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Aula 00

Curso: Noções de Direito Administrativo p/ INSS (todos os cargos)

Professor: Cyonil Borges

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Curso Teórico de Direito Administrativo
Profº. Cyonil Borges
AULA DEMONSTRATIVA

SUMÁRIO
1.
2.
3.
4.

Apresentação
Cronograma e Programa
Metodologia e Orientações
Teoria

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PÁGINA
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Curso Teórico de Direito Administrativo
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APRESENTAÇÃO
Concursandos de todo o Brasil,
O concurso do INSS está na Praça. O concurso de acesso aos
quadros do INSS (a famosa Autarquia da União) é sempre uma boa
oportunidade, todavia é bem concorrido, por ser esperado no mundo
concursístico.
Nos dias atuais, o nível dos candidatos costuma ser bem elevado,
por isso é condição sine qua non para o sucesso uma ótima preparação
por meio de cursos direcionados. Enfim, é ideal definir a estratégia, e
que seja cirúrgica.
Voilà! Aqui no sítio do curso on-line estratégia você vai encontrar
os melhores Professores e, por conseguinte, os melhores materiais do
Brasil. Espero preparar verdadeiras tropas de elite.
Vencida esta consideração preliminar, vou falar um “cadinho” de
mim. Durante um “tempinho” fui da Marinha (oito anos). Cansado de
“empurrar” água nos navios da Petrobras, decidi estudar para concursos
públicos. À época, eu centrava meus estudos na Receita Federal e nada
de sair o “mardito” edital, daí fiz o concurso do TCU.
Voilà! Ingressei “ainda menino” no TCU, tendo exercido por mais de
11 anos a digna função de Auditor. Porém, decidi voltar ao Rio de Janeiro,
e, atualmente, sou Auditor Fiscal do Rio de Janeiro. Nada mudou!
Continuo Auditor do Estado, trabalhando na tentativa de melhorar, a cada
novo dia, o andamento da coisa pública.
Atuo como Professor de Direito Administrativo
Constitucional em cursos preparatórios em São Paulo.

e

de

Direito

Sou autor dos livros Resposta Certa (editora Saraiva), Licitações e
Contratos (editora Campus) e, mais recentemente, Questões
Discursivas de Direito Administrativo (licitações, controle externo,
finanças, controle da Administração e outros temas), este, diga-se de
passagem, nos concursos em que se exija prova discursiva! 
A participação nos fóruns, nas salas de aula, nos concursos em
geral, é sempre uma experiência extremamente gratificante, uma vez que
nos dá a oportunidade do contato com pessoas dos mais diversos lugares
do Brasil, todos agregados em torno do objetivo comum: a sonhada e
sempre alcançada aprovação no concurso público.
PROGRAMA E CRONOGRAMA
Abaixo, a distribuição do nosso curso (todas as aulas já estão
disponíveis):
Aula 00 - Conceitos de Estado e Administração Pública. Origem,
Conceitos e fontes do Direito Administrativo.

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Aula 01 – Atos Administrativos.
Aula 02 - Poderes da Administração.
Aula 03 - Organização administrativa da União.
Aula 04 - Agentes Públicos (aspectos constitucionais).
Aula 05 - Agentes Públicos (Lei 8.112, de 1990).
Aula 06 - Serviços Públicos.
Aula 07 - Responsabilidade Civil do Estado.
Aula 08 - Controle da Administração.
Aula 09 - Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429, de 1992).
Aula 10 - Licitações Públicas (Lei 8.666, de 1993).
Aula 11 - Contratos Administrativos.
Aula 12 - Pregão (Lei 10.520, de 2002).
Aula 13 – Lista de Questões da FUNRIO, com comentários.
Observação: a banca FUNRIO é uma ilustre desconhecida no cenário
Nacional. Provavelmente, a contratação pelo INSS deveu-se ao valor da
contratação. Atualmente, alguns órgãos e entidades públicos fazem
cotação de preço entre boas organizadoras, e a banca FUNRIO deve ter
lançado a menor cotação. Afinal, a rigor, o concurso, pelo Cespe, seria o
melhor para nós concursandos. Em todo caso, ao longo da aula, intercalei
questões das mais diversas bancas, e postei questões de fixação de FCC
(banca mais parecida com FUNRIO). Perceba, por fim, que teremos a aula
13 com muitos exercícios só de FUNRIO. Nesse caso, peço que só faça a
lista de exercícios depois de vencer os vários toques teóricos.

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METODOLOGIA
Passando à metodologia a ser adotada no presente curso, informo
que ela está baseada, essencialmente, em três pilares:
I) Objetividade: procuro tratar dos assuntos de forma direta, sem
“pirotecnias jurídicas", buscando o que há de mais importante para ser
destacado em cada questão, sem, obviamente, perder de vista os pontos
cruciais (mais cobrados em concurso) de tão rica disciplina que é o Direito
Administrativo;
II) Concisão: este curso visa ser claro e preciso, sem incorrer na
prolixidade tão comum dos estudos acadêmicos, a qual, apesar de ser
importante nas discussões doutrinárias, muitas vezes acaba por afastar o
aluno do foco pretendido, qual seja: a indicação da posição correta que
está sendo adotada pela FUNRIO; e
III) Abordagem da matéria sem perda de conteúdo: ressalto que a
objetividade e a concisão almejadas não foram pensadas com sacrifico do
conteúdo necessário.
ORIENTAÇÕES FINAIS1
A seguir, gostaria de tecer breves considerações a respeito da
experiência como professor de cursos preparatórios, somada à própria
trajetória como concursando.
Não há um método único para a aprovação em concurso. Não existe
uma “receita de bolo” infalível que possa ser utilizada por todas as
pessoas. Também não há como pré-determinar de forma generalizada um
número de horas mínimo ou máximo por dia que o aluno deve se dedicar
aos estudos, como se fosse a “chave do sucesso”. Não se pode dizer,
ainda, que está certo ou errado estudar somente uma matéria (ou mais
de uma) numa semana. Em síntese, o segredo é: crie a sua própria
estratégia.
Claro que, a partir de experiência própria, como estudante e,
sobretudo, como colaborador na preparação de alunos para concursos,
principalmente os realizados pela Esaf, Cespe e FCC, cheguei a algumas
conclusões:
1. Planejamento: é preciso que se estabeleça um ciclo de estudos.
No ciclo, independentemente do número de horas de estudo que for
definido para cada dia da semana, o importante é estudar TODOS os dias,
ainda que apenas meia hora. Aqui vale o ditado de que o “hábito faz o
monge”. Pode ser uma matéria de cada vez, mais de uma, ou todas numa
semana. Mas é preciso, fundamentalmente, uma rotina, um método, algo
padronizado. Costumo dizer aos candidatos que, independentemente do
concurso, são sempre três os requisitos para a aprovação –

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As dicas são sintéticas, fruto de minha experiência colhida no magistério, especialmente em minhas turmas
de Tribunal de Contas da União, que tive o prazer de orientar nos ciclos de estudo no ano 2003 em Brasília.
Para um maior aprofundamento, recomendo a excelente e criativa obra do autor Alexandre Meirelles.
Simplesmente adorável.

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ou mais anos. Não há glória sem sofrimento. “um corpo que não vibra é um esqueleto que se arrasta”. ou seja. jamais acredite nas “LENDAS” que são contadas nos corredores dos cursinhos de que “Fulano de tal” passou no concurso sem estudar porque é muito inteligente. principalmente. Bom. o caminho será mais curto se você não perder o foco no concurso desejado. mesmo para o “Fulano de tal” (o Sr. continuem entusiasmados. Abraço a todos. Assim. passemos à “aula-demo”. deve crer que durante a sua preparação não medirá esforços para estudar todos os itens do edital e. Cyonil Borges PLANEJAMENTO (a tal da rotina).DEMO 5 . 2. Não escolha cursinhos preparatórios por grife. tenho a certeza de que imbuído desse ânimo de confiança ficará mais fácil para assimilarmos os conceitos constantes dos tópicos sobre Direito Administrativo. Espero que “se deliciem” com o assunto. pois como já diz um velho almirante fuzileiro naval. De todo modo. Informe-se sobre as qualidades dos professores. se você não quer ser um esqueleto se arrastando sobre a disciplina então vibre com cada tópico novo que você aprende de cada matéria que irá cair na sua prova. Outra coisa. Seu projeto pode durar seis meses. Costumo afirmar aos colegas que não esmoreçam. com todo afinco possível). Tenha fé. um ano.estrategiaconcursos. Cyonil Borges www. DISCIPLINA (cumprir o planejado) e DISPOSIÇÃO (cumprir o planejado. Não caia nessa. deve crer que no “dia D” fará a sua melhor prova. Passar em concurso exige: DISCIPLINA e DEDICAÇÃO. 3.br 00000000000 . avançando sobre a matéria. analisando se atendem às suas necessidades. Inteligência). o candidato a concurso público deve ter fé. Cyonil Borges.com.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Verifique com ex-alunos do curso que pretende fazer se as aulas estão em sintonia fina com o que há de mais recente na jurisprudência dos Tribunais Superiores. 4. deve crer que é capaz de ocupar aquele tão sonhado cargo público. Profº.

Apesar disso. alguns elementos – ditos constitutivos – costumam ser constantes: o humano. afinal não há Estado real sem soberania! Ao lado desses. Sinteticamente. O próprio signo “Estado” é recente. a figura do Estado só se faz presente a partir da constituição. por um povo. se descumprirem leis Profº. Muitos autores fazem questão de destacar que os elementos acima são INDISSOCIÁVEIS. precisam “andar juntos” para que se chegue à noção conceitual que se tem.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº.estrategiaconcursos. De fato. GOVERNO SOBERANO diz respeito ao elemento condutor. pela primeira vez na obra “O Príncipe”. classificação Essa primeira aula é bastante conceitual. o conceito de Estado não é fixo no tempo e sequer no espaço. mas problemas. e respeitadas as posições doutrinárias divergentes. Isso porque não se pode pensar a figura do Estado sem um projeto para o futuro.com. Cyonil Borges Parte 1 – Noções gerais 1. como nosso José Afonso da Silva. XVI). Como Israel não reconhece. prender ministros e outras autoridades palestinas. Um breve exemplo permite-nos chegar a tal conclusão: imaginemos um Estado sem um governo soberano. como no caso do “Estado” palestino frente a Israel.br 00000000000 . ao ilustrar as normas constitucionais programáticas. Imaginou? Nessa hipótese. cada um desses pode assim ser definido: POVO é elemento humano. A leitura do art. aparecendo. e o político-administrativo. 3º do texto constitucional esclarece bem esse sentido. há o entendimento de que tem legitimidade para. sua base GEOGRÁFICA. nessa ordem. Vamos “passear” um pouco nas linhas introdutórias do Direito Constitucional. por exemplo. porém. ou cuja soberania não é reconhecida pelos demais Estados. a base DEMOGRÁFICA. a soberania do Estado palestino. há bons autores que acrescentam o elemento finalidade como informador do Estado. Cyonil Borges www. de Estado. Com outras palavras. não é suficiente para nos angustiar. elementos. com o sentido que ora se utiliza. ou seja. TERRITÓRIO são os limites do Estado. Estado: conceito. de regra.DEMO 6 . de Maquiavel (séc. responsável pela organização do Estado. atualmente. para garantirmos a completa compreensão dos detalhes do nosso querido Direito Administrativo. o geográfico. o que teremos não é um Estado. verdadeiro elemento teleológico – leia-se: finalístico.1. por um território. e por um governo soberano.

por exemplo: o Brasil. ou seja. Cyonil Borges www. o qual não nos parece ser elemento constitutivo do Estado! Além disso. Nesse instante.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Estados. por exemplo: a França. no lugar de POVO. mesmo assim não poderíamos encaixá-la na qualidade de Estado. portanto. a depender da época. registre-se que a uniformidade linguística não é elemento de formação dos Estados. Distrito Federal e Municípios? O que esse ‘pessoal’ todo é? E os Territórios. Estados. nem por isso. o português.br 00000000000 . A Federação é a FORMA DE ESTADO. os quais atuam de forma autônoma entre si. São pessoas jurídicas de direito público INTERNO. pensa rapidamente se existe o Estado da Atlântida! Se considerássemos a descoberta desta ilha perdida. Profº. Na Confederação. Nosso país. portanto.com. e de razões históricas. responsável por todas as atribuições políticas. e o Estado Federal. Se ainda não caiu a ficha. deixam de ser considerados Estados. Já no Estado Federal. é de grande extensão territorial. adotada aqui no Brasil. Exemplos disso. De outro lado. o Distrito Federal e os Municípios são as pessoas integrantes da Federação. TERRITÓRIO E GOVERNO SOBERANO. apenas para ilustrar. pois. sendo a integração bastante facilitada por conta da presença de um único idioma. Distrito Federal e Municípios?). Cyonil Borges israelenses. Mas por que aqui no Brasil existe União. o Estado Unitário. há diferentes polos de poder. há a reunião de Estados Soberanos. destacam-se: a Confederação. Retornemos ao quesito (mas por que aqui no Brasil existe União. como se situam? Antes de responder a tal quesito. o concursando deve ter mente que diversas são as formas de Estado. dentro da “Faixa de Gaza”.estrategiaconcursos. alguns dos leitores logo pensam: entendi! O Estado é formado pelos elementos POVO. Entre as formas de organização do poder político. Vamos à resposta. A União. por exemplo. e. lugar de aplicação de suas leis. os Estados-membros. encontraríamos POLVO. Faixa essa entendida por Israel como parte de seu território. há países em que se fala mais de um idioma e nem por isso deixam de ser vistos como Estado. No Estado Unitário (puro e impuro) existe um único centro de poder.DEMO 7 . Suíça e Canadá. a Bélgica. e. do território. apesar de excelente para que se dê identidade a um povo e facilite a formação de um grande Estado. são entes políticos/federados componentes da Federação Brasileira. Não precisa nem dizer que há países da África com variados dialetos.

essencialmente.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. o presidente e os diretores do banco central e outros servidores. e. bem por isso. nos termos desta Constituição. detendo competência exclusivamente administrativa. não sendo considerados entes federados pela CF/1988. atribuindo-se aos Estados-membros mera autonomia. Vejamos o art. Como sobredito. o Distrito Federal e os Municípios. Todos os entes federativos são autônomos. reunidos em Confederação (desde 1776). da CF/1988 (competência exclusiva do Presidente da República): nomear. inc. Cyonil Borges E os Territórios? Já os territórios não são. os Governadores de Territórios. o Procurador-Geral da República. os quais largaram a soberania para aglutinarem-se em torno da Federação (isso em 1787). hoje.DEMO 8 . Essa afirmação é só metade verdadeira. 84. sendo a República Federativa a guardiã do atributo da soberania. 18 da Constituição Federal: A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. Trocando em miúdos. Cyonil Borges www. e por desagregação (efeito segregador) foi criada a Federação (CF/1891). Dizem as boas línguas que nossa forma Federativa é espelho do sistema norte-americano. Sobre o tema. ou seja. a soberania é atributo da República Federativa do Estado Democrático de Direito Brasil. nos EUA. os Estados. segregador).agregação. após aprovação pelo Senado Federal. afinal a capacidade de autogoverno é inexistente.estrategiaconcursos. podem criar suas próprias normas (legislar). Profº. isso porque a Federação Brasileira foi formada por desagregação (movimento centrífugo. todos autônomos. Já no Brasil. mas não são soberanos ou independentes. Note: movimento da periferia para o centro . Os territórios são definidos doutrinariamente como autarquias da União (as ditas autarquias territoriais). XIV. entes federados. os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. tínhamos um Estado Unitário. isso porque o Presidente da República é responsável pela nomeação do Governador do Território depois da sabatina pelo Senado Federal. O Federalismo está ligado. atributo que significa. Não é bem um espelho. diferentemente do sistema norte-americano (centrípeto ou agregador). à distribuição interna de poder por diferentes centros políticos.com.br 00000000000 . quando determinado em lei. o reconhecimento que o Estado Brasileiro tem frente aos demais Estados Soberanos. vejamos o art. em breves palavras. havia Estados Soberanos.

e Legislativas. não são exercidos nem ocupados em caráter permanente. no sentido técnico-político. no terceiro. ou seja. Responde à questão de quem deve exercer o poder e como este se exerce. Dois novos conceitos para agruparmos ao rol já existente: o que é República? O que é ser de Direito e Democrático? O que é República? Na visão do autor José Afonso. Para José dos Santos. houve a citação de que o Estado Brasileiro é República Federativa e Estado Democrático de Direito. Profº. legislam. Cyonil Borges Os destaques não constam do texto original. fundações públicas.DEMO Executivos das Casas 9 . por exemplo. No vigente ordenamento republicano e democrático brasileiro. pode organizar seu governo e eleger seus dirigentes.com. sociedades de economia mista e empresas públicas).República:  Legitimidade popular dos (Presidente. dizer que os entes federativos são autônomos significa dizer que podem estabelecer as próprias regras.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. no segundo. significa ter a entidade integrante da federação capacidade de auto-organização. autogoverno e autoadministração. prefeito. a Caixa Econômica – como empresa pública – não elege governador. referindo-se à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados.br 00000000000 . Assim. Esses traços.estrategiaconcursos. podem ser apresentadas as seguintes características da forma de governo . ou Presidente – autogoverno. administrar e se autogovernar). mas desta distinta. transitórios. No primeiro caso. além de eletivos. Obviamente. Governadores. Por exemplo: o Banco Central – como autarquia – não edita leis – autolegislação. Linhas acima. mais NOMOS (regras donde deriva. por serem os mandatos temporários e seus ocupantes. os cargos políticos de chefia do Poder Executivo. diferenciam as pessoas políticas das entidades da Administração Indireta (autarquias. ao lado da Monarquia. Em síntese. produzindo normas próprias. o termo “normas”). por exemplo. Pois bem. com capacidade de tríplice autonomia (legislar. a República (a coisa do povo para o povo) é forma de governo. Autônomo deriva de AUTOS (próprio). pois essas são pessoas jurídicas exclusivamente administrativas. a entidade pode criar seu diploma constitutivo. também. Todos aqueles que integram a Federação são entes políticos ou federados. pode ela organizar seus próprios serviços. autonomia. o exercício de tal poder não é vitalício. Cyonil Borges Chefes dos Prefeitos) e www.

os Estados-membros ou os Municípios. príncipe). Nesse particular.).Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Do trecho.“todo poder emana do povo. como diria um educador famoso: educar é dar exemplo. no direito internacional. obviamente. a contenção do Estado pelo povo. cabe registrar que. se não fosse o Estado o primeiro cumpridor? A ideia de Estado de Direito baseia-se na imposição de “freios” à atividade do próprio Estado. significa a vontade do povo. o Estado de Direito surgiu. Antes de tratarmos de Estado de Direito. No Estado de Direito a contenção do poder é feita pela lei. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. para fazer frente ao Estado Absolutista.estrategiaconcursos. Cyonil Borges  Temporariedade dos mandatos eletivos (contraponto da vitaliciedade monárquica).. nos termos desta Constituição”). pode ser destacado “Estado de Direito”.  Prestação de contas pelos gestores públicos. 1º da Constituição Federal de 1988: A República Federativa do Brasil. Profº. o que diz art. abreviadamente. dado que. Cyonil Borges www. mas como Chefe de Estado. inicialmente. De se destacar que esse “primado da lei” no Estado de Direito gera uma presunção para todo e qualquer ato que provenha do Estado: a presunção de legitimidade dos atos estatais. vejamos. mas a estas deve se sujeitar).br 00000000000 .DEMO 10 . o Presidente da República não subscreve os tratados como Chefe de Governo. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. O que é Estado de Direito? Para respondermos ao quesito. Com efeito. 1º . e não o inverso (parágrafo único do art. a qual.com. O Estado não se afasta de cumprir a norma que cria. inclusive a si mesmo. essencialmente. Aplica-se a fórmula ocidentalizada do “rule of law” (o Estado é que cria as regras. pode ser assim traduzida: O Estado cria as leis (em sentido amplo – a norma) para que a todos sejam impostas. A Lei diz respeito à vontade geral. cujo poder – de base divina e contratualista por vezes – centrava-se na figura do soberano (rei. que.. De que valeria o Estado criar a norma para vê-la cumprida por todos. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (. apenas a República Federativa do Brasil tem competência para a formalização de tratados. dela não dispondo a União.

Por fim. ou seja. assim como boa parte dos amigos leitores também o serão. pode ser questionada. todo e qualquer ato proveniente do Estado é produzido. assegurando a correta e legítima gestão do interesse público e garantindo os direitos dos administrados. portanto.com. de acordo com a ordem jurídica. ao qual o Estado passou a se submeter. têm alcances diferenciados. o servidor da Receita Federal é o Estado quando atua. como é o caso da Norte-americana). Sabemos que servidores são seres falíveis. ao mencionar Estado Democrático de Direito. Por exemplo. assumindo o compromisso formal de evolução para a ideia de Constituição Dirigente Profº.DEMO 11 . Isso ocorre porque o Estado. que regula as relações entre a Administração Pública e os administrados. porventura produzidos nessa qualidade. Logo. é composto por seres humanos. Cyonil Borges De fato. tornam-se inquestionáveis? Resposta: NÃO! A presunção de legitimidade é uma presunção relativa (ou juris tantum.estrategiaconcursos. para afastar. Nesse instante alguns amigos devem estar pensando: então todos os atos do Estado. o problema é saber como são feitas tais leis. não só os administrativos. é o Direito. por serem presumidos legítimos. presumidamente. com a necessidade de produção de provas invertida em desfavor dos administrados. de vez. se o Estado é de Direito e. é legítimo. Cyonil Borges www. ao fim. portanto. Como sinaliza Dirley Cunha.br 00000000000 . e que os termos Democrático e Direito. podem ser questionados por terceiros. possuem a característica da presunção de legitimidade? Resposta: SIM! Mas. a ideia de que a Constituição é meramente garantia (negativa ou liberdade. para aqueles que gostam de latim). E você se pergunta: em que o conceito de Estado de Direito importa para o Direito Administrativo? A resposta é: em tudo! Isso porque o Direito Administrativo nasceu com o Estado de Direito. sendo a democracia mais abrangente do que o direito. os atos falhos dos agentes públicos. uma vez que tais atos contam com presunção relativa de legitimidade. então. pressupõe-se que cumpra a lei. Por exemplo: o Estado da Venezuela é de Direito? Acredito que sim. assim. Exatamente por isso que nosso texto constitucional se preocupou em inserir expressamente o termo Democrático. logo depois dos respectivos concursos e do derradeiro ato de posse. será que com a real participação dos cidadãos ou meramente semântica ou formal.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. o que vem a ser Estado Democrático? A Constituição. deixa evidente que não se trata de reunião meramente formal de elementos.

modernamente. Aristóteles.DEMO 12 . Montesquieu registrou que as missões fundamentais do Estado. e administrar. dar atendimento às demandas concretas da coletividade) deveriam ser exercidas por órgãos diferentes. para. com textos bastante difundidos no campo da filosofia jurídica. Desse modo. tecnicamente. não legislaria. havendo apenas uma distribuição funcional – aquilo que os constitucionalistas chamam de princípio da especialização. e assim sucessivamente. de legislar (função legislativa: criar o Direito novo). a abordagem inicial de Montesquieu não falava de “Poderes”. 2º da CF/1988. Cyonil Borges (leia-se: preocupada com os direitos sociais – de 2ª geração – e não tão-somente os de 1ª geração – civis e políticos). o autor mais influente e discutido a respeito da repartição das atividades de Estado é.1. inclusive. quem administrasse. Locke e Rosseau. o Legislativo. Contudo. conceito. 2. exercentes do Poder. o Executivo e o Judiciário”. o Barão de Montesquieu. tal qual escrito na Constituição (art. solucionando-os em definitivo) e de administrar (função administrativa ou executiva: usar a norma jurídica criada. Apenas para citar alguns mais conhecidos.estrategiaconcursos. Hobbes. julgar. Parte II – Origens históricas do Direito Administrativo. distinguir as três principais funções do Estado: legislar.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. tal como no Brasil. objeto. como dito. Decorre daí o entendimento de que o Poder é UNO. que. muito provavelmente. aprendemos que o Estado Brasileiro tem FOrma de GOverno a REPÚBLICA e Forma de Estado a FEderação. Considerações gerais No tópico anterior. No seu clássico “O Espírito das Leis”. 2º): “São Poderes da União. modernos e clássicos.com. mas sim de órgãos distintos. independentes e harmônicos entre si. consagra essa “tripartição” de poderes no art. de julgar (função judicial ou jurisdicional: aplicar o Direito aos casos conflituosos. Profº. Esta ideia rodeia quase todo o direito ocidental moderno. Diversos pensadores. as quais. dão origem aos “Poderes” constituídos. independentes. não administraria.br 00000000000 . Vamos agora. Cyonil Borges www. quem julgasse. e fontes do Direito Administrativo. CharlesLouis de Secondat. Acontece que. ocuparam-se da abordagem de quais e quantas seriam as principais funções a serem desempenhadas pelo Estado. aplicando-a.

de maneira atípica. diferentemente da tripartição de Montesquieu (considerada rígida). Da mesma forma. Todavia. essencialmente. A questão seria identificar a quem é outorgada a função de forma típica ou atipicamente. obras.br 00000000000 . “em forma de pizza”: Portanto. serviços) e concursos públicos para seleção de servidores (administração de pessoas). especialização) de função.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. para os mais chegados à língua inglesa). exercendo funções administrativas.estrategiaconcursos. Contudo. o qual também exerce atipicamente funções Profº. Essa mesma função – administrativa – pode ser percebida com relação ao Poder Legislativo. como não poderia deixar de ser. quando encaminha normas para apreciação do Poder Legislativo. o Poder do Estado. no Brasil. enfim. a representação gráfica da tripartição brasileira. Vejamos. é exercido em diversas frentes. atipicamente. indivisível. A divisão do Poder entre órgãos diferentes possibilita aos órgãos constitucionalmente estabelecidos controlar-se entre si. constituindo o que se reconhece na doutrina constitucionalista como sistema de “Freios e Contrapesos” (ou checks and balances. Cyonil Borges De fato. que é um só. Tome-se como exemplo a ordem jurídica brasileira. a seguir. no que o Judiciário está. Contudo. Vejamos. A missão típica do Poder Judiciário é aplicar o direito aos casos litigiosos que lhes sejam submetidos. o exercício dos Poderes no Brasil dá-se por precipuidade (preponderância. o Judiciário faz licitações (administração de compras. não há como se negar que a mesma função é desempenhada por todos os demais Poderes. Cyonil Borges www. o mesmo Poder pode deflagrar o processo legislativo. a função administrativa de Estado é exercida.DEMO 13 . não há exclusividade. pelo Poder Executivo.com.

que. ao Poder Executivo não é dado o exercício da atividade jurisdicional (em seu sentido estrito). como o “mérito” da decisão administrativa. 5º da Constituição Federal.DEMO 14 . conforme se verá no devido momento. porém sem definitividade (sem o colorido jurisdicional). Cyonil Borges www. Transcreva-se: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Obviamente. O Legislativo também desempenha a atividade jurisdicional quando. como sobredito. é o Presidente da República. Ainda que o Executivo adote decisões em processos administrativos de sua competência. 52 da Constituição Federal). nesse ponto. tem sido voz vencida.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. XXXV do art. medidas estas que possuem força de lei desde sua edição (art. de concursos públicos. há forte divergência doutrinária. que não pode ser “invadido” pelos órgãos judiciais. adiante-se: há limites para apreciação de atos administrativos pelo Poder Judiciário. Entretanto.br 00000000000 .com. O melhor exemplo disso é a possibilidade de edição por parte de seu chefe de medidas provisórias. Em havendo previsão na Constituição dos Estados e nas Leis Orgânicas. E. a organizadora Cespe já formulou diversos itens sobre a atividade judicante a ser levada a efeito pelo Poder Profº. quando abre procedimentos administrativos e realiza concursos públicos para acesso aos cargos públicos. em razão do princípio da inafastabilidade de jurisdição. por exemplo. estas não constituirão coisa julgada material ou definitiva. em sentido estrito. podem seus atos ser levados à apreciação do órgão judiciário competente. com força de definitividade. o Poder Executivo não julga?! Não há duvida que a questão é tormentosa. O Poder Executivo. como a decisão proveniente do Judiciário. como é o caso do autor Diogo Figueiredo. Mas. no caso federal. Professor. de modo que as bancas não deveriam formular quesitos dessa natureza. Por isso. tratando-se. a missão legislativa. Há quem defenda que o Poder Executivo exerce atividade jurisdicional. tanto os Governadores como os Prefeitos ficam autorizados a editarem medidas provisórias. A Jurisdição é quase que monopolizada pelo Poder Judiciário e apenas em casos excepcionais pode ser exercida pelo Legislativo. atipicamente. Cyonil Borges administrativas. cuja missão típica é a atividade administrativa. Contudo. I do art. também exerce. porque. essa apreciação judicial não é ilimitada. de antemão. o Executivo não exerce atividade jurisdicional em sentido formal.estrategiaconcursos. Mas. com o sentido que esta deve ser vista. No mundo dos concursos. ou seja. contido no inc. no entanto. Essa é a posição da doutrina majoritária e que devemos levar para a prova. é claro. não há verdades absolutas. 62 da CF/1988). o Senado processa e julga o Presidente da República nos crimes de responsabilidade (inc. que.

O autor Celso Antônio ensina que o Direito Privado é governado pela autonomia de vontade. servindo-se para tanto dos meios que elejam. cujo atendimento não é um problema pessoal de quem os esteja a curar. portanto. antes de morrer. Porém.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Se lhe perguntassem: você entregaria a mão de sua filha para um traficante de drogas? Obviamente não. A banca considera. isto é. de dever de atendimento do interesse público. interesses públicos. que o conceito da palavra direito tem estreita ligação com retidão.br 00000000000 .2. estes itens se referem às funções exercidas pelas Comissões de Processo Administrativo Disciplinar. Profº. O ramo da ordem social é sui generis. o conceito material de jurisdição. maciça. mas um dever/encargo/múnus público inescusável.com. Aprendemos que o Direito é uma ciência UNA. isso porque. afinal não é um homem direito. Cyonil Borges Executivo. Cyonil Borges www. tais finalidades ou meios não esbarrem no Direito. constitui tema raro em concursos públicos. que é substituída pela ideia de função. por questão meramente didática. em que se exige a formação da coisa julgada material (traço da definitividade). 2. monolítica. coercitivamente – pelo Estado. logicamente. e. É um ramo responsável pelos Direitos concernentes aos hipossuficientes. como é o caso do Direito Acidentário e Assistencial. logo. Assim não há espaço para a autonomia da vontade. até hoje. privado e social. desde que. o direito foi dividido em ramos. para facilitar que o ser humano cresça. o Direito Público se ocupa de interesses da sociedade como um todo.estrategiaconcursos. em parte. De modo distinto. as partes elegem as finalidades que desejam alcançar. estar certo. Leiase: impostas obrigatoriamente – coativamente. O Direito comparece. o que seria da vida dos Professores de Direito se tivessem que conhecer toda a ciência jurídica? Simplesmente não seria! A ciência jurídica é bastante complexa e difusa. conduta irrepreensível. como conjunto de normas norteadoras da conduta humana. Direito: ramos e sub-ramos Se lhe perguntassem: com que pé acordou hoje? Provavelmente.DEMO 15 . fundamentado pela resolução das lides (conflitos) e não o conceito formal de jurisdição. A citação ao referido ramo é apenas demonstrativa. Em nosso mundo jurídico não é diferente. Normalmente. sendo encontrados os ramos: público. responderia: com o pé direito. reproduza. por ser indivisível. afinal é citado por literatura especializada. obviamente. nesses casos. Fácil verificar.

existem normas de direito administrativo para a defesa de interesses dos particulares (leiase: dos administrados). o Direito Privado pode ser entendido como aquele que regula as relações entre os homens. a disciplina da hierarquia entre seus órgãos. de natureza pública. portanto. o chamado dirigismo estatal. Gabarito: ERRADO. parcialmente. Por fim. Resgatando Orlando Gomes. Por exemplo: há normas do direito privado que defendem interesses públicos (por exemplo: direito de família). por exemplo. tendo em vista o interesse particular dos indivíduos. consensualidade.estrategiaconcursos. é de verticalidade. das relações com seus servidores (como é o caso do Direito Administrativo). Comentários: O Direito Administrativo é exteriorizado. em posição de verticalidade. a atividade financeira (arrecadatória) do Estado (por exemplo: o Direito Tributário). que se refere ao conceito. uma vez que regula as relações em que predominam os interesses do Estado. A relação entre a Administração e o Administrado. percebemos. a atividade jurídica não contenciosa que esta exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins. e porque em pelo menos um dos polos da relação disciplinada por ele está a Administração Pública.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº.DEMO 16 . do interesse público e social. ao objeto e às fontes do direito administrativo. nesse caso.com. claramente. Cyonil Borges Como sub-ramos do Direito Privado. Já o Direito Público se encarrega da disciplina dos interesses coletividade. ou a ordem privada (Direito Civil e Comercial). daí a incorreção do quesito. Profº. Cyonil Borges www. pelo Poder de Polícia do Estado. Nessa passagem. São subramos em que o predomínio é o interesse individual. Fixação 2011/Cespe Julgue o próximo item. de supremacia. há o Direito Civil e o Comercial. o direito administrativo é o ramo do direito privado que tem por objeto os órgãos. A unilateralidade é marca do Direito Público. como são as normas de segurança e os direitos fundamentais.br 00000000000 . os agentes e as pessoas jurídicas administrativas que integram a administração pública. positivado no próprio Código Civil. por outro lado. sendo este. que o Direito Administrativo é sub-ramo do direito público interno. Não há. competindo-lhe a organização do Estado (por exemplo: o Direito Constitucional). Segundo a doutrina administrativista. cabe alertar que essa dicotomia (público e privado) é meramente didática.

como. no §6º do art. Cyonil Borges 2. provavelmente. Origem do Direito Administrativo Como ilustre a autora Maria Sylvia Zanella Di Pietro aponta. É encontrada.Inserção do princípio da moralidade administrativa de forma expressa no texto da Constituição. porque podemos aprimorá-lo e não simplesmente partir do zero. traduzida na ideia de que o Estado será responsável pelos atos lícitos ou ilícitos dos agentes. Com o Direito Administrativo Brasileiro não foi diferente. O que é mais fácil: criticar um livro de um grande autor ou fazer um livro de igual quilate? Criticar. do Francês. mas também entre estes e o Estado.com. dotado de princípios e objeto próprios. obviamente. na esfera federal): com a finalidade de se evitar o sistema de despojos (“spoil system”). é para ser visto com bons olhos. por exemplo. todo o corpo de servidores era despojado para a colocação de novos Profº. a partir do momento em que começou a desenvolver-se – já na fase do Estado Moderno – o conceito de Estado de Direito. Dos direitos nacionais.Regime legal dos servidores (Lei 8. . em especial à lei fundamental que é a Constituição) e sobre o princípio da separação de poderes. o Estado ficar sem pagar pelos serviços e o contratado ter a obrigação de executá-los. juntamente com o direito constitucional e outros ramos do direito público.Presença de cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos: cláusulas que garantem a posição de supremacia do Estado sobre os particulares. .Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. São exemplos de contribuições francesas: .estrategiaconcursos. 37 da CF/1988. do Italiano. atualmente.DEMO 17 . entre nós. berço do direito administrativo. teve início. italiano. tendo as contribuições dos diversos direitos nacionais (francês. que. foi do francês (de base romanística).Responsabilidade civil objetiva do Estado: existente. desde a Constituição de 1946. O Direito Administrativo Brasileiro certamente não “brotou” antes do Direito Romano. não apenas nas relações entre particulares.br 00000000000 . e outros). de certa forma. a formação do Direito Administrativo como ramo autônomo. pois. que o nosso sistema se fartou. Cyonil Borges www.3. inglês. que tem por objetivo assegurar a proteção dos direitos individuais. do Germânico. o que. o nosso Direito pode captar os traços positivos e reproduzi-los de acordo com a nossa realidade histórica. com a entrada de novo Governante. alemão. .112/1990. estruturado sobre o princípio da legalidade (em decorrência do qual até mesmo os governantes se submetem à lei.

Essa tal coisa julgada é estudada. não temos apenas uma jurisdição. A partir da leitura do texto. No entanto.DEMO 18 . em Direito Constitucional. na França. expressamente. sem distinção de qualquer natureza. ou seja. as decisões adotadas pelas instâncias administrativas (ressalvado o mérito administrativo) podem ser sindicadas (princípio da sindicabilidade) pelo Poder Judiciário. assim. não sindicáveis pelo Poder Judiciário Então responda: no Brasil. as ilustres bancas organizadoras insistem em cobrar a contribuição advinda de fora da França! Vejamos. todavia. Cyonil Borges agraciados. mas sim duas: a administrativa e a judiciária. XXXV. desvendamos que não vigora entre nós a existência de duas jurisdições (como na França) – o sistema contencioso.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. as decisões geradas pelo Estado-administrador são definitivas e. Portanto. em que a definitividade é traço formal do Judiciário (sistema de jurisdição UNA ou ÚNICA). garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Vejamos. É porque o instituto é típico da função jurisdicional. Em conclusão. naturalmente a Profº. nos termos seguintes: XXXV . houve para a formação do nosso sistema de jurisdição a contribuição do sistema inglês. sobre contencioso administrativo Tributário? Abaixo explico detalhadamente. à liberdade. É bem verdade que existem outras contribuições. não cabe a reapreciação pelo Poder Judiciário. à segurança e à propriedade.br 00000000000 . 5º Todos são iguais perante a lei. afinal já ouvi Professor de Direito Tributário mencionando. E mais: nas provas. 5º.estrategiaconcursos. A razão é lógica. É o que a doutrina denomina contencioso administrativo. e o tal contencioso administrativo? Não existe no Brasil. mais enfaticamente. tendo em conta o objetivo deste curso (concursos públicos). quando muito. primeiro passemos à leitura do art. Nesse contexto. as decisões administrativas são definitivas. nas aulas de Direito Processual.com. e. Na França. Professor. Cyonil Borges www.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. à igualdade. penso ser suficiente essa apresentação. da CF/1988: Art. será que existe a separação das autoridades administrativa e judiciária? Será que as decisões adotadas por um Ministério ou por Tribunais de Contas não poderão ser sindicáveis/controláveis pelo Poder Judiciário? A resposta é simples. Mas.

Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. e de outro a própria Administração. Há três formas de preclusão: temporal. quando não há mais recursos cabíveis. atua de forma imparcial. A segunda. ensina Maria Sylvia. por isso. na qualidade de contribuinte ou responsável. reforço.com. consumativa e lógica. com o contencioso do modelo Francês). afinal ninguém pode ser juiz e parte ao mesmo tempo. a relação estabelecida nos contenciosos judiciais costuma ser trilateral (de um lado as partes – autor e réu. a doutrina registra que a decisão administrativa não pode ser definitiva. irrevogáveis. Daí não ser criticável a formação de coisa julgada. em si.br 00000000000 . no Direito Administrativo. sem qualquer flexibilidade – são.estrategiaconcursos. o juiz). conforme o caso). litígios). Para compreendermos melhor a existência do contencioso no Direito Administrativo Brasileiro (inconfundível. Cyonil Borges www. Curioso. Portanto. não sendo parte no processo. apesar de deterem pontos em comum. são os atos irrevogáveis. A temporal. Cyonil Borges responsável por dar definitividade às decisões. os institutos da coisa julgada e preclusão. por conseguinte. dessa forma. não é verdade? A Administração é parte na relação. em que a Fazenda forma contencioso com o particular. de forma parcial. e. Legal. como. Abrese. é a perda da faculdade em face do decurso do prazo. nas lides (demandas. Também existe litígio (contenda. A expressão coisa julgada.DEMO 19 . E. Ela significa apenas que a decisão se tomou irretratável pela própria Administração. como o nome já denuncia. O juiz. em outro. A preclusão administrativa consiste na restrição a uma faculdade processual originariamente assegurada ao sujeito. de regra. pela pacificação social. mas não existe coisa julgada? Existe sim! Com um pequeno detalhe. não se identificam de modo perfeito. o processo administrativo tributário. agindo. por Profº. a possibilidade de o prejudicado “bater às portas” do Poder Judiciário para suscitar a revisão da decisão. é imperioso que tracemos algumas considerações sobre os institutos da preclusão e coisa julgada administrativa. Cite-se. A primeira situação é a de exaurimento (esgotamento) da via administrativa. Por outro lado. Por exemplo: os atos vinculados – os praticados dentro dos limites da lei. contencioso) na esfera administrativo. não tem o mesmo sentido que no Direito Judiciário. Como registra Marçal Justen Filho. e será mais a “batida” em nossas aulas. Dois exemplos podem ser citados de coisa julgada administrativa. em virtude dos eventos verificados ao longo do processo administrativo. por exemplo. fazendo coisa julgada administrativa. os litígios que surgem no interior do Estadoadministrador (da Administração Pública) têm de um lado o administrado (particulares ou servidores.

Ficamos assim: a coisa julgada administrativa ocorre apenas dentro da Administração Pública. A coisa julgada formal. em outros processos em que haja identidade de partes. A consumativa. Para o autor. ora porque se está diante de atos irrevogáveis. bem assim. a formação de coisa julgada administrativa em sua acepção material. Perfeito Professor. isso porque o administrado poderá socorrer-se do Poder Judiciário. a preclusão lógica dá-se quando o administrado. à vista do princípio Profº. se dá apenas nas instâncias da Administração.br 00000000000 . Como registra Carvalho Filho. como regra. adota posição incompatível com outra dentro do procedimento. Agora mudou de figura! Em casos de ilegalidade. ora porque a decisão tornou-se irrecorrível (a Lei de Processo Administrativo Federal . Cyonil Borges exemplo. por ato omissivo ou comissivo. é a impossibilidade de a sentença ser alterada dentro do próprio processo. E se a decisão da Administração for ilegal? Isso vai ficar de graça? Opa.DEMO 20 . Cyonil Borges www. a definitividade da decisão administrativa é relativa. de 1999. a impossibilidade de o administrativo rever o conteúdo da proposta apresentada em procedimento de licitação. por exemplo. E.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. o prazo decadencial para impugnar o Edital de Licitação. em virtude do qual se torna vedado rever a decisão nele adotada sem a instauração de um procedimento específico e distinto. como. por exemplo. três instâncias). a coisa julgada administrativa é a situação jurídica pela qual determinada decisão firmada pela Administração não mais pode ser modificada na via administrativa. por sua vez. afinal as decisões administrativas podem ser sindicáveis pelo Poder Judiciário. é oportuna a distinção entre a coisa julgada material e formal. conclui-se que não há. a coisa julgada formal administrativa é o efeito jurídico acarretado pelo encerramento de um procedimento administrativo. como. ou seja. fala em. Por fim. no máximo. pois. bem por isso. dá-se pela exaustão da prerrogativa uma vez exercida. Antes de avançarmos. A irretrabilidade. no Brasil. E é nesse contexto que podemos concluir pela existência de coisa julgada administrativa. A coisa julgada material acarreta a impossibilidade (imutabilidade) de as decisões serem revistas no próprio processo objeto da decisão.Lei 9. permanece o Poder Judiciário livre para a apreciação do ato. por sua vez.784.estrategiaconcursos. causa de pedir e pedido.com. e este poderá decidir em sentido contrário ao decidido pela Administração. deixar de interpor o recurso no prazo legal.

Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. logo não afetarão a terceiros).2 (2007/CESPE/TJ-PI/Juiz) A jurisprudência e a doutrina majoritária admitem a coisa julgada administrativa.estrategiaconcursos. III .br 00000000000 . o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. Cyonil Borges da inafastabilidade da tutela jurisdicional (sistema de jurisdição uma).DEMO 21 . com o detalhe de que só pode fazer isso enquanto não houver a prescrição/decadência. Cyonil Borges www. pela permanência de seus efeitos. QUESTÃO 44 Fixação (2005/FUNIVERSA/PREF. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. Item II FALSO (os efeitos da decisão são internos. porque o ato jurisdicional da Administração deixa de ser um simples ato administrativo decisório. II . analise as assertivas abaixo: I . de 1999: Art. Item III FALSO (limita-se ao caso concreto. (D) Apenas I e III são verdadeiras. contados da data em que foram praticados. § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. (E) Todas são falsas.Não se limita ao caso apreciado e nem se extingue com o encerramento deste. isso porque só geram efeitos internos. o que impede a 2 Item I FALSO (a decisão não tem o mesmo alcance.TO – TCI) Quanto à Coisa Julgada Administrativa. e tem o alcance da coisa julgada judicial.784. E a Administração também deve rever o ato. (C) Apenas III é verdadeira.É uma preclusão de efeitos internos.com. salvo comprovada má-fé. sem que estenda seus efeitos fora do processo). vejamos o disposto no art. Profº. (B) Apenas I e II são verdadeiras. 54. com aplicação do princípio da autotutela administrativa.O que ocorre nas decisões administrativas finais atinge e afeta direitos de terceiros. Sobre o tema. (A) Apenas I é verdadeira. podendo o particular socorrer-se ao Judiciário). 54 da Lei 9. Entendeu essa história de coisa julgada? Então “mata” as questões abaixo. § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos.

3 decidida. (CERTO/ERRADO)5 (2010/FCC – TCM/PA – Técnico) A expressão coisa julgada administrativa significa que a decisão tornou-se irretratável pela própria Administração. se provocado. E.com.DEMO 22 . poderá rever os atos. de jurisdição una. existe. como vimos. Cyonil Borges www. a adoção da jurisdição una não impede que a Administração Pública instaure processos administrativos visando tomar as decisões dessa natureza. perante o Poder Judiciário. em parte.estrategiaconcursos. 5º. O TCU é órgão administrativo. as decisões do Tribunal de Contas são sim sindicáveis (controláveis).Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. enquanto não houver a decadência do direito. não cabendo ao Poder Judiciário examiná-la e julgá-la. como sobredito. O Brasil adota o sistema inglês. no Brasil. há ou não necessidade de exaurimento das vias administrativas para “batermos às portas” do Judiciário? Será a instância administrativa de curso forçado regra ou exceção? Vejamos. deve a Administração também suscitar a nulidade do ato. por vezes. para controle judicial de atos jurídicos. não se admite a existência da chamada coisa julgada administrativa. sobre a instância administrativa de curso forçado? Apesar de “as portas” do Poder Judiciário permanecerem abertas à tutela das ameaças e lesões a direito. 3 ERRADO. Com o detalhe de que tais decisões não serão dotadas da definitividade típica das decisões judiciais. Ao menos para parte da doutrina. em razão da unicidade (ou inafastabilidade) da jurisdição do Poder Judiciário. Cyonil Borges reapreciação administrativa da matéria hipótese de ilegalidade (CERTO/ERRADO). o Poder Judiciário. vencer a esfera administrativa. a coisa julgada administrativa. uma vez que sempre é dado ao jurisdicionado recorrer ao Poder Judiciário contra ato da administração. não tem o mesmo colorido da coisa julgada na atividade jurisdicional. mesmo na (2009/CESPE/TCE-AC) A Em face do princípio da indeclinabilidade da jurisdição (CF.4 (2009/CESPE – TCE-ES – Procurador) A decisão do TCU faz coisa julgada administrativa. inciso XXXV). É o que a doutrina chama de instância administrativa de curso forçado. é oportuno salientar que. 6 O item está CERTO. não impedindo que seja apreciada pelo Poder Judiciário se causar lesão ou ameaça de lesão (Certo/Errado)6. No entanto. o particular deve. primeiramente.br 00000000000 . mas. Em caso de ilegalidade. art. 5 ERRADO. (CERTO/ERRADO). Que tal passarmos. E. agora. Então. como não vigora o contencioso no modelo francês entre nós. 4 ERRADO. logo suas decisões são administrativas. Profº.

Cyonil Borges No máximo. e diz respeito à Justiça Desportiva.estrategiaconcursos. Os casos “clássicos” para fins de concurso público são: I) Processos administrativos referentes à Justiça Desportiva. não o Judiciário. Na atual CF. a formação de coisa julgada é administrativa (formal. Vejamos o §1º do art. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. já tendo sido instaurado um processo administrativo. A regra é que a qualquer instante uma matéria pode ser levada à apreciação judicial.. Fixação 2012/TRT 10R – Cespe Estará em conformidade com a CF lei que condicione o acesso ao Poder Judiciário ao esgotamento das vias administrativas. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas.com.DEMO 23 . II) Reclamação a ser interposta perante o STF em razão do descumprimento do teor da Súmula Vinculante. Profº. como pré-falado. Gabarito: ERRADO.. que fica proibida de rever o ato administrativo. 7o Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante. pois a CF autorizou a existência da jurisdição condicionada ou instância administrativa de cunho forçado. § 1o Contra omissão ou ato da administração pública. Pergunta instigante diz respeito ao momento em que um eventual interessado pode socorrer-se do Judiciário. 217 da CF. não definitiva). a CF não autorizou a instância administrativa de curso forçado. Comentários: Como sobredito. própria do Poder Judiciário.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. ainda que já instaurado ou já decidido o processo administrativo. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal. há situações em que só depois de esgotada a instância administrativa. de 1988). 7º da Lei 11. há apenas uma exceção. o Judiciário só aceitará ações judiciais referentes a competições desportivas depois de se esgotarem as instâncias desportivas (§1º do art.417/2006: Art. Com relação a essa. porém. Por exceção. Isso se dá em razão da unicidade de jurisdição. Cyonil Borges www. Mas a questão merece temperamentos.br 00000000000 . entenda: a matéria tornase irrecorrível para a própria Administração. um assunto poderia ser levado à apreciação de um juiz.

do tipo livro esquematizado. da Lei 12. Codificação Acaba de ser lançado o primeiro Código Administrativo no Brasil! Os amigos foram ao lançamento? Aconteceu no salão nobre da livraria Cultura. como condição de acesso ao Poder Judiciário.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. toda a legislação de mais de cinco mil Municípios. considerou o instrumento como instância administrativa de curso forçado. acrescente-se que há doutrinadores que defendem ser o juízo arbitral (a arbitragem) e o habeas data formas de esgotamento prévio ou de condição de acesso ao Judiciário.Não se tipifica crime material contra a ordem tributária.com. Cyonil Borges III) Art. 26 Estados. às transformações do mundo. tão-somente. Cyonil Borges www. para APO-SP. V) Por reforço. responsável por dizer o direito entre as partes (leia-se: de forma extrajudicial). como ocorrido com o Código Civil de 1916 alterado. incisos I a IV. A atividade de lançamento é privativa da autoridade tributária.estrategiaconcursos. para a tipificação de crime material contra a ordem tributária. É bem provável que outras organizadoras tendam a seguir idêntico raciocínio. I. em 2002. de forma metódica. Profº. Quanto ao habeas data.br 00000000000 . previsto no art. dispôs-se que o MS não é cabível se houver recurso administrativo com efeito suspensivo. assim distribuídas: 1ª – O Direito Administrativo não pode ser codificado: em sendo o Direito Administrativo bastante dinâmico. tornando-o inerte às evoluções. antes do lançamento definitivo do tributo. sendo forçoso reconhecê-lo. seus defensores apontam para o perigo de petrificar o direito. 5º. O argumento é bastante razoável. independentemente de caução. ao vasculharmos os manuais de Direito Administrativo. isso porque. as partes devem levar a resolução dos conflitos surgidos primeiro para o árbitro. sistematizando. 1º.137/90. em prova de Direito Constitucional. Código com 200 mil folhas. Talvez devido ao teor da Súmula 2 do STJ. percebemos três correntes a favor ou contra a reunião de forma harmônica das normas administrativas. sendo. em havendo a presença de cláusula compromissória (leia-se: acordo prévio entre as partes de que futuros conflitos seriam resolvidos nas câmaras de arbitragem). de 2009 (nova Lei do Mandado de Segurança). 2. a organizadora FCC.016.DEMO 24 . atribuição administrativa. IV) Súmula Vinculante 24 .4. DF e União. No entanto. em que se exige a negativa da via administrativa. portanto. Brincadeirinha! O Direito Administrativo ressente-se de codificação legal. Há a necessidade de exaurimento da via administrativa. da Lei nº 8.

o direito que andava espalhado pela natureza em papel (leia-se: positivação do direito natural em normas). Cyonil Borges 2ª – O Direito Administrativo deve ser codificado totalmente: segundo seus defensores. Cyonil Borges www. 2. garantindo-se aos administrados maior segurança jurídica. XX ou do séc. os critérios utilizados em distintos países e datas podem ser aplicados indistintamente nos dias atuais? Em razão do próprio dinamismo e evolução do Direito Administrativo. e império da burguesia. Lei 9.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. De todo modo. para a definição do Direito Administrativo: 1º – Legalista. estruturou-se a partir da interpretação de textos legais. vamos juntos estudar alguns dos critérios existentes. da jurisprudência.DEMO 25 . Se lhe perguntam. ou francês Com a revolução francesa. Lei 8. propriedades. caótico. O direito não deve se resumir à interpretação de leis e de regulamentos administrativos. Lei 8. e dos costumes. sobretudo.estrategiaconcursos. sem falar da doutrina. Crítica: a palavra direito não pode (não deve) se resumir a um amontoado de leis. a cada livro consultado. proporcionada pelos Tribunais Administrativos. não defende a inexistência de qualquer código ou a existência de um código totalizante. o que demonstra certa imprecisão em torno do conceito e objeto do Direito Administrativo. essa parece ser a menos extremada. empírico. vários foram os critérios utilizados na tentativa de esmiuçá-lo.5. Código Florestal. Ao longo da história do Direito Administrativo. outro na entrada de um Parque que diz – Profº.com. XXI? Com outras palavras. a resposta é um sonoro não.112/1990. de detalhá-lo. houve grande preocupação de se consolidar. Conceito e Objeto do Direito Administrativo A definição de Direito Administrativo não é das tarefas a mais fácil. Muito mais que leis. São exemplos de codificações parciais: Código de Águas. com a finalidade. haveria facilitação na compreensão e aplicação das normas.784/1999 (Lei de Processo Federal). codificar. exegético. hoje: o critério para a definição do Direito Administrativo do início do séc. Assim. temos um leque considerável de opções.745/1995 (Lei de Concessões de Serviços Públicos). de se garantir aos cidadãos maior segurança em suas liberdades e. isso porque. Nessa época. o Direito Administrativo deve levar em consideração a carga valorativa dos princípios. Pensemos juntos: há um cartaz na entrada do metrô que diz – “proibido entrada com cães”. 3ª – O Direito Administrativo é passível de codificação parcial: das correntes.br 00000000000 . o Direito Administrativo teve por objeto a interpretação das normas jurídicas administrativas e atos complementares (leiase: direito positivo). entre outras. XIX é igual ao do início do séc.

na verdade. De acordo com o critério exegético (legalista).PMP (INSS)/2010 Acerca do direito administrativo. isso constitua missão atípica. ao lado das quais o intérprete deve levar em consideração a carga normativa dos princípios. Gabarito: ERRADO. isso não seria possível. E mais: no Poder Executivo. CESPE .estrategiaconcursos. afinal. induvidosamente. por exemplo. que tinha por objeto a interpretação das leis administrativas. Porém.DEMO 26 . por exemplo. mas não são cães) e a de não autorizar a entrada da ambulância. Gabarito: CERTO. costumeiramente. por exemplo). julgue o item a seguir. a solução seria de se admitir a entrada com cobras (são répteis) e baleias (são mamíferos. a fim de socorrer pessoas dentro do Parque. porque. O Direito Administrativo não se resume à disciplina do Poder Executivo. nem tudo é objeto do Direito Administrativo. 2º – Do Poder Executivo ou Italiano Segundo seus defensores o Direito Administrativo é conjunto de princípios regentes da organização e das atividades do Poder Executivo. incluídas as entidades da Administração Indireta (autarquias e fundações. para alguns. o princípio da razoabilidade. (Certo/Errado) Comentários: Segundo o critério exegético ou Francês. encontramos a Escola Exegética. todos os Poderes administram. A interpretação. A crítica é bem simples. o Direito Administrativo resume-se a um amontoado de leis. desprezou a carga normativa dos princípios. os princípios contam com função normogenética (servem para construir e balizar as leis. veremos que a ofensa a princípios é. tendo. (CERTO/ERRADO) Comentários: O Direito Administrativo não se resume a um amontoado de leis. E. o direito administrativo pode ser conceituado como o conjunto de leis administrativas vigentes em determinado país.com. em dado momento. Profº. Cyonil Borges www. Fixação (2007/ESAF – Procurador do DF) Na evolução histórica do Direito Administrativo. regidas que são pelo Direito Constitucional. a qual também defendia o postulado da carga normativa dos princípios aplicáveis à atividade da Administração Pública. embora. à época.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. nos dias atuais. como são as funções de governo. Segundo a Escola Legalista. alicerçando-nas). mais grave do que o descumprimento das leis.br 00000000000 . Cyonil Borges “proibido entrada com veículos automotores”.

ao lado de uma função típica. Cyonil Borges www. Gabarito: ERRADO. o Direito Administrativo regula a instituição. 4º – Do serviço público Essa escola de pensamento inspirou-se. porém. Cyonil Borges Fixação (2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O direito administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses. Enfim. que mantêm relação com os administrados? Enfim. é o critério do Poder Executivo. O que fazer com o Direito Tributário.DEMO 27 . o caráter residual ou negativo do Direito Administrativo. na jurisprudência do conselho de Estado francês.br 00000000000 . para a melhor doutrina. basicamente. Eleitoral.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Gabarito: ERRADO. Por sua vez. mais precisamente quando do julgamento da responsabilidade civil do Estado (atropelamento de menina – Agnès Blanco – por prestadora de serviços públicos). o Direito Administrativo é responsável pelo relacionamento da Administração Pública com os administrados. permitindo-se que. O critério do Poder Executivo não é totalmente aplicável porque. O que estabelece as normas entre o administração e a Administração é o critério das relações jurídicas. No caso. segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. Fixação (2009/Cespe – AGU) Pelo critério teleológico. O critério é válido. (Certo/Errado) Comentários: O critério que prepondera é o da Administração Pública. todos os Poderes estruturais do Estado administram.estrategiaconcursos. o direito administrativo enquanto atividade distinta da judicante e legiferante é o critério negativista ou residual. 3º – Relações jurídicas Para seus defensores. a organização. o que prepondera. Para seus defensores. o Direito Administrativo é considerado como o conjunto de normas que regem as relações entre a administração e os administrados. bem como a prestação aos administrados. não é imune de críticas. Processual. todas as atividades do Estado se resumem a serviços públicos. no Brasil. a manter relação com os administrados. entre os ramos. não é o Direito Administrativo o único. e o funcionamento dos serviços públicos. (Certo/Errado) Comentários: A banca misturou três critérios. Profº. necessariamente. haja ou possa haver o exercício de uma atípica. Tal critério leva em conta.com. a separação de poderes é moderada. Penal. e outros.

entre eles: Leon Duguit e Gaston Jèze. portanto. os serviços administrativos (internos) e os serviços industriais e comerciais (predominantemente privados). por exemplo. Na concepção de Leon Duguit. desenvolvida pelo Estado para a satisfação de necessidades da coletividade. surge a Escola do Serviço Público. matemática. o Direito Administração não se destina propriamente aos fins do Estado. não é isento de críticas. de direito constitucional a atividade econômica (sentido amplo). mas.7 Comentários: A concepção restrita é de Gaston Jèze e não Duguit. essa escola encontra severas críticas. daí inconfundível com os serviços públicos (atividade positiva do Estado). Cyonil Borges www.DEMO 28 . isso porque. como é de conhecimento. XIX. No entanto. Cyonil Borges A definição do que é serviço público encontrou terreno fértil.com. (Certo/Errado). para o que sejam finalidades do Estado. O critério é válido. Na verdade. Pura maldade da banca. com a finalidade de satisfação das necessidades coletivas) (sentido estrito).Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. abrangendo toda a atividade material. Já Jèze considerou serviço público tão-somente a atividade material do Estado (leia-se: aquela de dentro para fora. 5º – Teleológico Também chamado de finalista. que se desenvolveu em torno de duas concepções. é uma atividade eminentemente negativa. segundo o qual o Direito Administrativo é um conjunto harmônico de princípios que disciplinam a atividade do Estado para o alcance de seus fins. ao lado dos serviços públicos. assim como o das relações jurídicas. deixando.estrategiaconcursos. especialmente na França do séc. submetida a regime exorbitante do direito comum. Para Duguit. mas sim ao atendimento dos interesses da coletividade. Gabarito: ERRADO. de distinguir a atividade jurídica do Estado e a atividade material. 7 Profº. excluindo. Fixação (2007/ESAF – Procurador do DF) Na evolução do conceito de Direito Administrativo. portanto. como objeto do Direito Administrativo: Duguit (sentido amplo) e Jèze (sentido estrito).br 00000000000 . tais autores diferiram quanto ao alcance do serviço público. o qual. No entanto. O que são os fins do Estado? Não há uma resposta precisa. Poder de Polícia. cercada de prerrogativas de direito público. serviços públicos incluem todas as atividades Estatais. o Estado realizava. tendo tal critério contado com fortes defensores. a ser prestada aos cidadãos. o Serviço Público deveria ser entendido em sentido estrito.

e) as garantias individuais. legislativa.com. O 8 Letra A.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. (2006/Esaf – AFC/CGU) O Direito Administrativo é considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e princípios. o que não é judicial. com as características de ser concreta. exemplo disso é a atividade política. b) os órgãos dos Poderes Públicos. não é o Direito Administrativo que estabelece os fins do Estado. A segunda é que dentro do Poder Executivo nem tudo é regulamentado pelo Direito Administrativo. residualmente) administrativo. o Direito Administrativo é ramo do direito público que disciplina todas as atividades estatais que não sejam judiciais ou legislativas. vejamos: a Presidência da Republica é objeto de estudo do Direito Administrativo e não é órgão inferior. só pode ser (por sobra. Cumpre tão-somente ao Direito Administrativo realizá-los. que as desempenham. O critério é parcialmente válido. metas. enquanto o Direito Constitucional estuda os órgãos superiores.br 00000000000 . Para a doutrina. Profº. Assim.estrategiaconcursos. porque. não é legislativo.DEMO 29 . Apesar da crítica. disciplinada essencialmente pelo Direito Constitucional. Cyonil Borges www. igualmente. Cyonil Borges Na visão de Dirley Cunha. recebe críticas. e administrativa.8 7º – Residual Também denominado de negativista. d) as competências dos órgãos públicos. composta por normas que estabelecem fins. programas e diretrizes vinculantes e obrigatórias para o Estado. o critério residual ou negativista é relevante para encontrarmos o objeto do Direito Administrativo. direta e imediata a sua atuação. 6º Da hierarquia orgânica Bem curtinho: o Direito Administrativo rege os órgãos inferiores do Estado. As funções do Estado são em número de três: judicial. que regem o exercício das funções administrativas estatais e a) os órgãos inferiores. notadamente quando o texto constitucional apresenta-se como Constituição dirigente. Não é um critério isento de críticas. É a Constituição que fixa esses fins. mas sim independente e indispensável à estrutura do Estado (leia-se: órgão superior). c) os poderes dos órgãos públicos. Com outras palavras. A primeira é que as definições servem para dizer o que as coisas são e não o que não são.

Profº. hoje.br 00000000000 . Material ou Funcional Funções políticas e administrativas Apenas funções administrativas Perceba que o termo “Administração Pública” envolve. umas com as outras e com os particulares. mas um Estado sem Administração é anarquia. Orgânico e Formal Órgãos Governamentais e Administrativos Apenas órgãos administrativos Objetivo. visando o atendimento concreto e direto do interesse da coletividade. desde logo. pode-se afirmar que no direito brasileiro. enfim. em que o exercício dá-se por provocação do particular (princípio da inércia ou demanda). a mais compreensiva (abrangente). Nesse contexto. entre as funções estatais. por ocasião do desempenho da atividade administrativa. A expressão Administração Pública pode assumir sentidos diversos. as funções políticas (de Governo) das funções administrativas? As funções administrativas são complementares às leis. basicamente. organização e agentes. utilizado por autores de peso para traçar a definição de Direito Administrativo. O “concreto” é ponto distintivo da função legislativa.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. os seus direitos e obrigações. vinculada. conforme o contexto em que esteja inserida. é o mais aceito pela doutrina. regula. O “direto” tem como contraponto a função judicante.estrategiaconcursos. além dos órgãos e funções administrativas. A expressão Administração Pública pode assumir sentidos diversos. 8º – Da Administração Pública De acordo com esse critério. Vejamos: Administração Pública Sentido AMPLO RESTRITO Subjetivo. São realizadas de forma. os órgãos e funções políticas. define suas pessoas administrativas. em sentido amplo.com. Cyonil Borges Estado sobrevive sem leis e sem juízes. o Direito Administrativo constitui o ramo do direito que rege a Administração Pública como forma de atividade. Que tal separarmos. Cyonil Borges www.DEMO 30 . Ainda que se possa criticar o conceito. a Administração é. conforme o contexto em que esteja inserida. tipicamente abstrata.

perceba que a Administração Pública pode assumir o sentido subjetivo e o objetivo. caracterizando. marcados pela maior discricionariedade.estrategiaconcursos. em que os traços marcantes são: a coordenação. a própria função administrativa. São de extração constitucional. Gabarito: alternativa C. Pergunta chave. Cyonil Borges Já as funções do Governo são as realizadas pela alta cúpula da Administração. Isso mesmo. por exemplo. no Brasil. na corrente que defende que apenas o Executivo é quem administrativa. aos entes que exercem a atividade administrativa (pessoas jurídicas. exercida predominantemente pelo Poder Executivo.com. Com o critério objetivo ou funcional. orgânico ou formal. subjetivo. se levássemos em consideração apenas o critério subjetivo. ou seja. portanto.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. suficiente a seguinte pergunta: quem exerce a atividade? Já o sentido objetivo. supera-se o aspecto meramente formal. inclusive. para identificação do sentido: qual a atividade (função) exercida? No Brasil. a direção. de tal sorte a abranger. Para identificar o aspecto orgânico.DEMO 31 . Em um primeiro sentido. segundo o STF. Retomando o nosso quadro-resumo. Cyonil Borges www. levando-se em conta o conteúdo do ato. o ato de declaração de Guerra pelo chefe do Executivo Federal. Os órgãos políticos traçam as diretrizes. primariamente. nos Poderes Executivo e Legislativo. São chamadas também de funções políticas. mas a execução fica por conta dos órgãos administrativos. a expressão diz respeito aos sujeitos. o planejamento. Fixação (2010/ESAF – CVM – Analista – outras áreas) Partindo-se do pressuposto de que a função política ou de governo difere da função administrativa. Afinal. os atos praticados por particulares que Profº. Acrescente-se que as funções políticas ou de governo concentram-se. São os núcleos do Estado. órgãos e agentes públicos). como. incidiríamos no critério do Poder Executivo ou Italiano. as funções exercidas pelos entes. exceto: a) comando b) coordenação c) execução d) direção e) planejamento Comentários: A função de execução é realizada pelas camadas mais técnicas da Administração Pública. o Judiciário. ainda que indiretamente. definidores das políticas públicas. “Primariamente”. pode contribuir para a implementação de políticas públicas. é correto afirmar que estão relacionadas(os) à função política. material ou funcional designa a natureza da atividade.br 00000000000 .

Assim. ao passo que os outros Poderes. provenha esta do Executivo. Cyonil Borges façam as vezes do Estado.br 00000000000 . do Legislativo ou do Judiciário. concedem férias. por exemplo. desde que seus órgãos estejam atuando como administradores de seus serviços.com. A diferença básica é que compete tipicamente ao Poder Executivo administrar. por exemplo. ou de seu pessoal. basta perguntar: quem exerce a função? Já para o sentido material. encontram-se no desempenho de atribuições atípicas. que não constituem objeto de estudo do Direito Administrativo. efetuam aquisição de bens. que são vocábulos sinônimos). Apesar de ser óbvio para os(as) amigos(as). portanto. Em reforço: para encontrarmos o sentido subjetivo de Administração Pública. o estudo da Administração Pública abrange: a) a atividade administrativa. nomeiam um funcionário ou. como. as funções de governo. ainda. ao exercerem atividades administrativas.DEMO 32 . e) a intervenção do Estado nas atividades privadas.9 CESPE – OTI (ABIN)/2010 9 A resposta é letra C. que tenham por papel desempenhar tarefas administrativas do Estado. d) o serviço público. c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. as concessionárias de serviços públicos. no sentido subjetivo (ou formal ou orgânico. Registre-se. agentes e as pessoas administrativas. vale reforçar: não é tão-só o Poder Executivo que edita atos administrativos.estrategiaconcursos. No caso. Cyonil Borges www. a expressão Administração Pública abrange órgãos. abrem sindicância. Isso porque o ato administrativo não se desnatura pelo só fato de ser aplicado no âmbito do Legislativo ou do Judiciário. Sujeito é aquele que pratica. Profº. O Direito Administrativo. Todos os Poderes editam atos administrativos quando. mesmo. rege toda e qualquer atividade de administração. além da sua típica função administrativa. os órgãos. vale a pergunta: quais são as atividades exercidas? Fixação ESAF – AFRFB/2005 Em seu sentido subjetivo. b) o poder de polícia administrativa. entidades ou agentes. que o Poder Executivo exerce. Subjetivo é sujeito. de seus bens.

Em um sentido formal. que se refere ao conceito.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. 13 Gabarito: letra A. Cyonil Borges www. pela própria atividade administrativa exercida pelo Estado. por se tratar efetivamente da atividade administrativa. pode ser compreendida como o conjunto das funções que constituem os serviços públicos. inclusive. quando vista de maneira objetiva (ou material ou funcional).br 00000000000 . ao objeto e às fontes do direito administrativo. julgue o item a seguir. 12 INSTITUTO CIDADES – DP AM/2011 De acordo com a doutrina nacional.DEMO 33 .11 CESPE – PPF/1997 Considerando as noções de Estado. englobando. ao lado da legislativa e da judiciária. forma uma das funções tripartite do Estado. 12 O item está CERTO. Cyonil Borges No que concerne à administração pública. do ponto de vista objetivo. administração pública consiste nas atividades levadas a efeito pelos órgãos e agentes incumbidos de atender as necessidades da coletividade.com. os órgãos e agentes públicos estão compreendidos no sentido de Administração Publica: a) subjetivo b) objetivo c) de atividade administrativa d) de atividade política e) de atividade política e administrativa 13 Vejamos o sentido assumido pela expressão Administração Pública. atividades exercidas por particulares.10 CESPE – AUFC/2011 Julgue o próximo item. a expressão deve ser grafada mesmo com iniciais minúsculas. A administração pública é caracterizada. a qual. Nesse contexto. 11 Profº. Na visão objetiva. 10 O item está CERTO. a expressão administração pública pode ser entendida como o conjunto dos órgãos e entidades voltados à realização dos objetivos governamentais: de um ponto de vista material. O item está CERTO. no exercício de delegação de serviços públicos. julgue o item a seguir. por meio de seus agentes e órgãos. O direito administrativo tem como objeto atividades de administração pública em sentido formal e material. não integrantes da administração pública.estrategiaconcursos. governo e administração pública.

tendente ao combate da formação de cartéis e trustes). É o que prevê o art. Quanto à intervenção. Não se trata. pelo Banco Central (pessoa jurídica de Direito Público).Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. 173 da CF/1988). II – polícia administrativa: abrange as atividades administrativas restritivas ao exercício de direitos individuais. III – serviço público: diz respeito às atividades executadas direta ou indiretamente pela Administração Pública e em regime predominantemente de direito público. abrange a maneira como o Estado participa das atividades econômicas privadas. tais como o financiamento em condições especiais. por exemplo. polícia administrativa. mas no sentido subjetivo (ainda que exerçam atividades de polícia administrativa). por consequência. O estudo da administração pública. Profº. as desapropriações que beneficiem entidades privadas desprovidas do intuito do lucro e que executem atividades úteis à coletividade. Cyonil Borges Sob o ponto de vista material. Cyonil Borges www. em atendimento às necessidades coletivas. A seguir. como. tendo em vista o interesse de toda coletividade ou do Estado. das polícias civil. portanto. aqui. por sua vez. de 1988 (atividades de regulamentação e fiscalização do setor econômico. A forma indireta de intervenção é a realizada. não deveria ser considerada função administrativa. compõem a Administração Pública. serviço público e intervenção.estrategiaconcursos. regidas. há crítica doutrinária acerca do alcance da função administrativa. e. federal e militar. marcada predominantemente por normas de Direito Público.com. IV – intervenção: é entendida como sendo a regulamentação e fiscalização da atividade econômica de natureza privada (art. que são órgãos da Administração Pública. por exemplo. predominantemente por normas de Direito Privado. 174 da CF/1988). relativo ao direito administrativo. a intervenção pode ser indireta ou direta. Para Maria Sylvia. Como sobredito. breves explicações: I – fomento: refere-se à atividade administrativa de incentivo à iniciativa privada de utilidade ou interesse público. essa atuação dá-se por intermédio de empresas públicas e de sociedades de economia mista. instituídas e mantidas pelo Estado. por exemplo. a atividade que o Estado exerce a título de intervenção direta na ordem econômica não é assumida pelo Estado como atividade pública. do ponto de vista subjetivo. Como regra. efetua-se por entidades empresariais do Estado. bem por isso. em atividade tipicamente regulatória. em concorrência com outras empresas do setor. a administração pública abarca as seguintes atividades finalísticas: fomento.br 00000000000 .DEMO 34 . e. 174 da CF. A direta. bem assim a atuação do Estado diretamente na ordem econômica (art. CESPE – AJ – TRE RJ/2012 Julgue o item que se segue.

aprovado em virtude de concurso público. no entanto. do Poder de Polícia. Profº. Gabarito: ERRADO. são atividades finalísticas (vistas de dentro para fora . a Administração é Instrumental. a Administração Pública Introversa é instrumental. meio. dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político. Cyonil Borges Comentários: A intervenção no domínio econômico é atividade. Cyonil Borges www. As atividades. No entanto não podemos esquecer que nem todo o Direito Administrativo é o que enxergamos ou sentimos. em seu sentido material. Agora. atividademeio? Administração Pública Introversa? Vamos detalhar um pouco mais.estrategiaconcursos. Entendeu essa história de sentido objetivo interno. c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a normas de posturas municipais. para que possam atingir aqueles objetivos. como. Fixação (2003/Esaf – Procurador da Fazenda Nacional) Assinale. visto que é atribuída genericamente a todos os entes. exemplo. e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova indústria em determinado Estado-federado. entre os atos abaixo. obedecendo a uma partilha constitucional de competências.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. e intervenção.br 00000000000 . b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar. a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo urbano.com. como as atividades meio (Administração Introversa ou instrumental). poder de polícia (exemplo da interdição de estabelecimento). sobremaneira importantes. acima listadas. como vimos. por exemplo. a criação de novos órgãos ou pessoas jurídicas. são as finanças públicas e a nomeação de um servidor público. Para Diogo de Figueiredo. Se as relações administrativas são firmadas entre o Estado e os particulares. que. aprovado em virtude de concurso público. aquele que não pode ser considerado como de manifestação da atividade finalística da Administração Pública. enquanto a Administração Pública Extroversa é finalística. Atividade é critério objetivo e não subjetivo. Comentários: Perceba que a banca foi expressa: não é atividade finalística! São finalísticas: serviço público (como a prestação de serviços por concessionárias). Exemplos de função instrumental. d) Nomeação de um servidor público. fomento (como a desapropriação de terreno para fins de utilidade pública). é Introversa.Administração Extroversa). já que há também outras atividades. se os atos são praticados no interior da estrutura administrativa. a Administração é Extroversa.DEMO 35 . ocorrem no interior do Estado. interna à Administração.

com. 16 Profº. afastouse o contencioso administrativo no modelo Francês. No Brasil.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Gabarito: ERRADO. Cyonil Borges www. Trata-se de sentido operacional. O item está ERRADO. (Certo/Errado) 15 Por fim. dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. bem como a constituição de seus órgãos e meios de atuação. Fixação CESPE – PJ (MPE PI)/2012 Em sentido objetivo.16 Comentários: A atividade é não contenciosa.DEMO 36 .estrategiaconcursos. em que há uma dualidade de jurisdição (judicial e administrativa). legal e técnico. a Administração Pública é o desempenho perene e sistemático. vejamos o conceito de Direito Administrativo apresentado por Maria Sylvia: Ramo do direito público que tem por objeto os órgãos. Hely Lopes destaca o sentido operacional.br 00000000000 . Fixação CESPE – AL (CAM DEP)/2012 Julgue o item abaixo. ao lado dos critérios subjetivo (conjunto de órgãos) e material (conjunto de funções) de Administração Pública. direito administrativo é definido como o conjunto de normas jurídicas que regulam os órgãos da administração. define-se administração pública como o desempenho perene e sistemático. dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. Cyonil Borges Gabarito: alternativa D. em sentido operacional. relativo ao conceito de direito administrativo. agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública. por vigorar o modelo inglês de jurisdição. Para o autor. De acordo com o critério da administração pública. legal e técnico. 14 15 O item está ERRADO. de natureza pública. o direito administrativo é o ramo do direito público que regula a atividade jurídica contenciosa e não contenciosa do Estado. Por fim. a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins. (Certo/Errado) 14 Sob o aspecto material.

: Constitucional. Outras atividades levadas a efeito pelo Executivo são regidas por outros ramos do direito (ex. Cyonil Borges www. Cyonil Borges Critério Definição de Direito Administrativo Críticas Legalista. exegético. Penal. ou francês Direito Administrativo teve por objeto a interpretação das normas jurídicas administrativas e atos complementares Direito Administrativo não deve se resumir à interpretação de leis e de regulamentos administrativos.br 00000000000 .: Constitucional). realizadas pelo Executivo. devendo considerar a carga valorativa dos princípios. Empresarial).com. empírico. Civil. mas não exclusivamente. sem falar da doutrina. Eleitoral) Serviço Público Direito Administrativo estudaria as atividades entendidas como serviço público Sentido Amplo: Direito Administrativo abrangeria assuntos abordados por outros ramos do Direito (ex.DEMO 37 . da jurisprudência.estrategiaconcursos. caótico. Relações Jurídicas Regem as relações entre a Administração e os administrados Outros ramos também regem a relação entre o Estado e os administrados (Direitos Tributário. fugindo ao objeto do estudo do Direito Administrativo Teleológico Regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins Imprecisão acerca das finalidades do Estado. e dos costumes Do Poder Executivo ou Italiano Objeto de estudo é a atividade desempenhada pelo Poder Executivo Atividades estatais de Administração Pública são principalmente. abrangendo a atividade legislativa do Estado Profº.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Sentido Restrito: Abrangeria atividades industriais e comerciais prestadas pelo Estado.

br 00000000000 . por ocasião do desempenho da atividade administrativa Critério mais aceito pela Doutrina Antes de apresentarmos um conceito para a função administrativa. quando ganha relevo o critério objetivo ou Profº. enquanto o Direito Constitucional estuda os órgãos superiores Critério é parcialmente válido Ex. Acontece que mesmo agentes não pertencentes aos quadros da Administração Pública podem desempenhar atividades administrativas. Cyonil Borges Hierarquia Orgânica Direito Administrativo rege os órgãos inferiores do Estado. define suas pessoas administrativas. Cyonil Borges www. Negativista ou residual Exclui as atividades do Estado de legislação e de jurisdição Não define o Direito Administrativo. tais como os delegatários de serviço público (concessionários e permissionários). é oportuno esclarecer que o critério da Administração Pública. cairíamos no critério do Poder Executivo (ou Italiano). em sentido objetivo. regula.com. umas com as outras e com os particulares.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. enfim. divide-se em objetivo-material e objetivo-formal.estrategiaconcursos.: Presidência da Republica é objeto de estudo do Direito Administrativo e não é órgão inferior. Vamos com calma ver isso. os seus direitos e obrigações. Aprendemos que o aspecto subjetivo ou orgânico refere-se aos sujeitos que exercem a função administrativa. formalmente. mas sim independente e indispensável à estrutura do Estado (leia-se: órgão superior).DEMO 38 . no sentido de que. Se levado ao pé-da-letra. é o Executivo que administrativa. organização e agentes. Dentro do Poder Executivo nem tudo é regido pelo Direito Administrativo (Ex.: Atividade Política – Direito Constitucional) Da Administração Pública Ramo do direito que rege a Administração Pública como forma de atividade.

com. ou aquele que lhe faça às vezes. e. contam com o atributo da novidade. nessa ordem: . nessa ordem: . devido ao conteúdo do ato. para enquadrá-los na disciplina administrativa. infraconstitucionais vinculados. pode-se afirmar que um conceito válido para a função administrativa é o que a define como a função que o Estado.br 00000000000 .estrategiaconcursos. O critério objetivo que leva em consideração o conteúdo do ato praticado divide-se. excepcionalmente. em alguns excepcionais. pelo tratamento normativo que lhe corresponda.Legislativo: responsável pela edição de leis. se caracteriza pelo fato de ser desempenhada mediante comportamentos infralegais ou. típicas.Executivo: a atividade administrativa caracterizar-se-ia por se desenvolver em razão de comandos infralegais. .Legislativo: as leis são originárias. pacificando-os (elemento intrínseco – resolução dos litígios). em objetivo-material e objetivo-formal. exerce na intimidade de uma estrutura e regimes hierárquicos e que. Agora. Critério Objetivo Poderes da República Material (Conteúdo em si) Poder Executivo Formal (regime jurídico) Produção de atos Produção de atos com efeitos complementares concretos às leis Poder Legislativo Produção de atos gerais e abstratos NOVIDADE Poder Judiciário Resolução de litígios DEFINITIVIDADE Dessa maneira. De acordo com o objetivo-material. .Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. submissos ao controle de legalidade pelo Poder Judiciário. são levados em consideração os elementos intrínsecos das funções dos Poderes. . as funções do Estado são determinadas pelas características essenciais. segundo o objetivo-formal.Judiciário: definição de litígios. como dito.DEMO 39 . infraconstitucionais. Cyonil Borges funcional. . essas dotadas de generalidade e de abstração (elementos intrínsecos). Cyonil Borges www.Executivo: cabe-lhe a satisfação dos interesses coletivos. no sistema constitucional brasileiro. Profº.Judiciário: a resolução dos litígios é dotada de definitividade.

II) Há toda uma hierarquia posta no desempenho da atividade administrativa.. temos a LEIS. só há hierarquia. a própria Constituição estabelece. quando diz que. abaixo e conforme a lei. Tem razão o examinador. a qual é o instrumento estabelecedor do interesse público. a conduta a ser adotada pela Administração. por exemplo). muitas vezes desempenhados por particulares (concessionários. Com efeito. pode ocorrer. com alguns destaques: I) A função administrativa é levada a efeito pelo Estado ou por aquele que lhe faça às vezes. as Profº. a atividade de administração pública é infralegal. vinculadas ou discricionárias.. uma vez que. não teríamos administração. Embora seja fato raro. por vezes. mas apenas destrincham. como é o caso dos chamados Decretos Autônomos. III) A atividade administrativa pública é infralegal/infraconstitucional (excepcionalmente.DEMO 40 . desde logo. mas desorganização. seria incumbência do Poder Público a prestação de tais serviços. necessariamente. Cyonil Borges www. no último caso). realizadas pelo Estado. Antecipe-se. permissionários e autorizatários. Nem todas as atividades de administração pública serão. Se a ficha ainda não caiu. a Administração Pública deve dar cumprimento à intenção contida na lei (mens legis). o comando das normas primárias. 175 da CF/88. 84 da Constituição Federal. ou seja. há chefes e subordinados responsáveis pelo desempenho da atividade administrativa. ao fim. VI do art. Por exceção.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. que “materializam” a vontade contida na Constituição. Se tivéssemos que posicionar a atividade administrativa dentro da clássica “Pirâmide de Kelsen”. que não há hierarquia (no sentido de subordinação) no exercício de atividades tipicamente legislativas (produzir as leis) ou judiciais (julgar). Todavia. tão-somente complementares à lei. Exemplo disso é a prestação de serviços públicos. em razão do disposto no art. De fato. seria no terceiro patamar. dos atos secundários.estrategiaconcursos. de forma expressa.br 00000000000 . no sentido de que não criam direitos e obrigações. sugere-se um pouco de paciência. em sentido estrito.com. detalham. esmiúçam. ou seja. no desempenho de atividades tipicamente administrativas. Sem hierarquia. que fazem às vezes do Estado. Na visão da doutrina majoritária. A presença da hierarquia é traço inerente à Administração. Cyonil Borges Esse conceito – de Celso Antônio Bandeira de Mello – descreve bem a função administrativa do Estado. EM REGRA. pois serão tratadas das condutas administrativas. em nossa ordem normativa. a Administração Pública dá cumprimento direto à Constituição. editados com base no inc. Daí os amigos devem estar pensando: como isso pode acontecer? Então a Administração simplesmente desconsidera a Constituição? Respondemos que não! É que.

bem como entre este e os administrados.estrategiaconcursos. julgue o próximo item. efetiva ou potencial. Isso é decorrência do princípio da inafastabilidade de jurisdição ou da jurisdição única. Explique-se: em regra. tem como finalidade disciplinar as relações entre as diversas pessoas e órgãos do Estado. com maior ou menor grau de liberdade. a própria Administração pode fazer controle de seus atos. o Direito Administrativo. no lugar de fontes. logo se refere a quem realiza as funções. haverá de ocorrer a necessária provocação. Nesse último caso.AUFC/Apoio Técnico e Administrativo/Clínica Médica/2009 No tocante ao conceito e ao objeto do direito administrativo. Para parte da literatura.br 00000000000 . em sentido formal. o que. É exatamente esse o sentido da palavra “fontes”. Cyonil Borges www. (Certo/Errado) 17 CESPE . de direitos. em razão do princípio da autotutela. para um tribunal ou juiz apreciar e pronunciar-se sobre alguma questão.com. o órgão judicial deverá ser demandado. Todavia. portanto. órgãos e agentes públicos incumbidos de exercer uma das funções em que se triparte a atividade estatal: a função administrativa. compreendendo pessoas jurídicas. Perceba que a banca. dado que a atuação pode ocorrer de ofício. sendo a própria função administrativa. é necessário que alguém provoque sua atuação. Isso é o que se conhece no processo civil por “inércia processual” (princípio da inércia ou da demanda): para que o judiciário se “movimente”. só fez inverter os conceitos. ou seja. Notem que nem mesmo sequer a lei exclui da apreciação judicial atos que importem lesão. o mais técnico é. Fontes ou formas de expressão Ainda que óbvio. haverá de ser cumprido o rito necessário. 5º da CF/1988: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.DEMO 41 . Profº.6. como ramo autônomo. no sentido material. denominarmos as 17 ERRADO. na condição de ciência. chamando de subjetivo. IV) Os atos da Administração Pública estão sujeitos a controle judicial. 18 O item está CERTO. O direito administrativo. é sentido OBJETIVO da Administração Pública. contido no inc. Não é por que um ato provém da Administração que será excluído da apreciação do Judiciário. para o Judiciário pronunciar-se. XXXV do art. é desnecessária a provocação. designa os entes que exercem a atividade administrativa. É claro que. na realidade. Fixação (2007/Esaf – PGFN-adaptada) A expressão Administração Pública. as quais funcionam como o “ponto de partida” do Direito. Cyonil Borges quais devem estar sempre conforme a lei. nasce de algum lugar. Sentido formal é sinônimo para orgânico ou subjetivo.18 2. designa a natureza da atividade exercida pelos referidos entes.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. e.

Profº. leis complementares e ordinárias (art.estrategiaconcursos. Enquanto fonte. grande parte das leis atuais de Direito Administrativo são “leis-quadro” ou “leismoldura”. abrangendo todas as normas produzidas pelo Estado que digam respeito. Cyonil Borges manifestações do Direito Administrativo como “formas de expressão”. ordinárias. Fixação (2006/Esaf – TRF) A primordial fonte formal do Direito Administrativo no Brasil é: a) a lei. quanto à ação estatal. sobretudo. também fontes escritas do Direito Administrativo. vamos “passear” pelas fontes do Direito Administrativo. A lei costuma ser corretamente indicada como fonte escrita e primária para o Direito Administrativo. Com efeito. Por convivermos em Estado de Direito. I) Leis A lei é considerada a primordial entre as fontes do Direito Administrativo Brasileiro. por exemplo. comumente. de 1988). também. II) jurisprudência. à atividade administrativa. como tratados internacionais. 59 da CF. deixando amplo campo de decisão a cargos dos administradores. como é o caso dos Regulamentos e Instruções Normativas. Porém. Incluem-se. Ao lado das normas primárias. pois. como. os regulamentos. os regimentos e as instruções. no estudo do Direito Administrativo. Cyonil Borges www. é necessário registrar que a expressão “primária” é aplicável para os veículos normativos aptos a criar e extinguir direitos e obrigações. passando por leis complementares.br 00000000000 . Nesse contexto. encontramos.com. secundárias. Para Aragão. III) doutrina. a Constituição Federal e as leis em sentido estrito. impondo-se tanto à conduta dos particulares. b) a doutrina. a lei tem um sentido amplo (lato sensu). no lugar de pormenorizar o tema. medidas provisórias e outras normas com força de lei. geradora e extintiva de direitos e obrigações. V) princípios. há outras normas infralegais. o próprio Legislador.a Constituição Federal -.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. as resoluções. a lei abrange desde a maior de todas . delegadas. e os aplicadores (Judiciário e Executivo). devem ser considerados. as seguintes formas de expressão: I) lei. incorporam menções a princípios. Abaixo. de alguma maneira. No conceito amplo. na espécie. finalidades e valores. as leis obrigam. IV) costumes. contudo.DEMO 42 .

haverá nova incidência.br 00000000000 . com generalidade. ou seja. perfeito! Mas o que são as leis em sentido formal? E as leis em sentido material? É um assunto relativamente simples. TÍCIO pagou R$15. mas. pelo fato de se esgotar com uma única aplicação. A generalidade implica atingir todas as pessoas situadas em uma mesma situação jurídica.servidores públicos civis federais das Pessoas Jurídicas de Direito Público). são os atos editados pelas Casas Legislativas. julgue o próximo item. com ele.os maiores de 18 anos). Já as leis em sentido material são todas aquelas editadas pelo Estado.estrategiaconcursos. não é dotado de abstração. façamos uma breve pausa para a explicação dos conceitos de generalidade e abstração. a cada novo fato gerador. e) o vade-mécum. como regra. As leis em sentido formal são os atos normativos editados de acordo com o devido processo legislativo constitucional. Profº. por exemplo. Já a abstração significa que a lei não se esgota com uma única aplicação.112/1990 . promover outro contrato da idêntica espécie. constituindo no que a doutrina reconhece como leis com efeitos concretos. Outro exemplo: em 2012. No entanto. as leis complementares e ordinárias. futuramente. Diante disso. Vejamos. pois. não haverá necessidade de novo pagamento de imposto? É isso mesmo? NÃO! Como a Lei é abstrata.DEMO 43 . 19 20 Letra A. Professor. mas o conteúdo não é necessariamente de lei. como um grupo mais restrito (por exemplo: a Lei Federal 8. Por exemplo: uma lei de concessão de pensão aos pais de determinado militar falecido. tanto em relação a um grupo amplo (por exemplo: Código Penal . tenham ou não generalidade ou de abstração. logo. ou seja.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. atinge todas as pessoas. contando com os atributos típicos das Leis. no ano de 2013.19 (2009/CESPE/AUFC-TCU/Medicina) No tocante ao conceito e ao objeto do direito administrativo. Gabarito: CERTO. relativo ao ano calendário 2011. pergunta-se: o edital de concurso público é genérico e abstrato? Dotado de generalidade sim. a norma não se exaure com uma única aplicação.com. Cyonil Borges www. tem a forma de lei.000. os tratados internacionais e os regulamentos são exemplos de fontes do direito administrativo20. Para compreender o que quer significar “conteúdo de lei”. Por exemplo: o Código Civil é dotado de generalidade. Cyonil Borges c) a jurisprudência. a obrigação tributária correspondente.00 de Imposto de Renda. A CF. o fato de a pessoa celebrar um contrato de compra-e-venda não impede que possa. d) os costumes. Com outras palavras. e. não possui os atributos da generalidade e da abstração.

tenha percorrido o devido processo legislativo. é lei em sentido material. como estabelece o inc.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. pois tais atos não “nasceram” das Casas Legislativas (as Donas “da forma”). VI do art. ato de competência do chefe do Executivo. 84 da CF/1988.com. Acrescente-se que os Regimentos dos Tribunais e as Resoluções do CNJ são atos normativos que extraem o fundamento de validade diretamente da Constituição Federal. normatividade. abstração. Portanto. o referido ato normativo inovará no ordenamento jurídico. Isso mesmo. conforme o caso). Com o advento da EC 32/2001. as leis materiais necessariamente detêm os qualificativos de uma lei. Porém. as leis materiais podem prescindir desse processo.DEMO 44 . Essa linha de raciocínio é válida para qualquer ato normativo produzido por qualquer órgão público de quaisquer dos Poderes do Estado. Cyonil Borges www. no que diz respeito à hipótese constitucional de “organização da Administração Pública”. Nesse caso. contudo. que tenha generalidade e abstração e não esteja sujeito ao devido processo legislativo. São classificados como atos materialmente legais. o que importa é o conteúdo (a matéria). porém não formais. isto é. Enquanto as leis formais possuem ou não conteúdo de lei. por exemplo. Cyonil Borges abstração e obrigatoriedade (imperatividade). sem a participação do Congresso Nacional. Vamos tornar o aprendizado um pouco mais prático.estrategiaconcursos. o controle concentrado de constitucionalidade pelos Tribunais do Judiciário (STF e TJs. sem sequer ter passado pelo órgão legislativo. Macetinho Se a competência para a edição do ato é típica do órgão. e com caráter inovador! Por advir unicamente do Executivo. expedido pelo chefe do Executivo. haja vista a presença dos atributos próprios das leis (generalidade. inclusive. por conter os atributos da generalidade. o Regimento Interno dos Tribunais e as Resoluções do CNJ (leis em sentido material. são atos com carga normativa suficiente para. como. não em seu aspecto formal). houve a reinserção no ordenamento jurídico do Decreto Autônomo (Reserva da Administração). não importando se editadas ou não pelo Poder Legislativo. passando a um exemplo. oportunidade que também poderão acumular o sentido material (leis formais e materiais). conclui-se que o Decreto Autônomo não é lei em sentido formal. É Decreto. podendo ser exclusivamente materiais. Enquanto as leis formais são necessariamente editadas pelo Poder Legislativo dentro do processo próprio de elaboração legislativa. o ato será Profº. abstração e normatividade). sem que. tendo em vista não ter passado pelo crivo do Poder Legislativo. no entanto.br 00000000000 . Conforme doutrina majoritária.

logo temos uma lei em sentido formal. Por exemplo.DEMO 45 . e.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. porém. . apesar de contarem com os atributos da generalidade e da abstração. ato administrativo em sentido material. É Lei editada pelo Legislativo. logo. quer dizer. Tem generalidade e abstração. logo.a sentença editada pelo Senado Federal. regra geral. então. Entretanto. IV do art. teremos um ato .com.a medida provisória é competência típica ou atípica do Poder Executivo? Atípica. transforma-se em verdade absoluta. Cyonil Borges FORMAL. A presente questão serve para fixação do entendimento da banca. . . caiu assim no concurso. estamos diante de lei em sentido material. . mas não quer dizer que sua formulação esteja impecável. os decretos regulamentares são genéricos e abstratos. são chamadas de leis em sentido exclusivamente formal). Cyonil Borges www. logo. Profº. como nas materiais. 84 da CF/1988).a lei ordinária é competência típica ou atípica do Poder Legislativo? Típica. ato administrativo formal. dotada de generalidade e abstração.o ato administrativo editado pelo Poder Executivo decorre de competência típica ou atípica? Típica. logo. NÃO INOVAM. lei em sentido formal.br 00000000000 . Portanto. Lei de Crimes Hediondos. Exemplo: Decreto Regulamentar editado de acordo com competência privativa do Chefe do Executivo (inc. Por exemplo: for atípica.o ato administrativo editado pelo Poder Legislativo. competência típica ou atípica? Atípica. É o que a doutrina reconhece como leis em sentido exclusivamente material. estamos diante de uma sentença em sentido material. deve-se levar em consideração a regra. são as NORMAS PRIMÁRIAS. se a competência MATERIAL.estrategiaconcursos. A generalidade pode estar presente tanto nas leis formais. Item B – CORRETO. Para se concluir que esta é a resposta correta. leis em sentido formal têm o atributo da ORIGINARIEDADE (novidade). porém é apenas lei em sentido material (não passou pelo Legislativo). embora nem sempre sejam genéricas e abstratas (nesse caso. enfim. Fixação A distinção entre a lei formal e a lei material está na presença ou não do seguinte elemento: a) generalidade b) novidade c) imperatividade d) abstração e) normatividade Comentários: Item A – INCORRETO. é função típica ou atípica? Atípica. nos crimes de responsabilidade. a generalidade não é um traço de distinção. já as leis em sentido material (reconhecidas como atos SECUNDÁRIOS) não passam pelo crivo do órgão legislativo.

serão reproduzidos a seguir breves conceitos dos tratados internacionais. Fixação CESPE . nem sempre a abstração será um traço distintivo. ao ordenamento jurídico brasileiro com o status de lei ordinária. Cyonil Borges Veja a problemática: os Decretos Autônomos (inc. IV do art. não há motivo para aprofundarmos os conceitos de todos os instrumentos normativos editáveis pelo Estado-legislador ou Estado-administrador. isso porque muitos deles são atos administrativos. por isso. promulgou a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. Mas. regulamentos. de regra. Alguns editais estão fazendo referência expressa a tratados internacionais. As leis delegadas são leis em sentido exclusivamente materiais e são normas originárias. (Certo/Errado) Profº. caberá a aprovação. Item C – INCORRETO.br 00000000000 . Professor. assim. por conseguinte. com exclusividade. não temos aí um traço distintivo.AUFC/Apoio Técnico e Administrativo/Clínica Médica/2009 No tocante ao conceito e ao objeto do direito administrativo. os tratados internacionais e os regulamentos são exemplos de fontes do direito administrativo. A CF. As leis em sentido material detêm abstração. Os efeitos internos surgem. Gabarito: item B. e. Nesse instante. na qualidade de chefe de Estado. tais acordos internacionais podem ser fontes do Direito Administrativo? Claro que sim! Por exemplo: o Decreto 5. haverá o depósito do instrumento ou adesão a este. devem ser trabalhados quando do estudo dos atos da Administração. 84 da CF/1988) são leis em sentido exclusivamente material e são normas originárias (leia-se: primárias). e. instruções e outros veículos normativos. resoluções. As normas. A competência para a celebração é exclusiva do presidente da República. um ‘alerta’.DEMO 46 .687. Se geradores de encargos ou compromissos. sinceramente. sejam secundárias gozam de normatividade. concernentemente às leis. pelo Congresso Nacional.estrategiaconcursos. para não deixar lacuna no curso de vocês.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. Por fim. a partir da publicação do referido Decreto. Item D – INCORRETO. promulgação por Decreto presidencial. no sentido de tranquilizar os amigos. Os tratados ou acordos ou protocolos internacionais são incorporados. As leis formais e as materiais são dotadas de imperatividade. efetivamente. Item E – INCORRETO. por fim. de 2006. Em todo caso. sejam primárias. Cyonil Borges www. Uma vez aprovado pela Casa Legislativa. as leis complementares e ordinárias.com. julgue o próximo item. reservando à aula específica o tratamento das demais fontes. já as normas formais podem ou não ter a abstração.

no máximo. apesar de não ser objeto de estudo de nossa matéria: a) o livre convencimento do Juiz encontra limites. embora fontes. em que as decisões proferidas pelas instâncias superiores vinculam as inferiores. órgãos administrativos também podem produzir sua própria jurisprudência.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. inovam no ordenamento jurídico. não são originárias. de regra. os regulamentos. Nesse sentido. referencial. inclusive. que são criadoras do Direito. mas apenas força moral. O Tribunal de Contas desempenha atividade jurisdicional administrativo. II do art. indicativo de uma situação concreta submetida à apreciação de um juiz ou Tribunal. Por exemplo: o inc. De fato.estrategiaconcursos.com. em razão do que se chama no Brasil de princípio do livre convencimento por parte do magistrado. portanto. bens e valores públicos. para os casos idênticos (sistema do stare decisis). visto que deve se ater aos fins pretendidos pela norma. Importante detalhe para a prova é que a jurisprudência no Brasil não possui. de 1988. com a emissão. a atividade jurisprudencial está apta a criação de normas para os casos concretos levados à sua apreciação. Por exemplo: é reiterado o entendimento do STF de que o candidato aprovado. enfim. de Súmulas. II) Jurisprudência A jurisprudência é um conjunto de decisões judiciais reiteradas num mesmo sentido. em sentido estrito. É nesse sentido.br 00000000000 . a respeito de uma matéria. e as contas daqueles que derem causa à perda. e a CF. assim determina a Lei de Profº. a jurisprudência daquela Corte. tem direito subjetivo à nomeação. Gabarito: CERTO.TCU julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. por sua vez. produz uma série de decisões. são regulamentadoras das leis preexistentes. a despeito de sua natureza administrativa. a qual. duas observações são feitas quanto à atividade jurisdicional. dentro do número de vagas previsto no Edital. força vinculante. 71 da CF/1988 garante ao Tribunal de Contas da União . As primeiras são as leis. nesse contexto. Retomemos às demais fontes. e. As secundárias. Cyonil Borges www. como. sem a pretensão de vincular as futuras decisões dos juízes ou Tribunais. por exemplo. constitui um caso paradigmático.DEMO 47 . não se pode considerar “jurisprudência” uma decisão judicial isolada. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. Cyonil Borges Comentários: As fontes podem ser primárias e secundárias. Dessa forma. no Brasil. forma jurisprudência. Apesar da menção à jurisprudência como sendo resultante de decisões judiciais. os magistrados brasileiros podem interpretar as informações que constam dos processos judiciais que lhes são submetidos com maior amplitude que os americanos. Contudo. Diferentemente do sistema norte-americano.

destacam-se.estrategiaconcursos. constantes do sistema jurídico nacional a partir da Emenda Constitucional 45/2004. apesar da ausência de caráter vinculante. ADC e ADPF. em verdade. Profº. b) há algumas decisões advindas do Judiciário que vincularão tanto a atuação Poder Judiciário. pois encontra limites. Nesse contexto. propostas e relatórios oficiais. na Lei 9. Assim. a doutrina tende a globalizar-se e ver o mundo jurídico de forma generalizada (universalizar-se). julgue o item seguinte. apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. e a jurisprudência particulariza-se. às Súmulas Vinculantes.br 00000000000 . inc. enquanto a doutrina tende a universalizar-se. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. 103-A. pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos ao caso concreto.com. por exemplo. E. antecipe-se que. o Tribunal não tem mais dúvida!” Por fim.784.DEMO 48 . uma vez que sempre estará diante de um determinado caso. de 1988). Fixação CESPE – DPF/2004 No que se refere a fontes e princípios do direito administrativo. É muito comum o aluno perguntar ao Professor: essa decisão citada está em que Súmula? As Súmulas são. como esclarece a literatura. quanto a própria Administração Pública. CF.LIDB: Na aplicação da lei. há a exigência de motivação do ato administrativo que deixar de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. e as ações abstratas a cargo do STF. 50. a jurisprudência tende a nacionalizar-se. Cyonil Borges www. Abra-se um parêntese para esclarecer que nem toda decisão é formalizada por meio de Súmula.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. a liberdade de interpretar por parte do magistrado não se converte em arbítrio.21 Fixação 21 O item está CERTO. é dever de o administrador público tornar público os motivos que o levaram a discordar de jurisprudência já pacificada. esclareça-se que a jurisprudência é fonte não escrita do Direito Administrativo. dentre outras. Note-se que. uma síntese formalizada da jurisprudência já pacificada. impondo-se pela força moral que possui junto à sociedade. Algo do tipo: “quanto ao assunto em análise. VII do art. como. ADI. mas não vincula as decisões administrativas. de 1999 (Lei de Processo Administrativo Federal). Quanto ao caráter não vinculante. laudos. A jurisprudência é fonte do direito administrativo. conhecida como a Reforma do Judiciário (ver art. Cyonil Borges Introdução às normas do Direito Brasileiro . Segundo Hely Lopes.

é destituída de caráter vinculante. Profº. vigora no Brasil o princípio norte-americano do stare decisis. é correto afirmar que: (A) uma das características da jurisprudência é seu universalismo. ou seja. enquanto a doutrina tende a nacionalizar-se. Cyonil Borges www. o próprio Direito Administrativo. como fonte do direito administrativo.DEMO 49 . a doutrina exerce papel fundamental apenas nas decisões contenciosas. O erro da letra A é que regulamentos são atos secundários.estrategiaconcursos.TRE PE) No que concerne às fontes de Direito Administrativo. (C) tanto a Constituição Federal como a lei em sentido estrito constituem fontes primárias do Direito Administrativo. Cyonil Borges (2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) Assinale a opção correta quanto às fontes do direito administrativo brasileiro a) Os regulamentos e regimentos dos órgãos da administração pública são fontes primárias do direito administrativo brasileiro.br 00000000000 . não obriga a administração pública federal.com. de regra. a jurisprudência e os regimentos internos dos órgãos administrativos. segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. (B) embora não influa na elaboração das leis. b) São fontes principais do direito administrativo a doutrina. Na letra D. a jurisprudência tende a universalizar-se. Na letra B. (D) tendo em vista a relevância jurídica da jurisprudência.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. doutrina e regimentos são fontes secundárias. d) A partir da Constituição de 1988. ordenando. c) A jurisprudência dos tribunais de justiça. não vigora o stare decisis. (E) o costume não é considerado fonte do Direito Administrativo. Fixação (2011/FCC . ela sempre obriga a Administração Pública. assim. Comentários: A jurisprudência. Gabarito: alternativa C.

Logo a afirmação de que opiniões doutrinárias. concediam a seus Professores a licença sabática. A considerar a ausência de previsão Profº. para os amigos mais chegados ao latim) e para o preenchimento de vácuo legislativo (praeter legem . Por exemplo: >> As Universidades Federais.DEMO 50 . Na letra B. sentenças.br 00000000000 . No entanto. a doutrina compõe uma massa crítica capaz de analisar a legislação e os institutos jurídicos. elaborados por estudiosos desse ramo jurídico. no caso concreto. ou seja. o costume constitui. sempre segundo a lei (ou secundum legem. Na letra D. com base no costume. acórdãos e interpretações. claro. costumes são fontes secundárias. em dissonância com as leis. à vista do princípio da legalidade. Na letra A. cabe um parêntese para registrar que.com. sim. a doutrina é muito importante para a elaboração das leis. Os demais atos são infralegais são fontes secundárias. deparamo-nos com a possibilidade de o chefe do Executivo. a banca inverteu os conceitos. contrária às leis.estrategiaconcursos. exemplo dos decretos regulamentares expedidos pelo chefe do Executivo. para concluir pela correção ou não da assertiva. os pareceres. a doutrina é fonte escrita e mediata (secundária) para o Direito Administrativo. Conforme Aragão. demandará a análise do item. no estudo do Direito Constitucional. Na letra E. no contexto da prova. a jurisprudência costuma não ter efeito vinculante. Assim. de certa maneira. Tais trabalhos fornecem. pode servir para clarear a ideia do legislador no caminho de aperfeiçoamento das leis. os livros. bases para textos legais. o costume é de pouca relevância. Para os nobres amigos concurseiros isso. IV) Costumes Os costumes são os comportamentos reiterados e tidos por obrigatórios pela consciência popular. ainda que de somenos importância. fonte para o Direito Administrativo.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. não devem ser admitidas deve ser lida levando-se em consideração a existência de exceções. deixar de aplicar a lei porque inconstitucional.“assunto não regulado pela lei”) e nunca contra a lei (ou contra legem). sendo aplicado quando da deficiência da legislação. muitas vezes. Mais uma vez. Cyonil Borges www. No entanto. III) Doutrina A doutrina significa o conjunto dos trabalhos dos estudiosos a respeito do Direito Administrativo. indicando pontos falhos e formas de aperfeiçoamento do Direito Administrativo. pela unificação das interpretações. No que respeita ao Direito Administrativo. Cyonil Borges Comentários: São primárias apenas a CF e as leis em sentido estrito. os artigos. Gabarito: alternativa C. não gerando direitos para os particulares. A doutrina. mas contribuindo para a formação do nosso ramo jurídico. opiniões doutrinárias que sejam desconexas com as leis não podem ser consideradas como fontes para o Direito Administrativo. sendo responsável. Entre as leis e a doutrina deve prevalecer o conteúdo das leis.

por relevante. Fixação (2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Esclareça-se. Em síntese: tanto as praxes como os costumes não podem ser reconhecidos como fontes formais do Direito Administrativo. é praxe a Administração nomear. que os costumes não se confundem com as chamadas praxes administrativas.112. não como fontes formais. contadas desde o ponto em que chega a preamar média de 1831.com. em qualquer dos dispositivos. Com outras palavras. Para a doutrina. não exija. CERTO. portanto. os costumes e as praxes são fontes inorganizadas (leia-se: não escritas) do Direito Administrativo. diferentemente dos costumes. espalhados na sociedade. No entanto. Excelente questão.112. Por exemplo: em caso de revelia (não comparecimento do servidor indiciado). é necessária a presença de dois requisitos: o objetivo (hábito continuado) e subjetivo (deve gerar para os destinatários a convicção de ser obrigatório).estrategiaconcursos. por não serem admitidos costumes contra legem. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade). desconhecidas dos cidadãos em geral. por costume. conforme a doutrina majoritária. Cyonil Borges legal (Lei Federal 8. ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. embora a Lei Federal 8.DEMO 51 . substanciais ou materiais. usadas pelos agentes públicos na resolução de casos concretos. Para a caracterização dos costumes. mas. >> O Código de Águas define terrenos de marinha como aqueles que. o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o cancelamento do direito. ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo. de 1990). banhados pelas águas do mar ou dos rios navegáveis. sim. Já as praxes não contam com o aspecto subjetivo. (Certo/Errado)23 CESPE – AUFC/2011 22 23 CERTO.br 00000000000 . pois são práticas reiteradas dentro da Administração. a “linha de jundu” (vegetação rasteira que marca o fim das praias). utilizou-se. servidor formado em Direito. Na ausência da demarcação da preamar média de 1831. Cyonil Borges www. que só indiretamente influenciam na produção do direito positivo.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. para a defesa. vão até a distância de 33 metros para a parte da terra. Profº. a formação jurídica como requisito indispensável.22 (2009/Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1) O costume e a praxe administrativa são fontes inorganizadas do direito administrativo. escritas. de 1990.

Cyonil Borges www. Vou manter esse padrão. A fonte. ENCERRAMENTO Tivemos. que se refere ao conceito. de 1988. 37 da CF. Os princípios são os vetores fundamentais que inspiram todo o modo de a Administração se conduzir. mais de 20 questões de fixação. portanto. indiretas. para Alexandre de Santos Aragão. Profº. Nunca inferior a 20 questões! Espero por todos vocês no curso teórico. e o princípio está nela contido. Abraço forte a todos. à produção das leis. os princípios como fontes do Direito Administrativo. os princípios.DEMO 52 . sendo classificados como fonte direta. expressamente. inclusive. bem por isso. é a CF. Os costumes sociais também podem ser considerados fonte do direito administrativo. por si próprios. Cyonil Borges Julgue o próximo item. ao longo da aula. ou. São de natureza pré-normativa. fontes do Direito Administrativo.Curso Teórico de Direito Administrativo Profº. 24 O item está ERRADO. ou seja. contam com a função normogenética. e. Por exemplo: a moralidade administrativa está prevista no caput do art. não podem ser considerados. ao objeto e às fontes do direito administrativo. pois influenciam a produção legislativa ou a jurisprudência. ainda. secundárias do Direito Administrativo. número superior. preexistem. (Certo/Errado)24 V) Princípios Alguns editais de concursos públicos mencionam. excelente semana e bons estudos! Cyonil Borges. embora dotados de carga normativa.com. Os costumes são fontes mediatas.br 00000000000 . No entanto.estrategiaconcursos.