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Diário da República, 1.ª série — N.

º 119 — 22 de Junho de 2007 3949

Entidades responsáveis pela


Medidas Indicadores de processo Indicadores de resultado
execução

2. Revisão compreensiva do tipo penal do tráfico de MJ Revisão do sistema Verificação da aplicação


pessoas e extensão da responsabilidade penal às pessoas legislativo e respectivas efectiva da lei: nº de
colectivas neste âmbito. sanções relativamente ao processos do crime de
tráfico; tráfico de pessoas e
molduras penais

Siglas usadas sociedade e para a participação plena de homens e


ACIDI — Alto Comissariado para a Imigração e Diá- mulheres enquanto pessoas.
Integrada e transversalmente, o III Plano Nacional
logo Intercultural.
para a Igualdade — Cidadania e Género (2007-2010)
ACT — Autoridade para as Condições do Trabalho.
pretende reforçar o combate à desigualdade de género
ANP — Associação Nacional de Professores. em todos os domínios da vida social, política, econó-
ASAE — Autoridade para a Segurança Alimentar e mica e cultural.
Económica. Assim, numa perspectiva complementar, este Plano
CIG — Comissão para a Cidadania e Igualdade de preconiza, por um lado, a integração da dimensão de
Género. género nas diversas áreas de política (mainstreaming
CNPCJR — Comissão Nacional de Protecção de Cri- de género) e, por outro, acções específicas para a pro-
anças e Jovens em Risco. moção da igualdade de género, incluindo acções posi-
CONFAP — Confederação Nacional das Associações tivas.
de Pais. O Plano assenta nas seguintes áreas estratégicas de
FCT — Fundação para a Ciência e para a Tecnologia. intervenção:
GMCS — Gabinete para os Meios de Comunicação
Social. I) Perspectiva de género nos diversos domínios de
ICS — Instituto da Comunicação Social. política enquanto requisito de boa governação;
INE — Instituto Nacional de Estatística. II) Perspectiva de género nos domínios prioritários
MAI — Ministério da Administração Interna. de política;
MC — Ministério da Cultura. III) Cidadania e género;
MCTES — Ministério da Ciência, Tecnologia e En- IV) Violência de género;
sino Superior. V) Perspectiva de género na União Europeia, no Pla-
MDN — Ministério da Defesa Nacional. no Internacional e na Cooperação para o Desenvolvi-
ME — Ministério da Educação. mento.
MEI — Ministério da Economia e da Inovação.
MJ — Ministério da Justiça. A responsabilidade da implementação deste Plano é
MNE — Ministério dos Negócios Estrangeiros. sobretudo do Governo e da Administração Pública. No
MOPTC — Ministério das Obras Públicas, Transpor- entanto, é lançado um repto de participação à socieda-
de civil no seu todo, sem a qual não será possível atingir
tes e Comunicações.
os objectivos nele inscritos.
MS — Ministério da Saúde. O presente Plano foi submetido a consulta pública.
MTSS — Ministério do Trabalho e da Solidariedade Assim:
Social. Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Consti-
OA — Ordem dos Advogados. tuição, o Conselho de Ministros resolve:
ONG — Organização Não Governamental. 1 — Aprovar o III Plano Nacional para a Igualda-
PCM — Presidência do Conselho de Ministros. de — Cidadania e Género (2007-2010), que consta do
PGR — Procuradoria-Geral da República. anexo à presente resolução e que dele faz parte inte-
SET — Secretaria de Estado do Turismo. grante.
UMIC — Agência para a Sociedade do Conhecimen- 2 — Estabelecer que o III Plano Nacional para a
to, I. P. Igualdade — Cidadania e Género (2007-2010) tem uma
vigência de três anos a partir da data da sua publica-
ção e durante a sua aplicação deverá ser coordenada
Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2007 com a de outras políticas sectoriais.
3 — Definir que cumpre à Comissão para a Cidada-
O III Plano Nacional para a Igualdade — Cidadania nia e a Igualdade de Género (CIG) a dinamização, o
e Género (2007-2010) corresponde a uma fase de con- acompanhamento e a execução das medidas constantes
solidação da política nacional no domínio da igualdade deste Plano, devendo a CIG garantir a estreita colabo-
de género, dando cumprimento aos compromissos as- ração com os demais serviços e organismos directamen-
sumidos quer a nível nacional, nomeadamente no Pro- te envolvidos na sua execução.
grama do XVII Governo Constitucional e nas Grandes 4 — Indicar aos vários Ministérios envolvidos na
Opções do Plano (2005-2009), quer a nível internacio- execução das medidas que integram o III Plano Nacio-
nal, designadamente no Roteiro para a Igualdade entre nal para a Igualdade — Cidadania e Género a inclusão,
Homens e Mulheres (2006-2010) da Comissão Europeia. em futuros orçamentos anuais, dos encargos delas re-
A igualdade de género é um direito fundamental con- sultantes.
sagrado na Constituição da República Portuguesa e um 5 — Incumbir a CIG de apresentar anualmente à
direito humano essencial para o desenvolvimento da tutela relatório de progresso relativo à execução do
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III Plano Nacional para a Igualdade — Cidadania e Gé- A Área 5 — Perspectiva de Género na União Euro-
nero. peia, no Plano Internacional e na Cooperação para o
6 — Determinar que a presente resolução entra em Desenvolvimento contempla 22 medidas e 3 objectivos,
vigor no dia seguinte ao da sua publicação. distribuídos por 3 sub-áreas: União Europeia (1 objec-
tivo, 6 medidas); Plano Internacional (1 objectivo, 6 me-
Presidência do Conselho de Ministros, 6 de Junho de didas); Cooperação para o Desenvolvimento (1 objecti-
2007. — O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho vo, 10 medidas).
Pinto de Sousa. O capítulo III identifica os Recursos, bem como as
metodologias de Acompanhamento e de Avaliação que
constituem os principais mecanismos de monitorização
III PLANO NACIONAL PARA A IGUALDADE do Plano.
CIDADANIA E GÉNERO (2007-2010) No capítulo IV são apresentadas todas as medidas
e, relativamente a cada uma, os indicadores de realiza-
Sumário executivo ção e resultado, as entidades envolvidas na execução e
O III Plano Nacional para a Igualdade — Cidadania a calendarização das mesmas.
e Género (2007-2010) estrutura-se em 4 capítulos (En- O Plano integra, em anexo, um glossário das siglas
quadramento, Áreas Estratégicas de Intervenção, Me- utilizadas, bem como uma listagem de alguns dos ins-
canismos de Concretização e Indicadores) definindo trumentos internacionais de referência no domínio da
5 Áreas Estratégicas de Intervenção concretizadas em Igualdade de Género, de acordo com Organizações In-
32 objectivos e 155 medidas, às quais se associam os ternacionais, organizados por ordem cronológica desde
respectivos indicadores de resultado e de processo, bem 2000 até à actualidade.
como as entidades responsáveis pela sua execução.
No capítulo I faz-se um enquadramento do percur- I — Enquadramento
so e da realidade da Igualdade entre Homens e Mulhe- A Igualdade entre Mulheres e Homens é um princí-
res, dos instrumentos legais nacionais e internacionais pio da Constituição da República Portuguesa e uma das
que vinculam Portugal à promoção da Igualdade de tarefas fundamentais do Estado Português, que deve,
Género, bem como uma introdução a cada uma das não só garantir o direito à Igualdade, mas, também,
cinco Áreas Estratégicas de Intervenção. assumir a sua promoção. Esta é, assim, uma responsa-
O capítulo II desenvolve as 5 Áreas Estratégicas bilidade inequívoca de todos os poderes públicos, em
de Intervenção: Área 1 — Perspectiva de Género em particular da Administração Central e Local e, conse-
todos os Domínio de Política enquanto requisito de quentemente, de todas as pessoas que asseguram o
Boa Governação; Área 2 — Perspectiva de Género serviço público.
nos Domínios Prioritários de Política; Área 3 — Ci- A subalternização das mulheres em muitas esferas da
dadania e Género; Área 4 — Violência de Género; sociedade continua a impedir que a Igualdade consagrada
Área 5 — Perspectiva de Género na União Europeia,
na lei tenha os necessários reflexos práticos.
no Plano Internacional e na Cooperação para o De-
Dados estatísticos recentes demonstraram a persis-
senvolvimento.
tência de uma fraca representação feminina na tomada
A Área 1 — Perspectiva de Género em todos os Do-
mínios de Política enquanto requisito de Boa Gover- de decisão, bem como a intensificação de evidências de
nação contempla 1 objectivo e 1 medida dirigidos à maus-tratos contra as mulheres, a sua maior vulnerabi-
implementação de um Observatório da Igualdade de lidade à pobreza e exclusão social, a sua precariedade
Género, e 5 objectivos e 21 medidas na área dos Po- laboral e uma afectação não equitativa das responsabi-
deres públicos, Administração Central e Local. lidades familiares e domésticas. Este diagnóstico refor-
A Área 2 — Perspectiva de Género nos Domínios ça a necessidade de uma intervenção estruturada em
Prioritários de Política identifica 8 domínios prioritári- várias frentes e serve como «pano de fundo» à elabo-
os de política, concretizando-se num total de 16 objec- ração deste Plano.
tivos e 76 medidas: Educação, Investigação e Forma- Com efeito, se a participação de raparigas e de ra-
ção (4 objectivos, 13 medidas); Independência pazes é igualitária em todos os graus de ensino, excep-
Económica (3 objectivos, 19 medidas); Conciliação en- to no ensino superior, onde as raparigas constituem a
tre a vida profissional, familiar e pessoal (2 objectivos, maioria (65,9 % dos diplomados, em 2004), e se as
9 medidas); Inclusão e Desenvolvimento Social (2 ob- portuguesas apresentam uma das mais elevadas taxas
jectivos, 10 medidas); Saúde (2 objectivos, 7 medidas); de actividade da União Europeia (68,1 % para as mu-
Ambiente e Território (1 objectivo, 3 medidas); Activi- lheres entre os 15 e os 64 anos, em 2005), continua,
dade Física e Desporto (1 objectivo, 9 medidas); Cul- em contrapartida, a existir uma forte segregação hori-
tura (1 objectivo, 6 medidas). zontal e vertical do mercado de trabalho, com reper-
A Área 3 — Cidadania e Género contempla 6 ob- cussões na diferenciação salarial, que é da ordem dos
jectivos e 28 medidas distribuídas em três sub-áreas: 20 %. Na família, a desigualdade de repartição das res-
Estereótipos (3 objectivos, 13 medidas); Educação para ponsabilidades familiares e domésticas traduz-se numa
a Cidadania (2 objectivos, 9 medidas); Apoio às Or- diferença de 3 horas que as mulheres gastam a mais,
ganizações Não Governamentais (1 Objectivo, 6 me- em relação aos homens, em trabalho doméstico e fa-
didas). miliar. Outro indicador da desigualdade de poder na
A Área 4 — Violência de Género articula-se com o família é expresso pelo número de ocorrências de vio-
III Plano Nacional contra a Violência Doméstica lência doméstica registadas nas diversas forças de se-
(III PNCVD) concretizando-se em 7 medidas e 1 ob- gurança (20 595 em 2006), das quais cerca de 85 %
jectivo. são de violência conjugal.
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Também os estereótipos de género continuam a ser No caminho percorrido desde a adopção do II PNI,
determinantes na construção das desigualdades entre deve sublinhar-se o persistente e consolidado trabalho
mulheres e homens, afectando todas as esferas da vida realizado pela Comissão para a Igualdade e para os
social, política, económica e cultural, condicionando os Direitos das Mulheres (CIDM) e pela Comissão para a
nossos valores, linguagem, expectativas, comportamen- Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE). É, ain-
tos e opções. Urge, assim, desenvolver um esforço da, de destacar o papel desempenhado pelo QCA III na
concertado de combate aos estereótipos de género em implementação da temática da Igualdade de Género, quer
todas as áreas e, em particular, na educação e forma- no plano transversal, quer através da Medida 4.4. do
ção, na saúde, no mercado de trabalho, no desporto e Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvol-
na cultura, na comunicação social, bem como em to- vimento Social (POEFDS), constituída como uma
dos os domínios da vida política e pública, que embo- Acção Positiva. Os recursos disponibilizados permitiram
ra estruturantes de uma cidadania activa e responsável, que um número alargado de entidades e actores, em
ainda tem uma diminuta expressividade, como é paten- todo País, se envolvessem na construção da igualdade
te nos números de deputadas eleitas à Assembleia da de género, tornando mais visível esta temática e possi-
República, apenas 21,3 % do total e, das presidentes de bilitando o reforço da sua inscrição nas preocupações
Câmaras Municipais, apenas 6,2 % do universo. e práticas, não só de instituições, mas também da so-
Por outro lado, as situações de discriminação múl- ciedade civil.
tipla exigem uma particular atenção atendendo às situa- Tendo em conta as experiências anteriores, o presente
ções de desigualdade de oportunidades e discriminação Plano mantém como principal linha orientadora, o apro-
que as mulheres enfrentam cumulativamente em função fundamento da integração da perspectiva de género em
da raça, território de origem, religião, deficiência, idade todos os domínios da actividade política e da realidade
ou orientação sexual. social (gender mainstreaming).
O III PNI corresponde a uma fase de consolidação A definição sobre esta matéria aqui adoptada foi a
da política nacional no domínio da Igualdade de Géne- produzida pelo Conselho da Europa:
ro. Efectivamente, as políticas de Igualdade entre Ho-
«O mainstreaming de género consiste na
mens e Mulheres tornam-se cada vez mais fundamen-
(re)organização, melhoria, desenvolvimento e avalia-
tais para uma vivência plena de uma cidadania que
ção dos processos de tomada de decisão, por forma a
integra os Direitos Humanos e contribui para o apro-
que a perspectiva da igualdade de género seja incor-
fundamento da democracia.
porada em todas as políticas, a todos os níveis e em
O actual Plano enquadra-se nos compromissos as-
todas as fases, pelos actores geralmente implicados na
sumidos por Portugal nas várias instâncias internacio-
decisão política». (1)
nais, entre os quais se destacam: a Carta das Nações
Unidas, a Declaração Universal dos Direitos do Homem,
Refira-se que a integração da perspectiva de género,
a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de
quer aos diferentes níveis do funcionamento da Admi-
Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) e seu
nistração Pública, quer nas práticas e rotinas das vári-
Protocolo Opcional (ONU, 1999); o Protocolo Adicio- as instituições e entidades que integram a sociedade
nal à Convenção das Nações Unidas contra a Crimina- Portuguesa, é um processo que implica um esforço
lidade Organizada Transnacional relativo à Prevenção, à adicional, bem como o empenho e envolvimento de
Repressão e à Punição do Tráfico de Pessoas em Es- todas e todos. Desta convergência depende o cumpri-
pecial de Mulheres e Crianças; a Convenção Europeia mento dos objectivos traçados no III Plano Nacional
dos Direitos Humanos (Conselho da Europa) e respec- para a Igualdade. Contribuir para a sua concretização é
tivos Protocolos; a Carta Social Europeia, revista em uma missão que deverá ser partilhada por todos os
1996 (Conselho da Europa); as directivas comunitárias organismos e instituições públicas, privadas e associa-
relativas a esta temática, bem como os Objectivos de tivas, incluindo a sociedade civil, com particular desta-
Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas (ODM). que para os organismos que se encontram sob a tutela
O Plano observa, também, os compromissos decorren- do Governo, que, nesta matéria, deverá funcionar como
tes da Declaração e da Plataforma de Acção de Pequim, modelo de referência.
designadamente, os seus princípios, a saber, a centra- Neste sentido, o reforço financeiro que o QREN dis-
lidade da política para a igualdade de género na estru- ponibiliza para a área da Igualdade de Género no hori-
tura da governação e a sua transversalidade em todas zonte temporal de 2007-2013, constitui uma oportuni-
as outras políticas. dade acrescida, quer para a Comissão para a Cidadania
Integra-se, ainda, num conjunto de orientações estra- e Igualdade de Género (CIG), quer para todas as enti-
tégicas e instrumentos que estabelecem normas e pa- dades que colaborem na execução do III PNI, no sen-
drões pelos quais os Estados se devem reger, tido de, definitivamente, se colocar no quotidiano das
salientando-se, no âmbito da União Europeia, a Estraté- cidadãs e cidadãos, o real exercício da Igualdade entre
gia de Lisboa (2000), o Roteiro para a Igualdade entre Mulheres e Homens.
Homens e Mulheres (2006-2010), bem como o Pacto De facto, a estratégia do QREN permite identificar a
Europeu para a Igualdade de Género (2006), tendo ain- promoção da Igualdade de Género entre os vectores
da como referência as Recomendações e Resoluções fundamentais do desenvolvimento do país no ciclo tem-
adoptadas pelos vários órgãos das diferentes organiza- poral da sua concretização. Importa, deste modo, as-
ções internacionais de que Portugal faz parte. segurar a plena compatibilização do disposto, tanto nos
Inscreve-se, por fim, nos compromissos assumidos, Programas Operacionais Temáticos, como nos Progra-
ao nível nacional, em matéria de Igualdade de Género, mas Operacionais Regionais, em matéria de promoção
nomeadamente, no Programa do XVII Governo Cons- da Igualdade de Género com os objectivos fundamen-
titucional e nas Grandes Opções do Plano (2005-2009). tais e as medidas constantes deste III PNI. Tal deve
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evidenciar-se, em particular, nas preocupações relativas tenciar mudanças relativamente ao funcionamento das
à agenda para o Programa Operacional Temático do instituições políticas, incluindo os partidos políticos, con-
Potencial Humano, com destaque para as dimensões da correndo para a concretização deste objectivo.
Qualificação Inicial, Adaptabilidade e Aprendizagem ao A violência de género, enquanto grave atentado, não
Longo da Vida, Gestão e Aperfeiçoamento Profissional, só aos direitos humanos das mulheres mas, também, à
Formação Avançada, Apoio ao Empreendedorismo e à sua dignidade e integridade, tem sido objecto de gran-
Transição para a Vida Activa, Cidadania, Inclusão e des esforços no sentido da sua eliminação. Torna-se
Desenvolvimento Social e, obviamente, objectivos de agora premente actualizar os conhecimentos já existen-
promoção específica da Igualdade de Género. tes sobre esta realidade e implementar novos modelos
Assim, a Área I do III PNI «Perspectiva de género e metodologias na abordagem à violência de género,
em todos os domínios de política enquanto requisito de encorajando o desenvolvimento de medidas específicas
boa governação» consubstancia os requisitos para a que colmatem as necessidades de prevenção da violên-
materialização sustentada deste grande objectivo. cia, de protecção e de assistência às suas vítimas, pro-
Na Área II, «Perspectiva de género em domínios movendo a igualdade, evitando a revitimação e desen-
prioritários de política», o Plano prevê a adopção de volvendo programas de controlo de agressores. Estas
medidas e acções destinadas a combater as desigualda- preocupações encontram-se traduzidas na Área IV do
des de género e a promover a igualdade entre mulhe- Plano «Violência de Género» que enuncia as políticas
res e homens, nos vários domínios de política, consi- e respectivos objectivos que são desenvolvidos no
derados prioritários. III Plano Nacional contra a Violência Doméstica
Estas linhas de orientação estão também inscritas nos (III PNCVD).
desígnios do Quadro de Referência Estratégica (QREN), A construção da Igualdade de Género deve ainda ter
em particular no Programa Operacional do Potencial em conta os compromissos assumidos por Portugal na
Humano (POPH) que consubstancia, nomeadamente, os União Europeia, bem como nos organismos internacio-
seguintes objectivos: aumentar a eficiência dos instru- nais de que faz parte, inscrevendo-se e influenciando
mentos de política pública na promoção da igualdade de activamente as correntes estratégicas e de pensamento
género e do seu sistema de governação; difundir os aí geradas. O relançamento da política de cooperação
valores da igualdade de género através da educação e é, também, uma prioridade da política externa portugue-
informação; promover a igualdade de oportunidades no sa, com a qual este plano se articula, garantindo aí uma
acesso e na participação no mercado de trabalho, as- integração sustentada da dimensão da igualdade de gé-
sumindo a prioridade de combater a segregação hori- nero. Surge, assim, a Área V do III PNI direccionada
zontal e vertical e a desigualdade salarial; promover a para a integração da «Perspectiva de Género na União
conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal, Europeia, no Plano Internacional e na Cooperação
dando prioridade à criação de condições de paridade na para o Desenvolvimento».
harmonização das responsabilidades profissionais e fa- O III PNI engloba, por fim, uma área de «Acompa-
miliares. nhamento e Avaliação», visto que, a monitorização de
A Área III, «Cidadania e Género», tem como prin- todas as medidas intrínsecas a cada uma das suas áre-
cipal objectivo promover uma participação activa, res- as é essencial para o reajustamento e avaliação do im-
ponsável e paritária, alicerçada numa cultura de respon- pacto do Plano, com vista à concretização de uma ver-
sabilidade que valorize a acção colectiva, como factor dadeira política de Igualdade de Género no nosso país.
de crescimento pessoal e como mecanismo de inver- Concluindo, o III PNI corresponde a um desafio que
são de trajectórias de exclusão social. Tal implica uma se lança a toda a sociedade portuguesa, com a convic-
educação para e na cidadania, a valorização do papel de ção de que este esforço se traduzirá num investimento
uma linguagem inclusiva que possa agir criticamente a longo prazo, pois dele decorrerão melhores condições
sobre os estereótipos de género, o fortalecimento do de vida para cada cidadã e cidadão e uma sociedade
movimento associativo e da sociedade civil, com parti- mais justa e democrática.
cular destaque para as Organizações Não Governamen-
tais (ONG), bem como a responsabilização da comuni- II — Áreas estratégicas de intervenção
cação social, enquanto instrumento de influência de Área 1 — Perspectiva de Género em todos os Do-
comportamentos e atitudes sociais. mínios de Política enquanto requisito de Boa Go-
Assim, tal como é também reconhecido no Eixo 6 vernação
do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) A igualdade entre mulheres e homens é uma questão
do QREN, a promoção da cidadania e de uma cultura transversal que abrange todos os domínios de política.
de responsabilidade constitui um contributo determinante Muito embora continue a ser necessário adoptar e exe-
para a sustentabilidade do investimento nos domínios da cutar medidas específicas para a alteração das situações
qualificação, do crescimento sustentado, da coesão so- de desigualdade, torna-se indispensável, como condição
cial, da qualificação das cidades e do território, bem para uma boa governação, a integração da perspectiva
como da eficiência da governação. de género nos vários níveis e áreas da acção governa-
Neste âmbito, reconhece-se que a participação equi- tiva.
librada de mulheres e homens na tomada de decisão Para o desenvolvimento de um sistema de governa-
política e pública contribui para uma maior aproxima- ção que permita aumentar a eficiência na aplicação das
ção entre a vida política e social, bem como para a políticas promotoras da igualdade de género é necessá-
coesão social e solidariedade, traduzindo-se, a prazo, rio contemplar, tal como previsto no Quadro de Refe-
numa melhor qualidade de vida para todas as pessoas. rência Estratégica Nacional 2007-2013, a coordenação
A recente Lei Orgânica n.º 3/2006, de 21 de Agosto, de instrumentos, o aprofundamento de parcerias e a
designada por «Lei da Paridade», vai, certamente, po- criação de incentivos, de forma a capacitar os actores
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intervenientes, tanto ao nível da Administração Central operam no seu território, nomeadamente no quadro das
como Local. Esta capacitação exige um investimento na Redes Sociais.
sensibilização e na formação de todos os intervenien-
tes, nomeadamente especialistas nesta área, para que Objectivo: Garantir condições para o bom funciona-
seja garantida a sustentabilidade da estratégia de mains- mento das estruturas criadas em cada Ministério para
treaming de género. integrar a perspectiva da Igualdade de Género em to-
dos os níveis de decisão política
1.1 — Observatório de Género
A — Dinamizar a figura da Conselheira e do Conse-
O conhecimento objectivo das relações de género, das
lheiro para a Igualdade, bem como dos Membros das
desigualdades e da situação comparada, em todos os
Equipas Interdepartamentais para a Igualdade, definin-
domínios, entre homens e mulheres, é fundamental para
do os seus mandatos e garantindo que estes acompa-
a prossecução, acompanhamento e avaliação das políti-
nham, não só o funcionamento dos Ministérios onde se
cas públicas que combatam os desequilíbrios e promo-
inserem, mas ainda as respectivas áreas políticas de
vam a igualdade de género e a cidadania.
intervenção.
É necessário dispor de dados desagregados por sexo
B — Promover, em cada Ministério, a elaboração do
em todas as estatísticas relativas a indivíduos e de da-
respectivo Plano Sectorial para a Igualdade.
dos quantitativos e qualitativos sobre as realidades que
C — Promover, a partir da CIG, o apoio à implemen-
afectam, de modo diferente, os homens e as mulheres,
tação do presente Plano, através da assessoria aos Mi-
produzindo diagnósticos que possam servir de base à
nistérios para garantir a concretização e acompanhamen-
tomada de decisão política e permitam o acompanha-
to dos Planos Sectoriais para a Igualdade.
mento e avaliação dos resultados.
Objectivo: Criar condições para uma integração sus-
Objectivo: Implementar o Observatório de Género
tentada da dimensão da igualdade de género em todos
os domínios e fases da decisão política
A — Assegurar as condições físicas e técnicas para
a implementação do Observatório, tendo em conta as
D — Integrar a perspectiva de género na legislação
suas atribuições, a saber:
e nas grandes opções de política, nomeadamente nos
Promover o conhecimento da situação comparada Planos Nacionais, garantindo o parecer da CIG sobre
entre mulheres e homens e das relações de género na estas matérias e promovendo a avaliação do impacto da
vida política, social, económica e cultural; sua concretização.
Garantir o acompanhamento e a avaliação dos resul- E — Integrar a perspectiva de género no Orçamento
tados das políticas adoptadas para combater as desigual- de Estado, bem como nos orçamentos de cada Minis-
dades entre mulheres e homens para promover a igual- tério (gender budgeting).
dade de género e a cidadania; F — Uniformizar os indicadores utilizados na área do
Informar a sociedade portuguesa sobre as desigual- género, promovendo a integração, no Perfil de Género
dades entre mulheres e homens e sensibilizá-la para a do INE, dos adoptados pelo Conselho EPSCO — Em-
construção da igualdade de género, bem como os seus prego e Política Social da UE para o acompanhamento
efeitos ao nível das discriminações múltiplas; da execução da Plataforma de Acção de Pequim.
Elaborar recomendações e propostas indispensáveis à G — Garantir que todas as estatísticas que se refe-
alteração das desigualdades entre mulheres e homens e rem a pessoas, produzidas na Administração Pública,
para promover a igualdade de género tanto no sector integram a variável sexo, por forma a que a apresenta-
público como no sector privado. ção e o tratamento dos dados não reforce estereótipos
discriminatórios.
1.2 — Poderes Públicos, Administração Central e Local H — Garantir que os subsídios, prémios, bem como
outras distinções atribuídas ou apoiadas por entidades
A integração sustentada da perspectiva de género em públicas ou por fundos públicos, nacionais ou comuni-
cada domínio de política prevê a existência de um con- tários, salvaguardem a perspectiva da Igualdade de
junto de medidas de âmbito nacional e local, não só, Género.
na legislação, como também, nas grandes orientações I — Garantir que a dimensão de género está integra-
de política nacional e na avaliação do seu impacto so- da nos objectivos, execução, avaliação e impacto das
bre cidadãs e cidadãos, compreendendo, para a sua iniciativas e projectos financiados por fundos públicos,
prossecução, o envolvimento integrado de todos os nacionais ou comunitários.
Poderes Públicos. J — Promover a inclusão, na carta de missão dos
Na Administração Central, cada Ministério, enquan- dirigentes da Administração Pública, e sempre que a
to responsável pela execução deste Plano, deverá inte- natureza das matérias o permita, o cumprimento de
grar a perspectiva de género nos seus processos de
metas relativas à Igualdade de Género.
decisão, mediante a implementação de medidas trans-
K — Garantir que os Planos e Relatórios de Activi-
versais e específicas, consubstanciadas num Plano Sec-
dade, bem como os respectivos Balanços Sociais dos
torial para a Igualdade de Género.
Ministérios e Serviços identifiquem, quanto à gestão do
Por outro lado, a sensibilização da Administração
pessoal, acções referentes a:
Local constitui-se como um factor imprescindível para
a construção da Igualdade de Género pela sua posição Representação equilibrada de mulheres e homens nas
privilegiada de proximidade, e pelo seu papel de facili- esferas de tomada de decisão;
tador e parceiro no estabelecimento de articulações e Medidas tomadas para a alteração da segregação
sinergias com os vários organismos e entidades que horizontal e vertical;
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Conciliação entre a vida profissional, familiar e pes- tre a vida profissional, familiar e pessoal, na Actividade
soal de homens e mulheres. Física e Desporto e na Cultura, contribuem substanti-
vamente para a construção de uma sociedade mais in-
L — Incluir a dimensão da igualdade de género na clusiva, solidária e paritária.
linguagem escrita e visual, nomeadamente nos impres- Difundir os valores da igualdade de género através
sos, publicações, documentos e sites dos Ministérios e da educação, promover a igualdade de tratamento e de
respectivos Serviços. oportunidades no acesso e na participação no mercado
M — Elaborar estudos sobre o impacto, em homens de trabalho, assumindo a prioridade de combater a se-
e mulheres, das políticas e acções de cada Ministério, gregação horizontal e vertical e a desigualdade salarial,
enquanto instrumentos de apoio à tomada de decisão. bem como promover a conciliação entre a vida profis-
N — Incluir uma orientação sobre a representação
sional, familiar e pessoal através da criação de condi-
equilibrada entre mulheres e homens na composição dos
ções de paridade na harmonização das responsabilida-
júris de concurso e na nomeação para todos os níveis
de decisão na Administração Pública Central. des entre homens e mulheres, salvaguardando o respeito
por todas as formas de organização familiar, e, garan-
Objectivo: Apoiar a integração da dimensão de géne- tindo, uma acção crítica sobre as construções sociais
ro nas diferentes áreas de política da Administração relativas às relações de género tradicionais, tornam-se
Local elementos centrais para a consolidação da Igualdade de
Género.
O — Sensibilizar as Autarquias para a criação e de-
senvolvimento de Planos Municipais para a Igualdade. 2.1 — Educação, Investigação e Formação
P — Preparar o enquadramento jurídico relativo ao
Conselheiro ou Conselheira Local para a Igualdade vi- A Educação, sendo um eixo estruturante da constru-
sando a promoção da igualdade em todas as políticas ção das relações entre crianças e jovens de ambos os
locais, nomeadamente no quadro da Rede Social. sexos e das competências e saberes próprios das esfe-
Q — Definir e elaborar recursos, instrumentais e ras pública e privada, constitui-se como um elemento
materiais, de suporte ao trabalho das Autarquias e ou- central no desenvolvimento das políticas para a igual-
tros actores locais. dade de género, garantindo as alterações de perspecti-
va necessárias à sua consolidação.
Objectivo: Promover um ambiente favorável à inte- A eliminação dos estereótipos de género, que conti-
gração da Igualdade de Género no domínio da admi- nuam presentes nos curricula, nas práticas educativas,
nistração da Justiça na formação de diversos agentes educativos, nos ma-
teriais pedagógicos, na cultura organizacional e nos cir-
R — Promover, em articulação com o Centro de cuitos comunicacionais escolares, é imprescindível, para
Estudos Judiciários (CEJ), a formação dos magistrados que raparigas e rapazes possam ver-se como iguais, com
em Igualdade de Género, com destaque nas áreas do as mesmas possibilidades e direitos, na escolha de pro-
Direito da Família e Menores, do Direito do Trabalho e jectos de vida e de percursos escolares e profissionais,
do Direito Penal. quer nos contextos familiares, quer na participação eco-
S — Sensibilizar para a integração nos curricula de nómica, social e política.
estágio de advocacia de módulos que abordem temáti- Sendo inequívoco o aumento dos Estudos de Géne-
cas de relevo no âmbito da Igualdade de Género. ro e dos Estudos sobre as Mulheres, também é certo
que a investigação neste domínio continua a revelar-se
Objectivo: Promover a formação em Igualdade de insuficiente em algumas áreas, bem como pouco divul-
Género na Administração Central e Local gada. Assim, a investigação científica na área das re-
presentações de Género, das relações sociais entre os
T — Promover a formação em Igualdade de Género
dois sexos, bem como estudos específicos sobre ho-
de dirigentes, chefias, funcionários, funcionárias e agen-
mens, é fundamental para a elaboração de diagnósticos
tes da Administração Central e Local, bem como con-
selheiros e conselheiras para a igualdade e membros das que apoiem a tomada de decisão política.
equipas interdepartamentais. O investimento na qualificação, inicial e ao longo da
U — Dinamizar Acções de Formação e Sensibilização, vida das pessoas, é um factor crucial de modernização
na área da igualdade de género para todos os interve- e de desenvolvimento e exige a utilização das potencia-
nientes na gestão e no desenvolvimento do QREN, re- lidades, capacidades e saberes de todos os membros da
forçando o trabalho desenvolvido pelo grupo temático sociedade consubstanciando-se, tanto através da via não
em Igualdade de Oportunidades do QCA III. formal, como da formal.
Sendo a formação inicial e contínua em Igualdade de
Área 2 — Perspectiva de Género em Domínios Género uma questão transversal a todo o Plano, o in-
Prioritários de Política vestimento na sensibilização e numa formação de qua-
A consolidação da igualdade implica um forte inves- lidade é essencial, para garantir o envolvimento susten-
timento na promoção do referido mainstreaming de tado dos vários intervenientes na implementação desta
género em domínios Prioritários de Política. Assim, a estratégia, nomeadamente os agentes educativos e ou-
integração da perspectiva de género na Educação, na tros actores sociais, alargando o leque de agentes habi-
Investigação e Formação, na Saúde, no Ambiente e litados a integrar sistematicamente a perspectiva de
Território, na Inclusão e Desenvolvimento Sociais, bem género. Assim, a existência de critérios de certificação
como a Independência Económica e a Conciliação en- neste domínio torna-se essencial.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3955

Objectivo: Promover a integração da dimensão de renciais de formação, bem como a elaboração dos ins-
género na formação e na qualificação profissional dos trumentos e materiais de suporte à formação em Igual-
diversos agentes de educação e formação dade de Género.
L — Promover, em colaboração com os organismos
A — Promover a integração da dimensão de género, competentes, a Certificação de Aptidão Profissional de
quer na definição dos perfis de competência, quer nos formadores e formadoras em Igualdade de Género.
perfis de formação de profissionais de educação, no- M — Promover acções de sensibilização e formação
meadamente, docentes, educadores e educadoras de em Igualdade de Género para públicos estratégicos.
infância, auxiliares da acção educativa e responsáveis
pelos serviços de orientação escolar e profissional. 2.2 — Independência Económica
B — Sensibilizar outros agentes educativos, como as
A Estratégia de Lisboa recomenda medidas para
famílias, nomeadamente através das Associações de pais
melhorar a empregabilidade e o aumento do emprego
e mães, e encarregados e encarregadas de educação
das mulheres, o apoio ao seu empreendedorismo e a
para a integração da Igualdade de Género na educação.
eliminação das desigualdades salariais, como elementos
essenciais de uma independência económica que con-
Objectivo: Promover a integração da dimensão de
duza ao exercício de uma cidadania livre e autónoma.
género na educação formal e não formal
No programa do XVII Governo Constitucional, nas
Grandes Opções do Plano 2005-2009, bem como no
C — Operacionalizar a Lei n.º 47/2006, de 28 de
QREN 2007-2013, assume-se o compromisso de pro-
Agosto, que define o regime de avaliação, certificação
mover a igualdade entre mulheres e homens no empre-
e adopção dos manuais escolares do ensino básico e se-
go, nomeadamente, junto das entidades empregadoras
cundário, no sentido de incluir a dimensão de género
e dos desempregados e desempregadas, desenvolvendo
nos critérios de qualidade para a produção de materiais
políticas não discriminatórias em função do sexo no
pedagógicos, escritos e multimédia, nomeadamente, atra-
recrutamento, selecção, acesso à formação contínua,
vés da sensibilização dos autores e autoras dos manuais
progressão na carreira e a postos de chefia, remunera-
escolares, bem como das respectivas editoras.
ção e combate à precariedade do vínculo contratual, bem
D — Promover uma orientação escolar e profissio-
como o estímulo ao desenvolvimento de práticas de
nal sem estereótipos de género.
conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal.
E — Reforçar a (re)qualificação e a certificação es-
Neste contexto, a Resolução do Conselho de Minis-
colar e profissional, especialmente nas áreas tecnológi-
tros n.º 49/2007, de 28 de Março, que aprova os prin-
cas, dirigidas a raparigas e a mulheres, bem como na cípios do bom governo das empresas do sector empre-
área do cuidado e do Apoio Social, dirigidas a homens sarial do Estado, vem criar incentivos para a adopção
e rapazes. de Planos para a Igualdade, devendo estas práticas de
F — Integrar a temática do Género como um eixo responsabilidade social, constituir-se como modelos para
estruturante do Currículo Escolar, bem como nas di- todos os outros sectores do mercado de trabalho.
versas dimensões da Educação e Formação ao Longo
da Vida, nomeadamente operacionalizando-a através da Objectivo: Desenvolver o empreendedorismo femi-
área de projecto e educação cívica. nino
G — Integrar, na organização e funcionamento das
escolas e de outras instituições educativas e formativas, A — Incrementar o empreendedorismo feminino
a perspectiva da igualdade de género, com vista a pre- como elemento de mobilização das mulheres para a vida
venir a discriminação e a violência, garantindo a inte- económica activa, promovendo o auto-emprego.
racção de ambos os sexos no quotidiano escolar. B — Estimular o estabelecimento de soluções inova-
doras nos incentivos e no incremento do acesso aos
Objectivo: Promover a integração dos Estudos de instrumentos de apoio financeiro às actividades de em-
Género em todos os domínios. preededorismo feminino que prossigam os objectivos
económicos e sociais consistentes com a Igualdade de
H — Promover o reforço pela Fundação para a Ci- Género.
ência e a Tecnologia (FCT) à investigação em todos os C — Desenvolver o empreendedorismo feminino qua-
domínios das relações de género e das políticas para a lificado como instrumento inovador e regenerador de
igualdade entre mulheres e homens. tecidos económicos sectorais, regionais ou urbanos.
I — Promover o apoio aos Centros de Investigação D — Reforçar a informação e sensibilização sobre as
na área dos Estudos de Género, respectivas publicações vantagens e potencialidades do micro-crédito associado
e divulgação na área da Igualdade entre Mulheres e à criação de emprego e ao financiamento das PME,
Homens, consolidando a formação pós licenciatura neste majorando as intervenções empresariais das mulheres.
domínio. E — Promover o Associativismo Empresarial de Mu-
J — Promover a realização de acções de sensibiliza- lheres, nomeadamente através do desenvolvimento de
ção em Igualdade de Género junto das Instituições de redes de produtos e serviços, utilizando as novas tec-
Ensino Superior. nologias como forma de criação de parcerias nacionais
e internacionais, divulgação de práticas promissoras na
Objectivo: Qualificar a Formação em Igualdade de área do empreendedorismo e divulgação de apoios.
Género F — Actualizar e divulgar estudos de diagnóstico so-
bre a evolução da presença de mulheres em cargos de
K — Definir, em articulação com os organismos gestão e membros de direcção de grandes e médias
competentes, os perfis formativos e respectivos refe- empresas.
3956 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Objectivo: Promover a integração de mulheres e ho- 2.3 — Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal
mens em novos campos de actividade profissional A conciliação entre a actividade profissional, a vida
familiar e pessoal tem-se vindo a consolidar como um
G — Diminuir a segregação horizontal no mercado de tema prioritário em toda a União Europeia. De facto,
trabalho apoiando as entidades patronais a promover a com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e
criação activa de emprego para o sexo sub-representado consequente impacto ao nível do desenvolvimento so-
em profissões marcadas por género. cial e humano, tornou-se uma exigência conciliar as
H — Reforçar a realização de acções de formação ao esferas privada e pública, para a prossecução de uma
longo da vida, nomeadamente em tecnologias de infor- cultura de efectiva igualdade de género, de tratamento
mação e comunicação (TIC’s), para uma maior capa- e de oportunidades. Tal é, também, fundamental para a
citação das mulheres face às condições do mercado de promoção de um desenvolvimento sustentável, que in-
trabalho. clui o crescimento económico, o incentivo da natalida-
I — Sensibilizar os agentes dos serviços públicos e de, em conformidade com o respeito pelas várias for-
privados da área do Emprego e da Formação Profissi- mas de organização familiar, bem como o
onal para a importância da oferta e divulgação de op- desenvolvimento e autonomia pessoais.
ções profissionais não discriminatórias em função do
género. Objectivo: Promover a conciliação entre a actividade
profissional, vida familiar e pessoal
Objectivo: Promover a igualdade de tratamento e de
oportunidades entre homens e mulheres no mercado de A — Dinamizar a realização de acções de sensibiliza-
ção sobre os direitos relativos à licença de maternidade
trabalho
e paternidade dos trabalhadores e das trabalhadoras, bem
como da licença parental e especial para assistência a
J — Reforçar junto das empresas públicas a divulga- filho ou adoptado.
ção dos mecanismos para adopção de Planos para a B — Rever as regras relativas às licenças de mater-
Igualdade, conforme Resolução do Conselho de Minis- nidade e de paternidade, reduzindo os impactos de gé-
tros n.º 49/2007, de 28 de Março, que aprova os prin- nero negativos do actual regime.
cípios do bom governo para as empresas do sector C — Promover actividades de sensibilização e disse-
empresarial do Estado. minação de informação de práticas inovadoras sobre a
K — Promover a responsabilidade social das empre- conciliação da vida profissional, familiar e pessoal jun-
sas do sector privado através da divulgação dos meca- to dos empregadores públicos e privados e do público
nismos para a implementação de Planos para a Igual- em geral.
dade. D — Melhorar a quantidade, qualidade, flexibilidade e
L — Divulgar boas práticas, nomeadamente através acessibilidade financeira das estruturas de apoio a de-
da atribuição de distinções como o Prémio «Igualdade pendentes através de: (i) formação adequada do pessoal;
é Qualidade» e outros benefícios. (ii) estimular a solidariedade inter-geracional e as redes
M — Definir orientações no sentido da negociação das de vizinhança; (iii) incentivo à introdução de horários
convenções colectivas de trabalho integrar o objectivo flexíveis no comércio, serviços sociais de apoio e ou-
de elaboração e concretização de Planos para a Igual- tros serviços de proximidade; (iv) reforçar os serviços
dade nas empresas. de apoio ao domicílio para famílias com pessoas de-
N — Promover a realização ou actualização de estu- pendentes.
dos sobre as disparidades salariais entre homens e E — Articular as medidas dirigidas à conciliação en-
mulheres. tre a actividade profissional, vida familiar e pessoal com
O — Promover a execução eficaz do princípio da o Programa de alargamento da Rede de Equipamentos
igualdade de tratamento entre mulheres e homens no Sociais (PARES).
acesso ao emprego, progressão na carreira e acesso a F — Desenvolver campanhas publicitárias integradas
lugares de decisão. sobre repartição de responsabilidades domésticas.
P — Promover o reforço dos mecanismos de fisca-
Objectivo: Promover a maternidade e paternidade
lização da Autoridade para as Condições de Trabalho na
responsável
identificação de casos de discriminação em função do
sexo, nomeadamente em sede de negociações e conven- G — Desenvolver políticas de apoio a uma parenta-
ções colectivas de trabalho, e de formas de trabalho lidade responsável, em conformidade e respeito pelas
precário e paralelo. diferentes formas de organização familiar.
Q — Promover a inclusão de um módulo sobre Igual- H — Reforçar a formação parental tendo em con-
dade de Género nas acções de formação profissional sideração a partilha equitativa de tarefas e a diversi-
inicial e contínua. dade de intervenientes significativos, para modificar
R — Sensibilizar e motivar os parceiros sociais para atitudes e comportamentos estereotipados em função
as vantagens da integração da perspectiva de género na do género.
cultura empresarial como factor de desenvolvimento I — Sensibilizar e informar os intervenientes signifi-
económico e social do mercado de trabalho. cativos ao nível técnico e político, bem como a opi-
S — Divulgar o disposto no n.º 3 do artigo 23.º do nião pública para o direito e o dever dos pais e mães
Código do Trabalho, como forma de reforçar o com- ao exercício activo da parentalidade, nomeadamente em
bate ao assédio moral e sexual no local de trabalho. casos de regulação do poder paternal.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3957

2.4 — Inclusão e Desenvolvimento Social os seus direitos e deveres em matéria de cidadania e


O fenómeno da pobreza e da exclusão social não é igualdade de género.
neutro, atingindo, particularmente, as mulheres. Esta E — Promover programas de informação e formação
realidade resulta, por um lado, destas terem uma me- em competências nos domínios da língua portuguesa e
nor protecção social, consequência da sua participação das tecnologias de informação e comunicação, bem
mais irregular na actividade económica, devido, não só como de português técnico e educação para a cidada-
à maternidade, mas também, e, por outro, porque ten- nia.
do uma maior esperança de vida, os respectivos recur- F — Sensibilizar e informar para o cumprimento da
sos económicos tornam-se menores, vivendo, muitas escolaridade obrigatória e da continuação do percurso
vezes, em situações de grande isolamento. Estas situa- educativo/ formativo, nomeadamente em modalidade de
ções de pobreza e exclusão são ainda mais acentuadas dupla certificação por parte de raparigas e rapazes mi-
nas mulheres que enfrentam discriminações múltiplas em grantes e de minorias étnicas e culturais.
função da raça, território de origem, religião, deficiên- G — Apoiar o empreendedorismo das mulheres mi-
cia, idade ou orientação sexual. Também as famílias grantes e de minorias étnicas.
monoparentais são maioritariamente da responsabilida- H — Desenvolver medidas preventivas e de sinaliza-
de das mulheres e constituem, em alguns contextos, um ção de práticas tradicionais que constituam violação dos
grupo particularmente vulnerável à pobreza e à exclu- Direitos Humanos.
são social.
I — Promover o envolvimento das mulheres migran-
Por outro lado, a intensificação e consolidação dos
fluxos migratórios, caracterizada por uma crescente tes e de minorias étnicas e culturais em movimentos
diversificação dos países de proveniência, constitui um associativos e na tomada de decisão, participando na
dos principais desafios de natureza social e económica vida política, económica e social.
com que se confronta a sociedade portuguesa, o que J — Melhorar a participação e o acesso das mulhe-
faz das políticas de acolhimento e integração das po- res e homens migrantes e de minorias étnicas e cultu-
pulações migrantes um vector de importância estratégi- rais na vida sócio-cultural e promover o seu envolvi-
ca para a coesão social e o desenvolvimento do país. mento activo, designadamente através de apoios a
Consequentemente, o aumento do número de mulhe- associações de migrantes com fins sócio-culturais.
res migrantes em Portugal reforça a necessidade de
assegurar que a perspectiva de género e de não discri- 2.5 — Saúde
minação em função do sexo, está presente em todas as
políticas e serviços, nomeadamente na saúde, justiça e A Lei de Bases da Saúde define como objectivo fun-
emprego. damental que as pessoas tenham igual acesso aos cui-
Com a feminização da migração surgem situações dados de saúde, seja qual for a sua condição económi-
específicas visto que, apesar das mulheres terem um ca, garantindo a equidade na distribuição de recursos e
papel fundamental no processo de integração social, na utilização de serviços.
defrontam-se, em termos de integração profissional, com Estudos recentes demonstram que a relação com a
dificuldades que lhes são próprias, às quais acrescem, saúde por parte de ambos os sexos apresenta diferen-
por vezes, factores de exploração e discriminação por ças significativas. A percepção de aspectos como a
motivos sexuais, mesmo no âmbito das respectivas
incidência de doenças, o consumo de medicamentos, as
comunidades, o que as coloca numa situação de maior
vulnerabilidade e risco. atitudes em relação à saúde ou à doença, e mesmo o
A integração da perspectiva de género nas políticas acesso aos cuidados de saúde, não são neutros sobre-
de migração visa que sejam avaliados os respectivos tudo em função do género, mesmo quando associados
efeitos em mulheres e homens, de modo a que as ac- a outros factores, como a idade ou a origem sócio-
ções desenvolvidas possam resultar em benefício mú- -cultural.
tuo para ambos.
Objectivo: Promover a Igualdade de atitudes, entre
Objectivo: Diminuir a feminização da pobreza mulheres e homens, na procura, no acesso, no trata-
mento e no atendimento junto do Sistema Nacional de
A — Aperfeiçoar os mecanismos de apoio às famíli- Saúde
as mono parentais monitorizando os respectivos itine-
rários de inclusão social e profissional. A — Implementar o sistema de indicadores relevan-
B — Avaliar os mecanismos de cálculo das actuais tes na área da saúde e do género, desenvolvido pela
reformas, nomeadamente quanto à integração de facto- Organização Mundial de Saúde.
res ligados a actividades não remuneradas.
B — Promover investigação que identifique as dife-
C — Melhorar a qualidade de vida das mulheres ido-
sas. renças de atitudes e práticas entre homens e mulheres
em relação à saúde.
Objectivo: Promover a Igualdade de Género e a Ci- C — Melhorar as condições de acesso à saúde, bem
dadania de Mulheres e Homens migrantes e de minori- como reforçar os respectivos programas de prevenção,
as étnicas e culturais, facilitando a sua integração a tendo em atenção os aspectos específicos de mulheres
todos os níveis e homens ao longo do seu ciclo de vida.
D — Assegurar que os estágios curriculares e pro-
D — Divulgar, junto das mulheres e homens migran- fissionais, desenvolvidos nas unidades de saúde, incluam
tes e de minorias étnicas e culturais, informação sobre a perspectiva de género.
3958 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Objectivo: Garantir a mulheres e homens o exercí- no desenvolvimento das capacidades interpessoais como,
cio dos seus direitos sexuais e reprodutivos também, na consolidação do bem-estar físico e mental.
Permitir que mulheres e homens tenham acesso equita-
E — Reforçar, tendo em atenção os aspectos espe- tivo à prática desportiva é decisivo para um exercício
cíficos de mulheres e homens, a reflexão, educação e pleno da cidadania, para a redução das assimetrias e para
sensibilização sobre saúde sexual e reprodutiva, nome- um desenvolvimento social mais equilibrado.
adamente no que se refere à prevenção de comporta-
mentos de risco e violência na área da sexualidade. Objectivo: Fomentar a não discriminação em função
F — Reforçar os serviços, cuidados e atendimento em do sexo nas políticas e práticas desportivas
matéria de saúde sexual e reprodutiva, para o exercício
de uma sexualidade responsável em todas as etapas do A — Promover a integração da dimensão de género
ciclo de vida, nomeadamente junto dos jovens e das nas políticas e práticas desportivas, valorizando o sexo
jovens adolescentes, diminuindo as taxas de gravidez na sub-representado.
adolescência e procedendo à prevenção e tratamento das B — Responsabilizar, através dos contratos-
Infecções Sexualmente Transmitidas e violência sexual. -programas, os agentes desportivos, particularmente as
G — Acompanhar os efeitos da aplicação da Lei da federações desportivas, para a participação equilibrada
Interrupção Voluntária de Gravidez. e não discriminatória entre os dois sexos no desporto.
C — Sensibilizar os meios de comunicação social para
2.6 — Ambiente e Território a divulgação de programas sobre o papel das mulheres
no desporto.
O planeamento do território não é neutro, devendo
D — Diminuir o gender gap nos prémios desporti-
integrar os desafios inerentes a que cidades e territóri-
vos.
os se constituam como espaços activos de cidadania,
E — Acompanhar a elaboração da Carta Desportiva
competitividade e qualidade de vida, mas onde se privi-
Nacional e divulgar a informação relativa ao enquadra-
legie a respectiva vitalidade e identidade culturais. As-
mento humano, identificando a participação em função
sim, um desenvolvimento sustentável deve integrar a do sexo.
protecção do ambiente na sua articulação com as polí- F — Incentivar a criação e adopção de cartas muni-
ticas de coesão social e integração do território. cipais do desporto que integrem a dimensão de género
Uma participação activa de todos e todas, capaz de em todos os seus domínios.
contribuir para a valorização e conservação do patrimó- G — Sensibilizar os patrocinadores e outros agentes
nio natural e cultural, assim como a boa qualidade de desportivos para a sua responsabilidade no cumprimento
vida das populações deve respeitar a perspectiva da do disposto no artigo 2.º da Lei n.º 5/2007, de 16 de
igualdade entre mulheres e homens, considerando as Janeiro (Lei de Bases da Actividade Física e do Des-
suas necessidades específicas. porto).
H — Promover uma participação equitativa em todos
Objectivo: Valorizar o contributo das mulheres e dos os órgãos de decisão do sector do desporto.
homens no domínio ambiental e na conservação do I — Combater o assédio e abuso sexual no desporto.
património
2.8 — Cultura
A — Integrar a dimensão de género nas políticas de
planeamento urbano e desenvolvimento do território. O artigo 73.º da Lei Fundamental reconhece, a to-
B — Estimular uma maior utilização, nomeadamente das as pessoas, o direito à cultura. Sendo o género uma
por parte das mulheres, dos incentivos ao desenvolvi- construção social e cultural, os papeis atribuídos a cada
mento de actividades ligadas à conservação da nature- sexo não são estáticos, marcando, consequentemente,
za e da biodiversidade. a configuração de uma identidade.
C — Reforçar as acessibilidades, a qualidade e adap- Uma produção cultural que dê equitativa visibilidade
tação dos transportes públicos às necessidades de ho- a mulheres e homens é fundamental para consolidar a
mens e mulheres, assegurando trajectos que facilitem a igualdade de género como princípio estruturante da
conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal. sociedade portuguesa. Permitir que pessoas de ambos
os sexos tenham o mesmo acesso à produção e frui-
2.7 — Actividade Física e Desporto ção cultural será um contributo decisivo para um exer-
cício pleno da cidadania, para a redução das assimetri-
De acordo com o artigo 79.º da Constituição da as, para o desenvolvimento social e para o reforço de
República Portuguesa «Incumbe ao Estado, em colabo- um paradigma igualitário da identidade nacional no con-
ração com escolas e as associações e colectividades texto de um mundo cada vez mais globalizado.
desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a
prática e a difusão da cultura física e do desporto». A Objectivo: Promover uma visibilidade equitativa de
Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, Lei mulheres e homens em todas as áreas de criação e
n.º 5/2007, de 16 de Janeiro, refere o n.º 1 do artigo 2.º produção cultural e fomentar a igualdade de oportuni-
que «Todos têm direito à actividade física e desporti- dades na fruição e no acesso à cultura
va, independentemente da sua ascendência, sexo, raça,
etnia, língua, território de origem, religião, convicções A — Garantir o equilíbrio na atribuição das bolsas e
políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, subsídios, majorando o sexo sub-representado.
condição social ou orientação sexual.» B — Integrar nos critérios de atribuição de prémios
O desporto assume um lugar de extrema importân- culturais a representação equilibrada de homens e mu-
cia na actual sociedade, não só pelo impacto que tem lheres.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3959

C — Integrar a perspectiva de género na formação tivas a todos os níveis da tomada de decisão, os ob-
dos agentes culturais. jectivos da igualdade, do desenvolvimento e da paz não
D — Promover a visibilidade do contributo das mu- poderão ser alcançados».
lheres nas várias esferas da vida, nomeadamente na Uma participação e uma representação equilibrada
Cultura, na História, na Economia, nas Ciências e na entre mulheres e homens na vida pública e política
Política. implica o empoderamento das mulheres na esfera pú-
E — Sensibilizar para a importância de uma represen- blica, bem como o dos homens na esfera privada. Esta
tação equitativa entre homens e mulheres nas colecções capacitação envolve uma acção crítica sobre os mode-
públicas. los relacionais entre homens e mulheres. Neste contex-
F — Valorizar os trabalhos de escrita, de criação e to, destaca-se o papel central da linguagem, enquanto
produção cultural que defendam o respeito pelos direi- elemento estruturante do pensamento e da acção.
tos humanos de mulheres e de homens. De facto, a linguagem é fundamental na construção
das identidades e na reprodução das representações
Área 3 — Cidadania e Género sociais de género. A prevalência do masculino sobre o
É fundamental promover uma cidadania activa e pa- feminino, e, frequentemente, a invisibilidade deste últi-
ritária, alicerçada numa cultura de responsabilidade so- mo na linguagem, reflecte uma efectiva desigualdade de
cial, que valorize a participação cívica como factor de poder nas relações entre os sexos, constituindo um
desenvolvimento tanto pessoal como colectivo, e que obstáculo à construção da igualdade de género,
potencie a inclusão e coesão sociais, bem como o au- traduzindo-se em práticas discriminatórias e em desigual-
mento do sentimento de pertença das pessoas na socie- dades de facto.
dade, contribuindo, deste modo, para a inversão de tra- A comunicação social e todos os seus agentes, pelo
jectórias de exclusão social. impacto da sua influência, podem ser agentes indirec-
Para atingir este objectivo podem-se identificar duas tos de mudança e de promoção de uma cultura basea-
dimensões que se têm constituído como obstáculos às da na Igualdade de Género, tal como recomendado em
práticas de cidadania. vários documentos comunitários sobre esta matéria que
Por um lado, a persistência de estereótipos sociais, alertam para o seu papel na manutenção de estereóti-
nomeadamente relativos ao género, e a consequente pos geradores de limitações à liberdade, quer de mu-
perpetuação dos mecanismos de transformação das di- lheres, quer de homens, nas várias dimensões e papéis
ferenças em desigualdade. Neste contexto, a dimensão ao longo da vida.
da representação política paritária deverá constitui-se Assim, é indispensável sensibilizar a comunicação
como modelo para toda a sociedade portuguesa, dimi- social para o seu papel na desconstrução de estereóti-
nuindo potenciais situações de discriminação e exclusão pos de género, para a valorização da participação cívi-
sociais e de género, bem como contribuir para uma ca como factor de crescimento individual e colectivo,
aproximação das instituições da república ao cidadão e e, consequentemente, para a sua responsabilidade na
à cidadã. promoção de uma cidadania participativa e igualitária.
Por outro lado, a constatação de um enfraquecimen- Neste contexto, salienta-se o papel da Entidade Regula-
to dos valores, atitudes e práticas de cidadania que dora da Comunicação Social que se encontra estatuta-
configuram a vivência democrática, patentes em défi- riamente obrigada a fazer garantir o respeito pelos di-
ces de cidadania que se traduzem na existência de uma reitos, liberdades e garantias de cidadãos e cidadãs (cf.
concepção de cidadania passiva, potenciada, nomeada- alínea d) do artigo 8.º da Lei n.º 53/2005, de 8 de
mente, por um conhecimento deficiente dos direitos Novembro).
constitucionalmente consagrados. Assim, a Educação
para a Cidadania dirige-se ao reforço de uma cidadania Objectivo: Promover a representação equilibrada de
participativa e ao pleno exercício dos direitos e deve- mulheres e homens na tomada de decisão
res cívicos, constituindo-se como um factor de inte-
gração social e de promoção de uma cultura de respon- A — Acompanhar os efeitos da aplicação da Lei da
sabilidade social. Paridade e sensibilizar para as vantagens do seu alarga-
mento a outras esferas do sector público e privado,
3.1 — Estereótipos nomeadamente no que concerne à partilha do processo
Uma cidadania plena não se circunscreve ao acesso de decisão.
aos direitos formais, relacionando-se, antes, com o B — Realizar acções de formação destinadas a mu-
aprofundamento da qualidade da democracia, e, conse- lheres para o desenvolvimento das suas capacidades de
quentemente, com a construção de uma sociedade que participação na vida pública e política.
coloca as pessoas no centro das decisões e que elimi- C — Promover investigação comparada sobre as con-
na as discriminações baseadas em estereótipos e assi- dições e impacto do exercício, por homens e mulhe-
metrias económicas, sociais, culturais ou territoriais. res, de cargos de Tomada de Decisão Política.
O direito a que mulheres e homens participem de
forma paritária e igualitária em todas as esferas da vida, Objectivo: Promover a Igualdade de Género na Lin-
nomeadamente, na definição das prioridades que orien- guagem
tam a tomada de decisão política é, não só, um requi-
sito de justiça, como ainda, parte integrante dos direi- D — Criar parcerias com instituições relevantes na
tos fundamentais, tal como é sublinhado na Plataforma área da linguística para promover formas de utilização
de Acção de Pequim (ONU, 1995) que Portugal subs- da gramática portuguesa, a actualização dos conceitos
creveu e, onde se considera que «sem a participação de homem e mulher e identificar as possibilidades de
activa das mulheres e a incorporação das suas perspec- uma nova gramática inclusiva do género.
3960 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

E — Promover a actualização da classificação nacio- Objectivo: Promover a cidadania participativa


nal de profissões e documentos relacionados sem re-
curso ao masculino universal, bem como documentos A — Elaborar um referencial de formação sobre com-
relacionados. petências de participação na vida pública, política e
F — Actualizar e publicar um glossário sobre Igual- funções de liderança, particularmente destinado a jovens.
dade de Género. B — Elaborar e divulgar um guia sobre direitos e
deveres dos cidadãos e das cidadãs, bem como o exer-
Objectivo: Sensibilizar a Comunicação Social para a cício de uma cidadania activa, paritária e responsável,
igualdade de género e a sua responsabilidade na altera- valorizando as boas práticas neste domínio.
ção de estereótipos e para a promoção da cidadania C — Consolidar a reflexão sobre a temática da Ci-
dadania, nomeadamente em cooperação com os fora de
G — Sensibilizar os profissionais da comunicação Educação para a Cidadania.
social e da publicidade para a sua responsabilidade na D — Desenvolver mecanismos para reconhecimento
promoção da Igualdade de Género e da Cidadania. formal das competências adquiridas no quadro de acti-
H — Promover a investigação sobre estereótipos de vidades associativas e/ou de voluntariado institucional-
género e desigualdade nas representações sociais de mente enquadradas.
mulheres e homens na área dos media e da publicidade E — Promover estudos sobre participação cívica,
I — Divulgar os trabalhos de publicidade e de repor- nomeadamente no que se refere a actos eleitorais, bem
como a influência do género nas preferências eleitorais.
tagem que defendam o respeito pelos direitos humanos
F — Criar um Prémio de Boas Práticas de Cidadania
de mulheres e de homens, nomeadamente através da
Activa, Paritária e Responsável.
atribuição de prémios como o Prémio Paridade: Mulhe-
G — Identificar e divulgar boas práticas de forma-
res e Homens na Comunicação Social. ção em cidadania que privilegiem o espírito crítico face
J — Promover junto dos órgãos de comunicação so- aos estereótipos de género e sensibilizem para o desen-
cial e publicidade, nomeadamente os públicos, a aplica- volvimento de competências próprias relativas às esfe-
ção das orientações da Comissão Europeia relativas à ras pública e privada, como o cuidado, a liderança e a
utilização de imagens respeitadores da dignidade e igual- responsabilidade.
dade de homens e mulheres.
K — Monitorizar a aplicação do Código da Publici- Objectivo: Dinamizar o envolvimento das Autarquias
dade relativo à proibição da publicidade que utilize a ima- no reforço da cidadania.
gem da mulher ou do homem com carácter discrimi-
natório e da introdução de proibições de publicidade H — Estimular o desenvolvimento de estratégias, ao
dirigida a menores que faça alusão ao sexo destinatário nível local, promotoras do envolvimento da sociedade
do produto em causa, sem que tal se justifique pelas civil, nomeadamente, de associações locais.
suas características. I — Apoiar os mecanismos de proximidade entre o
L — Desenvolver actividades para capacitar crianças poder local e os cidadãos e as cidadãs, divulgando as
e jovens para uma leitura crítica dos media. boas práticas existentes neste domínio.
M — Sensibilizar para a integração da temática dos
Direitos Humanos e da Igualdade de Género na forma- 3.3 — Apoio às Organizações Não Governamentais (ONG)
ção em Jornalismo, Comunicação Social e Marketing.
Estudos apontam para a persistência de uma escas-
3.2 — Educação para a Cidadania sa motivação para a acção colectiva, mesmo quando
organizada por mecanismos de auto-mobilização, o que
As aprendizagens em torno dos valores e das práti- indicia uma atitude passiva perante o Estado e um dis-
cas de cidadania não têm sido estruturadas a partir do tanciamento perante o dever colectivo. Esta fraca pro-
aprender fazendo, participando e actuando, de forma pensão para a participação colectiva não se restringe à
a promover atitudes e comportamentos sociais de au- acção política, estendendo-se a toda a área social, des-
tonomia e de responsabilidade. Neste contexto, importa de o voluntariado cívico e humanitário, até à acção
considerar a existência de novos valores e de novas organizada com objectivos determinados nas esferas
relações sociais e inter-subjectivas que é necessário económica ou política.
compreender e integrar de forma a que cidadãos e ci- No processo de inversão desta tendência destaca-
dadãs se revejam activamente na sociedade. É, ainda,
-se o movimento associativo enquanto catalizador da
de salientar a importância das culturas organizacionais
que têm lugar nos diversos espaços sociais e da edu- construção de uma consciência cívica e, consequente-
cação ao longo da vida, como formas de apropriação mente, a necessidade de promover o seu apoio e valo-
de valores e de competências de cidadania. rizar a sua acção.
Existe também um desconhecimento, tanto das for-
mas de participação na sociedade portuguesa a nível Objectivo: Mobilizar a sociedade civil para uma par-
constitucional, como ao nível dos movimentos e as- ticipação responsável
sociações cívicas e o trabalho que estes desenvolvem.
Esta iliteracia cívica manifesta-se numa incapacidade A — Apoiar ONG’s e outras Associações que pro-
para compreender questões que ultrapassem a esfera movam a Igualdade de Género e a Cidadania para o
do privado, assistindo-se a uma tendência para a rei- desenvolvimento de projectos nestes domínios.
vindicação de direitos particulares e individuais em B — Sensibilizar a comunidade e as respectivas ins-
detrimento de reivindicações de carácter geral e co- tituições para a auto-organização da população e de gru-
munitário. pos específicos, nomeadamente de jovens, de morado-
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3961

res e de grupos com interesses temáticos, bem como Nacional de Acção para a Inclusão, o Plano Nacional
ONG’s. de Emprego e o Plano de Integração de Imigrantes, de
C — Encorajar as organizações, nomeadamente as de forma a promover o mainstreaming de género nas vá-
jovens, a desenvolver práticas organizacionais de cida- rias dimensões, bem como outro tipo de articulações.
dania activa, paritária e responsável. B — Fomentar a responsabilidade social das empre-
D — Estimular dinâmicas organizacionais inovadoras, sas, públicas e privadas e parceiros sociais na pro-
nomeadamente através da utilização do trabalho em rede moção de iniciativas que combatam a Violência de Gé-
e da utilização crítica de novas tecnologias de informa- nero.
ção. C — Prevenir, combater e denunciar o assédio sexual
E — Rever o estatuto e o registo nacional das asso- e moral no local de trabalho e a violência de género nos
ciações não governamentais de mulheres. espaços públicos e privados.
F — Analisar a necessidade de legislar no sentido de D — Promover o incentivo às vítimas de violência de
definir o registo nacional de ONG’s cujo objecto esta- género, com especiais problemas de inserção social, à
tutário se destine essencialmente à promoção dos valo- requalificação profissional pelo acesso aos programas de
res de cidadania, da defesa dos direitos humanos, dos novas oportunidades ou de empreendedorismo social,
direitos das mulheres e da igualdade de género. designadamente às modalidades de dupla certificação e/
ou Sistema de Reconhecimento, Validação e Certifica-
Área 4 — Violência de Género ção de Competências.
A violência de género constitui um dos expoentes E — Assegurar condições específicas de acesso ao
máximos da desigualdade histórica entre homens e direito das vítimas de violência de género, conforme
mulheres. Trata-se de um fenómeno global, como foi definido no III PNCVD.
reconhecido pelas Nações Unidas, e nos relatórios in- F — Promover o conhecimento sobre a temática da
ternacionais sobre direitos humanos. violência de género, nomeadamente sobre a problemá-
Uma característica essencial desta violência é o fac- tica da Mutilação Genital Feminina e das intervenções
to de ser estrutural, integrando-se nos modelos de re- existentes nesta área.
lações familiares e sociais, públicas e privadas, que se G — Dar continuidade à promoção de estudos sobre
tem estabelecido entre homens e mulheres. a Violência de Género, nomeadamente, através da arti-
A violência contra as mulheres figura como uma das culação com Universidades e Centros de Investigação.
principais áreas críticas da Plataforma de Acção de
Pequim, devendo os Governos assumir o compromis- Área 5 — Perspectiva de Género na União Euro-
so de implementar medidas destinadas a prevenir e eli- peia, no Plano Internacional e na Cooperação para
minar este tipo de violência. o Desenvolvimento
Diversas declarações e recomendações internacionais, As políticas para a Igualdade de Género, no que diz
nomeadamente do Conselho da Europa e da União Eu- respeito à União Europeia, ao Plano Internacional e à
ropeia, têm colocado a violência de género como um Cooperação para o Desenvolvimento, inserem-se nas
atentado contra os direitos humanos, apelando à neces- prioridades do Programa do XVII Governo Constituci-
sidade dos governos desenvolverem estratégias eficazes onal.
para a combater. No capítulo V, intitulado «Portugal na Europa e no
No seguimento do Conselho da Europa de 2006, em Mundo», vem referida como primeira prioridade da po-
Varsóvia, foi lançada uma campanha para combater a lítica externa a participação activa nos centros de deci-
Violência contra as Mulheres, cujo princípio orientador são da vida e das instituições mundiais, no sentido de
é a convicção que estas situações são o resultado de afirmar a posição do país e o seu desempenho a nível
assimetrias de poder e uma violação clara de direitos internacional. Nesta prioridade podemos ler que «a
humanos, constituindo-se como um enorme obstáculo matriz das relações internacionais (…) deve ser a que
para ultrapassar as desigualdades existentes entre mu- assenta na Carta das Nações Unidas, no reforço do
lheres e homens. papel do Conselho de Segurança e da credibilidade das
Ao nível da União Europeia é importante salientar o demais instituições do sistema das Nações Unidas…».
recente Roteiro para a Igualdade entre Homens e Mu- A segunda prioridade da política externa prende-se
lheres 2006-2010, em que se apela à urgência dos Es- com a participação de Portugal na Construção Europeia,
tados Membros de eliminar todas as formas de violên- tendo por base os seguintes objectivos: (i) consolidar o
cia contra as mulheres, uma vez que se constitui como aprofundamento do projecto europeu e fortalecer a
uma violação de vários direitos fundamentais. coesão europeia; (ii) aumentar o contributo da União a
Um dos objectivos centrais desta área é adoptar po- favor da segurança e da paz; (iii) assegurar condições
líticas e medidas que respondam às necessidades de adequadas para a modernização e afirmação de Portu-
protecção e de assistência das vítimas de violência de gal no mundo contemporâneo.
género, de eliminar estereótipos de género e promover No quadro da União Europeia, e no que concerne às
uma cultura de cidadania. políticas para a Igualdade de Género, destacam-se três
instrumentos fundamentais para a acção dos Estados
Objectivo: Combater e prevenir a Violência que te- Membros: a Estratégia de Lisboa na perspectiva de
nha origem em discriminações de Género género; o Pacto Europeu para a Igualdade de Género
(aprovado no Conselho da Primavera de Março de
A — Assegurar a articulação entre o III Plano Nacio- 2006); e o Roteiro para a Igualdade entre Homens e
nal para a Igualdade e outros Planos, nomeadamente, o Mulheres, 2006-2010 (da Comissão Europeia).
Plano Nacional contra o Tráfico de Seres Humanos, o O relançamento da política de cooperação é, também,
Plano Nacional contra a Violência Doméstica, o Plano uma prioridade da política externa portuguesa que visa,
3962 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

entre outros, os seguintes objectivos: (i) Promover a bro, que aplica o princípio da igualdade de tratamento
ajuda ao desenvolvimento de acordo com os princípios entre homens e mulheres no acesso a bens e serviços
assumidos pela comunidade internacional e, nomeada- e seu fornecimento.
mente, os «Objectivos do Desenvolvimento do Milénio»;
(ii) Reforçar o nosso relacionamento político e diplo- 5.2 — Plano Internacional
mático, designadamente no espaço da CPLP.
A articulação com os organismos internacionais com
Foi com base nas prioridades delineadas no Progra-
os quais Portugal se relaciona, ao nível político, deter-
ma do XVII Governo Constitucional que veio a ser
minam e legitimam que a abordagem da Igualdade de
explicitada no documento «Uma Visão Estratégica para
Género no plano internacional seja indispensável.
a Cooperação Portuguesa» (aprovada em RCM n.º 196/
2005, de 22 de Dezembro), a qual tem como enqua-
Objectivo: Contribuir para o desenvolvimento das
dramento, a nível da União Europeia, o «Consenso Eu-
abordagens internacionais em matéria de Igualdade de
ropeu para o Desenvolvimento», sendo que a perspec-
Género.
tiva da Igualdade de Género é uma questão central em
ambos os documentos.
A — Aprofundar as políticas e posições nacionais a
5.1 — União Europeia
defender nos organismos internacionais neste domínio.
B — Promover, nos diferentes organismos internaci-
A Declaração «Towards Gender Equality in the Eu- onais, uma representação equilibrada de homens e mu-
ropean Union» assinada em Maio de 2007 pela Alema- lheres.
nha, Portugal e Eslovénia, no contexto do trabalho de- C — Proceder à divulgação regular, junto da Admi-
senvolvido pelo Trio de Presidências da União Europeia, nistração Pública, dos postos vagos em organismos
reafirma a Igualdade de Género como um princípio da internacionais.
União Europeia, inscrito no Tratado da CE, bem como D — Apoiar a nomeação de mulheres em lugares
um dos objectivos da EU. chave na vida política, económica, cultural e educativa
A Declaração reconhece não só, que a Igualdade de internacional.
Género é uma condição indispensável à concretização E — Promover a consagração na legislação nacional
da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e Empre- de recomendações e orientações estratégicas internaci-
go, como, ainda, que as políticas para a promoção da onais, em matéria de Igualdade de Género.
Igualdade de Género são instrumentos que contribuem F — Dar a conhecer os compromissos assumidos por
activamente para a coesão social, o crescimento eco- Portugal no Plano Internacional, bem como as orienta-
nómico, a prosperidade e a competitividade. ções produzidas pelos organismos internacionais, em
A Declaração sublinha a centralidade da Igualdade de matéria de Igualdade de Género.
Género na resposta aos desafios e oportunidades colo-
cados pelas actuais mudanças demográficas e conse- 5.3 — Cooperação para o Desenvolvimento
quentes implicações para o Estado, a sociedade, os
homens e as mulheres, as famílias, e as pessoas ido- As posições políticas portuguesas para a Igualdade
sas; considera, também, a sua importância para a res- de Género na Cooperação para o Desenvolvimento
posta às necessidades do aumento da competitividade, afirmam-se, de acordo com o documento Uma Visão
do emprego, da coesão social e da manutenção de for- Estratégica para a Cooperação, através da articulação
tes sistemas de Segurança Social. com programas de intervenção em áreas prioritárias,
nomeadamente, da Boa Governação, do Desenvolvimen-
Objectivo: Contribuir para o desenvolvimento da pers- to Sustentável e da Educação para o Desenvolvimento,
pectiva de género na União Europeia como factor de- seguindo a estratégia de mainstreaming de género e
cisivo no aprofundamento do projecto europeu e no tendo como principal desígnio atingir os Objectivos de
fortalecimento da coesão europeia. Desenvolvimento do Milénio.
A prevalência da pobreza feminina nos países em
A — Aprofundar as políticas e posições nacionais a desenvolvimento, tem conduzido a uma atenção espe-
defender na União Europeia neste domínio, nomeada- cial sobre a forma como a cooperação para o desen-
mente a defesa de uma directiva para a protecção da volvimento contribui, ou não, para uma melhoria da sua
paternidade. situação. Assim, a integração da perspectiva de género
B — Estimular uma representação equilibrada de ho- deve ser complementada por acções específicas para
mens e mulheres nos organismos e instituições da União
mulheres nos locais onde ainda persistam notáveis dis-
Europeia.
C — Apoiar a nomeação de mulheres em lugares paridades, bem como onde se reconheçam as suas
chave na vida política, económica, cultural e educativa vulnerabilidades específicas ou, ainda, onde o seu pa-
da União. pel tradicional, nomeadamente como prestadoras de
D — Proceder à divulgação regular, junto da Admi- cuidados, justifique e potencie os resultados das acções.
nistração Pública, dos postos vagos em organismos da
União Europeia. Objectivo: Apoiar os programas da cooperação por-
E — Dar a conhecer os compromissos assumidos por tuguesa que contemplem a perspectiva da Igualdade de
Portugal nas várias instâncias da União Europeia, em Género
matéria de Igualdade de Género.
F — Acompanhar, no plano legislativo, a transposi- A — Sensibilizar para a importância de uma cidada-
ção de Directivas na área da Igualdade de Género, no- nia activa baseada na Igualdade de Género, como pré-
meadamente a Directiva 2004/113/CE, de 13 de Dezem- -requisito para um desenvolvimento sustentável.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3963

B — Apoiar a integração da perspectiva de género vivências quotidianas, tanto individuais como colecti-
como critério na elaboração, implementação, acompa- vas. Esta capacitação passa pela atribuição dos recur-
nhamento e avaliação dos programas e projectos inte- sos financeiros necessários e indispensáveis à concre-
grados de cooperação. tização das metas elencadas neste III Plano passando
C — Apoiar a formação em Igualdade de Género aos o seu sucesso pelos recursos envolvidos para a sua
cooperantes e às cooperantes, bem como aos voluntá- execução.
rios e às voluntárias. A área da Igualdade de Género é cada vez mais uma
D — Promover, nos programas de apoio à revisão de prioridade no planeamento organizacional das estruturas
legislação em países terceiros, a inclusão da perspecti- públicas e privadas, como eixo condutor das suas pró-
va de género como parte do processo de boa governa- prias estratégias. É disso exemplo o Quadro de Refe-
ção, contemplando, na eliminação desta discriminação, rência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que faz
designadamente: da promoção da igualdade de género uma das pedras
basilares estratégicas da sua execução, reconhecendo
A existência de sistemas legais que garantam os di- que ainda há muito para fazer nesta área, atribuindo-
reitos fundamentais das mulheres, nomeadamente, no -lhe dessa forma os recursos essenciais à sua concre-
que diz respeito às mulheres vítimas de todas as for- tização e operacionalização.
mas de violência, ou o direito à propriedade;
A participação das mulheres nos processos de deci- 2 — Acompanhamento e Avaliação
são;
A elaboração de orçamentos governamentais que O acompanhamento e a avaliação de Projectos e Pla-
contemplem a perspectiva de género (gender bud- nos operacionais não constituem tarefas novas e a sua
get). importância é há muito reconhecida como requisito
fulcral para o sucesso do cumprimento de novas polí-
E — Incentivar a realização de programas de coope- ticas.
ração que tenham como objectivo o empoderamento das A Concretização do III PNI contempla as áreas de
redes sociais locais, nomeadamente, as organizações de Acompanhamento e Avaliação. O principal objectivo do
mulheres e as secções de mulheres dos partidos políti- Acompanhamento da implementação deste instrumento
cos. de acção é o de, a partir da observação do conjunto
F — Sensibilizar para o papel das mulheres na cons- das dinâmicas implicadas no Plano, e da verificação em
trução e manutenção da paz e garantir a sua plena par- pormenor do modo como as medidas se estão a reflectir
ticipação em todos os processos de reconstrução soci- no terreno, fornecer as indicações práticas necessárias
al nas situações pós-conflito. à sua efectiva implementação.
G — Apoiar os programas de saúde que, nos países Deste modo, ao logo do plano apresentado, são re-
terceiros, privilegiem as mulheres e raparigas como feridos para cada medida indicadores de processo e de
população alvo em todas as acções que tenham como resultado que permitem aferir os dados em termos de
objectivo a melhoria da saúde pública. desenvolvimento, de resultados e de impacto.
H — Apoiar os programas de saúde que, nos paí- A Avaliação é uma forma de aprimorar o conheci-
ses terceiros, se dirijam a jovens e a mulheres, nome- mento sobre execução de um projecto ou actividade e
adamente, os relativos à prevenção do VIH/Sida, do- contribuir para o planeamento de novas intervenções.
enças endémicas, à saúde e direitos sexuais e Através de uma avaliação planeada e sistemática é pos-
reprodutivos.
sível identificar, de forma fiável, se os objectivos e
I — Privilegiar as campanhas de promoção da edu-
cação formal e ao longo da vida dirigidas a mulheres, metas estão a ser alcançados e se a realidade social está
bem como aquelas que promovam uma participação a sofrer alterações.
equilibrada em todos os graus de ensino. Assim, são contempladas neste Plano, uma avaliação
J — Promover nos programas de cooperação na área periódica e uma avaliação final. A nível periódico serão
da economia o conhecimento do impacto de políticas entregues relatórios de progresso a serem submetidos
macro-económicas sobre homens e mulheres, no sen- à Assembleia da Republica pela Estrutura Orgânica,
tido de facilitar o desenvolvimento de estratégias que responsável pela dinamização do III PNI. No final, será
fortaleçam o papel das mulheres na economia, nomea- feita uma avaliação por uma entidade externa à execu-
damente o empreendedorismo. ção do Plano, de modo a garantir imparcialidade, assim
como um estudo avaliativo do impacto do mesmo. São,
III — Mecanismos de concretização desta forma, elementos essenciais para se perceber o
impacto deste instrumento na construção efectiva da
1 — Recursos
Igualdade de Género e Cidadania.
O III PNI assume como prioridade o desenvolvi-
mento do potencial humano como elemento-chave da
sua realização, ao nível do conhecimento e qualifica- (1) (Definição do Conselho da Europa. In A abordagem inte-
grada da igualdade de género «mainstreaming». Relatório Final
ção, de todas as pessoas que terão a responsabilidade de Actividades do Grupo de Especialistas para uma Abordagem In-
da sua execução. Para que tal desiderato seja possí- tegrada da Igualdade. (1999) Agenda Global N.º 3. Lisboa: Edição
vel, torna-se necessário a capacitação dos recursos Conselho da Europa, CIDM, Gabinete da Ministra para a Igualdade,
humanos como forma de potenciar a mudança das Presidência do Conselho de Ministros. pp. 25)
3964 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Área 1 – Perspectiva de género em todos os domínios de politica enquanto requisito de boa governação

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

1.1 – Observatório de género


A – Assegurar as PCM/CIG, Iniciar os procedimentos para a implementação do Diagnósticos e estudos 2008
condições físicas e MTSS Observatório realizados e difundidos.
técnicas para a Durante a vigência
implementação do Definir o mandato, composição, funcionamento e Actividades de do Plano.
Observatório. recursos do Observatório e sua adopção formal informação/sensibilização
executadas.

Avaliações produzidas.

Recomendações
apresentadas ao Governo
1.2 – Poderes publicos, administração central e local
A – Dinamizar a figura PCM/CIG Elaborar a proposta de diploma Diploma aprovado 2007/ Primeiro
da Conselheira e do semestre de 2008.
Conselheiro para a
Igualdade, bem como
dos Membros das
Equipas
Interdepartamentais
para a Igualdade.
B – Promover, em cada PCM/CIG Elaborar a proposta de diploma Diploma aprovado 2007/ Primeiro
Ministério, a elaboração semestre de 2008.
dos Planos Sectoriais
para a Igualdade. 50% dos Ministério
até ao final da
vigência do Plano.
C – Promover, a partir PCM/CIG Criar instrumentos que permitam avaliar anualmente o Verificar anualmente o nível Durante a vigência
da CIG, o apoio à acompanhamento da execução desta medida de execução da medida. do Plano.
implementação do
presente Plano, através
da assessoria aos
Ministérios para
garantir a concretização
e acompanhamento dos
Planos Sectoriais para a
Igualdade.
D – Integrar a PCM/CIG e Apresentar sempre que aplicável diplomas e grandes Contabilizar anualmente o Durante a vigência
perspectiva de género Todos os opções de política à PCM/CIG para consulta número de diplomas e do Plano
na legislação e nas Ministérios grandes opções de política
grandes opções de onde foi integrada a
política, nomeadamente dimensão da igualdade de
nos Planos Nacionais, género
garantindo o parecer da
CIG sobre estas
matérias e promovendo
a avaliação do impacto
da sua concretização.
E – Integrar a Todos os Criar os instrumentos de apoio ao gender budgeting Contabilizar anualmente o Todos os anos será
perspectiva de género Ministérios número de acções de enviado, por cada
no Orçamento de Dinamizar acções de formação e sensibilização sobre formação e sensibilização Ministérios, à PCM
Estado, bem como nos esta matéria dirigida aos departamentos de gestão um relatório sobre o
orçamentos de cada financeira dos Ministérios Contabilizar anualmente o gender budgeting
Ministério (gender número de serviços que
budgeting). Analisar as verbas afectas a cada Ministério e aplicou a metodologia do
respectivos serviços à concretização dos objectivos gender budgeting
relacionados com a Igualdade de Género
F – Uniformizar os PCM/CIG/ Desenvolver indicadores e integrá-los no perfil de Contabilizar anualmente: Toda a vigência do
indicadores utilizados INE e todos Género do INE -Número de áreas críticas Plano
na área do género, os incluídas no Perfil de
promovendo a Ministérios Actualizar e alargar a Base de ados do INE tendo em Género;
integração, no Perfil de conta os indicadores de género da Plataforma de Acção
Género do INE, dos de Pequim trabalhados no âmbito de cada Presidência da - Grau de actualização dos
adoptados pelo EU dados em cada uma das
Conselho EPSCO – áreas críticas – Número de
Emprego e Política novas áreas criadas
Social da UE para o
acompanhamento da
execução da Plataforma
de Acção de Pequim.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3965

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

G – Garantir que todas PCM/ INE e Elaborar um diploma, sua adopção e regulamentação Diploma adoptado e Primeiro semestre de
as estatísticas que se Todos os regulamentado 2008
referem a pessoas, Ministérios
produzidas na
Administração Pública
integram a variável
sexo, por forma a que a
apresentação e o
tratamento dos dados
não reforce estereótipos
discriminatórios.
H – Garantir que os PCM, Integrar a perspectiva de género nos regulamentos Contabilizar o n.º de Elaboração de
subsídios, prémios, bem Todos os regulamentos que adoptaram Relatório anual por
como outras distinções Ministérios esta medida Ministério a enviar à
atribuídas ou apoiadas PCM
por entidades públicas
ou por fundos públicos,
nacionais ou
comunitários
salvaguardem a
perspectiva da
Igualdade de Género.
I – Garantir que a PCM Integrar a perspectiva de género nos regulamentos Contabilizar o nº de Elaboração de
dimensão de género está regulamentos que adoptaram Relatório anual por
integrada nos esta medida Ministério a enviar à
objectivos, execução, PCM
avaliação e impacto das
iniciativas e projectos
financiados por fundos
públicos, nacionais ou
comunitários
J – Promover a PCM; MFAP Promover instrumentos para a adopção de metas Contabilizar anualmente o Elaboração de
inclusão, na carta de relativas à Igualdade de Género nº de Cartas de missão onde Relatório anual por
missão dos dirigentes da se integra a perspectiva de Ministério a enviar à
Administração Pública, género PCM
e sempre que a natureza
das matérias o permita,
o cumprimento de
metas relativas à
Igualdade de Género.
K – Garantir que os Todos os Monitorizar os Planos e Relatórios de Actividades de Identificar e contabilizar as Elaboração de
Planos e Relatórios de Ministérios cada Ministério. medidas de acção positiva Relatório anual por
Actividades, bem como adoptadas e executadas por Ministério a enviar à
os respectivos balanços cada Ministério, seu impacto PCM
Sociais, dos Ministérios sobre os/as respectivos
e Serviços identifiquem, funcionários/as e sobre a
quanto à gestão do cultura de género do
pessoal, acções Ministério
referentes a:
- Representação
equilibrada de
mulheres e homens
nas esferas de
tomada de decisão
- Medidas
tomadas para a
alteração da
segregação
horizontal e vertical
- Conciliação
entre a vida
profissional, familiar
e pessoal de homens
e mulheres
L – Incluir a dimensão Todos os Aprovar códigos de boas práticas para a utilização de Publicar um Guia de Boas 2008
da igualdade de género Ministérios uma linguagem respeitadora da igualdade de género na Práticas para a utilização de
na linguagem escrita e linguagem pelos responsáveis políticos e pelos serviços uma linguagem respeitadora A aplicar
visual, nomeadamente públicos da Igualdade de Género progressivamente nos
nos impressos, documentos e
publicações, Monitorizar os textos e imagens presentes nos Contabilizar o número de imagens que sejam
documentos e sites dos documentos e publicações editadas ou a editar pelos documentos e publicações elaborados de novo
Ministérios e poderes públicos, segundo uma perspectiva de género analisadas e revistas ou reeditados ao
respectivos Serviços. longo de toda a
vigência do Plano
M – Elaborar estudos Todos os Criar instrumentos para a elaboração de estudos de Listagem dos instrumentos 2008
sobre o impacto, em Ministérios impacto criados
homens e mulheres, das Durante toda a
políticas e acções de Elaborar diagnósticos de impacto de género Relatórios de análise dos vigência do Plano
cada Ministério, diagnósticos elaborados
enquanto instrumentos
de apoio à tomada de
decisão.
3966 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

N – Incluir uma Criar um diploma legal que determine a representação Diploma criado e aprovado 2008
orientação sobre a equilibrada em todos os domínios de decisão do sector
representação público
equilibrada entre
mulheres e homens na
composição dos júris de
concurso e na nomeação
para todos os níveis de
decisão na
Administração Pública
Central.
O – Sensibilizar as PCM/CIG Promover a realização de Protocolos Contabilizar anualmente o Toda a vigência do
Autarquias para a número de Protocolos Plano
criação e assinados
desenvolvimento de
Planos Municipais para
a Igualdade.
P – Preparar o PCM/ DGAL Definir o perfil de competências da/o Conselheira/o Contabilizar o número de Até ao final de 2008
enquadramento jurídico CIG Local para a Igualdade Conselheiros/as para a
relativo ao Conselheiro Igualdade
ou Conselheira Local
para a igualdade
visando a promoção da
igualdade em todas as
políticas locais,
nomeadamente no
quadro da Rede Social.
Q – Definir e elaborar PCM/CIG Constituir equipa de trabalho para o desenvolvimento Identificar anualmente e Durante a vigência
recursos, instrumentais dos recursos a utilizar contabilizar o número de do Plano
e materiais, de suporte suportes criados e utilizados
ao trabalho das
Autarquias e outros
actores locais.
R – Promover, em PCM/CIG, Estabelecer um protocolo com o CEJ Contabilizar: 2007
articulação com o CEJ, MTSS, - Nº de acções de formação
a formação dos MJ/CEJ Durante toda a
magistrados em - Nº de formandos vigência do Plano
Igualdade de Género,
com destaque nas áreas
do Direito da Família e
Menores, do Direito do
Trabalho e do Direito
Penal.
S – Sensibilizar para a PCM/CIG Estabelecer um Protocolo com a Ordem dos Advogados Contabilizar anualmente as 2007
integração da inclusão acções de sensibilização em
nos curricula de estágio Igualdade de Género Durante toda a
de advocacia de destinadas à Ordem dos vigência do Plano
módulos que abordem Advogados.
temáticas de relevo no
âmbito da Igualdade de Contabilizar anualmente o
Género. nº de pessoas que
frequentam o módulo
T – Promover a PCM/CIG/ Estabelecer protocolos com o INA, CEFA e IEFP para Contabilizar anualmente: Primeiro semestre de
formação em Igualdade CEFA, promover acções de formação em Igualdade de Género - Nº de acções de formação 2008
de Género de dirigentes, MFAP/INA, em Igualdade de Género
chefias, funcionários, MTSS/IEFP (IG); Durante toda a
funcionárias e agentes vigência do Plano
da Administração - Nº de pessoas abrangidas
Central e Local, bem por cada categoria
como de conselheiros e profissional;
conselheiras para a
igualdade e membros
das equipas
interdepartamentais.
U – Dinamizar Acções PCM/ CIG, Promover acções de formação e de sensibilização para Contabilizar nº de acções e A iniciar em 2007
de Formação e Todos os todos os intervenientes no QREN nº de participantes
Sensibilização, na área Ministérios
da igualdade de género
para todos os
intervenientes na gestão
e no desenvolvimento
do QREN.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3967

Área 2 – Perspectiva de género em dominios prioritários de política


Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

2.1 – Educação, Investigação e Formação

A – Promover a PCM/CIG, Orientações do ME; Contabilizar: Durante toda a vigência


integração da dimensão ME/ CFAEs - Nº de protocolos do Plano
de género, quer na Estabelecer protocolos com as Universidades, Institutos estabelecidos
definição dos perfis de Politécnicos e outras instituições de ensino
- Nº de acções
competências, quer nos
acreditados sobre
perfis de formação de Desenvolver acções acreditadas que incluam módulos
igualdade de género
profissionais de sobre género.
realizados, por áreas
educação.
disciplinares, temáticas
e/ou de intervenção, por
públicos profissionais
destinatários, por
graus/níveis educativos e
por entidades formadoras;
- Nº de pessoas que
finalizam as acções de
formação acreditadas, em
função do sexo, por áreas
disciplinares, temáticas
e/ou de intervenção e por
graus/níveis educativos;
B – Sensibilizar outros PCM/CIG, Estabelecer protocolos entre PCM/ CIG, ME, e outros Contabilizar anualmente Durante toda a Vigência
agentes educativos, ME agentes nº de protocolos do Plano
como as famílias, estabelecidos
nomeadamente através
das Associações de pais Avaliar anualmente os
e mães, para a resultados desses
integração da Igualdade protocolos
de Género na educação.
C – Operacionalizar a PCM/CIG, Elaborar e divulgar check-lists para avaliação dos Contabilizar anualmente: A iniciar em 2008
Lei nº 47/2006, de 28 ME, e outros materiais na óptica do género, destinada às Comissões - Nº de manuais escolares
de Agosto, que define o agentes de Avaliação e às Escolas; avaliados quanto à Durante toda a vigência
regime de avaliação, dimensão do género, por do Plano
certificação e adopção Promover acções de sensibilização destinadas a autores Comissão de Avaliação.
dos manuais escolares e autoras dos manuais escolares e das respectivas
do ensino básico e editoras; Contabilizar anualmente:
secundário, no sentido
- Nº de acções de
de incluir a dimensão
sensibilização;
de género nos critérios
de qualidade para a - Nº de participantes;
produção de materiais
pedagógicos, escritos e
multimédia,
nomeadamente, através
da sensibilização dos
autores e autoras dos
manuais escolares, bem
como das respectivas
editoras
D – Promover uma PCM/CIG, Orientações do ME Implementar a utilização A iniciar no ano lectivo
orientação escolar e MTSS/ IEFP, dos materiais de apoio 2008/ 09
profissional sem ME Desenvolver e divulgar materiais de apoio a uma concebidos
estereótipos de género. orientação escolar e profissional promotora da Durante toda a vigência
igualdade de género; Elaborar anualmente uma do Plano
listagem com a descrição
das iniciativas específicas
promovidas pelas escolas
e outras instituições
educativas e formativas
neste domínio
E – Reforçar a ME, MTSS, e Diagnosticar a oferta profissional qualificante destinada Relatório de diagnóstico A iniciar no ano lectivo
(re)qualificação e a outros agentes a jovens de ambos os sexos, por estabelecimentos e por de 2008/ 09
certificação escolar e modalidade de ensino/formação; por região e por áreas Contabilizar anualmente
profissional, profissionais, nº de raparigas e rapazes Durante toda a vigência
especialmente nas áreas que frequentam e do Plano
tecnológicas, dirigidas a Fomentar apoios às áreas mais carenciadas finalizam as diversas
raparigas e a mulheres, identificadas no relatório de diagnóstico; modalidades de
bem como na área do educação/formação
cuidado e do Apoio qualificantes, por áreas
Social, dirigidas a profissionais e por região.
homens e rapazes.
Contabilizar nº de apoios
disponibilizados para
essas áreas;
3968 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

F – Integrar a temática ME, MTSS, e Dinamizar campanhas sobre a Igualdade que envolvam Contabilizar anualmente: A iniciar no ano lectivo
do Género como um outros agentes a comunidade escolar - Nº de escolas que de 2008 /09
eixo estruturante do promoveram campanhas
Currículo Escolar, bem Promover a continuação da inserção de módulos em Durante toda a vigência
- Nº de Cursos de
como nas diversas Igualdade de Género nas acções de Formação ao Longo do Plano
formação ao Longo da
dimensões da Educação da Vida
Vida que incluíram
e Formação ao Longo da
módulos de Igualdade de
Vida, nomeadamente Integrar no âmbito da Educação Cívica e da Área de
Género
operacionalizando-a Projecto um módulo sobre Igualdade de Oportunidades
através da área de - Nº de pessoas,
projecto e educação desagregadas por sexo,
cívica. que frequentaram estes
módulos
- Nº de acções de
formação que integraram
módulos em Igualdade de
Género
G – Integrar, na PCM/CIG, Orientações do ME Identificar anualmente Durante toda a vigência
organização e ME, MTSS, e nº de Cartas Educativas do Plano
funcionamento das outros agentes com preocupações
escolas e de outras específicas no domínio da
instituições educativas igualdade entre os sexos,
e formativas, a bem como o nº de
perspectiva da Regulamentos escolares
igualdade de género, com preocupações
com vista a prevenir a específicas neste
discriminação e a domínio.
violência e a garantir a
interacção de ambos os
sexos no quotidiano
escolar.
H – Promover o reforço PCM/CIG, Renovar periodicamente o protocolo de colaboração Contabilizar anualmente: Durante toda a vigência
pela Fundação para a MCTES/FCT entre a PCM/CIG e a FCT para financiamento de - Nº de projectos do Plano
Ciência e a Tecnologia projectos de investigação no domínio das relações candidatos e financiados
(FCT) à investigação sociais de género e das políticas para a igualdade entre pela FCT, por instituição,
em todos os domínios mulheres e homens; área científica;
das relações de género
- Percentagem de
e das políticas para a
investigadoras das
igualdade entre
equipas de investigação
mulheres e homens.
dos projectos financiados
bem como a percentagem
de investigadoras
responsáveis por esses
projectos
- Nº de acções e de
produtos de divulgação
dos projectos de
investigação financiados.
I – Promover o apoio PCM/CIG, Identificar o tipo e os apoios disponibilizados aos Contabilizar anualmente: Durante toda a vigência
aos Centros de MCTES/ FCT Centros de Investigação -Nº de Centros de do Plano
Investigação na área Investigação que
dos Estudos de Género, receberam apoios da
respectivas publicações FCT, por tipo e por áreas
e divulgação na área da científicas.
Igualdade entre
- Nº de estudos realizados
Mulheres e Homens,
consolidando a - Nº de publicações
formação pós efectuadas e respectiva
licenciatura neste divulgação
domínio.
J – Promover a PCM/CIG Desenvolver acções de sensibilização junto das Contabilizar anualmente Durante toda a vigência
realização de acções de Universidades e Institutos Politécnicos o Nº de acções de do Plano
sensibilização em sensibilização realizadas
Igualdade de Género e nº de participantes
junto das Instituições de
Ensino Superior.
K – Definir, em PCM/CIG, Realizar um estudo com vista à avaliação dos Contabilizar: A iniciar em 2008
articulação com os ME, MTSS referenciais de formação em vigor neste domínio e à - N.º de perfis e
organismos produção de recomendações que orientem a elaboração Instrumentos e materiais A iniciar em 2009
competentes, os perfis de novos referenciais. de suporte elaborados
formativos e
- Nº de referenciais de
respectivos referenciais Definir e elaborar os instrumentos e materiais de
formação divulgados e
de formação, bem como suporte à formação em Igualdade de género
adoptados
a elaboração dos
instrumentos e Promover a divulgação de referenciais de formação
materiais de suporte à considerados pertinentes
formação em Igualdade
de Género.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3969

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

L – Promover, em PCM/CIG,MT Elaborar e validar Certificação de Formação de Contabilizar anualmente A iniciar em 2008
colaboração com os SS/ IEFP, ME/ Formadores/as neste domínio - Nº de acções de
organismos ANQ, e outros formação de formadores Durante toda a vigência
competentes, a agentes em Igualdade de Género do Plano
Certificação de Aptidão realizadas e certificadas
Profissional de
- Nº de formadores e
formadores e
formadoras certificadas
formadoras em
Igualdade de Género.
M – Promover acções PCM/ CIG, Desenvolver acções de sensibilização e de formação Contabilizar anualmente Durante toda a vigência
de sensibilização e de MTSS o nº de acções realizadas do Plano
formação em Igualdade (situação de partida 60)
de Género para
públicos estratégicos.
2.2 – Independência Económica
A – Incrementar o PCM/CIG, Promover cursos de formação destinados a incentivar o Contabilizar anualmente A iniciar em 2008
empreendedorismo MTSS, MEI empreendedorismo, nomeadamente em gestão o nº de acções de
feminino como formação na área do
elemento de Publicitar casos sucesso de mulheres empreendedoras empreendedorismo e
mobilização das nº de pessoas que
mulheres para a vida Criar apoios ao nível do financiamento para projectos frequentam estas acções
económica activa, ligados ao empreendedorismo feminino.
promovendo o auto- Nº de casos de sucesso
emprego. publicitados

Contabilizar os números
de mulheres que
recorreram a estes apoios

Contabilizar anualmente
o n.º de empresas geridas
por mulheres
B – Estimular o PCM/CIG, Divulgar incentivos ao empreendedorismo feminino Contabilizar anualmente Início em 2008 e
estabelecimento de MTSS, MEI, os Incentivos concedidos durante toda a vigência
soluções inovadoras MAOTDR/ para empreendedorismo do Plano
nos incentivos e no CCDR feminino
incremento do acesso
aos instrumentos de
apoio financeiro às
actividades de
empreendedorismo
feminino, que
prossigam os objectivos
económicos e sociais
consistentes com a
Igualdade de Género.
C – Desenvolver o MEI, Publicitar casos sucesso de mulheres empreendedoras Contabilizar: Durante toda a vigência
empreendedorismo MAOTDR/ - Nº de casos de sucesso do Plano
feminino qualificado CCDR Criar apoios ao nível do financiamento para projectos publicitados
como instrumento ligados ao empreendedorismo feminino qualificado
- Nº de mulheres que
inovador e regenerador
recorreram a estes apoios
de tecidos económicos
sectoriais, regionais ou
Contabilizar anualmente
urbanos.
o n.º de empresas geridas
por mulheres em áreas
qualificadas
D – Reforçar a MEI, MTSS Promover uma campanha de sensibilização nacional Avaliar o impacto da A partir de 2008 e
informação e sobre os benefícios do micro crédito campanha, contabilizando durante toda a vigência
sensibilização sobre as anualmente o número de do Plano
vantagens e mulheres que recorreram
potencialidades do ao micro-crédito
micro-crédito associado
à criação de emprego e
ao financiamento das
PME’s, majorando as
intervenções das
mulheres
E – Promover o PCM/CIG, Fomentar uma campanha de sensibilização sobre o Recolher os testemunhos A partir de 2008 e
Associativismo MTSS, MEI, associativismo empresarial dirigido às mulheres, de mulheres durante toda a vigência
Empresarial de MAOTDR nomeadamente sobre a importância da publicidade e empreendedoras, fazendo do Plano
Mulheres, marketing dos seus produtos e serviços a sua publicação e
nomeadamente através divulgação na Internet e
do desenvolvimento de nos diversos meios de
redes de produtos e comunicação
serviços, utilizando as
novas tecnologias como
forma de criação de
parcerias nacionais e
internacionais,
divulgação de práticas
promissoras na área do
empreendedorismo e
divulgação de apoios.
3970 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

F – Actualizar e PCM/INE, Apoiar a realização do estudo de diagnóstico Publicação do Estudo 2009


divulgar estudos de MTSS
diagnóstico sobre a
evolução da presença
de mulheres em cargos
de gestão e membros de
direcção de grandes e
médias empresas.
G – Diminuir a MF, MEI, Apoiar as entidades patronais através de um sistema de Contabilizar anualmente: A Iniciar em 2008
segregação horizontal MTSS incentivos que fomente a criação activa de emprego - Nº entidades que
no mercado de trabalho para o sexo sub representado recorreram a este sistema Durante toda a vigência
apoiando as entidades de incentivos do Plano
patronais a promover a Proceder à actualização sistemática da Portaria 1212 de
criação activa de 2000, de 26 de Dezembro relativa às profissões - Nº de entrada de
emprego para o sexo significativamente marcadas por discriminação de Homens em profissões
sub-representado em género. marcadamente femininas
profissões marcadas por e o nº de entrada de
género Mulheres em profissões
maioritariamente
masculinas

Publicar as listas de
profissões em que o
desequilíbrio entre
homens e mulheres é
mais acentuado
H – Reforçar a MTSS, MEI Promover acções de formação como forma de capacitar Contabilizar anualmente: A iniciar em 2008
realização de acções de as trabalhadoras para as novas formas de organização - Nº de empresas que
formação ao longo da do mercado de trabalho. realizam acções de Durante toda a vigência
vida, nomeadamente formação para os seus do Plano.
em TIC’s, para uma funcionários, com dados
maior capacitação das desagregados por sexos
mulheres face às
- Nº de participantes
condições do mercado
nessas acções de
de trabalho.
formação
I – Sensibilizar os PCM/CIG; Promover acções de sensibilização /formação em Contabilizar anualmente 2008
agentes dos serviços MTSS Igualdade de Género nº de acções e nº de
públicos e privados na participantes. A iniciar em 2008 e a
área do Emprego e da apresentar em 2010
Formação Profissional Efectuar estudo de
para a importância de impacto
oferta e divulgação de
opções profissionais
não discriminatórias em
função do género.
J – Reforçar junto das PCM/CIG, Criar referenciais para a elaboração e gestão dos Planos Contabilizar anualmente 2008
empresas públicas a MTSS, MEI para a Igualdade nas empresas e respectivos o nº de empresas públicas
divulgação dos instrumentos que adoptam Planos para 2010
mecanismos para a Igualdade
adopção de Planos para Criar um guia de apoio à elaboração e gestão de Planos
a Igualdade, conforme para a Igualdade Avaliar a implementação
RCM nº 49/2007, de 28 dos Planos para a
de Março, que aprova Igualdade
os princípios do bom
governo para as
empresas do sector
empresarial do Estado.
K – Promover a PCM/CIG, Promover acções de sensibilização direccionadas às Contabilizar anualmente: Durante toda a vigência
responsabilidade social MTSS, MEI empresas - Nº de acções de do Plano
das empresas do sector sensibilização
privado através da Criar um guia de apoio à elaboração e gestão de Planos 2008
- Nº de entidades com o
divulgação dos para a Igualdade, bem como de divulgação dos
Planos para a Igualdade
mecanismos para a benefícios da sua adopção. Anualmente e durante
implementação de toda a vigência do Plano
Publicar e distribuir o
Planos para a Igualdade
guia de apoio;
L – Divulgar boas PCM/CIG, Organizar anualmente os procedimentos para a Divulgar a empresa eleita Anualmente e durante
práticas, nomeadamente MTSS/CITE concretização do Prémio Igualdade é Qualidade. como símbolo de boas toda a vigência do Plano
através da atribuição de práticas
distinções como o
Prémio “Igualdade é
Qualidade”, bem como
outros benefícios.
M – Definir orientações MTSS Definir as orientações para a implementação dos Planos Publicar e divulgar as A iniciar em 2008 e
no sentido da para a Igualdade nas negociações das convenções orientações durante toda a vigência
negociação das colectivas; do Plano
convenções colectivas
de trabalho integrar o
objectivo de elaboração
e concretização de
Planos para a Igualdade
nas empresas.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3971

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

N – Promover a MTSS Efectuar estudo por sector e por região, promovendo o Publicar anualmente os Inicio em 2008 e
realização ou aprofundamento do sistema de monitorização existente. estudos mais relevantes durante toda a vigência
actualização de estudos produzidos nesta área do Plano
sobre as disparidades
salariais entre homens e
mulheres.
O – Promover a PCM/CIG, Promover uma campanha de sensibilização a nível Difundir a campanha A iniciar em 2008
execução eficaz do MTSS/CITE nacional que alerte para a importância do princípio da pelos diversos meios de
princípio da igualdade igualdade entre mulheres e homens no acesso ao comunicação 2009
de tratamento entre emprego, progressão na carreira e acesso a lugares de
mulheres e homens no decisão e que incentive à sinalização de situações Avaliar do impacto da
acesso ao emprego, discriminatórias baseadas em estereótipos de género. campanha de
progressão na carreira e sensibilização
acesso a lugares de Levantamento
decisão comparativo de
sinalizações de casos de
discriminação em função
do sexo.
P – Promover o reforço MTSS Formar e sensibilizar técnicos da Autoridade para as Contabilizar anualmente: Durante toda a vigência
dos mecanismos de Condições de Trabalho para a identificação e - Nº de técnicos que do Plano
fiscalização da penalização de casos de discriminação; frequentaram estas
Autoridade para as acções; 2010
Condições de Trabalho
- Progressão do nº de
na identificação de
casos de discriminação
casos de discriminação
identificados
em função do sexo,
nomeadamente em sede - Nº de processos
de negociações e levantados aos infractores
convenções colectivas - Nº de penalizações
de trabalho, e de formas
de trabalho precário e
paralelo.
Q – Promover a PCM/CIG, Contabilizar anualmente Durante toda a vigência
inclusão de um módulo MTSS/IEFP nº de acções de formação do Plano
sobre igualdade de em que foi incluído o
Género nas acções de módulo
formação profissional
inicial e contínua.
R – Sensibilizar e PCM/CIG, Sensibilizar, através de uma campanha, os parceiros Avaliar o impacto da A iniciar 2008
motivar os parceiros MTSS/CITE sociais para as suas responsabilidades na promoção e campanha
sociais para as implementação da perspectiva de género na cultura
vantagens da integração empresarial como factor de desenvolvimento
da perspectiva de económico e social.
género na cultura
empresarial como
factor de
desenvolvimento
económico e social do
mercado de trabalho.
S – Divulgar o disposto MTSS, MEI Elaborar e divulgar, junto dos parceiros sociais, Contabilizar anualmente A iniciar em 2008 e
no nº 3 do artigo 23º do folhetos informativos sobre a legislação referida. o nº de folhetos durante toda a vigência
Código do Trabalho, distribuídos do Plano.
como forma de reforçar
o combate ao assédio
moral e sexual no local
de trabalho.
2.3 – Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal
A – Dinamizar a PCM/CIG, Promover uma campanha de sensibilização a nível Avaliar o impacto da A iniciar em 2008 e
realização de acções de MTSS/CITE nacional de forma a sensibilizar a população para os campanha durante toda a vigência
sensibilização sobre os direitos relativos ao gozo da licença de maternidade e do Plano
direitos relativos à paternidade
licença de maternidade
e paternidade dos
trabalhadores e das
trabalhadoras, bem
como a licença parental
e especial para
assistência a filho ou
adoptado.
B – Rever as regras PCM/CIG, Avaliar as regras relativas às licenças de maternidade e Publicar estudo A iniciar em 2008 e
relativas às licenças de MTSS/CITE paternidade e propor alterações legislativas daí produzido durante toda a vigência
maternidade e de decorrentes. do Plano
paternidade reduzindo Contabilizar o nº de
os impactos de género medidas legislativas
negativos do actual alteradas e proceder à sua
regime. divulgação
3972 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

C – Promover PCM/CIG, Promover instrumentos legais de apoio à conciliação Contabilizar o nº de A iniciar em 2008 e
actividades de MTSS/CITE entre a vida familiar, pessoal e familiar medidas legislativas durante toda a vigência
sensibilização e alteradas e proceder à sua do Plano
disseminação de Desenvolver acções de formação e de sensibilização divulgação
informação de práticas A iniciar em 2008
inovadoras sobre a Realizar periodicamente inquéritos aos usos do tempo Contabilizar anualmente:
conciliação da vida utilizando a metodologia preconizada pelo - N.º de Acções
profissional, familiar e EUROSTAT, de modo a permitir avaliar a evolução do realizadas
pessoal junto dos tempo de trabalho não pago realizado por homens e
- N.º de pessoas que
empregadores públicos mulheres
frequentaram as acções
e privados e do público
em geral. - N.º de materiais
produzidos/distribuídos

Produzir anualmente um
relatório de análise sobre
os usos do tempo
D – Melhorar a PCM/CIG, Desenvolver acções de formação pluridisciplinar aos Contabilizar anualmente: A iniciar em 2008 e
quantidade, qualidade, MTSS/CITE cuidadores formais e informais que valorize a - N.º de acções realizadas durante toda a vigência
flexibilidade e dignidade dos utentes do Plano
- N.º de pessoas que
acessibilidade
frequentaram as acções
financeira das Sensibilizar vários agentes para a flexibilização dos
estruturas de apoio a horários
Analisar impacto dos
dependentes através de:
financiamentos
(i) formação adequada Reforçar linhas de financiamento aos serviços de apoio
disponíveis
do pessoal; (ii) ao domicílio
estimular a
Verificar o aumento dos
solidariedade inter- Divulgar o manual de Gestão da Qualidade das
serviços de apoio ao
geracional e as redes de respostas Sociais e monitorizar a sua aplicação
domicílio
vizinhança (iii)
incentivo à introdução
de horários flexíveis no
comércio, serviços
sociais de apoio e
outros serviços de
proximidade;(iv)
reforçar os serviços de
apoio ao domicílio para
famílias com pessoas
dependentes.
E - Articular as PCM/CIG; Divulgação do PARES Contabilizar anualmente Até ao final da vigência
medidas dirigidas à MTSS o nº de projectos do Plano
conciliação entre a aprovados no âmbito do
actividade profissional, PARES dirigidos à
vida familiar e pessoal conciliação entre a
com o Programa de actividade profissional,
Alargamento da Rede vida familiar e pessoal
de Equipamentos
Sociais (PARES).
F – Desenvolver PCM/CIG; Contabilizar N.º de A iniciar em 2008 e
campanhas publicitárias MTSS; GMCS campanhas realizadas e durante toda a vigência
integradas sobre avaliar o respectivo do Plano
repartição de impacto
responsabilidades
domésticas.
G – Desenvolver PCM/CIG, Aperfeiçoar o quadro legal de apoio a uma maternidade Instrumentos criados e Início em 2008 e toda a
políticas de apoio a MTSS/CITE, e paternidade responsáveis, nomeadamente no que diz aprovados vigência do Plano
uma parentalidade ME, e outros respeito à integração da formação parental nos
responsável, em agentes mecanismos de apoio à infância.
conformidade e respeito
pelas diferentes formas
de organização familiar.
H – Reforçar a PCM/CIG, Aprofundar referenciais para a educação parental. Publicar e divulgar os Início em 2008 e toda a
formação parental MTSS, ME, e referenciais vigência do Plano
tendo em consideração outros agentes Estabelecer protocolos com diferentes agentes da
a partilha equitativa de sociedade civil para desenvolvimento de acções de Contabilizar anualmente
tarefas e a diversidade formação de educação parental. o nº de protocolos
de intervenientes estabelecidos e avaliar o
significativos, para seu impacto
modificar atitudes e
comportamentos
estereotipados em
função do género.
I – Sensibilizar e PCM/CIG, Desenvolver uma campanha de sensibilização de Avaliar o impacto da 2008
informar os MTSS, MJ carácter nacional sobre o direito e o dever dos pais ao campanha;
intervenientes exercício activo da paternidade 2010
significativos ao nível
técnico e político, bem
como a opinião pública
para o direito e o dever
dos pais e mães ao
exercício activo da
parentalidade,
nomeadamente em
casos de regulação do
poder paternal
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3973

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

2.4 – Inclusão e Desenvolvimento Social

A – Aperfeiçoar os MTSS Integrar no processo de monitorização dos mecanismos Indicador Integrado A iniciar em 2008
mecanismos de apoio às de apoio às famílias monoparentais um indicador
famílias monoparentais relativo à relação entre monoparentalidade, género e
monitorizando os suas consequências.
respectivos itinerários
de inclusão social e
profissional.
B – Avaliar os MTSS Identificar os factores de majoração na atribuição de Relatório Avaliativo A iniciar em 2008 – até
mecanismos de cálculo pensões e reformas referentes a certas actividades não sobre a matéria ao final da vigência do
das actuais reformas, remuneradas a serem, eventualmente, introduzidos no Plano
nomeadamente quanto cálculo das pensões e reformas.
à integração de factores
ligados a actividades
não remuneradas.
C – Melhorar a MTSS e MS Criar os mecanismos de apoio necessários à melhoria Mecanismos criados e Durante a vigência do
qualidade de vida das da qualidade de vida das mulheres idosas aprovados Plano
mulheres idosas.
D – Divulgar, junto das PCM/CIG/AC Estabelecer protocolos entre a PCM/CIG, o ACIDI, o Contabilizar anualmente: A iniciar em 2008 e
mulheres e homens IDI, MAI/SEF SEF, e ONG’s; - Nº de protocolos durante toda a vigência
migrantes e de minorias e outros estabelecidos; do Plano
étnicas e culturais, agentes Criar folhetos informativos nas diversas línguas para
- Nº de folhetos
informação sobre os distribuir pelas comunidades de imigrantes e minorias
publicados e distribuídos,
seus direitos e deveres étnicas e culturais;
nas diversas línguas;
em matéria de
cidadania e igualdade Organizar equipas de trabalho que se dirijam às - Nº de pessoas
de género. comunidades com a informação sobre os direitos e abrangidas pelas equipas
deveres das mulheres e homens migrantes; de trabalho e avaliar o
impacto da informação
distribuída;
E – Promover PCM/ACIDI, Aumentar o nº de cursos formativos de língua Contabilizar anualmente Iniciar em 2008 e
programas de MTSS/IEFP, portuguesa e novas tecnologias, especificamente para nº de cursos disponíveis e durante toda a vigência
informação e formação ME, e outros as comunidades migrantes e minorias étnicas e culturais nº de formandos/as do Plano
em competências nos agentes
domínios da língua
portuguesa e das
tecnologias de
informação e
comunicação bem
como programas de
português técnico e de
educação para a
cidadania
F – Sensibilizar e PCM/ACIDI; Promover campanhas de sensibilização junto das Contabilizar anualmente Durante toda a vigência
informar para o MTSS/IEFP; comunidades migrantes e minorias étnicas e culturais nº de Campanhas/ do Plano
cumprimento da ME e outros sobre a importância do cumprimento da escolaridade População – alvo
escolaridade obrigatória agentes obrigatória; envolvida
e da continuação do
percurso educativo/
formativo.
G – Apoiar o PCM/ACIDI; Criar os mecanismos específicos de apoio ao Contabilizar anualmente A iniciar em 2008 e
empreendeedorismo das MTSS/IEFP empreendedeorismo das mulheres migrantes e de nº de mulheres durante toda a vigência
mulheres migrantes e minorias étnicas abrangidas do Plano
minorias étnicas

H – Desenvolver PCM/ACIDI/P Promover campanhas de sensibilização sobre os Contabilizar anualmente A iniciar em 2008 e
medidas preventivas e CM/CIG, MS, Direitos Humanos e práticas culturais tradicionais que nº de Campanhas/ durante a vigência do
de sinalização de e outros violam esses direitos, bem como os respectivos População – alvo Plano
práticas tradicionais agentes mecanismos de sinalização envolvida
que constituam 2010
violação dos Direitos Analise comparativa do
Humanos. nº de casos sinalizados
antes e após a campanha
de sensibilização
I – Promover o PCM/ACIDI, Dinamizar junto das comunidades migrantes acções de Contabilizar anualmente Iniciar em 2008 e
envolvimento das PCM/CIG e sensibilização sobre a importância da participação o nº de acções durante toda a vigência
mulheres migrantes e outros agentes pública activa e informar sobre meios de apoio desenvolvidas e nº de do Plano
de minorias étnicas e participantes
culturais em
movimentos
associativos e na
tomada de decisão,
participando na vida
política, económica e
social.
3974 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

J – Melhorar a PCM/ ACIDI, Promover iniciativas sócio- culturais que tenham em Identificar anualmente o Início em 2008 e toda a
participação e o acesso MC, ME conta as diversas origens étnicas nº de associações e vigência do Plano
das mulheres e homens iniciativas apoiadas
migrantes e de minorias Conceder apoios financeiros a associações de migrantes
étnicas e culturais na com fins sócio-culturais
vida sócio-cultural e
promover o seu
envolvimento activo,
designadamente através
de apoios a associações
de migrantes com fins
sócio-culturais
2.5 – Saúde
A – Implementar o MS, PCM/INE Aplicar o sistema de indicadores na área de saúde e Contabilizar anualmente Inicio em 2008 e toda a
sistema de indicadores género (OMS) o n.º de serviços que vigência do Plano
relevantes na área da utiliza os indicadores
saúde e do género,
desenvolvido pela
Organização Mundial
de Saúde.
B – Promover MS Apoiar a realização de estudos nesta área Identificar e publicar os Inicio em 2008 e toda a
investigação que estudos mais relevantes vigência do Plano
identifique as
diferenças de atitudes e Apresentação dos
práticas entre homens e estudos em 2010
mulheres em relação à
saúde.

C – Melhorar as MS Promover uma campanha de sensibilização destinada Identificar o impacto da A iniciar 2008 e
condições de acesso à aos profissionais de saúde que foque os aspectos campanha apresentar os resultados
saúde, bem como específicos da saúde da Mulher e do Homem em 2010
reforçar os respectivos
programas de 2010
prevenção, tendo em
atenção os aspectos
específicos de mulheres
e homens ao longo do
seu ciclo de vida.
D – Assegurar que os MS, MCTES Incluir módulos de género nos estágios curriculares e Contabilizar anualmente Início em 2008 e toda a
estágios curriculares e profissionais o nº de pessoas que vigência do Plano
profissionais, frequentaram estes
desenvolvidos nas estágios
unidades de saúde,
incluam a perspectiva
de género.
E – Reforçar, tendo em PCM/CIG, Elaborar um Guia de Boas Práticas e Recursos sobre Contabilizar anualmente Edição em 2008 e
atenção os aspectos MS, ME e saúde sexual nº de Guias publicados e durante toda a vigência
específicos de mulheres outros agentes distribuídos do Plano
e homens, a reflexão,
educação e
sensibilização sobre
saúde sexual e
reprodutiva,
nomeadamente no que
se refere à prevenção de
comportamentos de
risco e violência na área
da sexualidade.
F – Reforçar os MS e outros Promover acções de sensibilização, sobre o exercício Contabilizar anualmente Iniciar em 2008 e toda a
serviços, cuidados e agentes de uma sexualidade responsável em todas as etapas do o nº de acções e nº de vigência do Plano
atendimento em matéria ciclo de vida, a profissionais de saúde que prestam participantes
de saúde sexual e atendimento/esclarecimento sobre saúde sexual e discriminadas por idade e
reprodutiva, para o reprodutiva sexo
exercício de uma
sexualidade responsável
em todas as etapas do
ciclo de vida,
nomeadamente junto
dos jovens e das jovens
adolescentes,
diminuindo as taxas de
gravidez na
adolescência, e
procedendo à
prevenção e tratamento
das infecções
sexualmente
transmissíveis e
violência sexual
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3975

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

G – Acompanhar os MS e outros Contabilizar o n.º dos A iniciar em 2007 e


efeitos da aplicação da agentes registos hospitalares durante toda a vigência
lei da Interrupção sobre IVG efectuados do Plano
Voluntária de Gravidez segundo a legislação

2.6 – Ambiente e Território

A – Integrar a dimensão MAOTDR/ Orientações emitidas nesta matéria Publicar os estudos mais A iniciar em 2008 e
de género nas políticas CCDR relevantes nesta área durante toda a vigência
de planeamento urbano Realizar estudos sobre a integração da dimensão de do Plano
e desenvolvimento do género no desenvolvimento do território
território
B – Estimular uma MAOTDR/ Divulgar os incentivos existentes Monitorizar a divulgação Início em 2008 e
maior utilização, CCDR, MEI dos incentivos. durante a vigência do
nomeadamente por Plano
parte das mulheres, dos
incentivos ao
desenvolvimento de
actividades ligadas à
conservação da
natureza e da
biodiversidade.
C – Reforçar as MOPTC; Integrar nos protocolos de exploração das empresas de Avaliar o grau de A iniciar em 2008 e
acessibilidades, a MAOTDR transportes públicos a dimensão de género melhoria das durante toda a vigência
qualidade e adaptação acessibilidades do Plano
dos transportes públicos
às necessidades de
homens e mulheres,
assegurando trajectos
que facilitem a
conciliação entre a vida
profissional, familiar e
pessoal
2.7 – Actividade fisica e desporto

A – Promover a PCM/CIG/ Incentivar financeiramente as entidades que promovam Avaliar o grau de A Iniciar em 2008 e
integração da dimensão IND uma participação equilibrada entre os dois sexos nas participação de homens e durante toda a vigência
de género nas políticas diversas práticas desportivas mulheres em todas do Plano
e práticas desportivas, modalidades
valorizando o sexo sub- Promover a criação e disseminação de práticas
representado. pedagógicas que integrem a dimensão de género Divulgar os instrumentos
pedagógicos de apoio à
prática desportiva que
integrem a dimensão de
género.

Verificar anualmente o
aumento da participação
de raparigas e mulheres
na prática desportiva.
B – Responsabilizar, PCM/IND Monitorizar a inclusão nos contratos-programa a Avaliar anualmente os A Iniciar em 2008 e
através dos contratos- participação equilibrada entre ambos os sexos e durante contratos-programa durante toda a vigência
programas, os agentes todo o ciclo de vida. do Plano
desportivos, Contabilizar anualmente
particularmente as o aumento da
federações desportivas, participação de raparigas
para a participação e mulheres na prática
equilibrada e não desportiva.
discriminatória entre os
dois sexos no desporto.
C – Sensibilizar os PCM/IND; Contabilizar anualmente Início em 2008 e
meios de comunicação GMCS nº de programas durante toda a vigência
social para a divulgação realizados neste âmbito do Plano
de programas sobre o
papel das mulheres no
desporto.
D – Diminuir o gender PCM/CIG/ Criar instrumentos de identificação dos elementos Avaliar o grau de A Iniciar em 2008 e
gap nos prémios IDN estruturantes do gender gap e elaborar propostas para a execução das propostas durante toda a vigência
desportivos; sua alteração do Plano
E – Acompanhar a PCM/ IDN Monitorizar a desagregação por sexo de todos os Divulgar anualmente os Início em 2008 e
elaboração da Carta indicadores desportivos indicadores e estatísticas durante toda a vigência
Desportiva Nacional e nacionais do Plano
divulgar a informação
relativa ao
enquadramento
humano, identificando a
participação em função
do sexo.
3976 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

F – Incentivar a criação PCM/IDN Avaliar o impacto de género das políticas desportivas e Publicar anualmente os Início em 2008 e
e adopção de cartas utilização das infra-estruturas. dados desagregados por durante toda a vigência
municipais do desporto sexo do Plano
que integrem a
dimensão de género em
todos os seus domínios.

G – Sensibilizar os PCM/IDN Fomentar acções de sensibilização direccionadas a Contabilizar anualmente Início em 2008 e
patrocinadores e outros patrocinadores e outros agentes nº de acções de durante toda a vigência
agentes desportivos sensibilização e do Plano
para a sua Monitorizar a aplicação da Lei n.º 5/2007, de 16 de nº de participantes
responsabilidade no Janeiro (Lei de Bases da Actividade Física e do
cumprimento do Desporto). Contabilizar o nº de
disposto no art. 2.º da acções de fiscalização
Lei n.º 5/2007, de 16 de efectuadas (conforme
Janeiro (Lei de Bases artigo 7 da Lei de Bases
da Actividade Física e da Actividade Física e do
do Desporto). Desporto)
H – Promover uma PCM/IDN Fomentar acções de sensibilização direccionadas às Contabilizar o nº de Início em 2008 e
participação equitativa federações desportivas e ao Comité Olímpico representantes durante toda a vigência
em todos os órgãos de desagregados por sexo do Plano
decisão do sector do
desporto.
I – Combater o assédio PCM/ IND Sensibilizar os agentes desportivos para esta temática Contabilizar anualmente Início em 2008 e
e abuso sexual no o nº de acções de durante toda a vigência
desporto. sensibilização e o nº de do Plano
participantes
2.8 – Cultura
A – Garantir o MC Incluir no regulamento das bolsas e subsídios a Contabilizar anualmente Início em 2008 e
equilíbrio na atribuição perspectiva de género o nº de bolsas atribuídas durante toda a vigência
das bolsas e subsídios, discriminadas por sexo do Plano
majorando o sexo
sub-representado

B – Integrar nos MC Introduzir nas regras de atribuição de prémios um item Aprovar e divulgar as Início de 2008 e toda a
critérios de atribuição para a representação equilibrada de homens e mulheres regras vigência do Plano
de prémios culturais a
representação Percentagem anual de
equilibrada de homens prémios atribuídos a
e mulheres. mulheres e a homens
C – Integrar a PCM/ CIG; Criar um referencial de formação em Igualdade de Contabilizar anualmente: Início de 2008 e durante
perspectiva de género MC Género na Cultura - Nº de agentes culturais toda a vigência do Plano
na formação dos abrangidos
agentes culturais. Sensibilizar os programadores culturais e outros
- Nº de acções efectuadas
agentes para integração da perspectiva de género na
programação cultural
D – Promover a MC, bem Promover programas televisivos no canal público em Contabilizar anualmente Início em 2008 e
visibilidade do como os que se dê visibilidade às mulheres nos vários domínios; o n.º de programas durante toda a vigência
contributo das mulheres restantes apresentados do Plano.
nas várias esferas da ministérios nas
vida, nomeadamente na respectivas
Cultura, na História, na áreas de
Economia, nas Ciências intervenção
e na Política.
E – Sensibilizar para a MC Identificar a produção cultural de homens e mulheres Divulgar listagem A Iniciar em 2008 e
importância de uma nas obras adquiridas desagregada por sexo durante toda a vigência
representação equitativa do Plano
entre homens e
mulheres nas colecções
públicas.
F – Valorizar os MC Elaborar estudo sobre a produção cultural na área da Divulgar os resultados do A iniciar em 2008 e a
trabalhos de escrita, de defesa dos direitos humanos referido Estudo e das apresentar publicação
criação e produção obras versadas em 2009
cultural que defendam o Dinamizar um workshop sobre a cultura como possível
respeito pelos direitos forma de expressão pública da violência de género Contabilizar o nº de 2009
humanos de mulheres e participantes no
de homens. Workshop
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3977

Área 3 – Cidadania e género


Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

3.1 – Estereótipos
A – Acompanhar os PCM/CIG Promover uma campanha nacional de sensibilização Avaliar o impacto da Início em 2008 e
efeitos da aplicação da sobre as questões da paridade; campanha de sensibilização; divulgação em 2010
Lei da Paridade e
sensibilizar para as Realizar um estudo de impacto sobre a lei da paridade Divulgar o resultado dos Início em 2008 e
vantagens do seu estudos apresentação em
alargamento a outras 2010
esferas do sector
público e privado,
nomeadamente no que
concerne à partilha do
processo de decisão.
B – Realizar acções de PCM/CIG e Fomentar acções de formação, nomeadamente através Contabilizar anualmente Início de 2008 e
formação destinadas a outros agentes do mentoring nº acções e número de durante toda a
mulheres para o formandas vigência do Plano
desenvolvimento das
suas capacidades de
participação na vida
pública e política.
C – Promover PCM/CIG Fomentar estudos sobre a participação na Tomada de Divulgar os resultados dos Inicio do estudo em
investigação comparada Decisão estudos elaborados 2008 e apresentação
sobre as condições e publica em 2010
impacto do exercício,
por homens e mulheres,
de cargos de Tomada
de Decisão política.
D – Criar parcerias com PCM/CIG, Promover estudo sobre a utilização da gramática Divulgar estudo elaborado Até final de 2010
instituições relevantes ME, MCTES e através de uma perspectiva de género
na área da linguística outros agentes Definições actualizadas
para promover formas Actualizar nos dicionários e enciclopédias em
de utilização da português e sempre que se justifique as definições e
gramática portuguesa, a conceitos de homem e mulher
actualização dos
conceitos de homem e
mulher e identificar as
possibilidades de uma
nova gramática
inclusiva do género.
E – Promover a MTSS/IEFP/C Analisar e rever a Classificação Nacional de Profissões Publicação da Classificação Até 2009
actualização da ITE Nacional de Profissões e
Classificação Nacional rever documentos
de Profissões e relacionados, nomeadamente
documentos a Portaria n.º 1212/ 2000, de
relacionados sem 26 de Dezembro.
recurso ao masculino
universal, bem como
documentos
relacionados.
F – Actualizar e PCM/CIG Publicar e divulgar o 2008
divulgar um glossário glossário sobre Igualdade de
sobre Igualdade de Género
Género.
G – Sensibilizar os PCM/CIG;GM Realizar seminários dirigidos aos profissionais da Contabilizar nº de Seminário Início em 2008 e
profissionais da CS Comunicação Social realizados anualmente toda a vigência do
comunicação social e MTSS/CENJO Plano
da publicidade para a R Estabelecer Protocolos com canais de televisão e Contabilizar anualmente
sua responsabilidade na estações de rádio, com vista à realização de debates - Nº de debates realizados.
promoção da Igualdade sobre estas temáticas.
- Nº de artigos escritos sobre
de Género e da
esta temática.
Cidadania. Desenvolver módulos de formação para profissionais
da comunicação social
Contabilizar anualmente o
nº de acções efectuadas
H – Promover a PCM/CIG, Estabelecer parcerias com centros de investigação para Divulgação e publicação dos A iniciar em 2008 e a
investigação sobre MCTES/ FCT; realizar estudos sobre estereótipos de género e estudos mais relevantes ser
estereótipos de género e desigualdade nas representações sociais nos media apresentado/publicad
desigualdade nas o em 2010
representações sociais
de mulheres e homens
na área dos media e da
publicidade .
3978 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

I – Divulgar os PCM/CIG;GM Divulgar anualmente as Toda a vigência do


trabalhos de CS pessoas galardoadas com o Plano
publicidade e de prémio.
reportagem que
defendam o respeito
pelos direitos humanos
de mulheres e de
homens, nomeadamente
através da atribuição de
prémios como o Prémio
Paridade: Mulheres e
Homens na
Comunicação Social.
J – Promover junto dos PCM/CIG Fomentar acções de Sensibilização/formação sobre a Contabilizar: Iniciar em 2008 e
órgãos de comunicação utilização da imagem estereotipada - Nº de acções realizadas e durante toda a
social e publicidade, nº de participantes vigência do Plano
nomeadamente os Elaborar um “manual de orientações sobre as atitudes a
públicos, a aplicação reforçar ou eliminar Publicação e difusão do 2008
das orientações da manual
Comissão Europeia
relativas à utilização de
imagens respeitadores
da dignidade e
igualdade de homens e
mulheres.
K – Monitorizar a MEI Penalizar a não aplicação do código da publicidade Contabilizar anualmente o A iniciar em 2007 e
aplicação do Código da nº de penalizações durante toda a
Publicidade relativo à vigência do Plano
proibição da
publicidade que utilize
a imagem da mulher ou
do homem com carácter
discriminatório e da
introdução de
proibições de
publicidade dirigida a
menores que faça
alusão ao sexo
destinatário do produto
em causa, sem que tal
se justifique pelas suas
características.
L – Desenvolver ME, e outros Desenvolver acções de Sensibilização sobre a Contabilizar anualmente Toda a vigência do
actividades para agentes utilização dos media número de acções realizadas Plano
capacitação de crianças
e jovens como leitores
críticos dos media.
M –Sensibilizar para a ME, MCTES, Contabilizar o nº de A iniciar no ano
integração da temática MTSS/CENJO disciplinas existentes nesta lectivo de 2007 /08 e
dos Direitos Humanos e R e outros área durante a vigência do
da Igualdade de Género agentes Plano
na formação em
Jornalismo,
Comunicação e
Marketing
3.2 – Educação para a Cidadania

A – Elaborar um ME Criar o referencial de formação e fazer um pré-teste Adoptar este referencial de A iniciar em 2008 e
referencial de formação para possíveis ajustamentos formação por parte das durante toda a
sobre competências de diversas instituições vigência do Plano
participação na vida
pública, política e
funções de liderança,
particularmente
destinado a jovens.
B – Elaborar e divulgar PCM/CIG, Fazer um levantamento de boas práticas neste domínio, Elaborar e disseminar a A iniciar em 2008 e
um guia sobre direitos e Todos os no plano nacional e internacional. publicação contendo boas durante toda a
deveres dos cidadãos e Ministérios práticas vigência do Plano
das cidadãs, bem como Elaborar um Guia sobre direitos e deveres
o exercício de uma Publicar e divulgar o
cidadania activa, referido Guia
paritária e responsável,
valorizando as boas
práticas neste domínio.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3979

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

C – Consolidar a PCM/CIG, Realizar fora de discussão para promover a reflexão Contabilizar número de fora Durante toda a
reflexão sobre a ME sobre esta temática realizados e o nº de vigência do Plano,
temática da Cidadania, participantes com uma
nomeadamente em periodicidade
cooperação com os fora semestral
de Educação para a
Cidadania.

D – Desenvolver os PCM/ CIG Desenvolver instrumentos permitam o reconhecimento Publicação e divulgação de 2008
mecanismos para das competências adquiridas na participação associativa instrumentos
reconhecimento formal e/ou de voluntariado
das competências
adquiridas no quadro de
actividades associativas
e/ou de voluntariado
institucionalmente
enquadradas.
E – Promover estudos MAI/DGAI Proceder à recolha e tratamento de dados, por sexo, Disponibilizar as estatísticas, A partir do primeiro
sobre participação para cada um destes indicadores e sua integração no por sexo em cada acto acto eleitoral
cívica, nomeadamente site da DGAI eleitoral ocorrido durante a
no que se refere a actos vigência deste Plano.
eleitorais, bem como a
influência do género
nas preferências
eleitorais
F – Criar um Prémio de PCM/CIG Criar orientações legais reguladoras do prémio Realizar anualmente a A iniciar em 2008 e
Boas Práticas de atribuição do prémio e durante toda a
Cidadania Activa, divulgar as instituições vigência do Plano
Paritária e Responsável. galardoadas
G – Identificar e PCM/CIG, Identificar instrumentos de identificação de boas Divulgar boas práticas A iniciar em 2008 e
divulgar boas práticas ME, MCTES, práticas durante toda a
de formação em e outros vigência do Plano
cidadania que agentes
privilegiem o espírito
crítico face aos
estereótipos de género e
sensibilizem para o
desenvolvimento de
competências próprias
relativas às esferas
pública e privada, como
o cuidado, a liderança e
a responsabilidade.
H – Estimular o PCM/CIG/DG Realizar seminários sobre esta temática ao nível Contabilizar o número de A iniciar em 2008 e
desenvolvimento de AL; distrital, seminários realizados durante toda a
estratégias, ao nível MAOTDR/ vigência do Plano
local, promotoras do CCDR
envolvimento da
sociedade civil,
nomeadamente,
associações locais.
I – Apoiar os PCM/CIG/DG Fazer o levantamento de boas práticas neste domínio, Elaborar e disseminar um A iniciar em 2008 e
mecanismos de AL; no plano nacional e internacional. Estudo sobre as boas durante toda a
proximidade entre o MAOTDR/ práticas neste domínio. vigência do Plano
poder local e os CCDR
cidadãos e as cidadãs
divulgando as boas
práticas existentes neste
domínio.
3.3 – Apoio às Organizações Não Governamentais (ONG)
A – Apoiar ONG’s e PCM/CIG Concretizar incentivos financeiros Contabilizar anualmente o A iniciar em 2007 e
outras associações que volume dos incentivos durante toda a
promovam a igualdade vigência do Plano
de género e a cidadania,
para o desenvolvimento
de projectos neste
domínio.
B – Sensibilizar a PCM/CIG Fomentar acções de sensibilização para os grupos Contabilizar número de Durante toda a
comunidade e as especificados acções de sensibilização e vigência do Plano
respectivas instituições número de participantes
para a auto-organização
da população e de
grupos específicos,
nomeadamente de
jovens, de moradores e
de grupos com
interesses temáticos,
bem como ONG’s.
3980 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

C – Encorajar as PCM/CIG/IPJ Promover acções de sensibilização na área da cidadania Contabilizar anualmente o Iniciar em 2008 e
organizações, número de acções e número durante toda a
nomeadamente as de de participantes; vigência do Plano
jovens, a desenvolver
práticas organizacionais
de cidadania activa,
paritária e responsável

D – Estimular ME Elaborar um Guia de apoio para uma utilização crítica Contabilizar número de A iniciar em 2008 e
dinâmicas das tecnologias da informação e da comunicação e sua Guias durante toda a
organizacionais disseminação. publicados/distribuídos vigência do Plano
inovadoras,
nomeadamente através
da utilização do
trabalho em rede e da
utilização crítica de
novas tecnologias de
informação.
E – Rever o estatuto e o PCM/CIG Rever os diplomas legais que regulam o estatuto e o Diplomas revistos e A iniciar em 2008 e
registo nacional das registo das associações não governamentais de aprovados durante toda a
associações não mulheres. vigência do Plano
governamentais de
mulheres.
F- Analisar a PCM/CIG Analisar os diplomas legais que regulam o estatuto e o Instrumentos criados e A iniciar em 2008 e
necessidade de legislar registo das associações não governamentais de aprovados durante toda a
no sentido de definir o mulheres, por forma a fazer a articulação com as vigência do Plano
registo nacional de ONG’s ora referenciadas.
ONG’s cujo objecto
estatutário se destine
essencialmente à
promoção dos valores
de cidadania, da defesa
dos direitos humanos,
dos direitos das
mulheres e da
igualdade de género.

Área 4 – Combate à Violência de Género


Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

4.1 - Violência de Género


A – Assegurar a PCM; Dinamizar reuniões entre os coordenadores dos vários Articulação entre os Planos Durante toda a
articulação entre o III MTSSS; MAI; planos vigência do Plano e
Plano Nacional para a MJ; MS com periodicidade
Igualdade e outros anual
Planos, nomeadamente,
o Plano Nacional contra
o Tráfico de Seres
Humanos, o Plano
Nacional contra a
Violência Doméstica, o
Plano Nacional de
Acção para a Inclusão,
o Plano Nacional de
Emprego e o Plano de
Integração de
Imigrantes, de forma a
promover o
mainstreaming de
género nas várias
dimensões, bem como
outro tipo de
articulações.
B – Fomentar a MTSS; MEI Dinamizar acções de sensibilização sobre violência de Contabilizar: Início de 2008 e
responsabilidade social género dirigida às empresas. - Nº de acções de durante toda a
das empresas públicas, sensibilização efectuadas vigência do Plano
privadas e parceiros
- Nº de empresas que
sociais na promoção de
integram a violência de
iniciativas que
género como indicador de
combatam a Violência
resultados
de Género.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3981

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

C – Prevenir, combater MTSS/CITE/ Promover acções de Sensibilização/Informação sobre Contabilizar anualmente as Durante toda a
e denunciar o assédio ACT; assédio sexual, suas especificidades e consequências denúncias de assédio sexual vigência do Plano
sexual e moral no local PCM/CIG, em entidades públicas e privadas no local de trabalho
de trabalho e a bem como os Avaliar o grau de impacto
violência de género nos restantes Produzir e editar folhetos informativos sobre a questão das acções de sensibilização
espaços públicos e ministérios nas do assédio sexual no trabalho
privados suas nas suas Contabilizar do nº de
áreas de folhetos divulgados e do
intervenção. nº de entidades que
acederam aos mesmos
D – Promover os PCM/CIG/ Proceder ao desenvolvimento dos incentivos Contabilizar anualmente o Início de 2008 e
incentivos às vítimas de ACIDI direccionados à requalificação profissional nº de formandos integrados durante toda a
violência de género, MTSS na formação por esta via vigência do Plano
com especiais
problemas de inserção
social, para
requalificação
profissional pelo acesso
aos programas de novas
oportunidades ou de
empreendedorismo
social, designadamente
às modalidades de
dupla certificação e/ou
Sistema de
Reconhecimento,
Validação e
Certificação de
Competências.
E – Assegurar PCM/MJ Criar mecanismos que facilitem o acesso a condições Contabilizar anualmente o Início de 2008 e
condições específicas específicas para além dos já existentes nº de pessoas que recorre às durante toda a
de acesso ao direito das condições específicas de vigência do Plano
vítimas de violência de acesso ao Direito
género, conforme
definido no III PNCVD
F – Promover o PCM/CIG, Publicar e difundir Estudo Iniciar em 2008 e a
conhecimento sobre a MTSS sobre mutilação genital apresentar em 2010
temática da violência
de género,
nomeadamente sobre a
problemática da
mutilação genital
feminina e das
intervenções existentes
nesta área
G –Dar continuidade à PCM/CIG Estabelecer protocolos com as Universidades e Centros Contabilizar: Durante toda a
promoção de estudos na de Investigação - Número de protocolos vigência do Plano
área da violência de estabelecidos;
género, nomeadamente, Promover e acompanhar a realização de estudos nesta
- Número de estudos
através da articulação área;
realizados e publicados
com Universidades e
Centros de
Investigação.

Área 5 – Perspectiva de Género na União europeia, no plano Internacional e na Cooperação para o Desenvolvimento
Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

5.1 – União Europeia

A – Aprofundar as MNE; Efectuar a divulgação das posições nacionais Avaliar o grau de integração Durante toda a
políticas e posições PCM/CIG, das posições nacionais nas vigência do plano
nacionais a defender na Todos os posições europeias
União Europeia Ministérios
nas suas áreas
de intervenção
B – Estimular uma Todos os Promover campanha de sensibilização sobre a Verificar a percentagem de Durante toda a
representação Ministérios na importância da representação equilibrada de Homens e aumento de representantes vigência do Plano
equilibrada de homens respectiva área Mulheres femininas nas organizações
e mulheres nos de intervenção da União
organismos e
instituições da União
Europeia
3982 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

C – Apoiar a nomeação MNE, e Todos Promover campanha de sensibilização no sentido de Avaliar o impacto da Durante toda a
de mulheres em lugares os Ministérios chamar a atenção da população para importância da campanha, tendo por base vigência do Plano
chave da vida política, na respectiva presença feminina nas várias áreas da vida pública uma analise comparativa o
económica, cultural e área de nº de mulheres nomeadas
educativa da União. intervenção
D – Proceder à Todos os Divulgar nos meios de comunicação da Administração Contabilizar nº de postos Início em 2008 e
divulgação regular, Ministérios na Pública os postos vagos nos diversos organismos da UE divulgados durante toda a
junto da Administração respectiva área vigência do Plano
Pública, dos postos de intervenção
vagos em organismos
da União Europeia.
E – Dar a conhecer os MNE Divulgar os compromissos Início de 2008 e
compromissos assumidos durante toda a
assumidos por Portugal vigência do Plano
nas várias instâncias da
União Europeia, em
matéria de Igualdade de
Género.
F – Acompanhar, no MNE, MJ Contabilizar anualmente o Início de 2007 e
plano legislativo, a n.º de Directivas Transpostas durante toda a
transposição de vigência do Plano
Directivas na área da
Igualdade de Género,
nomeadamente a
Directiva 2004/113/CE,
de 13 de Dezembro,
que aplica o princípio
da igualdade de
tratamento entre
homens e mulheres no
acesso a bens e serviços
e seu fornecimento
5.2 Plano Internacional

A – Aprofundar as MNE, e Todos Proceder à divulgação das posições nacionais Avaliar o grau de integração Durante toda a
políticas e posições os Ministérios das posições nacionais nas vigência do plano
nacionais a defender na respectiva posições europeias
nos organismos área de
internacionais. intervenção
B – Promover, nos MNE, e Todos Promover campanha de sensibilização sobre a Verificar a percentagem de Durante toda a
diferentes organismos os Ministérios importância da representação equilibrada de Homens e aumento de representantes vigência do Plano
internacionais, uma na respectiva Mulheres femininas nas organizações
representação área de internacionais
equilibrada de homens intervenção
e mulheres
C – Proceder à MNE, e Todos Contabilizar nº de postos Durante toda a
divulgação regular, os Ministérios divulgados vigência do Plano
junto da Administração na respectiva
Pública, dos postos área de
vagos em organismos intervenção
internacionais
D – Apoiar a nomeação MNE, e Todos Contabilizar nº de mulheres Durante toda a
de mulheres em lugares os Ministérios nomeadas vigência do Plano
chave da vida pública, na respectiva
económica, cultural e área de
educativa internacional. intervenção

E - Promover a MNE, MJ Contabilizar anualmente o Durante toda a


consagração na nº de recomendações vigência do Plano
legislação nacional de
recomendações e
orientações estratégicas
internacionais, em
matéria de Igualdade de
Género.
F – Dar a conhecer os MNE, e Todos Traduzir e editar os Início de 2008 e
compromissos os Ministérios compromissos assumidos durante toda a
assumidos por Portugal na respectiva vigência do Plano
no plano internacional, área de
bem como as intervenção
orientações produzidas
pelos organismos
internacionais, em
matéria de Igualdade de
Género.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3983

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

5.3. Cooperação para o desenvolvimento

A – Sensibilizar para a MNE/IPAD Promover uma campanha de sensibilização sobre a Avaliar o impacto da 2009
importância de uma importância da cidadania activa na Igualdade de campanha in loco;
cidadania activa Género como forma de desenvolvimento sustentável
baseada na Igualdade
de Género, como pré-
requisito para um
desenvolvimento
sustentável.
B – Apoiar a integração MNE/IPAD Emitir orientações de forma a que a perspectiva de Contabilizar anualmente Início em 2008 e
da perspectiva de género seja um critério nos projectos de cooperação nº de projectos de durante toda a
género como critério na cooperação que contemplam vigência do Plano
elaboração, a perspectiva de género
implementação,
acompanhamento e
avaliação dos
programas e projectos
integrados de
cooperação.
C – Apoiar a formação MNE/IPAD Contribuir para a realização de acções de formação em Contabilizar anualmente Início em 2008 e
em Igualdade de Igualdade de Género destinadas aos cooperantes, nº de acções de formação e durante toda a
Género dos/as voluntários e voluntárias. pessoas abrangidas vigência do Plano
cooperantes,
voluntários/as.
D – Promover, nos PCM/CIG; Desenvolver programas de formação em Igualdade de Contabilizar anualmente o Início em 2008 e
programas de apoio à MNE/ IPAD; género junto dos/ as cooperantes na área da assessoria nº de acções formações e durante toda a
revisão de legislação, MJ legislativa. nº de cooperantes vigência do Plano
em países terceiros, a abrangidos;
inclusão da perspectiva
de género como parte
do processo de boa
governação
E – Incentivar a PCM/CIG; Desenvolver programas de formação em IG junto Contabilizar anualmente o Início em 2008 e
realização de MNE/ IPAD dos/as cooperantes e junto de ONGs que promovam nº de formações em IG junto durante toda a
programas de parcerias com organizações de mulheres (institucionais dos cooperantes que fazem o vigência do Plano
cooperação que tenham ou cívicos) em países parceiros; levantamento de parcerias
como objectivo o entre ONGs nacionais e
empoderamento das Apoiar projectos de ONGs que promovam parcerias europeias e ONGs de países
redes sociais locais, com organizações de mulheres (institucionais ou parceiros;
nomeadamente, as cívicos) em países parceiros, como critério de
organizações de elegibilidade preferencial Fazer o levantamento de
mulheres e as secções parcerias formais e
de mulheres dos informais entre secções de
partidos políticos. mulheres de partidos
políticos, deputadas e
organizações institucionais
de mulheres nacionais e de
países parceiros.
F – Sensibilizar para o PCM/CIG; Promover o levantamento de dados relativos á presença Contabilizar anualmente Início em 2008 e
papel das mulheres na MNE/ IPAD; de mulheres nas negociações e avaliação dos processos nº de mulheres presentes em durante toda a
construção e MDN de paz; missões de paz e processos vigência do Plano
manutenção da paz, e de negociação de paz
garantir a sua plena Promover medidas para aumentar a presença de
participação em todos mulheres nas negociações e avaliação dos processos de Elencar as medidas criadas
os processos de paz.
reconstrução social nas
situações pós-conflito

G – Apoiar os PCM/CIG; Desenvolver programas de formação em IG junto dos e Contabilizar anualmente Início em 2008 e
programas de saúde MNE/ IPAD; das cooperantes na área da saúde. nº de acções formações e nº durante toda a
que, nos países MS de cooperantes abrangidos; vigência do Plano
terceiros, privilegiem as
mulheres e raparigas
como população-alvo
em todas as campanhas
que tenham como
objectivo a melhoria da
saúde pública.
3984 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Entidades
Medidas envolvidas Indicadores de processo Indicadores de resultados Calendarização
na execução

H – Apoiar programas PCM/CIG; Constituir de um kit para formadores e formadoras com Contabilizar anualmente Início em 2008 e
de saúde que, nos MNE/ IPAD; vários materiais para prevenção e tratamento do VIH/ nº de kits realizados e durante toda a
países terceiros, se MS Sida, especialmente dirigidos a mulheres; nº cooperantes a utilizar o kit vigência do Plano
dirijam a jovens e a para prevenção e tratamento
mulheres, Desenvolver programas de formação e VIH/ Sida;
nomeadamente, os acompanhamento em IG junto das/os cooperantes na
relativos à prevenção área da saúde. Contabilizar nº de formações
do VIH/Sida e doenças em IG junto dos /as
endémicas, à saúde e Desenvolver um trabalho conjunto com associações cooperantes na área da saúde
direitos sexuais e que trabalhem com públicos de risco e nº de cooperantes
reprodutivos. abrangidos.

Contabilizar protocolos
estabelecidos com
associações
I – Privilegiar PCM/ Desenvolver medidas para incentivar a frequência Levantamento estatístico Início em 2008 e
campanhas de PCM/CIG; escolar das raparigas e a valorização das competências desagregado por sexo e durante toda a
promoção da educação MNE/ IPAD; ao longo da vida; idade das pessoas que vigência do Plano
formal e ao longo da ME frequentam o ensino e
vida, bem como a formação.
aquelas que promovam
uma participação
equilibrada em todos os
graus de ensino.
J – Promover nos PCM/ Sensibilizar as entidades competentes para a Contabilizar anualmente o Início em 2008 e
programas de PCM/CIG; importância da elaboração de diagnósticos sobre a nº de estudos de impacto durante toda a
cooperação na área da MNE/ IPAD; participação das mulheres no sector formal e informal económico com dados vigência do Plano
economia o MEI da economia; estatísticos desagregados por
conhecimento do sexo e idade
impacto de politicas Criar instrumentos de avaliação de impacto de género
macro-económicas no sector da economia
sobre homens e
mulheres, no sentido de
facilitar o
desenvolvimento de
estratégias que
fortaleçam o papel das
mulheres na economia,
nomeadamente o
empreededorismo.

ANEXO Regulamento (CE) n.º 806/2004 — Regulamento do


Principais instrumentos internacionais na área Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Abril de
da Igualdade de Género 2004, relativo à promoção da igualdade entre homens e
mulheres na cooperação para o desenvolvimento.
União Europeia Regulamento n.º 1567/2003 — Regulamento do Par-
O Tratado de Amesterdão consagra a promoção da lamento Europeu e do Conselho, de 15 de Julho de
igualdade entre as mulheres e os homens como uma das 2003, relativo à ajuda para políticas e acções em maté-
missões da Comunidade (artigo 2.º), constituindo um ria de saúde reprodutiva e sexual e direitos conexos nos
objectivo transversal (artigo 3.º). O artigo 13.º atribui à países em desenvolvimento.
Comissão o direito de tomar iniciativas tendo em vista
combater todas as formas de discriminação, entre as Directivas
quais as baseadas no sexo, constituindo o artigo 141.º Directiva n.º 2004/113/CE — Directiva do Conselho,
a base legal para as medidas comunitárias a favor da de 13 de Dezembro de 2004, que implementa o princí-
igualdade de oportunidades e da igualdade de tratamen- pio da igualdade de tratamento entre homens e mulhe-
to entre mulheres e homens em matéria de emprego. res no acesso a bens e serviços e seu fornecimento.
Também a Carta dos Direitos Fundamentais consa- Directiva n.º 2004/81/CE — Directiva do Conselho, de
gra a igualdade de mulheres e homens (artigo 23.º), bem 29 de Abril de 2004, relativa ao título de residência
como o direito à conciliação da vida familiar e profis- concedido aos nacionais de países terceiros que sejam
sional (artigo 33.º, 2). vítimas do tráfico de seres humanos ou objecto de uma
Pacto Europeu para a Igualdade entre Mulheres e acção de auxílio à imigração ilegal, e que cooperem com
Homens, aprovado pelo Conselho Europeu de Bruxelas as autoridades competentes.
de 23 e 24 de Março de 2006. Directiva n.º 2002/73/CE — Directiva do Parlamento
Regulamentos
Europeu e do Conselho, de 23 de Setembro de 2002,
que altera a Directiva n.º 76/207/CEE do Conselho, re-
Regulamento (CE) n.º 1922/2006 — Regulamento do lativa à concretização do princípio da igualdade de tra-
Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezem- tamento entre homens e mulheres no que se refere ao
bro de 2006, que cria um Instituto Europeu para a acesso ao emprego, à formação e promoção profissio-
Igualdade de Género. nais e às condições de trabalho.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3985

Directiva n.º 2000/78/CE — Directiva do Conselho, Resolução 2004/2219(INI) — Resolução do Parlamen-


de 27 de Novembro de 2000, que estabelece um qua- to Europeu, de 19 de Janeiro de 2006, sobre o futuro
dro geral de igualdade de tratamento no emprego e na da Estratégia de Lisboa, na perspectiva de género.
actividade profissional. Resolução 2004/2216 (INI) — Resolução do Parla-
mento Europeu, de 17 de Janeiro de 2006, sobre es-
Decisões tratégias de prevenção do tráfico de mulheres e crian-
ças vulneráveis a exploração sexual.
Decisão 1672/2006/CE — Decisão do Parlamento
Resolução 2004/2159 (INI) — Resolução do Parla-
Europeu e do Conselho, de 24 de Outubro de 2006, que
mento Europeu, de 2 de Fevereiro de 2006, sobre a
estabelece um Programa Comunitário para o Emprego igualdade entre mulheres e homens na União Europeia.
e a Solidariedade Social — PROGRESS. A secção 5 do Resolução 2004/2217 (INI) — Resolução do Parla-
Programa destina-se a apoiar a aplicação eficaz do prin- mento Europeu, de 13 de Outubro de 2005, sobre as
cípio da igualdade entre homens e mulheres e a pro- mulheres e a pobreza na União Europeia.
mover a sua integração em todas as políticas comuni- Resolução 2003/2129 (INI) — Resolução do Parla-
tárias. mento Europeu, de 9 de Março de 2004, sobre a con-
Decisão 771/2006/CE — Decisão do Parlamento Eu- ciliação entre vida profissional, familiar e privada.
ropeu e do Conselho, de 17 de Maio de 2006, que ins- Resolução 2003/2165 (INI) — Resolução do Parla-
titui o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para mento Europeu, de 11 de Fevereiro de 2004, sobre a
Todos (2007) — Para uma Sociedade Justa. organização do tempo de trabalho (Revisão da Directi-
Decisão 600/2005/CE — Decisão do Conselho, de 12 va 93/104/CE)
de Julho de 2005, relativa às orientações para as polí- Resolução 2000/2174 (INI) — Resolução do Parla-
ticas de emprego dos Estados-Membros. mento Europeu, de 13 de Março de 2002, sobre as
Decisão803/2004/CE — Decisão do Parlamento Eu- mulheres e o fundamentalismo.
ropeu e do Conselho, de 21 de Abril de 2004, que Resolução 2000/C218/02 — Resolução do Conselho e
adopta um programa de acção comunitário (2004-2008) dos Ministros do Emprego e da Política Social, reuni-
de prevenção e de combate à violência exercida contra dos no seio do Conselho, de 29 de Junho de 2000,
as crianças, os adolescentes e as mulheres e de pro- relativa à participação equilibrada das mulheres e dos
tecção das vítimas e dos grupos de risco (Programa homens na actividade profissional e na vida familiar
DAPNHE II). Resolução C 1999/201/01 — Resolução do Conselho,
Decisão 2003/209/CE — Decisão da Comissão, de 25 de 20 de Maio de 1999, relativa às mulheres e a Ciên-
de Março de 2003, que cria um grupo consultivo de- cia.
nominado «Grupo de peritos sobre o tráfico de seres
humanos». Conselho da Europa
Decisão-quadro 2002/629/JAI — Decisão-quadro do Comité de Ministros
Conselho, de 19 de Julho de 2002, relativa à luta con-
tra o tráfico de seres humanos. Carta Social Europeia, adoptada em 1961, revista em
Decisão 2000/407/CE — Decisão da Comissão, de 19 Maio de 1996. A Carta Social Europeia Revista entrou
de Junho de 2000, relativa ao equilíbrio de género nos em vigor na ordem internacional a 1 de Julho de 1999.
comités e grupos de peritos por si criados. O Protocolo à Carta Social Europeia entrou em vigor
em 1988, tendo este procedimento de reclamações co-
Comunicações lectivas entrado em vigor em Portugal em 1998.
«Convenção para a protecção dos Direitos do Homem
COM(2006)92 final — Comunicação da Comissão ao e das Liberdades Fundamentais», usualmente denomi-
Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Econó- nada «Convenção Europeia dos Direitos do Homem»,
mico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, de 1 (modificada nos termos das disposições do Protocolo
de Março de 2006, que estabelece o Roteiro para a n.º 11), adoptada em Roma, a 4 de Novembro de 1950
igualdade entre homens e mulheres (2006-2010). e entrada em vigor na ordem internacional a 3 de Se-
2005/C 311/01 — Comunicação do Conselho, à Co- tembro de 1953.
missão e aos Estados-Membros que define o Plano da Convenção CETS n.º 197 sobre a Luta contra o Trá-
UE sobre as melhores práticas, normas e procedimen- fico de Seres Humanos adoptada pelo Comité de Mi-
tos para prevenir e combater o tráfico de seres huma- nistros em 3 de Maio de 2005 e aberta para assinatura
nos. em Varsóvia, em 16 de Maio de 2005, por ocasião da
C(2000) 853 — Comunicação da Comissão aos 3.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Con-
Estados-Membros, de 14 de Abril de 2000, que esta- selho da Europa. Portugal assinou esta Convenção no
belece as directrizes para a iniciativa comunitária EQUAL dia 16 de Maio de 2005.
relativa à cooperação transnacional para a promoção de Recomendação Rec (2003) 3 sobre participação equi-
novas práticas de luta contra as discriminações e desi- librada de mulheres e de homens na tomada de decisão
gualdades de qualquer natureza relacionadas com o política e pública (12 Março 2003).
mercado do trabalho. Recomendação Rec (2002) 5 sobre protecção das
Resoluções
mulheres contra a violência (30 Abril 2002).
Recomendação R (2000) 11 sobre luta contra o trá-
Resolução 2004/2220(INI) — Resolução do Parlamen- fico de seres humanos com o fim de exploração se-
to Europeu, de 2 de Fevereiro de 2006, sobre a actual xual (19 Maio 2000).
situação e eventuais futuras acções em matéria de com- Recomendação R (98) sobre integração da dimensão
bate à violência contra as mulheres. do género (gender mainstreaming) (7 Outubro 1998).
3986 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007

Recomendação R (96) 5 sobre conciliação do traba- mulheres. Para avaliação do cumprimento desta Conven-
lho com a vida familiar (19 Junho 1996). ção foi criado o CEDAW (Comité sobre a Eliminação
Recomendação R (90) 4 sobre a eliminação do se- das Discriminações contra as Mulheres), ao qual os
xismo na linguagem (21 Fevereiro 1990). países que a ratificaram têm de apresentar periodica-
Declaração sobre a Igualdade das Mulheres e dos mente os seus relatórios.
Homens adoptada pelo Comité de Ministros (16 Novem- Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas
bro 1988). contra o Crime Organizado Transnacional para Preve-
Recomendação R (85) 4 sobre violência na família nir, Reprimir e Punir o Tráfico de Pessoas e em parti-
(26 Março 1985). cular de Mulheres e Crianças (Protocolo de Palermo)
de 2000, tendo entrado em vigor em 2003.
Conferências de Ministros Europeus responsáveis Convenção Contra a Discriminação na Educação
pela Igualdade (desde 2000) adoptada pela UNESCO em 1960, tendo entrado em
Resolução «Alcançar a Igualdade de género: um de- vigor em 1962.
Convenção sobre Consentimento para o Casamento,
safio para os Direitos Humanos e um pré-requisito para
Idade Mínima para o Casamento e Registo dos Casa-
o desenvolvimento económico», adoptada pela 6.ª Con-
mentos (1962).
ferência Ministerial Europeia sobre a igualdade entre as
Convenção sobre Discriminação no Emprego e Ocu-
mulheres e os homens (Estocolmo, 2006). pação (1958).
Plano de Acção «Alcançar a Igualdade de Género em Convenção sobre a nacionalidade das mulheres ca-
todas as esferas da Sociedade», adoptado pela 6.ª Con- sadas (1957).
ferência Ministerial Europeia sobre a igualdade entre as Convenção sobre Direitos Políticos das Mulheres
mulheres e os homens (Estocolmo, 2006). (1952).
Resolução sobre o papel das mulheres e dos homens Convenção para a Supressão do Tráfico de Pessoas
na prevenção dos conflitos, na consolidação da paz e e da Exploração da Prostituição de Outrem (1949), ra-
nos processos democráticos pós-conflitos — uma pers- tificada por Portugal em 1991.
pectiva de género, adoptada pela 5.ª Conferência Mi- Declaração do Milénio das Nações Unidas,, aprova-
nisterial Europeia sobre a igualdade entre as mulheres e da pela Resolução A/55/L.2 da Assembleia Geral das
os homens (Skopje, 2003). nações Unidas, em 18 de Setembro de 2000, que defi-
Declaração e Programa de Acção sobre igualdade de ne os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
género: uma questão central nas sociedades em muta- Documentos Programáticos (aprovados nas conferên-
ção, adoptados pela 5.ª Conferência Ministerial Europeia cias dedicadas especificamente aos direitos das mulhe-
sobre a igualdade entre as mulheres e os homens (Sko- res e à igualdade ou noutras conferências em que as
pje, 2003). questões dos direitos das mulheres têm sido incluídas
Declaração sobre democracia e igualdade entre as como questões prioritárias):
mulheres e os homens como critério fundamental de Iniciativas e Acções Futuras para implementação da
democracia, adoptada pela 4.ª Conferência Ministerial Declaração e Plataforma de Acção de Pequim. Trata-se
Europeia sobre igualdade entre mulheres e homens (Is- de uma actualização da Plataforma de Acção, que re-
tambul, 1997). sultou da Sessão Especial da Assembleia Geral das
Nações Unidas, realizada em Junho de 2000, destinada
Congresso dos Poderes Locais e Regionais da Europa a proceder a uma avaliação do cumprimento da Plata-
Recomendação 148 (2004)E e Resolução 176 (2004)E forma (processo geralmente conhecido como Pe-
sobre mainstreaming de género a nível local e regional: quim+5). Foi ainda adoptada pelos Estados Membros
uma estratégia para promover a igualdade entre mulhe- uma nova Declaração de princípios confirmando e con-
res e homens nas cidades e regiões (27 Maio 2004). solidando adquiridos anteriores. Em 2005 foi ainda adop-
Recomendação 111 (2002)E e Resolução 134 (2002)E tada a Declaração de Pequim +10, Solidariedade para
sobre os direitos individuais de voto das mulheres: um Igualdade de Género, Desenvolvimento e Paz.
Plataforma para a Acção aprovada na 4.ª Conferên-
requisito democrático (6 Junho 2002).
cia Mundial sobre as Mulheres (Pequim, 1995).
Organização das Nações Unidas
Declaração e Programa de Acção aprovados na Ci-
meira para o Desenvolvimento Social (Compromisso V)
Declaração Universal dos Direitos Humanos, adopta- (Copenhaga, 1995).
da e proclamada pela Resolução 217A (III) da Assem- Programa de Acção aprovado na Conferência Inter-
bleia Geral das Nações Unidas, de 10 de Dezembro de nacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo,
1948. 1994), cujo capítulo 4.º se centra na igualdade para as
Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas mulheres e para os homens e na promoção do estatuto
de Discriminação contra as Mulheres, de 18 de Dezem- das mulheres.
bro de 1979, entrada em vigor a 3 de Dezembro de Programa de Acção Agenda 21 (Capítulo 24) apro-
1981. Esta Convenção é considerada como o instrumen- vado na Conferência Mundial sobre Ambiente e Desen-
to fundamental para o desenvolvimento dos direitos das volvimento (Rio de Janeiro, 1992).
mulheres. Portugal assinou-a a 24 de Abril de 1980 e Programa Estratégias para o progresso das Mulhe-
ratificou-a pela Lei n.º 23/80, de 26 de Julho. A res até ao ano 2000 (Nairobi, 1985).
Assembleia-geral das Nações Unidas adoptou um Pro- Têm ainda vindo a ser adoptadas todos os anos, em
tocolo Opcional à Convenção em 1999, através do qual diferentes instâncias das Nações Unidas, embora com
se pretende dar um novo passo para intensificar os particular relevo para a Comissão sobre a Condição das
mecanismos de protecção e promoção dos direitos das Mulheres (CSW) e pela Assembleia Geral das Nações
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 22 de Junho de 2007 3987

Unidas, inúmeras Resoluções relativas à igualdade entre INA — Instituto nacional de Administração.
mulheres e homens e aos direitos das mulheres no IND — Instituto Nacional do Desporto.
âmbito do emprego, da saúde, da educação, da situa- INE — Instituto Nacional de Estatística.
ção das mulheres migrantes, da violência contra as IPAD — Instituto Português de Apoio ao Desenvol-
mulheres, da prostituição, do desenvolvimento, do am- vimento.
biente, da promoção da mulher e direitos humanos, da IPJ — Instituto Português da Juventude.
mutilação genital feminina, dos casamentos forçados e MAI — Ministério da Administração Interna.
precoces, do HIV/SIDA, dos crimes de honra cometi- MAOTDR — Ministério do Ambiente, do Ordena-
dos contra as mulheres, do papel das mulheres na pre- mento do território e do Desenvolvimento Regional.
venção e resolução de conflitos e a construção da paz MC — Ministério da Cultura.
(em particular a Resolução 1325 do Conselho de Segu- MCTES — Ministério da Ciência, Tecnologia e En-
rança das Nações Unidas, aprovada a 31 de Outubro sino Superior.
de 2000), entre outros. MDN — Ministério da Defesa Nacional.
Convenções da Organização Internacional do Traba- ME — Ministério da Educação.
lho: MEI — Ministério da Economia e da Inovação.
MFAP — Ministério das Finanças e Administração
N.º 183 — sobre protecção da maternidade (2000).
Pública.
N.º 177 — sobre trabalho no domicílio (1996).
MJ — Ministério da Justiça.
N.º 175 — sobre trabalho a tempo parcial (1994).
MNE — Ministério dos Negócios Estrangeiros.
N.º 171 — sobre o Trabalho Nocturno (1990).
MOPTC — Ministério das Obras Públicas, Transpor-
N.º 156 — sobre a Igualdade de Oportunidades e Tra-
tes e Comunicações.
tamento para os Trabalhadores de Ambos os Sexos:
MS — Ministério da Saúde.
Trabalhadores com responsabilidades Familiares (1981).
MTSS — Ministério do Trabalho e da Solidariedade
N.º 118 — sobre igualdade de tratamento (segurança
Social.
social) (1962).
ODM — Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
N.º 111 — sobre a Discriminação em Matéria de
ONG — Organização Não Governamental.
Emprego e Profissão (1958).
ONU — Organização das Nações Unidas.
N.º 103 — sobre a Protecção da Maternidade (1952).
PCM — Presidência do Conselho de Ministros.
N.º 100 — sobre a Igualdade de Remuneração de
PME — Pequenas e Médias Empresas.
Mulheres e Homens Trabalhadores para trabalho de valor
PNCVD — Plano Nacional Contra a Violência Do-
igual (1951).
méstica.
N.º 89 — sobre Trabalho nocturno das Mulheres
POEFDS — Programa Operacional Emprego, Forma-
(1948).
ção e Desenvolvimento Social.
N.º 45 — sobre o Trabalho Subterrâneo das Mulhe-
POPH — Programa Operacional do Potencial Humano.
res (1935).
QCA III — Quadro Comunitário de Apoio.
Siglas utilizadas
QREN — Quadro de Referência Estratégico Nacional.
RCM — Resolução do Conselho de Ministros.
ACIDI — Alto Comissariado para a Imigração e Diá- SEF — Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
logo Intercultural. TIC — Tecnologias de Informação e Comunicação.
ACT — Autoridade para as Condições do Trabalho. UE — União Europeia.
ANQ — Agência Nacional para a Qualificação — IP.
CCDR — Comissão de Coordenação e Desenvolvi-
mento Regional.
CEDAW — Convenção para a Eliminação de Todas Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2007
as Formas de Discriminação Contra as Mulheres. O combate ao problema da violência doméstica tem
CEFA — Centro de Estudos e Formação Autárquica. vindo a merecer um novo enfoque na sociedade portu-
CEJ — Centro de Estudos Judiciários. guesa, incontornável para todos quantos positivamente
CENJOR — Centro Protocolar de Formação Profis- insistem em colocar e em fazer manter na ordem do
sional para Jornalistas. dia a temática da igualdade de género como um refe-
CFAE — Centro de Formação da Associação de Es- rencial de cultura democrática.
colas. O III Plano Nacional Contra a Violência Doméstica
CIG — Comissão para a Cidadania e Igualdade de (2007-2010), surge do Programa do XVII Governo
Género. Constitucional, que aponta claramente para a consoli-
CITE — Comissão para a Igualdade no trabalho e no dação de uma política de prevenção e combate à vio-
Emprego. lência doméstica implicando uma compreensão transver-
CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portu- sal das respostas a conferir a esta problemática, através
guesa. da promoção de uma cultura para a cidadania e para a
DGAI — Direcção Geral da Administração Interna. igualdade, do reforço de campanhas de informação e de
DGAL — Direcção Geral das Autarquias Locais. formação e do apoio e acolhimento das vítimas numa
FCT — Fundação para a Ciência e para a Tecnolo- lógica de reinserção e autonomia.
gia. A violência doméstica identifica vários sub-universos
GMCS — Gabinete para os Meios de Comunicação de pessoas-vítimas, coabitantes ou não, sejam estas
Social. adultas ou crianças, do sexo masculino ou feminino.
IEFP — Instituto do Emprego e Formação Profis- Contudo, apesar da violência doméstica atingir igual-
sional. mente as crianças, os idosos, pessoas dependentes e