A moeda exerce várias e importantes funções para o funcionamento da economia contemporânea.

Entre estas funções pode-se citar a de servir como meio de troca para a realização das transações econômicas. Em face disto, os governos desenvolveram diversos instrumentos com o intuito de controlar o volume de moeda em circulação e desta forma intervir no nível de atividade econômica. Atualmente, entre os vários instrumentos de que se valem os bancos centrais para controlar a oferta de moeda pode-se citar como os principais a taxa de redesconto e os depósitos compulsórios. Os bancos comerciais muitas vezes necessitam recorrer a empréstimos para conseguir honrar suas obrigações diárias. Estes empréstimos são concedidos pelo Banco Central e também recebem o nome de redesconto. A taxa de redesconto é a taxa de juros que o Banco Central cobra ao emprestar dinheiro para os bancos comerciais. Quando o Banco Central deseja reduzir a oferta de moeda na economia, ela aumenta a taxa de redesconto. Esta situação fará com que os bancos comerciais elevem os juros nos empréstimos que concedem. Isto ocorre porque os bancos comerciais buscam repassar aos seus clientes o custo dos recursos obtidos com o Banco Central. Com uma maior taxa de juros, haverá menor demanda por empréstimos, e, conseqüentemente, menos volume de moeda na economia. O depósito compulsório é outro importante instrumento de política monetária à disposição do governo. A lei determina que os bancos comerciais deverão depositar compulsoriamente no Banco Central uma parte dos recursos que obtiverem dos depósitos efetuados por seus clientes.A instituição que determina a proporção dos depósitos compulsórios é o Banco Central. Desta forma, para aumentar a oferta de moeda em circulação na economia basta aos responsáveis pela política monetária reduzir o nível dos depósitos compulsórios que devam ser feitos pelos bancos comerciais. Nesta situação, haverá mais recursos para serem direcionados para empréstimos externos, aumentando o volume de moeda em circulação. Com estes instrumentos de política monetária, o governo consegue ter influencia sobre o nível de atividade econômica. Em períodos de elevado crescimento e presença de pressões inflacionárias, o governo buscará reduzir a oferta de moeda. Desta forma, com menos liquidez para transações, o nível de atividade econômica sofrerá uma desaceleração. Inversamente, em períodos de depressão econômica o governo poderá reduzir as taxas de redesconto e os níveis dos depósitos compulsórios. Nesta situação, com mais recursos e a um custo menor, os bancos tendem a emprestar mais, e conseqüentemente, estimulam o crescimento da economia.

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