Curso Fraga

Matérias:  Direito Fundamentais  Direito Constitucionais  Organização do Estado  Organização dos Poderes / Processo Administrativo / Três Poderes / Tribunal de Contas. Doutrinas:  Alexandre Morais  José Afonso da Silva  Resumo da Editora Saraiva – Sinopse Jurídica  Constituição Atualizada Controle de Constitucionalidade 1. Normas Jurídicas 1.1. Constitucionais - Constituição Federal; - Emenda de Revisão; - Emenda Constitucional. 1.2. Infraconstitucionais (sub constitucionais) – Atos Normativos Primários (art. 59 CF/88). Sofrem controle da constitucionalidade, porque são atos de regulamentação. – Atos Normativos Secundários (infralegais) atos da administração pública, portaria, decreto, instrução normativa. Não sofre controle constitucional. Sofre mo máximo controle de legalidade. 2. Inconstitucionalidade Vício no conteúdo, no Procedimento ou na Competência, da norma jurídica em relação ao processo legislativo em face da Constituição Federal. Art. 64 CF/88 3. Espécie de Inconstitucionalidade  Material (substantiva) – é o vício no conteúdo.  Formal (orgânica) • Objetiva – vício no rito (procedimento). • Subjetivo – vício na competência. Assim, com o advento de uma nova constituição a doutrina sustenta que não pode existir inconstitucionalidade formal superveniente, ou seja, discussão de vício no procedimento ou competência de normas jurídicas anteriores a constituição face a esta nova constituição. Ex.: Lei 1533/51 em relação a CF/88 – em 2005 Entretanto, é possível discussão de inconstitucionalidade material de normas anteriores a CF/88 somente pela ADPF, nos moldes da lei 9882/99, sendo uma exceção dos efeitos da revogação. 4. Modalidade de Controle:  Controle Preventivo (sistema americano) – atípico ou político. - Poder executivo – veto – art. 66 CF/88 Obs. Emenda Constitucional não sobre sanção ou veto. página 1

- Poder Legislativo – comissões constitucionais e justiça (art. 58 CF/88)  Controle Repressivo (sistema francês) – Típico • Poder Judiciário – Difuso (aberto ou incidental) – e a possibilidade de discutir uma inconstitucionalidade em qualquer juízo ou tribunal. Súmula 512 STF - Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de
mandado de segurança.

Controle por via de exceção. Características  Indireto – anterior ao seu pedido.  Concreta – atua concretamente no pedido.  Subjetivo – porque existe uma lide (conflito de interesse) • – Concentrado Poder Legislativo – Art. 49, V CF/88 – sustação dos atos normativos.

Obs.: 1) Medida Provisória não aprovada ou rejeitada: O Congresso Nacional exerce o controle repressivo de constitucionalidade. 2) É possível o controle preventivo pelo poder judiciário? Sim (de forma excepcional), o poder judiciário pode realizar tal controle quando presentes inconstitucionalidades formal objetiva ou subjetiva. 3) O poder público pode exerce controle de constitucionalidade de seus atos administrativos? Sim é possível uma vez que o administrador tem o dever de anular seus atos administrativos que possuam vício de legalidade, exercendo inclusive controle de constitucionalidade pelas súmulas 347 e 473 do STF. Natureza Jurídica da Inconstitucionalidade – questão prejudicial. Efeitos: Interparte – retroativo ao pedido (ex tunc) em regra. Princípio da Reserva de Plenário (controle difuso) – art. 97 CF/88.
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Quorum qualificado para a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo nos tribunais por maioria absoluta de votos do órgão especial ou do próprio tribunal. Papel do Senado Federal – art. 52, X CF/88 O senado federal pelo art. 52,X CF/88 – pode suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF, total ou parcialmente, tal regra não gera obrigatoriedade pelo Senado por falta de previsão legal. Regras Processuais – art. 480 e 482 CPC, art. 5º, XXXV CF/88, art. 176 a 178 Regimento Interno do STF; Controle Concentrado É a possibilidade de discussão da inconstitucionalidade por um só órgão do poder judiciário. Fica tudo na mão do STF existe no âmbito estadual (TJ/RJ). página 2

Características – discutir a lei em tese.  Direto – porque é o pedido principal (ADIn)  Abstrato – porque não há lide (não há autor e réu, e sim interessado).  Objetivo – porque se discute a densidade da norma Obs.: é direta porque é uma lesão direta a constituição e constituição estadual. Modalidades: a) ADI (ação direta de Inconstitucionalidade) • Âmbito Federal(ADI) X contra própria CF/88 – STF • Âmbito Estadual (ADI Estadual) X Constituição Estadual – TJ/RJ • Por Omissão X CF/88 – STF Conceito: ADI que visa impugnar lei ou ato normativo Federal ou Estadual perante O STF, lei ou ato normativo estadual ou municipal perante o TJ/RJ, bem como possibilitar a eficácia plena de norma constitucional que necessite de regulamentação pela ADIn por omissão. Objeto: Leis Municipais, Estaduais X CF/88; Leis Federais e Estaduais X CF/88. Obs.: Norma constitucional que necessita de regulamentação pela ADIn por Omissão. Legitimados: Art. 103 CF/88 – salva ADIn Estadual com regra na Constituição Estadual. Esse legitimado em duas categorias: a) Universais – art. 103, I, II, III, VI, VII, VIII CF/88 b) Especiais – art. 103, IV, V, IX CF/88 Amicus Curiae (amigo da corte) – é o terceiro que se habilita no processo (controle) abstrato de constitucionalidade, teve origem na constituição americana. Art. 7º § 2º da lei 9868/99 – Rito de ADI; Art. 6º § 1º lei 9882/99 – Lei da ADPF
Art. 1o A argüição prevista no § 1o do art. 102 da Constituição Federal será proposta perante o Supremo Tribunal Federal, e terá por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante de ato do Poder Público.

Natureza Jurídica – forma o litisconsórcio facultativo Para o prof. Nagib – é uma intervenção de terceiro especialíssimo. Medida Cautelar – é possível por maioria absoluta de votos, com efeito, Erga Ominis, efeito Ex Nunc (não retroage) e possibilidade do efeito Represtinatório (art. 11, § 2º lei 9868/99), de forma tácita. Art. 10, 11, 12 lei 9868/99.
Art. 10. Salvo no período de recesso, a medida cautelar na ação direta será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal, observado o disposto no art.

Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade

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22, após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de cinco dias. § 1o O relator, julgando indispensável, ouvirá o Advogado-Geral da União e o ProcuradorGeral da República, no prazo de três dias. § 2o No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela expedição do ato, na forma estabelecida no Regimento do Tribunal. § 3o Em caso de excepcional urgência, o Tribunal poderá deferir a medida cautelar sem a audiência dos órgãos ou das autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado. Art. 11. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo solicitar as informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que couber, o procedimento estabelecido na Seção I deste Capítulo. § 1o A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa. § 2o A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário. Art. 12. Havendo pedido de medida cautelar, o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo de dez dias, e a manifestação do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de cinco dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal, que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação.

Lei 6368/76

Lei 10259/01 Lei 10409

Decisão Definitiva Efeitos – Erga Ominis , Ex Tunc e Vinculante Cabe embargo de declaração (art. 26 lei 9868/99) Não cabe ação Rescisória (art. 26 lei 9868/99) Cabe Agravo de Decisão que não defere a petição inicial. Não cabe o Instituto da “Reclamação”. Não se admite intervenção de terceiros (art. 7º lei 9868/99) Atuação do Procurador Geral da República (PGR) Atua como fiscal da lei mesmo sendo autor e Advogado Geral, defende os interesses da União. Autuação do Advogado geral da União (AGU) Presença indispensável para defesa da lei em tese. Art. 8º lei 9868/99. Obs.: Declaração Progressiva de Inconstitucionalidade – Art. 27 lei 9868/99 O STF pode em razão da segurança jurídica ou de excepcional público ou social determinar que os efeitos de tal declaração sejam geradas após transitarem em julgado ou outro momento a ser fixado. Segundo o prof. Nagib – Declaração de inconstitucionalidade sem pronuncia de nulidade. página 4

Obs.: Em relação a ADIn por Omissão art. 2º CF/88 todas as regras anteriores são validas não se admitindo medidas cautelar por não há norma jurídica a ser impugnada contra a própria constituição e a figura do AGU é dispensável, pois não há defesa de lei em tese. Obs.: Com base no art. 30 e 31 da lei 9868/99 é possível a mesma interpretação da ADIn Estadual para a ADIn Distrital, onde se impugna lei ou ato normativo local ou regional contra a lei orgânica do distrito federal. Inclusive, com a Emenda 45 é possível que o governador distrital bem como sua assembléia legislativa seja legitimado da ADIn Federal, pelo art. 103 da CF/88. Entendemos assim que a lei orgânica distrital possui STATUS de constituição regional.

Controle de Constitucionalidade
. Controle Concentrado – art. 103 CF/88 ADC (ação declaratória de constitucionalidade) – Emenda 45 Conceito - é uma ação constitucional que tem por objetivo declara constitucionalidade da lei ou ato normativo federal. - Surgiu partir da emenda 3/93 - A uma crítica a tal ADC em virtude da falência do controle preventivo de constitucionalidade. Legitimidade – todos do art. 103 CF/88 – conforme mudança da emenda 45. Medida Cautelar = sim, efeitos Erga Ominis e vinculante – art. 21 lei 9868/99 Decisão Definitiva – com base na emenda 45, efeitos erga ominis, vinculate e retroativo (EX TUNC) a existência da lei. PGR – continua sendo fiscal da lei, mesmo sendo autor, atuação indispensável Pessoa que exercem AGU – defender a lei em tese – dispensável não pode ser autor de ADC. Obs.: 1) cabe embargo de declaração, não cabe ação rescisória, cabe agravo da ------------------------------- indenciação que defere a petição inicial. 2) É possível intervenção do aminus curiae.

APDF – Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamentais – art.102, § 1º
CF/88 e lei 9882/99. Conceito – é uma ação do controle concentrado que visa a inconstitucionalidade de leis municipais, estaduais, distritais ou federais, incluindo as leis anteriores a constituição que possuem controversa nos tribunais. E ainda é aquela ação que visa evitar ou reparar, lesão a preceito fundamental. Art. 1º lei 9882/99.
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: § 1º - O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.

Obs.: página 5

1) Tal medida judicial pode atacar as chamadas normas pré-constitucionais ou seja aquelas normas que foram editadas, antes da CF/88 desde que possuam relevância contra-vérsia nos tribunais. 2) Preceito Fundamental – são todos os direitos do art. 5º, princípio do art. 37, art. 150 e art. 170, incluindo os direitos sociais do art. 6º e 7º CF/88. Diferença entre Princípio Fundamental e Direito Fundamental – os direitos humanos Legitimados – art. 2º da lei 9882/90 – são as mesmas ao art. 103 CF/88, o inciso II foi vetado. ADPF – recurso de amparo ou queixa constitucional

01/08/2005

Espécies de ADPF  Própria ou Direta – art. 1° caput lei 9882/99  Imprópria ou Indireta – art. 1º § único lei 9882/99 Medida Cautelar; Sim, art. 5º lei 9882/99 por maioria absoluta de voto de seus membros. Efeitos Erga Ominis, vinculante, EX TUNC ou EX NUNC dependendo do caso concreto – é doutrinário. Decisão Definitiva – art. 11 e art. 12 da lei 9882/99 Efeitos Erga Ominis, EX TUNC 9retroativo), vinculante Obs.: 1) É possível a chamada declaração progressiva de inconstitucionalidade na ADPF, pelo art. 11 da lei 9882/99. 2) Não cabe ação rescisória, cabe agravo no prazo de 5 dias de decisão que indefere a petição inicial, cabe embargo de declaração, cabe a chamada reclamação (meio de impugnação indireta ou atípica). 3) A jurisprudência do STF entende que os efeitos vinculante da ADIn, ADC, ADPF surgiram com a constituição, entretanto sua regulamentação surgiu com as leis 9868/99 e a lei 9882/99 e a emenda 45 de 2004. ADPF é uma espécie do chamado controle misto de constitucionalidade.

Organização dos Poderes:
Poder Legislativo = que cria ou modifica as leis dos Estados. Existe por dois sistemas. - Unicameralismo – uma casa município e os estados - Bicameralismo – duas casas organismo federal – Câmara (representante do povo), – Senado Federal (representante dos Estados). A união das duas casas chama-se Congresso Nacional. Senado Federal ou Câmara Alta – 81 membros , mandato de 8 anos, representação paritária, 3 senadores por Estado, sistema eleitoral majoritário, idade mínima de 35 anos. página 6

Competência: art. 52 CF/88 – devemos ler competência privativa nas doutrinas nos ensina uma competência exclusiva, pois não se admite delegação.

Câmara dos Deputados - Representante do povo, 513 deputados, idade mínima 21 anos , mandato de 4 anos, sistema eleitoral proporcional. - Competência: art. 51 CF/88 devemos ler como privativo e entender como exclusiva pois não cabe delegação. Congresso Nacional – poder legislativo Federal - Reúne-se anualmente na capital federal. art. 18 § 1° CF/88. - Por sessões e períodos legislativos Legislatura – 4 anos, 4 sessões ordinárias e 8 período ordinárias. Art. 57 e seguintes CF/88. Sessão Extraordinária (art. 57 § 6º e 7º CF/88) Funciona no recesso legislativo no período em branco através de uma convocação extraordinária efetuada pelo Presidente da República, Presidente Senado ou Presidente da Câmara dos Deputados, na forma do art. 57, § 6º CF/88. Na referida sessão extraordinária o congressista não pode receber parcela indenizatória superior ao subsídio mensal. Atribuições: art. 48, 49 e 50 CF/88. - Própria – art. 49 – uma vez que a competência ela é exclusiva, ou seja, não se admite delegação. - Imprópria – art. 48 ou atribuição imprópria – uma vez que o presidente da república interfira na sua atuação com sanção ou veto. Obs.: O veto do presidente da república pode ser derrubado pelo congresso nacional através do voto da maioria absoluta dos deputados e senadores – art. 66 § 4º CF/88. - Direito de Convocação – art. 50, caput – o Congresso Nacional pode convocar qualquer Ministro de Estado ou subordinado da presidência para informações relevante a casa legislativa. - Direito de Ausência – art. 50, § 1º CF/88, o congresso nacional não pode rejeitar o comparecimento do ministro de estado em qualquer uma de suas casa, sobre pena de crime de responsabilidade, incluindo suas comissões.

Comissões – art. 58 CF/88 – núcleo de estudos
Permanente CCJ – comissão de comissão e justiça Temporárias – CPI – comissão parlamentar de inquérito – “prazo determinado”. Art. 58 § 3º CF/88 – jurisprudência do STF. A atuação da CPI pela jurisprudência do STF. Lei 1579/52 lei das CPIs. Oitiva de Testemunhas realiza perícia, busca e apreensões, determinadas e adequadas, quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados, por prazo certo admitindo prorrogações, investigações de fatos específicos e definidos, admitindo-se fatos conexos. Não pode decretar prisões, bem como interferir nas áreas de atuação de outros órgãos. página 7

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Sua atribuições são de investigação própria das autoridades judiciais, incluindo atribuições administrativas típicas de inquérito policial ou administrativo. Mistas ou Singular – só no senado ou da câmara. Composta das duas casas é a comissão do Congresso Nacional.

Perda do Mandato do Congressista – art. 55 CF/88, pela infrigência da proibição conforme o art. 54 CF/88, incluindo os chamados Decoro Parlamentar. Função Fiscalizadora do Poder Legislativo – atuação do TCU art. 70 a 75 CF/88, art. 235 CF/88 e art. 31 CF/88. Não possui pode jurisdicional é um órgão auxiliar e de orientação do poder legislativo. O TCU possui sede no Distrito Federal, possuem 9 ministros, idade mínima 35 anos e máxima de 65 anos. Suas atribuições em todo território nacional num efeito meramente administrativo. Art. 71 CF/88. Ele julga administrativamente. Obs.: 1) O artigo 75 combinado com o art, 31 § 4º proíbe a criação de novos tribunais municipais a partir da CF/88. 2) O TCU é órgão do poder legislativo federal que realiza o controle externo. Art. 71 CF/88.

Processo Legislativo – art. 59 a 69 CF/88
1. Conceito: é o conjunto de atos necessários a produção legal. 2. Procedimento  Fase Introdutória – iniciativa  Fase Constitutiva • Deliberação • Votação • Sanção/Veto  Fase Complementar/Conclusiva • Promulgação • Publicação 2.1. Iniciativa – é o ato que dá inicio ao processo administrativo.  Geral – qualquer pessoa do art. 61 CF/88 – sobre matéria indeterminada. Ex.: Arts. 61 §1º, 127 § 2º, 51, 52, 96 CF/88
Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva;

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c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição; d) propor a criação de novas varas judiciárias; e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei; f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados; II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo, observado o disposto no art. 169: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores; b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores, onde houver; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003). c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores; d) a alteração da organização e da divisão judiciárias; III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

 Reservada

Iniciativa Popular – art. 61 § 2º CF/88 combinado com art. 14, III CF/88.
E para projeto de lei, tanto ordinária quanto complementar, dirigido à Câmara dos Deputados. 2.2. Deliberação: também chamada de ato de discussão do projeto de lei. Regra: se inicia na Câmara dos Deputados tendo o Senado a função revisora, salvo quando o Senado possuir tal iniciativa. Deliberação é discussão. Observações: 1) A norma passa a existir após o termino da fase constitutiva. Mas sua obrigatoriedade se dá após a fase complementar. 2) As propostas de emendas à Constituição não possuem a fase sanção ou veto, passando a existir com a promulgação. 2.3. Votação – arts 64, 65 e 66 CF/88 – é a sujeição da proposta de lei ao escriturário.

Quorum
Chamado momento de deliberação. É o número mínimo de congressista para dar inicio a discussão em um só.

Maioria
O nº mínimo de congressistas para que a matéria seja aprovada. É variável possui algumas penalidades maioria simples (relativa), maioria qualificada (absoluta), 2/3 e 3/5.

Quorum é um só, a maioria é variável (simples ou relativa), maioria qualificada que subdivide em absoluta, 2/3 e 3/5. página 9

Obs.: Maioria simples número de presentes para votação de lei ordinária. Maioria absoluta (art. 69 CF/88) número de congressista, para votação de lei complementar.
Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Emenda Constitucional – art. 60 § 2º CF/88 Maioria de 2/3 – quebra da imunidade do Art. 53 § 8º CF/88 2.4. Sanção/ Veto – Art.66 CF/88 – é o ato de Aquiescência ou não do projeto de lei. 2.4.1.Características do Veto: é irretratável é ato jurídico perfeito, é insindicável, político (podendo ter aspecto jurídico), não se admite veto parcial de letras, palavras isoladas ou parte de normas, admitindo-se somente a regra do artigo 66 § 2º CF/88. 2.5. Promulgação: é o ato que atesta a existência da norma. Prazo: Implícito, 48 horas - art. 66, § 7º CF/88 2.6. Publicação: é o ato que dá ciência a tecer sobre o conteúdo da norma jurídica. Prazo: não há prazo para publicar, em razão do chamado silêncio eloqüente (o
legislador não quis prever prazo). Silencio Eloqüente (o legislador não quis prever prazo) interpretação).

=/= de Lacuna Técnica (falha

3) Espécies Normativas (art. 59 CF/88)  Atos Normativos Primários;  Emenda a Constituição; (art. 60 CF/88)  Lei Complementar (art. 61/69 CF/88) - a constituição determina  Lei Ordinária (art. 61 CF/88) – lei especifica  Lei Delegada (art. 68 CF/88)  Decreto Legislativo - (art. 49 CF/88) - Congresso Nacional  Resolução: Instrumento normativo da Câmara e do Senado – Art. 51 e 52 CF/88.. Não existe diferença entre Lei Complementar e Lei Ordinária, não existe hierarquia entre as normas. Lei Ordinária vai completar a norma constitucional.

3.1) Medida Provisória – art. 62, § 3º combinada com o § 7º CF/8. Inovações:
1) Prazo de Vigência 60 + 60 dias, ou seja, 60 dias prorrogável por uma única vez por igual período, após os 120 dias a medida provisória deverá ser analisada para ser convertida em lei em razão da proibição de outras reedições, sob pena de trancamento de pauta do Congresso Nacional que consiste na Analise prioritária da M.P. sobre as demais normas. Reedição por uma única vez (art. 62 § 3º CF/88)

2)

Pressuposto da Medida Provisória.
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1)

Relevância Urgência (interesse público) – aquilo que não pode esperar 90 dias, sendo tal prazo o chamado caráter de urgência, onde em cada casa legislativa o projeto de lei deverá ser discutido e votado dentro de 45 dias. Art. 64 § 2º CF/88 - Art. 62 § 1º CF/88 – memorizar

Vedação da Medida Provisória
sempre cai em prova

Obs.: Medida Provisória e Tributos – art. 62, § 2º CF/8. É possível a instituição e majoração de tributo na modalidade imposto, sendo que seus efeitos somente serão produzidos nos exercício financeiro seguinte, desde que foi convertida em lei ate a última dia da sua edição, dentro de 60 dias. Obs.: Trancamento de Pauta – art. 62 § 6º CF/88 A Medida Provisória se não for apreciada dentro de 45 dias após sua reedição, entrará em regime de urgência onde cada uma das casas legislativa terão sua pauta trancada até que se termine a votação da Medida Provisória. É possível Medida Provisória Estadual e Municipal ? Resp.: Sim, pelo Princípio da Simetria em razão do art. 25 § 2º CF/88, que já prevê uma proibição de conteúdo em relação à Medida Provisória Estadual. O que acontecesse quando uma Medida Provisória modifica o assunto de uma lei? Resp.: A lei anterior pelo STF terá sua eficácia suspensa, onde se convertida em lei a Medida Provisória temos a revogação da lei anterior caso contrário a lei anterior voltará com seus efeitos.

Imunidades Parlamentar – art. 53 CF/88 – ATENÇÃO CAI NA PROVA DA OAB.
1. Conceito – isenção de “culpa” em razão de sua função nos moldes da lei. Determinado pessoa esta de fora do alcance das leis gerais. 2. Espécies de Imunidades  Formal – Prisão – Processo  Foro de prerrogativa da função  Sustação do processo  Material – Civil – Opinião, palavra e votos – Penal – Opinião, palavra e votos 2.1 Imunidade Material – art. 53 Caput CF/88 Natureza Jurídica – exclusão da tipicidade do STF Em todo território nacional admitindo for do país quando esta representando o país. Imunidade em qualquer lugar desde que esteja na sua função ou em razão deste. Obs.: Ministro de Estado que é Deputado Federal possui imunidade? A imunidade é do cargo ou da função? página 11

Resp.: A imunidade protege a função logo se o Ministro de Estado que possui a função de Deputado federal possui imunidade, entretanto se sua atitude não esteja vinculada à função de Deputado não há imunidade. Ministro não tem imunidade, só deputado ou senador têm imunidade. 2.2 Imunidade Formal a) Prisão – art. 53 § 2º CF/88 – Tal congressista terá imunidade prisional, salvo prisão em flagrante de crime inafiançável onde os autos dentro de 24 horas serão remetidos à casa legislativa correspondente para que por voto de maioria de seus membros, resolva a prisão. Não é maioria absoluta, maior de 2/3 ou 3/5 e só maioria. b) De Processo – compete ao STF desde a expedição do diploma o julgamento dos deputados e senadores (art. 53, § 1º CF/88) = Foro de prerrogativa de Função. a) Fato Antes e Julgamento Durante o Mandato – há foro de prerrogativa de função pela chamada aquisição superveniente de foro de acordo com o STF. b) Fatos durante o mandato e julgamento depois do mandato art. 84,§ 1º CPP, ou seja o foro de prerrogativa permanece. c) Em relação às ações de improbidade da lei 8429/92, há possibilidade de aplicação do foro de prerrogativa conforme o art. 84, § 2º CPP. Súmula 394 do STF – foi canelada, mas seu conteúdo esta igual ao art. 84. §§ 1º e 2º CPP. Deputado Estadual e Vereador têm imunidade? Resp.: Sim deputado estadual – art. 27, § 1º CF/88, as duas imunidades sem nenhuma limitação espacial. E vereador somente a material – art. 29, VII, CF/88, com limitação espacial ou seja dentro do município na forma da lei orgânica municipal. Direitos Fundamentais Art. 5º e 78 incisos e quatro parágrafos CRFB/88 1) Conceito de Direito Fundamentais: é todo e qualquer direito indispensável à pessoa humana. 2) Características do Direito Fundamentais:  Imprescritibilidade;  Inalienabilidade;  Historicidade;  Relatividade;  Indelegabilidade. 3) Diferença entre Direito Fundamental, para Direito Individual, para Garantia Fundamental e Remédio Constitucional. Direito Fundamental – Indispensável ao ser humano. Direito Individual – direito de ser cidadão. página 12

Garantia Fundamental – é uma limitação estatal para preservar direito fundamental. Remédio Constitucional – é a solução para reservar uma garantia e o direito fundamental. Direito Fundamental Liberdade – Prisão Legal – Habeas Corpus 4) Evolução dos Direitos Fundamentais: 1ª Geração (Liberdades Clássicas Negativas): Direito Civil (liberdade (lembra Habeas Corpus), igualdade e fraternidade) e Direito Políticos (final do século XVIII). 2ª Geração (liberdades positivas concretas): (século XX, vem da Constituição Mexicana e Alemã) – direitos sociais direito do trabalho. 3ª Geração: Meio ambiente, direitos difusos e coletivos, pluralidade política, autodeterminação dos povos. 4ª Geração: são direitos da genética, direitos do genoma, biogenética (já é também relacionada à mudança de sexo). 5ª Geração: Informática. Leitura para fazer => Afonso da Silva, Alexandre Moraes Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Art. 5º CRFB/88 Noções Gerais: • Titulares : qualquer brasileiro e estrangeiro no País. • Direito Individuais Básicos: Vida, Liberdade, Igualdade, Segurança e Propriedade • Vida: é todo se de forma normal ou anormal – (a morte para o direito é toda a cessação dos bens vitais) Exceções: art. 5º, XLVII CRFB/88 • Abortos – art. 128, I e II CP • Excludentes do art. 23 CP (legitime defesa e estado de necessidade) Exclusão de ilicitude
Art. 23 -

• • •

Pena de Morte Integridade Física – inc, III, XLVII, XLIX, LXII, LXIII, LXIV e LXV CRFB/88. Integridade Moral – inc V e X

Espécies do Direito à Vida:

• Direito de Personalidade – Novo Código Civil Art. 1º, III lei 9455/97 – lei de tortura Tratamento Degradante – valores sociais (preso tem que ser ressocializado) Tratamento Desumano – valores íntimos – intra-social (falta de alimentação nas cadeias). Inciso XLVII – Princípio da Proibição de Penas – temos uma garantia fundamental aos presos, nasce indenização aos reeducandos Inciso LXII a LXV – são direitos dos presos Inciso V página 13

 São Direitos de Resposta (proporcional ao agravo) – da mesma maneira que foi ofendido terá direita de resposta.  São Direito Indenizatórios - 3 danos são indenizáveis Inciso X  São invioláveis, intimidade (são aspectos pessoalíssimos, ninguém pode invadi-la): - Vida Privada – aspectos pessoais com sua família; - Honra – atributos morais – (honra objetiva e subjetiva) - Imagem – é o reflexo (menor na Internet, pessoa jurídica na televisão) Direito da Personalidade = nome, sobrenome, estado civil.

Direito da Liberdade – direito de ir e vir
• • Liberdade de Locomoção – inciso XV Liberdade de Expressão Individual – inciso VI, VII, VII, IX e X  Crença e Culto  Intelectual Obs.: Tomar cuidado com inciso VIII, a chamada escusa absolutória – tem que fazer o que a lei diz para todos, somente quando segue sua convicção religiosa, filosófica ou política, pode ser alternativo. Ex. Fazer parte da Ong de desarmamento, a quer servir o exercito, por convicção da pessoa, o exercito pode dar uma situação alternativa. Obs.: escusa Absolutória – nenhum cidadão sofrerá punição se a Lei determinar uma prestação alternativa em virtude da negativa de uma obrigação legal imposta para todos os cidadãos. Expressão Coletiva: • Associação – inciso 16 e 17 • Cooperativa - inciso 16 a 21 - a palavra chave é cooperativa Obs.: A criação das Associações pelo Código Civil e das Cooperativas na forma da lei Diferença entre Associação e Reunião Associação – definitiva Reunião – temporário Como se termina uma associação – as associações só podem ser compulsoriamente “Dissolvidas”, por Decisão Judicial com o Transito em Julgado, inciso XIX e suas atividades podem ser “Suspensas” por Decisão Judicial.
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;

Direito da Liberdade (Privacidade e Intimidade) - inciso 10, 11 e 12 – inviolabilidade da casa. Inciso XI – Flagrante Delito, desastre ou socorro, durante o dia com determinação judicial (06:00 às 20:00 horas). Inciso XII - Inviolabilidade das Comunicações – se permite quebras comunicação de dados. página 14

Obs.: Majoritariamente o STF entende que as violações das comunicações telefônicas são legais desde que por ordem judicial para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, quantas podem ser quebrados: comunicação de dados e telefônicas. CPI não pode quebrar sigilo e sim “solicita” – em relação a telefone.

Direito de Igualdade - inciso I e XLII
Isonomia – é o princípio da igualdade e sim dividido em duas espécies: • Isonomia Formal – quanto à lei determina a isonomia. • Isonomia Material – quanto à lei prevê proibições de tratamento não isonômico. A matéria da isonomia, está sendo de maneira implícita (material). Ex.: Mulher discriminada no trabalho Ver art. 7º, inc. XXX, XXI, XXXII, XXXIII (é genérico), portanto é isonomia material.. É formal quando está escrito que homens e mulheres são iguais perante a constituição. Teoria das Ações Afirmativas – são políticos públicos (Ex.: Cotas dos negros) para tratar os diferentes para que se tornem iguais. Exceções à Igualdade Constitucionais. a) Aposentadoria, regras previdenciárias – art. 39 e 40 e 201 CF/88 b) Brasileiro, nato e naturalizado (cargos privativos de brasileiros natos – art. 12, § 3º CF/88) Ministro de Estado : idade mínima 21 anos – Art. 87 caput Qualquer brasileiro (naturalizado ou nato salvo o Ministro da Defesa, que também é de 21 anos e tem que ser brasileiro nato). c) Mulheres Eclesiásticas, fora do serviço militar, salvo em caso de guerra. Art. 143, § 2° CF/88 d) Somente brasileiro nato ou naturalizado há mais de 10 anos pode ser proprietário de jornal, rádio ou tv. Art. 222 CF/88

Direito de Segurança:
Em todos os atos jurídicos a) Segurança nas relações jurídicas – inciso XXXXVI b) Segurança em relações às matérias jurídicas – incisos XXXV, XXXVII, XXXVIII e LIII Princípios:  incisos XXXV – Princípio do Acesso ao Judiciário – todo direito é relativo. Exceção Arbitragem e Desportivo  incisos XXXVII – Princípio da Proibição  incisos XXXVIII – Princípio do Tribunal do Júri  incisos LIII – Princípio do Juiz Natural (juízo competente) c) Garantias Materiais (matéria penal) – incisos XXXIX, XL, XLV, XLVI, XLVII, LXVII página 15

 incisos XXXIX – Princípio da Legalidade  incisos XL – Princípio da Irretroatividade  incisos XLV – Princípio da Intranscedência  incisos XLVI – Princípio da Individualização da Pena  incisos XLVII – Princípio da Proibição de Pena  incisos LXVII – Princípio da Prisão Civil d) Garantias Processuais: Incisos LIV, LV, LVI, LVII, LVIII  Incisos LIV– Princípio do Devido Processo Legal (Due process of Low)  Incisos LV – Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa  Incisos LVI – Princípio da Provas Lícitas As provas ilícitas propriamente ditas e provas ilegítimas Ilícitas – fora do processo (grampo não autorizado, etc....). Ilegítima – adquirida durante o processo (dentro).  Incisos LVII – Princípio da Presunção de Inocência  Incisos LVIII – Princípio da Identificação Criminal Dever de casa lera lei 10054/00

Direito da Propriedade
Inciso de XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII, XXVIII, XXIX, XXX, XXXI

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