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CLASSIFICAÇÃO DAS RODOVIAS

Classificar as rodovias é processo importante em qualquer estudo de tráfego. No Brasil
devido ás grandes diferenças regionais e pelo seu tamanho territorial, essa importância é ainda
mais acentuada. Isso se deve também às diferenças entre os próprios trechos das rodovias em
relação ao volume de tráfego, localização, tipo de via, dentre outros.

1.2 CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DAS RODOVIAS

A classificação funcional procura agrupar as rodovias pelo caráter do serviço que elas
devem prestar em níveis de mobilidade de acesso. Elas podem ser agrupadas dentro de três
sistemas: Arterial, Coletor e Local.

1.2.1 SISTEMA ARTERIAL

No sistema arterial, as vias em geral são de grande mobilidade, com pistas de trânsito
rápido, sua principal função é atender ao tráfego de longa distância. Esse sistema é classificado
em mais três subsistemas: principal, primário e secundário, que variam conforme algumas
características, tais como: extensão da via, número de veículos por dia (vpd), grau de
mobilidade, dentre outros.

Principal: Viagens internacionais e inter-regionais com extensão de 2% a 3,5% da rede,

elevados níveis de mobilidade, formam sistema contínuo na região extensão média de viagens:
120 km, articulação com rodovias similares em regiões vizinhas e conectar cidades com
população maior de 150.000 habitantes.

Primário: Viagens inter-regionais e interestaduais com extensão de 1,5% a 3,5% da

rede atendem função essencial de mobilidade, formam sistema contínuo na região com extensão
média de 80 km, conectam cidades com população em torno de 50.000 habitantes.

Secundário: Viagens intraestaduais e não servidas pelos sistemas superiores, com

extensão de 2,5% a 5% da rede, conectam cidades com população maior 10.000 habitantes
velocidade de operação de 40 a 80Km/h.

1. O sistema coletor é o que faz a ligação tanto com o sistema arterial como com o local. e as características principais são: Viagens intramunicipais com acesso de pequenas localidades a áreas rurais às rodovias de sistemas superiores. que combina mobilidade com acessibilidade e fluxo com área.2. como por exemplo. acesso a grandes áreas de baixa densidade populacional. mineração. o local não possui subclassificações. parques turísticas.3 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PROXIMIDADE DE AGLOMERAÇÕES O ambiente em volta da localização de uma rodovia é uma informação relevante.3 SISTEMA LOCAL O sistema local é o oposto do arterial.  Secundário: Ligar áreas servidas com o sistema coletor primário ou com o arterial. Assim como o sistema arterial. acesso a geradores de tráfego (portos. Neste contexto.2. Ao contrário dos outros sistemas. mas um baixo fluxo de automóveis. esse sistema apresenta uma grande extensão de rodovias. pois a movimentação nela é moldada de acordo com esse ambiente. produção agrícola). Com uma mobilidade baixa.2 1. mas com várias vias de acesso. Ele atende às demandas que o arterial não consegue atender. conectam centros com população maior que 2000 habitantes e sedes municipais não servidas por sistemas superiores. o coletor é subdivido em dois grupos mais específicos: o primário e o secundário. cidades pequenas e distribui o fluxo para o sistema coletor.2 SISTEMA COLETOR O sistema coletor é um sistema intermediário. Conectam cidades com população maior que 5000 habitantes. temos duas . 1. mas cada uma com extensão pequena. que geralmente fazem a ligação entre povoados.  Primário: Viagens intermunicipais com extensão de 4% a 8% da rede. o fluxo entre duas cidades pequenas. É composto por um enorme número de vias.

AS CLASSES DAS RODOVIAS As rodovias são construídas conforme normas ditadas pelo Dnit. Além das classificações mencionadas. classificações por estado. Assim termos cinco grupos de classificação: região Norte.4 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À REGIÃO As rodovias também podem ser classificadas conforme as regiões brasileiras no qual se encontram. agrícolas e escolares. um grupo pode ser de rodovias da região sul. Essas normas podem ainda ser aplicadas para o melhoramento de estradas já existentes. com muitas diferenças entre as regiões. legalmente em vigor. e que em sua maioria não possuem moradias. pois esses dois grupos de rodovias possuem características e curvas de variação de tráfego diferentes.  Rodovias rurais: São aquelas localizadas nas áreas rurais. com movimentação escolar. desenvolvimento. . Como exemplo. do Distrito Federal e dos Territórios. Entende-se por estradas dos planos regionais as constantes dos Planos Rodoviários. Sendo o Brasil um país de extensão continental. condições geográficas. Além das cinco regiões geográficas. dos Estados. locais e urbanas. 1. Centro Oeste e Sul. Sudeste. sejam por questões culturais. Nordeste. essa forma de classificação é explicável. Através das formas de classificação apresentadas podem ser criados grupos que unam uma ou mais das classificações de forma que esses grupos apresentem 40 rodovias homogêneas entre si. industriais. que fixam as principais características técnicas dos projetos das estradas federais e das estradas dos planos regionais. as rodovias podem ainda ser classificadas quanto à finalidade em turísticas. Esse tipo de classificação é importante. nem indústrias ou comércio em sua extensão.  Rodovias urbanas: São as estradas que estão localizadas em áreas urbanas. 2.3 situações: Rodovias rurais e urbanas. que conectam os centros urbanos. Define-se pista com a parte da plataforma preparada e destinada para o rolamento dos veículos. ou áreas de tráfego homogêneo também podem ser utilizadas. entre outras.

projetadas para operar a velocidades elevadas. Esta é utilizada para a indução das características do projeto. para funcionar com VDM moderado. para operar com elevado VDM. Classe II.  CLASSE O . com condições normais. permitindo assim uma maior tolerância no que diz respeito às interferências causadas por frequentes acessos. com segurança. 2. Cada classe de rodovias possui suas características próprias. Classe III e Classe IV. As velocidades segundo as classes e topografia são: Classe especial/0 Região plana: 120 km/h Região ondulada: 100 km/h Região montanhosa: 80 km/h .  CLASSE III: rodovias dimensionadas com velocidade de projeto de até 80 km/h. com VDM de até 200 veículos.4 As rodovias podem ser classificadas em: Classe Especial/0.  CLASSE IV: rodovias dimensionadas com velocidade de projeto de até 80 km/h. são calculadas com velocidade de projeto de até 100 km/h.1 VELOCIDADE DIRETRIZ DAS CLASSES Velocidade diretriz é a velocidade máxima que um veículo pode manter em um determinado trecho. Geralmente não são pavimentadas.  CLASSE II: são as rodovias projetadas com velocidade de projeto de até 100 km/h.  CLASSE I: são rodovias com controle parcial de acesso. com elevado volume diário médio (VDM). da faixa de até 1400 veículos. fazendo parte do sistema viário local. contém pista dupla e total controle de acesso.Vias Expressas: são rodovias com elevado padrão técnico de projeto. até 120 km/h. para operar com VDM da ordem de até 700 veículos. Esta classe pode ainda ser dividida em: Classe IA: rodovias com pista dupla. Classe I. Classe IB: rodovias com pista simples.

000 m acima do nível do mar são: Classe especial/0 Região plana: 3% Região ondulada: 4% Região montanhosa: 5% Classe I Região plana: 3% Região ondulada: 4% Região montanhosa: 5% Classe II .5 Classe I Região plana: 100km/h Região ondulada: 80km/h Região montanhosa: 60km/h Classe II Região plana: 100 km/h Região ondulada: 70 km/h Região montanhosa: 50 km/h Classe III Região plana: 80 km/h Região ondulada: 60 km/h Região montanhosa: 40 km/h Classe IV Região plana: 60 km/h Região ondulada: 40 km/h Região montanhosa: 30 km/h 2.2 DECLIVIDADES LONGITUDINAIS As máximas rampas aceitáveis para até a altitude de 1.

00m Região ondulada:2.4 TAMANHO DOS ACOSTAMENTOS ( VALORES MÍNIMOS) É o espaço junto às faixas de tráfego que é destinado à parada emergencial de veículos.3 LARGURA DAS PISTAS DE ROLAMENTO É o espaço dimensionado e destinado à passagem de um veículo por vez. No caso corrente de estradas com pista de duas faixas de tráfego.50 m Classe I: 7.00 m Classes II e III: 6 a 7m 2.00m Região escarpadas: 1.50m Região montanhosa:2. geralmente não dimensionado para suportar o trânsito de veículos (que pode ocorrer esporadicamente). Classe especial: Região plana: 3.5m Classe I . as larguras de pista adotadas são: Classe especial: 7.6 Região plana: 3% Região ondulada: 4% Região montanhosa: 6% Classe III Região plana: 4% Região ondulada: 5% Região montanhosa: 7% 2.

0m Escarpada: 0.50m Região montanhosa: 1.00m Região ondulada: 1.20m Classe II Região plana: 2.50m Região escarpadas:1.8m .50m Região ondulada:2.0m Região montanhosa:1.00m Classe III Região plana: 1.0m Região ondulada: 1.0m Região montanhosa: 1.20m Região escarpadas: 1.7 Região plana: 2.

 Projeto de conservação: Apresenta métodos de manutenção da rodovia.  Projeto de revegetalização: Apresenta métodos para revegetalizar áreas aterradas. Aqui são executados dois tipos de levantamentos: Levantamento de reconhecimento: Resume-se em levantamento de uma faixa ampla do terreno que se supõe ser o mais viável para o traçado e previsão de custos. etc. Projeto. Levantamento de exploração: Estaqueamento do traçado inicial. camadas e suas respectivas espessuras.2 PROJETO O projeto de uma rodovia é constituído por:  Projeto de infraestrutura: Apresenta cortes. 3.  Projeto geométrico: Apresenta planta e perfil da rodovia.8 3.  Projeto de pavimentação: Apresenta o tipo de pavimentação. 3.1 ANTEPROJETO Com o anteprojeto define-se o melhor traçado levando em conta critérios sociais. possibilitando a definição final do traçado da estrada. aterro e obras d’arte. ETAPAS DA CONSTRUÇÃO DE UMA RODOVIA As etapas da construção de uma rodovia se resumem basicamente em 4: Anteprojeto. com curvas. de depósito e retirada de material.  Projeto físico-financeiro: Apresenta calendário de execução da obra e seus respectivos custos. retas.3 LOCAÇÃO . cruzamentos. Locação e Construção da estrada. 3. econômicos e ambientais.

A partir da locação dá-se inicio a construção da obra.  Construção de valetas laterais. ela obedece às determinações do projeto aprovado pelos órgãos reguladores. . realizando cortes e aterros com o auxilio de um motoescrêiper a fim de materializar a infraestrutura da rodovia. aplicação e regularização da sub-base.  Transporte de material. pontes e viadutos.  Aplicação da cal de forma homogênea. com o auxilio de um trator de esteira.  Revestimento do entorno com vegetação e acabamentos conforme especificado em projeto. desaguadores e sarjetas.  Construção de bueiros. Logo.9 A locação tem como parâmetro a locação do projeto geométrico da rodovia em campo. umedecendo em seguida com caminhão tanque.  Execução da terraplanagem.4 CONSTRUÇÃO DA ESTRADA Apresenta uma sequência de etapas (que nem sempre são executadas nesta ordem):  Limpeza da vegetação local.  Espalhamento e compactação da massa asfáltica. 3.  Compactação do solo com rolo liso e rolo pé-de-carneiro. drenos. sendo executada com o apoio de serviços topográficos. É realizada por estaqueamento de perfis e seções transversais.