “mm” a modalidade de aplicação.Juros e Encargos da Dívida (despesa corrente).Amortização da Dívida (Despesa de Capital). Despesas orçamentárias com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa.Investimentos (Despesa de Capital). de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. Lei do Direito Autoral nº 9.Regime de previdência Social do Servidor Público. auxílio-transporte. 9 . e com a aquisição de instalações. horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza.Reserva de contingência. inclusive adicionais. 7 . inclusive com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas.  “g” o grupo de natureza da despesa. em qualquer meio de comunicação. gratificações. tais como vencimentos e vantagens. subvenções. Despesas orçamentárias com o pagamento de juros. para a formação ou aquisição de um bem de capital. de 2000. proventos da aposentadoria. e como Despesas de Capital aquelas despesas que contribuem. auxílio-alimentação. comissões e outros encargos de operações de crédito internas e externas contratadas. e com a constituição ou aumento do capital de empresas. civis. funções ou empregos. Divide-se nos seguintes grupos com seus respectivos códigos: 1 . aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie. além de outras despesas classificáveis neste grupo. facultativo. fixas e variáveis. 5 . cargos. equipamentos e material permanente. pagamento de diárias. 18 da Lei Complementar 101. inativo e pensionistas. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Para essa portaria classificam-se como despesa corrente todas as despesas que não contribuem.Pessoal e Encargos Sociais (despesa corrente). e  “dd” o desdobramento. diretamente.610. 4 . militares e de membros de Poder. do elemento de despesa. Despesas orçamentárias com pessoal ativo. valendo as mesmas observações feitas anteriormente. Despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização.  “c” representa a categoria econômica. diretamente. reformas e pensões. além de outras despesas da categoria econômica "Despesas Correntes" não classificáveis nos demais grupos de natureza de despesa. 2 .  Categoria econômica: É primeira e grande divisão que segregará as despesas em correntes e de capital. contratual ou mobiliária. .

Transferências a Municípios. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos Municípios aos Estados e ao Distrito Federal. 41 . Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.Execução Orçamentária Delegada a Estados e ao Distrito Federal. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades sem fins lucrativos que não tenham vínculo com a administração pública.Transferências a Consórcios Públicos. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos Estados aos Municípios. 70 .Execução Orçamentária Delegada a Municípios. objetivando a execução dos programas e ações dos respectivos entes consorciados. mas sim indicar se os recursos são aplicados diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas respectivas entidades. 32 . 50 . inclusive o Brasil.Transferências a Instituições Multigovernamentais. 42 .Transferências à União. 40 . Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos Municípios aos Estados e ao Distrito Federal por intermédio da modalidade fundo a fundo. 22 . 71 . de 6 de abril de 2005. Municípios ou pelo Distrito Federal. Modalidade de aplicação: Como visto acima.Fundo a Fundo. mediante transferência de recursos financeiros à União. em qualquer meio de comunicação.Transferências a Instituições Privadas com Fins Lucrativos. dos Estados ou do Distrito Federal aos Municípios por intermédio da modalidade fundo a fundo. 60 .Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades criadas sob a forma de consórcios públicos nos termos da Lei no 11.Fundo a Fundo.610. inclusive para suas entidades da administração indireta. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades com fins lucrativos que não tenham vínculo com a administração pública. precipuamente. decorrentes de delegação ou descentralização a Municípios para execução de ações de responsabilidade exclusiva do delegante. inclusive para suas entidades da administração indireta. possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados. e objetiva. 30 .Transferências a Municípios .Transferências a Estados e ao Distrito Federal. 31 . Seguem as modalidades de aplicação com seus respectivos códigos. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federação ou por dois ou mais países.Transferências a Estados e ao Distrito Federal . Despesas orçamentárias realizadas pelos Estados. . Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros. 20 . decorrentes de delegação ou descentralização a Estados e ao Distrito Federal para execução de ações de responsabilidade exclusiva do delegante. inclusive para suas entidades da administração indireta.Execução Orçamentária Delegada à União. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. inclusive na Internet. decorrentes de delegação ou descentralização à União para execução de ações de responsabilidade exclusiva do delegante. essa informação não visa identificar o tipo de despesa que está sendo realizada.107. Lei do Direito Autoral nº 9.

91 .  Desdobramento facultativo do Elemento de despesa (sub-elemento) Tal desdobramento. no âmbito da mesma esfera de Governo 99 . inclusive na Internet. autarquias. pela unidade orçamentária. também chamado por alguns autores de sub-elemento. obras e instalações. dos créditos a ela alocados ou oriundos de descentralização de outras entidades integrantes ou não dos Orçamentos Fiscal ou da Seguridade Social. Despesas orçamentárias de órgãos. no âmbito da mesma esfera de governo.Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos. Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. 80 . quando necessário for.A Definir. empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social decorrentes da aquisição de materiais.Execução Orçamentária Delegada a Consórcios Públicos. 90 . fundos. Lei do Direito Autoral nº 9. . a organismos internacionais e a fundos instituídos por diversos países. Aplicação direta. inclusive aqueles que tenham sede ou recebam os recursos no Brasil. fundações. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros. fundação. Modalidade de utilização exclusiva do Poder Legislativo ou para classificação orçamentária da Reserva de Contingência e da Reserva do RPPS.72 . sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. empresa estatal dependente ou outra entidade constante desses orçamentos. além de outras operações. pagamento de impostos. material de consumo.  Elemento de despesa: O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto. Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a órgãos e entidades governamentais pertencentes a outros países. tais como vencimentos e vantagens fixas. para atendimento das necessidades de escrituração contábil e controle da execução orçamentária. equipamentos e material permanente.Transferências ao Exterior. em qualquer meio de comunicação. juros. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. vedada a execução orçamentária enquanto não houver sua definição. taxas e contribuições. autarquia.610. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma. visa simplesmente detalhar o elemento da despesa. auxílios.Aplicações Diretas. Na portaria 163 consta a relação de todos os elementos com seus respectivos códigos que são ao todo 99. bens e serviços. fundo. decorrentes de delegação ou descentralização a consórcios públicos para execução de ações de responsabilidade exclusiva do delegante. quando o recebedor dos recursos também for órgão. subvenções sociais. diárias. amortização e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins.

ela busca o controle do quanto de recursos são alocados às diversas unidades orçamentárias. que são as responsáveis pela realização das ações.  Unidade Administrativa: Segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho. "Transferência a Estados. sendo os dois primeiros reservados à identificação do órgão e os demais à unidade orçamentária. Segundo o art. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. As dotações orçamentárias. "Encargos Financeiros da União". seus créditos orçamentários são recebidos por descentralização orçamentária. em qualquer meio de comunicação. inclusive na Internet. ou seja. ou seja. Já órgão orçamentário é o agrupamento de unidades orçamentárias. Lei do Direito Autoral nº 9. É importante citar que um órgão ou uma unidade orçamentária pode.  Unidade Orçamentária: Como vimos. Assim esse critério visa evidenciar a distribuição dos recursos orçamentários pelos órgãos e unidades orçamentárias responsáveis pela execução. por exemplo. "Reserva de Contingência". o código da classificação institucional compõe-se de cinco dígitos.610. e está estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária. como. próprios ou sob descentralização. Exemplos de Órgão Orçamentário e Unidade Orçamentária do Governo Federal Conceitos importantes: Para complementar o entendimento dessa classificação é importante a explanação sobre alguns conceitos:  Unidade Gestora: Unidade orçamentária ou administrativa investida do poder de gerir recursos orçamentários e financeiros. etc. especificadas por categoria de programação em seu menor nível.I. unidade orçamentária constitui o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias. A classificação institucional reflete a estrutura organizacional de alocação dos créditos orçamentários. não corresponder a uma estrutura administrativa. Distrito Federal e Municípios". CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL (quem?): Também chamada por alguns autores de departamental ou organizacional. constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias. a unidade administrativa sob a qual pesa a responsabilidade de que executar determinado gasto público. Essa classificação busca quem realiza a despesa. essa classificação tem por finalidade evidenciar o responsável pelo consumo dos recursos públicos. são consignadas às unidades orçamentárias. eventualmente. No caso do Governo Federal. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.320/64. 14 da lei 4. ..

 Descentralização de recursos financeiros:  Repasse: Importância que a unidade orçamentária transfere a outro Ministério ou órgão. de uma Unidade Gestora para outra. dos Estados. identificará a função e a subfunção às quais se vinculam. do Distrito Federal e da União. É a descentralização externa. A atual classificação funcional foi instituída pela Portaria nº 42. no âmbito dos Municípios. ou por outras unidades orçamentárias ou administrativas não subordinadas.610. estando associado ao destaque orçamentário. A classificação funcional é representada por cinco dígitos. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. A classificação funcional busca responder basicamente à indagação “em que” área de ação governamental a despesa será realizada. sendo a sua contrapartida do lado financeiro. atividade. de 14 de abril de 1999. Movimentação de créditos orçamentários (Descentralização de créditos): Com a publicação da Lei Orçamentária Anual – LOA. existem dois campos correspondentes à classificação funcional. Na base de dados do SIOP. do poder de utilizar créditos orçamentários que lhe tenham sido consignados no Orçamento ou lhe venham a ser transferidos posteriormente. o seu consequente lançamento no SIAFI e o detalhamento dos créditos autorizados. em qualquer meio de comunicação. ou seja. sendo a sua contrapartida do lado financeiro. CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL (em que?). a movimentação de créditos. em sentido vertical de créditos orçamentários. inclusive na Internet.  Sub-Repasse: Importância que a unidade orçamentária transfere a outra unidade orçamentária ou administrativa do mesmo Ministério ou Órgão cuja figura está ligada à provisão. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. A descentralização pode ser interna. sendo os dois primeiros relativos às funções e os três últimos às subfunções. em que a unidade orçamentária de origem possibilita a realização de seus programas de trabalho por parte de unidade administrativa diretamente subordinada. do então Ministério do Orçamento e Gestão (MOG). II. inicia-se a movimentação entre as Unidades Gestoras para que se viabilize a execução orçamentária propriamente dita. Assim. em sentido horizontal de créditos orçamentários. já que só após o recebimento do crédito é que as Unidades Gestores estão em condições de efetuar a realização das despesas públicas. se efetuada entre órgãos distintos. Vejamos agora o que significa efetivamente Função e Subfunção Segundo o Manual Técnico de Orçamento.  Provisão: Operação descentralizadora de crédito orçamentário. o que permite a consolidação nacional dos gastos do setor público. 2012:  Função: Lei do Direito Autoral nº 9. ou externa. que servem como agregador dos gastos públicos por área de ação governamental nos três níveis de Governo. que estabeleceu um rol de funções e subfunções prefixadas. consiste na transferência. É a descentralização interna. se realizada entre Unidades Gestoras do mesmo órgão. dentro de um mesmo Ministério ou Órgão. Trata-se de uma classificação independente dos programas e de aplicação comum e obrigatória. Para tanto ela é formada por funções e subfunções e cada ação governamental. dentro do mesmo órgão. .  Destaque de Crédito: Operação descentralizadora de crédito orçamentário em que um Ministério ou Órgão transfere para outro Ministério ou Órgão o poder de utilização dos recursos que lhe foram dotados. projeto e operação especial. a que chamamos habitualmente de Descentralização de Créditos.

indenizações e outras afins.  Subfunção: A subfunção representa um nível de agregação imediatamente inferior à função e deve evidenciar cada área da atuação governamental. em qualquer meio de comunicação. As subfunções podem ser combinadas com funções diferentes daquelas relacionadas na Portaria MOG nº 42. função pode ser traduzida como o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. por exemplo. educação. que guarda relação com os respectivos Ministérios. portanto. ressarcimentos. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. As ações devem estar sempre conectadas às subfunções que representam sua área específica. por intermédio da identificação da natureza das ações. ou seja. como. inclusive na Internet. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. de 14 de abril de 1999. é classificada em uma única função.610. tais como dívidas. A exceção à matricialidade encontra-se na função 28 – Encargos Especiais e suas subfunções típicas que só podem ser utilizadas conjugadas. mas não na relação entre ação e subfunção. defesa. ao passo que a subfunção é escolhida de acordo com a especificidade de cada ação. Vejamos os seguintes exemplos: Lei do Direito Autoral nº 9. 2012. a programação de um órgão. de 1999. . representando. Assim.Segundo o Manual Técnico de Orçamento. combinar qualquer função com qualquer subfunção. No caso da função Encargos Especiais. Atualmente existem vinte e oito subjunções que estão relacionadas com suas respectivas subfunções na portaria MOG nº 42. cultura. disponível no endereço eletrônico a baixo. Deve-se adotar como função aquela que é típica ou principal do órgão. Existe também a possibilidade de matricialidade na conexão entre função e subfunção. uma agregação neutra. saúde. engloba as despesas que não podem ser associadas a um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente. Reflete a competência institucional do órgão. via de regra.

sem a necessidade. o que tinha significado bastante diferente do critério anterior que visualizava o “que o governo comprava”. com a reforma da classificação funcional-programática procurou-se. Em termos de estruturação. o plano (PPA) termina no programa e o orçamento começa no programa. o que confere a esses documentos uma integração desde a origem. foi retirado da sua estrutura o conteúdo classificador. portanto. essa classificação tem origem na antiga classificação funcional-programática. módulo integrador entre plano e orçamento. com um gerente responsável por metas e resultados concretos para a sociedade. Mais especificamente. passou-se a ter então duas classificações. Nesse contexto. CLASSIFICAÇÃO PROGRAMÁTICA (ESTRUTURAS PROGRAMÁTICAS) Considerada a mais moderna das classificações da despesa. eram viabilizados pelos programas de governo. Ela permitiu a vinculação das dotações orçamentárias a objetivos de governo que. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.planejamento. e que serve de base para a consolidação das despesas públicas em termos nacionais. procurando-se privilegiar o aspecto gerencial do orçamento.https://www. constituiu-se em uma classificação independente dos programas.portalsof. inclusive na Internet. com adoção de práticas simplificadoras e descentralizadoras.610.gov.PPA) e o Orçamento. . Vale aqui lembrar que o princípio da programação determina que não existirá despesa pública orçamentária que não seja devidamente programada no PPA. por intermédio da criação de Programas para todas as ações de governo. mediante a adoção de práticas simplificadoras e descentralizadoras. de buscar-se uma compatibilização entre módulos diversificados. que especifica as despesas públicas segundo em programas governamentais. Quando foi instituída. e a programática.br/bib/legislacao/Ptr_42_de_140499.pdf III. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. A partir do orçamento do ano 2000. Segundo Valdecir Pascoal (Direito Financeiro e Controle Externo. ou seja. em qualquer meio de comunicação. Esse enfoque permitiu uma visão do “que o governo faz”. diversas modificações foram estabelecidas na classificação vigente. a classificação funcional-programática representou um grande avanço na técnica de apresentação orçamentária. vista anteriormente. com utilização obrigatória em todas as unidades da federação. 2010) essa classificação tem por finalidade demonstrar os objetivos da ação governamental para resolver necessidades coletivas. O eixo principal dessas modificações foi a interligação entre o Planejamento (Plano Plurianual . a funcional. juntamente com as subfunções. que não esteja em uma das suas categorias de programação. que. sobretudo. por sua vez. A partir dessas mudanças. cujo desmembramento resultou também na classificação funcional visita anteriormente. Estrutura de elaboração do programa no PPA: Lei do Direito Autoral nº 9. Tem-se então o programa como único módulo integrador e as ações dele resultantes (projetos e atividades) como instrumentos de realização dos programas. privilegiar o aspecto gerencial dos planos e orçamentos. representado pelo rol das funções.

Manutenção e Serviços ao Estado: são instrumentos do Plano que classificam um conjunto de ações destinadas ao apoio. O Programa Temático se desdobra em objetivos e iniciativas. contribuições. em qualquer meio de comunicação. Na base de dados do SIOP. . A portaria 42/99 do Ministério de Orçamento e Gestão estabeleceu os conceitos de programa e das ações (projeto. Assim. mas sim em estruturas programáticas diferenciadas de acordo com as peculiaridades locais de cada ente federativo. as multissetorialidades e a territorialidade. sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual. É o elemento de que se compões o PPA. O PPA 2008-2011. auxílios.  Programas de Gestão. bem como as ações não tratadas nos Programas Temáticos por meio de suas iniciativas. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. cada nível de governo passará a ter a sua estrutura própria.Porém. Na base do sistema. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. quanto a padronização em âmbito nacional dos programas.610. os Programas Finalísticos e os Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais. subvenções. a avaliação. o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos. porém agora esses programas são os Programas Temáticos e os Programas de Gestão. São de três tipos: atividade. adequada à solução dos seus problemas. atividade. o campo que identifica o programa contém quatro dígitos:  Ação: Operação da qual resultam produtos (bens ou serviços) que contribuem para atender ao objetivo de um programa. projeto e operações especiais. inclusive na Internet. à gestão e à manutenção da atuação governamental. na forma de subsídios. operações especiais).  Programa: Programa. as transversalidades. a ação é identificada por um código alfanumérico de oito dígitos: Lei do Direito Autoral nº 9. e os financiamentos. Sua abrangência deve ser a necessária para representar os desafios e organizar a gestão. Já o PPA 2012–2015 está constituído também de dois tipos de programas. em função de não mais haver uniformidade entre os entes federados. Incluem-se também no conceito de ação as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da Federação e a pessoas físicas e jurídicas. o monitoramento. entre outros. era composto de dois tipos de programas.  Programas Temáticos: retratam no PPA a agenda de governo organizada pelos Temas das Políticas Públicas e orienta a ação governamental. Manutenção e Serviços ao Estado. e originária do plano plurianual. vejamos cada um deles. para o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão não há mais sentido falar-se em classificação programática.

financiamentos diretos. envolvendo um conjunto de operações. se 2. Exemplo: ação 7M64 Construção de Trecho Rodoviário – Entroncamento BR-472 – Fronteira Brasil/Argentina – na BR-468 – no Estão do Rio Grande do Sul.  Cumprimento de sentenças judiciais (precatórios. das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. que corresponderá a uma ação não orçamentária.  Transferências constitucionais ou legais por repartição de receita (FPM. expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo. subsídios.8.  Integralização e/ou recomposição de cotas de capital junto a entidades internacionais. . assistência financeira). No PPA ainda constará uma ação que será identificada pelo dígito 9.O primeiro dígito do código identifica o tipo de ação: se 1. Vejamos a definição de cada uma delas:  Atividade: Instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. abonos.  Complementação ou compensação financeira da união.3. benefícios previdenciários. sentenças de pequeno valor.  Pagamento de indenizações.  Reserva de contingência. envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente. em qualquer meio de comunicação. nomeações. limitadas no tempo. débitos vincendos etc). salário-educação.  Ações de reservas técnicas (centralização de recursos para atender concursos. auxílios. se 0 (zero) refere-se a operações especiais. reembolsáveis ou não. seguros. compensação de tributos ou participações aos estados. ressarcimentos.4. transferências ao governo do distrito federal).  Contraprestação da união nos contratos de parcerias público-privadas.6. distrito federal e municípios. das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. equalizações.  Operações de financiamento e encargos delas decorrentes (empréstimos. honras de aval. refere-se a atividade. sentenças contra empresas. Exemplos:  Amortização. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. encargos e rolagem da dívida contratual e mobiliária. juros. Exemplo: ação 4339 Qualificação da Regulação e Fiscalização da Saúde Suplementar. subvenções. provimentos. Lei do Direito Autoral nº 9. inclusive na Internet.  Contribuição a organismos e/ou entidades nacionais ou internacionais. reestruturação de carreiras etc). coberturas de resultados. benefícios de assistência social.5. FPE. das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo. concessão de créditos.  Pagamento de aposentadorias e pensões.  Projeto: Instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. inclusive as decorrentes de receitas próprias ou vinculadas. coberturas de garantias.7 refere-se a projeto.610. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.  Operação Especial: Despesas que não contribuem para a manutenção.

por Estado ou Município ou. se determinados. a referência a mais de uma localidade. na especificação do subtítulo. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.610. Na União. Nordeste. programas de garantias de preços etc). de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. por modalidade de aplicação. ou seja. quatro anos. por um critério específico. alteração da finalidade da ação.  Desapropriação de ações. além de evidenciar a focalização.  Subtítulo: As atividades. utilizados especialmente para identificar a localização física da ação. em qualquer meio de comunicação. área geográfica ou beneficiário. mas que participa dos programas do PPA. Sudeste.  Ação não orçamentária: Corresponde a uma ação sem dotação nos orçamentos da União. IDUSO e por fonte/destinação de recursos. os custos e os impactos da ação governamental.  Indenizações financeiras (anistiados políticos. quando necessário. Sul).  Encargos financeiros (decorrentes da aquisição de ativos. Contribuição à previdência privada. por Grupo de Natureza de Despesa. e Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do PPA. por conseguinte. As LDOs vem vedando. inclusive na Internet. .  Contribuição patronal da união ao regime de previdência dos servidores públicos. Lei do Direito Autoral nº 9. o subtítulo representa o menor nível de categoria de programação e será detalhado por esfera orçamentária. sendo o produto e a unidade de medida os mesmos da ação. A localização do gasto poderá ser de abrangência nacional. Centro Oeste. questões previdenciárias ou outras situações em que a união assuma garantia de operação). no exterior.  Participação da União no capital de empresas nacionais ou internacionais. não podendo haver. do produto e das metas estabelecidas. dissolução ou liquidação de empresas. Vale ressaltar que o critério para a priorização da localização física da ação no território é o da localização dos respectivos beneficiados. os projetos e as operações especiais serão detalhados em subtítulos. por Região (Norte.  Operações relativas à subscrição de ações. excepcionalmente. A adequada localização do gasto permite maior controle governamental e social sobre a implantação das políticas públicas adotadas.

além da despesa corrente de aquisição de material de consumo para estoques.. II.) § 5º . conforme tabela a baixo: III. o orçamento fiscal referente aos Poderes da União.610. na base de dados do SIOP. além da transferência de capital. São partes de um mesmo orçamento que segregarão as despesas conforme pertençam a uma delas. em qualquer meio de comunicação. Todas as despesas correntes. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. essa classificação visa auxiliar o Estado na apuração do seu Resultado Primário a cada exercício financeiro ao segregar as despesas que compões o cômputo desse resultado. CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO Juntamente com a classificação da receita por identificador de resultado primário. o Fiscal.  Despesas efetiva: Despesas que provocam impacto negativo no PL do ente federativo sendo classificadas como fatos modificativos diminutivos. o orçamento de investimento das empresas em que a União. CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA SEGUNDO IMPACTO NO PL Assim como ocorre par a receita. 165 da constituição Federal. exceto a transferência de capital. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.A lei orçamentária anual compreenderá: I. esse critério visa a identificação da despesa que provoca impacto no Patrimônio Líquido do ente Federativo. Dessa forma a classificação denominada “esfera orçamentária” tem por finalidade identificar se a despesa pertence ao Orçamento Fiscal (F). Art. da Seguridade Social (S) ou de Investimento das Empresas Estatais (I). divide a Lei Orçamentária anual em três orçamentos.  Despesas por mutação (não efetivas): Despesas que não provocam impacto negativo no PL do ente em função de uma compensação no ativo ou no passivo. direta ou indiretamente. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados. detenha a maioria do capital social com direito a voto. o orçamento da seguridade social. o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e será associado à ação orçamentária. da administração direta ou indireta. 165 (. seus fundos. São classificadas como fatos permutativos São todas as despesas de capital. CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA POR ESFERA ORÇAMENTÁRIA O § 5º do art. conforme disposto constitucional citado. III. exceto a aquisição de material de consumo para estoque. II. Lei do Direito Autoral nº 9. o da Seguridade Social e o de Investimentos da Empresas Estatais. órgãos e entidades da administração direta e indireta. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Refere-se a um enfoque contábil e patrimonial da despesa e as divide em.I. cuja meta a ser atingida para esse indicador é estabelecida no Anexo de Metas fiscais constante na LDO. inclusive na Internet. . Segundo o Manual Técnico de Orçamento 2012.. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.

. demonstrativo constará em anexo à LOA.  Identificador de uso . Conforme § 11 do art. é divida somente em dois grupos. segundo a classificação por identificador de resultado primário. em qualquer meio de comunicação. o IDOC é um código identificador de doação ou operação de crédito provedora. para as contrapartidas de doações. Enquanto a receita. beneficiária ou interveniente nos recursos indicados. a despesa é segregada de forma mais minuciosa. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. juros e encargos para identificar a operação de crédito a que se referem os pagamentos. para as doações de pessoas. nenhuma ação poderá conter. primárias e financeiras (não-primárias). Além da classificação por identificador de resultado primário. deverá ser utilizado o IDOC “9999”. De acordo com o estabelecido no § 5º do art. Os gastos referentes à contrapartida de empréstimos serão programados com o IDUSO igual a “1”. usa-se o código 9999 .Essa classificação é de caráter indicativo. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. cujo.OUTROS RECURSOS. Quando os recursos não se destinarem à contrapartida não se referirem a doações internacionais ou operações de crédito. ressalvada a reserva de contingência. Nesse sentido. dividindo-a em cinco grupos. constando da LOA e de seus créditos adicionais. O IDOC identifica as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais alocadas nas ações orçamentárias. “3” ou “4” e o IDOC com o número da respectiva operação de crédito. enquanto que. devendo constar no PLOA e na respectiva Lei em todos os Grupos de Natureza da Despesa. não decorrentes de operações de crédito. O número do IDOC também pode ser usado nas ações de pagamento de amortização. “2”. com ou sem contrapartida de recursos da União. inclusive na Internet.IDUSO Esse código vem completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos compõem contrapartida nacional de empréstimos ou de doações ou destinam-se a outras aplicações. 7º do PLDO 2012. é importante saber que existem outros dois identificadores da despesa que compões a programação financeira. o Identificador de Uso (IDUSO) e o Identificador de Doação e de Operação de Crédito (IDOC) que são descritos pelo Manual Técnico de Orçamento 2012. simultaneamente. o IDOC será “9999”. conforme quadro abaixo. Quando não há recursos decorrentes de operação de crédito.610. O código de 4 (quatro) algarismos identifica a unidade orçamentária responsável pela operação de crédito e o agente financeiro. de entidades privadas nacionais e as destinas ao combate à fome. serão utilizados o IDUSO “5” e respectivo IDOC.IDOC Segundo o Tesouro Nacional. cujos códigos identificadores eram as letras “P” e “F”. Lei do Direito Autoral nº 9. identificando as despesas de acordo com a metodologia de cálculo das necessidades de financiamento. a especificação é a seguinte:  Identificador de Doação e de Operação de Crédito . dotações destinadas a despesas financeiras e primárias. 7º do PLDO 2012.

§ 1º . As descentralizações de créditos orçamentários não se confundem com transferências e transposição. a fixação da despesa orçamentária. adequada com a lei orçamentária anual. como as decorrentes de guerra. Lei do Direito Autoral nº 9. ETAPAS DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA Visando uma melhor compreensão do processo orçamentário. O processo da fixação da despesa orçamentária é concluído com a autorização dada pelo poder legislativo por meio da lei orçamentária anual. não estão sujeitas ao comando do artigo 16 da LRF. realizadas e a realizar. prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. Conforme artigo 165 da Constituição Federal de 1988. Planejamento: A etapa do planejamento e contratação abrange. programática e econômica.  Descentralizações de Créditos Orçamentários: As descentralizações de créditos orçamentários ocorrem quando for efetuada movimentação de parte do orçamento. Entretanto. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. a criação ou expansão da despesa requer adequação orçamentária e compatibilidade com a LDO e o PPA. conforme abaixo: Art 16 . é oportuno esclarecer que despesas imprevisíveis e urgentes. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie.Para os fins desta Lei Complementar. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. . considera-se: I. a programação orçamentária e financeira e o processo de licitação. os instrumentos de planejamento compreendem o Plano Plurianual. objetivos.  Controle e avaliação. de modo geral. declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.  Fixação da Despesa: A fixação da despesa orçamentária insere-se no processo de planejamento e compreende a adoção de medidas em direção a uma situação idealizada. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. II. para que outras unidades administrativas possam executar a despesa orçamentária.A criação.610. comoção interna ou calamidade pública. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. estimativa do impacto orçamentário – financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. O artigo supracitado vem reforçar o planejamento. o Manual de Despesa Nacional divide a despesa orçamentária em três etapas:   Planejamento. compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. previstas no programa de trabalho. mencionado no artigo 1º da LRF e é um dos pilares da responsabilidade na gestão fiscal. II.IV. inclusive na Internet. A Lei de Responsabilidade fiscal dispõe sobre a criação da despesa pública e o relacionamento entre os instrumentos de planejamento. Portanto.  Execução. funcional. tendo em vista os recursos disponíveis e observando as diretrizes e prioridades traçadas pelo governo. ou que esteja abrangida por crédito genérico. em qualquer meio de comunicação. a descentralização/movimentação de créditos. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: I. a despesa que se conforme com as diretrizes. pois não:  Modifica o valor da programação ou de suas dotações orçamentárias (créditos adicionais). mantidas as classificações institucional.

de 21 de junho de 1993. da Constituição Federal. Distrito Federal e Municípios. alienações e locações. ao seguinte: [. também. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. A descentralização de crédito externa dependerá de celebração de convênio ou instrumento congênere. em qualquer meio de comunicação. A LRF definiu procedimentos para auxiliar a programação orçamentária e financeira nos artigos 8º e 9º: Art.”  Processo de Licitação: Processo de licitação compreende um conjunto de procedimentos administrativos que objetivam adquirir materiais. limitação de empenho e movimentação financeira. inclusive na Internet. a única diferença é que a execução da despesa orçamentária será realizada por outro órgão ou entidade. compras. Estados. A Lei nº 8.Até trinta dias após a publicação dos orçamentos. ressalvados os casos especificados na legislação. da igualdade. mantidas as condições efetivas da proposta. segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. 9º . também chamada de provisão. visando o ajuste da despesa fixada às novas projeções de resultados e da arrecadação. ao final de um bimestre. moralidade. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. as dotações serão empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objetivo previsto pelo programa de trabalho pertinente. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. os Poderes e o Ministério Público promoverão. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. deverá ser estabelecida limitação de empenho e movimentação financeira. da impessoalidade. publicidade e eficiência e. serviços. observando os princípios da legalidade.] XXI.. ter-se-á uma descentralização externa.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. da moralidade. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. inclusive de publicidade. o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.] Art. respeitada fielmente a classificação funcional e a estrutura programática. 4o. com objetivo de atingir os resultados previstos na LDO e impedir a assunção de compromissos sem respaldo financeiro. inciso XXI: Art. bem como fazer concessões de serviços públicos com as melhores condições para o Estado.610. Quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização interna. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. Portanto. dos Estados. conforme disposto no artigo 37. nos termos da lei. porventura. do julgamento objetivo e de outros que lhe são correlatos. nos trinta dias subseqüentes. 37 . inciso XXI. [. Se. também denominada de destaque. ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente. o que acarretaria uma busca de socorro no mercado financeiro.  Programação Orçamentária e Financeira: A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização do fluxo dos pagamentos com o fluxo dos recebimentos. . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. 37.. da vinculação ao instrumento convocatório. Altera a unidade orçamentária (classificação institucional) detentora do crédito orçamentário aprovado na lei orçamentária ou em créditos adicionais (transferência/transposição). impessoalidade. as obras. Na descentralização. Lei do Direito Autoral nº 9. da probidade administrativa. disciplinando a consecução do objetivo colimado e as relações e obrigações das partes.666. serviços. regulamenta o art. 8º .Se verificado. alienar ou ceder bens a terceiros. estabelecendo normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras.. situação que implica em encargos elevados. por ato próprio e nos montantes necessários. A Constituição Federal de 1988 estabelece a observância do processo de licitação pela União. da publicidade.. contratar obras e serviços. Se houver frustração da receita estimada no orçamento. que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais.

CODIFICAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS Pelo que pudemos observa até agora. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. material.Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos. 20 . Diante de sua complexidade.A discriminação da receita geral e da despesa de cada órgão do Governo ou unidade administrativa. as quais são implementadas por meio de um sistema de classificação estruturado. § 1° . § 1º. esse sistema tem o propósito de atender às exigências de informação demandadas por todos os interessados nas questões de finanças públicas. O Sistema de Controle visa à avaliação da ação governamental. Parte das classificações da receita e da despesa pública vistas anteriormente tem por função exatamente auxiliar a elaboração da Lei Orçamentária Anual ou Créditos Adicionais.610. no acompanhamento e verificação das políticas públicas. é necessário compreender o que seja o processo orçamentário e essa compreensão do orçamento exige o conhecimento de sua estrutura e organização. Como o orçamento é composto basicamente de receita e despesa pública. avaliando objetivos. como os poderes públicos. com finalidade de:  Avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual. a elaboração do orçamento é um processo complexo e sensível para qualquer ente Federativo.) Art. orçamentária. e 13. Execução: Os estágios da despesa orçamentária pública na forma prevista na Lei nº 4. é necessário utilizar códigos para identificar as receitas e despesas conforme as classificações estabelecidas e vistas anteriormente. (. 5º . § 4°.. tanto para receitas quanto para despesas. ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.  Controle e Avaliação: Esta fase compreende a fiscalização realizada pelos órgãos de controle e pela sociedade. 15 . pois o orçamento se apresenta como o instrumento que permite ao governante a obtenção de recursos para implementação das políticas públicas. da gestão dos administradores públicos e da aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado. serviços. e  Comprovar a legalidade e avaliar os resultados.. incisos III e IV obedecerá à forma do Anexo n. propiciando transparência esse processo.) Art.) Art. Por controle social entende-se a participação da sociedade no planejamento. as organizações públicas e privadas e a sociedade em geral.A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal. quanto à eficácia e à eficiência da gestão orçamentária. pode propiciar a permanência da sua corrente política no poder. ferramentas que o governante detém para impor suas opções na busca pelo bem comum e consequente satisfação da população que.. Lei do Direito Autoral nº 9. financeira. material. inclusive na Internet. na forma dos Anexos ns. 2. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. obras e outros meios de que se serve a administração pública para consecução dos seus fins. por sua vez.320/1964 são: empenho. . (. (..Os itens da discriminação da receita e da despesa. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. na implementação. a que se refere o artigo 2º. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da Administração Pública. Lei 4. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. liquidação e pagamento vistos anteriormente. em qualquer meio de comunicação.Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal.. que veremos a partir de agora. é a por natureza. garantindo assim a obediência aos princípios da discriminação. Dentre as classificações vistas. mencionados nos artigos 11. por intermédio da fiscalização contábil. uma das mais importantes. 8º . transferências ou quaisquer outras.Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras e de outras aplicações.. Além de auxiliar na elaboração dos orçamentos. serão identificados por números de códigos decimal. serviços de terceiros. operacional e patrimonial. processos e resultados V. § 1º .320/64 Art. 3 e 4.

3 e 4. de 20.5.A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital. 2. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. A essa discriminação da receita segundo códigos decimais convencionou-se denominar “natureza da receita” e visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos. serão identificados por números de códigos decimal. incisos III e IV obedecerá à forma do Anexo n. Art. destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e.1982) § 1º . de 20.São Receitas Correntes as receitas tributária.1982) RECEITAS CORRENTES RECEITA TRIBUTÁRIA Impostos Taxas Contribuições de Melhoria RECEITA DE CONTRIBUIÇOES RECEITA PATRIMONIAL RECEITA AGROPECUÁRIA RECEITA INDUSTRIAL RECEITA DE SERVIÇOS TRANSFERÊNCIAS CORRENTES OUTRAS RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL OPERAÇÕES DE CRÉDITO ALIENAÇÃO DE BENS AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL Lei do Direito Autoral nº 9. Art.5. determinado ainda eu no § 1º do art. ainda. de 20. o superávit do Orçamento Corrente.939.São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. mencionados nos artigos 11. Classificação por Natureza da Receita: Como visto anteriormente.A classificação da receita obedecerá ao seguinte esquema: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.Os itens da discriminação da receita e da despesa.610. § 1° . industrial. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. o Art. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. mencionados no art. na forma dos Anexos nº. da conversão. e 13. apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº 1. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. agropecuária. . não constituirá item de receita orçamentária.5.939. de bens e direitos.5. as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. patrimonial. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. a que se refere o artigo 2º. de 20. 11 serão identificados por números de código decimal.1982) § 3º . de contribuições.939.1982) § 2º . ainda. § 1º. § 4°. de serviços e outras e. de 20. em qualquer meio de comunicação. 8º .A discriminação da receita geral e da despesa de cada órgão do Governo ou unidade administrativa. inclusive na Internet.939.O superávit do Orçamento Corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes.5. em espécie. 8º que os itens da discriminação da receita. 11 . 11 da lei 4320/64 divide as receitas segundo duas categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital.1982) § 4º . de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.939.

cujos códigos são 7 para Receitas Correntes Intra-orçamentárias e 8 para Receitas de Capital Intraorçamentárias. mas apenas remanejamento de receitas entre seus órgãos. pela denominação “espécie” e “rubrica” respectivamente. o marco para a padronização da classificação de receitas. . em qualquer meio de comunicação. A fim bem cumprir sua finalidade. Essa codificação fica assim estruturada: Esses níveis nada mais são do que o detalhamento das categorias econômicas antes estudadas. são elas: Lei do Direito Autoral nº 9.610.320 que divide as receitas em correntes e de capital. esta classificação é formada por um código numérico de 8 dígitos que.  Categoria econômica: Essa classificação refere-se ao no art. Tais receitas foram incluídas pela Portaria Interministerial STN/SOF nº 338. de 26 de abril de 2006. Até a edição do Ementário de Classificação das Receitas Orçamentárias de 2005. é a inclusão na classificação orçamentária das receitas intraorçamentárias. valendo aqui todas as observações vistas até no que se refere às diferenciações e características de cada uma delas. no Ementário de Classificação das Receitas Orçamentárias de 2006. por ocasião da classificação da receita orçamentária teremos os seguintes códigos:  Origem: Identificada a categoria econômica da receita. Não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente. que. 11 da lei 4. evitam a dupla contagem na consolidação das contas governamentais. da Secretaria de Orçamento Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional. Fundos e Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social. Operações intra-orçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do mesmo ente federativo. é. que alterou a Portaria Interministerial STN/SOF nº 163. o próximo passo é a identificação da origem do recursos que nada mais é que um detalhamento da categoria econômica. sendo substituídos em 2006. atualmente.A natureza da receita representa então o menor nível de detalhamento das informações orçamentárias sobre as receitas públicas. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. Tal codificação e está contida no Ementário de Classificação das Receitas Orçamentárias de 2011. É importante ressaltar que essas classificações não constituem novas categorias econômicas de receita. As receitas intra-orçamentárias são contrapartida de despesas classificadas na modalidade de aplicação 91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos. qual seja a de possibilitar a identificação detalhada dos recursos que ingressam nos cofres públicos. alínea (5º e 6º dígitos) e subalínea (7º e 8º dígitos). os segundo e terceiro níveis eram denominados de “Fonte” e “Subfonte”. enquadrando a receita em um das origens previstas no § 4º do art. 11 da Lei no 4. espécie (3º dígito). rubrica (4º dígito). de 4 de maio de 2001. O que há de diferente do que foi visto até agora. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. de 4 de maio de 2001. devidamente identificadas. Assim. sendo utilizados os códigos 1 para Receita Corrente e 2 para Receita de capital. utilizada por todos os entes da Federação é utilizada por todos os entes da Federação. por isso contêm as informações necessárias para as devidas alocações no orçamento. inclusive na Internet.320/64 vistas acima que para as quais valem as observações vistas anteriormente. se subdivide em seis níveis: categoria econômica (1º dígito). Vejamos agora o que significa cada um desses níveis segundo MTO 2012. sendo cada nível o detalhamento do anterior se configurando em uma ramificação que permitem a identificação da fonte do recurso até o detalhamento desejado pela Secretaria de Orçamento Federal e exigido por lei. por sua vez. Importante destacar que a edição da Portaria Interministerial nº 163. mas apenas especificações das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital. origem (2º dígito).

sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.610. inclusive na Internet. A tabela-resumo abaixo apresenta exemplos com os códigos relacionados às origens e espécies de receitas. Espécie: Esse nível de classificação detalha a origem a qual é vinculada e permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das receitas. Lei do Direito Autoral nº 9. . em qualquer meio de comunicação.

 Rubrica: A rubrica detalha a espécie por meio da identificação dos recursos com características semelhantes. enquanto a espécie é imposto. . inclusive na Internet. em qualquer meio de comunicação.610. Por exemplo. Lei do Direito Autoral nº 9. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. como a rubrica chamada “Impostos sobre o Comércio Exterior”. a rubrica determina o tipo de imposto.

cuja a categoria econômica é corrente. destinadas ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. bem como a Reserva do RPPS. utilizado quando há necessidade de se detalhar a alínea com maior especificidade.99.9. o grupo a que ela pertence. . sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. de 4 de maio de 2001 Vejamos o exemplo extraído do MTO 2012 Lei do Direito Autoral nº 9. 8 e Art.planejamento.04.10. em qualquer meio de comunicação. Vejamos um exemplo prático de classificação da receita segundo a categoria econômica:  Recolhimento de imposto de renda pessoa física dos trabalhadores. cuja espécie é impostos. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. cuja origem é “Tributária”.  Descrição do código: fonte: https://www. discriminando a despesa dentro da categoria econômica no mínimo por elemento.12º da Lei 4.br/bib/MTO/MTO_2012.gov. inclusive na Internet. conforme estabelece o parágrafo único do art. o conjunto de informações que formam esse código contem oito algarismos e informa a categoria econômica da despesa.  Subalínea: A subalínea constitui o nível mais analítico da receita. como a baixo. cuja categoria econômica é “Corrente”. e utilizando como ferramenta um código decimal conhecido como “Classificação por Natureza da Despesa”. cuja origem é tributária.  Código correspondente: 1112.320. inclusive para a abertura de créditos adicionais. a subalínea Pessoas Físicas corresponde ao detalhamento da alínea Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. 8º da Portaria Interministerial STN/SOF nº 163. ou seja. essa codificação visa atender conjuntamente as determinações contidas no § 1º do Art. A classificação da Reserva de Contingência. Constante no Anexo II da Portaria Interministerial STN/SOF nº 163. Por exemplo. cuja a rubrica é Impostos sobre o Patrimônio e a Renda. a modalidade de aplicação e o elemento. cuja espécie é “Imposto”.99”. Alínea: A alínea é o detalhamento da rubrica e identifica o nome da receita que receberá o registro pela entrada de recursos financeiros. quanto à natureza da despesa orçamentária. o detalhamento da rubrica que é “Impostos sobre Comércio Exterior”. de 4 de maio de 2001. Voltando ao exemplo anterior temos os Impostos sobre Exportação e Importação como “alíneas”.pdf  Classificação por Natureza da Despesa: Baseada na classificação vista em tópico anterior.portalsof.610. serão identificadas com o código “9.

sendo. Na estrutura atual do orçamento público. que contêm informações qualitativas e quantitativas. inclusive na Internet. . PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA A conjugação estruturada das classificações utilizadas na elaboração do orçamento forma o sistema de classificação estruturado.11. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. às perguntas clássicas que caracterizam o ato de orçar.610. tal sistema permite a elaboração do orçamento de forma organizada e. principalmente. que define qualitativamente a programação orçamentária. conforme detalhado a seguir: Lei do Direito Autoral nº 9. deve responder. tornando-o uma ferramenta gerencial de produção de informação.  Programação qualitativa: O programa de trabalho. sejam físicas ou financeiras. as programações orçamentárias estão organizadas em programas de trabalho.Código “3. classificação institucional.90. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.1. do ponto de vista operacional. classificação funcional e estrutura programática. em qualquer meio de comunicação.00” VI. de maneira clara e objetiva. composto dos seguintes blocos de informação: classificação por esfera.

. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Programação quantitativa A programação física define quanto se pretende desenvolver do produto. A programação financeira define o que adquirir e com quais recursos.610. *Código visualizado no SIAFI. conforme apresentado na tabela: Segue a classificação completa e organizada conforme os itens vistos acima e segundo o MTO 2012. inclusive na Internet. em qualquer meio de comunicação. Lei do Direito Autoral nº 9. ** Código provisório até a conclusão da fase qualitativa.

a operação de crédito é a atividade que leva ao endividamento do Estado. Classificação: A classificação visa estabelecer critérios que possam propiciar a obtenção de informações com vistas ao gerenciamento dessas operações. aquisição financiada de bens. todas as receitas e os pagamentos das operações de crédito devem constar no orçamento. emissão e aceite de título. em qualquer meio de comunicação. Tais operações são. normalmente.I. Como vimos em tópicos anteriores. a que nos interessa nesse momento é aquela que o apresenta como o conjunto de atividades realizadas por parte do Estado junto a outras pessoas para obter recursos com o fim de cobrir desequilíbrio orçamentário ou déficit momentâneo de caixa e que. em virtude de se tratar de matéria específica que não é cobrada em todos os concursos. mesmo assim. será vista em tópico e aulas sobre a LRF. 54 da 4. 57 . o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. desta lei serão classificadas como receita orçamentária. existem limitações à realização dessas operações previstas na Constituição e na Lei de Responsabilidade Fiscal. tanto as contratuais quanto as mobiliárias. os recursos delas advindos sejam considerados receitas orçamentárias. principalmente no que concerne à divisão de responsabilidade (competências) entre a proposição e à autorização para que tais operações sejam realizadas. estando às principais contidas na Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal que. para cobrir déficit orçamentário. a regra é que uma operação de crédito seja orçamentária. as receitas e despesas delas advindas serão classificadas como orçamentárias. pois. as operações de créditos podem ser classificadas conforme os critérios a baixo:  Quanto à natureza orçamentária: A natureza orçamentária da operação de crédito reside na exigência ou não de que as receitas e os pagamentos dela resultantes estejam ou não previstas na lei orçamentária eu em lei específica.Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3. todas as receitas arrecadadas. Porém. Lei do Direito Autoral nº 9. . Por esse ponto de vista existem então dois tipos de operação de crédito. mais especificamente uma receita de capital com a entrada de recursos. ou seja. ainda que não previstas no Orçamento. Assim. deverá ser devolvido com os encargos pertinentes. Art. A lei também equipara a operação de crédito a assunção. uma despesa de capital com a saída de recursos para o pagamento do principal e uma despesa corrente para o pagamento dos encargos. Assim. Em princípio. tanto que quando a lei se refere à operação de crédito orçamentária usa a terminologia “operações de crédito”. Constituição Federal: A constituição estabelece diversos regramentos relacionados à limitação das operações de crédito. A Lei de Responsabilidade Fiscal define operações de crédito como os compromissos financeiros assumido em razão de mútuo. Por esse motivo. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.  Orçamentária As operações de crédito orçamentárias ou simplesmente “operações de crédito” são aquelas cujas receitas e os pagamentos delas decorrentes estão previstas no orçamento ou em lei específica. o Administrador deve ter cautela na realização desse tipo de operação. inclusive as provenientes de operações de crédito. Sendo assim o ordenamento jurídico traz diversas limitações.610. em função do déficit orçamentário que podem gerar. a Lei o art. Porém. como decorrência da operação de crédito. surge a dívida pública que se caracteriza pela obrigação de devolver os recursos captados juntamente com os encargos referentes. no futuro. Dessa forma. inclusive na Internet. Além dessa divisão a Constituição também trás uma limitação à realização dessas operações. OPERAÇÕES DE CRÉDITO Conceito: A despeito dos diversos sentidos que possa ter a expressão “crédito”. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. realizadas para obtenção de recursos que possam ser empregados no financiamento de despesas públicas. abertura de crédito. sob as rubricas próprias.320/64 prevê a possibilidade de que tais operações não estejam previstas no orçamento e que. inclusive com o uso de derivativos financeiros.

48 como competência do Congresso Nacional dispor sobre operações de crédito e dívida pública bem como o montante da Dívida mobiliária Federal.  Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da união. que quase a totalidade da matéria orçamentária é competência do Congresso Nacional.São vedados: (. a iniciativa para essa matéria será do Chefe do Poder Executivo. aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. de suas autarquias e demais entidades controladas pelo poder público federal. Temos como única representante dessa categoria a operação de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO). 3º . Vejamos agora a competência de cada casa legislativa. assim. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. 165. O § 8º . em qualquer meio de comunicação. Além do mais.) III. 3º expressamente determina que as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária não são consideradas receitas orçamentárias.  Senado Federal: A Constituição Federal estabelece em seu Art.A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas.do Art. a Constituição Federal trouxe uma limitação importante em relação à realização de operações de crédito.  Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da união em operações de crédito externo e interno.  Disposição: A competência para dispor sobre tai matéria será do Poder Legislativo. . 167 . É uma receita extra-orçamentária porque se refere a uma mera antecipação de um recurso já previsto. se a entrada provocada por essa antecipação também fosse orçamentária haveria uma dupla contagem. Limitação: Como visto em tópico anterior. prevista no inciso III do art. estabelecendo como teto para as operações de crédito o montante previsto para a realização de despesas de capital. 52. as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias. com relação às operações de créditos. Art. alguns assuntos são de competência do Senado Federal.320 em no parágrafo único de seu art. ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa. do distrito federal e dos municípios. destinando-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. inclusive na Internet. a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital. no ativo e passivo financeiros.  Congresso Nacional: A Constituição Federal estabelece nos incisos II e XIV do Art. vimos até agora. dos estados. Parágrafo único – Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita.Competências:  Iniciativa: Assim como visto anteriormente. inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.. dos estados.610. Tal operação consiste em antecipar junto a uma instituição financeira recursos já previstos no orçamento. VIII e IX como competências do Senado Federal:  Autorizar operações externas de natureza financeira. Art. No caso da União. porém. VII. de interesse da união. a chamada “Regra de Ouro”. com exceção dos juros e correções que serão orçamentários.  Extra-Orçamentária São as operações de crédito cujas receitas e pagamentos delas advindas não constam no orçamento ou em lei específica.. a própria lei 4. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. 165 estabelece ainda para o Congresso Nacional competência para autorizar a contratação de operações de crédito por meio da Lei Orçamentária Anual ou ainda por meio de lei específica. do distrito federal e dos municípios. incisos V. Lei do Direito Autoral nº 9.

métodos de atualização monetária e prazo de vencimento. Essa classificação diferencia aquelas operações de crédito em que a ação do Estado se aproxima a do particular. Fundo Monetário Internacional.  Contratual: É a operação de crédito baseada em contratos de empréstimo ou financiamentos com organismos multilaterais. 148 da Constituição Federal que limita a sua instituição a duas situações: para atender a despesas extraordinárias. pois.  Mobiliária: Operação de Crédito Mobiliária é a captação de recursos feita por meio de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. 148 . III.A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. Para a maioria da doutrina. Parte da doutrina nomina esse tipo de operação como crédito “público impróprio”. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Por esse motivo a arrecadação desse tipo de tributo é um fato permutativo. . São títulos financeiros com variadas taxas de juros.  Compulsórios: A compulsoriedade revela uma grande divisão entre as operações de crédito. inclusive na Internet. decorrentes de calamidade pública. daquelas em que o Estado. sabemos também que as necessidades são ilimitadas e os recursos são limitados o que obriga ao Estado a buscar fontes de financiamento secundárias realizando operações de crédito. esse tipo de operação de crédito nada mais é que um tipo de tributo. no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. observado o disposto no art. Tal operação pode ser externa e interna. decorrentes de calamidade pública. de guerra externa ou sua iminência. afinal não há escolha por parte do cidadão que se vê forçado a se tornar credor do Estado. estando livre o credor para aceitar ou não os temos estabelecidos na operação e assim disponibilizar seus recursos para o Estado.610.A União. tal tributo encontra amparo no Art. agências governamentais ou credores privados. para atender a despesas extraordinárias. e no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. em qualquer meio de comunicação. São operações de créditos baseadas em contratos onde o ente público obtém recursos de um único credor ou grupo de credores gerando uma dívida pública contratual. Lei do Direito Autoral nº 9. "b". A despeito de ser um tributo. 150.  Classificação dos Empréstimos Voluntários: Os empréstimos voluntários podem ser assim classificados: Quanto a forma: Esse critério divide as operações de crédito conforme a forma que se processa a captação do recurso pretendido. dando escolha às pessoas de se tornarem ou não credoras dele. mediante lei complementar. isso em função da natureza jurídica com que esse tipo de empréstimo se apresenta. concomitantemente a entrada de recursos. em função da imposição do Estado com seu poder de império. poderá instituir empréstimos compulsórios: I. Em alguns casos esses credores serão organismos internacionais como o FMI. em função do seu poder de império. em moeda nacional e estrangeira. afinal a lei que o instituir deverá estabelecer a o prazo e a forma com que esse empréstimo será pago. No Brasil. obrigar as pessoas sob sua jurisdição a serem seus credores. II. tornando-se credor dele. Quanto Coercitividade: Já sabemos que o Estado necessita de fontes de recursos para bem cumprir com sua finalidade. haverá o registro da obrigação para com o contribuinte.  Voluntário: São operações de créditos onde haverá autonomia de vontades entre as partes. Parágrafo único . de guerra externa ou sua iminência. utilizados como instrumentos de endividamento interno e externo. a receita advinda dessas operações é considerada uma receita de capital. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. aumentando o Passivo Exigível da União. Art.

inclusive na Internet. O mercado primário se refere à colocação inicial de um título. O Tesouro Nacional emite títulos para atender a política fiscal.NTN (art 6º ao 16°).LFT (art 2º ao 5º).LTN (art 1º). Certificados do Tesouro Nacional . são normalmente realizadas junto a instituições. Certificados Financeiro do Tesouro . definidos em lei. principalmente. O conjunto de obrigações assumidas nessas transações é denominado dívida externa. por exemplo. O conjunto de obrigações assumidas nessas transações é denominado dívida interna. A LRF define refinanciamento como a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. por meio de operações de compra e venda no mercado secundário. o montante do final do exercício anterior.A dívida pública federal interna e externa é composta.  Operação de Crédito Externa: Operação de crédito externa é aquela que se processa fora do território nacional estando assim sujeita ao ordenamento jurídico internacional. Os títulos da dívida pública podem ser emitidos com três finalidades:  Financiar o déficit orçamentário. Títulos em Libras do Decreto-Lei nº 6019/43. tem-se diferentes indexadores. Para os títulos pós-fixados.  Realizar operações para fins específicos. a oferta de títulos é feita no mercado nacional e em moeda nacional e corrente. e  Refinanciar a dívida pública. em moeda nacional e corrente. Essa classificação visa identificas. em moeda estrangeira. os chamados títulos prefixados. Existem também aqueles que não possuem indexadores.  Quanto à Abrangência Territorial: Esse critério está ligado à limitação territorial a qual se realizará a operação. em sua maior parte. Notas do Tesouro Nacional . Títulos da Dívida Agrária – TODA. No mercado secundário é onde ocorre a negociação contínua dos papéis emitidos no passado. qual o ordenamento jurídico que regerá a operação de crédito. . ofertas públicas para pessoas físicas (Tesouro Direto) e emissões direta para finalidades específicas definidas em leis. Se mobiliários. forma de pagamento e forma de colocação do título (por meio de leilão ou colocação direta).610. Se contratuais.  Operação de Crédito Interna: Operação de crédito interna é aquela que se processa dentro do território nacional estando assim sujeita ao ordenamento jurídico Brasileiro. normalmente. se nacional ou internacional. normalmente o dólar. somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e efetivamente realizadas. O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá. em qualquer meio de comunicação. é aqui que o emissor toma e obtém os recursos. Temos como exemplo de Títulos Públicos: Bônus do Tesouro Nacional – BTN. Existem ainda diferenças em relação às taxas de juros. O Banco Central utiliza os títulos do Tesouro Nacional para realizar política monetária. A negociação desses títulos pode ocorrer nos mercados primário e secundário.CTN (art 27º). com sede no Brasil. Lei do Direito Autoral nº 9. por títulos mobiliários que diferem entre si conforme o contexto e a finalidade da emissão. públicas ou privadas. Certificados da Dívida Pública CDP (art 28º). de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. são normalmente realizadas junto a instituições internacionais. ao término de cada exercício financeiro. públicas ou privadas.CFT (art 17º ao 26º) Letras do Tesouro Nacional Nacional . sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. acrescido de atualização monetária. Se mobiliários. que variam conforme o tipo. a oferta de títulos é feita no mercado internacional e em moeda estrangeira. Se contratuais. se dentro ou fora do País. Esses títulos são emitidos no mercado interno sob as formas de: ofertas públicas para instituições financeiras (leilões). normalmente o dólar. Letras Financeiras do Tesouro .

a dívida flutuante compreende:  Os restos a pagar. são adotadas as seguintes definições: I. apesar da definição ampla dada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. em qualquer meio de comunicação. não importando sua origem. por meio de seu art. Assim alei estabeleceu duas características para se identificar o compromisso originado de uma operação de crédito como sendo dívida fundada: o prazo de exigibilidade superior a doze meses: a finalidade.II. Art. contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos. sem deixar claro qual o critério utilizado. ao contrário. ao invés de estabelecer uma regra em eu se pudesse enquadrar ou não uma operação como geradora de dívida flutuante. A LRF. Alguns autores utilizavam como critério o prazo de exigibilidade.  Divida fundada ou consolidada: A lei 4. por isso não se confunde com elas. etc. estabelecendo que compõe a dívida fundada também as operações de crédito com prazo inferior a doze meses (curto prazo). http://www.asp Pelas definições apresentadas é importante entender que. Dívida Pública é o conjunto de compromissos de entidade pública decorrentes de operações de créditos.  Os débitos de tesouraria. financiar obras e serviços públicos. caso em que o governo emite promissórias. Vejamos abaixo o que dizem os mandamentos legais a cerca de cada tipo de dívida. tais como: depósitos (fianças. ou para a realização de empreendimentos de vulto. (. Além disso. 29 . A LRF não estabeleceu um conceito para dívida flutuante.) § 2º .fazenda. 29.). preferiu elencar essas dívidas.Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil. permanecendo então o da Lei 4. inciso I e § 2º e § 3º. DÍVIDA PÚBLICA Também denominada Dívida Passiva.Para os efeitos desta Lei Complementar. A dívida pública pode ser proveniente de outras fontes. Assim toda e qualquer obrigação do Estado comporá a Dívida Pública. apurado sem duplicidade. porém. a curto prazo. convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.320/64 explicita que a divida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses (longo prazo). Dívida Pública representa o conjunto das obrigações do Ente Público para com terceiros e que é contabilmente registrada no Passivo. Antes da LRF o prazo de exigibilidade era um bom marco divisor entre as dívidas fundadas e flutuante.br/servicos/glossario/glossario_d. qual seja. excluídos os serviços da dívida. incluiu nesse grupo à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil.610.  Os serviços da dívida a pagar.320/64. quebrou a regra do prazo para exigibilidade. com o objetivo de atender às necessidades dos serviços públicos.. em virtude de orçamentos deficitários. e de resíduos passivos (restos a pagar). Segundo o Tesouro Nacional. Assim.gov.320/64 e foi além. desde que as receitas advindas dessa operação constem no Orçamento.tesouro. por meio de obrigações e apólices. Classificação da dívida pública:  Classificação legal: A lei 4. toda obrigação. contratos. em que se justifica a emissão de um empréstimo a longo prazo. com o advento da LRF esse critério também ficou comprometido. Lei do Direito Autoral nº 9. cauções. Os empréstimos que caracterizam a dívida pública são de curto ou longo prazo. comporá a dívida pública. das obrigações financeiras do ente da Federação. assumidas em virtude de leis. bônus rotativos.  Dívida flutuante: A lei 4320/64. cofre de órgãos. dívida pública consolidada ou fundada: montante total.320/64 divide a dívida pública em flutuante e fundada. inclusive na Internet. § 3º . 92 da referida lei. etc.  Os depósitos.. segundo o art. para amortização em prazo superior a doze meses. a Dívida Pública não tem como única origem as operações de crédito. porém com o advento dessa lei essa regra foi quebrada. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não..Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento. . detalhou o conceito de dívida fundada constante na Lei 4.

 Fixar. Vejamos agora a competência de cada casa legislativa. do distrito federal e dos municípios. de suas autarquias e demais entidades controladas pelo poder público federal. em qualquer meio de comunicação.  Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da união. Quanto à Abrangência Territorial: Assim como as operações de crédito.  Mobiliária: São as obrigações lastradas em títulos públicos. as competências citadas anteriormente sobre operações de crédito também estão relacionadas à dívida pública. ou seja. é um conceito mais amplo que o de Dívida Pública. ou seja.  Contratual: São as obrigações originadas em operações de crédito pactuadas por meio de contrato.  Quanto a Forma: Relaciona-se a forma de captação do recurso.  Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados. porém. Lei do Direito Autoral nº 9. III. O § 8º do Art. 52. limites globais para o montante da dívida consolidada da união. Para que não reste dúvida elencaremos aqui também as competências que versam sobre operações de crédito público. a dívida Pública será classificada conforme abrangência territórios. incisos V. inclusive na Internet. dos estados. a final as operações de crédito tem como resultado a Dívida Pública. Vimos até agora. do distrito federal e dos municípios. ou seja. 48 a competência para dispor sobre operações de crédito e dívida pública bem como o montante da Dívida mobiliária Federal. VI. de interesse da união.  Competência do Congresso Nacional A Constituição Federal estabelece nos incisos II e XIV do Art. alguns assuntos são de competência do Senado Federal. VIII e IX como competências do Senado Federal:  Autorizar operações externas de natureza financeira. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.  Externa: São as obrigações provenientes de operações realizadas “fora do território nacional”. por proposta do presidente da república.  Senado Federal A Constituição Federal estabelece em seu Art. VII. com relação ao “endividamento público”. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. sob a égide do ordenamento jurídico internacional. que quase a totalidade da matéria orçamentária é do Congresso Nacional. COMPETÊNCIA PARA DISPOR Antes de citar as competências para dispor sobre dívida pública é importante entender que as competências elencadas nos normativos versam sobre o Endividamento Público. do distrito federal e dos municípios. dos estados.  Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da união em operações de crédito externo e interno. Assim. . dos estados. ou seja. 165 estabelece para o Congresso Nacional competência para autorizar a contratação de operações de crédito por meio da Lei Orçamentária Anual ou ainda por meio de lei específica.  Interna: São as obrigações provenientes de operações realizadas “dentro do território nacional”. sob a égide do ordenamento jurídico nacional. originadas nas operações de crédito baseadas na colocação dos títulos públicos citados anteriormente. do distrito federal e dos municípios.610.

de 2000. numa visão patrimonial a execução orçamentária passou a ser irrelevante. Porém. REGIME CONTÁBIL E ORÇAMENTÁRIO Até pouco tempo atrás era quase um consenso entre doutrinadores e bancas organizadoras de concursos que o regime contábil afeto à contabilidade pública no Brasil era o misto.132/08. ou seja. O Manual de Receita Nacional. A entidade do setor público deve aplicar métodos de mensuração ou avaliação dos ativos e dos passivos que possibilitem o reconhecimento dos ganhos e das perdas patrimoniais. 85 ao 104). prevalecendo nos conflitos entre elas a essência sobre a forma.320/64 ao estabelecer que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadas e as despesas nele legalmente empenhadas.5. Isso em função da interpretação dada ao art. assim como qualquer outro ramo da ciência contábil. as transações no setor público devem ser reconhecidas e registradas integralmente no momento em que ocorrerem. Dessa forma.  Não implique necessariamente modificação dos critérios estabelecidos no âmbito de cada ente da federação para elaboração das estatísticas fiscais e apuração dos resultados fiscais de que trata a lei complementar no 101. . Assim. considerando as relações jurídicas. Dessa forma afirmava-se que havia um regime contábil de caixa para a receita e um regime contábil de competência para a despesa. referiu-se ao regime orçamentário e não ao regime contábil. aplica-se o princípio da competência em sua integralidade. em qualquer meio de comunicação. mesmo na hipótese de existir razoável certeza de sua ocorrência. independentemente do momento da execução orçamentária. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. o artigo 35 da lei 4. na verdade. Os registros contábeis das transações das entidades do setor público devem ser efetuados. no qual determina-se que as variações patrimoniais devem ser evidenciadas. obedece aos princípios fundamentais de contabilidade. pois a contabilidade é tratada em título específico (do art. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. que versa sobre Registro Contábil e aprovada pela Resolução 1. reconhecidos. inclusive na Internet. mesmo com esse posicionamento. Os registros contábeis devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas demonstrações contábeis do período com os quais se relacionam. onde está expresso que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas e as despesas nele legalmente empenhadas. aprovado pela portaria supra trás o posicionamento técnico das Secretarias do Tesouro Nacional e de Orçamento Federal sobre o tema e afirma que a Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Segundo tal norma. Porém. e  Não constitua mecanismo de viabilização de execução de despesa pública para a qual não tenha havido a devida fixação orçamentária. pelos respectivos fatos geradores. O referido manual explicita então que. de tal forma que a apropriação patrimonial:  Não modifique os procedimentos legais estabelecidos para o registro das receitas e das despesas orçamentárias.I. Em 14 de outubro de 2008 a Portaria Conjunta STN/SOF nº 3 estabeleceu em seu art. afinal nela havia a conjugação das características dos dois regimes contábeis. devem ser efetuados. são mantidos os procedimentos usuais de reconhecimento e registro da receita e da despesa orçamentárias. Lei do Direito Autoral nº 9. por isso a denominação regime misto para a contabilidade pública. tanto na receita quanto na despesa.320/64. 35 da lei 4. como o advento da Norma Brasileira de Contabilidade NBC T 16. desde que estimáveis tecnicamente. econômicas e patrimoniais. 6º que a despesa e a receita serão reconhecidas por critério de competência patrimonial. segundo o parágrafo único do artigo supracitado. visando conduzir a contabilidade do setor público brasileiro aos padrões internacionais e ampliar a transparência sobre as contas públicas. portanto. sejam elas independentes ou resultantes da execução orçamentária. Os registros da entidade.610. o Conselho Federal de Contabilidade apresentou um posicionamento diverso do que até então parecia ser um consenso.

segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor público. observando-se os Princípios da Competência e da Oportunidade. 89. em qualquer meio de comunicação. de maneira harmônica. Art. que instituiu um regime orçamentário misto no seu Art. Ainda. deve haver o registro da receita sob o enfoque patrimonial (variação patrimonial aumentativa) em função do fato gerador. além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária. Lei do Direito Autoral nº 9. os fatos ligados à administração orçamentária. Resumindo. 35. 35. 35 da Lei nº 4. pois nesse estágio da execução da receita orçamentária é que:  Verifica-se a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente.320/64) Assim.] Art. [. 100. financeira. com o objetivo de evidenciar o impacto dos fatos modificativos no patrimônio. deve haver o registro da receita em função do fato gerador. que abrangem os resultados da execução orçamentária. Pertencem ao exercício financeiro: I – a s receitas nele arrecadadas. A contabilidade deve evidenciar.. deve haver o registro em contas específicas. Para a receita tributária pode-se utilizar o momento do lançamento como referência para o reconhecimento. Ocorrido o fato gerador. no momento da arrecadação. deve-se levar em consideração dois enfoques no momento de se determinar o regime adotado na Contabilidade Pública. exige-se a evidenciação dos fatos ligados à administração financeira e patrimonial. 104. Assim. além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária. pode-se proceder ao registro contábil do direito em contrapartida a uma variação ativa. em especial na Lei nº 4.320/64. no art. gerando informações que permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. inclusive na Internet. a referida lei estabelece que: “Art. bem como as variações independentes dessa execução e as 12 superveniências e insubsistências ativas e passivas.” Portanto. . e indicará o resultado patrimonial do exercício. patrimonial e industrial. financeira e patrimonial. a Contabilidade Aplicada ao Setor Público deve seguir o disposto nas normas de Direito Financeiro. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio.  Identifica-se o sujeito passivo. é possível compatibilizar e evidenciar.  Calcula-se o montante do tributo devido. (Lei nº 4. 89. com o objetivo de evidenciar o impacto no Patrimônio. apresenta como principal dificuldade a determinação do momento de ocorrência do fato gerador. observa-se que. em contas do sistema patrimonial. demonstrando a visão orçamentária exigida no art. O reconhecimento da receita.320/64. sob o enfoque patrimonial. em obediência aos princípios da competência e da oportunidade.. As alterações da situação líquida patrimonial.  Determina-se a matéria tributável. o que representa o registro da receita por competência. exigindo que os fatos modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício. Ao mesmo tempo. resultantes ou independentes da execução orçamentária. pois além dos Princípios de Contabilidade. de maneira que os fatos modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício: Art.Observa-se que. tempestivamente. II – as despesas nele legalmente empenhadas. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. exige-se a evidenciação dos fatos ligados à execução financeira e patrimonial.610. as variações patrimoniais e a execução orçamentária ocorridas na entidade. constituirão elementos da conta patrimonial. Portanto.

320/645 que pertencem ao exercício financeiro as despesas nele legalmente empenhadas. Assim. principalmente no que se refere à vigência. O pagamento de restos a pagar deve ocorrer em exercício seguinte ao da inscrição e mediante prévia liquidação do empenho inscrito em restos a pagar. restos a pagar consistem em despesas empenhadas. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. mas não pagas até o dia 31 de dezembro.320 que consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas. 36 da lei 4. inscritas contabilmente como obrigações a pagar no exercício subsequente. só será considera ocorrida com a arrecadação efetiva de recursos financeiros para que uma despesa pública seja reconhecida como incorrida não há a necessidade de haver saída de recursos. a despesa e a receita serão reconhecidas por critério de competência patrimonial. uma despesa pública pode ser então reconhecida como sendo pertencente a um exercício mesmo que seja efetivamente paga em outro. Versa o 35 da lei 4. que não tenham sido canceladas pelo processo de análise e depuração e que atendam aos requisitos previstos na Lei 4. leia o material com muita atenção. Do texto legal extrai-se:  Restos a Pagar são dívidas empenhadas em um exercício e pagas em exercício financeiro seguinte. inclusive na Internet. II. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. no momento da arrecadação. podendo ser inscritas como tal por constituírem encargos incorridos no exercício vigente. Define o Art.  Enfoque patrimonial. Lei do Direito Autoral nº 9. Assim os restos a pagar decorrem dos princípios da anualidade e da competência. deve haver o registro da receita sob o enfoque patrimonial (variação patrimonial aumentativa) em função do fato gerador.Tem-se então os dois enfoques convivendo simultaneamente:  Enfoque orçamentário: Segundo esse enfoque. .610. Com o objetivo de evidenciar o impacto dos fatos modificativos no patrimônio. 35 da Lei nº 4.320/1964.320/64. de maneira harmônica. Também denominados de resíduos passivos. é necessário que determinadas normas sejam observadas. que segundo o enfoque orçamentário ocorre com o empenho. Assim. sob o enfoque orçamentário. contábil: Segundo esse enfoque. e a inscrição de despesas em restos a pagar é o mecanismo que permite à administração pública observar essa regra. deve haver o registro em contas específicas. RESTOS A PAGAR FIQUE ATENTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Algumas alterações em restos a pagar foram implementadas pelo decreto 7.654 de 23 de dezembro de 2011 e ainda não foram gravadas. Seguindo esse diapasão. demonstrando a visão orçamentária exigida no art. Assim.  Que deve haver distinção entre despesas processadas (liquidadas) e não processadas (não liquidadas). em qualquer meio de comunicação. em obediência aos princípios da competência e da oportunidade. as variações patrimoniais e a execução orçamentária ocorridas na entidade. é possível compatibilizar e evidenciar. Definição: Pode-se definir restos a pagar como as despesas empenhadas. pendentes de pagamento na data de encerramento do exercício financeiro. regime misto. ou seja. constituindo-se em Dívida Flutuante. diferente da receita pública que. bastando o seu reconhecimento. Quando a despesa pública é realizada em exercício diverso daquele a que se refere. mas já estão no material.

mas especificamente o da Moralidade.(http://www. resta à Administração cumprir a dela. deixando de cumprir com um dos Princípios que regem a Administração Pública. ou seja. tendo em vista que.pdf)  Modalidades: Já sabemos a que a execução da despesa é um processo que percorre basicamente três estágios: empenho. IV. só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito. ou seja. liquidação. a parcela da despesa orçamentária que se encontrar em qualquer fase de execução posterior à emissão do Empenho e anterior ao Pagamento será considerada restos a pagar. ou seja. se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas. e pagamento. apenas. nele estabelecida.  Não processados: São as despesas que não atingiram o estágio da liquidação. não basta que uma despesa seja empenhada pra que seja inscrita em restos a pagar.610. mas esteja em cursos a liquidação da despesa. Por esse motivo. estará incorrendo em enriquecimento ilícito e assim. efetuar o pagamento devido. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.fazenda. restando pendente. ou.  Inscrição (Registro) A norma legal estabeleceu que. Porém. conforme expressa o texto legal visto acima.br/esafsite/cursos_presenciais/VII_semana_AOFCP/material_oficinas/oficina_n. salvo quando: I. A liquidação consiste na confirmação da prestação do serviço ou entrega do bem por parte do fornecedor. os Restos a Pagar Processados não podem ser cancelados. Porém. do contrário. A “extensão do caminho percorrido” pela despesa antes do pagamento determinara o tipo de resto a pagar em que ela será inscrita. Lei do Direito Autoral nº 9. no encerramento do exercício. ou seja. 35 do Decreto 93.esaf. se o fornecedor cumpriu com a obrigação. inclusive na Internet. III. o estágio do pagamento. Assim. II.  Processados: São as despesas que atingiram o estágio da liquidação. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. existem duas modalidades de restos a pagar. foram somente empenhada. ._72_mcasp_pco. onde o marco diferenciador é a Liquidação. vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor. empenhadas e liquidadas. os empenhos que correm à conta de créditos com vigência plurianual.gov. em qualquer meio de comunicação. de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor. que não tenham sido liquidados. para tanto é necessário ainda que tal despesa cumpra os requisitos do Art. para todos os fins.872/86 onde está determinado que empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro. corresponder a compromissos assumidos no exterior. vencido o prazo de que trata o item anterior.

Além disso. em fase de verificação do direito adquirido pelo credor ou quando o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor estiver vigente. Seu parágrafo único determina que os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. as despesas não liquidadas somente poderão ser inscritas em Restos a Pagar se de competência do exercício financeiro em que o serviço ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e que se encontre. para que seja inscrito em restos a pagar uma despesa que foi somente empenhada a mesma deve passar pelo processo de análise e depuração segundos os requisitos acima. a liquidação. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. A Inscrição do Resto a Pagar Gera uma Receita Extra-Orçamentária: O 103 da lei 4320/64. Esse procedimento encontra amparo no inciso II do art. cumprir condições para empenho e liquidação da despesa e indicação pelo ordenador de despesas.654 de 23 de dezembro de 2011 que trouxe diversas alterações referentes à essa matéria. portanto. foram feitas pelo decreto 7. que pode ser utilizado para abertura de créditos adicionais sem lastro. A inscrição de Restos a Pagar deve observar aos limites e condições de modo a prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. Lei do Direito Autoral nº 9. determina que o Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa orçamentárias bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extra-orçamentária. é necessário fazer alguns ajustes no encerramento do exercício com os registros dos fatos orçamentários a saber: A Inscrição do Resto a Pagar Gera uma Despesa Orçamentária: Com o objetivo de evitar demonstrar um superávit financeiro inexistente. e os que se transferem para o exercício seguinte. por determinação legal. Tal procedimento é concebido mediante o registro da despesa orçamentária em contrapartida com uma conta de passivo (obrigação) no sistema financeiro. a inscrição de despesa em Restos a Pagar não-processados é procedida após a depuração das despesas pela anulação de empenhos. Essas duas últimas exigências. a LRF determina em seu artigo 42.320/64 onde está determinado que pertencem ao exercício financeiro as despesas nele empenhadas. em qualquer meio de comunicação. o art. anulam-se as demais e inscrevem-se os Restos a Pagar não-processados do exercício. ou seja. que qualquer despesa empenhada nos últimos dois quadrimestres do mandato deve ser totalmente paga no exercício. no exercício financeiro de sua emissão. Os registro devem ser feitos por exercício e por credor. os restos a pagar. Segundo o Manual da Despesa Nacional. 35 da lei 4. a não ser que haja suficiente disponibilidade de caixa para viabilizar seu correspondente pagamento. por credor e diferençando-se a despesas em processadas e não-processadas. verificam-se quais despesas devem ser inscritas em Restos a Pagar. é recomendável que se proceda a execução da despesa orçamentária mesmo faltando o cumprimento do implemento de condição. uma conta redutora deste passivo. acabando por vetar sua inscrição ou parte dela em Restos a Pagar.610. Seguindo esse diapasão. Observa-se que tal registro criou um passivo “fictício” e. conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior. distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. comprometendo a situação financeira do ente. Segundo o manual da Despesa Nacional. . o Manual de Despesa Nacional afirma que é prudente que a inscrição de despesas orçamentárias em Restos a Pagar não-processados observe a disponibilidade de caixa e a competência da despesa. no sistema patrimonial. inclusive na Internet. Assim. Visando eliminar as chamadas heranças fiscais. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. O Decreto ainda prevê que a inscrição prevista como restos a pagar não processados fica condicionada à indicação pelo ordenador de despesas. devem ser registrados de modo a evidenciar três critérios de classificação: por exercício. para atender ao Princípio da Competência e aos Princípios da Legalidade da Despesa e da Anualidade do Orçamento. 68 do mesmo decreto estabelece que a inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho depende da observância das condições nele estabelecidas neste para empenho e liquidação da despesa. que constituem dívida flutuante.Assim. individualizando o crédito. em 31 de dezembro de cada exercício financeiro. deve-se registrar. conforme estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. simultaneamente. Para tanto.

o bloqueio dos saldos dos restos a pagar não processados e não liquidados. sejam liquidados ou não. mas. 68 do decreto 93. Sob o aspecto orçamentário.PAC b) do Ministério da Saúde. . os restos a pagar são computados como despesa orçamentária. pelo cumprimento do que foi aqui exposto Mas qual o efeito do cancelamento de um resto a pagar? O registro do cancelamento de Restos a Pagar Não-Processados é feito em contrapartida de uma Variação Ativa.610. em 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição. com execução iniciada até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição. a despesa verificada pela quantidade parcial entregue. sendo. II . sendo consideradas como iniciadas: a) nos casos de aquisição de bens. devendo a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda providenciar o posterior cancelamento no SIAFI dos saldos que permanecerem bloqueados. no balanço financeiro. inclusive na Internet. ressalvado os que: I .Refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados. poderá ser atendido a conta de dotação de exercício anteriores.sejam relativos às despesas: a) do Programa de Aceleração do Crescimento . atestada e aferida. ou c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino. ele se configurará um aumento no Patrimônio Líquido. Essas foram uma das principais alterações trazidas pelo decreto 7. dependendo os Não Processados de liquidação. se configurará uma despesa extraorçamentária. são incluídos como receita extraorçamentária. portanto fique atento. os titulares de órgãos da Presidência da República. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Pelo fato desse cancelamento fazer desaparecer uma obrigação. em conta contábil específica no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI.  Pagamento: O pagamento dos Restos a Pagar ocorrerá em exercício financeiro seguinte ao da sua inscrição.654 de 23 de dezembro de 2011.No balanço orçamentário. existem dois posicionamentos. de Orçamento e de Administração Financeira e os ordenadores de despesas são responsáveis. a despesa verificada pela realização parcial com a medição correspondente atestada e aferida. 68. o pagamento dos restos a pagar. Com relação ao efeito provocado pelo cancelamento de um resto a pagar. Distrito Federal e Municípios. para fins de cumprimento da validade acima citada. Lei do Direito Autoral nº 9. ativa. sou seja. a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda efetuará. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. com execução iniciada até a data do bloqueio. uma variação positiva. Distrito Federal e Municípios.  Cancelamento: O § 5º do art. o estritamente legal e o do Manual de Recitas Nacional.654 de 23 de dezembro de 2011 em relação à norma anterior. O pagamento que vier a ser reclamado em decorrência dos cancelamentos efetuados. sob o enfoque exclusivamente patrimonial. sob o enfoque orçamentário. No § 6º do mesmo artigo.654 de 23 de dezembro de 2011 Dispões o art. os dirigentes de órgãos setoriais dos Sistemas Federais de Planejamento.872/86 que os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição. Prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos Restos a Pagar Os Ministros de Estado. estabelece que. uma receita.  Vigência: Alterada pelo decreto 7. profundamente alterado pelo decreto 7. no que lhes couber. e b) nos casos de realização de serviços e obras. o decreto determina então que as unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos bloqueados providenciarão os referidos desbloqueios dos empenhos referentes à despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados. em qualquer meio de comunicação. no exercício que ocorrer o reconhecimento da divida.

o saldo existente deverá ser cancelado. tendo em vista que sequer foram empenhadas ou. a ordem cronológica. Lei do Direito Autoral nº 9. São despesas orçamentárias e não se confundem com restos a pagar. a diferença deverá ser empenhada a conta de despesas de exercícios anteriores. pelo ponto de vista legal.  Prazo Prescricional: Segundo o art. no orçamento vigente. obedecida. se existir diferença. portanto.  Se o valor real a ser pago for superior ao valor inscrito. sendo uma despesa orçamentária. Contratos e Convênios Observando-se o Princípio da Anualidade Orçamentária. desde que discriminada por elementos. em qualquer meio de comunicação. verifica-se se existe diferença entre o valor da despesa inscrita e o valor real a ser pago. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Valor da Despesa Diverso do Empenhado No momento do pagamento de Restos a Pagar referente à despesa empenhada pelo valor estimado. tiveram seus empenhos anulados ou cancelados antes do final do exercício financeiro. inclusive na Internet. procede-se da seguinte forma: III.610. trata-se apenas de restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida referente às receitas arrecadadas em exercício anterior. trata-se de restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida. O reconhecimento da obrigação de pagamento das despesas com exercícios anteriores cabe à autoridade competente para empenhar a despesa (ordenador de despesas) que poderão ser pagas à conta de dotação específica consignada no orçamento. . Assim. As parcelas remanescentes deverão ser registradas nas Contas de Compensação e incluídas na previsão orçamentária para o exercício financeiro em que estiver prevista a competência da despesa. se foram. quando a anulação ocorrer após o encerramento deste considerar-se-á receita do ano em que se efetivar.Art. sempre que possível.  Casos Específicos O manual da Despesa Nacional traz algumas situações específicas e o tratamento que deve ser dado a cada uma delas. A viabilização do pagamento desse tipo de despesa ocorrerá com um processo administrativo onde será apurado o direito do credor e o valor correspondente. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES (DEA) Segundo o Manual da despesa Nacional. 70 do Decreto 93872/86. Manual de Receita Nacional Cancelamento de despesas inscritas em Restos a Pagar consiste na baixa da obrigação constituída em exercícios anteriores. 38 da Lei 4320/64 Reza este artigo que reverte à dotação a importância de despesa anulada no exercício. originária de receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não de uma nova receita a ser registrada. Sob o ponto de vista orçamentário. para que possa ser paga. deve ser previamente empenhada. prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos Restos a Pagar a partir da sua inscrição. as parcelas dos contratos e convênios somente deverão ser empenhadas e contabilizadas no exercício financeiro se a execução for realizada até 31 de dezembro ou se o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor estiver vigente. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.  Se o valor real for inferior ao valor inscrito. decorrentes de compromissos surgidos em exercícios anteriores àquele em que deva ocorrer o pagamento. despesa de exercícios anteriores são despesas fixadas. Assim. O cancelamento de Restos a Pagar não se confunde com o recebimento de recursos provenientes de despesas pagas em exercícios anteriores que devem ser reconhecidos como receita orçamentária. anulação de restos a pagar se caracteriza uma receita orçamentária do ano em que se efetiva se ocorrer fora do exercício financeiro em que foi empenhada.

mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento do exercício correspondente. bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida. a despesa cuja inscrição como restos a pagar tenha sido cancelada. Isso porque essa expressão não tem o mesmo significado da expressão usada em Restos a pagar “processados”. a despesa não fora empenhada.O reconhecimento da obrigação de pagamento. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. o credor tenha cumprido sua obrigação. Serve de exemplo o pagamento de auxílio maternidade a um servidor cujo filho tenha nascido no exercício anterior e que o mesmo só tenha reclamado seu direito agora. inclusive na Internet. cabe à autoridade competente para empenhar a despesa. dentro do prazo estabelecido. c) compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício. mas. Nessa situação essa despesa poderá ser paga mediante Despesas de Exercícios Anteriores. mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento do exercício correspondente.  Restos a Pagar com prescrição interrompida: Tal situação ocorre com os restos a pagar que ao final de seu prazo de vigência não foram liquidados e por esse motivo cancelados.320/64.As despesas de exercícios encerrados. mas ainda vigente o direito do credor. mesmo tendo havido a entrega do bem ou prestação do serviço. e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente. considera-se: a) despesas que não se tenham processado na época própria. Assim. poderão ser pagos à conta de dotação destinada a atender despesas de exercícios anteriores. a obrigação de pagamento criada em virtude de lei. o credor tenha cumprido sua obrigação.Segundo o artigo 37 da Lei nº 4. que não se tenham processado na época própria. mesmo ainda vigente o direito do credor. 37). respeitada a categoria econômica própria (Lei nº 4.  Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente: Segundo o Manual de Despesa Nacional os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício são aqueles cuja obrigação de pagamento foi criada em virtude de lei. pois se a despesa fosse pelo menos empenhada ela poderia ser registrada como Resto a Pagar. essa despesa será empenhada e paga a conta de Despesa de Exercícios Anteriores. por motivos diversos. Nessa hipótese permanece o direito do fornecedor e. . em qualquer meio de comunicação. mas que. vindo o fornecedor a reclamar tal direito em exercícios posteriores. § 2º . mas permanece o direito por parte do servidor.3872/86 que versa sobre despesas de exercícios anteriores. não havendo então o processamento dessa despesa em época própria.320/64. para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las. Assim.Para os efeitos deste artigo. tenha seu empenho cancelado antes do fim do exercício. É importante ficar atento para a expressão “processada”. art. as despesas que não se tenham processado na época própria são aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente. três são as hipóteses para despesas de exercícios anteriores:  Despesas com saldo suficiente para atendê-las e não processadas no mesmo exercício financeiro: São muitas as situações que ocorrem durante um exercício financeiro e que podem levar a desconformidades na execução das despesas. 22 . Assim. b) restos a pagar com prescrição interrompida. Aqui ela tem um sentido mais amplo e abrange também o empenho. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. por não ter havido a possibilidade regularizar a situação dessa despesa no exercício em que ocorreu. dentro do prazo estabelecido. Lei do Direito Autoral nº 9. Nessa situação a Administração nem sabia da existência dessa obrigação que surgiu em função de previsão legal. § 1º . mas que. Para finalizar segue a transcrição do decreto 9. Art. nesse caso. tendo como saída o pagamento na forma de Despesas de Exercícios anteriores. aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente. de que trata este artigo. pode acontecer que uma despesa tenha sido regularmente fixada e empenhada em um determinado exercício.610.

45 situações que justificam a aplicação do regime de adiantamento. em qualquer meio de comunicação. Segundo art.IV. a critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade. e que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. definem e estabelecem regras gerais de observância obrigatória para a União. SUPRIMENTOS DE FUNDOS (REGIME DE ADIANTAMENTO) Conceito O regime de adiantamentos ou suprimento de fundos é uma forma diferenciada de realizar despesas públicas orçamentárias. esta é a norma geral estabelecida para todos os entes da Federação. Existem despesas que teriam a sua realização inviabilizada se tivesse que obrigatoriamente passar integralmente por tais processos. O decreto 93. assim entendidas aquelas cujo valor.. 65. Assim as regras aqui citadas. inclusive em viagens e com serviços especiais. inc. 65 . Art. sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas. Dessa forma. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. não possam subordinar-se ao processo normal de a aplicação. inclusive na Internet. poderá ser concedido suprimento de fundos a servidor. ressalvadas as estabelecidas por lei. Estados.O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. Para realização desse tipo de despesa é que existe o suprimento de fundos. Distrito Federal e Municípios aplicáveis ao regime de adiantamento.610. observando as peculiaridades de seu sistema de controle interno. 68 da lei 4320/64 ao afirmar que o regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. em razão de suas características ou da urgência. A parte final do art. Finalidade: A finalidade do suprimento de fundo é poder viabilizar a realização de despesa que são necessárias mas que. Art. essa matéria é definida por vários normativos como decretos e portarias ministeriais. tendo com um dos seus estágios mais demorados o processo licitatório.O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários credenciados e.320/1964. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. de forma a garantir a correta aplicação do dinheiro público. O Decreto 93. 69 .  Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso. denominado suprido.. por meio de adiantamento.872/86 em seu art. 45 reza que excepcionalmente. são válidas no âmbito da União. Mas o que seria o processo normal de aplicação? Vimos que a despesa percorre um longo caminho desde a previsão até a sua efetiva execução.872/86 um dos principais. e  Para atender despesas de pequeno vulto. em casos excepcionais. abaixo transcritos. não ultrapassar limite estabelecido em portaria do ministro da fazenda. Lei do Direito Autoral nº 9. sempre precedido do empenho na dotação própria às despesas a realizar. cabendo a cada um regulamentar o seu regime de adiantamento. com o fim de este realize despesas públicas com características especiais. compete à União.Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamento.) Art. 24. conforme se classificar em regulamento. São elas:  Para atender despesas eventuais. 68 . sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Na órbita federal. por suas características. Corrobora com o explicitado o art. sendo o Decreto 93.972/86 traz nos incisos de seu art. em cada caso. (. I e II da Constituição. . e a inteira responsabilidade por parte do ordenador de despesa pela concessão do suprimento de fundos que se responsabilizará pela sua regular aplicação. sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito financeiro e orçamento. Vale aqui destacar a excepcionalidade da operação. os artigos 68 e 69 da Lei nº 4. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. Tem por principal característica ser a disponibilização de valores a um servidor público. que exijam pronto pagamento.

O estágio da liquidação é representado pelo registro de uma obrigação pelo suprimento.  Quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso. por exemplo. por falta de aplicação. deve haver lançamento contábil no sistema de compensação para registro da responsabilidade do agente suprido em prestar contas do valor aplicado. ou a devolução do numerário adiantado. no momento da entrega do recurso. em cada caso. o § 1º do. ao mesmo tempo em que ocorre o registro de um passivo. Lei do Direito Autoral nº 9. a sua concessão não representa uma despesa pelo enfoque patrimonial. Do ato de concessão de suprimento de fundos constará. para a realização desse tipo de despesa será dispensado o empenho. parcial ou total.610. o adiantamento que caracteriza o suprimento de fundos constitui despesa orçamentária. Dessa forma. conforme se classificar em regulamento.91. a sua execução percorrerá necessariamente os três estágios da execução vistos anteriormente. denominado “servidor ou agente suprido”. Forma de execução: A execução ocorrerá por meio de disponibilização de numerário a um servidor responsável pela sua aplicação. . não ultrapassar limite estabelecido em portaria do ministro da fazenda. liquidação e pagamento. em contrapartida com o direito ao recebimento do bem ou serviço objeto do gasto ou à devolução do valor adiantado No registro contábil da concessão de suprimento de fundos. em virtude de suas peculiaridades. quando for movimentado por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal. visando atender as despesas com contribuição previdenciária patronal. qualquer afirmação no sentido de que. quais sejam. ou fará referência ao empenho estimativo. Art. obrigatoriamente:  Prazo máximo para utilização dos recursos. seja qual for o meio de pagamento. vinculando o gasto com o suprimento de fundos. Assim. e  Para atender despesas de pequeno vulto.  Prazo para prestação de contas. na natureza de despesa 33.872/86 estabelece que o suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador como despesa realizada. não ocorrendo nesse instante a redução no Patrimônio Líquido. Portanto. que exijam pronto pagamento.47 – Obrigações Tributárias e de Contribuições. as restituições. Em se tratando de suprimento de fundos para contratação de serviços prestados por pessoa física. e  Sistemática de pagamento. ou também saque. realizará as despesas públicas:  Para atender despesas eventuais. apesar de ser uma despesa pública.à proposta de concessão de suprimento. inclusive na Internet. Isso porque na liquidação desse tipo de despesa orçamentária. A cada concessão de suprimento de fundos. objeto do gasto a ser efetuado pelo agente público responsável.Execução: Mesmo sendo uma despesa que se processa de forma peculiar. inclusive em viagens e com serviços especiais. há também a incorporação de um ativo. independentemente de haver ou não restituição Assim que o recurso é disponibilizado para o servidor a despesa é considerada como realizada. esclarecendo as demandas da unidade. deverá haver a identificação da motivação do ato. deve ser emitida nota de empenho. o montante total de recursos concedidos a título de suprimentos de fundos deve ser contabilizado como despesa. mesmo antes de ter efetivamente ocorrido. é incorreta. solicitando a anexação de uma cópia da NE . Para que se possa processar. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. 45 do decreto 93. em qualquer meio de comunicação. e a definição de valores compatíveis com a demanda. se somente fatura. em um regime de adiantamento. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. ou aplicação indevida. O suprido. constituirão anulação de despesa. observando o subitem. ao conceder o suprimento de fundos a autoridade competente determinará a emissão do empenho. Em função disso. ou receita orçamentária. assim entendidas aquelas cujo valor. Segundo Secretaria do Tesouro Nacional.Nota de Empenho . que representa o direito de receber um bem ou serviço. conforme destinação estabelecida pelo Ordenador de Despesas com posterior prestação de contas. se recolhidas após o encerramento do exercício. empenho.

610. sendo o agente suprido o portador do CPGF e responsável por sua utilização. São eles:  Presidência da República. 45 veda ainda a utilização do CPGF na modalidade de saque. 45 . para atender às peculiaridades dos seus órgãos essenciais obedecendo ao Regime Especial de Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado. de 2008) O Cartão de pagamentos do Governo Federal é um instrumento moderno que visa agilizar a gestão de recursos públicos destinados a despesas em regime de adiantamento.A . Lei do Direito Autoral nº 9.370. segundo Cartilha da Controladoria Geral da União.  Vice-Presidência da República. Seu funcionamento é muito parecido com o de um cartão de crédito comum.  Ministério das Relações Exteriores para a atender às especificidades das repartições do Ministério das Relações Exteriores no exterior. além de proporcionar controle e eficiência na sua utilização.(. 47 abre a possibilidade de determinadas instituições e ministério regulamentarem a concessão e aplicação de suprimento de fundos.É vedada a abertura de conta bancária destinada à movimentação de suprimentos de fundos.  Decorrentes de situações específicas do órgão ou entidade. sendo vedada a abertura de conta bancária destinada à movimentação de suprimentos de fundos..) § 5º . inclusive na Internet. podendo ser utilizado na modalidade de fatura e saque. Pecuária e Abastecimento para a atender às especificidades dos adidos agrícolas em missões diplomáticas no exterior.  Ministério da Fazenda. prestando contas ao final do período de utilização.CPGF. o art. . Art.  Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça.  Ministério da Saúde para atender às especificidades decorrentes da assistência à saúde indígena. Modalidade de concessão: São as formas de disponibilização do recurso que será utilizado na realização da despesa. (Incluído pelo Decreto nº 6. Art. exceto no tocante às despesas:  Referentes às situações destinadas a atender às peculiaridades dos órgãos essenciais dos ministérios e órgãos vistos acima com competência para estabelecer seus Regimes Especiais de Execução em instruções aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado. por meio de Correio. ocorrendo mais comumente de duas maneiras:  Cartão de Pagamentos do Governo Federal: Até 2008 a disponibilização dos valores destinados às despesas relativas ao regime de adiantamento era operacionalizada somente por meio de deposito em conta corrente.As despesas com suprimento de fundos serão efetivadas por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal . e  Inteligência. desde que sejam tomados os devidos cuidados. Esse cartão é emitido em nome da Unidade Gestora com a identificação de seu portador. em qualquer meio de comunicação. O § 6º do art. permitindo inclusive. a utilização com afiliado. Telefone. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.  Ministério da Agricultura.  Militares. ou outro meio de comunicação. Problemas como perda furto ou extravio devem ser imediatamente informados ao Banco do Brasil e ao Ordenador de Despesas. A ele é estabelecido um limite.Por sua vez. Internet.. nos termos do autorizado em portaria pelo Ministro de Estado competente e nunca superior a trinta por cento do total da despesa anual do órgão ou entidade efetuada com suprimento de fundos. ou adiantamentos. vedada a delegação de competência. A partir de 2008 essa operacionalização passou a ser efetivada principalmente por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal – CPGF. 45 . respondendo pela guarda e por todas as despesas realizadas. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.

elas existem. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. quando o titular deixar de ser movimentador de recursos de suprimento de fundos e/ou de adiantamento da unidade.  Quando se tratar de unidades gestoras que utilizam o SIAFI na modalidade “off-line”. disciplinou a utilização de contas bancárias para movimentação de recursos financeiros por parte dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. O art. o decreto 6. Decorrentes de situações específicas da Agência Reguladora. de 2008) § 2º . o Ministério público da União. em caráter excepcional. além dos Comandos Militares. . o valor da Ordem Bancária para crédito na conta corrente de suprimento de fundos será concedido com fundamento na autorização da solicitação de concessão de suprimento de fundos. Todo o procedimento de concessão de suprimento de fundos por meio de limite de utilização do cartão deve ser repetido a cada nova concessão.A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda encerrará as contas bancárias destinadas à movimentação de suprimentos de fundos até 2 de junho de 2008. são as chamadas contas tipo “B”. 45-A visto acima fazer parecer com que essa regra não comporte exceções. as quais serão encaminhadas ao agente financeiro. DE 31 DE Julho DE 1998.  Serão obrigatoriamente encerradas pelo titular. tão logo o prazo de utilização seja expirado. nos termos do autorizado em portaria pelo seu dirigente máximo e nunca superior a trinta por cento do total da despesa anual da Agência efetuada com suprimento de fundos. (Incluído pelo Decreto nº 6. movimentada pelo Agente Pagador beneficiário e vinculada à Unidade Gestora responsável. após expiração do prazo de utilização.467. contendo os dados dos responsáveis por sua movimentação. necessitando de justificativa. por determinação da área de controle interno do respectivo ministério/órgão.370. se autorizado algum valor na modalidade de saque. inclusive na Internet. 23 determinou que para as contas do tipo “B” as seguintes disposições:  Serão abertas mediante autorização do ordenador de despesas.467.A. 21 desse instrumento normativo. os órgãos e entidades da Administração Pública Federal poderão movimentar recursos financeiros em contas bancárias junto ao Banco do Brasil S. poderão ser abertas novas contas bancárias destinadas à movimentação de suprimento de fundos. Na concessão serão estabelecidos os valores de gasto para a modalidade de fatura e de saque.Para os órgãos citados no § 1º. que estabelece as regras desse processo. previu as exceções transcritas a abaixo: Art. poderão ser abertas novas contas bancárias destinadas à movimentação de suprimento de fundos. § 1º .O prazo previsto no caput não se aplica aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. o suprimento de fundos for concedido na modalidade de depósito em conta corrente. por meio de GRU. As classificadas como tipo “B”.serão movimentadas apenas através de Ordens Bancárias. pois o mesmo normativo que criou a regra.  Os saldos não movimentados por mais de 60 dias serão encerrados pela unidade gestora. Apesar do tom peremptório da afirmação contida no Art. de 2008) Dessa forma. A Secretaria do Tesouro Nacional. determinou que o limite de utilização do cartão será concedido de acordo com o valor constante no ato de concessão de suprimento de fundos e revogado tão logo o prazo de utilização seja expirado. imediatamente após o período de aplicação dos recursos. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. A Instrução Normativa STN Nº 4. Lei do Direito Autoral nº 9. do Ministério Público da União e dos Comandos Militares. 3º .610. bem como a revogação do limite de utilização do cartão.  Serão movimentadas por cheques e guias de depósito do agente financeiro. . Segundo o inciso II do Art. A Secretaria do Tesouro Nacional determinou que quando. são as destinada a acolher recursos de suprimento de fundos e de adiantamentos. devendo o saldo residual ser devolvido pelo suprido. em qualquer meio de comunicação. para os poderes Legislativo e Judiciário.  Conta Corrente: Existe ainda outro mecanismo para operacionalização do regime de adiantamento. (Incluído pelo Decreto nº 6.

que deve fazê-lo por portaria. após expiração do prazo de utilização. e não ultrapassará o término do exercício financeiro.Os valores referidos nesta Portaria serão atualizados na forma do parágrafo único do art.Todo o procedimento de concessão de suprimento de fundos por meio de depósito em conta corrente deve ser repetido a cada nova concessão. para execução de obras e serviços de engenharia. poderão ser concedidos suprimentos de fundos em valores superiores aos fixados neste artigo. da Lei acima citada. 45 do decreto 93. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.Os limites a que se referem este artigo são o de cada despesa. inclusive na Internet. 23 da Lei no 8. desde que determinado pelo Ordenador de Despesa no ato de concessão. da Lei no 8. no caso de execução de obras e serviços de engenharia.O ato legal de concessão de suprimento de fundos deverá indicar o uso da sistemática de pagamento.25% do valor constante na alínea "a" do inciso II do art. podendo ser menor.872/86. limite total do suprimento e limite máximo por tipo de despesa. que somente ocorrerá para realização de despesas de caráter excepcional. a competência para determinação dos valores limites para a concessão de suprimento de fundos bem como valor máximo para definição de despesas de pequeno vulto. vedado o fracionamento de despesa ou do documento comprobatório. para outros serviços e compras em geral. bem como a devolução do saldo residual existente na conta corrente de suprimento de fundos. a critério da autoridade de nível ministerial. Art. 1º . § 1º . recai sobre o Ministro da Fazenda. A determinação desses valores tem por base a lei 8. Quando se fala em limite no regime de adiantamento deve-se levar em consideração dois parâmetros. Art. serão fixados em portaria do Ministro de Estado da Fazenda.666/93 como vemos no texto da portaria transcrito a baixo: Art.872/86. . 2º . os percentuais estabelecidos nos incisos I e II deste artigo ficam alterados para 10% (dez por cento). 5% (cinco por cento ) do valor estabelecido na alínea "a" do inciso "II" do art. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. e de 0. os valores limites para concessão de suprimento de fundos. nas duas modalidades de concessão. 45 do Decreto 93. §2º . Deve-se levar ainda em conta o limite individual por objeto da despesa. § 1º . Limites: Segundo inciso III do Art.666/93. em qualquer meio de comunicação. § 2º . fica limitada a: I. 23 da Lei supra mencionada. cartão de pagamentos e conta corrente.Fica estabelecido o percentual de 0.610.25% do valor constante na alínea "a" do inciso I do art.Excepcionalmente. 45 e 47 do Decreto no 93. no caso de compras e outros serviços. Atualmente tal matéria está disciplinada pela portaria 95 de 19 de abril de 2002. É importante estar atento que esse prazo é máximo.972/6. no âmbito do Governo federal. conforme disciplinado pelos arts.Quando a movimentação do suprimento de fundos for realizada por meio do Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal. 120 da Lei no 8. 23. bem como o limite máximo para despesas de pequeno vulto visto acima. § 3º .A concessão de Suprimento de Fundos. Prazo para Aplicação: O prazo máximo para aplicação do suprimento de fundos será de até 90 (noventa) dias a contar da data do ato de concessão.666/93.Os percentuais estabelecidos no caput deste artigo ficam alterados para 1% (um por cento). desprezadas as frações. Baseado nos percentuais acima chega-se aos seguintes valores: Lei do Direito Autoral nº 9. 23. 3º .666/93 como limite máximo de despesa de pequeno vulto. quando utilizada a sistemática de pagamento por meio do Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal. quando este for movimentado por meio do Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal. desde que caracterizada a necessidade em despacho fundamentado. 5% (cinco por cento ) do valor estabelecido na alínea "a" do inciso "I" do art. Segundo o parágrafo 4º do Art. II. para adequação a esse valor.

Caso o suprimento de fundos tenha sido concedido em data próxima ao final do ano. por falta de aplicação. é da autoridade que o concedeu.Os limites vistos acima são o de cada suprimento ou despesa. é obrigado a prestar contas de sua aplicação. excepcionalmente. a critério da autoridade de nível ministerial. ou aplicação indevida. que não tem recursos disponíveis por não haver previsão orçamentária. O prazo para prestação de contas é de 30 dias após o término do prazo de aplicação. antes de ser encaminhada ao Tribunal de Contas . comprovando as despesas realizadas. após sua aprovação na respectiva prestação de contas.  O relatório de prestação de contas.nota de sistema de reclassificação e baixa dos valores não utilizados. mesmo que seja necessária a sua realização. .  A guia de recolhimento da união .000. A mesma observação vale para o limite individual por objeto da despesa. Como vimos acima. do ordenador de despesa responsável. ou seja. vedado o fracionamento de despesa ou do documento comprobatório. se for o caso. uma obra no valor de 150. para adequação a esse valor. constituirão anulação de despesa. A portaria estabelece ainda que. à tomada de contas se não o fizer no prazo assinalado pelo ordenador da despesa. observados os prazos assinalados pelo ordenador da despesa. O Decreto 200/67 estabelece que todo ordenador de despesa ficará sujeito a tomada de contas realizada pelo órgão de contabilidade e verificada pelo órgão de auditoria interna.  Os documentos originais (nota fiscal/fatura/recibo/cupom fiscal) devidamente atestados. o art. para efeito de contabilização e re-inscrição da respectiva responsabilidade pela sua aplicação em data posterior. emitidos em nome do órgão. ou receita orçamentária.610.  A cópia da NS . 45 que o servidor que receber suprimento de fundos. sem prejuízo das providências administrativas para a apuração das responsabilidades e imposição das penalidades cabíveis. se for o caso. se recolhidas após o encerramento do exercício. referente às devoluções de  Valores sacados e não gastos em três dias e aos recolhimentos dos saldos não  Utilizados por ocasião do término do prazo do gasto. 46 determina que cabe aos detentores de suprimentos de fundos fornecer indicação precisa dos saldos em seu poder em 31 de dezembro. em qualquer meio de comunicação. não poderá ser realizada com dez suprimentos de fundo de 15. conforme foi visto na regra geral. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. inclusive na Internet. Prestação de Contas: Estabelece o § 2º do art. procedendo-se. A importância aplicada até 31 de dezembro será comprovada até 15 de janeiro seguinte.000. nada impedindo que ocorra em prazo menor.  A cópia da GPS. as restituições. Lei do Direito Autoral nº 9.GRU. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. poderão ser concedidos suprimentos de fundos em valores superiores aos fixados. automaticamente. A responsabilidade pela aplicação do suprimento de fundos. Compõe a prestação de contas do suprimento de fundos os documentos devidamente atestados por outro servidor:  A proposta de concessão de suprimento. Assim. parcial ou total. e não ocorra a aplicação dos recursos até o término do exercício financeiro. quando se tratar de suprimento de fundos concedido por meio de Conta bancária.  Cópia da nota de empenho da despesa.  Cópia da ordem bancária.  O extrato da conta bancária descriminando todo o período de utilização. desde que caracterizada a necessidade em despacho fundamentado.

 A responsável por suprimento de fundos que. reduzindo assim a possibilidade de fraudes. Dessa forma um servidos poderá ter sob sua responsabilidade até dois suprimentos de fundo. o servidor já se torna apto a receber novamente mais um suprimento de fundos.  Cópia do documento de arrecadação do ISS.872/86 estabelece vedações específicas determinado que não se concederá suprimento de fundos:  A responsável por dois suprimentos em fase de aplicação ou de prestação de contas.320/64 e o § 3º do art.  Aquisição material permanente. inclusive na Internet. Porém. esgotado o prazo. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. em qualquer meio de comunicação. Tal vedação tem por base o princípio de auditoria da segregação de funções.  Servidor que se confunda com o próprio ordenador de despesa. realizada a prestação de contas de pelo menos um deles. caracterizando desvio de finalidade. não podendo receber um terceiro. Outros impedimentos que vedam a concessão de suprimento de fundos:  Servidor que esteja em processo de toma de contas especial. arcando o suprido com o gasto excedente. 69. Essa vedação comporta uma exceção. Vedações: Existem várias vedações que podem comprometer a prestação de contas do agente suprido. por exemplo. .  Servidor que esteja respondendo a inquérito administrativo. se não houver na repartição outro servidor em condições de receber o suprimento de fundos. obras e serviços de engenharia. e aplica em compra e serviços em geral.  Realização de despesas em dotação diversa da prevista na Nota de Empenho. Lei do Direito Autoral nº 9.  A servidor declarado em alcance. O art.610. salvo quando não houver na repartição outro servidor que reúna as condições de receber o suprimento de fundos. desfalque. para que não fique sob a responsabilidade do mesmo servidor a aquisição e a guarda ou utilização do material a ser adquirido.  Realização de despesas fora do prazo de aplicação. ou ainda o utiliza para comprar material permanente. não tenha prestado contas de sua aplicação. Da lei 4. se for o caso. falta ou má aplicação dos recursos recebidos. dentre elas as mais importantes são:  Fracionamento de despesa ou do documento comprobatórios.  A servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material a adquirir. para adequação dos valores limites vistos acima.  Realização de despesa em montante superior aos limites estabelecidos para o suprimento de fundos. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. 45 do decreto 93. como regra geral.Nos suprimentos concedidos por meio do cartão corporativo:  Demonstrativos mensais. Entendido como tal o que não prestou contas no prazo regulamentar ou o que teve suas contas recusadas ou impugnadas em virtude de desvio. como no desvio de finalidade que ocorre quando um servidor recebe um suprimento de fundos para ser aplicado em uma finalidade. A rejeição de contas no processo de prestação de contas do regime de adiantamento pode ocorrer por diversos motivos.  Cópia(s) da(s) fatura(s).

espelhando créditos a receber. com impacto positivo pela recuperação de valores. serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados. e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública. regulamentada a partir da legislação pertinente. são valores exigíveis em função do transcurso do prazo para pagamento. de 11 de dezembro de 1978.12.12.1979) § 3º . incidindo. serão inscritos.12. Art. bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira. a partir da conversão. de 20. Por ser um direito. de 21 de outubro de 1969. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1. que terceiros tem com um ente público. a Dívida Ativa é parte do ativo do ente a que pertence. Os créditos da Fazenda Pública. multa de qualquer origem ou natureza. em registro próprio. ou. abrange os créditos a favor da Fazenda Pública. alcances dos responsáveis definitivamente julgados. o elemento patrimonial representado pela Dívida Ativa são créditos que tal ente tem contra terceiros. de contratos em geral ou de outras obrigações legais. É. segue a baixo outros conceitos cobrados isoladamente em alguns concursos. vencidos e não pagos. portanto.12. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1. elemento positivo do patrimônio.735. em qualquer meio de comunicação. exceto as tributárias.A receita da Dívida Ativa abrange os créditos mencionados nos parágrafos anteriores. enquanto as obrigações formam o Passivo Exigível.Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza. bem como os valores correspondentes à respectiva atualização monetária. 3º do Decreto-lei nº 1. sendo um dos principais a lei 4. inclusive na Internet. à multa e juros de mora e ao encargo de que tratam o art. reposições. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não.12. cuja certeza e liquidez foram apuradas. .1979) § 5º .A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional. para compra.735.735. alugueis ou taxas de ocupação. A soma de bens e direitos formam o Ativo.645. Dívida Ativa são obrigações de natureza econômica.Os créditos de que trata este artigo. na data da notificação ou intimação do devedor. restituições. por não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas. ou seja. 1º do Decreto-lei nº 1. direitos e obrigações de uma pessoa. 39. Tal direito é constituído pelos créditos do Estado. de natureza tributária ou não tributária.735. de 20. sendo contabilmente alocada no Ativo. CONCEITO A Contabilidade conceitua patrimônio como sendo o conjunto de bens.735.025. custas processuais. de 20. pública ou privada. de 20. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1. de 20.735. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. no grupo contas a receber. contribuições estabelecidas em lei. seja física ou jurídica. de subrogação de hipoteca. Classificada como um direito. na forma da legislação própria. dentre os elementos integrantes do Patrimônio dos Entes Públicos. Segundo o Manual de Procedimentos da Dívida Ativa. pela autoridade administrativa.610. de acordo com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários.1979) § 4º . a atualização monetária e os juros de mora. laudêmios. de 20.OUTROS CONCEITOS Como complementação do estudo. e a respectiva receita será escriturada a esse título. devido ao não pagamento na data certa de tributos ou qualquer outra obrigação de qualquer natureza. como Dívida Ativa. aval ou outra garantia. foros.1979) § 1º . e o art. proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. nas respectivas rubricas orçamentárias. a Dívida Ativa. tais como os provenientes de empréstimos compulsórios. fiança.12. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1.320/64 que dá sua definição. A base legal da dívida ativa está em diversos regramentos. elemento negativo do Patrimônio. exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento. Resumindo.1979) Lei do Direito Autoral nº 9. DÍVIDA ATIVA 1. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será convertido ao correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial. preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos. após apurada a sua liquidez e certeza.1979) § 2º . na data da inscrição da Dívida Ativa. O que sobra da subtração entre Ativo e Passivo é o Patrimônio Líquido. indenizações. uma fonte potencial de fluxos de caixa. à sua falta.

pois. Como visto. b) Dívida Ativa Não-Tributária . CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A COMPOSIÇÃO Segundo os créditos que a compões. porque agora houve arrecadação. nenhuma entrada de recursos.Engloba todos os demais créditos da Fazendo Pública contra terceiros. a inscrição em Dívida Ativa não gera receita sob esse enfoque. segundo o § 1º do Art. com o desaparecimento do direito de receber os créditos anteriormente inscritos e que agora foram recebidos.  Recebimento: Esse regime leva em consideração a arrecadação do recurso que não tenham caráter devolutivo e que possam ser empregados em despesas públicas. ENFOQUE PATRIMONIAL  Inscrição: A inscrição representa uma receita.2. juros e multa de mora e demais encargos previstos em lei ou contrato. esse aumento se refletirá positivamente no Patrimônio Líquido do bem. ENFOQUE ORÇAMENTÁRIO  Inscrição: Como visto. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. Uma vez inscrita. representado pelos respectivos órgãos competentes. a iniciativa do processo judicial de execução. 1. para que tenha validade. o recebimento da Dívida Ativa gera receita sob esse enfoque. relacionada e proporcional uma redução dentro do próprio Ativo. juntamente com seus encargos. Lei do Direito Autoral nº 9. Assim. apesar da entrada de recursos que faz aumentar o Ativo. 39.  Recebimento: Sob o enfoque patrimonial a entrada de recursos decorrente do recebimento da Dívida Ativa é um mero fato permutativo. a Dívida Ativa da Fazenda Pública. 2. . inclusive na Internet. abrange atualização monetária. COMPOSIÇÃO Segundo o § 2º da lei 6. ocorrerá na forma da legislação própria. a inscrição e o recebimento.830/80.610. em qualquer meio de comunicação. ocorre de maneira concomitante. o patrimonial e o orçamentário. e a respectiva receita será escriturada a esse título. Por esse motivo. em registro próprio. A inscrição de créditos na dívida ativa representa contabilmente um fato modificativo que tem como resultado um acréscimo patrimonial no órgão ou unidade competente para inscrição em dívida ativa e um decréscimo patrimonial no órgão ou entidade originadora do crédito. não gerando receita. a Dívida Ativa pode ser dividida em: a) Dívida Ativa Tributária . Assim tal presunção é denominada Júris Tatum. Assim. O órgão competente para realizar essa inscrição no âmbito da União é a Procuradoria da Fazenda Nacional. como Dívida Ativa. a Dívida Ativa passa a gozar de presunção de certeza e liquidez relativa. o pagamento de custas e emolumentos foi dispensado para os atos judiciais da Fazenda Pública. a inscrição é ato indispensável. INSCRIÇÃO Para que seja considerada a Dívida Ativa precisa ser devidamente inscrita que. 3. esse enfoque leva em consideração a arrecadação do recurso que não tenham caráter devolutivo e que possam ser empregados em despesas públicas. Segundo o Manual de Procedimentos da Dívida Ativa. Tal presunção equivale a uma prova pré-constituída contra o devedor. pois é esta que lhe confere legalidade ao crédito como dívida passível de cobrança.Reúne os débitos de terceiros referentes a tributos e todos os seus encargos. EFEITOS Com relação aos efeitos provocados pela dívida ativa tem-se que levar em conta dois enfoques. podendo ser derrogada por prova inequívoca. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. em dois momentos distintos. cuja apresentação cabe ao sujeito passivo. porque não houve anda nenhuma arrecadação. facultando ao Ente Público. sob esse enfoque a mera inscrição da divida ativa já caracteriza uma receita. compreendendo a tributária e a não tributária. mais precisamente no sub-grupo outras receitas correntes. após apurada a sua liquidez e certeza. pois faz aumentar o Ativo sem um contrapartida negativa correspondente e relacionada no próprio Ativo ou no Passivo.

conforme dispõe o próprio Decreto-Lei n.610. inclusive na Internet. suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pela qual esta responda. o ordenador de despesas e o agente responsável pelo recebimento e verificação. versa o art. ordenador de despesa está sujeito à tomada de contas. não é responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional. Contudo. que exorbitar das ordens recebidas. salvo se o prejuízo decorreu de ato praticado por agente subordinado.º 200/67. pois pode ser exercido por um Diretor Geral. decorrentes de atos praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas. Na forma do mesmo Decreto-Lei nº 200/67. autorização de pagamento. 39 do Decreto 93872/86. tanto nos atos que praticam como naqueles realizados no âmbito das repartições públicas.º 200/67: “Art. o ordenador de despesas é o agente responsável pelo recebimento. O ordenador de despesa é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultem emissão de empenho. compete-lhes zelar pela boa e regular aplicação de recursos públicos. de 26 de abril de 2006. Fundos e Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social. O ordenador de despesa. Por esse motivo. salvo conivência. no chamado rol de responsáveis. mas apenas especificações das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital. Não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente.. valores e outros bens públicos. Por fim. mas apenas remanejamento de receitas entre seus órgãos. que alterou a Portaria Interministerial STN/SOF nº 163.. evitam a dupla contagem na consolidação das contas governamentais. também.3. de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não. em qualquer meio de comunicação. Lei do Direito Autoral nº 9. devidamente identificadas. Diretor Executivo. Secretário Geral. junto aos Tribunais de Contas. De acordo com o Decreto-Lei n.) (Parágrafo) 1º. . que. As receitas intra-orçamentárias são contrapartida de despesas classificadas na modalidade de aplicação 91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos. que será realizada pelo órgão de contabilidade e verificada pelo órgão de auditoria interna. que responderão pelos prejuízos que acarretarem à Fazenda Nacional. guarda ou aplicação de dinheiros. Presidente de órgão ou entidade ou ainda um servidor designado. sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. verificação. pela natureza da função é inscrito com esse título junto aos órgãos que gerenciam o sistema financeiro da entidade e. guarda ou aplicação de dinheiros. por ocasião da classificação da receita orçamentária teremos os seguintes códigos: ORDENADOR DE DESPESAS Ordenador de despesas é o servidor público investido de autoridade e competência para emitir empenho e autorizar pagamentos. antes de ser encaminhada ao Tribunal de Contas. incumbido do julgamento das contas. Assim. Tais receitas foram incluídas pela Portaria Interministerial STN/SOF nº 338. valores e outros bens públicos e responde pelos prejuízos que acarreta à Fazenda. A rigor não é o título de um cargo. de 4 de maio de 2001.80 (. É importante ressaltar que essas classificações não constituem novas categorias econômicas de receita. OPERAÇÕES INTRA-ORÇAMENTÁRIAS Operações intra-orçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do mesmo ente federativo.” Como regra.