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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Centro de Ciências Humanas Letras e Artes.
Departamento de História
Seminário de História Antiga e Medieval I
Prof° Cleyton Tavares da Silveira Silva

Cultura, Poder e Sexualidade no contexto da sociedade
grega e romanas Antigas

Objetivos Compreender como a questão da sexualidade é abordada enquanto elemento cultural. Observar o conjunto de fontes propostas para o estudo da sexualidade. Entender as relações de poder envolvidas nas concepções de atividade e passividade entre gregos e romanos. .

Discutir como foram estabelecidas regulamentações morais e jurídicas acerca da prática sexual na civilização Greco-romana. .

homoafetividade. A sexualidade: homoerotismo. como traduzir . Os problemas com a escrita: como nomear. controle do outro – Sophorosyne e Hybres. O controle de si. homossexualismo: três termos uma prática. O sexo e a cultura.I – O sexo escrito e a escrita do sexo: Fontes e historiografia O moral e o sexual: uma historicidade do tema.

seus princípios nos pareceriam surpreendentes. o que devia levar a supor que nossas mais fortes convicções não valem grande coisa. num determinado período da sua existência Será um erro olhar a antiguidade como o paraíso da não repressão e imaginar que nela não havia princípios. P. simplesmente. 2008. (VEYNE. 237) . predisposições ou experiências sexuais. SEXUALIDADE E GÊNERO SEXO: Divisão biológica. macho e fêmea GÊNERO: Papel Social assumido ou atribuído SEXUALIDADE: Preferências. na experimentação e descoberta da sua identidade e atividade sexual.SEXO.

a meleté. de uma disciplina dura e severa. mas definiu-se por suas oposição a tudo que representasse como comportamento e forma de sensibilidade ideal de habrosyne: a virtude é o fruto de uma longa e penosa Áskesis.. 2010. empregando uma epiméléia. um controle vigilante sobre si (VERNANT. P.) não somente a areté se despojou de seus aspecto guerreiro tradicional. 88) .(..

menino e menina(koré). O amado. ou perceira.Termos usados Pais = Criança. objeto da paixão. relativos a Paides Erástes = O amante. escravo(duolos) Erômenos = Apaixonar-se por. Também poderia receber o nome de Paidika= Paidikos. aquele que exerce o papel de ativo seja qual for seu parceiro. . o homem adulto.

. mas também pode ser relativo ao desejo. qualquer forma de comportamento hostíl ao qual é contrário o autor de 1 Coríntios 5:1 (grego koiné). prática condenável inclusive pelos gregos. Agápân = Termo de utilização cristã. amor sem sentido sexual.Pornéia = prostituição (grego clássico) = Imoralidade. Éros = Desejo propriamente Phielen = Gostar de. O autor neste caso comenta um caso de incesto. Aiskhropói – Fazer o que é feio/ vergonhoso/ infame.

Entre elas e elas: Safo e a poesia de Lesbos. . O Humor e o sexo: Aristófanes seus contemporâneos e o sexo. pedagogia e pederastia.II – A sociedade Grega: a Filosofia. sexo interfemural? Entre homens e mulheres: esposas. A cultura material: a circulação de pinturas eróticas. séculos VI ao IV aC. o Teatro e o Prazer De Platão à Aristóteles: a filosofia e o contato entre os homoiói. O sexo e educação. Pornói e Hetaírai.

O Rapaz deve olhar para frente enquanto seu parceiro o acaricia sua genitália Também. ele observa o outro embriagado de desejo sexual (Xenofonte. o menino não participa do prazer do Homem no ato sexual. frio e sóbrio. Simpósio. 8.21) . como acontece com a mulher.

Títono e Pelópidas também foram raptados por sua inigualável beleza. assim como Ganimedes.Na Mitologia o rapto de belos rapazes fora comum. .

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Entre temperança e incontinência sexual: tabus do sexo em Roma de Marcial. O escravo: um instrumento vocálico.III – A Loba de Roma: Cultura. . Casamento enquanto função do Cidadão. Sexo enquanto lugar cultural do indivíduo. Poder e sexo na cidade eterna Qual Lupa amamentou Roma? da selva ou do Lupanar.

Os romanos designam pela mesma palavra. lupa. a fêmea do lobo e a prostituta .

Ser ativo era ser Macho. É O DEVER MAIS ABSOLUTO DE UM ESCRVAO. P. qualquer fosse o sexo do parceiro passivo. É UMA COMPLACÊNCIA QUE TEM O DEVER MORAL PARA COM SEU PATRONO” (SÊNECA) . (VEYNE. 234) “É UM CRIME PAARA UM HOMEM QUE NASCEU LIVRE. 2008. PARA O ALFORRIADO.

já se for um escravo tal prática não tem nada de reprovável . pois mesmo ainda jovem caso fosse de família patrícia seria uma desonra. não podemos identificar o passivo da relação.Perversão da ordem? Talvez.

Precediam-lhes tochas acesas. de olhar severo que mete medo. Epigramas. (Marcial. XII. 24) O barbudo Calístrato se casou ontem com o robusto Afro. um véu lhe cobria o rosto e não faltaram ó Talásio. segundo os ritos que se costumam seguir quando uma virgem se casa. que fala de Curio. de Camilo e de outros patriotas? Não te fies no seu aspecto: ontem foi desposado. aquele com os cabelos desgrenhados.Vês Deciano. os teus cantos. Não te parece suficiente Roma? Ou acaso que Calístrato dê à luz (Marcial. I. deus dos matrimônios. Também se fixou um dote. Epigramas. 42) .

oferecerá o cu na primeira vez. A ti. Epigramas. em como se faz amor com as mulheres. A mãe e a aia te impedirão de continuara a fazê-lo. marido desejoso. XI. Uma virgem não ensina nada. 78) . Vítor. quanto sufoco.Começas a pensar. dirão: “ela é tua esposa. (Marcial. a noiva prepara o casamento e quando será que tua esposa mandará cortar os cabelos dos teus escravinhos. Ai. quantas fadigas vais passar por desconhecer uma boceta! Confia-te as lições de uma puta da Suburra: ela te fará um homem. mesmo que temas as feridas do novo dardo. e não um rapazinho”. A virgem tece o véu. que teu caralho aprenda o ofício que desconhece.

o temível! .Príapo.